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Análise do Apocalipse de João

1. O documento resume o primeiro capítulo do livro do Apocalipse, explicando que ele foi escrito por João no século 1 d.C. durante o reinado de Domiciano e que usa símbolos e repetições para falar sobre a vitória final de Cristo e Sua igreja. 2. O livro é dividido em sete partes cíclicas que mostram repetidamente o mundo acabando, Cristo retornando e Seus crentes sendo ressuscitados, ao invés de forma linear e cronológica. 3. O primeiro c

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João Marcelo
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Análise do Apocalipse de João

1. O documento resume o primeiro capítulo do livro do Apocalipse, explicando que ele foi escrito por João no século 1 d.C. durante o reinado de Domiciano e que usa símbolos e repetições para falar sobre a vitória final de Cristo e Sua igreja. 2. O livro é dividido em sete partes cíclicas que mostram repetidamente o mundo acabando, Cristo retornando e Seus crentes sendo ressuscitados, ao invés de forma linear e cronológica. 3. O primeiro c

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ACOPALIPSE:

● SLIDE 1:
Autoria Joanina; época: 86d.c (Reinado de Domiciano)
- TODO MUNDO QUERIA SER APOCALÍPTICO; em um intervalo de 300 anos, esse
“gênero textual” teve dezenas de escritos espalhados pelo mundo, sendo atribuídos
a diversos autores bíblicos
● Apocalipse não funciona como o “jornal do amanhã”; é um livro inteiramente
apontado para a revelação de jesus; “o futuro” é “o futuro dos leitores originais de
joão”
● João escreve para o futuro não apenas dos seus leitores, mas também para o futuro
último; dos leitores originais de João até os leitores de João dos dias atuais, o futuro
último onde todos os cristaos encontram esperança.
● O livro é dividido em 7 partes, e elas não são lineares e cronológicas. Mas, cíclicas!
Se lermos do cap 1-22 seguido, veremos que o mundo acabará 12x, que jesus
voltará 4x, que haverá 3 ressurreições dos crentes, quando na vdd a história é
contada 7x.
O livro era para ser lido nas igrejas, e a repetição na época era um modo de
fixação
—------------------------------------------

PRIMEIRO CICLO
● CAP 1-3; representaram a realidade terrena da igreja, representada nas 7 igrejas da
ásia menor
CAP 4:
- João Vê um trono - (vemos aqui um claro contraste ) César era o trono da época

1. Pedras preciosas e os aspectos da “semelhança divina”:


- Jaspe (branca - santidade)
- Sardônio (vermelha - queda/pecado)
- Esmeralda (verde - paz);
seus simbolismos nos remetem a história do antigo testamento!
2. logo em seguida - arco-íris (misericórdia )
3. 24 anciãos (12 patriarcas + 12 apóstolos) - sugerindo uma unidade do povo de
Deus em ambos os testamentos
O que João estava falando simbolicamente - Não foi apenas um trono, mas
também viu o povo de Deus desfrutando da recompensa conquistada pela sua
fidelidade na terra.
4. Os 4 seres viventes; temos simbolismos e representações de animais
domésticos, selvagens, homens e aves; simbolizando que não apenas a
humanidade faz parte da conquista, mas toda a criação!
A partir do verso 9 o tempo do texto passa para o futuro, podendo ser interpretados
como o louvor no novo céu e nova terra.
CAP 5:
- Agora, toda a visão se condensa ao livro que está na mão direita de Deus, o Pai. Ele não é
descrito, ao seu respeito foram vistas cores que mostram sua santidade e misericórdia.
(e esse livro será o assunto principal dos capítulos 5 e 6.)
- Contexto de “livros” no A.T
1. Livro da Lei (pentateuco/torá)
2. Jeremias: Onde eram escritos as acusações divinas à Judá
3. Daniel: Um livro selado para “ser aberto no futuro”; (Dn 12:4)
4. Mas, o pano de fundo principal é Ez 2:9-10 - Ap 5:1 (ser escrito por dentro e por fora:
muito conteúdo - tem todas as decisões divinas para o mundo)

Portanto, o conceito de “livro” no Antigo Testamento aponta para a revelação dos


propósitos de Deus para seu povo e para o mundo como um todo. Entre os aspectos
revelados naqueles livros estavam a vontade de Deus, sua misericórdia e sua ira. O
livro que João vê na mão de Deus, em Apocalipse, reúne todos esses simbolismos,
como se verá no capítulo 6.

Ap 5:5
- Leão da tribo de Judá - Um eco das palavras de Jacó a Judá (Gn 49:8-9)
Estabeleceu a primeira grande característica do vencedor que o torna digno de abrir o livro:
sua descendência messiânica judaica, cumprindo as promessas divinas.
- A dignidade de abrir os selos está intrinsecamente ligada ao cumprimento de todas as
antigas promessas divinas de libertação e restauração. (Isaías 53)
- Cristo é o Rei por direito. O prometido. E cumprirá todo seu propósito

Ap 5: 6-10
- Cordeiro assassinado: Martírio de Cristo (não é “como se”, a frase do original ὡς
ἐσφαγμένον fala sobre uma aparencia “assassinada”)
- Sete Chifres: Embora o texto nao tenha explicado, chifre pro povo judeu é um signifcado
de poder - onipotência
- Sete Olhos: Sete espíritos: Representando a onisciência do espírito em toda a terra
- O livro entregue: Ler 1Cor 15:24-28
O livro é a autoridade divina conferida pelo Pai ao Filho, para que ele reine sobre toda a
criação e execute os planos divinos para o mundo, tanto no sentido de “esmagar” os
inimigos quanto de “salvar” seu povo.

E, assim, temos um retrato cósmico da história da redenção segundo a visão de


Apocalipse 4-5.

- Assim, a criação e a Igreja rendem confiança e adoração ao Pai e ao Filho. Os céus


estão em paz. A terra, ainda não.
CAP 6:
1 SELO:
Opções:
A) O anticristo - as palavras do original são as mesmas para todas as coisas boas em ap
B) “Conquistas militares” - seria essa a primeira ação de cristo? Guerras já estão descritas
nos outros cavaleiros
C) Cristo - Arco, mas em ap 19 sua arma é um arco// o próprio cristo que está abrindo o
selo; não seria impossível, apenas estranho (mesmo o gênero literário abrindo espaço pra
isso
D) O Evangelho

“E saiu conquistando” no original traz o sentido de “e saiu do livro” (foto daquelas latas
com cobra dentro)

A RESPOSTA PRA ISSO TUDO SE DÁ NA HISTÓRIA CONTADA!


O Cordeiro venceu,
conquistou o direito de abrir o livro,
apresentou-se perante o trono da majestade nos céus, pegou o livro e começou a abrir os
selos,
liberando em primeiro lugar o cavaleiro branco vitorioso e para vencer!
x
Jesus morreu,
ressuscitou,
subiu ao céu e fez o que em seguida?
Enviou o Espírito Santo aos discípulos, a fim de capacitá-los a “pregar o Evangelho”
IDE!
Portanto, o primeiro selo, a primeira ação do Cristo glorificado foi enviar seus
discípulos, capacitados pelo Espírito Santo, até os confins da terra, para anunciar o
Evangelho. Mais do que uma simples ordem, nisso está a garantia de que essa
missão seria bem sucedida, graças ao poder conquistado por Cristo

2 SELO:
Martírio: “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as
nações, por causa do meu nome”
Na verdade, a maioria dos crentes fiéis, entre as sete igrejas, que haviam sido conquistados
pelo primeiro cavaleiro, agora precisavam enfrentar a espada do segundo.

3 SELO: FOTO DA BALANÇA DE PRATO


O preço de 1 medida de trigo e 3 de cevada valem o dia de trabalho, quando normalmente
um denário compraria quinze vezes mais trigo ou cevada - MAS, NÃO TEM A VER COM
FOME! Por ser essa balança usada no comércio, se trata de dificuldades comerciais.

O terceiro cavaleiro parece estar mencionando algo bem específico que acontecia nas sete
igrejas da Ásia, pelo menos entre aquelas que permaneciam fiéis no testemunho. Ao
sofrerem sanções econômicas pela recusa em participar da vida social e idolátrica da
sociedade romana, ou das corporações de comércio como em Tiatira, restava aos cristãos
enfrentarem a carestia, o desemprego, o insucesso financeiro, e, consequentemente,
a limitação de seu poder econômico.
1. Arco
2. Espada
3. Jugo (e não balança) O segundo cavaleiro, que possuía a espada, poderia
decapitá-los em nome de Roma, caso não abandonassem a fé cristã. Já o terceiro
poderia fazer algo ainda pior, de certa maneira: torná-los escravos por imposição
legal
(onésimo e filemon) - não retribuirmos

4 SELO: PANO DE FUNDO: Ez 14:21


A palavra “espada” nesse selo difere da espada do segundo, essa espada é uma a lança da
Trácia
Além da
2. Espada
3. “Escravidão”
os cristãos também deveriam estar preparados para enfrentar
4. as guerras, a fome, as enfermidades e os animais selvagens

Quanto ao termo “bestas”, não deixa de ser interessante que “bestas da terra” é a mesma
expressão que descreve as duas bestas do capítulo 13. Mas, talvez, muitos cristãos teriam
que enfrentar uma versão bem mais literal dessas bestas, no coliseu ou nas arenas
romanas espalhadas pela Ásia, onde, não poucas vezes, foram colocados para enfrentar
animais selvagens para diversão das massas.

5 SELO:
É o que quer dizer.

6 SELO: Como no quarto selos aparecem diversos 4, aqui aparecem diversos 6

1. Sexto selo
2. 6 flagelos anunciando o fim desta era
3. 6 classes de homens (do mais importante até os menos favorecidos)
A inclusão de todas essas classes num mesmo estado de desespero mostra que Deus não
faz “acepção de pessoas” para o bem ou para o mal. Salvação ou condenação não
depende de condição social

AP 15b-16: O esforço por se esconder lembra a atitude de Adão e Eva logo após o pecado.
Ou seja, qual é o homem, por mais poderoso, rico ou importante que tenha sido em
vida, que poderá aguentar, ficar em pé, manter sua postura de falsa dignidade,
quando estiver diante de Deus e do Cordeiro, no dia da ira deles?

pela segunda vez, um dia da ira de Deus (Ap 1:7); no livro inteiro o “mundo acaba” 7 vezes.
INTERLÚDIO
- No quinto selo, aos mártires, foi dito que esperassem se completar o número de mártires. -
- Aqui vemos o número completo. E é um grande número
- A muralha da nova Jerusalém (a noiva do cordeiro) tem 144 côvados (Ap 21.17). Portanto,
o número é aplicado em Apocalipse para a totalidade do povo de Deus em ambos os
testamentos, composto tanto de judeus como de gentios,
- porém o número precisa ser exato justamente para que a tarefa de selá-los possa ser
cumprida e se tenha o conhecimento de quando isso for terminado

7 SELO:
O que pode haver depois do fim? o sétimo selo é aberto e contém a mais simplificada
declaração de todos os selos: houve silêncio no céu cerca de meia hora
Desde o Antigo Testamento, silêncio:
1. Destruição dos inimigos
2. Descanso dos salvos
Portanto, a abertura do sétimo selo traz consigo o silêncio da plenitude. A história da
salvação se completou.
Cristo triunfou sobre a morte, comprou e buscou todos os seus escolhidos entre as
nações, selou-os, guardou-os até o fim. Os ímpios foram destruídos juntamente com
a terra e o céu atuais, a nova criação foi visualizada. O fim chegou. Silêncio.

SEGUNDO CICLO
● (Se dá na mesma estrutura 4+2+1)
* DESENHAR NO QUADRO *
- Os primeiros 4 selos/cavaleiros ; as primeiras 4 trombetas//pragas do egito
- 5 e 6 selo unem-se pelo martírio + destruição dos ímpios// 5 e 6 trombetas unem-se
pelo morticínio causado por agentes demoníacos sobre os perversos.
- Entre o 6 e 7 selo houve um interlúdio entre o povo de Deus e sua felicidade em
um mundo vindouro// Entre a sexta e a sétima trombetas também há um interlúdio
mostrando a necessidade desse povo testemunhar no mundo, mesmo diante de
todo sofrimento e tribulação
- 7 selo - traz o silêncio da consumação e a sétima trombeta traz o louvor das
criaturas celestes pelo estabelecimento final do reino de Deus

● uma história dentro da outra


- Mesmo repetindo as histórias de formas diferentes, o enredo avança
O que se percebe é que cada ciclo ou seção prepara o terreno para o próximo e
também para os futuros.
- Todos os temas desenvolvidos ao longo do Apocalipse estão presentes
embrionariamente nos capítulos 1-3, nas cartas às sete igrejas e na
manifestação de Cristo para João em Patmos
- Aprofundamento do 6 selo uma descrição detalhada dele.

Ap 8:3 - Muito incenso -> esse incenso aponta para a obra de [Link] a
ampla suficiência da obra de Cristo como provisão para o perdão dos pecados de
seu povo
● Paralelismo as trombetas com as pragas:
- o objetivo era realmente fazer aqueles primeiros leitores se lembrarem do
significado das pragas do Egito}

1a TROMBETA - 7a praga: SARAIVA, FOGO E SANGUE


- Talvez, a figura fizesse os leitores de João pensar nas terríveis erupções
vulcânicas que atingiam as ilhas do Mar Egeu; Swete menciona uma espécie de
"chuva de sangue" das áreas do Mediterrâneo formada por causa das partículas de
areia vermelha do Saara
- é mais uma indicação de que as trombetas são o início da expressão da ira de
Deus sobre o mundo decaído, da qual ele protegerá seu povo.

2a TROMBETA - 1a praga: ÁGUA EM SANGUE


- Assim como moisés anunciou com a praga a destruição do grande ídolo do egito
(rio nilo), pros leitores de joão o impacto sendo nos mares, dos peixes e das
embarcações faz o mesmo sentido (suas riquezas e poderes)
- É um ataque aos ídolos que o homem levantou para si, como o Nilo
prefigurava no Egito, e como o comércio do mar significou para Roma.

3a TROMBETA
- As trombetas têm o significado literário de aviso, focando a destruição de um terço
dos elementos naturais. Ao mesmo tempo, falam sobre o cuidado divino para com
seu povo arrependido.
- Essa estrela que cai também pode ser vista como satanás (Ap 12:4,9) Portanto, a
“queda” de Satanás dos céus à terra, entre outros significados, representa um ato de
juízo divino sobre o mundo

4a TROMBETA - Retoma eventos das 10 pragas


- O anúncio do escurecimento de um terço do sol, da lua e das estrelas, bem como
do dia e da noite, apontam para um “abandono" divino do mundo aos poderes
malignos
- Nesse sentido, o escurecimento parcial é uma preparação para a ação daqueles
agentes perversos, os quais, mesmo em seu furor e malignidade, cumprem o
propósito divino, e são necessários como uma etapa que antecede a nova criação.

5a TROMBETA - OS 3 AIS - 10a praga


- Assim como a marca nos umbrais livrou o povo do anjo da morte, o selo de
Deus os livrou/livrará de todas as trombetas
- Com base na análise dos textos bíblicos, parece correto dizer que esse abismo de
Apocalipse 9 trata-se mesmo de um lugar de prisão de anjos caídos.
- gadareno e os porcos no abismo
- “foi lhes dado poder” corrobora com que a estrela positiva, ou os gafanhotos
também o seriam.
- Disso decorre que nem o poder de abrir o abismo, nem o poder de atormentar os
homens perversos são prerrogativas do anjo caído ou dos gafanhotos, eles devem
ser vistos como agentes intencionais, porém não “causais” dessas açõ[Link] que
conquistou autoridade sobre céus e terra para conduzir o plano redentivo e os juízos
divinos para o mundo
- Verso 11; é o mesmo nome dado ao anjo da morte (ex 12:23)

6a TROMBETA - 10a praga


- Rio eufrates:
Identifica-se com a fronteira, o limite máximo até onde a terra de Israel deveria ir,
como herança da promessa feita a Abraão (Gn 15.18; Êx 23.31, Dt 11.24, Js 1.4, Zc
9.10); representa o mundo “fora de israel”, dominado pelos ídolos
- Anjos em Ap 7:1 sendo libertos em Ap 9:14
- “data marcada” - a inevitabilidade do ato, ou seja, acontecerá com certeza, pois o
dia está marcado

INTERLÚDIO (cap 10)


- Assim como o cordeiro “tomou o livro” devemos ir e tomar (por ordem
divina)
- Doçura no paladar x amargor no estômago:
1 Selo, doce (o evangelho) outros selos amargos - representados pelas
tribulações, perseguições e restrições que as verdadeiras testemunhas do
Evangelho inevitavelmente sofrem no mundo.

● CAP 11
7a TROMBETA - O ÚLTIMO AI
A grande expectativa do autor para a última trombeta: "mas, nos dias da voz
do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á,
então, o mistério de Deus,segundo ele anunciou aos seus servos, os
profetas” (Ap 10.7).
- “frustradamente" resumida; isso se dá devido ao gênero literário Ele está
adiando a grande descrição do fim. E só fará essa grande descrição nos
últimos capítulos do livro
Diz-se “o que” aconteceu, mas não “como" aconteceu. Porém, ao dizer “o
que” aconteceu, podemos ver que a resposta é completa

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