0% acharam este documento útil (0 voto)
61 visualizações16 páginas

Desafios na Suinocultura em Moçambique

Este documento descreve um estudo sobre como produtores de suínos em Moçambique lidam com desafios relacionados ao controle de doenças de origem indecisa e parasitária. O documento contextualiza a importância da suinocultura em Moçambique e os desafios enfrentados, como condições climáticas variadas e presença de vetores parasitários. O estudo visa compreender como os produtores moçambicanos enfrentam e superam esses desafios específicos, considerando as nuances locais.

Enviado por

Alcides
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
61 visualizações16 páginas

Desafios na Suinocultura em Moçambique

Este documento descreve um estudo sobre como produtores de suínos em Moçambique lidam com desafios relacionados ao controle de doenças de origem indecisa e parasitária. O documento contextualiza a importância da suinocultura em Moçambique e os desafios enfrentados, como condições climáticas variadas e presença de vetores parasitários. O estudo visa compreender como os produtores moçambicanos enfrentam e superam esses desafios específicos, considerando as nuances locais.

Enviado por

Alcides
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE MANICA

DIVISÃO DA AGRICULTURA
CURSO DE ENG. ZOOTECNIA

Perfil do produtor de suínos, como ele lida com o controle de doenças de origem indecisa e
parasitária.

Discente
Elcilia Jorge Garife

Supervisor: Dr Matos Manuel Soares

Matsinho, Novembro de 2023


ÍNDICE
CAPITULO I – INTRODUÇÃO...................................................................................................1
1. Contextualização....................................................................................................................1
1.1. Tema e título do projecto....................................................................................................2
1.2. Problematização.................................................................................................................2
1.3. Justificativa.........................................................................................................................3
1.4. Delimitação do estudo........................................................................................................4
1.5. Objectivos...........................................................................................................................4
1.5.1. Objectivo Geral..............................................................................................................4
1.5.2. Objectivos Específicos...................................................................................................4
1.6. Hipóteses............................................................................................................................4
1.6.1. Hipótese Valida:.............................................................................................................4
1.6.2. Hipótese Nula:................................................................................................................5
CAPÍTULO II – METODOLOGIA...............................................................................................6
2. Desafios na Suinocultura Moçambicana................................................................................6
2.1. Doenças Infecciosas e Virais..............................................................................................6
2.2. Falta de Infra-estrutura Veterinária Adequada...................................................................6
2.3. Condições Climáticas Desafiadoras...................................................................................7
2.4. Limitações em Recursos Financeiros e Técnicos...............................................................7
2.5. Educação e Conscientização Limitadas.............................................................................7
2.6. Abordagens para Mitigação de Desafios............................................................................7
2.7. Programas de Educação e Treinamento.............................................................................7
2.8. Monitoramento Epidemiológico........................................................................................7
2.9. Apoio Financeiro e Técnico...............................................................................................8
CAPÍTULO III – METODOLOGIA..............................................................................................9
3. Tipo de pesquisa.....................................................................................................................9
3.1. Quanto a natureza...............................................................................................................9
3.2. Quanto aos objectivos........................................................................................................9
3.3. Abordagem do problema....................................................................................................9
3.4. Quando aos procedimentos..............................................................................................10
3.5. População.........................................................................................................................10
3.6. Amostra............................................................................................................................10
3.7. Técnicas e instrumentos de colecta de dados...................................................................11
3.8. Técnicas de análise de dados............................................................................................11
4. CRONOGRAMA.................................................................................................................12
5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS...................................................................................13
CAPITULO I – INTRODUÇÃO

1. Contextualização
A suinocultura desempenha um papel vital em Moçambique, contribuindo
significativamente para a segurança alimentar e o desenvolvimento económico,
especialmente em comunidades rurais. Este sector não apenas fornece uma fonte crucial
de proteína animal, mas também representa uma oportunidade fundamental para a
subsistência de pequenos produtores, desempenhando um papel estratégico na
diversificação das actividades agrícolas (Faria & Mutemba, 2017).

Em consonância com a importância da suinocultura, enfrenta desafios complexos


relacionados ao controle de doenças de origem indecisa e parasitária. Essas
enfermidades não apenas afectam directamente a produtividade dos rebanhos, mas
também colocam em risco a estabilidade financeira dos produtores e a disponibilidade
de carne suína para a população. Este cenário demanda uma compreensão aprofundada
das estratégias adoptadas pelos produtores moçambicanos para enfrentar esses desafios
(Santos & Machava, 2019).

Em um contexto moçambicano, onde a agricultura desempenha um papel vital na


subsistência e no desenvolvimento económico, a suinocultura representa uma fonte
significativa de renda para pequenos produtores e uma peça fundamental na
diversificação das actividades agrícolas. No entanto, as doenças que afectam os suínos
apresentam obstáculos consideráveis, comprometendo não apenas o bem-estar dos
animais, mas também a estabilidade financeira dos produtores e a disponibilidade de
carne suína para a população (Faria & Mutemba, 2017).

Em Moçambique, um país caracterizado por uma agricultura de subsistência


predominante, as condições climáticas variadas e a presença de vectores parasitários
conferem desafios adicionais ao controle e prevenção de doenças na suinocultura. A
complexidade desse contexto destaca a necessidade de um estudo aprofundado sobre
como os produtores de suínos enfrentam e superam esses desafios específicos,
considerando as nuances locais (Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação, 2020).

A situação é agravada por factores específicos de Moçambique, como as condições


climáticas variadas e a presença de vectores parasitários que podem desafiar os esforços
de controle e prevenção. Nesse contexto, compreender como os produtores de suínos em
1
Moçambique enfrentam e superam esses desafios assume uma importância crítica para a
sustentabilidade da suinocultura no país.

1.1. Tema e título do projecto

Tema: Perfil do produtor de suínos, como ele lida com o controle de doenças de origem
indecisa e parasitária.

1.2. Problematização

O perfil do produtor de suínos e sua abordagem ao controle de doenças de origem


indecisa e parasitária constituem um campo de estudo essencial no contexto da
suinocultura. A literatura destaca uma série de desafios complexos que os produtores
enfrentam ao lidar com a saúde de seus rebanhos, indicando a necessidade de uma
investigação aprofundada para compreender como esses profissionais se adaptam e
respondem a tais desafios.

Autores como Smith (2018) destacam que, globalmente, a suinocultura é impactada por
uma variedade de doenças, algumas das quais de origem indecisa, tornando a gestão
sanitária uma tarefa intricada. A pressão constante de patógenos emergentes e a
evolução de cepas resistentes a medicamentos destacam a dinâmica desafiadora
enfrentada pelos produtores, demandando estratégias inovadoras para o controle eficaz.

No contexto específico da América Latina, Perez e colaboradores (2020) ressaltam a


interconexão entre factores socioeconómicos e a capacidade dos produtores de
implementarem medidas preventivas. Questões como acesso limitado a recursos e falta
de capacitação técnica podem criar barreiras significativas para a implementação
efectiva de protocolos de biossegurança, afectando directamente o perfil e a tomada de
decisão dos produtores.

No que diz respeito às doenças parasitárias, estudos de Oliveira (2019) indicam que a
resistência crescente de parasitas a agentes antiparasitários é uma preocupação crescente
na suinocultura. Este fenómeno destaca a necessidade de estratégias integradas e
sustentáveis, levando em consideração não apenas o uso de medicamentos, mas também
práticas de manejo e condições ambientais.

Em um estudo sobre a agricultura de subsistência em Moçambique, Silva e Sousa


(2019) identificam que os pequenos produtores, muitas vezes, enfrentam restrições de
recursos financeiros e acesso limitado a serviços veterinários. Esses factores
2
socioeconómicos podem impactar directamente a capacidade desses produtores em
implementar práticas eficazes de controle de doenças, influenciando assim o perfil e as
estratégias adoptadas.

Adicionalmente, a resistência crescente de parasitas a medicamentos, como observado


por Gomes (2021), é uma preocupação em ascensão na suinocultura moçambicana. Esta
resistência destaca a necessidade premente de abordagens integradas, considerando não
apenas o uso de medicamentos, mas também práticas de manejo e a promoção de
condições ambientais favoráveis à saúde suína.

Essas considerações destacam a relevância de uma pesquisa aprofundada sobre como o


perfil do produtor de suínos influencia suas decisões e estratégias no controle de
doenças. Compreender as experiências e desafios enfrentados pelos produtores pode
fornecer insights valiosos para o desenvolvimento de políticas e práticas que promovam
a saúde suína de maneira eficiente e sustentável.

1.3. Justificativa

A pesquisa sobre o perfil do produtor de suínos em Moçambique e sua abordagem ao


controle de doenças de origem indecisa e parasitária se fundamenta em contribuições de
diversos estudiosos que exploraram desafios semelhantes em contextos globais e
regionais.

Smith (2018) destaca que a suinocultura desempenha um papel crucial na segurança


alimentar global, e compreender o perfil do produtor de suínos é essencial para garantir
uma produção contínua e segura.

Silva e Sousa (2019) abordam a agricultura de subsistência em Moçambique,


ressaltando que entender como os pequenos produtores enfrentam desafios na
suinocultura é crucial para promover a sustentabilidade económica dessas comunidades
rurais.

Machava e colaboradores (2017) salientam que as condições climáticas variadas em


Moçambique, aliadas à presença de vectores parasitários específicos, influenciam
directamente a saúde suína. Compreender como os produtores se adaptam a esses
factores é crucial para o desenvolvimento de estratégias de controle eficazes.

3
Gomes (2021) destaca a resistência crescente de parasitas a medicamentos como uma
preocupação em ascensão na suinocultura moçambicana. Esta pesquisa pode contribuir
para a formulação de práticas sustentáveis e abordagens multidisciplinares.

Esses autores fornecem uma base sólida para a justificativa desta pesquisa,
evidenciando a necessidade de compreender o perfil do produtor de suínos em
Moçambique e sua gestão de doenças em um contexto único, considerando as
dimensões económicas, sociais e ambientais específicas do país.

1.4. Delimitação do estudo

O presente estudo será delimitado geograficamente ao distrito de Gondola, em


Moçambique, considerando suas particularidades e características específicas na
suinocultura. Esta delimitação visa proporcionar uma análise mais aprofundada e
contextualizada das práticas e desafios enfrentados pelos produtores de suínos nessa
região específica, contribuindo para a compreensão mais clara dos factores que
influenciam o perfil do produtor e as estratégias adoptadas no controle de doenças de
origem indecisa e parasitária.

O estudo será restrito ao distrito de Gondola, visando uma compreensão específica das
condições locais, climáticas e socioeconómicas que impactam a suinocultura nessa
região.

1.5. Objectivos
1.5.1. Objectivo Geral
 Investigar e compreender o perfil do produtor de suínos e sua abordagem no
controle de doenças de origem indecisa e parasitária.
1.5.2. Objectivos Específicos
 Analisar as competências técnicas dos produtores nesse contexto.
 Avaliar as práticas de prevenção e biossegurança adoptadas.
 Examinar estratégias de monitoramento da saúde suína.
 Investigar a colaboração entre produtores e profissionais de saúde animal.
 Avaliar o uso responsável de medicamentos na suinocultura.
1.6. Hipóteses
1.6.1. Hipótese Valida:

4
 "Há uma associação significativa entre o perfil do produtor de suínos em
Gondola, Moçambique, e as práticas adoptadas para o controle de doenças de
origem indecisa e parasitária. Espera-se que factores como experiência na
suinocultura, acesso a recursos financeiros e técnicos, e conscientização sobre
boas práticas sanitárias influenciem positivamente a eficácia das estratégias de
controle implementadas pelos produtores."
1.6.2. Hipótese Nula:
 "Não há associação significativa entre o perfil do produtor de suínos em
Gondola, Moçambique, e as práticas adoptadas para o controle de doenças de
origem indecisa e parasitária. Supõe-se que factores como experiência, recursos
e conscientização não desempenham um papel relevante na variação das
estratégias de controle implementadas pelos produtores, sendo outros factores
não relacionados ao perfil mais influentes."

5
CAPÍTULO II – METODOLOGIA
A suinocultura em Moçambique desempenha um papel crucial na segurança alimentar e
na economia do país, proporcionando uma fonte valiosa de proteína animal e
oportunidades de subsistência para comunidades rurais. No entanto, o sector enfrenta
desafios significativos relacionados ao controle de doenças de origem indecisa e
parasitária, o que impacta directamente a produtividade e a sustentabilidade dessa
actividade agrícola.

O desenvolvimento da suinocultura em Moçambique é fundamental para a segurança


alimentar e económica, proporcionando uma valiosa fonte de proteína animal e sustento
para comunidades rurais (Silva et al., 2018). Contudo, o sector enfrenta consideráveis
desafios no controle de doenças de origem indecisa e parasitária, comprometendo a
produtividade e a sustentabilidade dessa actividade agrícola (Oliveira et al., 2019).

Estudos como o de Santos et al. (2020) destacam a importância de compreender o perfil


socioeconómico e as práticas de manejo dos produtores de suínos em contextos
africanos, fornecendo uma perspectiva valiosa para a pesquisa em Moçambique. Além
disso, investigações sobre o impacto das condições climáticas na saúde suína, como o
estudo de Machado et al. (2017), ressaltam a complexidade adicional que factores
climáticos específicos podem introduzir aos desafios de controle de doenças.

A importância das boas práticas sanitárias na produção sustentável de suínos é discutida


por Fonseca et al. (2021), enfatizando a necessidade de implementar estratégias eficazes
para mitigar os desafios relacionados a doenças parasitárias e infecciosas.

2. Desafios na Suinocultura Moçambicana


2.1. Doenças Infecciosas e Virais

Moçambique enfrenta desafios relacionados a doenças infecciosas e virais que afectam


a saúde dos suínos. Entre essas, destacam-se a Peste Suína Africana (PSA) e outras
doenças respiratórias que podem se disseminar rapidamente, causando prejuízos
económicos e sanitários (Silva, 2018).

6
2.2. Falta de Infra-estrutura Veterinária Adequada

A falta de infra-estrutura veterinária adequada, incluindo acesso limitado a serviços de


diagnóstico e tratamento, dificulta a identificação precoce e a contenção de doenças
suínas. Isso contribui para a propagação de enfermidades e impacta a eficácia das
medidas preventivas (Silva, 2018).

2.3. Condições Climáticas Desafiadoras

As variadas condições climáticas em diferentes regiões de Moçambique podem criar


ambientes propícios para a proliferação de parasitas e patógenos, tornando o controle de
doenças parasitárias uma tarefa complexa. As mudanças climáticas também podem
influenciar a dinâmica das doenças na suinocultura (Silva, 2018).

2.4. Limitações em Recursos Financeiros e Técnicos

Muitos produtores enfrentam limitações em termos de recursos financeiros e técnicos


para implementar práticas sanitárias avançadas. Isso pode comprometer a capacidade de
investir em medidas de prevenção e tratamento eficazes.

2.5. Educação e Conscientização Limitadas

A educação e conscientização limitadas sobre boas práticas sanitárias entre os


produtores podem contribuir para a propagação de doenças. A falta de conhecimento
sobre medidas preventivas e a importância da biossegurança pode aumentar a
vulnerabilidade da suinocultura.

2.6. Abordagens para Mitigação de Desafios

Fortalecimento da Infra-estrutura Veterinária

Investir na melhoria da infra estrutura veterinária, incluindo laboratórios de diagnóstico


e serviços de saúde animal, pode fortalecer a capacidade do país de lidar com surtos de
doenças suínas.

2.7. Programas de Educação e Treinamento

Implementar programas educacionais e de treinamento para produtores, abordando boas


práticas sanitárias e promovendo a conscientização, é essencial para a prevenção de
doenças.

2.8. Monitoramento Epidemiológico

7
Estabelecer sistemas eficazes de monitoramento epidemiológico permite uma resposta
rápida a surtos de doenças, ajudando na contenção e no controle efectivo.

2.9. Apoio Financeiro e Técnico

Oferecer apoio financeiro e técnico aos produtores, especialmente aos pequenos


agricultores, é crucial para melhorar as condições de manejo e implementar práticas
preventivas.

A abordagem integrada dessas questões, aliada a uma colaboração efectiva entre o


governo, instituições de pesquisa, organizações não-governamentais e produtores, é
fundamental para fortalecer a suinocultura em Moçambique e superar os desafios
associados ao controle de doenças de origem indecisa e parasitária.

8
CAPÍTULO III – METODOLOGIA
A metodologia representa o conjunto de abordagens, técnicas e processos empregados
pela ciência para identificar e resolver de maneira sistemática os desafios associados à
aquisição objectiva do conhecimento. Conforme Gil (2002), um método refere-se a um
conjunto de processos que viabiliza a compreensão de uma realidade específica, a
criação de um objecto determinado ou o desenvolvimento de procedimentos e
comportamentos específicos. Em resumo, a metodologia é a estrutura que guia a
investigação e a solução de problemas, enquanto o método é a sequência de passos que
torna possível compreender, produzir ou desenvolver algo de interesse.

3. Tipo de pesquisa
3.1. Quanto a natureza

A pesquisa descritiva, segundo Gil (2002), tem como objectivo descrever as


características de determinado fenómeno ou a relação entre variáveis. Seu foco está na
análise e interpretação de dados para entender as características de uma situação ou
fenómeno, sem a manipulação de variáveis.

A natureza da pesquisa será descritiva, buscando identificar e analisar as características


do perfil do produtor de suínos em Gondola e as práticas adoptadas para o controle de
doenças de origem indecisa e parasitária.

3.2. Quanto aos objectivos

Conforme Creswell (2014), a pesquisa exploratória busca proporcionar maior


familiaridade com o problema, visando aprimorar ideias ou hipóteses. Já a pesquisa
descritiva, segundo o mesmo autor, visa descrever detalhadamente as características de
um fenómeno ou relação entre variáveis, proporcionando uma análise mais profunda.

A pesquisa terá objectivos exploratórios, visando compreender os factores que


influenciam o perfil do produtor, e objectivos descritivos, buscando descrever as
práticas específicas de controle de doenças adoptadas.

9
3.3. Abordagem do problema

A abordagem quantitativa, segundo Creswell (2014), refere-se à colecta e análise de


dados numéricos, utilizando métodos estatísticos para entender padrões e relações. A
abordagem qualitativa, de acordo com o mesmo autor, envolve a colecta e análise de
dados não numéricos, explorando significados, experiências e contextos.

A abordagem do problema será mista, utilizando métodos quantitativos para análise


estatística das variáveis e qualitativos para aprofundar a compreensão do contexto e das
práticas adoptadas.

3.4. Quando aos procedimentos

Yin (2014) define os procedimentos de estudo de caso como uma análise detalhada e
aprofundada de um caso específico, seja um indivíduo, grupo, organização ou
comunidade. Essa abordagem busca compreender o fenómeno em seu contexto real e
complexo.

Considerando a delimitação geográfica ao distrito de Gondola, a pesquisa adoptará


procedimentos de estudo de caso para investigar de forma aprofundada o perfil dos
produtores e suas estratégias de controle de doenças.

3.5. População

A população, segundo Gil (2002), refere-se ao conjunto completo de elementos ou


unidades que compartilham características específicas. Neste caso, a população são os
produtores de suínos em Gondola, Moçambique, representando o grupo de interesse
para a pesquisa.

A população alvo são os produtores de suínos em Gondola, representando a comunidade


envolvida na suinocultura nesse distrito.

3.6. Amostra

Gil (2002) explica que a amostra estratificada envolve a divisão da população em


estratos ou subgrupos com características semelhantes, e, em seguida, a selecção de
amostras de cada estrato. Isso permite garantir uma representação adequada de
diferentes grupos na amostra.

Para o cálculo da amostra será usada a fórmula sugerida por Barbetta (2002):

10
N . no 1
n= , com no = 2 ,
N +no εo
Onde:
N – é o tamanho da população (N=63);
n – é o tamanho da amostra;
no – é a aproximação do tamanho amostral;
ε o – é o erro amostral (ɛo=10%).
3.7. Técnicas e instrumentos de colecta de dados

Entrevistas estruturadas são definidas por Creswell (2014) como conversas planejadas e
direccionadas com perguntas específicas, enquanto a observação participante, segundo o
mesmo autor, envolve a presença activa do pesquisador no ambiente estudado. Ambas
as técnicas visam obter dados detalhados e relevantes para a pesquisa.

Utilizará entrevistas estruturadas para obter dados específicos sobre o perfil e práticas
dos produtores, e observação participante para uma compreensão mais profunda do
contexto e das práticas cotidianas.

3.8. Técnicas de análise de dados

A análise estatística descritiva, conforme Gil (2002), utiliza métodos estatísticos para
resumir e descrever dados quantitativos. A análise de conteúdo, de acordo com Creswell
(2014), é uma abordagem qualitativa que busca identificar padrões e significados em
dados não numéricos, como textos, imagens ou entrevistas.

Aplicará análise estatística descritiva para os dados quantitativos, identificando padrões


e correlações, e análise de conteúdo para os dados qualitativos, extraindo significados e
padrões de informações qualitativas.

11
4. CRONOGRAMA

MÊS DE EXECUÇÃO
ACTIVIDADE DEZEMBRO JANEIRO FEVEREIRO
Reparação e Revisão
Bibliográfica
Elaboração do Projecto de
Pesquisa
Planejamento da Colecta
de Dados
Colecta de Dados:
Análise de Dados
Quantitativos:
Análise de Dados
Qualitativos
Interpretação dos
Resultados
Redacção do Relatório
Intermediário
Apresentação e Discussão
Preliminar

12
5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS
 Creswell, J. W. (2014). "Research Design: Qualitative, Quantitative, and
Mixed Methods Approaches." Sage Publications.
 Faria, A. M., & Mutemba, S. (2017). "O Papel da Suinocultura na Economia
de Moçambique: Desafios e Oportunidades." Revista de Agricultura e
Desenvolvimento Rural Sustentável, 5(2), 78-92.
 Fonseca, L. et al. (2021). "Importância das Boas Práticas Sanitárias na
Produção Sustentável de Suínos." Revista de Zootecnia Sustentável, 18(3),
155-170.
 Gil, A. C. (2002). "Como Elaborar Projetos de Pesquisa." Atlas.
 Gil, A. C. (2002). Como Elaborar Projetos De Pesquisa. São Paulo: Atlas.
 Gomes, A. (2021). "Resistência Antiparasitária em Suínos Moçambicanos:
Uma Análise Atualizada." Journal of Veterinary Parasitology, 30(3), 120-135.
 Gomes, A. (2021). "Resistência Antiparasitária em Suínos Moçambicanos:
Uma Análise Atualizada." Journal of Veterinary Parasitology, 30(3), 120-135.
 Machado, J. et al. (2017). "Impacto das Condições Climáticas na Saúde
Suína: Um Estudo de Caso em Moçambique." Journal of Animal Health,
12(4), 210-225.
 Machava, R., et al. (2017). "Desafios Sanitários na Suinocultura
Moçambicana: Impacto das Condições Climáticas e Vetores Parasitários."
Revista de Saúde Animal em Moçambique, 15(2), 45-62.
 Oliveira, C. A. (2019). "Antiparasitic Resistance in Swine Production:
Current Status and Future Trends." Veterinary Parasitology, 267, 26-33.
 Oliveira, M. et al. (2019). "Estratégias Eficazes no Controle de Doenças
Parasitárias em Suínos." Journal of Veterinary Medicine, 25(3), 112-130.
 Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). (2020).
"Perfil da Suinocultura em Moçambique: Contribuições e Desafios."

13
 Perez, A., et al. (2020). "Socioeconomic Factors and Biosecurity Practices: A
Comprehensive Study in Latin American Swine Farms." Livestock Science,
238, 104047.
 Santos, J. R., & Machava, R. (2019). "Desafios Sanitários na Suinocultura
Moçambicana: Uma Análise das Práticas de Controle de Doenças." Anais do
Congresso Nacional de Agricultura Familiar, 15-30.
 Santos, R. et al. (2020). "Perfil Socioeconômico e Práticas de Manejo entre
Produtores de Suínos no Contexto Africano." Revista de Agricultura Familiar,
15(1), 78-92.
 Silva, A. et al. (2018). "Desafios e Oportunidades na Suinocultura
Moçambicana." Revista de Agricultura Sustentável, 10(2), 45-60.
 Silva, M., Sousa, A. (2019). "Agricultura de Subsistência em Moçambique:
Desafios e Oportunidades para os Pequenos Produtores." Revista de
Agricultura Sustentável, 8(1), 78-92.
 Silva, M., Sousa, A. (2019). "Desafios da Agricultura de Subsistência em
Moçambique: Uma Perspectiva Socioeconômica." African Journal of Rural
Development, 10(3), 120-135.
 Smith, J. (2018). "A Importância da Suinocultura na Segurança Alimentar
Global." Journal of Food Security, 7(2), 89-104.
 Smith, J. (2018). "Global Challenges in Swine Health Management: An
Overview." Journal of Veterinary Medicine, 45(3), 210-225.
 Yin, R. K. (2014). "Case Study Research: Design and Methods." Sage
Publications.

14

Você também pode gostar