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Importância da Sanidade Animal na Pecuária

Este documento discute a importância da sanidade animal na pecuária e como cuidar da saúde dos animais. Aborda tópicos como higiene dos animais, instalações e equipamentos, agentes contaminantes e como realizar a higienização e desinfecção de forma adequada.

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Importância da Sanidade Animal na Pecuária

Este documento discute a importância da sanidade animal na pecuária e como cuidar da saúde dos animais. Aborda tópicos como higiene dos animais, instalações e equipamentos, agentes contaminantes e como realizar a higienização e desinfecção de forma adequada.

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UFCD.

7591 – SANIDADE ANIMAL:

1 - Higiene dos animais, das instalações e dos equipamentos


o Agentes contaminantes
o Higienização
o Produtos utilizados e autorizados
o Operações e equipamentos
o Plano de higienização - aplicação e coordenação

A sanidade animal tem implicações diretas com a produtividade e a


rentabilidade da pecuária, por isso que a saúde dos animais na pecuária é
um ponto muito importante.
Além das vantagens óbvias de se manter os rebanhos saudáveis, há ainda
os benefícios para a reprodução das espécies, pois os animais só conseguem
atingir o máximo do seu potencial genético quando estão nutridos
adequadamente, confortáveis e bem cuidados.
Segundo o Comitê de Bem-Estar dos Animais (FAWC) do Reino Unido, para
os animais terem uma vida de condições minimamente ideais, eles devem
estar livres de medo e de stress, sede e fome, qualquer desconforto, dor,
injúrias e doenças. Além disso, devem ser livres para expressar o seu
comportamento natural.
Portanto, a sanidade animal é o cuidado com a saúde dos animais,
promovendo as tais condições ideais. Para que isso aconteça, os produtores
precisam realizar trabalhos visando a prevenção de doenças, o
planeamento da rotina do rebanho e o cuidado com a qualidade de vida dos
animais.
Para tal, é preciso priorizar um ambiente confortável e protegido. Além de
atuar ativamente nas crises epidemiológicas, como a gripe aviária, a peste
suína e a febre aftosa, para evitar a propagação de enfermidades.

1
Dessa forma, os cuidados com a saúde dos bichos geram uma produção
melhor e maior na pecuária.
Como cuidar da sanidade animal?
Segundo o FAWC, é muito importante focar o bem-estar dos animais. Dessa
forma, é preciso estar-se atento a um maneio responsável dos animais,
promovendo condições de vida adequadas, manuseio e transporte
atenciosos, prevenção de doenças e, por fim, abates com menos
sofrimento.
Um exemplo de cuidado no maneio, é evitar-se o isolamento desnecessário
de animais.
Limitar o espaço e o contato deles, que são seres sociais como os humanos,
gera-lhes stress, pode conduzir ao aumento, ou surgimento, de doenças e
a mortalidade de filhotes.
Assim, o isolamento deve ser focado aos cuidados epidemiológicos, sendo
uma boa opção quando há suspeita de gripes ou pestes. Além do
afastamento dos contaminados, nesses casos é preciso manter as granjas e
as pecuárias limpas, para evitar-se o contágio por secreções e excreções.
Em especial no caso da febre aftosa, é crucial que os cuidadores promovam
a vacinação dos rebanhos.
Agentes contaminantes:
Contaminantes são agentes biológicos, físicos ou químicos que são
introduzidos no alimento de forma não intencional e que podem trazer
danos à saúde da população.
A contaminação de um alimento pode ocorrer ao longo de toda a cadeia
produtiva e pode estar associada a vários fatores, incluindo:
- questões ambientais, como a presença de poluentes no ar, no solo e na
água;
- caraterísticas da matéria-prima alimentar, como a presença natural de
microrganismos ou substâncias tóxicas em vegetais e animais; ou
- tecnologias e insumos usados na produção, que podem alterar substâncias
presentes nos alimentos em formas com potencial tóxico ou transferir
compostos com este potencial.

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Na maioria das vezes, a contaminação pode ser evitada ou reduzida pela
adoção de práticas agrícolas e de produção adequadas. Inclusive, o foco das
boas práticas é a minimização deste risco.
Entretanto, há situações em que a total eliminação do contaminante não é
possível ou pequenas quantidades desses agentes podem ser toleradas sem
trazer prejuízos significativos à saúde. Nestes casos, estabelece-se limites
máximos aceitáveis, os quais normalmente são variáveis por tipo de
alimento. Os limites devem ser baseados em princípios científicos e
fundamentados na proteção à saúde humana. Alimentos com teores de
contaminantes superiores aos estipulados nos regulamentos não podem
ser comercializados.
A fixação dos limites de contaminantes nos alimentos segue as
recomendações dadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO),
mundialmente reconhecidas.
Os Estados-Membros devem controlar a presença de contaminantes nos
géneros alimentícios de acordo com o Regulamento Delegado (UE)
2022/931 e o Regulamento de Execução (UE) 2022/932.

Em Portugal, o controlo dos contaminantes alimentares realiza-se através


da implementação dos planos de controlo PNCC, PACE, PCAI e no momento
da importação.

Entre outros aspetos verifica-se o cumprimento dos limites máximos,


definidos no Regulamento (UE) nº 1881/2006, em diferentes tipos de
géneros alimentícios.

3
Higienização Geral - Conceitos
Limpeza e desinfeção não significam a mesma coisa!

Quando uma superfície está limpa, está livre de sujidade, lixo ou resíduos
alimentares visíveis.

Quando uma superfície está desinfetada, foi limpa em primeiro lugar e em


seguida foi-lhe aplicado um agente desinfetante de modo a eliminar e/ou
reduzir para níveis aceitáveis a carga microbiana, principalmente os
microrganismos causadores de toxi-infeções alimentares.

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Limpeza + Desinfeção = Higienização

A limpeza e desinfeção habituais não "matam" todos os microrganismos,


apenas os reduzem a níveis aceitáveis.

Tipos de detergentes

1. Detergentes sintéticos:

Definição e Vantagens: São os detergentes de uso geral. Podem apresentar


propriedades mediamente alcalinas (remoção da sujidade de pavimentos,
paredes e equipamentos) e propriedades fortemente alcalinas (remoção de
ceras, gorduras e lavagem mecânica de utensílios). Apresentam boa
capacidade molhante.
Desvantagens: Apresentam dificuldade aquando da remoção de
incrustações de iodo em tubagens.

2. Sabões :

Definição e Vantagens: São detergentes simples. Custo baixo.


Desvantagens: Formação de espuma que provoca dificuldades aquando da
sua aplicação em superfícies.

3. Produtos de limpeza abrasivos

Definição e Vantagens: São chamados detergentes SOS. Constituídos por


partículas de sílica e feldspato. Aplicados no caso dos detergentes sintéticos
não atuarem. Ex: Superfícies sujas com óleo.

5
Tipos de desinfetantes

Os desinfetantes mais usados no mercado são:


1. Cloro e compostos de cloro (dióxido de cloro)

Definição e Vantagens: Estes compostos apresentam boa capacidade


antibacteriana. Apresentam uma boa eficácia em condições
neutras/alcalinas, boa aplicabilidade em superfícies de aço inoxidável, e são
adequados para superfícies de contacto com os alimentos, uma vez que não
deixam sabores nos produtos se aplicados na devida concentração. São
também, usados para desinfeção de frutas e vegetais (pastilhas de cloro).
Uma das grandes vantagens é o baixo custo.
Desvantagens: Em condições de pH ácidas, a alta temperatura, torna-se
corrosivos quando usado em aços inoxidáveis de qualidade mais fraca, são
muito corrosivos na forma de vapor e irritantes para os olhos e para a pele.

2. Iodo

Definição e Vantagens: Os desinfetantes à base de iodo apresentam uma


boa eficácia a pH<3, boa aplicabilidade em superfícies de aço inoxidável e
de plástico, muito usado para desinfeção de pavimentos, paredes e mãos
uma vez que elimina um grande espectro de bactérias.
Desvantagens: Estes compostos são inativados na presença de resíduos
alimentares e sujidades, a partir de pH=5 apresentam uma queda drástica
de atividade, geram espuma, provocando corrosão em metais brados e aços
de menor qualidade, é menos eficaz do que os compostos à base de cloro,
é potencialmente gerador de sabores e odores. Em termos económicos é
mais caro do que o cloro mas mais eficaz em concentrações mais baixas.

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3. Compostos de amónio quaternário
Definição e Vantagens: Este tipo de compostos apresentam grande eficácia
em condições neutras/alcalinas é aplicável a todo o tipo de materiais,
adequado para tratamento de água, não é irritante e apresentam uma baixa
atividade corrosiva.
Desvantagens: Estes compostos formam espuma dependendo das
condições de circulação, alguns detergentes tendem a neutralizar este tipo
de compostos, a sua atividade contra bactérias Gram (-) é menor em
comparação com a atividade do cloro e apresenta elevada toxicidade em
concentrações elevadas.

4. Outros desinfetantes
Existem ainda no mercado outros desinfetantes como é o caso de: Péroxido
de Hidrogénio (vulgar água oxigenada).

Características técnicas legais


“ Os detergentes, desinfetantes e substâncias similares devem ser
autorizados pela DGV e utilizados de modo que o equipamento, o material
e os produtos não sejam afetados.” Decreto-Lei n.º 375/98 – Cap. VI – alínea
5 (*)

(*) Nota importante: O Decreto-Lei n.º 111/2006 prevê a revogação do


Decreto-Lei 375/98, a partir do momento que entra em vigor as normas que
visam a adaptação dos Regulamento (CE) nº 852/2004 e do Regulamento
(CE) n.º 853/2004.

Para além disso o Decreto-Lei n.º 113/2006 estabelece as regras de


execução, na ordem jurídica nacional, do Regulamento (CE) n.º 852/2004,
e revoga o Decreto-Lei nº 67/98, que transpunha a Diretiva n.º 93/43/CE.

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