INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE MANICA
DIVISÃO DA AGRICULTURA
CURSO DE ENG. ZOOTECNIA
Perfil do produtor de suínos, como ele lida com o controle de doenças de origem indecisa e
parasitária.
Discente
Elcilia Jorge Garife
Supervisor: Dr Matos Manuel Soares
Matsinho, Novembro de 2023
ÍNDICE
CAPITULO I – INTRODUÇÃO...................................................................................................1
1. Contextualização....................................................................................................................1
1.1. Tema e título do projecto....................................................................................................2
1.2. Problematização.................................................................................................................2
1.3. Justificativa.........................................................................................................................3
1.4. Delimitação do estudo........................................................................................................4
1.5. Objectivos...........................................................................................................................4
1.5.1. Objectivo Geral..............................................................................................................4
1.5.2. Objectivos Específicos...................................................................................................4
1.6. Hipóteses............................................................................................................................4
1.6.1. Hipótese Valida:.............................................................................................................4
1.6.2. Hipótese Nula:................................................................................................................5
CAPÍTULO II – METODOLOGIA...............................................................................................6
2. Desafios na Suinocultura Moçambicana................................................................................6
2.1. Doenças Infecciosas e Virais..............................................................................................6
2.2. Falta de Infra-estrutura Veterinária Adequada...................................................................6
2.3. Condições Climáticas Desafiadoras...................................................................................7
2.4. Limitações em Recursos Financeiros e Técnicos...............................................................7
2.5. Educação e Conscientização Limitadas.............................................................................7
2.6. Abordagens para Mitigação de Desafios............................................................................7
2.7. Programas de Educação e Treinamento.............................................................................7
2.8. Monitoramento Epidemiológico........................................................................................7
2.9. Apoio Financeiro e Técnico...............................................................................................8
CAPÍTULO III – METODOLOGIA..............................................................................................9
3. Tipo de pesquisa.....................................................................................................................9
3.1. Quanto a natureza...............................................................................................................9
3.2. Quanto aos objectivos........................................................................................................9
3.3. Abordagem do problema....................................................................................................9
3.4. Quando aos procedimentos..............................................................................................10
3.5. População.........................................................................................................................10
3.6. Amostra............................................................................................................................10
3.7. Técnicas e instrumentos de colecta de dados...................................................................11
3.8. Técnicas de análise de dados............................................................................................11
4. CRONOGRAMA.................................................................................................................12
5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS...................................................................................13
CAPITULO I – INTRODUÇÃO
1. Contextualização
A suinocultura desempenha um papel vital em Moçambique, contribuindo
significativamente para a segurança alimentar e o desenvolvimento económico,
especialmente em comunidades rurais. Este sector não apenas fornece uma fonte crucial
de proteína animal, mas também representa uma oportunidade fundamental para a
subsistência de pequenos produtores, desempenhando um papel estratégico na
diversificação das actividades agrícolas (Faria & Mutemba, 2017).
Em consonância com a importância da suinocultura, enfrenta desafios complexos
relacionados ao controle de doenças de origem indecisa e parasitária. Essas
enfermidades não apenas afectam directamente a produtividade dos rebanhos, mas
também colocam em risco a estabilidade financeira dos produtores e a disponibilidade
de carne suína para a população. Este cenário demanda uma compreensão aprofundada
das estratégias adoptadas pelos produtores moçambicanos para enfrentar esses desafios
(Santos & Machava, 2019).
Em um contexto moçambicano, onde a agricultura desempenha um papel vital na
subsistência e no desenvolvimento económico, a suinocultura representa uma fonte
significativa de renda para pequenos produtores e uma peça fundamental na
diversificação das actividades agrícolas. No entanto, as doenças que afectam os suínos
apresentam obstáculos consideráveis, comprometendo não apenas o bem-estar dos
animais, mas também a estabilidade financeira dos produtores e a disponibilidade de
carne suína para a população (Faria & Mutemba, 2017).
Em Moçambique, um país caracterizado por uma agricultura de subsistência
predominante, as condições climáticas variadas e a presença de vectores parasitários
conferem desafios adicionais ao controle e prevenção de doenças na suinocultura. A
complexidade desse contexto destaca a necessidade de um estudo aprofundado sobre
como os produtores de suínos enfrentam e superam esses desafios específicos,
considerando as nuances locais (Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação, 2020).
A situação é agravada por factores específicos de Moçambique, como as condições
climáticas variadas e a presença de vectores parasitários que podem desafiar os esforços
de controle e prevenção. Nesse contexto, compreender como os produtores de suínos em
1
Moçambique enfrentam e superam esses desafios assume uma importância crítica para a
sustentabilidade da suinocultura no país.
1.1. Tema e título do projecto
Tema: Perfil do produtor de suínos, como ele lida com o controle de doenças de origem
indecisa e parasitária.
1.2. Problematização
O perfil do produtor de suínos e sua abordagem ao controle de doenças de origem
indecisa e parasitária constituem um campo de estudo essencial no contexto da
suinocultura. A literatura destaca uma série de desafios complexos que os produtores
enfrentam ao lidar com a saúde de seus rebanhos, indicando a necessidade de uma
investigação aprofundada para compreender como esses profissionais se adaptam e
respondem a tais desafios.
Autores como Smith (2018) destacam que, globalmente, a suinocultura é impactada por
uma variedade de doenças, algumas das quais de origem indecisa, tornando a gestão
sanitária uma tarefa intricada. A pressão constante de patógenos emergentes e a
evolução de cepas resistentes a medicamentos destacam a dinâmica desafiadora
enfrentada pelos produtores, demandando estratégias inovadoras para o controle eficaz.
No contexto específico da América Latina, Perez e colaboradores (2020) ressaltam a
interconexão entre factores socioeconómicos e a capacidade dos produtores de
implementarem medidas preventivas. Questões como acesso limitado a recursos e falta
de capacitação técnica podem criar barreiras significativas para a implementação
efectiva de protocolos de biossegurança, afectando directamente o perfil e a tomada de
decisão dos produtores.
No que diz respeito às doenças parasitárias, estudos de Oliveira (2019) indicam que a
resistência crescente de parasitas a agentes antiparasitários é uma preocupação crescente
na suinocultura. Este fenómeno destaca a necessidade de estratégias integradas e
sustentáveis, levando em consideração não apenas o uso de medicamentos, mas também
práticas de manejo e condições ambientais.
Em um estudo sobre a agricultura de subsistência em Moçambique, Silva e Sousa
(2019) identificam que os pequenos produtores, muitas vezes, enfrentam restrições de
recursos financeiros e acesso limitado a serviços veterinários. Esses factores
2
socioeconómicos podem impactar directamente a capacidade desses produtores em
implementar práticas eficazes de controle de doenças, influenciando assim o perfil e as
estratégias adoptadas.
Adicionalmente, a resistência crescente de parasitas a medicamentos, como observado
por Gomes (2021), é uma preocupação em ascensão na suinocultura moçambicana. Esta
resistência destaca a necessidade premente de abordagens integradas, considerando não
apenas o uso de medicamentos, mas também práticas de manejo e a promoção de
condições ambientais favoráveis à saúde suína.
Essas considerações destacam a relevância de uma pesquisa aprofundada sobre como o
perfil do produtor de suínos influencia suas decisões e estratégias no controle de
doenças. Compreender as experiências e desafios enfrentados pelos produtores pode
fornecer insights valiosos para o desenvolvimento de políticas e práticas que promovam
a saúde suína de maneira eficiente e sustentável.
1.3. Justificativa
A pesquisa sobre o perfil do produtor de suínos em Moçambique e sua abordagem ao
controle de doenças de origem indecisa e parasitária se fundamenta em contribuições de
diversos estudiosos que exploraram desafios semelhantes em contextos globais e
regionais.
Smith (2018) destaca que a suinocultura desempenha um papel crucial na segurança
alimentar global, e compreender o perfil do produtor de suínos é essencial para garantir
uma produção contínua e segura.
Silva e Sousa (2019) abordam a agricultura de subsistência em Moçambique,
ressaltando que entender como os pequenos produtores enfrentam desafios na
suinocultura é crucial para promover a sustentabilidade económica dessas comunidades
rurais.
Machava e colaboradores (2017) salientam que as condições climáticas variadas em
Moçambique, aliadas à presença de vectores parasitários específicos, influenciam
directamente a saúde suína. Compreender como os produtores se adaptam a esses
factores é crucial para o desenvolvimento de estratégias de controle eficazes.
3
Gomes (2021) destaca a resistência crescente de parasitas a medicamentos como uma
preocupação em ascensão na suinocultura moçambicana. Esta pesquisa pode contribuir
para a formulação de práticas sustentáveis e abordagens multidisciplinares.
Esses autores fornecem uma base sólida para a justificativa desta pesquisa,
evidenciando a necessidade de compreender o perfil do produtor de suínos em
Moçambique e sua gestão de doenças em um contexto único, considerando as
dimensões económicas, sociais e ambientais específicas do país.
1.4. Delimitação do estudo
O presente estudo será delimitado geograficamente ao distrito de Gondola, em
Moçambique, considerando suas particularidades e características específicas na
suinocultura. Esta delimitação visa proporcionar uma análise mais aprofundada e
contextualizada das práticas e desafios enfrentados pelos produtores de suínos nessa
região específica, contribuindo para a compreensão mais clara dos factores que
influenciam o perfil do produtor e as estratégias adoptadas no controle de doenças de
origem indecisa e parasitária.
O estudo será restrito ao distrito de Gondola, visando uma compreensão específica das
condições locais, climáticas e socioeconómicas que impactam a suinocultura nessa
região.
1.5. Objectivos
1.5.1. Objectivo Geral
Investigar e compreender o perfil do produtor de suínos e sua abordagem no
controle de doenças de origem indecisa e parasitária.
1.5.2. Objectivos Específicos
Analisar as competências técnicas dos produtores nesse contexto.
Avaliar as práticas de prevenção e biossegurança adoptadas.
Examinar estratégias de monitoramento da saúde suína.
Investigar a colaboração entre produtores e profissionais de saúde animal.
Avaliar o uso responsável de medicamentos na suinocultura.
1.6. Hipóteses
1.6.1. Hipótese Valida:
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"Há uma associação significativa entre o perfil do produtor de suínos em
Gondola, Moçambique, e as práticas adoptadas para o controle de doenças de
origem indecisa e parasitária. Espera-se que factores como experiência na
suinocultura, acesso a recursos financeiros e técnicos, e conscientização sobre
boas práticas sanitárias influenciem positivamente a eficácia das estratégias de
controle implementadas pelos produtores."
1.6.2. Hipótese Nula:
"Não há associação significativa entre o perfil do produtor de suínos em
Gondola, Moçambique, e as práticas adoptadas para o controle de doenças de
origem indecisa e parasitária. Supõe-se que factores como experiência, recursos
e conscientização não desempenham um papel relevante na variação das
estratégias de controle implementadas pelos produtores, sendo outros factores
não relacionados ao perfil mais influentes."
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CAPÍTULO II – METODOLOGIA
A suinocultura em Moçambique desempenha um papel crucial na segurança alimentar e
na economia do país, proporcionando uma fonte valiosa de proteína animal e
oportunidades de subsistência para comunidades rurais. No entanto, o sector enfrenta
desafios significativos relacionados ao controle de doenças de origem indecisa e
parasitária, o que impacta directamente a produtividade e a sustentabilidade dessa
actividade agrícola.
O desenvolvimento da suinocultura em Moçambique é fundamental para a segurança
alimentar e económica, proporcionando uma valiosa fonte de proteína animal e sustento
para comunidades rurais (Silva et al., 2018). Contudo, o sector enfrenta consideráveis
desafios no controle de doenças de origem indecisa e parasitária, comprometendo a
produtividade e a sustentabilidade dessa actividade agrícola (Oliveira et al., 2019).
Estudos como o de Santos et al. (2020) destacam a importância de compreender o perfil
socioeconómico e as práticas de manejo dos produtores de suínos em contextos
africanos, fornecendo uma perspectiva valiosa para a pesquisa em Moçambique. Além
disso, investigações sobre o impacto das condições climáticas na saúde suína, como o
estudo de Machado et al. (2017), ressaltam a complexidade adicional que factores
climáticos específicos podem introduzir aos desafios de controle de doenças.
A importância das boas práticas sanitárias na produção sustentável de suínos é discutida
por Fonseca et al. (2021), enfatizando a necessidade de implementar estratégias eficazes
para mitigar os desafios relacionados a doenças parasitárias e infecciosas.
2. Desafios na Suinocultura Moçambicana
2.1. Doenças Infecciosas e Virais
Moçambique enfrenta desafios relacionados a doenças infecciosas e virais que afectam
a saúde dos suínos. Entre essas, destacam-se a Peste Suína Africana (PSA) e outras
doenças respiratórias que podem se disseminar rapidamente, causando prejuízos
económicos e sanitários (Silva, 2018).
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2.2. Falta de Infra-estrutura Veterinária Adequada
A falta de infra-estrutura veterinária adequada, incluindo acesso limitado a serviços de
diagnóstico e tratamento, dificulta a identificação precoce e a contenção de doenças
suínas. Isso contribui para a propagação de enfermidades e impacta a eficácia das
medidas preventivas (Silva, 2018).
2.3. Condições Climáticas Desafiadoras
As variadas condições climáticas em diferentes regiões de Moçambique podem criar
ambientes propícios para a proliferação de parasitas e patógenos, tornando o controle de
doenças parasitárias uma tarefa complexa. As mudanças climáticas também podem
influenciar a dinâmica das doenças na suinocultura (Silva, 2018).
2.4. Limitações em Recursos Financeiros e Técnicos
Muitos produtores enfrentam limitações em termos de recursos financeiros e técnicos
para implementar práticas sanitárias avançadas. Isso pode comprometer a capacidade de
investir em medidas de prevenção e tratamento eficazes.
2.5. Educação e Conscientização Limitadas
A educação e conscientização limitadas sobre boas práticas sanitárias entre os
produtores podem contribuir para a propagação de doenças. A falta de conhecimento
sobre medidas preventivas e a importância da biossegurança pode aumentar a
vulnerabilidade da suinocultura.
2.6. Abordagens para Mitigação de Desafios
Fortalecimento da Infra-estrutura Veterinária
Investir na melhoria da infra estrutura veterinária, incluindo laboratórios de diagnóstico
e serviços de saúde animal, pode fortalecer a capacidade do país de lidar com surtos de
doenças suínas.
2.7. Programas de Educação e Treinamento
Implementar programas educacionais e de treinamento para produtores, abordando boas
práticas sanitárias e promovendo a conscientização, é essencial para a prevenção de
doenças.
2.8. Monitoramento Epidemiológico
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Estabelecer sistemas eficazes de monitoramento epidemiológico permite uma resposta
rápida a surtos de doenças, ajudando na contenção e no controle efectivo.
2.9. Apoio Financeiro e Técnico
Oferecer apoio financeiro e técnico aos produtores, especialmente aos pequenos
agricultores, é crucial para melhorar as condições de manejo e implementar práticas
preventivas.
A abordagem integrada dessas questões, aliada a uma colaboração efectiva entre o
governo, instituições de pesquisa, organizações não-governamentais e produtores, é
fundamental para fortalecer a suinocultura em Moçambique e superar os desafios
associados ao controle de doenças de origem indecisa e parasitária.
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CAPÍTULO III – METODOLOGIA
A metodologia representa o conjunto de abordagens, técnicas e processos empregados
pela ciência para identificar e resolver de maneira sistemática os desafios associados à
aquisição objectiva do conhecimento. Conforme Gil (2002), um método refere-se a um
conjunto de processos que viabiliza a compreensão de uma realidade específica, a
criação de um objecto determinado ou o desenvolvimento de procedimentos e
comportamentos específicos. Em resumo, a metodologia é a estrutura que guia a
investigação e a solução de problemas, enquanto o método é a sequência de passos que
torna possível compreender, produzir ou desenvolver algo de interesse.
3. Tipo de pesquisa
3.1. Quanto a natureza
A pesquisa descritiva, segundo Gil (2002), tem como objectivo descrever as
características de determinado fenómeno ou a relação entre variáveis. Seu foco está na
análise e interpretação de dados para entender as características de uma situação ou
fenómeno, sem a manipulação de variáveis.
A natureza da pesquisa será descritiva, buscando identificar e analisar as características
do perfil do produtor de suínos em Gondola e as práticas adoptadas para o controle de
doenças de origem indecisa e parasitária.
3.2. Quanto aos objectivos
Conforme Creswell (2014), a pesquisa exploratória busca proporcionar maior
familiaridade com o problema, visando aprimorar ideias ou hipóteses. Já a pesquisa
descritiva, segundo o mesmo autor, visa descrever detalhadamente as características de
um fenómeno ou relação entre variáveis, proporcionando uma análise mais profunda.
A pesquisa terá objectivos exploratórios, visando compreender os factores que
influenciam o perfil do produtor, e objectivos descritivos, buscando descrever as
práticas específicas de controle de doenças adoptadas.
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3.3. Abordagem do problema
A abordagem quantitativa, segundo Creswell (2014), refere-se à colecta e análise de
dados numéricos, utilizando métodos estatísticos para entender padrões e relações. A
abordagem qualitativa, de acordo com o mesmo autor, envolve a colecta e análise de
dados não numéricos, explorando significados, experiências e contextos.
A abordagem do problema será mista, utilizando métodos quantitativos para análise
estatística das variáveis e qualitativos para aprofundar a compreensão do contexto e das
práticas adoptadas.
3.4. Quando aos procedimentos
Yin (2014) define os procedimentos de estudo de caso como uma análise detalhada e
aprofundada de um caso específico, seja um indivíduo, grupo, organização ou
comunidade. Essa abordagem busca compreender o fenómeno em seu contexto real e
complexo.
Considerando a delimitação geográfica ao distrito de Gondola, a pesquisa adoptará
procedimentos de estudo de caso para investigar de forma aprofundada o perfil dos
produtores e suas estratégias de controle de doenças.
3.5. População
A população, segundo Gil (2002), refere-se ao conjunto completo de elementos ou
unidades que compartilham características específicas. Neste caso, a população são os
produtores de suínos em Gondola, Moçambique, representando o grupo de interesse
para a pesquisa.
A população alvo são os produtores de suínos em Gondola, representando a comunidade
envolvida na suinocultura nesse distrito.
3.6. Amostra
Gil (2002) explica que a amostra estratificada envolve a divisão da população em
estratos ou subgrupos com características semelhantes, e, em seguida, a selecção de
amostras de cada estrato. Isso permite garantir uma representação adequada de
diferentes grupos na amostra.
Para o cálculo da amostra será usada a fórmula sugerida por Barbetta (2002):
10
N . no 1
n= , com no = 2 ,
N +no εo
Onde:
N – é o tamanho da população (N=63);
n – é o tamanho da amostra;
no – é a aproximação do tamanho amostral;
ε o – é o erro amostral (ɛo=10%).
3.7. Técnicas e instrumentos de colecta de dados
Entrevistas estruturadas são definidas por Creswell (2014) como conversas planejadas e
direccionadas com perguntas específicas, enquanto a observação participante, segundo o
mesmo autor, envolve a presença activa do pesquisador no ambiente estudado. Ambas
as técnicas visam obter dados detalhados e relevantes para a pesquisa.
Utilizará entrevistas estruturadas para obter dados específicos sobre o perfil e práticas
dos produtores, e observação participante para uma compreensão mais profunda do
contexto e das práticas cotidianas.
3.8. Técnicas de análise de dados
A análise estatística descritiva, conforme Gil (2002), utiliza métodos estatísticos para
resumir e descrever dados quantitativos. A análise de conteúdo, de acordo com Creswell
(2014), é uma abordagem qualitativa que busca identificar padrões e significados em
dados não numéricos, como textos, imagens ou entrevistas.
Aplicará análise estatística descritiva para os dados quantitativos, identificando padrões
e correlações, e análise de conteúdo para os dados qualitativos, extraindo significados e
padrões de informações qualitativas.
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4. CRONOGRAMA
MÊS DE EXECUÇÃO
ACTIVIDADE DEZEMBRO JANEIRO FEVEREIRO
Reparação e Revisão
Bibliográfica
Elaboração do Projecto de
Pesquisa
Planejamento da Colecta
de Dados
Colecta de Dados:
Análise de Dados
Quantitativos:
Análise de Dados
Qualitativos
Interpretação dos
Resultados
Redacção do Relatório
Intermediário
Apresentação e Discussão
Preliminar
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5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS
Creswell, J. W. (2014). "Research Design: Qualitative, Quantitative, and
Mixed Methods Approaches." Sage Publications.
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Fonseca, L. et al. (2021). "Importância das Boas Práticas Sanitárias na
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Gil, A. C. (2002). Como Elaborar Projetos De Pesquisa. São Paulo: Atlas.
Gomes, A. (2021). "Resistência Antiparasitária em Suínos Moçambicanos:
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Yin, R. K. (2014). "Case Study Research: Design and Methods." Sage
Publications.
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