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Fundamentos de Matemática e Geometria

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Matemática

Conteúdo:
Matemática I
Aula 01:
Conjuntos Numéricos
Definição........................................................................................................................................................................................................................1
Conjunto dos números reais..........................................................................................................................................................................................1
Intervalos.......................................................................................................................................................................................................................1
Exercícios ......................................................................................................................................................................................................................2
Aula 02: Divisibilidade I
Noções de múltiplo e divisor em ..............................................................................................................................................................................3
Divisão euclidiana em ..............................................................................................................................................................................................3
Paridade de um número inteiro (número par e número ímpar)......................................................................................................................................3
Número primo e número composto...............................................................................................................................................................................4
Decomposição em fatores primos..................................................................................................................................................................................4
mdc e mmc....................................................................................................................................................................................................................4
Exercícios ......................................................................................................................................................................................................................4
Aula 03: Divisibilidade II
Primo entre si.................................................................................................................................................................................................................5
Critérios de divisibilidade...............................................................................................................................................................................................5
Sistema de numeração...................................................................................................................................................................................................5
Exercícios ......................................................................................................................................................................................................................6
Aula 04: P.I.F E MÓDULO
Prova por indução..........................................................................................................................................................................................................7
Módulo de um número real...........................................................................................................................................................................................7
Exercícios ......................................................................................................................................................................................................................7
Aula 05: Médias e Exercícios Gerais
Média aritmética simples...............................................................................................................................................................................................9
Média aritmética ponderada..........................................................................................................................................................................................9
Média harmônica...........................................................................................................................................................................................................9
Média geométrica..........................................................................................................................................................................................................9
Exercícios ......................................................................................................................................................................................................................9
Aula 06: Geometria Euclidiana
Noções Elementares.....................................................................................................................................................................................................10
Algumas definições essenciais.....................................................................................................................................................................................11
Paralelismo..................................................................................................................................................................................................................13
Classificação dos polígonos.........................................................................................................................................................................................15
Soma dos ângulos internos de um polígono convexo..................................................................................................................................................15
Soma dos ângulos externos de um polígono convexo.................................................................................................................................................16
Número de diagonais de um polígono convexo...........................................................................................................................................................16
Polígono regular de gênero par....................................................................................................................................................................................16
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................16
Aula 07: Geometria Euclidiana
Classificação................................................................................................................................................................................................................18
Condição de existência................................................................................................................................................................................................18
Reconhecimento da natureza de um triângulo............................................................................................................................................................18
Base média de um triângulo........................................................................................................................................................................................19
Base média de um trapézio..........................................................................................................................................................................................19
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................21
Aula 08: Geometria Euclidiana
Teorema de Tales..........................................................................................................................................................................................................23
Semelhança de polígonos............................................................................................................................................................................................24
O retângulo áureo........................................................................................................................................................................................................24
Círculo..........................................................................................................................................................................................................................25
Posições relativas entre reta e circunferência...............................................................................................................................................................25
Relações métricas na circunferência............................................................................................................................................................................27
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................27
Aula 09: Geometria Euclidiana
Características do quadrado ABCD..............................................................................................................................................................................29
Características do retângulo ABCD..............................................................................................................................................................................29
Características do losango ABCD.................................................................................................................................................................................29
Características do paralelogramo ABCD.......................................................................................................................................................................30
Área de um triângulo em função da base e da altura..................................................................................................................................................30

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Área de um triângulo retângulo...................................................................................................................................................................................30
Área de um triângulo equilátero..................................................................................................................................................................................30
Área de um triângulo em função dos três lados...........................................................................................................................................................30
Área de um triângulo em função de dois lados e o ângulo formado............................................................................................................................31
Área de um triângulo em função dos lados e do circunraio.........................................................................................................................................31
Área de um triângulo em função dos lados e do inraio................................................................................................................................................31
Área de um círculo (disco)...........................................................................................................................................................................................31
Área de uma coroa circular..........................................................................................................................................................................................31
Área de um setor circular.............................................................................................................................................................................................31
Área de um segmento circular.....................................................................................................................................................................................31
Área de um polígono regular.......................................................................................................................................................................................31
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................32
Aula 10: Exercícios
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................34
Aula 11: Geometria de Posição
Determinação de retas.................................................................................................................................................................................................37
Determinação de planos..............................................................................................................................................................................................37
Posições relativas de duas retas no espaço..................................................................................................................................................................38
Posições relativas entre plano e reta............................................................................................................................................................................38
Posições relativas entre plano e plano.........................................................................................................................................................................38
Introdução...................................................................................................................................................................................................................39
Características relevantes dos poliedros regulares.......................................................................................................................................................40
Introdução...................................................................................................................................................................................................................40
Teorema de Cavalieri....................................................................................................................................................................................................40
Paralelepípedo reto-retângulo (ortoedro).....................................................................................................................................................................40
Cubo (hexaedro regular)..............................................................................................................................................................................................40
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................41
Aula 12: Pirâmides
Introdução...................................................................................................................................................................................................................42
Introdução...................................................................................................................................................................................................................43
Introdução...................................................................................................................................................................................................................43
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................44
Aula 13: Cone Circular
Introdução...................................................................................................................................................................................................................46
Introdução...................................................................................................................................................................................................................47
Introdução...................................................................................................................................................................................................................48
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................48
Aula 14: Esfera
Introdução...................................................................................................................................................................................................................50
Fuso esférico................................................................................................................................................................................................................51
Cunha esférica.............................................................................................................................................................................................................51
Inscrição e circunscrição..............................................................................................................................................................................................51
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................52
Aula 15: Revisão Geral
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................54
Aula 16: Estatística I
Definição e objetivos....................................................................................................................................................................................................56
Conceitos básicos........................................................................................................................................................................................................56
Gráficos estatísticos.....................................................................................................................................................................................................57
Gráfico em colunas......................................................................................................................................................................................................57
Gráfico em barras........................................................................................................................................................................................................57
Gráfico em setores.......................................................................................................................................................................................................58
Pictogramas.................................................................................................................................................................................................................58
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................58
Aula 17: Estatística II
Dados brutos e ROL.....................................................................................................................................................................................................62
Frequência absoluta e frequência relativa....................................................................................................................................................................62
Tabela de frequências..................................................................................................................................................................................................63
Distribuição de frequências para dados contínuos.......................................................................................................................................................63
Ponto médio de uma classe.........................................................................................................................................................................................63
Tipos de frequência......................................................................................................................................................................................................64
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................64
Aula 18: Estatística III
Medidas de tendência central......................................................................................................................................................................................67
Média aritmética ponderada........................................................................................................................................................................................67
Propriedades da mediana............................................................................................................................................................................................68
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................68

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Aula 19: Estatística IV
Medidas de dispersão..................................................................................................................................................................................................72
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................73
Aula 20: Exercícios
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................76
Aula 21: Revisão I
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................78
Aula 22: Revisão II
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................80
Aula 23: Revisão III
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................82
Aula 24: Revisão IV
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................84
Aula 25: Revisão V
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................86
Matemática II
Aula 01: Fatorial
Introdução...................................................................................................................................................................................................................89
Fatorial de um número natural....................................................................................................................................................................................89
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................89
Aula 02: Princípio fundamental da contagem (Princípio Multiplicativo)
Introdução...................................................................................................................................................................................................................90
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................92
Aula 03: Permutação simples e permutação com repetição
Introdução...................................................................................................................................................................................................................95
Permutação Circular e o Uso da Permutação na Resolução de Problemas Diversos.....................................................................................................96
Exercícios ....................................................................................................................................................................................................................98
Aula 04: Arranjos simples e combinações simples
Introdução................................................................................................................................................................................................................ 100
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 102
Aulas 05 e 06: Números binomiais e triângulo de Pascal
Introdução................................................................................................................................................................................................................ 104
Números binomiais................................................................................................................................................................................................... 104
Propriedades dos números binomiais....................................................................................................................................................................... 105
Propriedades do Triângulo de Pascal......................................................................................................................................................................... 106
Binômio de Newton ................................................................................................................................................................................................. 108
Binômio de Newton – Parte II................................................................................................................................................................................... 109
Aprofundando Números Binomiais, Triângulo de Pascal e Binômio de Newton........................................................................................................ 110
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 111
Aula 07: Sequências
Noções iniciais.......................................................................................................................................................................................................... 114
Definições................................................................................................................................................................................................................. 114
Representação de uma sequência................................................................................................................................................................................. 115
Progressão Aritmética (P.A.) – Parte I........................................................................................................................................................................ 117
Fórmula do termo geral............................................................................................................................................................................................ 118
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 120
Aula 08: Progressão Aritmética (P.A.) – Parte II
Interpolação aritmética............................................................................................................................................................................................. 121
Representações especiais.......................................................................................................................................................................................... 122
Termos equidistantes dos extremos.......................................................................................................................................................................... 123
Soma dos termos equidistantes dos extremos.......................................................................................................................................................... 123
Soma dos n primeiros termos de uma P.A................................................................................................................................................................. 123
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 126
Aula 09: Progressão Geométrica P.G. – Parte (I)
Definição................................................................................................................................................................................................................... 129
Fórmula do termo geral............................................................................................................................................................................................ 131
Interpolação geométrica........................................................................................................................................................................................... 132
Representações especiais.......................................................................................................................................................................................... 133
Soma dos termos de uma P.G. finita.......................................................................................................................................................................... 134
Soma dos termos de uma P.G. infinita convergente.................................................................................................................................................. 135
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 137
Aula 10: Progressão Geométrica P.G. – (Parte II)
Produto dos termos equidistantes dos extremos de uma P.G.................................................................................................................................... 139
Produtos dos n primeiros termos de uma P.G. (Pn).................................................................................................................................................... 139
Dízimas periódicas (complemento)........................................................................................................................................................................... 141
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 141

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Aula 11:Razões trigonométricas no triângulo retângulo
Introdução................................................................................................................................................................................................................ 143
Razões trigonométricas em um triângulos retângulo................................................................................................................................................ 143
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 144
Aula 12: Lei dos Senos, Lei dos Cossenos, Fórmula Trigonométrica da Área de um triângulo
Lei dos senos............................................................................................................................................................................................................. 147
Leis dos cossenos...................................................................................................................................................................................................... 148
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 148
Aula 13: O ciclo trigonométrico
Ciclo trigonométrico................................................................................................................................................................................................. 151
Arcos côngruos (ou congruentes).............................................................................................................................................................................. 152
Razões trigonométricas no ciclo trigonométrico....................................................................................................................................................... 153
Arcos com extremidades no primeiro quadrante (complementares)......................................................................................................................... 153
Relações entre as funções trigonométricas de arcos associados............................................................................................................................... 153
Arcos com extremidades no segundo quadrante (suplementares)............................................................................................................................ 154
Arcos com extremidades no terceiro quadrante (explementares)............................................................................................................................. 154
Arcos com extremidades no quarto quadrante (replementares)............................................................................................................................... 154
Para arcos côngruos (ou congruentes)...................................................................................................................................................................... 154
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 158
Aulas 14 E 15: Função Seno e Cosseno (Parte I)
Função seno.............................................................................................................................................................................................................. 160
Propriedades............................................................................................................................................................................................................. 160
Função cosseno......................................................................................................................................................................................................... 163
Propriedades............................................................................................................................................................................................................. 164
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 166
Aula 16: Função tangente
Função cotangente................................................................................................................................................................................................... 172
Função secante......................................................................................................................................................................................................... 174
Função cossecante.................................................................................................................................................................................................... 175
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 177
Aulas 17 E 18: Transformações trigonométricas e Transformações em produto
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 182
Aulas 19 E 20: Equações e inequações trigonométricas
Equações básicas...................................................................................................................................................................................................... 186
Equações polinomiais trigonométricas...................................................................................................................................................................... 190
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 191
Aula 21: Trigonometria
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 195
Aula 22: Geometria Espacial
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 196
Aula 23: Análise combinatória
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 198
Aula 24 E 25: Probabilidade I
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 199
Matemática III
Aula 01: Conjuntos
Introdução................................................................................................................................................................................................................ 203
Conjunto................................................................................................................................................................................................................... 203
Principais símbolos lógicos....................................................................................................................................................................................... 203
Representação dos conjuntos................................................................................................................................................................................... 203
Número de elementos de um conjunto A : n(A)........................................................................................................................................................ 203
Conjuntos disjuntos.................................................................................................................................................................................................. 203
Número de subconjuntos.......................................................................................................................................................................................... 204
Operação com Conjuntos.......................................................................................................................................................................................... 205
Interseção................................................................................................................................................................................................................. 205
Número de elementos da união................................................................................................................................................................................ 206
Subtração de conjuntos (conjunto diferença)............................................................................................................................................................ 206
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 207
Aula 02: Produto cartesiano e Relações Binárias
Produto cartesiano.................................................................................................................................................................................................... 208
Relação binária......................................................................................................................................................................................................... 209
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 209
Aula 03: Função
Definição de função.................................................................................................................................................................................................. 211
Representação no plano cartesiano.......................................................................................................................................................................... 211
Domínio de uma função............................................................................................................................................................................................ 211
Contradomínio e imagem de uma função................................................................................................................................................................. 212
Função injetora......................................................................................................................................................................................................... 212
Função bijetora......................................................................................................................................................................................................... 213
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 213

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Aula 04: Função monotônica
Função monotônica.................................................................................................................................................................................................. 215
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 216
Função par................................................................................................................................................................................................................ 216
Função ímpar............................................................................................................................................................................................................ 216
Função periódica....................................................................................................................................................................................................... 216
Aula 05:
Função Afim (1° Grau).............................................................................................................................................................................................. 218
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 219
Aula 06: Função Quadrática (do 2º Grau)
Função Quadrática (do 2° Grau) .............................................................................................................................................................................. 222
Fórmula de Bháskara................................................................................................................................................................................................ 222
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 224
Aula 07: Função Quadrática (2º Grau) – Parte II
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 226
Aula 08: Problemas envolvendo equações de 1º e 2º graus
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 228
Aula 09: Inequações – Parte I
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 230
Aula 10: Inequações – Parte II
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 231
Aula 11: Função Composta
Definição................................................................................................................................................................................................................... 233
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 233
Aula 12: Função Inversa
Definição................................................................................................................................................................................................................... 235
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 235
Aula 13: Função Modular I
Definição................................................................................................................................................................................................................... 238
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 238
Aula 14: Função Modular II
Propriedades............................................................................................................................................................................................................. 241
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 241
Aula 15: Função Exponencial I
Potência.................................................................................................................................................................................................................... 242
Propriedades............................................................................................................................................................................................................. 242
Consequências imediatas das propriedades.............................................................................................................................................................. 243
Equações exponenciais............................................................................................................................................................................................. 243
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 243
Aula 16: Função Exponencial II
Definição................................................................................................................................................................................................................... 244
Gráficos..................................................................................................................................................................................................................... 244
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 245
Aula 17: Função Logarítmica I
Definição................................................................................................................................................................................................................... 246
Condições de existência............................................................................................................................................................................................ 246
Consequências da definição...................................................................................................................................................................................... 246
Propriedades operatórias.......................................................................................................................................................................................... 247
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 247
Aula 18: Função Logarítmica II
Gráficos..................................................................................................................................................................................................................... 248
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 249
Aula 19: Matrizes
Definição................................................................................................................................................................................................................... 250
Operações com matrizes........................................................................................................................................................................................... 251
Inversão de matrizes................................................................................................................................................................................................. 252
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 253
Aula 20: Introdução
Introdução................................................................................................................................................................................................................ 255
Regra de Sarrus......................................................................................................................................................................................................... 255
Teorema de Laplace.................................................................................................................................................................................................. 255
Propriedades dos determinantes............................................................................................................................................................................... 255
Regra de Chió........................................................................................................................................................................................................... 256
Determinante de Vandermonde................................................................................................................................................................................ 257
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 257
Aula 21: Sistemas Lineares
Definição................................................................................................................................................................................................................... 258
Classificação............................................................................................................................................................................................................. 259
Teorema de Cramer................................................................................................................................................................................................... 259
Sistemas lineares equivalentes.................................................................................................................................................................................. 259
Sistemas lineares homogêneos................................................................................................................................................................................. 259
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 259

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Aula 22: Exercícios de Revisão – Parte I
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 261
Aula 23: Exercícios de Revisão – Parte II
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 263
Aula 24: Exercícios de Revisão – Parte III
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 264
Aula 25: Exercícios de Revisão – Parte IV
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 266
Matemática IV
Aula 01: Exercícios
Definição de números complexos............................................................................................................................................................................. 269
Unidade imaginária.................................................................................................................................................................................................. 269
Forma algébrica de um número complexo................................................................................................................................................................ 269
Operações com números complexos......................................................................................................................................................................... 269
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 269
Aula 02: Exercícios
Módulo de um Número Complexo............................................................................................................................................................................ 271
Plano de Argand-Gauss............................................................................................................................................................................................. 271
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 271
Aula 03 Exercícios
Forma Trigonométrica de um número complexo....................................................................................................................................................... 272
Potenciação de um número complexo...................................................................................................................................................................... 273
Radiciação de um número complexo........................................................................................................................................................................ 273
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 273
Aula 04:Exercícios
Exercícios de Aprofundamento.................................................................................................................................................................................. 275
Aula 05: Definição, Operações, Grau e Raízes de um Polinômio
Definição................................................................................................................................................................................................................... 276
Valor numérico de um polinômio.............................................................................................................................................................................. 276
Operações com Polinômios....................................................................................................................................................................................... 277
Grau de um polinômio.............................................................................................................................................................................................. 277
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 277
Aula 06: Divisão de Polinômios
Divisão de Polinômios............................................................................................................................................................................................... 278
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 279
Aula 07: Número de Raízes de um Polinômio
Número de raízes de um polinômio.......................................................................................................................................................................... 280
Teorema das raízes complexas.................................................................................................................................................................................. 281
Teorema de Bolzano.................................................................................................................................................................................................. 281
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 281
Aula 08: Relações de Girard
Relações de Girard.................................................................................................................................................................................................... 282
Derivada de uma função polinomial......................................................................................................................................................................... 283
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 283
Aula 09: Geometria Analítica: Ponto e Reta
Distância entre dois pontos....................................................................................................................................................................................... 284
Razão entre segmentos............................................................................................................................................................................................. 285
Condição para alinhamento de três pontos.............................................................................................................................................................. 285
Equação da Reta....................................................................................................................................................................................................... 286
Retas paralelas e perpendiculares............................................................................................................................................................................. 287
Distância de um ponto a uma reta............................................................................................................................................................................ 288
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 288
Aula 10: Geometria Analítica: Circunferência
Equação Reduzida..................................................................................................................................................................................................... 289
Equação Geral........................................................................................................................................................................................................... 290
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 290
Aula 11: Geometria Analítica: Cônicas
Elipse........................................................................................................................................................................................................................ 291
Hipérbole.................................................................................................................................................................................................................. 292
Parábola.................................................................................................................................................................................................................... 293
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 294
Aula 12: Geometria Analítica: Questões
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 296
Aula 13: Progressão Aritmética
Definição................................................................................................................................................................................................................... 297
Classificação............................................................................................................................................................................................................. 297
Notações especiais.................................................................................................................................................................................................... 298
Fórmula do termo geral............................................................................................................................................................................................ 298
Soma dos termos...................................................................................................................................................................................................... 298
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 298

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Aula 14: Progressão Geométrica
Definição................................................................................................................................................................................................................... 300
Classificação............................................................................................................................................................................................................. 300
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 301
Aula 15: Exercícios
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 303
Aula 16: Probabilidade I
Introdução................................................................................................................................................................................................................ 305
Espaço amostral e evento......................................................................................................................................................................................... 305
Probabilidade............................................................................................................................................................................................................ 306
Evento certo, evento impossível e eventos complementares..................................................................................................................................... 306
Interseção de eventos independentes....................................................................................................................................................................... 307
União de eventos...................................................................................................................................................................................................... 308
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 309
Aula 17: Probabilidade II
Introdução................................................................................................................................................................................................................ 310
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 311
Aula 18: Probabilidade III
Introdução................................................................................................................................................................................................................ 313
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 314
Aulas 19 a 20: Aprofundando e Revisando Probabilidade
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 316
Aula 21: Revisão
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 321
Aula 22: Revisão
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 322
Aula 23: Revisão
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 323
Aula 24: Revisão
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 325
Aula 25: Revisão
Exercícios ................................................................................................................................................................................................................. 326

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO
Matemática I

Aula 01:
Conjunto dos números reais
Aula Números irracionais
Conjuntos Numéricos
01 Facilmente, podemos construir números decimais não exatos
e não periódicos. Veja, por exemplo: 0,101001000100001..., onde o
número de “zeros” aumenta de uma unidade após cada algarismo 1.
Números como esses, cuja representação contém infinitas
Definição casas decimais após a vírgula e onde não ocorre repetição de período
como nas dízimas, não são números racionais: esses números são
Os números, cujas propriedades e cujas interações são o chamados de irracionais.
objetivo da álgebra elementar, são classificados da seguinte forma: Veja agora mais alguns exemplos de números irracionais:
π = 3,1415926...
Conjunto dos números naturais e = 2,7182... (número de Euler)
2 = 1, 4142135...
Números naturais são aqueles que são utilizados na
contagem dos elementos de um conjunto. Temos, então: 3 = 1, 7320508...
Representamos o conjunto dos números irracionais por I.
N = {0,1, 2, 3, 4,5,...}.
Números reais
Conjunto dos números inteiros A união do conjunto Q, dos números racionais, com o
Números inteiros são todos os números naturais e também conjunto I dos números irracionais, chama-se conjunto dos números
os opostos dos naturais; os opostos dos naturais são os números reais e representa-se por R.
–1, –2, –3, –4, ... Representando o conjunto dos números inteiros R =Q∪I
por Z, temos:
Pela definição dos números racionais e dos reais, concluímos
Z = {..., − 3, − 2, − 1, 0,1, 2, 3, 4, ...}. facilmente que:
N⊂z⊂Q⊂R
Conjunto dos números racionais
Podemos, portanto, fazer a seguinte representação:
Chama-se racional todo número que é o quociente entre
dois números inteiros.
Vamos agora apresentar alguns exemplos de números
racionais.
• Os números inteiros.
Exemplo: O inteiro 2 é o quociente entre os inteiros 2 e 1 ou
2 4 −10
4 e 2 ou –10 e –5 etc.; portanto, 2 = = = . Os números reais podem ser representados numa reta, de
1 2 −5
tal modo que a todo número real corresponde um ponto na reta e
• Os decimais exatos.
a todo ponto da reta corresponde um número real.
13 243 317
=
Exemplo: 1, 3 = ; 0, 243 ; 3,17 = 1 1
10 1000 100 −2 − 2 −1 − 0 1 3 2 3 π 4
• Os decimais não exatos e periódicos (dízimas). 2 3
Exemplos:
0, 222... = 0, 2 =
2 Intervalos
9
4 9 4 13 Subconjuntos Representação
1, 444... = 1, 4 = 1+ 0, 4 = 1+ = + = Símbolo Nome
9 9 9 9 de R no eixo real
9 Intervalo aberto à
0, 999... = 0, 9 = = 1
9 esquerda e fechado
{ x ∈ R /a < x ≤ b } ]a, b] a b
à direita de extremos
Agora, vamos apresentar a definição formal de número aeb
racional, indicando por Q o conjunto formado por eles: Intervalo ilimitado
{ x ∈ R / x ≥ a} [a, + ∞[ fechado à esquerda a
p  em a
Q =  p ∈ z, q ∈ z , q ≠ 0 Intervalo ilimitado aberto
q  { x ∈ R / x > a} ]a, + ∞[ a
à esquerda em a
Intervalo ilimitado
Pela definição dos inteiros e dos racionais, concluímos { x ∈ R / x ≤ a} ]–∞ ,a] a
fechado à direita em a
facilmente que: Intervalo ilimitado
{ x ∈ R / x < a} ]–∞ , a[ a
aberto à direita em a
N⊂z⊂Q Intervalo ilimitado de
R ]–∞, + ∞[
–∞ a +∞

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Matemática I

Notas: m
06. Considere os números positivos q, m e n, tais que =2 e
n+q
1) O símbolo deve ser lido “infinito”. m
2) A bolinha cheia (•), em um extremo do intervalo, indica que = 3. Ordenando-os, tem-se a sequência correta em
n−q
o número associado a esse extremo pertence ao intervalo.
3) A bolinha vazia (o), em um extremo do intervalo, indica que o A) m > n > q
número associado a esse extremo não pertence ao intervalo. B) m > q > n
4) Usaremos sempre a denominação aberto no + e no – . C) n > m > q
D) q > n > m

07. (EsPCEx) O valor da expressão


Exercícios 37
× (0, 243243243... ÷ 1, 8) + 0, 656565... × 6, 6
3 é
11
× (1, 353535... − 0,3
383838...)
01. Sejam A = [2, 9] e B = ]7, + ∞[. Se um número real x não 8
pertence ao conjunto A ∪ B, então pode-se afirmar que x A) 4,666666...
pertence ao conjunto:
B) 4,252525...
A) ]– ∞, 2]
B) ]– ∞, 2[ C) 4,333333...
C) [2, + ∞] D) 4,25
D) ]2, + ∞ [ E) 4,5
E) ]7, 9]
3
08. O número real 26 − 15 3 é igual a
02. O valor de 0, 444... é:
A) 5 − 3
A) 0,222...
B) 0,333... B) 7 − 4 3
C) 0,444... C) 3 − 2
D) 0,555... D) 13 − 3 3
E) 0,666... E) 2

03. Se 0 < a < b, racionalizando o denominador, tem-se


09. (AFA) Se α = 2 ⋅ 2 + 2 ⋅ 2 + 2 + 2 ⋅ 2 − 2 + 2 , então
que 1 b − a . Assim, o valor da soma a) α ∈ ( R − N )
=
a+ b b−a b) α pode ser escrito na forma α = 2k, k ∈ z.
c ) α ∈ [( q − z ) ∪ ( r − q )]
1 1 1 1
+ + + ... + é: d) [( z ∩ q ) ∩ ( r − n )] ⊃ α
1+ 2 2+ 3 3+ 4 999 + 1000

A) 10 10 − 1
B) 10 10
( 4
10. (Efomm) O valor da expressão 163 4 − 812 ⋅ 27− 4 3 é)
−3
C) 99 a) ( −1) ⋅ 2
1

D) 100 b) ( −1)2 ⋅ 23
E) 101 c) ( −1)3 ⋅ 3−4
d) ( −1)4 ⋅ 2−4
25 11 2 3 25 11 2 pertence ao e) ( −1)5 ⋅ 32
04. (EsPCEx)O número real 3 + + −
conjunto: 8 4 8 4
A) [–5, –3) D) [1, 3) 4 61
11. (Efomm) =Se a =
3, b e c = 1, 22222..., assinale a opção
B) [–3, –1) E) [3, 5) correta. 50
C) [–1, 1) A) a < c < b
B) a < b < c
05. No conjunto dos números reais, em que estão definidas as
operações usuais de adição, subtração, multiplicação, divisão C) c < a < b
e potenciação, definem-se as operações ∇ e ⊗, como segue: D) b < a < c
x∇y=x+y E) b < c < a

x ⊗ y = y2 – x2 12. Considere {p, q} ⊂ Z tal que p e q são números pares. Pode-se


afirmar que:
Nessas condições, o valor de (3 ∇ 4) ⊗ 5 é:
A) 24 A) (pq + 1) é múltiplo de 4.
B) – 24 B) p – q p é ímpar.
C) 35 C) p + q é primo.
D) –35
D) p2 – q2 é par.
E) 0
E) p(q + 1) é ímpar.

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Matemática I

1 27 , então 1
13. Se = é igual a: Aula 02:

x + x + 1 37
3 x 3
+ x+2
Aula
27
Divisibilidade I
A) 02
84

27
B)
64
Noções de múltiplo e divisor em
27 Sejam x e y números inteiros quaisquer, dizemos que x é
C)
38 um divisor de y, em Z, se e somente se, existe um número inteiro z,
tal que y = x · z.
28 Para quaisquer números inteiros x, y e z tais que: y = x · z
D)
37 tem-se que:
x é um divisor de y.
64 x é um fator de y.
E)
27 y é divisível por z.
y é múltiplo de x.
14. (EsPCEx) A figura abaixo é formada por um dispositivo de forma
triangular em que, nos vértices e nos pontos médios dos lados, Notações
estão representados alguns valores, nem todos conhecidos. Par a e b números inteiros quaisquer, escrevemos:
Sabe-se que a soma dos valores correspondentes a cada lado
• ab para indicar que a divide b em Z.
do triângulo é sempre 24.
• D(A) para indicar o conjunto dos divisores inteiros de a.
• D+(A) para indicar o conjunto dos divisores positivos de a.
x • M(A) para indicar o conjunto dos múltiplos inteiros de a.

Em símbolos
5 10 • x ∈ D(A) ⇔ a = x · y para algum y ∈ z.
• x ∈ M(A) ⇔ x = a · y para algum y ∈ z.

Assim:
y 15 z • D(a) = {x ∈ z a = x ⋅ y para algum y ∈ z} .
• M(a) = {x ∈ z x = a ⋅ y para algum y ∈ z} .

Assim, o valor numérico da expressão x – y · z é


A) – 2 Divisão euclidiana em
B) –1
C) 2 Dados a, b ∈ z com b ≠ 0, existem e são únicos os números
D) 5 inteiros q e r, tais que:
E) 10 a = b · q + r, em que 0 ≤ r < b .

Dispositivo prático
 1  1  1  1  1
15. Sejam P = 1+  1+  1+  1+  1+  e
 3   5   7   9   11
Dividendo Divisor
 1  1  1  1 P a b ↔ a = bq + r, onde 0 ≤ r < b
Q = 1 −  1 −  1 −  1 −  . Qual é o valor de ?
 5   7   9   11 Q r q
Resto Quociente
a) 2 Quando r = 0 (resto nulo) diz-se que a divisão é exata. Neste
b) 2 caso, é bastante comum dizermos que a é divisível por b.
c) 5
d) 3
e) 5 Paridade de um número inteiro
(número par e número ímpar)
Um número inteiro a é chamado número par se, e somente se,
é divisível por 2. Em outras palavras, se, e somente se, o resto
deixado pela sua divisão por 2 é 0 (zero).
Em símbolos, podemos escrever: a ∈ Z é um número
par ⇔ ∃t ∈ Z, tal que a = 2t ⇔ a ∈ M(2).

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Matemática I

Exemplos: Propriedades do mdc e mmc


• 0 é um número par, porque 0 = 2 · 0.
• 18 é um número par, porque 18 = 2 · 9. • mdc(a, 0) = a , ∀ a ∈ z* ;
• –34 é um número par, porque –34 = 2 · (–17). • b ∈ D(a) ⇒ mdc(a, b) = b , ∀ b ∈ z* ;
• mmc(a, 1) = a , ∀ a ∈ z* ;
Um número a é chamado número ímpar se, e somente se, • b ∈ D(a) ⇒ mmc(a, b) = a , ∀ a ∈ z* ;
não for divisível por 2. Em outras palavras, se, e somente se, o resto • mdc(a, b) ⋅ mmc(a, b) = a ⋅ b , ∀ a, b ∈ z*.
deixado pela sua divisão por 2 é 1 (um).
Em símbolos, podemos escrever: a ∈ Z é um número Em particular, quando mdc (a, B) = 1, temos: mmc(a, b) = a ⋅ b .
ímpar ⇔ ∃t ∈ Z, tal que a = 2t + 1 ⇔ a ∉ M(2). • mdc(–a, –B) = mdc(–a, B) = mdc(a, –B) = mdc(a, B) e
Exemplos: mmc(–a, –B) = mmc(–a, B) = mmc(a, –B) = mmc(a, B), ∀ a, b ∈ Z*;
• 1 é um número ímpar, porque 1 = 2 · 0 + 1. • Para a, b, c ∈ Z* tais que a c, b c e mdc(a, b) = 1 tem-se que
• 19 é um número ímpar, porque 19 = 2 · 9 + 1. ab c.
AB
• –101 é um número ímpar, porque –101 = 2 · (–51) + 1.

Exercícios
Número primo e número composto
Um número inteiro p é chamado número primo se, e somente se,
possuir somente quatro divisores inteiros, a saber: ±1 e ±p. 01. (EsPCEx) Determine o algarismo das unidades da seguinte soma
Em símbolos, podemos escrever: 2016

 p >1 S= ∑ n!, em que n! é o fatorial do número natural n.


p ∈ Z é um número primo ⇔  n=1
 D(p) = { −1, 1, − p, p} A) 0 D) 3
B) 1 E) 4
Exemplos: C) 2
Os números inteiros dados abaixo são primos.
±2, ±3, ±5, ±7, ±11, ... ±509,... 02. (Efomm) Qual é o número inteiro cujo produto por 9 é um
número natural composto apenas pelo algarismo 1?
Não foi demonstrado, até os dias de hoje, que a A) 123459 D) 12345789
sequência de números primos acima tem uma lei de formação. B) 1234569 E) 123456789
O conjunto de todos os números primos é infinito. C) 12345679

03. Deseja-se acondicionar, em um certo número de caixas, 1.590


Um número inteiro c é chamado número composto se, bolinhas brancas, 1.060 amarelas e 583 azuis, de modo que
e somente se, é diferente de zero e possui mais do que quatro cada caixa contenha bolinhas de todas as cores. Calcule o
divisores inteiros.
número máximo de caixas, de modo que qualquer dessas caixas
Exemplos:
contenha, para cada cor, quantidades iguais de bolinhas.
Os números inteiros dados abaixo são compostos.
A) 51 D) 54
±4, ±6, ±9, ±10, ±12, ...
5 11 B) 52 E) 55
Os números tais como: π; 2; 2 + 3; − ; ; 0, 17; C) 53
6 9
e (e ≅ 2,71); 9,333...; não podem ser classificados em pares, ímpares,
primos ou compostos, pelo fato de não serem números inteiros. 04. Dividindo-se 7.040 por n, obtém-se resto 20. Dividindo-se
12.384 por n, obtém-se resto 9. Ache n.
A) 40
Decomposição em fatores primos B) 45
C) 50
Teorema Fundamental da Aritmética: D) 55
Seja n ∈ Z, n > 1. Então existem números primos P1, P2, ... , Pk E) 60
(únicos), com P1 < P2 < P3 < ... < Pk, e números naturais α1, α2, α3, ... , αk,
tais que n = P1α1 ⋅ P2α2 ⋅ P3α3 ⋅ ... ⋅ Pkαk . 05. O 2007o dígito da sequência 123454321234543... é:
A) 1
B) 2
mdc e mmc C) 3
D) 4
E) 5
Definição (mdc e mmC) n2 + 37
06. O maior inteiro n, tal que também é inteiro, tem como
Sejam a, b ∈ Z não nulos. Definimos o máximo divisor n+5
comum de a e b, denotado por mdc (a, B), como sendo o maior soma dos seus algarismos um valor igual a
inteiro que divide a e b simultaneamente. A) 6
Nas mesmas condições, definimos o mínimo múltiplo B) 8
comum, denotado por mmc (a, B), como sendo o menor inteiro C) 10
positivo múltiplo comum de a e b. D) 12
E) 14

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Matemática I

07. A Seja n o número obtido como a soma dos inversos


multiplicativos dos números primos positivos que são fatores
Aula 03:

do número 195. Se p é o inverso multiplicativo de n, então, Aula


p cumpre a condição Divisibilidade II
A) 1,5 < p < 1,7 C) 1,8 < p < 1,9 03
B) 1,4 < p < 1,6 D) 1,7 < p < 1,8

08. Uma professora do Colégio Militar do Rio de Janeiro tem três


filhas matriculadas regularmente em uma escola. O produto da
idade da professora com as idades de suas três filhas é 26.455.
Desta forma, pode-se afirmar que a soma das idades da filha
Primo entre si
mais velha e da filha mais nova é um Diz-se que os números inteiros a e b são primos entre si se,
A) número ímpar. e somente se, mdc (a, B) = 1.
B) número primo. • Os números inteiros 4 e 9 são primos entre si, já que mdc(4, 9) = 1.
C) número múltiplo de 3. • Dois números inteiros consecutivos sempre serão primos entre
D) número múltiplo por 5.
E) número divisível por 7. si, já que mdc (n, n + 1) = 1, ∀ n ∈ Z.

09. Estudando os quadrados dos números naturais, um aluno


conseguiu determinar corretamente o número de soluções Se n é um número composto, então existe um número primo
inteiras e positivas da equação 5x2 + 11y2 = 876543. Qual foi p tal que p n e p ≤ n.
o número de soluções que este aluno obteve?
A) 0 D) 3 a
Uma fração do tipo , com a ∈ z e b ∈ z*, é chamada
B) 1 E) 4 b
C) 2 fração irredutível se, e somente se, mdc(a, B) = 1 e no caso contrário
a fração é dita redutível.
10. Seja x um número inteiro, 0 < x ≤ 60 e o conjunto

{
A = K∈N |K =
60
x }
. Nessas condições, o número máximo de
Critérios de divisibilidade
elementos do conjunto A é
A) 6 C) 12 • Divisibilidade por 2
B) 8 D) 16 Um número natural é divisível por 2 se, e somente se, terminar
em 0, 2, 4, 6, 8.
11. O número de divisores positivos de 17640 que, por sua vez,
são divisíveis por 3 é: • Divisibilidade por 3
A) 24 D) 54 Um número natural é divisível por 3 se, e somente se, a soma
B) 36 E) 72 dos seus algarismos for um número divisível por 3.
C) 48
• Divisibilidade por 4
Um número natural é divisível por 4 se, e somente se,
12. Considere o número inteiro P = 100 · 101 · 102 · ... · 200,
os dois últimos algarismos da direita formarem um número
produto de 101 números inteiros sucessivos.
divisível por 4.
Ao escrever-se P como um produto de fatores primos, o número
de vezes que o fator 7 aparece é: • Divisibilidade por 5
A) 15 D) 18 Um número natural é divisível por 5 se, e somente se, terminar
B) 16 E) 19 em 0 ou 5.
C) 17
• Divisibilidade por 6
13. Sejam a, b e c números primos distintos positivos, em que Um número natural é divisível por 6 se, e somente se, for divisível
a > b. O máximo divisor comum e o mínimo múltiplo comum de por 2 e por 3.
m = a2bc2 e n = ab2 são, respectivamente, 21 e 1764. Pode-se
afirmar que a + b + c é: • Divisibilidade por 9
A) 9 D) 42 Um número natural é divisível por 9 se, e somente se, a soma
B) 10 E) 62 de seus algarismos for um número divisível por 9.
C) 12
Sistema de numeração
14. O resto da divisão do número 62015 por 10 é igual a
A) 4 C) 6 Os algarismos do sistema decimal são: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9.
B) 5 D) 8 Exemplo:
• O número 562702 pode ser escrito na seguinte forma:
E) 9
562702 = 2 · 100 + 0 · 101 + 7 · 102 + 2 · 103 + 6 · 104 + 5 · 105,
e por isso, dizemos que o número 562702 está escrito na base
15. Quantos são os números primos p para os quais p2004 + p2005 é
10.
um quadrado perfeito?
A) 0 D) 3
Em alguns casos, é bastante útil utilizar um sistema de
B) 1 E) 4 numeração diferente do decimal.
C) 2

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Nesse contexto, o número 99, convertido para o sistema de


base binária, será representado por
Exercícios A) 1100011
B) 1100100
C) 1100010
01. O número 45 pode ser escrito na forma D) 1011001
k5 · 25 + k4 · 24 + k3 · 23 + k2 · 22 + k1 · 21 + k0 · 20, na qual as
constantes ki, 0 ≤ i ≤ 5, assumem somente um dos valores: 08. Os dois números entre 60 e 70 que dividem 248 – 1 são:
0 ou 1. Nessas condições, é verdade que: A) 61 e 62
A) k1 = 1 D) k1 = 1 B) 61 e 63
B) k2 = 0 E) k5 = 1 C) 63 e 65
C) k3 = 0 D) 65 e 67
E) 67 e 69
02. (EsPCEx) Se escolhermos, ao acaso, um elemento do conjunto
dos divisores inteiros positivos do número 360, a probabilidade 09. No sistema de numeração decimal, a soma dos dígitos do
de esse elemento ser um número múltiplo de 12 é número inteiro 1025 – 25 é igual a
1 2 A) 625
A) D)
2 3 B) 453
3 3 C) 219
B) E)
5 8 D) 75
1
C) 10. O número inteiro N = 1615 + 256 é divisível por:
3 A) 5
03. Uma família é composta de x irmãos e y irmãs. Cada irmão B) 7
tem o número de irmãos igual ao número de irmãs. Cada irmã C) 11
tem o dobro do número de imãs igual ao número de irmãos. D) 13
O valor de x + y é: E) 17
A) 5 D) 8
B) 6 E) 9 11. O número natural N = 474747... 47X possui 47 algarismos e
C) 7 é múltiplo de 9. O valor do algarismo X é:
A) 4
04. Se n é natural, então 2n3 + 3n2 + n é sempre divisível por: B) 7
A) 5 D) 8 C) 3
B) 6 E) 10 D) 8
C) 7
E) 5
05. Seja x um número natural maior que 2. Se a representação
12. O maior fator primo do número n = 314 + 313 – 12 é igual a:
de um numeral N na base x é 1.041 e na base x – 1 é 1.431,
então a sua representação na base binária é A) 67
A) 10001111 D) 11011110 B) 71
B) 11011011 E) 11110001 C) 73
C) 11100111 D) 97
E) 101
06. A soma dos quatro algarismo do número N = abcd é 16. A soma
dos três primeiros algarismo é igual ao algarismo da unidade e 13. A soma de três potências consecutivas de 2 é sempre divisível
o algarismo do milhar é igual à soma dos algarismos da centena por:
e dezena. O produto dos algarismos da dezena e da centena é A) 3
A) 4 C) 2 B) 5
B) 3 D) 1 C) 7
D) 9
07. O sistema binário, ou de base 2, é um sistema de numeração E) 11
posicional em que todas as quantidades se representam com
base em dois algarismos, zero e um (0 e 1). 14. Se P é o produto de todos os números primos menores que
Para converter um número de base decimal para a base binária, 1000, o dígito que ocupa a casa das unidades de P é:
podemos utilizar o algorítimo ilustrado na figura a seguir. A) 0
B) 1
C) 2
23 2
D) 5
1 11 2 E) 9
1 5 2 15. O algarismo das unidades do número 72004 é igual a:
1 2 2 A) 0
B) 1
0 1 C) 7
D) 9
101112 = 23 E) 3

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Aula 04:
Propriedades do módulo
Para quaisquer números reais x e y e para uma constante
Aula
P.I.F E MÓDULO real positiva d, temos:
04 • x ≥0
• x = d ⇔ x = ±d
• x2 = x
Prova por indução x x
• = , com y ≠ 0
Para demonstrar que uma propriedade P, relativa aos y y
números naturais, é verdadeira para todo número natural n ≥ 1, • x =0⇔x=0
existe um método baseado no que chamamos princípio de indução
• x = y ⇔ x = ±y
finita, que pode ser enunciado como segue.
• x ≤ d ⇔ −d ≤ x ≤ d
• x ≥ d ⇔ x ≤ −d ou x ≥ d
A propriedade P é verdadeira para todo natural n ≥ 1 • x⋅y = x ⋅ y
se satisfaz às duas condições seguintes:
I. P é verdadeira para n = 1.
II. P é verdadeira para n = k; k ∈ n* implica que P é verdadeira
para n = k + 1
Exercícios

A demonstração por indução finita consta, então, de duas


partes:
1ª parte: provar que P vale para n = 1. 01. P é uma propriedade relativa nos números naturais, sabe-se
2ª parte: admitindo que P é válida para n = k, k ∈ n* (hipótesE), que:
provar que ela vale também para n = k + 1 (tesE). I. P é verdadeira para o natural n = 10;
Juntando as duas partes, note que estamos provando que a II. Se P é verdadeira para n, então P é verdadeira para 2n;
propriedade vale para n = 1 (1ª partE); valendo para n = 1, ela valerá III. Se P é verdadeira para n, n ≥ 2, então P é verdadeira para
para n = 2 (pela 2ª partE); valendo para n = 2, ela valerá para n = 3 n – 2.
(pela 2ª partE), e assim sucessivamente. Concluímos, então,
que a propriedade vale para todo n ≥ 1. Pode-se concluir que:
A) P é verdadeira para todo natural n.
B) P é verdadeira somente para os números naturais n, n ≥ 10.
Nota: C) P é verdadeira para todos os números naturais pares.
Conforme a propriedade a ser provada, na primeira D) P é verdadeira somente para as potências de 2.
parte podemos ter n = 0 (prova-se que ela vale para todo E) P não é verdadeira para os números ímpares.
n ≥ 0) ou qualquer outro natural n = n0 (prova-se que ela vale
para todo n ≥ n0). 02. Sabendo que n é um número natural, classifique as afirmativas
abaixo, sobre números primos, como verdadeiras (V) ou
falsas (F).
( ) Todos os números da forma 2n – 1 são primos.
Módulo de um número real ( ) Se n é um número primo, então 2n – 1 também é um
número primo.
Considere, no eixo real de origem 0, um ponto P de abscissa
( ) Se 2n – 1 é um número primo, então n é um número
x.
primo.
( ) Existem infinitos números primos.
OP
•• Assinale a opção que contém a sequência correta.
0x A) V – V – F – V
B) F – V – F – F
Chama-se módulo ou valor absoluto de x, que indicamos C) V– F – V – F
por x , a distância entre os pontos P e O. D) F – F – F – V
Para qualquer número real x, temos: E) F – F – V – V

03. Supondo que uma certa propriedade P é verdadeira para o


x = {
x, se x ≥ 0
− x, se x < 0
número n natural, consegue-se provar que ela é verdadeira
para o número 3n. Se P é verdadeira para n = 2, então, pode-se
garantir que ela é verdadeira para n igual a:
A) 216
B) 162
C) 512
D) 261
E) 270

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Matemática I

04. Qualquer número que pode ser representado como nas figuras 10. Um número é chamado “perfeito” se ele for igual à soma de
seguintes é chamado número triangular. seus divisores, excluindo ele mesmo.
Se S = 2n – 1 é um número primo, então o número P = 2n–1·S
será um número “perfeito”.
Paul Karlson. A magia dos números. Adaptado.

(1) (3) (6) (10) (15) Sabendo que o número 496 é um número “perfeito”, os valores
de n e S são, respectivamente,
Seguindo esse padrão, é correto afirmar que o vigésimo número A) 5 e 31.
triangular é: B) 5 e 29.
A) 240 C) 3 e 29.
B) 210 D) 3 e 31.
C) 196
D) 180
E) 176 11. (EsPCEx) Se Y = {y ∈ R tal que 6y − 1 ≥ 5y − 10} , então:

n3 3n2 7n  1
05. A expressão − + − + 3 não representa número primo a) Y =  − ∞ , 
6 2 3  6
para n igual a:
b) Y = {−1}
A) 1
B) 2 c) Y = R
C) 3 d) Y = ∅
D) 4
E) 5 1 
e) Y =  , + ∞ 
6 
n
06. A expressão 22 + 1 não representa um número primo para n
igual a 12. O conjunto solução da inequação x − 4 + 1 ≤ 2 é um
A) 0 intervalo do tipo [a, b[. O valor de a + b é igual a
B) 1 A) – 8
C) 2 B) – 2
D) 3 C) 0
E) 5 D) 2
E) 8
07. Seja n natural, n ≥ 1. A soma S = 13 + 23 + 33 + ... + n3 é igual
a: 13. (EsPCEx) O número de soluções da equação
n(n − 1) 1 3
A) ⋅ x ⋅ x − 3 = 2 ⋅ x − , no conjunto R, é:
2 2 2
n(n + 1) A) 1
B)
2 B) 2
2 C) 3
 n(n − 1) 
C)   D) 4
 2  E) 5
2
 n(n + 1) 
D)   14. (Efomm) Os valores de x ∈ R, para os quais a função real dada
 2 
por f( x ) = 4 − 2x − 1 − 6 está definida, formam o conjunto
08. Seja n natural, n ≥ 1.
 1 3  5   7
a)  − , d)  − , 0 ∪ 0 , 
1 2 3 n  2 2   2   2
A soma S = + + + ... + é igual a:
2! 3! 4! (n+ 1)!  9 5  3 7  9 1  3 11
b)  − , −  ∪  ,  e)  − , −  ∪  , 
1 1  2 2  2 2  2 2 2 2 
A) n + C) 1 −
(n+ 1)! n!  5 1  7 11
c)  − , −  ∪  , 
1 1  2 2 2 2 
B) 1 − D) 1+
(n+ 1)! (n+ 1)!
09. Sendo n um número natural, n ≠ 0, assinale a alternativa 15. Para n inteiro positivo, os números da forma 3n
2 +3 2 +4
+ 3n
2 +5
+ 3n
verdadeira. são sempre múltiplos de
A) O número n2 + 3 é sempre um número ímpar. A) 5
B) O número n3 é sempre divisível por 3. B) 7
C) O número n · (n – 1) é sempre ímpar. C) 11
D) O mínimo múltiplo comum entre n e 2n é sempre um número D) 13
par. E) 17
E) O máximo divisor comum entre n e 2n é 2n.

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Matemática I

16
Aula 05:
02. O valor mínimo de x 2 + para todos os valores positivos
de x é: x
Aula
Médias e Exercícios Gerais A) 16
05 B) 12
C) 10
D) 8
E) 6
Média aritmética simples 03. Se n é inteiro positivo, determine o valor mínimo para o produto
A média aritmética é a mais empregada no cotidiano. n
20n ⋅ 20.
Se tivermos uma série de n termos positivos na variável x, a média
aritmética será calculada pela expressão matemática: A) 1
B) 2
C) 4
x1 + x 2 + ... + xn
M.A. = D) 200
n E) 400

24
Média aritmética ponderada 04. O valor mínimo da expressão 6x + 2 , quando x > 0, é:
A) 12 x
Consideremos um conjunto formado por n termos positivos
x1, x2, ... , xn de forma que cada um esteja sujeito a um peso, B) 14
respectivamente, indicado por p1, p2, ... , pn. A média aritmética C) 16
ponderada desses n termos é a soma dos produtos de cada um por D) 18
seu peso, dividida por n, isto é: E) 20

p1x1 + p2x 2 + ... + pnxn 05. A média aritmética dos 100 números de um conjunto é 56.
M.P. =
p1 + p2 + ... + pn Retirando-se os números 48 e 64 daquele conjunto, a média
aritmética dos números restantes será:
A) 28
Média harmônica B) 28,5
C) 38
A média harmônica dos n termos positivos x1, x2, ... , xn é D) 48,5
definida como a razão entre o número de termos e a soma de seus E) 56
inversos, como segue:
06. ABCD é um quadrado de área igual a 1 cm2. São tomados
n dois pontos P ∈ AB e Q ∈ AD, tais que PA + AQ = AD. Então,
M.H. =
1 1 1 o maior valor da área do triângulo APQ é:
+ + ... +
x1 x 2 xn 1 D C
a)
2
1
Média geométrica b)
8
Sejam x1, x2, ... , xn números reais positivos. Define-se a média 1 Q
c)
geométrica dos números x1, x2, ... , xn da seguinte forma: 4
1
d)
. . = n x1 ⋅ x 2 ⋅ ... ⋅ xn
MG 16
A P B

07.
Exercícios
y
01. Um homem viaja da cidade A para a cidade B à velocidade
média de 60 km/h. Na viagem de volta, de B para A, pelo
mesmo caminho, o homem viaja à velocidade média de 100
A B
km/h. Determine a velocidade média de toda a viagem de ida
e volta.
A) 60 km/h
O C x
B) 65 km/h
C) 70 km/h
D) 75 km/h
E) 80 km/h y = 1 − 2x

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Matemática I

ABCO é um retângulo de área máxima, então seu perímetro 12. Dados a e b, números reais positivos distintos, definimos as
é igual a: médias aritmética, geométrica e heroniana de a e b como
1 a+b a + b ab
A) D) 2 sendo, respectivamente, A = , G = ab e H = .
2 2 3
5 A partir das definições acima, é correto afirmar que
B) 1 E)
2 A) A < G < H.
3 B) A < H < G.
C) C) G < A < H.
2
D) G < H < A.
E) H < G < A.
a2 + b2
08. A área de um triângulo é dada pela fórmula A = , onde
4 13. Se x é a média aritmética dos números reais a, b e c, y é a
a e b são dois de seus lados. Determine (em graus) a medida média aritmética de seus quadrados, então a média aritmética
do maior dos ângulos do triângulo. de seus produtos dois a dois (ab, ac, bC), em função de x e y,
A) 30° é
B) 45°
C) 60° 3x 2 − y
A)
D) 90° 2
E) 120° 3x + y
B)
2
09. Sejam x e y números reais tais que xy = 2 3 . Sendo assim, o
valor mínimo de x8 + y8 é 3x 2 + y
C)
A) múltiplo de 18. 2
B) um número primo. 3x − y
C) divisível por 5. D)
2
D) divisível por 13.
E) par maior que 300. 1 1 1
14. Sejam p e q números reais positivos tais que + = .
Qual o valor mínimo do produto pq? p q 2010
10. Embora pouco conhecida, a “média harmônica” é utilizada A) 8040
em várias situações do dia a dia. Por exemplo, para calcular B) 4020
a velocidade média em um percurso que é feito metade C) 2010
da distância com velocidade v 1 e a outra metade com D) 1005
velocidade v2. E) 105

Podemos definir a média harmônica entre dois valores não 15. Sejam a e b números reais positivos. O menor valor para a
nulos x e y, como sendo o número H, tal que: a b
expressão + é
1 1 1 1 A) 0 b a
+ = +
H H x y B) 1
C) 2
Utilizando a definição acima, encontre uma expressão algébrica D) 3
destacando H em função de x e y. E) 4
A) H = xy

x+y Aula 06:

B) H =
2 Aula
Geometria Euclidiana
2xy
C) H = 06
x+y

x2 + y2
D) H =
2
x+y
Noções Elementares
E) H =
4
• Ponto: é uma figura geométrica adimensional, que pode ser
compreendida como o encontro de duas retas concorrentes.
11. Considere quatro números positivos. A cada um desses quatro r
números, soma-se a média aritmética dos outros três, obtendo-
se como resultados os números 48, 42, 32 e 34. P

Um dos números originais é


A) 34 D) 33
B) 31 E) 32
C) 30 s

10

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

• Reta: é uma figura geométrica unidimensional, que pode ser • Segmento de reta: é a parte da reta limitada por dois pontos
compreendida como a interseção de dois planos concorrentes. P e Q.

• Segmentos consecutivos: dois segmentos de reta são


consecutivos se existir uma extremidade P comum.

• Plano: é uma figura geométrica bidimensional, que pode ser


entendida como o resultado do deslocamento de uma reta em
uma só direção.

• Segmentos adjacentes: dois segmentos consecutivos, contidos


numa mesma reta, são adjacentes se possuem em comum apenas
Algumas definições essenciais uma extremidade P.
• Pontos colineares: são pontos que pertencem a uma mesma reta.

• Pontos coplanares: são pontos que pertencem a um mesmo plano.


• Figuras geométricas: são conjuntos não vazios de pontos.
Os segmentos QP e PR são adjacentes;
P é o único ponto comum.

• Ponto médio: se os segmentos QP e PR forem congruentes e


adjacentes, então P é um ponto médio de QR.

Figuras planas

Triângulo retângulo Trapézio isósceles Pentágono


• Ângulo: designaremos de ângulo plano a figura formada por
duas semirretas de mesma origem O.

Paralelogramo Retângulo Quadrado Losango

AÔB ou Ô é o ângulo formado pelas


 
semirretas OA e OB , em que O é o vértice
Hexágono Heptágono Octógono Decágono Circunferência  
e OA e OB são os lados.

• Semirreta: é a parte da reta limitada por um ponto P.

11

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

• Ângulos consecutivos: dois ângulos são consecutivos sempre • Unidades usuais de medidas de ângulos.
que tiverem um lado comum. Grau: um grau é a medida de um ângulo central que corresponde
1
a da circunferência. Portanto, a medida angular da
360
circunferência é igual a 360°.
Radiano: um radiano é a medida de um ângulo central que
corresponde a um arco cujo comprimento coincide com o raio
São consecutivos AÔB e BÔC. do setor determinado.

Lado comum: OB

São consecutivos AÔB e BÔC.



Lado comum: OB
Como um arco de medida r determina uma medida angular de
1 radiano, então o comprimento linear da circunferência, que é 2πr,
determinará, na circunferência, uma medida angular de 2π radianos.
• Ângulos adjacentes: dois ângulos são adjacentes se, e somente
se, forem consecutivos e não possuírem pontos internos comuns. • Ângulos suplementares adjacentes.

AÔB e BÔC são adjacentes.


A O C

AÔB e BÔC são suplementares adjacentes.


AÔB + BÔC = 180°

• Ângulos opostos pelo vértice: os lados são semirretas opostas • Ângulo reto.
de mesma origem.

A O C
AÔB e CÔD são o.p.v.
AÔB e BÔC são retos, pois são suplementares adjacentes e
AÔB ≡ BÔC
• Bissetriz: é uma semirreta que divide o ângulo em dois ângulos AÔB = 90º = BÔC
de mesma medida.
• Ângulo agudo: ângulo não nulo, menor que um ângulo reto.

α
 O
OP é bissetriz de AÔB. B
AÔP ≡ PÔB Med (AÔB) = a

12

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

• Ângulo obtuso: ângulo não raso, maior que um ângulo reto. Paralelismo
• Ângulos determinados por duas paralelas cortadas por uma
A transversal.
Duas retas paralelas cortadas por uma transversal
determinam um plano e oito ângulos.
α

O B
b
a
90º < a < 180º
c
d
f
• Ângulos complementares: α e θ são complementares quando e
a soma é igual a 90°. g
h
• Ângulos suplementares: α e θ são suplementares quando a
soma é igual a 180°.

POSTULADOS E TEOREMAS Classificação


A Geometria é um ramo da Matemática que estuda as • Correspondentes: {(a, E); (b, f); (c, g); (d, h)}
figuras geométricas e suas propriedades. A partir de conceitos não • Opostos pelos vértices: {(a, C); (b, D); (e, g); (f, h)}
definidos, chamados noções primitivas, estabelecem-se as relações

123 123
internos {(c, E); (d, f)}
existentes entre os objetos, denominadas propriedades. • Alternos
externos {(a, g); (b, h)}
Algumas das propriedades podem ser obtidas a partir de
outras, através de dedução lógica. internos {(c, f); (d, E)}
As propriedades que servem como ponto de partida • Colaterais
externos {(a, h); (b, g)}
para esse processo de dedução recebem o nome de postulados,
propriedades primitivas ou axiomas. As propriedades deduzidas a Nota:
partir dos postulados são chamadas teoremas.
• Os ângulos correspondentes, alternos internos, alternos externos
Exemplos de axiomas:
e opostos pelos vértices são congruentes (medidas iguais).
• Por um ponto P, passam infinitas retas. • Os ângulos colaterais internos e colaterais externos são
suplementares (soma igual a 180º).

P
Compreensão da propriedade

A B
• Dois pontos distintos, P e Q, determinam uma única reta. a
b
Q

P b
a
D C

I) ABCD é um retângulo;
Exemplos de teoremas:
II) Sua diagonal BD determina dois triângulos retângulos BAD e
• Se a e b são o.p.v, então a = b. DCB, iguais;
Justificativa: III) Fazendo a superposição dos triângulos citados, temos que:
ˆ ≡ BDC
ABD ˆ 
⇒ alternos internos, iguais.
ˆ 
ˆ ≡ CBD
ADB
Veja que:
a b a + x = b + x = raso → a = b Consequência
x
A
α1 α3 r
α2
• Se a2 = b2 + c2, com a, b e c positivos → a > b e a > c. r//s (paralelas)
Justificativa:
I) a2 = b2 + c2 → a2 − b2 = c2 → (a + b) ⋅ (a − b) = c
⋅c →
123 +
+
α1 α3
→ a – b é positivo → a – b > 0 → a > b.
B C s
II) a = b + c → a − c = b → (a + c ) ⋅ (a − c ) = b
⋅b→
2 2 2 2 2 2
123 +
+ A soma dos ângulos internos de um ∆ABC qualquer é igual a 180º.
→ a – c é positivo → a – c > 0 → a > c.

13

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática i

Um notável teorema da geometria Arco capaz


C P

α D P´
α

b
a a θ α
α=

m AB( )
c 2
B
α P´´
θ α
A c B b E

I) ∆CAB ≡ ∆BED (sobreposição, evidentE) A


II) Área(∆CAB) + Área(∆DEB) + Área(∆CBD) = Área (trapézio ACDE)

c ⋅ b c ⋅ b a ⋅ a (b + c ) ⋅ (b + c ) Observação:
Então: + + =
2 2 2 2
Todo triângulo inscrito num semicírculo é retângulo.
Simplificando, obtemos:
a2 = b2 + c2 (Relação de Pitágoras)

Ângulos na circunferência
Considerando uma reta do plano de uma circunferência, sua
posição em relação à essa circunferência pode ser: B A
• externa: não intersecta a circunferência. O
• tangente: intersecta a circunferência em um único ponto.
• secante: intersecta a circunferência em dois pontos distintos.
Para a resolução com desenvoltura de situações-problema
relativos a áreas e ângulos na circunferência é de fundamental
O: centro
importância o reconhecimento dos ângulos formados por
retas secantes e/ou tangentes, bem como o conhecimento das
relações existentes entre as medidas das áreas determinados na
Ângulo de segmento ou semi-inscrito
circunferência por esses retas.
Dependendo das retas que as formam e da posição do vértice A
semirreta tangente
no círculo, os ângulos recebem nomes espécies. Veja a seguir:
α
Ângulo central
A
B

O: centro

α = m AB( ) ( )
)

O α AB
α é chamado de central. α= m α é chamado de ângulo de segmento.
2

B
Ângulo excêntrico interior
Ângulo inscrito
C

B
( ) ( )
A
)

m AB +m CD
O: centro α α=
α 2
Propriedade: β = B
2
P O α
β é chamado de inscrito.
D

A
Observação:
Também chamado de excêntrico interno.

14

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Ângulo excêntrico exterior Quanto ao gênero


De acordo com o gênero, os polígonos podem receber as
A B denominações:
a = ângulo excêntrico exterior.
Triângulo.......................................................................... 3 lados
P α
C
Pα =
( ) ( )
 − m CD
m AB 
Quadrilátero .................................................................... 4 lados
D 2 Pentágono........................................................................ 5 lados
B A Hexágono ........................................................................ 6 lados
C
Heptágono....................................................................... 7 lados
Octógono......................................................................... 8 lados
A B q = ângulo excêntrico exterior. Eneágono......................................................................... 9 lados
Decágono ........................................................................10 lados

θ=
( ) ( )
 − m AB
m CB 
Undecágono ....................................................................11 lados
P 2 Dodecágono ....................................................................12 lados
B A Pentadecágono ................................................................15 lados
C
Icoságono ........................................................................ 20 lados

A Para os demais, dizemos polígonos de n lados.


β = ângulo circunscrito. • Um polígono é equilátero quando seus lados forem congruentes.
P β N M
β=
(
m AMB ) (
 − m ANB

) • Um polígono é equiângulo quando seus ângulos internos forem
congruentes.
2 • Um polígono é regular quando for equilátero e equiângulo.
B

Soma dos ângulos internos de um


POLÍGONOS polígono convexo
Consideremos, em um plano, n pontos (n ≥ 3), A1, A2,
Para encontrar a soma dos ângulos internos de um polígono
A3,...,An, ordenados de modo que três consecutivos não sejam
convexo qualquer, basta fazer uma decomposição do polígono em
colineares.
triângulos a partir de um ponto interior.
Chama-se polígono A1A2A3...An a figura formada pela união
dos n segmentos consecutivos não colineares.
A2
• Vértices do polígono: A1, A2, A3,...,A8. A1
• Lados do polígono: A3

A1A 2 , A 2A 3 ,..., A 7A 8 . e
A8 f d
• Perímetro: (2p) é a soma dos A4 g c
comprimentos de todos os lados. a b
• Gênero de um polígono é o número A7
de lados. A6
A5

• Vértices adjacentes: dois vértices


P e Q são adjacentes se, e somente
se, PQ é lado.
• Diagonal de um polígono: segmento de reta que une dois vértices
não adjacentes.

Classificação dos polígonos


Exemplo: heptágono convexo.
Quanto à região Assim:
• Polígono convexo: uma reta qualquer só corta o polígono em Si = 7 ⋅ 180o − (a1+
b + c
+2 + e + f +3g)
d 
dois pontos.
Si = 7 ⋅ 180º – 360º

Generalizando: Si = n ⋅ 180º – 360º

Si = (n – 2) ⋅ 180º

• Polígono não convexo: uma reta qualquer pode cortar o


Se o polígono for regular, teremos:
polígono em mais de dois pontos.
(n − 2) ⋅ 180o
ai =
n

15

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Soma dos ângulos externos Polígono regular de gênero par


de um polígono convexo
Sabemos que:

Num polígono convexo qualquer, a soma do ângulo interno


com o externo adjacente é sempre 180º.
Então:

e1

i1
e2 i1 + e1 = 180º
i2 i2 + e2 = 180º
n igualdades

in + en = 180º

e3
i3

Exemplo: Determinar o número de diagonais que não passam


pelo centro do octógono regular.
Somando:
Perceba:
Si + Se = n ⋅ 180º
n ⋅ 180º – 360º + Se = n ⋅ 180º De um vértice é possível traçar 8 – 4 diagonais que não passam
Logo: S = 360º pelo centro.
e
Como são 8 vértices, então o total de diagonais que não passam
360o
Se o polígono for regular, teremos: ae = 8 ⋅ (8 − 4 )
n pelo centro é igual a .
2
Generalizando, para n par, encontramos:
Número de diagonais de • Nº de diagonais de um vértice que não passam pelo centro:
um polígono convexo dv = n – 4.
n ⋅ (n − 4 )
• Nº de diagonais que não passam pelo centro: dnc =
2
V2 V3
n
• Nº de diagonais que passam pelo centro: dc =
2

V1 V4 Exercícios

01. No triângulo AEF da figura abaixo, temos que med(AB) =


med(BC), BC // DE e CD // EF.

V5 E
V7 β
V6
C
Exemplo: heptágono convexo.
Perceba: A θ α
F
B D
1. Diagonais que partem de um vértice: Dv = 7 – 3
O valor de θ escrito em função de a e b é
7 ⋅ (7 − 3)
2. Número total de diagonais: DT = A) θ = a + b
2 B) θ = b – a
Generalizando, para um polígono convexo de n lados, temos: 180º + α + β
• Número de diagonais que partem de um vértice é igual a n – 3. C) θ =
2
• Número de diagonais de um polígono convexo é igual a 180º − α − β
n ⋅ (n − 3) D) θ =
. 2
2

16

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

02. A medida, em graus, do ângulo interno de um polígono regular 06. Considere três polígonos regulares tais que os números que
é um número inteiro. O número de polígonos não semelhantes expressam a quantidade de lados de cada um constituam
que possuem essa propriedade é: uma progressão aritmética. Sabe-se que o produto destes
A) 24 D) 18 três números é igual a 585 e que a soma de todos os ângulos
B) 22 E) não sei internos dos três polígonos é igual a 3780º. O número total
C) 20 das diagonais nestes três polígonos é igual a:
A) 63 D) 97
03. Na figura a seguir, calcule o ângulo a. B) 69 E) 106
C) 90
42°
07. De dois polígonos convexos, um tem a mais que o outro 6 lados
e 39 diagonais. Então, a soma total dos números de vértices e
α 38°
de diagonais dos dois polígonos é igual a:
A) 63 D) 70
B) 65 E) 77
C) 66
37° 30°
08. Duas circunferências C1 e C2, ambas com 1 m de raio, são
tangentes. Seja C 3 outra circunferência cujo raio mede
Dica: Use o resultado do ângulo externo de um triângulo.
A) 30º D) 38º ( )
2 − 1 m e que tangencia externamente C1 e C2. A área, em
B) 33º E) 42º m , da região limitada e exterior às três circunferências dadas,
2

C) 37º é:
04. No circuito de centro O, seja AD um diâmetro. Sejam B e C tais  2  π 1
A) 1 − π 1 − D)    2 − 
 = 90º e AOB
que AOC  = 1 BOC .  2   16   2
2

C
B)
1
2

π
6
E) π ( )
2 −1 −1

C) ( 2 −1 ) 2

B
09. (EsPCEx) Na figura a seguir temos uma espiral formada pela
união de infinitos semicírculos cujos centros pertencem ao eixo
D das abscissas. Se o raio do primeiro semicírculo (o maior) é igual
A
O a 1 e o raio de cada semicírculo é igual à metade do semicírculo
anterior, o comprimento da espiral é igual a
y


Assinale o valor de ODB
A) 12º D) 22,5º
B) 15º E) 30º
1 2 x
C) 18º

05. No eneágono regular estrelado da figura abaixo, um dos desenho ilustrativo fora de escala
ângulos abaixo não pode ser medido entre seus lados ou seus
prolongamentos. Assinale-os A) π D) 4π
B) 2π E) 5π
C) 3π

10. (EsPCEx) Em um treinamento da arma de Artilharia, existem 3


canhões A, B e C. Cada canhão, de acordo com seu modelo,
tem um raio de alcance diferente e os três têm capacidade de
giro horizontal de 360º. Sabendo que as distâncias entre A e
B é de 9 km, entre B e C é de 8 km e entre A e C é de 6 km,
determine, em km2, a área total que está protegida por esses
3 canhões, admitindo que os círculos são tangentes entre si.
23 195
A) π D) π
2 4
23 529
B) π E) π
4 4
A) 20º D) 60º 385
B) 30º E) 80º C) π
8
C) 40º

17

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

11. (EsPCEx) O cosseno do menor ângulo formado pelos ponteiros


Aula 07:
de um relógio às 14 horas e 30 minutos vale

A) −
( 3 +1 ) D) −
( 6− 2 ) Aula
Geometria Euclidiana
2 4 07
B) −
( 2 +1 ) E)
( 2+ 3 )
2 4 TRIÂNGULOS

C)
(1+ 2 ) Classificação
4
12. (EsPCEx) Determine o comprimento do menor arco AB na
Quanto aos lados
circunferência de centro O, representada na figura a seguir,
sabendo que o segmento OD mede 12 cm, os ângulos CÔD =
30º e OÂB = 15º e que a área do triângulo CDO é igual a 18
60º
cm2.
A
60º 60º
C
Equilátero Isósceles Escaleno
(3 lados congruentes) (2 lados congruentes) (3 lados diferentes)

D
O Quanto aos ângulos

B 40º

60º 80º 120º


A) 5π cm D) 12π cm
Acutângulo Retângulo Obtusângulo
B) 12 cm E) 10π cm (3 ângulos agudos) (1 ângulo reto) (1 ângulo obtuso)
C) 5 cm
13. A figura abaixo mostra duas circunferências tangentes em A. Condição de existência
Uma reta corta a circunferência maior em B e C e é tangente Sabemos que a menor distância entre dois pontos distintos
à circunferência menor em T. A reta TA encontra novamente a é representada pelo segmento de reta que une estes pontos.
circunferência maior em D. Então:
A
B
C T
b c

A
C a B

Qualquer lado de um triângulo é sempre menor que a soma


D dos outros dois e maior que a diferença em módulo dos outros dois.
b−c < a < b+c
No sentido anti-horário, sobre a circunferência maior, o arco BD
mede 150º, e o arco DA mede 110º. Então, o arco AC mede:
A) 20º D) 50º Reconhecimento da natureza de um triângulo
B) 30º E) 60º
C) 40º A

14. No triângulo ABC, são dados os vértices B e C e também a medida


do ângulo A, agudo. O lugar geométrico do vértice A é b c
A) uma circunferência.
B) um arco de circunferência.
C) a união de dois arcos de circunferência. C B
a
D) uma reta.
E) a união de duas retas paralelas. Se a é o maior lado do triângulo, temos:
a2 = b2 + c2 ⇒ triângulo retângulo
15. Seja n o número de lados de um polígono convexo. Se a soma a2 < b2 + c2 ⇒ triângulo acutângulo
de n – 1 ângulos (internos) do polígono é 2004º, determine a2 > b2 + c2 ⇒ triângulo obtusângulo
o número n de lados do polígono.
A) 8
B) 10 Congruência de triângulos
C) 12
D) 14 Dois triângulos são iguais se, e somente se, seus lados e seus
E) 20 ângulos são ordenadamente iguais.

18

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Critérios de congruência Base média de um triângulo


Para assegurarmos que dois triângulos são congruentes, Um segmento de reta é a base média de um triângulo se, e
basta verificar a igualdade de alguns de seus elementos. Estamos somente se, esse segmento tiver as extremidades nos pontos médios
nos referindo às condições mínimas para que se possa concluir que
de dois lados desse triângulo.
dois triângulos dados são congruentes.
A
Critério 1 (L.L.L): Dois triângulos são iguais se têm na devida
ordem os três lados iguais.
B Q M N

C R B C
A P
AB ≡ PQ
 M e N são os pontos médios dos lados AB e AC; MN é uma
Se BC ≡ QR, então ∆ABC ≡ ΔPQR.
CA ≡ RP base média do ∆ABC.

Critério 2 (L.A.L): Dois triângulos são iguais se têm na devida
Propriedade
ordem além de dois lados iguais, o ângulo compreendido entre eles. A base média de um triângulo é paralela à base desse
B Q triângulo e mede a metade dessa base. Assim, na figura anterior
teremos:

A C P R BC
MN / / BC e MN =
AB ≡ PQ 2
Se 
 Aˆ ≡ Pˆ , então ∆ABC ≡ ΔPQR.
CA ≡ RP
 Base média de um trapézio
Critério 3 (A.L.A): Dois triângulos são iguais se têm na devida Um segmento de reta é a base média de um trapézio se, e
ordem além de um lado congruente, os dois ângulos a ele adjacentes. somente se, esse segmento tiver extremidades nos pontos médios
B Q
dos lados não paralelos.
A D
A C P R
 Bˆ ≡ Qˆ
 M N
Se AB ≡ PQ, então ∆ABC ≡ ΔPQR.
 Aˆ ≡ Pˆ

B C
Consequências triviais MN é a base média do trapézio ABCD
Bissetriz
Propriedade
Todos os pontos pertencentes à bissetriz de um ângulo
equidistam dos lados do ângulo. A base média de um trapézio é paralela às bases e sua
Veja que: medida é a média aritmética das medidas das bases.
ΔPAO ≡ ΔPBO, então PA = PB Assim, temos:
A AD + BC
MN / / AD / / BC e MN =
2
α P bissetriz
O α

B Mediana de Euler
Se os pontos P e Q são os pontos de interseção da base média
Mediatriz MN com as diagonais AC e BD, então PQ é a mediana de Euler.
Todos os pontos pertencentes à mediatriz de um segmento
equidistam das extremidades do segmento. A B
Veja que:
ΔPMA ≡ ΔPMB, então PA = PB
M N
P Q
P

D C
A M B

CD − AB
Propriedade: PQ = (mediana de Euler)
2
mediatriz

19

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Pontos notáveis do triângulo A

Altura de um triângulo
Segmento perpendicular que liga um vértice ao lado oposto
ou ao seu prolongamento.

Ortocentro (O) I

acutângulo retângulo obtusângulo


B C
O

As bissetrizes externas interceptam-se, duas a duas, em três


O
pontos denominados ex-incentros e estes são centros das circunferências
que tangenciam as retas suportes dos lados do triângulo.
Na figura abaixo, temos: AI1, AI3, BI1, Bl2, CI2, CI3 são as
O bissetrizes dos ângulos externos, I1, I2 e I3 são os ex-incentros e as
circunferências são as ex-inscritas.
As retas suportes das alturas de um triângulo interceptam-se
num ponto chamado ortocentro (indicado por O na figura acimA).
O ortocentro de um triângulo é interno, vértice do ângulo
A
reto ou externo ao triângulo, conforme este seja acutângulo, I1 I3
retângulo ou obtusângulo, respectivamente.

Mediana de um triângulo
B C
Segmento que liga um vértice ao ponto médio do lado oposto.

Baricentro (G) I2
As três medianas de um triângulo concorrem no mesmo
ponto, chamado baricentro (indicado por G na figura abaixo),
do triângulo e situado a 2/3 de cada mediana, a partir do vértice.
O baricentro de um triângulo é sempre um ponto interior. Mediatriz de um triângulo
A
Uma mediatriz de um triângulo é uma reta perpendicular a
M3 M2 um dos lados desse triângulo no seu ponto médio.

G Circuncentro (C)
B C As mediatrizes de um triângulo se interceptam num ponto
M1 chamado circuncentro. O circuncentro é o centro da circunferência
Teorema: GA = (2/3)AM1; GB = (2/3)BM2 e GC = (2/3)CM3 circunscrita (circunferência que contém os vértices do triângulo).
O circuncentro de um triângulo pode ser interior, ponto
Bissetriz de um triângulo médio da hipotenusa ou exterior ao triângulo, conforme este seja
Uma bissetriz interna (ou externA) de um triângulo é um acutângulo, retângulo ou obtusângulo, respectivamente.
segmento com extremos num vértice e na reta suporte do lado
oposto, contido na bissetriz interna (respectivamente externA) do Acutângulo Retângulo Obtusângulo
ângulo do vértice. A A
A A A
α
α α α o o o

B C B C B C

B C B J
I C
Importantíssimo:
AI - Bissetriz interna AJ - Bissetriz externa
• Em um triângulo isósceles, coincidem a mediana, a altura, a
bissetriz interna e a mediatriz relativas à base.
Incentro (I) • Em todo triângulo isósceles, os pontos notáveis (baricentro,
As bissetrizes internas de um triângulo interceptam-se num ortocentro, incentro e circuncentro) são alinhados.
ponto chamado incentro (indicado por I em geral), que é o centro • Em todo triângulo equilátero, os pontos notáveis são
da circunferência inscrita (circunferência tangente internamente coincidentes.
aos lados de um triângulo).

20

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

04. Considere o triângulo ABC isósceles em que o ângulo distinto


dos demais, BAC, mede 40º. Sobre o lado AB, tome o ponto E
Exercícios tal que ACE = 15º. Sobre o lado AC , tome o ponto D tal que
DBC= 35º. Então, o ângulo EDB vale:
A) 35º
01. Em um triângulo ABC, figura a seguir, as medianas que partem B) 45º
de A e de B são perpendiculares. Se BC = 8 e AC = 6, e valor C) 55º
de AB é: D) 75º
E) 85º
A
05. Num trapézio retângulo circunscritível, a soma do dois lados
paralelos é igual a 18 cm e a diferença dos dois outros lados
2a é igual a 2 cm. Se r é o raio da circunferência inscrita e a é o
comprimento do menor lado do trapézio, então a soma a + r
b (em cm) é igual a:
2b A) 12
a
B) 11
B C C) 10
D) 9
E) 8
A) 3 6
B) 4 3 06. Em um triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é o
C) 12 7 dobro do produto dos catetos. Então, um dos ângulos agudos
D) 2 5 do triângulo vale:
E) 4 2 A) 30º
B) 60º
C) 45º
02. No círculo a seguir, O é o centro, AB = 2 e AC = 3 . Então a
D) 15º
vale:
E) 10º
C
07. A secção transversal de um maço de cigarros é um retângulo
que acomoda exatamente os cigarros, como na figura. Se o
raio dos cigarros é r, as dimensões do retângulo são:

α
A B
O

A) 14r e 2r (1 + 3) D) 14r e 3r
A) 75º D) 30º B) 7r e 3r E) (2 + 3 3 )r e 2r e 3
B) 60º E) 15º C) 14r e 6r
C) 45º
08. A figura a seguir representa uma estrutura metálica, em que
03. Dado o triângulo ABC, abaixo indicado, construímos a poligonal ABC é um triângulo isósceles e os segmentos BC, CD, DE, EF
L = BCB1C1B2C2B3C3... O comprimento de L é: e FA são congruentes.

B
C D

C1 F
b
60° a A
C2
C3 60°
E
60° 60°
A B3 B2 B1 B C
c
Então, a medida do ângulo de vértice A é igual a:
A) 10º
A) 2c D) 2(a + C)
B) 15º
a+b
B) a + b + c E) +c C) 20º
2 D) 25º
C) 2(a + B)
E) 30º

21

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

09. Na figura a seguir, AB e AC são congruentes. A medida, em 13. No triângulo ABC (figura abaixo), os lados AB, AC e BC medem
graus, do ângulo x é: respectivamente 5 cm, 7 cm e 9 cm. Se P é o ponto de encontro
das bissetrizes dos ângulos B e C e PQ//MB, PR//NC e MN//BC,
A
a razão entre os perímetros dos triângulos AMN e PQR é:
20º A

D
M P N
E x

B C
Q R
50º 20º
B C
10 4
A) D)
A) 8º D) 14° 9 3
B) 10º E) 15° 9 7
B) E)
C) 12º 8 5
C) 7
10. Na figura abaixo, AD é bissetriz do ângulo BÂC, AB = 9 cm, 6
AC = 15 cm e M é o ponto médio de BC. A medida do segmento
DM é igual a: 14. Considere o trapézio ABCD de bases AB e CD. Sejam M e N os
A pontos médios das diagonais AC e BD, respectivamente. Então,
se AB tem comprimento x e CD tem comprimento y < x, MN
é igual a
1
A) x – y D) ( x + y )
3

D 1 1
B) (x − y) E) (x + y)
2 4
B M C 1
A) 2 D) 5 C) (x − y)
3
B) 3 E) 6
C) 4
15. Considere o seguinte procedimento: em uma circunferência
11. Considere um quadrilátero ABCD cujas diagonais AC e BD de diâmetro 2R, inscreve-se um hexágono regular para, em
medem, respectivamente, 5 cm e 6 cm. Se R, S, T e U são seguida, inscrever neste polígono uma segunda circunferência.
os pontos médios dos lados do quadrilátero dado, então o Tomando esta nova circunferência, o processo é repetido
perímetro do quadrilátero RSTU vale: gerando uma terceira circunferência. Caso este procedimento
A) 22 cm D) 11 cm seja repetido infinitas vezes, a soma dos raios de todas as
B) 5,5 cm E) 13 cm circunferências envolvidas nesse processo é igual a:
C) 8,5 cm na f

12. Um ponto A qualquer é considerado sobre o lado OM do ângulo


MÔN da figura, onde traçamos:
2R

M
A Q

desenho ilustrativo – fora de escala

P  3
A) 2R 1+
 2 
O B N
 3
B) 4R 1+
I. AB ⊥ ON  2 
II. AQ || ON  3
III. PQ = 2 · OA C) 4R 1+ 
 4 
Se PÔB = 26º, então MÔN é igual a: D) R(2 + 3 )
A) 66º C) 78º
B) 72º D) 79º  3
E) 2R 1+
 4 

22

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

De (I) e (II), concluímos que:


Aula 08:

Aula a
=
c
(Proporcionalidade de Tales)
Geometria Euclidiana b d
08
Teorema da bissetriz interna
A bissetriz interna de um ângulo de um triângulo divide o
Teorema de Tales lado oposto em dois segmentos (aditivos) proporcionais aos lados
O teorema de Tales garante que um feixe de paralelas adjacentes do triângulo.
determina, em duas transversais, quaisquer segmentos proporcionais.
A
t t’
A A’
r α α
a c c b
B B’ s
b d
C C’ B m D n C
v
a

Se AD é a bissetriz interna do ângulo Â, então:


Propriedade:
2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ ... ⋅ 2 = 2n
c b
123
n vezes
r // s // v (paralelas) Teorema: = , onde m + n = a
t e t’ (transversais) m n

Uma rápida justificativa para o Teorema de Tales:


Teorema da bissetriz externa
t t’ Se a bissetriz externa de um triângulo encontrar a reta
A A’ r que contém o lado oposto, em tal caso ela divide o lado oposto
externamente em dois segmentos (subtrativos) proporcionais aos
a paralelogramo a c lados adjacentes do triângulo.
B B’’ B’ s
A
b α
b paralelogramo d h
α
C C’’ C’ c
v
b

B a C n D
Propriedades auxiliares: m
• triângulos que têm a mesma base e a mesma altura são
Se AD é a bissetriz externa do ângulo Â, então:
equivalentes, isto é, têm áreas iguais.
• quando dois triângulos têm a mesma altura, suas áreas são c b
diretamente proporcionais às respectivas áreas. Teorema: = , onde m − n = a
m n
Aplicando as propriedades auxiliares na figura acima, obtemos:
área do triângulo A’B’B" a
= (I)
Semelhança de triângulos
área do triângulo B"B’C" b Dois triângulos dizem-se semelhantes quando têm seus
pares de lados correspondentes, ordenadamente proporcionais e
área do triângulo A’B"B’ c os ângulos correspondentes iguais.
= ( II )
área do triângulo B’B"C’ d
Veja que: A
Como B”B’C” e B’B”C’ são triângulos de mesma base e mesma A’
altura, então são equivalentes. c b c’ b’

B’’ base B’ B C B’ a’ C’
s a

Se os triângulos ABC e A’B’C’ são semelhantes, então:


b d h = altura
Aˆ = Aˆ ’
ˆ ˆ c a b
C’’ C’ v B = B’ e = = = k (razão de semelhança)
Cˆ = Cˆ ’ c ’ a ’ b’

23

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Casos de semelhanças D
d
• Primeiro caso de semelhança de triângulos: dois triângulos E c Heptágono côncavo
são semelhantes quando têm dois ângulos ordenadamente
iguais. e C D’
d’
A’ E’ c’
F G e’ C’
A b
f F’ G’
b’
f’
c’ b’ A a B
c b A’ a’ B’

B Aˆ = Aˆ ’,Bˆ = Bˆ ’, Cˆ = Cˆ ’,Dˆ = Dˆ ’,Eˆ = Eˆ ’,Fˆ = Fˆ ’, Gˆ = Gˆ ’


a C B’ 
a’ C’ a b c d e f g
= = = = = = =k  ⇒ ABCDEFG ∼ A’B’C’D’E’F’G’
a’ b’ c ’ d’ e ’ f ’ g’ 
 ≡ Â’ a b c 
 =C
’
 ⇒ ∆ABC ∼ ∆A’B’C’ ⇒ = = =k eC
Bˆ ≡ Bˆ ’  a’ b’ c’

• Segundo caso de semelhança de triângulos: dois triângulos Importantíssimo:


são semelhantes quando têm um ângulo igual, compreendido
• k é chamado razão de semelhança.
entre dois lados proporcionais.
• É fácil provar que se os polígonos são semelhantes com razão
A
de semelhança k, a razão entre as áreas é k2.
• Uma extensão razoável dos resultados acima, vemos na
A’ geometria espacial. Quando se tem dois sólidos semelhantes,
c diremos que a razão entre os seus volumes é igual ao cubo da
b razão entre as linhas homólogas, isto é, a razão de semelhança
c’
b’
(razão entre as linhas homólogas) sendo igual a k, a respectiva
B B’ razão entre os volumes será k3.
a C a’ C’
c b 
= = k
c’ b’
a 
 ⇒ ∆ABC ∼ ∆A’B’C’ ⇒  = k, Bˆ ’ ≡ Bˆ , Cˆ ≡ Cˆ ’  O retângulo áureo
    a’ 
A ≡ A’
Diz-se que um retângulo ABCD qualquer é áureo quando ele
apresenta a seguinte propriedade: se dele retira-se o quadrado ABFE,
• Terceiro caso de semelhança de triângulos: dois triângulos
o retângulo CDEF restante será semelhante ao retângulo original.
são semelhantes quando têm os três lados ordenadamente
proporcionais.
B a F b C
E F
A A’
b
b’ a b
C
c C’
c’
a D a C
a’
B B’ A E D

a b c
= = = k ⇒ ∆ABC ∼ ∆A’B’C’ ⇒ ( Aˆ ≡ Aˆ ’, Bˆ ≡ Bˆ ’, Cˆ ≡ Cˆ ’) a b
a’ b’ c’ ABCD ~ CDEF, então: = .
a+b a
Aplicando a propriedade fundamental das proporções, vem:
Importantíssimo: b2 + ab = a2
• Se dois triângulos são semelhantes, a proporcionalidade
se mantém constante para quaisquer dois segmentos Dividindo ambos os membros por b2, encontramos:
2
1 + =  
correspondentes, tais como: lados, alturas, medianas, inraios, a a
circunraios etc. b b

a
Tomando k = (conhecido como Razão ÁureA), teremos:
Semelhança de polígonos k =k+1
2 b

Dois polígonos são semelhantes se for possível estabelecer 1+ 5


Portanto, k = (número áureo ) .
uma correspondência entre vértices e lados de modo que ângulos de 2
vértices correspondentes sejam congruentes e lados correspondentes
sejam proporcionais.

24

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Relações métricas no triângulo retângulo Leitura: o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados
dos catetos.
A
Relação de Stewart (Triângulo qualquer)
θ α
b c Seja um triângulo DABC, com BC = a, AC = b e AB = c.
h Se x é o comprimento de um ceviana AD, que divide o lado BC,
no ponto D, em dois segmentos tais que BD = m e DC = n, então,
α m n θ b2 · m + c2 · n – x2 · a = m · n · a.

C H B A

a
c b
x
Elementos do ∆ABC:
 b e c → catetos C
B m D n
 a → hipotenusa

 h → altura relativa à a
 hipotenusa
 m → projeção do
 Relações métricas na circunferência
 cateto b sobre a
O conjunto de todos os pontos P de um plano α, situados
 n → projeção do
 a uma distância d = r de um ponto fixo O pertencente a α,
 cateto c sobre a
chamaremos de circunferência de centro O e raio r.

α
A partir da semelhança de triângulos, podemos encontrar
facilmente as seguintes relações métricas válidas no triângulo ABC. r
P

Veja: r
O
m b h
∆AHC ∼ ∆BHA → = = (I) r r
h c n

m b h
∆AHC ∼ ∆BAC → = = ( II )
b a c
Círculo
h c n O conjunto de todos os pontos P de um plano α, situados
∆BHA ∼ ∆BAC → = = ( III )
b a c a uma distância d ≤ r de um ponto fixo O pertencente a α,
chamaremos de círculo de centro O e raio r.
Temos:
m h α
Em ( I ) → = → h2 = mn
h n P
r
O

Leitura: a altura relativa à hipotenusa é igual a média geométrica


entre os segmentos que ela determina sobre a hipotenusa.

Em ( II ) →
b h
= → bc = ah
Posições relativas entre reta e
a c
circunferência
Leitura: o produto dos catetos é igual ao produto da hipotenusa Reta tangente
pela altura relativa a ela.
Reta tangente é a reta que intercepta a circunferência
m b num único ponto P.
 = a → b = ma
2

Em (II) e (III) →  b
c n
 = → c2 = na
a c

Leitura: um cateto é média geométrica entre a hipotenusa e sua


projeção sobre ela.

Somando b2 com c2, vem:


b2 + c2 = ma + na = a(m + n) = a · a P
b2 + c2 = a2

25

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Reta secante • Propriedade 03:


Todo quadrilátero circunscrito a uma circunferência tem as
Reta secante é a reta que intercepta a circunferência em somas de lados opostos iguais.
dois pontos distintos P e Q.
C
t t
Q M Q
z
x B
z
D P
P
x y
N
y
A
Reta externa
Reta externa é a reta que não intercepta a circunferência. Relação métrica: AB + CD = BC + AD (conhecido como Teorema
de Pitot).

Propriedades das tangentes


P1 – A tangente é perpendicular ao raio que passa pelo ponto de
contato.
Centro: O
raio: r

r o
Algumas propriedades
• Propriedade 01:
A reta tangente é perpendicular ao raio no ponto de tangência P. t

P2 – Se de um ponto P conduzirmos os segmentos PA e PB, ambos


tangentes a uma circunferência, com A e B na circunferência,
então PA ≡ PB.
O
A
r
t
P O P

B
• Propriedade 02:
Se dois segmentos tangentes têm uma extremidade comum,
então são congruentes. (cateto – hipotenusA)
∆PAO ≡ ∆PBO ⇒ PA ≡ PB ( Teorema do bico)
R. métrica → PA = PB.
A

Relação métrica: PA = PB (conhecido como Teorema do Bico).

26

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática i

P3 – Se um quadrilátero convexo é circunscrito a uma circunferência,


a soma de dois lados opostos é igual à soma dos outros dois.
Exercícios
A
a

b 25
a
01. (EsPCEx) Na figura, o raio da circunferência de centro O é cm
D 2
e a corda MP mede 10 cm
P
b
c

B
d c
M N
d Q O
C

R. métrica → AB + CD = BC + AD ( Teorema de Pitot )


desenho ilustrativo – fora de escala
Relações métricas na circunferência A medida, em centímetros, do segmento PQ é
Considerando a presença de triângulos semelhantes em 25
A) cm D) 21
cada um dos casos a seguir, encontramos: 2
• Corda × Corda B) 10 E) 2 21
C) 5 21

B C 02. Na figura abaixo, sem escala, o raio da circunferência de centro


O é r = 3 cm e o segmento OP mede 5 cm.

O P Q
T
A

D O P

R. métrica → PA ⋅ PB = PC ⋅ PD

• Secante × Secante Sabendo que o segmento PQ tangência a circunferência no


ponto T, pode-se dizer que o segmento OQ mede:
A) 1,25 cm D) 4 cm
A B) 5 cm E) 3,5 cm
B C) 3,75 cm
O P
03. Considere um decágono regular com centro no ponto O
D cuja medida do lado é igual a 2 m. Se U e V são dois vértices
C
consecutivos deste decágono e se a bissetriz do ângulo OÛV
intercepta o segmento OV no ponto W, então, a medida do
R. métrica → PA ⋅ PB = PC ⋅ PD perímetro do triângulo UVW é
A) (3 + 5 )m. C) (2 + 5 )m.
• Tangente × Secante B) (3 + 3 )m. D) (2 + 3 )m.

T 04. Na figura a seguir, pelo ponto O, foram traçadas retas paralelas


P aos lados do triângulo ABC, obtendo-se os triângulos assinalados
com áreas 1, 4 e 9. Então a área do triângulo ABC é
A
O
B

O
A
B C
A) 25 D) 64
R. métrica → PT 2 = PA ⋅ PB B) 36 E) 81
C) 49

27

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

05. Os lados de um triângulo medem 13 cm, 14 cm e 15 cm, 09. Na figura dada, as circunferências de centros P e S são ambas
e sua área mede 84 cm2. Considere um segundo triângulo, tangentes à reta l no mesmo ponto Q e a reta que passa por
semelhante ao primeiro, cuja área mede 336 cm2. P e R tangência a circunferência menor no ponto T. Sendo os
A medida do perímetro do segundo triângulo, em centímetro, é raios das circunferências respectivamente 8 m e 3 m, a medida
A) 42 D) 168 do segmento QR é:
B) 84 E) 336
C) 126 

06. Na figura a seguir, os triângulos ABC e ABD são retângulos em R


A e D, respectivamente. Sabe-se que AC = 15 cm, AD = 16 cm
e BD = 12 cm. T

C
Q
P S
D
E

A) 4 m
A B
B) 6 m
A área do triângulo ABE é de C) 8 m
A) 100 cm2. C) 75 cm2. D) 2 m
B) 96 cm2. D) 60 cm2. E) diferente dos quatro valores anteriores

07. O lampião, representado na figura, está suspenso por duas 10. Considere o triângulo ABC, em que os segmentos AC , CB e
cordas perpendiculares presas ao teto. Sabendo que essas AB medem, respectivamente, 10 cm, 15 cm e 20 cm. Seja D
cordas mede 1/2 e 6/5, distância do lampião ao teto é: um ponto do segmento AB de tal modo que CD é bissetriz do
ângulo ACBˆ e seja E um ponto do prolongamento de CD , na
ˆ . A medida, em cm, de CE é
ˆ = DCB
direção de D, tal que DBE
11 6 20 6
A) D)
3 3
13 6 25 6
B) E)
3 3
A) 1,69 D) 1/2
B) 1,3 E) 6/13 17 6
C) 0,6 C)
3

08. Uma área delimitada pelas Ruas 1 e 2 e pelas avenidas A e 11. Na figura, o segmento AC é perpendicular a reta r. Sabe-se que
B tem a forma de um trapézio ADD’A. com AD = 90 m e o ângulo AÔB, com O sendo um ponto da reta r, será máximo
A’D’ = 135 m, como mostra o esquema da figura abaixo. quando O for o ponto onde r tangência uma circunferência
que passa por A e B.

A
D1
Rua 2 C1
B
B1
Avenida B

A1
r
Avenida A
A B C D O C
Rua 1
Se AB representa uma estátua de 3,6 m sobre um pedestal BC
Tal área foi dividida em terrenos ABB’A’, BCC’B, e CDD’C’. todos de 6,4 m, a distância OC, para que o ângulo AOB de visão da
na forma trapezoidal, com bases paralelas às avenidas tais que estátua seja máximo, é
AB = 40 cm, BC = 30 cm e CD = 20 m. A) 10 m.
De acordo com essas informações, a diferença em metros, B) 8,2 m.
A’B’ – C’D’ é igual a C) 8 m.
A) 20. C) 15. D) 7,8 m.
B) 30. D) 45. E) 4,6 m.

28

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

12. Seja um trapézio retângulo de bases a e b com diagonais


Aula 09:
perpendiculares. Determine a área do trapézio.
A)
ab Aula
2 Geometria Euclidiana
2
09
 a + b
B) 
 2 

 a + b Áreas dos quadriláteros


C) 
  ab
2 

 2a + b 
D)  ab Características do quadrado ABCD
 2 
• É um paralelogramo equiângulo e equilátero, isto é, regular.
 a + b 2 • As diagonais são congruentes.
E)  ab
2  • As diagonais cruzam-se no ponto médio.
• As diagonais de um quadrado determinam nele quatro triângulos
de áreas iguais.
13. No triângulo ABC a seguir, a é a base, h a altura relativa a esta • É, simultaneamente, retângulo e losango.
base, e b o lado oposto ao ângulo de 45º. • As diagonais são perpendiculares.
• As diagonais são bissetrizes.
A
B C

x
x
b Diagonal = AC = BD = a 2
h a

Área ( ABCD) = S = a
2

x x
45° A a D
B a C
Se a + h = 4, então o valor mínimo de b é: 2

A) 16. Características do retângulo ABCD


16
B) . • É um paralelogramo equiângulo.
5
• As diagonais são congruentes.
4 • As diagonais cruzam-se no ponto médio.
C) .
5 • As diagonais de um retângulo determinam nele quatro triângulos
de áreas iguais.
D) 4 5.
E) 16 5. B C

x x
14. Uma fonte luminosa a 25 cm do centro de uma esfera projeta
sobre uma parede uma sombra circular de 28 cm de diâmetro, b
x x
conforme figura a seguir.

A a D

Diagonal = AC = BD = a2 + b2
7 cm 
Fonte 28 cm Área ( ABCD) = S = a ⋅ b
luminosa

Características do losango ABCD


• É um paralelogramo equilátero.
25 cm d • As diagonais cruzam-se no ponto médio.
• As diagonais de um losango determinam nele quatro triângulos
Se o raio da esfera mede 7 cm, a distância d do centro da esfera de áreas iguais.
• As diagonais são perpendiculares.
até a parede, em cm, é
• As diagonais são bissetrizes.
A) 23 D) 32 • Os ângulos opostos são congruentes.
B) 25 E) 35
C) 28

29

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

B Área de um triângulo retângulo


a a
y B

A C d2 = 2y
x x
y a
a a c

d1 = 2x
A b C

  
Diagonal = AC = d1 = a + a − 2 ⋅ a ⋅ a ⋅ cos B = a ⋅ 2 − 2 ⋅ cos B
2 2
Onde:
 b: medida do cateto AC.
Diagonal = BD = d2 = a + a − 2 ⋅ a ⋅ a ⋅ cos  = a ⋅ 2 − 2 ⋅ cos Â
2 2

 d1 ⋅ d2 c: medida do cateto AB.


Área ( ABCD) = S =
 2 a: medida da hipotenusa BC.
Relação métrica: a2 = b2 + c2 (Pitágoras).
Características do paralelogramo ABCD b ⋅ c cateto ⋅ cateto
Área ( ∆ABC) = S = = .
• Quadrilátero que tem os lados opostos paralelos. 2 2
• Os lados opostos são congruentes.
• Os ângulos opostos são congruentes.
• As diagonais cruzam-se no ponto médio. Área de um triângulo equilátero
• As diagonais de um paralelogramo determinam nele quatro
triângulos de áreas iguais. A
D a C
x
y
b
b h
x a a
y h
A a B

Diagonal = AC = a2 + b2 − 2 ⋅ a ⋅ b ⋅ cos B
 B C
Diagonal = BD = a + b − 2 ⋅ a ⋅ b ⋅ cos Â
2 2

Árrea ( ABCD) = S = a ⋅ h = a ⋅ b sen Aˆ = a ⋅ b sen Bˆ a



Onde:
a: medida dos lados do ΔABC.
Áreas dos triângulos
a⋅ 3
h: medida da altura do ΔABC → h = .
2
Área de um triângulo em a2 ⋅ 3
Área ( ∆ABC) = S = .
função da base e da altura 4

A
Área de um triângulo
em função dos três lados
c b
ha C

B C b
a
a
Onde:
ha: medida da altura relativa ao vértice A. A c B
hb: medida da altura relativa ao vértice B. Onde:
hc: medida da altura relativa ao vértice C. a, b, c: medidas dos lados do ΔABC.
a, b, c: medidas dos lados do ΔABC. p: semiperímetro.
a ⋅ ha b ⋅ hb c ⋅ hc Área ( ∆ABC) = S = p ⋅ (p − a) ⋅ (p − b ) ⋅ (p − c ) (Heron).
Área ( ∆ABC) = S = = = .
2 2 2

30

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Área de um triângulo em função de dois Área de uma coroa circular


lados e o ângulo formado
P

C a Q
B
O

b c
Onde:
α O: centro dos círculos concêntricos.
P: ponto da circunferência maior.
A
Q: ponto da circunferência menor.
Onde: OP = R (raio do círculo maior).
a, b, c: medidas dos lados do ΔABC. OQ = r (raio do círculo menor)
α: medida do ângulo formado pelos lados b e c.
b ⋅ c ⋅ sen α b ⋅ c ⋅ sen  Área da coroa circular = S = πR2 – πr2 = π · (R2 – r2)
Área ( ∆ABC) = S = = .
2 2
Área de um setor circular
Área de um triângulo em função Onde: P
dos lados e do circunraio O: centro do círculo. R
P, Q: pontos distintos da circunferência. d
O α
B OP = OQ = R (raio do círculo = raio do setor).
Onde: α: medida do ângulo central.
A O: centro do círculo. R Q
.
d: medida linear do arco AB
P: ponto da circunferência.
a OP = R (circunraio).  α  2
b a, b, c: medidas dos lados do ΔABC. Área do setor circular = S =   πR , α em graus.
 360º 
a⋅b⋅c
O
R Área ( ∆ABC) = S = .
4R
 α  α ⋅ R2
Área do setor circular = S =   πR2 = , α em radianos.
C P  2π  2

d⋅R
Área do setor circular = S = .
2
Área de um triângulo em função dos
Área de um segmento circular
lados e do inraio
a B Onde:
Onde: O
O: centro do círculo. O: centro do círculo.
C R α R
P: ponto da circunferência. P, Q: pontos distintos da circunferência.
O
r OP = r (inraio). OP = OQ = R (raio do círculo). P Q
a, b, c: medidas dos lados do
P c α: medida do ângulo central.
b
ΔABC.
p: semiperímetro. Área (segmento circular) = S = Área (setor POQ) – Área (triângulo POQ).
Área (ΔABC) = S = p · r.
A  α  R ⋅ R ⋅ sen α
Área (segmento circular) = S =   ⋅ πR2 − , α em
graus.  360º  2
Áreas do círculo e suas partes
Área de um polígono regular
Área de um círculo (disco)

P Onde:
O: centro do círculo. k O a k
R P: ponto da circunferência. α
O OP = R (raio do círculo). R
R a
π: número irracional = 3,1415...
k k
Comprimento da circunferência = C = 2πR P
Área do círculo (disco) = S = πR2 Q
k k

31

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática i

Onde: Para respeitar as normas acima definidas, assinale o intervalo


O: centro do círculo. que contém todos os possíveis valores de x.
OP = OQ = R (raio do círculo). A) [6, 10]
B) [8, 14]
α: medida do ângulo central. C) [10, 18]
a: medida do apótema. D) [16, 24]
p: semiperímetro. E) [12, 24
k: medida do lado do polígono regular de n lados.
04. (EsPCEx) Em um treinamento da arma de Artilharia, existem
Área (polígono regular):
3 canhões A, B e C. Cada canhão, de acordo com o seu modelo,
k⋅a k⋅a k ⋅ a n ⋅ k ⋅ a 2p ⋅ a tem um raio de alcance diferente e os três têm capacidade de
S= + ++ = = =p⋅a
2 2 2 2 2 giro horizontal de 360°. Sabendo que as distâncias entre A e
B é de 9 km, entre B e C é de 8 km e entre A e C é de 6 km,
 R ⋅ R ⋅ sen α  360º determine, em km2, a área total que está protegida por esses
Área (polígono regular): S = n ⋅   , onde α = .
 2  n 3 canhões, admitindo que os círculos são tangentes entre si.
23
A) π
2
Exercícios de Fixação 23
B) π
4

01. (EsPCEx) Se o perímetro de um triângulo equilátero inscrito em 385


C) π
um círculo é 3 cm, a área do círculo (em cm2) é igual a 8
π 195
A) D) 3 3π D) π
3 4
B) 3π E) 81π
529
C) π E) π
4
02. (EsPCEx) Na figura abaixo, a circunferência de raio 3 cm
tangencia três lados do retângulo ABCD. Sabendo que a área 05. (Efomm) Qual é área de uma circunferência inscrita em um
deste retângulo é igual a 72 cm2, a medida do segmento EF, triângulo equilátero, sabendo-se que esse triângulo está inscrito
em cm, é igual a: em uma circunferência de comprimento igual a 10π cm?
A B 75π 25π
A) D)
4 16
25π 5π
B) E)
F 4 4

C)
E 2
06. Seis círculos de raio 1 cm são inseridos no paralelogramo MNPQ,
D C de área X cm², de acordo com a figura abaixo.
desenho ilustrativo – fora de escala M N

12 5
A) 3 5 D)
5
6 5
B) E) 12 5
5
C) 6 5
Q P
03. (EsPCEx) As regras que normatizam as construções em um
condomínio definem que a área construída não deve ser Desenho ilustrativo fora de escala

inferior a 40% da área do lote e nem superior a 60% desta.


O proprietário de um lote retangular pretende construir um Sabendo-se que os seis círculos são tangentes entre si e com
imóvel de formato trapezoidal, conforme indicado na figura. os lados do paralelogramo, a área X, em cm², é
A) 11+ 6 3
x
30 + 14 3
Área B)
Construída 3
Área C) 10 + 5 3
20 m
Livre
D) 11 − 6 3

36 + 20 3
12 m 18 m E)
3
Desenho ilustrativo – fora de escala

32

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática i

07. Seja o triângulo retângulo ABC com os catetos medindo 3 cm 10. A figura a seguir representa a vista superior de um curral
e 4 cm. Os diâmetros dos três semicírculos, traçados na figura retangular, de y metros por 8 metros, localizado em terreno
abaixo, coincidem com os lados do triângulo ABC. A soma das plano. Em um dos vértices do retângulo, está amarrada uma
áreas hachuradas, em cm2, é: corda de x metros de comprimento. Sabe-se que y > x > 8.

A
x metros

8 metros
C B

A) 6
B) 8 y metros
C) 10
D) 12 Um animal, amarrado na outra extremidade da corda, foi deixado
E) 14 pastando na parte externa do curral. Se a área máxima de alcance
do animal para pastar é de 76 πm2, então x é igual a
08. Considere na imagem abaixo: A) 9,8.
– os quadrados ACFG e ABHI, cujas áreas medem, B) 9,6.
respectivamente, S1 e S2; C) 10,0.
– o triângulo retângulo ABC; D) 10,4.
– o trapézio retângulo BCDE, construído sobre a hipotenusa E) 9,0.
BC, que contém o ponto X.
11. Se a soma das áreas dos três círculos de mesmo raio é 3π, a
D área do triângulo equilátero ABC é:
F C
E C

G A B

A B
I H
A) 7 3 + 12
Sabendo que CD = CX e BE = BX, a área do trapézio BCDE é
igual a: D) 11 3
S +S B) 7 + 4 3
A) 1 2
2 E) não sei
S1 + S2 C) 19 3
B)
3
C) S1S2 12. A figura abaixo exibe um setor circular dividido em duas regiões
a
de mesma área. A razão é igual a
D) (S1)2 + (S2 )2 b

09. No plano, considere duas circunstâncias cuja medida do raio de


cada uma delas é 10 m. Se o centro de uma delas está sobre a
outra, a medida da área corresponde a interseção das regiões do b
plano, limitadas por cada uma dessas circunferências, é igual a
 100π 
A)  − 25 3 m2. a
 3 
 200π 
B)  − 25 3 m2.
 3 
 100π  A) 3 + 1.
C)  − 50 3 m2.
 3  B) 2 + 1.
 200π  C) 3.
D)  − 50 3 m2.
 3  D) 2.

33

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

13. Seja D o ponto médio do lado AB do triângulo ABC. Sejam E e F


Aula 10:
os pontos médios dos segmentos DB e BC, respectivamente,
conforme se vê na figura. Se a área do triângulo ABC vale 96, Aula
então a área do triângulo AEF vale: Exercícios
10
C

F
Exercícios de Fixação

A D E B
01. A figura a seguir descreve o movimento executado por uma
máquina para o corte de uma placa metálica:
A) 42 D) 30
B) 36 E) 28
C) 32

14. A figura representa uma semicircunferência de diâmetro CD, 60º


perfeitamente inscrita no retângulo ABCD. Sabe-se que P é
um ponto de AB, e que AP é diâmetro da circunferência que
C
tangência a semicircunferência maior em T.

P B
A
60º
A B
TA
Partindo de A, ela sistematicamente avança 6 cm e gira 60º para
esquerda, até retornar ao ponto A. A área da superfície recortada é:
A) 18 3 cm2.
D C B) 36 3 cm2.
C) 54 3 cm2
Se CD = 8 cm, a área sombreada na figura é, em cm2, igual a D) 64 3 cm2.
64 − 15π
A) D) 32 − 9π E) 120 3 cm2.
2
B) 32 − 8π E) 16 − 4 π 02. Considere a figura e os dado a seguir:
64 − 15π
C)
4
C F
15. A figura indica um hexágono regular ABCDEF, de área S1, e um
hexágono regular GHIJKL, de vértices nos ponto médios dos
apótemas do hexágono ABCDEF e área S2. E
A B

O
H
I
G
F C
B D A
J
L
K G
Dados:
E D – O é o circuncentro do triângulo ABC

– med( ACD) = 50º
S2  
Nas condições descritas, é igual a – BEG e BDC são retos
S1
3 1 – FG é o diâmetro da circunferência de centro O
A) D) 
4 5 A medida do ângulo AFG, em graus, é igual a
8 3 A) 40
B) E) B) 50
25 16
C) 60
7
C) D) 70
25

34

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

03. Em um plano, duas circunferências tem seus centros nos pontos 06. Considere os círculos tangentes da figura, cujas tangentes
P e Q e as medidas de seus raios são ambas iguais a 3 m. comuns exteriores formam um ângulo de 60º. A razão entre
Se essas circunferências cortam-se nos ponto R e S e se distância as áreas do menor e do maior círculo é:
entre P e Q é igual a distância entre R e S, então, a medida da
área quadrilátero convexo cujos vértices são os ponto P, Q, R e S,
em m2 , é
A) 18.
B) 9 2.
C) 9 3.
D) 9.

04. A figura mostra um quadrado ABCD de 8 cm de lado, com os


pontos E, F e G pontos médios dos segmentos DC, AE e BE,
respectivamente. O ponto R é ponto médio da diagonal BD
e do segmento FG e o ponto Q pertence à intersecção dos 1 1
segmentos BD e AE. A) D)
3 8
1 1
A B B) E)
4 9
1
C)
6

F G Fora de escala
R
07. Os lados AB, BC, CD e DA de um quadrado foram divididos
em 3 partes iguais, respectivamente, pelos ponto P, Q, R, S, T,
Q
U, V e W, conforme a figura a seguir.

D C D U T
E C

A área do triângulo FQR, assinalado na figura, é


4 V S
A) .
3
8 W R
B) .
3
3
C) . B
4 A P Q
3
D) .
8 As interseções AR e DP, AR e UQ, WS e DP e WS e UQ são
vértices de um quadrado de área 1, ressaltado na figura.
05. Na figura abaixo, M, N e P são os pontos de tangência
do triângulo retângulo ABC com sua circunferência inscrita. Qual a área do quadrado ABCD?
Se AB = 3 e AC = 4, a área do triângulo BMN é igual a: A) 8
B) 9
B C) 10
D) 11

08. Na figura abaixo, MNPQ é um retângulo, o ponto E é o centro da


N circunferência tangente aos lados NP, PQ e MQ. Se MN = 4 cm
e NP = 8 cm, então a distância do ponto E à diagonal MP,
em cm, é:
M
N P

A P C

A) 1,2 E
B) 2,0
C) 1,8
D) 2,4
E) 1,6
M Q

35

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

12 11. Na figura abaixo, ABCD é um retângulo tal que BC = 6 cm e


A) M é o ponto médio do lado AB. Se os semicírculos no interior
5
do retângulo são dois a dois tangentes entre si, nos pontos M,
15 P e R, então a área de ABCD, em centímetros quadrado, é
B)
5
B C
18
C)
5
20
D) P
5
M
09. Na figura, o hexágono regular ABCDEF tem lado medindo 2
cm e o arco de circunferência CE tem centro no vértice A. R

E D
A D

A) 36 3 C) 18 3
B) 36 2 D) 18 2
F C 12. Considere o triângulo retângulo ABD exibido na figura abaixo,
em que AB = 2 cm, BC = 1 cm e CD = 5 cm. Então, o ângulo
θ é igual a

A
0
A B

A área da região sombreada, em cm2, é igual a


A) 2π + 2 3 B C D
B) π + 2 3
C) π + 3 A) 15º
B) 30º
D) 2π + 3 C) 45º
E) 3π + 3 D) 60º

13. Considere um quadrado de lado 1. Foram construídos dois


10. Considere o pentágono regular de lado 1 e duas de suas
círculos de raio R com centros em dois vértices opostos do
diagonais, conforme representado na figura abaixo.
quadrado e tangentes entre si; dois outros círculos de raio r
com centros nos outros dois vértices dos quadrado e tangentes
aos círculos de raio R, como ilustra a figura abaixo.

A área do polígono sombreado é


sen36º
A) .
2 A área da região sombreada é
sen72º 2 
B) . A)  + 1 π D) 1+ ( 2 − 1)π.
2 2 
sen72º
C) .  2 
3 B) ( 2 − 1)π E) 1+  − 1 π.
D) sen36º  2 
 1 
E) sen72º. C) 1+  2 − π .
 2 

36

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

14. O quadrado PQRS está inscrito em um círculo de centro C.


Aula 11:
A corda intersecta a diagonal do quadrado em A, sendo que
QA = 6 cm e AB = 4 cm. Aula
Geometria de Posição
11
B
S R
Determinação de retas
A
• Por um ponto P passam infinitas retas.
C

P Q

Nas condições descritas, a medida do lado do quadrado PQRS,


em cm, é igual a 
• Por dois pontos P e Q distintos passa uma única reta PQ.
A) 2 10.

B) 5 2.
P
C) 2 15.

D) 6 2.

E) 7 2. Q

15. A partir de um hexágono regular de lado unitário, constroem-


se semicírculos de diâmetros também unitários, conforme
indicados na figura abaixo. Determinação de planos
• Três pontos não alinhados P, Q e R determinam um único plano
F Pl(PQR).

A E

R
P
Q

• Uma reta r e um ponto P ∉ r determinam um único plano Pl(PQR).


P
B D

r
C R

A medida da área sombreada é


3 3−π Q
A)
4
• Duas retas r e s concorrentes determinam um único plano
π Pl(PQR).
B)
4 s
3 3 r
C)
4 Q P
3 3+π
D)
4
3 3 R
E)
2

37

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

• Duas retas r e s paralelas distintas determinam um único Posições relativas entre plano e reta
plano Pl(PQR).
• Uma reta r pode está contida no plano α.

R α
P
Q
r
s
r

Posições relativas de • Uma reta r pode ser secante ao plano α.

duas retas no espaço


• Duas retas são paralelas distintas, se elas estão no mesmo plano
e não têm um ponto comum.
r

s
r

• Uma reta r pode ser paralela ao plano α.

r
• Se duas retas estão no mesmo plano e têm um único ponto
comum (P), são chamadas de concorrentes.

S
α
P r

Posições relativas entre plano e plano


• Os planos α e β podem ser paralelos distintos.

• Se duas retas não estão contidas em um mesmo plano, as retas


são chamadas de reversas.

r • Os planos α e β podem ser secantes.

α
s β

• Se duas retas são coplanares e têm mais de um ponto comum,


as retas são chamadas de coincidentes.

• Os planos α e β podem ser coincidentes.

α=β
Q

P
r=s

38

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

GEOMETRIA DOS POLIEDROS Propriedades


Em um poliedro convexo, a soma dos ângulos de todas as
faces é dada por:
Introdução
Denomina-se poliedro o sólido ou corpo geométrico S = (V – 2) ⋅ 360º
limitado pelo conjunto finito de polígonos planos, tais que cada
um dos seus lados pertença a dois dos referidos polígonos e dois Poliedros regulares
polígonos quaisquer que tenham um lado comum e não estejam
situados no mesmo plano. Um poliedro convexo é dito regular quando as suas faces são
polígonos regulares e congruentes, e todos os ângulos poliédricos
são congruentes.
Há somente cinco tipos de poliedros regulares, que são:
aresta Tetraedro regular

Planificação

vértice
face Faces: triângulos equiláteros

Os polígonos são denominados faces do poliedro. Hexaedro regular (cubo)


Os lados e os vértices dos polígonos denominam-se,
respectivamente, arestas e vértices do poliedro.

Planificação
Poliedros convexos e não convexos
Um poliedro é dito convexo quando o segmento da reta
que une dois quaisquer de seus pontos está contido no poliedro.
Em caso contrário, é não convexo. Faces: quadrados

Octaedro regular

Planificação

Faces: triângulos equiláteros

Dodecaedro regular
Poliedro convexo
Poliedro côncavo

De acordo com o número de faces, temos os seguintes


poliedros:
• tetraedro ⇒ poliedro convexo com quatro faces; Planificação
• pentaedro ⇒ poliedro convexo com cinco faces;
• hexaedro ⇒ poliedro convexo com seis faces;
• heptaedro ⇒ poliedro convexo com sete faces; Faces: pentágonos regulares
• octaedro ⇒ poliedro convexo com oito faces;
Icosaedro regular
• icosaedro ⇒ poliedro convexo com vinte faces.

Relação de Euler
Em todo poliedro convexo, vale a relação:
Planificação

V = número de vértices

V+F=A+2 A = número de arestas
F = número de faces Faces: triângulos equiláteros

39

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Características relevantes dos Imagine uma pilha formada com 20 moedas iguais de
25 centavos. Observe que podemos formar pilhas de várias formas,
poliedros regulares com a mesma base e a mesma altura. Escolhendo qualquer uma das
• Tetraedro pilhas, iremos concluir naturalmente que o volume de uma pilha é a
soma dos volumes das moedas e, como as moedas são as mesmas,
– Faces triangulares
as pilhas têm o mesmo volume, apesar de terem formas diferentes.
– Vértices triédricos
Portanto, se dois sólidos forem constituídos por camadas iguais,
• Hexaedro de mesma área e de mesma espessura, então seus volumes são iguais.
– Faces quadrangulares
– Vértices triédricos
• Octaedro
Paralelepípedo reto-retângulo
– Faces triangulares (ortoedro)
– Vértices tetraédricos
• Dodecaedro É um prisma reto cujas faces são todas retangulares.
– Faces pentagonais
– Vértices triédricos
• Icosaedro
– Faces triangulares c
– Vértices pentaédricos D

PRISMAS
b
Introdução d
Um prisma é um sólido geométrico limitado por duas bases a
(polígonos congruentes) situadas em planos paralelos distintos e
várias faces laterais (paralelogramos). Medidas no ortoedro
base
• Área total do ortoedro = 2 ⋅ (ab + ac + bC)

• Diagonal do ortoedro = a2 + b2 + c2 = D
face
lateral • Volume do ortoedro = (área da basE) × (alturA) = a ⋅ b ⋅ c
aresta
lateral
Cubo (hexaedro regular)
aresta da base
Um cubo é um prisma regular formado por seis faces
base quadradas.

Comentários:
• Em um prisma, o número de faces laterais corresponde ao
número de arestas da base. a D
• A nomenclatura está associada ao polígono da base:
– prisma triangular → a base é um triângulo;
– prisma quadrangular → a base é um quadrilátero;
– prisma pentagonal → a base é um pentágono; d a
– prisma hexagonal → a base é um hexágono; a
– prisma heptagonal → a base é um heptágono.

Teorema de Cavalieri Medidas no hexaedro regular


Se dois sólidos estão situados entre dois planos paralelos • Área da superfície total do cubo = 2 ⋅ (a ⋅ a + a ⋅ a + a ⋅ A) = 6a2
(têm a mesma alturA) e qualquer outro plano, paralelo a eles, corta
os dois sólidos determinando secções de mesma área, então os • Diagonal do cubo = D = a2 + a2 + a2 = a 3
sólidos são equivalentes, isto é, têm o mesmo volume. • Volume do cubo = (área da basE) ⋅ (alturA) = a ⋅ a ⋅ a = a3
Para compreender melhor as ideias de Cavalieri (matemático
italiano que viveu na Itália no século XVII), acompanhe o exemplo abaixo.
Observações:
• Pelo princípio de Cavalieri, podemos garantir que dois
Petai Jantrapoon/123RF/Easypix

prismas que têm a mesma área da base e mesma altura,


têm volumes iguais.
• Prisma reto: é um prisma cujas arestas laterais são
perpendiculares às bases.
• Prisma regular: é um prisma reto cujas bases são polígonos
regulares.

40

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

05. O poliedro representado na figura (octaedro truncado) é


construído a partir de um octaedro regular, contendo-se,
Exercícios de Fixação para tal, em cada vértice, uma pirâmide regular de base
quadrangular. A soma dos ângulos internos de todas as faces
do octaedro truncado é:
01. (EsPCEx/2017) Considere dois planos a e b perpendiculares e
três retas distintas r, s e t tais que r ⊂ a, s ⊂ b e t = a ∩ b.
Sobre essas retas e os planos é correto afirmar que:
A) as retas r e s somente definirão um plano se forem
concorrentes com t em único ponto.
B) as retas r e s podem definir um plano paralelo à reta t.
C) as retas r e s são necessariamente concorrentes.
D) se r e s forem paralelas, então elas definem um plano
perpendicular a a e b. A) 2160º D) 10060º
E) o plano definido por r e t é necessariamente paralelo a s. B) 5760º E) 13680º
C) 7920º
02. No México, há mais de mil anos, o povo asteca resolveu o
06. O sólido geométrico a seguir é formado pela justaposição de um
problema da armazenagem da pós-colheita de grãos, com um
bloco retangular e um prisma reto, com uma face em comum.
tipo de silo em forma de uma bola colocado sobre uma base
Na figura estão indicados os vértices, tanto do bloco quanto
circular de alvenaria.
do prisma.
A forma desse silo é obtida juntando 20 placas hexagonais e
mais 12 placas pentagonais.
K
L
L H I
D
G
E C

B
F

Considere os seguintes pares de retas definidas por pontos


dessa figura: as retas LB e GE, as retas AG e HI, e as retas AD e GK.
As posições relativas desses pares de retas são, respectivamente,
A) concorrentes; reversas; reversas.
B) reversas; reversas; paralelas.
Com base no texto, é correto afirmar que esse silo tem: C) concorrentes, reversas, paralelas.
A) 90 arestas e 60 vértices. D) reversas; concorrentes; reversas.
B) 86 arestas e 56 vértices. E) concorrentes; concorrentes; reversas.
C) 90 arestas e 56 vértices.
07. Considere as seguintes afirmações:
D) 86 arestas e 60 vértices.
I. Se uma reta r é perpendicular a um plano α, então todas as
E) 110 arestas e 60 vértices.
retas de α são perpendiculares ou ortogonais a r;
II. Se a medida da projeção ortogonal de um segmento AB sobre um
03. As medidas das arestas de um paralelepípedo retângulo são plano α é a metade da medida do segmento AB, então a reta
diretamente proporcionais a 3, 4 e 5, e soma dessas medidas AB faz com α um ângulo de 60º;
é igual a 48 cm. Então a medida da sua área total, em cm2, é III. Dados dois planos paralelos α e β, se um terceiro plano γ intercepta
A) 752 D) 1.302 α e β, as intersecções entre esses planos serão retas reversas;
B) 820 E) 1.504 IV. Se α e β são dois planos secantes, todas as retas de α também
C) 1.024 interceptam β.
04. Considere um prisma regular reto de base hexagonal tal Estão corretas as afirmações
3 A) apenas I e II. D) I, II e IV.
que a razão entre a aresta da base e a aresta lateral é . B) apenas II e III. E) II, III e IV.
3
Aumentando-se a aresta da base em 2 cm e mantendo-se C) I, II e III.
a aresta lateral, o volume do prisma ficará aumentado de
08. Considere um plano α e os pontos A, B, C e D tais que
108 cm3. O volume do prisma original é
– O segmento AB tem 6 cm de comprimento e está contido
A) 18 cm3
em α;
B) 36 cm3
– O segmento BC tem 24 cm de comprimento, está contido
C) 18 3 cm3 em α e é perpendicular a AB;
D) 36 3 cm3 – O segmento AD tem 8 cm de comprimento e é perpendicular
E) 40 cm3 a α.

41

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Nessas condições, a medida do segmento CD é 09. O poliedro convexo tem 32 vértices, possui apenas faces
A) 26 cm triangulares. O número de arestas deste poliedro é
B) 28 cm A) 100 C) 90
C) 30 cm B) 120 D) 80
D) 32 cm
E) 34 cm 10. Um poliedro convexo tem 32 faces, sendo 20 hexágonos e
12 pentágonos. O número de vértices deste polígono
04. Considere as seguintes afirmações: A) 90 C) 60
I. Se dois planos α e β são paralelos distintos, então as retas B) 72 D) 56
r­­1 ⊂ α e r­­2 ⊂ β;
II. Se α e β são planos não paralelos distintos, existem as retas Aula 12:

r­­1 ⊂ α e r­­2 ⊂ β tal que r1 e r2 são paralelas;


III. Se uma reta r é perpendicular a um plano α no ponto P, Aula
então qualquer reta α que passa por P é perpendicular a r. Pirâmides
12
Dentre as afirmações anteriores, é (são) verdadeira(s)
A) Somente II
B) I e II
C) I e III Introdução
D) II e III
E) I, II e III V

05. As medidas em centímetros das arestas de um bloco retangular


são as raízes da equação polinomial x3 – 142 + 64x – 96 = 0. h
Denominando-se r, s e t essas medindo 14, se for construído D
um novo bloco retangular, com arestas medindo (r – 1), (s – 1) C E
e (t – 1), ou seja, cada aresta medindo 1 cm a menos que a do
bloco anterior, a medida do volume desse novo bloco será B A
A) 36 cm3 D) 60 cm3
B) 45 cm3 E) 80 cm3 Chama-se pirâmide o conjunto de pontos do espaço
C) 54 cm3 limitados por um ângulo poliédrico e por um plano que, não
passando pelo vértice, corte todas as arestas do ângulo poliédrico.
06. O quadrado ABCD é a face de um cubo e I é o centro da face A secção plana do ângulo poliédrico chama-se base da
oposta. Sendo α o ângulo entre os planos ABI e CDI, calcule pirâmide (ABCDE) e as porções das faces do ângulo poliédrico
α limitadas por essa base chamam-se faces da pirâmide.
tg . O vértice do ângulo poliédrico chama-se vértice da pirâmide (V).
2

A)
1
D) 4 Uma rápida justificativa para o volume da pirâmide
2 1
B) 2 E) Abaixo, temos a decomposição de um prisma triangular em
1 4 três pirâmides triangulares.
C) C
3 (I) (II) (III)
A A B B
B C
07. Os segmentos VA, VB e VC São arestas de um cubo. Um plano α, = + + A
B
paralelo ao plano ABC, divide esse cubo em duas partes iguais. F F F
A intersecção do plano α com o cubo é um: D E D D E F
A) triângulo.
B) quadrado. Veja que:
C) retângulo. • As pirâmides I e II têm volumes iguais, pois os triângulos ABD e
D) pentágono. BDE têm a mesma área e a distância de F ao plano ABED é única,
E) hexágono. isto é, as duas pirâmides têm a mesma altura.
• As pirâmides II e III têm volumes iguais, pois os triângulos BEF
08. Considere um paralelepípedo retângulo, cujas arestas têm e BCF têm a mesma área e a distância da aresta AD ao plano
comprimento 6 cm, 8 cm e 10 cm, e um triângulo cujos vértices BCFE é única, pois AD//Pl (BCFE), então as duas pirâmides têm
são os centros (intersecção das diagonais) de três faces de
a mesma altura.
dimensões distintas, como ilustra a figura a seguir.
Portanto, o volume de cada uma dessas pirâmides é igual a um
O perímetro P desse triângulo é tal que terço do volume do prisma.
A) P < 14 cm
B) 14 cm < P < 16 cm Observações:
C) 16 cm < P < 18 cm • Pelo princípio de Cavalieri, podemos garantir que duas
D) P > 18 cm pirâmides que têm mesma área da base e mesma altura, têm
volumes iguais.
• Pirâmide reta: é a pirâmide cujo pé de sua altura coincide
com o centro de sua base.
• Pirâmide regular: é a pirâmide reta de base regular.

42

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

TRONCO DE PIRÂMIDE DE BASES Comentários


PARALELAS E DO TETRAEDRO REGULAR • V’ é a projeção ortogonal do vértice V.
• Como a pirâmide é regular → V’ é o baricentro do
Introdução DABC → AV’ = 2 ⋅ (V’D)
Consideremos uma pirâmide cuja base tem área B e
a 3
cuja secção, paralela à base, à distância ht da base, tem área b. • 3x = (altura do D equilátero de lado A) → 2x = a 3 .
2 3
Chamando de h a distância da secção ao vértice da pirâmide,
h • Pitágoras (DVV’A):
o volume do tronco, Vt, é dado por: Vt = T ⋅ (B + b + Bb ). Veja: 3a2 6a2 a 6
3 a2 = (2x )2 + h2 → a2 = + h2 → h2 = →h=
9 9 3
h
a2 3
• Área da base (DABC) = .
4
h + ht  a2 3 
• Área lateral da pirâmide (V – ABC) = 3 ⋅   .
ht  4 

 a2 3 
• Área total da pirâmide (V – ABC) = 4 ⋅   = a 3 .
2

 4 

a2 3 a 6
B: área da base maior ⋅ 3
• Volume da pirâmide (V – ABC) = 4 3 =a 2.
b: área da base menor
3 12
ht: altura do tronco
h: altura da pirâmide menor
h + ht: altura da pirâmide maior CILINDRO CIRCULAR
• Sendo a pirâmide de altura h + ht semelhante à pirâmide
de altura h, temos: Introdução
I. As áreas dessas bases estão entre si, assim como os quadrados É o sólido geométrico limitado por uma superfície
das alturas das pirâmides. lateral cilíndrica fechada e por duas superfícies planas circulares
Então: (bases B1 e B2) contidas em planos paralelos (a1 e a2).
2
B  h + ht  B h + ht B h e: eixo
=  → = → = 1+ t →
b  h  b h b h B1 r
α1

B− b ht
= → h ⋅ ( B − b ) = ht ⋅ b h
g: geratriz

b h
B2
α2
II. Volume (tronco) = Volume (pirâmide maior) – Volume
(pirâmide menor)
Então: Elementos do cilindro circular
B ⋅ (h + ht ) b ⋅ h B ⋅ h + Bht − b ⋅ h
Vtronco = − = • B1 – base circular superior.
3 3 3
• B2 – base circular inferior.
h ⋅ ( B − b ) ⋅ ( B + b ) + Bht • h – altura do cilindro = dist(a1 e a2)
Vtronco =
3 • r – raio das bases do cilindro.
• e (eixo) – reta que passa pelos centros das bases.
ht ⋅ b ⋅ ( B + b ) + Bht ht
Vtronco = = ⋅ (B + b + Bb ) • g (geratriz) – segmento com extremidades nas circunferências
3 3
das bases e paralelos ao eixo (E).
• Tetraedro regular: pirâmide triangular regular que tem
todas as arestas congruentes Classificação dos cilindros circulares
V • Cilindro reto: as geratrizes são perpendiculares às bases.

r
a

a h c
g = h → cilindro reto
a D
2x x
V’
r
A a B

43

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

• Cilindro oblíquo: as geratrizes não são perpendiculares às


bases.
Exercícios de Fixação

h < g → cilindro oblíquo


01. Determine o volume (em cm3) de uma pirâmide retangular de
g
altura a e lados da base b e c (a, b e c em centímetros), sabendo
que a + b + c = 36 e a, b e c são respectivamente, números
diretamente proporcionais a 6, 4 e 2.
A) 16 D) 432
• Cilindro equilátero: é o cilindro reto cuja altura é igual ao B) 36 E) 648
diâmetro da base. C) 108

02. Na figura a seguir, está representado um cubo em que os pontos


h = 2 r → cilindro equilátero
T e R são pontos médios de duas de suas arestas. Sabendo-se
que a aresta desse cubo mede 2 cm. Assim, o volume do sólido
geométrico definido pelos pontos PQRST, em cm3, é:
2
A)
2r
3
4
B)
Área da superfície lateral e total do cilindro reto 3
1
C)
3
lateral
h
3
D)
2
15
E)
2r
2

03. Considere uma pirâmide regular ABCDV de base ABCD. Sendo


2 2 cm a medida da aresta da base 2 3 cma medida da altura
lateral planificada h
dessa pirâmide, a distância, em cm, de A à aresta lateral VC é
A) 2 2 C) 4
2πr
B) 2 3 D) 3

Área da superfície lateral do cilindro reto = 2πrh 04. A figura a seguir representa a planificação de um tronco de cone
reto com a indicação das medidas dos raios das circunferências
AL = 2πrh das bases e da geratriz. A medida da altura desse tronco de cone é
A) 13 cm
B) 12 cm 6cm
Área da superfície total do cilindro reto = 2πrh + πr2 + πr2 13 cm
C) 11 cm
AT = 2πrh + 2πr2 = 2πr(h + r) D) 10 cm
E) 9 cm

Volume do cilindro 11cm

O Princípio de Cavalieri assegura que os sólidos a seguir são


equivalentes, isto é, têm o mesmo volume. Desenho fora de escala

r
05. A figura a seguir representa dois tanques cilíndricos, T1 e T2,
ambos com altura h, e cujos raios das bases medem R e 728 !
respectivamente. Esses tanques são usados para armazenar 182 !
h h
combustível existente em cada um deles é, tal que seu nível
2
corresponde a da altura.
S S 3

S: área da base S: área da base


Volume
Volume (cilindro)== Volume
(cilindro) Volume (prisma)
(prismA)
Como o volume do prisma é o produto da área da base (S)
pela altura (h), segue-se que o volume do cilindro é dado por:

Volume (cilindro) = (área da basE) × (alturA) = πr2 · h

44

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

O tanque T1, contém gasolina pura e o tanque T2 contém O volume do sólido formado por todos os segmentos de reta
uma mistura etanol-gasolina, com 25% de etanol. Deseja-se com extremidades em S1 e S2, paralelos a CG e de bases S1 e
transferir gasolina pura do tanque T1 para T2, até que o teor S2, é, em cm3, igual a
de etanol na mistura em T2 caia para 20%. Nessas condições, k 3 ( π − 1)
ao final da operação, a diferença entre a altura dos níveis de A)
2
T1 e T2 será
k 3 ( π − 2)
B)
1 1 2
A) h D) h
2 5 k 3 ( π − 1)
C)
1 1 4
B) h E) h
3 6 k 3 ( π − 2)
D)
1 4
C) h
4
09. Uma pirâmide regular ABCV, de base triangular ABC, é tal, que
06. A figura espacial representada a seguir, construída com hastes
sua aresta lateral AV mede 3 cm. Sendo 5 cm a altura de tal
de plástico, é formada por dois cubos em que, cada vértice do
pirâmide, a distância, em cm, de A à face BCV é igual a
cubo maior é unido a um vértice correspondente do cubo menor
por uma aresta e todas as arestas desse tipo têm a mesma 30
A)
medida. Se as arestas dos cubos maiores e menores medem, 2
respectivamente, 8 cm e 4 cm, a medida de de cada uma das B) 7
arestas que ligam os dois cubos é
26
A) 6 2 cm C)
2
B) 3 2 cm
D) 2 2
C) 2 3 cm
D) 4 3 cm 10. Um sólido maciço foi obtido quando a base de uma pirâmide
hexagonal regular de altura 6 cm foi colada à base de uma
E) 6 3 cm
pirâmide reta de base retangular e altura 3 cm, de forma que
4 dos vértices da base da primeira coincidam com os vértices da
base da segunda, conforme figura. Desprezando-se o volume
07. A figura a seguir, está representado um sólido geométrico de da cota, se a aresta da base da pirâmide hexagonal mede
9 faces, obtido a partir de um cubo e uma pirâmide. Sabendo 5 cm, então, o volume do sólido obtido, em cm3, é igual a
que todas as arestas desse sólido têm medida l, então as A) 15 3
medidas da altura (distância do ponto V à face ABCD) e da B) 20 3
superfície total desse sólido são respectivamente,
C) 25 3
 2 + 2
A) l 
 2 
 el
2
(
3+4 ) D) 30 3

 2 + 2
B) l 
 2 
 el
2
( 3 +5 )
 3 + 2  3 
C) l   e l2  + 5
 2   4 
 2
D) l   el
 2 
2
( 3 +5 )
 3  3 
E) l   e l2  + 4
 2   4  12. A figura indica algumas das dimensões de um bloco de concreto
formado a partir de um cilindro circular oblíquo, com uma base
08. Na figura a seguir, tem-se um cubo cuja aresta mede k no solo, e de um semi-cilíndrico.
centímetros; as superfícies S1 e S2 , contidas nas faces desse
, ,,, dsafsaf

cubo, são limitadas por arcos de circunferências de raio k


centímetros e centros em, respectivamente, D e B, H e F.

45

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Dado que o raio da circunferência da base do cilindro oblíquo


Aula 13:
mede 10 cm, o volume do bloco de concreto, em cm3, é:
A) 11.000 π D) 5.000 π Aula
B) 10.000 π E) 1.100 π Cone Circular
C) 5.500 π 13
13. A medida de cada aresta do cubo da figura 1 é 2 cm, e os pontos
A, B e C são pontos de três arestas. Seccionando o cubo por
um plano que passe por ABC, podemos retirar o sólido que Introdução
se forma em seu vértice. Se repetirmos esse procedimento em
todos os vértices do cubo, obtemos um cubo truncado, como É o sólido geométrico limitado por uma superfície lateral
mostra a figura 2. cônica fechada e por uma superfície plana circular (base B) contida
em um plano (A).
V e: eixo

g: geratriz h

B r
α

O volume do cubo truncado, em cm3, é


Elementos do cone circular
10 47
A) D) • B – base circular.
9 6
16 20 • h – altura do cone = dist(V, pl(A)).
B) E)
3 3
1 • r – raio da base do cone.
C)
6
• g (geratriz) – segmento com uma extremidade em V e a outra
na circunferência da base.
14. Uma coroa cilíndrica é a região espacial situada entre dois
cilindros concênctricos de mesma altura, um com raio R e outro • e (eixo) – reta que passa por V e pelo centro da base.
com raio r, sendo r < R. Se a altura, o volume e a soma das
medidas dos raios dessa coroa cilíndricas são, respectivamente, Classificação dos cones circulares
4 cm, 4,25 π cm3 e 4,25 cm, então a área total de sua superfície é:
A) 34 π cm2 • Cone reto: o eixo (E) é perpendicular ao plano da base.
B) 18,0625 π cm2
C) 20,125 π cm2 e
D) 18,125 π cm2 V
E) 36,125 π cm2

15. Uma alternativa encontrada para a melhoria da circulação em


grandes cidades e em rodovias é a construção de túneis. A h VO = h → cone reto
realização dessas obras envolve muita ciência e tecnologia.
Um túnel em formato semicircular, destinado ao transporte
rodoviário, tem as dimensões conforme a figura a seguir. r
O

• Cone oblíquo: o eixo (E) não é perpendicular ao plano da base.


e
V

h < VO = cone oblíquo

Qual é o volume, em m3, no interior desse túnel?


A) 4.800 π r
B) 7.200 π O
C) 14.400 π • Cone equilátero: é o cone reto cuja geratriz é igual ao diâmetro
D) 28.800 π da base.
E) 57.600 π

46

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

V TRONCO DE CONE CIRCULAR

Introdução
g g = 2r → cone equilátero
h É o sólido geométrico compreendido entre a base do cone do
vértice V e uma secção transversal (superfície plana paralela à basE).
V

r r
O
secção transversal
r
Área da superfície lateral e total do cone reto

base do cone

R
g

Elementos do tronco de cone de bases paralelas


V lateral planificada 2πr
α
r

g h g g2
h2

r R

Área da superfície lateral do cone reto = πrg • ht – altura do tronco


• gt – geratriz do tronco
AL = πrg • r – raio da base menor
• R – raio da base maior
Área da superfície total do cone reto = πrg + πr2
Área da superfície lateral e total do tronco de cone
AT = πrg + πr2 = πr(g + r)

2πr
α=
Ângulo central (A) do setor associado à lateral do cone =α
g
2πr
α= , em radianos
g
g – gt
Volume do cone
O Princípio de Cavalieri assegura que os sólidos a seguir são 2πr
equivalentes, isto é, têm o mesmo volume. lateral do tronco
g – gt 2πR
h – ht

g r
h

h h gt
ht

R
S S
r

S: área da base S: área da base • A área da superfície lateral do tronco de cone é determinada
subtraindo-se da área lateral do cone maior a área lateral do
Volume (conE) = Volume (pirâmidE)
cone menor.
1
Como o volume da pirâmide é do produto da área da AL ( tronco) = πRg − πr(g − gt ) = π(R + r )gt
3
base (S) pela altura (h), segue-se que o volume do cone é dado por:
• Área da superfície total do tronco de cone = p(R + r)gt + pR2 + pr2
1 1
Volume (conE) = (área da basE) × (alturA) = · πr2 · h
3 3 A T = π(R + r )gt + πR2 + πr 2

47

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Volume do tronco de cone


O Princípio de Cavalieri assegura que os sólidos a seguir são Exercícios de Fixação
equivalentes, isto é, tem o mesmo volume.

S2
01. O valor da altura de um cilindro reto de raio R, cujo volume é
S2
a soma dos volumes dos sólidos 1 e 2 é
h2 h2

S1 S1

S1 e S2: áreas das bases S1 e S2: áreas das bases

Volume (tronco de conE) = Volume (tronco de pirâmidE)


a a
Como o volume do tronco de uma pirâmide é dado por
VT =
1
⋅ hT ⋅ (B + b + B ⋅ b ), onde B: (área da base maior) e b: (área da a a
3 2
base menor), segue-se que o volume do tronco de cone é dado por: 2
R R
1
Volume ( tronco de cone) = ⋅ πhT ⋅ (R2 + r 2 + Rr )
3 1 2
Desenho ilustrativo fora de escala

SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO 13
A) a
12
7
Introdução B)
6
a

Superfície de revolução é a superfície gerada por uma linha 5


C) a
girando ao redor do eixo (E). 4
e 4
e D) a
3
P P N 17
E) a
12
02. Corta-se de uma circunferência de raio 4 cm, um setor circular
π
de ângulo rad (ver desenho ilustrativo), onde o ponto C é o
Q Q M 2
centro da circunferência. Um cone circular reto é construído a
partir desse setor circular ao se juntar os raios CA e CB.
O segmento PQ gera a superfície A poligonal MNPQ gera a superfície
lateral de um cilindro. total de um cilindro.

e e
P P

Q Q M
A B
O segmento PQ gera a superfície A poligonal MPQ gera a superfície
lateral de um cone. total de um cilindro. desenho ilustrativo – fora de escala

Por outro lado, sólidos de revolução, são sólidos obtidos a O volume desse cone, cm3, é igual a
partir da rotação de uma superfície plana em torno de um eixo (E).
3 15
Os mais conhecidos sólidos de revolução são: o cilindro, A) π D) π
o cone e a esfera. 3 5

3 5
B) π E) π
5 5
C) 15 π
3

48

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

03. Um recipiente em forma de cone circular reto, com raio da base 40 2


R e altura h, está completamente cheio com água e óleo. Sabe- A) 10 π
3
se que a superfície de contato os líquidos está inicialmente na
metade da altura do cone, o recipiente dispõe de uma torneira 19 5
B) 10 π
que permite escoar os líquidos de seu interior, conforme 2
indicado na figura. Se essa torneira for aberta, exatamente até 49
o instante em que toda água e nenhum óleo escoar, a altura C) 10 π
3
do nível do óleo, medida a partir do vértice será
49 4
D) 10 π
3
19 3
E) 10 π
3

06. Considere o sólido geométrico obtido pela rotação de 360º do


triângulo ABC em torno da reta que passa por C e é paralela
ao lado AB.

Sabe-se que este triângulo é isósceles, com AC = BC = R 2 m ,


AB = 2Rm (sendo R uma constante real não nulA), e que o volume
do sólido obtido é V = 4 π 3 m3 .
A medida de R, em metros, é igual a
3 3
A) 6 3
7 23
A) h D) h B) 3 3
2 2
C) 3 9
3 3
7 23 D) 3
B) h E) h
3 3
3
12 07. A superfície lateral de um cone circular reto corresponde a um
C) h setor circular de 216º, quando planificada. Se a geratriz do cone
2
mede 10 cm, então a medida de sua altura, em cm, é igual a
A) 5 D) 8
04. Considere a região E do plano cartesiano dada por
B) 6 E) 9
C) 7
y x
3 + 3 ≤ 1
 08. Um recipiente cônico utilizado em experiências de química
E = y + x ≥ 1 deve ter duas marcas horizontais circulares, uma situada a 1
x ≥ 0 centímetro do vértice do cone, marcando um certo volume v,
y ≥ 0
 e outra marcando o dobro deste volume, situada a H
centímetros do vértice, conforme a figura.
O volume do sólido gerado, se E efetuar uma rotação de 270º
em torno do eixo Ox em unidades de volume, é igual a
26π 13π
A) C)
3 2
marca 2
13π
B) 26 π D)
3 marca 1
H cm
05. A Marinha do Brasil comprou um reservatório para armazenar 1 cm
combustível com o formato de um tronco de cone conforme,
figura a seguir. Qual é a capacidade em litros desse reservatório?
Nestas condições, a distância H, em centímetros, é igual a:
A) 3 2
B) 3
C) 4/3
D) 3/2

09. Se um cone circular reto tem uma altura igual a 4 cm e base


circunscrita a um hexágono regular de lado medindo 2 cm,
então a sua área lateral, em cm2, mede, aproximadamente,
A) 4 π 6
B) 4 π 5
C) 4π
D) π 3
E) π 2

49

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

10. Um reservatório, de água tem formato de um cilindro circular 14. A figura a seguir representa um recipiente cônico com solução
reto de 3 m de altura e base com 1,2 m de raio, seguido de aquosa de hipoclorito de sódio a 27%. O nível desse líquido
um tronco de cone reto cujas bases são círculos paralelos, de tem 12 cm de altura.
raios medindo 1,2 m e 0,6 m, respectivamente, e altura 1 m,
como representado na figura a seguir.

H
12 cm

3m
1,2 m
Para o preparo de um desinfetante, diluiu-se a solução inicial
com água, até completar o recipiente, obtendo-se a solução
1m aquosa do hipoclorito de sódio a 8%

Esse recipiente tem altura H, em centímetros, equivalente a


A) 16
0,6 m
B) 18
C) 20
1 D) 22
Nesse reservatório, há um vazamento que desperdiça do
3
seu volume por semana. 15. Um cone circular reto, cuja medida da altura h, é seccionado,
por um plano à base, em duas partes: um cone cuja medida
Considerando a aproximação π ≅ 3 e sabendo que h
1 dcm3 = 1l, da altura é e um tronco de cone, conforme a figura.
5
A) 4.320 litros D) 12.960 litros
B) 15,48 litros E) 5.160 litros A razão entre as medidas dos volumes do cone maior e do cone
C) 15.480 litros menor é:

11. Um cone circular reto, cuja medida do raio da base é R, é cortado


por um plano paralelo à sua base, resultando dois sólidos de
volumes iguais. Um destes sólidos é um cone circular reto, cuja
medida do raio da base é r. A relação existente entre R e r é
A) R3 = 3r3
B) R2 = 2r2
C) R3 = 2r3
D) R2 = 3r2
A) 15
12. Todo sólido obtido através do B) 45
movimento de rotação completa de C) 90
uma região plana em torno de uma D) 125
reta, sendo ambas no mesmo plano,
é chamado sólido de revolução.
U m giro co mp l e to n a re g i ã o
destacada, em torno da reta r, Aula 14:

determina um sólido de revolução. Aula


Esfera
É correto afirmar que o volume desse 14
sólido é:
A) 75 π cm3
B) 81 π cm3
C) 57 π cm3 Introdução
D) 99 π cm3 Esfera é o sólido geométrico gerado pela rotação completa
E) 72 π cm3 de um semicírculo em torno do seu diâmetro.

360º
13. Se a geratriz, a altura e o raio menor de um tronco de cone reto
são, respectivamente, 13 cm, 3 cm e 3 cm, então o volume R x
do cone original é: R

A) 98 π cm3 R
B) 49 π cm3
R
C) 13,5 π cm3
D) 62 π cm3
E) 76 π cm3

50

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Volume da esfera Cunha esférica


Enchendo o recipiente cônico duas vezes com líquido e É a intersecção de uma esfera com um setor diedral, cuja
despejando em seguida no recipiente semiesférico, concluímos aresta contém o diâmetro da esfera.
empiricamente que o volume da esfera é dado por:
2R 2R
Cálculo do volume da cunha
• Com α dado em graus:

R R  α  4 3 (volume da cunhA).
VC =   ⋅ πR
 360º  3
α
• Com α dado em radianos:
· volume (esferA) = 2 · volume (conE) → volume (esferA) = 4 · volume (conE)
 α  4
VC =   ⋅ πR3 (volume da cunhA).
πR ⋅ R 4 3
2
 2π  3
V (esfera) = 4 ⋅ V (cone) = 4 ⋅ = πR
3 3 • Segmento esférico e calota esférica:

Um plano que intercepta uma esfera em mais de um


Área da superfície esférica
ponto a divide em duas partes chamadas segmentos esféricos.
A superfície esférica fica dividida em duas partes chamadas
calotas esféricas.
Bi
e
e
h
h
R
Decompondo a esfera em pirâmides hexagonais cujo vértice 0
é o centro da esfera e cuja base é um pedaço muito pequeno (quase R
plano) da superfície esférica, podemos concluir que:

∑ Vi (volumes das pirâmides) = volume da esfera
i =1
B1 ⋅ R B2 ⋅ R B3 ⋅ R B ⋅R 4 1 2
Então: + + + ... + n = πR3 , onde Bi são as áreas A = 2πR ⋅ h V= πh ⋅ (3R – h)
3 3 3 3 3 3
das bases das pirâmides.
(área da calotA) (volume do segmento)

R  B1 + B2 + B3 + ... + Bn  4 3
123 = πR
3  sup erfície esférica  3
 
Inscrição e circunscrição
Logo:
∞ Cilindro e esfera
∑ Bi = área da superfície esférica = 4 πR2
i =1

ELEMENTOS E PARTES DA ESFERA


h R h
R=
Fuso esférico 2
h
2
h
R
É a intersecção de uma superfície esférica com um setor
diedral, cuja aresta contém o diâmetro da esfera.

Cálculo da área do fuso


• Seja α (a medida do diedro) dado em graus.
Cubo e esfera
Então, temos:

 α  α
AF =   · 4 πR (área do fuso).
2

 360°  R a a = 2R

• Seja α dado em radianos. R


R
Então:
 α 
AF =   · 4 πR2 (área do fuso). diâmetro = diagonal diâmetro = aresta
 2π 

51

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Octaedro regular e esfera


A
Exercícios de Fixação
A

a
R R 01. A angioplastia é um procedimento médico caracterizado pela
D B 2R D B inserção de um cateter em uma veia ou artéria com o enchimento
R
de um pequeno balão esférico localizado na ponta desse cateter.
Considerando que, em um procedimento de angioplastia, o raio
C C inicial do balão seja desprezível e aumente a uma taxa constante
secção de 0,5 mm/s até que o volume seja igual a 500 mm3, então o
V V tempo, sem segundo, que o balão leva para atingir esse volume é
a 3
a 2
a 2 A) 10 D) 10 3 π
R 2
r
O 5 3
M M O B) 10 3 E) 10 3
π π

a 2
C) 10 3
2 π

Veja: secção 02. Um recipiente cilíndrico, cujo raio da base tem medidas R,
a 2
contém água até uma certa altura. Uma esfera de aço é
a 3
2 r 2 mergulhada nesse recipiente ficando totalmente submersa,
sem haver transbordamento de água. Se a altura da água subiu
a 9
R , então o raio da esfera mede
2 16
Cone e esfera A)
2
R
3
3
B) R
R 4
h
h 4
h–R R R C) R
9
R
1
r D) R
3

Tetraedro regular e esfera 9


E) R
16

03. Um cone de revolução tem altura de 4 cm e está circunscrito


R a uma esfera de raio 1 cm. O volume desse cone (em cm3) é
h
R
igual a
h
r 1
A) π
3
2
B) π
3 1 3
R= h r= h
4 4 4
C) π
3
Cubo e octaedro regular
8
D) π
3
a a E) 3 π
b
a 04. Considere que uma laranja tem a forma de uma esfera de raio
4 cm, composta de 12 gomos exatamente iguais. A superfície
total de cada gomo mede:
b a
43 π 2 42 π 2
A) cm D) cm
3 9
(b 2 =a )  a 2 43 π 2
E) 43 π cm2
b =  B)
9
cm
 3 

Na Figura 2, os vértices do cubo são os centros das faces do 42 π 2


C) cm
octaedro regular de aresta a. 3

52

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

05. Considerando-se um cubo cuja medida de cada aresta é igual a 1 m 09. No jogo de bocha, disputado num terreno plano, o objetivo é
pode-se afirmar corretamente que a medida do volume do poliedro conseguir lançar uma bola de raio 8 o mais próximo possível
convexo cujos, vértices são os centros das faces desse cubo é de uma bola menor, de raio 4. Num lançamento, um jogador
2 conseguiu fazer com que as duas bolas ficassem encostadas,
A) m3
3 conforme ilustra e figura a seguir. A distância entre os pontos
A e B, em que as bolas tocam o chão, é
2 3
B) m
7
1 3
C) m
6
4 3
D) m
7

06. Se uma pirâmide hexagonal regular está inscrita em um cone


3
equilátero cujo volume é igual a 10 π cm3 , então o volume
7 A) 8
dessa pirâmide, em cm3, é igual a
B) 6 2
45 C) 8 2
A)
7
D) 4 3
15 3
B) E) 6 3
7
30 3 10. Uma esfera está inscrita em um cilindro equilátero cuja área
C)
7 lateral mede 16 π cm2. O volume da esfera inscrita é
135 A) 8 π
D) B) 16 π
7
32
07. Uma caixa cúbica, cuja aresta mede 0,4 metros, esta água C) π
3
7
até de sua altura. Dos sólidos geométricos a seguir, o que, 256
8 D) π
totalmente imerso nessa caixa, não provoca transbordamento 3
de água é 11. Um cilindro circular reto, cuja altura é igual ao diâmetro da
A) uma esfera de raio 3 2 dm. base, está inscrito em uma esfera. A razão entre os volumes
B) uma pirâmide quadrangular regular, cujas arestas da base e da esfera e do cilindro é igual a
altura meçam 30 cm. 4 2 3 2
C) um cone reto, cujo raio da base meça 3 dm e a altura A) C)
3 4
3 dm.
D) um cilindro equilátero, cuja altura seja 20 cm. 4
B) D) 2
3
08. Um designer projetou uma vela decorativa com a forma de cone
circular reto, de altura 8 cm e raio de base 6 cm. Uma parte
12. De um cristal de rocha, com o formato de uma esfera, foi
da vela será feita com parafina transparente, e a outra com
lapidada uma joia na forma de octaedro regular, como mostra
parafina vermelha. A parte vermelha será uma esfera inscrita
a figura seguinte.
no cone, como indicado na figura, feita fora da escala.

Sabe-se que o preço de 1 cm3 de parafina transparente é o


dobro do preço de 1 cm3 de parafina vermelha.
Sejam T o custo com parafina transparente e V o custo com parafina
vermelha para fabricar uma dessas velas. Assim, correto afirmar que:
T 5 T 8 Se tal joia tem 9 2 cm3 de volume, quantos centímetros cúbicos
A) = D) =
V 6 V 3 de rocha foram retirados do cristal original para lapidá-la?
T 5 T 10 (Use: π = 3)
B) = E) = A) 36 2 D) 18 2
V 2 V 3
T 9 B) 32 2 E) 12 2
C) =
V 2 C) 24 2

53

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

13. Em uma caixa em forma de paralelepípedo reto-retângulo, 03. Um joalheiro resolveu presentear uma amiga com uma joia
de dimensões 26 cm, 17 cm e 8 cm, que deve ser tampada, coloca-se exclusiva. Para isto, imaginou um pingente, com o formato
a maior esfera que nela couber. O maior número de esferas de um octaedro regular, contendo uma pérola inscrita, com o
iguais a essa que cabem juntas na caixa é formato de uma esfera de raio r, conforme representado na
A) 1 D) 6 figura a seguir.
B) 2 E) 8
C) 4

14. Um cubo de lado 2a possui uma esfera circunscrita nele. Qual


seria a probabilidade de, ao ser sorteado um ponto interno da
esfera, esse ponto ser interno ao cubo?
r
π 2π
A) D)
6 6 3
2 3 1
B) E)
3π 2
π 3
C)
6
Se a aresta do ocatedro regular tem 2 cm de comprimento,
15. Seja uma esfera de raio R e um cubo de aresta A, ambos com o volume da pérola, em cm3, é:
a mesma área de superfície. A razão entre o volume do cubo π 2
A)
e o volume da esfera é igual a 3
1 π 8π
A) D) B)
π 3 3
π π 8π 2
B) E) C)
12 6 9
2π 4π 6
C) D)
3 8
4π 6
E)
27
Aula 15:

Aula 04. Um prisma possui 17 faces, incluindo as faces laterais e as bases


Revisão Geral inferior e superior. Uma pirâmide cuja base é idêntica à base
15 do prisma, possui quantas arestas?
A) 26
B) 28
C) 30
Exercícios D) 32
E) 34

05. Para decorar uma caixa com a forma de paralelepípedo reto


01. Um copo, em forma de cilindro circular reto de raio 5 cm e retângulo, uma pessoa colou algumas fitas sobre suas faces,
altura 20 cm, tem um nível h de água. O ângulo máximo que como mostra a Figura.
o fundo do copo forma com a horizontal, de modo que a água
não transborde é de 60º: O nível h da água é de:
A) 20 − 2 3
B) 20 − 3 3
C) 20 − 5 3
D) 20 − 6 3
E) 20 − 7 3

02. Três das arestas de um cubo, com um vértice em comum, são


também arestas de um tetraedro. A razão entre o volume do Cada fita foi colada, sem folga, ligando dois vértices opostos
tetraedro e o volume do cubo é de uma mesma face, e havia fitas com comprimetos iguais a
1 1 10 cm, 3 29 cm e 17 cm. Portanto, o volume da caixa, em
A) D)
8 4 cm3, é
1 1 A) 360
B) E) B) 540
6 3
C) 600
2
C) D) 720
9 E) 840

54

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

06. Uma esfera está circunscrita a um cubo cuja medida da aresta é 11. Nesta figura, está representada a região T em torno do eixo y.
2 m. A medida do volume da região exterior ao cubo e interior e pelas retas y = x + 1 e y = 3x.
à esfrea é
(
A) 4 π 3 − 2 m3 )
B) 3 ( π 3 + 2) m
3

C) 4 ( π 3 + 2) m
3

D) 3 ( π 3 − 2) m
3

07. Um tonel está com 30% da sua capacidade preenchida por um


certo combustível. Sabendo que esse tonel tem diâmetro de
600
60 cm e altura cm, a quantidade de combustível contida
π Seja S o sólido obtido pela rotação da região T em torno do
nesse tonel, em litros, é eixo y. Então, é correto afirmar que o volume de S é:
A) 1,62 π
A)
B) 16,2 24
C) 162 600
___ cm π
D) 180 π C)
E) 162.000 8

B) π
12
π
60 cm D)
4
08. Em uma pirâmide regular, a base é um quadrado de lado q.
Sabendo que as faces laterais dessa pirâmide são triângulos 12. Um aluno gira um retângulo em torno do eixo que contém um
equiláteros, pode-se afirmar que o seu volume é de seus lados e calcula o volume V do sólido obtido. Depois, ele
q3 3 traça a diagonal do retângulo e o separa em dois triângulos,
A) q2 2 D)
6 como mostra a figura.
q3 2 q3 3
B) E)
6 3
q 2
C)
2

09. Se a soma dos ângulos de todas as faces de uma pirâmide


(incluindo a basE) é 3.600 graus, então, a base da pirâmide é
um polígono com Ao girar cada um dos triângulos,em torno do mesmo eixo de
A) 9 lados rotação, os volumes dos sólidos obtidos são
B) 10 lados 1 2
C) 11 lados A) V e V
3 3
D) 12 lados
1 3
B) Ve V
10. Uma caixa sem tampa é construída a partir de uma chapa 4 4
retangular de metal, com 8 dm de largura por 10 dm de
comprimento, contando-se, de cada canto da chapa, um 1 4
C) Ve V
quadrado de lado x decímetros e, a seguir, dobrando-se para 5 5
cima as partes retangulares, conforme sugere a figura a seguir.
1 5
D) Ve V
6 6

13. São dados dois planos paralelos distantes de 5 cm. Considere


em um dos planos um triãngulo ABC de área 30 cm2 e no outro
plano um ponto qualquer O. O volume do tetraedro ABCO é:
O volume, em dm3, da caixa assim obtida é A) 10 cm3
A) 80x – 36x2 + 4x3 B) 20 cm3
B) 80x + 36x2 + 4x3 C) 30 cm3
C) 80x – 18x2 + x3 D) 40 cm3
D) 20x – 9x2 + x3 E) 50 cm3

55

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

14. As pirâmides comunicam, ainda hoje, os valores culturais


Aula 16:
de uma das civilizações mais intrigantes da humanidade.
Foram construídas para a preservação do corpo do faraó. Aula
De acordo com a lenda de Heródoto, as grandes pirâmides Estatística I
foram construídas de tal modo que a área da face era igual ao 16
quadrado da altura da pirâmide.
Contador, Paulo Roberto Martins. A matemática na arte e na vida.
2a. Ed. rev. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2011.

Definição e objetivos
Considere a pirâmide de base quadrada, cujo lado mede 2a,
a altura H e altura da face h, construída segundo a lenda de Estatística é o ramo da Matemática Aplicada que fornece
Heródoto. Se S expressa a área da face da pirâmide, então é métodos para a coleta, organização, descrição, análise e
correto afirmar que: interpretação de dados, objetivando a integração de fenômenos
A) S = (a + h) (a – h)
sociais de qualquer natureza com o intuito de fornecer ao homem
B) S = (h + A) (h – A)
C) S = (a + h)2 informações suficientes para o planejamento de ações futuras.
D) S = (h – A)2
Conceitos básicos
15. Otimização é uma área do conhecimento que se nutre das
ciências exatas para solucionar problemas práticos e efetivos
independentemente do contexto onde surgem. As indústrias População (universo estatístico) e amostra
buscam sistematicamente otimizar o processo fabril visando
Querendo saber por qual time torcem os moradores de um
minimizar o desperdício de material e, em decorrência disso,
edifício, pode-se consultar um a um todos os seus moradores.
reduzir custos e ofertar produtos com qualidade a preços
menores. Nesse sentido, uma empresa pretende cortar, nos No entanto, isto não é possível quando queremos pesquisar o time
cantos de uma folha de papelão, quadrados de lado x cm, favorito entre os habitantes de uma cidade. Nesse caso, recorremos
de modo que o volume da caixa aberta seja máximo, conforme ao que se chama de amostra, ou seja, um grupo de habitantes
a figura a seguir. da cidade que, consultados, permitem que se chegue ao resultado
mais próximo possível da realidade.
No exemplo anterior, todos os habitantes da cidade
constituem a população ou universo estatístico.
Chamando de U a população (universo estatístico) e de A
uma amostra, temos A ⊂ U.

L cm População (U)

Amostra A Amostra B

x cm

Nessas condições, e sabendo que a medida do lado do quadrado


a ser cortado corresponde a uma das raízes da equação
12x2 – 8 Lx + L2 = 0 o volume máximo dessa caixa será obtido
quando o lado do quadrado a ser cortado nos cantos da folha População ou universo estatístico é, pois, o conjunto de
de papelão medir: entes portadores de pelo menos uma característica comum. Amostra
L é um subconjunto finito de elementos extraídos de uma população.
A) cm
6 Uma amostra, para ser boa, tem de ser representativa,
ou seja, deve conter em proporção tudo o que a população possui qualitativa
L e quantitativamente. E tem de ser imparcial, isto é, todos os elementos da
C) cm
4 população devem ter igual oportunidade de fazer parte da amostra.
L Para garantir a representatividade e a imparcialidade,
D) cm é preciso obedecer a certas regrinhas.
3
L
E) cm Queremos Fazemos
2
• Análise da população para ver
se seus elementos distribuem-se
homogeneamente ou se formam
Representatividade grupos com características peculiares.
Se for esse o caso, temos de respeitar
as proporções com que esses grupos
integram a população.

56

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Sinopse dos tipos de variável de uma pesquisa.


• Sorteio (mediante a utilização de



uma máquina geradora de números nominal
qualitativa
Imparcialidade aleatórios ou de uma tábua de ordinal
números aleatórios) dos elementos Variável


que farão parte da amostra. discreta
quantitativa
contínua
Tendo uma amostra representativa da população inicial,
os elementos da amostra passam, a partir deste momento, a ser Observação:
tratadas como dados (estaturas) e podem dar origem a diversas A idade em anos exatos pode ser considerada variável
relações estatísticas, como, por exemplo, média aritmética, mediana, quantitativa discreta (8, 10, 17 etc.).
moda, variância, desvio-padrão etc.

Indivíduo ou objeto Gráficos estatísticos


O gráfico estatístico é uma forma direta e objetiva de
Cada elemento que compõe a amostra é um indivíduo ou
apresentar os dados estatísticos relativos ao fenômeno estudado,
objeto. Quando se faz uma pesquisa para saber o grau de aceitação caracterizando-se por sua simplicidade, clareza e veracidade.
de determinado governante, cada pessoa consultada é um indivíduo Os gráficos devem produzir no público uma impressão mais viva
da pesquisa. Escolhendo-se algumas marcas de celular para testar a e rápida da característica estudada. Os principais tipos de gráficos
duração da carga da bateria, cada marca é um objeto da pesquisa. estatísticos são:

Variável Diagramas
É a característica estudada de uma população. Por exemplo: Os diagramas, cuja construção tem por base o sistema de
uma indústria automobilística que pretende lançar um novo coordenadas cartesianas, estão subdivididos em diagramas:
• em linhas ou em curvas;
modelo de carro faz uma pesquisa para sondar a preferência dos
• em colunas;
consumidores sobre tipo de combustível, número de portas, potência
• em barras;
do motor, preço, cor, tamanho etc. Cada uma dessas características • em setores.
é uma variável da pesquisa.
Na variável “tipo de combustível”, a escolha pode ser, por Gráfico em linha ou em curva
exemplo, entre álcool e gasolina. Dizemos que esses são valores ou
Este tipo de gráfico se utiliza de uma linha poligonal para
realizações da variável “tipo de combustível”.
representar uma série estatística.
As variáveis podem ser qualitativa (expressa por atributos ou
Exemplos nos exercícios a seguir.
palavras), quantitativa discreta (resultante da contagem – número
inteiro) ou quantitativa contínua (proveniente de medida, podendo Gráfico em colunas
assumir qualquer valor, entre dois limites – número real).
Exemplo de variável qualitativa: É a representação de uma série estatística por meio de
retângulos, dispostos verticalmente, cujas bases são iguais e cujas
Em uma pesquisa que envolve pessoas, as variáveis
alturas são proporcionais às frequências dos respectivos dados.
consideradas podem ser sexo, cor de cabelo, esporte favorito e grau
de instrução. Nesse caso, dizemos que as variáveis são qualitativas, Gráfico em barras
pois apresentam como possíveis valores uma qualidade (ou atributo)
dos indivíduos pesquisados. É a representação de uma série estatística por meio de
retângulos, dispostos horizontalmente, cujas alturas são iguais e
cujos comprimentos são proporcionais às frequências dos respectivos
Observação: dados.
Dizemos que as variáveis qualitativas podem ser ordinais, Exemplos:
quando existe uma ordem nos seus valores, ou nominais, quando
1. Gráfico em barras horizontais:
isso não ocorre.
NÚMERO DE ALUNOS POR SÉRIE
Exemplo: 3ª Série/Médio
ESCOLAR (ANO 2000)
“Grau de instrução” é uma variável qualitativa ordinal, já que 2ª Série/Médio

seus valores podem ser ordenados (fundamental, médio, superior 1ª Série/Médio


etc.) e “esporte favorito” é uma variável qualitativa nominal. 8ª Série

7ª Série
Exemplo de variável quantitativa:
6ª Série
Quando as variáveis de uma pesquisa são, por exemplo,
5ª Série
altura, peso, idade em anos e números de irmãos, dizemos que
4ª Série
elas são quantitativas, pois seus possíveis valores são números.
3ª Série
No caso da variável “número de irmãos”, ela é quantitativa discreta,
2ª Série
pois podemos contar (0, 1, 2 etc.). Já no caso da variável “altura”,
1ª Série
ela é quantitativa contínua, uma vez que pode ser medida (1,55 m,
1,80 m, 1,73 m etc.). 0 1.000.000 2.000.000 3.000.000 4.000.000 5.000.000 6.000.000 7.000.000

57

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática i

Gráfico em setores O gráfico que melhor representa o percentual de acerto por


questão de todos os alunos é:
É representado por meio de um círculo, em que cada classe A) (%)
é dada por um setor circular cujo ângulo é proporcional ao tamanho 100

da amostra, podendo ser calculado por meio de uma regra de três 80


simples e direta, na qual 100% corresponde a 360º (círculo todo). 60
Nesse gráfico, a área de cada setor também é proporcional ao 40
tamanho da amostra, podendo também ser calculada por meio de
20
uma regra de três simples e direta, na qual 100% corresponde
0
a π ⋅ R2 (área do círculo todo, de raio R). 1 2 3 4 5 (Questão)

B)
Pictogramas (%)
100

A representação gráfica por pictogramas utiliza figuras 80


relacionadas à ideia central dos dados que se deseja representar, 60
com o objetivo de tornar o gráfico mais sugestivo e atraente. 40

20
Exemplos:
0
1 2 3 4 5 (Questão)
MERCADO DE ELITE: O desequilíbrio no faturamento mundial da indústria farmacêutica
169,5 C) (%)
100
100,8
Em US$ Bilhões

45,8 80
(2002)

30,5
20,1 60
10,6
7,4 40
7,3 5,4 5,3
20
América Europa Japão América Latina Ásia Oriente Europa Índia Austrália África
do Norte e Caribe Médio Oriental
0
1 2 3 4 5 (Questão)

(%)
D)
EDUCAÇÃO e RENDIMENTO 100
Veja como o rendimeno mensal domiciliar per capita influencia 80
a frequência à escola ou creche... 60
mais de 2 15 a 17
40
RENDIMENTO MENSAL DOMICILIAR
PER CAPITA EM SALÁRIO MÍNIMO

4,6% 20
2 15 a 17 95,2%
0
1 2 3 4 5 (Questão)
99,4% 0,6%
7 a 14
(%)
1 E)
90,4% 100
9,6%
4a6 80

30,9% 69,1% 60
0 0a3
frequentam não frequentam 40

20

0
1 2 3 4 5 (Questão)

Exercícios de Fixação
02. O gráfico a seguir apresenta o desempenho de uma turma do 9º ano
de certa escola na primeira prova de Matemática de 2016.
01. (Insper) A tabela a seguir mostra as quantidades de alunos que
acertaram e que erraram as 5 questões de uma prova aplicada Desempenho em Matemática
em duas turmas. Cada questão valia dois pontos.
35%
Acertos Erros Acertos Erros
Questão
turma A turma A turma B turma B
25% 25%
1 32 8 42 18

2 28 12 48 12 15%

3 36 4 48 12

4 16 24 24 36
Ruim Regular Bom Ótimo
5 20 20 30 30

58

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Esse gráfico foi construído a partir das notas (de 0,0 a 10,0) Neste dia, cinco investidores compraram e venderam o mesmo
dos quarenta alunos da turma baseada no padrão apresentado volume de ações, porém em horários diferentes, de acordo com
na tabela. a seguinte tabela.

Nota Classificação
Investidor Hora da compra Hora da venda
De 0,0 a 4,9 Ruim
De 5,0 a 6,9 Regular 1 10:00 15:00
De 7,0 a 8,4 Bom 2 10:00 17:00
De 8,5 a 10,0 Ótimo
3 13:00 15:00
Sabe-se que:
• no dia da referida avaliação, nenhum aluno faltou; 4 15:00 16:00
• a média estipulada pela escola é 7,0;
5 16:00 17:00
• alunos com nota abaixo de 5,0 devem fazer recuperação.

Podemos afirmar que Com relação ao capital adquirido na compra e venda das ações,
A) 20 alunos devem fazer recuperação. qual investidor fez o melhor negócio?
B) 18 alunos tiraram nota abaixo da média. A) 1
C) 36 alunos não precisam fazer recuperação. B) 2
D) 24 alunos tiraram nota maior ou igual à media. C) 3
D) 4
03. Uma agência de viagem entrevistou 50 idosos, perguntando-lhes E) 5
quantas viagens eles tinham feito para o exterior. O gráfico a
seguir apresenta os resultados dessas entrevistas. 05. A cidade de Guarulhos (SP) tem o 8° PIB municipal
do Brasil, além do maior aeroporto da América do Sul.
Três ou mais
Em proporção, possui a economia que mais cresce em
vezes 8%
indústrias, conforme mostra o gráfico.

Duas vezes Crescimento - Indústria


12% 65%
60%
55%
Nenhuma vez 50%
50% 45%

60,52%
40%
35%
30,95%
Uma vez 30%
30% 25%
20%
15%
14,76%
10%
5% 3,57%
0%
Brasil São Paulo São Paulo Guarulhos
(estado) (capital)
Baseando-se na informação do gráfico, a mediana do número
IBGE, 2002-2008. Adaptado.
de vezes que esses idosos viajaram para o exterior é de
A) 0,5
b 0,8 Analisando os dados percentuais do gráfico, qual a diferença
C) 1,0 entre o maior e o menor centro em crescimento no polo das
D) 1,5 indústrias?
E) 2,0 A) 75,28
B) 64,09
04. O gráfico fornece os valores das ações da empresa XPN, no C) 56,95
período das 10 às 17 horas, em um dia em que elas oscilaram D) 45,76
acentuadamente em curtos intervalos de tempo. E) 30,07

06. (Enem) Uma das alternativas apontadas por especialistas para


460
reduzir o trânsito nas cidades é o uso do transporte coletivo.
Valor da ação (em reais)

380
Todavia, a baixa velocidade média desenvolvida pelos ônibus
330
nas vias pode ser um desestímulo ao uso desse tipo de veículo.
280 Pesquisas revelam que a velocidade média dos ônibus nas
200 cidades depende da extensão do congestionamento das vias,
150 que, por sua vez, depende do horário. O gráfico a seguir mostra
100 o comportamento da velocidade média de um ônibus que faz
certo trajeto em função do total de vias congestionadas, em
10 11 12 13 14 15 16 17 certo dia da semana. O outro gráfico indica a extensão do
Tempo (em horas) congestionamento ao longo desse dia.

59

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

30 A)

4° TT 13%
13%

4° T 13%
25 4° TT 13%
13%
velocidade média (km/h)
20 3°
3° TT
T 25%
25%

3° TT 25%
25%
3° 25%
15

2° TT 22%
22%
10

2° TT 22%
22%
2° T 22%
5 1° TT
1° 40%
40%
1° T
1° T 40%
40%
1° T 40%
0
0 50 100 150 200 250
B) 4° T 13%
km de lentidão 4°
4° TT

13%
13%
4° TT 13%
13%
Congestionamento

3° TT
T 22%
22%

3° 22%
250 3° TT 22%
22%

2° TT
T 20%
20%

2° 20%
200 2° TT 20%
20%
km de lentidão


1° TT
T 45%
45%
150 1°
1° TT 45%
45%
1° 45%
100
C) 4°
4° T 17%
50 4° TTT

17%
17%
17%
4° T 17%
0 3° T
3° T 27%
27%
3° T
3° 27%
7h 8h 9h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h 19h 3° TT 27%
27%
Horário
2° T
2° T 23%
23%
2° T
2° 23%
2° TT 23%
23%
Suponha que um ônibus dessa linha faça um percurso de 5 km 1° T 33%

1° TT 33%
33%
entre dois pontos situados nessas vias congestionadas. A diferença 1°
1° TT 33%
33%
em minutos entre o maior e o menor intervalo de tempo
necessário para fazer esse percurso é de D) 4°


T
TT 19%
19%
19%

4° TT 19%
19%
A) 20 min D) 14 min
3° T 24%
B) 18 min E) 12 min 3°
3° T
3° TTT
24%
24%
24%
3° 24%
C) 16 min

2° T
T 22%
22%

2° TTT 22%
22%
2° 22%
07. O gráfico ilustra o número percentual de pessoas que, atendidas 1° T
1° T 35%
35%

1° T 35%
em um posto de saúde, em determinado período, apresentaram 1° TT 35%
35%
problemas cardíacos.
E) 4°
4° TTT

11%
11%
11%
Pessoas atendidas (em %)

4° T
4° T 11%
11%
42 3°
37 3° TTT

24%
24%
24%
3° T
3° T 24%
24%
32

2° TTT 23%
23%

2° T T 23%
23%
2° 23%

1° TTT 42%
42%

1° 42%
1° T T 42%
42%

Mulheres Homens Total 09. O polímero de PET (Politereftalato de Etileno) é um dos plásticos
mais reciclados em todo o mundo devido à sua extensa gama
Com base nos dados do gráfico e considerando-se M o número de aplicações, entre elas, fibras têxteis, tapetes, embalagens,
de mulheres e H o número de homens atendidos, nesse período, filmes e cordas. Os gráficos mostram o destino do PET reciclado
é correto afirmar: no Brasil, sendo que, no ano de 2010, o total de PET reciclado
A) H = M – 10 D) H = M + 10 foi de 282 kton (quilotoneladas).
B) H = M E) H = 2M
C) H = M + 5 PET RECICLADOPET RECICLADO - 2010
– 2010
Usos Finais Usos Finais Têxteis
08. O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Outros
Têxteis Cerdas/Cordas/ Tecidos e Malhas
Segurança no Brasil ([Link]) é responsável por tratar incidentes Tubos 7,6% 37,8% Monofilamentos 30%
de segurança em computadores e redes conectadas à Internet 3,8%
Fitas de Arquear 27%
no Brasil. A tabela a seguir apresenta o número de mensagens
6,8%
não solicitadas (spams) notificadas ao [Link] no ano de 2015,
por trimestre. Qual dos gráficos que seguem representa os Laminados
e chapas
dados dessa tabela? 7,9%

Trimestre Notificações
Emb. Alimentos
4° T 135335 e não alimentos
3° T 171523 17,2%
Resinas Insaturadas Não tecidos
2° T 154866
e Alquídicas 43%
1° T 249743 18,9%

60

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I
PET RECICLADO - 2010
11. Em 2010, cerca de 3,24 milhões de passageiros foram
Usos Finais Usos Finais Têxteis
transportados entre os Estados Unidos e o Brasil,
Outros Cerdas/Cordas/ Tecidos e Malhas
Têxteis d e a c o rd o c o m d a d o s
Tubos 7,6% 37,8% Monofilamentos 30%
3,8% divulgados pela Agência Chile
8%
Fitas de Arquear 27%
Nacional de Aviação Civil França
6,8%
(ANAC). O gráfico mostra a 11%
Estados
Laminados
e chapas
distribuição relativa do Unidos
35%
7,9% número de passageiros
Portugal
transportados entre o Brasil 16%
e os cinco destinos mais
Emb. Alimentos
e não alimentos
procurados, dos quais apenas Argentina
17,2%
dois países são europeus: 30%

Resinas Insaturadas
França e Portugal.
Não tecidos
e Alquídicas 43%
18,9% De acordo com esses dados, o valor mais aproximado para a
Disponível em: <[Link]>. Acesso em: 12 jul. 2012. Adaptado.
quantidade total de passageiros transportados em 2010 entre
De acordo com os gráficos, a quantidade de embalagens PET o Brasil e os países europeus mostrados no gráfico é
recicladas destinadas à produção de tecidos e malhas, em kton, A) 874800
é mais aproximada de B) 1018285
A) 16,0 C) 1481142
B) 22,9 D) 2499428
C) 32,0 E) 3240000
D) 84,6
E) 106,6 12. A média mínima para um aluno ser aprovado em certa disciplina
de uma escola é 6. A distribuição de frequências das médias dos
10. A matriz a seguir apresenta a distribuição das matrículas, alunos de uma classe, nessa disciplina, é dada a seguir.
por níveis, nas escolas de Porto Alegre. 16 15
14
Nível Matrículas
12
Pré-escolar 25007
10 9
Fundamental 159162 Número de
8
alunos 6 6
Médio 45255 6
4 4
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP – 4 3 3
Censo Educacional, 2015.
2

Se esses dados forem organizados em um gráfico de setores, 0


2 3 4 5 6 7 8 9
o ângulo central correspondente ao nível Fundamental será de, Média
aproximadamente,
A porcentagem de alunos aprovados foi
A) 62%
B) 63%
C) 64%
D) 65%
E) 66%

13. Uma revista publicará os dados, apresentados no gráfico, sobre


como os tipos sanguíneos estão distribuídos entre a população
brasileira. Contudo, o editor dessa revista solicitou que esse
gráfico seja publicado na forma de setores, em que cada grupo
esteja representado por um setor circular.

TIPOS SANGUÍNEOS

40
36
Pré-escolar 35 34
% da população brasileira

30
Médio
25
Rh positivo
Fundamental 20
Rh negativo
15
A) 150° 10 9
8
B) 180° 6
5 3 2 2
C) 200°
0
D) 230º Grupo A Grupo AB Grupo B Grupo O
E) 250°

61

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

O ângulo do maior desses setores medirá, em graus,


Aula 17:
A) 108,0
B) 122,4 Aula
C) 129,6 Estatística II
D) 151,2 17
E) 154,8

14. O diretor de um curso de Inglês resolve montar as turmas


fazendo uma distribuição por idade dos alunos do curso, Dados brutos e ROL
conforme o gráfico a seguir.
Os dados coletados de uma amostra, não organizados,
são chamados de dados brutos. Esses dados brutos organizados em
6 ordem crescente ou decrescente passam a ser chamados de ROL.
5 Exemplo:
20 famílias são entrevistadas sobre o número de filhos que
Número de alunos

4 cada uma têm. Suponha os resultados obtidos:


3
DADOS BRUTOS ROL
2
0 0
1 1 0
0 3 0
16 17 18 19 20 21
4 1
Idade dos alunos (em anos)
2 1
Qual a porcentagem de alunos que irá formar uma turma com 3 1
idade de 16 e 17 anos?
A) 20% 1 2
B) 30% 2 2
C) 45%
D) 55% 5 2
E) 65%
0 2
15. Uma dona de casa vai ao supermercado fazer a compra mensal. 3 2
Ao concluir a compra, observa que ainda lhe restaram R$ 88,00.
Seus gastos foram distribuídos conforme mostra o gráfico. 3 2
As porcentagens apresentadas no gráfico são referentes ao valor 1 3
total, em reais, reservado para a compra mensal.
0 3
35 2 3
30,2%
% gasta em cada tipo de produto

30 4 3

25 2 3
22,3%
2 4
20 17,5%
3 4
15
12,4% 2 5
10

5 Frequência absoluta e
0
Carnes e Produtos de Frutas e Massas e
frequência relativa
embutidos limpeza verduras enlatados O número de vezes que um valor é citado representa a
Tipo de produto frequência absoluta daquele valor. No exemplo anterior, a variável
é “número de filhos” e a frequência absoluta de cada um de seus
Qual o valor total, em reais, reservado por essa dona de casa valores é: nenhum filho, 3; um filho, 3; dois filhos, 6; três filhos, 5;
para a compra mensal? quatro filhos, 2 e cinco filhos, 1.
A) 106,80 A frequência relativa registra a frequência absoluta em
B) 170,40 relação ao total de citações. No exemplo anterior, temos um total
C) 412,00 de 20 citações e as seguintes frequências relativas:
D) 500,00
3 15
E) 588,00 para nenhum filho: ou ou 15% ou 0,15;
20 100

62

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

3 15 3º Elaboramos a tabela de frequências:


para um filho: ou ou 15% ou 0,15;
20 100 Altura fr
i Contagem fi (%)
6 30 (em classes) (decimal)
para dois filhos: ou ou 30% ou 0,3;
20 100
5 25 1 1,62 1,65 m 2 0,10 10
para três filhos: ou ou 25% ou 0,25;
20 100
2 1,65 1,68 m 3 0,15 15
2 10
para quatro filhos: ou ou 10% ou 0,1;
20 100
3 1,68 1,71 m 6 0,30 30
1 5
para cinco filhos: ou ou 5% ou 0,05.
20 100
4 1,71 1,74 m 3 0,15 15

Tabela de frequências 5 1,74 1,77 m 4 0,20 20


A tabela que mostra a variável e suas realizações (valores),
com as respectivas frequências absoluta (fi) e relativa (fr), é chamada 6 1,77 1,80 m 2 0,10 10
de tabela de frequências.
Assim, usando o mesmo exemplo, temos: Total 20 1,00 100

Nº de filhos (xi) fi fr
Observações:
0 3 15%
1 3 15% 1. As classes (intervalos) foram obtidas, a partir de 1,62 m,
fazendo a adição de 0,03:
2 6 30%
(1,62 + 0,03 = 1,65; 1,65 + 0,03 = 1,68; e assim por diantE).
3 5 25% 2. O símbolo indica intervalo fechado à esquerda e
4 2 10% aberto à direita. Assim, a altura 1,68 m não foi registrada em
1,65 1,68 m, mas no intervalo 1,68 1,71 m.
5 1 5%
Total 20 100%
A tabela de distribuição de frequências com intervalos de
classe também pode ser usada para dados discretos, mas em uma
Distribuição de frequências amostra com mais de 30 elementos.
para dados contínuos Ponto médio de uma classe
A distribuição dos dados contínuos normalmente é feita
Chamamos de ponto médio de uma classe o ponto que
usando a tabela de distribuição de frequências com classes.
divide esse intervalo de classe em duas partes iguais.
O que chamamos de classes são intervalos de variação da variável,
Saiba:
intervalos estes representados por i = 1, 2, 3, ..., k, onde i indica o
número da classe e k, o total de classes. x,
• O ponto médio é denotado por i onde i indica a i-nésima classe
considerada.
Exemplo: • O ponto médio de uma classe é determinado pela semissoma
Considere os seguintes dados relativos às alturas de uma do limite superior e limite inferior dessa classe, isto é, é a média
amostra dos estudantes homens que cursam a 3ª série do ensino aritmética dos limites de classe.
médio de certo colégio.
L+
xi = ∀i = 1, 2, 3,..., k
1,73 m 1,66 m 1,78 m 1,75 m 1,68 m 20+ 2
x1 = =1
1,70 m 1,62 m 1,76 m 1,68 m 1,79 m • O ponto médio de uma classe 2 é o seu legítimo representativo.
1,74 m 1,65 m 1,63 m 1,69 m 1,70 m Ao ser determinado, faremos a suposição de que todos os
elementos pertencentes 2 + 4 classe serão iguais ao seu ponto
1,75 m 1,72 m 1,69 m 1,73 m 1,66 m x 2 = a essa = 3
médio. 2
• Os pontos médios de uma distribuição estão em progressão
Para a variável “altura” aparecem muitos valores diferentes, 4 + 1entre eles é constante.
aritmética, isto é, a diferença
o que torna inviável colocar na tabela uma linha para cada valor. x3 = =5
2
Em casos como esse, agrupamos os valores em intervalos (ou No exemplo anterior, temos:
classes), como veremos a seguir: 0+2 6+8
x1 = =1 x4 = =7
1º Calculamos a diferença entre a maior e a menor altura registrada, 2 2
obtendo a amplitude total.
2+ 4 8 + 10
(1,79 m – 1,62 m = 0,17 m) x2 = =3 x5 = =9
2 2
2º Escolhemos o número de intervalos (geralmente superior a
quatro), consideramos um número conveniente (um pouco acima 4 +1
da amplitude total) e determinamos a amplitude de cada intervalo x3 = =5
2
(classE). No exemplo, para 6 intervalos, fazemos 0,18 m: 6 = 0,03 m.
6+8
x4 = =7
2

8 + 10 63
x5 = =9
2
IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO
Matemática I

Observe que a diferença entre os pontos médios consecutivos Frequência relativa acumulada crescente – frac
é constante e igual a 2, ou seja, eles estão em progressão aritmética
de razão 2. É a soma da frequência relativa de uma classe com as
frequências relativas de todas as classes anteriores.
Amplitude de um intervalo de classe Indica a porcentagem inferior ao limite superior da classe.
É a medida do intervalo que define a classe. É obtida
pela diferença entre os limites superior e inferior dessa classe e
indicada por:
Exercícios de Fixação
hi = L − l

Veja com atenção: 01. A tabela seguinte informa a quantidade de pessoas que
compraram ingressos antecipados de um determinado show,
• A diferença entre os pontos médios é igual à amplitude de classe.
cujos preços eram modificados semanalmente.
• O limite superior de uma classe é o ponto médio do intervalo
dessa classe somado à metade da amplitude de classe.
hi Valor do ingresso (R$) Número de pessoas
L = xi +
2 50 75 300
• O limite inferior de uma classe é o ponto médio do intervalo
dessa classe diminuído da metade da amplitude da classe. 75 100 640
hi
l = xi − 100 125 500
2
125 150 1310
Amplitude total da distribuição
É a diferença entre o limite superior da última classe (limite 150 175 850
superior máximo) e o limite inferior da primeira classe (limite inferior
mínimo). ∑ = 3600
AT = Lmáx. – lmín.
O percentual de pessoas que adquiriram o ingresso por menos
de R$ 125,00 foi
Tipos de frequência A) 40% D) 55%
B) 45% E) 60%
Frequência absoluta (fi) C) 50%
Indica quantos elementos da amostra pertencem a cada 02. Nas principais concentrações urbanas do país, trabalhadores de
classe. baixa renda percorrem grandes distâncias a pé. Outros pedalam
Frequência relativa (fr) muitos quilômetros para usar uma condução a menos, deixando
a bicicleta em estacionamentos próprios.
É determinada quando dividimos a frequência absoluta de
A tabela a seguir mostra os resultados de uma pesquisa sobre a
cada classe pela frequência total, isto é, pelo tamanho da amostra. faixa salarial dos funcionários de uma empresa que usam bicicleta
fi para ir ao trabalho.
fr =
∑ fi Faixa salarial em reais Número de funcionários

Indica, em porcentagem, o número de elementos de cada 350 450 380


classe. 450 550 260
Veja: 550 650 200
• Para o seu cálculo em porcentagem, basta multiplicar o seu valor 650 750 180
por 100.
• A soma das frequências relativas será igual a 1 (um) ou bastante 750 850 120
próximo de 1. 850 950 60
• Para se calcular a frequência relativa percentual, basta multiplicar
a frequência relativa por 100. Total 1200

Frequência absoluta acumulada crescente – fac O salário médio desses trabalhadores é


A) R$ 400,00
É a soma da frequência absoluta de uma classe com as
B) R$ 425,00
frequências absolutas de todas as classes anteriores. É conhecida, C) R$ 480,00
também, como frequência “abaixo de”. D) R$ 521,00
Indica o número inferior ao limite superior da classe. E) R$ 565,00

64

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

03. Na tabela seguinte, estão representados os resultados de 06. O contingente de pessoas ocupadas no Brasil foi estimado em
um levantamento realizado com 180 turistas, em Canoa 21,3 milhões, em setembro de 2007, segundo o Instituto Brasileiro
Quebrada-Ce, no mês de dezembro, sobre os gastos diários de Geografia e Estatística – IBGE. A tabela a seguir apresenta a
com hospedagem. distribuição de pessoas ocupadas, segundo a faixa etária.

População ocupada Total (%)


Gastos (reais) Nº de pessoas
10 a 14 anos 0,3
100 150 30
15 a 17 anos 1,7
150 200 x + 24
18 a 24 anos 15,5
200 250 2x
25 a 49 anos 63,4
250 300 x/2 50 anos ou mais 19,1
Total 100
O valor numérico de x é
A) 20
B) 28 Em setembro de 2007, o número de pessoas ocupadas, no
C) 30 Brasil, com menos de 18 anos era de
A) 330 mil. D) 3664 mil.
D) 36
B) 362 mil. E) 3727 mil.
E) 42
C) 426 mil.
04. Os dados a seguir referem-se ao tempo, em horas, que os 07. Ouvindo-se 300 pessoas sobre o tema “Maioridade Penal,
pacientes hospitalizados dormiram durante a administração Contra ou a Favor?”, foram obtidas 123 respostas a favor,
de certo anestésico. 72 contra, 51 pessoas não quiseram opinar e o restante não
tinha opinião formada sobre o assunto. Distribuindo-se esses
Tempo (horas) Número de pacientes dados em uma tabela, obtém-se:

0 4 8 Frequência Frequência
Opinião
absoluta relativa
4 8 15
8 12 24 Favorável 123 x
12 16 20 Contra 72 y
16 20 13 Omissos 51 0,17
Sem opinião 54 0,18
Os pacientes que dormiram, em média, 10 horas correspondem
a que porcentagem dos pacientes que tomaram o anestésico? Total 300 1,00
A) 24%
B) 25% Na coluna “frequência relativa”, os valores de x e y são,
C) 30% respectivamente,
D) 32% A) 0,38 e 0,27 D) 0,30 e 0,35
E) 36% B) 0,37 e 0,28 E) 0,41 e 0,24
C) 0,35 e 0,30

05. Um total de N famílias (N ≠ 0) foi questionado sobre quantos 08. Um pesquisador fez um conjunto de medidas em um laboratório
aparelhos eletrônicos possui na cozinha de sua residência. e construiu uma tabela com as frequências relativas (em
Todas as famílias responderam corretamente à pergunta. porcentagem) de cada medida, conforme se vê a seguir.
Os dados tabulados são:
Valor medido Frequência relativa (%)
Total de aparelhos 1,0 30
Frequência (em %)
eletrônicos na cozinha 1,2 7,5
0 12,5 1,3 45
1 0 1,7 12,5
2 50 1,8 5
3 25 Total = 100
4 12,5
Assim, por exemplo, o valor 1,0 foi obtido em 30% das
De acordo com os dados, o menor valor possível de N é medidas realizadas. A menor quantidade possível de vezes que
A) 2 o pesquisador obteve o valor medido maior que 1,5 é
A) 6
B) 5
B) 7
C) 8
C) 8
D) 16 D) 9
E) 25 E) 10

65

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

09. Uma pesquisa realizada por estudantes da Faculdade de Sobre a variação de preço, considerando-se a tabela, é correto
Estatística mostra, em horas por dia, como os jovens entre afirmar que o(A):
12 e 18 anos gastam seu tempo, tanto durante a semana (de A) maior variação de preço ocorreu no estado do Acre.
segunda-feira a sexta-feirA) como no fim de semana (sábado e B) maior decrescimento de preço ocorreu no estado do
domingo). A seguinte tabela ilustra os resultados da pesquisa. Amazonas.
C) taxa de variação de preço no estado do Maranhão foi de,
aproximadamente, 13%.
Durante a No fim de
Rotina Juvenil D) taxa de variação de preço no estado do Pará foi de,
semana semana
aproximadamente, – 15%.
Assistir à televisão 3 3 E) maior preço pago em julho/2012 foi no estado do Amapá.
Atividades domésticas 1 1
12. Cinco empresas de gêneros alimentícios encontram-se à venda.
Atividades escolares 5 1 Um empresário, almejando ampliar os seus investimentos,
Atividades de lazer 2 4 deseja comprar uma dessas empresas. Para escolher qual delas
irá comprar, analisa o lucro (em milhões de reais) de cada uma
Descanso, higiene e delas, em função de seus tempos (em anos) de existência,
10 12
alimentação decidindo comprar a empresa que apresente o maior lucro
Outras atividades 3 3 médio anual.
O quadro apresenta o lucro (em milhões de reais) acumulado
De acordo com essa pesquisa, quantas horas de seu tempo ao longo do tempo (em anos) de existência de cada empresa.
gasta um jovem entre 12 e 18 anos, na semana inteira (de
segunda-feira a domingo), nas atividades escolares? Lucro (em milhões Tempo
A) 20 Empresa
de reais) (em anos)

B) 21 F 24 3,0
E) 27
G 24 2,0
C) 24
H 25 2,5
10. A distribuição dos salários dos 20 funcionários de uma empresa
está representada no quadro a seguir. M 15 1,5

P 9 1,5
Salário Número de
fia fr (%)
(em reais) funcionários (fi) O empresário decidiu comprar a empresa:
860 2 2 10 A) F D) M
B) G E) P
950 6 8 _____ C) H
1130 _____ 16 40
13. Seja x a variável “batimentos cardíacos por minuto”. A seguinte
1480 3 ____ 15 distribuição de frequências mostra os resultados obtidos de uma
2090 1 20 5 amostra de 50 estudantes.

x (bat./min.) Frequência
Os valores que completam corretamente as lacunas do quadro
são 60 64 3
A) fi = 10; fia = 13; fr = 30
B) fi = 10; fia = 13; fr = 20 64 68 7
C) fi = 8; fia = 11; fr = 20
D) fi = 8; fia = 19; fr = 30 68 72 10

11. A tabela a seguir apresenta os preços pagos ao produtor de açaí, 72 76 14


por quilograma da fruta, nos meses de julho/2011 e julho/2012
76 80 9
em estados da região Norte.
80 84 5
Estados Unidade Julho/2011 Julho/2012 84 88 2
Acre (AC) kg 0,75 1,00
Com base nos dados anteriores. podemos afirmar que
Amapá (AP) kg 1,30 1,49 A) a média é igual a 73,36 batimentos por minuto.
Amazonas (AM) kg 0,98 0,94 B) a frequência absoluta da quinta classe é igual a 14.
C) o ponto médio da terceira classe é igual a 69 batimentos
Maranhão (MA) kg 1,21 1,37 por minuto.
D) o tamanho da amostra é igual a 88.
Pará (PA) kg 2,16 1,69
E) o número de estudantes com batimentos cardíacos por
Rondônia (RO) kg 0,65 1,25 minuto inferior a 76 é igual a 14.

66

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

14. Uma famosa rede de lojas de calçados brasileiros deseja saber Média aritmética
o perfil dos frequentadores, para arquitetar futuras campanhas
promocionais e lançar novos produtos no mercado. Dessa Considerando os números reais x1, x2, x3, ... xn, a média
forma, durante um determinado mês, identificou o perfil dos aritmética dessa lista de n números é o valor a que pode substituir
frequentadores que realizaram compras em sua rede de filiais todos os seus n elementos e não alterar a sua soma. Assim, temos
na cidade de São Paulo, distribuindo os perfis coletados em que:
cinco faixas etárias.
x1 + x 2 + x 3 + ... + xn = x + x + x + ... x
n vezes
Frequentadores de
I Idade x1 + x 2 + x 3 + ... + xn = n ⋅ x
rede de lojas
1 15 25 2500 x1 + x 2 + x 3 + ... + xn
Daí, x =
2 25 35 1820 n

3 35 45 1240
4 45 55 860
Média aritmética ponderada
5 55 65 480 Em uma lista na qual os números reais x1, x2, x3, ..., xn
aparecem, respectivamente, f1, f2, f3, ..., fn vezes, a soma de todos
Levando em conta os dados amostrais coletados, a idade média, os (f1 + f2 + f3 + ... + fn) números é igual a f1 · x1 + f2 · x2 + f3 · x3 +
aproximada, dos frequentadores dessa rede de lojas é: ... + fn · xn. A média aritmética desses números (razão entre a soma
A) 18 anos. D) 32 anos. e a quantidadE) recebe o nome de média aritmética ponderada (x)
B) 22 anos. E) 40 anos. e os números f1, f2, f3, ..., fn são chamados de pesos.
C) 26 anos.
f1 ⋅ x1 + f2 ⋅ x 2 + f3 ⋅ x 3 + ... + fn ⋅ xn
x=
15. Uma pequena fábrica de cintos paga a seus funcionários o f1 + f2 + f3 + ... + fn
salário, conforme tabela a seguir.

Cargo
Salários Nº de Moda (Mo)
(em reais) funcionários
Em estatística, moda é a medida de tendência central
Costureiro(A) 1000 10 definida como o valor mais frequente de um grupo de valores
Secretário(A) 1500 4 observados.
No exemplo das quantidades de tortas de chocolate vendidas
Consultor 2000 3 (8, 6, 4, 10, 11, 6, 8, 8, 7, 9, 10, 14, 13, 5), a moda é Mo = 8 tortas
Gerente x 1 (aparece 3 vezes).
Caso na distribuição de dados apareçam dois números com
Certo mês, houve um aumento de 10% sobre os salários da maior frequência, dizemos que a distribuição é bimodal. Podemos
tabela anterior para todos os cargos. também ter uma distribuição trimodal.
Sabendo-se que a nova média salarial passou a ser de 1650 Já quando não há repetição de números na distribuição, não
reais, o novo salário do gerente é, em reais, igual a: temos moda; a distribuição é amodal.
A) 3000 C) 5000 Em resumo, quanto ao número de modas, um conjunto
B) 3300 D) 5500 poderá ser:
• Amodal: conjunto sem moda;
Aula 18:
• Unimodal: conjunto com uma única moda;
• Bimodal: conjunto com duas modas;
Aula
Estatística III • Multimodal: conjunto com três ou mais modas.
18

Observação
A moda é a única medida de tendência central que pode
Medidas de tendência central representar variáveis qualitativas.
Buscando controlar melhor as suas vendas, o proprietário
de uma panificadora fez os seguintes registros das quantidades de
tortas de chocolate vendidas diariamente durante duas semanas
(14 dias): 8, 6, 4, 10, 11, 6, 8, 8, 7, 9, 10, 14, 13, 5.
Mediana (ME)
A partir dessas quantidades, o proprietário poderá
estabelecer uma única quantidade que caracterize todo o grupo, Considerando um rol de n dados (n números em ordem
que lhe dê uma ideia aproximada de como foram as vendas de tortas crescente ou decrescentE), a mediana será:
de chocolate. Esse número estabelecido é a medida de tendência • o número que ocupa a posição central, caso n seja ímpar.
central dos vários números usados. Dentre as medidas de tendência
central, a mais conhecida e utilizada é a média aritmética.
Estudaremos também a mediana e a moda.

67

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

• Assimétrica positiva:
Observação
1+ n
A posição central é dada por , onde n é ímpar.
2
• a média aritmética dos dois números centrais, caso n seja
par.
n n 
As duas posições centrais são dadas por e  + 1 .
2 2 
M0 < Md < x
No exemplo das quantidades de tortas de chocolate
vendidas (8, 6, 4, 10, 11, 6, 8, 8, 7, 9, 10, 14, 13, 5),
temos um número par de valores. Ordenando esses valores, • Assimétrica negativa:
, ,14 (14 números)
temos:4, 5, 6, 6, 7, 8 , 8, 8, 9,10,10,1113
6 valores 6 valores

Posição 7 + 1 (8ª posição)


Posição 14/2 = 7 (7ª posição)

8+8
Daí, a mediana será Me = =8
2 x < Md < M0

Já considerando as idades, em anos, dos 11 sobrinhos de João Exercícios de Fixação


(13, 12, 12, 3, 4, 6, 8, 7, 5, 7, 15), ordenando essas idades,
temos:
3, 4, 5, 6, 7 , 7, 8,12,12,13,15
5 valores 5 valores 01. O quadro seguinte mostra o desempenho de um time de
futebol no último campeonato. A coluna da esquerda mostra
Posição
1+ 11
= 6 (6ª posição)
o número de gols marcados e a coluna da direita informa em
2 quantos jogos o time marcou aquele número de gols.

Daí, a mediana será Me = 7


Gols marcados Quantidade de partidas

Propriedades da mediana 0 5

• A mediana não é influenciada por valores extremos.


1 3
• Os elementos do conjunto devem estar ordenados.
• A mediana de um conjunto numérico ordenado tem como 2 4
característica ser o elemento que possui, à sua esquerda e à sua
direita, o mesmo número de elementos. 3 3

Posição relativa da média, da mediana e 4 2


da moda
5 2
• Simétrica:

7 1

Se X, Y e Z são, respectivamente, a média, a mediana e a moda


dessa distribuição, então
A) X = Y < Z
B) Z < X = Y
C) Y < Z < X
x = M0 = M d D) Z < X < Y
E) Z < Y < X

68

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

02. Um nutricionista indicou três dietas diferentes para grupos de 04. A distribuição de frequência a seguir refere-se à exportação de
pacientes que gostariam de perder peso (em quilogramas). soja realizada por uma cooperativa no mês de abril.
A tabela a seguir indica a perda de peso (em quilogramas) por Toneladas
xi fi
paciente de cada grupo. exportadas
1 10 20 3
Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 2 20 30 2
3 30 40 8
2 2 3
4 40 50 10
3 2 4 5 50 60 7

4 2 4 ∑ f = 30
i

4 3 4 Dados fictícios

Com base nos dados apresentados, a mediana da distribuição


5 3 5 pertence à
A) 1ª classe.
6 5 6 B) 2ª classe.
C) 3ª classe.
8 8 6 D) 4ª classe.
E) 5ª classe.
10 9 5
05. Preocupada com o hábito de leitura na escola onde trabalha,
A partir desses dados, a média de perda de peso do grupo 1, uma bibliotecária aplicou uma pesquisa, em um grupo de 200
estudantes escolhidos de forma aleatória, sobre a quantidade
a mediana de perda de peso do grupo 3 e a moda da perda
de livros que cada aluno havia solicitado por empréstimo no
de peso do grupo 2 são dados, respectivamente, por primeiro semestre de 2015. Os dados coletados na pesquisa
A) 5,25; 4,5; 2,0 estão apresentados na tabela a seguir:
B) 4,25; 4,5; 3,0
C) 4,75; 2,0; 4,0 Livros emprestados por aluno
D) 5,25; 3,0; 4,5 Número de livros Número de alunos
E) 4,75; 4,0; 4,5 3 90
2 55
03. O gráfico a seguir mostra o tempo de votação de cada um 1 30
dos doze primeiros eleitores a votarem no segundo turno das
eleições para prefeito do município de Fortaleza, em uma 0 25
determinada seção eleitoral. Total 200

Para esses dados, a média, a moda e a mediana são,


32
respectivamente,
30
Tempo gasto para votar (segundos)

A) 1,50; 2,00; 3,00


28 B) 1,50; 3,50; 2,00
26 C) 1,50; 3,00; 3,00
24 D) 2,05; 3,00; 2,00
22 E) 2,05; 3,00; 3,00
20
18 06. Preocupada com a sua locadora, Maria aplicou uma pesquisa
com um grupo de 200 clientes escolhidos de forma aleatória,
16
sobre a quantidade de filmes que estes locaram no primeiro
14
semestre de 2011. Os dados coletados estão apresentados na
12
tabela a seguir:
10
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Número de filmes alugados
Eleitor
Número de filmes Frequência
Para fazer uma estimativa de quanto tempo um eleitor gasta 0 25
na votação, o mesário decide utilizar a mediana dos dados para
fazer seus cálculos. A mediana dos dados apresentados é 1 30
A) 14 segundos. 2 55
B) 16 segundos.
C) 17 segundos. 3 90
D) 18 segundos. Total 200
E) 20 segundos.

69

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

A média, a moda e a mediana destes dados são, respectivamente, Com base nos dados da tabela, a mediana dos percentuais de
os seguintes: rentabilidade, no período observado, é igual a
A) 2,05; 3; 2 A) 6,2
B) 1,5; 2; 3 B) 6,5
C) 1,5; 3; 3 C) 6,6
D) 1,5; 3; 2 D) 6,8
E) 2,05; 2; 3
E) 7,0
07. As idades dos atletas que participaram da Seleção Brasileira
10. (UFSM) O uso de biodiesel gera uma série de efeitos ambientais,
Masculina de Basquete, convocados para a preparação dos
tais como a redução da emissão de gases do efeito estufa e a
Jogos Olímpicos 2016, variaram de 24 a 36 anos, como se
pode observar na tabela a seguir. diminuição da poluição atmosférica.

O gráfico mostra a produção de biodiesel (em milhões de litros)


Idade (anos) 24 26 28 30 32 33 35 36 em uma usina, durante o período de um ano.

Produção (milhões de litros)


12 12
10 10 10 10
Número de atletas 3 1 1 1 1 4 1 2
8 6

6 6
De acordo com a tabela, a média, a mediana e a moda dessas 5 5
idades são, respectivamente,
A) 30,5; 32,5 e 33
B) 31; 32 e 33
C) 31,5; 31 e 33 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez (mês)
D) 30,5; 31 e 24
E) 31; 24 e 33 De acordo com os dados, a média, a mediana e a moda (em
milhões de litros) são, respectivamente, iguais a
08. Os salários, em reais, dos funcionários de uma empresa são
A) 8,5; 10 e 9.
distribuídos conforme o quadro a seguir
B) 8; 9 e 10.
C) 8; 9,5 e 8.
Valor do D) 8,5; 9 e 10.
622,00 1.244,00 3.110,00 6.220,00
salário (R$) E) 8,5; 9,5 e 10.

Número de 11. Após encerrar o período de vendas de 2012, uma concessionária


24 1 20 3
funcionários fez um levantamento das vendas de carros novos no último
semestre desse ano. Os dados estão expressos no gráfico:

A mediana dos valores dos salários dessa empresa é, em reais, 40


35 35
A) 622,00
Carros vendidos

B) 933,00 30
25
C) 1.244,00
D) 2.021,50 20
E) 2.799,00 14

10
09. Para as pessoas que não gostam de correr grandes riscos no 5 6

mercado financeiro, a aplicação em caderneta de poupança é


0
indicada, pois, conforme a tabela (período 2005 até 2011), a Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
rentabilidade apresentou pequena variação.
Ao fazer a apresentação dos dados aos funcionários, o gerente
Ano Rentabilidade (%) estipulou como meta para o mês de janeiro de 2013 um volume
de vendas 20% superior à média mensal de vendas do semestre
2005 7,0
anterior.
2006 4,9 Para atingir essa meta, a quantidade mínima de carros que
deveriam ser vendidos em janeiro de 2013 seria
2007 6,4 A) 17
2008 6,2 B) 20
C) 21
2009 7,2 D) 24
2010 6,8 E) 30

2011 7,0

70

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

12. Foi realizado um levantamento nos 200 hotéis de uma cidade, As medições ocorridas nesse período estão indicadas no quadro.
no qual foram anotados os valores, em reais, das diárias para
um quarto padrão de casal e a quantidade de hotéis para cada Dia do mês Temperatura (em °C)
valor da diária. Os valores das diárias foram: A = R$ 200,00;
B = R$ 300,00; C = R$ 400,00 e D = R$ 600,00. No gráfico, 1 15,5
as áreas representam as quantidades de hotéis pesquisados, 3 14
em porcentagem, para cada valor da diária.
5 13,5
25% 7 18
40%
9 19,5
A
C 11 20

13 13,5
D
10% 15 13,5
B 17 18

19 20
25%
21 18,5

O valor mediano da diária, em reais, para o quarto padrão de 23 13,5


casal nessa cidade, é
25 21,5
A) 300,00
B) 345,00 27 20
C) 350,00
29 16
D) 375,00
E) 400,00
Em relação à temperatura, os valores da média, mediana e
13. Uma pessoa, ao fazer uma pesquisa com alguns alunos de um moda são, respectivamente, iguais a
curso, coletou as idades dos entrevistados e organizou esses A) 17 °C, 17 °C e 13,5 °C
dados em um gráfico. B) 17 °C, 18 °C e 13,5 °C
C) 17 °C, 135 °C e 18 °C
D) 17 °C, 18 °C e 21,5 °C
E) 17 °C, 13,5 °C e 21,5 °C
Frequência de ocorrência

21

15. Preocupada com seus resultados, uma empresa fez um balanço


15
dos lucros obtidos nos últimos sete meses, conforme os dados
do quadro.
12

Mês I II III IV V VI VII

9 12 18 Idade (ano) Lucro (em milhões


37 33 35 22 30 35 25
de reais)

Qual a moda das idades, em anos, dos entrevistados? Avaliando os resultados, o conselho diretor da empresa decidiu
A) 9 comprar, nos dois meses subsequentes, a mesma quantidade
B) 12
de matéria-prima comprada no mês em que o lucro mais se
C) 13
aproximou da média dos lucros mensais dessa empresa nesse
D) 15
período de sete meses.
E) 21
Nos próximos dois meses, essa empresa deverá comprar a
14. (Enem) Uma equipe de especialistas do centro meteorológico
mesma quantidade de matéria-prima comprada no mês
de uma cidade mediu a temperatura do ambiente, sempre
A) I
no mesmo horário, durante 15 dias intercalados, a partir do
B) II
primeiro dia de um mês. Esse tipo de procedimento é frequente,
C) IV
uma vez que os dados coletados servem de referência para
D) V
estudos e verificação de tendências climáticas ao longo dos
meses e anos. E) VI

71

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

A amplitude mostra pouco como os dados se desviam


da média. Para calcular esse desvio, precisamos observar as
Aula 19:

Aula discrepâncias (diferenças positivas) entre cada dado e a média. Para


Estatística IV isso, usaremos a fórmula di = x i − x . No nosso exemplo, temos
19 as seguintes discrepâncias:
d1 = 3 − 6 = 3 d2 = 4 − 6 = 2
d3 = 6 − 6 = 0 d4 = 9 − 6 = 3

Medidas de dispersão d5 = 5 − 6 = 1 d6 = 7 − 6 = 1
d7 = 8 − 6 = 2
Em um mesmo grupo de pessoas, podem variar a altura,
a idade, a massa, o salário e o número de irmãos. Calculando, (Note que se não usássemos o módulo, a soma dos desvios seria
por exemplo, a média das massas, estamos apontando para o sempre zero)
De posse das discrepâncias, podemos calcular o desvio médio
valor central da distribuição das massas, mas não temos ideia
absoluto (DM), que indica a distância média entre um dado e a média
de quão distante está a massa de cada pessoa da média, pois
aritmética. Esse desvio é calculado através da média aritmética das
nem sempre a média nos dá uma ideia exata da série. Ela pode discrepâncias. No caso:
distanciar-se bastante dos valores que representa, influenciada pela
preponderância de valores muito baixos, ou muito altos. 3 + 2 + 0 + 3 + 1+ 1+ 2 12
Para qualificar os valores de uma variável, mostrando a maior DM = = ≅ 1, 71
7 7
ou menor concentração ou dispersão em torno da média, recorre-se
às medidas de dispersão ou variabilidade. O DM = 1,71 nos diz que, em média, os dados diferem
Utilizaremos o termo dispersão para indicar o grau de 1,71 da média aritmética deles, ou seja, a distância média de cada
número em relação à média é de 1,71.
afastamento de um conjunto de números da sua média.
Muito embora o desvio médio absoluto seja uma boa medida
Para uma melhor compreensão, considere a seguinte situação. de dispersão, para muitos propósitos, é mais conveniente elevar
O serviço de atendimento ao consumidor de uma ao quadrado cada desvio e tomar a média aritmética de todos
concessionária de veículos recebe as reclamações dos clientes via esses quadrados. Essa grandeza é chamada de variância, que a
telefone. Tendo em vista a melhoria nesse serviço, foram anotados representaremos por S2.
os números de chamadas durante um período de sete dias No caso:
consecutivos. Os resultados obtidos foram os seguintes:
(3 − 6)2 + ( 4 − 6) + (6 − 6)2 + (9 − 6)2 + (5 + 6)2 + (7 − 6)2 + (8 − 6)2
2

S2 =
Dia Número de chamadas 7
9 + 4 + 0 + 9 + 7 + 1+ 4
domingo 3 S =
2

7
segunda 4 28
S =
2
=4
terça 6 7

quarta 9 A desvantagem da variância (S2) é a difícil interpretação do


quinta 5 seu valor numérico. Uma variância igual a 4 significa uma grande
dispersão ou uma pequena dispersão? Boa parte do problema se
sexta 7 deve à questão da unidade: A variância é medida em uma unidade
sábado 8 que é o quadrado da unidade de medida x. No nosso caso, x é o
número de chamadas telefônicas e S2 = 4 (chamadas telefônicas)2
A m é d i a d o n ú m e ro d e c h a m a d a s p o r d i a é , (o que quer que isso signifiquE).
( 3 + 4 + 6 + 9 + 5 + 7 + 8) Em geral, é melhor calcular a raiz quadrada da variância,
x= = 6 mas não temos ideia do grau de chamada de desvio padrão, cuja representação será S: Variância: S2 = 4
7
Desvio padrão: S = S = 4 = 2 chamadas telefônicas.
2
dispersão dos números observados. Uma forma de medir a dispersão
consiste simplesmente em calcular a diferença entre o maior e o (a unidade do desvio padrão é a mesma dos dados x).
menor valor. Essa grandeza é chamada de amplitude total. No Se quisermos saber se a dispersão é muito grande em
entanto, a amplitude total não é uma boa medida de dispersão, pois relação à média, podemos calcular uma estatística conhecida como
não nos dá nenhuma informação relativa a qualquer dos elementos coeficiente de variação (CV):
do conjunto, exceto seus valores máximo e mínimo. No caso, a CV = desvio padrão
amplitude dos valores observados é 9 – 3 = 6. média
Um problema com a amplitude é que ela é fortemente
afetada pela presença de valores muito grandes ou muito pequenos. 2
No nosso caso, CV = ≅ 0,333 = 33,3%
Numa série com um grande número de valores observados, uma 6
forma de contornar esse problema é substituir a amplitude pelo Em geral, para os valores x1, x2, ..., xn da variável, temos:
chamado intervalo interquartil. n

x1 + x 2 + ... + xn i ∑X
Para calculá-lo: Média aritmética: x = = i=1
I. Coloque os dados em ordem crescente; n n
II. Calcule o valor tal que 3/4 dos valores da relação estejam abaixo Discrepância: di = xi − x (distância do número x à médiA)
dele. (Esse valor é chamado de terceiro quartil); Desvio médio absoluto:
III. Calcule o valor tal que 1/4 dos valores da relação esteja abaixo n

dele. (Esse valor é chamado de primeiro quartil); x1 − x + x 2 − x + ... + xn − x ∑ xi − x


IV. Calcule a diferença entre esses dois valores. (Essa diferença é DM = = i=1
n n
que chamamos de intervalo interquartil.)

72

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Variância: 02. A tabela seguinte informa a distribuição do número de cartões


n
amarelos recebidos por um time durante os 35 jogos de um torneio.
∑ ( x1 − x )
2

S2 =
( x1 − x ) + ( x 2 − x )
2 2
+ ... + ( xn − x )
2

= i=1
n n Número de cartões Número de jogos
0 5
Desvio padrão:
1 19
S = S2 =
( x1 − x )2 + ( x 2 − x )2 + ... + ( xn − x )2 =
n
2 10
n
3 7
∑ ( xi − x )
2

= i=1
4 4
n

S De acordo com a tabela, o desvio padrão referente ao número


Coeficiente de variação CV =
x de cartões recebidos é aproximadamente igual a

A) 1, 28 D) 1, 77
Observações:
B) 1, 41 E) 1, 83
• Se o CV for superior a 50% indica alto grau de dispersão.
Logo, uma pequena representatividade da média. C) 1, 65
• Para qualquer lista, ao menos 75% dos números da mesma
estarão a dois desvios padrão da média (acima ou abaixo). No
exemplo trabalhado, temos que dois desvios abaixo da média 03. O gráfico a seguir indica a massa de um grupo de objetos.
correspondem a 6 – 2 · 2 = 2 e dois desvios acima da média 3

número de objetos
correspondem a 6 + 2 · 2 = 10. Então, ao menos 75% dos
números de chamadas diárias se encontram entre 2 e 10.
2
(Acontece que 100% dos valores estão efetivamente dentro
desse intervalo).
• Quanto menor o desvio padrão, maior é a concentração dos 1
dados em torno da média, menos dispersa é a série.
• Dadas duas ou mais séries de espécies diferentes (alturas, 0
salários, número de irmãos etc.), para saber qual delas 3 4 6
apresenta maior grau de dispersão em torno da média, deve-se massa de cada objeto (em kg)
ver qual delas tem maior coeficiente de variação.
Acrescentando-se ao grupo n objetos de massa 4 kg cada,
• Quanto mais próximas são a média, a moda e a mediana,
sabe-se que a média não se altera, mas o desvio-padrão se
melhor é a representatividade da média, menor é o desvio
reduz à metade do que era. Assim, é correto afirmar que n é
padrão.
igual a:
A) 18 D) 9
B) 15 C) 12
E) 8
Exercícios de Fixação
04. Marco e Paulo foram classificados em um concurso. Para
classificação no concurso o candidato deveria obter média
01. A tabela de frequências a seguir informa o número de filhos aritmética na pontuação igual ou superior a 14. Em caso de
dos 80 funcionários de uma escola. empate na média, o desempate seria em favor da pontuação
mais regular. No quadro a seguir são apresentados os
pontos obtidos nas provas de Matemática, Português e
Número de Frequência Conhecimentos Gerais, a média, a mediana e o desvio-padrão
filhos absoluta dos dois candidatos.

0 20 Dados dos candidatos no concurso:

1 36 Conh. Desvio-
Mat. Port. Média Mediana
Gerais Padrão
2 14
Marco 14 15 16 15 15 0,32
3 8
Paulo 8 19 18 15 18 4,97
4 2

O candidato com pontuação mais regular, portanto, mais bem


Qual é o desvio padrão correspondente ao número de filhos? classificado no concurso, é:
A) 0, 72 D) 112
, A) Marco, pois a média e a mediana são iguais.
B) Marco, pois obteve menor desvio-padrão.
B) 0, 95 E) 1, 35 C) Paulo, pois obteve a maior pontuação da tabela, 19 em Português.
D) Paulo, pois obteve maior mediana.
C) 1, 01 E) Paulo, pois obteve maior desvio-padrão.

73

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

05. O procedimento de perda rápida de “peso” é comum entre 07. Em um torneio de tiro ao alvo, Miguel e Manoel empataram
os atletas dos esportes de combate. Para participar de um na primeira colocação, uma vez que obtiveram o mesmo total
torneio, quatro atletas de categoria até 66 kg, peso-pena, de pontos, como mostra o quadro a seguir.
foram submetidos a dietas balanceadas e atividades físicas.
Realizaram três “pesagens” antes do início do torneio. Pelo Pontos obtidos
regulamento do torneio, a primeira luta deverá ocorrer entre Ordem de tiro
o atleta mais regular e o menos regular quanto aos “pesos”. Miguel Manoel
As informações com base nas pesagens dos atletas estão no 1ª 100 85
quadro.
2ª 80 90

3ª 90 95
1ª pesagem

2ª pesagem

3ª pesagem

Mediana

padrão
Desvio
Média
Atleta

(kg)

(kg)

(kg)

4ª 90 90

O critério de desempate da competição, nesse caso, aponta


o vencedor como sendo aquele que obteve pontuações mais
I 78 72 66 72 72 4,90 próximas nos quatro tiros, ou seja, uma menor dispersão. Foi
adotado para cálculo o desvio médio absoluto do conjunto de
II 83 65 65 71 65 8,49 pontos obtidos por cada competidor. Portanto, conclui-se que
o vencedor foi:
III 75 70 65 70 70 4,08 A) Manoel, pois obteve um melhor desempenho, com o valor
5 para o desvio médio absoluto.
IV 80 77 62 73 77 7,87 B) Miguel, pois obteve um melhor desempenho, com o valor
5 para o desvio médio absoluto.
C) Manoel, pois obteve um melhor desempenho, com o valor
Após as três “pesagens”, os organizadores do torneio informaram
2,5 para o desvio médio absoluto.
aos atletas quais deles se enfrentariam na primeira luta.
D) Miguel, pois obteve um melhor desempenho, com o valor
A primeira luta foi entre os atletas
2,5 para o desvio médio absoluto.
A) I e III
E) Manoel, pois obteve um melhor desempenho, com o valor
B) I e IV
7,5 para o desvio médio absoluto.
C) II e III
D) II e IV 08. Em uma corrida de regularidade, a equipe campeã é aquela
E) III e IV em que o tempo dos participantes mais se aproxima do tempo
fornecido pelos organizadores em cada etapa. Um campeonato
foi organizado em 5 etapas, e o tempo médio de prova indicado
06. Ao realizar o levantamento das famílias de uma pequena cidade
pelos organizadores foi de 45 minutos por prova. No quadro,
do interior, cujos filhos são beneficiários de algum programa
estão representados os dados estatísticos das cinco melhores
social, um pesquisador obteve os seguintes dados: equipes classificadas.

DADOS ESTATÍSTICOS DAS MELHORES EQUIPES


Beneficiados em programa social
CLASSIFICADAS (EM MINUTOS)
Número de filhos Quantidade de famílias

5 03 Equipes Média Moda Desvio-padrão


4 07
Equipe I 45 40 5
3 21

2 28 Equipe II 45 41 4

1 23 Equipe III 45 44 1
0 18
Equipe IV 45 44 3
Total: 100
Equipe V 45 47 2
Com base nessas informações, é correto afirmar que o
desvio padrão do número de filhos dessa amostra é de,
Utilizando os dados estatísticos do quadro, a campeã foi a
aproximadamente:
equipe:
A) 1,3 A) I
B) 1,8 B) II
C) 2,0 C) III
D) 2,5 D) IV
E) 6,7 E) V

74

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

09. O serviço de atendimento ao consumidor de uma concessionária 12. O quadro a seguir mostra o número de gols marcados em cada
de veículos recebe as reclamações dos clientes via telefone. uma das partidas do grupo do Brasil na primeira fase da Copa
Tendo em vista a melhoria nesse serviço, foram anotados do Mundo de 2014.
os números de chamadas durante um período de sete dias
consecutivos. Partida Gols marcados

Brasil × Croácia 4
Os resultados obtidos foram os seguintes:
México × Camarões 1
Dia Número de chamadas Brasil × México 0

Domingo 3 Croácia × Camarões 4

Camarões × Brasil 5
Segunda 4
Croácia × México 4
Terça 6
O desvio médio de gols marcados por partida nos jogos desse
Quarta 9 grupo foi de, aproximadamente,
A) 3,0 D) 1,5
B) 2,0 E) 1,2
Quinta 5 C) 1,7

Sexta 7 13. A tabela a seguir apresenta o número médio e o desvio padrão


de unidades vendidas de um produto durante os doze meses
Sábado 8 de 2008, nas cinco regiões brasileiras.

Sobre as informações contidas nesse quadro, considere as Região Vendas médias Desvio padrão
seguintes afirmativas:
I. o número médio de chamadas dos últimos sete dias foi 6; Centro-Oeste 10000 2500
II. a variância dos dados é 4;
Sul 13000 3000
III. o desvio-padrão dos dados é 2.
Sudeste 18000 4100
Assinale a alternativa correta.
A) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. Nordeste 19000 3700
B) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
Norte 20000 7100
C) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
D) Somente a afirmativa I é verdadeira.
E) As afirmativas I, II e III são verdadeiras. É correto afirmar que a região que manteve as vendas mais
homogêneas durante o ano foi:
10. Um conjunto é formado por três elementos: 8, 10 e x. A) Centro-Oeste.
Determine os possíveis valores de x para os quais a variância B) Sul.
26 C) Sudeste.
desses elementos é igual a .
A) x = 3 ou x =15. 3 D) Nordeste.
B) x = 3 ou x =18. E) Norte.
C) x = 5 ou x =11.
D) x = 5 ou x = 9. 14. O histograma a seguir mostra a distribuição de gastos com
E) x = 2 ou x = 8. guloseimas registrada em uma barraca instalada na saída de
uma estação de metrô.
11. Um produtor de café irrigado em Minas Gerais recebeu um porcentagem
relatório de consultoria estatística, constando, entre outras
informações, o desvio-padrão das produções de uma safra 72 %
dos talhões de sua propriedade. Os talhões têm a mesma área
de 30000 m2 e o valor obtido para o desvio-padrão foi de 90
kg/talhão. O produtor deve apresentar as informações sobre
a produção e a variância dessas produções em sacas de 60 kg
?
por hectare (10000 m2).
A variância das produções dos talhões expressa em (sacas/ ?
hectarE)2 é:
A) 20,25
B) 4,50 1 3 5 7 gastos (em reais)
C) 0,71
D) 0,50 Por falha de impressão, não aparecem no histograma as
frequências relativas aos intervalos de 3 a 5 reais e de 5 a 7
E) 0,25
reais. Sabe-se, entretanto, que a média de gastos é R$ 2,80.

75

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Os valores relativos às frequências que não aparecem no gráfico 02. Uma torneira enche um tanque em 4 horas, O ralo do tanque
e a variância correspondente são, respectivamente, iguais a pode esvaziá-lo em 3 horas. Estando o tanque cheio, abrimos,
A) 16%, 12% e 1,92 simultaneamente, a torneira e o ralo. Então, o tanque:
B) 16%, 10% e 1,89 A) nunca se esvazia.
C) 15%, 12% e 1,92 B) esvazia-se em 1 hora.
D) 14%, 12% e 1,76
C) esvazia-se em 4 horas.
E) 12%, 11% e 1,92
D) esvazia-se em 7 horas.
15. Em uma escola, cinco atletas disputam a medalha de ouro E) esvazia-se em 12 horas.
em uma competição de salto em distância. Segundo o
3
regulamento dessa competição, a medalha de ouro será 03. S e j a R a r a i z p o s i t i v a d a e q u a ç ã o x 2 + x − =0.
dada ao atleta mais regular em uma série de três saltos. 4
sen A º cos A º
Os resultados e as informações dos saltos desses cinco atletas Se R = , em que 0º < A < 90º. Calcule o
sen 11º cos 11º
estão no quadro.
valor de A.
A) 30
Desvio
Atleta 1º salto 2º salto 3º salto Média Mediana B) 41
padrão
C) 60
I 2,9 3,4 3,1 3,1 3,1 0,25 D) 75
E) 80
II 3,3 2,8 3,6 3,2 3,3 0,40
04. Em um triângulo com lados de comprimentos a, b, c, tem-se
(a + b + C) (a + b – C) = 3ab. A medida do ângulo oposto ao
III 3,6 3,3 3,3 3,4 3,3 0,17
lado de comprimento c é:
IV 2,3 3,3 3,4 3,0 3,3 0,60
A) 30º
B) 45º
V 3,7 3,5 2,2 3,1 3,5 0,81 C) 60º
D) 90º

A medalha de ouro foi conquistada pelo atleta número: 05. Dados estatísticos indicam que, em uma fábrica de rádios,
A) I
o operário consegue montar, em t dias, Q(t) rádios, onde
B) II
Q(t) = 700 – 399,546 ⋅ e–0,5t, com e = 2,718. Nessas condições,
C) III
D) IV o número de rádios que um operário montará em 2 dias será:
E) V A) 553
B) 603
C) 583
D) 513
Aula 20:

1 a 
06. Sendo a um número real, considere a matriz A =  .
Aula  0 −1
Exercícios Então, A 2017
é igual a:
20  1 0
A) 
 0 1
1 a 
B)  0 −1

Exercícios de Fixação 1 1
C) 
1 1

D)  1 a 
2017

01. Se a sequência de números reais (xn) é definida por  0 −1 


0, se n = 1

xn = 1, se n = 2
07. A figura representa um quadrado ABCD de lado 1 cm. O ponto
xn − 2 + xn −1, se n ≥ 3
5
F está em BC, BF mede cm , o ponto E está em CD e AF
então a raiz quadrada positiva de x13 é igual a: 4
A) 10
é bissetriz do ângulo BÂE. Nessas condições, o segmento DE
B) 11
mede:
C) 12
D) 13

76

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

3− 3
A)
6
4−2 3
B)
3

C) 2 − 3
2
3 3
D)
8

12. A área da base de um cone reto é igual à área da secção


meridiana. Se o raio da base vale R, a altura do cone valerá:
3 5
A) cm
40 2πR
A)
3
7 5 πR
B) cm B)
40 2
9 5 C) πR
C) cm
40
D) 2πR
11 5
D) cm
40
13. Seja R um ponto da diagonal MP do retângulo MNPQ, U
08. Seja I a unidade imaginária, isto é, i2 = –1. O lugar geométrico e V as projeções ortogonais de R sobre os lados MQ e QP,
dos pontos do plano cartesiano com coordenadas reais (x, y), respectivamente. Se as medidas dos lados MQ e QP são relativas
tais que (2x +yi) (y + 2xi) = i, é uma: a 3 m e 4 m, então a medida, em m2, da maior área possível
A) elipse do retângulo URVQ é:
B) hipérbole A) 4,50
C) parábola
D) reta B) 4,00
C) 3,50
09. Um paralelepípedo retângulo tem faces de áreas 2 cm2, 3 cm2 D) 3,00
e 4 cm2. O volume desse paralelepípedo é igual a:
A) 2 3 cm3 π
14. Seja x um número real, 0 < x < , tal que a sequência (tan
B) 2 6 cm 3 2
C) 24 cm3 x, sec x, 2) é uma progressão aritmética (P.A.). Então, a razão
D) 12 cm3
dessa P.A. é igual a:
10. Quantas soluções reais e distintas possui a equação
A) 1
x2 + 9 = 3 sen x?
A) 0 B) 5
B) 1 4
C) 2
D) 3 4
C)
E) infinitas 3
1
11. A reta EF, inclinada de 30º relativamente ao lado DC, divide o D)
3
quadrado ABCD da figura em dois trapézios de mesma área.
DE
Então, a razão é igual a: 15. Um cilindro circular reto, cuja medida do raio da base é 5 m,
DA é cortado por um plano perpendicular às suas bases (paralelo
ao eixo do cilindro). A distância do plano ao eixo do cilindro
é 3 m. Se a diferença entre a área lateral do cilindro e a área
retangular determinada sobre o plano é 234 m2, considerando π
igual a 3,14, então, a medida do volume do cilindro, em m3, é:
A) 578
B) 875
C) 758
D) 785

77

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

A seguir, o aparelho foi deslocado 4 metros em direção à torre


Aula 21:

e o ângulo então obtido foi de β radianos, com tg β = 3 3 .


Aula
Revisão I
21

Exercícios

α β
01. Uma pessoa gasta 15% do seu salário com aluguel. Se o aluguel
aumenta 26% e o salário 5%, que percentagem do salário esta
pessoa passará a gastar com aluguel? É correto afirmar que a altura da torre, em metro, é:
A) 18 A) 4 3 D) 7 3
B) 17 B) 5 3 E) 8 3
C) 16 C) 6 3
D) 15
E) 14 05. Qual é a área de uma circunferência inscrita em um triângulo
equilátero, sabendo-se que esse triângulo está inscrito em uma
02. Dez homens trabalhando 8 horas por dia executaram uma circunferência de comprimento igual a 10π cm?
tarefa em 12 dias. Para a realização da mesma tarefa, 6 homens, 75π
trabalhando 10 horas por dia, necessitariam de: A)
4
A) 16 dias.
B) 9 dias. 25π
B)
C) 15 dias. 4
D) 18 dias. 5π
C)
2
03. Cinco empresas de gêneros alimentícios encontram-se à venda. 25 π
D)
Um empresário, almejando ampliar os seus investimentos, deseja 16
comprar uma dessas empresas. Para escolher qual delas irá
comprar, analisa o lucro (em milhões de reais) de cada uma delas, E) 5π
4
em função de seus tempos (em anos) de existência, decidindo
comprar a empresa que apresente o maior lucro médio anual. 06. O conjunto das soluções em r e θ do sistema de equações
O quadro apresenta o lucro (em milhões de reais) acumulado r ⋅ sen θ = 3
 para r > 0 e 0 < θ < 2π é:
ao longo do tempo (em anos) de existência de cada empresa. r ⋅ cos θ = 1
 π
Empresa
Lucro Tempo A) 2,  D) {1, 0}
(em milhões de reais) (em anos)  6
F 24 3,0  π  π
B) 1,  E) 2, 
G 24 2,0  3  3

H 25 2,5 C) {2, 1}

M 15 1,5
07. Um cubo de aresta 2a possui uma esfera circunscrita nele. Qual é
P 9 1,5
probabilidade de, ao ser sorteado um ponto interno da esfera,
esse ponto ser interno ao cubo?
O empresário decidiu comprar a empresa
π
A) F A)
B) G 6
C) H 2 3
B)
D) M 3π
E) P
C) π 3
04. Para se calcular a altura de uma torre, utilizou-se o seguinte 6
procedimento ilustrado na figura: um aparelho (de altura
desprezível) foi colocado no solo, a uma certa distância da D) π2
6 3
torre, e emitiu um raio em direção ao ponto mais alto da torre.
π E) 1
O ângulo determinado entre o raio e o solo foi de radianos. 2
3

78

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

08. O gráfico de barras a seguir mostra a distribuição das notas de 12. Seja um quadrado de lado 2. Unindo os pontos médios de
uma turma de alunos em uma prova de matemática. A nota é cada lado, temos um segundo quadrado. Unindo os pontos
sempre um número inteiro de 0 a 10. médios do segundo quadrado, temos um terceiro quadrado, e
n° de assim sucessivamente. O produto das áreas dos dez primeiros
alunos quadrados é
9
6 −
A) 2 2
5
25
4 −
B) 2 2
3 45

2
C) 2 2

1
D) 2−45
notas
−25
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 E) 2

Assim, por exemplo, 2 alunos tiraram zero, e 1 aluno tirou dez.


Se a nota mínima para aprovação é 5, qual é a porcentagem 13. Seja uma esfera de raio R e um cubo de aresta A, ambos com
de alunos aprovados? a mesma área de superfície. A razão entre o volume do cubo
A) 32% e o volume da esfera é igual a
B) 38% 1
A)
C) 44% π
D) 64%
π
E) 72% B)
12
09. Determine a imagem da função f, definida por f(x) = ||x + 2| – |x – 2||,

para todo x ∈ R, conjunto dos números reais. C)
A) Im(f) = R 3
B) Im(f) = {y ∈ R | y ≥ 0} π
C) Im(f) = {y ∈ R | 0 < y < 4} D)
3
D) Im(f) = {y ∈ R | y < 4}
E) Im(f) = {y ∈ R | y > 0} π
E)
6
10. Dois tipos de comprimidos, I e II, são fabricados de modo que
cada comprimido do tipo I contenha 10 unidades de vitamina A  na circunferência
14. Determine o comprimento do menor arco AB
e 5 unidades de vitamina B e cada comprimido do tipo II
contenha 3 unidades de vitamina A e 2 unidades de vitamina B. de centro O, representada na figura a seguir, sabendo que o
Calcule o número total de comprimidos I e II (juntos) que uma segmento OD mede 12 cm, os ângulos CÔD = 30° e OÂB = 15°,
pessoa deve ingerir de modo a absorver 35 unidades de vitamina A e que a área do triângulo CDO é igual a 18 cm2.
e 20 unidades de vitamina B.
A) 10 A
B) 9
C) 8 C
D) 7
E) 6

11. Determine o perímetro do triângulo ABD, em cm, representado O


na figura a seguir:
D
D
B
A) 5π cm
x B) 12 cm
y
C) 5 cm
D) 12π cm
A B 30° E) 10π cm
C
x 10 cm
15. Sabe-se que z é diretamente proporcional a x e inversamente
proporcional a y. Se z = 5 quando x = 2 e y = 3, calcule o valor
de z quando x = 96 e y = 10.
A) 5 3 + 5 A) 72
B) 5(2 + 2 ) ( 3 + 1) B) 70
C) 68
C) 20 + 4 5 D) 66
D) 45 E) 64
E) 50

79

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

04. A tabela a seguir apresenta dados sobre a quantidade de lixo


Aula 22:
produzida por 25 apartamentos de um condomínio.
Aula Lixo produzido em kg
Revisão II
22 kg Apartamentos
1 3 1
3 5 3

Exercícios de Fixação 5 7 ?
7 9 7

01. Uma fábrica de tratores agrícolas, que começou a produzir em 9 11 9


2010, estabeleceu como meta produzir 20.000 tratores até o
final do ano de 2025. O gráfico a seguir mostra as quantidades É correto afirmar que a produção média de lixo por apartamento
de tratores produzidos no período 2010-2017. nesse condomínio é
A) entre 9 e 10 kg.
FÁBRICA BOA SAFRA B) menor que 5 kg.
Quantidade anual de tratores fabricados C) entre 8 e 9 kg.
D) entre 7 e 8 kg.
E) maior que 10 kg.
1.140 1.210
1.070
930 1.000 05. Em um triângulo ABC, BC= 12 cm e a mediana relativa a esse
790 860
720 lado mede 6 cm. Sabendo-se que a mediana relativa ao lado
AB mede 9 cm, qual a área desse triângulo?
A) 35 cm2
B) 2 35 cm2
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
Desenho ilustrativo fora de escala C) 6 35 cm2

35
Admitindo que a quantidade de tratores produzidos evolua D) cm2
nos anos seguintes, segundo a mesma razão de crescimento 2
do período 2010-2017, é possível concluir que a meta prevista E) 3 35 cm2
A) deverá ser atingida, sendo superada em 80 tratores.
B) deverá ser atingida, sendo superada em 150 tratores. 06. Os centros de dois círculos distam 25 cm. Se os raios desses
C) não deverá ser atingida, pois serão produzidos 1.850 tratores círculos medem 20 cm e 15 cm, a medida da corda comum a
a menos. esses dois círculos é
D) não deverá ser atingida, pois serão produzidos 150 tratores A) 12 cm
a menos. B) 24 cm
E) não deverá ser atingida, pois serão produzidos 80 tratores C) 30 cm
a menos. D) 32 cm
E) 26 cm
02. O volume de uma esfera inscrita em um cubo com volume 216
cm3 é igual a 07. Na figura a seguir ABCD é um retângulo, ABMN é um quadrado
A) 38π cm3 eMD é um arco da circunferência de centro A e raio AM. O
B) 36π cm3 valor de tgθ é:
C) 34π cm3
B M C
D) 32π cm3
E) 30π cm3

03. Um professor de matemática aplica três provas em seu curso


(P1, P2, P3), cada uma valendo de 0 a 10 pontos. A nota final do
aluno é a média aritmética ponderada das três provas, sendo
θ
que o peso da prova Pn é igual a n2. Para ser aprovado na
A N D
matéria, o aluno tem que ter nota final maior ou igual a 5, 4.
De acordo com esse critério, um aluno será aprovado nessa
disciplina, independentemente das notas tiradas nas duas A) 3
primeiras provas, se tirar na P3, no mínimo, nota
B) 3
A) 7,6
2
B) 7,9
C) 8,2 C) 2
D) 8,4 D) 2
E) 8,6 2

80

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

08. Considere o triângulo com ângulos internos x, 45° e 120°. O 12. Na figura a seguir, o raio da circunferência de centro O
valor de tg2(x) é igual a 25
é cm e a corda MP mede 10 cm.
A) 3 − 2 2
B) 4 3 − 7 P
C) 7 – 4 3
D) 2 – 3
E) 2 – 4 3
M N
Q O
09. Determine o volume (em cm ) de uma pirâmide retangular
3

de altura “a“ e lados da base “b“ e “c“ (a, b e c em


centímetros), sabendo que a + b + c = 36 e “a“, “b“ e “c“
são, respectivamente, números diretamente proporcionais a 6,
4 e 2. desenho ilustrativo – fora de escala
A) 16 D) 432 A medida, em centímetros, do segmento PQ é
B) 36 E) 648 25
C) 108 A) D) 21
2
10. Corta-se de uma circunferência de raio 4 cm, um setor circular B) 10 E) 2 21
de ângulo π rad (ver desenho ilustrativo), onde o ponto C é o C) 5 21
2
centro da circunferência. Um cone circular reto é construído a 13. Se o perímetro de um triângulo equilátero inscrito em um círculo
partir desse setor circular ao se juntar os raios CA e CB. é 3 cm, a área do círculo (em cm2) é igual a
π
A) D) 3 3π
3
B) 3π E) 81π
C) π
C

25 11 2 3 25 11 2
14. O número real 3 + + − pertence ao conjunto
8 4 8 4
A B A) [–5, –3)
B) [–3, –1)
desenho ilustrativo – fora de escala C) [–1, 1)
D) [1, 3)
O volume desse cone, em cm3, é igual a E) [3, 5)
3 15
A) π D) π
3 5 15. Considere o seguinte procedimento: em uma circunferência
de diâmetro 2R, inscreve-se um hexágono regular para, em
B) 3 E) 5 seguida, inscrever neste polígono uma segunda circunferência.
π π
5 5 Tomando esta nova circunferência, o processo é repetido
gerando uma terceira circunferência. Caso este procedimento
C) 15 seja repetido infinitas vezes, a soma dos raios de todas as
π
3 circunferências envolvidas nesse processo é igual a:

11. Na figura a seguir, ABCD é um retângulo e θ = 60° é um


dos ângulos formados pelas diagonais. Se a e b são,
respectivamente, os lados CD e BC, pode-se dizer que:

B b C
2R

θ a

A D
desenho ilustrativo – fora de escala
A) b = 3 a  3
3
A) 2R 1+
 2  (
D) R 2 + 3 )
B) b = a
2  3  3
B) 4R 1+  E) 2R 1+
C) a = 3 b  2   4 

3  3
D) a = b C) 4R 1+ 
2  4 

81

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Aula 23:

A) 3 5
Aula
Revisão III B) 6 5
23 5
C) 6 5

D) 12 5
5
Exercícios
E) 12 5

01. As medidas das arestas de um paralelepípedo retângulo são 05. Na figura a seguir temos uma espiral formada pela união de
diretamente proporcionais a 3, 4 e 5 e a soma dessas medidas infinitos semicírculos cujos centros pertencem ao eixo das
é igual a 48 cm. Então a medida da sua área total, em cm2, é abscissas. Se o raio do primeiro semicírculo (o maior) é igual a
A) 752 1 e o raio de cada semicírculo é igual à metade do semicírculo
B) 820 anterior, o comprimento da espiral é igual a
C) 1.024 A) π y
D) 1.302 B) 2 π
E) 1.504 C) 3 π
D) 4 π
02. Um recipiente cilíndrico, cujo raio da base tem medida R, E) 5 π
contém água até uma certa altura. Uma esfera de aço é
mergulhada nesse recipiente ficando totalmente submersa,
sem haver transbordamento de água. Se a altura da água subiu 1 2 x
9
R, então o raio da esfera mede:
16 desenho ilustrativo – fora de escala

2 1 06. Um cone de revolução tem altura 4 cm e está circunscrito a uma


A) R D) R
3 3 esfera de raio 1 cm. O volume desse cone (em cm3) é igual a
9 1 8
B)
3
E) R A) π D) π
R 3 3
4 16
2
C) 4 R B)
3
π E) 3π
9
C) 4 π
03. Na figura a seguir, r//s e r, s, t são tangentes ao círculo PQ = 3 cm 3
e MN = 8 cm. A área do círculo, em cm2, é igual a: ˆ = α, AC = 3
07. No triângulo ABC da figura, retângulo em A, ABC
r P Q e AB = tg α.
C

s M N • α
A B
tg α
A) 24π
B) 26π Então, o perímetro do triângulo vale:
C) 28π A) 3 + 4 D) 2 2 + 3
D) 30π B) 2 3 + 4 E) 3 2 + 4
04. Na figura a seguir, a circunferência de raio 3 cm tangencia três C) 3 3 + 3
lados do retângulo ABCD. Sabendo que a área deste retângulo
é igual a 72 cm2, a medida do segmento EF, em cm, é igual a  π 1
08. Se α está no intervalo 0,  e satisfaz sen4 α − cos 4 α = ,
A B  2 4
então o valor da tangente de α é:
3
A) D) 7
F 5 3
5
E B)
3
D C 3
desenho ilustrativo – fora de escala
C)
7

82

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

09. Considere um prisma regular reto de base hexagonal tal que a 13. Uma pizza circular será fatiada, a partir do seu centro, em
3 setores circulares. Se o arco de cada setor medir 0,8 radiano,
razão entre a aresta da base e a aresta lateral é . Aumentando-se obtém-se um número máximo N de fatias idênticas, sobrando
3
no final uma fatia menor, que é indicada na figura por fatia N
a aresta da base em 2 cm e mantendo-se a aresta lateral, o
+ 1.
volume do prisma ficará aumentado de 108 cm3. O volume
do prisma original é
A) 18 cm3
B) 36 cm3
C) 18 3 cm3
fatia 2
D) 36 3 cm3
E) 40 cm3
fatia 1
10. Na figura, ABC é um triângulo retângulo em A, ADEF é
150 100
um quadrado, AC = cm e AB = cm. Determine o fatia N + 1
π π
comprimento do círculo inscrito no quadrado ADEF, em cm. fatia N
A D
C Considerando π = 3,14, o arco da fatia N + 1, em radiano, é:
A) 0,74
B) 0,72
C) 0,68
D) 0,56
F E E) 0,34

14. Considere o triângulo ABC a seguir, retângulo em C, em que


B BÂC = 30°. Nesse triângulo está representada uma sequência
de segmentos cujas medidas estão indicadas por L1, L2, L3, ...., Ln,
A) 60
em que cada segmento é perpendicular a um dos lados do
B) 54
ângulo de vértice A.
C) 50
D) 48
E) 36 B

11. Considere que uma laranja tem a forma de uma esfera de raio
4 cm, composta de 12 gomos exatamente iguais. A superfície
total de cada gomo mede:
43 π 2 L1 L2
A) cm
3 L3 L4
B) 4 π cm2
3

9
30°
42 π 2
C) cm C A
3
42 π 2
D) cm
9 L9
E) 43π cm2 O valor é
L1

12. Em um treinamento da arma de Artilharia, existem 3 canhões 27 3


A)
A, B e C. Cada canhão, de acordo com o seu modelo, tem 128
um raio de alcance diferente e os três têm capacidade de giro
horizontal de 360°. Sabendo que as distâncias entre A e B é de 1
9 km, entre B e C é de 8 km e entre A e C é de 6 km, determine, B)
128
em km2, a área total que está protegida por esses 3 canhões,
admitindo que os círculos são tangentes entre si. 81
C)
A) 23 π D) 195 π 256
2 4

B) 23 π E)
529
π D) 27
4 4 64
385 1
C) π E)
8 256

83

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

15. A figura espacial representada a seguir, construída com hastes de 02. A figura a seguir ropresenta a planificação do um tronco de cone
plástico, é formada por dois cubos em que, cada vértice do cubo reto com a indicação das medidas dos raios das circunferências
maior é unido a um vértice correspondente do cubo menor por das bases e da geratriz. A medida da altura desse tronco de cone é
uma aresta e todas as arestas desse tipo têm a mesma medida.
6 cm
13 cm

11 cm

desenho ilustrativo – fora de escala

A) 13 cm
Se as arestas dos cubos maior e menor medem, respectivamente, B) 12 cm
8 cm e 4 cm, a medida de cada uma das arestas que ligam os C) 11 cm
dois cubos é D) 10 cm
A) 6 2 cm D) 4 3 cm E) 9 cm

B) 3 2 cm E) 6 3 cm 03. Os triângulos A1B1C1, A2B2C2, A3B3C3, ilustrados a seguir,


C) 2 3 cm possuem perímetros p1,p2,p3, respectivamente. Os vértices
desses triângulos, a partir do segundo, são os pontos médios
dos lados do triângulo anterior.
Aula 24:

C1
Aula
Revisão IV
24
B2 C3 A2

Exercícios A3 B3

A1 C2 B1
01. Na figura a seguir está representado um sólido geométrico de
9 faces, obtido a partir de um cubo e uma pirâmide. Sabendo Admita que A1B1 = B1C1 = 7 e A1C1 = 4.
que todas as arestas desse sólido têm medida l, então as
Assim, (p1, p2, p3) define a seguinte progressão:
medidas da altura (distância do ponto V à face ABCD) e da
superfície total desse sólido são, respectivamente,
A) aritmética de razão = – 8
B) aritmética de razão = – 6
V
1
C) geométrica de razão =
2
H G D) geométrica de razão = 1
4
E
F
04. No triângulo ABC exibido na figura a seguir, AD é a bissetriz
D
C do ângulo interno em A, e AD = DB .

A  C
B
60° D
 2
 2 + 2
A) l 
 2 
 el
2
( 3+4 ) D) l   el
 2 
2
( )
3 +5

 2 + 2  3  3 
B) l 
 2 
 el
2
( )
3 +5 E) l 
 2  e l  4 + 4

2

 
A B

O ângulo interno em A é igual a


 3 + 2  3 
C) l   e l2  + 5 A) 60° C) 80°
 2   4  B) 70° D) 90°

84

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

05. O Tangram é um quebra-cabeça chinês que contém sete peças: Assim, o valor de E · D + A · C é igual a
um quadrado, um paralelogramo e cinco triângulos retângulos A) 35
isósceles. Na figura, o quadrado ABCD é formado com as peças B) 33
de um Tangram. C) 31
D) 29
D C E) 27

P 11. Na divisão de um número natural n por 12, o resto é igual a 7


e o número natural r é o resto da divisão do mesmo número
R por 4. Então, o valor de (7 + r) é igual a:
N A) 12
B) 11
S C) 10
T
D) 13

A M B
12. O número de divisores positivos de 102015 que são múltiplos
Observe os seguintes componentes da figura: de 102000 é
– NP – lado do quadrado; A) 152 D) 256
– AM – lado do paralelogramo; B) 196 E) 276
– CDR e ADR – triângulos congruentes, bem como CNP e RST. C) 216

A razão entre a área do trapézio AMNP e a área do quadrado 13. Três alunos, X, Y e Z, estão matriculados em um curso de inglês.
ABCD equivale a: Para avaliar esses alunos, o professor optou por fazer cinco
3
A) C) 3 provas. Para que seja aprovado nesse curso, o aluno deverá ter
32 16 a média aritmética das notas das cinco provas maior ou igual
5 5 a 6. Na tabela, estão dispostas as notas que cada aluno tirou
B) D) em cada prova.
32 16
1ª 2ª 3ª 4ª 5ª
06. O número de divisores inteiros e positivos do número 20182 – 20172 é Aluno
Prova Prova Prova Prova Prova
A) 8 C) 10
B) 14 D) 12 X 5 5 5 10 6
07. A soma dos quatro algarismos distintos do número N = abcd, é 16. Y 4 9 3 9 5
A soma dos três primeiros algarismos é igual ao algarismo da Z 5 5 8 5 6
unidade e o algarismo do milhar é igual à soma dos algarismos
da centena e da dezena. O produto dos algarismos da dezena Com base nos dados da tabela e nas informações dadas,
e da centena é ficará(ão) reprovado(s)
A) 4 C) 2
A) apenas o aluno Y.
B) 3 D) 1
B) apenas o aluno Z.
08. No armazém de uma pastelaria, há 6 tonéis distintos de 15, C) apenas os alunos X e Y.
16, 18, 19, 20 e 31 litros. Um tonel está cheio de nata e os D) apenas os alunos X e Z.
restantes estão cheios de leite ou de chocolate líquido, havendo, E) os alunos X, Y e Z.
no total, duas vezes mais leite do que chocolate.
14. O número mínimo de cubos de mesmo volume e dimensões
A capacidade do tonel que tem a nata é de inteiras, que preenchem completamente o paralelepípedo
A) 16 litros. C) 19 litros. retângulo da figura, é
B) 18 litros. D) 20 litros.
09. Uma mulher tem três filhas matriculadas regularmente no Ensino
Fundamental. O produto da sua idade com as idades de suas
3 filhas é 37.037. Desta forma, pode-se afirmar que a diferença 8
entre as idades de sua filha mais velha e sua filha mais nova é 20
A) 4 D) 7 36
B) 5 E) 8
C) 6 A) 64
B) 90
10. A conta armada a seguir indica a adição de três números naturais, C) 48
cada um com três algarismos, resultando em um número natural D) 125
de quatro algarismos. Os algarismos que compõem os números E) 100
envolvidos na conta, indicados pelas letras A,C, D e E, representam
números primos distintos entre si. 15. Qual o expoente da maior potência de 3 que divide 27030?
AEC A) 70
+ CDD B) 80
EAE C) 90
D) 100
1CDC E) 110

85

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

05. Um pedaço de papel, em forma retangular, tem vértices nos


pontos A, B, C e D, conforme mostra a figura. Dobra-se o papel
Aula 25:

Aula de tal forma que o vértice C fique sobre o lado AD. Sabendo
Revisão V
25 que AB = 6 cm e cosθ = 3 , calcule, em centímetros, o
comprimento da dobra BE. 2
A B
A) 10
B) 9
θ
C) 8
Exercícios de Fixação D) 7
E) 6

01. Um número é chamado “perfeito“ se ele for igual a soma de


seus divisores, excluindo ele mesmo. D E C

Se S = 2n – 1 é um número primo, então o número P = 2n–1 · S 06. Na figura a seguir, o triângulo ABC é subdividido, em triângulos
será um número “perfeito“. menores, pelos segmentos de reta AQ, BP e CM, sendo O o
A magia do Números/ Paul Karlson. Adaptado. ponto de encontro destes. Se os triângulos AOM, AOP, BOQ
e COQ possuem áreas iguais a 6 cm2, 4 cm2, 4 cm2 e 2 cm2,
respectivamente, determine a área do triângulo ABC.
Sabendo que o número 496 é um número “perfeito“, os valores A) 24
de n e S são, respectivamente C
B) 23
A) 5 e 31 C) 22
B) 5 e 29 D) 21 Q
C) 3 e 29 P
E) 20
D) 3 e 31 o

02. A raiz quadrada da diferença entre a dízima periódica 0,444... e A M B


10 vezes
  07. O algarismo da unidade do resultado de
o decimal de representação finita 0, 444
 ...
12 3 4 é igual a 1 dividido
1! – 2! + 3! – 4! + 5! – ... + 999! é
por:
A) 90.000 A) 0 D) 3
B) 120.000 B) 1 E) 4
C) 150.000 C) 2
D) 160.000 08.
E) 220.000 A avaliação de rendimento de alunos de um curso
universitário baseia-se na média ponderada das notas obtidas
03. Sobre o natural 230 –1, é incorreto afirmar que ele é: nas disciplinas pelos respectivos números de créditos, como
A) divisível por 215 –1 mostra o quadro:
B) divisível por 220 + 210 + 1
C) divisível por 215 + 1 Avaliação Média de notas (M)
D) divisível por 210 – 1 Excelente 9 < M < 10
E) um número primo Bom 7<M<9
04. No trapézio isósceles ABCD (figura a seguir) é conhecido que a Regular 5<M<7
medida da base maior AB é o dobro da medida da base menor Ruim 3<M<5
CD e que o ângulo α mede 60°. Se a medida da base CD é
Péssimo M<3
2 4 3 cm, determine em cm2, a área do trapézio.
Quanto melhor a avaliação de um aluno em determinado
D C período letivo, maior sua prioridade na escolha de disciplinas
para o período seguinte.
Determinado aluno sabe que se obtiver avaliação
“Bom” ou “Excelente’’ conseguirá matrícula nas disciplinas que
deseja. Ele já realizou as provas de 4 das 5 disciplinas em que
está matriculado, mas ainda não realizou a prova da disciplina
α I, conforme o quadro.
A B Disciplinas Notas Número de créditos
I 12
A) 9
II 8,00 4
B) 8
C) 7 III 6,00 8
D) 6 IV 5,00 8
E) 5
V 7,50 10

86

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Para que atinja seu objetivo, a nota mínima que ele deve 11. Para determinar a ordem de largada numa corrida de automóveis,
conseguir na disciplina I é dez pilotos participarão de um treino classificatório no dia anterior
A) 7,00 D) 8,25 à corrida. Pelo regimento, para cada piloto, faz-se a tomada de
B) 7,38 E) 9,00 tempo em três voltas no circuito, e a primeira posição no grid de
C) 7,50 largada pertencerá àquele piloto que obtiver a menor média desses
três tempos. Nove pilotos já terminaram as voltas classificatórias no
09. Embora pouco conhecida, a “média harmônica“ é utilizada circuito, e o piloto X ainda vai realizar sua última volta. Os dados
em várias situações do dia a dia. Por exemplo, para calcular e a média de cada piloto estão na tabela.
a velocidade média em um percurso que é feito metade da
TEMP (MIN.) NAS VOLTAS CLASSIFICATÓRIAS DE
distância com velocidade v1 e a outra metade com velocidade v2.
CADA PILOTO E SUAS MÉDIAS
Podemos definir a média harmônica entre dois valores não nulos Piloto 1ª volta 2ª volta 3ª volta Média
1 1 1 1
x e y, como sendo o número H, tal que: + = + . I 1,42 1,62 1,49 1,51
H H x y
II 1,36 1,49 1,68 1,51
Utilizando a definição acima, encontre uma expressão algébrica III 1,53 1,44 1,53 1,50
destacando H em função de x e y. IV 1,53 1,50 1,50 1,51
A) H = xy
V 1,50 1,47 1,53 1,50

B) H = x + y VI 1,60 1,67 1,56 1,61


2 VII 1,41 1,63 1,46 1,50

C) H = 2xy VIII 1,48 1,50 1,49 1,49


x+y IX 1,70 1,77 1,63 1,70
x +y
2 2
X 1,57 1,50 ***** *****
D) H =
2
Qual o tempo, em minuto, a ser batido pelo último piloto, na
E) H = x + y terceira volta, que lhe garanta a primeira posição no grid de
4 largada?
A) 1,36 D) 1,50
10. Na figura a seguir, a equação da circunferência é x2 + y2 = 3 e a B) 1,40 E) 1,51
C) 1,49
reta suporte do segmento MN tem coeficiente angular igual
a 3.
12. As raízes da equação x2 – px + q = 0, onde p e q são
constantes, são os cubos das raízes da equação x2 + x + 1 = 0.
y
Determine a soma p + q.
A) 1 D) 4
B) 2 E) 5
N
P
C) 3

13. O valor exato de 32 + 10 7 + 32 − 10 7 é:


M O A) 12 D) 9
x
B) 11 E) 8
C) 10

14. A distribuição de frequência a seguir refere-se à exportação de


Desenho ilustrativo fora de escala soja realizada por uma Cooperativa no mês de abril.

O volume do sólido gerado pela rotação do trapézio MNPO em


relação ao eixo y é Toneladas
xi fi
3π exportadas
A)
8
1 10 20 3
21π
B)
8 2 20 30 2
9π 3 3 30 40 8
C)
8
4 40 50 10
D) 24 π 3
7 5 50 60 7
63π 3 ∑ fi = 30
E)
8
Dados fictícios

87

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática I

Com base nos dados apresentados anteriormente, a mediana


da distribuição pertence à
A) 1ª classe
B) 2ª classe
C) 3ª classe
D) 4ª classe
E) 5ª classe

15. Um garoto dispõe de um único exemplar de cada poliedro


de Platão existente. Para brincar, ele numerou cada vértice,
face e aresta de cada poliedro sem repetir nenhum número.
Em seguida, anotou esses números no próprio poliedro.
Se ele sortear um dos números usados, aleatoriamente,
qual será a probabilidade de o número sorteado representar
um vértice?
5
A)
9

B) 5
14
1
C)
3
5
D)
19
E) 1
10

Anotações

88

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Aula 01:

Exercícios Resolvidos
Aula
Fatorial
01 01. Simplifique as seguintes expressões:
12!
A)
11!
Introdução 12! 12 ⋅ 11!
= = 12
11! 11!
Às vezes, contar não é uma tarefa muito fácil. Certas
contagens, se feitas uma a uma, além de exaustivas, mostram-se
B)
(n + 5)!
inviáveis. Por exemplo, como calcular quantos cartões da (n + 3)!
Mega-sena, no mínimo, devemos fazer, marcando em cada cartão
seis dezenas dentre sessenta possíveis, para se ter certeza absoluta (n + 5)! = (n + 5) (n + 4 ) (n + 3)! = n2 + 9n + 12
de ser premiado? Financeiramente, compensa fazer isso? Usando (n + 3)! (n + 3)!
três letras e quatro algarismos, as placas diferentes que podem
8!+ 6!
ser formadas são suficientes para emplacar toda a frota de uma C)
cidade com um milhão de veículos? Para um banco que tem 200 9!− 8!
mil clientes, senhas de segurança criadas aleatoriamente para seus 8!+ 6! 8 ⋅ 7 ⋅ 6!+ 6! 6!(56 + 1) 57
= = =
clientes, com seis dígitos, em que três, e somente três dígitos, são 9!− 8! 9 ⋅ 8 ⋅ 7 ⋅ 6!− 8 ⋅ 7 ⋅ 6! 6!(504 − 56) 448
iguais e apareçam juntos, são suficientes?
Para resolver problemas de contagem em que interessa-nos 4 ⋅ n!+ 8 ⋅ (n − 1)!
D)
apenas quantos elementos são, e não necessariamente quais são n!− (n − 1)!
esses elementos, como no caso dos problemas anteriores, é que 4 ⋅ n!+ 8 ⋅ (n − 1)! 4 ⋅ n ⋅ (n − 1)!+ 8 ⋅ (n − 1)!
foram criadas as técnicas de contagem. Estudaremos os seguintes = =
n!− (n − 1)! n(n − 1)!− (n − 1)!
métodos de contagem: princípio fundamental da contagem,
permutação (simples e com repetição), arranjo e combinação. 4 ⋅ (n − 1)![n + 2] 4 ⋅ [n + 2]
Ao campo da Matemática que se ocupa das técnicas de contagem =
(n − 1)![n − 1] n −1
chamamos de Análise Combinatória.
Antes, porém, do estudo dessas técnicas de contagem,
02. Se n é um número natural, resolva a seguinte equação:
convém conhecer e saber trabalhar com uma ferramenta
matemática de relevante importância: o fatorial. ( 4n)!− ( 4n − 1)! 23
=
( 4n)! 24
Fatorial de um número natural Solução:
Dado um número natural n, definimos o fatorial de n (ou n ( 4n)!− ( 4n − 1)! 23 ( 4n)( 4n − 1)!− ( 4n − 1)! 23
= ⇒ =
fatorial), cuja representação é n!, por meio das relações: ( 4n)! 24 ( 4n)( 4n − 1)! 24
1ª) Se n = 0, 0! = 1 (lê-se: o fatorial de zero é igual a um ou zero ( 4n − 1)![4n − 1] 23 [4n − 1] 23
fatorial é igual a um); = ⇒ = ⇒ 96n − 24 = 92n ⇒
( 4n)( 4n − 1)! 24 ( 4n) 24
2ª) Se n = 1, 1! = 1;
3ª) Se n ≥ 2, n! = n · (n – 1) · (n – 2) · . . . · 3 · 2 · 1 (produto dos n=6
n primeiros naturais positivos). Resposta: S = {6}
Exemplos:
A) 2! = 2 · 1 = 2

B) 3! = 3 · 2 · 1 = 6 Exercícios
(note: 3! = 3 ⋅ 2 ⋅ 1 , ou seja, 3! = 3 · 2!)

2!
C) 4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24 3!( x − 1)! 182( x − 2)!− x!
01. (EsPCEx) A solução da equação = é
4( x − 3)! 2( x − 2)!
(note: 4! = 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1 , ou seja, 4! = 4 · 3! e, também, um número natural
 A) maior que nove.
4! = 4 · 3 · 2!) 3!
B) ímpar.
D) 5! = 5 · 4 · 3 · 2 · 1 = 120 C) cubo perfeito.
D) divisível por cinco.
(note: 5! = 5 · 4!, 5! = 5 · 4 · 3! e 5! = 5 · 4 · 3 · 2!)
E) múltiplo de três.
Em geral, se n é um número natural, da definição decorre que:
02. (EsPCEx) Determine o algarismo das unidades da seguinte
n! = n · (n – 1)!, para n ≥ 2; 2016
soma S = ∑ n! , em que n! é o fatorial do número natural n.
n! = n · (n – 1) · (n – 2)!, para n ≥ 3; n=1
A) 0 B) 1
n! = n · (n – 1) · (n – 2) · (n – 3)!, para n ≥ 4. C) 2 D) 3
E) 4

89

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

03. (UFF-RJ) O produto 20 ∙ 18 ∙ 16 ∙ 14 ∙ ... ∙ 6 ∙ 4 ∙ 2 é equivalente a: 11. Defina na!, para n e a inteiros positivos, como na! = n ∙ (n – a) ∙
(n – 2a) ∙ (n – 3a) ∙ ... · (n – ka), para todo k inteiro e positivo
20!
A) D) 210 · 10! e n > ka.
2 728 !
20! Então o quociente é igual a:
B) 2 · 10! E) 182 !
10!
A) 45 D) 49
20!
C) B) 46 E) 412
210 C) 48
04. Resolve-se cem vezes a equação 1! + 2! + 3! + ... + n! = y2 no 12. (UFC) Dentre os cinco números a seguir, aquele que representa
conjunto dos números inteiros, atribuindo valores de 1 a 100 a melhor aproximação para a expressão: 2 ∙ 2! + 3 ∙ 3! + 4 ∙ 4!
a n. As soluções inteiras em y encontram-se no intervalo: + 5 ∙ 5! + 6 ∙ 6! é:
A) [–8, 0] D) [–3, 5] A) 5 030 D) 5 058
B) [–4, 1] E) [–5, –1] B) 5 042 E) 5 070
C) [–2, 6] C) 5 050
6 ⋅ 12 ⋅ 18 ⋅ 24 ⋅ ... ⋅ 300 (n + 1)!− n!
05. (UFRJ) Considere a equação = 216n . 13. (Esc. Naval) Se an = , então a1997 é:
50! n2 [(n − 1)!+ n!]
O valor de n real, que verifica essa igualdade, é:
1 25 1 997
A) D) A) D) 1 997
3 3 1 996
3 50 1
B) E) B) E) 1
2 3 1 998
15 C) 1 998!
C)
2
 n! π  14. (PUC-RS) A soma das raízes da equação (x + 1)! = x2 + x é:
06. Qual o menor valor do número natural n, tal que sen  = 0? A) 0 D) 3
 5 040 
B) 1 E) 4
A) 4
C) 2
B) 5
C) 6
15. Em quantos zeros termina 2 018!?
D) 7
A) 504 D) 501
E) 8
B) 503 E) 500
C) 502
07. Simplificando a expressão (m + 1) ∙ m! – m!, obtemos m ∙ m!.
Como base nesse fato, podemos inferir que o valor da expressão
S = 1 ∙ 1! + 2 ∙ 2! + 3 ∙ 3! + 4 ∙ 4! + ... + 100 ∙ 100! é: Aula 02:

A) 101! Aula Princípio fundamental da contagem


B) 101! – 100
C) 101! + 100 02 (Princípio Multiplicativo)
D) 101! – 1
E) 101! + 1

08. (UFC) Seja n um número inteiro e positivo. Se (n!)2 = 14 400, Introdução


então n3 + n é igual a:
Dentre as técnicas de contagem, a fundamental e bastante
A) 130 C) 350
intuitiva é o princípio fundamental da contagem (P.F.C.), que
B) 222 D) 520
apresentaremos por meio de exemplos.

09. Se f (n) =
(n
2
− 1) ⋅ n!
, então f(2 019) é igual a:
Exemplo 1:
(n + 1)! Tenho 3 blusas – uma verde (V), uma azul (A) e uma branca
1 (B) – e duas calças – uma preta (P) e uma branca (B). De quantas
A) D) 2 019
2 020 maneiras diferentes posso me vestir?
1 Blusas Calças
B) E) 2 020
2 017
V
C) 2 018
P
10. (Fuvest) O valor de m na expressão 9 ∙ (2m)! = 2m ∙ m! ∙ 1 ∙ 3 ∙ A
5 ∙ 7 ∙ ... ∙ (2m + 1) é igual a:
A) 1 D) 4 B
B) 2 E) 5 B
C) 3

90

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Matemática II

Maneiras de vestir-me: Quantos subconjuntos tem o conjunto A = {1, 3, 4}?


(V, P); (V, B); (A, P); (A, B); (B, P) e (B, B). Comentários:
Existem, portanto, 6 maneiras diferentes de vestir-me. Formar um subconjunto de A é formar um conjunto em que cada
Note que para cada blusa escolhida, existem duas possibilidades um dos elementos de A (1, 2 e 3) pode ou não participar de sua
para a escolha da calça (preta ou branca). Como são 3 blusas formação. São, por exemplo, subconjuntos de A:
diferentes, tenho: S1 = {1, 4}, onde 1 ∈ S1; 3 ∉ S1 e 4 ∈ S1
3 · 2 = 6 maneiras diferentes de vestir-me. S2 = {3}, onde 1 ∉ S2; 3 ∈ S2 e 4 ∉ S2
S3 = {1, 3, 4}, onde 1 ∈ S3, 3 ∈ S3 e 4 ∈ S3
Eis o que diz o princípio fundamental da contagem:
S4 = ∅, onde 1 ∉ S4, 3 ∉ S4 e 4 ∉ S4
Observações:
Observe que cada elemento de A pode fazer parte ou não de um
“Se uma ação é composta de duas etapas sucessivas, subconjunto de A. Assim, formar um subconjunto de A é uma ação
sendo que a primeira pode ser feita de m modos e, para cada um composta de três etapas, cada etapa com duas possibilidades, pois A
destes, a segunda pode ser feita de n modos, então o número tem três elementos, e para cada elemento temos duas possibilidades:
de modos de realizar a ação é dado pelo produto m · n”. pertencer ou não pertencer ao subconjunto.
No caso das ações com mais de duas etapas, o número
de modos da ação ocorrer é o produto dos números de Solução:
possibilidades das respectivas etapas. Usando o princípio fundamental da contagem, temos:

No exemplo 1 anterior, a ação (vestir-se) é composta de duas Elemento Elemento Elemento


etapas: a escolha da blusa (3 possibilidades) e a escolha da calça 1 3 4
(2 possibilidades). Daí, pelo P.F.C., temos:
Possibilidades: 2 · 2 · 2 = 23 = 8
Blusas Calças
Note:
Cada etapa tem duas possibilidades (o elemento pode pertencer
Possibilidades: 3 · 2 = 6 modos de vestir-me
ou não pertencer ao subconjunto).

Observações: Resposta: A tem 8 subconjuntos.


Caso tivéssemos que escolher, além da blusa e da calça, É fácil deduzir que se A tem n elementos, então ele terá, pelo P.F.C.,
um par de tênis, dentre quatro pares possíveis, o número de 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ ... ⋅ 2 = 2n subconjuntos.

vestimentas passaria a ser 3 · 2 · 4 = 24, pois, para cada um dos n vezes
6 modos do exemplo 1 anterior, temos 4 possibilidades para a
escolha do par de tênis (6 · 4 = 24). Em símbolos:

N(A) = n ⇒ N(P(A)) = 2n
Exemplo 2:
(Leia: Se o número de elementos de A é igual a n, então
Uma igreja tem 7 portas. De quantas maneiras diferentes pode uma
o número de elementos do conjunto das partes de A é igual a 2
pessoa entrar por uma porta e sair por outra?
elevado a n.)
Comentários: Nessa sentença, tem-se:
P(A): Conjunto das partes de A, ou seja, conjunto cujos elementos
Temos, aqui, uma ação composta de duas etapas: a escolha da são os subconjuntos de A.
porta para entrar, com 7 possibilidades (a pessoa poderá entrar por N(P(A)): Número de elementos do conjunto das partes de A ou
qualquer uma das 7 portas), e a escolha da porta para sair, com 6 número de subconjuntos de A.
possibilidades (a pessoa poderá sair por qualquer das portas, exceto
Exemplo 4:
a que usou para entrar).
De quantas maneiras podemos colorir o seguinte mapa, utilizando
Solução: somente 4 cores (azul, amarelo, verde e violeta), com a condição
Utilizando o princípio fundamental da contagem (P.F.C.), temos: de que as províncias vizinhas tenham cores diferentes?

Entrar Sair

Possibilidades: 7 · 6 = 42

Resposta: 42 maneiras.

Exemplo 3:

91

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Matemática II

Solução: Daí, A tem 63 · 9 elementos, ou seja, n = 63 · 9.


Chamando as províncias de A, B, C, D e E, temos: n 63 ⋅ 9
Portanto, = = 6 ⋅ 9 = 54
1º Para pintar a primeira província (A), pode-se usar qualquer uma 36 62
das 4 cores;
2° Para pintar a segunda província (B), só não se pode usar a cor Resposta: 54
utilizada na província A. As outras 3 podem;
3° Para pintar a terceira província (C), não se pode usar as cores
utilizadas nas províncias A e B (vizinhas de C. As outras duas
podem;
Exercícios
4° Para pintar a quarta província (D), não se pode usar as cores
utilizadas nas províncias B e C, mas já se pode utilizar a cor da
01. (EsPCEx) Para se ter acesso a um arquivo de computador, é
província A. Portanto, duas cores podem ser utilizadas em D; necessário que o usuário digite uma senha de 5 caracteres, na
5° Para pintar a quinta província (E), pode-se usar qualquer das quatro qual os três primeiros são algarismo distintos, escolhidos de
cores, exceto a cor da província D. Portanto, três cores podem 1 a 9, e os dois últimos caracteres são duas letras, distintas ou
ser utilizadas em D. não, escolhidas dentre as 26 do alfabeto. Assim, o número
de senhas diferentes, possíveis de serem obtidas por esse
E processo, é
A) 327650
D B) 340704
C
C) 473805
D) 492804
B E) 501870
A
02. (EsPCEx) Um grupo é formado por oito homens e cinco
mulheres. Deseja-se dispor essas oito pessoas em uma fila,
conforme figura abaixo, de modo que as cinco mulheres
ocupem sempre as posições 1, 2, 3, 4 e 5, e os homens as
Então, pelo P.F.C., obtemos: posições 6, 7 e 8. Quantas formas possíveis de fila podem ser
formadas obedecendo essas restrições?
A B C D E

1 2 3 4 5 6 7 8
Possibilidades: 4 · 3 · 2 · 2 · 3 = 144 figura ilustrativa – fora de escala

Resposta: 144 maneiras diferentes. A) 56


B) 456
Exemplo 5: C) 40 320
D) 72 072
(UFC – Adaptada) Um número natural é divisível por 4 quando E) 8 648 640
os seus dois últimos algarismos da direita (dezenas e unidades)
formarem um número múltiplo de 4. Seja A o conjunto dos números 03. (EsPCEx) Duas instituições financeiras fornecem senhas para
seus clientes, construídas segundo os seguintes métodos:
inteiros positivos divisíveis por 4 e de cinco dígitos que se podem
formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Se n é o número de 1a instituição: 5 caracteres distintos formados por elementos
n do conjunto {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9};
elementos de A, determine o valor de .
36 2a instituição: 6 caracteres distintos formados por duas letras,
dentre as vogais, na primeira e segunda posições da senha,
Solução:
seguidas por 4 algarismos dentre os elementos do conjunto
Como o enunciado não especificou, os algarismos de um elemento {3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}.
de A podem ser repetidos ou não. As possíveis terminações para um
Para comparar a eficiência entre os métodos de construção
elemento de A são 12, 16, 24, 32, 36, 44, 52, 56 e 64 (múltiplos de
das senhas, medindo sua maior ou menor vulnerabilidade, foi
4 com dois algarismos que podem ser formados com os algarismos
definida a grandeza “força da senha”, de forma que quanto
dados, repetidos ou não). Daí, usando o princípio fundamental da
mais senhas puderem ser criadas pelo método mais “forte”
contagem, temos:
será a senha.

* * Com base nessas informações, pode-se dizer que, em relação


à 2a instituição, a senha da 1a instituição é
A) 10% mais fraca.
B) 10% mais forte.
Possibilidades: 6 · 6 · 6 · 9 = 63 · 9
C) de mesma força.
(**) → 12, 16, 24, 32, 36, 44, 52, 56, 64 D) 20% mais fraca.
 
9 possibilidades E) 20% mais forte.

92

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Matemática II

04. (Efomm) O código Morse, desenvolvido por Samuel Morse, em 1835, é um sistema de representação que utiliza letras,
números e sinais de pontuação através de um sinal codificado intermitentemente por pulsos elétricos, perturbações
sonoras, sinais visuais ou sinais de rádio. Sabendo-se que um código semelhante ao código Morse trabalha com duas letras
pré-estabelecidas, ponto e traço, e codifica com palavras de 1 a 4 letras, o número de palavras criadas é
A) 10
B) 15
C) 20
D) 25
E) 30

05. (Efomm) Uma turma de alunos do 1º ano da EFOMM tem aulas às segundas, quartas e sextas, de 8h40 às 10h20 e de
10h30 às 12h. As matérias são Arquitetura Naval, Inglês e Cálculo, cada uma com duas aulas semanais, em dias diferentes. De quantos
modos pode ser feito o horário dessa turma?
A) 9
B) 18
C) 36
D) 48
E) 54

06. (AFA) Um colecionador deixou sua casa provido de R$ 5,00, disposto a gastar tudo na loja de miniaturas da esquina. O vendedor lhe
mostrou três opções que havia na loja, conforme a seguir.
• 5 diferentes miniaturas de carros, custando R$ 4,00 cada miniatura;
• 3 diferentes miniatura de livros, custando R$ 1,00 cada miniatura;
• 2 diferentes miniaturas de bichos, custando R$ 3,00 cada miniatura.

O número de diferentes maneiras desse colecionador efetuar a compra das miniaturas, gastando todo o seu dinheiro, é
A) 15
B) 21
C) 42
D) 90

07. (AFA) Um baralho é composto por 52 cartas divididas em 4 naipes distintos (copas, paus, ouros e espadas). Cada naipe é constituído
por 13 cartas, das quais 9 são numeradas de 2 a 10, e as outras 4 são 1 valete (J), 1 dama (Q), 1 rei (K) e 1 ás (A)
Ao serem retiradas, desse baralho, duas cartas, uma a uma e sem reposição, a quantidade de sequências que se pode obter em que
a primeira carta seja de outros e a segunda não seja um ás é igual a
A) 612
B) 613
C) 614
D) 615

08. (Enem-PPL) Um procedimento padrão para aumentar a capacidade do número de senhas de banco é acrescentar mais
caracteres a essa senha. Essa prática, além de aumentar as possibilidades de senha, gera um aumento na segurança.
Deseja-se colocar dois novos caracteres na senha de um banco, um no início e outro no final. Decidiu-se que esses novos caracteres
devem ser vogais e o sistema conseguirá diferenciar maiúsculas de minúsculas.
Com essa prática, o número de senhas possíveis ficará multiplicado por:
A) 100
B) 90
C) 80
D) 25
E) 20

09. (Unicamp) Para acomodar a crescente quantidade de veículos, estuda-se mudar as placas, atualmente com três letras e quatro
algarismos numéricos, para quatro letras e três algarismos numéricos, como está ilustrado abaixo.

ABC 1234 ABCD 123

Considere o alfabeto com 26 letras e os algarismos de 0 a 9. O aumento obtido com essa modificação em relação ao número máximo
de placas em vigor seria:
A) inferior ao dobro.
B) superior ao dobro e inferior ao triplo.
C) superior ao triplo e inferior ao quádruplo.
D) mais que o quádruplo.

93

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Matemática II

10. (Enem) Numa cidade, cinco escolas de samba (I, II, III, IV e V) participaram do desfile de Carnaval. Quatro quesitos são julgados,
cada um por dois jurados, que podem atribuir somente uma dentre as notas 6, 7, 8, 9 ou 10. A campeã será a escola que obtiver
mais pontuação na soma de todas as notas emitidas. Em caso de empate, a campeã será a que alcançar a maior soma atribuída
pelos jurados no quesito Enredo e Harmonia. A tabela mostra as notas do desfile desse ano no momento em que faltava somente a
divulgação das notas do jurado B no quesito Bateria.

2. Evolução e 3. Enredo e
Quesitos 1. Fantasia e Alegoria 4. Bateria
Conjunto Harmonia Total
Jurado A B A B A B A B
Escola I 6 7 8 8 9 9 8 55
Escola II 9 8 10 9 10 10 10 66
Escola III 8 8 7 8 6 7 6 50
Escola IV 9 10 10 10 9 10 10 68
Escola V 8 7 9 8 6 8 8 54

Quantas configurações distintas das notas a serem atribuídas pelo jurado B, no quesito Bateria, tornariam campeã a Escola II?
A) 21
B) 90
C) 750
D) 1 250
E) 3 125

11. Um mágico se apresenta em público, vestindo calça e paletó de cores diferentes. Para que ele possa se apresentar em 24 sessões
com conjuntos diferentes, o número mínimo de peças (número de paletós mais número de calças) de que ele precisa é:
A) 24
B) 11
C) 12
D) 10
E) 8

12. (Enem) Um banco solicitou, aos seus clientes, a criação de uma senha pessoal de seis dígitos, formada somente por algarismos de 0 a 9,
para acesso à conta-corrente pela Internet. Entretanto, um especialista em sistemas de segurança eletrônica recomendou, à direção
do banco, recadastrar seus usuários, solicitando, para cada um deles, a criação de uma nova senha com seis dígitos, permitindo agora
o uso das 26 letras do alfabeto, além dos algarismos de 0 a 9. Nesse novo sistema, cada letra maiúscula era considerada distinta de
sua versão minúscula. Além disso, era proibido o uso de outros tipos de caracteres. Uma forma de avaliar uma alteração no sistema
de senhas é a verificação do coeficiente de melhora, que é a razão do novo número de possibilidades de senhas em relação ao antigo.
O coeficiente de melhora da alteração recomendada é
626
A)
106
62!
B)
10!
62! 4!
C)
10! 56!
D) 62! – 10!

E) 626 – 106

13. (Enem) “O designer português Miguel Neiva criou um sistema de símbolos que permite que pessoas daltônicas identifiquem cores. O
sistema consiste na utilização de símbolos que identificam as cores primárias (azul, amarelo e vermelho). Além disso, a justaposição
de dois desses símbolos permite identificar cores secundárias (como o verde, que é o amarelo combinado com o azul). O preto e o
branco são identificados por pequenos quadrados: o que simboliza o preto é cheio, enquanto o que simboliza o branco é vazio. Os
símbolos que representam preto e branco também podem ser associados aos símbolos que identificam cores, significando se estas
são claras ou escuras.”
Folha de São Paulo. Disponível em: <[Link]>.
Acesso em: 18 fev. 2012 Adaptado.

De acordo com o texto, quantas cores podem ser representadas pelo sistema proposto?
A) 14 D) 21
B) 18 E) 23
C) 20

94

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Matemática II

14. (Enem) O diretor de uma escola convidou os 280 alunos de terceiro Saiba:
ano a participarem de uma brincadeira. Suponha que existem Permutar n objetos, na prática, significa colocá-los em fila
5 objetos e 6 personagens numa casa de 9 cômodos; um dos e fazer todas as trocas possíveis nas posições, significa obter todas
personagens esconde um dos objetos em um dos cômodos da casa. as filas possíveis.
O objetivo da brincadeira é adivinhar qual objeto foi escondido por Com o conhecimento do resultado do número de permutações
qual personagem e em qual cômodo da casa o objeto foi escondido.
simples, podemos resolver facilmente problemas, tais como:
Todos os alunos decidiram participar. A cada vez um aluno é
sorteado e dá a sua resposta. As respostas devem ser sempre Exemplo 1:
distintas das anteriores, e um mesmo aluno não pode ser
sorteado mais de uma vez. Se a resposta do aluno estiver “Anagrama de uma palavra é um rearranjo das letras que a
correta, ele é declarado vencedor e a brincadeira é encerrada. compõem, fazendo sentido ou não. Quantos são os anagramas
da palavra VESTIBULAR que começam por VES ou VIS e terminam
O diretor sabe que algum aluno acertará a resposta porque há
por vogal?”
A) 10 alunos a mais do que possíveis respostas distintas.
B) 20 alunos a mais do que possíveis respostas distintas. Solução:
C) 119 alunos a mais do que possíveis respostas distintas.
D) 260 alunos a mais do que possíveis respostas distintas. Para o grupo formado pelas três primeiras letras, temos
E) 270 alunos a mais do que possíveis respostas distintas. 2 possibilidades (VES ou VIS). Escolhidas as três primeiras letras,
sobram sempre três vogais para escolhermos uma e colocarmos
15. (Enem) A escrita Braile para cegos é um sistema de símbolos na última posição (U, A, E, se VIS foi usado, ou U, A, I, se VES foi
no qual cada caractere é um conjunto de 6 pontos dispostos usado). Para as outras 6 letras, temos P6 = 6! = 720 possibilidades.
em forma retangular, dos quais pelo menos um se destaca em Daí, pelo P.F.C., temos 2 · 3 · P6, ou seja, 2 · 3 · 6! = 4 320
relação aos demais. Por exemplo, a letra A é representada por: anagramas, começando por VES ou VIS e terminando por vogal.
Exemplo 2:
“Quantas filas diferentes podemos formar com 8 pessoas, se três
delas, Raquel, Júlia e Tomás, não podem ficar juntas (as três)?
Solução:
O número total de caracteres que podem ser representados no
Temos um total de P8 = 8! filas, os três ficando juntos ou não.
sistema Braile é:
Agora, supondo o grupo Raquel, Júlia e Tomás (RJT) uma só pessoa,
A) 12 D) 63
o número de maneiras deles ficarem juntos é P3 = 3!, e o número
B) 31 E) 720
de modos de acomodar os seis elementos (o grupo RJT e as outras
C) 36
5 pessoas) na fila é P6 = 6!. Pelo P.F.C., temos 3! · 6! filas, em que os
três ficam juntos. Daí, temos 8! – 3! · 6! = 40 320 – 4 320 = 36 000
Aula 03: filas, em que os três não ficam juntos.
Aula Permutação simples e permutação Esquematizando:
03 com repetição R, J, T, E1, E2 , E3 , E4 , E5 ⇒ P8 = 8! = 40 320 ( total de filas )
 
P8
P3

Introdução RJT , E1 , E2 , E3 , E4 , E5 ⇒ P3 ⋅ P6 = 3! ⋅ 6! = 4 320 (filas com os três
  
P6
Teoricamente, todo problema de análise combinatória pode juntos).
ser resolvido usando-se apenas o princípio fundamental da contagem.
Entretanto, o conhecimento antecipado dos resultados de alguns 40 320 – 4 320 = 36 000 (filas em que os três não ficam juntos)
problemas, que surgirão com relativa frequência, será providencial,
facilitando as resoluções de outros problemas mais sofisticados. Permutação com repetição (problema das
Vejamos, agora, alguns problemas que vale a pena você filas formadas por n objetos, sendo alguns
conhecer seus resultados.
repetidos)
Permutação simples (problema das filas De quantos modos podemos colocar 7 bolas de sinuca
formadas por n objetos distintos) em fila, sendo todas distintas, exceto três delas que são
idênticas?
De quantos modos podemos colocar, em fila, 4 pessoas?
Para ocupar o primeiro lugar na fila, temos 4 possibilidades; Solução:
para o segundo lugar, 3 possibilidades; para o terceiro, 2; e para o Se as bolas fossem todas diferentes, teríamos 7! filas.
quarto e último lugar, 1 possibilidade. Daí, usando o P.F.C., temos: Para qualquer uma dessas filas, se permutarmos apenas as
4 · 3 · 2 · 1 = 4! filas (24 filas) bolas idênticas, temos 3! filas repetidas, ou seja, para cada 3!
De modo análogo, com n objetos distintos, podemos formar filas, devemos contar apenas uma. Daí, o número correto de
n · (n – 1) · (n – 2) · ... · 2 · 1 = n! filas diferentes. As filas formadas são 7!
filas é = 840 .
agrupamentos ordenados (diferem pela ordem) e são chamadas de 3!
permutações simples dos n objetos. O número total de permutações A solução desse problema é uma permutação de 7 objetos,
(de filas) é indicado por: 7!
com repetição de 3, cuja representação é P73 = . Se fossem 10
3!
Pn = n! (lê-se: permutação de n)
bolas diferentes apenas nas cores, sendo 4 azuis, 3 vermelhas,

95

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

2 verdes e 1 amarela, a solução seria uma permutação de 10 objetos, B


4 , 3, 2 10
com repetição de 4, 3 e 2, cuja representação é P10 = .
4! ⋅ 3! ⋅ 2!
(Note que 1! =1 não é necessário usar.)
Em geral, o número de permutações de n objetos, dos quais
a1 são iguais a X1, a2 são iguais a X2 , a3 são iguais a X3 , ..., αK são C
iguais a Xk , é dado por:
n!
Pnα1, α2 , α3 ,..., αk =
α1! ⋅ α 2 ! ⋅ α 3 ! ⋅ ... ⋅ αk !

Com o conhecimento do resultado do número de


permutações de n objetos, com repetição, podemos resolver
facilmente problemas, tais como:

Exemplo 1: A
“Quantos são os anagramas da palavra PAPAGAIO que apresentam
Resolução:
as vogais em ordem alfabética?”
Um trajeto mínimo de A até B, sem andar pelas diagonais, deverá
Solução:
ter 5 movimentos para leste (L) e 6 movimentos para norte (N).
8!
O número total de anagramas é P83,2 = = 3 360. Para cada Daí, temos:
3! ⋅ 2!
A) De A até B, sem passar por diagonal, um possível trajeto mínimo
um desses anagramas, permutando n só as vogais (A, A, A, I, O),
5! pode ser:
temos P53 = = 20 sequências diferentes de vogais, ou seja, para LLLLLNNNNNN.
3!
cada 20 anagramas da palavra PAPAGAIO somente um tem as vogais Qualquer permutação desses 11 elementos gera um novo trajeto
mínimo possível. Logo, temos:
em ordem alfabética. Daí, o número procurado de anagramas é
11! 11⋅ 10 ⋅ 9 ⋅ 8 ⋅ 7 11⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 7
8! 5, 6
P11 = = = = 462.
5! 6! 5⋅ 4 ⋅3⋅2 1
P83,2 3! ⋅ 2! 3 360
= = = 168.
P53 5! 20 B) De A até C e de C até B, temos, respectivamente:
3!
7! 7⋅6⋅5
LLLNNNN ⇒ P73, 4 = = = 35 trajetos mínimos e
Exemplo 2: 3! 4! 3⋅ 2

“De quantos modos diferentes podemos distribuir 4 copos de suco 4! 4⋅3


LLNN ⇒ P42,2 = = = 6 trajetos mínimos.
de laranja, 3 copos de suco de manga e 2 copos de suco de caju 2! 2! 2
entre 11 crianças, ficando duas delas sem suco?” Assim, pelo princípio fundamental da contagem, existem
Solução: 35 ∙ 6 = 210 trajetos mínimos de A até C, passando por C.

Seja V um copo vazio. A sequência LLLLMMMCCVV, em que cada C) Andando por exatamente 4 diagonais (D), um possível trajeto
letra está representando um copo do respectivo suco, é uma maneira mínimo de A até B, passando ou não por C, pode ser:
DDDDLNN.
de fazer a distribuição. É só imaginar um copo (uma letra) em frente
Qualquer permutação desses 7 elementos gera um possível
a cada criança. Deixando as crianças fixas e permutando os copos trajeto. Daí, temos:
(as letras), temos todos os modos possíveis de fazer a distribuição.
7! 7⋅6⋅5
4 , 3, 2, 2 11! P74 , 2,1 = = = 105 trajetos.
O número procurado é, portanto, P11 = , ou seja, 4!⋅ 2!⋅ 1! 2
4! ⋅ 3! ⋅ 2! ⋅ 2!
11 ⋅10 ⋅ 9 ⋅ 8 ⋅ 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4!
= 69 300 . Resposta: A) 462 B) 210 C) 105
4!(3 ⋅ 2) ⋅ 2 ⋅ 2

Exemplo 3:
Permutação Circular e o Uso da
Um terreno foi dividido em 30 quadrados de lado 1 metro, conforme
Permutação na Resolução de Problemas
figura seguinte. Uma pessoa encontra-se no ponto A e somente é Diversos
permitido a essa pessoa se deslocar sobre os lados dos quadrados De quantos modos distintos podemos formar uma mesa de
ou pelas suas diagonais. Quantos trajetos mínimos existem para buraco com 4 pessoas?
essa pessoa chegar até ao ponto B, se:
Solução:
A) ela não andou por nenhuma diagonal?
B) ela não andou por nenhuma diagonal e passou por C? Se fossem filas, teríamos 4! = 24 filas distintas. Na mesa de
buraco, no entanto, o que importa é a posição relativa dos
C) ela andou pelas diagonais de 4, e somente 4, quadrados de lado jogadores entre si.
1 metro?

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IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Solução:
A
Colocando primeiramente as mulheres (M1, M2, M3, M4) na roda,
temos (PC)4 = (4 – 1)! = 6 modos de fazer isto. Entre cada duas
mulheres, agora, devemos colocar um homem. Para colocar
D B
o primeiro homem (H1) na roda existem 4 possibilidades; para
o segundo, 3; para o terceiro, 2 e para o quarto, 1, ou seja,
existem P4 = 4! = 24 maneiras de dispor os 4 homens em uma as
C mulheres. Note que colocando-se os 4 homens numa certa posição
possível entre as mulheres já dispostas, qualquer permutação
Na mesa formada acima, por exemplo, saindo de qualquer jogador que se faça entre os homens, muda-se a posição relativa entre os
(letra) e escolhendo um sentido para girar (horário), temos 4 filas: elementos do grupo, muda-se a roda. Assim, pelo P.F.C., existem
(ABCD), (BCDA), (CDAB) e (DABC). Note que, nessas filas, existem (PC)4 · P4 = 3! · 4! = 6 · 24 = 144 rodas de ciranda possíveis.
4 possibilidades para começar, mas uma vez iniciada a fila, as outras
letras já ficam determinadas. Portanto, para cada 4 filas diferentes,
devemos contar uma única formação para se jogar buraco. Sendo Exercícios Resolvidos
4!
assim, o número de mesas formadas é = 3! = 6 .
4
01. Quantas soluções inteiras não negativas tem a equação
Observações: x + y + z + w = 10?
Na mesa da figura anterior, a fila obtida saindo de A e Resolução:
girando no sentido horário (ABCD) e a fila obtida saindo de
A e girando no sentido anti-horário (ADCB) são formações Representando uma unidade por um traço vertical (|), duas
diferentes para se jogar buraco. Note: possíveis soluções inteiras não negativas podem ser:
Para a fila (ABCD): A recebe cartas de D, B recebe ||| + | + ||||+ || ⇒ ( 3, 1, 4, 2)
cartas de A, C recebe cartas de B e D recebe de C. + + |||||||||| + ⇒ (0, 0, 10, 0)
Para a fila (ADCB): A recebe cartas de B, B recebe
cartas de C, C recebe cartas de D e D recebe de A. Note que qualquer permutação desses 13 objetos, com
repetição de 10 traços e 3 sinais +, gera uma solução inteira
Cada uma das 6 formações obtidas é chamada não negativa. Logo, temos:
de permutação circular de 4 elementos, e o número de
permutações circulares de 4 elementos, quando contadas 13! 13 ⋅ 12 ⋅ 11
10 , 3
P13 = = = 286
em um só sentido, é dado por: 10! 3! 3⋅ 2
4!
(PC)4 = = 3! Resposta: 286
4
Caso o sentido fosse indiferente, o número de 02. Um supermercado vende café em pó em pacotes, de cinco
permutações circulares se reduziria à metade do anterior,
marcas diferentes, mas de mesma massa. De quantas
pois as 4 filas seriam contadas também na ordem inversa: maneiras distintas podemos comprar 8 desses pacotes, nesse
4! 3! supermercado?
(PC)4 = =
4⋅2 2 A) 120
B) 245
De modo geral, o número de permutações circulares de C) 380
n objetos, se consideradas equivalentes disposições que possam D) 495
coincidir por rotação, é dado por: E) 550
n! Resolução:
(PC)n = = (n − 1)!
n Sendo x1, x2, x3, x4 e x5 as quantidades de pacotes de café das
Com o conhecimento do resultado do número de marcas 1, 2, 3, 4 e 5 comprados, respectivamente, devemos
permutações circulares de n objetos, podemos resolver facilmente ter:
problemas tais como: x1 + x2 + x3 + x4 + x5 = 8, onde qualquer xi é inteiro não negativo.
Representando um pacote de café por um traço, duas possíveis
Exemplo 1: compras podem ser:

“Quantas rodas de ciranda podemos formar com 5 crianças”? || + | + | + | + ||| ⇒ (2, 1, 1, 1, 3)


+ + |||||| + + || ⇒ (0, 0, 6, 0, 2)
Uma vez que a roda de ciranda gira, o que importa é a posição
relativa das crianças entre si e não o lugar que cada criança ocupa. Note que qualquer permutação desses 12 elementos, com
Logo, a resposta é: (PC)5 = (5 – 1)! = 4! = 24 repetição de 8 traços e 4 sinais +, representa uma possível
compra. Daí, temos:
Resposta: 24. 12! 12 ⋅ 11⋅ 10 ⋅ 9
P128, 4 = = = 495
Exemplo 2: 8! ⋅ 4! 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅1
“De quantos modos podemos formar uma roda de ciranda com 4 meninos Resposta: D
e 4 meninas, de modo que os meninos e as meninas se alternem?”

97

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

03. Quantas soluções inteiras positivas tem a equação x + y + z + w = 10? Contar as sequências crescentes, sem números consecutivos,
equivale a contar quantas sequências de 4 zeros e três uns
Comentário:
podemos formar, sem que haja uns seguidos. Considere:
Considere o gráfico seguinte representando a solução (2, 3, 4, 1) Quantidade de zeros que antecedem o primeiro 1: x1 ≥ 0
da equação: Quantidade de zeros entre o primeiro e o segundo 1: x2 > 0
Quantidade de zeros entre o segundo e o terceiro 1: x3 > 0
⇒2
+3
+4
 + 1 ⇒ (2, 3, 4, 1) Quantidade de zeros após o terceiro 1: x4 ≥ 0
x y z w
(Note: podemos ter ou não zeros antes do primeiro 1 ou após
Se permutarmos esses 13 elementos com repetição de 10 e 3, o último 1, por isso x1 e x4 são maiores ou iguais a zero).
encontraremos soluções com valores nulos, como a solução
(0, 0, 2, 8) representada a seguir: Assim, devemos ter:
Quantidade de zeros = x1 + x 2 + x 3 + x 4 = 4 (quantidade de
   
números não escolhidos) ≥0 ≥1 ≥1 ≥0
⇒0
+0
+2
+8
 ⇒ (0, 0, 2, 8) Daí, obtemos:
x y z w
x1 + (x2 – 1) + (x3 – 1) + x4 = 4 – 2 ⇔ x1 + x’2 + x’3 + x4 = 2, onde
Acontece, porém, que x, y, z, w não podem ser nulos: devem x’2 = x2 - 1 ≥ 0 e x’3 = x3 - 1 ≥ 0.
13! Com isso, o número de sequências com zeros e uns, sem uns
10 , 3
ser inteiros positivos. Assim: P13 = = 286 é o número
10!⋅ 3! seguidos, é igual ao número de soluções inteiras não negativas
de soluções inteiras não negativas (inclui o zero) da referida da equação x’1 + x2 + x3 + x’4 = 2. Para contar esse número de
equação, e não o número de soluções inteiras positivas como foi
soluções, considere como soluções:
pedido. Para o cálculo do número de soluções inteiras positivas,
como foi pedido, usaremos outra ideia. Veja a seguir. |+++| ⇔ 1 + 0 + 0 + 1 = 2
+|+|+ ⇔ 0 + 1 + 1 + 0 = 2
Solução:
Qualquer permutação desses 5 elementos com repetição de
Considerando os 10 pontos seguintes como sendo as 10 três e dois (dois traços e três sinais +) gera uma, e apenas uma,
unidades do segundo membro da equação, ficamos com 9 solução não negativa da equação. Logo, o número de soluções
espaços entre eles: não negativas da equação será:

= 10 5!
P53, 2 =
3! ⋅ 2!
Para cada 3 espaços escolhidos, dentre os 9 possíveis, Ou, se preferir, imagine cinco posições:
colocando-se os três sinais de mais (+) neles, respectivamente,
_____
temos uma solução inteira positiva para a equação dada.
Assim, o número de soluções inteiras positivas é igual ao Dentre essas cinco posições, escolha três para colocar os três
número de modos de escolher três dos 9 espaços. Note que sinais + (os dois espaços que sobram já ficam determinados
uma vez colocados três sinais mais (+) nos espaços, permutando para os traços)
somente esses sinais, a solução da equação não se altera.  5 5!
O número de soluções inteiras positivas da equação é, portanto, Daí, temos C5 ,3 =   =
 3 3! ⋅ 2!
9! 9 ⋅ 8 ⋅ 7 ⋅ 6!
C9, 3 = = = 84.
3! ⋅ (9 − 3)! 6 ⋅ 6! Logo, o número de soluções inteiras não negativas da equação
 5 5!
é: P53, 2 =   = = 10
04. Quantas são as sequências crescentes (a, b, c) com a, b, c  3 3! ⋅ 2!
distintos, dois a dois não consecutivos, e pertencentes a
Isso mostra que existem 10 sequências crescentes (a, b, c), com
A = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7}?
a, b, c, distintos e pertencentes a A = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7}, tais
Solução: que a, b, c são dois a dois não consecutivos.
Considerando os elementos de A na ordem apresentada e, para
cada sequência procurada, admitindo o zero (0) para representar
um elemento de A não escolhido e o um (1) para representar
Exercícios
um elemento escolhido, temos uma correspondência biunívoca
(correspondência um a um) entre as sequências procuradas e
as sequências formadas com zeros e uns. Veja exemplos:
01. (Efomm) Quantos anagramas é possível formar com a palavra
(1, 4, 7) ⇔ 1001001 CARAVELAS, não havendo duas vogais consecutivas nem duas
Note: O 1, 4 e 7 foram escolhidos, nas posições deles, no consoantes consecutivas?
conjunto A, colocam-se 1. Já o 2, 3, 5 e 6 não foram escolhidos; A) 24
nas posições deles, no conjunto A, colocam-se 0. B) 120
(2, 5, 7) ⇔ 0100101 C) 480
(2, 4, 6) ⇔ 0101010 D) 1920
E) 3840

98

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

02. (EsPCEx) Um conjunto contém 5 números inteiros positivos 08. (AFA) Para evitar que João acesse sites não recomendados na
e 6 números inteiros negativos. Os valores absolutos destes Internet, sua mãe quer colocar uma senha no computador
11 números são primos distintos. A quantidade de números formada apenas por m letras A e também m letras B (sendo
positivos distintos que podem ser formados pelo produto de 3 m par). Tal senha, quando lida da esquerda para a direita ou
destes números é da direita para a esquerda, não deverá se alterar (Ex.: ABBA).
A) 25
B) 70 Com essas características, o número máximo de senhas distintas
C) 85 que ela poderá criar, para depois escolher uma, é igual a
D) 120
E) 210 (2m)! (2m)!
A) C)
m!m!  m   3m 
  ! !
03. (EsPCEx) Sete livros didáticos, cada um de uma disciplina 2 2 
diferente, devem ser posicionados lado a lado em uma m! m!
estante, de forma que os livros de Física, de Química e de B) D)
 m  m  m  m
Matemática estejam sempre juntos, em qualquer ordem. O   !  !   !  !
2 2 2 2
número de maneiras diferentes em que esses livros podem ser
posicionados é
09. (AFA) Em uma sala de aula, estão presentes 5 alunos e 6 alunas.
A) 720
Para uma determinada atividade, o professor deverá escolher
B) 1440
um grupo formado por 3 dessas alunas e 3 dos alunos. Em
C) 2160
seguida, os escolhidos serão dispostos em círculo de tal forma
D) 2880
que alunos do mesmo sexo não fiquem lado a lado. Isso poderá
E) 5040
ocorrer de n maneiras distintas.
04. (EsPCEx) Se todos os anagramas da palavras ESPCEX forem O número n é igual a
colocados em ordem alfabética, a palavra ESPCEX ocupará, A) 24 000 C) 400
nessa ordenação, a posição B) 2400 D) 200
A) 144
B) 145 10. (AFA) Dez vagas de um estacionamento serão ocupadas por seis
C) 206 carros, sendo: 3 pretos, 2 vermelhos e 1 branco. Considerando
D) 214 que uma maneira de isso ocorrer se distingue de outra tão
E) 215 somente pela cor dos carros, o total de possibilidades de os
seis carros ocuparem as dez vagas é igual a
05. (EsPCEx) Permutam-se, de todas as forma possíveis, os A) 12.600 C) 21.600
algarismos 1, 3, 5, 7, 9 e, escrevem-se os números assim B) 16.200 D) 26.100
formados em ordem crescente. A soma de todos os números
assim formados é igual a 11. (AFA) Distribuiu-se, aleatoriamente, 7 bolas iguais em 3 caixas
A) 1 000 000 diferentes. Sabendo-se que nenhuma delas ficou vazia, a
B) 1 111 100 probabilidade de uma caixa conter, exatamente, 4 bolas é
C) 6 000 000 A) 25% C) 40%
D) 6 666 000 B) 30% E) 48%
E) 6 666 600
12. (Uema) Uma professora de educação infantil de uma escola,
06. (EsPCEx) Da análise combinatória, pode-se afirmar que durante a recreação de seus 6 alunos, organiza-os em círculos
para brincar. Considere a seguinte forma de organização dos
A) o número de múltiplos inteiros e positivos de 11, formados
alunos, pela professora: são três meninas e três meninos e
por três algarismo, é igual a 80. cada menina ficará ao lado de um menino, de modo alternado.
B) a quantidade de números ímpares de quatro algarismos As possibilidades de organização dos seus alunos são:
distintos que podemos formar com os dígitos 2, 3, 4, 5 e 6 A) 4
é igual a 24. B) 6
C) o número de anagramas da palavra ESPCEX que têm as C) 9
vogais juntas é igual a 60. D) 12
D) no cinema, um casal vai sentar-se em uma fileira com dez E) 16
cadeiras, todas vazias. O número de maneiras que poderão
13. Em uma reunião de 8 países (EUA, Canadá,
sentar-se em duas cadeiras vizinhas é igual a 90.
Inglaterra, Alemanha, Japão, Rússia, Itália e
E) a quantidade de funções injetoras definidas em A = {1, 3, 5}
França), deseja-se acomodar os 8
com valores em B = {2, 4, 6, 8} é igual a 24. representantes de governo em torno de uma
mesa em forma de octógono regular (figura
07. (Efomm) A quantidade de anagramas da palavra MERCANTE ao lado). De quantos modos posso dispô-los,
que não possui vogais juntas é se os representantes dos EUA, Canadá e
A) 40320 Inglaterra devem sentar-se sempre juntos?
B) 38160 A) 720
C) 37920 B) 120
D) 7200 C) 4320
D) 5040
E) 3600
E) 1440

99

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

14. (UFRJ) Um grupo constituído por 4 mulheres e 4 homens deve Números de arranjos simples (problema das
ocupar as 8 cadeiras dispostas ao redor de uma mesa circular.
O grupo deve ser acomodado de modo que cada homem
filas de k pessoas, escolhidas dentre n pessoas
sente entre duas mulheres. João e Maria estão nesse grupo possíveis)
de pessoas; entretanto, por motivos de ordem estritamente
pessoal, não podem sentar-se lado a lado. Duas acomodações “Considere 7 pessoas. Quantas são as filas distintas
das pessoas, ao redor da mesa, são consideradas diferentes formadas com 4 dessas pessoas?”
quando pelo menos uma das pessoas não tem o mesmo
Solução:
vizinho à direta, nas duas acomodações. Determine o número
de diferentes acomodações possíveis dessas oito pessoas ao Para o primeiro lugar na fila, temos 7 possibilidades; para a
redor da mesma circular. segunda posição, 6; para a terceira, 5; e para a quarta e última posição,
A) 36 4 possibilidades. Assim, pelo P.F.C., temos 7 · 6 · 5 · 4 = 840 filas.
B) 48
C) 54 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4 ⋅ 3⋅ 2⋅1
Agora, observe que 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4 = , isto é, o número
D) 64 3⋅ 2⋅1
E) 72 de filas formadas com 4 pessoas, escolhidas dentre 7 pessoas
7!
possíveis, é .
15. (UnB) Três funcionários da agência 1, quatro funcionários da (7 − 4 )!
agência 2 e dois funcionários da agência 3 participam de uma
reunião em que pessoas de uma mesma agência sempre sentam Cada uma dessas filas é uma sequência ordenada (diferem
juntas. Nessa situação, o número de maneiras distintas que esse pela ordem) e é chamada de arranjo de 7 elementos, tomados
grupo de pessoas pode sentar ao redor de uma mesa redonda 4 a 4. Pelo exposto, o número de arranjos de 7 elementos, tomados
com 9 assentos é: 4 a 4, é igual a 840 e pode ser calculado em função do número de
A) 576 B) 288 pessoas dadas (7) e do número de pessoas em cada fila (4). Esse
C) 1728 D) 24 número de arranjos é dado por:
E) 864 7!
A 7, 4 = = 840
(7 − 4 )!
Aula 04:

De modo geral, dado um conjunto com n elementos


Aula distintos, qualquer sequência ordenada de k elementos distintos,
Arranjos simples e combinações simples
escolhidos dentre os n elementos dados, é chamada de “arranjo
04 dos n elementos, tomados k a k”, e o número desses arranjos é
dado por:
n!
A n ,k =
(n − k )!
Introdução
Leia: arranjo de n, k a k.
É importante, antes de iniciarmos os estudos relativos a Entenda: “Nº de filas formadas com k elementos distintos,
arranjo e combinação, entendermos que dois conjuntos são iguais escolhidos dentre n possíveis”.
quando todos os elementos de um são também elementos do
outro, e vice-versa, independentemente da ordem dos elementos Números de combinações simples (problema
nesses conjuntos. Já duas sequências somente serão iguais se elas
das comissões de k pessoas, escolhidas dentre
apresentarem, ordenadamente, os mesmos elementos. Em outras
palavras, duas sequências ordenadas iguais, além de apresentarem n pessoas possíveis)
os mesmos elementos, estes devem ocupar, respectivamente, ordens “Considere 7 estudantes de uma mesma turma. Para
(posições) iguais. Por exemplo, os seis conjuntos {1, 3, 6}, {1, 6, 3}, {3, representar a turma perante a direção do colégio, quantas são as
1, 6}, {3, 6, 1}, {6, 1, 3} e {6, 3, 1} são um mesmo conjunto. Assim, se comissões possíveis, formadas com 4 desses estudantes?
vamos contá-los, devemos considerá-los apenas um conjunto (um Solução:
grupo). Já as seis sequências ordenadas (1, 3, 6), (1, 6, 3), (3, 1, 6),
(3, 6, 1), (6, 1, 3) e (6, 3, 1) são todas diferentes uma das outras. Inicialmente, perceba que as comissões {Maria, João, Pedro, Ivo} e
Se vamos contá-las, devemos considerá-las 6 grupos ordenados {Pedro, Ivo, João, Maria} são uma mesma comissão, pois conta-se
distintos. apenas uma. Logo, queremos contar subconjuntos. Se quiséssemos
Estando, por exemplo, interessado em contar as contar sequências ordenadas (filas) de 4 elementos, escolhidos dentre
filas que podemos formar utilizando sempre as mesmas 3 7!
7 possíveis, encontraríamos A 7, 4 = = 840 filas. Acontece,
pessoas ou a quantidade de números que podemos formar, (7 − 4 )!
utilizando sempre os mesmos 3 algarismos, a ordem com que porém, que uma vez escolhidos quatro estudantes dentre os
as pessoas ou algarismos aparecem é relevante, isto é, muda-se 7 possíveis, com esses mesmos quatro estudantes podem-se formar
a fila ou o número, mudando apenas a ordem dos elementos.
O interesse, nesse caso, está em contar sequências ordenadas, P4 = 4! = 24 filas distintas (sequências ordenadas). Isso nos diz
devendo contar os arranjos. que, para cada 24 sequências ordenadas (as que têm os mesmos
Estando, por exemplo, interessado em contar comissões ou 4 elementos), conta-se apenas uma comissão (um subconjunto).
subconjuntos, a ordem com que as pessoas ou elementos aparecem
não é relevante, isto é, não muda-se a comissão ou subconjunto, Daí, o número correto de comissões com 4 estudantes, escolhidos
mudando-se a ordem dos elementos. O interesse, nesse caso, está 840
dentre 7 possíveis, que podem ser formadas é = 35.
em contar subconjuntos, devendo contar as combinações. 24

100

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Agora, observe que: Exemplo 2:


7! Fábio, Marcos, Cleiton, Érick, Jonas, Lucas, Ligeirinho e Vagaroso
840 A7, 4 (7 − 4 )! 7! 1 classificaram-se para a grande final da prova dos 100 metros rasos
35 = = = = ⋅ , isto
istoØ,é, o número de
24 P4 4! (7 − 4 )! 4! que está sendo disputada entre os alunos das escolas públicas
comissões (subconjuntos) formadas com 4 pessoas, escolhidas e privadas de certo bairro de Fortaleza. Segundo a imprensa
especializada no assunto, “os oito classificados são igualmente
7! favoritos, mas como não pode haver empate, a ordem de
dentre 7 pessoas possíveis, é
4!(7 − 4 )! classificação vai ser decidida nos detalhes, e isso só o tempo dirá”.
De modo geral, dado um conjunto com n elementos Sabendo que somente serão premiados os três primeiros colocados,
distintos, qualquer subconjunto de k elementos distintos, escolhidos recebendo R$ 1 000,00, R$ 600,00 e R$ 200,00, respectivamente,
dentre os n elementos dados, é chamado de “combinação dos de quantas formas possíveis poderá ocorrer a classificação
n elementos, tomados k a k”, e o número dessas combinações dos premiados? Dessas, em quantas Vagaroso será premiado?
é dado por: Em quantas Ligeirinho receberá R$ 1 000,00?
 n n!
Cn,k =   = Solução:
 k k!(n − k )!
Como para um mesmo grupo de pessoas premiadas, mudando a
Leia: “combinação de n, p a p” ou “n escolhe p”.
Entenda: “Nº de comissões formadas com k elementos distintos, ordem entre elas, muda-se a classificação, o número de classificações
escolhidos dentre n possíveis”. possíveis é um número de arranjos.
Com o conhecimento dos resultados do número de arranjos e do i) O número de classificações para os três primeiros lugares é
número de combinações de n objetos, tomados k a k, podemos o número de arranjos de 8 atletas, tomados 3 a 3, ou seja,
resolver facilmente problemas, tais como: 8!
A 8, 3 = = 8 ⋅ 7 ⋅ 6 = 336 .
Exemplo 1: (8 − 3)!
Um representante comercial sai de Fortaleza (F) com destino a Esquematizando:
Maceió (M) para divulgação de um novo produto. No entanto,
antes de chegar a Maceió, ele deve passar por três outras cidades, 8!
1º lugar, 2º lugar, 3º lugar ⇒ A 8,3 = = 336
escolhidas dentre as cinco A, B, C, D, E, e divulgar, também nessas,    (8 − 3)!
A 8, 3
o novo produto de sua empresa. Sabendo que duas quaisquer das
cidades mencionadas têm ligação direta entre si, quantos são os
A solução desse item também poderia ser:
roteiros possíveis que esse representante comercial poderá seguir?
O número de modos de se escolher os três classificados dentre
Solução:  8 8! 8 ⋅ 7 ⋅ 6 ⋅ 5!
os oito possíveis é C8,3 =   = = = 56 ; e para
Fixando a cidade de saída (F) e a de chegada (M) que já  3 3!(8 − 3)! 3!⋅ 5!
estão determinadas, o número de roteiros diferentes é o número cada um desses grupos, temos P3 = 3! = 6 classificações distintas.
de maneiras diferentes de se escolher as outras três, dentre as cinco Daí, pelo P.F.C., temos 56 × 6 = 336 classificações para os três
dadas, levando em conta que, mudando a ordem das cidades,
muda-se o roteiro. Note que os roteiros (F, A, B, C, M) e (F, C, B, primeiros lugares.
A, M), por exemplo, apesar de passarem pelas mesmas cidades, Podemos também resolver esse item usando exclusivamente o
são diferentes. O número de roteiros é o número de arranjos de 5 P.F.C. Veja:
5!
cidades, tomadas 3 a 3: A5,3 = = 5 ⋅ 4 ⋅ 3 = 60 1º lugar, 2º lugar, 3º lugar
(5 − 3)!
↓ ↓ ↓
Esquematizando:
Possibilidades: 8 × 7 × 6 = 336

Fixo 
Fixo
5!
F ,___,___,___, M ⇒ A5,3 = = 60 ii) Supondo Vagaroso premiado, temos que decidir a sua posição.
  (5 − 3)!
A5 , 3
Há 3 possibilidades, e para cada uma dessas possibilidades existem
Saiba: 7!
A7,2 = = 7 ⋅ 6 = 42 possibilidades para as posições dos
“Usar o número de arranjos equivale a escolher todos os (7 − 2)!
grupos possíveis e permutar seus elementos ao mesmo tempo.” outros dois. (Note: uma vez que é certo o Vagaroso estar entre
A solução também poderia ser: os três primeiros, basta escolher os outros 2, dentre os outros
O número de maneiras de se escolher as três cidades 7 atletas). Daí, pelo P.F.C., temos 3 × 42 = 126 classificações
 5 5! 5⋅ 4 possíveis para os três primeiros colocados, de modo que se tenha
é C5,3 =   = = = 10 ; e para cada três cidades
 3 3!(5 − 3)! 2! Vagaroso em qualquer das três posições.
escolhidas, temos P3 = 3! = 6 roteiros diferentes. Logo, o número
Querendo, podemos usar apenas o P.F.C. para resolver esse item.
de roteiros é 10 × 6 = 60. Veja:
Uma terceira solução, usando exclusivamente o P.F.C., seria: Vagaroso , 2° lugar , 3° lugar

↓ ↓
fixo

Fixo 
Fixo

F ,
____ , 
____ , 
____ , M 7 × 6 = 42
↓ ↓ ↓
ou
Possibilidades: 5 × 4 × 3 = 60

101

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

1° lugar , Vagaroso , 3° lugar A) 196 C) 336


 B) 28 D) 446
fixo
↓ ↓ Solução:
7 × 6 = 42 i) Quantidade de números procurados com o algarismo 3 e sem o
ou algarismo 4:

1º lugar , 2º lugar, Vagaroso  


C4 , 3

 4!
fixo  ⇒ C4 ,3 × P4 = 3!( 4 − 3)! × 4! = 4 × 24 = 96
3 abc
P4
↓ ↓ (a, b, c representam os outros três algarismos escolhidos entre
7 × 6 = 42
1, 2, 5 e 6. Escolhem-se primeiro os outros três algarismos
Total = 42 + 42 + 42 = 126 classificações. e, depois, permutam-se todos os 4 algarismos. Se usássemos
arranjo, já estaríamos permutando a, b, c, ficando o 3 sempre na
iii) Fixando Ligeirinho em primeiro lugar (recebendo R$ 1 000,00),
ordem dos milhares; e quando permutássemos os 4 algarismos,
basta escolher os outros 2, dentre os 7 outros atletas. Assim, repetiríamos alguns números).
7!
temos A7,2 = = 7 ⋅ 6 = 42 classificações para os três ii) Quantidade de números procurados com o algarismo 4 e sem o
(7 − 2)! algarismo 3:
primeiros lugares, em que Ligeirinho aparece na primeira posição.

C4 , 3
Esquematizando: 4!
7!  ⇒ C4 ,3 × P4 =
4 abc
3!( 4 − 3)!
× 4! = 4 × 24 = 96
P4
Ligeirinho , 2° lugar , 3° lugar ⇒ A7,2 = = 7 ⋅ 6 = 42
    (7 − 2)!
fixo A7, 2 (a, b, c representam os outros três algarismos escolhidos entre
1, 2, 5 e 6.)
Ou, usando o P.F.C.:
iii) Quantidade de números procurados com os algarismos 3 e 4:
Ligeirinho , 2° lugar , 3° lugar

fixo 

C4 , 2
4!
↓ ↓ 4, 3 a,b ⇒ C4 ,2 × P4 = × 4! = 6 × 24 = 144
 2!( 4 − 2)!
Possibilidades: ×
7 6 = 42 P4

(a, b representam os outros dois algarismos escolhidos entre


Exemplo 3: 1, 2, 5 e 6.)
Uma urna (A) contém cinco bolas numeradas de 1 a 5. Outra urna Logo, o total de números procurados é 96 + 96 + 144 = 336.
(B) contém três bolas numeradas de 1 a 3. Quantas sequências
numéricas podem ser obtidas extraindo, sem reposição, 3 bolas da Resposta: C
urna A e, em seguida, 2 bolas da urna B?
Observação:
Solução: Se no item i, a, b, c representassem os outros três
Mudando a ordem de saída das bolas, muda a sequência. algarismos escolhidos entre 1, 2, 4, 5, 6, e no item ii, a, b, c
representassem os outros três algarismos escolhidos entre 1, 2,
As sequências formadas são, portanto, arranjos. Para os três 3, 5, 6, os números formados com os algarismos 3 e 4 seriam
5! contados duas vezes. No final, teríamos que subtraí-los. Veja
primeiros elementos da sequência, temos A5,3 = = 60
(5 − 3)! como ficaria:
3! C5, 3 × P4 + C5, 3 × P4 – C4, 2 × P4 = 10 × 24 + 10 × 24 – 6 × 24 = 336
possibilidades; e para cada uma delas existem A 3,2 = =3
(3 − 2)!
possibilidades para os dois últimos elementos. Assim, pelo P.F.C.,
temos 60 × 6 = 360 sequências possíveis.
Exercícios
Observação:
Para o mesmo enunciado, extraindo as bolas com 01. (EsPCEx) Em duas cidades A e B há dois postos de pedágio,
reposição, teríamos, usando o P.F.C.: sendo o primeiro com 5 cabines e o segundo com 4 cabines.
Há também 10 pontos de abastecimento. Um viajante realizará

Urna A  
Urna B 
o percurso entre essas duas cidades, passando pelos dois
1ª bola 2ª bola 3ª bola 1ª bola 2ª bola
pedágios e parando três vezes para abastecimento. Entendendo
↓ ↓ ↓ ↓ ↓
por “formas diferentes de realizar o percurso” cada uma das
Possibilidades: 5 × 5 × 5 × 3 × 3= opções de passar pelas cabines de pedágio e parar nos postos
53 · 32 = 1 125 sequências possíveis de abastecimento, o número de formas diferentes como ele
Exemplo 4: poderá realizar o percurso da cidade A para a cidade B é
A) 60 C) 1200
(AFA) A quantidade de números naturais de 4 algarismos distintos,
B) 600 D) 2400
formados por 1, 2, 3, 4, 5 e 6, que contêm o algarismo 3 ou o
algarismo 4 é:

102

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

02. (EsPCEx) Numa classe de 30 alunos da EsPCEx, 10 são oriundos 08. (AFA) Um turista queria conhecer três estádios da Copa do
de Colégios Militares (CM) e 20, de Colégio Civis (CC). Pretende- Mundo no Brasil, não importando a ordem de escolha. Estava
se formar grupos com três alunos, de tal forma que um seja em dúvida em relação às seguintes situações:
oriundo e CM e dois de CC. O número de grupos distintos que I. Obrigatoriamente, conhecer o Estádio do Maracanã;
podem ser constituídos dessa forma é II. Se conhecesse o Estádio do Mineirão, também teria que
A) 200 D) 1900 conhecer a Arena Pantanal, caso contrário, não conheceria
B) 900 E) 4060 nenhum dos dois.
C) 1260
Sabendo que a Copa de 2014 se realizaria em 12 estádios
brasileiros, a razão entre o número de modos distintos de
03. (EsPCEx) Uma prova de um concurso público engloba as
escolher a situação I e o número de maneiras diferentes de
disciplinas Matemática e Inglês, contendo dez questões de cada
escolha para a situação ll, nessa ordem, é
uma. Segundo o edital, para ser aprovado, o candidato precisa
acertar, no mínimo, 70% das questões da prova, além de obter 11 13
A) C)
acerto maior do que ou igual a 60% em cada disciplina. 26 24
13 11
Em relação às questões da prova, quantas possibilidades B) D)
25 24
diferentes terá um candidato de alcançar, exatamente, o índice
mínimo de aprovação? 09. (AFA) Uma caixa contém 10 bolas das quais 3 são amarelas
A) 18 900 D) 77 520 e numeradas de 1 a 3; 3 verdes, numeradas de 1 a 3; e mais
B) 33 300 E) 125 970 4 bolas de outras cores, todas distintas e sem numeração.
C) 38 760
A quantidade de formas distintas de se enfileirar essas 10 bolas,
04. (EsPCEx) Um tabuleiro possui 16 casas dispostas em 4 linhas e de modo que as bolas de mesmo número fiquem juntas, é
4 colunas. De quantas maneiras diferentes é possível colocar A) 8 · 7! C) 5 · 4!
4 peças iguais nesse tabuleiro de modo que, em cada linha e B) 7! D) 10!
em cada coluna, seja colocada apenas uma peça?
A) 4096 10. Sr. José deseja guardar 4 bolas – uma azul, uma branca, uma
B) 576 vermelha e uma preta – em 4 caixas numeradas:
C) 256
D) 64
E) 16

05. (EsPCEx) A equipe de professores de uma escola possui um


banco de questões de matemática composto de 5 questões I II III IV
sobre parábolas, 4 sobre circunferências e 4 sobre retas. O número de maneiras de Sr. José guardar todas as 4 bolas, de
De quantas maneiras distintas a equipe pode montar uma prova forma que uma mesma caixa não contenha mais do que duas
com 8 questões, sendo 3 de parábolas, 2 de circunferências bolas, é igual a
e 3 de retas? A) 24 C) 144
A) 80 B) 36 D) 204
B) 96
C) 240 11. (AFA) Num acampamento militar, serão instaladas três barracas:
D) 640 I, II e III. Nelas, serão alojados 10 soldados, dentre eles o soldado
E) 1280 A e o soldado B, de tal maneira que fiquem 4 soldados na
barraca I, 3 na barraca II e 3 na barraca III.
06. (EsPCEx) Num determinado setor de um hospital, trabalham
4 médicos e 8 enfermeiras. O número de equipes distintas, Se o soldado A deve ficar na barraca I e o soldado B não deve
constituídas cada uma de 1 médico e 3 enfermeiras, que podem ficar na barraca lll, então o número de maneiras distintas de
ser formadas nesse setor é de distribuí-los é igual a
A) 60 D) 1344 A) 560 C) 1680
B) 224 E) 11880 B) 1120 D) 2240
C) 495
12. (AFA) Irão participar do EPEMM, Encontro Pedagógico do
07. (EsPCEx) Os alunos de uma escola realizam experiências no Ensino Médio Militar, um Congresso de Professores das Escolas
Militares. 87 professores das disciplinas de Matemática, Física
laboratório de Química utilizando 8 substâncias diferentes.
e Química. Sabe-se que cada professor leciona apenas uma
O experimento consiste em misturar quantidades iguais de duas dessas três disciplinas e que o número de professores de Física
dessas substâncias e observar o produto obtido. é o triplo do número de professores de Química.

O professor recomenda, entretanto, que as substâncias S1, S2 Pode-se afirmar que


e S3 não devem ser misturadas entre si, pois produzem como A) se o número de professores de Química for 16, os professores
resultado o gás metano, de odor muito ruim. Assim, o número de Matemática serão a metade dos de Física.
possível de misturas diferentes que se pode obter, sem produzir B) o menor número possível de professores de Química é
igual a 3.
o gás metano, é
C) o número de professores de Química será no máximo 21.
A) 16 D) 28 D) o numero de professores de Química será maior do que o
B) 24 E) 56 de Matemática, se o de Química for em quantidade maior
C) 25 ou igual a 17.

103

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

13. (Efomm) Um decorador contemporâneo vai usar quatro objetos As soluções desses problemas e muitos outros ficam
perfilados lado a lado como decoração de um ambiente. facilitadas quando se conhecem os números binomiais
Ele dispõe de 4 copos transparentes azuis, 4 copos transparentes (ou coeficientes binomiais) e suas propriedades, bem como o
vermelhos, duas bolas amarelas e 3 bolas verdes. Cada objeto desenvolvimento do Binômio de Newton.
da decoração pode ser um copo vazio ou com uma bola dentro.
Considerando que a cor altera a opção do objeto, quantas Números binomiais
maneiras distintas há de perfilar esses quatro objetos,
levando-se em conta que a posição em que eles se encontram  n n!
Os números da forma   = = Cn, p , com n ≥ p,
altera a decoração?  p p!(n − p)!
A) 1.296 em que n, p ∈ N, são chamados Números Binomiais, Coeficientes
B) 1.248 Binomiais ou ainda Números Combinatórios. No número binomial
C) 1.152
n sobre p,   , n e p são chamados de numerador e denominador,
n
D) 1.136
 p
E) 1.008
respectivamente.
14. (Uerj) Um painel de iluminação possui nove seções distintas, Assim, por exemplo, são números binomiais:
e cada uma delas acende uma luz de cor vermelha ou azul.
 6 6! 6 ⋅ 5 ⋅ 4!
A cada segundo, são acesas, ao acaso, duas seções de uma a)  4 = = = 15
  4!2! 4!⋅ 2 ⋅ 1
mesma cor e uma terceira de outra cor, enquanto as seis demais
permanecem apagadas. 100 100! 100 ⋅ 99 ⋅ 98 ⋅ 97!
b)  = = = 161700
Observe quatro diferentes possibilidades de iluminação do  97  97!3! 97!⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1
painel:
Consequências da definição:
1. Todo número binomial de denominador zero é igual a 1.
Exemplos:
6! 6!
O tempo mínimo necessário para a concorrência de todas a)  6 = = =1
as possibilidades distintas de iluminação do painel, após seu  0 0!6! 1⋅ 6!
acionamento, é igual a x minutos e y segundos, sendo y < 60.
0! 0
Os valores respectivos de x e y são: b)  0 = = =1
 0 0!0! 1⋅ 1
A) 4 e 12
B) 8 e 24
n! n!
De fato, para todo n natural se tem   =
n
C) 25 e 12 = = 1.
 0 0!(n − 0)! 1⋅ n!
D) 50 e 24
2. Todo número binomial de numerador e denominador iguais é
15. (Insper) Certa comunidade mística considera 2015 um
igual a 1.
ano de sorte. Para tal comunidade, um ano é considerado
de sorte se, e somente se, é formado por 4 algarismos Exemplos:
distintos, sendo 2 pares e 2 ímpares. No período que vai  4 4! 1! 1
do ano 1000 até o ano 9999, o número total de anos de a)   = = = =1
 4 4!( 4 − 4 )! 0! 1
sorte é igual a:
A) 1680 C) 1920 0! 0
B) 1840 D) 2160 b)  0 = = =1
 0 0!0! 1⋅ 1
 n n! n!
De fato, para todo n natural, tem-se   = = =1
 n n!(n − n)! n! ⋅ 0!
Aulas 05 e 06:

.
Aulas Números binomiais e
triângulo de Pascal 3. Todo número binomial de numerador e denominador
05 e 06 consecutivos, numerador maior que o denominador, é igual ao
numerador.
Exemplos:
6! 6 ⋅ 5! 100 100! 100 ⋅ 99!
a)   = b) 
6
Introdução =
 5 5!1! 5! ⋅ 1
=6 =
 99  99!1!
=
99! ⋅ 1
= 100

Considere os problemas seguintes:


De fato, para todo n natural se tem:
1. Determinar uma aproximação para (1,002)20, a menos de um
 n  n! n(n− 1)!
centésimo;  n − 1 = = =n
(n− 1)![n − (n − 1)]! (n− 1)! ⋅ 1!
2. Encontrar, se existir, o termo em x30 quando se desenvolve
(x2 + 2x)20;
4. Dois números binomiais de mesmo numerador, cuja soma dos
3. Dados 100 pontos distintos sobre uma circunferência, quantos denominadores é igual ao numerador, são iguais. Esses números
são os polígonos convexos que têm os vértices sobre esses são chamados de binomiais complementares.
pontos?

104

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Exemplos:  n  n 
6!  6  p +  p + 1 subconjuntos.
a)   =
6
= (Note: 5 + 1 = 6)
 5 5!1! 1 
20!
b)  20 = =
 20 (Note: 6 + 14 = 20) 2ª maneira: Dos n + 1 elementos de B, escolhem-se (p + 1).
 6  6! ⋅ 14! 14   n + 1
Daí, são Cn +1, p +1 =  subconjuntos.
 n  n!  n  p + 1
De fato, para todo n natural se tem  = = ,
 n − p (n − p)!p!  p
em que n ≥ p. Note que (n – p) + p = n. Logo, o nº de subconjuntos de B com (p + 1) elementos =
n   n + 1
=   + 
n
= .
 p  p + 1  p + 1
Propriedades dos números
Exemplos:
binomiais
 n  n 
a) Se   +   = 5 (n − 2) , determine o valor natural de n.
I. Dois coeficientes binomiais iguais e de mesmo numerador ou  3  4
são idênticos ou são complementares.
Solução: Usando a Relação de Stifel, temos que:
Em símbolos:   =   ⇔ p = q ou p + q = n, em que n ≥ p
n n
 p  q
e n ≥ q.  n  n   n + 1
 3 +  4 =  4  .

Exemplos: Daí,
100 100  n + 1 (n + 1)! = 5(n − 2) ⇒
a) Encontrar x na igualdade  x  =  25   4  = 5 (n − 2) ⇒
    4!(n − 3)!

x = 25 (n + 1) ⋅ n ⋅ (n − 1) ⋅ (n − 2) ⋅ (n − 3)!
 = 5(n − 2) ⇒
Solução: são duas as possibilidades: ou 4!(n − 3)!
x + 25 = 100 ⇒ x = 75

1 999 1 998 (n + 1) ⋅ n ⋅ (n − 1) ⋅ (n − 2)
 99   99  ⇒ = 5 ⋅ 4! ⇒
(n − 2)
b) Simplifique a seguinte expressão: E = +
1 999 1 998
1 900 1 899
(n + 1) · n · (n – 1) = 5 · 4 · 3 · 2 · 1 ⇒ (n – 1) · n · (n + 1) = 4 · 5 · 6
Solução: (três inteiros consecutivos). Assim, é fácil ver que a equação
Observando que 99 + 1 900 = 1 999 e 99 + 1 899 = 1 998, do 3º grau n3 – n – 120 = 0 tem uma raiz natural n1 = 5.
em cada fração o numerador e o denominador são números Como n3 – n – 120 = (n – 5) (n – n2) (n – n3), dividindo-se
1 999 1 999 n3 – n –120 por (n – 5), obtemos o quociente n2 + 5n + 24,
binomiais complementares e, portanto,  = e
 99  1 900 cujas raízes n2 e n3 não são reais. Logo, n = 5 é o único valor
1 998 1 998
 99  = 1 899 . natural para n.
Assim, E = 1 + 1 = 2.
 n  n + 1  n 
Se   = k e  = w , qual o valor de  ?
 p + 1
b)
II. Dois números binomiais de mesmo numerador, e denominadores  p  p + 1
consecutivos, têm soma igual ao número binomial cujo
numerador é o consecutivo do numerador desses números, Solução: Usando a Relação de Stifel, temos que:
e cujo denominador é o igual ao maior dos denominadores  n  n   n + 1
 p +  p + 1 =  p + 1 .
(Relação de Stifel).
n   n + 1
Em símbolos:   + 
n Substituindo os valores dados, obtemos:
= , n ≥ p.
 p  p + 1  p + 1
 n   n 
k+ =w⇒ = w − k.
Demonstração:  p + 1  p + 1

Suponha um conjunto A com n elementos. Acrescentando-se um


novo elemento (x) ao conjunto A, obtemos um conjunto B com (n + 1) Triângulo de Pascal / Tartaglia
elementos. Podemos, agora, calcular o número de subconjuntos É uma tabela formada por números binomiais dispostos de
de B com (p + 1) elementos de duas maneiras diferentes: tal forma que números binomiais de mesmo numerador situam-se
1ª maneira: número de subconjuntos de B com (p + 1) elementos, em uma mesma linha, e os de mesmo denominador, em uma
mesma coluna. Essas linhas e colunas são numeradas a partir do
p ≤ n, sendo um deles o x (neste caso, basta escolher p elementos
 n
dentre os n possíveis, pois já é certa a participação de x), mais o zero, e qualquer número binomial   , no Triângulo de Pascal,
 p
número de subconjuntos de B com (p + 1) elementos, todos sem o x situa-se na linha de número n (numerador) e na coluna de número p
(escolhem-se (p + 1) elementos dentre os n possíveis). Assim, B tem,
(denominador).
ao todo, Cn,p + Cn,p + 1 subconjuntos com (p + 1) elementos, isto é,

105

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Linha zero
0 Propriedades do Triângulo de Pascal
0
  Observando o último Triângulo de Pascal, percebem-se
1  1 algumas propriedades:
Linha 1  0  1
  
1. Propriedade das linhas
 2   2  2
Linha 2  0  1   2  A soma de todos os elementos da linha de numerador n
   
é igual a 2n. Veja:
 3   3  3  3
Linha 3  0  1   2   3 
    
Linha zero 1 → soma = 1 = 20
 4 4 4 4 4
Linha 4  0  1   2   3   4  Linha 1 1 1→ soma = 1+ 1 = 21
      Linha 2 1 2 1 → soma = 1+ 2 + 1 = 22
........................................................
Linha 3 1 3 3 1 → soma = 1+ 3 + 3 + 1 = 23
n  n n n n  n ..............................................................................
Linha n  0  1   2   3   4  ...  n 
       
 n  n  n  n  n
Linha n → soma =   +   +   +   + ... +   = 2n
 0 1  2  3  n
Note que a linha de número n (denominador n) tem
(n + 1) elementos. De fato, considerando um conjunto A de n elementos,
o número de subconjuntos de A:
Usando as consequências da definição de coeficientes
n 
• Sem elementos (subconjunto vazio) é Cn,0 =   ;
binomiais,  n =  n = 1, temos que toda linha do triângulo de 0
 0  n
Pascal começa e termina em 1, isto é:   n
• Com 1 elemento é Cn, 1 = 1  ;
 
 0 1   2  n
 0 =  0 =  0 = ... =  0 = 1, para todo n natural.   n
• Com 2 elementos é Cn, 2 =  2  ;
 
 0 1  2  n ....................................................
 0 = 1 =  2 = ... =  n = 1, para todo n natural.
  n
• Com n elementos é Cn, n =   .
n
Quanto aos demais elementos, eles podem ser obtidos
usando-se a Relação de Stifel, isto é, somando dois elementos  n  n  n  n  n
Assim, A tem um total de   +   +   +   + ... +  
consecutivos de uma mesma linha (mesmo numerador). O resultado  0 1  2  3  n
dessa soma é o número binomial que se encontra imediatamente subconjuntos.
abaixo do número binomial somado que tem maior denominador Por outro lado, formar um subconjunto de A é uma
(maior coluna). ação composta de n etapas, cada uma com 2 possibilidades:
Veja: escolher ou não escolher cada um dos n elementos de A
para participar (ou não) do subconjunto a ser formado.
 n +  n 
 p →  p + 1 Daí, pelo princípio fundamental da contagem, podemos
formar 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ ...⋅ 2 = 2n subconjuntos distintos para A.

↓= n vezes
 n + 1 Portanto:
 p + 1
Nº de subconjuntos de A =   +   +   +   + ... +   = 2n.
n n n n n
Assim, calculando os valores dos números binomiais,  0  1   2   3  n
o Triângulo de Pascal passa a ser: Exemplo:
Linha zero 1 Calcule a seguinte soma: S = 10  + 10  + 10  + ... + 10  .
Linha 1 1 1 3 4 5 10 
Linha 2 1 2 1
Linha 3 1 3 3 1 Solução: Usando a propriedade das linhas do Triângulo de Pascal,
Linha 4 1 4 6 4 1 temos:
Linha 5 1 5 10 10 5 1
Linha 6 1 6 15 20 15 6 1 10  10  10  10  10  10 
 0  +  1  +  2  +  3  +  4  + ... + 10  = 2 ⇒
10

Linha 7 1 7 21 35 35 21 7 1              


............................................................... S
1+ 10 + 45 + S = 1 024 ⇒ S = 968.
• Note: 1 + 1 (na linha 1) = 2 (na linha 2)
2. Propriedade das colunas
• Note: 1 + 2 (na linha 2) = 3 (na linha 3) e 2 + 1 (na linha 2) = 3
(na linha 3) A soma dos coeficientes binomiais de uma mesma coluna,
• Note: 3 + 3 (na linha 3) = 6 (na linha 4) a partir do primeiro número binomial da coluna, é igual ao
• Note: 4 + 6 (na linha 4) = 10 (na linha 5) número binomial que se encontra na linha e na coluna seguintes
(na diagonal), em relação à última parcela.

106

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Por exemplo, somando os elementos da coluna 3 do  p + n + 1  p + n + 1  p + n + 2


=  + = (Relação de Stifel)
Triângulo de Pascal, até a linha 6, temos:  p + 1   p   p + 1 
Linha zero 1 Daí, a proposição
Linha 1 1 1  p  p + 1  p + 2  p + k  p + k + 1
 p +  p  +  p  + ... +  p  =  p + 1  também será
Linha 2 1 2 1
verdadeira para n = k + 1.
Linha 3 1 3 3 1
Assim, pelo princípio da indução finita, a propriedade das colunas
Linha 4 1 4 6 4 1
do Triângulo de Pascal é verdadeira.
Linha 5 1 5 10 10 5 1  2  3  4  n 17
Exemplo: Se   +   +   + ... +   =   , calcule o valor
 2  2  2   2 14
Linha 6 1 6 15 20 15 6 1
numérico de n.
Linha 7 1 7 21 35 35 21 7 1
Solução:
Linha 8 1 8 28 56 70 56 28 8 1 Observando que as parcelas são coeficientes binomiais de mesmo
denominador (mesma coluna), usando a propriedade das colunas
Observe: do Triângulo de Pascal, temos:
 2  3  4  n  n + 1
 2 +  2 +  2  + ... +  2 =  3  . Daí,
1 + 3 + 6 + 10 + 15 = 35, ou seja,   +   +   + ... +   =  
2 3 4 6 7
 2  2  2   2  3
Observe mais:  n + 1 17  n + 1 17
= ⇒  = ⇒ n + 1 = 17 ⇒ n = 16
 3  14  3   3 
 2  3  4  5  6
1 + 3 + 6 + 10 = 20, ou seja,   +   +   +   =  
 2  2  2   2  3
complementares
1  2  3  6  7
1 + 2 + 3 + ... + 6 = 21, ou seja, 1 + 1 + 1 + ... + 1  =  2 3. Propriedades das diagonais
   
A soma dos coeficientes binomiais de uma mesma diagonal,
 3  4  5  6  7  a partir do primeiro número binomial da diagonal, é igual ao
1 + 5 + 15 + 35 = 56, ou seja,   +   +   +   =   número binomial que se encontra na linha seguinte e na mesma
 3  3   3  3  4
coluna, em relação à última parcela.
Em geral, temos: Por exemplo, somando os elementos da diagonal do Triângulo
de Pascal que começa na linha 3 e vai até a linha 7, temos:
 p  p + 1  p + 2  p + k  p + k + 1
 p +  p  +  p  + ... +  p  =  p + 1  , para quaisquer p Linha zero 1
Linha 1 1 1
e k naturais. Linha 2 1 2 1
Linha 3 1 3 3 1
De fato, usando o princípio da indução finita:
Linha 4 1 4 6 4 1
I. Para k = 1: Linha 5 1 5 10 10 5 1
Linha 6 1 6 15 20 15 6 1
 p  p + 1 (p + 1)! Linha 7 1 7 21 35 35 21 7 1
 p +  p  = 1+ p! ·1! = 1+ (p + 1) = p + 2 e Linha 8 1 8 28 56 70 56 28 8 1
Linha 9 1 9 36 84 126 126 84 36 9 1
 p + 2 (p + 2)! .................................................................................................
 p + 1 = p! ·1! = p + 2
Observe: 1 + 4 + 10 + 20 + 35 = 70, ou seja,
Daí, para k = 1, a proposição  3  4  5  7   8
 0 + 1  +  2 + ... +  4 =  4 = 70
 p  p + 1  p + 2  p + k  p + k + 1
 p +  p  +  p  + ... +  p  =  p + 1  é verdadeira.
Observe mais: 1 + 5 + 15 + ... + 70, ou seja,
 4  5  6  7  8   9 
II. Supondo a proposição verdadeira para k = n, isto é,  0  + 1 +  2 +  3 +  4 =  4 = 126
 p  p + 1  p + 2  p + k  p + k + 1
supondo que   +  + + ... +  = é Em geral, temos:

 p  p   p    p   p + 1 
 p  p + 1  p + 2  p + k  p + k + 1
verdadeira, provaremos que a proposição também é verdadeira  0 +  1  +  2  + ... +  k  =  k  , para qualquer
para n = k + 1. De fato, temos:
p e k naturais.
 p  p + 1  p + 2  p + n  p + n + 1
 p +  p  +  p  + ... +  p  +  p + 1  =
 De fato, usando os números binomiais complementares das
 
 p + n + 1 respectivas parcelas, temos:
 p +1   p  p + 1  p + 2  p + k
 
 0 +  1  +  2  + ... +  k  =

107

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

 p  p + 1  p + 2  p + k 3 2  5
=  + + + ... +  = x + x 3a2 + x 3a
a 2
x 3a2 + ... + 
+ x 3
a2 =   x 3a2
 p  p   p   p   2
 5
 p + k + 1  2 = 10 vezes
= (propriedade das colunas)  
 p + 1 
 p + k + 1  5 3 2 3 2
= (números binominais complementares) Daí, o termo em x3a2 é:   x a = 10x a .
 k   2

Assim, a propriedade das diagonais do Triângulo de Pascal é


Note: o denominador do coeficiente binomial é o número de vezes
verdadeira. que o a foi escolhido.
19 5 + p
 
Exemplo: Calcule o seguinte somatório: ∑  .
2  p  Querendo, por exemplo, o termo em x 4 a 1 nesse
Solução: desenvolvimento (a soma dos expoentes de x e de a deve ser igual
a cinco), deve-se escolher o x em 4 dos cinco fatores e o a no fator
19
 5 + p  7  8  9   24
Sabemos que ∑  = + +
p   2  3  4
+ ... +   .
19 
que restou, e depois multiplicá-los:
2
x · x · x · x · a = x4a1

Observando que os numeradores e os denominadores são,


5! 5
respectivamente, consecutivos, as parcelas são números Como há P51,4 = =   . modos diferentes de se obter
binomiais de uma mesma diagonal. Observando também que a 1! ⋅ 4! 1 
diferença entre os numeradores e os respectivos denominadores 5
x4a1, o termo em x3a2 é:   x 3a1 = 5x 3a1.
é 5, aplicando a propriedade das diagonais do Triângulo de 1 
Pascal, temos:
Note: o denominador do coeficiente binomial é o número de vezes
 5  6  7  8  9   24  25
 0 + 1  +  2 +  3 +  4 + ... + 19  = 19  . Daí: que o a foi escolhido.

19 5 + p
   25  19
 5 + p   25  Assim, de modo análogo, obtemos todos os termos:
1+ 6 + ∑   =   ⇒. ∑  =   − 7.  5  5  5  5 5  5
2  p  19  2  p  19  ( x + a)5 =   x5a0 +   x 4a1 +   x 3a2 +   x 2a3 +   x1a4 +   x 0a5
 0  1  2  3  4  5
 25
Resposta:   − 7 Em geral, para x e a reais e n inteiro positivo, temos o
19 
chamado Teorema Binomial:

Binômio de Newton  n  n  n  n
( x + a)n =   xna0 +   xn −1a1 +   xn − 2a2 + ... +   x 0an
Se x e a são números reais e n é um inteiro positivo,  0  1  2  n
a potência (x + a)n é chamada de Binômio de Newton, cujo ou
desenvolvimento faremos com base na propriedade distributiva e
nas técnicas de contagem.
n
 n
Inicialmente, veja o exemplo:
( x + a)n = ∑  p xn − pap
p=0
(x + a)5 = (x + a) · (x + a) · (x + a) · (x + a) · (x + a).
Para obter todos os termos desse desenvolvimento, Nesse desenvolvimento, dizemos que as potências de base a
aplicamos a propriedade distributiva, escolhendo, em cada um estão em ordem crescente (os valores de p vão aumentando) e as
dos cinco fatores, apenas um dos termos (x ou a). Como são cinco de base x, em ordem decrescente. Querendo o desenvolvimento
fatores, cinco termos serão escolhidos e multiplicados.
segundo as potências crescentes de x, é só trocar os expoentes em
Após fazer todas as escolhas possíveis e multiplicado os cinco
cada termo: xpan – p.
termos escolhidos, os termos semelhantes deverão ser somados. Muitas vezes, estamos interessados em apenas um dos
Assim, por exemplo, podemos escolher o x em três dos cinco fatores, termos do desenvolvimento do Binômio de Newton. Nesse caso, é
e o a nos dois fatores restantes. Veja: útil conhecer a fórmula do termo geral:

x · x · x · a · a = x3a2 n
Tp + 1 =   xn − pap , em que p ∈ {0, 1, 2, ..., n}.
x · x · a · x · a = x3a2 p
x · a · x · x · a = x3a2
................................ Nesse caso, (p + 1) indica a posição do termo no
a · a · x · x · x = x3a2 desenvolvimento do Binômio de Newton, segundo as potências
decrescentes de x. Note que o desenvolvimento do Binômio de
Newton apresenta (n + 1) termos, pois p está variando de zero a n.
Como o número de maneiras de se obter o termo x3a2 é
uma permutação de cinco elementos, com repetição de 3 e 2, O binômio (x – a)n
5!  5
P52,3 = = , somando os termos semelhantes obtidos, Percebendo que ( x − a) =  x + ( −a) e usando o teorema
n n
2!3!  2
encontramos: anterior, temos que:

108

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

 n  n  n n  n
( x − a)n =   xna0 −   xn −1a1 +   xn − 2a2 − ... + ( −1)   x 0an
Binômio de Newton – Parte II
 0  1  2  n Nesta aula, trabalharemos com algumas ideias que facilitarão
certos cálculos específicos relativos ao Binômio de Newton.
n
 n n −p p
∑ ( −1)
p
( x − a)n = Comecemos com a soma dos coeficientes do desenvolvimento
 p x a , cujo termo geral é:
p= 0 de um binômio, todos ou alternados. Depois, na aula seguinte,
trabalharemos com produto de binômios de Newton e com
n somatórios, nos quais é possível mudar o padrão dos termos.
Tp + 1 =   xn − pap , em que p ∈ {0, 1, 2, ..., n}.
p
Soma dos coeficientes alternados
Exemplo 1: Qual o termo independente de x no desenvolvimento
12
de  x 2 + 
1 Considerando o desenvolvimento do binômio
?
 x
(ax + b)n =  n0 (ax )n + 1n (ax )n−1b +  n2 (ax )n− 2b2 + .... +  nn bn ,
Solução:
em que a e b são constantes, podemos simplificar o coeficiente de
1
Observando que = x −1 , o termo geral desse Binômio de Newton cada termo, obtendo:
x
12 12 24 − 2p − p
( ) ( ) ( ax + b )
12 − p n
é Tp +1 =   x 2
p
⋅ x −1 , ou seja, Tp + 1 =  x , em que = Anxn + An−1x n−1 + An−2x n−2 + ... + A1x1 + A 0 x 0 .
 p  p 

p ∈ {0, 1, 2, ..., 12}. Assim, para x = 1 e para x = –1, temos:


I. Soma de todos os coeficientes:
O termo independente de x é aquele cujo expoente da variável x = 1 ⇒ (a + b)n = An + An–1 + An–2 + ... + A1 + A0.
x é igual a zero. Daí, devemos ter: 24 – 2p – p = 0 ⇒ p = 8.
II. Soma dos coeficientes com os sinais alternados:
12 12! x = –1 ⇒ (–a + b)n = An(–1)n + An–1(–1)n–1 + An–2(–1)n–2 + ...
Assim, para p = 8, obtemos T9 =   x 0 ⇒ T9 = = 495.
 8 8! ⋅ 4! + A1(–1)1 + A0.
Exemplo 2: Para que valores de n o desenvolvimento do binômio
Observando que (–1)Par = 1 e (–1)Ímpar = –1, obtemos:
n
 1
 x + 5  apresenta termo de 1º grau? (a+ b)n = An + An −1 + An − 2 + ... + A1 + A 0
• Se n é par ⇒ 
x
( − a+ b) = An − An −1 + An − 2 − ... − A1 + A 0
n

Solução:
Somando ou subtraindo membro a membro essas duas igualdades,
1 ficamos, respectivamente, com:
Observando que 5 = x −5 o termo geral desse Binômio de Newton
x
 n p
( )  n
é Tp +1 =   xn −p ⋅ x −5 , ou seja, Tp +1 =   xn −p −5p , em que (a + b)n + ( −a + b)n = An + An − 2 + ... + A 0
 p  p 2
p ∈ {0, 1, 2, ... , n}. O termo de 1º grau é aquele cujo expoente da
ou
variável x é igual a um. Daí, devemos ter:
n – p – 5p = 1 ⇒ n = 6p +1 ⇒ n ∈ {1, 7, 13, 19, ...}. (a + b)n − ( −a + b)n = An −1 + An − 3 + ... + A1
Note: n deixa resto igual a 1 quando dividido por 6. 2

Exemplo 3: Determine a soma dos coeficientes dos termos no (a + b)n = An + An −1 + An − 2 + ... + A1 + A 0
desenvolvimento de (2x + 3y3)18. • Se n é ímpar ⇒ 
( −a + b) = − An + An −1 − An − 2 + ... − A1 + A 0
n

Solução:
Somando ou subtraindo membro a membro essas duas igualdades,
Pelo teorema binomial, temos que: ficamos, respectivamente, com:
18
18 (a + b)n + ( −a + b)n
( )
p
∑  p  (2x )
18 − p
(2x + 3y 3 )18 = ⋅ 3y 3 . = An −1 + An − 3 + ... + A 0
p= 0 2
ou
Fazendo x = y = 1 na igualdade anterior, obtemos: ( a + b) − ( − a + b)
n n

= An + An − 2 + ... + A1
2
18 18 18 18
(2 ⋅1+ 3 ⋅13 )18 =   218 ⋅ 30 +   217 ⋅ 31 +   216 ⋅3
32 + ... +   20 ⋅ 318
 0  1  2 18
Exemplo 1:
Daí, soma dos coeficientes = (2 · 1 + 3 · 13)18 = 518. Calcule as seguintes somas:

109

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

100 100 100 100 100 • (x0 ∙ x2 = x2) p = 5 e k = 4 ⇒


a)  0  +  1  +  2  +  3  + ... + 100
 5    6 
⇒   (2x )0 ⋅ 15  ⋅ ( −1)4 ⋅   x 2 ⋅ 24  = [1x 0 ] ⋅ [240x 2 ] = 240x 2
  5    4  
100 100 100 100 100
b)  0  +  2  +  4  +  6  + ... + 100
• (x1 ∙ x1 = x2) p = 4 e k = 5 ⇒
100 100 100 100 100  5   
⇒   (2x )1 ⋅ 14  ⋅ ( −1)5 ⋅   x1 ⋅ 25  = [10x] ⋅ [−192x] = −1 920x 2
c)  1  +  3  +  5  +  7  + ... +  99  6
  4    5 

Resolução: • (x2 ∙ x0 = x2) p = 3 e k = 6 ⇒

 5   
⇒   (2x )2 ⋅ 13  ⋅ ( −1)6 ⋅   x 0 ⋅ 26  = [40x 2 ] ⋅ [64 x 0 ] = 2 560x 2
6
Partindo do desenvolvimento do binômio  3    6 

( x + 1)100 = 100  100 100 99


0 
x +
 1 
100 98 2
x ⋅ 1+ 
 2 
100 100
x ⋅ 1 + .... + 
100
⋅1 , Logo, o coeficiente final do termo em x2 será:
(240 – 1 920 + 2 560) x2 = 780x2.
façamos:
Aprofundando Números Binomiais,
I. x = 1 ⇒2100 = 100 + 100 + 100 + 100 + ... +  99 + 100
 0   1   2   3 
(Linha do trii â ngulo de Pascal)
 99 100 Triângulo de Pascal e Binômio de
Newton
II. x = –1 ⇒ 0100 = 100 − 100 + 100 − 100 − ... −  99 + 100
 0   1   2   3   99 100 Como aprofundamento, trabalharemos, nessa aula, com
certas somas específicas, nas quais mudando-se o padrão dos
termos, os cálculos ficam facilitados. Trabalharemos também com
Agora, é só somar e subtrair membro a membro essas duas
potências da soma de três termos.
igualdades:

III. Somando: Mudando o padrão dos termos


100 100 100 100 Algumas somas ficam facilitadas quando se muda o padrão
2100 + 0100 = 2  + 2 + 2 + ... + 2 
 0   2   4  100 de seus termos. Por exemplo, no somatório
n
n n n n n
100  2 + 0
100 100 ∑ p  p  = 1 ⋅ 1  + 2 ⋅  2  + 3 ⋅  3  + ... + n ⋅  ,
Daí, 
100  100  100  n
 +  +  + ... +   = = 299 p =1
 0   2   4  100  2
n
IV. Subtraindo: cada termo apresenta a forma p ⋅   , na qual p é variável,
p
100 100 100  99   n
2100 − 0100 = 2 + 2 + 2 + ... + 2   p ∈ {0, 1, ..., n}, mas n é constante. Alterando o padrão p ⋅  p  para
 1   3   5   99  
 n − 1
 99 2 − 0
100 100 a forma equivalente n ⋅  , os cálculos ficarão facilitados, pois
100 100 100
Daí,   +  +  + ... +   = = 299  p − 1
 1   3   5   99 2
n é constante, poderá ser colocado em evidência. Veja:
Resposta: a)2100b)299 c)299
 n n! p⋅n (n − 1)!  n − 1
p  = p ⋅ = ⋅ = n ,
 p p! ⋅ (n − p)! p (p − 1)! ⋅ (n − p)!  p − 1
Produto de Binômios de Newton
em que n é constante e p é variável.
Considerando o produto (2x + 1)5 · (x – 2)6 e querendo o
seu termo em x2, como proceder para encontrá-lo? Inicialmente, Assim, temos que:
note que: n
n n
 n − 1  n − 1  n − 1  n − 1
• x0 ∙ x2 = x2 ∑ p  p  = ∑ n  p − 1 = n  0 
+ n
 1 
 + ... + n  n − 1
 
p =1 p =1
• x1 ∙ x1 = x2  n − 1  n − 1  n − 1 
= n  +  + ... +  n − 1 
• x2 ∙ x0 = x2  0   1   
= n ⋅ 2n −1.
Assim, desenvolvendo cada binômio e, depois, aplicando
Note: a soma dos elementos da linha (n – 1) do Triângulo de Pascal
a propriedade distributiva, obtemos três termos em x2 que devem
é igual a 2n – 1.
ser somados, para a obtenção do coeficiente final do termo em x2
do produto de binômios de Newton citado. Para o cálculo desse Outro exemplo:
coeficiente final, sabemos que o produto dos termos gerais é: Na soma S = 1 · 2 · 3 + 2 · 3 · 4 + 3 · 4 · 5 + ... + 98 · 99 · 100,
 5 cada termo tem a forma:
5 −p p  k  6 6 − k k
 p (2x ) ⋅ 1  ⋅ ( −1) ⋅  k  x ⋅ 2  ,
    p ∙ (p + 1) ∙ (p + 2), em que p ∈ {0, 1, 2, ..., 98}.
em que p ∈ {0, 1, ..., 5} e k ∈ {0, 1, ..., 6}. Alteremos essa forma, buscando uma constante. No caso,
Para aparecer produto em x , temos três possibilidades:
2 a constante é a diferença entre o maior e o menor fator de cada
termo. Veja:

110

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

(p + 2)! α1 + α2 + α3 = 10
p ⋅ (p + 1) ⋅ (p + 2) = .
(p − 1)!
Uma solução:
Note que a diferença [(p + 2) – (p – 1)] = 3, para todo | | | | | |+ + | | | | ⇒ (6, 0 , 4) ⇒ a6 · b0 · c4 = a6c4.
natural p. Usemos, pois, 3! para completar o número binomial,
Como cada permutação entre 10 barras e os dois sinais
já por nós conhecido. Daí, podemos escrever:
“+“ gera uma solução, o desenvolvimento da potência (a + b + c)10
(p + 2)!  p + 2
p ⋅ (p + 1) ⋅ (p + 2) = 3! ⋅ = 3! ⋅  . apresentará P1210, 2 =
12!
= 66 termos.
3! ⋅ (p − 1)!  3  10! ⋅ 2!

Assim, temos:
98 98
 p + 2
∑ p ⋅ (p + 1) ⋅ (p + 2) = ∑ 3! ⋅  3 
Exercícios
p =1 p =1

 3   4   5  100  
= 3! ⋅   +   +   + ... +  
  3   3   3   3  n
 2
101 01. (AFA) Com relação ao binômio  x 2 +  , é correto afirmar que
=6⋅ .  x
 4 
A) se o 5o termo do desenvolvimento desse binômio, segundo
Note: foi utilizada a propriedade das colunas do Triângulo de Pascal.
as potências decrescentes de x, é 560x2, então n é igual a
7.
Expansão multinomial
B) se n é ímpar, seu desenvolvimento possui um número ímpar
Como proceder para determinar o termo em x 5 do de termos.
desenvolvimento, por exemplo, de (2 + x + x2)9? O que parece C) possui termo independente de x, ∀ n ∈ N*
complicado, na realidade, é apenas um pouco trabalhoso, mas D) a soma de seus coeficientes binomiais é igual a 64, quando
nada exagerado. Veja: esse binômio possui seis termos.

9 fatores 
(2 + x + x ) = (2 + x + x ) ⋅ (2 + x + x ) ⋅ (2 + x + x2 ) ⋅ ... ⋅ (2 + x + x2 ) .
2 9 2 2
02. (EsPCEx) O valor da expressão E = (999)5 + 5 · (999)4 + 10 · (999)3 +
+ 10 · (999)2 + 5 · (999) + 1 é igual a
Ao aplicar a propriedade distributiva de cada fator, devemos A) 9 · 103
escolher um termo, multiplicar e, depois, somar os termos B) 9 · 1015
semelhantes (termos com a mesma parte literal). No caso, estamos C) 1015
interessados nos termos em x5. Para obter a parte literal x5, os nove D) 999999
termos escolhidos (um de cada fator) podem ser assim formados, E) 999 · 1015
com as respectivas quantidades de modos diferentes:
03. (EsPCEx) O termo independente de x no desenvolvimento de
• x⋅
x ⋅ x ⋅ x ⋅ x ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅2 ⇒ P95, 4 ⋅ 16x5 = 2 016x5  3 1
10

P95, 4 x − 2  é igual a
 x 
⋅ x ⋅ x ⋅ x ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅2 ⇒ P91, 3, 5 ⋅ 32x5 = 16 128x5
• x2 A) 110 D) 410
P91, 3, 5 B) 210 D) 510
C) 310
⋅ x 2 ⋅ x ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅2 ⇒ P92, 1, 6 ⋅ 64 x5 = 252x5
• x2
P92, 1, 6 9
04. (EsPCEx) No desenvolvimento do binômio  x 2 + k4  , o termo
Assim, o termo em x5 procurado será:  x 
independente de x é igual a 672. Então k é um número
(2 016 + 16 128 + 252)x5 = 18 396x5
A) primo.
Outro exemplo: B) divisível por 3.
C) múltiplo de 5.
Quantos termos não semelhantes (partes literais distintas)
D) inteiro quadrado perfeito.
apresenta o desenvolvimento de (a + b + c)10?
E) inteiro cubo perfeito.
Resolução:
A potência (a + b + c)10 equivale ao produto de 10 fatores, 05. (AFA) O menor dos possíveis coeficientes do termo em x8, no
todos iguais a (a + b + c). Nesse produto, ao aplicar a propriedade desenvolvimento de (2 + x2 + 3x3)10, é igual a
A) 11.240
distributiva, devemos escolher, em cada um dos dez fatores, um
B) 12.420
dos termos (ou a ou b ou c) e multiplicá-los. Feito isso, o número
C) 13.440
de termos será igual ao número de partes literais distintas obtidas. D) 14.720
Como para cada produto podemos escolher os termos a, b e c em,
digamos, α1, α2 e α3 dos dez fatores, respectivamente, os produtos 06. (EsPCEx) Determine o valor numérico do polinômio
têm a forma: p(x) = x4 + 4x3 + 6x2 + 4x + 2017 para x = 89.
aα1 ⋅ bα2 ⋅ c α3 , em que α1 + α2 + α3 = 10. A) 53 213 009 D) 65 612 016
Assim, o número de partes literais distintas é igual ao número B) 57 138 236 E) 67 302 100
C) 61 342 008
de soluções inteiras não negativas (nulas ou positivas) da equação:

111

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

x  x + 1 A) 455
07. Sabendo que   = 28 e  x  = 56, calcule o valor de  . B) 465
y
   y + 1  y + 1
C) 575
A) 84 D) 81 D) 584
B) 83 E) 80 E) 644
C) 82

13. (Unifor) A soma   +   + ... +   é igual a


5 6 20
08. (Unifor) Por uma das propriedades do Triângulo de Pascal, a  3  3 3
 50  50  51  52
soma   +   +   +   é igual a A) 6 640
 20  21  22  23
B) 5 985
 51  52 C) 5 980
A)  21 D)  21
  D) 4 845
E) 4 840
 51  52
B)  22 E)  
   22
14. O coeficiente de x8 do polinômio p(x) = x10 + a9x9 + a8x8 + ... +
 53 a2x2 + a1x1 + a0, cujas raízes são: 0, com multiplicidade 3, e 2,
C)  23 com multiplicidade 7, é igual a
 
A) 84
B) 80
 n  n   n  C) 44
09. A soma   + 2  + , para n e p naturais, n > p, é
 p  p + 1  p + 2 D) 42
igual a E) 21

 n + 2 n + 2
C) 
5
A)  15. Determine o coeficiente de 2 , após a redução de radicais
 p   p + 2
( )
8
semelhantes no desenvolvimento de 1− 2 .
5

 n + 2  n + 2 A) 32 D) 56
B)  p + 1 D) 2  p 
    B) 48 E) 64
C) 52

10. (UFMG – Adaptada) Qual é a soma dos algarismos do número 16. (Unioeste) O valor da expressão:
inteiro m que satisfaz a equação seguinte, envolvendo números
combinatórios? 1534 – 4 · 1533 · 3 + 6 · 1532 · 32 – 4 · 153 · 33 + 34
é igual a
 1 999   1 999   2 000 
 2m − 1 + 1 999 − 2m =  2m − 200 A) 153(153 – 3)3 + 3
B) 1474
A) 3 D) 18 C) 154 · 34
B) 8 E) 28 D) 1534
C) 10 E) 154 · 104

 2k  1
10
11. Considerando todos os termos da forma   , em que k é 17. (UEL) No desenvolvimento do binômio  4 x +
p
  , segundo
x
uma constante natural e p ∈ {0, 1, ... , 2k}, o maior deles é as potências decrescentes de x, o sétimo termo é
 2k 
D)  2k 
11
A)  k − 1 A) 210 · x–4 D) 120 ⋅ x 4
   2k + 1
11

 2k B) 120 ⋅ x 4 E) 210 · x4
E)  
2k
B)  k 
  2 C) 210 · x–2

C) 
2k  t
 k + 1  3
18. (Mackenzie) No desenvolvimento de  x 2 +  , t ∈ N, segundo
 x
12. (Unifor) No triângulo aritmético de Pascal vale, a seguinte as potências decrescentes de x, os coeficientes binomiais do
propriedade: quarto e do décimo terceiro termos são iguais.
 n  n + 1  n + 2  n + 3  n + p  n + p + 1 Então, o termo independente de x é o
 0 +  1  +  2  +  3  + ... +  p  =  p 
,
A) décimo.
B) décimo primeiro.
na qual n e p são números naturais, tais que n ≥ p. Usando-se C) nono.
essa propriedade, é possível calcular o valor da soma D) décimo segundo.
 7  8  9  10 E) oitavo.
 2 +  3 +  4 +  5  . Esse valor é:

112

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

19. (Unifor) A soma dos coeficientes obtidos no desenvolvimento de  π


(5x2 – 3)n, n ∈ n*, é 64. Se o desenvolvimento foi feito segundo 25. Para todo x ∈ 0, , temos que a expressão
as potências decrescentes de x, o coeficiente do termo em x6 é  2
tg10x – 5tg8x · sec2x + 10tg6x · sec4x – 10tg4x · sec6x + 5tg2x ·
A) 84 375
B) 67 500 sec8x – sec10x, é igual a
C) – 43 200 A) –2 D) 1
D) – 67 500 B) –1 E) 2
E) – 84 375 C) 0

10
26. (UFC) Assinale a alternativa na qual consta um número real
10 positivo x ≥ 1 que satisfaz a equação
20. (ITA) ∑ 2k  k  é igual a
k=0 3 3
 1  1 125
A) 210  x + 1 −   x − 1 −  = 64
x x
B) 210 – 1
C) 310 – 1 A) 1
B) 2
D) 310 + 1 C) 3
E) 310 D) 4
E) 5
 n
21. (UFC) O símbolo   indica a combinação de n objetos
 k 20 
20!  n
27. Seja f ( x ) = ∑ 
k
 20  3   ⋅ x uma função real, de variável
20
k a k. O valor de x2 – y2 quando x = 420 ∑   ⋅   e  n! ⋅ ( 20 − n)!
n=0 
k=0
 k   4
k real, em que n! indica o fatorial de n.
 20  2
20
y = 520 ∑   ⋅   é igual a
k =0
 k   5
Sobre f, podemos afirmar que
A) 0 A) f(–3) = –2
B) –1 B) f(–2) = –1
C) –5 C) f(–1) = 0
D) –25 D) f(0) = 2
E) –125 E) f(1) = 1

22. As soluções, em R, da equação 28. O quarto termo do desenvolvimento do produto de binômios


cos4 x – 4cos3 x + 6cos2 x – 4cos x + 1 = 0 são: a seguir, segundo as potências decrescentes de x, para x > 0,
Sugestão: use o desenvolvimento do binômio (p – q)4. é igual a:
4 4
A) x = 2kπ, em que k é um inteiro qualquer.  1  1
B) x = (2k + 1)π, em que k é um inteiro qualquer.  x +  ⋅ x − 
x  x
c) x = kπ, em que k é um inteiro qualquer.
d) x = (4k + 1)π, em que k é um inteiro qualquer. A) –42

23. Seja (1 + x + x2)10 = A0 + A1x + A2x2 + ... + A20x20. O valor


B) 6
numérico de A1 + A3 + A5 + ... + A19 equivale a
C) x4
A) 210
−4
D) 2
B) 310 x
1
310 + 1 E)
C) x4
2
9
 20 
∑  2i + 1 , pode-se afirmar que
38
29. Seja k = k corresponde a
310 − 1
D) i= 0
2
A) 2
E) 29 B) 2
24. (Mackenzie-SP) Conhecido o desenvolvimento de (1 + x) , vê-se
n C) 22
 n  n  n  n n  n D) 2 2
que  0 + 2 1 + 4  2 + 8  3 + ... + 2  n é
         
( )
55
30. Se n é o número de termos no desenvolvimento de 5
x + 10 y
A) 2n
que não contêm radicais, então n é igual a
B) 3n
A) 8
C) 4n
B) 7
D) 32n C) 6
E) 64n D) 5
E) 4

113

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

B) Sequência das quantidades de alunos da classe na qual estuda


Aula 07:

Matheus, nascidos, respectivamente, em janeiro, fevereiro, …,


Aula dezembro.
Sequências • A = {(1, 5); (2, 4); (3, 3); (4, 10); (5, 9); (6, 1); (7, 0); (8, 0);
07 (9, 1); (10, 3); (11, 5); (12, 1)}, em que os primeiros elementos
dos pares indicam as respectivas posições (meses) dos termos
(quantidades).
Ou simplesmente:
Introdução
• A = (5, 4, 3, 10, 9, 1, 0, 0, 1, 3, 5, 1), em que indicam-se
Quem observa e identifica padrões, pode fazer aferições
apenas as quantidades de nascimentos.
com maior precisão e agilidade. Por exemplo, meu filho Matheus,
no dia 30 de junho de 2011, quinta-feira, completou 14 anos.
Observando que de 7 em 7 dias temos o mesmo dia da semana, Definições
podemos aferir que ele nasceu no dia 30 de junho de 1997, numa
segunda-feira (3 dias antes de quinta-feira). Percebeu? Se não, veja: 1) Uma sequência finita de n elementos é uma função f de
sendo 14 · (365 dias) uma quantidade de dias múltipla de 7, voltando n*n = {1, 2, 3, ..., n} em r:
no tempo essa quantidade, chegamos no mesmo dia da semana do f : N*n → R
f n = a
 ( )
dia 30 de junho de 2011 (quinta-feira). A partir daí, devemos voltar
n
na semana apenas os 3 dias relativos a 29 de fevereiro de 2008,
2004 e 2000 (anos bissextos do período em questão). Assim, temos a sequência (função):
Algumas sequências, dentre elas as progressões aritméticas
e geométricas, apresentam padrões definidos que estudaremos N*n r Note:
a seguir. Com certeza, o conhecimento de tais padrões serão de 1 a1 f(1) = a1
grande utilidade no enfrentamento de situações-problema que f(2) = a2
2 a2
contemplem sucessões numéricas. f(3) = a3
3. a.3
.. ..
Noções iniciais n an
f(n) = an

Na Teoria dos Conjuntos, dois conjuntos, A e B, são iguais


quando todos os elementos de A são, também, elementos de B,
e todos os elementos de B são, também, elementos de A, não Podemos, também, representar essa sequência por pares
importando a ordem nem se há elementos repetidos. ordenados:
Exemplos: f = {(1, a1); (2, a2); (3, a3); ... ; (n, an)} ou simplesmente pelas suas
imagens f = (a1, a2, a3, ..., an).
{1, 2, 3, 4} = {4, 3, 2, 1} = {2, 4, 1, 3}
2) Uma sequência infinita é uma função f de n* em r:
{0, 2, 0, 4, 4} = {0, 2, 4} = {4, 2, 2, 2, 0, 0, 0, 0}
f : N * → r
f n = a
Já no conceito de par ordenado, a ordem dos elementos  ( ) n
no par deve ser respeitada, isto é, se A = (3, 4) e B = (4, 3), temos
que A ≠ B: Assim, temos a sequência (função):
y n* r
A 1 a1
4
B 2 a2
3
3. a.3
.. ..
n. a.n
x .. ..
0 3 4

Nas sequências, temos uma lista ordenada de termos, ou


seja, temos um conjunto cujos elementos estão dispostos em uma cuja representação, usando pares ordenados, é:
determinada ordem, por meio de uma lei ou aleatoriamente. Assim, f = {(1, a1); (2, a2); (3, a3); ... ; (n, an); ...}.
nas sequências, diferentemente dos conjuntos, a ordem é um fator
relevante. Para tornar mais simples sua representação, usaremos a
partir de agora apenas: f = (a1, a2, a3, ..., an, ...), indicando somente
Exemplos: as imagens.
A) Sequência dos múltiplos positivos de 7. Outros exemplos de sequências:
• M(7) = {(1, 7); (2, 14); (3, 21); (4, 28); ...}, em que os primeiros A) A = ( − 1, 4, 8 , 25) é uma sequência finita, em que a1 = − 1,
elementos dos pares ordenados indicam as respectivas
a 2 = 4, a3 = 8 e a4 = 25
posições dos termos.
Ou simplesmente: B) B = (1, 4, 9, 16, 25, ..., n 2, ...) é uma sequência infinita, em
• M(7) = (7, 14, 21, 28, ...), em que indicam-se apenas os que a1 = 1; a2 = 4, ..., an = n2, ...
múltiplos de 7.

114

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Representação de uma sequência C) F = (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, ...), sequência de Fibonacci 1.

Podemos representar uma sequência de cinco maneiras Note que cada termo, a partir do terceiro, é a soma dos
diferentes. dois termos imediatamente anteriores:

a1 = 1
Descrição dos termos 
Lei de Recorrência: a2 = 1
Consiste em enumerar os elementos da sequência, an = an − 2 + an − 1, em que n ≥ 3
colocando-os entre parênteses, geralmente por serem de
Perceba que a Lei de Recorrência a n = a n − 2 + a n − 1,
natureza aleatória. para n ≥ 3, nos dá a sequência:
n = 3 ⇒ a3 = a1 + a2 = 1 + 1 ⇒ a3 = 2
Exemplo: n = 4 ⇒ a4 = a2 + a3 = 1 + 2 ⇒ a4 = 3
Sequência das quantidades de bebês nascidos nos n = 5 ⇒ a5 = a3 + a4 = 2 + 3 ⇒ a5 = 5
7 primeiros dias do ano 2005, em um determinado hospital de n = 6 ⇒ a6 = a4 + a5 = 3 + 5 ⇒ a6 = 8
Fortaleza. n = 7 ⇒ a7 = a5 + a6 = 5 + 8 ⇒ a7 = 13

Número de bebês: (0, 1, 1, 4, 5, 3, 2)


Lei de Formação ou termo geral
Consiste em uma lei que nos permite encontrar qualquer
Note que fizemos a listagem ordenada dos termos da termo (an) da sequência em função da sua posição n.
sequência que, aparentemente, não apresentam relações entre si,
Na sequência (5, 8, 11, 14, ...), por exemplo, podemos obter
são de natureza aleatória.
o seu termo geral (Lei de Formação) dando valores sucessivos a n na
Lei de Recorrência a = 5
sua Lei de Recorrência  1 .
an = an − 1 + 3, em que n ≥ 2
Consiste em uma lei que nos permite encontrar qualquer
Veja:
termo (an) da sequência “recorrendo” a termo(s) anterior(es). Note
a2 − a1 = 3
que, na Lei de Recorrência, é necessário se conhecer o primeiro
a3 − a2 = 3
termo (a1), senão não podemos “recorrer” ao termo anterior para
a4 − a3 = 3 (n−1) igualdades
encontrar os demais termos.
..
.
Exemplos: an − an − 1 = 3
Observe como ficariam as seguintes sequências, representadas
por meio da descrição dos termos, usando a Lei de Recorrência: Somando membro a membro, essas (n – 1) igualdades e
cancelando os termos, obtemos:
A) A = (3, 6, 9, 12, ...)
an – a1 = (n − 1) ⋅ 3, em que a1 = 5
Note que, cada termo, a partir do segundo, é o
imediatamente anterior mais 3: Daí, an = 5 + (n – 1) ⋅ 3.
a = 3
Lei de Recorrência:  1 Assim,a Lei de Formação (termo geral) da sequência é:
an = an − 1 + 3, onde n ≥ 2
Note que, atribuindo valores naturais a n, n ≥ 2, na Lei an = 3n + 2
de Recorrência an = an – 1 + 3, obtemos a sequência:
n = 2 ⇒ a2 = a1 + 3 = 3 + 3 ⇒ a2 = 6
n = 3 ⇒ a3 = a2 + 3 = 6 + 3 ⇒ a3 = 9 Assim, por exemplo, o 100o termo será a100 = 302.
n = 4 ⇒ a4 = a3 + 3 = 9 + 3 ⇒ a4 = 12
a = 3
Já considerando a sequência B:  1
B) B = (1, − 2, 6, − 24, ...) an = 2 ⋅ an − 1, para n ≥ 2
ou B = (3, 6, 12, 24, 48, 96, ...), podemos encontrar a sua Lei de
Note que cada termo (an), a partir do segundo, é obtido Formação dando valores sucessivos a n na sua Lei de Recorrência.
multiplicando-se o termo anterior (an – 1) por (– n), em que n
Veja:
indica a posição do termo. Veja:
a2 = 2 ⋅ a1
(1, − 2, 6, − 24, 120, ...)
a3 = 2 ⋅ a2 (multiplicando)
a4 = 2 ⋅ a3
x(−2) x(−3) x(−4) x(−5)
..
.
a = 1 an = 2 ⋅ an − 1
Lei de Recorrência:  1
an = − n ⋅ an − 1, em que n ≥ 2
Multiplicando membro a membro essas (n – 1) igualdades:
Note que a Lei de Recorrência an = − n ⋅ an − 1, n ≥ 2, nos 1 1

fornece a sequência: (a2 ⋅ a3 ⋅ a4 ... an − 1) ⋅ an = 2n − 1 ⋅ a1 ⋅ ( a2 ⋅ a3 ... an − 1 )


n = 2 ⇒ a2 = − 2 ⋅ a1 = − 2 ⋅ 1 ⇒ a2 = − 2
n = 3 ⇒ a3 = − 3 ⋅ a2 = − 3 ⋅ (− 2) ⇒ a3 = 6 Então, a Lei de Formação (termo geral) da sequência é:
n = 4 ⇒ a4 = − 4 ⋅ a3 = − 4 ⋅ 6 ⇒ a4 = − 24

115

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

an = 3 ⋅ 2 (n − 1) Daí, se conhecermos a soma dos n primeiros termos de uma


sequência em função de n, podemos encontrar o termo geral dessa
sequência (an). Em outras palavras, podemos representar, de maneira
Assim, por exemplo, o 100o termo será:
mais sofisticada, uma sequência por meio de uma fórmula que nos
forneça o somatório dos seus n primeiros elementos.
a100 = 3 ⋅ 2 (100 - 1) ⇒ a100 = 3 ⋅ 2 99
Exemplo:
Veja também como podemos encontrar a Lei de Formação Listar os elementos da sequência cujo somatório dos n
(termo geral) da sequência: primeiros termos é dado por Sn = 2n2 + 3.
a = 1 Temos, por exemplo:
C = (1, − 2, 6, − 24, ...) ou C:  1 .
an = − n ⋅ an − 1, onde n ≥ 2 • a1 = S1 ⇒ a1 = 2 ⋅ 1 2 + 3 ⇒ a1 = 5
Dando valores a n na Lei de Recorrência, temos: • a2 = (a1 + a2) − a1 ⇒ a2 = S2 − S1 ⇒ a2 = (2 ⋅ 2 2 + 3) − (2 ⋅ 12 + 3)
a2 = − 2 ⋅ a1 ⇒ a2 = 2(2 2 − 12) ⇒ a2 = 6
a3 = − 3 ⋅ a2 (multiplicando)
a4 = − 4 ⋅ a3 Em geral, para n ≥ 2:
..
. an = Sn − Sn − 1 ⇒ an = (2n 2 + 3) – [2(n – 1)2 + 3] ⇒
an = − n ⋅ an − 1
( )
⇒ an = 2n2 + 3 − 2 n2 − 2n + 1 − 3 ⇒ an = 4n − 2, em que n ≥ 2
Multiplicando membro a membro essas (n – 1) igualdades:
a = 5
1 Resposta: (5, 6, 10, 14, 18, ...), isto é:  1
(a2 ⋅ a3 ⋅ a4 ⋅ ... ⋅ an –1) ⋅ an = (– 2) ⋅ (– 3) ⋅ (– 4) ⋅ ... an = an − 1 + 4, para n ≥ 2

1
Produtório
⋅ (– n) ⋅ a1 ⋅ (a2 ⋅ a3 ⋅ ... ⋅ an –1)
Dada uma sequência (a1, a2, a3, ... , an, ...), o produto dos
seus n primeiros termos (Pn) é tal que:
Então, o termo geral é:
P1 = a1
an = a1 ⋅ (− 2) ⋅ (− 3) ⋅ (− 4) ⋅ ... ⋅ (− n)
P2 = a1 ⋅ a2
an = 1 ⋅ (− 2) ⋅ (− 3) ⋅ (− 4) ⋅ ... ⋅ (− n)
P3 = a1 ⋅ a2 ⋅ a3
ou seja: a1 ⋅ a2 ⋅ … ⋅ an − 1 ⋅ an Pn
an = n!, se n eé íimpar Então, an = , isto é: an = , para
 n ≥ 2. a1 ⋅ a2 ⋅ … ⋅ an − 1 Pn − 1
ou
an = − n!, se n ée par Assim como no somatório, aqui no produtório podemos
encontrar qualquer termo da sequência, se conhecermos o produto
ou melhor ainda: dos n primeiros termos em função de n.

an = (− 1) n + 1 ⋅ n! Exemplo:
Dada a sequência definida pelo produtório Pn = n3, n ≥ 1,
Observações: represente-a por meio de uma Lei de Formação.
• Usa-se o fator (– 1)n para associar os sinais (+) ou (–) a uma
expressão, conforme n seja par ou ímpar, respectivamente; Temos:
• Usa-se o fator (– 1)n + 1 para associar os sinais (–) ou (+) a uma
expressão, conforme n seja par ou ímpar, respectivamente. I. a1 = P1 ⇒ a1 = 1 3 ⇒ a1 = 1

Assim, por exemplo, o 100 o termo da sequência a1 ⋅ a2 P 23


II. a2 = ⇒ a2 = 2 = 3 ⇒ a2 = 8
(1, − 2, 6, − 24, ...) será: a1 P1 1
a100 = (− 1) 100 + 1 ⋅ 100! ⇒ a100 = − 100! a1 ⋅ a2 ⋅ a3 P 33 27
III. a3 = ⇒ a3 = 3 = 3 ⇒ a3 =
a1 ⋅ a2 P2 2 8
Somatório Em geral, para n ≥ 2
3
Dada uma sequência (a1, a2, a3, ..., an, ...), a soma dos seus P n3  n 
an = n = ⇒ an =  , em que n ≥ 2.
n primeiros termos (Sn) é tal que: t Pn − 1 (n − 1)3
 n − 1
S1 = a1
S2 = a1 + a2 Então:
S3 = a1 + a2 + a3 • Listando os elementos:

Sn − 1 = a1 + a2 + ... + an − 1  8 27 64 125 216  n 


3

Sn = a1 + a2 + ... + an − 1 + an 1, , , , , ,… ,   , ...
 1 8 27 64 125  n − 1 
Assim, an = (a1 + a2 + ... + an − 1 + an) − (a1 + a2 + ... + an − 1), 3
 n 
isto é: an = Sn − Sn − 1 , para n ≥ 2. • Termo geral: an = 
 n − 1
, para n ≥ 2 e a1 = 1

116

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Progressão Aritmética (P.A.) – Parte I Somando e fazendo os cancelamentos devidos, obtemos:


an − a1 = (n − 1) · (−4) → an − 6 = − 4n + 4
Assim, sua Lei de Formação (termo geral) é:
Definição
an = 10 − 4n
Toda sequência numérica em que cada termo, a partir do
Essa Lei de Formação nos dá:
segundo, é igual à soma do termo precedente (anterior) com uma
constante r chama-se Progressão Aritmética (P.A.), ou seja, P.A. a1 = 6, a2 = 2, a3 = − 2, ..., a100 = 10 − 400 = − 390, ...
é uma sequência determinada por uma fórmula de recorrência do Trata-se, portanto, da sequência decrescente (6, 2, −2, −6, ...).
seguinte tipo: C) (5, 5, 5, 5, ...) é uma P.A. estacionária (r = 0).
 3x 7x 
a1 = a (dado) D) Se a sequência  , x + 6, ,... é uma progressão
  2 2 
an = an −1 + r, ∀n ∈ N , n ≥ 2
*

aritmética, podemos determinar a razão, a Lei de Recorrência


A constante r é chamada de razão da progressão
aritmética e pode ser obtida por meio da diferença entre dois e a Lei de Formação. Veja:
termos consecutivos quaisquer da P.A., isto é:
3x 7x
I. Razão = a2 − a1 = a3 − a2 ⇒ 2a2 = a1 + a3 ⇒ 2( x + 6) = + ⇒
Razão da P.A. = a2 − a1 = a3 − a2 = ... = an − an − 1 = r 2 2
(Note que a Lei de Recorrência an = an − 1 + r nos permite deduzir 2x + 12 = 5x ⇒ x = 4
que an − an − 1 = r) 3x 3
II. a1 = = ⋅ 4 ⇒ a1 = 6
2 2
Exemplos:
III. a2 = x + 6 = 4 + 6 ⇒ a2 = 10
A) (2, 5, 8, 11, 14, ...) é uma P. A. crescente (r > 0) de razão r = 3
IV. Razão = r = a2 – a1 ⇒ r = 4
e a1 = 2, cuja Lei de Recorrência é:
a1 = 2 a = 6
Então, a Lei de Recorrência é:  1
a = a + 3, ∀n ∈ N* , n ≥ 2,
 n n −1 que nos dá: an = an − 1 + 4, para n ≥ 2

Para encontrar a Lei de Formação dessa P.A., basta dar valores


Observando que an − an−1 = 3 e dando valores sucessivos a n,
sucessivos a n na lei an − an −1 = 4, como mostra as igualdades
temos:
seguintes.
a2 − a1 = 3 a 2 − a1 = 4
a3 − a2 = 3
a3 − a2 =4
a4 − a3 = 3
an − an − 1 + 3 a4 − a3 = 4
..................
Daí, somando membro a membro essas (n − 1) igualdades
e fazendo os devidos cancelamentos, obtemos: an − a n −1 = 4
an − a1 = (n – 1) ⋅ 3 → an − 2 = 3n – 3
Assim, o termo geral (Lei de Formação) da sequência dada Somando e fazendo os cancelamentos devidos, obtemos:
é an = 3n − 1, para n ≥ 2. an − a1 = (n − 1) ⋅ 4 → an − 6 = 4n − 4
Observando que a1 = 3 ⋅ 1 − 1 = 2, podemos dizer que
an = 3n − 1, para n ≥ 1. Assim, sua Lei de Formação (termo geral) é:
a1 = 6 an = 4n + 2
B) A Lei de Recorrência a = a − 4 , para n ≥ 2, representa
 n n −1
Essa Lei de Formação nos dá:
uma progressão aritmética decrescente de razão r = − 4.
a1 = 6, a2 = 10, a3 = 14, ..., a100 = 400 + 2 = 402, ....
Trata-se, portanto, da sequência decrescente (6, 10, 14, 18, 22, ...).
Nota:
E) Podemos mostrar que a sequência (a1, a2, ..., an, ...), cuja soma
P.A. decrescente é aquela cuja razão é negativa.
dos n primeiros termos é dada pela expressão Sn = n2 + 3n, é
Para encontrar a Lei de Formação dessa P.A., podemos dar valores uma progressão aritmética. Para isso, temos que:
I. a1 = s1 → a1 = 12 + 3 ⋅ 1 → a1 = 4
sucessivos a n na lei an − an − 1 = − 4.
II. Sn = a1 + a2 + ... + an−1 + an, para n ≥ 2
Veja: Sn−1
a 2 − a1 = − 4 Assim, temos que:
a3 − a2 =−4 an = Sn − Sn −1

a4 − a3 =−4 Isso nos dá:


an = (n2 + 3n) − [(n − 1)2 + 3 ⋅ (n − 1)]
.................
an = n2 + 3n − [n2 − 2n + 1 + 3n − 3]
an − a n −1 = − 4 an = 2n + 2

117

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Trata-se, portanto, da sequência (4, 6, 8, 10, ...), que é uma Exemplos:


progressão aritmética de razão r = 2.
1. A sequência (– 3, 6, ...) é uma progressão aritmética. Determine
Podemos, com base no termo geral an = 2n + 2, calcular seu a sua:
antecessor. Veja: A) razão;
an − 1 = 2(n −1) + 2 → an − 1 = 2n B) Lei de Recorrência;
C) Lei de Formação.
Isso nos mostra que a diferença an − an −1 = 2 é constante, para todo
n ≥ 2. Em outras palavras, a sequência definida pelo somatório Solução:
Sn = n2 + 3n tem a seguinte Lei de Recorrência: A) Temos: a2 = a1 + r ⇒ r = a2 – a1 = 6 – (– 3) ⇒ r = 9, em que

{ a1 = 4
an = an −1 + 2
, para n ≥ 2
r é a razão.
B) Temos: an = an – 1 + r ⇒ an = an – 1 + 9, para n ≥ 2 e a1 = – 3
C) Temos: an = a1 + (n – 1) ⋅ r ⇒ an = – 3 + (n – 1) ⋅ 9 ⇒ an = 9n – 12
Portanto, realmente, trata-se de uma P.A. de razão r = 2.
Respostas:

Fórmula do termo geral A) 9


a1 = − 3
Considere a P.A. (a1, a2, a3, ..., am , am + 1,..., an, ...) de razão r. B) a = a
 n n − 1 + 9, para n ≥ 2
Sendo am e an dois termos dessa progressão, podemos
C) an = 9n – 12
relacioná-los. Para isso, observe que:
2. Em uma progressão aritmética, a15 = 20 e a20 = 15. Calcule,
am + 1 − am = r
então, o sexto e o primeiro termos (a6 e a1).
am + 2 − am + 1 = r
am + 3 − am + 2 = r Solução:
Temos:


an − an – 1 = r I. a20 = a15 + 5r ⇒ 15 = 20 + 5r ⇒ r = – 1
II. a6 = a15 – 9r ⇒ a6 = 20 – 9 ⋅ (– 1) ⇒ a6 = 29
Contando os índices (números naturais) de m + 1 até n,
observamos n − (m + 1) + 1 = n − m igualdades acima. Somando, III. a1 = a6 – 5r ⇒ a1 = 29 – 5 ⋅ (– 1) ⇒ a1 = 34
membro a membro, todas essas igualdades e fazendo os devidos
cancelamentos, obtemos: Observação:
an − am = (r + r + r + ... + r ) , ou seja: Poderíamos também usar a1 = a15 – 14r ou a1 = a20 – 19r
 
( n − m ) vezes

an = am + (n − m) ⋅ r Respostas: a6 = 29 e a1 = 34.
3. Considere a seguinte situação-problema:
Assim, por exemplo, em uma P. A. de razão r, temos: Em um trecho de serra de 13 km de uma rodovia foi implantada
a Operação Descida. Um dos procedimentos dessa operação
I. a10 = a9 + 1 ⋅ r, ou seja, “a10 fica um termo à frente de a9”: consiste em bloquear a subida de veículos e permitir a descida
+r da serra por mais faixas. Para isso, são colocados 261 cones
sinalizadores ao longo do trecho, sendo que a distância entre
(a1, ..., a8, a9, a10, a11, ...)
dois cones consecutivos quaisquer é constante e que o primeiro
II. a10 = a6 + 4 ⋅ r, ou seja, “a10 fica quatro termos à frente de a6”: e o último ficam exatamente no início e no fim do trecho,
+r +r +r +r
respectivamente.
Querendo descobrir qual deve ser a distância entre dois cones
(a1, ..., a6, a7, a8, a9, a10, a11...) consecutivos, podemos utilizar a fórmula do termo geral de
uma P.A. Veja:
+ 4r Como 13 km = 13000 m, o primeiro cone ficará na posição a1 = 0 m
III. a10 = a11 – 1 ⋅ r, ou seja, “a10 fica um termo atrás de a11”: e o último, na posição a261 = 13000 m. Sendo R a distância
–r (constante), em metros, entre dois cones consecutivos, as
posições dos cones formarão uma P.A. de razão R.
(a1, ..., a9, a10, a11, a12, ...) Daí: a 261 = a1 + 260R → 13000 = 260R → R = 50 m.
Assim, a distância entre dois cones consecutivos quaisquer deve
IV. a10 = a15 – 5 ⋅ r, ou seja, “a10 fica cinco termos atrás de a15”:
ser 50 m.
–r –r –r –r –r
4. Quantos termos comuns apresentam as seguintes progressões
(a1, ..., a9, a10, a11, a12, a13, a14, a15, a16,...) aritméticas limitadas?
• 2, 7 ,12 ,17, 22, 27, ..., 777
– 5r • 5, 8 ,11 ,14, 17, 20, ..., 599
A relação an = am + (n − m) ⋅ r, entre os termos quaisquer an e am
de uma mesma progressão aritmética de razão igual a r, para m =1, Solução:
fica reduzida a: Facilmente, percebe-se que:
I. o primeiro termo comum é 17;
an = a1 + (n − 1) ⋅ r → Fórmula do termo geral (Lei de Formação) II. a primeira P.A. tem razão 7 − 2 = 5 e a segunda tem razão 8 − 5 = 3.

118

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Note que qualquer termo, após um termo comum 17, tem


a forma: 210, 280 2
105, 140 2
m.d.c. = 2 × 5 × 7=70,
Na 1ª sequência: 17 + (5 + 5 + ... + 5) = 17 + m ⋅ 5, em que 105, 70 2
formado apenas pelos
m é inteiro positivo; m vezes 105, 35 3
fatores comuns.
35, 35 5
Na 2ª sequência: 17 + (3 + 3 + ... + 3) = 17 + p ⋅ 3, em que 7, 7 7
p vezes
p é inteiro positivo. 1, 1
Assim, teremos o próximo termo comum quando a igualdade 23 × 3 × 5 × 7 = m.m.c.
seguinte for verificada, sendo m e p os menores inteiros
positivos possíveis.
Logo, r poderá ser qualquer divisor positivo de 70
17 + m ⋅ 5 = 17 + p ⋅ 3 (m.d.c. de 210 e 280):
Ou seja:
5m = 3p = m.m.c. (5,3) 1
5m = 3p = 15 → m = 3 e p = 5 70 2 2
35 5 5, 10
r ∈ {1, 2, 5, 7, 10, 14, 35, 70}
Veja: 7 7 7, 14, 35, 70
+5+5+5 +15 +15 1
2, 7, 12, 17, 22, 27, 32, ..., 47, ..., 62, ...

5, 8, 11, 14, 17, 20, 23, 26, 29, 32, ..., 47, ...
Resposta: 1, 2, 5, 7, 10, 14, 35 ou 70
+3+3+3+3+3 +15
6. Leia com atenção o seguinte texto e tente decifrar o segredo do jogo.

Isso nos mostra que os termos comuns formam a P.A. QUEM DIZ “CEM” É O VENCEDOR
(17, 32, 47, ..., Ck), em que Ck ≤ 599.
Nesse jogo, jogam apenas duas pessoas. O primeiro
Observação: competidor diz um número inteiro positivo qualquer, não superior
a 10 (podendo ser o próprio 10). O segundo competidor adiciona,
Na prática, para a obtenção da P.A. dos termos comuns,
encontra-se o primeiro termo de modo direto, observando ao número anunciado, o seu número inteiro positivo que também
os primeiros termos das duas sequências dadas (caso seja não pode ser superior a 10 (pode ser 10 ou inferior a 10), e anuncia
necessário, acrescente mais alguns termos às sequências, até a soma. A essa soma, o primeiro competidor acrescenta um novo
aparecer o primeiro termo comum). A razão da P.A. dos termos número que obedece às condições citadas. À nova soma anunciada,
comuns é o m.m.c. das razões das progressões aritméticas dadas, o outro competidor acrescenta, por sua vez, um número nas
no caso, razão = m.m.c.(5,3) = 15. condições mencionadas e, assim, continuadamente até um dos
Assim, Ck = C1 + (k − 1) ⋅ r ≤ 599 competidores anunciar uma soma igual a 100, ganhando o jogo.
17 + (k − 1) ⋅ 15 ≤ 599 Se a sequência de números (a, b, c, ..., d, 100) é a estratégia
597 vencedora, isto é, quando um dos competidores anuncia, nessa
k≤
15 ordem, esses números, e somente eles, sempre vence o jogo,
k ≤ 39,8 em que k é inteiro positivo. calcule o valor de d + b – a.

Daí, os termos comuns são C1 = 17, C2 = 42, ..., C39 = 17 + Solução:


38 ⋅ 15 = 587, num total de 39 termos.
Vejamos o jogo de trás para frente: se queremos que o
Resposta: 39 nosso último número anunciado seja o 100, o nosso penúltimo
número anunciado não pode ser 90, 91, ... ou 99, pois daríamos ao
5. Se 40, 250 e 530 são termos de uma mesma progressão “adversário” a chance de ganhar o jogo. Assim, o nosso penúltimo
aritmética crescente de razão inteira, quais são os possíveis “número seguro” deve ser d = 89.
valores para essa razão? Para garantirmos que o nosso penúltimo número seja o 89,
o nosso antepenúltimo número não pode ser 79, 80, 81, ..., 88, pois
Solução:
daríamos ao adversário a chance de se apossar do nosso penúltimo
Considerando a P.A. (..., ak = 40, ..., ap = 250, an = 530, ...) de número seguro (89). Logo, o nosso antepenúltimo número seguro
razão inteira positiva r, temos a seguir: é o 78. Agindo assim, nossa sequência de números que garantem
I. ap = ak + (p − k) ⋅ r → 250 = 40 + (p − k) ⋅ r → (p − k) ⋅ r = 210 a vitória, de trás para frente, é a P.A. de razão 11: (100, 89,
II. an = ap + (n − p) ⋅ r → 530 = 250 + (n − p) ⋅ r → (n − p) ⋅ r = 280
78, 67, 56, 45, 34, 23, 12, 1).
Assim, o primeiro jogador sempre poderá vencer o jogo
Então, r é fator (divisor) positivo de 210 e 280, ou seja, r é um
divisor positivo de 210 e 280: anunciando, nessa ordem, (1, 12, 23, ..., 89, 100).

Resposta: d + b – a = 89 + 12 – 1 = 100

119

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

05. (EsPCEx) Se x é um número real positivo, então a sequência


(log3x, log33x, log39x) é uma
Exercícios A) Progressão Aritmética de razão 1.
B) Progressão Aritmética de razão 3.
π C) Progressão Geométrica de razão 3.
01. (Efomm) Seja a P.A (sen , a, b, c, sen 75º). O valor de D) Progressão Aritmética de razão log3x.
12
(b2 – ac)2 é: E) Progressão Geométrica de razão log3x.
A) 5–6
B) 103 06. (EsPCEx) Os números naturais ímpares são dispostos como
2 6− 3 mostra o quadro
C)
4
D) 2–10 1ª linha: 1
2−5 2ª linha: 3 5
E) −2
3 3ª linha: 7 9 11
02. (EsPCEx) Uma progressão aritmética tem razão r = – 10, sabendo 4ª linha: 13 15 17 19
que seu 100º (centésimo) termo é zero, pode-se afirmar que 5ª linha: 21 23 25 27 29
seu 14º (décimo quarto) termo vale:
... ... ... ... ... ... ...
A) 120 D) 130
B) 990 E) 870
C) 860 O primeiro elemento da 43ª linha, na horizontal, é:
A) 807
03. (EsPCEx) Os termos da sequência de números em progressão B) 1007
π 7π 5π C) 1307
aritmética , , ... correspondem às medidas em radianos D) 1507
3 12 6
de arcos, que podem ser representados na circunferência E) 1807
trigonométrica abaixo.
07. A sequência numérica (a1, a2, a3, ..., an, ...) é tal que a1 · a2 · ... · an
Os pontos identificados por 0 a VII representam as medidas de
= 3n + 2 · n!, para n ∈ {1, 2, 3, ...}. Nessas condições, o primeiro e o
arcos que dividem a circunferência trigonométrica em 8 partes
centésimo termo dessa sequência são, respectivamente, iguais a
iguais, medidas no sentido anti-horário, a partir de 0.
A) 3 e 297.
B) 3 e 300.
y π
C) 9 e 297.
II 2 D) 27 e 297.
III I E) 27 e 300.

08. Para revestir o piso de um salão quadrado de 9 m de lado, João


π 0 usou ladrilhos quadrados de lado 20 cm, alternando ladrilhos
IV x pretos e brancos. Inicialmente (etapa 1), João assentou um
ladrilho preto num dos cantos do piso do salão e foi expandindo
o assentamento dos ladrilhos, até que cobriu todo o piso do
V VII salão, conforme a figura seguinte.

VI 3π
2

Nessas condições, o arco correspondente ao 13º termo da


sequência, igualmente medido no sentido anti-horário e a partir
de 0, terá sua extremidade situada entre os pontos
Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Etapa 4
A) I e II D) V e VI
B) II e III E) VII e 0 Nesse piso, ao todo, foram colocados
C) IV e V A) 2401 ladrilhos.
B) 924 ladrilhos brancos.
04. (EsPCEx) Considere a progressão aritmética representada pela C) 1105 ladrilhos pretos.
D) ladrilhos pretos e brancos em igual quantidade.
 7π 47π 59π 
sequência  , , ...... . Se todos os termos dessa E) 1013 ladrilhos pretos.
 12 60 60 
PA forem representandos num círculo trigonométrico, eles
09. (Unisc) Numa progressão, observa-se que a soma (Sn) dos seus
determinarão nesse círculo os vértices de um
n termos iniciais (n indica a posição de cada termo na série)
A) pentágono (5 lados).
é fornecida pela expressão Sn = 7n – n2. Assinale a alternativa
B) hexágono (6 lados).
que mostra o valor do termo que ocupa a 5ª posição da série.
C) octógono (8 lados).
A) – 2 D) 7
D) decágono (10 lados).
B) 1 E) 10
E) dodecágano (12 lados).
C) 4

120

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

10. (UFPR – Adaptado) Atribui-se ao matemático De Moivre 13. (Uerj – Adaptado) Duas empresas, A e B, farão doações mensais
uma lenda sobre um homem que previu sua própria morte. a uma creche. A tabela a seguir mostra os valores, em reais,
As condições da previsão estão dentro de uma narrativa que dos depósitos iniciais, que foram realizados nos cinco primeiros
modela grosseiramente vários aspectos da realidade. Por meses de 2010.
exemplo, dormir 24 horas seguidas equivale a morrer, e assim
por diante. A lenda é a seguinte: um homem observou que Empresas Janeiro Fevereiro Março Abril Maio
 15 1 
cada dia dormia 15 minutos  = hora a mais que no dia A 12.000,00 11.400,00 10.800,00 10.200,00 9.600,00
 30 4 
B 300,00 600,00 900,00 1.200,00 1.500,00
anterior. Ele fez essa observação exatamente após ter dormido
8 horas. Assim, o número de horas dormidas (an) n dias após
essa observação obedecerá à seguinte Lei de Recorrência: A diferença entre os valores depositados por uma mesma
empresa entre dois meses subsequentes foi mantida constante
a0 = 8
 ao longo de um determinado período.
 1
an = an −1 + 4 , para n ≥ 1 O mês desse período em que o valor mensal do depósito da
empresa A será igual ao da empresa B é
Quanto tempo levará para que ele durma 24 horas seguidas, A) dezembro de 2010.
não mais acordando? B) janeiro de 2011.
A) 36 dias. D) 64 dias. C) fevereiro de 2011.
D) março de 2011.
B) 40 dias. E) 84 dias.
E) abril de 2011.
C) 60 dias.
14. (Ifal) As medidas dos lados de certo triângulo são expressas por
11. (Unirio-RJ) A figura abaixo foi publicada em jornal de grande
(x + 2), (2x + 1) e (x2 – 10), e nessa ordem formam uma
circulação, terça-feira, 25 de setembro. Trata da previsão da progressão aritmética. O perímetro desse triângulo mede:
altura das ondas no Rio de Janeiro para os três próximos dias, A) 15
que representa uma progressão aritmética decrescente. B) 21
C) 28
2,5 m
D) 33
2m E) 40
1,5 m
15. A fim de organizar a convocação dos funcionários de uma
empresa para o exame médico, decidiu-se numerá-los de 1 a 500.
Na primeira semana, foram convocados os funcionários cujos
números representavam múltiplos de 2 e, na segunda semana,
foram convocados os funcionários identificados por múltiplos
de 3 e que ainda não haviam sido chamados.
Hoje Amanhã Quinta Após essas duas semanas, o número de funcionários que não
haviam sido convocados é igual a:
Analisando esta figura, um surfista ficou imaginando a
A) 165 D) 171
possibilidade de ocorrência de ondas gigantescas. Se isso fosse
B) 167 E) 173
possível, considerando esta mesma progressão, qual teria sido
a altura das ondas no dia 01 de setembro do mesmo ano? C) 169
A) 14,5 m D) 16,0 m
B) 15,0 m E) 16,5 m A U L A
C) 15,5 m Aula 08:

12. (Unicamp) No centro de um mosaico formado apenas por Aula


pequenos ladrilhos, um artista colocou 4 ladrilhos cinzas. Em
Progressão Aritmética (P.A.) – Parte II
torno dos ladrilhos centrais, o artista colocou uma camada de 08
ladrilhos brancos, seguida por uma camada de ladrilhos cinzas
e assim sucessivamente, alternando camadas de ladrilhos
brancos e cinzas, como ilustra a figura a seguir, que mostra
apenas a parte central do mosaico. Observando a figura a
seguir, podemos concluir que a 10ª camada de ladrilhos cinzas
Interpolação aritmética
contém: Ao interpolarmos k meios aritméticos (M1, M2, M3, ..., Mk)
entre os números a e b, ficamos com a seguinte progressão
aritmética de (k + 2) termos:
k termos
  
P.A. de (k + 2) termos: (
a, M1, M2 , M3 , ..., Mk , b) , na qual destacamos:

1ª camada cinza
( k + 2) termos
1ª camada branca
2ª camada cinza
2ª camada branca • O primeiro e o último termo, chamados de extremos:
3ª camada cinza Primeiro termo: A1 = a
A) 76 ladrilhos. C) 112 ladrilhos. Último termo: Ak + 2 = b
B) 156 ladrilhos. D) 148 ladrilhos.

121

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

• A razão R da P.A. formada, que poderá ser obtida por meio da Nessas notações, conhecendo-se a soma dos termos da
relação entre os extremos: progressão e/ou o produto deles, os cálculos ficam simplificados.
Ak + 2 = A1 + (k + 2 − 1) ⋅ R, ou seja: Perceba que tanto nas progressões com um número ímpar
de termos como nas progressões com um número par, ao
b = a + (k + 1) ⋅ R somarmos os termos, as razões serão todas canceladas;
perceba também que o produto dos termos extremos e de
Exemplos:
termos equidistantes dos extremos são produtos notáveis. Vale
1. Interpole 6 meios aritméticos entre 100 e 184.
a pena conhecer essas notações especiais para as progressões
Resolução: aritméticas.
Exemplos:
Devemos formar a P.A. (100, ___, ___, ___, ___, ___, ___, 184), em
que: 1. Determine três números em P.A. crescente, sabendo que a soma
de seus quadrados é igual a 116 e o produto dos termos extremos

{ a1 = 100
a8 = 184
é 32.
Solução:
Sendo x – r, x e x + r os números procurados, temos:
a8 = a1 + 7r ⇒ 184 = 100 + 7r ⇒ 7r = 84 ⇒ r = 12 I. r > 0 (P.A. crescente)
Então, temos a P.A. (100, 112, 124, 136, 148, 160, 172, 184). II. (x – r)2 + x2 + (x + r)2 = 116 ⇒ 3x2 + 2r2 = 116
III. (x – r) ⋅ (x + r) = 32 ⇒ x2 – r2 = 32(2)
2. Quando inserimos 10 meios aritméticos entre 2 e 79, qual é a Então:
razão da P.A. obtida? 3x 2 + 2r 2 = 116
•  2 ⇒ 5x 2 = 180 ⇒ x 2 = 36 ⇒ x = ±6
2x − 2r = 64
2
Resolução:
P. A.(2;   ; 79), em que:
 • x2 – r2 = 32 ⇒ 36 – 32 = r2 ⇒ r = ±2 \ r = 2 (pois a P.A. é crescente)
10 termos

{
Assim:
a1 = 2 Para x = 6 e r = 2 ⇒ P.A.(4, 6, 8)
a12 = 79 Para x = –6 e r = 2 ⇒ P.A.(–8, –6, –4)

Daí: Resposta: 4, 6 e 8 ou – 8, – 6 e – 4.
a12 = a1 + 11r ⇒ 79 = 2 + 11r ⇒ 11r = 77 ⇒ r = 7
Logo, r = 7. 2. Os números que representam, em graus, as medidas dos ângulos
internos de um quadrilátero convexo são tais que estão em
progressão aritmética e o produto dos dois centrais é igual a
Representações especiais 8000. Determine as medidas desses ângulos, em graus.

Muitas vezes, usar a notação do tipo (x, x + r, x + 2r, ...) para Solução:
representar uma progressão aritmética poderá acarretar cálculos Sendo x – 3r, x – r, x + r e x + 3r as medidas, em graus, dos
desagradáveis que poderiam ser evitados usando-se as chamadas ângulos, temos:
notações especiais. Para uma melhor fixação dessas notações, tenha I. soma dos ângulos internos do quadrilátero = 360º:
em mente que: 4x = 360 ⇒ x = 90
II. (x – r)(x + r) = 8000 ⇒ x2 – r2 = 8000 ⇒ 8100 – 8000 = r2 ⇒ ⇒
• Uma P.A. com um número ímpar de termos apresenta termo r2 = 100 ⇒ r = ±10
central. Chamando esse termo central, por exemplo, de x e Então:
a razão da P.A. de r, os outros termos poderão ser obtidos a • Se x = 90 e r = 10 ⇒ P.A.(60, 80, 100, 120)
partir de x, somando-se e retirando-se a mesma quantidade • Se x = 90 e r = –10 ⇒ P.A.(120, 100, 80, 60)
de razões. Veja a seguir: Resposta: 60º, 80º, 100º e 120º.
P.A. de três termos: (x − r, x, x + r)
Relações de Girard
P.A. de cinco termos: (x − 2r, x − π, x + r, x + 2π)
As relações entre os coeficientes de uma equação polinomial
P.A. de sete termos: (x − 3r, x − 2r, x – r, x, x + r, x + 2r, x + 3r) e as suas raízes são chamadas de Girard.
As mais utilizadas são:
• Uma P.A. com um número par de termos não apresenta termo I. Na equação Ax2 + Bx + C = 0, A ≠ 0, de raízes r1 e r2:
central; devemos trabalhar inicialmente com os dois termos  B
centrais. Chamando esses dois termos centrais, por exemplo, r1 + r2 = − A
de x − r e x + r, a razão de P.A. passa a ser 2r e os outros termos  C
r1 ⋅ r2 =
poderão ser obtidos a partir deles, retirando-se e somando-se,  A
respectivamente, a mesma quantidade de razões. Veja:
I. Os dois termos centrais: (..., x − r, x + r, ...) II. Na equação Ax3 + Bx2 + Cx + D = 0, A ≠ 0, de raízes r1, r2 e r3:

Note que a razão passa a ser (x + r) − (x − r) = 2r; e subtraindo-se  B


a razão 2r do termo (x − r) e somando-se a razão 2π ao termo r1 + r2 + r3 = − A
 C
(x + π) obtemos uma P.A. de quatro termos.
rr1 2 + rr
1 3 + r2r3 =
II. P.A. de quatro termos: (x − 3r, x − r, x + r, x + 3r)  A
III. P.A. de seis termos: (x − 5r, x − 3r, x − r, x + r, x + 3r, x + 5r) rr r = − D
 1 2 3 A

122

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Exemplo: +R+R +R +R +R +R
Estando as raízes da equação x3 + 6x2 − 4x + m = 0 que estão (a1; a2; ... ; ak−1; ak; ... ; ap; ap + 1; ... ; an)
em progressão aritmética, podemos encontrar facilmente o valor
numérico de m. Veja:
Equidistantes
 x1 = a − r dos extremos

As raízes são da forma x 2 = a , cuja soma é:
x 3 = a + r Sendo m o número de razões que devemos somar ao
primeiro termo a1 para a obtenção de aK, m também será o número
−6 de razões que devemos somar ao termo ap para a obtenção do
x1 + x 2 + x 3 =→ 3a = −6 → x 2 = a = −2 é uma das raízes.
1 extremo an, uma vez que ak e ap são equidistantes dos extremos
Fazendo então x = −2 (raiz) na equação, ficamos com: a1 e an. Daí:

(−2)3 + 6 · (−2)2 − 4 · (–2) + m = 0 → m = –24 • ak = a1 + mR, em que m = k − 1;


• an = ap + mR, em que m = n − p.
Observação:
Isso deixa dois fatos em evidência:
 x1 = − 2 − r 1. A soma dos índices de dois termos equidistantes dos extremos
 −m
Substituindo x 2 = −2 e m = -24 em x1 ⋅ x2 ⋅ x3 = , é igual à soma dos índices dos extremos.
x 3 = −2 + r 1 Veja:
obtemos as raízes -2,2 e 6. m=k−1=n−p→ k+p=1+n

2. Em uma P.A., a soma de dois termos equidistantes dos extremos


é igual à soma dos extremos. Veja:
Termos equidistantes dos extremos
mR = ak − a1 = an − ap → ak + ap = a1 + an
Em uma sequência finita (a1, a2, ..., ap, ...., aq, ..., an), dois
termos, ap e aq, são ditos equidistantes dos extremos (a1 e an) se  
Na P.A.  20
 ; 24
 ; 28
 ; 32
 ; 36
 ; 40   , por exemplo, temos
 ; 44
ficarem a igual distância de a1 e an, respectivamente.  a1 a2 a3 a4 a5 a6 a7 
Dada uma sequência qualquer, são importantes os seguintes
que a1 + a7 = a2 + a6 = a3 + a5 = a4 + a4 = 64. Note a soma dos
fatos:
índices igual a 8 em cada adição.
1. Se ap e aq são termos equidistantes dos extremos a1 e an da
sequência finita (a1, a2, a3, ..., an), então p + q = n + 1.
Veja: Soma dos n primeiros termos de uma
(a1, a2 , a3 , ..., ak , ap ,..., aq aq + 1, aq + 2 , ..., an = aq + k ) P.A.
 
k termos k termos

Temos:
Considere a P.A. (a1, a2, a3, ..., an – 2, an – 1, an), em que a1 e

{p =k + 1
q+k=n

k =p −1
k=n−q {
⇒ p −1= n − q ⇒ p + q = n +1 an são os extremos e a2 e an – 1; a3 e an – 2 etc. são equidistantes dos
extremos. Temos que:
2. Se n é ímpar, a sequência (a1; a2; ...; ac; ...; an ; an) apresenta Sn = a1 + a2 + a3 + ... + an – 2 + an – 1 + an e, como a ordem não
–1
1+ n altera a soma: Sn = an + an – 1 + an – 2 + ... + a3 + a2 + a1.
termo central ac, em que c = . Somando, agora, membro a membro essas duas igualdades,
2
Veja: ficamos com:
a1, a2 ,..., ac − 1 ; ac ; ac + 1; ac + 2 ; ... , ac + c − 1 2Sn = (a1 + an) + (a2 + an – 1) + (a3 + an – 2) + ... + (an + a1)
    
( c − 1) termos ( c − 1) termos Observando que:

a1 + an = a2 + an – 1 = a3 + an – 2 = ... = an + a1 (termos
termo central
equidistantes dos extremos), temos:
1+ n
Temos: an = a2c – 1 ⇒ n = 2c – 1 \ c =
2 2Sn = (a1 + an ) + (a1 + an ) + ... + (a1 + an ) ∴ S = (a1 + an ) ⋅ n ,em que:
   n
n vezes 2

Soma dos termos • a1 é o primeiro termo somado;


equidistantes dos extremos • an é o último termo somado;
• n é a quantidade de termos, em P.A., somados.
Considere aK e aP dois termos que ficam, respectivamente,
Assim, por exemplo, se os termos estão em P.A., temos:
a igual distância dos extremos a1 e an de uma P.A. de razão R, isto
é, considere a seguinte P.A.: (a1 + a30 ) ⋅ 30
• a1 + a2 + ... + a30 = ;
2

123

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Solução:
• a4 + a5 + ... + a30 = (a4 + a30 ) ⋅ 27 . Note: temos 30 – 4 + 1 = 27
2 Sendo (a1, a2, a3, ..., a100) a P.A. de 100 termos, temos:
termos somados; I. a1 + a3 + a5 + ... + a99 = 500 (tem 50 termos)
II. a2 + a4 + a6 + ... + a100 = 900 (tem 50 termos)
(a21 + a100 ) ⋅ 80 III. subtraindo membro a membro e associando os termos
• a21 + a22 + ... + a100 = , em que o número de termos
2 consecutivos [(II) – (I)]:
somados é 100 – 21 + 1 = 80. (a2 – a1) + (a4 – a3) + (a6 – a5) + ... + (a100 – a99) = 900 – 500 ⇒
O conhecimento dessa fórmula facilita a resolução de vários r + r + r + ... + r = 400 ⇒ 50 ⋅ r = 400 ∴ r = 8 , em que r é
  
problemas relacionados à soma dos termos de uma progressão 50 vezes
aritmética. Considere, por exemplo, a situação-problema seguinte. a razão da P.A.
Deseja-se pintar com tintas de
IV. somando membro a membro as equações (I) e (II):
cores preta e amarela, alternadamente,
um disco no qual estão marcados círculos a1 + a2 + a3 + ... + a99 + a100 = 500 + 900 ⇒
concêntricos, cujos raios estão em P.A. (a1 + a100 ) ⋅ 100 1400 ⋅ 2
de razão 1 metro. Pinta-se, no primeiro P A P A P ... ⇒ = 1400 ⇒ a1 + a100 ⇒
2 100
dia, o círculo central do disco, de raio
1 metro, usando 0,5 L de tinta preta. 2 = 28 ⇒ a1 = −382
⇒ a1 + a1 + 99r = 28 ⇒ 2a1 + 792
Em cada dia seguinte, pinta-se a região
delimitada pela circunferência seguinte ao V. an = a1 + (n – 1) ⋅ r ⇒ an = –382 + (n – 1) ⋅ 8
círculo pintado no dia anterior. Se a tinta usada, não importando
Então:
a cor, tem sempre o mesmo rendimento, podemos descobrir a
an > 0 ⇒ –382 + (n – 1) ⋅ 8 > 0 ⇒ 8n > 390 ⇒
quantidade total de tinta amarela gasta até o 21º dia, em litros, da
seguinte forma: 390 6
⇒n> ⇒ n > 48 ⇒ e n ∈ N* ⇒ n ∈ {49, 50, 51, ...}
I. O raio do primeiro círculo (menor), em metro, é r1 = 1 e forma, 8 8
com os demais raios, uma P.A. de razão 1. Assim, em metros,
as medidas desses raios são r2 = 2, r3 = 3, ..., a21 = 21; Assim, o menor termo positivo será:
II. As áreas pintadas de amarelo são aquelas pintadas em dias a49 = –382 + 48 ⋅ 8 ⇒ a49 = 2
pares (segundo, quarto, ..., vigésimo dia), cujas áreas, em m2,
são, respectivamente: Resposta: B
a
A1 = π · 22 − π · 12 → A1 = 3π 2. Calcule a soma de todas as frações irredutíveis da forma ,
A2 = π · 42 − π · 32 → A2 = 7π 1991
a
com a inteiro e 0 < < 1.
A3 = π · 62 − π · 52 → A3 = 11π 1991
A4 = π · 82 − π · 72 → A4 = 15π Solução:
............................................... Temos:
(Uma P.A. de razão R = 4π, cujo décimo termo, A10, é a área I. 1991 = 11 ⋅ (181), isto é, se a é múltiplo de 11 ou de 181,
pintada no vigésimo dia.) a
não é irredutível (poderá ser simplificada).
1991
Assim, A10 = A1 + 9 · R, ou seja, A10 = 3π + 9 · (4π) = 39 π,
II. S1 = 1 2 1990 1
e a soma das áreas pintadas de amarelo, em m2, será: + + ... + ⇒ S1 = ⋅ (1+ 2 + 3 +
1991 1991 1991 1991
S10 =
( A1 + A10 ) ⋅ 10 → S =
( 3π + 39π ) ⋅ 10 = 210π
2
10
2 1 (1 + 1990) ⋅ 1990
... + 1990) ⇒ S1 = ⋅ ⇒ S1 = 995
1991 2
11 ⋅ 1 11 ⋅ 2 11 ⋅ 180 11
III. No primeiro dia, foram usados 0,5 L de tinta preta para pintar III. S2 = + + ... + ⇒ S2 = ⋅
1991 1991 1991 1991
π · 12 = π m2 do disco. Como os rendimentos das tintas são
iguais e 210π m2 = 210 · (π m2), foram utilizados 210 · 0,5 L (1 + 180) ⋅ 180
11
= 105 L de tinta amarela. ⋅ (1+ 2 + ... + 180) ⇒ S2 = ⋅ ⇒
11 ⋅ 181 2
⇒ S2 = 90
Veja agora outros problemas resolvidos nos quais a fórmula
para a soma de n termos em progressão aritmética é utilizada. 181 ⋅ 1 181 ⋅ 2 181 ⋅ 10
IV. S3 = + + ... + ⇒
1991 1991 1991
Exercícios Resolvidos 181
⇒ S3 = ⋅ (1+ 2 + ... + 10) ⇒
1991
1. Em uma P.A. de 100 termos, a soma dos termos de ordem ímpar
é 500 e a dos de ordem par, 900. O menor termo positivo que 181 (1 + 10) ⋅ 10
⇒ S3 = ⋅ ⇒ S3 = 5
pertence a essa P.A. é: 11 ⋅ 181 2
A) 1 D) 5
Queremos: S = S1 – S2 – S3 = 995 – 90 – 5 ⇒ S = 900
B) 2 E) 7
C) 3
Resposta: 900

124

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

3. Em uma P.A. com (2n + 1) termos, a soma dos n primeiros é 5. 500 moedas são distribuídas entre três pessoas A, B e C,
igual a 50 e a soma dos n últimos é 140. Sabendo-se que a sentadas em um círculo, da seguinte maneira: A recebe uma
razão desta progressão é um inteiro entre 2 e 13, então seu moeda, B recebe duas, C três, A quatro, B cinco, C seis, A sete,
último termo será igual a: e assim por diante, até não haver mais moedas suficientes para
A) 34
continuar o processo. A pessoa seguinte, então, receberá as
B) 40
moedas restantes.
C) 42
D) 48 A) Quantas foram as moedas restantes e quem as recebeu?
E) 56 B) Quantas moedas recebeu cada uma das três pessoas?

Solução: Solução:
Sendo (a1, a2, ..., an; an + 1; an + 2; ... , a2n + 1) a P.A. de (2n + 1) Temos as seguintes sequências (P.A.s) de moedas recebidas:
termos e de razão igual a r, temos:
Pessoa A recebe: (1, 4, 7, ..., an, ...) ⇒ múltiplos de 3, mais 1;
I. a1 + a2 + ... + an = 50
Pessoa B recebe: (2, 5, 8, ..., bn,...) ⇒ múltiplos de 3, mais 2;
II. an + 2 + an + 3 + ... + a2n + 1 = 140
III. Subtraindo membro a membro e associando os termos das Pessoa C recebe: (3, 6, 9,..., cn,...) ⇒ múltiplos de 3.
equações (II) e (I):
(an + 2 – a1) + (an + 3 – a2) + ... + (a2n + 1 – an) = 140 – 50 ⇒ Assim, em cada rodada de distribuição, os três receberam,
juntos, (6, 15, 24, ..., Sn,...) que é uma P.A. de razão 9 e
(n + 1) ⋅ r + (n + 1) ⋅ r + ... + (n + 1) ⋅ r = 90 ⇒
  Sn = an + bn + cn, em que n é o número da rodada de distribuição.
n vezes
Queremos encontrar n, tal que:
90 (6 + Sn ) ⋅ n
⇒ n(n + 1) ⋅ r = 90 ⇒ n(n + 1) = ∈ Z*+ ⇒ r é divisor de 6 + 15 + ... + Sn ≤ 500 ⇒ ≤ 500 ⇒
r 2
90 = 2 ⋅ 32 ⋅ 5 entre 2 e 13: r ∈ {3, 5, 6, 9, 10} ⇒ [6 + 6 + (n − 1) ⋅ 9] ⋅ n ≤ 1000 ⇒ [9n + 3] ⋅ n ≤ 1000 ⇒
1000 1
Analisando: ⇒ [3n + 1] ⋅ n ≤ ⇒ [3n + 1] ⋅ n ≤ 333 , em que n é inteiro
90 3 3
• r = 3 ⇒ n(n + 1) = ⇒ n(n + 1) = 30 ⇒ n = 5 positivo.
3
(Como n é inteiro positivo, é melhor ir dando valores a n e, Note:
mentalmente, ir fazendo as verificações). 1 1
• r = 5, 6, 9 ou 10 ⇒ n(n + 1) = 18, 15, 10 ou 9 ⇒ não existe n = 10 ⇒ [3 ⋅ 10 + 1] ⋅ 10 ≤ 333 ⇒ 310 ≤ 333 ( verdadeiro)
3 3
n inteiro. Logo, r = 3 e n = 5.
1 1
n = 11 ⇒ [3 ⋅ 11+ 1] ⋅ 1 ≤ 333 ⇒ 374 ≤ 333 ( falso)
Daí: 3 3
(a1 + a5 ) ⋅ 5
IV. a1 + a2 + ... + a5 = 50 ⇒ = 50 ⇒ Logo, a última rodada foi a de número n = 10. Então, após a
2
10ª e última rodada completa, temos que:
50 ⋅ 2 • Já foram distribuídas:
⇒ a1 + a1 + 4r = ⇒ 2a1 + 12 = 20 ⇒ a1 = 4
5 (6 + S10 ) 10
6 + 15 + ... + S10 = = (6 + 6 + 9 ⋅ 9) ⋅ 5 = 465
2
V. a2n +1 = a1 + 2n ⋅ r ⇒ a11 = 4 + 10 ⋅ 3 ∴ a11 = 34
moedas.
Resposta: A • A última pessoa a receber (fechando a rodada) foi a pessoa
C10 recebendo:
4. A sequência (a1, a2, a3, ..., an, ...) é uma progressão aritmética C10 = 3 + 9 ⋅ 3 = 30 moedas
40
• Ainda restam 500 – 465 = 35 moedas, e o próximo a receber
tal que a1 = 2 e ∑ a3i = 9760. Então, o quinto termo da P.A. é a pessoa A, que receberá a11 = 1 + 10 ⋅ 3 = 31, sobrando
i=1
inicial é igual a: ainda 4 moedas que irão para a pessoa B.
A) 16 D) 24
Portanto:
B) 18 D) 30
C) 20 (1+ 31) ⋅ 11
A recebeu: 1+ 4 + ... + 31 = = 176 moedas
2
Solução: (2 + 29) ⋅ 10
Sendo r a razão da P.A. inicial, temos: B recebeu: [2 + 5 + ... + (2 + 9 ⋅ 3)] + 4 = + 4 = 159
2
40 moedas
I. ∑ a3i = 9760 ⇒ a3 + a6 + a9 + ...+a120 = 9760 (soma de (3 + 30) ⋅ 10
i =1 C recebeu: [3 + 6 + ... + (3 + 9 ⋅ 3)] = = 165 moedas
40 termos, em P.A., de razão 3r), pois i varia de 1 a 40, 2

(a3 + a120 ) ⋅ 40 9760 ⋅ 2 Respostas:


⇒ = 9760 ⇒ a1 + 2r + a1 + 119r = ⇒
2 40 A) Restaram 4 moedas, recebidas pela pessoa B.
⇒ 4 + 121r = 488 ⇒ r = 4 B) As pessoas A, B e C receberam, ao todo, 176, 159 e 165
II. a5 = a1 + 4r ⇒ a5 = 2 + 4 ⋅ 4 ⇒ a5 = 18 moedas, respectivamente.

Resposta: B

125

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática ii

6. Moedas idênticas de 10 centavos de real foram arrumadas


sobre uma mesa, obedecendo à disposição apresentada no Exercícios
desenho: uma moeda no centro e as demais formando camadas
tangentes.
01. (Efomm) Em uma progressão aritmética cujos números de
termos é ímpar a soma dos termos de ordem ímpar é 573, e a
soma dos termos de ordem par é 549. Quanto vale a soma de
dois termos equidistantes dos extremos dessa progressão?
A) 12
B) 24
C) 48
D) 56
E) 68

02. (Efomm) A expressão 6 · n + n2 representa a soma dos n


primeiros termos de uma sequência numérica. É correto afirmar
que essa sequência é uma progressão
Considerando que a última camada é composta por 84 moedas, A) aritmética de razão 3.
B) aritmética de razão 4.
a quantia, em reais, do total de moedas usadas nessa arrumação
C) aritmética de razão 2.
é igual a: D) geométrica de razão 4.
A) 49,60 E) geométrica de razão 2.
B) 54,10
C) 58,60 03. (AFA) Constrói-se um monumento em formato de pirâmide
D) 63,10 utilizando-se blocos cúbicos:
E) 67,60

Chamando a camada central de camada um e o seu número


de moedas de a1 = 1, os números de moedas das camadas que
se sucedem formam uma progressão aritmética de razão 6.
Veja: em cada camada, ligue os centros das moedas formando
um hexágono regular. Os hexágonos formados são tais que o
da camada de número n tem n moedas em cada lado, sendo
que as moedas dos vértices (6 moedas) pertencem a dois lados
simultaneamente. Assim, sendo an o número de moedas da Para a formação piramidal os blocos são dispostos em uma
camada de número n, temos: sequência de camadas, sendo que na última camada, no topo
da pirâmide, haverá um único bloco, como mostra a figura a
seguir.
a1 = 1
a2 = 6 ⋅ 2 – 6 = 6 SEQUÊNCIA CAMADAS
a3 = 6 ⋅ 3 – 6 = 12 (vista de cima)
a4 = 6 ⋅ 4 – 6 = 18 Topo da pirâmide
................................
an = 6 ⋅ n – 6 = 84
Penúltima camada
Daí, devemos ter:
I. 6 ⋅ n – 6 = 84 → n = 15
a n −1 n −1
II. Total de moedas utilizadas = 1 + a = 3 → an = 2 ⋅ 3
n

1
Antepenúltima camada

Assim, nº de moedas = STotal = 1+


(6 + 84 ) ⋅ 14 = 631
2
A quantia, em reais, será de 631 ⋅ (0,10) = 63,10.

Resposta: D
...

126

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Na disposição total, foram utilizados 378 blocos, do topo à


base da pirâmide.
9
Havendo necessidade de acrescentar uma nova camada de
blocos abaixo da base da pirâmide, obedecendo à sequência
já estabelecida, serão gastos x blocos nesta camada. 1
Por uma questão de estética, da esquerda para a direita, as
A quantidade total de divisores positivos do número x igual a
medidas das bases dos pisos dessas salas crescem, e as das
A) 2
alturas diminuem, formando progressões aritméticas. Nesse
B) 3
centro comercial, existem apenas esses seis tipos de sala.
C) 4
D) 5
Uma das salas quadradas tem área igual a:
A) 16,00 m2
04. (AFA) Considere as expressões B) 20,25 m2
A = 262 − 242 + 232 − 212 + 202 − 182 + ... + 52 − 32 C) 25,00 m2
B = 2 2 ⋅ 4 2 ⋅ 8 2 ⋅ 16 2... D) 30,25 m2
E) 36,00 m2
A
O valor de é um número compreendido entre
B 09. (Enem) Nos últimos anos, a corrida de rua cresce no Brasil.
Nunca se falou tanto no assunto como hoje, e a quantidade de
A) 117 e 120
adeptos aumenta progressivamente, afinal, correr traz inúmeros
B) 114 e 117
benefícios para a saúde física e mental, além de ser um esporte
C) 111 e 114
que não exige um alto investimento financiamento.
D) 108 e 111
Disponível em: <[Link] Acesso em: 28 abr. 2010.
05. (EsPCEx) Sabendo-se que logx + logx3 + logx5 + ... + logx199 =
10000, podemos afirmar que x pertence ao intervalo Um corredor estipulou um plano de treinamento diário,
A) [1, 3] correndo 3 quilômetros no primeiro dia e aumentando 500
B) [3, 5] metros por dia, a partir do segundo. Contudo, seu médico
C) [5, 7] cardiologista autorizou esta atividade até que o corredor
D) [7, 9] atingisse, no máximo, 10 km de corrida em um mesmo dia de
E) [9, 11] treino. Se o atleta cumprir a recomendação médica e praticar
o treinamento estipulado corretamente em dias consecutivos,
06. (EsPCEx) Em uma progressão aritmética, a soma Sn de seus n pode-se afirmar que esse planejamento de treino só poderá ser
primeiros termos é dada pela expressão Sn = 5n2 – 12n, com executado em, exatamente,
n ∈ N*. A razão dessa progressão é A) 12 dias.
A) – 2 D) 10 B) 13 dias.
B) 4 E) 12 C) 14 dias.
C) 8 D) 15 dias.
E) 16 dias.
07. (UFG) Uma indústria consome mensalmente 150 m3 de certo
reagente. Uma unidade dessa indústria passou a produzir esse
10. Observe na figura o número de mesas e o número máximo de
reagente e, no primeiro mês de produção, produziu 10% do
lugares disponíveis em cada configuração.
seu consumo mensal. Se a unidade aumenta a produção do
reagente em 3 m3 por mês, quantos meses serão necessários,
a partir do início da produção, para que a unidade produza,
em um único mês, 70% do volume mensal desse reagente
consumido pela indústria?
A) 21
B) 24
C) 28 Configuração 1 Configuração 2 Configuração 3
D) 31
E) 36

08. (UFG – Adaptado por JM) A prefeitura de certa cidade construiu


um centro comercial com salas de variadas dimensões que serão
ocupadas de acordo com os artigos comercializados. As salas
de maior área ficarão com os atuais vendedores ambulantes
que comercializam vestimentas nos arredores da catedral; e1as
Configuração Configuração 2 Configuração 3
salas de menor área ficarão com os vendedores de bijuterias
que atualmente ocupam as calçadas do centro da cidade. Considere que a sequência de configuração continue, segundo
A figura a seguir representa as cinco salas retangulares e a sala o padrão apresentado. Quantos lugares, no máximo, estarão
quadrada existentes em uma das alas do primeiro piso desse disponíveis em uma configuração com n mesas?
centro comercial. Todas as salas representadas têm o mesmo A) 4n – 2 D) 2n + 2
perímetro, sendo que a base e a altura da primeira sala esquerda B) 4n + 2 E) 3n + 1
medem 1 m e 9 m, respectivamente. C) 2n – 2

127

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

11. (FGV) Uma bobina cilíndrica de papel possui raio interno igual a 13. (PUC-RS) Observe a sequência representada no triângulo abaixo:
4 cm e raio externo igual a 8 cm. A espessura do papel é 0,2 mm.
1

Reprodução/FGV
4 7 10
13 16 19 22 25
28 31 34 37 40 43 46

Papel
4 cm

4 cm Na sequência, o primeiro elemento da décima linha será:


A) 19
B) 28
Adotando nos cálculos π = 3, o papel da bobina, quando C) 241
completamente desenrolado, corresponde a um retângulo cuja D) 244
largura é a largura da bobina e maior dimensão, em metros, é E) 247
mais próxima de:
A) 20 14. (UFRJ) Uma parede triangular de tijolos foi construída da
B) 30 seguinte forma. Na base foram dispostos 100 tijolos, na camada
C) 50 seguinte, 99 tijolos, e assim sucessivamente até restar 1 tijolo na
D) 70 última camada, como mostra a figura a seguir. Os tijolos da base
E) 90 foram numerados de acordo com uma progressão aritmética,
tendo o primeiro tijolo recebido o número 10, e o último, o
12. (Uema) As equipes A e B de uma gincana escolar devem recolher
número 490. Cada tijolo das camadas superiores recebeu um
livros na vizinhança para montar uma biblioteca comunitária.
número igual à média aritmética dos números dos dois tijolos
O juiz da competição começou a fazer anotações das
quantidades de livros trazidos a cada rodada pelas duas equipes que o sustentam.
e verificou um padrão de crescimento, conforme a Tabela 1.

A cada rodada, o juiz também avalia o total de livros colocados


nas estantes de cada equipe, como mostrado na Tabela 2, a
seguir.

Tabela 1
ARRECADAÇÃO
Rodada Equipe A Equipe B
1 06 16
2 10 18
3 14 20
4
   A soma dos números escritos em todos os tijolos é igual a:
Tabela 2 A) 1262000
B) 1262500
TOTAL NA ESTANTE
C) 1263000
Equipe A Equipe B D) 126350
06 16 E) 1264000

16 34
15. (Unicamp-SP – Adaptado) Um jardineiro tem que regar
30 54 60 roseiras plantadas ao longo de uma vereda retilínea e
distando 1 m uma da outra. Ele enche seu regador em uma
fonte situada na mesma vereda, a 15 m da primeira roseira, e
 
a cada viagem rega 3 roseiras. Começando e terminando na
fonte, qual é o percurso total que ele terá que caminhar até
O número de rodadas necessárias para que as duas equipes
regar todas as roseiras?
disponham da mesma quantidade total de livros nas estantes é:
A) 5 A) 1760 m
B) 6 B) 1820 m
C) 9 C) 1880 m
D) 10 D) 1940 m
E) 11 E) 2000 m

128

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

an
Aula 09:
Dando valores sucessivos a n na lei = 3, para n ≥ 2, obtemos:
an−1
Aula a2
Progressão Geométrica P.G. – Parte (I) n=2→ =3
09 a1
a3
n=3→ =3
a2
a4
Definição n=4→ =3
a3
Toda sequência numérica em que cada termo, a partir do
.......................
segundo, é igual ao produto do termo precedente (anterior) por
uma constante q, chama-se progressão geométrica (P.G.), ou seja, an
n=n→ =3
P.G. é uma sequência dada pela seguinte fórmula de recorrência: an −1
a1 = a (dado)
 Observando os denominadores a1, a2, ..., an − 1, notam-se (n − 1)
an = an − 1 ⋅ q; ∀n ∈ N, n ≥ 2 igualdades. Multiplicando essas igualdades, membro a membro,
A constante q é chamada de razão da progressão obtemos:
geométrica e pode ser obtida por meio do quociente entre dois a2 a3 a4
(n − 1) vezes
 
a
termos consecutivos quaisquer da P.G., isto é: ⋅ ⋅ ⋅ ... ⋅ n = 3 ⋅ 3 ⋅ 3 ⋅ … ⋅ 3
a a a a1 a2 a3 an −1
Razão da P.G. = 2 = 3 = ... = n = q
a1 a2 an −1
Efetuando os devidos cancelamentos, ficamos com:
(Note que a Lei de Recorrência an = an−1. q nos permite an
a = 3n −1 → an = 2 ⋅ 3n −1 (Lei de Formação ou termo geral)
deduzir que n = q) a1
an−1
Assim, se três termos (a, b, c) estão em progressão
geométrica, o do meio ao quadrado é igual ao produto dos 2. Se a sequência an é uma P.A. estritamente crescente de termos
extremos, uma vez que temos: positivos, prova que bn = 3an é uma progressão geométrica,
b c para todo n natural não nulo.
Razão da P.G. = = → b2 = a.c
a b
Demonstração:
A sequência (3, 6, 12, 24, 48, …, an, ...), por exemplo, é uma
progressão geométrica de razão q = 2, ou seja, nela, cada termo, Sendo a1 = a > 0 e r > 0 o primeiro termo e a razão da P.A.,
a partir do segundo, é o seu termo anterior, vezes 3. Podemos respectivamente, temos:
dizer também que, nessa sequência, o quadrado de cada termo, I. bn = 3an ⇒ bn = 3a + (n − 1) ⋅ r ⇒ bn = 3a + nr − r
a partir do segundo, é igual ao produto do termo anterior com o II. b1 = 3a + 1 ⋅ r – r ⇒ b1 = 3a (constante, independe de n)
posterior. Veja:
III. bn – 1 = 3a + (n – 1) ⋅ r – r ⇒ bn – 1 = 3a + nr
62 = 3 ⋅ 12 = 36, 122 = 6 ⋅ 24 = 144, 242 = 12 ⋅ 48 = 576, ...
r
bn 3a + nr − r  1
IV. = a + nr = 3( a + nr − r ) − ( a + nr ) = 3−r =   = Razão
bn − 1 3  3
Exercícios Resolvidos (constante, independe de n)
r
bn  1
Como b1 = 3a > 0 e razão q = =   , 0 < q < 1,
bn − 1  3
1. A sequência (2x – 4, x + 3, 6x, ...), com x ∈ R, é uma progressão
geométrica de termos positivos. Determine a sua: bn é uma progressão geométrica decrescente, cuja Lei de
A) Lei de Recorrência; b1 = 3a
B) Lei de Formação.  r
Recorrência é:   1 , em que a e r são constantes
Solução: b = b ⋅  
e n ≥ 2. 
n n − 1
 3
Temos que:
a2 a x+3 6x 3. Suponha que x, y e z estejam em P.G. de razão r e x ≠ y. Se x,
razão = q = = 3 ⇒ = ⇒ (x + 3)2 =
a1 a2 2x − 4 x + 3 2y, 3z estão em P.A., calcule r.

 Solução:
x = 3
 ou Temos:
= 6x(2x – 4) ⇒ 11x – 30x – 9 = 0 ⇒ 
2

x = −
3 y z y = rx
(não convém) I. Razão da P.G. = r = = ⇒
z = ry ⇒ z = r x
2
 11 x y

Daí, temos a P.G.(2, 6, 18, ...), na qual o primeiro termo é a1 = 2 II. P.A. = (x, 2y, 3z) = (x, 2rx, 3r2x)

6 a = 2 III. Razão da P.A. = 2rx – x = 3r2x – 2r x ⇒ 3r2x – 4rx + x = 0


e razão q = = 3, ou seja, sua Lei de Recorrência é:  1 , Daí,
2 an = an − 1 ⋅ 3
• se x = 0 ⇒ x = y = z = 0 (não convém)
para n ≥ 2. • para x ≠ 0:

129

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

÷(x ≠ 0) an
3r2x – 4rx + x = 0 3r2 – 4r + 1 = 0 ⇒ = 2n −1 → an = 3 ⋅ 2n − 1
a1
r = 1 ⇒ x = y
 ou
⇒ 
1
r =
 3  1 
b)  −8, −4, −2, −1, − ,...  é uma P.G. crescente de a 1 = −8
1  2 
como x ≠ y, r = 1
3 e razão q = , isto é, sua Lei de Recorrência é:
4. Mostre que a sequência definida pelo produtório 2
2 + n a1 = −8
Pn = 3n , n ≥ 1, representa uma P.G. 
 1
an = an −1 ⋅ , para n ≥ 2
 2
Demonstração:
Temos: Note: a1 < 0 e 0 < q < 1, assim, cada termo é maior que o
2 +1 anterior, a P.G. é crescente.
I. a1 = P1 = 31 ⇒ a1 = 9
an 1
a1 ⋅ a2 ⋅ ... ⋅ an − 1 P 3n + n
2
Dando valores sucessivos a n na lei = , para n ≥ 2,
II.   ⋅ an = Pn ⇒ an = n = 2
⇒ an−1 2
Pn − 1 Pn − 1 3 1) + (n − 1)
( n −
podemos encontrar a sua Lei de Formação. Veja:
3n
2 + n
a 1
⇒ an =
2 + n ) − ( n2 − n )
= 3(n ⇒ an = 32n , para n ≥ 2 n = 2→ 2 =
3n2 − n a1 2
a3 1
n = 3→ =
a2 2
III. an = 32n ⇒ an – 1 = 32(n – 1) ⇒ an – 1 = 32n – 2
a 1
n= 4 → 4 =
a3 2
an 32n
como q = = 2n − 2 , ou seja, q = 32 = 9 é constante, a .......................
an − 1 3 a 1
a1 = 9 n =n→ n =
sequência é uma P.G., cuja Lei de Recorrência é: a = a an−1 2
 n n − 1 ⋅ 9,
para n ≥ 2. Observando os denominadores a1, a2, ..., an − 1 notam-se (n –1)
igualdades. Multiplicando essas igualdades, membro a
Veja também os exercícios comentados seguintes, nos quais membro, obtemos:
cada progressão geométrica está classificada em crescente, ( n − 1) vezes
decrescente, constante, oscilante ou quase nula.
a2 a3 a4 a 1 1 1 1
⋅ ⋅ ⋅ ... ⋅ n = ⋅ ⋅ ⋅ ... ⋅
a) (3, 6, 12, 24, …) é uma P.G. crescente de a1 = 3 e razão q = 2, a1 a2 a3 an −1 2 2 2 2

isto é, sua Lei de Recorrência é: 1


a =3
an = an−1 {
· 2, para n ≥ 2.
Efetuando os devidos cancelamentos, ficamos com:
n −1 n −1
Note: a1 > 0 e q > 1, assim, cada termo é maior que o an  1  1
=   → an = −8 ⋅   → an = − 23 ⋅ 21− n
anterior, a P.G. é crescente. a1  2  2
Querendo encontrar a Lei de Formação (termo geral) dessa
a Daí, an = − (23 . 21−n), ou seja: an = − 24−n
progressão, é só dar valores sucessivos a n na lei n = 2,
para n ≥ 2. veja: an−1

a2  3 3 
n=2→ =2 c)  6, 3, , ,...  é uma P.G. decrescente de a1 = 6 e razão
a1  2 4 
a3 a1 = 6
n=3→ =2 1 , isto é, sua Lei de Recorrência é: 
a2 q= a = a ⋅ 1 , para n ≥ 2
a 2  n n−1
2
n=4→ 4 =2 Note: a1 > 0 e 0 < q < 1, assim, cada termo é menor que o
a3
......................... anterior, a P.G. é decrescente.
a
n=n→ n =2 an 1
an−1 Dando valores sucessivos a n na lei = , para n ≥ 2, e
an−1 2
Observando os denominadores a1, a2, ..., an −1, notam-se procedendo como no item anterior, obtemos:
(n − 1) igualdades.
Multiplicando essas igualdades, membro a membro, n−1 n−1
, em que a1 = 6. Daí, an = 6.  
an  1  1
obtemos: = .
( n − 1) vezes
a1  2  2
 
a2 a3 a4 a
⋅ ⋅ ⋅ ... ⋅ n = 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ ... ⋅ 2
a1 a2 a3 an −1  1  1
d)  − , − 1, − 2, − 4,...  é uma P.G. decrescente de a1 = − e
 2  2
Efetuando os devidos cancelamentos, ficamos com: q = 2.

130

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Note: a1 < 0 e q > 1, assim, cada termo é menor que o Em particular, fazendo m = 1 na relação an = am ⋅ qn−m, ficamos
anterior. com:
e) (−2, −2, −2, ...) é uma P.G. constante (q = 1).
an = a1 ⋅ qn−1, para n ≥ 1. (Termo geral da P.G.)
f) (0, 0, 0, 0, ...) é uma P.G. constante de razão indeterminada.
g) (−2, +6, −18, +54, ...) é uma P.G oscilante (a1 ≠ 0 e q < 0).
h) (−2, 0, 0, 0, ...) é uma P.G. quase nula (a1 ≠ 0 e q < 0).

Fórmula do termo geral EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Considere a P.G. (a1, a2, a3, ..., am; am + 1; ...; an, ...) de razão q. Sendo  3 −1 2− 3 
1. Dada a progressão geométrica  ...; 1; ; ; ... ,
am e an dois termos dessa progressão, podemos relacioná-los. Para  2 2 
isso, observe que: qual o termo que precede o 1?
am+1
=q
am Solução:
am+2
=q 3 −1
am+1 Sendo ak + 1 = 1 e ak + 2 = , temos:
am+3 2
=q
am+2 3 −1
............... ak + 2 2 3 −1
I. razão da P.G. = q = ⇒q= ⇒q=
an ak + 1 1 2
=q
an−1
Contando os índices dos denominadores, de m até (n −1),
concluímos que são (n − 1) − m + 1 = n − m igualdades. II. ak = ak + 1 ⋅ q–1 ⇒ ak = 1 ⋅
2
⇒ ak =
2

( 3 +1 )
Multiplicando, membro a membro, todas essas igualdades, obtemos: 3 −1 3 −1 ( 3 + 1)
∴ ak = 3 +1
am+1 am+2 am+3 a
⋅ ⋅ ⋅...⋅ n = q ⋅ q ⋅ q ⋅ q
am am+1 am+2 an−1
Resposta: 3 +1

Fazendo agora os devidos cancelamentos, ficamos com:


2. Calcule a razão da progressão geométrica cujos termos
an
am
= qn−m , ou seja: an = am ⋅ q
n-m
satisfazem às relações: 5 {
a + a11 + a20 = 81
a8 + a14 + a23 = 192
Solução:
Exemplo: Temos:
Em uma P.G. de razão q ≠ 0, temos: a8 + a14 + a23 = 192 ⇒ a5 ⋅ q3 + a11 ⋅ q3 + a20 ⋅ q3 = 192 ⇒
a) a10 = a9 ⋅ q1, ou seja, “a10 fica a uma razão à direita de a9”: 64
⇒ q3 (a5 + a11 + a20) = 192 ⇒ q2 ⋅ 81 = 192 ⇒ q3 =
⋅q 27
4
(a1, a2, ..., a9, a10, ...) ∴q=
3
b) a10 = a6 ⋅ q4, ou seja, “a10 fica a quatro razões à direita de a6”:
4
Resposta:
⋅q ⋅q ⋅q ⋅q 3
(a1, ..., a6, a7, a8, a9, a10,...)  2 
3. A sequência  4, x, , ... é uma progressão geométrica. Qual
 x 
⋅ q4
o quinto termo dessa progressão?
c) a10 = a11 ⋅ q–1, ou seja, “a10 fica a uma razão à esquerda de a11”:
Solução:
1
⋅ = q−1
q Temos:
(a1, a2, ..., a10, a11,...) 2
x 8
I. Razão da P.G. = = x ⇒ x2 = ⇒ x3 = 8 ⇒ x = 2
d) a10 = a15 ⋅ q–5, ou seja, a10 fica a cinco razões à esquerda de a15”: 4 x x
1 1 1 1 1 x 2 1
⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ II. Razão da P.G. = q = ⇒ q= ⇒ q=
q q q q q 4 4 2
III. Termo geral:
(a1, ..., a10, a11, a12, a13, a14, a15, ...) 4
 1 1
an = a1 ⋅ qn – 1 ⇒ a5 = 4 ⋅   ⇒ a5 =
 2 4
5
 1
⋅   = q−5 1
 q Resposta:
4

131

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

 2 2  Solução:
2
4. Qual a posição do termo na P.G. 10; 2; ; ; ... ? Observando que a quantidade de bactérias presentes no meio,
625 5 25 
medida a cada hora, segue uma progressão geométrica até
Solução: 5 horas, inclusive, o número de bactérias encontrado no meio
de cultura, 3 horas após o inóculo, pode ser obtido da seguinte
Temos:
forma:
a2 2 1
I. Razão = q = ⇒q= ⇒q= I. a0 = 1000 (número de bactérias na hora zero) e a5 = 243000
a1 10 5 (número de bactérias na 5ª hora) são termos de uma mesma
II. Termo geral: progressão geométrica. Daí:
 1
an = a1 ⋅ qn – 1 ⇒ an = 10 ⋅  
 5
n−1

{a0 = 1000
a5 = 243000
→ a5 = a0 ⋅ q5−0 → 243000 = 1000 ⋅ q5

n −1 n −1 Então:
2  1 2  1 21
III. an = ⇒ 10 ⋅   = ⇒  = ⇒ q5 = 243 = 35, isto é, q = 3.
625 5 625 5 625 ⋅ 10 5
n −1 n −1 5 (Aqui, é conveniente considerar o primeiro termo a0 = 1000,
 1 1  1  1
⇒  = ⇒  =   ⇒ n − 1= 5 ⇒ n = 6 o índice indicando a hora, e não a1 = 1000)
5 54 ⋅ 5 5 5
II. Queremos o número de bactérias na terceira hora (a3):
a3 = a0 ⋅ q3 → a3 = 1000 ⋅ 33 → a3 = 27000
2
Resposta: Sexta posição: a6 =
625
5. Verifique se existe uma progressão geométrica na qual três
Interpolação geométrica
de seus termos são 17, 51 e 119 (não necessariamente Ao interpolarmos k meios geométricos (M1, M2, M3, ..., Mk)
consecutivos). entre os números a e b, ficamos com a seguinte progressão
geométrica de (k + 2) termos:
Verificação: k termos

Supondo que exista a P.G. (…; 17; …; 51; …; 119; …) de razão P.G. de (k + 2) termos: (a, M1, M2 , M3 , ..., Mk , b) , na qual
q > 1, temos: destacamos: ( k + 2 ) termos

51 • O primeiro e o último termo, chamados de extremos:


I. 51 = 17 ⋅ qm ⇒ qm = ⇒ qm = 3, em que m é inteiro positivo;
17 Primeiro termo: A1 = a
119 Último termo: Ak + 2 = b
II. 119 = 17 ⋅ qn ⇒ qn = ⇒ qn = 7, em que n é inteiro
positivo. 17
• A razão q da P.G. formada, que poderá ser obtida por meio da
Então: relação entre os extremos:
Ak + 2 = A1 ⋅ q(k+2)−1, ou seja:
• qm = 3 ⇒ (qm)n = 3n ⇒ qmn = 3n
b = a ⋅ qk+1
• qn = 7 ⇒ (qn)m = 7m ⇒ qmn = 7m

Assim, 3n = 7m ⇒ 3

⋅ 3 ⋅ ... ⋅ 3 = 7 ⋅ 7 ⋅ ... ⋅ 7 (falso)
   Exemplos:
n vezes m vezes

1. Insira três meios geométricos entre 3 e 48.


Como não existem m e n inteiros positivos tais que 3n = 7m,
a P.G. não existe. Na ordem inversa, o processo é análogo. Resolução:
Devemos formar a P.G. (3, ___, ___, ___, 48) na qual:
6. (UERJ) Para analisar o a1 = 3

Número de

crescimento de uma bactéria, n = 2 + 3 = 5


células

foram inoculadas 1000 células a5 = 48


a um determinado volume de
Daí:
meio de cultura apropriado.
a5 = a1 ⋅ q4 ⇒ 48 = 3q4 ⇒ q4 = 16 ⇒ q = ± 16 ⇒ q = ±2
4
Em seguida, durante 10 horas,
em intervalos de 1 hora, era Então, temos:
medido o número total de
2,43.105
• a P.G. (3, 6, 12, 24, 48), para q = 2;
bactérias nessa cultura. • a P.G. (3, –6, 12, –24, 48), para q = –2.
Os resultados da pesquisa
estão mostrados no gráfico a 2. Quando interpolamos quatro meios geométricos entre 1 e 243,
seguir. No gráfico, o tempo 0 qual é a razão q da P.G. assim obtida?
corresponde ao momento do 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Resolução:
Tempo (horas)
inóculo bacteriano. Devemos formar a P.G.(1, ___, ___, ___, ___, 243), na qual:
Observe que a quantidade de bactérias presentes no meio, a1 = 1

medida a cada hora, segue uma progressão geométrica até n = 6
5 horas, inclusive. a6 = 243

a6 = a1 ⋅ q5 ⇒ 243 = 1q5 ⇒ q5 = 243 ⇒ q = 5


243 ⇒ q = 3
Qual o número de bactérias 3 horas após o inóculo?
Logo, a razão da P.G. é q = 3.

132

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

3. Se k é o número máximo de meios geométricos que devem ser x2


interpolados entre 1458 e 2 para a razão de interpolação ficar ⇒ + 2x2 + x2q2 = 361 – 38x + x2 ⇒
q2
1
menor que , então k é um número x2
3 ⇒ 2 + x2q2 = 361 – 38x – x2
a) primo. d) múltiplo de 3, mas não de 2. q
b) divisor de 42. e) maior que 13. x2 x2
II. 2 + x2 + x2q2 = 133 ⇒ 2 + x2q2 = 133 – x2
c) quadrado perfeito. q q
Então, 133 – x2 = 361 – 38x – x2 ⇒ x = 6.
Resolução:  3
Temos a P.G.: (1458;  ; 2), em que se tem:
  q = 2
6 
k termos
Assim: + 6 + 6q = 19 ⇒ 6q2 – 13q + 6 = 0 ⇒  ou

{a1 = 1458
ak + 2 = 2
⇒ ak + 2 = a1 · qk+1 ⇒ 2 = 1458 · qk+1 ⇒
q

Logo, os números procurados são:



q =

2
3
6
1  1 3
⇒ = qk +1 ⇒   = qk +1 • Para x = 6 e q = :
729  3 2
Analisando: x 1 2
q = x ⋅ q = 6 ⋅ 3 = 4
6 k +1 
1  1  1 x = 6
Se q = ⇒  =  ⇒ k +1= 6 ⇒ k = 5

3  3  3 3
xq = 6 ⋅ = 9
1  2
Logo, se q < ⇒ k < 5 ⇒ k ∈ {1, 2, 3, 4}.
3 valor máximo 2
• Para x = 6 e q = :
3
Resposta: C
x 1 3
q = x ⋅ q = 6 ⋅ 2 = 9
Representações especiais 
x = 6
É de grande utilidade conhecer as representações especiais  2
de uma P.G. Facilita os cálculos: xq = 6 ⋅ = 4
 3
I. Se o número de termos em P.G. é ímpar, chame o termo central
de x e a razão de q. Resposta: 4, 6, 9 ou na ordem inversa.
Exemplos:
• P.G. de três termos: 2. Dada a equação x3 – 2x2 + mx + 8 = 0, determinar m de modo
x  que as raízes formem uma P.G.
 q ; x; xq ⇒ razão = q Solução:
• P.G. de cinco termos: x
Sejam r1 = , r = x e r3 = xq as raízes da equação dada.
 x x 3
q 2
 q3 ; q ; x; xq, xq  ⇒ razão = q Utilizando as relações de Girard, temos:
D x −8
I. r1 ⋅ r2 ⋅ r3 = − ⇒ ⋅ x ⋅ xq = ⇒ x3 = –8 ∴ r2 = x = –2
II. Se o número de termos em P.G. é par, chame os dois termos A q 1
x II. Substituindo x por r2 = –2 (raiz):
centrais de e xq, respectivamente e, portanto, a razão é igual
aq.2 q (–2)3 – 2(–2)2 + m(–2) + 8 = 0 ⇒ –8 –2 = 0 ∴ m = –4
Resposta: – 4
Exemplos:
• P.G. de quatro termos:
3. Encontrar quatro números positivos, em P.G., sabendo-se que
 x x 
; ; xq, xq3  ⇒ razão = q2 a soma dos dois primeiros é 28 e a dos dois últimos é 175.
 q3 q 
• P.G. de seis termos:   Solução:
Sendo a; aq; aq2 e aq3 os 4 números positivos em P.G., temos
 x x x 5
 q5 ; q3 ; q ; xq, xq ; xq  ⇒ razão = q
3 2
(note que, aqui, a notação especial não convém, pois nas
equações a serem montadas nenhum termo ou fator seria
Exemplos: cancelado).
I. a + aq = 28 ⇒ a(1 + q) = 28
1. A soma de três números em progressão geométrica é igual a 19 II. aq2 + aq3 = 135 ⇒ aq2(1 + q) = 175
e a soma de seus quadrados, 133. Determine os três números.
Então, dividindo membro a membro:
Solução: 1 28 25 5
x = ⇒ q2 = ⇒ q = ± ∴ q = 2, 5
Sendo , x e xq os números em P.G., temos: q2 175 4 2
q 2
x x 
I. + x + xq = 19 ⇒  + xq = (19 – x)2 ⇒
q q 

133

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Substituindo q = 2,5 em a(1 + q) = 28:


Soma dos termos de uma P.G. finita
28 280 Considere a P.G. de razão q (a1, a2, a3, ..., an) cuja soma
a(1 + 2,5) = 28 ⇒ a = = ⇒ a=8
3, 5 35 dos termos é Sn = a1 + a2 + a3 + ... + an. Temos que:
q . Sn = q . (a1 + a2 + a3 + ... + an) (I)
Assim, para a = 8 e q = 2,5, obtemos: 8; 20; 50 e 125.
Aplicando a propriedade distributiva no segundo membro,
Resposta: 8; 20; 50 e 125.
obtemos:
4. O produto de 4 termos em P.G. é 4 e o quarto termo é 4. q . Sn = a2 + a3 + a4 + ... + an + 1 ( II )
Determinar esses números.
Solução: Subtraindo membro a membro a igualdade ( II ) da igualdade
Sejam a, aq, aq2 e aq3 os números procurados. Temos: ( I ), ficamos com:
I. a ⋅ aq ⋅ aq2 ⋅ aq3 = 4 ⇒ a4 ⋅ q6 = 4 Sn – q . Sn = (a1 + a2 + a3 + ... + an) – (a2 + a3 + a4 + ... + an + 1)
II. aq3 = 4 ⇒ (aq3)2 = 42 ⇒ a2q6 = 16
Fatorando o primeiro membro, eliminando os parênteses e
Dividindo membro a membro: efetuando os devidos cancelamentos, encontramos:
a4q6 4 1 1 a1 − an +1
= ⇒ a2 = ⇒ a = ± Sn(1 – q) = a1 – an + 1, ou seja, Sn =
a2q6 16 4 2 1− q
1
Substituindo a = ± em aq3 = 4:
2
Podemos, agora, substituir an + 1 = a1 · qn na fórmula anterior
1 1 e obter:
• a= ⇒ ⋅ q3 = 4 ⇒ q3 = 8 ⇒ q = 2;
2 2
a1 − a1 ⋅ qn
Sn =
1  1 1− q
• a= − ⇒  −  ⋅ q3 = 4 ⇒ q3 = –8 ⇒ q = –2.
2  2 Sendo assim, obtemos:

Então:  1− qn 
Sn = a1 ⋅   , na qual q ≠ 1.
Para a =
1 1
e q = 2, obtemos: ,1, 2 e 4  1− q 
2 2
1 1 Observação:
Para a = – e q = –2, obtemos: – , 1, –2 e 4
2 2 Caso q = 1, Sn = a
1+a
1 +…
 a1 , isto é, Sn = n ⋅ a1
+
n vezes
1 1
Resposta: , 1, 2 e 4 ou – , 1, –2 e 4
2 2
Exemplos:
5. A soma de três números reais em P.G. é igual a 3. Qual é o 1. Quantos termos da P.G. (2, – 6, 18, – 54, ...) devemos
máximo e o mínimo do seu produto? considerar a fim de que a soma resulte 9842?
Solução: Solução:
Na P.G., temos:
I. P.G.:  x ; x, xq , em que x, q ∈ R*; I. a1 = 2
 q 
a2 6
x II. q= = − ⇒ q = −3
II. Produto = · x · xq ⇒ Produto = x3, logo o produto será a1 2
q
máximo quando x for máximo (expoente ímpar) e mínimo,  1− qn 
III. Sn = a1   = 9842 ⇒
quando x for mínimo.  1− q 
x 1− ( − 3)n 
III. + x + xq = 3 ⇒ x q2 + (−
x 3) q + x = 0
q ⇒ 2⋅   = 9842 ⇒
 1− ( − 3) 
A B C

IV. q ∈ R ⇒ ∆ = B2 –4AC ≥ 0 ⇒ (x – 3)2 – 4x2 ≥ 0 ⇒ 9842 ⋅ 4


⇒ 1 − ( − 3) =
n
1

· (− )
3
2
⇒ − 19683 = ( − 3) ⇒
n
⇒ –3x – 6x + 9 ≥ 0 ⇒ x2 + 2x – 3 ≤ 0
2

⇒ ( − 3) = ( − 3) ∴ n = 9
9 n

+ 0 – 0 +
–3 1
Resposta: 9
Logo, –3 ≤ x ≤ 1.
2. Seja S a soma dos n primeiros termos da P.G. (1, 3, 9, 27, ...).
Daí:
• Produtomínimo = (–3)3 = –27;  1 1 
A soma dos n primeiros termos da P.G. 1, , ,...  em
 3 9 
• Produtomáximo = 13 = 1.
função de S é:

134

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática ii

3S  P.G.

A)
2 S +1 ak a1  1 1 1 1
= − + + + ... + k 
2S 2k 21  22 23 24 2 
B)
S −1   1 k −1 
1 − 
C) 5 S ak 3 1   2  a 3 1  1  2
= − 2 · ⇒ kk = − 2 · 1 − k −1  ·
2 S +1 2k
2 2  1  2 2 2  2  1
D)  1− 2 
3S  
S ak 3 1 1 ak 1
E) = − + ⇒ k = 1+ k ⇒ ak = 2k + 1
2 2k 2 2 2k 2 2
Solução:
Respostta : an = 2n + 1
Na 1 P.G., temos:
a

I. a1 = 1
Observação:
a2 3
II. q = = ⇒q=3 A resolução ficaria bem simples se você percebesse que
a1 1
an + 1 = 2 an – 1 gera:
 1− qn   1− 3n 
III. Sn = a1   ⇒ S = 1⋅  ⇒ a2 = 2 a1 – 1 = 5 ⇒ a2 = 4 + 1 = 22 + 1
 1− q   1− 3 
⇒ − 2 S = 1− 3n ⇒ 3n = 1+ 2 S a3 = 2 a2 – 1 = 9 ⇒ a3 = 8 + 1 = 23 + 1
a4 = 2 a3 – 1 = 17 ⇒ a4 = 16 + 1 = 24 + 1
Já na 2a P.G., temos: ––––––––––––––––––––––
I. A1 = 1 an = 2n + 1
1
A2 3 1
II. Q = = ⇒Q=
A1 1 3 Soma dos termos de uma P.G.
  1 n  3n − 1
,  1− Q 
n
,  1 −    infinita convergente
 3   ⇒ S, = 3 ⇒
n
III. S n = A1 ⋅   ⇒ S = 1⋅  2
 1− Q   1  Quando a razão q de uma P.G. infinita é tal que –1 < q < 1,
 1−  3 isto é, | q | < 1, dizemos que a P.G. é convergente. Isso significa
 3 
, 3n − 1 3 , 1+ 2 S − 1 3 , 3S dizer que quando n tende a mais infinito, an e q n tendem a zero
⇒S = n ⋅ ⇒S = ⋅ ⇒ S= (convergem para zero).
3 2 1+ 2 S 2 1+ 2 S
1  1 1 1 
Exemplo: na P.G. de razão q = , 1, , , ,...  , temos:
Respossta : A 2  2 4 8 
7 8
 1 1  1 1
3. Uma sequência é definida como se segue: • para n = 8 ⇒ a8 = 1⋅   = e q8 =   =
 2  128  2 256
a1 = 3
a = 2 a − 1, onde n ∈N * (próximos de zero)
 n +1 n
9 10
 1 1  1 1
Apresente o termo geral an em função de n. • para n = 10 ⇒ a10 = 1⋅   = e q10 =   =
 2 512  2 1024
Solução: (mais próximos ainda de zero)
Observe que an + 1 = 2 an – 1 equivale a: 1
Como a razão q = está entre –1 e 1, quanto maior é o valor
2
an +1 2an 1 an +1 an 1
= − , isto é: n +1 = n − n +1 numérico de n, mais próximos de zero estarão qn e an. Dizemos que
2n +1 2n +1 2n +1 2 2 2 quando n tende a mais infinito, qn tende a zero.
Na prática, quando n tende a mais infinito, substitui-se qn
Dando valores a n nesta lei de recorrência, obtemos:
 1− qn 
a2 a 1 por zero na fórmula Sn = a1 ⋅   e obtém-se:
n =1 ⇒ 2
= 11 − 2  1− q 
2 2 2
a3 a 1  1− 0  a1
n=2 ⇒ 3 = 22 − 3 S∞ = a1 ⋅   ⇒ S∞ =
2 2 2 somando  1− q  1− q
a a 1
n=3 ⇒ 44 = 33 − 4
2 2 2
Observação:
ak a 1
n = k −1⇒ = kk −−11 − k a1
2k 2 2 Dizemos que S ∞ = é o limite da soma dos infinitos
1− q
Somando membro a membro essas (k – 1) igualdades: termos da P.G. de razão q, onde |q| < 1 (P.G. infinita convergente).

135

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Exemplos:   4 4 
 1 1  1  1−   
1. Determinar a soma dos infinitos termos da P.G. 1, , ,  .  1− q 
4
4   5  .
 2 4  S = h + a1 ⋅   ⇒ S = h + 2⋅   ⋅h⋅ 
Solução:  1 − q  5
  4 
 1− 
Observando que a P.G. é convergente, | q | < 1, e 5 
 
considerando os termos da P.G. como sendo as medidas 3577
Logo: S = ⋅ h.
das áreas dos respectivos retângulos indicados nas figuras 625
1 e 2 seguintes, temos: Podemos também calcular o comprimento total percorrido pela
bola em sua trajetória, até atingir o repouso. Para isso, é só observar
1
4   4 1 4
2
4
3
4
4

1 1
1
que 2 ⋅   ⋅ h + 2 ⋅   ⋅ h + 2 ⋅   ⋅ h + 2 ⋅   ⋅ h + .... é a
2 1 16   5  5 5 5 
8 1
64 soma dos infinitos termos de uma P.G. convergente
(Fig. 1) (Fig. 2)  4 
 −1 < q = 5 < 1 . Assim, até parar, a bola percorrerá a distância
 
1 1 1 1
Área da figura 2 = + + + +  = Área da figura 1 = 1. total S,tal que:
2 4 8 16
4
Daí, 2⋅ h
a1 5 8h 5
1 1 1 S=h+ ⇒S=h+ =h+ ⋅ ∴ S=9h
1+ + + +  = 1+ 1 = 2 1− q 4 5 1
2 4 8 1−
5
Outra solução: Resposta: 9 h
x x x
 1 1  3. Se k a raiz da equação x + + + ... + x − 1 + ... = 9 .
Na P.G. 1, , ,  , temos: 3 9 3
 2 4  Então, k! será:
I. a1 = 1 a) 24 d) 5040
b) 120 e) 40320
a2 1 c) 720
II. q = ⇒ q = (P.G. convergente)
a1 2
Solução:
Então, usando a fórmula: 1
a 1 1 Temos a soma de infinitos termos em P.G. de razão q =
S∞ = 1 ⇒ S ∞ = = ⇒ S∞ = 2 (P.G. convergente). Então: 3
1− q 1 1
1− a1 x 3
2 2 =9⇒ =9⇒x⋅ =9⇒x=6
1− q 1 2
Resposta: 2 1−
3
Daí, k = 6 e k! = 6! = 720
2. Considere a seguinte situação-problema:
Uma bola é lançada na vertical de encontro ao solo, de uma Resposta: C
altura h. Cada vez que bate no solo, ela sobe até 80% da altura 1 2 3
de que caiu. O comprimento total percorrido pela bola em sua 4. Calcule a soma S = + + + ...
10 100 1000
trajetória, até tocar o solo pela quinta vez, pode ser obtido,
80 4 Muito embora os termos da soma S não estejam em P.G. (nem
observando que 80% = = e que, saindo de uma altura em P.A.), podemos calcular essa soma com a mesma ideia
100 5
h, a bola percorre: utilizada para a soma dos n primeiros termos de uma P.G.
2 2
(note que os denominadores estão em P.G.). Multiplicando
4 4 4 4  1 1 1 
S=h + h + ⋅ h +   ⋅ h +   ⋅ h + ... S pela razão da P.G.  , , , ...  , formada com os
5 5 5 5  10 100 1000 
descendo denominadores, obtemos:
(e bate no solo)
 1 2 3
subindo S = 10 + 100 + 1000 + ...
1
descendo  ⋅S= 1 + 2 + 3
+ ...
(e bate no solo) 10 100 1000 10000
subindo Subtraindo membro a membro e associando as frações de
mesmo denominador, resulta:
descendo
(e bate no solo) S 1  2 1   3 2 
S− = + −  + −  +
Daí, somando os termos iguais, obtemos: 10 10  100 100   1000 1000 
 4 3  9S 1 1 1
  4 1 2 3 4
 + − + ... ⇒ = + + + ...⇒
4 4 4
S = h + 2 ⋅   ⋅ h + 2 ⋅   ⋅ h + 2 ⋅   ⋅ h + 2 ⋅   ⋅ h + ...  10000 10000  10 10 100 1000
  5  5 5 5  1
9S a1 9S 10 10
Assim, até tocar o solo pela quinta vez, a bola percorrerá h, ⇒ = ⇒ = ⇒ S=
mais a soma dos quatro primeiros termos da P.G. isto é: 10 1 − q 10 1 − 1 81
10 10
Resposta:
81

136

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

E assim, sucessivamente, em cada vértice livre dos quadrados


construídos anteriormente, construiu-se um quadrado cuja
Exercícios medida do lado é a metade da medida do lado do quadrado
anterior.

01. (Efomm) O conjunto de todos os números reais q > 1, para A figura seguinte esquematiza a escultura nas etapas iniciais
os quais a1, a2 e a3 formam, nessa ordem, uma progressão de sua confecção.
geométrica de razão q, com primeiro termo 2 e representam
as medidas dos lados de um triângulo, é
 1+ 5 
A)  − 1, 
 2 

 1+ 5 
B)  1, 
 2 

 1+ 5 
C)  1, .
 5 

 1+ 5 
D)  1, 
 4 

E)  1, 1+ 5 
Considerando que a escultura ficou pronta completadas sete
02. (Efomm) Numa progressão geométrica crescente, o 3º termo é etapas, é correto afirmar que a soma das áreas dos quadrados
igual à soma do triplo do 1º termo com o dobro do 2º termo. da 7ª etapa é igual a:
Sabendo que a soma desses três termos é igual a 26, determine 7
o valor do 2º termo.  1
A)  
A) 6  4
B) 2 8
 3
C) 3 B)  
 4
D) 1
8
26  1
E) C)  
7  4
7
03. (AFA) A solução do sistema  3
D)  
x − y x − y x − y x − y  4
 − + − + ... = −1
 2 6 18 54
3x − y = −2 05. (EsPCEx) Se Sn = 1 – 2 + 3 – 4 + ... + (– 1)n–1 · n, para todo n
S
inteiro e positivo, então 2003 é igual a
é tal que x + y é igual a 3
11 A) 668.
A)
3 B) 567.
10 C) 334.
B) D) 424.
3
7 E) 223.
C) −
3
06. (EsPCEx) O sexto termo de uma progressão geométrica é igual
8
D) − a b, e o sétimo termo é igual a c. Se o primeiro termo desta
3 progressão é diferente de zero e a razão maior que um, então
o primeiro termo é igual a:
04. (AFA) Uma escultura de chapa de aço com espessura desprezível
c
foi feita utilizando-se inicialmente uma chapa quadrante de 1 A)
metro de lado apoiada por um de seus vértices sobre um tubo b
cilíndrico. A partir desse quadrado, a escultura foi surgindo nas b3
seguintes etapas: B)
c4
1ª) Em cada um dos 3 vértices livres do quadrado foi construído
1 b
um quadrado de lado metro. C)
2 c
2ª) Em cada um dos vértices livres dos quadrados construídos b6
D)
1 c5
anteriormente, contruiu-se um quadrado de lado de
metro 4 b4
E)
c3

137

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

07. (EsPCEx) Uma cooperativa compra a produção de pequenos 10. A valorização percentual anual de um apartamento foi a mesma
artesãos e a revende para atacadistas com um lucro de 40%. em dois anos consecutivos. A tabela abaixo mostra o valor do
Por sua vez, os atacadistas repassam esse produto para os imóvel, em função do tempo, em que o tempo zero corresponde
lojistas com um lucros de 40%. Os lojistas vendem o mesmo ao início desse período. Qual era o valor do apartamento ao
produto para o consumidor e lucram, também, 40%. final desse período, em milhares de reais?

Tempo (ano) Valor do imóvel (milhares de reais)


Considerando que lucro é a diferença entre o preço da venda e
o preço da compra, pode-se afirmar que os preços de compra 0 100
do produto, efetuados pela cooperativa, pelos atacadista, pelos 1 x + 30
lojistas e pelo consumidor, nessa ordem,
2 2x – 39
A) formam uma progressão aritmética de razão 0,4.
B) formam uma progressão geométrica de razão 1,4. A) 121 D) 96
C) formam uma progressão aritmética de razão 40. B) 102 E) 93
D) formam uma progressão geométrica de razão 0,4. C) 99
E) não formam progressão aritmética nem geométrica.
11. (Efomm) Um garrafão contém 3 litros de vinho. Retira-se um
litro de vinho do garrafão e acrescenta-se um litro de água,
2x 4 x 8x
08. (EsPCEx) O valor de x que satisfaz a equação x + + + + ... =obtendo-se
243, uma mistura homogênea. Retira-se, a seguir, um
3 9 27 litro da mistura e acrescenta-se um litro de água, e assim por
2x 4 x 8x diante. A quantidade de vinho, em litros, que resta no garrafão,
x+ + + + ... = 243, em que o primeiro membro é uma P.G. infinita, é
3 9 27 após 5 dessas operações, é aproximadamente igual a:
A) 27 A) 0,396 D) 0,693
B) 30 B) 0,521 E) 0,724
C) 0,676
C) 60
D) 81 12. (UFRGS) Considere o padrão de construção representado pelos
E) 90 desenhos abaixo.

09. (EsPCEx) Um fractal é um objeto geométrico que pode ser


dividido em partes, cada uma das quais semelhantes ao objeto
original. Em muitos casos, um fractal é gerado pela repetição
indefinida de um padrão. A figura a seguir segue esse princípio.
Para construí-la, inicia-se com uma faixa de comprimento Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3
m na primeira linha. Para obter a segunda linha, uma faixa
de comprimento m é dividida em três partes congruentes, Na etapa 1, há um único quadrado com lado 1. Na etapa 2,
suprimindo-se a parte do meio. Procede-se de maneira análoga esse quadrado foi dividido em nove quadrados congruentes,
para a obtenção das demais linhas, conforme indicado na sendo quatro deles retirados, como indica a figura. Na etapa 3
e nas seguintes, o mesmo processo é repetido em cada um dos
figura. Se, partindo de uma faixa de comprimento m, esse
quadrados da etapa anterior. Nessas condições, a área restante,
procedimento for efetuado infinitas vezes, a soma das medidas na etapa 5, é:
dos comprimento de todas as faixas é 125 625
A) D)
729 2187
m B)
125
E)
625
2187 6561
625
C)
729

13. (Enem) O acréscimo de tecnologias no sistema produtivo


industrial tem por objetivo reduzir custos e aumentar a
produtividade. No primeiro ano de funcionamento, uma
indústria fabricou 8.000 unidades de um determinado
produto. No ano seguinte, investiu em tecnologia adquirindo
novas máquinas e aumentou a produção em 50%. Estima-se
que esse aumento percentual se repita nos próximos anos,
garantindo um crescimento anual de 50%. Considere P
a quantidade anual de produtos fabricados no ano t de
funcionamento da indústria.
A) 3 m Se a estimativa for alcançada, qual é a expressão que
B) 4 m determina o número de unidades produzidas P em função
C) 5 m de t, para t ≥ 1?
D) 6 m A) P(t) = 0,5 · t–1 + 8.000 D) P(t) = 8.000 · (0,5)t–1
E) 7 m B) P(t) = 50 · t + 8.000
–1
E) P(t) = 8.000 · (1,5)t–1
C) P(t) = 4.000 · t + 8.000
–1

138

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

14. (UEL) Você tem um dinheiro a receber em pagamentos mensais. Produtos dos n primeiros termos de
Se você recebesse R$ 100,00 no primeiro pagamento e,
a partir do segundo pagamento, você recebesse R$ 150,00 a uma P.G. (Pn)
mais do que no pagamento anterior, receberia todo o dinheiro Em qualquer sequência finita, a soma dos índices de dois
em 9 pagamentos. Porém, se o valor do primeiro pagamento termos equidistantes dos extremos é sempre igual à soma dos
fosse mantido, mas, a partir do segundo pagamento, você índices dos extremos. Sendo assim, em uma progressão geométrica,
recebesse o dobro do que recebeu no mês anterior, em quantos o produto de dois termos equidistantes dos extremos é igual ao
pagamentos receberia todo o dinheiro? produto dos extremos. Com base nesse fato, fica fácil determinar
A) 4 o produto dos n primeiros termos de uma progressão geométrica,
B) 6 conhecendo o produto de seus extremos. Veja:
C) 8 Considere a P.G. de razão q (a1, a2, a3, ..., an). Como a ordem
D) 10 dos fatores não altera o produto, podemos escrever:
E) 12
Pn = a1 ⋅ a2 ⋅ a3 ⋅  ⋅ an −1 ⋅ an

15. (Uerj) Em um recipiente com a forma de um paralelepípedo I. 

retângulo com 40 cm de comprimento, 25 cm de largura e 20 cm Pn = an ⋅ an −1 ⋅ an − 2 ⋅  ⋅ a2 ⋅ a1
de altura, foram depositadas, em etapas, pequenas esferas,
cada uma com volume igual a 0,5 cm3. Na primeira etapa, Multiplicando membro a membro essas duas igualdades e
depositou-se uma esfera; na segunda, duas; na terceira, quatro; associando os fatores, temos:
e assim sucessivamente, dobrando-se o número de esferas a (Pn )2 = ( a1 ⋅ an ) ⋅ ( a2 ⋅ an−1 ) ⋅ ( a3 ⋅ an−2 ) ⋅ … ⋅ ( an−1 ⋅ a2 ) ⋅ ( an ⋅ a1 )
cada etapa.
Admita que, quando o recipiente está cheio, o espaço vazio Observando que os fatores dentro dos parênteses são
entre as esferas é desprezível. equidistantes dos extremos, ou seja, o produto deles é igual a (a1 . an),
podemos escrever:
Considerando 2 10 ≅ 1000, o menor número de etapas
necessárias para que o volume total de esferas seja maior do (Pn )2 = (
a1 ⋅ an ) ⋅ ( a1 ⋅ an ) ⋅ … ⋅ ( a1 ⋅ an )
 
que o volume do recipiente é: n vezes

A) 15 Daí, (Pn) = (a1 · an) , em que Pn (produto dos n primeiros


2 n
B) 16 termos da P.G.) pode ser positivo ou negativo, dependendo dos
C) 17 termos e de n.
D) 18 Caso não conheçamos o produto dos extremos, podemos
calcular o produto dos n primeiros termos de uma P.G. de outra
Aula 10: maneira. Veja a seguir:
Pn = a1 · a2 · a3 · ... · an
Aula
Progressão Geométrica P.G. – (Parte II) Pn = a1(a1 · q) · (a1 · q2) · ... · (a1 · qn – 1)
10 Note que são n fatores iguais a a1 (um fora dos parênteses
e n – 1 dentro). Multiplicando, então, as potências de mesma
base, obtemos:
Pn = an1 · q1 + 2 + 3 + ... + (n –1)
Produto dos termos equidistantes dos No expoente da razão q, temos a soma de (n – 1) termos
extremos de uma P.G. de uma P.A. Efetuando essa soma, ficamos com:
[1+ ( n −1)]⋅( n −1)
Pn = a1n ⋅ q 2

Em uma progressão geométrica, quando a soma dos n( n −1)


índices de dois termos é igual à soma dos índices de outros dois Daí, Pn = a1n ⋅ q 2 .
termos, os produtos dos respectivos termos são iguais.
Esta mesma fórmula matemática pode ser vista assim:
p + k = t + s
Em símbolos: P.G.:  ( )
n −1 n
Pn = a1 ⋅ q 2 , na qual a expressão a1 ⋅ q 2 , quando n é ímpar,
n −1

ap ⋅ ak = at ⋅ as é o termo central dos termos multiplicados.


Exemplo:
a1 · a11 = a2 · a10 = a3 · a9 = a4 · a8 = a6 · a6 = ... = a11 · a1 = (a1)2 · q10 Exemplos:
De fato, temos:
1. Em uma P.G., o produto dos termos extremos é 10 6. Se essa
ap ⋅ ak = ( a1 ⋅ qp −1 ) ⋅ ( a1 ⋅ qk −1 ) = ( a1 ) ⋅ qk +p − 2
2
I. P.G. apresenta 40 termos, todos positivos, quantos algarismos
at ⋅ as = ( a1 ⋅ qt −1 ) ⋅ ( a1 ⋅ qs −1 ) = ( a1 ) ⋅ qt + s − 2
2
II. tem o produto desses termos?
a) 118 d) 121
Assim, quando p + k = t + s, teremos ap · ak = at · as, em b) 119 e) 122
que ap, ak, at, as são termos de uma mesma progressão geométrica. c) 120
Em particular, os extremos a1 e an de uma P.G. e dois outros termos
Solução:
dessa mesma P.G., ap e ak, tais que p + k = 1 + n, dizemos que
ap e ak são equidistantes dos extremos e temos que ap · ak = a1 · an. Temos que:
I. (a1 . a40) = (a2 . a39) = (a3 . a38) = ... = (a40 . a1) = 106, pois são

139

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

termos equidistantes dos extremos. p2n .


Então, sendo P40 = a1 . a2 . a3 . ... . a40 o produto procurado: an =
P40 . P40 = (a1 . a40) . (a2 . a39) . (a3 . a38) . ... . (a40 . a1) 2
b) forma uma progressão geométrica de razão q = p e
Daí: pn
(P40 )2 = 10 an = .
 ⇒ (P40 ) = (10 ) = 10
2 40
6
 ⋅ 10
6
⋅
… ⋅ 106 6 240
2
40 vezes
c) forma uma progressão geométrica de razão q = p 2 e
Como P40 > 0, obtemos: P40 = 10120 = 1000
…0
 pn
120 zeros an = .
2
Outra Solução:
d) forma uma progressão geométrica de razão q = p 2 e
I. a . a = 10 6
1 40 p2n
II. (P40) 2 = (a1 . a40) 40 ⇒ P40 = (a1 . a40) 20, pois P40 > 0 an = .
2
Daí, P40 = (106 )
20
= 10120 = 10000
… 0 ⇒
 e) não forma uma progressão geométrica.
120 zeros

⇒ P40 = tem 121 algarismos. Solução:


2
Resposta: D p1 −1 p2
I. a1 = p1 = 1
⇒ a1 =
2 2
2. Numa P.G. de razão inteira q > 1, sabe-se que a1an = 243, pn
1 · a2...an −1 · an = pn ⇒ an =
II. a , para n ≥ 2
logq an = 6 e log q Pn = 20, onde a n é o n-ésimo termo de  pn −1
p
P.G. e Pn é o produto dos n primeiros termos. Qual a soma n−1
2
dos n primeiros termos? pn +n 2
39 − 1 39 − 1 2n pn +n 2n −1
a) d) Daí, an = 2
⇒ an = n
⋅ 2
6 3 p(n −1) + (n −1) 2 2n −n
310 − 1 2n −1
b) e) n.d.a.
6 2 + n ) − ( n2 − n )
⇒ an = p(n ⋅ 2(n −1) −n ⇒
38 − 1
c) 1
6 ⇒ an = p2n ⋅ 2−1 ⇒ an = ⋅ p2n
2
Solução:
 p2 p4 p6 
Temos: Logo, temos a sequência  , , ,...  , que é uma P.G.
I. logq Pn = 20 ⇒ Pn = q 20 de razão q = p2. 2 2 2 
II. logq an = 6 ⇒ an = q 6
III. an = a1 . q n – 1 ⇒ q6 = a1 . q n – 1 ⇒ a1 = q 7 – n
n(n − 1) n2 − n n2 −n
Resposta: D
⇒ q = (q ) ⋅ q
n 7n−n2+
IV. Pn = a ⋅ q
n
1
2 20 7−n 2 ⇒q =q
20 2 ⇒
4. (UFC/2001) Sejam Pn, P2n e P3n os produtos n, 2 n e 3 n primeiros
n2 − n
7n − n + 2
= 20 ⇒ termos, respectivamente, de uma progressão geométrica
2 cujo primeiro termo a1 e cuja razão q são números reais
n = 8
 P
⇒ −n2 + 13n − 40 = 0 ⇒ ou não nulos. Então, o quociente 3 n depende:
P n ⋅ P2 n
n = 5 a) apenas de n.
b) apenas de a1 e n.
Então: c) apenas de q e n.
• Se n = 8:
d) de q, a1 e n.
a1 . an = 243 ⇒ q 7 – 8 . q6 = 35 ⇒ q5 = 35 ⇒ q = 3 ∈ Z (ok)
e) nem de q, nem de a1, nem de n.
• Se n = 5:
Solução:
a1 . an = 243 ⇒ q7 – 5 . q6 = 35 ⇒ q8 = 35 ⇒ q = ± 3 ∉ Z
8 5
3 n(3 n-1)
(não convém). P3 n a13 n ⋅ q 2
= 2 n(2 n −1)
 1− q8  Pn ⋅ P2 n n(n-1)
7 − 8  1− 3  1  38 − 1 a1n ⋅ q ⋅ a12n ⋅ q
8 2 2
Assim, S8 = a1 ⋅  =3 ⋅  = 3 ⋅ ⇒
 1− q   1− 3   2  9 n2 3 n

38 − 1 a13 n ⋅ q 2 2

⇒ S8 = =  n2 n   4 n2 2n 
6  − +
  
 2 2  2
− 
2 
a3n
1 ⋅ q
Resposta: C  9 n2 3 n   5 n2 3n 
 −  − − 
 2   2 2 
 2
=q
3. Sejam a 1 , a 2 , a 3 , ..., a n números reais positivos e 4 n2
pn = a1 . a2 . a3 . ... . an. Se p > 0 é uma constante real, tal que =q 2 = q2 n
2

n2 + n
p
pn = , e n tã o p o d e m o s a fi rma r q ue a s equênc i a P3 n
2n Então, depende apenas de q e n.
a 1 , a 2 , a 3 , ..., a n , n e s s a o rd e m : Pn ⋅ P2 n
a) forma uma progressão geométrica de razão q = p e Resposta: C

140

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Dízimas periódicas (complemento) Sendo x > 1, calcule o limite da soma 1 +


2 3 4
+ 2 + 3 + ...
x x x
Podemos enxergar as dízimas periódicas como sendo a soma
de termos de uma P.G. Veja os exemplos: Observe que os numeradores (1, 2, 3, 4, ...) estão em P.A.
• 0,2222... = 0,2 + 0,02 + 0,002 + ... e os respectivos denominadores (1, x, x2, x3, ...) estão em P.G. de
2 2 2 razão q = x. Para calcular essa soma S, multiplique apenas os termos
= + + + ...
10 102 103 1
em P.G. pela razão q = x, ou seja, multiplique S por , obtendo o
 1 1 1  1 x
= 2 ⋅  + 2 + 3 + ...  produto ⋅ S. Veja:
 10 10 10  x
1 2 3 4
S = 1+ + 2 + 3 + ... (I)
10 1 10 x x x
=2 ⋅ =2 ⋅ ⋅
1 10 9 1
1− Multiplicando ambos os membros por , obtemos:
10 x
1 1 2 3 4
2 ⋅ S = + 2 + 3 + 4 + ... ( II )
∴ 0, 222... = x x x x x
9
Subtraindo, membro a membro, a equação ( II ) da
• 1,251515151... = 1,2 + 0,051 + 0,00051 + 0,0000051 + ... equação ( I ), ficamos com:
 1 1 1  1  2 1  3 2   4 3   5 4
= 1,2 + 51 ·  3 + 5 + 7 + ...  S − ⋅ S = 1+  −  +  2 − 2  +  3 − 3  +  4 − 4  + ...
 10 10 10  x x x x x  x x  x x 
1 (Procure associar as frações de mesmo denominador)
3
= 1,2 + 51 · 10 Efetuando as operações nos parênteses, temos:
1
1− 2  1 1 1 1 1
10 S 1−  = 1+ + 2 + 3 + 4 + ...
 x x x x x
1 102
= 1,2 + 51 · 3
⋅ Observando que o segundo membro dessa última igualdade
10 99
1
51 é uma P.G. convergente (razão q = está entre –1 e 1, pois x > 1),
= 1,2 + encontramos: x
990
2
12 ⋅ (100 − 1) 51 1200 + 51− 12  1 1 1 1  x 
= + = S 1−  = ⇒S= ⇒S= ⇒S= 
10 ⋅ 99 990 990  x  1− 1  1
2
 x − 1
2
 x − 1
x 1−   
 x  x 
1251 − 12
∴ 1, 25151... =
9900

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Exercícios


m
1. Sabendo que é a fração irredutível equivalente ao número
n 01. (Efomm) Os números reais positivos a1, a2, ... , an formam, nessa
decimal 0,097222..., o valor de n – m é igual a: ordem, uma progressão geométrica de razão q. Nesse caso, é
a) 61 d) 64 correto afirmar que a sequência log a1, log a2, ..., log an forma
b) 62 e) 65 uma progressão
A) crescente, se q > 1.
c) 63
B) aritmética crescente, se q > 1.
Solução: C) geométrica decrescente, se 0 < q < 1.
D) aritmética crescente, se 0 < q < 1.
m m 00972 − 0097 E) aritmética crescente, desde que q > 0.
= 0, 0972 22... ⇒ = ⇒
n n 9000
m
⇒ =
875 : 5
=
175
n 9000 : 5 1800 360
=
35
⇒ =
m 7
n 72

m=7
n = 72 {  8
02. (AFA) A sequência  x, 6, y, y +  é tal, que os três primeiros
 3
Logo, n – m = 72 – 7 = 65 termos formam uma progressão aritmética, e os três últimos
formam uma progressão geométrica. Sendo essa sequência
Resposta: E crescente, a soma de seus termos é
92
COMPLEMENTO ESPECIAL A)
3
Em algumas sequências infinitas, é possível dividir cada 89
B)
termo em duas partes e observar as primeiras partes formando uma 3
P.A. e as segundas partes formando uma P.G. Chamaremos tais 86
sequências de “P.A.G.” e iremos calcular a soma de seus infinitos C)
3
termos, quando as partes em P.G. tiverem razão entre –1 e 1
83
(P.G. convergente). D)
3
Exemplo:

141

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

03. Sejam (1, a2, a3, a4) e (1, b2, b3, b4) uma progressão aritmética 08. (EsPCEx) Os números a, b e c determinam, nessa ordem, uma
e uma progressão geométrica, respectivamente, ambas com progressão aritmética (PA) de razão r (r ≠ 0). Na ordem b, a, c
a mesma soma dos termos e ambas crescentes. Se a razão r determinam uma progressão geométrica (PG). Entaão a razão
da progressão aritmética é o dobro da razão q da progressão
da PG é
geométrica, então, o produto r · q é igual a
A) 15 A) – 3
B) 18 B) – 2
C) 21 C) –1
D) 24 D) 1
E) 2
04. (AFA) De um dos lados de uma avenida retilínea, estão dispostos
alguns postes nos pontos P1, P2, .... , Pi, i ∈ . Do outro lado dessa 3 5 9 1025
mesma avenida, estão dispostas algumas árvores nos pontos 09. (EsPCEx) A sequência (a1, a2, ..., a10), onde a1 = , a2 = , a3 = ,..., a10
2 2 2 2
A1, A2, .... Ai, j ∈ . Sabe-se que: 3 5 9 1025
– P1 P2 = 3 dam a1 = , a2 = , a3 = ,..., a10 é de tal forma que para cada n ∈ {1, 2, ..., 10}
2 2 2 2
– P1 Pi = 63 dam temos que an = bn + cn, onde (b1 + b2 ..., b10) é uma PG com
– (PP
1 2 ,P2P3...) b1 ≠ 0 e de razão q ≠ ± 1 e (c1, c2, ... , C10) é uma PA constante.
– A1A j = P1 Pi
– ( A1A 2 , A 2 A 3 ,...) Podermos afirmar que a1 + a2 + ... + a10 é igual a
– i=j A) 98
B) 172
C) 260
Com base nessas informações, é correto afirmar que a maior
D) 516
distância entre duas árvores consecutivas é, em dam, igual a
E) 1028
A) 63
B) 32 1 3 (2n+1)
C) 18 10. No produto P = 27 ⋅ 27 ⋅ ... ⋅ 2 7 , os denominadores dos
D) 16 expoentes são todos iguais a 7, e os numeradores são os
números ímpares consecutivos de 1 até 2 n + 1. Qual o menor
05. (AFA) Considere as proposições abaixo. inteiro positivo n para o qual P é maior que 1024?
I. A soma dos infinitos termos da sequência cujo termo geral A) 7
n 3 B) 8
é n , n ∈ r*, converge para
3 4 C) 9
 2kπ  D) 10
II. Se ak = cos  ; n ∈ n*, o valor de a1 + a2 + ... + a97 é
 3  E) 11
zero.
III. Se (3, a, b) formam uma progressão geométrica de razão q 11. Sendo S = 1 + 2x + 3x2 + … (0 < x < 1), pode-se afirmar que:
e (a, b, 45), uma progressão aritmética de razão r, com a,
r 1
b ∈ n, então = 6 A) S =
q (1 − x)2

Pode-se afirmar que, entre as proposições, x


B) S =
A) apenas uma é falsa. (1 − x)2
B) apenas duas são falsas.
C) todas são falsas. 2
C) S =
D) todas são verdadeiras. (2 – x)2
1
06. (EsPCEx) Sendo a, b e c, nesta ordem, termos de uma progressão D) S =
aritmética em que a · c = 24 e A, B e C, nesta ordem, termos (2 – x)2
de uma progressão geométrica em que A = a, B = c e C = 72,
x
então o valor de b é E) S =
A) 4 D) 7 ( 2 − x )2
B) 5 E) 8
C) 6 12. Se n é um número inteiro positivo, o produto de todos os
2n
07. (EsPCEx) A sequência de números reais a, b, c, d forma, nessa números positivos da forma 5é
ordem, uma progressão aritmética cuja soma dos termos é 110, A) 5
a sequência de números reais a, b, e, f forma, nessa ordem, uma
progressão geométrica de razão 2. A soma d + f é igual a: B) 25
A) 142 1
B) 132 C)
5
C) 120
D) 102 1
D)
E) 96 25

142

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

13. (UFG – Adaptado) A figura a seguir ilustra as três primeiras


Aula 11:

etapas da divisão de um quadrado de lado L em quadrados


menores, com um círculo inscrito em cada um deles. Aula Razões trigonométricas no triângulo
retângulo
11

Introdução
Trigonometria é a parte da Matemática que estabelece
Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3
os métodos de resolução dos triângulos e investiga as funções
trigonométricas.
Sabendo-se que o número de círculos em cada etapa cresce N e s s a p r i m e i r a a u l a , e s t u d a re m o s a s re l a ç õ e s
exponencialmente, a soma das áreas dos círculos inscritos na entre comprimentos dos lados de um triângulo retângulo.
n-ésima etapa dessa divisão é igual a Essas proporções são denominadas de seno, cosseno e tangente,
πL2 entre várias outras, dependendo dos lados considerados na
A) proporção.
4
3πL2
B)
4 Razões trigonométricas em
C)
πL2 um triângulos retângulo
3 Dado um triângulo ABC, retângulo em  e tal que o seu
2πL2
D) ângulo agudo B seja igual a α, definimos cada razão entre dois de
3
seus lados da seguinte maneira:
πL2
E)
2 C
14. (IBMEC-RJ) Uma sequência de 5 (cinco) números inteiros é
β
tal que:
a
• Os extremos são iguais a 4;
b
• Os três primeiros termos estão em progressão geométrica
e os três últimos em progressão aritmética;
• A soma desses cinco números é igual a 26.
α
B c A
É correto afirmar que a soma dos números em progressão
geométrica é igual a:
A) –8 Não esqueça:
B) –2 cateto oposto b
• sen α = ⇒ sen α =
C) 8 hipotenusa a
D) 12
E) 16
cateto adjacente c
• cos α = ⇒ cos α =
15. (UFRGS) A sequência representada, na figura abaixo, é formada hipotenusa a
por infinitos triângulos equiláteros. O lado do primeiro triângulo
mede 1, e a medida do lado de cada um dos outros triângulos
2 • tg α = cateto oposto ⇒ tg α = b
é da medida do lado do triângulo imediatamente anterior. cateto adjacente c
3
sen α
Observação: tg α =
cos α

• cotg α = cateto adjacente ⇒ cotg α = c


… cateto oposto b

A soma dos perímetros dos triângulos dessa sequência infinita é hipotenusa a


• sec α = ⇒ sec α =
A) 9 cateto adjacente c
B) 12
C) 15
hipotenusa a
D) 18 • cossec α = ⇒ cossec α =
cateto oposto b
E) 21

143

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Note que α + β = 90º (α e β são ângulos complementares). Seja agora um quadrado equilátero de lado a.
Assim: A a B
c
• sen β = cos α =
a 45º

b d
• cos β = sen α = a a
a
c
• tg β = cotg α =
b 45º
D a C
Do Teorema de Pitágoras, tem-se que: Tem-se para o triângulo BDC:
2
a b c2
 a 2
 b  c 
2 2 2 I. d2 = a2 + a2 (Teorema de Pitágoras)
I. a2 = b2 + c2 ÷a→
2
= + →  =  + 
a2 a2 a2  a  a   a d2 = 2a2 → d = a 2

→ 1 = sen2 α + cos2 α a a
II. sen 45º = → sen 45º =
d a 2
(Relação fundamental da trigonometria)
1 · 2 2
2 2 2 → sen 45º = → sen 45º =
a2 b2 c2  a  b  c  2· 2 2
c2 ÷b
2
II. a2 = b2 + = + →  =  + 
b2 b2 b2  b  b  b
a 2
→ cossec2 α = 1 + cotg2 α III. cos 45º = sen 45º = → cos 45º =
d 2

2 2 2 a
÷c2 a2 b2 c2  a  b  c  IV. tg 45º = → tg 45º = 1
III. a2 = b2 + c2 = + →  =  +  a
c2 c2 c2  c  c  c

→ sec2 α = tg2 α + 1 Resumindo:


Ângulos

Ângulos notáveis (30º, 45º, 60º) 30º 45º 60º


Razões
Trigonométricas
Seja um triângulo equilátero de lado 2a.
1 2 3
A sen
2 2 2
30º 30º
3 2 1
2a 2a cos
h 2 2 2

60º 60º 3
B C tg 1 3
M 3
a a
Tem-se para o triângulo AMC:
I. (2a)2 = h2 + a2 → 4a2 = h2 + a2 → h2 = 3a2 → h = a 3
Exercícios de Fixação
a 1
II. sen 30º = → sen 30º =
2a 2
01. (Efomm) Determine o perímetro do triângulo ABD, em cm,
representado na figura a seguir.
h a 3 3
III. cos 30º = → cos 30º = → cos 30º =
2a 2a 2
D
a a 1 3
IV. tg 30º = → tg 30º = → tg 30º = → tg 30º =
h a 3 3 3
Observa-se que:
x y
3
• sen 60º = cos 30º = B 30o
2 A
x 10cm C
1
• cos 60º = sen 30º =
2
A) 5 3 + 5 D) 45
• tg 60º = cotg 30º = 3 · ( 3) =
3· ( 3)
3 (
B) 5 2 + 2 )( 3 +1 ) E) 50
C) 20 + 4 5

144

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

02. (EsPCEx) Um topógrafo, querendo conhecer a altura de um 06. (EsPCEx) Na figura a seguir, está representado um muro (BD) de
penhasco, mediu a distância do ponto A até a beira do rio 6 m de altura em que está apoiado em uma escada representada
(ponto E), obtendo 20 metros. A largura do rio (EB) é desconhecida. por AC, que faz um triângulo α com a horizontal. Sabe-se que
A figura a seguir mostra os ângulos BÂC = 30º e BÊC = 60º. a parte da escada indicada pelo segmento AB corresponde a
A altura do penhasco encontrada pelo topógrafo foi 2/3 do seu comprimento. Em um determinado momento do
dia, os raios de Sol fazem com a vertical um ângulo também
C de valor α, projetando no ponto F a sombra da extremidade
C da escada.
Dados: sen α = 3/5
cos α = 4/5
penhasco

30o 60o SOL


A E rio B
A) 15 3m
B) 12 3m C

C) 10 3m a
D) 20 3m B
E) 40 3m

03. (EsPCEx) Um triângulo tem o lado maior medindo 1 m e dois


de seus ângulos são 27º e 63º. O valor aproximado para o a
perímetro desse triângulo e: A D E F

Dados 2 = 1, 4 e cos 18º = 0,95, é de Assim, considerando desprezível a espessura do muro, a medida
A) 1,45 m D) 3,35 m do segmento DF, que corresponde à parte da sombra da escada
B) 2,33 m E) 3,45 m que está no muro, nesse instante, é igual a
C) 2,47 m A) 6,75 m
B) 10,75 m
04. (EsPCEx) Conforme a figura, a 60 metros do chão o helicóptero H C) 14,75 m
avista, sob um ângulo α, dois alvos, B e C, que serão logo D) 18,75 m
abatidos. E) 22,75 m

α 07. Um observador que se encontra no ponto B avistou um balão sob


um ângulo de 30º. Ele entrou em contato com um amigo, que
a também era apreciador de balões, e este respondeu que também
estava visualizando o balão, mas que se encontrava no ponto A,
3,7 km a frente do B, e o seu ângulo de visão para o balão era de
60 m
60º, como mostrado na figura a seguir. (Considere 3 = 1, 7 )
Balão
A B C
Se AB = 40 m e BC = 260 m, então α mede
A) 15º 60º 30º
A 3,7 km B
B) 30º
C) 45º Diante do exposto, a altura que o balão se encontrava era de,
D) 60º aproximadamente:
E) 75º A) 3,10 km
B) 3,11 km
05. (EsPCEx) Os ângulos agudos α e β pertencem aos triângulos retângulos C) 3,12 km
a seguir. D) 3,13 km
E) 3,14 km

08. (IFSP) Uma escada de 10 metros de comprimento está apoiada


em uma parede que forma um ângulo de 90 graus com o chão.
Sabendo que o ângulo entre a escada e a parede é de 30 graus,
α β
é correto afirmar que o comprimento da escada corresponde,
da distância x do “pé da escada” até a parede em que ela está
Se o seno de β é o dobro de seno de α, então o ângulo α pertence apoiada, a:
ao intervalo A) 145%
A) ]0º, 45º[ D) ]0º, 60º[ B) 200%
B) [45º, 60º] E) ]0º, 30º[ C) 155%
C) ]30º, 45º[ D) 147,5%
E) 152,5%

145

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

09. (CFTMG) Uma formiga sai do ponto A e segue por uma trilha, 11. (UPE/2014) A figura a seguir representa o campo de jogo da
representada pela linha contínua até chegar ao ponto B, como Arena Pernambuco. O ponto A situa-se exatamente no meio
mostra a figura. do campo, e o ponto B, exatamente no meio da linha do gol.

A B

2m

106 m
A
60º
3m

1m

68 m
2 3m Nivelada a partir de medições a laser, a fundação tem inclinações
muito suaves que evitam o acúmulo de água nas zonas centrais,
conforme o esquema a seguir:
B
0,5% 0,5%
A distância, em metros, percorrida pela formiga é:
A) 1 + 2 3
B) 3 + 3 3
C) 5 + 2 3 Considerando essas inclinações do campo, qual a diferença
de altura entre os pontos A e B, representados no desenho do
D) 7 + 3 3
campo?
A) 15,90 cm
10. Uma pessoa (de altura desprezível) situada no ponto P, observa B) 26,50 cm
dois funcionários (pontos A e B) de uma empresa responsável C) 29,00 cm
pela limpeza da fachada de um prédio, conforme a figura a D) 34,00 cm
seguir. E) 53,00 cm

A 12. (FGV/2015) Um edifício comercial tem 48 salas, distribuídas em


8 andares, conforme indica a figura. O edifício foi feito em um
terreno cuja inclinação em relação à horizontal mede α graus.
45º A altura de cada sala é 3 m, a extensão 10 m, e a altura da
pilastra de sustentação, que mantém o edifício na horizontal,
é 6 m.
B
α sen α cos α tg α
60º 4º 0,0698 0,9976 0,0699
5º 0,0872 0,9962 0,0875
6º 0,1045 0,9945 0,1051
P 60 m 7º 0,1219 0,9925 0,1228
8º 0,1392 0,9903 0,1405
Ela está distante 60 m da base do prédio. A distância, em
10 m
metros, entre os funcionários A e B equivale a:
3m

(
A) 30 · 2 – 3 )
B) 20 · (3 – 3)
6m

C) 20 · (2 – 3)
α

D) 10 · (3 – 3) Usando os dados da tabela, a melhor aproximação inteira para α é:


A) 4º D) 7º
E) 10 · (2 – 3) B) 5º E) 8º
C) 6º

146

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

13. (UFRN) A escadaria a seguir tem oito batentes no primeiro lance,


Aula 12:
e seis no segundo lance de escada.
Aula Lei dos Senos, Lei dos Cossenos,
Fórmula Trigonométrica da
12 Área de um triângulo
D

Lei dos senos


E O triângulo ABC a seguir está inscrito em uma circunferência
de raio R.

C
C B C a

B B
b
R

Â
A A
Sabendo que cada batente tem 20 cm de altura e 30 cm de Em todo triângulo, as medidas dos seus lados são
comprimento (profundidade), a tangente do ângulo CÂD mede: proporcionais aos senos dos lados opostos.
9
A) Não Esqueça!
10
a b c
14 = = = 2R
B) 
sen A sen B 
sen C
15
29
C)
30
D) 1 Por exemplo:
No triângulo a seguir, AC = 4, BC = 3 e B = 60º. Calcule o
14. (UTFPR) Um caminhão, cuja carroceria está a uma altura de sen α e o raio da circunferência.
1,2 m do chão está estacionado em um terreno plano. Deseja-se
carregar uma máquina pesada neste caminhão e, para isso, será C
colocada uma rampa da carroceria do caminhão até o chão.
O comprimento mínimo da rampa para que esta forme com o
chão um ângulo máximo de 30° é, em metros, de: 4 3

1 3 3 α
Considere: sen 30º = , cos 30º = e tg 30º = . 60º
2 2 3 A B
A) 0,8 3
Resolução:
B) 2,4
C) 1,2 3 Aplicando a Lei dos Senos, temos:
D) 0,6 3 4 3 4 3
I. = → =
E) 0,6 sen 60º sen α 3 sen α
2
15. (UFSJ) Uma escada com x metros de comprimento forma um 3 3
ângulo de 30° com a horizontal, quando encostada ao edifício ∴ 4 sen α =
de um dos lados da rua, e um ângulo de 45° se for encostada 2
ao prédio do outro lado da rua, apoiada no mesmo ponto do 3 3
chão. ∴ sen α =
8
(
Sabendo que a distância entre os prédios é igual a 5 3 + 5 2 )
metros de largura, assinale a alternativa que contém o comprimento 4 4
II. = 2R → = 2R ∴ R 3 = 4
da escada, em metros.
sen 60º 3
A) 5 2
2
B) 5
C) 10 3 4 4 3
∴R = ∴R=
D) 10 3 3

147

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Leis dos cossenos Do enunciado, temos:


B

Em todo triângulo, o quadrado de um lado é igual à soma 2


dos quadrados dos outros dois lados, menos duas vezes o produto
desses lados pelo cosseno do ângulo que eles formam. Â
A C
C 3

b C a Aplicando a fórmula da área do triângulo, temos:


t os
opos B 3 · 2 · sen Aˆ 6 6 · sen Aˆ
 S∆ = → =
A c B 2 4 2
∴ 4 6 · sen Aˆ = 2 6
Não Esqueça!
1
∴ sen Aˆ =

a2 = b2 + c2 − 2· b · c · cos A 2
Por conseguinte: Aˆ = 30º ou Aˆ = 150º
Para os demais lados, tem-se:
b2 = a2 + c2 – 2ac cos B
c2 = a2 + b2 – 2ab cos C

Por exemplo: Observação:


Em um paralelogramo, dois lados consecutivos medem 7 ÁREA DE UM QUADRILÁTERO CONVEXO
cm e 4 cm e a diagonal menor mede 37 cm. Calcule as medidas Em todo quadrilátero convexo, sua área é igual a
dos ângulos desse paralelogramo. metade do produto de suas diagonais pelo seno do ângulo
compreendido entre elas.
Resolução: S
Do enunciado, temos: P
α
D 7 C
β α
4 37 R Q
4
Não Esqueça!
β
α
A 7 B SQ · P R · sen α
SPQRS =
Aplicando a Lei dos Senos, temos: 2
( 37 )
2
= 42 + 72 − 2 · 4 · 7 · cos α
∴ 37 = 16 + 49 − 56 cos α
∴ 56 cos α = 28
Exercícios de Fixação
28 1
∴ cos α = =
56 2
01. (Efomm) Um navio, ao navegar em linha reta, passa sucessivamente
Por conseguinte: α = 60º
pelos pontos A, B e C. O comandante, quando o navio está em
Sabemos que:
A, observa o farol L e calcula o ângulo LÂC = 30º. Após navegar
2α + 2β = 360º
4 milhas até B, verifica o ângulo LBCˆ = 75º . De acordo com a
120º + 2β = 360º
representação a seguir, a distância do farol ao ponto B é
Logo: β = 120º

Forma trigonométrica da área de um triângulo L


A área de um triângulo é igual a metade do produto de dois
lados pelo seno do ângulo que eles formam.
C

a
b 30° 75°
Â
A B C
A c B
Não Esqueça!
A) 8 11 milhas
1 
S∆ABC = · b ⋅ c · sen A B) 2 2 milhas
2
C) 3 3 milhas
Por exemplo: D) 6 5 milhas
6 E) 7 3 milhas
Em um triângulo ABC, b = 3, c = 2 e S∆ = . Calcule
a medida do ângulo Â. 4

148

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

02. (Efomm) Dois observadores que estão em posições coincidentes 05. (IFSul) Em certa cidade, a igreja está localizada no ponto A,
com os pontos A e B, afastados 3 km entre si, medem a prefeitura no ponto B, e a livraria no ponto C, como mostram
simultaneamente o ângulo de elevação de um balão, a partir os pontos a seguir. Sabendo-se que a distância da igreja à
do chão, como sendo 30º e 75º, respectivamente. Se o balão prefeitura é de 10 metros, a distância da prefeitura à livraria
está diretamente acima de um ponto no segmento de reta entre corresponde a 15 metros, e que o ângulo formado por essas
A e B, então a altura do balão, a partir do chão, em km, é: duas direções é 60º, a distância da livraria à igreja é:
1 2
A) D) B
3 3 A
5 3
B) E)
2 2
C
2
C)
5 A) 17 5 m

03. (AFA) No ciclo trigonométrico da figura a seguir acrescentou-se B) 5 7 m


as retas r, s, t e z.
C) 25 7 m

D) 7 5 m

06. Um carpinteiro pretende construir uma peça triangular em


madeira com as dimensões apresentadas a seguir.

60º
8 cm 6 cm

Ao medir corretamente o perímetro da peça, o carpinteiro


obteve, em centímetros:
A) 14 + 2 13
B) 15 + 3 14
C) 16 + 15
D) 15 + 13
E) 16 + 2 13
Nestas condições, a soma das medidas dos três segmentos em
destaque, AT, TP, e PB, pode ser calculado, como função de α, por 07. Dois botes estão no mar a uma distância d um do outro.
A) sec α Um observador, situado na praia, observava-os, calculando
B) cossec α distâncias e ângulos em dois pontos de observação, como no
C) tg α+ cotg α esboço a seguir.
D) cossec α + sec α
1° bote 2° bote
04. (EsPECex) A água utilizada em uma fortificação é captada e
bombeada do rio para uma caixa d’água localizada, a 50 m d
de distância da bomba. A fortificação está a 80 m de distância
da caixa d’água e o ângulo formado pelas direções bomba –
caixa d’água e caixa d’água – fortificação é de 60º, conforme
mostra a figura a seguir. Para bombear água do mesmo ponto 10 6 m
de captação, diretamente para a fortificação, quantos metros
de tubulação são necessários?
75° 45°
45° 30°
1° ponto de 2° ponto de
observação observação
30 m

A distância d entre os botes, em metros, é igual a:


Dado: sen 120º = cos 30º
A) 10 15 D) 15( 6 - 2 )
A) 54 metros. D) 70 metros.
B) 15( 6 + 2 ) E) 15( 6 )
B) 55 metros. E) 75 metros.
C) 65 metros. C) 10( 3 + 2 )

149

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

08. Um topógrafo observa a planta baixa (vista superior) de um 11. (FGV) Na figura, ABCDEF é um hexágono regular de lado 1 dm,
terreno triangular mostrado a seguir. Ele pretende calcular a e Q é o centro da circunferência inscrita a ele.
medida do lado x do terreno na escala da planta, ou seja, em cm.
B C

α
A Q D

F E
75º 60º O perímetro do polígono AQCEF, em dm, é igual a:
8 cm
A) 4 + 2
B) 4 + 3
O valor de x, encontrado corretamente pelo topógrafo C) 6
corresponde a:
D) 4 + 5
A) 4 6 E) 2(2 + 2 )
B) 5 3
12. Um nativo da cidade de Tianguá-CE reservou um terreno
C) 4 3 triangular, nas proximidades de um despenhadeiro, onde se
D) 6 5 pratica voo livre de parapente. A ideia é cercar o terreno com
uma tela, instalar no seu interior guarda-volumes e alugá-los para
E) 3 5 turistas. Dois lados do terreno reservado medem, respectivamente,
10 m e 6 m, formando entre si um ângulo de 120º, conforme
09. (Vunesp) Uma pessoa se encontra no ponto A de uma mostra a figura a seguir.
planície, às margens de um rio, e vê do outro lado do rio o
topo do mastro de uma bandeira, ponto B. Com o objetivo
de determinar a altura h do mastro, ela anda, em linha reta,
50 m para a direita do ponto em que se encontrava e marca o
ponto C. Sendo D o pé do mastro, avalia que os ângulos BÂC 6m
ˆ valem 30°, e o ACB
e BCD ˆ vale 105°, como mostra a figura: 10 m 120º
B

h Se o metro de tela custa R$ 15,00, quanto o nativo gastará na


D compra da tela?
30º A) R$ 300,00 D) R$ 500,00
30º B) R$ 420,00 E) R$ 520,00
A 105º
C) R$ 450,00
50 m
C 13. (Esc. Naval) A figura a seguir mostra um paralelogramo ABCD. Se
d representa o comprimento da diagonal BD e α e β são ângulos
Nessas condições, a altura h do mastro, em metros, é igual a conhecidos (ver figura), podemos afirmar que o comprimento x
A) 12,5 do lado AB é igual a: (Dado: sen(180º – θ) = sen θ)
B) 12,5 2
C) 25,0 A D
D) 25,0 2
E) 35,0
x d
10. As páginas de um livro medem 1 dm de base e
de altura.
( 1 + 3 ) dm β
α
Se este livro foi parcialmente aberto, de tal forma que o ângulo B C
entre duas páginas seja 60o, a medida do ângulo α, formado
pelas diagonais das páginas, será: 1 dm A) d cos β
A) 15o α d sen α
B) 30o B)
sen( α + β)
C) 45o
D) 60o C) d sen β
E) 75o d cos α
D)
60º sen( α + β )
E) d cos(180º – (a + b))

150

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

14. Um observador encontra-se no topo de um edifício cuja altura O número 60 possui muitos divisores positivos (1, 2, 3, 4,
AB mede 2 dam (2 decâmetros). Ele avista dois pontos C e D, 5, 6, 10, 12, 15, 20, 30 e 60), podendo, assim, ser decomposto
ambos no solo. O ponto C encontra-se a 1 dam a base B do em vários fatores, facilitando bastante os cálculos em suas divisões.
prédio, o ponto D por sua vez, está situado a 5 dam de C. Por isso, Hiparco escolheu um múltiplo de 60 para dividir
A
a circunferência:
• Cada uma das 360 partes iguais em que a circunferência foi
θ dividida recebeu o nome de arco de 1 grau;
• Cada arco de 1 grau foi dividido em 60 partes iguais e cada
uma dessas partes recebeu o nome de arco de 1 minuto;
• Cada arco de 1 minuto também foi dividido em 60 arcos iguais
e recebeu o nome de arco de 1 segundo.

B C D
Minuto – sexagésima parte de um grau: 1º = 60’
Segundo – sexagésima parte de um minuto: 1’ = 60”
Ao medir o ângulo θ, ele obtém:
A) 15º B) 30º
C) 45º D) 60º
E) 75º Aula 13:

15. (Uerj) Observe a seguir a ilustração de um pistão e seu esquema Aula


O ciclo trigonométrico
no plano. 13
y (polegadas)

Ciclo trigonométrico

T.W. Van Urk/123RF/Easypix


5
4 C
C 3
2
1 x
A B 0 B
A

O pistão é ligado, por meio da haste BC, a um disco que gira


em torno do centro A.
Considere que:
• o raio AB e a haste BC medem, respectivamente, 1 polegada
e 4 polegadas; Em nosso estudo anterior, vimos a Trigonometria aplicada
• à medida que o disco gira, o pistão move-se verticalmente para apenas a ângulos agudos.
cima ou para baixo, variando a distância AC e o ângulo BÂC. Daqui em diante, nos valendo da periodicidade das funções
trigonométricas (a qual estudaremos posteriormente), faremos
Se a medida do ângulo BÂC é dada por x radianos, a distância uso de uma circunferência especial chamada Circunferência
entre A e C, em polegadas, pode ser obtida pela seguinte equação: Trigonométrica (ou Ciclo Trigonométrico).
A) y = 4 + sen(x) Para entendê-la melhor, imagine enrolar o eixo real x como
B) y = 4 + cos(x) um barbante em torno de um carretel de raio 1. O resultado obtido
C) y = sen ( x ) + 16 − cos2 ( x ) chamamos Ciclo Trigonométrico.
Resumindo:
D) y = cos ( x ) + 16 − sen2 ( x )
Ciclo Trigonométrico é uma circunferência de raio igual a 1,
orientada positivamente no sentido anti-horário, centrado na
origem do Plano Cartesiano.
Fique de Olho
Cada volta completa no Ciclo medirá 360º ou 2π rad e terá
comprimentos 2π (observe que o perímetro de uma circunferência
A DIVISÃO DA CIRCUNFERÊNCIA mede 2πR e que o raio do Ciclo mede 1). Um mesmo ponto poderá
representar vários ângulos, dependendo da volta a qual esteja se
A Matemática Babilônica influenciou muitos matemáticos, referindo.
inclusive Hiparco de Niceia. Este, bem como os babilônios, acreditava
360º é equivalente a 2π rad.
que a melhor base para realizar contagens era base 60, que não foi
escolhida por um mero acaso.

151

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

A seguir, observa-se o Ciclo Trigonométrico em que aparecem os principais ângulos notáveis da 1ª volta no sentido anti-horário
(em radianos e graus), bem como os valores dos respectivos senos e cossenos. O seno de um ângulo é medido no eixo das ordenadas e
o cosseno, no eixo das abscissas.

sen
+ +

π
rad = 90º
2 π
rad = 60º
2π 3 3
rad = 120º no sentido anti-horário
3 2 π
rad = 45º os ângulos são definidos
3π 2 4
de forma positiva.
rad = 135º
4 2
π

2º 1º
1 rad = 30º
5π 6
rad = 150º 2
6

3 2 1 1 2 3
− − −
– π rad = 180º 2 2 2 2 2 2 0 rad = 0º +
– + cos

3º 4º
1
7π −
rad = 210º 2 11π
6 rad = 330º
6
2
5π − no sentido horário
rad = 225º 2 7π os ângulos são definidos
4 rad = 315º
3 4 de forma negativa.

4π 2 5π
rad = 240º rad = 300º
3 3

rad = 270º
2

– –

Arcos côngruos (ou congruentes)


Dizemos que dois arcos são côngruos (ou congruentes) quando estão posicionados em um mesmo ponto do Ciclo Trigonométrico.
Por exemplo, 45º(π/4) e 405º (9π/4) são côngruos. Após associação do Ciclo com as funções trigonométricas seno, cosseno,
tangente, ..., veremos que arcos côngruos sempre têm o mesmo seno, o mesmo cosseno e assim por diante.
Genericamente, para um ângulo α, temos:
y


α ± 1 ⋅ 360º ≡ α ± 2 ⋅ 360º ≡ α ± 3 ⋅ 360º ≡ ... ≡ α ± k ⋅ 360º (em graus)
α 
α ≡ ou
0º ou x  α ± 1 ⋅ 2π ≡ α ± 2 ⋅ (2π ) ≡ α ± 3 ⋅ (2π ) ≡ ... ≡ α ± k ⋅ (2π ) (em radiados)
0 rad

Nº de Ângulo Ângulo
Determinação
voltas (graus) (radianos)

n=k αº + k · 360º α rad + 2kπ · rad (k + 1)ª positiva

n=2 αº + 2 · 360º α rad + 4π rad 3ª positiva


n=1 αº + 360º α rad + 2π rad 2ª positiva
n=0 αº α rad 1ª positiva
n = –1 αº – 360º α rad + 2π rad 1ª negativa
n = –2 αº – 2 · 360º α rad – 4π rad 2ª negativa

n=–k αº – k · 360º α rad – 2kπ rad kª negativa

152

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Razões trigonométricas no  π 
sen  2 − x  = cos x
ciclo trigonométrico 
cos  π − x = sen x
  
2
sen α = OP1 
tg  π − x = cotg x
cos α = OP2   2 

tg α = AT cotg  π − x = tg x
 2 
cotg α = BS  π 
sec  − x = cossec x
sec α = OV  2 
cossec α = OW  π 
cossec  − x = sec x
  2 

T Não Esqueça!

{
W
B S sen 30º = sen(90º − 60º) = cos 60º
P
P1 cos 60º = cos(90º − 30º) = sen 30º

A’ α A V
O P2 Relações entre as funções
trigonométricas de arcos associados
B’
No segundo quadrante
 π  π
sen  2 + x  = cos x 2
Note bem: 
Vamos generalizá-la para um arco x. Observe a figura a seguir. cos  π + x  = −sen x π+x
   2
2

cos x tg  π + x = −cotg x
  2 
π 0 2π
π–x 
cottg  π + x = − tg x
x
 2 
x x  π 
0
sec  + x = − cossec x 3π
x x sen x
 2  2
 π 
π+x 2π - x cossec  + x = seec x
  2 

Não Esqueça!

Arcos com extremidades no primeiro {sen 120º = sen(90º + 30º) = cos 30º
cos 150º = cos(90º + 60º) = − sen 60º
quadrante (complementares)
No terceiro quadrante
No primeiro quadrante
  3π 
π sen  2 − x = − cos x
2 
π −x cos  3π − x = −sen x
2    π
2 2
x 
tg  3π − x = cotg x
π   2 
0 2π 
cotg  3π − x = tg x
 2  π 0 2π

  3π 
3π sec  − x = − cossec x
2   2  3π – x
 2
 3π  3π
cossec  − x = − sec x
  2  2

153

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

sen( π + x) = − sen x
Não Esqueça! cos( π + x) = − cos x
tg( π + x) = tg x
{sen 210º = sen(270º − 60º) = − cos 60º
cos 240º = cos(270º − 30º) = − sen 30º 
cotg( π + x) = cotg x
sec( π + x) = − sec x
cossec( π + x) = − cossec x
No quarto quadrante
  3π  π Não Esqueça!
sen  2 + x = − cos x 2

cos  3π + x = sen x
  2 
{sen 210º = sen(180º + 30º) = − sen 30º
cos 240º = cos(180º + 60º) = − cos 60º

tg  3π + x = −cotg x 0
  2  π 2π

cotg  3π + x = − tg x
  2  3π + x
2
  3π
sec 

+ x = cossec x

2
Arcos com extremidades no quarto
  2 
quadrante (replementares)
  3π 
cossec  + x = − sec x
  2 
Recorrência ao primeiro quadrante
Não Esqueça!
π

{sen 300º = sen(270º + 30º) = − cos 30º


cos 330º = cos(270º + 60º) = sen 60º
2

π
Arcos com extremidades no segundo 0 2π

quadrante (suplementares) sen(2π − x) = − sen x 2π – x


cos(2π − x) = cos x 3π
tg(2π − x) = −tg x 2
Recorrência ao primeiro quadrante cot g(2π − x) = − cotg x
π 
2 sec(2π − x) = sec x
cossec
 (2π − x) = − cossec x
sen( π − x) = sen x π–x x
cos( π − x) = − cos x Não Esqueça!
tg( π − x) = − tg x
cotg( π − x) = − cotg x

sec( π − x) = − sec x
π 0 2π {sen 300º = sen(360º − 60º) = sen 60º
cos 330º = cos(360º − 30º) = − cos 30º
cossec ( π − x) = cossec x

2
Para arcos côngruos
(ou congruentes)
Não Esqueça!
Tem-se: π

{
2
sen 120º = sen(180º − 60º) = sen 60º
cos 150º = cos(180º − 30º) = − cos 30º sen(2π + x) = sen x
cos(2π + x) = cos x 2π + x
tg(2π + x) = tg x
cot g(2π + x) = cotg x
 π 0 2π
sec(2π + x) = sec x
Arcos com extremidades no terceiro cossec
 (2π + x) = cossec x
π
quadrante (explementares)
2
Não Esqueça! 3π
2

{
x
Recorrência ao primeiro quadrante sen 390º = sen(360º + 30º) = sen 30º
cos 420º = cos(360º + 60º) = cos 60º
π
0 2π

π+x

2

154

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

π  π 
sen  + x = sen  − ( − x ) = cos ( − x )
Exercícios Resolvidos I. 2  2 

01. No círculo trigonométrico da figura a seguir, tem-se α = 120º.


• cos( − x ) = OM
• cos x = OM }
cos( − x) = cos x

O valor de OA · OB é:
1 y
A) No ciclo trigonométrico, teremos:
2 y
B π+x
1 2
B)
4 α
A
2 O x
C) x M
2 0 –x x

D) 3
2
E) 3
4
π
Logo, sen  + x = cos( − x) = cos x.
2 

π  π 
II. cos  + x = cos  − ( − x) = sen( − x)
2  2 

}
Resolução:
sen( − x)OM2
seen( − x) = − sen x
Na figura, temos: sen x = OM1

y
No ciclo trigonométrico, teremos:
120º
B
30º y
π+x
A 2
O 60º x M1
30
º

300º x
0 –x x

M2

Note bem:
1
OA = cos 300º = cos(360º − 60º ) = cos 60º = π
2 Logo, cos  + x = sen( − x) = − sen x
2 
3
OB = sen 120º = sen(180º − 60º ) = sen 60º =
2 03. Simplifique:
π π 
A) tg  − x B) cotg  − x
Calculando o que se pede: 2  2 

 1  3  3
OA · OB =   ·  = C) sec  π − x D) cossec  π − x
 2  2  4 2   2 
Resposta: E Resolução:

02. Demonstre que: π 


sen  − x
π 2  cos x
A) tg  − x = = = cotg x
2  π  sen x
π  π  cos  − x
sen  + x = cos x e cos  + x = −sen x 2 
2  2 
π 
cos  − x
π 2  sen x
Resolução: B) cotg  − x = = = tg x
2  π  cos x
sen  − x
2 

155

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

π  1 1 Resolução:
C) sec  − x = = = cossec x
2  π  sen x 
cos  − x
2   cos(5π − x) = cos( π − x) = − cos x

Note bem: cos(3π + x ) = cos( π + x) = − cos x
π  1 1  π 
D) cossec  − x = = = sec x  sen  − x = cos x
2  π  cos x   2 
sen  − x
2 
Dessa maneira, teremos:
04. Simplificando a expressão 7 ⋅ ( − cos x) − 3 ⋅ ( − cos x)
A=
π   15π  8 ⋅ (cos x)
sen( π + x) ⋅ cos  − x ⋅ tg  + x
2   2  , obtém-se: −7 cos x + 3 cos x
E= ∴A =
 7π  8 cos x
cos(5π + x) ⋅ sen  + x ⋅ tg( 4π − x )
 2 
−4 cos x
A) –2 D) 1 ∴A =
8 cos x
B) –1 E) 2
C) 0 −4 1
∴A = ⇒∴ A = −
8 2
Resolução:
sen ( π + x) = − sen x Conclusão:
 π  2A + 1 = 0
cos  − x = sen x  1
  2  2 −  + 1= 0
  15π   3ππ   2
tg  + x = tg  + x = −cotg x
  2   2  −1+ 1 = 0
Note bem: 
cos (5π + x) = cos ( π + x) = − cos x 0 = 0 (verdadeiro)

  7π   3π 
sen  2 + x = sen  2 + x = − cos x Resposta: C

tg( 4 π − x) = tg(2π − x) = −tg x 06. Represente no ciclo trigonométrico as extremidades dos arcos
expressas em radianos por:
Sendo E o valor da expressão, teremos:
π π
π   15π  x= + k ⋅ , k ∈Z
sen( π + x ) ⋅ cos  − x ⋅ tg  + x 3 2
2   2 
E=
 7π  Resolução:
cos (5π + x ) ⋅ sen  + x ⋅ tg ( 4π − x )
 2  Substituindo k por {0, 1, 2, 3, 4, ...}
Teremos:
 − cos x  π
( − sen x) ⋅ (sen x) ⋅  i k = 0 ⇒ x = rad
 sen x  3
∴E =
 sen x  π π 5π
( − cos x) ⋅ ( − cos x) ⋅  − i k = 1⇒ x = + = rad
 cos x  3 2 6
( − sen − x) ⋅ ( − cos x) π 4π
∴E = i k = 2⇒ x = +π = rad
( − cos − x) ⋅ (sen x) 3 3
π 3π 11π
− sen x i k = 3⇒ x = + = rad
∴E = 3 2 6
sen x
π 7π
E = −1 i k = 4 ⇒ x = + 2π = rad
3 3

Resposta: B
π
Côngruo a rad
3
7 ⋅ cos(5π − x ) − 3 ⋅ cos(3π + x) π
05. Sendo A = , com x ≠ + kπ,
π  2 Representando no ciclo trigonométrico temos:
8 ⋅ sen  − x
2  y
π
k ∈ z, então: 3
A) A = –1

B) 2A = 1 6
C) 2A + 1 = 0 x
D) 4A + 5 = 0 11π
E) 5A – 4 = 0 6

3

156

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

π  π  π  09. Represente no ciclo trigonométrico as “famílias“ de arcos


07. Se k = sen( π − x) ⋅ c os  − x − tg  − x ⋅ cos  + x ⋅ cos(2π − x) representados por:
2  2  2 
y π
então para todo x real, x ≠ kπ, k ∈Z, k é igual a: 3
A) –2 D) 1 x π
B) –1 E) 2 A) ⇒ x= + 2kπ, k ∈ Z
3
C) 0

Resolução:
sen( π − x ) = sen x
 π  3π y
cos  − x = sen x 4
  2 
 π  x 3π
Note bem:  tg  − x cotg x B) ⇒ x= + kπ, k ∈ Z
 2  4
 π  7π
 cos  2 + x = −sen x 4

 cos (2π − x ) = cos x
y
Agora simplifique a expressão:
π  π  π 
k = sen ( π − x) ⋅ cos  − x − tg  − x ⋅ cos  + x − cos(2π – x) C) x
⇒ x = kπ, k ∈ Z
2  2  2  π 2π

∴ k = (sen x) – (sen x) − (cotg x) ( − sen x) ⋅ (cos x)


∴ k = sen2 x + cos2 x

∴k = 1 π
y 2

Resposta: D x π
D) ⇒ x= + kπ, k ∈ Z
2
08. No esquema a seguir, a circunferência foi dividida em dez partes
iguais. A medida, em radiano, do arco AM  pode ser: 3π
2

y
y
5π π
6 6
x π kπ
E) ⇒ x= + , k ∈Z
6 2
A 7π 11π
6 6
M


A) rad x kπ
5 F) ⇒ x= , k ∈Z
B) 3π 2
rad
5

C) rad
5
6π y
D) rad
5
7π D) x
⇒ x = 2kπ, k ∈ Z
E) rad
5

Resolução:
2π π
Dividindo a circunferência por 10, teremos = rad.
10 5 y
Dessa forma:
x ⇒ x = (2k + 1)π, k ∈ Z
 = 6 ⋅  π rad = 6π rad
AM H)
 
5 5

Resposta: D

157

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

05. (EsPCEx) Na figura a seguir, são fornecidas as coordenadas


cartesianas dos pontos P1 e P2. Denomina-se θ o ângulo P1ÔP2.
Exercícios de Fixação
y

01. (Efomm) A, B e C são pontos consecutivos no sentido


anti-horário de uma circunferência de raio r. O menor arco AB 3 P2
tem comprimento igual a r. Tomando-se como unidade u a 2
medida do ângulo agudo ACB ˆ , qual é o valor do seno de π u ? 3 P1
6
5
3
A)
2
2
B)
2 O 1 4 x
1 2 5
C)
2
Com base nessas informações pode-se afirmar que o valor de
2+ 3 cosθ é
D)
2
4 3−3
A)
2− 3 10
E)
2 13
B)
10
02. (EsPCEx) Se y é a medida de um ângulo 0º < y < 30º, o maior 3 3−4
dentre os números sen y, cos y, sen2y e cos2y · e seny · cos y C)
10
é
A) sen y 3
D)
B) cos y 10
C) sen2y
D) cos2y 4+3 3
E)
e) sen y · cos y 10

03. (EsPCEx) Se senα =


5 π 
e α ∈ , π , então o valor de tgα é
06. (EsPCEx) Os termos da sequência de números em progressão
13 2  π 7π 5π
igual a:   aritmética , , ... correspondem às medidas em radianos
3 12 6
5 de arcos, que podem ser representados na circunferência
A) − trigonométrica a seguir.
12
5 Os pontos identificados por 0 a VII representam as medidas de
B)
12 arcos que dividem a circunferência trigonométrica em 8 partes
12 iguais, medidas no sentido anti-horário, a partir de 0.
C)
13
y
12 π
D) 2
5 II
12 III I
E) −
13
π 0 x
IV
04. (EsPCEx) São arcos côngruos:
π
A) –730º e − rad V VII
12
VI 3π
7π 2
B) 1640º e − rad
6 Nessas condições, o arco correspondente ao 13º termo da
π sequência, igualmente medido no sentido anti-horário e a partir
C) 350º e − rad
18 de 0, terá sua extremidade situada entre os pontos.
5π A) I e II
D) 1235º e − rad B) II e III
6
C) IV e V

E) –2000º e − rad D) V e VI
3
E) VII e 0

158

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

07. Na figura, está representado um círculo trigonométrico em que 11. A figura mostra a circunferência trigonométrica, cujo raio mede
os pontos P1 a P5 indicam extremidades de arcos. Esses pontos, 2
1, e o triângulo PQR, de área , inscrito na circunferência.
unidos, correspondem aos vértices de um pentágono regular 3
inscrito no círculo. Se o ponto P1 corresponde a um arco de
π y
radianos, então o ponto P4 corresponderá à extremidade
6
de um arco cuja medida, em radianos, é igual a Q
13π y
A)
30
P2 θ
17π P 0 R x
B)
30
29π P1
C)
30 P3
41π x
D) 0
30
53π Nessas condições, o valor de cos θ é:
E)
30 P5 3 5
P4 A) D)
5 2

3 5
B) E)
08. A expressão geral de todos os arcos (ângulos) que são côngruos 2 3
a 4400º corresponde a:
A) 80º + 360º k, k ∈ Z 2
C)
B) 70º + 360º k, k ∈ Z 5
C) 60º + 360º k, k ∈ Z
D) 50º + 360º k, k ∈ Z
E) 40º + 360º k, k ∈ Z 12. (Unifor – modificada) O dispositivo de segurança de um cofre
(segredo) tem o formato da figura a seguir, na qual as posições
A, B, ..., L estão igualmente espaçadas e a posição inicial da
sen(20π − x) + sen(35π + x) seta, quando o cofre está fechado, é a indicada.
E=
09. O valor da expressão  3π  π  para todo
cos  − x + cos  + x
 2  2 
D
x real equivale a: E C
A) 2
B) 1 F B
C) 0
D) –1 G A
E) –2
H L
10. Entre as alternativas a seguir, assinale aquela cujo o desenho I K
representa o ângulo que tem medida mais próxima de 1 radiano. J

A) D) 0 Para abrir esse cofre, são necessárias quatro operações, girando


0
o dispositivo de modo que a seta seja colocada nos seguintes
ângulos:

I. no sentido anti-horário;
3

II. 3π no sentido horário;


B) 0 E) 2
0

III. no sentido anti-horário;
3

IV. no sentido horário.
4
C) Pode-se, então, afirmar que o cofre será aberto quando a seta
0 estiver indicando
A) o ponto médio entre G e H.
B) algum ponto entre J e K.
C) o ponto médio entre A e B.
D) a posição A.

159

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

13. A expressão geral de todos os arcos (ângulos) que são côngruos Sinal da função seno
19π
a corresponde a:
3 y π
5π 2
A) + 2kπ, k ∈ Z
3 + +
4π π 0 x
B) + 2kπ, k ∈ Z 2π
3
– –
C) π + 2kπ, k ∈ Z

2π 3π
D) + 2kπ, k ∈ Z 2
3

E)
π
+ 2kπ, k ∈ Z
Gráfico da função seno
3 Vamos construir o gráfico da função f(x) = sen x inicialmente
no intervalo [0, 2π], isto é, 0 ≤ x ≤ 2π.
14. Simplificando-se a expressão O gráfico da função f : R → R, definida por f(x) = sen x, é a
sen( −630º ) + sen( 450º ) ⋅ cos( −540º ) curva chamada senoide, que tem o seguinte aspecto:
E= obtém-se:
cos(540º ) + sen( −450º ) y
A) 2 D) –1
B) 1 E) –2 f(x) = sen x
C) 0 1
3
2
2
2

π 
1
2

15. Para todo x real, a expressão cos  + x − sen( π − x) é


2  2π
equivalente a: 0 π π π π π x
A) cos x D) 0 6 4 3 2
B) 2 · sen x E) –2 · sen x
C) sen x – cos x –1

Note bem: –1 ≤ sen x ≤ 1


Aulas 14 E 15:

Aulas Propriedades
Função Seno e Cosseno (Parte I)
14 e 15 P1 – Domínio ⇒ D(f) = R
P2 – Imagem ⇒ Im(f) ={y e R; –1 < y < 1}
P3 – Período ⇒ P(sen x) = 2π

Função seno Periodicidade da função seno no


Considere o Ciclo Trigonométrico da figura: π, 2π
intervalo [–2π π]
y = sen x
y π 1
2
x
P1 P –2π –3π –π –π 0 π π 3π 2π
2 2 2 2
–1
π x 0 x período período
0 2π
Não Esqueça!
Uma função definida como f(x) = a + b · sen (cx + d)

2 2π
tem período dado por P = .
|c|
sen x = OP1
Denominamos função seno a função f : R → R que, a cada
número real x, associa o seno nesse número, isto é:
P4 – Variação ⇒ { Crescente: 1º e 4º quadrantes
Decrescente: 2º e 3º quadrantes

f(x) = sen x P5 – Paridade ⇒ é uma função ímpar, pois:


sen ( − x) = − sen x

160

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática ii

 π
02. Construa o gráfico da função f(x) = 3 · sen x −  no intervalo
Exercícios Resolvidos 0 < x < 2π.
 2

Resolução:
01. Esboce os gráficos das funções: Trabalhando a função, teremos:
A) f(x) = 2 sen x π  π  π
y x− x sen  x −  f(x) = 3 ⋅ sen  x − 
2  2  2
2
1 π
0 0 0
3π 2
2 2π
0 π π x
2 π
π 1 3
–1 2
Período = 2π
–2 Imagem = [–2, 2] 3π
π 0 0
B) f(x) = 2 + sen x 2


3
2π –1 –3
2
2

2π 0 0
1 2
Dessa forma, temos o esboço do gráfico da função:
0 π π 3π 2π x y
2 2 Período = 2π
–1 3
Imagem = [1, 3]
C) f(x) = sen (2x)

y 2π 2
0 π π 3π x
1 2 2

π 2 2π
0 π x –3
2
–1
Período = π 03. Determine k para que exista o arco que satisfaça a igualdade
Imagem = [–1, 1] sen x = 2k – 7

 x Resolução:
D) f(x) = sen  
 2 Devemos ter:
y – 1 < sen x < 1,
Substituindo, temos:
1

2π 3π 4π
−1 ≤ 2k − 7 ≤ 1 ⇒ {
2k − 7 ≤ 1 (I)
−1 ≤ 2k − 7 (II)

0 π x Dessa maneira, em (I), temos:


2k – 7 < 1
–1 2k < 8
k<4
Período = 4π
Em (II), temos:
Imagem = [–1, 1]
– 1 < 2k – 7
2k – 7 > – 1
E) f(x) = – sen x
2k > 6
y
k>3
1
Uma reta real:
4
(I)

0 x (II)
π π 3π 3
2 2
Período = 2π Fazendo (I) ∩ (II) obtemos:
–1 3 4
Imagem = [–1, 1]
Por conseguinte:
O conjunto-solução é dado por:
S = {x ∈ R;3 < x < 4} = [3, 4]

161

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

04. A equação sen x = log x apresenta 07. Dentre os números a seguir, o mais próximo de sen 50º é:
A) uma solução. D) quatro soluções. A) 0,2 D) 0,8
B) duas soluções. E) mais de quatro soluções. B) 0,4 E) 0,9
C) três soluções. C) 0,6
Resolução:
Esboçando os gráficos no mesmo sistema de eixo cartesiano, temos: Resolução:
Devemos ter:
sen 45º < sen 50º < sen 60º
y
1 2 3
< sen 50º <  2 ≅ 1, 4
3π 2 2 Aproximações: 
0 1 π 2π 10 x
1, 4 1, 7  3 ≅ 1, 7
–1 < sen 50º <
2 2
0, 7 < sen 50º < 0, 85
Pelo gráfico x, y = sen x e y = log x tem 3 pontos comuns, logo Resposta: D
sen x = log x tem 3 soluções.
Resposta: C 08. Determine os elementos do conjunto
  kπ  
05. O limite da soma sen2 x + sen4 x + ... + sen x2n + ... + em que A = y ∈ R; y = sen   ,k ∈ z no intervalo 0 < y < 2π.
  4  
π
x ≠ + kπ, k ∈ Z, é:
2 Resolução:
A) n · sen2 x kπ
Fazendo k = 0, depois k = 1, depois k = 2, etc na expressão ,
B) 2n · sen x 4
teremos:
C) sen2 x
D) cos2 x • k = 0 ⇒ y = sen (0) = 0
E) tg2 x
π
• k = 1 ⇒ y = sen   =
2
Resolução:  4 2
A sequência sen2 x, sen4 x, ..., sen2n x, ... é uma progressão
geométrica infinita; logo, o limite da soma será:  π
• k = 2 ⇒ y = sen   = 1
 2
a1 sen2x sen2x
lim Sn = = = = tg2x
n→ ∞ 1 − q 1 − sen x cos2 x
2
• k = 3 ⇒ y = sen  3π  = 2
 4 2
Resposta: E
• k = 4 ⇒ y = sen ( π ) = 0
06. Quais os valores máximo e mínimo que a função
 π 2x   5π  2
f(x) = −1+ 5 ⋅ sen  −  pode assumir? • k = 5 ⇒ y = sen   = −
3 9  4 2

Resolução:  3π 
• k = 6 ⇒ y = sen   = −1
Sabemos que:  2
–1 < sen x < 1
 7π  2
• k = 7 ⇒ y = sen   = −
Dessa maneira:  4 2
 π 2x  • k = 8 ⇒ y = sen(2π ) = 0
−1 ≤ sen  −  ≤ 1
3 9
 π 2x  O conjunto que queremos determinar é formado pelos senos desses
−5 ≤ 5 ⋅ sen  −  ≤ 5
3 9 números, os quais estão indicados no ciclo trigonométrico a seguir.
 π 2x  y π
−5 − 1 ≤ −1+ 5 ⋅ sen  −  ≤ 5 – 1 2
3 9 3π π
4 4
 π 2x 
−6 ≤ − 1 + 5 ⋅ sen  −  ≤ 4
3 9
x
π 0 ≡ 2π
Substituindo, obtemos:
−6 ≤ f(x) ≤ 4
5π 7π
Logo: 4 4

Valor máximo: 4 2
Valor mínimo: –6
 2 2 
Logo: A = 0, ,1, − , −1
 2 2 

162

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

09. Prove que existe número x que satisfaça à equação Fatos que ajudam (Não Esqueça!)
2ab Deslocamento no eixo
sen x =
a2 + b2 Modifica a
amplitude do gráfico x através da expressão d
quaisquer que sejam a e b reais, sendo a ≠ 0 ou b ≠ 0. c

Resolução:
2ab f(x) = a + b · sen (cx + d)
Devemos provar que −1 ≤ ≤ 1, ∀a, b ∈ R(a ≠ 0 ou b ≠ 0).
a + b2
2

Deslocamento no eixo y Modifica o período


Quaisquer que sejam a e b reais com a ≠ 0 ou b ≠ 0, temos:
2ab 2ab + a2 + b2 (a + b)2
+ 1= = 2 ≥0⇒
a +b22
a2 + b2 a + b2 Função cosseno
2ab Considere o ciclo trigonométrico da figura.
⇒ ≥ −1 I
a2 + b2
y π
e 2
2ab a2 + b2 − 2ab (a− b)2 P
1− = = 2 ≥0⇒ x
a +b
2 2
a2 + b2 a + b2
x 0
2ab π
x
⇒ 1≥ II 0 P2 2π
a + b2
2

De I e II decorre que:

2ab 2 cos x = OP2
−1 ≤ ≤ 1 (c. q.d.)
a2 + b2
Denominamos função cosseno a função f: R → R que, a
10. Qual da equações representa a função trigonométrica cujo cada número real x, associa o cosseno nesse número, isto é:
gráfico está na figura a seguir? f(x) = cos x
y
5
Sinal da função cosseno
y
π
3 2

– +
1
π 0 x

– +
–π 3π π π 0 π π 3π π x
4 2 4 4 2 3

2
a) f(x) = 2sen x d) f(x) = 3 + sen (2x)
b) f(x) = 2sen(2x) e) f(x) = 3 + 2sen (2x) Gráfico da função cosseno
 x
c) f(x) = 3 + 2sen   Vamos construir o gráfico da função f(x) = cos x inicialmente
 2
no intervalo [0, 2π], isto é, 0 < x < 2π.
Resolução:
O gráfico da função f: R → R definida por f(x) = cos x é a
Note que a função f(x) = 3 + 2sen(2x) satisfaça todas as curva chamada cossenoide, que tem o seguinte aspecto:

condições no gráfico, pois: y

π π
• f(0) = f   = f( π ) = f  −  = f( − π ) = 3 1

 2  2 2
3

2
2
1
f(x) = cos x
• f  π  = f  − 3π  = 5
2

π
 4  4 0 π π π π 3π 2π x
6 4 3 2 2
• f  3π  = f  − π  = 1
 4  4 –1

Resposta: E Note bem:


–1 ≤ cos x ≤ 1

163

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Propriedades y
3
P1– Domínio ⇒ D(f) = R
2
P2– Imagem ⇒ Im(f) = {y ∈ R, –1< y < 1}
Período: 2π
P3– Período ⇒ P(cos x) = 2π 1 Imagem: [1, 3]

π π x
0 3π 2π
2 2
Periodicidade da função cosseno no –1
π, 2π
intervalo [–2π π]
C) f(x) = cos(2x)
y
y = cos x
1
1
x π
2 Período: π
–2π –3π –π –π 0 π π –3π 2π x
2 2 2 0 π 3π π 3π 2π Imagem: [–1, 1]
2 4 4 2
–1
período período –1

 x
D) f(x) = cos  
Não Esqueça!  2
Uma função definida como f(x) = a + b · cos(cx + d) tem y
período dado por:
2π 1
P=
|c|

π π x
0 3π 2π 3π 4π

{
2 2
P4 –Variação ⇒ Crescente : 3º e 4º quadrantes
Decrescente : 1º e 2º quadrantes –1
Período: 4π
P5 –Paridade ⇒ É uma função par, pois: Imagem: [–1, 1]

E) f(x) = – cos x
cos ( − x) = cos x y

Exercícios Resolvidos 0 π 2π
x Período: 2π
π 3π Imagem: [–1, 1]
2 2
01. Esboce os gráficos das funções: –1
A) f(x) = 2cos x
y
2  π
02. Construa o gráfico da função f(x) = 3 ⋅ cos  x −  no intervalo
 4
0 < x < 2π:
1
π Período: 2π Resolução:
π x
0 3π 2π Imagem: [–2, 2] Tabelando a função, teremos:
2 2
–1
π  π  π
x− x cos  x −  f(x) = 3cos  x − 
4  4  4
–2

B) f(x) = 2 + cos x π
0 1 3
4

π 3π
0 0
2 4

164

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II


π –1 –3 y
4
1
3π 7π
0 0 –π π
2 4 x
–2π 0 2π

9π –1
2π 1 3
4
Pelo gráfico, temos 2 pontos comuns.
Dessa forma, temos o esboço do gráfico da função:
y Resposta: B

05. Quais os valores máximo e mínimo que a função


3
 2x π 
5π f(x) = 8 + 3 ⋅ cos  −  pode assumir?
4
x
 7 4
0 π 3π 7π 9π
4 4 4 4
Resolução:
–3
Sabemos que: –1 < cos x < 1
Desta maneira:
03. Determine k para que exista o arco que satisfaz a igualdade:
 2x π 
2cos x = k + 7 −1 ≤ cos  −  ≤ 1
 7 4
Resolução:  2x π 
−3 ≤ 3 ⋅ cos  −  ≤ 3
Devemos ter:  7 4
–1 < cos x < 1  2x π 
–2 < 2 cos x < 2 −3 + 8 ≤ 8 + 3 ⋅ cos  −  ≤ 3 + 8
 7 4
Substituindo, temos:

{
 2x π 
k+7≤z (I) 5 ≤ 8 + 3 · cos  −  ≤ 11
−2 ≤ k + 7 ≤ 2 ⇒  7 4
−2 ≤ k + 7 (II)

Dessa maneira, em (I), temos: Substituindo, obtemos:


k + 7 < 2∴ k < –5 5 ≤ f(x) ≤ 11
Em (II), temos:
–2 < k + 7 Logo:
k + 7 > –2 • Valor máximo = 11
k≥–9 • Valor mínimo = 5

Na reta real: 06. Determine y, sabendo que y = cos2x + cos4x + ... + cos2nx + ...
em que x ≠ kπ k ∈ Z.
(I)
–5

(II)
–9 Resolução:
A sequência cos 2x, cos 4x, ...., cos 2nx, é uma progressão
Fazendo (I) ∩ (II) obtemos: geométrica infinita; logo, o limite da soma será:
–9 –5
Por conseguinte, o conjunto-solução é dado por: a1 cos2 x cos2 x
lim Sn = = = = cotg2x
S = {k ∈ R; –9 < k < –5} = [–9, –5] n →∞ 1 − q 1 − cos2 x sen2x

04. A equação cos x = x2 apresenta


A) uma solução. D) quatro soluções.  π
07. Calcule o domínio da função y = cos  x −  no universo,
B) duas soluções. E) mais de quatro soluções.  3
C) três soluções. π
0≤ x− ≤ 2π.
3
Resolução:
Esboçando os gráficos das funções y = cos x e y = x2 no mesmo Resolução:
sistema de eixo cartesiano ortogonal, teremos:  π
Para que a raiz exista, devemos ter: se cos  x −  ≥ 0, tem-se
 3
no ciclo:

165

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

y
π
Resolução:
2 Note que a função f(x) = 1+ 2cos x satisfaz todas as condições
no gráfico, pois:
• f(0) = 3
x
π π
• f   = f  −  = 1
π 0 ≅ 2π
 2  2
3π • f(π) = f(– π) = –1
2
Resposta: A
Temos:
 π π 09. Esboce o gráfico da função y = sen x + cos x no intervalo
0 ≤ x − 3 ≤ 2 (I) 0 < x < 2π. Qual é o valor máximo de sen x + cos x? E o valor
 mínimo?
 3π ≤ x − π ≤ 2π (II)
 2 3 Resolução:
De (I), temos:
Fazemos o gráfico do seno e do cosseno e para cada x somamos
π π as ordenadas dos pontos desses dois gráficos. O valor máximo
• x − ≥ 0∴ x ≥
3 3 π
de sen x + cos x é 2 (que ocorre para x = ) e o valor mínimo
π π 5π 5π 4
• x− ≥ ∴x≤ é − 2 (que ocorre para x = ). Então o esboço da função
3 2 6 será: 4

De (II), temos: y

π 3π 11π y = sen x + cos x


• x− ≥ ∴x≥
3 2 6 2 y = sen x

π 7π
• x− ≤ 2π ∴ x ≤
3 3 0 x π π 3π π 5π 3π 7π 2π x
4 2 4 4 2 4
–1

 π 5π 11π 7π  – 2 y = cos x
Portanto: S = x ∈ R; ≤ x ≤ ou ≤x≤ 
 3 6 6 3
08. O gráfico que melhor representa a função f(x) = 1 + 2cos x no Fatos que ajudam (Não esqueça!)
intervalo [–π, π] é:
A) y B) y Deslocamento no eixo
3
Modifica a
amplitude do gráfico x através da expressão d
2 c

1 1
–π π
–π 0 π x –π –π 0 π π x f(x) = a + b · cos(cx + d)
2 2 2 2
–1

C) y D) y
3 Deslocamento Modifica
no eixo y o período

1 1
–π
2 –π π
–π 0 π π x –π 0 π x
2 2 2
–1
–1
Exercícios de Fixação
E) y
senx + a2 + a  π 2
01. (Efomm) Dado f(x) = x + a, f (g ( x )) = e g  =
2 a+1  4 8
Determine o valor de a.
1
A) a = 0 D) a = 3
– π –π 0 π π x B) a = 1 E) a = 4
2 2
C) a = 2

166

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

sen 2x (satélite) S
02. (AFA) Sejam f e g funções reais dadas por f ( x ) = e α
cos x
g(x) = 2, cada uma definida no seu domínio mais amplo possível. (apogeu) A P (perigeu)

Analise as afirmações a seguir.


I. O conjunto solução da equação f(x) = g(x) contém infinitos
elementos; (figura fora de escala)

 3π 5π  A altura h, em km, do satélite à superfície da Terra, dependendo


II. No intervalo  ,  , a função f é crescente; do ângulo α, é dada aproximadamente pela função:
4 4
III. O período da função f é p = π.  7980 
h= − 64  ⋅ 102
 100 + 5 cos α 
Sobre as afirmações é correto afirmar que
A) apenas III é verdadeira.
B) apenas I e II são verdadeiras. 06. A altura h do satélite, quando este se encontra no perigeu e
C) todas são falsas. também quando se encontra no apogeu, são, respectivamente,
D) apenas II e III são verdadeiras. iguais a:
A) 1000 km e 1600 km D) 1400 km e 1800 km
1 B) 1200 km e 2000 km E) 2200 km e 2800 km
03. (EsPCEx) O domínio e a imagem da função f ( x ) = C) 1400 km e 2200 km
são, respectivamente, 5 − sen x
 1 1 07. Os valores do ângulo α, quando a altura h do satélite é de 1580 km,
A) R – {5} e [–1, 1] D) r* e  , 
 1 1  6 3  1  é igual a:
B) R e  − ,  E) r – {5} e  −1,  A) α = 30o ou α = 120o D) α = 45o ou α = 135o
 5 4  3
B) α = 90o ou α = 180o E) α = 90o ou α = 270o
 1 1 C) α = 60 ou α = 150
o o
C) R e  , 
6 4 
08. (IFPE) Na cidade de Recife, mesmo que muito discretamente,
devido à pequena latitude em que nos encontramos,
2 − 3 sen x
04. (EsPCEx) Se z = , pode-se afirmar que todos os percebemos que, no verão, o dia se estende um pouco
4 mais em relação à noite e, no inverno, esse fenômeno se
valores de z que satisfazem essa igualdade estão compreendidos
inverte. Já em outros lugares do nosso planeta, devido
em
a grandes latitudes, essa variação se dá de forma muito mais
A) –2 ≤ z ≤ –1
acentuada. É o caso de Ancara, na Turquia, onde a duração
−1
B) −1 ≤ z ≤ de luz solar L, em horas, no dia d do ano, após 21 de março,
4 é dada pela função:
−1 5  2π 
C) ≤z≤ L(d) = 12 + 2, 8 ⋅ sen  (d − 80) 
4 4  365 
3
D) 0 ≤ z ≤
2 Determine, em horas, respectivamente, a máxima e a mínima
1 duração de luz solar durante um dia em Ancara.
E) ≤z≤2 A) 12,8 e 12
4
B) 14,8 e 9,2
C) 12,8 e 9,2
05. (EsPCEx) Sejam as funções f : r → r e g : r → r, definidas D) 12 e 12
por f(x) = a · x2 cos x e g(x) = b · x2 · sen x, em que a e b são E) 14,8 e 12
constantes reais.
Se f(6) = –2 e g(6) = –9, então o valor de f(6) + 2 · f(–6) + 3 · g(6) + 09. Um biólogo observa o nível de água de um rio que recebe
4 · g(–6) é
influência direta da marés. A altura do rio, segundo o
pesquisador, pode ser dada pela função:
A) –69
B) 3 3  t
C) 11 h(t) = + cos  π ⋅  em que:
2  6
D) 57
E) –61 • t é o medido em horas e 0 < t < 24;
• h é medida em metros.
● (Unesp-Modificada) Veja as informações a seguir e responda Assim o biólogo pode inferir que:
às questões 06 e 07.
A) às 3 h o nível do rio atinge altura mínima.
A figura mostra a órbita elíptica de um satélite S em torno do B) às 9 h o nível do rio está descendo.
Planeta Terra. Na elipse estão assinalados dois pontos: o ponto C) a média entre os níveis máximo e mínimo atingidos pelo rio
A (apogeu), que é o ponto da órbita mais afastado do centro é de 2 m.
da Terra, e o ponto P (perigeu), que é o ponto da órbita mais D) imediatamente após as 18 h o nível do rio começa a diminuir.
próximo do centro da Terra. O ponto O indica o centro da Terra
E) às 21 h o nível do rio está subindo.
e o ângulo PÔS tem medida α, com 0º ≤ α ≤ 360º.

167

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

10. Suponha que, em determinado lugar, a temperatura π 


média diária T, em ºC, possa ser expressa, em função do Suponha que a função N ( x ) = 180 − 54 cos  ( x − 1)
6 
tempo t, em dias decorridos desde o início do ano, por represente o número de pessoas com doenças respiratórias
 2π (t − 105)  registrado em um Centro de Saúde, com x = 1 correspondendo
T(t) = 14 + 12 sen   . ao mês de janeiro, x = 2 ao mês de fevereiro e assim por diante.
 364
A soma do número de pessoas com doenças respiratórias
registrado nos meses de janeiro, março, maio e julho é igual a:
Segundo esse modelo matemático, a temperatura média máxima
A) 693
nesse lugar, ocorre, no mês de
B) 720
A) julho. C) 747
B) setembro. D) 774
C) junho. E) 936
D) dezembro.
E) março. 15. (PUC-RS) A figura a seguir representa um esboço do
 x
11. (Vunesp-Modificada) A temperatura, em graus celsius (oC), gráfico de uma função y = A + Bsen   que é muito útil
 4
de uma câmara frigorífica, durante um dia completo, de 0 hora quando se estudam fenômenos periódicos, como, por exemplo,
às 24 horas, é dada aproximadamente pela função: o movimento de uma mola vibrante.
 π  π  y
f(t) = cos  t  − cos  t  , 0 ≤ t ≤ 24, com t em horas. 5
 12  6 
4

A temperatura da câmara frigorífica às 2 horas é, 3

aproximadamente, igual a: 2
A) 0,29 ºC 1
B) 0,33 ºC
0
C) 0,37 ºC 5 10 15 20 25
X
D) 0,43 ºC –1

E) 0,47 ºC –2

Então, o produto das constantes A e B é:


12. (Unesp) Uma máquina produz diariamente x dezenas de certo A) 6
tipo de peças. Sabe-se que o custo de produção C(x) e o valor B) 10
de venda V(x) são dados, aproximadamente, em milhares de C) 12
reais, respectivamente, pelas funções: D) 18
E) 50
 xπ   xπ 
C( x ) = 2 − cos   e V(x) = 3 2 ⋅ sen   , 0 ≤ x ≤ 6
 6  12  16. (UFPR) Suponha que o horário do pôr do sol na cidade de
O lucro, em reais, obtido na produção de 3 dezenas de peças é Curitiba, durante o ano de 2009, possa ser descrito pela função
A) 500  2π 
f(t) = 18,8 – 1,3 sen  t  , sendo t o tempo dado em dias e
B) 750  365 
C) 1 000
t = 0 o dia 1º de janeiro. Com base nessas informações,
D) 2 000 considere as seguintes afirmativas:
E) 3 000 I. O período da função anterior é 2π;
II. Foi no mês de abril o dia em que o pôr do sol ocorreu mais
13. (Cefet-PR) Em um determinado lugar, a temperatura média cedo;
III. O horário em que o pôr do sol ocorreu mais cedo foi 17 h 30 min.
diária T (em oC) é expressa em função do tempo s, em semanas, por:

  s − 15   Assinale a alternativa correta.


T = 10 + 12sen 2π   A) Somente a afirmativa III é verdadeira.
  52   B) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
C) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
Dessa forma, em um ano, a temperatura atinge valor máximo D) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
A) 1 vez. E) As afirmativas I, II e III são verdadeiras.
B) 2 vezes.
C) 3 vezes. 17. (FGV) Estima-se que em, 2009, a receita mensal de um hotel seja
D) 4 vezes.  πt 
E) 5 vezes. dada (em milhares de reais) por R(t) = 3 000 + 1 500cos   , em que
6
t = 1 representa o mês de janeiro, t = 2 o mês de fevereiro e assim
14. (UFSM) Em muitas cidades, os poluentes emitidos em excesso
por diante. A receita de março será inferior à de fevereiro em:
pelos veículos causam graves problemas a toda população. A) R$ 800.000,00 D) R$ 650.000,00
Durante o inverno, a poluição demora mais para se dissipar na B) R$ 750.000,00 E) R$ 850.000,00
atmosfera, favorecendo o surgimento de doenças respiratórias. C) R$ 700.000,00

168

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

18. (PUC-PR) Um terremoto de magnitude 8 graus da escala Richter corresponde a t = 0. Então, no período de 1o de janeiro a 1o de
atingiu, em setembro de 2009, a região de Samoa. O terremoto dezembro de um mesmo ano, os meses nos quais a população
causou ondas de até 3 metros. A maré alta neste local ocorreu de animais atinge um total de 750 são
à meia-noite. Suponha que o nível de água na maré alta era de A) abril e outubro.
3 metros; mais tarde, na maré baixa, era de 3 cm. Supondo B) maio e novembro.
que a próxima maré alta seja exatamente ao meio-dia e que C) março e outubro.
a altura da água é dada por uma curva seno ou cosseno, qual D) março e novembro.
das alternativas a seguir corresponde à formula para o nível da E) maio e setembro.
água na região em função do tempo?
π  π  23. (Acafe) Com o objetivo de auxiliar os maricultores a aumentar
A) 1,515 + 1,485 · cos  t  d) 1,485 · sen  t  a produção de ostras e mexilhões, um engenheiro de
6  6 
aquicultura fez um estudo sobre a temperatura da água na
π  região do sul da ilha, em Florianópolis. Para isso, efetuou
B) 1,515 + 1,485 · sen  t  e) 1,485 + 1,515 · cos (πt)
6  medições durante três dias consecutivos, em intervalos de
1 hora. As medições iniciaram às 5 horas da manhã do primeiro
π 
C) 1,485 · cos  t  dia (t = 0) e os dados foram representados pela função periódica
6 
 πt π 
T(t) = 24 + 3cos +  , em que t indica o tempo (em horas)
19. A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce sobre as  6 3
paredes das artérias. Ela atinge o valor máximo (pressão sistólica) decorrido após o início da medição e T(t) a temperatura (em °C)
quando os ventrículos se contraem, e o valor mínimo (pressão no instante t.
diastólica) quando eles estão em repouso. Suponhamos que
a variação da pressão arterial (em mmHg) de um cidadão O período da função, o valor da temperatura máxima e o
horário em que ocorreu essa temperatura no primeiro dia de
porto-alegrense em função do tempo (em segundos) é dada observação valem, respectivamente,
A) 6 h, 25,5 °C e 10 h.
 8π 
por P(t) = 100 − 20 ⋅ cos  ⋅ t . Diante disso, os valores B) 12 h, 27 °C e 10 h.
 3 
C) 12 h, 27 °C e 15 h.
da pressão diastólica e sistólica, em mmHg, são iguais, D) 6 h, 25,5 °C e 15 h.
respectivamente, a:
A) 60 e 100 24.
B) 60 e 120 O QUE É HIPERTENSÃO?
C) 80 e 120
D) 80 e 130
Normalmente, o sangue bombeado pelo coração para
E) 90 e 120
irrigar os órgãos ou movimentar-se exerce uma força contra a
parede das artérias. Quando a força que esse sangue precisa
20. Em determinado trecho do oceano, durante um período de
fazer está aumentada, isto é, as artérias oferecem resistência
vinte e quatro horas, um grupo de surfistas observaram que a
para a passagem do sangue, dizemos que há hipertensão
altura H das ondas, medida em metros, variou de acordo com
arterial, ou popularmente conhecida como pressão alta.
a expressão H(t) = 2 + sen  π ⋅  , na qual t > 0 é o tempo,
3 t Fundamentalmente, cada batida do coração consiste em dois
2  12 movimentos: um de contração, conhecido com sístole (força
dado em horas. máxima), seguido de relaxamento, conhecido como diástole
(força mínima).
A altura das ondas, nesse trecho, não ultrapassou 2,75 m no
horário da(s) Suponhamos que a variação da pressão arterial (em mmHg) de
A) 0 h às 2 h e das 10 h às 24 h. certa pessoa em função do tempo (em segundos) é dada por
B) 1 h às 3 h e das 9 h às 23 h.  2πt 
P(t) = 120 − 30 ⋅ cos  .
 3 
C) 2 h às 3 h e das 8 h às 20 h.
D) 3 h às 5 h e das 7 h às 20 h.
E) 4 h às 5 h e das 6 h às 20 h. Diante disso, os valores da pressão diastólica e sistólica, em
mmHg, dessa pessoa são iguais, respectivamente, a:
π  a) 60 e 100 d) 80 e 130
21. (Uece) Se g: R → R é a função definida por g(x) = 3x + sen  x ,
2  b) 60 e 120 e) 90 e 150
então o valor da soma g(2) + g(3) + g(4) + … g(10) + g(11) é: c) 80 e 120
A) 183
B) 187 25. Sendo a, b, c e d números reais e positivos, a opção que
C) 190 corresponde à imagem e ao período, respectivamente, da
D) 194 função f: R → R tal que f(x) = a + b sen(cx + d) corresponde a:
2π 2π
A) [a, b] e D) [a – b, a + b] e
22. (Uerj-Modificada) Uma população P de animais varia, c c
aproximadamente, segundo a equação a seguir.
2π π
P = 800 − 100 ⋅ sen
( t + 3) π B) [–a, a] e
c
E) [b – a, b + a] e
c
6
π
Considere que t é o tempo medido em meses e que 1o de janeiro c) [a – b, a + b] e
c

169

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

26. (Unitau) Indique a função trigonométrica f(x) de domínio R, 29. (UEL) Uma bomba de água aspira e expira água a cada três
Im = [–1, 1] e período π que é representada, aproximadamente, segundos. O volume de água da bomba varia entre um mínimo
pelo gráfico a seguir: de 2 litros e um máximo de 4 litros. Dentre as alternativas a
seguir, assinale a expressão algébrica para o volume (y) de água
y na bomba, em função do tempo (t).

1
 π    2π  
a) y = 2 + 2 sen   ⋅ t  d) y = 3 + sen   ⋅ t 
-π  3    3  
-π 2
x  2π   π  
0 b) y = 2 + 2 sen   ⋅ t  e) y = −3 + 2 sen   ⋅ t 
 3    3  

–1  π  
c) y = 3 + sen   ⋅ t 
 3  

A) y = 1 – cos x D) y = cos (–2x) 30. O gráfico a seguir mostra a posição em função do tempo de
B) y = 1 – sen x E) y = –cos x uma partícula em movimento harmônico simples (MHS) no
intervalo de tempo entre 0 e 4 s. A equação da posição em
C) y = sen (–2x)
função do tempo é dada por x = A cos(wt + α).
27. Uma pista de corrida tem a forma do gráfico de dois períodos x
π 
da função y = 2 sen  x  . 2
4 
y
0 1 2 3 4 t
2 B
–2

Sabendo que 0 < α < π e w > 0, a partir do gráfico, a soma


das constantes A, w, α é de:
x
π
A) 2 + D) 4 + π
2
–2 π
A B) 2 + π E) 4 +
2

C) 2 +
Sabendo-se que houve um acidente no ponto A e que o posto 2
de atendimento médico se encontra no ponto B. Desprezando-se
a largura da pista, a medida do segmento AB é um número D Aula 16:

que satisfaz: Aula


A) 1 < D < 2 D) 4 < D < 5 Função tangente
B) 2 < D < 3 E) 5 < D < 6 16
C) 3 < D < 4

28. (Unesp-Modificada) Uma equipe de agrônomos coletou


dados da temperatura (em oC) do solo em uma determinada Considere o ciclo trigonométrico da figura:
região, durante três dias, a intervalos de 1 hora. A medição y
da temperatura começou a ser feita às 3 horas da manhã π/2 T
do primeiro dia (t = 0) e terminou 72 horas depois (t = 72). P
Os dados puderam ser aproximados pela função:

 π 3π  π x
H( t ) = 15 + 5 sen  t + ,
2 
x
 12 0 A

Em que t indica o tempo (em horas) decorrido após o início da


observação e H(t) a temperatura (em oC) no instante t. Eixo das
3π/2 tangentes
π
Considerando o primeiro dia de observação, determine o
horário em que a temperatura foi máxima.
A) Às 15 horas. sen x
tg x = = AT, sendo que cosx ≠ 0
B) Às 14 horas. cos x
C) Às 13 horas.
D) Às 12 horas. Denominamos função tangente a função que a cada
E) Às 11 horas. π
número real x, x ≠ + kπ faz corresponder o número y = tg x.
2

170

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Sinal da função tangente Não esqueça:


Uma função do tipo f(x) = a + b · tg · (cx + d) tem período
π/2
π
dado por: p = .
|c|
- +
4. Variação ⇒ crescente total
π 0
5. Paridade ⇒ é uma função ímpar, pois: tg (– x) = – tg x

+ -

3π/2
Note bem:
No ciclo trigonométrico teremos por simetria:
Gráfico da função tangente
Vamos construir o gráfico da função f(x) = tg x inicialmente
3
no intervalo [0, 2π].
O gráfico definido por f(x) = tg x é a curva chamada
tangentoide, que tem o seguinte aspecto: y

2π π
Retas assíntotas verticais 3 3 π
1
y = tgx 3π 4
π
4 6 3

6 3

3 x

1 3
3
7π 3
3 6 11π
5π 7π
0 π π π π x 3π 2π -1 6
X 4 4π 5π 4
6 4 3 2 2
3 3

- 3
Note que a função tangente exclui os arcos côngruos a
π 3π
e pois, para estes valores, a tangente não existe; daí obtermos
2 2
um gráfico descontínuo nestes valores.
Acompanhe, agora, a resolução de algumas situações-
Propriedades problemas de vestibular.
π
1. Domínio ⇒ D(f) = {x ∈ R; x ≠ + kπ, k ∈ Z}
2
2. Imagem ⇒ Im(f) = R Exercícios Resolvidos
3. Período ⇒ P(tg x) = π

Periodicidade da função tangente no π


1. Determine o período e o domínio da função f(x) = tg(4x – ).
intervalo [–2π, 2π] 2
Resolução:
π π
A) p = = rad
c 4
π
B) ∃tgα ⇔ α ≠ + kπ; k ∈ Z
2
Logo:
 π π π
∃tg  4 x −  ⇔ 4 x − ≠ ≠ kπ
 2 2 2
4 x ≠ π + kπ
π kπ
x≠ +
4 4

π kπ
Portanto: D( f ) = { x ∈ R ; x ≠ + ,k ∈ Z }
4 4

171

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

sec x + sen x Dessa forma, temos:


2. A função trigonométrica idêntica a f(x) = é:
cos sec x + cos x π π π
i. 2x – = 0 ⇒ 2x = ∴ x=
2 2 4
A) f(x) = tg x
B) f(x) = 2 · tg x π 3π 3π
ii. 2x – = π ⇒ 2x = ∴ x=
C) f(x) = tg3 x 2 2 4
D) f(x) = 3 · tg x
3π π 2π π
E) f(x) = tg2 x Por conseguinte: p = − = =
4 4 4 2
Resolução: 5. Calcule os valores de m que verificam, simultaneamente,
Simplificando, obtemos: 1+ m

1 1+ sen x cos x tgx =
+ sen x as seguintes igualdades:  2
sec x + sen x cos x cos x sec x = m + 2
= = =
cos sec x + cos x 1 1+ sen x cos x Resolução:
+ cos x
sen x sen x Utilizando a equação a seguir, temos: sec2x = 1 + tg2x
sen x Assim:
= = tg x 2
cos x  1 + m 1+ 2m + m2
( m + 2 )2 = 1 +   ⇒ m + 2 = 1+
 2  4
Resposta correta: A 4m + 8 = 4 + 1 + 2m + m2
m = –1
 x m2 − 2m − 3 = 0
3. Esboce o gráfico da função f(x) = 1 + tg   no intervalo
 2
m=3
0 ≤ x ≤ 2π. .
Portanto: m = –1 ou m = 3
Resolução:
Tabelando a função, teremos: Função cotangente
x  x  x Considere o ciclo trigonométrico da figura.
x tg   1+ tg   y
2  2  2
0 0 0 1 B T
P
π Eixo das
2 π ∃ ∃ cotangentes
π x
x
π 2π 0 1 0 2π


3π ∃ ∃
2
3π /2
2π 4π 0 1
cos x
cotg x = = BT , sendo que sen x ≠ 0
sen x
Dessa forma, temos o esboço do gráfico da função: Denominamos função cotangente a função que a cada
y número real x, x ≠ kπ, faz corresponder o número y = cotg x.

Sinal da função cotangente


π /2

- +
 x
0 2π 3π 4π π 0

+ -

 π π
4. Mostre que o período da função f(x) = tg  2x −  é rad. 3π /2
 2 2
Resolução:
Sabemos que a função tangente é periódica de período Gráfico da função cotangente
 π Vamos construir o gráfico da função f(x) = cotg x inicialmente
p = π. Devemos verificar o que ocorre com o arco  2x −  ,
 2 no intervalo [0, 2π].
quando varia de 0 a π. O gráfico definido por f(x) = cotg x é a curva chamada
cotangentoide, que tem o seguinte aspecto:

172

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

y = cotgx

Exercícios Resolvidos

 π
0 π /2 π 3π /2 2π x 1. Determine o período e o domínio da função f(x) = cotg 4 x +  .
 3
Resolução:
Retas assíntotas verticais π π
I. p = = rad
c 4

Note que a função cotangente exclui os arcos côngruos a II. ∃ cot g x ⇔ x ≠ kπ, k ∈ Z
0, π e 2π, pois, para estes valores, a cotangente não existe; daí
obtermos um gráfico descontínuo nestes valores.  π π
Logo: ∃cotg  4 x +  ⇔ 4 x + ≠ kπ
 3 3
Propriedades π π kπ
4 x ≠ − + kπ ⇒ x ≠ − +
1. Domínio ⇒ D(f) = {x ∈ R; x ≠ kπ, k ∈ Z} 3 12 4
2. Imagem ⇒ Im(f) = R
3. Período ⇒ P(cotg x) = π − π kπ
Portanto: D( f ) = { x ∈ R ; x ≠ + ,k ∈ Z }
12 4
Periodicidade da função cotangente no
intervalo [–2π, 2π] cos(2π − x ) ⋅ cos( π − x )
2. Simplificando a expressão y = ,
π 
y = cotgx obtemos: sen( π + x ) ⋅ sen  − x
2 
A) y = cotg x
B) y = 2 · cotg x
x C) y = cotg2 x
-2π -3π -π -π 0 π π 3π
2 2 2 2 2π D) y = 3 · cotg x
E) y = cotg3 x

p p p p Resolução:

Período (p) Simplificando, obtemos:


,
Não esqueça: cos(2π − x ) ⋅ cos( π − x )
Uma função do tipo f(x) = a + b · cotg (cx + d) tem período y=
π 
π sen( π + x ) ⋅ sen  − x
dado por: p = . 2 
|c|
(cos x ) ⋅ ( − cos x ) cos x
4. Variação ⇒ decrescente total. y= ⇒y= ⇒ y = cotg x
5. Paridade ⇒ é uma função ímpar, pois: ( −sen x ) ⋅ (cos x ) sen x

cotg (– x) = – cotg x
Resposta correta: A

Note bem:
No ciclo trigonométrico teremos por simetria.  π
3. Seja definida em  0;  a função:
y  2
3 3
- 3 - tgx cotgx
-1 3 3 1 3 f( x , y ) = + com x ≠ y.
tgx − tgy cotgx − cotgy
3π π
4 2π π 4 π π
3 3 A) Calcule o valor numérico da função quando x = ey= .
5π 6 3
π
6 6 B) Mostre que, no intervalo dado, tem-se sempre f(x, y) = 1.
x Resolução:
11π
7π 6   π 3
6 5π tgx = tg   =
7π   6 3
4 4π 5π 4   π
3 3 cotgx = cotg  6  = 3
a) dados: 
tgy = tg  π  = 3
  3
Acompanhe, agora, a resolução de algumas situações- 
problema de vestibular. cotgy = cotg  π  = 3
  3 3

173

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática ii

Substituindo na expressão, vem: Dessa forma, temos o esboço do gráfico da função:


3
y
3 3 3 3 3
f(x, y) = + = − = π 3π
3 3 3−3 3 3−3 3 8 4
− 3 3− 0 π π
x
3 3 4 2
-1
−2 3 −2 3
= = = 1
3−3 3 −2 3

tgx cotgx
b) f( x, y ) = + Função secante
tgx − tgy cotgx − cotgy
Do ciclo trigonométrico da figura. Definimos:
1
tgx tgx π
= + = 2
tgx − tgy 1 1
− P
tgx tgy
X
1 0 M
tgx tgx
= +
tgx − tgy tgy − tgx
tgx ⋅ tgy 3π
2

tgx tgy 1
= − = sec x = = OM , sendo que cos x ≠ 0
tgx − tgy tgx − tgy cos x
tgx − tgy
= = 1 Denominamos função secante a função que a cada número
tgx − tgy
π
real x, x ≠ + kπ faz corresponder o número y = sec x.
2
 π π
4. Mostre que o período da função y = cotg  2x +  é rad.
 3 2
Sinal da função secante
Resolução: π /2
Como a função y = cotga é periódica de período π rad, temos:
π π −π
I. 2x + = 0 ⇒ 2x = − ∴ x = - +
3 3 6
π 0

π 2π π - +
II. 2x + = π ⇒ 2x = ∴ x=
3 3 3
3π /2

π  π  π π 3π π
Logo: p = −  −  = + = = rad Gráfico da função secante
3  6 3 6 6 2
Podemos construir o gráfico da secante usando que
1
sec x = . Tal que cos x ≠ 0, inicialmente no intervalo [0, 2π].
cos x
y = secx
5. Esboce o gráfico da função f(x) = –1 + cotg(4x) no intervalo
0 ≤ × ≤ 2π.
Resolução:
Tabelando a função teremos:
1

0 π
4x x cotg x −1+ cotg x π 3π 2π x
0 0 ∃ 0 2 2
-1
π π
0 −1
2 8
π
π ∃ ∃
4
3π 3π Note bem:
0 −1
2 8
π Nos pontos onde a secante não existe, ela é dita
2π ∃ ∃  π 3π 
2 descontínua, pois x ∉  , .
2 2 

174

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Propriedades Resolução:

π π 
1. Domínio ⇒ D(f) = {x ∈ R; x ≠ + kπ, com k ∈ Z} Se θ ∈  ; π então θ pertence ao segundo quadrante:
2 2 
2. Imagem ⇒ Im(f) = {y ∈ R; y ≤ – 1 ou y ≥ 1} como:
4 1 4 3m − 1
3. Período ⇒ P(sec x) = 2π sec θ = ⇒ = ∴ cos θ =
3m − 1 cos θ 3m − 1 4
Sabemos que: –1 ≤ cos θ ≤ 0
Periodicidade da função secante no Substituindo, temos:
intervalo 3m − 1
–1 ≤ ≤ 0
4
–4 ≤ 3m – 1 ≤ 0
y = sec x –3 ≤ 3m ≤ 1
1
–1 ≤ m ≤
3
Resposta correta: C
1
π π π 
2. Determine o valor numérico de sec  + + + ... .
−π 0 π π 3π 2π 5π  3 6 12 
2 x Resolução:
2 2 2
-1 Aplicando a fórmula de uma progressão geométrica infinita
a1
Sn→ ∞ = , temos:
1− q
π
π π π π
S= + + + ... = 3 =
período 3 6 12 1 6
1−
2

 π 1 1 2 2 3
Sendo assim: sec   = = = =
Crescente: 3o e 4o quadrantes  6  π 3 3 3
4. Variação ⇒  cos  
o o  6 2
Decrescente: 1 e 2 quadrantes

5. Paridade ⇒ é uma função par, pois: Função cossecante


Do ciclo trigonométrico da figura, definimos:
sec (– x) = sec x

Acompanhe, agora, a resolução de algumas situações-


-problema de vestibular. N

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS P

π 
1. Se θ ∈  ; π , os valores reais de m, para os quais
2  x
4 π 0 2π
sec θ = , são tais que:
3m − 1
1
a) m <
3
1
b) m >
3
1 1
c) –1 < m < cossec x = = ON, sendo que sen x ≠ 0
3 sen x
1
d) – <m<1
3 Denominamos função cossecante à função que a cada
1 número real x, x ≠ kπ, faz corresponder o número y = cossec x.
e) m < –1 ou m >
3

175

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática ii

Sinal da função cossecante Crescente: 2o e 3o quadrantes


4. Variação ⇒  o o
 Decrescente: 1 e 4 quadrantes
π /2

5. Paridade ⇒ é uma função ímpar, pois:


+ +
cossec (– x) = – cossec x
π 0


- - Acompanhe, agora, a resolução de algumas situações-
-problema de vestibular.

3π /2

Exercícios Resolvidos
Gráfico da função cossecante
Podemos construir o gráfico da cossecante usando que sec x + cot g x
1. Seja a função definida por f(x) = então podemos
1 cos x + tg x
cossec x = . Tal que sen x ≠ 0, inicialmente no intervalo [0, 2π].
sen x afirmar que:
y = cossecx A) f(x) = cossec x
B) f(x) = 2 cossec x
C) f(x) = 3 cossec x
D) f(x) = cossec2 x
1
E) f(x) = cossec3 x
3π/2 2π
0 π/2 π x
Resolução:
–1 Simplificando a função, obtemos:
sec x + cot g x
f(x) = ⇒
cos x + tg x
1 cos x
+
Note bem: cos x sen x
⇒ f(x) = ⇒
Nos pontos onde a cossecante não existe, ela é dita sen x
cos x +
descontínua, pois, x ∉ {0, π, 2π}. cos x
sen x + cos2 x
Propriedades sen x ⋅ cos x
⇒ f(x) =
cos2 x + sen x
1. Domínio ⇒ D(f) = {x ∈ R; x ≠ kπ, com k ∈ Z} cos x

2. Imagem ⇒ Im(f) = {y ∈ R; y ≤ – 1 ou y ≥ 1} 1
Daí, vem: f(x) =
sen x
3. Período ⇒ P(cossec x) = 2π Logo: f(x) = cossec x

Periodicidade da função cossecante no Resposta correta: A


π, 2π
intervalo (–π π)
1 + tgx
2. Determine o domínio da função f(x) = .
y = cossec x cos sec x
Resolução:
O domínio da função é dado pela intersecção dos domínios de:
π
1 y1 = tgx ⇒ D1 = { x ∈ R ; x ≠ + kπ , k ∈ Z }
2
y 2 = cos sec x ≠ 0 ⇒ D2 = { x ∈ R ; x ≠ kπ, k ∈ Z }
x
−π -π 0 π π 3π 2π
2 2 2 kπ
-1 Logo: D1 ∩ D2 = { x ∈ R ; x ≠ ,k ∈ Z }
2

período  kπ 
Portanto: D(f) = R −  , k ∈ Z 
2 

176

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

06. (EsPCEx) Em uma das primeiras tentativas de determinar a


medida do raio da Terra, os matemáticos da antiguidade
Exercícios de Fixação observavam, do alto de uma torre ou montanha de altura
conhecida, o ângulo sob o qual se avisava o horizonte à Terra,
considerada esférica, conforme mostra a figura. Segundo esse
01. (AFA) Sejam as funções reais f, g, e h definidas por raciocínio, o raio terrestre em função do ângulo a é dada por:
sen x cos x
f(x) = + , g(x) = sec x e h(x) = cossec x , nos
cossec x sec x

seus domínios mais amplos contidos no intervalo [0, 2π]


h

A(s) quantidade(s) de interseção(ões) dos gráficos de f e g;


α
f e h; g e h é(são), respectivamente
A) 0, 0 e 4 C) 2, 3 e 4
R
B) 3, 1 e 4 D) 0, 2 e 3
0
02. (AFA) Considere A o conjunto mais amplo possível na função Terra
senx cos x Linha do
real f: A → R, dada por f(x) = + Horizonte
cossec x sec x
Sobre a função f é correto afirmar que
sen( α h) 1+ senα
 kπ  A) R = D) R =
a) x ∈ x ∈ x ≠ , k ∈  1 − sen α hsen α
 2 
hsenα 1 − senα
B) é periódica com período igual a π B) R = E) R =
1 − sen α hsen α
 π 
C) édecrescentese A ∈ x = x ∈  + 2kπ < x < π + 2kπ, k ∈ Z hsenα
 2  C) R =
D) é ímpar. sen α − 1

03. (EsSA) A soma dos valores de m que satisfazem a ambas as 07. A população de peixes em uma lagoa varia conforme o regime
m +1 m+2 de chuvas da região. Ela cresce no período chuvoso e decresce
igualdades sen x = e cos x = é no período de estiagem. Esta população é descrita pela
m m
   t − 2  
expressão P(t) = 103  cos    π + 5 em que o tempo
  6  
A) 5 D) – 4
 
B) 6 E) – 6
C) 4 t é medido em meses. É correto afirmar que
A) o período chuvoso corresponde a dois trimestres do ano.
B) a população atinge seu máximo em t = 6.
04. (EsPCEx) O valor numérico da expressão
C) o período de seca corresponde a 4 meses do ano.
sec 1320°  53π  D) a população médio anual é de 6.000 animais.
− 2 ⋅ cos  + ( tg 2220°)2 é E) a população atinge seu mínimo em t = 4 com 6.000 animais.
2  3 
A) – 1 D) 1
3 08. (Insper) Na figura a seguir, em que o quadrado PQRS está inscrito
B) 0 E) −
1 2  e AQ
 têm medidas
na circunferência trigonométrica, os arcos AP
C) 2
iguais a α e β respectivamente, com 0 < α < β < π.
05. (EsPCEx) A função real f(x) está representada no gráfico a seguir.
β
y
Q α
1
P

–2π –π
x
0 __
π 3π
__ 5π
__
2 2 2 A
–1

R
A expressão algébrica de f(x) é S

 − sen x ,se x < 0  sen x ,se x < 0


A) f(x) =  D) f(x) = 
 cos x ,se x ≥ 0  cos x ,se x ≥ 0 Sabendo que cosα = 0,8, pode-se concluir que o valor de cos β é
 cos x ,se x < 0
B) f(x) = 
 sen x ,se x ≥ 0
E) f(x) = {
− senx ,se x < 0
cos x,se x ≥ 0
A) −0,8
B) 0,8
C) −0,6
 − cos x ,se x < 0 D) 0,6
C) f(x) = 
 sen x ,se x ≥ 0 E) −0,2

177

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

09. (UFG) Dois observadores, situados nos pontos A e B, a uma 12. (Faap) Uma placa publicitária de altura h metros está
distância d do outro, como mostra a figura a seguir, avistam um colocada no alto de um edifício com a sua parte inferior
mesmo ponto no topo de um prédio de altura H, um mesmo a y metros acima do nível do olho do observador, conforme
ângulo θ com a horizontal. a figura a seguir:

h
H

C θ h
θ
B
d β α
d
A
y
 também mede θ e desconsiderando
Sabendo que o ângulo ABC
a altura dos observadores, a altura H do prédio é dada pela
expressão A altura h (em metros) da placa publicitária pode ser expressa:
d θ A) h = d (tg b – tg a)
A) H = sen   cos θ
2  2 B) h = d tg α
C) h = tg (α – β)/d
B) H = d cos θ sen θ D) h = d (sen α + cos α)
d E) h = d tg β/2
C) H = tg θ sen θ
2
13. (UFG) As cidades de Goiânia e Curitiba têm, aproximadamente,
d a mesma longitude. Goiânia fica a uma latitude de
D) H = tg θ sec θ
2 16°40’, enquanto a latitude de Curitiba é de 25°25’.
Considerando-se que a Terra seja aproximadamente esférica,
θ com a linha do Equador medindo, aproximadamente,
E) H = d sen   sec θ
 2 40000 km, a distância entre as duas cidades, em quilômetros,
ao longo de um meridiano
π  A) é menor que 700.
10. O domínio da função secante definida por f(x) = sec  + x
2  B) fica entre 700 e 800.
é igual a:
C) fica entre 800 e 900.
A) D(f) = {x ∈ R; x ≠ kπ, k ∈ Z} D) fica entre 900 e 1000.
E) é maior que 1000.
B) D(f) = {x ∈ R; x ≠ 2kπ, k ∈ Z}
π πx
C) D(f) = {x ∈ R; x ≠ + kπ, k ∈ Z} 14. Qual o valor numérico da expressão cos sec2 πx + cotg + 2,
2 2
π onde x ≠ 1 é a solução do sistema
D) D(f) = {x ∈ R; x ≠ + 2kπ, k ∈ Z}
2

3π tgα = x
E) D(f) = {x ∈ R; x ≠ + 2kπ, k ∈ Z} 
2  x
tgβ =
11. O domínio da função cossecante definida por  x +1
 2π   π
f(x) = cossec  − 5x é igual a: α + β = 4
 3 
π kπ tgα + tgβ
A) D(f) = {x ∈ R; − } Dados: tg(α + β) =
15 5 1 – tgα ⋅ tgβ
A) 3
−2π kπ
B) D(f) = {x ∈ R; + } B) –1
15 5
6+ 2
−2π kπ C)
C) D(f) = {x ∈ R; − } 2
15 5
D) 2
2π kπ
D) D(f) = {x ∈ R; + } 4+ 2
15 5 E)
2
2π kπ
E) D(f) = {x ∈ R; − }
15 5

178

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática ii

15. (Uerj – modificada) A ilustração da figura 1 mostra um instrumento, 1) sen(x + y) = sen x cos y – sen y cos x
em forma de V, usado para medir o diâmetro de fios elétricos. Considerando que cos(–y) = cos y e que sen(–y) = – sen y pode-se
Para efetuar a medida, basta inserir um fio na parte interna do V escrever:
e observar o ponto da escala que Figuraindica
1 a tangência entre esse
fio e o instrumento. Ness e ponto,6 lê-se o diâmetro do fio, em 2) sen(x – y) = sen x cos y – sen y cos x
5 4
milímetros. Considere, agora, a ilustração da3 figura 2 12, que
Como cos θ = sen(90° – θ), de (1) pode-se concluir que:
mostra a seção reta de um fio de 4 mm de diâmetro inserido 3) cos(x + y) = cos x cos y – sen x sen y
no instrumento. Finalmente, verifica-se que cos(x – y) = cos(x + (– y)).
Figura 1 Figura 2 Aplicando-se em (3), tem-se:
6 5 4
6
5 4 4) cos(x – y) = cos x cos y + sen x sen y
3 2 1
B 3 2 1
A
C P
d Lembrando que
sen α sen( x ± y )
tg α = ⇒ tg( x ± y ) =
Figura 2 cos α cos( x ± y )
Se6 o ângulo BÂC do instrumento mede 12o, a distância d, em
5 4
Bmilímetros, Logo, de (1) e (3) deduz-se:
do3 ponto
2 1A ao ponto de tangência P é igual a
2
CA) 2 sec 12°
A
D) tg x + tg y
P
d
tg 6o 5) tg( x + y ) =
1 − tg x ⋅ tg y
B) 2 cossec 12° E) 3 sec 6º
C) 6 sec 6° e de (2) e (4) deduz-se:
tg x − tg y
6) tg( x − y ) =
Aulas 17 E 18: 1+ tg x ⋅ tg y
Aulas Transformações trigonométricas e Resumindo:
17 e 18 Transformações em produto • sen( x ± y ) = sen x cos y ± sen y cos x
• cos( x ± y ) = cos x cos y ∓ sen y cos x
tg x ± tg y
• tg( x ± y ) =
1∓ tg x ⋅ tg y
Fórmulas da adição e subtração de arcos
Seja o triângulo:
Exercícios Resolvidos
a
h 1. Calcular os valores de:
θ A) sen 105°
B) cos 15°
b C) tg 105°
Vimos que sua área pode ser calculada através da fórmula D) sec 285°
a ⋅ b ⋅ sen θ
A= . Observe agora o triângulo:
2 Resolução:
P A) sen 105° = sen (60° + sen 45°) =
= sen 60° · cos 45° + sen 45° · cos 60° =
b
x y 3 2 2 1
a = ⋅ + ⋅ =
h 2 2 2 2

6 + 2
Q H R =
c
4
B) cos 15° = cos (45° – 30°) =
Área∆PQR = Área∆PQH + Área∆PRH cos 45° · cos 30° + sen 45° · sen 30° =
2 3 2 1
Utilizando a fórmula mostrada anteriormente, tem-se: = ⋅ + ⋅ =
a ⋅ b ⋅ sen( x + y ) a ⋅ h ⋅ senx b ⋅ hsen y 2 2 2 2
= +
2 2 2 6 + 2
=
⋅ (2) 4

ab sen( x + y ) = ahsen x + bhsen y tg 60o + tg 45o


C) tg 105° = tg (60° + 45°) = =
1 – tg 60o ⋅ tg 45o
÷ (ab)  3 +1   1 + 3 
hsen x hsen y =   ⋅ =
sen ( x + y ) = + 1 – 3  1 + 3 
b a
sen( x + y ) = cos y ⋅ sen x + cos x ⋅ sen y = −2 − 3

179

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

1 1 15 48
D) sec 285° = sec 75° = = = = − =
cos 75o
cos ( 45o + 30o ) 65 65
1 33
= = = −
cos 45o ⋅ cos 30o − sen 45o ⋅ sen 30o 65
1 B) cos (x + y) = cos x · cos y – sen x · sen y =
= =
2 3 2 1  4   5   3  –12
=   ⋅  −   ⋅ =
2

2
− ⋅
2 2  5   13  5   13 
1 20 36
= = = + =
6 − 2 65 65
4 56
=
 4   6 + 2 65
=  ⋅ = 3  –12 
 6 − 2   6 + 2  +
tg x + tg y 4  5 
C) tg (x + y) = = =
= 6+ 2 1 – tg x ⋅ tg y  3   12 
1–   – 
 4  5 
3 5 π 3π 3 12 –33
2. Sabendo que sen x = , cos y = ,0<x< e < y < 2p, –
5 13 2 2 = 4 5 = 20 = − 33
calcule: 36 56 56
1+
A) sen (x + y) 20 20
B) cos (x + y)
C) tg (x + y) 3 Sendo tg a = 2 e tg b = 3, determine:
Resolução: A) tg (a + b)
No ciclo trigonométrico, temos: B) tg (a – b)
C) cotg ( a + b)
D) cotg (a – b)
π
2 Resolução:
x tg a + tg b 2+3
A) tg (a + b) = =
1 – tg a ⋅ tg b 1 – 2 ⋅ 3
5 5
= = = −1
π 0 2π 1– 6 – 5
tg a – tg b 2–3 –1 1
B) tg (a – b) = = = = −
y 1 + tg a ⋅ tg b 1 + 2 ⋅ 3 1 + 6 7
3π 1 1
2 C) cotg (a + b) = = = −1
tg (a + b) −1

D) cotg (a – b) = =
1 1
Fatos que ajudam: = = −7
tg (a − b) 1
Como sen2a + cos2a = 1, então:
−7
9 4
1°) cos x = 1 – sen2 x = 1– =
25 5
7 15
4 Dados sen a = e sen b = , a e b no 1° quadrante.
25 12 25 25
2°) sen y = 1 – cos2 y = 1 – = − Calcule sen(a + b).
169 13
Resolução:
3 Vamos resolver este problema de uma maneira bem prática.
sen x 5 3 Construa um triângulo retângulo de ângulo agudo a:
3°) tg x = = =
cos x 4 4 Sendo:
5 7 25 (Pelo Teorema
• sen a = ⇒ 7
−12 25 de pitágoras)
a
sen y 12
4°) tg y = = 13 = − 24
cos y 5 5
13 24
Então: Do triângulo tiramos cos a = .
A) sen (x + y) = sen x · cos y + sen y · cos x = 25
 3  5   12  4 
=   ⋅  + –  ⋅  =
 5   13  13  5 

180

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Por conseguinte, temos: • Calculando o que se pede:


Sendo:  1 
2
1
(Pelo Teorema E2 − 1 =  −1= −1=
 cos 20° 
25
15 15 cos 20°
2
• sen b = ⇒ de pitágoras)
25 b
20 1 − cos2 20° sen2 20°
= = = tg2 20°
cos2 20° cos2 20°
20
Do triângulo tiramos cos b = .
25 sen80° ⋅ cos 40° + sen40° ⋅ cos 80°
7. Calcule o valor de E =
cos 72° ⋅ cos 27° + sen72° ⋅ sen27°
• Calculando o que se pede Resolução:
Sen (a + b) = sena cosb + senb cosa sen80° ⋅ cos 40° + sen40° ⋅ cos 80°
Sendo E =
 7   20   15   24  cos 72° ⋅ cos 27° + sen72° ⋅ sen27°
=    +   =
 25   25   25   25  Como:
• sen(80° + 40°) = sen80° · cos40° + sen40° cos80°
00
140 360 50 4
= + = = • cos(72° – 27°) = cos72° · cos27° + sen72° sen27°
625 625 625 5 Por conseguinte:
5 Calcule o valor numérico de: 3
sen(80° + 40°) sen120° 2 3
 π  5π  E= = = = =
tg   + tg   cos(72° − 27°) cos 45° 2 2
 12  12 
2
Resolução:  3  2 6
=  ⋅  =
 π  2  2 2
I. tg   = tg15° = tg(45° – 30°) =
 12
3 8. Calcule o período e a amplitude da função:
1−
tg45° − tg30° 3 =
= =
1+ tg45° ⋅ tg30° 3 f(x) = senx + cosx
1+
3
 3 − 3  3 − 3 Resolução:
=  ⋅  = 2− 3
 3 + 3  3 − 3 Vamos transformar a função no seno da soma. Observe:
f(x) = senx + cosx
 5π 
II. tg   = tg75° = tg( 45° + 30°) = 2   2  2 
 12  ∴ f(x) = ⋅  senx ⋅   +  cos x
2   2   2  
3
1+
tg45° + tg30° 3
= = = ∴ f(x) = 2 · (senx · cos45° + sen45°cosx)
1 − tg45° ⋅ tg30° 3
1−
3 ∴ f(x) = 2 · sen(x + 45°)
 3 + 3  3 + 3
=   ⋅  = 2+ 3 Por conseguinte:
 3 − 3  3 + 3
Amplitude = 2 e período = 2π
• Calculando o que se pede
 π  5π  9. Mostre que, se α + β + θ = 180º, teremos:
tg   + tg   = (2 − 3 ) + (2 + 3 ) = 4
 12  12 
tg α + tg β + tg θ = tg α · tg β · tg θ
sen40° cos 40°
6. Sendo E = − , calcule E2 – 1. Resolução:
sen20° cos 20°
Da primeira igualdade, temos:
Resolução: α + β + θ = 180° ⇒ α + β = 180 – θ
Desenvolvendo a expressão, temos:
sen40° cos 40° Tomando-se a tangente do 1° e 2° membros, vem:
E= −
sen20° cos 20° tg (α + β) = tg (180 – θ)
tg α + tg β tg 180o − tg θ
sen40° ⋅ cos 20° − sen20° ⋅ cos 40° ∴ =
E= 1 − tg α ⋅ tg β 1 + tg 180o ⋅ tg θ
sen20° ⋅ cos 20°
tg α + tg β − tg θ
∴ =
sen( 40° − 20°) 1 − tg α ⋅ tg β 1
E=
sen20° ⋅ cos 20° ∴ tg α + tg β = – tg θ (1 – tg α · tg β)
∴ tg α + tg β = – tg θ + tg θ · tg α · tg β
sen20° 1 ∴ tg α + tg β + tg θ = tg α · tgβ · tg θ (c.q.d)
E= ∴ E=
sen20° ⋅ cos 20° cos 20°

181

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

cos (385o + x + y ) 0
10. Calcule o valor de M, sabendo que M = = = zero
sen ( 425o − x − y ) (a − b)(b − a)
1−
Resolução: ( a + b) 2

Utilizando as fórmulas da adição e da subtração, temos:


cos [25o + ( x + y )] Resposta correta: A
M=
sen [65o − ( x + y )]
cos 25o ⋅ cos ( x + y ) − sen 25o ⋅ sen ( x + y )
M=
sen 65o ⋅ cos ( x + y ) − sen ( x + y ) ⋅ cos 65o Exercícios de Fixação
cos 25 = sen 65
o o
Como: 
sen 25 = cos 65
o o

Então, obtemos: 01. (EsSA) Um terreno de forma triangular tem frentes de 20 metros
e 40 metros, em ruas que formam, entre si, um ângulo de 60º.
sen 65o ⋅ cos( x + y ) − cos 65o ⋅ sen( x + y )
M= Admitindo-se 3 = 1, 7, a medida do perímetro do terreno, em
sen 65o ⋅ cos( x + y ) − cos 65o . sen (xx + y )
metros, é
Se o numerador é igual ao denominador, obtemos M = 1 . A) 94.
B) 93.
1 C) 92.
11. No triângulo retângulo da figura, sabe-se que sen α = . Então, D) 91.
sen(α + 2β) vale: 3
B
E) 90.
1 3
A) d)
2 2 02. (Efomm)
1 5 β
B) e) A TRIGONOMETRIA E A ASTRONOMIA
3 3
2 Até o final do século XVI, o desenvolvimento da Astronomia
C)
3 esbarrava em cálculos longes e tediosos. Nessa época, os
α astrônomos passaram a usar as fórmulas de Prostaféreses, que
C A
Resolução: transformam a multiplicação, porém existem casos que nos
Nas condições dadas: provam o contrário.
α + β = 90° (+β) ⇒ α + 2β = 90° + β
Utilizando a fórmula de adição membro a membro, obtemos: Portanto, qual o valor do produto sen 12º · cos 8º? O resultado
sen (α + 2β) = sen (90º + β) encontrado foi
∴ sen (α + 2β) = sen 90° · cos β + sen β cos 90° Dado: sen 20º = 0,342, sen 8º = 0,139, cos 12º = 0,978
∴ sen (α + 2β) = cos β a) maior que sen 30º.
∴ sen (α + 2β) = sen α b) maior que sen 60º.
1 c) menor que a tg 30º.
∴ sen (α + 2β) = d) maior que o cos 30º.
3
e) igual ao quociente do sen 30º pelo cos 60º.
Resposta correta: B
cos x sen x 1
a−b b−a 03. Se det = − , então o valor de 3 sen (x + y) +
12. Se tg (x – y) = e tg (y – z) = , sendo a + b ≠ 0, sen y cos y 3
a+b a+b π
então tg (x – z) vale: tg(x + y) – sec (x + y), para ≤ x + y ≤ π, , é igual a:
2
A) 0
B) 1 A) 0
a 1
C) B)
b 3
b C) 2
D) D) 3
a
1
E) ab E)
2
Resolução: 1
04. (EFOMM) Seja x ∈ [0, 2π] tal que senx · cosx = . Então, o
Devemos ter: 5
tg (x – z) = tg (x – y + y – z) = tg [(x – y) + (y – z)] = produto P e a soma S de todos os possíveis valores de tgx são,
a− b b−a aproximadamente,
+
tg ( x − y ) + tg ( y − z) a+ b a+b A) P = 1 e S = 0.
= = = B) P = 1 e S = 0.
1 − tg ( x − y ) ⋅ tg ( y − z) a − 
b  b − a
1−  C) P = – 1 e S = 0.
0 a + b   a + b 
D) P = – 1 e S = 5.
a+b E) P = 1 e S = – 5.
= =
(a − b)(b − a)
1−
( a + b) 2

182

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

05. (AFA) Uma piscina com ondas artificiais foi programada de 11. (EsPCEx) O produto cotg x · cos x é positivo, portanto x pertence ao
modo que a altura da onda varie com o tempo de acordo com A) 1º ou 2º quadrantes.
 π πx   πx   πx  B) 1º ou 4º quadrantes.
o modelo 3 sen  +  sen   sen   em que y = f(x) é
2 4   4  2 C) 2º ou 3º quadrantes.
a altura da onda, em metros, e x o tempo, em minutos. D) 2º ou 4º quadrantes.
E) 3º ou 4º quadrantes.
Dentre as alternativas que seguem, assinale a única cuja
conclusão não condiz com o modelo proposto. 1
12. (EsPCEx) Dadas as funções reais f(x) = sen(2x) e g(x) = tal que
A) A altura de uma onda nunca atinge 2 metros. 2
B) Entre o momento de detecção de uma crista (altura máxima x ∈ [0, 2π]. Então, o número de interseções entre os gráficos de f e g é:
de uma onda) e o de outra seguinte, passam-se 2 minutos. A) 6 D) 4
B) 2 E) 8
C) De zero a 4 minutos, podem ser observadas mais de duas
C) 1
cristas. 2
D) As alturas das ondas observadas com 30, 90, 150, ...   1 1 
13. (EsPCEx) A função f(x) = sen 2x ⋅  +  − sen 2x é
segundos são sempre iguais.   2 cos x 2sen x  

06. (AFA) Considere a função real sobrejetora f: A → B definida definida para todo x real e x ≠ , com k inteiro. Nessas condições,
2
sen 3 x cos 3 x pode-se afirmar que
por f(x) = −
sen x cos x A) f(2006) = f(2004) + f(2005).
Sobre f é falso afirmar que B) f(2005) = f(2006) – 2f(2003).
C) f(2006) = f(2005) + f(2004) + f(2003).
 kπ 
A) O conjunto A é x ∈ x ≠ , k ∈  D) f(2005) = f(2006) – f(2004).
 2  E) f(2006) = f(2003) + f(2004) – f(2005).
B) f é par.
C) f é injetora. 14. (EsPCEx) Os pontos P e Q representados no círculo trigonométrico
D) B = {2} a seguir correspondem às extremidades de dois arcos, ambos
com origem em (1, 0), denominados respectivamente a e b,
07. (EsPCEx) O valor de 3 sen 10º · (tg 5º + cotg 5º) é igual a medidos no sentido positivo. O valor de tg(a + b) é
3 y
A)
2
B) 2 1
C) 3
D) 5 P 2
E) 6 2
1
 kπ  2tg x x
08. (EsPCEx) Sendo k ∈ Z e x ≠ , então 2 − é equivalente a 1
– __ 0
 4  tg 2x 2
A) cos2x
B) sen2x Q
C) sec2x
D) cossec2x
3+ 3
E) 1 A)
3
13π 11π
09. (EsPCEx) O valor numérico da expressão sen cos é 3− 3
12 12 B)
3
1 1
A) D) C) 2 + 3
2 6
D) 2 − 3
1 1
B) E) E) −1+ 3
3 8
1
C) 15. (EsPCEx) A soma das soluções da equação cos(2x) – cos(x) = 0,
4 com x ∈ [0, 2π], é igual a

10. (EsPCEx) Se o cosseno de um ângulo de medida k é o dobro do A)
3
cosseno de um outro ângulo de medida w, ambos pertecentes
ao 1º quadrante, pode-se afirmar que todos os valores de w B) 2π
satisfazem essa condição pertencem ao intervalo 7π
A) [0º, 15º] C)
3
B) [15º, 35º] D) π
C) [30º, 45º]
D) [45º, 60º] 8π
E)
E) [60º, 90º] 3

183

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

16. Um holofote está situado no ponto A, a 30 metros da altura, no 19. Os números reais a, b e y são tais que a ≠ 0 e acos y ≠ b sen y.
alto de uma torre perpendicular ao plano do chão. Ele ilumina, asen y + b cos y
Se tg x = , então o valor de tg(x – y) em função
em movimento de vaivém, uma parte desse chão, do ponto C ao a cos y − b sen y
ponto D, alinhados à base B, conforme demonstra a figura abaixo: de a e b corresponde a:
A

A) ab D) a2
α a
B) E) b2
β b
30 m
b
C)
a

B 20 m C 130 m D 20. (Unifor) Se tg(x –y) + 2x = 5 – 2y e tg(y – x) + y = 7 – x, então


o valor de x + y é:
tg α + tg β
Usando a fórmula tg(a + b) = , encontramos a A) 1
1 − tg α ⋅ tg β
medida do ângulo CÂD igual a: B) 2
A) 60º C) 30º C) 3
B) 45º D) 15º D) 4
E) 5
17. Um radar acompanha o movimento de um veículo que segue
em linha reta pela estrada. O radar fotografa o veículo nos 21. Para facilitar o trânsito em um cruzamento muito movimentado,
pontos A, B e C, conforme mostrado na figura a seguir. será construída uma ponte sobre a qual passará uma das vias.
A altura da via elevada, em relação à outra, deverá ser de
5 m. O ângulo da inclinação da via elevada, em relação ao solo,
P (radar) deverá ser de 22,5°.

a b

5m

22,5º
E
A B C d
A distância d, em metros, na qual deve ser iniciada a rampa
3 2 que dará acesso à ponte, medida a partir da margem da outra
Sabendo-se que cos a = , senb = (a e b agudos), via, conforme mostra a figura, deverá ser de:
2 2
PA = 8 m e PC = 10 6 m, marque a opção que corresponde, (
A) 5 2 + 1 ) D)
5
3
3 −1 ( )
em metros quadrados, à área APCA, coberta pelo radar.
B)
5
( 2 −1) E)
5
( 3 +1)
A) 6 ( )
10 + 12 D) 6 ( )
12 + 10 2 4

B) 12 ( 10 + 6) E) 12 ( 6 + 10)
C)
5
3
( 2 +1)
C) 10 ( 12 + 6) 22. (Insper) Considere o quadrilátero convexo ABCD mostrado na
figura, em que AB = 4 cm, AD = 3 cm e  = 90°.
4 12
18. Na figura a seguir, se cos a = , cos b = e AD =13 cm, C
5 13
então pode-se afirmar que a medida BD, em cm, é igual a:
A) 11,2 y D D
B) 10,6
C) 12,5
D) 12
E) 11,8 α
C α
A B
ˆ e
Se a diagonal BD está contida na bissetriz do ângulo ABC
β BD = BC, então a medida do lado CD, em centímetros, vale:
A) 2 2 D) 2 3
α
B) 10 E) 15
A B x
C) 11

184

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

23. Para melhorar as condições de acessibilidade, um shopping de 1


Fortaleza decidiu construir uma rampa conforme indicado na figura. 28. Se cos(2x) = , em que x ∈ (0, p), então o valor de
3
sen 3x − sen x
y= é:
cos 2x
A) – 1
20 m
15º
x
3
B)
3
O comprimento horizontal x da rampa, em metros, pode ser 3
C)
expresso por: 3
(
A) 4 2 + 3 ) D) 10 ( 2− 3) D)
2 3
B) 10 3 (
E) 10 2 + 3 ) 3

C) 10 ( 2+ 3) E) 1

29. Transformando-se sen(6x) · cos(4x) em uma soma de senos,


24. Um observador, de altura desprezível, situado a 25 m de um obtém-se:
prédio, observa-o sob um certo ângulo de elevação. Afastando-se 1
mais 50 m em linha reta, nota que o ângulo de visualização A) sen (10x ) + sen (2x )
4
passa a ser a metade do anterior. Qual é a altura, em metros,
1
do prédio? B) sen (10x ) − sen (2x )
A) 15 2 D) 25 3 2
1
B) 15 3 E) 25 5 C) sen (10x ) − sen (2x )
C) 15 5 4
1
D) sen (10x ) + sen (2x )
25. (Insper) Movendo as hastes de um compasso, ambas de 2
comprimento l, é possível determinar diferentes triângulos, 1
como os dois representados a seguir, fora de escala. E) sen (10x ) + sen (8x )
2

θ 30. O pioneiro do abstracionismo nas artes plásticas, Wassily


Kandinsky, nasceu em Moscou, em 1866. Optou inicialmente
  pela música, o que refletiu em seu trabalho como pintor,
 2θ  conferindo-lhe noções essenciais de harmonia. A figura a seguir,
adaptada de um quadro de Kandinsky, apresenta um triângulo
ABC retângulo em A.
T1 T2
Se a área do triângulo T1 é o triplo da área do triângulo T2,
então o valor de cos q é igual a: C

1 1
A) D)
6 2
1 6 y
B) E)
3 6
A
3
C) x
3 B

sen 10º + sen 15º + sen 20º Sabendo-se que a diferença entre os ângulos x e y é 60°, o
26. O maior valor inteiro menor que valor de sen x + sen y é
cos 10º + cos 15º + cos 20º
1
é igual a: A)
A) 0 2
B) 1 3
B)
C) 2 2
D) 3
6
C)
27. A expressão sen(7x) + sen(5x) – sen(3x) – sen x equivale a: 2
A) 2 · cos x · sen(2x) · sen(4x) 3
B) 4 · sen x · cos(2x) · sen(4x) D)
3
C) 2 · sen x · sen(2x) · cos(4x)
D) 4 · cos x · cos(2x) · sen(4x) 6
E)
E) 4 · cos x · sen(2x) · cos(4x) 3

185

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Aulas 19 E 20: Não esqueça!


Aulas De um modo geral, se dois arcos trigonométricos têm
Equações e inequações trigonométricas senos iguais, então ou são côncavos ou suplementos.
19 e 20 Geometricamente, temos:

Na verdade, não há um processo único para resolver as π–α α


equações trigonométricas, mas, de modo geral, é possível reduzi-las a
uma das seguintes expressões, denominadas equações fundamentais:
x
• sen x = a (– 1 ≤ a ≤ 1) 0
• cos x = b (– 1 ≤ b ≤ 1)
• tg x = c (c ∈ R)

Equações básicas
Note bem:
Equações seno – equações redutíveis à forma x = α + 2kπ

sen x = sen α ⇒  ou , k ∈Z
sen x = a
x = ( π − α ) + 2kπ
As soluções das equações sen x = 1, sen x = – 1 e sen x = 0
podem ser obtidas mais facilmente através da representação desses A solução geral da equação é dada por:
valores no ciclo trigonométrico.
Assim, obtemos:
S = {x ∈ R; x = a + 2kp ou x = (p – a) + 2kp, k ∈ Z}
A) sen x = 1 No ciclo, temos:
y π

2
 π
∴ sen x = sen  
 2 Exercícios Resolvidos
x
π 0
∴ x=
2
1. Resolva as equações trigonométricas seguintes.
1
A solução geral da equação é: A) sen x =
2
 π 
S = x ∈ R ; x = + 2kπ, k ∈ z  3
 2  B) sen x =
2
2
C) sen x = −
B) sen x = – 1 No ciclo, temos: 2
y π
 3π  —
∴ sen x = sen   2
 2
3π Resolução:
∴ x= x
2 0
1  π π
A) sen x = ⇒ sen x = sen   ∴ x =
2  6  6
A solução geral da equação é: 3π

2
 3π  No ciclo, temos:
S = x ∈ R ; x = + 2kπ, k ∈ z 
 2  y

sen x = sen π ∴ x = π π 5π
π –— = —
π

C) sen x = 0 ⇒ 
6 6 6
sen x = sen 2π ∴ x = 2π
No ciclo, temos: y x
0

x
π 0 2π

Portanto:
 π 5π 
S = x ∈ R ; x = + 2kπ ou x = + 2kπ, k ∈ z 
A solução geral da equação é: S = {x ∈ R ; x = kπ, k ∈ z}  6 6 

186

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

B) Sendo assim:
3  π π
b) sen x = ⇒ sen x = sen   ∴ x =   π
 3
sen (3x ) = sen  4 
2 3
No ciclo, temos: 2 
y sen (3x ) = ⇒ ou
2   3π 
π 2π π sen (3x ) = sen  
π –— = — —   4
3 3 3
Dessa forma:
x
0
 π π 2kπ
3x = + 2kπ ∴ x = +
 4 12 3
 ou
Portanto:  3π π 2kπ
3x = + 2kπ ∴ x = +
 π 2π   4 4 3
S = x ∈ R ; x = + 2kπ ou x = + 2kπ, k ∈ z 
 3 3  Portanto:

2  7π  7π  π 2kπ π 2kπ 
c) sen x = − ⇒ sen x = sen   ∴ x = S = x ∈ R ; x = + ou x = + , k ∈ z
2  4 4  12 3 4 3 
No ciclo, temos:
C) Sendo assim:
y
π 5x = 3x + 2kπ

— sen (5x ) = sen (3x ) ⇒  ou
4
5x = ( π − 3x ) − 2kπ
0 x
2x = 2kπ

∴  ou
π 5π
π 7π
8x = π + 2kπ
π+—= —
4 4 2π–—= —
4 4 
Portanto: x = kπ

5π 7π ∴  ou
 
S = x ∈ R ; x = + 2kπ ou x = + 2kπ, k ∈ z   π kπ
 4 4  x = +
 8 4
Portanto:
2. Resolva as equações seguintes.
1
A) sen (2x ) =  π kπ
S = x ∈ R ; x = kπ ou x = +

, k ∈ z
2 8 4
 
2
B) sen (3x ) =
2
Equações cosseno – equações redutíveis à forma
C) sen (5x ) = sen (3x )
cos x = a
Resolução:
A) Sendo assim: As soluções das equações cos x = 1, cos x = – 1 e cos x = 0
podem ser obtidas mais facilmente através da representação desses
  π
sen (2x ) = sen  6  valores no ciclo trigonométrico.
1 
sen (2x ) = ⇒  ou Assim, obtemos:
2   5π 
sen (2x ) = sen   a) cos x = 1
  6
∴ cos x = cos (2π)
Dessa forma: ∴ x = 2π

 π π No ciclo, temos:
2x = + 2kπ ∴ x = + kπ
 6 12 y
 ou
 5π 5π
2x = + 2kπ ∴ x = + kπ
 6 12
x
Portanto: 0 2π

 π 5π 
S = x ∈ R ; x = + kπ ou x = + kπ, k ∈ z 
 12 12 

187

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

A solução geral da equação é: Note bem:


S = {x ∈ R; x = 2kπ, k ∈ Z} x = α + 2kπ

cos x = cos α ⇒  ou , k ∈Z
x = − α + 2kπ
B) cos x = – 1
A solução geral da equação é dada por:
∴ cos x = cos π
S = {x ∈ R ; x = ± a + 2kπ, k ∈ Z}
∴ x=π

No ciclo, temos: Acompanhe, agora, a resolução destes exemplos.


3. Resolver as equações trigonométricas seguintes:
y 1
A) cos x =
2
2
B) cos x =
2
x 3
π 0 C) cos x = −
2
Resolução:
1  π π
A) cos x = ⇒ cos x = cos   ∴ x =
2  3  3
A solução geral da equação é:
No ciclo, temos:
S = {x ∈ R; x = p + 2kp, k ∈ Z} y
π

  π π 3
cos x = cos   ∴ x =
  2  2
C) cos x = 0 ⇒ ou x
0
  3π  3π
cos x = cos   ∴ x = π
  2 2 –—
3
No ciclo, temos: Portanto:
π  π 
y — S = x ∈ R ; x = ± + 2kπ, k ∈ z 
2  3 

2  π π
B) cos x = ⇒ cos x = cos   ∴ x =
2  4 4
x
π 0 No ciclo, temos:
y
π

3π 4

2
0 x
A solução geral da equação é: π
–—
4
 π 
S =  x ∈ R ; x = + kπ , k ∈ z  Portanto:
 2 
 π 
S = x ∈ R ; x = ± + 2kπ, k ∈ z 
 4 
Não esqueça:
De um modo geral, se dois arcos trigonométricos têm
cossenos iguais então ou são côngruos ou replementares. 3  5π  5π
C) cos x = − ⇒ cos x = cos   ∴ x =
Geometricamente, temos: 2  6 6
π
y — No ciclo, temos:
2 y
α


6

0 x
0 x
–α

– ——
6

188

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

Portanto: Portanto:
 5π   kπ 
S = x ∈ R ; x = ± + 2kπ, k ∈ z  S = x ∈ R ; x = kπ ou x = , k ∈ z
 6   4 

4. Resolva as equações seguintes.


1 Equações tangentes – equações redutíveis à forma
A) cos (2x ) =
2
tg x = a
3
B) cos (3x ) =
2 As soluções das equações tg x = 1, tg x = –1 e tg x = 0
C) cos (5x) = cos (3x) podem ser obtidas mais facilmente através desses valores no ciclo
trigonométrico.
Resolução: Assim, obtemos:
A) Sendo assim: A) tg x = 1
  π
cos (2x ) = cos  3   π
∴ tg x = tg  
1   4
cos (2x ) = ⇒  ou
2  π
 π
cos (2x ) = cos  −  ∴ x=
  3 4
Dessa forma: No ciclo, temos:
 π π
2x = + 2kπ ∴ x = + kπ y π
 3 6 — 1
 ou 4
 π π
2x = − + 2kπ ∴ x = − + kπ
 3 6
0 x
Portanto:
 π  5π
S = x ∈ R ; x = ± + kπ, k ∈ z  ——
 6  4

B) Sendo assim:
A solução geral da equação é:
  π
cos (3x ) = cos  6   π 
3  S =  x ∈ R ; x = + kπ , k ∈ z 
cos (3x ) = ⇒ ou  4 
2   π
cos (3x ) = cos  − 
  6
B) tg x = –1
Dessa forma:
 3π 
 π π 2kπ ∴ tg x = tg  
3x = + 2kπ ∴ x = +  4
 6 18 3
 ou 3π
 ∴ x=
π π 2kπ 4
3x = − + 2kπ ∴ x = − +
 6 18 3
Portanto: No ciclo, temos:
y
 π 2kπ 
S = x ∈ R ; x = ± + , k ∈ z
 18 3  3π
——
4

C) Sendo assim:
5x = 3x + 2kπ 0
 x
cos (5x ) = cos (3x ) ⇒  ou
5x = − 3x + 2kπ
-1
2x = 2kπ 7π
 ——
∴  ou 4

8x = 2kπ A solução geral da equação é:


  3π 
 x = kπ S = x ∈ R ; x = + kπ, k ∈ z 
  4 
∴  ou
 kπ
x =
 4

189

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

C) tg x = 0 No ciclo, temos: Portanto:


y 2π
∴ tg x = tg (2p)  
S = x ∈ R ; x = + kπ, k ∈ z 
 3 
∴ x = 2p
6. Resolva as equações seguintes.
π 2π x
0  π
A) tg (2x ) = tg  
 5
B) tg (3x) = tg x
C) tg (5x) = tg (2x)
A solução geral da equação é: Resolução:
S = {x ∈ R ; x = kπ, k ∈ z}  π
A) tg (2x ) = tg   ⇒
 5
π
Não Esqueça! ⇒ 2x = + kπ ∴
5
De um modo geral, se dois arcos têm tangentes iguais,
então ou são côncavos ou explementares. π kπ
∴ x= +
Geometricamente, temos: 10 2
y
Então:
α


tg α
 π kπ 
S = x ∈ R ; x = + , k ∈ z
x 10 2
0  

(α + π)
Eixo da B) tg (3x ) = tg x ⇒ 3x = x + kπ
Tangente
∴ 2x = kπ

Note bem: kπ
x=
2
x = α + 2kπ

tg x = tg α ⇒  ou , k ∈Z mas, pela condição de existência da tangente, temos
x = (α + π ) + 2kπ π
x ≠ + kπ logo, x = kπ .
2

A solução geral da equação é dada por: Então:


tg x = tg α ⇔ x = α + kπ, k ∈ Z S = {x ∈ R ; x = kπ, k ∈ z}

Acompanhe, agora, a resolução destes exemplos.


c) tg (5x ) = tg (2x ) ⇒ 5x = 2x + kπ
5. Resolva as equações trigonométricas seguintes.
∴ 3x = kπ
a) tg x = 3

3 x=
b) tg x = 3
3
c) tg x = − 3 Então:
Resolução:  kπ 
 π S = x ∈ R ; x = , k ∈ z
A) tg x = 3 = tg    3 
 3
Portanto:
 π 
S =  x ∈ R ; x = + kπ , k ∈ z 
Equações polinomiais trigonométricas
 3  São chamadas equações polinomiais as equações da
forma:
3  π
B) tg x = = tg   • ax + b = 0 (Equação do 1º grau)
3  6
• ax2 + bx + c = 0 (Equação do 2º grau)
Portanto:
• ax3 + bx2 + cx + d = 0 (Equação do 3º grau)
 π 
S =  x ∈ R ; x = + kπ , k ∈ z 
 6  Onde a, b, c, d são números conhecidos e x é a incógnita.
Certas equações podem ser resolvidas com o auxílio de
 2π  uma equação polinomial bastando para isso uma mudança de
C) tg x = − 3 = tg  
 3 variável.

190

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

7. Quais são os arcos no intervalo fechado [0, 2π] tais que


1 −b ± b2 − 4ac
sen (2x ) = ? sen x =
2 2a
onde a = 1, b = – 3 e c = 2.
Resolução:
1 Logo:
• Resolver a equação sen (2x ) = no intervalo 0 ≤ x ≤ 2π.
2
3± 9 − 4 ⋅ 1⋅ 2 3 ± 1
Primeiro obteremos a solução geral da equação. sen x = = = 2 ou 1
2⋅1 2
No ciclo trigonométrico:
Temos então:
Não Esqueça! y i sen x = 2 (não convém)
5π π  Pois não existe em R , − 1 ≤ sen x ≤ 1
 1  π 
sen (2x ) = 2 = sen  6 
—— —
6 6  ou
   π
ou i sen x = 1 ⇒ sen x = sen  
   2
1  5π 
sen (2x ) = = sen  
0 x
 2  6 π
∴ x= + 2kπ
Daí, obtemos: 2
 π π Atribuindo valores a k, k ∈ Z, vem:
2x = + 2kπ ⇒ x = + kπ
 6 12
 π
ou

Para k = 0 ⇒ x = (está no intervalo dado)
5π 5π  2
2x = + 2kπ ⇒ x = + kπ  5π
 6 12
Para k = 1 ⇒ x = (está no intervalo dado)
 2
Agora, determinamos os valores de x que pertencem ao intervalo  9π
dado (0 ≤ x ≤ 2p) como k ∈ Z, podemos ter: Para k = 2 ⇒ x = (não está no intervalo dado)
 2
π
• Para x= + kπ , temos: Portanto, o conjunto solução da equação no intervalo [0, 4π] é:
12
 π 5π 
 π S= , 
k =0⇒x= (está no intervalo dado) 2 2 
12
 π 13π
k

= 1⇒ x = +π= (está no intervalo)
12 12
 π 25π
k =2⇒x = + 2π = (está no intervalo) Exercícios de Fixação
 12 12
 π 37π
k =3⇒x = + 3π = (não está no intervalo dado)
12 12
01. (Efomm) Considere a equação de incógnita real x:

5π 2 cos4x – 2cos2x + 1 = cos 4x
• Para x= + kπ , temos:
12 Se x0 ∈ (0, π) é uma de suas soluções e x0 centímetros é a
superfície total da diagonal de um cubo, então a área da
 5π
k = 0 ⇒ x = 12 (está no intervalo dado)
superfície total desse cubo, em cm2, é igual a
 3
5π 17π A) π 2
k = 1 ⇒ x = +π= (está no intervalo) 8
 12 12
1
k = 2 ⇒ x = 5π + 2π = 29π (não está no intervalo dado) B) π 2
 12 12 2
C) 6
27 2
D) π
8
Portanto: E) 6π2
O conjunto solução da equação no intervalo [0, 2π] é:
02. ( E f o m m ) O v a l o r n u m é r i c o d a expressão
 π 13π 25π 5π 17π  44 π  33π 
S= , , , ,  cos − sec 2400° + tg  −
12 12 12 12 12  3  4 
é igual a
cossec2 ( −780°)
8. Calcule x no intervalo 0 ≤ x ≤ 4π, tal que sen2x – 3 · sen x + 2 = 0. 1
A) 1 D)
2
Resolução:
3 3
A equação trigonométrica dada é do 2º grau, onde a incógnita B) − E)
é sen x, vamos aplicar a Fórmula de Bháskara e determinar 4 8
4
sen x. Assim: C)
3

191

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

3 07. (EsPCEx) O número de soluções da equação sen4x + cos4x = 1,


03. (Efomm) Se tgx + secx = , o valor de senx +cosx vale: satisfazendo a condição 0 ≤ θ < 2π, é
2
7 A) infinito
A) − .
13 B) 4
C) 2
5
B) . D) 1
13 E) 0
12
C) . 3π
13 08. (EsPCEx) Sendo sena = 3 cosa e π < a < , o valor de cossec a é
2
15
D) . 10
13 A) −
17 3
E) . 10
13 B) −
10
04. (AFA) Sendo x ∈ [0, 2π], a interpretação gráfica no ciclo 3 10
trigonométrico para o conjunto solução da inequação C) −
3
– 8 sen4x + 10 sen2x – 3 < 0 é dada por
D) 10
A) sen π C) sen 10
2π 2π π E)
3 3 π 3
4
3π 3 3 π
4 4
 kπ 
09. (EsPCEx) Para todo x ∈  −  , k ∈  , simplificando a
 2 
0 cos 0 cos
1 1 1 1
expressão + + + ,
7π 1+ sen x 1+ cossec x 1+ cos x 1+ sec2 x
2 2 2
4π 5π 7π
3 5π 3 4 4 obtém-se o valor:
3 1
A)
2
B) sen D) sen B) 1
2π π
3π 3 3 π 5π π 3
6 6 C)
4 4 2
D) 1
E) 0
0 cos 0 cos
10. (EsPCEx) O valor de cos x + sen x, sabendo que 3 · sen x + 4 ·
5π 7π 7π 11π
cos x = 5, é
4 4π 5π 4 6 6
3 3
4 A)
5
4
B)
05. (AFA) Sistema linear nas incógnitas x, y e z abaixo possui uma 5
infinidade de soluções. C) 1
6
(sena) x + y − z = 0 D)
 5
x − (sena) y + z = 1
x + y = cos a 7
E)
5
Sobre o parâmetro a, a ∈ , pode-se afirmar que 11. (EsPCEx) Considere as expressões:
A) a = kπ, k ∈ 
B) a = 2kπ, k ∈  sen 30º cos 150º
I.
π tg 210º
C) a = + 2kπ, k ∈  cotg 50° ⋅ sen 93°
2 II.
π tg181°
D) a = + kπ, k ∈ 
2 cos x ⋅ cossec x  3π 
III. , x ∈  , 2π 
sec x ⋅ cotg x
{
 2 
2x − 1 = 3 senθ
06. (EsPCEx) Pode-se afirmar que o sistema ,x∈ sen x ⋅ tg x π 
x − 2 = cos θ IV. , x ∈ , π
cossec x 2 
R e 0 ≤ θ < 2π,
A) possui apenas um par (x, 0) como solução. Tem-se valor sempre negativo:
A) I e II.
B) possui dois pares ordenados (x, 0) como solução.
B) I e IV.
C) possui três pares ordenados (x, 0) como solução. C) II e III.
D) possui infinitas soluções. D) I e III.
E) não possui solução. E) III e IV.

192

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

12. (EsPCEx) A quantidade de valores inteiros que a pode assumir 17. (EsPCEx) O valor de (cos 165º + sen 155º + cos 145º – sen 25º
para que cos x = (a – 1)2 tenha solução é: + cos 35º + cos 15º) é
A) 1
A) 2. D) 1.
B) 2 1
C) 3 B) – 1. E) .
D) 4 2
C) 0.
E) 5

13. (EsPCEx) Na figura, as circunferências são tangentes entre si e 18. (EsPCEx) A soma de todas as soluções da equação 2 cos3(x) –
1 cos2(x) – 2 cos(x) + 1 = 0, que estão contidas no intervalo [0, 2π],
seus raios estão na razão . Se a reta r passa pelos centros é igual a
3
O e O’ das duas circunferências, e a reta s é tangente a ambas, A) 2π. D) 5π.
então o menor ângulo formado por essas duas retas mede B) 3π. E) 6π.
C) 4π.
s
19. (EsPCEx) Considere o triângulo com ângulos internos x, 45º e
120º. O valor de tg2(x) é igual a
r A) 3 − 2.
o or B) 4 3 − 7.
C) 7 − 4 3.
D) 2 − 3 .
1 E) 2 − 4 3.
A) arc sen .
3
1 20. (EsPCEx) O conjunto solução da inequação 2sen2x – cosx – 1 ≥ 0,
B) arc tg . no intervalo ]0, 2π] é
2
C) 60º  2π 4 π 
A)  ,  .
D) 45º 3 3 
E) 30º  π 5π 
B)  ,  .
3 6 
cos 15° + cos 75° sen15° + sen 75°
14. O valor da expressão + é igual  π 5π 
sen15° cos 15° C)  ,  .
a 3 3 
A) 3 D) 6  π 2π   4 π 5π 
D)  ,  ∪  , 
B) 4 E) 7 3 3   3 3 
C) 5
 π 5π   7π 10π 
E)  ,  ∪  , 
6 6   6 6 
 19π 
15. (EsPCEx) O número de arcos no intervalo 0, cujo valor
 6   1
21. (EsPCEx) Sendo M = arc tg(X), n = arc tg   e P = tg(M – N),
1  x
do cosseno é igual a é
2 o valor de 30P para X = 15 é
224
A) 1 D) 4 A) .
30
B) 2 E) 5
45
C) 3 B) .
6
C) 45.
1 log103 D) 224.
16. (EsPCEx) Seja β = ⋅ . O conjunto solução da
2 log103 − log107 E) 225.
β
 3
desigualdade 3cos(x) ≤   no intervalo [0, 2π) , é igual a 22. Uma empresa exporta certo produto. Estima-se que a
 7
quantidade exportada Q, expressa em toneladas, para cada
 π  πx 
A) 0,  . mês do ano 2011, seja dada pela função Q = 40 + 4sen ,
 3  6 
 π 5π  em que x = 1 representa janeiro de 2011, x = 2 representa
B)  ,  fevereiro de 2011, e assim por diante.
3 3  Em que meses a exportação será de 38 toneladas?
π  (Utilize os valores: 3 = 1,7 e 2 = 1,4)
C)  , 2π 
 3  A) Abril e agosto.
π  B) Maio e setembro.
D)  , 2π C) Junho e outubro.
3 
D) Julho e novembro.
 3π  E) Agosto e dezembro.
E)  , 2π
2 

193

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

23. (EsPCEx) O valor de cos x + sen x, sabendo que 3·sen x + 28. Quando resolvida no intervalo [0, 2π ], o número de quadrantes
4·cos x = 5, é: nos quais a inequação 2cos x < 3 apresenta soluções é
3 6 igual a:
A) D)
5 5 A) 0 D) 3
4 7 B) 1 E) 4
B) E) C) 2
5 5
C) 1
29 Em certo país, uma pequena porcentagem da arrecadação das
loterias destina-se aos esportes.
24. Se f, g: R → R são funções definidas por f(x) = 2 e g(x) = sen x,
x

e se G é a interseção do gráfico de f com o gráfico de g, então O gráfico de setores a seguir representa a distribuição dessa
podemos afirmar corretamente que: verba segundo os dados da tabela seguinte.
A) G possui apenas um número finito de pontos.
B) G possui infinitos pontos e para tais pontos tem-se, Setor Destinação Valor (R$)
obrigatoriamente, x > 0.
C) G possui infinitos pontos e para tais pontos tem-se, 1 Projetos de fomento 3 240 000,00
obrigatoriamente, x < 0.
2 Esporte universitário 4 590 000,00
D) G possui infinitos pontos, quando x pertence ao intervalo
fechado [–2π, 2π]. 3 Esporte escolar 6 750 000,00

1 4 Manutenção do Comitê Olímpico 9 180 000,00


25. (EsPCEx) Dadas as funções reais f(x) = sen(2x) e g( x ) = tal que
2
x ∈ [0, 2π]. Então, o número de interseções entre os gráficos 5 Confederações 30 240 000,00
de f e g é:
Total 54 000 000,00
A) 6 D) 4
B) 2 E) 8
5
C) 1
ê
26. Considere a função real f, de variável real x, definida por
f(x) = 4 cos2 x – 2, para 0 ≤ x ≤ π:
Observe o gráfico da função f.
â
1
y
^
d ^
b
2 4 c^ 2

3
1
Quanto aos ângulos assinalados no diagrama, é verdade que:
π
1 2
1 2 3 x A) < senâ < .
2 2
–1 2 3
B) < cos b < .
2 2
–2 3
C) < tgĉ < 1.
2
Determine os valores de x para os quais f(x) = 1.
2 3
A) S = {0, p} D) S = {p/6, 2p} D) < send < .
B) S = {p/6, p} E) S = {p/6, 11p/6} 2 2
C) S = {p/6, 5p/6} E) 1 < tg ê < 2.

27. Em determinado trecho do oceano, durante um período de 30. O conjunto solução (S) para a inequação 2 · cos2x + cos(2x) > 2,
vinte e quatro horas, um grupo de surfistas observou que em que 0 < x < p, é dado por:
a altura H das ondas, medida em metros, variou de acordo  π 5π 
3  t  A) S = x ∈ (0, π ) | 0 < x < ou <x< π
com a expressão H( t ) = 2 + sen  π ⋅  , na qual t ≥ 0 é o  6 6 
2  12
 π 2π 
tempo, dado em horas. B) S = x ∈ (0, π ) | < x < 
 3 3
A altura das ondas, nesse trecho, não ultrapassou 2,75 m no  π 2π 
horário da(s) C) S = x ∈ (0, π ) | 0 < x < ou < x < π
 3 3 
A) 0 h às 2 h e das 10 h às 24 h.
B) 1 h às 3 h e das 9 h às 23 h.  π 5π 
C) 2 h às 3 h e das 8 h às 20 h. D) S = x ∈ (0, π ) | < x < 
 6 6
D) 3 h às 5 h e das 7 h às 20 h.
E) S = {x ∈ (0, p)}
E) 4 h às 5 h e das 6 h às 20 h.

194

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

05. A menor solução positiva da equação sen 9x + sen 5x + 2 sen2x = 1 é:


Aula 21:

π
A)
Aula 4
Trigonometria

21 B)
84
π
C)
42
Exercícios π
D)
84
π
E)
01. O conjunto de soluções da equação sen 2x = cos x pertencentes 294
ao intervalo [0, 2π] é:
A) {arc tg (0,5)} 06. O conjunto das soluções da inequação cos4x – 4 cos3x + 6 cos2x –
B) {arc tg (0,5), π + arc tg (0,5)} – 4 cosx + 1 ≤ 0 é:
C)
π 5π
,
6 6 { } A) ∅
B) ℜ

{ }
C) {2kπ | k ∈ Z}
π π 5π 3π
D) , , , D) {kπ | k ∈ Z}
6 2 6 2 E) {(2k + 1)π | k ∈ Z}
E) { }
07. Determine os valores de x que satisfazem a equação:
02. Admitindo-se que o polinômio P(y) = y5 – (tg u)2y3 + (tg u)y arcsen ( x 3 ) = arcsen 2x – arcsen x.
+ sec2u – tg2 u é divisível pelo polinômio Q(y) = y + cotg2u – A) x = 0
π B) x = ± 1
cosec2u, onde < u < π, podemos assegurar que:
2 C) x = 0, x = ± 1
D) x = 0, x = ± 3
A) tg u é um número, irracional negativo;
1
B) cossec u = – sec u; E) x = 0, x = ±
2

C) u = ;
3 08. Seja BC = CD no quadrilátero ABCD, mostrado na figura a
D) tg u é um número, tal que –1 < tg u < 0; seguir. Então podemos garantir que:
E) N.D.R.A. B
m−n
03. Sabendo-se que sen x = , n > 0 e m > 0, podemos afirmar β
m+n
 π x C
que tg  +  é igual a: α
 4 2
A γ
n n δ
A) ± D) ±
m m D
m
B) ± E) N.D.R.A. sen γ sen α
n A) =
sen δ sen β
 n
C) ± 1 −  B) γβ = αδ
 m
C) tg a ⋅ tg β · tg γ · tg δ
2
D) BC = AD ⋅ AB
04. Considere um triângulo ABC cujos ângulos internos Aˆ , Bˆ e Cˆ
E) N.D.R.A.
Bˆ + Cˆ
verificam a relação sen Aˆ = tg . Então podemos afirmar
que: 2 09. Seja ABCD um quadrilátero convexo inscrito em uma circunferência.
A) Com os dados do problema, não podemos determinar  Sabe-se que
nem B̂ e nem Cˆ . 9
Aˆ = 2Cˆ , Bˆ > Dˆ e tg Bˆ ⋅ tg Dˆ + sen Aˆ ⋅ sen Cˆ = − .
B) Um desses ângulos é reto. 4
π 5π
C) Aˆ = e Bˆ + Cˆ = Neste caso, os valores Aˆ , Bˆ , Cˆ , Dˆ são, respectivamente.
6 6
ˆ π ˆ π ˆ 5π A) 150°, 45° , 75°, 30°
D) A = e B = e C =
6 6 12 B) 90°, 120° , 45°, 60°
C) 120°, 150° , 60°, 30°
E) n.d.a.
D) 120°, 120° , 60°, 60°
E) N.D.R.A.

195

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

10. Sejam A, B e C os comprimentos dos lados de um triângulo, π


e a, b e c os valores dos ângulos opostos. Se é dado que 15. Seja x um número real, 0 < x < , tal que a sequência (tan x,
2
B+ C C+ A A +B
= = , qual das relações a seguir é verdadeira? sec x , 2) é uma progressão aritmética(PA).Então, a razão dessa
11 12 13 PA é igual a
sin a sin b sin c sin a sin b sin c 4
A) = = D) = = A) 1 C) .
10 12 14 14 12 10 3
sin a sin b sin c sin a sin b sin c 5 1
B) = = E) = = B) . D) .
12 14 10 14 10 12 4 3
sin a sin b sin c
C) = =
10 14 12

11. Sejam k e θ números reais tais que sen θ e cos θ são soluções
Aula 22:

da equação quadrática 2x2 + x + k = 0. Então k é um número Aula


A) irracional. Geometria Espacial
B) racional não inteiro. 22
C) inteiro positivo.
D) inteiro negativo.

12. Seja x um número real tal que sen x + cos x = 0,2. Logo, Exercícios
| sen x – cos x | é igual a
A) 0,5
B) 0,8
C) 1,1 01. Cortando-se uma pirâmide regular de altura h, com um plano
D) 1,4 paralelo à base, resulta uma segunda pirâmide. Se a razão entre
as áreas das superfícies laterais das pirâmides (menor/maior)
13. Considere que o quadrado ABCD, representado na figura a seguir, for r, a que distância do vértice deve passar o plano?
tem lados de comprimento de 1 cm, e que C é o ponto médio A) h2r
do segmento AE. Consequentemente, a distância entre os B) h r
pontos D e E será igual a C) r h
E r
D)
h
E) hr

D C 02. Cortando-se um determinado prisma triangular reto, por um


plano α que forma um ângulo de 45° com o plano da base
ABC observamos que a reta r, interseção de α com o plano
da base, dista 7 cm de A, 5 cm de B e 2 cm de C. Se a área da
base for 21 cm2, o volume do tronco de prisma compreendido
entre a base ABC e o plano α será:
A B A) 105 cm3
B) 294 cm3
A) 3 cm. C) 98 cm3
B) 2 cm D) 98 2 cm3
C) 5 cm. 98
E) cm3
2
D) 6 cm.

14. Considere o triângulo retângulo ABD exibido na figura a seguir, 03. Seja B‘C‘ a projeção do diâmetro BC de um círculo de raio r
em que AB = 2 cm, BC = 1 cm e CD = 5 cm. Então, o ângulo θ sobre a reta tangente t por um ponto M deste círculo. Seja 2k a
é igual a razão da área lateral do tronco do cone gerado pela rotação do
trapézio BCC’B’ ao redor da reta tangente t e a área do círculo
A dado. Qual é o valor de k, para que a medida do segmento
θ MB’ seja igual a metade do raio r?
A) 3
3
B)
2
B C D C) 2
1
D)
A) 15° 2
C) 45° E) 4
B) 30°
D) 60°

196

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

04. Um octaedro regular está inscrito num cubo, que está inscrito 08. O ângulo da geratriz com o eixo de um cone de revolução
numa esfera, e que está inscrita num tetraedro regular. Se o mede 30º. Se S é a área de sua secção reta a uma distância h
comprimento da aresta do tetraedro é 1, qual é o comprimento do vétice, qual a relação entre S e h?
A) S = πh
2
da aresta do octaedro?
2 2
A)
27 B) S = 3π h2
2
3
B) πh2
4 C) S =
3
2
C) 2π 2
4 D) S = h
3
1
D) E) N.D.R.A.
6
1 09. As dimensões de um paralelepípedo retângulo são proporcionais
E)
12 aos números loget, loget2 e loget3 e a área total é 792 cm2.
Sabendo-se que a soma das dimensões vale 12 vezes a razão
de proporcionalidade, quais são os valores destas dimensões?
05. Um poliedro convexo tem exatamente 6 vértices e exatamente
A) 6; 12 e 18
12 arestas. B) 5; 10 e 15
C) 2; 3 e 4
Considere as afirmativas: D) 2; 4 e 8
I. O número de faces é igual a 8; E) N.D.R.A.
II. O número de faces quadrangulares é igual ao número de
faces triangulares; 10. A figura indica um paralelepípedo reto-retângulo de dimensões
III. Todas as faces do poliedro são triangulares; 2 × 2 × 7 , sendo A, B, C e D quatro de seus vértices.
IV. Todas as faces do poliedro são quadrangulares.
A

Assinale a alternativa correta.


A) Somente a afirmativa I é correta. 7
B) Somente as afirmativas I e II são corretas.
C) Somente as afirmativas I e III são corretas.
D) Somente as afirmativas I e IV são corretas. D B
E) Todas as afirmativas estão erradas.
2
06. Consideremos uma esfera de raio r = 1 cm e um ponto P fora 2 C
desta esfera. Sabemos que a distância deste ponto P à superfície
da esfera mede 2 cm. Qual é a razão K entre a área da superfície A distância de B até o plano que contém A, D e C, é igual a
da esfera e a da calota visível do ponto P? 11
A) K = 1 A) D) 13
4 2
B) K = 2
14
C) K = 3 B) E) 3 7
5 4 2
D) K =
2 11
C)
E) N.D.R.A. 2
11. Considere um paralelepípedo retângulo, cujas arestas têm
07. As medidas dos catetos de um triângulo retângulo são (sen x) comprimento 6 cm, 8 cm e 10 cm, e um triângulo cujos vértices
cm e (cos x) cm. Um estudante calculou o volume do sólido são os centros (intersecção das diagonais) de três faces de
gerado pela rotação deste triângulo em torno da hipotenusa, dimensões distintas, como ilustra a figura a seguir.
e obteve como resultado π cm3. Considerando este resultado
como certo, podemos afirmar que:
π
A) x =
6
π
B)
3
π
C) x =
4
O perímetro P desse triângulo é tal que
π
D) x = A) P < 14 cm
5 B) 14 cm < P < 16 cm
E) N.D.R.A. C) 16 cm < P < 18 cm
D) P > 18 cm

197

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

12. Um paralelepípedo retângulo tem faces de áreas 2 cm2, 3 cm2 02. Se colocarmos em ordem crescente todos os números de 5
e 4 cm2. O volume desse paralelepípedo é igual a algarismos distintos obtidos com 1, 3, 4, 6 e 7, a posição do
A) 2 3 cm3. número 61473 é:
B) 2 6 cm3. A) 76º
C) 24 cm3 B) 78º
D) 12 cm3 C) 80º
D) 82º
E) 84º
13. Um cilindro circular reto, cuja altura é igual ao diâmetro da
base, está inscrito numa esfera. A razão entre os volumes da
esfera e do cilindro é igual a 03. Uma escola oferece 5 diferentes classes de línguas, 4 diferentes
classes de ciências e 3 diferentes classes de matemática.
4 2
A) . De quantas maneiras é possível escolher 2 classes, não ambas
3 do mesmo assunto?
4 A) 64
B) .
3 B) 50
3 2 C) 21
C) . D) 36
4
D) 2.
04. Um novo tipo de cadeado com dez
botões está sendo comercializado, onde 1 6
14. Um cilindro circular reto, com raio da base e altura iguais a R, 2
para abri-lo devemos pressionar – em
tem a mesma área de superfície total que uma esfera de raio
qualquer ordem – cinco botões corretos. 3
A) 2R
O exemplo a seguir mostra um cadeado 9
B) 3R com a combinação {1, 2, 3, 6, 9}.
C) 2R
D) R
Supondo que novos cadeados sejam criados de modo que suas
15. Considere um cilindro circular reto. Se o raio da base for combinações incluam desde um até nove botões pressionados,
reduzido pela metade e a altura for duplicada, o volume do o número de combinações adicionais que isto permite é:
cilindro A) 710
A) é reduzido em 50%. B) 730
B) aumenta em 50%. C) 750
C) permanece o mesmo. D) 770
D) é reduzido em 25%. E) 790

05. Reduzidos os termos semelhantes, quantos termos existem no


Aula 23:
desenvolvimento de (a + b + c + d + e)17 ?
A) C21,5
Aula B) C17,5
Análise combinatória C) C12,5
23 D) 2·C21,5
E) 2·C17,5

06. Quantos são os anagramas da palavra “ESCOLA” nos quais


Exercícios nenhuma letra ocupa o seu lugar primitivo?
A) 719
B) 265
C) 197
 n D) 100
01. Considere que   significa a combinação de n elementos
 p E) 249
  n 
tomados p a p. Assim,   2  é idêntico a:
 2  07. Uma aranha tem uma meia e um sapato para cada um de
seus oito pés. De quantas maneiras diferentes a aranha pode
 n
A)   se calçar admitindo que a meia tem que ser colocada antes do
 2
sapato? (Considere que as meias e os sapatos são iguais entre si)
 n A) (8!)2
B) 2  
 3 16!
B)
 n 2
C) 3  
 4 16!
C)
 n + 1 8!
D) 2 
 3  16!
D) 8
2
 n + 1
E) 3 
 4  (8!)2
E)
2

198

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

08. Um número inteiro não negativo é dito palíndromo se ele lido Nessas condições, o número de maneiras distintas de dispor os
da esquerda para a direita é igual quando lido da direita para nove passageiros no lotação é igual a
a esquerda. Por exemplo 121, 0, 2002 e 4 são palíndromos. A) 928
O número de palíndromos que são menores que 1.000.000 é: B) 1152
A) 900 D) 1999 C) 1828
B) 1991 D) 2412
C) 1993 E) 3456

E) 2220 14. Em uma classe de 9 alunos, todos se dão bem, com exceção
de Andréia, que vive brigando com Manoel e Alberto.
09. Quantos quadrados perfeitos são divisores do produto 1! · 2!
· 3! ... 9!? Nessa classe, será constituída uma comissão de cinco alunos,
A) 504 com a exigência de que cada membro se relacione bem com
B) 672 todos os outros.
Quantas comissões podem ser formadas?
C) 864
A) 71
D) 936
B) 75
E) 1008
C) 80
D) 83
10. Cinco amigos, Arnaldo, Bernaldo, Cernaldo, Dernaldo e E) 87
Ernaldo, devem formar uma fila com outras 30 pessoas. De
quantas maneiras podemos formar esta fila de modo que 15. Em uma certa comunidade, dois homens sempre se
Arnaldo fique na frente de seus 4 amigos? (Obs: Os amigos cumprimentam (na chegada) com um aperto de mão e se
não precisam ficar em posições consecutivas) despedem (na saída) com outro aperto de mão. Um homem e
A) 35! uma mulher se cumprimentam com um aperto de mão, mas
35! se despedem com um aceno. Duas mulheres só trocam acenos,
B)
5! tanto para se cumprimentarem quanto para se despedirem.
35! Em uma comemoração, na qual 37 pessoas almoçaram juntas,
C)
5 todos se cumprimentaram e se despediram na forma descrita
acima. Quantos dos presentes eram mulheres, sabendo que
 35 
D)   5! foram trocados 720 apertos de mão?
 5
A) 16
E) eπ 163 B) 17
C) 18
11. Vinte times de futebol disputam a Série A do Campeonato D) 19
E) 20
Brasileiro, sendo seis deles paulistas. Cada time joga duas vezes
contra cada um dos seus adversários. A porcentagem de jogos
nos quais os dois oponentes são paulistas é Aula 24 E 25:

A) menor que 7%. Aulas


B) maior que 7%, mas menor que 10%. Probabilidade I
C) maior que 10%, mas menor que 13%. 24 e 25
D) maior que 13%, mas menor que 16%.
E) maior que 16%.

12. Maria deve criar uma senha de 4 dígitos para sua conta bancária. Exercícios
Nessa senha, somente os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 podem ser
usados e um mesmo algarismo pode aparecer mais de uma vez.
Contudo, supersticiosa, Maria não quer que sua senha contenha 01. Dentro de uma caixa há nove etiquetas. Cada etiqueta recebe
o número 13, isto é, o algarismo 1 seguido imediatamente pelo um número de 01 a 09, sem repetir nenhum. Retira-se três
algarismo 3. De quantas maneiras distintas Maria pode escolher delas, uma a uma, sem reposição. A probabilidade de que os
sua senha? três números correspondentes às etiquetas retiradas sejam,
A) 551 nesta ordem, ÍMPAR – PAR – ÍMPAR ou PAR – ÍMPAR – PAR é
B) 552 de
C) 553 1
A)
D) 554 28
E) 555 5
B)
18
13. Um lotação possui três bancos para passageiros, cada um com
20
três lugares, e deve transportar os três membros da família C)
81
Sousa, o casal Lúcia e Mauro e mais quatro pessoas. Além disso,
1. a família Sousa quer ocupar um mesmo banco; 5
D)
2. Lúcia e Mauro querem sentar-se lado a lado. 36

199

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

02. Numa caixa existem 6 canetas pretas, 4 azuis e 3 vermelhas. 07. Marcelo Augusto tem cinco filhos: Primus, Secundus, Tertius,
Se 3 canetas são retiradas ao acaso, e sem reposição, a Quartus e Quintus. Ele sorteará, entre seus cinco filhos,
probabilidade de que pelo menos duas tenham cores distintas é: três entradas para a peça Júlio César, de Sheakespeare.
261 A probabilidade de que Primus e Secundus, ambos, estejam
A) entre os sorteados, ou que Tertius e Quintus, ambos estejam
286
entre os sorteados, ou que sejam sorteados Secundus, Tertius
1 e Quartus, é igual a
B)
9 A) 0,500 D) 0,072
C8,3 B) 0,375 E) 1,000
C) C) 0,700
C13,3
C8,3 08. Para disputar a final de torneio internacional de natação,
D) 1 − classificaram-se 8 atletas: 3 norte-americanos, 1 australiano,
C13,3
1 japonês, 1 francês e 2 brasileiros. Considerando que todos
os atletas classificados são ótimos e têm iguais condições
03. Em uma cidade, 10% das pessoas possuem carro importado. de receber uma medalha (de ouro, prata ou bronze), a
Dez pessoas dessa cidade são selecionadas, ao acaso e com probabilidade de que pelo menos um brasileiro esteja entre os
reposição. A probabilidade de que exatamente 7 das pessoas três primeiros colocados é igual a:
selecionadas possuam carro importado é: 5 9
A) D)
A) (0,1)7(0,9)3 14 14
B) (0,1)3(0,9)7 3 5
C) 120 (0,1)7(0,9)3 B) E)
7 7
D) 120 (0,1) (0,9)7
E) 120 (0,1)7(0,9) 4
C)
7
04. Para disputar a final de um torneio internacional de natação, 09. Uma clínica especializada trata apenas de três tipos de doentes:
classificaram-se 8 atletas: 3 norte-americanos, 1 australiano, dos que sofrem de problemas cardíacos, dos que tem cálculo
1 japonês, 1 frânces e 2 brasileiros. Considerando que todos renal e dos hipertensos. Temos que 50% dos pacientes que
os atletas classificados são ótimos e têm iguais condições procuram a clínica são cardíacos. 40% são portadores de cálculo
de receber uma medalha (de ouro, prata ou bronze), a renal e apenas 10% são hipertensos. Os problemas cardíacos
probabilidade de que pelo menos um brasileiro esteja entre os são curados em 80% das vezes, os problemas de cálculo renal
três primeiros colocados é igual a: em 90% das vezes e os hipertensos em 95% das vezes. Um
5 9 enfermo saiu curado da clínica. Qual a probabilidade de ele
A) D) sofresse de cálculo renal?
4 14
A) 43,1% D) 44,1%
3 5 B) 42,1% E) 46,1%
B) E)
7 7 C) 45,1%
4 10. Um casal pretende ter quatro filhos. A probabilidade de
C)
7 nascerem dois meninos e duas meninas é:
05. Em um instituto de pesquisa trabalham, entre outros 3 8
A) D)
funcionários, 3 físicos, 6 biólogos e 2 matemáticos. Deseja-se 8 6
formar uma equipe com 4 desses 11 estudiosos, para realizar 1 8
B) E)
uma pesquisa. Se essa equipe for composta escolhendo-se os 2 3
pesquisadores de forma aleatória, a probabilidade de todos 6
os físicos serem escolhidos é um número cujo valor está C)
8
compreendido entre
A) 0,00 e 0,01 D) 0,03 e 0,04
11. Uma seta aponta para a posição zero no instante inicial.
B) 0,01 e 0,02 E) 0,04 e 0,05 A cada rodada, ela poderá ficar no mesmo lugar ou mover-se
C) 0,02 e 0,03 uma unidade para a direita ou mover-se uma unidade para
a esquerda, cada uma dessas três possibilidades com igual
06. Na copa do Mundo 2010 da FIFA, o Brasil ficou no Grupo G probabilidade.
junto com as seleções da Coreia do Norte, da Costa do Marfim
e de Portugal. Analisando os resultados de jogos anteriores
entre Brasil e Portugal, um torcedor concluiu que a chance do
Brasil ganhar é 3 vezes a chance de perder, e que a chance de
empatar é metade da chance de o Brasil perder. Para aquele –5 –4 –3 –2 –1 0 +1 +2 +3 +4 +5

torcedor, a probabilidade de o Brasil perder um jogo contra


Portugal é Qual é a probabilidade de que, após 5 rodadas, a seta volte à
1 4 posição inicial?
A) D) 1 51
9 9 A) D)
9 125
2 5
B) E) 17 125
9 9 B) E)
3 81 243
C) 1
9 C)
3

200

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

12. Em uma urna, há bolas amarelas, brancas e vermelhas. Sabe-se 16. Os ângulos θ1, θ2, θ3, ..., θ100 são os termos de uma progressão
que: π
aritmética na qual θ11 + θ26 + θ75 + θ90 = . O valor de
I. A probabilidade de retirar uma bola vermelha dessa urna é
( )
4
sen ∑ i=1 θi é:
100
o dobro da probabilidade de retirar uma bola amarela;
II. Se forem retiradas 4 bolas amarelas dessa urna, a
1 2
probabilidade de retirar uma bola vermelha passa a ser .; A) –1 D)
2 2
III. Se forem retiradas 12 bolas vermelhas dessa urna, a 2
1 B) − E) 1
probabilidade de retirar uma bola branca passa a ser . 2
2 C) 0
A quantidade de bolas brancas na urna é
A) 8
B) 10 17. Os volumes de um tronco de cone, de uma esfera de raio 5 cm
C) 12 e de um cilindro de altura 11 cm formam nessa ordem uma
D) 14 progressão aritmética. O tronco de cone é obtido por rotação
E) 16 de um trapézio retângulo, de altura 4 cm e bases medindo
5 cm e 9 cm, em torno de uma reta passando pelo lado de
13. Cláudia, Paulo, Rodrigo e Ana brincam entre si de amigo-secreto menor medida. Então, o raio da base do cilindro é, em cm
(ou amigo-oculto). Cada nome é escrito em um pedaço de igual a
papel, que é colocado em uma urna, e cada participante retira
A) 2 2 D) 2 5
um deles ao acaso.
B) 2 3 E) 2 6
A probabilidade de que nenhum participante retire seu próprio
C) 4
nome é
1
A) 18. Seja γ a circunferência de equação x2 + y2 = 4. Se r e s são duas
4 retas que se interceptam no ponto P = (1,3) e são tangentes a
7 γ então o cosseno do ângulo entre r e s é igual a
B)
24 1 2
1 A) D)
C) 5 2
3
7 2 6
3 B) E) .
D) 7 5
8
5 1
E) C)
12 2
19. Considere as seguintes afirmações:
14. Em um experimento probabilístico, Joana retirará aleatoriamente 1 1 1 1
2 bolas de uma caixa contendo bolas azuis e bolas vermelhas. I. se n é um número natural, então + +…+ ≥ .
n +1 n + 2 2n 2
Ao montar-se o experimento, colocam-se 6 bolas azuis na caixa.
1 1
Quantas bolas vermelhas devem ser acrescentadas para que a II. se x é um número real e x3 + x+ 1 = 0, então x 2 + + = 0.
1 x x6
probabilidade de Joana obter 2 azuis seja ?
3 III. se a, b e c são números reais positivos que formam,
A) 2
nessa ordem, uma progressão aritmética, então
B) 4
1 1 1
C) 6 , , formam, nessa ordem, uma
D) 8 b+ c c+ a a+ b
E) 10 progressão aritmética.
15. De um baralho de 28 cartas, sete de cada naipe, Luís recebe
É(são) verdadeira(s)
cinco cartas: duas de ouros, uma de espadas, uma de copas e
A) apenas I.
uma de paus. Ele mantém consigo as duas cartas de ouros e
B) apenas I e II.
troca as demais por três cartas escolhidas ao acaso dentre as
C) apenas I e III.
23 cartas que tinham ficado no baralho. A probabilidade de,
D) apenas II e III.
ao final, Luís conseguir cinco cartas de ouros é:
E) todas.
1
A)
130
20. Considere um retângulo ABCD em que o comprimento do lado
1 AB é o dobro do comprimento do lado BC. Sejam M o ponto
B)
420 médio de BC e N o ponto médio de CM. A tangente do ângulo
10 MÂN é igual a
C) 1 2
1771 A) . B) .
35 35
25
D) 4 8
7117 C) . D) .
35 35
52 16
E) E) .
8117 35

201

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática II

 π π 26. Sobre duas retas paralelas r e s são tomados 13 pontos, m


21. Seja f : [−1, 1] →  − ,  a função definida por f(x) = arcsen(x). pontos em r e n pontos em s, sendo m > n. Com os pontos são
 2 2
formados todos os triângulos e quadriláteros convexos possíveis.
4
 2π 
Então, a soma ∑ f  cos 3n  é igual a Sabe-se que o quociente entre o número de quadriláteros e o
n= 0 15
número de triângulos é . Então, os valores de n e m são,
253 11
A) π. respectivamente,
162
A) 2 e 11
245 B) 3 e 10
B) π.
162 C) 4 e 9
152 D) 5 e 8
C) − π.
81 E) 6 e 7
82
D) − π. 27. Sejam a e b números inteiros positivos. Se a e b são, nessa
81 ordem, termos consecutivos de uma progressão geométrica
12
79 1  b 
E) − π. de razão e o termo independente de  ax −
162   é igual a
2 x
7.920, então a + b é
22. Uma progressão aritmética (a1, a2, ..., an) satisfaz a propriedade: A) 2
para cada n ∈ N a soma da progressão é igual a 2n2 + 5n. B) 3
 a1 a2 a3  C) 4
Nessas condições, o determinante da matriz  a4 a5 a6  é D) 5
A) –96 a + 2 a a  E) 6
 7 8 9
B) –85
C) 63 28. Os lados de um triângulo de vértices A, B e C medem AB = 3 cm,
D) 99 BC = 7 cm e CA = 8 cm. A circunferência inscrita no triângulo
E) 115 tangencia o lado AB no ponto N e o lado CA no ponto K.
Então, o comprimento do segmento NK, em cm, é
23. Sejam x1, x2, x3 e x4 os quatro primeiros termos de uma P.A. A) 2
com x1 = x e razão r, com x, r ∈ R. O determinante de
B) 2 2
 x1 x1 x1 x 1  C) 3
 x1 x 2 x 2 x 2 
x x x x  é D) 2 3
 1 2 3 3

 x1 x 2 x 3 x 4  E) 7
2
A) 0
B) x4 · r tg3x − 3tgx
29. Com relação à equação + 1 = 0, podemos afirmar
C) x4 · r3 1 − 3tg2x
D) x · r4 que
E) x · r3  π π
A) no intervalo  − ,  soma das soluções é igual a 0.
 2 2
24. Um prisma retangular reto possui três arestas que formam uma
progressão geométrica de razão 2. Sua área total é de 28 cm2.  π π
B) no intervalo  − ,  a soma das soluções é maior que 0.
Calcule o valor da diagonal do referido prisma.  2 2
A) 17 cm
C) a equação admite apenas uma solução real.
B) 19 cm
D) existe uma única solução no intervalo 0, π  .
C) 21 cm  2
 
D) 2 7 cm
 π 
E) 29 cm E) existem duas soluções no intervalo  − , 0 .
 2 
25. As raízes do polinômio 1 + z + z2 + z3 + z4 + z5 + z6 + z7, quando
representadas no plano complexo, formam os vértices de um 30. Sejam uma progressão aritmética (a1, a2, a3, a4, ...) e uma
polígono convexo cuja área é progressão geométrica (b1, b2, b3, b4, ...) de termos inteiros,
2 −1 de razão r e razão q, respectivamente, onde r e q são inteiros
A) . positivos, com q > 2 e b1 > 0. Sabe-se, também, que a1 + b2 + =
2
2 +1 3, a4 + b3 = 26. O valor de b1 é:
B) . A) 1
2
B) 2
C) 2.
C) 3
3 2 +1 D) 4
D) .
2 E) 5
E) 3 2.

202

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Aula 01:
Diagrama de Venn
Aula O matemático inglês John Venn (1834-1932) adotou
Conjuntos uma maneira de representar conjuntos que muito nos ajuda na
01 visualização das operações.
Os elementos do conjunto A são representados por pontos
da região interior de uma linha fechada.

e b
Introdução a
o
A teoria dos conjuntos é um ramo da Matemática criado i
por Georg Cantor, um notável matemático que nasceu na Rússia A
u
(1845-1918). Aos 11 anos transferiu-se para Frankfurt, na
Alemanha, onde viveu até sua morte. Verificando as relações de pertinência no diagrama anterior,
Tendo estudado Filosofia, Física e Matemática, Cantor, ainda temos: a ∈ A, b ∉ A, i ∈ A.
jovem, por volta dos 27 anos, interessou-se por um assunto muito
discutido na época: o infinito.
Trabalhando com conjuntos infinitos, Cantor mostrou, Número de elementos de um conjunto A : n(A)
entre outras coisas, que o conjunto dos números reais tem “mais”
elementos que o dos racionais. Com isso, os resultados levaram-no A = {x | x é dia da semana} → n(A) = 7
a estabelecer um novo ramo da Matemática chamado Teoria dos
Conjuntos. Lembre-se:
Conjunto unitário
Conjunto A = {x | x é dia da semana que começa com a letra D}
Um conjunto é um conceito fundamental em todos os A = {domingo} ⇒ n(A) = 1
ramos da Matemática. Intuitivamente, um conjunto é um sinônimo
de agrupamento, coleção, classe, lista, objetos ou coisas que Conjunto vazio
constituem conjunto. A = {x | x é dia da semana que começa com a letra M}
A = { } ou A = ∅ ⇒ n(A) = 0
Principais símbolos lógicos
 (tal que) ∈ (pertence) Observação:
A = { } = ∅ ≠ {∅}
∩ (interseção) ∉ (não pertence)
∪ (união) ⊃ (contém)
∀ (qualquer que sejA) ⊃
/ (não contém) Conjuntos finito e infinito
∃| (existe um único) ⊂ (contido) A = {2, 3, 4} ⇒ n(A) = 3 ⇒ A é finito.
B = {2, 3, 4, ...} ⇒ B é infinito.
⇒ (implicar) ⊄ (não está contido)
⇔ (equivalente) ∃ (existe ao menos um) Conjuntos iguais
∧ (e) ∃ (não existe) A = {1, 2, 3}, B = {1, 2, 2, 3, 3} e
∨ (ou) = (igual) C = { x | x ∈ N e 1 ≤ x ≤ 3}
> (maior que) ≠ (diferente) A=B=C

< (menor que) (aproximadamente)
Conjuntos disjuntos
Dois conjuntos, A e B, não vazios, são disjuntos se não
Representação dos conjuntos possuem elementos comuns.
Podemos descrever um conjunto basicamente de três
maneiras: enumerando, um a um, seus elementos entre chaves
(forma explícita); mediante uma propriedade característica de
todos os seus elementos (forma implícita); ou através do diagrama A B
de Venn (uma linha fechada simples, não entrelaçada). Veja como
ficariam as três representações do conjunto A formado pelas vogais
do nosso alfabeto. U

Forma explícita (enumeração de seus elementos): Veja: A ∩ B = ∅


A = {a, e, i, o, u}
Pertinência e inclusão
Forma implícita (mediante uma propriedade dos
• De elemento para conjunto.
elementos): ∈ e ∉
A = {x | x é vogal do alfabeto português} (pertence) (não pertence)

203

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

• De subconjunto para conjunto. Há, portanto, 8 subconjuntos. Analisando o que acontece


⊂ e ⊄ com os elementos, em relação aos subconjuntos, podemos dizer
(contido) (não contido) que cada um deles aparece ou não, em um dado subconjunto.
Então, para o elemento a, temos duas possibilidades quanto à sua
• De conjunto para subconjunto.
presença em um subconjunto (aparecer ou não aparecer). O mesmo
⊃ e ⊃/
acontece com os elementos b e c. Portanto, segundo o P.F.C.,
(contém) (não contém)
ou princípio multiplicativo da análise combinatória, temos:
A é subconjunto de B. _____ ⋅ _____ ⋅ _____
123

A ⊂ B, lê-se: A está contido em B. Total = 2 · 2 · 2


A é parte de B. Total = 8 subconjuntos de
A = {a, b, c}
Exemplo: Sendo A = {1, {1}, 2, 3}. 2 2 2
De acordo com as afirmações:
Exemplo 2:
I. 1 ∈ A (verdadeiro)
II. {1} ∈ A (verdadeiro) Quantos subconjuntos possui um conjunto A com
n elementos?
III. {1} ⊂ A (verdadeiro)
IV. ∅ ∈ A (falso) Solução: Pelo que foi explicado no exemplo anterior, cada
V. ∅ ⊂ A (verdadeiro) elemento de A apresenta duas possibilidades (pode ou não estar
presente em um determinado subconjunto de A). Como A possui
VI. 2 ⊂ A (falso) n elementos, temos:
VII. 2 ∈ A (verdadeiro)
nº de subconjuntos = _____ · _____ · _____ ·...· _____
VIII. {2} ⊂ A (verdadeiro)

Número de subconjuntos 2 2 2 2
Um conjunto A é subconjunto de um conjunto B se, e 144444424444443
somente se, todo elemento de A pertence também a B. n fatores
Com a notação A ⊂ B, indicamos que “A é subconjunto de
B” ou “A é parte de B” ou “A está contido em B”. nº de subconjuntos = 2n
A negação de A ⊂ B é indicada por A ⊄ B, que se lê
A não está contido em B ou B não contém A. Exemplo 3:
Simbolicamente, A ⊂ B ⇔ (∀x)(x ∈ A → x ∈ B).
Quantos subconjuntos, com exatamente 3 elementos, possui
B o conjunto A = {1, 2, 3, 4, 5}?

A Solução:
Os subconjuntos A1 = {1, 2, 3} e A2 = {3, 1, 2} são iguais,
devendo, portanto, serem contados apenas uma vez. Assim,
Exemplos: o número de subconjuntos de A com três elementos é igual ao
número de combinações simples de 5 elementos, tomados 3 a 3,
• {1, 2} ⊂ {1, 2, 3, 4}
 5 5! 5 ⋅ 4 ⋅ 3!
• {5} ⊂ {5,6} isto é: C5,3 =   = = = 10 (nº de subconjuntos de
 3 3!(5 − 3)! 3!⋅ 2 ⋅ 1
• {1, 2, 3} ⊄ {4, 5, 6}
• {1, 4, 5} ⊄ {4, 5, 6} A com apenas 3 elementos).

Lembrete:
Nota:
I. O conjunto vazio está contido em qualquer conjunto A, isto é, n!
∅ ⊂ A, ∀A; Cn, p = , em que n ≥ p
(n − p)!p!
II. Qualquer conjunto é subconjunto de si mesmo, isto é,
A ⊂ A, ∀A;
III. Chama-se subconjunto próprio de um conjunto A qualquer Exemplo 4:
subconjunto B de A que é diferente de A. Quantos subconjuntos, com exatamente 2 elementos,
Simbolicamente: B ⊂ A e B ≠ A. possui o conjunto A = {1, 2, 3, 4}?

Solução:
Exemplo 1: De acordo com o problema anterior, temos:
Quantos subconjuntos possui o conjunto A = {a, b, c}? 4! 4 ⋅ 3 ⋅ 2!
C4 ,2 = ⇔ C4 ,2 = ⇔ C4 ,2 = 6 (nº de subconjuntos de A
( 4 − 2)!2! 2 ⋅ 1 ⋅ 2!
Solução:
com apenas 2 elementos).
Vamos escrever todos os subconjuntos de A:
Lembrete:
∅ ; {a}; {b}; {c}; {a, b}; {a, c}; {b, c}; {a, b, c}.

204

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

No triângulo de Pascal, Graficamente:


Caso 1:
( 0
0 ) 1

( 1
0 )( )
1
1 1 1

( 2
0 )( )( )
2
1
2
2 1 2 1 A B
( 3
0 )( )( )( )
3
1
3
2
3
3 ou 1 3 3 1 U

( 4
0 ) ( )( )( )( )
4
1
4
2
4
3
4
4 1 4 6 4 1 Caso 2:

( 5
0 )( )( )( )( )( )
5
1
5
2
5
3
5
4
5
5 1 5 10 10 5 1

A B
temos a seguinte propriedade (propriedade das linhas):
U
 n  n  n  n
 0 +  1 +  2 + ... +  n = 2
n
Caso 3:

ou A
B A∪B=A

Cn,0 + Cn,1 + Cn,2 + ... + Cn,n = 2n.


U

Veja:
Propriedades da união:
O conjunto A = {1, 2, 3, ... , n}, por um lado, tem 2n
subconjuntos (veja exemplo 2 anterior). Já, por outro lado, o conjunto 1. A ∪ A = A
A apresenta: 2. A ∪ U = U
3. A ∪ ∅ = A
• O número de subconjuntos de nenhum elemento: Cn, 0; 4. A ∪ B = B ∪ A (comutativa)

• O número de subconjuntos de um elemento: Cn, 1;


Interseção
• O número de subconjuntos de dois elementos: Cn, 2. Definição
.....................................................................................
A interseção de dois conjuntos A e B é o conjunto formado
O número de subconjuntos de n elementos: Cn, n. pelos elementos comuns aos conjuntos A e B.

Matematicamente:
Portanto, o número total de subconjuntos de A será:
A ∩ B = {x | x ∈ A e x ∈ B}
Cn,0 + Cn,1 + Cn,2 + . . . + Cn,n = 2n.
Graficamente:
Caso 1:
Com isso: Caso 1:

A B
no de subconjuntos = 2n
A B
U
U

Operação com Conjuntos Caso 2:


Caso 2:

União A B A∩B=∅
A B A∩B=∅
A união de dois conjuntos A e B é o conjunto formado U
por todos os elementos que pertencem a A ou B. (Elementos que U
pertencem a pelo menos um dos conjuntos.)
Caso 3:
Caso 3:
Matematicamente:
A
A A∩B=B
B
A ∪ B = {x | x ∈ A ou x ∈ B} A∩B=B
B U
U

205

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Propriedades da interseção: Caso 2:


1. A ∩ A = A
2. A ∩ U = A
3. A ∩ ∅ = ∅ A B A–B=A
4. A ∩ B = B ∩ A (comutativa)
U

Número de elementos da união Caso 3: Conjunto complementar (é o caso da diferença onde um


conjunto está contido no outro).
Entre dois conjuntos:
“Conjunto complementar de B em relação a A” (ou
n(A ∪ B) = n(A) + n(B) – n(A ∩ B) simplesmente “complementar de B em A”) é o conjunto formado
pelos elementos que pertencem ao conjunto A mas que não
pertencem a B com a condição B ⊂ A.
Exemplo:
A B Matematicamente:

y b Se B ⊂ A, temos: CAB = B = B’ = BC = A – B = {x | x ∈ A e x ∉ B}
3 2
1
x a
Observação:
5 4 B ou B’ ou BC ou CB é o conjunto diferença A – B, em que B ⊂ A.
A

n(A ∪ B) = n(A) + n(B) − n(A ∩ B)


1424 3   1 424 3
9 5 6 2 Graficamente:

C B = B = B’= BC = A – B
Observação: A A

B
Para a união de três conjuntos, temos: n(A ∪ B ∪ C) =
n(A) + n(B) + n(C) – n(A ∩ B) – n(B ∩ C) – n(A ∩ C) + n(A ∩ B ∩ C).

A ∪ B = A
A ∩ B = B
Subtração de conjuntos Note que: B ∪ B = A
(conjunto diferença) 
B ∩ B = φ

Definição Observação:
O “conjunto complementar de B em relação a U” (ou
A diferença de dois conjuntos A e B são os elementos que simplesmente “complementar de B”) é o conjunto formado
pertencem ao conjunto A, mas não pertencem a B.
pelos elementos que pertencem ao conjunto U, mas não
Matematicamente: pertencem a B.

A – B = {x | x ∈ A e x ∉ B} Matematicamente:

Graficamente: C B = U − B = B = B’ = BC = {x | x ∈ U e x ∉ B}
U

Caso 1: Graficamente:

B=U–B
B
A B
U

206

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

05. Observe o diagrama com 5 organizações intergovernamentais


de integração sul-americana.
Exercícios

01. (AFA/2017) Durante o desfile de Carnaval das escolas de


samba do Rio de Janeiro em 2017, uma empresa especializada
em pesquisa de opinião entrevistou 140 foliões sobre qual
agremiação receberia o prêmio de melhor do ano que é
concedido apenas a uma escola de samba. Agrupados os
resultados obtidos, apresentaram-se os índices conforme o
quadro a seguir:

Agremiação A, B
A B C AeB AeC BeC
escolhida eC
No de
foliões que 77 73 70 20 25 40 5
escolheram

A respeito dos dados colhidos, analise as proposições a seguir


e classifique-as em (V) verdadeira ou (F) falsa.
( ) Se A for a agremiação vencedora em 2017 e se um dos
foliões que opinaram for escolhido ao acaso, então a
probabilidade de que ele não tenha votado na agremiação
que venceu é igual a 45%.
( ) Escolhido, ao acaso, um folião, a probabilidade de que ele Dos 12 países que compõem esse diagrama, integram
tenha indicado exatamente duas agremiações é de 50%. exatamente 3 das organizações apenas
( ) Se a agremiação B for a campeã em 2017, a probabilidade A) 4 D) 7
de que o folião entrevistado tenha indicado apenas esta B) 5 E) 8
como campeã é menor que 10%. C) 6

A sequência correta é: 06. 80% dos alunos de uma determinada turma realizaram uma
A) V – V – F C) F – V – F prova composta de apenas duas questões objetivas. Verificou-se
B) F – V – V D) V – F – V que:
I. 30 alunos acertaram ambas as questões;
02. (Efomm/2016) Na Escola de Marinha Mercante, há alunos de
ambos os sexos (130 mulheres e 370 homens), divididos entre II. 52 alunos acertaram a primeira questão;
os Cursos Básico, de Máquinas e de Náutica. Sabe-se que do III. A quantidade de alunos que acertou apenas a segunda
total de 130 alunos do Curso de Máquinas, 20 são mulheres. questão é igual à quantidade de alunos que errou as duas;
O Curso de Náutica tem 270 alunos no total e o Curso Básico IV. Os alunos que acertaram a segunda questão correspondem
tem o mesmo número de homens e mulheres. Quantas a 44% dos alunos da turma.
mulheres há no Curso de Náutica?
A quantidade de alunos da turma é:
A) 50 D) 65
A) 80 D) 120
B) 55 E) 70
B) 90 E) 150
C) 60
C) 100
03. (Efomm/2013) Denotaremos por n(X) o número de
elementos de um conjunto finito X. Sejam A, B, C conjuntos 07. Em uma pesquisa de opinião sobre pessoas que assistiram ou
tais que n (A ∪ B) = 14, n (A ∪ C) = 14 e n (B ∪ C) = 15; não aos filmes x, y, z, obteve-se o seguinte resultado: 72%
n (A ∪ B ∪ C) = 17 e n (A ∩ B ∩ C) = 3. Então n(A) + n(B) + n(C) assistiram ao filme x, 65% assistiram ao filme y, 54% assistiram
A) 18 D) 29 ao filme z e 20% não assistiram a qualquer dos filmes. Qual a
B) 20 E) 32 porcentagem mínima de entrevistados que assistiram aos três
C) 25 filmes?
A) 30% D) 33%
04. (Efomm/2011) Considere-se o conjunto universo U, formado B) 31% E) 34%
por uma turma de cálculo da Escola de Formação de Oficiais da C) 32%
Marinha Mercante (EFOMM) e composta por alunos e alunas.
São dados os subconjuntos de U: 08. Dados os conjuntos:
A: conjunto formado pelos alunos; e A = {a, b, e}
B: conjunto formado por todos os alunos e alunas aprovados. B = {b, c}
C = {a, b, c, d, e}
Pode-se concluir que CUB – (A – B) é a quantidade de
A) alunos aprovados. Pode-se afirmar corretamente que o conjunto A ∩ B corresponde
B) alunos reprovados. a
C) todos os alunos e alunas aprovados. A) {a, c, d, e} D) {a, b, c, d}
D) alunas aprovadas. B) {a, d, e} E) {a, b, e}
E) alunas reprovadas. C) {c, d, e}

207

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

9. Em um grupo de 300 alunos de línguas estrangeiras, 174 alunos


estudam inglês e 186 alunos estudam chinês. Se, neste grupo,
( ) ( )
Se João ∈ A ∩ B ∩ R e Maria ∈ A ∩ B ∩ R , então os tipos
ninguém estuda outro idioma além do inglês e do chinês, o sanguíneos de João e Maria são, respectivamente
número de alunos deste grupo que se dedicam ao estudo de A) B+ e AB+ D) A+ e B–
apenas um idioma é B) B– e O– E) A– e A+
A) 236 C) A+ e O–
B) 240
C) 244 14. Na classe onde estuda Gabriela, o número de homens é igual
D) 246 ao número de mulheres; 12 estudantes usam óculos, enquanto
11 mulheres e 9 homens não usam óculos.
10. Um navio faz um tour pela costa brasileira, passando por Recife,
Fortaleza, Fernando de Noronha e outros lugares paradisíacos. A quantidade de estudantes homens da classe de Gabriela e
Pela beleza, esses pontos turísticos atraem, também, turistas que usam óculos corresponde a:
estrangeiros. No transcorrer dessa viagem, resolve-se fazer A) 6 D) 9
uma pesquisa, para a qual separam-se 122 passageiros, assim B) 7 E) 10
compostos: 96 são brasileiros, 64 homens, 47 usam óculos, C) 8
51 são homens brasileiros, 25 homens usam óculos, 36
brasileiros usam óculos e 20 homens brasileiros usam óculos.
15. Em uma pesquisa realizada com 60 pessoas sobre a preferência
Marque a opção que corresponde ao número de mulheres que pelos produtos A e B, constatou-se que:
usam óculos. – o número de pessoas que gostam somente do produto A é
A) 16 D) 29 o dobro do número de pessoas que não gostam de nenhum
B) 22 E) 6 dos dois produtos;
C) 25 – o número de pessoas que gostam somente do produto B
é o triplo do número de pessoas que gostam de ambos os
11. Considere n(A) = 5 e n(B) = 3. Então, [n(A ∪ B)]n(A ∩ B) é, no produtos;
máximo, igual a um número – o número de pessoas que gostam de pelo menos um dos
A) ímpar. produtos é 48.
B) primo.
C) múltiplo de sete. Nesse contexto, pode-se afirmar que
D) par. A) o número de pessoas que gostam do produto B é 20.
E) maior que mil. B) o número de pessoas que gostam apenas do produto A é 30.
C) o número de pessoas que gostam de ambos os produtos é 8.
12. Um colégio oferece, a seus alunos, a prática de um ou mais dos D) o número de pessoas que gostam de apenas um produto é 42.
seguintes esportes: futebol, basquete e vôlei. Sabe-se que, no E) o número de pessoas que não gostam de nenhum dos
atual semestre: produtos é 10.
• 20 alunos praticam vôlei e basquete;
• 60 alunos praticam futebol e 65 praticam basquete;
Aula 02:
• 21 alunos não praticam nem futebol nem vôlei;
• o número de alunos que praticam só futebol é idêntico ao Aula
número dos alunos que praticam só vôlei; Produto cartesiano e Relações Binárias
• 17 alunos praticam futebol e vôlei; 02
• 45 alunos praticam futebol e basquete; 30, entre os 45, não
praticam vôlei.
O número total de alunos do colégio, no atual semestre, é igual a
A) 93 Produto cartesiano
B) 99
C) 103
D) 110 Definição
E) 114
Sendo A e B dois conjuntos não vazios, o conjunto formado
por todos os pares ordenados (x, y), de tal sorte que os primeiros
13. Em termos de antígenos presentes na superfície das hemácias, as elementos (x) pertençam ao conjunto A e os segundos (y) pertençam
pessoas podem ser do tipo A (que só apresentam o antígeno A), ao conjunto B, é denominado produto cartesiano de A por B, cuja
do tipo B (só apresentam antígeno B), do tipo AB (apresentam representação é A X B.
antígenos A e B) e do tipo O (não apresentam o antígeno
A nem o B). Já com relação à presença ou não do fator Rh, Em símbolos: A X B = {(x, y) | x ∈ A e y ∈ B}
o tipo sanguíneo de uma pessoa pode ser positivo (que tem
o fator Rh) ou negativo (que não tem o fator Rh). Considere, Número de elementos de A x B
agora, U o conjunto de todas as pessoas e os seguintes
subconjuntos de U: Cada elemento de A X B é um par ordenado (x, y), tal
que existem n(A) possibilidades para o primeiro elemento x e
A = {x|x tem o antígeno A}
n(B) possibilidades para o elemento y. Assim, pelo princípio
B = {x|x tem o antígeno B} fundamental da contagem, existem n(A) · n(B) pares ordenados
R = {x|x tem o fator Rh} possíveis, ou seja:
X o complementar do conjunto X em relação a U. n(A × B) = n(A) · n(B)

208

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Relação binária E)
y

Definição 5
4
Dados dois conjuntos não vazios A e B, chama-se relação
3
binária de A em B todo subconjunto de A × B.
2

Número de relações binárias de A em B 1

Como A × B apresenta 2n(A X B) subconjuntos, o número de 0 1 2 3 x


relações binárias de A em B será:
04. Dados A = {x ∈ R | 1 ≤ x ≤ 4} e B = [–2, 5], marque a opção que
Nº de relações = 2n(A) · n(B) corresponde ao gráfico que mais se aproxima da representação
de A × B.
Observação: A)
a) y
Desconsiderando o conjunto vazio, que é subconjunto de todo
e qualquer conjunto, o número de relações binárias, não vazias,
de A em B será:
x

Nº de relações não vazias = 2 n(A) · n(B)


–1

Exercícios b)
B)
y

01. Dados os conjuntos E = {2, 4, 7} e F = {1, 5}, encontre:


A) E × F.
B) n(E × F).
x
C) A relação R = {(x, y) ∈ E × F | x > y}.
D) A quantidade de relações binárias possíveis em E X F.
E) R–1, definida como relação inversa de R.
C)
02. Sejam os conjuntos P = {1, 2, 3} e Q = {4, 5}. Determine: c) y
A) P × Q enumerando seus elementos.
B) n(P × Q).
C) A relação R = {(x, y) ∈ P × Q | y – x = 2}.
D) O número de relações binárias possíveis em P X Q. x
E) A relação inversa de R, ou seja, R–1, enumerando seus
elementos.

03. Sejam os conjuntos A = {1, 2, 3} e B = {1, 3, 4, 5} de números


reais e a relação definida por R = {(x, y) ∈ A × B | y = 2x – 1}. D)
Qual dos gráficos cartesianos abaixo representa a relação R? d) y
A) C)
y y

5 5

4 4 x
3 3

2 2

1 1

0 1 2 3 x
0 1 2 3 4 x E)
e) y
B) D)
y y
5 5
4 4 x
3 3
2 2
1 1

0 1 2 3 4 x 0 1 2 3 x

209

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

05. Observe a figura abaixo onde está representada a relação Depois de realizar os comandos dados pelo aluno, a posição
R : A → B. do robô, no plano cartesiano, será
R A) (0; 2) D) (1; 4)
B
A B) (0; 3) E) (2; 1)
2 C) (1; 2)
1
m
2 08. Os conjuntos A e B têm, respectivamente, 5 – x e 3x elementos
3 e A x B tem 8x + 2 elementos. Então, pode-se admitir como
m verdadeiro que:
n A) A tem cinco elementos.
B) B tem quatro elementos.
Pode-se afirmar que R–1 corresponde a C) B tem seis elementos.
A) R–1 = {(m, 1); (2, m); (n, 2); (3, 2)} D) A tem mais de seis elementos.
B) R–1 = {(n, 1); (m, 2); (3, 2); (m, 1)} E) B tem menos de três elementos
C) R–1 = {(n, 1); (2, m); (3, 2); (m, 1)}
09. Sendo A um ponto de coordenadas (2x + 4, 3x – 9) do quarto
D) R–1 = {(1, m); (1, n); (m, 2); (2, 3)} quadrante do plano cartesiano, é correto afirmar que x pertence
E) R–1 = {(2, m); (1, n); (2, 3); (m, 2)} ao intervalo real
A) – 2 < x < 3
06. Dados os conjuntos A = {a, b, c} e B = {1, 2, 3, 4}, podemos
B) 2 ≤ x ≤ 3
construir a relação R em A × B que está apresentada no gráfico.
C) – 3 < x < 2
D) – 3 ≤ x ≤ 2
R B
A
1 10. Escolhendo aleatoriamente alguns números das páginas de um
a livro adquirido em uma livraria, foram formados os conjuntos
2
b A = {2, 5, 6} e B = {1, 3, 4, 6, 8}, sendo a relação definida por
3 R = {(x, y) ∈ A × B l x ≥ y}. Dessa forma,
c A) D(R) = {2, 5, 6} e Im(R) = {1, 3, 4, 6, 8}
4
B) D(R) = {2, 5, 6} e Im(R) = {1, 3, 4, 6}
C) D(R) = {2, 5} e Im(R) = {1, 3, 4, 6}
Qual resposta mostra a relação R : A → B na forma tabular? D) D(R) = {5, 6} e Im(R) = {1, 3, 4, 6, 8}
A) R = {(a, 1); (b, 3); (c, 4); (a, 3)}
E) D(R) = {2, 5 e 6} e Im(R) = {4, 6, 8}
B) R = {(1, a); (4, a); (3, b); (2, c)}
C) R = {(a, 1); (b, 3); (c, 2)
D) R = {(a, 1); (a, 4); (b, 3); (c, 2)} 11. Considerando K = {1, 2, 3, 4}, marque a opção cuja figura
E) R = {(1, a); (3, b); (2, c)} representa o produto cartesiano K × K.
A) C)
07. Alunos de um curso de engenharia desenvolveram um robô y y
“anfíbio”, que executa saltos somente nas direções norte, sul,
4 4
leste e oeste. Um dos alunos representou a posição inicial desse
robô, no plano cartesiano, pela letra P, na ilustração. 3 3
2 2
y
1 1
5
4 Direções 1 2 3 4 x 1 2 3 4 x
3 N
B) D)
2
P y y
1
O L
–5 –4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 x 4 4
–1 3 3
–2 S 2 2
–3
1 1
–4
–5
1 2 3 4 x 1 2 3 4 x

A direção norte-sul é a mesma do eixo y, sendo que o sentido 12. Os pares ordenados (1, 2); (2, 6); (3, 7); (4, 8) e (1, 9) pertencem
norte é o sentido de crescimento de y, e a direção leste-oeste ao produto cartesiano A × B. Sabendo-se que A × B tem
é a mesma do eixo x, sendo que o sentido leste é o sentido de 20 elementos, é correto afirmar que a soma dos elementos
crescimento de x. de A é:
Em seguida, esse aluno deu os seguintes comandos de A) 9
movimentação para o robô: 4 norte, 2 leste e 3 sul, nos quais B) 11
os coeficientes numéricos representam o número de saltos do C) 10
robô nas direções correspondentes, e cada salto corresponde D) 12
a uma unidade do plano cartesiano. E) 15

210

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

13. Sejam:
A = {2, 4, 6, 8, 10, 12, ..., 62, 64} e Nota:
B = {(m, n) ∈ A × A | m + n = 64}. De cada elemento de A, parte uma única seta em
direção a B.
O número de elementos de B é igual a Obs.: 1
A) 30 D) 62 “Pode sobrar” elemento de B.
B) 31 E) 64 Obs.: 2
C) 32 “Pode chegar” mais de uma seta num mesmo
elemento de B.
14. Considere m ∈ R e m > 2, tal que: Obs.: 3
“Não pode sobrar” elemento em A.
P = {x ∈ R | m – 2 ≤ x ≤ m + 6};
Obs.: 4
R = [m, m + 4]. Toda função é uma relação, mas nem toda relação é
função.
Pode-se afirmar que a área limitada por P × R será sempre
A) 24 ua D) 32 ua
B) 26 ua E) 34 ua
C) 28 ua Representação no plano cartesiano
Observe os seguintes gráficos de relações de A em B
15. S e j a m N * o c o n j u n t o d o s i n t e i r o s p o s i t i v o s e
(R:A → B):
P = {(x, y) ∈ N* × N* | x4y4 – 10x2y2 + 9 = 0}. O número de
elementos de P equivale a Y
A) 2 D) 5 Y
B) 3 E) 6
C) 4 Não é função
B É função B

X X
Aula 03:
A A
Aula
Função Tais relações só representam uma função de A em B
03 (f: A → B) quando toda reta vertical que passa por um
ponto de A (domínio de f) corta o gráfico em um só ponto.
Assim, apenas o 1o gráfico representa uma função.

Definição de função Domínio de uma função


Dados os conjuntos A e B, não vazios, uma relação f de A
em B recebe o nome de aplicação de A em B ou função definida O domínio de uma função é o conjunto formado por todas as
em A com imagens em B se, e somente se, para todo x ∈ A existe abscissas dos pares ordenados da função. Assim, se considerarmos
um único y ∈ B, tal que (x, y) ∈ f. f: A → B, temos:

f é função de A em B ⇔ (∀x ∈ A, ∃ | y ∈ B | (x, y) ∈ f) D(f) = {x ∈ A|(x, y) ∈ f} = A

Em outras palavras, para que a relação f de A em B seja


O domínio (ou condição de existência da função) é o
função, uma condição deve ser satisfeita.
conjunto em que se define a função.
É preciso que todo x ∈ A participe uma única vez de algum
a) Em diagramas ⇒ domínio = conjunto de partida das setas.
par ordenado (x, y) ∈ f.
Representação por meio de diagramas:
f
f

x f(x)
A B

d
a
Imagem de f Df CDf

e b) Em gráficos ⇒ domínio = conjunto das projeções de f sobre o


b
eixo x.
y
f f
c

g
0 x
Domínio Contradomínio
(Df) (CDf) Df

211

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática iii

Contradomínio e imagem de uma Os diagramas (I) e (II) são os únicos que representam funções
injetoras ou injetivas.
função
Quando definimos uma função f: A → B, identificamos Definição: uma função f de A em B é injetora se: a todo
o conjunto B como o conjunto que contém os possíveis valores x1 ≠ x2 do domínio (D), tivermos f(x1) ≠ f(x2) no contradomínio (CD).
numéricos da função. Denominamo-lo de contradomínio da função
e o representamos por CD(f).
O contradomínio não pode ser identificado no gráfico da
Resumindo: não pode haver duas flechas convergindo para
função, mas é facilmente determinado quando representamos uma
uma mesma imagem. (Cada x do domínio tem seu y exclusivo
função no diagrama ou mesmo quando fornecemos a definição da
no contradomínio.)
função (f: A → B).
f
A B Observação: entende-se por imagem o elemento que “recebe”
a f(a) lm a flecha.
f(b)
b
f(c) Considere os gráficos:
c
k
Df CDf y y
Figura 1

Quando definimos uma função, não é necessário que todos


os elementos do contradomínio sejam usados. Para identificar os
elementos do contradomínio que foram efetivamente usados pela
função, criamos um conjunto formado por estes elementos, que
recebe o nome de Imagem da Função e representamos por Im(f). x x
A imagem de uma função é o conjunto de todas as (I) (II)
ordenadas “y” dos pares ordenados que fazem parte da função.
Note que a imagem de uma função é sempre subconjunto
do seu contradomínio e que, para identificarmos a imagem, usamos y
os seguintes procedimentos:
a) Em diagramas → é o conjunto de chegada das setas(ver figura).
b) Em gráficos → é o conjunto das projeções ortogonais do gráfico
de f sobre o eixo y.
y

x
f
(III)

• Os gráficos (I) e (II) são os únicos que representam uma função


0 x injetora ou injetiva.
• Para identificarmos graficamente uma função injetora,
traçam-se retas horizontais. Se as retas tocarem o gráfico em um
Função injetora único ponto, em toda a extensão do domínio, ou simplesmente
não tocá-lo, teremos uma função injetora.
Considere os diagramas:
• Conclusão: se houver reta horizontal que toque o gráfico em
A B A B mais de um ponto, a função não será injetora.

x1
f(x1)
a e Exemplos de identificação pela lei de formação
b
x2 f(x2)
f a) Mostrar que a função f: r → r, cuja lei de formação é
c
x3 g f(x) = 2x, é injetora.
f(x3)
h
Solução: x1 ≠ x2 ⇒ 2x1 ≠ 2x2 ⇒ f(x1) ≠ f(x2), logo, f é injetora.
D CD D CD
(II) 1
(I) b) Mostrar que a função f: r* → r, onde f(x) = , é injetora.
x
A B 1 1
Solução: x1 ≠ x2 ⇒ ≠ ⇒ f(x1) ≠ f(x2), logo, f é injetora.
x y
x1 x 2

v r c) Mostrar que a função f: r → r, onde f(x) = x2, não é injetora.


z s
Solução: basta ver que se x1 = 2 e x2 = –2, então:
t
D
(III)
CD
{ x1 = 2 x 2 = 4
⇒  12
x 2 = −2 x 2 = 4
 f ( x1 ) = 4
⇒
f ( x 2 ) = 4

212

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Ou seja, existem x1 ≠ x2, tais que f(x1) = f(x2). Logo, f não é injetora. Função bijetora
Considere os diagramas:
Considere os diagramas:
A B A B
A B A B
x1 f(x1)
a d a d
x2 x1 f(x2)
b f(x2) b e
e x3 x2 f(x3)
f(x3) c i
c
lm k lm x3 f(x1) j
D CD D CD D CD
D CD (II)
(I) (II)
(I)
A B
A B

x y k
x
v w v m
z s z n
lm
CD (III)
D
(III) • O diagrama (I) é o único que representa função bijetora.
• Os diagramas (I) e (III) são os únicos que representam funções
sobrejetoras ou sobrejetivas. Definição:
Uma função f de A em B é bijetora se for injetora e
Definição: sobrejetora, simultaneamente.
Uma função f de A em B é sobrejetora se o contradomínio
(CD) for igual ao conjunto imagem (Im). Resumindo:
1) Cada x do domínio tem seu y exclusivo no contradomínio.
• Resumindo: não podem “sobrar” elementos no contradomínio (CD). 2) Não “sobram” elementos no contradomínio (CD = Im).
Considere os gráficos: Importante:
y y y • O diagrama (II) é de uma função que nem é injetora (pois
a b e c possuem a mesma imagem e) nem sobrejetora
(pois “sobram” os elementos i e j no CD).
a • O diagrama (III) não representa função por dois motivos:
x
1o) Está sobrando o elemento v no domínio.
x b x
2o) O elemento x possui duas imagens: k e m.
(I) (II) (III)

Analisando somente o gráfico de uma função, não podemos


caracterizá-la como sobrejetora, pois, como já dissemos, o gráfico não
indica o contradomínio de uma função, mas seu domínio e sua imagem. Exercícios
Assim, para qualificarmos uma função como sobrejetora,
é necessário que nos seja fornecido o contradomínio da função.
01. (AFA/2018) Considere, no plano cartesiano a seguir,
Se considerarmos que o contradomínio de todas as representadas as funções reais f : ]m, –m] → R e g : [m, – m[
3 funções dadas é o conjunto dos reais (R), então somente o gráfico – {v} → R
(II) é uma função sobrejetora. y
Se considerarmos que o contradomínio da função (I) é o –m
g
intervalo [a, + ∞), que o contradomínio da função (II) é R e que
o contradomínio da função (III) é R – {a}, então todos os gráficos
–p
representarão funções sobrejetoras.
f
Importante: –s
a
Note que toda função pode ser sobrejetora, basta que
seja escolhido um contradomínio conveniente. m t b s 0 –t –m
u r k –n v x

Para identificarmos graficamente uma função sobrejetora, c


traça-se uma reta horizontal em cada elemento do contradomínio. j
Se cada uma das retas cortar o gráfico da função em um ou mais f
pontos, então a função é sobrejetora. p
g

213

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Nas afirmativas abaixo, escreva (V) para verdadeira e (F) para 05. (Efomm) Seja f : R* → R uma função tal que f(1) = 2 e
falsa.
f( − y)  1
( ) O conjunto imagem da função g é dado por f(xy) = − , ∀ x,y ∈ * . Então o valor de f   será
x 2
Im(g) = ]p, – m].
( ) A função h, definida por h(x) = f(x) · g(x), assume valores A) 5 D) 2
não negativos somente se x ∈ [t, b] ∪ {r, 0}. B) 4 E) 1
( ) A função j definida por j(x) = g(x) – p é maior que zero C) 3
para todo x ∈ ([m –m[ – {v}).
06. Sejam x e y dois conjuntos finitos com X ⊂ Y e X ≠ Y. Considere
A sequência correta é
as seguintes afirmações:
A) F – F – V C) V – V – F
I. Existe uma bijeção f : X → Y.
B) F – V – V D) V – F – F
II. Existe uma função injetora g : Y → X.
1 III. O número de funções injetoras f : X → Y é igual ao número
02. ( A FA ) C o n s i d e r e a f u n ç ã o r e a l f( x ) = , x ≠1. de funções sobrejetoras g : Y → X.
2x + 2
1 a 
Se f( −2 + a) + = f( − a) , então f  − 1 + f( 4 + a) é igual a
5 2 É (são) verdadeira(s)
A) 1 A) nenhuma delas.
B) 0,75 B) apenas I.
C) 0,5 C) apenas III.
D) 0,25 D) apenas I e II.
E) todas.
03. (AFA) No gráfico abaixo, estão representadas as funções
f: R → R e g: R → R. 07. (Efomm) Seja a função f : Z → Q (sendo Z o conjunto dos
y números inteiros e Q o conjunto dos números racionais) com
g f ( x − 1) − 1
a seguinte propriedade definida por f ( x − 1) + 1 = .
f f( x )
Sabendo-se que f(0) = 4, o valor de f(1007) é igual a
5
A) – 1 D) −
3
3
a 0 b c d x B) 4 E)
5
1
C) −
4
Sobre estas funções, é correto afirmar que:
08. Sejam os conjuntos A = {1, 2} e B = {0, 1, 2}. Qual das afirmativas
g( x )
A) ≤ 0 ∀ x ∈ R tal que 0 ≤ x ≤ d abaixo é verdadeira?
f( x )
A) f(x) = 2x é uma função de A em B.
B) f(x) > g(x) apenas para 0 < x < d B) f(x) = x + 1 é uma função de A em B.
f(a) + g(f(a)) C) f(x) = x2 – 3x + 2 é uma função de A em B.
C) >1
g(c) + f(d) D) f(x) = x2 – x é uma função de B em A.
D) f(x) · g(x) ≥ 0 ∀x ∈ R tal que x ≤ b ou x ≥ c E) f(x) = x – 1 é uma função de B em A.

04. (AFA) Considere as funções reais f : R → R e g : R → R cujos 09. Se X e Y são conjuntos que possuem 6 e 12 elementos,
gráficos estão representados a seguir. respectivamente, então o número de funções injetivas
f: X → Y que podem ser construídas é
y A) 665.280
f
4 B) 685.820
C) 656.820
3
D) 658.280
2
g
1 10. Considere a função real f(x) definida por:
–3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 x
–1
2x − 4, se x < −2
–2 
f ( x ) = x 2 + x − 4, se − 2 ≤ x ≤ 2
x + 3, se x > 2
Sobre essas funções, é correto é afirmar que
A) ∀x ∈ [0, 4], g(x) – f(x) > 0 f (3) − 11 · f (1)
Qual o valor numérico de ?
B) f(g(0)) – g(f(0)) >0 f (0) + f ( −10)
g( x ) ⋅ f( x )
C) ≤ 0, ∀x ∈ ] − ∞, 0 [ ∪ [4, 9] A) –2 D) 1
[f( x )]2 B) –1 E) 2
D) ∀x ∈ [0, 3] tem-se g(x) ∈ [2, 3] C) 0

214

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática iii

11. Uma função g de P em Q é injetora se: a todo x1 ≠ x2 do domínio,


tivermos g(x1) ≠ g(x2) no contradomínio.
Aula 04:

Aula
Considere n(E) a quantidade de elementos de um dado conjunto Função monotônica
E. Analisando a definição acima, para que g seja injetora, é 04
necessário que:
A) n(P) > n(Q) D) n(P) ≤ n(Q)
B) n(P) < n(Q) E) n(P) ≥ n(Q)
C) n(P) = n(Q)
Função monotônica
12. Considere os conjuntos A = {(1, 2), (1, 3), (2, 3)} e B = {1, 2, 3, 4, 5}, Seja f: A → B uma função e I um subconjunto de A e
e seja a função f: A → B, tal que f(x, y) = x + y. É possível afirmar a e b elementos de I, então:
que f é uma função a) f é estritamente crescente em I se, e somente se:
A) injetora.
B) sobrejetora. a < b ⇔ f(a) < f(b)
C) bijetora. y
D) par.
f(b) f
E) ímpar.
f(a)
13. Sejam os conjuntos
P = {2, 4, 6, 8}
Q = {1, 3, 5, 7, 9}
a b x
O número de funções f : P → Q é igual a
A) 24 D) 1024
B) 120 E) 3125 b) f é estritamente decrescente em I se, e somente se:
C) 625 a < b ⇔ f(a) > f(b)

14. Observe o gráfico da função f a seguir. y


f

f y
7 f(a)
6
f(b)

0 3 4 8 x
–2 0 a b x
–1
–2

–4 c) f é constante em I se, e somente se:


a ≠ b ⇔ f(a) = f(b) ∀ a, b ∈ I
Pode-se afirmar que: y
A) f(3) = – 1
B) Domf = ] –∞, 8 [ f(a) = f(b) f
C) f(6) = –2
D) Imf = ] –4, –2] ∪ {–1} ∪ ] 0, + ∞ [
E) f(–2) ≠ f(3)
0 a b x
15. Seja f a função de R em R dada pelo gráfico a seguir.
y
Em todos os casos acima, f é dita função monotônica
(função monótona).
2
Observação:
A função g abaixo não é monótona ao longo de seu
–2 –1 0 1 2 x domínio d.
–2 y

g
É correto afirmar que
A) f é bijetora.
B) o domínio corresponde a R*.
C) f(x) > 0 para todo x real. 0 d x
D) o conjunto imagem de f é ]– ∞, 2[.
E) f é sobrejetora e não injetora.

215

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática iii

Função par Observação:


Seja f: A → R uma função par. No gráfico abaixo temos f(x1) ≡ f(x1 + p) ≡ f(x1 + 2p) ≡ f(x1 + 3p) ≡ …
Entretanto, o fato não ocorre ∀ x, portanto não é o gráfico
Logo: f( x ) = f( − x ) ∀ x ∈ A de uma função periódica.

Exemplo: y
(*)
1
• f (x) =
x2
1 x1 x1 +p
• f (x) = 2 0 x1 +2p x1 +3p x
x
1 1
• f ( −x ) = = 2 (*) f(x1) ≡ f(x1 + p) ≡ f(x1 + 2p) ≡ f(x1 + 3p) ≡ …
( −x ) 2
x

Observação:
Exercícios
O gráfico da função par é simétrico em relação ao eixo y.

01. (Efomm) Um aluno precisa construir o gráfico da função real f,


Função ímpar ex e− x
definida por f ( x ) = + . Ele percebeu que a função possui
Seja h: B → R uma função ímpar. 2 2
a seguinte característica:
f ( x ) = − f ( − x )
 e − x e −(− x ) e − x ex
Logo: ou  ∀ x ∈B f (−x) = + = + = f ( x ).
2 2 2 2
− f( x ) = f( − x ) 
Assinale a alternativa que representa o gráfico desa função.
Exemplo:
A)
f(x) = x3 yyy
444
• f(x) = x3 333
222
• f(–x) = (–x)3 = –x3
111
• –f(–x) = –(–x3) = x3 000 xxx
-4
-4 -3
-3 -2
-2 -1
-2 -1-1 000 111 222 333 444
-1
-1
-1
Observação: -2
-2
-2
O gráfico da função ímpar é simétrico em relação à origem -3
-3
-3
do sistema de coordenadas. -4
-4
-4

B)
Função periódica yy
44 y
Uma função f: A → B é periódica se, e somente se, existe 4
33
p ∈ R*, tal que: 3
22
2
f(x + p) = f(x), para todo x ∈ A. 11
Se p for o menor valor positivo que satisfaz a igualdade 001 xx
-4 -3 -2 -1 00 1 2 3 4 x
acima, então p é chamado de período da função. -4 -3 -2 -1
-4 -3 -2 -1-1 0 1 2 3 4
-1 0 1 2 3 4
-1
Exemplo de gráfico de uma função periódica: -2
-2
-2
-3
p -3
y -3
-4
-4
-4

(*)
C) y
y
4 y
(**) 4
34
3
23
2
0 x2 x1 x2+ P x +
2p x 12
2p

4p
x + 3p
3p

1
p 1 P 01 x
+ x
+

0
x+
x+

x1 -4 -3 -2 -1 0 0 1 2 3 4 x
2

2
x

-4 -3 -2 -1-1 0 1 2 3 4
1

-4 -3 -2 -1-1 0 1 2 3 4
-1
-2

}
-2
(*) f( x1) ≡ f( x1 + p) ≡ f( x1 + 2p) ≡ f( x1 + 3p) ≡ … -2
-3
∀x !! -3
(**) f( x 2 ) ≡ f( x 2 + p) ≡ f( x 2 + 2p) ≡ f( x 2 + 3p) ≡ … -4
-3
-4
-4

y
4 y
4 y
216 34
3
23
2
12
01 x
x
-4 -3 -2 -1 01 0 1 2 3 4
IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A-4MISSÃO
-3 -2 -1-10 0 1 2 3 4 x
-1 0 1 2 3 4
-4 -3 -2 -1-2
-1
3
32
21
10 x
-4 -3 -2 -1 0 0 1 2 3 4 x

Matemática III
-4 -3 -2 -1-1 0 1 2 3 4
-1
-2
-2
-3
-3
-4
-4

D) 03. Observe os gráficos a seguir e marque a alternativa correta.


y gráfico I gráfico II
4 y y y
4
3
32
2
1
10 x –1 0 1 x –1 0 2 3 x
-4 -3 -2 -1 0 0 1 2 3 4 x
-4 -3 -2 -1-1 0 1 2 3 4 gráfico III gráfico IV gráfico V
-1 y y y
-2
-2 1
-3
-3 θ
-4
-4 –1 0 1 x 0 θ x
–1 0 1 x
–1
E) y
A) Os gráficos I, II e III são de funções pares.
4 y
4 B) Os gráficos II e V são de funções ímpares.
3
3 C) Os gráficos I e II são de funções periódicas.
2
2 D) Os gráficos IV e V são de funções ímpares.
1 E) Os gráficos I, III e IV são de funções pares.
10 x
0 x
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4
-4 -3 -2 -1-1 0 1 2 3 4 04. Seja a função g : R → R tal que g(x) = g(x + p) ∀x ∈ R. Sabendo-se
-1
-2  1
-2 que p = 2 e g   = 3, pode-se afirmar que a função g contém
-3  3
-3
-4 o ponto de abscissa:
-4
56 30
A) D)
3 3
02. Dos gráficos a seguir, marque a única opção que corresponde
49 18
ao gráfico de um função não monótona. B) E)
3 3
A) D)
y 38
y C)
3

05. Parte do gráfico da função g a seguir é formado por uma


semicircunferência.
y
3
O x O x
2
g
1
B) E)
y –3 –2 –1 0 1 2 3 4 x
y
–1

Considerando-se que g é uma função par, marque a alternativa


que corresponde ao valor de g(–3).
π 3
O x O x A) 2 C)
2
B) 3 D) 2

C) 06. Em uma dada função f : R → R tem-se que f(x) = f(x + 0,6) =


y
f(x + 1,2) = f(x + 1,8) = ... ∀x. Pode-se afirmar que f
2
A) é periódica de período p = .
3
5
B) é periódica de período p = .
3
O x 3
C) é periódica de período p = .
2
3
D) é periódica de período p = .
5
E) não é periódica.

217

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

07. Marque a opção que corresponde ao período da função: 14. Observe, na figura, o gráfico da função f, de período 2, definida
y de R em R.
y
7 3
6
5 2
4
3 1
2
1
−5 −4 −2 −1 0 1 3 4 5 6 7 8 9 10 11 13 14 15 17 18 19 21 23 24 25 26 27 28 x –7 –6 –5 –4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7 x
–3 2 12 16 20 22 –1

–2

Se o gráfico da função g(x) = ax2 intercepta o gráfico de f em


exatamente 7 pontos distintos, então um possível valor para a
constante real a é:
1
A) 6 D) 12 A) 1 D)
25
B) 8 E) 14
1 1
C) 10 B) E)
4 36
08. Uma função f(x) é par se, e somente se, f(x) = f(–x) para todo 1
C)
x pertencente ao domínio. 16
Se a função f: R → R, f(x) = ax2 + bx + c(a ≠ 0) é par, então o 15. Sejam f: R → R, e g: R → R, sendo R o conjunto dos números
produto b ⋅ c é igual a: reais, funções tais que:
A) 1 D) |a| I. f é uma função par e g é uma função ímpar;
B) –1 E) 0 II. f(x) + g(x) = 2x.

C) a Determine g(x).

09. Considerando-se a função tangente em seu mais amplo


domínio, podemos afirmar que Aula 05:

A) não é uma função assintótica, mas é periódica. Aula


B) possui apenas duas assíntotas e é uma função periódica.
C) é uma função periódica com infinitas assíntotas. 05
D) é uma função periódica com n assíntotas verticais em que
n é numerável e maior que 2.

10. Dado que as funções f e g são periódicas, ambas com período Função Afim (1° Grau)
p = 4 e que h(x) = 3f(x) + 5 g(x), pode-se afirmar corretamente
Chama-se função do 1º grau toda função definida de R em
que o período da função h é igual a:
R por f(x) = ax + b, em que a e b ∈ R e a ≠ 0.
A) 60 D) 8
B) 32 E) 4
123

a é denominado coeficiente angular.


C) 12
b é denominado coeficiente linear.
11. Em relação à função polinomial f(x) = 2x3 – 3x, é válido
afirmar-se que: O gráfico de uma função do 1º grau é uma reta, que corta
A) f(–x) = f(x) D) f(ax) = af(x)  b 
B) f(–x) = –f(x) E) f(ax) = a2f(x) o eixo x no ponto  − ;0  e o eixo y no ponto (0; b).
 a 
C) f(x2) = (f(x))2
Uma função do 1º grau é crescente se a > 0 e decrescente
12. Considere a função f: R → R tal que f(x) = f(x + p) ∀ x ∈ R se a < 0. Assim sendo, temos que:
 17 
tal que p = 4 e f   = 2 . Podemos afirmar que f  
1
 2 2 f(x) = ax + b
corresponde a:
A) 1 D) 4 a > 0 ⇒ f é crescente a < 0 ⇒ f é decrescente
B) 2 E) 5
C) 3
f(x) > 0 f(x) > 0
––– +++ +++ –––
13. Considerando o domínio R, marque a opção que apresenta x x
uma função par.
A) f(x) = 2x + 4 D) f(x) = x2 + x f(x) < 0
B) f(x) = log x E) f(x) = IxI f(x) < 0
C) f(x) = 2x

218

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Variantes da função do 1º grau


14444444444244444444443 Exercícios
1) Se a = 0 e b ≠ 0 ⇒ y = b (Função constante)
b>0 b<0
01. (AFA/2015) Para fazer uma instalação elétrica em sua residência,
y y Otávio contatou dois eletricistas. O Sr. Luiz, que cobra uma
b y=b 0 parte fixa pelo orçamento mais uma parte que depende da
x
quantidade de metros de fio requerida pelo serviço. O valor
0 b total do seu serviço está descrito no seguinte gráfico:
x y=b

Nota: Embora a partir da função do 1º grau se possa preço (R$)


y = ax + b obter uma função constante, esta última não possui
grau 1. 100

2) Se a ≠ 0 e b = 0 ⇒ y = ax (Função linear)
80
a>0 a<0
y y
y = ax
0 0
x x
y = ax
14444444244444443

3) Se a = 1 e b = 0 ⇒ y = x quantidade
0 15 25
y y=x de fio (metros)
(Função identidade, primeira
0 45º bissetriz, bissetriz dos
x Já o Sr. José cobra, apenas, R$ 4,50 por metro de fio utilizado
quadrantes ímpares)
e não cobra a parte fixa pelo orçamento. Com relação às
informações anteriores, é correto afirmar que:
4) Se a = –1 e b = 0 ⇒ y = –x A) o valor da parte fixa cobrada pelo Sr. Luiz é maior do que
R$ 60,00.
y = –x y (Segunda bissetriz, bissetriz B) o Sr. Luiz cobra mais de R$ 2,50 por metro de fio instalado.
135º dos quadrantes pares) C) sempre será mais vantajoso contratar o serviço do Sr. José.
0 x D) se forem gastos 20 m de fio, não haverá diferença de valor
total cobrado entre os eletricistas.

02. (AFA/2009) Na figura abaixo, tem-se representadas as funções


Proporção na função do 1º grau f, g e h, que indicam os valores pagos, respectivamente, às
locadoras de automóveis α, β e γ para x quilômetros rodados
y
por dia. Uma pessoa pretende alugar um carro e analisa as
y = ax+b três opções.
y3
 

y3 – y2 y (valor pago em reais)


g
y2 α h
70
α y2 – y1 50 f
y1
 
x2 – x1 x3 – x2 30
20
α
x1 x2 x3 x 0 100 x (km rodados por dia)

y 2 − y1 y 3 − y 2 Após a análise, essa pessoa conclui que optar pela locadora α,


tg α = =
x 2 − x1 x 3 − x 2 ao invés das outras duas locadoras, é mais vantajoso quando
x ∈ ]m, + ∞ [, m ∈ R. O menor valor possível para m é
proporção (igualdade de frações)
A) 60
B) 70
Observação:
C) 80
a = tg α (coeficiente angular) D) 90
b = coeficiente linear

219

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

03. Uma empresa contrata funcionários que tenham cursos 06. O custo de produção C (em reais) de m kg de certo artigo é
de especialização em uma determinada área. Aqueles que apresentado de acordo com o gráfico da função afim:
forem contratados trabalharão 40 horas semanais, recebendo C(R$)
R$ 25,00 por hora trabalhada. Para cada hora extra
trabalhada, a empresa pagará o valor da hora contratada
acrescida de 30%. Se o funcionário trabalhou h horas em
uma determinada semana, com h ≥ 40, o valor V, em reais, 640
recebido pelo funcionário nessa semana, em função de h,
é dado por: 460
A) V = 32,5 h – 300
B) V = 32,5 h + 300
C) V = 32,5 h + 1000 0 12 m(kg)
D) V = 25 h + 300
E) V = 25 h + 1000 Quantos quilogramas desse artigo devem ser produzidos a fim
de que o custo total de produção seja o quádruplo do custo
04. Em uma disputa de rali, dois jipes partem de um lugarejo e fixo?
deslocam-se por uma estrada de barro comum aos dois veículos. A) 92 kg
O gráfico a seguir mostra que distâncias foram percorridas pelos B) 91 kg
pilotos em função do tempo. C) 90 kg
D) 89 kg
d (km) E) 88 kg
r(jipe 2)
180 07. Uma companhia telefônica possui dois tipos de planos
destinados aos seus clientes.
s(jipe 1)
Plano A: Tarifa de R$ 100,00 mais R$ 1,00 por minuto de uso.
Plano B: Tarifa zero, porém R$ 2,00 por minuto de uso.
Marque a opção correta:
A) Sempre o Plano A é mais barato do que o Plano B.
30 B) Para 150 minutos de uso, o valor pago em cada plano é o
mesmo.
0 0,5 2,5 C) Após 100 minutos de uso, o Plano B torna-se mais caro do
t (hora) que o Plano A.
D) Sempre o Plano B é mais caro do que o Plano A.
Observando-se o gráfico, pode-se concluir que o jipe que partiu E) Somente após 150 minutos de uso, o Plano A torna-se mais
primeiro foi alcançado pelo outro ao percorrer aproximadamente: barato que o Plano B.
A) 83 km
B) 85 km 08. A expressão l = 0,004t + 79,8 fornece o comprimento l, em
C) 88 km centímetros, de uma barra de metal em função de sua
D) 90 km temperatura t, em graus Celsius (ºC).
E) 92 km Essa barra, inicialmente à temperatura de 50 ºC, sofre um
aquecimento e sua temperatura é, então, aumentada em 20%.
05. Abre-se uma torneira para completar a capacidade d’água O aumento percentual correspondente, no comprimento da
de uma piscina. O segmento de reta representado no plano barra, é de:
cartesiano abaixo é o gráfico que descreve o volume V em A) 0,02%
milhares de litros d’água contidos na piscina em função do B) 0,05%
tempo t, em hora. C) 0,04%
V D) 0,08%

C 09. O gráfico de uma função polinomial do primeiro grau passa


17 pelos pontos de coordenadas (x; y) dados abaixo.
8
x y
0 5
m 8
0 t
2 5 9 6 14
7 k
Marque a alternativa que corresponde à capacidade C da
piscina, em litros. Podemos concluir que o valor de k + m é:
A) 27000 A) 15,5
B) 28000 B) 16,5
C) 29000 C) 17,5
D) 30000 D) 18,5
E) 31000 E) 19,5

220

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

10. Uma pequena piscina, com capacidade para 80000 l, está y


R$ 510,00
inicialmente cheia e começa a ser esvaziada às 8:00 h da manhã. Salário Minímo
O gráfico retilíneo a seguir representa a situação:

 R$ 300,00

R$ 184,00
80 000
R$ 154,00 Cesta Básica

65 000
0 1 2 3 4 5 x

y?
2005 2006 2007 2008 2009 2010

8:00 9:30 11:00 h Marque a opção que corresponde a qual mês e ano, com um
salário mínimo, uma pessoa poderá adquirir cerca de três cestas
básicas na região Nordeste.
Às 9 h 30 min da manhã ela comporta 65000 l. Às 11 h da manhã A) Agosto de 2010.
a piscina conterá: B) Dezembro de 2010.
A) 60000 l
C) Abril de 2011.
B) 55000 l
D) Setembro de 2011.
C) 50000 l
D) 45000 l E) Março de 2012.
E) 40000 l
14. Seja T C a temperatura em graus Celsius e T F a mesma
11. Um grupo de 50 pessoas fez um orçamento inicial, para temperatura em graus Fahrenheit.
organizar uma festa, que seria dividido entre elas em cotas iguais. Essas duas escalas de temperatura estão relacionadas pela
Verificou-se ao final que, para arcar com todas as despesas, equação:
faltavam R$ 510,00, e que 5 novas pessoas haviam ingressado 9TC = 5TF – 160
no grupo. No acerto, foi decidido que a despesa total seria
dividida em partes iguais pelas 55 pessoas. Quem não havia Considere agora TK a mesma temperatura na escala Kelvin.
ainda contribuído pagaria a sua parte, e cada uma das
As escalas Kelvin e Celsius estão relacionadas pela equação:
50 pessoas do grupo inicial deveria contribuir com mais R$ 7,00.
De acordo com essas informações, qual foi o valor da cota TK = TC + 273
calculada no acerto final para cada uma das 55 pessoas?
A) R$ 14,00 A equação que relaciona as escalas Fahrenheit e Kelvin é:
B) R$ 17,00
TK −113
C) R$ 22,00 A) TF =
D) R$ 32,00 5
E) R$ 57,00 9TK − 2 457
B) TF =
5
12. No início de cada mês, um posto recebe uma entrega de
9TK − 2657
combustível para suprir sua necessidade mensal. O nível de C) TF =
combustível estocado (N) varia de acordo com o tempo (t), 5
medido em dias decorridos desde a entrega. Considere que, 9TK − 2297
D) TF =
para o último mês de abril, foram entregues 5000 litros de 5
combustível. Se o nível N(t) pode ser representado por um
9TK − 2617
modelo linear, e o combustível acabou ao final do dia 28 E) TF =
5
daquele mês, então ao final do 21° dia era:
A) 3125 15. (Unicamp) Considere o quadrado de lado a > 0 exibido na figura
B) 2500 abaixo. Seja A(x) a função que associa, a cada 0 ≤ x ≤ a, a área
C) 1875 da região indicada pela cor cinza.
D) 1250
E) 625
x

13. Nos últimos anos, o salário mínimo tem crescido mais x


rapidamente que o valor da cesta básica, contribuindo para o
aumento do poder aquisitivo da população. O gráfico abaixo
ilustra o crescimento do salário mínimo e do valor da cesta a
básica na região Nordeste, a partir de 2005.
Suponha que, a partir de 2005, as evoluções anuais dos
valores do salário mínimo e dos preços da cesta básica, na
região Nordeste, possam ser aproximados mediante funções
polinomiais do 1o grau, f(x) = ax + b, em que x representa o
número de anos transcorridos após 2005.

221

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

O gráfico da função y = A(x) no plano cartesiano é dado por:

14243
2
A) Somando-se b b b2 b2 c
4a2 ⇒ x2 + x + 2 = 2 −
y a 4a 4a a
aos 2 membros 14243
y
a y
2 quadrado perfeito

a22 y
a2 Caso b² – 4ac ≥ 0 teremos:
a
b b2 − 4ac
x+ =±
x 2a 2a
0 a x
x
0 a x
a
B) 00 y a −b ± b2 − 4ac
b b2 − 4ac x=
x=− ±
y 2a 2a 2a
a2 y
a22 y
a2
a Observação:
Esta fórmula nos permite encontrar as raízes da equação
x do 2º grau. Foi desenvolvida pelo indiano Bháskara, um dos mais
a x importantes matemáticos do século XII.
0 x
0 a x
0 a
a
C) 0 y Raízes (x1 e x2)
y
a2 y
a22 y
a  −b + ∆
a2 x1 =
f( x ) = 0 ⇒ ax + bx + c = 0 
2 2a
x = −b − ∆
x  2 2a
0 a x
x em que ∆ = b2 – 4ac
0 a x
0 a ↑
0 a
Discriminante
D) y ax 2 bx c 0
y f(x) = 0 ⇒ ax2 + bx + c = 0 (÷ a) ⇒ + + = ⇒
a y
2
a a a a
a22 y
a2 b c
a ⇒ 1x 2 + x+ =0
a a

x
a x Seja S a soma das raízes, assim:
0 x
0 a x
0 a −b + ∆ −b − ∆ −b + ∆ − b − ∆
0 a S = x1 + x 2 = + = =
2a 2a 2a
2b b
=− =−
Aula 06:
2a a
Aula Logo: S = −
b
⇒ −S =
b
Função Quadrática (do 2º Grau) a a −b + ∆ −b − ∆
06 P = x1 ⋅ x 2 = ⋅
2a 2a
Seja P o produto das raízes, assim:
−b + ∆ −b − ∆ =
( −b + ∆ ) ⋅ ( −b − ∆ )
P = x1 ⋅ x 2 = ⋅
2a 2a 4a2
Função Quadrática (do 2° Grau)
Chama-se função do 2º grau, ou quadrática, toda função
=
( −b + ∆ ) ⋅ ( −b − ∆ ) =
b2 + b ∆ − b ∆ − ∆
definida de R em R por f(x) = ax² + bx + c, com a, b, c ∈ R e a ≠ 0. 4a2 4a2
O gráfico da função quadrática é uma curva chamada parábola.
b2 − ∆ b2 − (b2 − 4ac )
b2 + b ∆ − b ∆ − ∆ = =
= 4a2 4a2
Fórmula de Bháskara 4a2
b2 − b2 + 4ac 4 ac c
Seja f(x) = ax² + bx + c = 0, resolvendo, temos... (com a ≠ 0) b2 − ∆ b2 − (b2 − 4ac ) = = =
= = 4a2 4 a2 a
4a2 4a2
123

Dividindo-se os ax 2 bx c 0 b c
2 membros por a ⇒ + + = ⇒ x2 + x = − b2 − b2 + 4ac 4 ac c c
a a a a a a = = = Logo : P =
4a2 4 a2 a a

c
Logo : P =
a
222

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

b c b c Pontos notáveis (supondo a > 0 e ∆ > 0)


Substituindo −s = e P= em x 2 + x+ =o ,
a a a a
y Eixo
temos: x 2 − Sx + P = 0 , de
f(x) = ax2 + bx + c
simetria
ou seja, em toda equação do 2º grau, em que o coeficiente dominante
(0, c)
(coeficiente do termo do 2º grau) seja 1, temos que o coeficiente
do termo do 1º grau será a soma das raízes com o sinal trocado e
o termo independente será o produto das raízes.
x1 xv x2
Exemplos: (supondo x1 > x2) 0

{
yv
x1 = 2 V
A) Se x2 – 3x + 2 = 0, então
x2 = 1

B) Se x2 – x – 12 = 0, então { x1 = 4
x 2 = –3 A) Raízes

−b + ∆ −b − ∆ B) Vértice
x1 = e x2 =
2a
144444244444 2a 3 I. xv é a média aritmética das raízes, logo:
b

x1 + x 2
Seja D a diferença positiva entre as raízes, assim: xv = = a
2 2
−b + ∆ −b − ∆
D = x1 − x 2 = −b + ∆ − −b − ∆ b
D = x1 − x 2 = 2a − 2a xv = −
2a 2a 2a
((
−b + ∆ − −b − ∆
= −b + ∆ − −b − ∆
))
= 2a II. yv = ax2v + bxv + c
2a
2
−b + ∆ + b + ∆  −b   −b  a ⋅ b2 b2
= −b + ∆ + b + ∆ yv = a ⋅   + b ⋅   + c = − +c
= 2a  2a   2a  4a2 2a
2a
2 ∆
=2 ∆ yv =
b2 − 2b2 + 4ac −b2 + 4ac − b − 4ac
= =
2
( )
= 2a 4a 4a 4a
2a

−∆
= ∆ yv =
= a 4a
a

Logo: D= ∆
Logo: D= a C) Ponto onde f(x) intercepta o eixo y
a
f(x) = ax2 + bx + c
f(0) = a · 02 + b · 0 + c
Estudo do sinal da função quadrática f(0) = c → Ponto (0, c)

∆<0 ∆=0 ∆>0

Situações especiais
++ ++ ++ ++ A) f(x) = ax2 (supondo a > 0)
a>0
++++++ x1 – – x2
x1≡ x2 y f(x)
x

x x1≡ x2
–––––– x
–– –– ++
a<0 – –x x
1
x2– – 0 x

A função é par e passa pela origem.

223

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

B) f(x) = ax2 + bx (supondo a > 0 e b < 0) (04) A maior arrecadação diária possível com a venda dos
bombons, considerando os descontos de 5 centavos,
y ocorre quando concederem 35 descontos de 5 centavos.
f(x) (08) Se forem concedidos 20 descontos de 5 centavos, serão
vendidos mais de 100 bombons por dia.
A soma das proposições verdadeiras é igual a
A) 6
x B) 10
0
C) 12
D) 14
A função passa pela origem (uma raiz é nula, a outra não).
02. (Efomm/2017) Uma aluna do 3º ano da EFOMM, responsável
C) f(x) = ax2 + c (supondo a > 0 e c < 0) pelas vendas dos produtos da SAMM (Sociedade Acadêmica
da Marinha Mercante), percebeu que, com a venda de uma
y caneca a R$9,00, em média 300 pessoas compravam, quando
colocadas as canecas à venda em um grande evento. Para cada
f(x) redução de R$1,00 no preço da caneca, a venda aumentava
de 100 unidades. Assim, o preço da caneca, para que a receita
seja máxima, será de
0 A) R$ 8,00
x B) R$ 7,00
C) R$ 6,00
(0, c) D) R$ 5,00
E) R$ 4,00
A função é par.
03. (Efomm/2017) A forma de uma montanha pode ser descrita
pela equação y = –x2 +17x – 66 (6 ≤ x ≤ 11 ). Considere um
atirador munido de um rifle de alta precisão, localizado no
Exercícios ponto (2,0) e que a trajetória do tiro é uma linha reta. A partir
de que ponto, na montanha, um indefeso coelho estará 100%
seguro?
01. (AFA/2018) Para angariar fundos para a formatura, os alunos do A) (8,9)
3° ano do CPCAR vendem bombons no horário do intervalo B) (8,6)
das aulas. C) (7,9)
D) (7,5)
Inicialmente, começaram vendendo cada bombom por R$ 4,00.
E) (7,4)
Assim, perceberam que vendiam, em média, 50 bombons por
dia.
04. (AFA/2016) No plano cartesiano a seguir, estão representados
A partir dos conhecimentos que os alunos tinham sobre função, o gráfico da função real f definida por f(x) = –x2 – x + 2 e o
estimaram que para cada 5 centavos de desconto no preço de polígono ABCDE.
cada bombom (não podendo conceder mais que 70 descontos),
y
seria possível vender 5 bombons a mais por dia.
Considere: C
B D
• p o preço de cada bombom;
• n o número de bombons vendidos, em média, por dia;
• x ∈ N o número de reduções de 5 centavos concedidas no
preço unitário de cada bombom; e
• y a arrecadação diária com a venda dos bombons. x
A O E
Com base nessas informações, analise as proposições abaixo.
(02) O gráfico que expressa n em função de p está contido no
segmento AB do gráfico abaixo. Considere que:
• o ponto C é vértice da função f;
n • os pontos B e D possuem ordenadas iguais;
400 A • as abscissas dos pontos A e E são raízes da função f.

Pode-se afirmar que a área do polígono ABCDE, em unidades


de área, é
1 1
A) 8 C) 4
16 4
1 1
50 B B) 4 D) 8
8 2
0,5 4 p

224

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

05. (AFA/2015) Uma fábrica produz casacos de determinado modelo. 10. Um distribuidor de uma certa marca de ração para cães verificou que
O preço de venda de um desses casacos é de R$ 200,00 quando seu custo, em centenas de reais, era dado por c(x) = 2x2 – 8x + 24
são vendidos 200 casacos. O gerente da fábrica, a partir de com 0 ≤ x ≤ 4, em que x corresponde, em centenas, ao número
uma pesquisa, verificou que, para cada desconto de R$ 2,00 no de sacas vendidas mensalmente. Pode-se afirmar que o custo
preço de cada casaco, o número de casacos vendidos aumenta mínimo do distribuidor corresponde a:
de 5. A maior arrecadação possível com a venda dos casacos A) R$ 200,00
acontecerá se a fábrica vender cada casaco por um valor, em B) R$ 800,00
reais, pertencente ao intervalo C) R$ 1.200,00
A) [105,125[ D) R$ 1.400,00
B) [125,145[ E) R$ 1.600,00
C) [145,165[
D) [165,185[ 11. Um fazendeiro dispõe de 400 m de cerca de arame e gostaria
de construir um galinheiro com a maior área possível e que
06. (EFOMM/2015) De acordo com conceitos administrativos, tenha formato retangular. Considerando-se L a largura e C o
o lucro de uma empresa é dado pela expressão matemática comprimento do galinheiro, pode-se afirmar corretamente que
L = R – C, onde L é o lucro, C o custo da produção e R a receita C
a razão corresponde a:
do produto. Uma indústria produziu x peças e verificou que L
o custo de produção era dado pela função C(x) = x² – 500x + 1
100 e a receita representada por R(x) = 2000x – x². Com base A) D) 2
3
nessas informações, determine o número de peças a serem
produzidas para que o lucro seja máximo. 1
B) E) 3
A) 625 D) 250 2
B) 781150 E) 375
C) 1
C) 1000
12. Em um laboratório, foi colocada uma lâmina que apresenta uma
07. Uma bola de beisebol é lançada de um ponto 0 e, em seguida,
cultura de bactérias, sendo a quantidade de bactérias vivas, em
toca o solo nos pontos A e B, conforme representado no sistema
função do tempo de duração da experiência (em horas), dada
de eixos ortogonais:
pela função:
y (m) Q(t) = –200 t2 + 2000t + 15000
Quanto tempo se passou até que a última bactéria viva tenha
morrido?
C
A) 10 h D) 14 h
B) 11 h E) 15 h
D C) 12 h

0 A B x (m) 13. O faturamento de uma empresa na venda de certo produto


pode ser modelado por uma função quadrática, do tipo
F(p) = ap2 + bp + c, sendo p o preço de venda praticado.
Durante sua trajetória, a bola descreve duas parábolas com
A figura abaixo apresenta os faturamentos em função do preço:
vértices C e D.
Se as abscissas de C e D são, respectivamente, 15 m e 35 m, a F (p)
distância do ponto 0 ao ponto B, em metros, é igual a:
A) 36 D) 48
B) 40 E) 57
C) 44

08. Sejam c um número real e f(x) = x2 – 4x + c uma função quadrática


definida para todo número real x. Qual o valor de c no caso em 0 p
que a abscissa e a ordenada do vértice da parábola têm soma
nula? Sobre os coeficientes de F(p), pode-se afirmar que:
A) –2 D) 1 A) a > 0, b < 0 e c < 0.
B) –1 E) 2 B) a < 0, b < 0 e c = 0.
C) 0 C) a > 0, b < 0 e c > 0.
D) a < 0, b < 0 e c > 0.
09. Por causa de limitações do mercado, o preço unitário de uma E) a < 0, b > 0 e c = 0.
certa mercadoria pode variar de 15 a 30 reais.
Quando se cobram x reais por unidade, são vendidas 86 – 2x 14. Um artesão calculou que o custo total de um objeto, feito por
unidades por dia. ele, é de R$ 30,00. Ele acredita que, se vender cada objeto por k
reais, venderá por mês 90 – k objetos com 0 < k < 90. O número
Dessa forma, podemos concluir que a máxima receita diária de objetos que devem ser vendidos para se obter um lucro de
seria obtida para um preço unitário de: R$ 900,00 é:
A) R$ 18,50 D) R$ 20,00 A) 50 D) 60
B) R$ 21,50 E) R$ 23,50 B) 30 E) 27
C) R$ 16,00 C) 70

225

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

15. Um estacionamento para automóveis aluga vagas para carros 04. (Efomm/2011) O lucro obtido pela venda de cada peça de roupa
mediante o preço de x reais por dia, de estacionamento. é x – 10, sendo x o preço da venda e 10 o preço do custo.
O número y de carros que comparecem por dia, para estacionar, A quantidade vendida por mês é igual a 70 – x. O lucro mensal
relaciona-se com o preço x de acordo com a equação máximo obtido com a venda do produto é
0,5x + y = 120. O custo por dia de funcionamento do A) 1200 reais. D) 800 reais.
estacionamento é R$ 1.150,00 independentemente do número B) 1000 reais E) 600 reais.
de carros que estacionam. Seja [a, b] o intervalo de maior C) 900 reais.
amplitude de preços em reais, para os quais o proprietário não
tem prejuízo. Pode-se afirmar que a diferença b – a é: 05. (AFA/2010-Adaptada) Considere a função quadrática f: A → B
A) 220 de raízes x1 = 1 ou x2 = 3, cujas coordenadas do vértice são
B) 250 iguais. Se f(x) ≥ 0, ∀ x ∈ A e [p, q] é o maior intervalo para o
C) 240 qual f é uma função crescente então (q – p) é igual a
D) 230 A) 1
E) 260 B) 2
C) 3
D) 4

Aula 07: 06. (Efomm/2010) Um projétil é lançado de baixo para cima e a sua
Aula Função Quadrática (2º Grau) – trajetória descreve uma curva plana de equação h = 27t – 3t2,
onde h é a altura em cada momento, em função do tempo.
07 Parte II Sabendo que h está em quilômetros e t em minutos, qual sera
a altura máxima atingida por esse projétil?
A) 6,075 × 10 km D) 67,5 × 10 km
B) 6,75 × 10 km E) 675 × 10 km
C) 60,75 × 10 km
Exercícios 07. (AFA/2009) Considere o esboço dos gráficos das funções reais
f, g e h, tais que f é do 2º grau e g e h são do 1º grau.
Sabe-se que V é o vértice da parábola.
01. (AFA/2012) O gráfico de uma função polinomial do segundo
grau y = f(x), que tem como coordenadas do vértice (5, 2) y
e passa pelo ponto (4, 3), também passará pelo ponto de 2,5
coordenadas
A) (1, 18) 1
B) (0, 26)
v
0,5 3
C) (6, 4) 0 x
1
D) (–1, 36)

02. (EFOMM/2012) Um ponto P (x, y,) no primeiro quadrante do h


plano xy, situa-se no gráfico de y = x2. Se θ é o ângulo de
inclinação da reta que passa por P e pela origem, então o valor g
da expressão 1 + y (onde y é a ordenada de P) é: f
A) cos θ.
B) cos2θ O conjunto de todos os valores de x para os quais h(x) > g(x) > f(x)
C) sec2θ é
D) tg2θ A)  – ]1, 5[ C)  – ]1, 3[
E) sen θ. B)  – [1, 5] D)  – ]1, 3[

03. (AFA/2011) Para angariar fundos de formatura, os cadetes do 08. (EsPCEx/2015) Um portal de igreja tem a forma de um arco de
1º ano da AFA vendem camisas de malha com o emblema da parábola, conforme figura abaixo. A medida da sua base AB
é 4 m e a da sua altura é 5 m. Um vitral foi colocado 3,2 m
turma. Se o preço de venda de cada camisa é de 20 reais, eles
acima da base. Qual a medida CD da base, em metros?
vendem, por mês, 30 camisas.
A) 1,44
Fizeram uma pesquisa e verificaram que, para cada 2 reais de B) 1,80
desconto no preço de cada camisa, são vendidas 6 camisas a C) 2,40
D) 3,00 vitral
mais por mês. C D
E) 3,10
Dessa forma, é correto afirmar que
A) é possível fazer mais de 10 descontos de 2 reais.
B) tanto faz vender as camisas por 12 reais cada uma ou 18
reais cada uma que o faturamento é o mesmo.
C) o máximo faturamento ocorre se são vendidas menos de 40
camisas por mês.
A B
D) se o preço de venda de cada camisa é de 14 reais, então o
faturamento é maior que 680 reais. desenho ilustrativo-fora de escala

226

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

09. (EsPCEx/2013) Uma indústria produz mensalmente x lotes de 12. As paredes da cabana representada a seguir foram construídas
um produto. O valor mensal resultante da venda deste produto com ripas verticais de madeira, e a porta tem a forma de um
é V(x) = 3x2 – 12x e o custo mensal da produção é dado por arco de parábola. De acordo com as medidas apresentadas na
C(x) = 5x2 – 40x – 40. Sabendo que o lucro é obtido pela figura, o comprimento da menor ripa de madeira usada é de:
diferença entre o valor resultante das vendas e o custo da
produção então o número de lotes mensais que essa indústria
deve vender para obter lucro máximo é igual a 1m
A) 4 lotes.
B) 5 lotes 1m
C) 6 lotes.
D) 7 lotes. 1m

E) 8 lotes.
1m 1m 1m 1m 3m
10. (EsPCEx/2010) A represa de uma usina hidroelétrica está situada
em uma região em que a duração do período chuvoso é 100 A) 1 m D) 85 cm
dias. A partir dos dados hidrológicos dessa região, os projetistas B) 92,5 cm E) 87,5 cm
concluíram que a altura do nível da represa varia, dentro do C) 90 cm
período chuvoso, segundo a função real
13. Na figura a seguir, temos o esboço do gráfico da função
t f(x) = –x² + 2x.
 5 + 8, para 0 ≤ t < 20
y
 2
 t 4t
N(t) =  − + , para 20 ≤ t < 50
 100 5
 − 3t + 21, para 50 ≤ t < 100 B C
 25

Em que N(t) é a altura do nível da represa, medido em metros,


t é o número de dias, contatos a partir do início do período
chuvoso. x
A D
Segundo esse modelo matemático, o números de dias, dentro
do período chuvoso, em que a altura do nível da represa é O lado do quadrado ABCD é igual a:
maior ou igual a 12 metros é
A) 40 A) 6 D) 3 − 1
B) 41 4
C) 53 B) 2 + 1 E) 2 ⋅ ( 2 − 1)
D) 56 3
E) 60 C) 4 ⋅ ( 5 − 2)

11. (EsPCEx/2010) Na figura abaixo, estão representados, um 3x


sistema de eixos coordenados com origem O, o gráfico de uma 14. Dada a função f( x ) = x − 1 + . O domínio de
f corresponde a: x 2
−4
função real do tipo f(x) = ax2+ bx + c e o quadrado OMNP, com
16 unidades de área. Sabe-se que o gráfico de f(x) passa pelos A) Domf = {x ∈ R | x < – 1} D) Domf = {x ∈ R | x > 2}
pontos P e N, vértices do quadrado, e pelo pondo de encontro B) Domf = {x ∈ R | x > 1} E) Domf = {x ∈ R | x < 2}
das diagonais desse quadrado. Assim, o valor de a + b + c é C) Domf = {x ∈ R | x < – 2}

15. A figura representa o desenho da arcada dentária de um animal,


y feito no plano cartesiano ortogonal em escala linear.
y
P N
8

O M x
2

x
−4 −2 0 2 4
1 2
A) D)
2 2 Sabendo que as posições dos centros dos dentes destacados
3 5 2 em cinza nessa arcada são modeladas nesse plano por meio
B) E) da função quadrática y = ax2 + b, então a + b é igual a:
2 2
A) 8,5 D) 10,2
5
C) B) 9,2 E) 9,0
2 C) 9,5

227

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

05. (AFA/2010) Três amigos Samuel, Vitória e Júlia, foram a uma


Aula 08:

lachonete
Aula Problemas envolvendo equações • Samuel tomou 1 guaraná, comeu 2 esfirras e pagou 5 reais.
08 de 1º e 2º graus • Vitória tomou 2 guaranás, comeu 1 esfirra e pagou 4 reais.
• Júlia tomou 2 guaranas, comeu 2 esfirras e pagou k reais.

Considerando-se que cada um dos três grupos pagou o valor


Exercícios exato que consumiu, é correto afirmar que:
A) o guarana custou o dobro da esfirra.
B) os três amigos, juntos, consumiam 16 reais.
C) cada esfirra custou 2 reais.
01. (AFA/2016)A solução do sistema
D) Júlia pagou 8 reais pelo que consumiu.
x − y x − y x − y x − y
 − + − + ... = −1
 2 6 18 54 é tal que x + y é igual a 06. (Efomm) Alguns amigos combinaram de viajar e economizaram
3x − y = − 2 R$ 900,00. Quando estava próximo do dia da viagem, mais
duas pessoas entraram no grupo e cada participante pagou a
11
A) menos R$ 75,00. Quantas pessoas havia no início?
3 A) 4
10 B) 5
B)
3 C) 6
7 D) 8
C) − E) 10
3
8 07. (EsPCEx/2011) Na física, as leis de Kepler descrevem o
D) −
3 movimento dos planetas ao redor do Sol. Define-se como
período de um planeta o intervalo de tempo necessário para
02. (Efomm/2011) Um professor escreveu no quadro-negro uma que este realize uma volta completa ao redor do Sol. Segundo a
equação do segundo grau e pediu que os alunos a resolvessem. terceira lei de Kepler, “Os quadrados dos períodos de revolução
Um aluno copiou errado o termo constante da equação e achou (T) são proporcionais aos cubos das distâncias médias (R) do
as raízes – 3 e – 2. Outro aluno copiou errado o coeficiente do Sol aos planetas“, ou seja, T2 = kR3, em que k é a constante
termo do primeiro grau e achou as raízes 1 e 4. A diferença de proporcionalidade.
positiva entra as raízes da equação correta é:
A) 1 Sabe-se que a distância do Sol a Júpiter é 5 vezes a distância
B) 2 Terra-Sol; assim, se denominarmos T ao tempo necessário para
C) 3 que Terra realize uma volta em torno do Sol, ou seja, ao ano
D) 4 terrestre, a duração do “ano“ de Júpiter será
E) 5 A) 3 5 T
B) 5 3 T
03. (Efomm/2011) Em uma indústria é fabricado um produto ao C) 3 15 T
custo de R$ 9,00 a unidade. O proprietário anunciou a venda
D) 5 5 T
desse produto ao preço de x reais, para que pudesse, ainda
E) 3 3 T
que dando ao comprador um desconto de 10% sobre o preço
anunciado, obter um lucro de 40% sobre o preço unitário de
08. Se em uma árvore pousar um pássaro em cada galho, ficarão
custo. Nessas condições, o valor de x é
A) 14 reais. 5 pássaros sem galho, e se pousarem 2 pássaros em cada galho,
B) 12 reais. ficarão 4 galhos sem pássaros. A quantidade de pássaros em
C) 10 reais. questão corresponde a
D) 8 reais. A) 18.
E) 6 reais. B) 19.
C) 20.
04. (Efomm/2010) Um carro percorre 240 km com o desempenho D) 21.
de 12 km por litro de gasolina. Ao utilizar álcool como E) 22.
combustível, o desempenho passa a ser 8 km por litro de álcool.
Sabendo que o litro de gasolina custa R$ 2,70, qual deve ser o 09. Uma companhia transporta em um trem 60 toneladas de soja
preço do litro de álcool para que o gasto ao percorrer a mesma diariamente. Certo dia, ocorreu um problema logístico e cada
distância seja igual ao gasto que se tem ao utilizar gasolina vagão foi carregado com 500 kg a menos que o habitual,
como combustível? sendo necessário, para solucionar o problema, a colocação de
mais quatro vagões na composição. Quantos vagões ao todo
A) R$ 1,60
compunham o trem no dia em que o problema foi resolvido?
B) R$ 1,65
A) 22 D) 28
C) R$ 1,72
B) 24 E) 30
D) R$ 1,75 C) 27
E) R$ 1,80

228

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

10. Um tanque contém 600 peixes de duas espécies. 15. (Enem-PPL) Um terreno retangular de lados cujas medidas, em
São consumidos pelos peixes 1600 g de ração a cada refeição. metro, são x e y será cercado para a construção de um parque
Cada peixe da espécie x consome 3 g de ração por refeição e de diversões. Um dos lados do terreno encontra-se às margens
cada peixe da espécie y consome 2 g de ração por refeição. de um rio. Observe a figura.

Pode-se afirmar que:


A) a quantidade total de ração por refeição que é consumida
pelos peixes da espécie x é a mesma consumida pelos peixes
da espécie y.
B) a quantidade total de ração por refeição que é consumida
pela espécie x é o triplo da consumida pela espécie y.
C) a quantidade de peixes da espécie x é o triplo da quantidade
de espécie y.
D) as quantidades de peixes das duas espécies é a mesma.
E) existem mais peixes da espécie y.

11. Um hotel possui exatamente 58 unidades de hospedagem assim


distribuídas: m quartos duplos, p quartos triplos e q suítes para
quatro pessoas. A capacidade máxima de lotação do hotel é
166 pessoas, sendo que destas, 40 lotam completamente todas Para cercar todo o terreno, o proprietário gastará R$ 7 500,00.
as suítes. A diferença entre o número de quartos triplos e o O material da cerca custa R$ 4,00 por metro para os lados do
número de quartos duplos é terreno paralelos ao rio, e R$ 2,00 por metro para os demais
A) 8. lados.
B) 10. Nessas condições, as dimensões do terreno e o custo total do
C) 12. material podem ser relacionados pela equação
D) 14. A) 4(2x + y) = 7 500 D) 2(4x + y) = 7 500
B) 4(x + 2y) = 7 500 E) 2(2x + y) = 7 500
12. Um casal tem filhos e filhas. Cada filho tem o número de irmãos C) 2(x + y) = 7 500
igual ao número de irmãs. Cada filha tem o número de irmãos
igual ao dobro do número de irmãs. O total de filhos e filhas Aula 09:

do casal corresponde a
Aula
A) 10. Inequações – Parte I
B) 9. 09
C) 8.
D) 7.
E) 6.
Sendo a e b (a < b) números reais quaisquer, temos os
13. Um funcionário de certa empresa recebeu 120 documentos seguintes subconjuntos dos reais, chamados de intervalo.
para arquivar. Durante a execução da tarefa, fez uma pausa
[a, b] = {x ∈ R / a ≤ x ≤ b}, intervalo fechado [a, ∞[ = {x ∈ R / x ≥ a}
para um café e, nesse instante, percebeu que já havia arquivado
1/(n – 1) do total de documentos (n ∈ N – {0, 1}). Observou ]a, b[ = {x ∈ R / a < x < b}, intervalo aberto ]a, ∞[ = {x ∈ R / x > a}
também que, se tivesse arquivado 9 documentos a menos, [a, b[ = {x ∈ R / a ≤ x < b}, intervalo fechado só à esquerda ]– ∞, a] = {x ∈ R / x ≤ a}
a quantidade arquivada corresponderia a 1/(n + 2) do total. ]a, b] = {x ∈ R / a < x ≤ b}, intervalo fechado só à direita ]– ∞, a[ = {x ∈ R / x < a}
A partir do instante da pausa para o café, o número de
Para que se possa resolver uma inequação na variável x, seja
documentos que ele ainda deverá arquivar é
ela do 1º grau, 2º grau ou um outro tipo de inequação qualquer,
A) 92.
B) 94. deve-se procurar isolar tal variável.
C) 96. A seguir, tem-se exemplos de alguns tipos de inequações já
D) 98. resolvidas no universo .
÷3
E) 100. 1º 3x + 5 > 2 → 3x > – 3 → x > –1

14. Um nutricionista está preparando uma refeição com 2 alimentos x+6 ÷3


2º < 2x → x + 6 < 4x → 6 < 3x → 2 < x → x > 2
A e B. Cada grama do alimento A contém 2 unidades de 2
proteína, 3 unidades de carboidrato e 2 unidades de gordura. −2x + 4 ⋅ (–5)
Cada grama do alimento B contém 4 unidades de proteína, 3º ≥ 2 → – 2x + 4 ≤ – 10 →
−5
4 unidades de carboidrato e 3 unidades de gordura. ÷ (–2)

Essa refeição deverá fornecer exatamente 400 unidades de – 2x ≤ – 4 – 10 → – 2x ≤ – 14 → x ≥ 7


proteína e 500 unidades de carboidrato. A quantidade de ou
÷2

gordura que essa refeição irá fornecer é 10 + 4 ≤ 2x → 14 ≤ 2x → 7 ≤ x → x ≥ 7


A) 300 unidades. f

B) 350 unidades.
x2 + 2 x2 + 2 x 2 + 2 − 3x x 2 − 3x + 2
C) 400 unidades. 4º ≤ 3→ − 3 ≤ 0→ ≤ 0→ ≤0
D) 450 unidades. x x x x 
E) 500 unidades. g

229

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

ESTUDO DO SINAL (Quadro de sinais) 06. Quatro unidades idênticas de um produto A com “peso” total
de 1 kg, custam 480 reais. Sete unidades idênticas do produto B,
“pesando” ao todo 1 kg, custam 300 reais.
++++++ +++++
f –––––––
x Sabendo-se que 10 unidades do produto A e x unidades do
1 2
produto B, juntas, “pesam” no mínimo 5 kg e não ultrapassam
2.000 reais, então o número x é
++++++++++ +++++ x
g ––– A) primo.
0
B) divisível por 7.
f +++ +++++ C) divisível por 5.
g –––
x
0 1 – – – – – –– – – 2 D) múltiplo de 6.
E) múltiplo de 4.
x ≤ 0 ou 1 < x < 2
07. (Uece) A idade de Paulo, em anos, é um número inteiro par
Propriedades que satisfaz a desigualdade x2 – 32x + 252 < 0. O número que
representa a idade de Paulo pertence ao conjunto
I. f(x) muda de sinal na raiz de multiplicidade ímpar;
A) {12, 13, 14}.
II. f(x) permanece com o mesmo sinal na raiz de multiplicidade par.
B) {15, 16, 17}.
C) {18, 19, 20}.
Exercícios D) {21, 22, 23}.

08. (Vunesp) O consumo médio de oxigênio, em ml/min por


01. Estude o sinal das funções a seguir, onde U = r. quilograma de massa (ml/min · kg), de um atleta na prática de
A) f(x) = 3x – 6 algumas modalidades de esporte, é dado na tabela seguinte.
B) g(x) = x2 + 14x + 49
C) h(x) = (x – 1)5 ⋅ (x + 2)4 Consumo médio de O2
Esporte
em ml/min · kg
02. A soma dos dois menores valores inteiros positivos que
(x − 1)10 ⋅ (6 + 3 x)11 Natação 75
satisfazem a inequação >0 é
( x − 2)3 Tênis 65
A) 8 D) 5
B) 7 E) 4 Marcha atlética 80
C) 6
Dois atletas, Paulo e João, de mesma massa, praticam todos os dias
x 2 ⋅ (x + 5)3 exatamente duas modalidades de esporte cada um. Paulo pratica
03. O mais amplo domínio real da função f(x) =
x 2 − 3x + 2 diariamente 35 minutos de natação e depois t minutos de tênis.
corresponde a João pratica 30 minutos de tênis e depois t minutos de marcha
A) [0, 1[ ∪ ]2, + ∞[ atlética. O valor máximo de t para que João não consuma, em
B) ]– ∞, 0] ∪ ]1, 2[ ml/kg, mais oxigênio que Paulo, ao final da prática diária
C) [– 5, 1[ ∪ ]2, + ∞[ desses esportes, é
D) ]– ∞, 5] ∪ ]1, 2[ A) 45
E) ]– ∞, – 2] ∪ ]0, 1[ B) 35
C) 30
04. Resolvendo-se a inequação (a – 1) · x < a – 1, sendo a < 1,
D) 25
temos:
A) {x ∈ R| x < 1} E) 20
B) {x ∈ R| a < x < 1}
C) {x ∈ R| x > 1} 09. Um professor trabalha em duas faculdades, A e B, sendo
D) {x ∈ R| x < a ou x > 1} remunerado por aula. O valor da aula na faculdade B é 80% do
E) {x ∈ R} valor da aula na faculdade A. Para o próximo ano, ele pretende
dar um total de 30 aulas por semana e ter uma remuneração
(5x − 10)2 ⋅ ( −2x + 6)3 semanal em A maior que a remuneração semanal em B.
05. Seja f(x) = , marque a opção que
( −6x + 12)8 Marque a opção que corresponde à quantidade mínima de
corresponde ao domínio de f. aulas que o professor deverá dar por semana na faculdade A.
A) Df = {x ∈ R| x < 3 e x ≠ 2} A) 13
B) Df = {x ∈ R| x < 2 ou x > 3} B) 14
C) Df = {x ∈ R| 2 ≤ x ≤ 3} C) 15
D) Df = {x ∈ R| 2 < x < 3} D) 16
E) Df = {x ∈ R| x ≤ 3 e x ≠ 2} E) 17

230

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

10. (Enem-PPL) O gerente de um estacionamento, próximo a um 15. Uma peça pode ser fabricada pelo técnico A, com moldagem
grande aeroporto, sabe que um passageiro que utiliza seu carro manual, ou pelo técnico B, com impressora 3D. Para fabricar a
nos traslados casa-aeroporto-casa gasta cerca de R$ 10,00, em peça com moldagem manual, gastam-se 4 horas de trabalho do
combustível nesse trajeto. Ele sabe, também, que um passageiro técnico A e R$ 40,00 de material. O valor da hora de trabalho
que não utiliza seu carro nos traslados casa-aeroporto-casa do técnico A é R$ 17,00. Quando feita com impressora 3D, a
gasta cerca de R$ 80,00 com transporte. mesma peça é fabricada em 3 horas de trabalho do técnico B,
Suponha que os passageiros que utilizam seus próprios veículos com gasto de R$ 12,00 com material.
deixem seus carros nesse estacionamento por um período de
dois dias. A fabricação dessa peça é mais cara com impressora 3D se o
valor da hora de trabalho do técnico B for, no
Para tornar atrativo a esses passageiros o uso do estacionamento, A) mínimo, superior a R$ 32,00
o valor, em real, cobrado por dia de estacionamento deve ser, B) mínimo, R$ 32,00
no máximo, de C) mínimo, superior a R$ 24,00
A) R$ 35,00. D) R$ 70,00. D) máximo, R$ 32,00
B) R$ 40,00. E) R$ 90,00. E) máximo, inferior a R$ 24,00
C) R$ 45,00.

11. Um estacionamento cobra R$ 6,00 pela primeira hora de uso, Aula 10:

R$ 3,00 por hora adicional e tem uma despesa diária de R$ 320,00.


Aula
Considere um dia em que sejam cobradas, no total, 80 horas Inequações – Parte II
de estacionamento. O número mínimo de usuários necessário 10
para que o estacionamento obtenha lucro nesse dia é
A) 25.
B) 26 .
C) 27.
D) 28.
E) 29. Exercícios
12. Fábio quer arrumar um emprego de modo que, do total do
1 3
salário que receber, possa gastar com alimentação, com
4 5 01. (EsPCEx/2014) Assinale a alternativa que representa o conjunto
aluguel e R$ 300,00 em roupas e lazer. Se, descontadas todas de todos os números reais para os quais está definida a função
essas despesas, ele ainda pretende que lhe sobrem no mínimo x 2 − 6x + 5
f(x) = .
R$ 85,00, então, para que suas pretensões sejam atendidas, 3
x2 − 4
seu salário deve ser, no mínimo:
A) R$ 950,00 A)  – {– 2, 2}
B) R$ 980,00 B) (– ∞, – 2) ∪ (– 5, + ∞)
C) R$ 1.000,00 C) (– ∞, – 2) ∪ (– 2, 1] ∪ [5, + ∞)
D) R$ 1.100,00 D) (– ∞, 1) ∪ (5, + ∞)
E) R$ 1.500,00 E) (– ∞, – 2) ∪ (2, + ∞)
2− x
13. Uma técnica experimental desenvolvida pelo Professor 02. (EsPCEx/2011) O domínio da função real f(x) = é
Venceslau para se determinar o número do sapato de uma x 2 − 8x + 12
pessoa é: A) ]2, ∞[ D) ] – 2, 2]
• multiplicar a medida do comprimento do pé, em cm, por 5; B) ]2, 6[ E) ] – ∞, 2[
• ao produto obtido somar 28; C) ] – ∞, 6[
• dividir a soma por 4;
• arredondar para cima o resultado. 03. (AFA/2014) Alex possui apenas moedas de 25 centavos, de 50
Paula obteve o numeral 38 ao realizar a sequência de centavos e de 1 real, totalizando 36 moedas. Sabe-se que a
operações descritas. Qual das alternativas mostra um possível soma do número de moedas de 25 centavos com o dobro do
comprimento do pé de Paula? número de moedas de 50 centavos é igual à diferença entre
A) 0,232 m 82 e 5 vezes o número de moedas de 1 real. Nessas condições
B) 0,245 m é correto afirmar que
C) 0,263 m A) esse problema possui no máximo 7 soluções.
D) 0,277 m B) o número de moedas de 25 centavos nunca será igual ao
E) 0,289 m número de moedas de 50 centavos.
C) o número de moedas de 50 centavos poderá ser igual à soma
do número de moedas de 25 centavos com as de 1 real.
14. Miguel e Marlon disputam cem partidas de xadrez. Cada vez
D) o número de moedas de 1 real pode ser 3.
que Miguel ganha uma partida, recebe R$ 4,00 de Marlon e
cada vez que Marlon vence uma partida, recebe R$ 8,00 de
Miguel. A partir do que foi exposto, assinale a alternativa falsa. 04. (Efomm/2013) A diferença entre o comprimento x e a largura
A) Se Miguel vencer metade das partidas, terá um prejuízo de y de um retângulo é de 2 cm. Se a sua área é menor ou igual a
R$ 200,00 35 cm 2, então todos os possíveis valores de x, em cm,
B) Miguel tem lucro, se vencer pelo menos 67 partidas. satisfazem:
C) Marlon tem lucro, se vencer no mínimo 33 partidas. A) 0 < x < 7 D) 2 < x ≤ 7
D) Se Marlon vencer vinte das partidas, terá um prejuízo B) 0 < x < 5 E) 2 < x <7
exatamente igual ao valor que recebeu. C) 2 < x ≤ 5

231

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

05. (AFA/2010) Luiza possui uma pequena confecção artesanal 10. Resolvendo, em r, o sistema de inequações abaixo:
de bolsas. No gráfico abaixo, a reta c representa o custo total
mensal com a confecção de x bolsas e a reta f representa o
faturamento mensal de Luiza com a confecção de x bolsas.
{ 2x + 3 ≥ 0
x − 8 < 3x − 5
, tem-se como solução o conjunto

3
A) S = {x ∈ R 0 ≤ x ou x ≥ }
2
y (reais) f
3
2000 c B) S = {x ∈ R 0 ≤ x ≥ }
2
810 3
C) S = {x ∈ R x > − }
2
3
D) S = {x ∈ R x ≥ − }
10 2
0 100 x x +5
(nº de bolsas 11. Seja a função real f(x) = . A sentença que completa
confeccionadas) x −1
corretamente a expressão do conjunto domínio D = {x ∈  / ____}
Com base nos dados acima, é correto afirmar que a Luiza obtém dessa função é
lucro se, e somente se, vender A) x > 1.
A) no mínimo 2 bolsas. B) x ≠ 1.
B) pelo menos 1 bola. C) x > 0.
C) exatamente 3 bolsas. D) x ≠ 0.
D) no mínimo 4 bolsas.
12. A solução da inequação 2(x + 2) + 5x ≤ 4(x + 3) é um intervalo
06. (AFA/2010) Classifique em (V) verdadeiro ou (F) falso cada item
real. Pode-se afirmar que pertence a esse intervalo o número
abaixo, onde a ∈ r.
A) 2.
x 2 − a2
I. = x + a ∀x ∈R B) 3.
x −a
C) 4.
1 1 D) 5.
II. se < e a > 0, então {x ∈ rx < 0 ou x > a}
x a
III. se a > 0 ex < a, então x2 – a2 < 0. 13. Considerando que o domínio de uma função é o maior
subconjunto de  constituído por todos os valores que podem
Tem-se a sequência correta em ser atribuídos à variável independente, o domínio da função
A) F – V – F h(x) = x + 4 é
B) F – F – V
C) V – F – V A) *
D) F – V – V B)  – {4}
C) {x ∈  / x < 4}
1+ x D) {x ∈  / x ≥ – 4}
07. (Efomm/2010) O conjunto solução da inequação ≥ 1 é:
1− x
A) [0, + ∞)
B) [0, + 1) 14. Seja a função f(x) = x + 1 + −2x + 1. Os valores inteiros do
C) [1, + ∞) domínio de f são tais que seu produto é igual a
D) [0, 1]
A) 0.
E) (– ∞, 0] ∪ (1, + ∞)
B) 1.
08. O número de soluções inteiras pertencentes ao conjunto solução C) 2.
(3 x − 9) (x + 6) D) 3.
da inequação ⋅ < 0, em  é
2 3
A) 4. 15. A quantidade de números inteiros positivos x que verificam as
B) 6. x
inequações 3x − 8 < e x + 20 > 10x, ao mesmo tempo, é
C) 8. 2
D) 10. A) 1.
B) 2.
x −1
09. (EsPCEx/2014) Com relação à função g(x) = definida C) 3.
x +1
D) 4.
para x ≠ – 1, pode-se afirmar que a única alternativa correta é:
A) g(x) ≤ 0 para todo x ∈ r – {– 1, 0}
B) ∃x ∈ r tal que g(x) = 0
C) g(x) ≥ 0 para todo x ∈ ] – 1, + ∞ [
D) g(x) < 0 para todo x ∈ ] – 1, 1 [
E) ∃x ∈ r tal que g(x) = 2

232

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Observe que existe uma função h que transforma direto os


Aula 11:

elementos de A em C, assim:
Aula h: A → C
Função Composta h(x) = g(f(x)) = g(2x – 3) = 5 · (2x – 3) = 10x – 15
11
h(1) = 10 · 1 – 15 = – 5
h(2) = 10 · 2 – 15 = 5
h(3) = 10 · 3 – 15 = 15

Definição h(x) = 10x – 15 é denominada função composta de g com f,


Sejam as funções f: A → B e g: B → C. podendo ser representada por:
Chamaremos de função composta de g com f a função
h(x) = (g o f)(x) ⇒ Lê-se “g bola f de x”.
g o f: A → C, tal que: (g o f)(x) = g[f(x)].
Na forma de diagrama, temos: ou

B h(x) = g(f(x)) ⇒ Lê-se “g de f de x”.


f(x)
Assim, temos que h representa a aplicação da função g em
A
f, e a função f, por sua vez, aplica-se em x.
f g C

x
f g f(g(x)) Exercícios

Condição de existência
01. (EsPCEx/2015)Considere as funções reaisfeg,taisque f( x ) = x + 4
1 : A função composta g o f(x) = g(f(x)) existirá somente quando
a e f(g(x)) = x2 – 5, onde g(x) é não negativa para todo x real.
Assinale a alternativa cujo conjunto contém todos os possíveis
o contra domínio da função f é igual ao domínio da g, isto é,
valores de x, que satisfazem os dados do enunciado.
CD(f) = D(g)
A) −] − 3, 3[ D) ] − 3, 3[
2a: Existindo a função composta g o f(x) = g(f(x)), o seu domínio é
o domínio da função f e o seu contradomínio é o contradomínio B) −] − 5 , 5[ E) −] − ∞, 3[
da função g, isto é, D(g o f) = D (f) e CD(g o f) = CD(g). C) ] − 5 , 5[

Observação: Em geral, a composição de funções não é comutativa, 02. (EsPCEx/2012) Sejam as funções reais f( x ) = x 2 + 4 x e
isto é, g o f ≠ f o g. g(x) = x – 1. O domínio da função f(g(x)) é
A) D={x ∈ R | x ≤ –3 ou x ≥ 1}
Exemplo: B) D={x ∈ R | –3 ≤ x ≤ 1}
C) D={x ∈ R | x ≤ 1}
Sejam:
D) D={x ∈ R | 0 ≤ x ≥ ≤ 4}
f: A → B g: B → C E) D={x ∈ R | x ≤ 0 ou x ≥ 4}
f(x) = 2x – 3 g(x) = 5x
03. (EsPCEx/2009) Considere a função real g(x) definida por:
Assim: 
Em f: Em g: 5x , se x ≤ 1
 −3x 2 3x 17
Para x = 1, temos: Para x = –1, temos: g(x) =  + + , se 1 < x ≤ 3
f(1) = 2 · 1 – 3 = – 1 g(– 1) = 5 · (– 1) = – 5  4 2 4
 x + 1 , se x > 3
Para x = 2, temos: Para x = 1, temos:  2 2
f(2) = 2 · 2 – 3 = 1 g(1) = 5 · 1 = 5
O valor de g(g(g(1))) é
Para x = 3, temos: Para x = 3, temos: A) 0 D) 3
f(3) = 2 · 3 – 3 = 3 g(3) = 5 · 3 = 15 B) 1 E) 4
C) 2
Na forma de diagrama, temos:
B_
1 04. (EsPCEx/2006) Temos as funções:
) f(x) = x + 1
f (1 1
) g(x) = x3 + ax2 + bx + c
f (2 ) 3
g
_( 1)

f (3
h(x) = g(f(x))
g
(1 )
g

A C
(3

1 _5 Considerando que as raízes de h(x) são {–1; 0; 1}, determine


2 h (1) 5 h(–2).
3 h (2) 15 A) 0 D) 5
B) –3 E) –6
h (3)
C) 4

233

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

senx + a2 + a 10. (AFA/2014) Considere o gráfico da função g: A → A a seguir


05. (Efomm/2006) Dado f(x) = x + a, f(g( x )) = e e marque (V) verdadeiro ou (F) falso.
a+1
 π 2
g  = . Determine o valor de a. y=g(x)
 4 8 5
A) a = 0
4
B) a = 1
C) a = 2 3
D) a = 3
E) a = 4 2
1
x 
06. (Efomm/2013) Se g(x) = 9x – 11 e f(g(x)) = g  + 1 são funções 0
9 
reais, então f(16) vale -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 x
A) 1
-1
B) 3
C) 5 -2
D) 7
E) 9 -3

x
07. (Efomm/2011) Se f0 ( x ) = e fn+1=foº fn para n = 0,1,2,...
x +1 ( ) A função g possui exatamente duas raízes.
então fn(x) vale:
x ( ) g(4) = –g(–3)
A) ( ) Im(g) = {–3} ∪]–2, 4[
x +n
( ) A função definida por h(x) = g(x) + 3 não possui raíz.
(n + 1)x ( ) (gogogo ... og) (–2) = 2
B)
x +1
nx A sequência correta é
C)
x +1 A) F – V – F – F – V
x B) F – F – V – F – V
D) C) F – V – F – V – F
(n + 1)x + 1
D) V – V – F – F – V
x
E)
nx+ 1
11. (AFA/2011) Considere as proposições a seguir e as classifique
em (V) verdadeiro ou (F) falsa.
08. (Efomm/2010) Sabendo-se que f(0) = 3 e f(n+1) = f(n) + 7, ( ) Nas funções reais g: C→ A e f: A → B, se existe a função
então f(201) é igual a: composta (f o g): P → S, então P = C e S = B.
A) 1206 ( ) Se h: {m, n, p} → {m, n, p} é uma função tal que h(m) = p,
B) 1307 h(n) = m e h(p) ≠ n, então h é uma função injetora.
C) 1410 ( ) Se f: {0, 1, 2} → {0, 1, 2} é u m a f u n ç ã o t a l q u e
D) 1510 x + 1, se x ≠ 1 e x ≠ 2
 , entª o
f( x ) = x, se x = 2
E) 1606
x − 1, se x = 1
09. (AFA/2015) Considere as funções reais f, g e h tais que
então (fofof)–1 (x) = 1 se, e somente se, x = 0.
f(x) = mx2 – (m + 2) x + (m + 2)
A sequência correta é
1
g( x ) = A) F – F – V
x B) V – V – F
C) V – V – F
h( x ) = x d) V – V – V

Para que a função composta hogo f(x) tenha domínio D = R, 12. (AFA/2010 – Adaptado) Considere as funções reais f e g tal
deve-se ter que f(x) = x + 1 e que existe a composta de g com f dada por
2 (gof )( x ) = ( x + 1)2 . Sobre a função g, é incorreto afirmar que
A) m >
3 ela é
2 A) par
B) −2 < m < B) sobrejetora
3
C) tal que g(x) ≥ 0, ∀ x ∈ R
2 D) crescente se x ∈ [1, + ∞[
C) 0 < m <
3
D) –2 < m < 0

234

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

13. (AFA/2010) Considere o gráfico da função real p: A → B


Aula 12:

y=p(x) Aula
Função Inversa
c 12
b

r Definição
0 a b c Denomina-se função inversa da função bijetora f: A → B a
–a função f–1: B → A que se obtém trocando de posição os elementos
de todos os pares ordenados da função f:
-c f
A B
-r
1 4

2 5
Analise as alternativas a seguir e, marque a falsa.
a) p(x) ≤ 0 ⇔ {x ∈ R | x < 0 ou c ≤ x ≤ r}. 3 6

b) p(p(p(p(p(r))))) = p(p(p(p(r)))). f1
_

c) Existe um único x ∈ A tal que p(x) = c. f = {(1, 4), (2, 5), (3, 6)}
d) Im(p) = {–r} ∪ ] –c, c]. f–1 = {(4, 1), (5, 2), (6, 3)}
Para se obter a inversa de uma função, devemos proceder
da seguinte forma:
14. (AFA/2010) Considere o conjunto A = {0, 1, 2, 3} e a função
• troca-se x por y e y por x. y
f: A → A tal que f(3) = 1 e f(x) = x + 1, se x ≠ 3. _
• coloca-se o novo y em função do f 1(x)
A soma dos valores de x para os quais (fofof) (x) = 3 é y=x
novo x.
a) 2 a
b) 3 f(x)
Se f admite função inversa, f
c) 4
diz-se invertível. Neste caso, a f(a)
d) 5
função inversa é única.
15. (AFA/2009) Analise o gráfico a seguir da função real g : R → R. Note que o gráfico de f–1 é a x
f(a)
obtido a partir do gráfico de f por
y simetria em relação à reta y = x (função identidade).

Observações:
2 • As transformações “feitas” pela função f são “desfeitas”
1 pela função g.
3 4 • O contradomínio de f é igual ao domínio de g.
0 1 2 x • O domínio de f é igual ao contradomínio de g.
-1 • A função g é dita função inversa de f e é simbolizada por f–1.

-2

Se h é uma função real tal que h(x) = g (x) + 2, então, marque


a alternativa verdadeira. Exercícios
a) (hohoh... oh) (0) = 4
b) (hohoh) (3) > (hohohoh)(2)
   1   01. (EsPCEx/2004) Considere a função bijetora f: [1, +∞) → (–∞, 3],
c) Se y = h  h  h     então y ∈ ]2, 3[ definida por f(x) = –x2 + 2x + 2 e seja (a, b) o ponto de interseção
   2   de f com sua inversa. O valor numérico da expressão a + b é
   3   A) 2
d) Se x = h  h  h     então x ∈ ]1, 2[ B) 4
   2  
C) 6
D) 8
E) 10

235

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

02. (EsPCEx/2004) Sejam as funções reais f(x) e g(x). Se f(x) = x + 2 Pode-se afirmar que
x 3 3
e f(g( x )) = , pode-se afirmar que a função inversa de g(x) é: −1
A) g ( x ) = − x − 2 D) g−1( x ) = − x + 3
2 2 2
−1 f( x ) 3 2
A) g ( x ) = D) g–1(x) = 2f(x) −1
B) g ( x ) = − x + 2
−1
E) g ( x ) = − x + 3
2 2 3
−1 x+4 x−4
B) g ( x ) = E) g−1( x ) = −1 3
2 2 C) g ( x ) = x −3
2
C) g–1(x) = f(x)
 1 1
03. O gráfico seguinte representa a função f, bijetiva. 05. Seja f:  –  −  → * tal que f(x) = , o valor de f–1(7)
 3 3x + 1
y corresponde a

2 3
A) − D) −
5 2
3 2
B) − E) −
8 7
x
3
C) −
4

06. O gráfico a seguir representa a função retilínea f(x).

y
Sendo bijetiva (ou bijetora), a função f admite inversa.
ƒ(x)
Dos gráficos seguintes, aquele que melhor representa a inversa 2
da função f é:
–5
y y
4 x
–1
A) B)
x x
Construindo no mesmo plano cartesiano as retas que
representam f(x) e sua inversa f–1(x), é correto afirmar que o
y y ponto de intersecção terá como coordenadas
A) (–2, 0)
B) (0, 1)
C) D) C) (1, 1)
x x D) (5, 5)
E) (2, 2)

y 07. Marque a opção correta.


A) Toda função real admite inversa.
B) Toda função sobrejetiva e não injetiva admite inversa.
E) C) Toda função injetiva e não sobrejetiva admite inversa.
x D) Toda função bijetiva admite inversa.

08. Uma função bijetora f é tal que f(x + 3) = 2x – 1. A inversa


de f é
04. Dado o gráfico de uma função retilínea g, tal que g: R → R. x +7
A) f −1( x ) =
y 2
x −3
B) f −1( x ) =
2

g C) f −1( x ) = x + 3

2 D) f −1( x ) = 2x − 3

2
0 3 x E) f −1( x ) =
x −3

236

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

09. (Cefet) Dada uma função f bijetora e f–1, a sua inversa, então 14. A seguir, encontram-se representados os gráficos das funções
o valor de [f–1(f(2))]2 + [f(f–1(2))]3 é f: r → r e g: r → r.
A) 4 D) 15
B) 9 E) 16 y = f(x) y = g(x)
C) 12
y y
4 4
 π 3π  2
10. Seja a função f :  ,  → [ −1,1] tal que f(x) = 2 − x .
2 2  π 3 3
Pode-se afirmar corretamente que
A) f é crescente. D) f–1(1) = π. 2 2
B) f é crescente.
–1
E) f não possui inversa.
C) f–1(0) = π. 1 1

4x − 3 x x
11. Seja a função f : R – {–2} em R – {4} definida por f(x) = . 0 1 2 3 0 1 2 3
x+2
O valor do domínio de f–1(x) com imagem 5 correspondente a
y = f(x) y = g(x)
9 15
A) D)
7 7 y y
4 4
11 17
B) E)
7 7 3 3
13
C)
7 2 2
12. Para aplanar um terreno, o proprietário contratou uma empresa
de terraplanagem. O preço f, em real, cobrado pela empresa 1 1
por x metros cúbicos de terras retirados é dado pela função
bx x x
f(x) = a+ , para x < 100, cujo gráfico da inversa, 0f–1, 1 2 3 0 1 2 3
100 − x
é representado a seguir.
Sabendo que f possui inversa f–1: r → r, pode-se afirmar que
y
f(g(f–1(2))) equivale a
f–1 A) 1
50 B) 2
C) 3
D) 4
E) 5

15. A figura a seguir representa o gráfico da função


f : [– 4, 4] → [–2, 5].
0 5.200 x
200 y

Assim, os valores de a e b são, respectivamente 5


A) 100 e 5000 D) 200 e 5000
B) 200 e 1000 E) 100 e 1000
C) 100 e 2000 3

1  3 
13. Considere a função bijetiva f:  , + ∞  →  , + ∞  , tal que
 2   4  –1
f(x) = x2 – x + 1. A função f–1(x) corresponde a x
–4 3 4
1 3
a) f–1(x) = − x− –2
2 4
1 3
b) f–1(x) = − + x−
2 4 Se g : [–2, 5] → (0, +∞) é uma função inversível com g(2) = 1,
1 3 o número de soluções da equação [g(f(x))]2 + [g(f(x))] – 2 = 0 é
c) f–1(x) = + x− A) cinco.
2 4
B) um.
1 3 C) dois.
d) f–1(x) = − + x+
2 4 D) quatro.
E) três.
1 3
e) f–1(x) = + x+
2 4

237

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Aula 13:

Aula Exercícios de Fixação


Função Modular I
13
• Para as questões de 01 a 05 considere, f: R → R definida por
f(x) = x.

01. Construa o gráfico de f(x) –2.


Definição
No universo real, módulo de um número pode ser entendido
como sendo a distância desse número até a origem. Assim,
representando essa ideia no eixo (reta) real, temos:

... -3 -2 -1 0 1 2 3 ...

Note que:
02. Construa o gráfico de f(x – 4)
• a distância do número 1 à origem é igual a uma unidade,
pois 1 = 1;
• a distância do número – 3 à origem é igual a três unidades,
pois – 3 = 3

Assim, o módulo de x é a distância do número x até a origem.


Definimos:
x = {
x, se x ≥ 0
−x, se x < 0

Função modular
03. Construa o gráfico de – f(x).

Seja f: R → R, onde f(x) = x. O gráfico de f(x) é, portanto:

f(x) = { x, x ≥ 0 (parte I)
− x, x ≤ 0 (parte II)

• (Parte I) f(x) = x: é uma semirreta passando pela origem, de


coeficiente angular igual a 1, ou seja, o gráfico de f(x) = x é
bissetriz do primeiro quadrante.
y

04. Construa o gráfico de f(–x).

• (Parte II) f(x) = – x: é uma semirreta passando pela origem, de


coeficiente angular igual a – 1, ou seja, bissetriz do segundo
quadrante, pois x ≤ 0.
y

05. Construa o gráfico de f(x – 3) –1.


x

Portanto, para x ∈ R, temos:


y

238

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

06. O gráfico da função f(x) =  x + 2 é constituído por: 08. Considere a função real f(x) = |–x + 1|. O gráfico que representa
A) duas semirretas de mesma origem. a função é:
B) duas retas concorrentes. y
A)
C) duas retas paralelas.
2
D) duas retas perpendiculares.
E) uma única reta que passa pelo ponto (0, 2).
1
07. (EsPCEx) Dos gráficos a seguir, o que melhor representa a função
f(x) =4x2 – 16x + 7 é: 0
–3 –2 –1 1 2 3 x
A)
–1

–2

B) y
2

B) –3 –2 –1 0 1 2 3 x
–1

–2
C) y
2

C)
-3 -2 -1 0 1 2 3 x

-1

-2

D) y
2

D)
1

-3 -2 -1 0 1 2 3 x

-1

-2

E) y
E)
2

-3 -2 -1 0 1 2 3 x

-1

-2

239

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

09. A interseção dos gráficos das funções f e g, definidas por 13. (EsPCEx) O gráfico que melhor representa a função real definida
f(x) = | x | e g(x) = 1 – | x |, os quais são desenhados no mesmo 4 − | x − 4 |, se 2 < x ≤ 7
sistema de coordenadas cartesianas, determina um polígono. por  2
x − 2x + 2, se x ≤ 2
A área desse polígono é
A) 0,125 D) 1 A)
y
B) 0,25 E) 2 4
C) 0,5
2
10. No sistema cartesiano representado a seguir, têm-se os 1
gráficos das funções reais f e g.
0 1 2 4 7 x
y
B)
y
f
4
3
2
0 x 1
3 0 1 2 4 7 x

C)
g y
4

2
Com base no gráfico, é correto afirmar que
A) f(x) = |x + 3| e g(x) = – | x |. 1
B) f(x) = – |x + 3| e g(x) = | x |. 0 1 2 4 7 x
C) f(x) = |x – 3| e g(x) = – | x |.
D) f(x) = |x – 3| e g(x) = | x |. D)
E) f(x) = – |x – 3| e g(x) = – | x |. y
4
11. Nas sentenças a seguir, marque (V) quando a afirmativa for
2
verdadeira ou (F) quando for falsa.
1
Considere a função f: R → R dada por f(x) = 2x + 5. 0 1 2 4 7 x
( ) f é injetora.
( ) O valor mínimo assumido por f é zero. E)
y
( ) O gráfico de f intercepta o eixo y no ponto de coordenadas 4
(0, 5).
( ) O gráfico de f é uma reta. 2
( ) f é uma função par. 1

12. Dos gráficos a seguir, o que mais se assemelha ao gráfico da 0 1 2 4 7 x


função f(x) = x + 2 − 2 no intervalo – 5 < x < 5 é
14. Um posto de gasolina encontra-se localizado no km 100
A) de uma estrada retilínea. Um automóvel parte do km 0, no
sentido indicado na figura adiante, dirigindo-se a uma cidade a
250 km do ponto de partida. Em um dado instante, x denota
a distância (em quilômetros) do automóvel ao km 0.
B)

C)


km 0 km 100 km 250

D) Nesse instante, a distância (em quilômetros) do veículo ao


posto de gasolina é:
A) 100 + x C) x – 100
B) 100 – x D) x –100
E)
15. Qual o gráfico de f(x) = – |x2 – 3 | x | + 2|?

240

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

05. Observe os itens a seguir.


Aula 14:

I. | x | = 4 ⇔ x = – 4 e x = 4;
Aula II. | x | > 4 ⇔ x < – 4 ou x > 4;
Função Modular II
14 III. | x | ≤ 4 ⇔ x ≤ – 4 ou x ≥ 4;
IV. x2 = x ;
V. | x | = | –x |.
Propriedades É correto afirmar que:
A) todos os itens estão corretos.
I. x ≥0e− x ≤0 B) apenas os itens I, II e V estão corretos.
 C) apenas os itens II, IV e V estão corretos.
II. x = − x
III. x 2 = x 2 = x 2 D) apenas os itens I, II, IV e V estão corretos.
 E) apenas os itens II, III e V estão corretos.

x ∈ R IV. x = x
2

V. x + y ≤ x + y (desigualda
ade triangular) 06. (EsPCEx) Considerando a função real f(x) = (x –1) ⋅ |x –2|, o
 intervalo real para o qual f(x) ≥ 2 é
VI. Para a > 0, temos: x = a ⇔ x = a ou x = − a
A) {x ∈ R | x ≥ 3}
VII. Para a > 0, temos: x < a ⇔ −a < x < a B) {x ∈ R | x ≤ 0 ou x ≥ 3}

[Link] a > 0, temos: x > a ⇔ x < − a ou x > a C) {x ∈ R | 1 ≤ x ≤ 2}
D) {x ∈ R | x ≥ 2}
E) {x ∈ R | x ≤ 1}

Exercícios 07. (EsPCEx) Dada a função real modular f(x) = 8 + (|4k – 3| –7)x,
em que k é real. Todos os valores de k para que a função dada
seja decrescente pertencem ao conjunto
01. (EsPCEx) Considere a função real definida por A) k > 2,5
B) k < –1
2− | x − 3 |, se x > 2 , o valor de f(0) + f(4) é C) –2,5 < k < –1
f( x ) =  2
 − x + 2x + 1, se x ≤ 2 D) –1 < k < 2,5
A) –8 E) k < –1 ou k > 2,5
B) 0
C) 1 08. (EsPCEx) Observando o gráfico a seguir, que representa a função
D) 2 real f(x) = |x – k| –p, pode-se concluir que os valores de k e p
E) 4 são, respectivamente,

f(x)
02. Um atleta de salto em distância realizou dois saltos. No primeiro,
atingiu a marca de 5,8 metros; no segundo, atingiu a marca y.
1
Dentre as opções a seguir, marque aquela que representa a
distância d entre os dois pontos alcançados nos saltos do atleta.
–2 –1
A) d = y – 5,8
B) d = 5,8 – y x
C) d = y – 5,8
D) d = ± (y + 5,8) –1
E) d = y + 5,8

03. (EsPCEx) O número de soluções da equação A) 2 e 3


1 3 B) –3 e –1
⋅ | x | ⋅ | x − 3 |= 2 ⋅ x − , no conjunto R, é C) –1 e 1
2 2
D) 1 e –2
E) –2 e 1
A) 1 D) 4
B) 2 E) 5
09. (EsPCEx) Sejam x e y números reais não nulos. Das seguintes
C) 3
afirmações:
I. Se |x| = |y| então x = y;
04. (EsPCEx) Se Y = {y ∈ R tal que |6y – 1| ≥ 5y – 10}, então:
II. |x + y| ≥ |x| + |y|;
 1 III. Se 0 < x < 1 então x2 < x;
A) Y =  −∞, 
 6 IV. Se x < 0 então x = x 2 .
B) Y = {–1}
Pode-se concluir que
C) Y = R A) todas são verdadeiras.
D) Y = ∅ B) somente a IV é falsa.
E) Y =  1 , +∞  C) somente I e III são verdadeiras.
6 
  D) somente II e IV são falsas.
E) somente a III é verdadeira.

241

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

10. (EsPCEx) A soma dos quadrados de todas as raízes da equação 13. (EFOMM) Determine a imagem da função f, definida por
x2 + 4x –2 ⋅ |x + 2| + 4 = 0 é igual a f(x) = ||x + 2| – |x – 2||, para todo x ∈ R, onde R é o conjunto
A) 16 dos números reais.
B) 20 A) Im(f) = R
C) 24 B) Im(f) = {y ∈ R | y ≥ 0}
D) 28
C) Im(f) = {y ∈ R | 0 ≤ y ≤ 4}
E) 36
D) Im(f) = {y ∈ R | y ≤ 4}
11. (EsPCEx) O número de raízes reais distintas da equação E) Im(f) = {y ∈ R | y > 0}
x ⋅ |x| – 3x + 2 = 0 é
A) 0 B) 1 14. (Efomm) Os valores de x ∈ R, para os quais a função real dada
C) 2 D) 3 por f( x ) = 4 − 2x − 1 − 6 está definida, formam o conjunto
E) 4
 1 3  5   7
12. (AFA) Considere a figura a seguir que representa um esboço A)  − ,  D)  − , 0 ∪ 0, 
 2 2  2   2
do gráfico da função real f
y  9 5   3 7  9 1   3 11
B)  − ,  ∪  ,  E)  − , −  ∪  , 
 2 2   2 2  2 2  2 2 
3u
 5 1   7 11
C)  − , −  ∪  , 
2u  2 2  2 2 

u
15. (Efomm) A área entre o gráfico de y = ||3x + 2| – 3| e a reta
y = 3, em unidades de área, vale
O u 2u 3u x A) 6
B) 3
C) 1,5
Sabe-se que g(x) = f(x) –3u, h(x) = g(x + u) e j(x) = |h(x)|. D) 2
Um esboço do gráfico que melhor representa a função j é E) 0,5

A) y
2u Aula 15:

Aula
u Função Exponencial I
15
–2u –u 0 u 2u 3u 4u 5u 6u x

B)
2u
y
Potência
u Definição: ax = a1⋅4⋅ a4
a2 …3a ( x ∈ N )
x fatores

–2u –u 0 u 2u 3u 4u 5u 6u x Observação:
Definem-se também duas outras igualdades:
C) y
2u a1 = a e a0 = 1 (para a ≠ 0 )

Propriedades
–2u –u 0 u 2u 3u 4u 5u x
1) ab ⋅ ac = ab + c
D)
y
(a ∈ R *
+ ,b ∈ R e c ∈ R )
2u ab
2) = ab – c
u ac
(a ∈ R *
+ ,b ∈ R e c ∈ R )

–2u –u 0 u 2u 3u 4u 5u x
3) (a ⋅ b)c = ac ⋅ bc (a ∈ R *
+ , b ∈ R *+ e c ∈ R )

242

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

 b
ac
c
4)   = c
a
(a ∈ R *
+ , b ∈ R *+ e c ∈ R ) ( )
03. (Efomm) O valor da expressão 163 / 4 − 4 812 ⋅ 27−4 / 3 é
b A) (–1)1 ⋅ 2–3 D) (–1)4⋅ 2–4
B) (–1)2 ⋅ 23 E) (–1)5⋅ 32
5) (ab)c = ab ⋅ c (a ∈ R *
+ ,b ∈ R e c ∈ R ) C) (–1)3⋅ 3–4

Obs.: ab ⋅ c ≠ abc 04. (Efomm) O valor de x para resolver a equação 4x + 6x = 2 ⋅ 9x é


A) 0 D) 3
B) 1 E) 4
c
C) 2
6) a– c =
1  1
=  (a ∈ R *
+ e c ∈ R)
ac  a 
05. (Efomm) Seja p e q números reais, tais que, p ≠ –q e p ⋅ q ≠ 0,
(p + q) −1 ⋅ (q−2 − p−2 )
Consequências imediatas a expressão
p−2 ⋅ q−2
é equivalente a:

das propriedades A) p–1 + q–1 B) p ⋅ q


C) p + q D) p–1 + q–2 ⋅ p
 a
−c
 b
c E) p – q
1)   =   (a ∈ R *
+ , b ∈ R *+ e c ∈ R )
 b  a  1
4 x − x2

06. (EsPCEx) Dada a expressão   , em que x é um número


 3
2) c b
ab = a c (a ∈ R *
+ , b ∈ Z e c ∈ N* )
real qualquer, podemos afirmar que
3) ab = ac ⇔ b = c (0 < a ≠ 1) A) o maior valor que a expressão pode assumir é 3.
B) o menor valor que a expressão pode assumir é 3.
1
Equações exponenciais C) o menor valor que a expressão pode assumir é
81
1
Definição: são equações com incógnita no expoente. D) o maior valor que a expressão pode assumir é
27
Exemplos: 1
E) o menor valor que a expressão pode assumir é
1) 3x + 2 = 81 9
07. Se x = 7200, y = 102440 ⋅ 3100 e z = 1625 ⋅ 62550 , pode-se afirmar
2) 25x – 5x = 4
que:
A) x < y < z
B) x <z < y
Exercícios C) y < x < z
D) y < x < x

3x ⋅ 27y = 9 (0, 2)5x + y = 5


 08. O valor de y no sistema  é igual a:
01. (EsPCEx) O conjunto solução do sistema  3 2 2 é 2x − y
=2
y + xy = 0 (0, 5)
 3 −5 2
formado por dois pontos, cuja localização no plano cartesiano é A) B)
2 7
A) ambos no primeiro quadrante. −2 3
B) um no quarto quadrante e outro no eixo X. C) D)
5 5
C) um no segundo quadrante e o outro no terceiro quadrante. 3
D) um no terceiro quadrante e o outro no eixo Y. E)
7
E) um no segundo quarante e o outro no eixo X.
09. Sabendo que 2x = a e 2y = b, então, o valor de (0,25)–3x + y,
1 em função de a e b, é:
 27  3
a2 a8
 ⋅ 10−6  A) 6 D) 2
64 
02. (Efomm) O valor da expressão −4
é b b
83 a6 a6
B) E)
25 b2 b3
A)
3 a3
C)
3 b5
B)
5
10. Um grão de feijão pesa 2,5 × 10–2 g. Se um saco contém
6
C) 5 × 102 g de grãos de feijão, 920 sacos contêm:
25 A) 1,84 × 107 grãos de feijão.
6 B) 1,84 × 106 grãos de feijão.
D)
5 C) 1,84 × 108 grãos de feijão.
3 D) 1,84 × 105 grãos de feijão.
E)
25 E) 1,84 × 104 grãos de feijão.

243

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

11. O valor numérico da expressão E = (66668) 2 – (33332) 2


Observações:
equivale a:
A condição a > 0 e a ≠ 1, citada acima, se faz necessária, pois:
A) 33336 ⋅ 10 4 B) 3,3336 ⋅ 10 8
• se a = 1, teremos f(x) = 1x = 1, o que passa a ser uma função
C) (33336) 2
D) 3,3336 ⋅ 10 9
constante;
E) 1010
• se a = 0, teremos f(x) = 0x = 0 (desde que x > 0), o que
também representa uma função constante;
12. (Uece) Se 7 m – 3 2n = 1672 e 7m – 3 n = 22, então, m n é • se a < 0, a função f(x) = ax não estará definida para um
igual a: domínio real.
A) 16 B) 64
C) 128 D) 256
Gráficos
7n − 2 + 7n − 1
13. A expressão n − 2 equivale a um valor numérico
7 − 7n − 3
compreendido no intervalo:
Função exponencial de base a com a > 1
A) ]3, 5] B) ]5, 7]
C) ]7, 9] D) ]9, 11] y
E) ]11, 13]

14. (UFRGS) Observe a tabela a seguir, usada em informática. y = ax


ab
1 byte = 8 bits
ac
1 kilobyte = 1024 bytes (0, 1)
c b x
1 megabyte = 1024 kilobytes
b>c>0
1 gigabyte = 1024 megabytes ⇔ ab > ac
(a > 1)
1 terabyte = 1024 gigabytes
• Domínio R; contradomínio R+.
• Contínua em todo o domínio.
A medida, em gigabytes, de um arquivo de 2000 bytes é:
A) 2–3 • A função é estritamente crescente em R e, portanto, injetiva.
B) 53 · 2–30 • Não tem zeros. O gráfico intercepta o eixo das ordenadas no
C) 103 · 2–30 ponto (0,1).
D) 53 · 2–26 • Admite a assíntota horizontal y = 0 quando x → – ∞.
E) 103 · 2–26 • Não tem assíntotas verticais nem oblíquas.

15. Uma certa substância duplica seu volume a cada minuto. Função exponencial de base a com 0 < a < 1
Às 9 horas, uma pequena quantidade dessa substância foi
colocada em um recipiente e, uma hora depois, isto é, às 10 horas,
o recipiente estava completamente cheio. Nessas condições, y
a substância ocupava 1/4 da capacidade total do recipiente às:
A) 9 h 15 min B) 9 h 45 min y = ax
C) 9 h 58 min D) 9 h 59 min
ac
Aula 16: ab
Aula (0, 1)
Função Exponencial II c b x
16
c<b<0
⇔ ab < ac
(0 < a < 1)
Definição
• Domínio R; contradomínio R+.
Chama-se função exponencial de base a, a > 0 e a ≠ 1,
a correspondência: • Contínua em todo o domínio.
f: R → R • A função é estritamente decrescente em R e, portanto, injetiva.
x → ax • Não tem zeros. O gráfico intercepta o eixo das ordenadas no
Quando nos referimos à função exponencial sem ponto (0,1).
especificar a base, subentende-se que a base é e (número de Neper) • Admite a assíntota horizontal y = 0 quando x → + ∞.
e a função é dada por f(x) = ex. • Não tem assíntotas verticais nem oblíquas.

244

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

3
A) −
Exercícios 4
15
B) −
4
1. (EsPCEx/2012) Na figura a seguir estão representados os gráficos 1
de três funções reais, sendo a > 1 e b > 0. C) −
4
y y y
7
a+b D) −
a+b a+1 6
b 1+b 35
a–1 E) −
x x 6
a 2a –1 0

Gráfico 1 Gráfico 2 Gráfico 3 5. (AFA/2016) A função real f definida por f(x) = a · 3x + b, sendo
a e b contantes reais, está graficamente representada a seguir.
As expressões algébricas que podem representar cada uma
dessas funções são, respectivamente,
x
x+a y
 1 
A) y = x − a − b; y =   +ae y =
 1+ b  x −a 8
x
B) y = x − a + b; y = (1+ a) + b e y =
x
+a
x
x
 1 x+a
C) y = x + a − b; y =   + b e y =
 a x+a
 1 x
x
0 2 x
D) y = x − a + b; y =   + b e y = + a –1
 a x
x
 1  x+a
E) y = x + a + b; y =  +a e y =
 1+ b  x −a
Pode-se afirmar que o produto (a · b) pertence ao intervalo real
2. (EsPCEx/2011) Na pesquisa e desenvolvimento de uma nova A) [–4, –1[
linha de defensivos agrícolas, constatou-se que a ação do B) [–1, 2[
produto sobre a população de insetos em uma lavoura pode C) [2, 5[
ser descrita pela expressão N(t) = N0 · 2kt, sendo N0 a população
no início do tratamento, N(t), a população após t dias de D) [5, 8]
tratamento e k uma constante, que descreve a eficácia do
produto. Dados do campo mostraram que, após dez dias de 6. (AFA/2016) Considere a função real R → R definida por
aplicação, a população havia sido reduzida à quarta parte da f(x) = ax – b, em que 0 < a < 1 e b> 1. Analise as alternativas
população inicial. Com estes dados, podemos afirmar que o a seguir e marque a falsa.
valor da constante de eficácia deste produto é igual a A) Na função f, se x > 0, então –b < f(x) < 1 – b.
A) 5–1 D) 10–1
B) Im (f) contém elementos menores que o número real –b.
B) –5–1 E) –10–1
C) 10 C) A raiz da função f é um número negativo.
D) A função real h, definida por h(x) = f(|x|) não possui raízes.
3. (EsPCEx/2011) A inequação 10x + 10x+1 + 10x+2 + 10x+3 + 10x+4
< 11111, em que x é um número real, 7. (Efomm/2008) A equação 2–x­ + cos (π – x) = 0 tem raízes no
A) não tem solução. intervalo [0, 2π]?
B) tem apenas uma solução. A) zero
C) tem apenas soluções positivas. D) três
D) tem apenas soluções negativas.
E) tem soluções positivas e negativas. B) uma
E) quatro
4. (EsPCEx/2018) A figura mostra um esboço do gráfico da função C) duas
f(x) = ax + b, com a e b reais, a > 0, a ≠ 1 e b ≠ 0. Então, o valor
de f(2) – f(–2) é igual a 8. Considere que para estimar o número de habitantes que certo
y município terá daqui a t anos, contados a partir de hoje, é usada
t +k
 5
a lei P( t ) = 150 000 ⋅   em que k é uma constante real.
 4
Se, atualmente, tal cidade tem 120 000 habitantes, então sua
6 população chegará a 187 500 pessoas daqui a:
3 A) 1 ano
B) 1 ano e 6 meses
–2 0 x C) 2 anos
D) 2 anos e 6 meses
Desenho Ilustrativo Fora de Escala E) 3 anos

245

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática iii

09. Chama-se meia-vida de um asubstância radioativa o tempo 10. Em um mesmo instante, são anotadas as populações de duas
necessário para que sua massa se reduza à metade. Tomemos, culturas de bactérias: P1, com 32 000 elementos, e P2, com
hoje, 16 gramas de uma substância radioativa, cuja meia-vida é 12,5% da população de P1. Supondo que o número de bactérias
de 5 anos. A massa dessa substância é uma função do tempo, de P1dobra a cada 30 minutos, enquanto que P2 dobra a cada

n 15 minutos, quanto tempo teria decorrido até que as duas
contado a partir de hoje, dada por M (n) = 16 ⋅ 2 5 . Se daqui a culturas igualassem suas quantidades de bactérias?
n anos sua massa for 2–111 gramas, então o valor de n é: A) 2 horas e 30 minutos
A) 575 anos B) 2 horas
B) 475 anos C) 1 hora e 45 minutos
C) 450 anos D) 1 hora e 30 minutos
D) 485 anos E) 1 hora
E) 570 anos
Aula 17:

5. Se f, g : R → R são funções definidas por f(x) = 2x e g(x) = senx


e se G é a interseção do gráfico de f com o gráfico de g, então Aula
podemos afirmar corretamente que
Função Logarítmica I
A) G possui apenas um número finito de pontos.
17
B) G possui infinitos pontos e para tais pontos têm-se
obrigatoriamente, x > 0.
C) G possui infinitos pontos e para tais pontos têm-se

Wikimedia Foundation
obrigatoriamente, x < 0.
D) G possui infinitos pontos, quando x pertence ao intervalo
fechado [– 2π, 2π]. O conceito de logaritmo foi introduzido
pelo matemático escocês John Napier
6. Uma cultura de bactérias cresce segundo a lei N(t) = α · 10xt, (1550-1617).
onde N(t) é o número de bactérias em t horas, t ≥ 0 e α · x
são constantes positivas. Se, após 2 horas, o número inicial
de bactérias, N(0), é duplicado, após 6 horas, o número de
bactérias será: Nas aulas anteriores, apresentamos equações e inequações
A) 4 α exponenciais cujas soluções não apresentavam grandes dificuldades.
B) 2α 2 Vamos rever o assunto através de alguns exemplos.
C) 6α
D) 8α Observe as equações a seguir:
E) 8α 2 I. 27x = 729
II. 256x = 4
III. 3x = –9
7. Seja a função g: ]a, + ∞[ → R em seu mais amplo domínio,
IV. 5x = 0
27x − 729
tal que g ( x ) = . V. 0x = 4
3
x2 − 4 VI. 1x = 7
O valor de a é: VII. (–2)x = x
A) 5 VIII. 3x = 7
B) 4 Possuem solução no universo real: I, II e VIII.
C) 3
D) 2
E) 1
Definição
obtém-se
8. Um imóvel novo é comprado por R$ 320.000,00. Imediatamente b é o logaritmando
após sua compra, devido a problemas estruturais referentes ao loga b = x ⇔ ax = b, onde a é a base
bem, seu preço decai 10% a cada ano (sempre em relação ao x é o logaritmo de b na base a
valor do ano imediatamente anterior). Passados 6 anos, seu elevando-se
valor aproximado corresponde a:
A) R$ 150.120,00
B) R$ 156.230,00
Condições de existência
C) R$ 160.560,00
D) R$ 164.820,00 b>0
E) R$ 170.060,00 1≠a>0

9. O preço de um automóvel novo da marca BLM é R$ 60.000,00.


A cada um ano de uso, esse valor diminui 10% do preço do
Consequências da definição
ano anterior. Imediatamente após quatro anos de uso, o preço
desse automóvel é 1) loga 1 = 0 2) loga a = 1
A) menor do que R$ 39.400,00
B) entre R$ 39.400,00 e R$ 42.100,00 3) loga aα = α 4) aloga b = b
C) entre R$ 42.100,00 e R$ 43.600,00
D) maior do que R$ 43.600,00 5) b = c ⇔ loga b = loga c

246

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Observações: 6 − loga m
4. (EsPCEx/2012) Se = 2 , com a > 0, a ≠ 1 e m > 0,
I. b também é conhecido como antilogaritmo, podendo ser 1+ loga2 m
indicado pela igualdade:
m
b = antiloga x; então o valor de é
a+ m
II. Logaritmo neperiano (ou natural) é aquele que possui como A) 4
base uma constante denominada número de Euler (ou de
Neper) (e ≅ 2, 718...); 1
B)
4
III. Logaritmo decimal é aquele de base 10.
C) 1
Propriedades operatórias D) 2
1
E)
2
1) loga (b · c) = loga b + loga c produto 5. (EsPCEx/2012) Considerando log 2 = 0,30 e log 3 = 0,48,
o número real x, solução da equação 5x–1 = 150, pertence ao
b
2) loga = loga b – loga c = loga b + cologa c quociente intervalo:
c A) ]–∞, 0]
α B) [4, 5[
3) logbβ aα = logb a potências
β C) ]1, 3[
D) [0, 2[
E) [5, +∞[
4) logc b · loga c = loga b cancelamento
6. (AFA/2010) Um médico, apreciador de logaritmos, prescreveu
loga b um medicamento a um de seus pacientes, também apreciador
5) logc b = mudança de base
loga c de logaritmo, conforme a seguir.
Tomar x gotas do medicamento α de 8 em 8 horas.
1 A quantidade de gotas y diária deverá ser calculada pela fórmula
6) loga b = inversão
logb a log8y = log2 6 é um número do intervalo

3
Considerando log2 = e log 3 = 0,48, é correto afirmar que
10
Exercícios log2x é um intervalo
A) [3, 4[
B) [4, 5[
1. (EsPCEx/2013) Uma epidemia ocorre, quando uma doença se C) [5, 6[
desenvolve em um local, de forma rápida, fazendo várias vítimas, D) [6, 7[
em um curto intervalo de tempo. Segundo uma pesquisa, após t
meses da constatação da existência de uma epidemia, o número 7. (AFA/2011) Considere uma aplicação fincanceira denominada
20000
de pessoas por ela atingida N (t ) = . Considerando UNI que rende juros mensais de M = log27196 e outra aplicação
2 + 15 ⋅ 4 −2t fincaneira denominada DUNI que rende juros mensais de
que o mês tenha 30 dias, log 2 ≅ 0,30 e log 3 ≅ 0,48, 2000 pessoas N = −log 1 14 . A razão entre os juros mensais M e N, nessa ordem, é
serão atingidas por essa epidemia, aproximadamente, em 9
A) 7 dias D) 7 meses A) 70%
B) 19 dias E) 1 ano 2
C) 3 meses B)
3
a 4
2. (EsPCEx/2015) Fazendo x = ln 5 temos que y = ex − e − x = , C)
b 3
a ∈ R e b ∈ R*, a e b primos entre si. Logo a + b é igual a D) 80%
A) 28 D) 51
B) 29 E) 52
8. (AFA/2017) Considere os números A, B e C a seguir.
C) 40
1 log10 3 A = log25 27 ⋅ log4 5 ⋅ log3 2
3. (EsPCEx/2014) Seja β = ⋅
2 log10 3 − log10 7
β
. O conjunto solução
(
B = logn logn n n n
log c
) (n é natural maior que 2)
loga logb
 3
cos(x ) ≤    a  b  c
da desigualdade 3  7
no intervalo [0, 2π), é igual a C=  
 b
⋅ 
 c
⋅ 
 a
{a, b, c} ⊂ r+
 π π 
A) 0,  D)  , 2π
 3  3 
A correta relação de ordem entre os números A, B e C é
 π 5π   3π  A) A < B < C
B)  ,  E)  , 2π
3 3  2  B) B < A < C
π  C) B < C < A
C)  , 2π
 3  D) C < A < B

247

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

9. (AFA/2009) Sejam as funções reais dadas por f(x) = 22x+1 e


Aula 18:

 1
g(x) = 3x+1. Se b ∈ R tal que f   = 2g (b) e p = log3b, então
sobre p é correto afirmar que 2
  Aula
Função Logarítmica II
A) não está definido. 18
B) não é positivo e menor que 1.
C) é negativo e menor que 1.
D) é positivo e maior que 1.
Definição
10. (Efomm/2012) O número de bactérias B, em uma cultura após
t horas, é B = B0 · ekt, onde k é uma constante real. Sabendo-se Chama-se função logarítmica de base a, com a > 0 e a ≠ 1
que o número inicial de bactérias é 100 e que essa quantidade à correspondência.
In2 g: r+* → r
duplica em t = horas, então o número N de bactérias, após
2 x → loga x
2 horas, satisfaz:
A) 800 < N < 1 600 D) 128.000 < N < 256.000 A função logarítmica é a inversa da função exponencial,
B) 1.600 < N < 8 100 E) 256.000 < N < 512.000 isto é:
C) 8.100 < N < 128 000 f: r → r+* f −1 = g: r+* → r
y → x = ay x → y = loga x
11. (Efomm/2009) Sabendo que log303 = a e log30 5 = b, que opção
representa log102?
1− a − b 1− a − b Gráficos
A) D)
2+ a 2−a
1− a − b 1− a − b I. Função logarítmica de base a, com a > 1
B) E)
a −1 1− a
y
1− a − b
C)
1+ a
loga b loga x
12. (Efomm/2008) Em uma embarcação é comum ouvir
determinados tipos de sons. Suponha que o nível sonoro β e a
intensidade de I de um desses sons estejam relacionados com c (1,0)
a equação logarítmica β = 12 + log10I, em que β é medido em b x
I
decibéis e I em watts por metro quadrado. Qual é a razão 1
I2 loga c
sabendo que I1 corresponde ao ruído sonoro de 8 decibéis
de uma aproximação de dois navios e que I2 corresponde a
6 decibéis no interior da embarcação?
b > c > 0 ⇔ loga b > logb c
A) 0,1 D) 100
(a > 1)
B) 1 E) 1000
C) 10 • Domínio. Contradomínio R.
• Contínua em todo o domínio.
2 • A função é estritamente crescente em R e, portanto, injetiva.
13. O logaritmo de um número na base 16 é . O logaritmo desse
3 • A função tem um único zero em x = 1. O gráfico g não intercepta
1
número na base corresponde a o eixo das ordenadas.
−4 4 −3 • x = 0 é a única assíntota ao gráfico de g.
A) B)
3 4
II. Função logarítmica de base a, com 0 < a < 1
1 3
C) D)
4 4 y loga x
4 loga c
E)
3
log k
14. Dada a equação 4 2
+ 2k − 2 = 0 , pode-se afirmar que k
(1, 0) b
pertence ao intervalo
A) [0, 1[ B) [1,2[ c x
C) [2, 3[ D) [3, 4[
E) [4, 5[ loga b

15. Considerando o logaritmo na base 10 e analisando as possíveis


soluções da equação log(cos4x – 26cos2x + 125) = 2, pode-se
afirmar corretamente que a equação 0 < c < b ⇔ loga c > loga b
A) não possui solução. (0 < a < 1)
B) possui exatamente duas soluções.
C) possui exatamente quatro soluções. • Domínio R *+ ; Contradomínio R.
D) possui infinitas soluções. • Contínua em todo o domínio.

248

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

• A função é estritamente decrescente em R e, portanto, injetiva. 04. (AFA/2018) O domínio mais amplo da função real f definida
• O gráfico de g intercepta o eixo das abscissas no ponto (1, 0) e
não intercepta o eixo das ordenadas.
( )
por f ( x ) = loga x 2 − 3 , em que a ∈ ]0, 1[, é
• x = 0 é a única assíntota ao gráfico de g. A) [–2, 2]
B) ]–2, 2[
C) ]–∞, –2] ∪ [2, + ∞[
D)  −2, − 3 [∪ ] 3, 2
Exercícios
05. (AFA/2012) No plano cartesiano, seja P(a, b) o ponto de
interseção entre as curvas dadas pelas funções reais f e g
01. (EsPCEx/2013) Na figura a seguir, está representado o gráfico x
 1
da função y = log x. Nesta representação estão destacados três definidas por f ( x ) =   e g ( x ) = log 1 x . É correto afirmar que
retângulos cuja soma das áreas é igual a:  2 2

y y = log x  
 1 
A) a = log2  
 log  1 
A3  2  a  
A2
B) a = log2(log2a)
A1   1 
C) a = log 1  log 1   
x 2  a 
2
1 2 3 4 5 6 7 8
 
D) a = log2  log 1 a
desenho ilustrativo – fora de escala  2 

A) log 2 + log 3 + log 5 D) 1 + 2 log 15


06. (AFA/2009) Sobre a função real f : R* → R dada por f(x) = 1 +
B) log30 E) 1 + 2 log 30
C) 1 + log30 log2(x2), é incorreto afirmar que é
A) par
02. (EsPCEx/2011) Na figura a seguir, dois vértices do trapézio B) sobrejetora
sombreado estão no eixo x e os outros dois vértices estão sobre C) crescente se x ∈ [1, +∞[
o gráfico da função real f(x) = logk x, com k > 0 e k ≠ 1. Sabe-se D) injetora
que o trapézio sombreado tem 30 unidades de área; assim, o
valor de k + p – q é 07. (Efomm/2012) O conjunto solução da inequação
y  3
log10  x 2 + 
 4
2 ≥ 0 é:
ƒ(x) = logkx ( x + 1)3 ⋅ (1− x )2
1
 1  1 
A)  −1, −  ∪  ,1 ∪ ]1, +∞[
 2  2 
p q x
 1  1   2 
B)  −1, −  ∪  ,1 ∪  , +∞ 
gráfico fora de escala  2  2   3 
A) –20 D) 15  1  1 
B) –15 E) 20 C)  −1, −  ∪  ,1 ∪ ]1, +∞[
 2  2 
C) 10
 
 1 1   2
03. (EsPCEx/2017) A curva do gráfico a seguir representa a função D)  −1, −  ∪  ,1∪  1, 
y = log4 x  2  2   3
   
y
   
E)  −1, − 1  ∪  1 ,1∪ 11
,
2 
y = log4x
 2 2   3
B C    

A D 08. (Efomm/2008) Os domínios das funções reais f(x) = logx2 e


g(x) = 2 · log x são D1 e D2, respectivamente. Sendo assim,
0 1 2 8 x pode-se afirmar que
A) D1 = D2
Desenho Ilustrativo Fora de Escala
B) D1 ≠ D2, mas D1 ⊂ D2
A área do retângulo ABCD é C) D1 ≠ D2, mas D2 ⊂ D1
3 D) D1 ≠ D2, e D1 ∩ D2 = ∅
A) 12 D) 6 log4 E) D1 ⊄ D2, D2 ⊄ D1 e D1 ∩ D2 = ∅
2
B) 6 E) log46
C) 3

249

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

09. O domínio da função f(x) = log(x–1) (x2 – 7x + 12) corresponde a 14. Os números reais positivos x, y e z são tais que log x, log y,
A) domf = {x ∈ R | 2 < x < 3 ou x > 4} log z formam, nesta ordem, uma progressão aritmética. Nestas
B) domf = {x ∈ R | 1 < x < 2 ou x > 3} condições, podemos concluir acertadamente que entre os
C) domf = {x ∈ R | x > 1} números x, y e z existe a relação
D) domf = {x ∈ R | 1 < x < 2 ou 2 < x < 3 ou x > 4} A) 2y = x + z B) y = x + z
C) z2 = xy D) y2 = xz
E) domf = {x ∈ R | 1 < x < 3 ou 3 < x < 4 ou x > 5}
15. Um engenheiro projetou um automóvel cujos vidros das
10. No deserto de Mohave (EUA), engenheiros americanos estão
portas dianteiras foram desenhados de forma que suas bordas
fazendo testes em um “carro-foguete” cujo consumo de superiores fossem apresentadas pela curva de equação y = log (x),
combustível é dado pela função C(t) = 3log2(2t-1), em que C é o conforme a figura.
consumo em decilitros (dL) e t é o tempo em segundos (s). Se
o carro terá que percorrer 1125 m a uma velocidade média de y(m)
250 m/s, quantos litros ele consumirá para percorrer tal
distância? y = log(x)
A) 2,6 L
B) 2,7 L
C) 2,8 L
D) 2,9 L
E) 3,0 L 1
h
0 x(m)
11. Seja f : (0, +∞) → R, definida por f(x) = log2x. Defina as
compostas g = f o f e h = g o g por g(x) = f(f(x)) e h(x) = g(g(x)).
Nessas condições, o domínio da função h é o intervalo
A) (0, +∞)
B) (2, +∞) n
C) (4, +∞)
D) (8, +∞) A forma do vidro foi concebida de modo que o eixo x sempre
divida ao meio a altura h do vidro e a base do vidro seja paralela
12. Seja R* o conjunto dos números reais positivos e f : R → R+ a ao eixo x. Obedecendo a essas condições, o engenheiro
função definida por f(x) = 2x. determinou uma expressão que fornece a altura h do vidro em
Essa função é invertível. Se f–1­ : R+ → R é sua inversa, então o função da medida n de sua base, em metros.
valor de f–1(16) – f–1(2) – f–1(1) é  n + n2 + 4   n − n2 + 4 
A) 3 A) log   − log  
 2   2 
B) 4
C) 5  n  n
B) log 1+  − log 1 − 
D) 6  2  2
E) 7  n  n
C) log 1+  + log 1 − 
 2  2
13. Observe a imagem a seguir, que representa o gráfico de uma
função logarítmica.  n + n2 + 4 
D) log  
 2 
y  n + n2 + 4 
4 E) 2log  
 2 
3

2 Aula 19:

Aula
1
Matrizes
0 x 19
0 1 2 3 4 5 6 7 8

–1
Definição
–2
Uma matriz de m linhas e n colunas é dada por:
Sabendo-se que a lei da função é f(x) = loga (x – k), tem-se que
a + k é igual a  a11 a12 a13  a1n 
 a21 a22 a23  a2n 
A) 4
Am × n =  ⋅ ⋅ ⋅  ⋅  = aij  m × n
B) 3 
 ⋅ ⋅ ⋅  ⋅ 
C) 2
D) 1 am1 am2 am3  amn 

250

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Tipos especiais de matrizes Operações com matrizes


Matriz quadrada Adição ou soma
• Definição: quando m = n. Dadas A = Am × n = [aij] e B = Bm × n = [bij], definimos a matriz
soma A + B por A + B = [aij + bij], matriz de ordem m × n.
 2 −5 4 
Exemplo: A 3× 3 =  6 0 1
4 9 6 
 
Propriedades
Dizemos que A3 × 3 é de ordem 3. Em geral, se temos uma Dadas as matrizes A, B e C de mesma ordem m × n, temos que:
matriz An × n, dizemos que é de ordem n, denotamos por An. I. A + B = B + A (comutativa);
II. A + (B + C) = (A + B) + C (associativa);
Matriz nula ou zero III. A + 0 = A, em que 0 é a matriz nula de ordem n.
• Definição: Se aij = 0, ∀i = 1, 2, ... , m e ∀j = 1, 2, ... , n. Produto ou multiplicação por um escalar
Matriz coluna Se A = [aij]m × n e l é um número, podemos definir uma nova
matriz, tal que l ⋅ A = [l ⋅ aij]m × n.
• Definição: se possui uma única coluna, ou seja, n = 1.
 7  Propriedades
Exemplo:  4  = A 3×1 Dadas as matrizes A e B de mesma ordem m × n e os números
 9 
  a e b, temos que:
I. a ⋅ (A + B) = a ⋅ A + a ⋅ B;
Matriz linha II. (a + b) ⋅ A = a ⋅ A + b ⋅ A;
III. 0 ⋅ A = 0m × n;
• Definição: se m = 1. IV. a ⋅ (b ⋅ A) = (a ⋅ b) ⋅ A.
Exemplo: [9 0 –5] = A1×3 Matriz transposta
Dada uma matriz A = [aij]m × n, podemos obter outra matriz,
Matriz diagonal denotada por At = [bij]n × m, cujas linhas são as colunas de A, chamada
• Definição: é uma matriz quadrada, na qual aij = 0 para i ≠ j. a matriz transposta de A.
8 
3 0 0  Exemplo: A = [8 1 4]1×3, então, A t =  1 .
Exemplo: 0 1 0  4 
0 0 4    3×1
  3× 3
2 7 
2 0 1 
Matriz identidade Exemplo: A = 0 3  , então, A t =  .
1 4 7 3 4  2× 3
  3× 2
• Definição: é definida por aij = 1 e aij = 0, para i ≠ j.
Propriedades
 1 0 0
Exemplo: I3 = 0 1 0 I. A matriz A é simétrica se, e somente se, A = At;
0 0 1 II. (At)t = A;
  3× 3
III. (A + B)t = At + Bt;
IV. (l ⋅ A)t = l ⋅ At, em que l é um número.
Matriz triangular superior
• Definição: é uma matriz quadrada tal que aij = 0 para i > j.
Multiplicação de matrizes
 4 2 0 Sejam A = Am × n = [aij] e B = Bn × p = [brs], definimos a matriz
Exemplo:  0 3 3 n

0 0 5 A ⋅ B = [ckl]m × p, onde ckl = ∑ akj ⋅ bjl .


  3× 3 j=1

Matriz triangular inferior Observação:


• Definição: é uma matriz quadrada, tal que aij = 0, para i < j. Podemos efetuar o produto das matrizes A = Am × n = [aij]
e B = Bl × p = [brs] quando n = l. A matriz A ⋅ B terá ordem m × p.
6 0 0
Exemplo: 7 5 0 Exemplo:
1 0 5
  3× 3  2 1
A = A 3×2 =  4 2 , então, B = B2×2 =  1 −1 .
 5 3 0 4 
Matriz simétrica  
• Definição: é aquela matriz quadrada, em que se verifica aij = aji.  2 1  2 ⋅ 1+ 1⋅ 0 2 ( −1) + 1⋅ 4 
 1 −1  
A ⋅ B =  4 2 ⋅
 5 3 0 4  =  4 ⋅ 1+ 2 ⋅ 0 4 ( −1) + 2 ⋅ 4 
7 3 1 2×2
 5 ⋅ 1+ 3 ⋅ 0 5 ( −1) + 3 ⋅ 4 
  3×2
Exemplo: 3 8 0 3×2
1 0 5
  3× 3 2 2
= 4 4 
5 7 
  3×2

251

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Inversão de matrizes 1 
1 −1 1 −1
A −1 = ⋅  → A −1 =  
a b 1  −1 2   −1 2 
Dada uma matriz do tipo A =   , se Det(A) = ad – bc ≠ 0,  
 c d
desejamos achar uma matriz inversa de A, isto é, queremos
determinar uma matriz X de ordem 2, tal que: Exemplo 2 (com matriz 3 × 3)
A ⋅ X = X ⋅ A = I2
 −1 2 1 
Calculando o produto, temos que: Seja a matriz A =  0 1 −2. Determine A–1, se existir.
 1 4 −1
 a b   x y   ax + bz ay + bw   1 0   
 c d  ⋅  z w  =  cx + dz cy + dw  =  0 1  Solução:
       
Suponhamos que exista A–1; sua ordem é 3 x 3. Então:
Resolvendo a primeira coluna, calculamos x e z e, resolvendo
a segunda coluna, achamos y e w. a b c 
A–1 = d e f 
g h i 
Exemplo 1 (com matriz 2 × 2)  
 −1 2 1   a b c   1 0 0
2 1
Seja a matriz A =  . Determine A–1, se existir. A ⋅ A −1 =  0 1 −2 ⋅ d e f  = I3 = 0 1 0
 1 4 −1 g h i  0 0 1
 1 1      
1ª solução  −a + 2d + g −b + 2e + h −c + 2f + i  1 0 0
 0 + d − 2g 0 + e − 2h 0 + f − 2i  = 0 1 0
Suponhamos que exista A –1 ; sua ordem é 2 × 2.  a + 4d − g b + 4e − h c + 4 f − i  0 0 1
a b     
Então: A–1 =  .
c d
Daí:
−1 2 1 a b   1 0  7
A⋅A = ⋅ = I2 =  − a + 2d + g = 1 a = −
 1 1 c d 0 1  
12
  1
d − 2g = 0 ⇔ d =
2 ⋅ a + 1 ⋅ c 2 ⋅ b + 1 ⋅ d 1 0   6
  =  1
1 ⋅ a + 1 ⋅ c a + 4d − g = 0 g =
 1 ⋅ b + 1 ⋅ d  0
 1  12
Daí: − b + 2e + h = 0  1
 b = − 2
2a + c = 1 2b + d = 0 a = 1 b = −1  
  e − 2h = 1 ⇔ e = 0
⇔   1
a+c=0 b + d = 1  c = − 1 d=2 b + 4e − h = 0 h = −
 2

 5
Devemos verificar a condição A–1 · A = I2. − c + 2f + i = 0 c = 12
 
−1   1
1 2 1 f − 2i = 0 ⇔ f =
A −1 ⋅ A =   ⋅ =   6
 −1 2  1 1 i = 1
  c + 4 f − i = 1
 12
 1 ⋅ 2 + ( −1) ⋅ 1 1 ⋅ 1 + ( −1) ⋅ 1  1 0
= =  = I2 Então:
( −1) ⋅ 2 + 2 ⋅ 1 ( −1) ⋅ 1 + 2 ⋅ 1 0 1
  
− 7 − 1 5 
 12 2 12 
1 −1  
Então, definitivamente, a inversa de A é A–1 =  .  1 1
 −1 2  A −1 = 0 
  6 6
 
2ª solução  1 1 1
a b  − 
Seja A =   , então, podemos afirmar que:  12 2 12 

c d

d −b pois também A–1 · A = I3 (o que deve ser verificado).
1
A −1 = ⋅ 
D et( A )  −c a  Definição

Assim:
2 1 Dada uma matriz quadrada de ordem n, chamamos de
A=  ⇒ Det (A) = 2 · 1 – 1 · 1 = 1 inversa de A uma matriz B, tal que A ⋅ B = B ⋅ A = In. Nesse caso,
1 1
 denotamos B = A–1 e dizemos que A é uma matriz inversível.

252

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

04. (AFA/2009) Para a fabricação de três modelos de avião, a


Observações: Embraer precisa de alguns equipamentos, conforme a tabela
• Se existe a inversa, ela é única. a seguir.
• Se A e B são matrizes inversíveis, então, A ⋅ B é inversível e
(A · B)–1 = B–1 ⋅ A–1. Modelos
• Nem toda matriz tem inversa. A B C
• Se A é inversível, então, Det(A–1) = (Det(A))–1. Equipamentos
Teorema: uma matriz quadrada é inversível se, e somente se, Poltronas 20 30 60
Det(A) ≠ 0.
• Se definimos a matriz adjunta de A, denotada por adj A, como Extintores 6 10 15
a matriz transposta dos cofatores de A, temos que:
1 Para o ano de 2009, a Embraer recebeu encomendas dos três
A −1 = ⋅ ( adj A ) modelos, conforme tabela a seguir.
Det ( A )
Modelo
Primeiro Segundo
Semestre Semestre
Ano de 2009
Exercícios
50% a mais que
A 20
no 1º semestre

01. (EsPCEx/2013) O elemento da segunda linha e terceira coluna B y 25


 1 0 1 20% a menos que
C 10
da matriz inversa da matriz  2 1 0 é: no 1º semestre
 0 1 1
2 Sabendo-se que a quantidade necessária de poltronas para a
A) D) –2
3 fabricação dos três modelos de aviões no ano de 2009 é 3.280,
3 1 então, a soma dos algarismos de y é igual a
B) E) − A) 5
2 3
B) 6
C) 0
C) 7
D) 8
3 5
02. (EsPCE x /2 0 1 2 ) Co n s i d e re a s m a tri zes A =  e
 1 x 
x y + 4 05. (Efomm/2016) Determine uma matriz invertível P que satisfaça
B=  . Se x e y são valores para os quais B é a
y 3  5 0   1 −2
a equação P −1 ⋅ A =   , sendo A =  .
transposta da inversa da matriz A, então o valor de x + y é  0 −2 3 3 
A) –1 D) –4
B) –2 E) –5  5 10   2 2
  − − 
C) –3 A) P =  3 9  D) P =  9 3
 2 2  − 10 5 
− 
03. (AFA/2011) Uma montadora de automóveis prepara três 3 9  9 3 
modelos de carros, a saber: 1 
2 10  5 1 
B) P =  E) P =  
MODELO 1 2 3 6 −15  3 − 3
 5 2 
CILINDRADA (em litro) 1.0 1.4 1.8 1 2 10 
C) P =
10 3 −3
Essa montadora divulgu a matriz a seguir em cada termo aij
representa a distância percorrida, em km, pelo modelo i, com
06. A matriz A é do tipo 5 × 7, e a matriz B, do tipo 7 × 5. Assinale
um litro de combustível, à velocidade 10j km/h.
a alternativa correta.
6 7, 6 7, 2 8, 9 8, 2 11 10 12 11, 8 A) A matriz AB tem 49 elementos.
5 7,5 7 8,5 8 10,5 9,5 11,5 11  B) A matriz BA tem 25 elementos.
3 2, 7 5, 9 5,5 8,1 7, 4 9, 8 9, 4 13,1 C) A matriz (AB)2 tem 625 elementos.
 
D) A matriz (BA)2 tem 49 elementos.
Com base nisso, é correto dizer que E) A matriz (AB) admite inversa.
A) para motoristas que somente trafegam a 30 km/h, o carro
a b 
1.4 é o mais econômico. 07. Sendo A =  uma matriz quadrada de ordem 2, a soma
B) se durante um mesmo período de tempo um carro 1.4 e um c d
de todos os elementos da matriz M = A · At é dada por
1.8 trafegam a 50 km/h, o 1.4 será o mais econômico. A) a2 + b2 + c2 + d2
C) para motoristas que somente trafegam a velocidade de B) (a + b + c + d)2
70 km/h, o carro 1.8 é o de maior consumo. C) (a + b)2 + (c + d)2
D) para motoristas que somente trafegam a 80 km/h, o carro, D) (a + d)2 + (b + c)2
1.0 é o mais econômico. E) (a + c)2 + (b + d)2

253

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

08. A figura a seguir ilustra a rede de conexões entre os aeroportos  1 a  b −1


11. Se  e são matrizes opostas, os valores de
A, B e C de uma cidade, e os aeroportos D, E e F de outra cidade.  −1 2  x 2k
O número sobre a linha unindo os nomes de dois aeroportos
a, b, x e k são, respectivamente,
representa o número de linhas aéreas voando na rota de um
aeroporto ao outro. Podemos representar os aeroportos de uma A) 1, –1, 1, 1
cidade como as linhas de uma matriz, os aeroportos da outra B) 1, 1, –1, –1
como as colunas da matriz e em cada interseção linha-coluna, C) 1, –1, 1, –1
o número de conexões entre os dois aeroportos. D) –1, –1, –2, –2

A B C 12. Se x e y são números reais distintos e não nulos, a matriz


 x 1
X= admite inversa X–1.
3 3 1 1  y 1

2 A soma dos elementos de X–1 é


4 1 2 A) –2
1
B) –1
C) 1
D) 2
E) 3

13. Rodrigo, Otávio e Ronaldo gostam muito de comida japonesa


D E F e saíram para comer temaki, também conhecido como sushi,
enrolado à mão, cujo formato lembra o de um cone. Foram,
então, visitando vários restaurantes, tanto no sábado quanto
Qual das matrizes a seguir não contém as informações corretas
no domingo. As matrizes a seguir resumem quantos temakis
sobre os voos entre as duas cidades?
cada um consumiu e como a despesa foi dividida.
3 4 1
A)  1 2 3
 1 1 2  3 2 0  2 3 0
  S =  1 1 2 e D = 0 2 1
0 3 2  1 0 2
 4 1 3    
B)  1 2 1
 2 3 1 S refere-se às quantidades de temakis de sábado, e D às de
 
domingo. Cada elemento aaij nos dá o número de cones que
3 4 1 a pessoa i pagou para a pessoa j, sendo Rodrigo o número 1,
C)  1 1 2 Otávio e número 2, e Ronaldo o número 3 ((aaij) representa o
 1 2 3
  elemento da linha i e da coluna j de cada matriz).
 1 2 3
Assim, por exemplo, no sábado, Rodrigo pagou 3 temakis que
D) 3 4 1
 1 1 2 ele próprio consumiu (a11), 2 temakis consumidos por Otávio
  (a12) e nenhum por Ronaldo (a13) que corresponde à primeira
linha da matriz S. Quantos temakis Otávio ficou devendo para
 1 2 3 Rodrigo neste fim de semana?
E) 2 1 1
 1 4 2 A) Nenhum D) 3
 
B) 1 E) 4
 1 p  x 1 C) 2
09. Se o produto das matrizes M =  e K= satisfaz
q 1  1 y 
a condição M · K = K · M, então, a expressão pq – xy é igual a 1 1 1
A) p2 – x­2 ou –xy 14. A matriz A =  x 2 5  admite inversa se, e somente se,
 2 
B) p2 + x2 ou –xy x 4 25
C) p2 – q2 ou –x2
D) p2 + q2 ou –x2 A) x ≠ 5 D) x ≠ 4 e x ≠ 25
B) x ≠ 2 E) x ≠ 4
 −5 −3 C) x ≠ 2 e x ≠ 5
10. Dada a matriz representada por A =  , a matriz que
 3 2 
corresponde à expressão A–1 + At · I é 15. Uma matriz quadrada se diz ortogonal se sua inversa é igual
 x − 3 − 5
 0 −7  −7 0 à sua transposta. Dada a matriz A =  , em que
A)  D)   5 x − 3
 7 0   0 7
x ∈ C*, a soma dos valores de x que tornam uma matriz
ortogonal é igual a
7 0   −7 0  A) 6 + 4i
B)  E) 
 0 −7  0 −7
B) 6 – 4i
C) –6 + 4i
 0 7 D) 6
C) 
 −7 0 E) 4

254

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Aula 20:
Teorema de Laplace
Aula Se considerarmos uma matriz de ordem 3 da forma:
Introdução
20  a11 a12 a13 
A =  a21 a22 a23  ,
 
 a31 a32 a33 

Introdução definimos o determinante (usando a primeira linha) como o número:

a22 a23 a a a a
A = a11 ⋅ − a12 ⋅ 21 23 + a13 ⋅ 21 22 =
a32 a33 a31 a33 a31 a32
a b
Seja A =   matriz de ordem 2 × 2, na qual a, b, c e d ∈ R.
 c d a11 a12 a13
Definimos seu determinante como o número ad – bc e = a21 a22 a23 = Det( A )
a b  a31 a32 a33
denotamos A = Det( A ) =  = ad − bc.
c d
Também pode ser na forma:
Exemplo: Dada A =  2 1  , tem-se que: Det(A) = a11 · A11 + a12 · A12 + a13 · A13
1 4
Se usamos a segunda linha, temos:
2 1 a12 a13 a a a a
A = = 2 ⋅ 4 − 1⋅ 1 = 7
A = − a21 ⋅ + a22 ⋅ 11 13 − a23 ⋅ 11 22 =
1 4
a32 a33 a31 a33 a31 a32

a11 a12 a13


Regra de Sarrus = a21 a22 a23 = Det( A )
a31 a32 a33
3 −2 −3
Seja a matriz M =  1 0 1  ou Det(A) = a21 · A21 + a22 · A22 + a23 · A23
2 1 2 
 
Observação:
Para calcularmos o det M sugere-se o uso da Regra de
Sarrus apresentada a seguir: Para calcular o determinante de uma matriz, podemos
usar qualquer linha ou coluna.
1º método: Caso geral: Consideramos A matriz quadrada de ordem
n e seja A = [a ij]n×n e Aij a submatriz quadrada de ordem
2 2 (n – 1), obtida de A retirando-se a i-ésima linha e a j-ésima
3 −2 −3 coluna, chamada complemento algébrico do elemento aij.
det M = 1 0 1 = – 4 + 0 + (– 3) + 4 + 0 + (– 3) = – 6 Definimos o determinante da matriz A, segundo a
4 2 1 2 –4 linha i, por:
0 3 –3 0 Det A = ai1 ⋅ Ai1 + ai2 ⋅ Ai2 + ai3 ⋅ Ai3 +...+ ain ⋅ Ain
–3 –3

2º método: Propriedades dos determinantes

Matriz com fila nula


3 −2 −3 3 −2
O determinante dessa matriz é nulo.
det M = 1 0 1 1 0 = 0 + (– 3) + 4 + 0 + (– 4) + (– 3) = – 6
2 1 2 2 1
 3 0 4 
0 –3 4 0 –4 –3 Ex.: A =  −5 0 2000 → det A = 0
100 0 3 

Matriz triangular
3º método:
O determinante é igual ao produto dos elementos da sua
diagonal principal.
–3 –3
3 4 8
–4 3 −2 −3 +4 Ex.: B = 0 −5 9 → det B = 3 ⋅ ( −5) ⋅ 2 = −30
0 0 2
det M = 1 0 1 = 4 + (– 3) + 0 + (– 4) + 0 + (– 3) = – 6  
2 1 2
 2 0 0
0 0 C =  −7 −1 0 → det C = 2 ⋅ ( −1) ⋅ 8 = −16
10 40 8
 

255

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Multiplicação de uma fila por um número K real Quando uma das filas de um determinante é uma
combinação linear de outras filas paralelas, o determinante é nulo.
O determinante da nova matriz é igual ao anterior
multiplicado pelo número K. Ex.: Considerando a · b · c ≠ 0, temos que:
 2 3 1
Ex.: D =  4 2 −1 → det D = 12 a−b b−c c−a
 −2 3 2  D= b−c c−a a−b =0
  c−a a−b b−c
 2 3 1  2 3 1
E = 5 ⋅ 4 5 ⋅ 2 5 ⋅ ( −1)  = 20 10 −5 → Pois, como L1 + L2 + L3 = 0 (a soma das três linhas é zero),
 −2 3 2   −2 3 2 
 uma linha é combinação linear das outras, ou seja, L1 = –L2 – L3.
Assim, D = 0.
→ det E = 5 · det D = 5 · 12 = 60

Troca de filas paralelas Teorema de Cauchy


O determinante da nova matriz é igual ao determinante da Em toda matriz quadrada de ordem n ≥ 2, a soma
matriz original com sinal trocado. dos produtos dos elementos de uma fila pelos cofatores dos
correspondentes elementos de uma fila paralela é zero.
3 4 9 10 
0 1 3 20
Ex.: F = 
2 17 
→ det F = 3 ⋅ 1 ⋅ 2 ⋅ 1 = 6 Teorema de Jacobi
0 0
0 0 0 1 Se adicionarmos a uma das filas de uma matriz quadrada A
de ordem n ≥ 2 um múltiplo de outra fila paralela, obteremos uma
0 1 3 20
3 4 9 10  matriz B tal que det B = det A.
G= → det G = −6
0 0 2 17 
0 0 0 1 Teorema de Binet
Se A e B são duas matrizes quadradas de ordem n, então,
Filas paralelas iguais det(A · B) = det A · det B.
O determinante é nulo.
5 8 3 5 10 Regra de Chió
4 7 −1 4 5 
Ex.: H =  3 4 −2 3 4  → det H = 0 Seja A uma matriz quadrada de ordem n ≥ 2. A regra de

2 3 −5 2 3  Chió consiste em:
 −1 2 9 −1 3  1º) sendo a11 = 1, eliminar a primeira linha e a primeira coluna
Filas paralelas proporcionais de A;
2º) de cada elemento que sobra em A, subtrair o produto dos
O determinante é nulo.
elementos que se situam nas extremidades das perpendiculares,
a b c à primeira linha e à primeira coluna de A, traçadas a partir do
Ex.: J =  d e f  → det J = 0
 αa αb αc  elemento considerado.
 
Matriz transposta 1 2 2 −1
3 2 1 0
O determinante de uma matriz A é igual ao determinante Ex.: Calcule:
2 2 2 1
de sua transposta At. 1 2 1 1
 2 3 5
Ex.: A =  4 8 2 → det A = −14 Solução:
 −1 −3 0
 
2 4 −1 1 2 2 −1
2 − 3 ⋅ 2 1− 3 ⋅ 2 0 − 3 ⋅ ( −1)
A t = 3 8 −3 → det A t = −14 3 2 1 0
= 2 − 2 ⋅ 2 2 − 2 ⋅ 2 1− 2 ⋅ ( −1) =
5 2 0  2 2 2 1
  2 − 1⋅ 2 1− 1⋅ 2 1− 1⋅ ( −1)
1 2 1 1
Decomposição de uma fila
Se cada elemento de uma das filas de um determinante é
uma soma de duas parcelas, então esse determinante é a soma de 0 2
dois outros determinantes, que se obtêm substituindo essa fila pela −4 −5 3
−2 −2 3 = 16 + 6 − 20 − 0 − 12 = −10
primeira e pela segunda parcelas, respectivamente, e conservando
20 0 −1 2 0
inalteradas as demais filas.
0 –4 3
12 +16
3 5 4 3 5 4 3 5 4 +6
Ex.: 8 9 10 = 6 8 7 + 2 1 3
1 2 3 1 2 3 1 2 3

256

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Determinante de Vandermonde 04. (AFA/2017) Sejam a e b números positivos tais que o


1 0 0 −1
Seja a matriz quadrada A de ordem n, n ≥ 2, definida por: 2 a 0 1
determinante da matriz vale 24.
1 −1 b 1
 1 1 1 … 1  0 0 0 1
 a1 a2 a3 … an 
   b 2
A =  a12 a22 a23 … an2  Dessa forma o determinante da matriz   é igual a
       3 a
a1 … ann−1 
n−1
an2−1 an3−1
A) 0
B) 6
C) –6
Observações:
D) 6
1) Cada coluna da matriz A (matriz de Vandermonde) forma
uma progressão geométrica cujo primeiro elemento é 1.
2) Os elementos da 2ª linha de A denominam-se elementos  1
0
característicos da matriz. Eles representam a razão de 05. Seja A a matriz  2  . Sabe-se que A = A
n
1⋅4A4⋅2 ⋅ ... ⋅3
A 44 A.
2 0 
cada P.G.   n vezes

Então, o determinante da matriz S = A + A2 + A3 + ... + A11 é


igual a
O determinante desse tipo de matriz é igual ao produto A) 1
de todas as diferenças possíveis entre os elementos da linha B) –31
de expoente unitário, com a condição de que, nas diferenças, C) –875
o minuendo tenha índice maior que o subtraendo. D) –11

det(M) = (a2 – a1)(a3 – a2)(a3 – a1) ... (an – an–1) 06. (AFA/2014) Considere as funções reais f e g definidas por
 2 cos (2x )
1 1
f (x ) =  1  , g ( x ) = − f ( x ) e marque a
2 2sen (2x )  2
 2 
Exercícios alternativa incorreta.
A) O conjunto imagem da função f é o intervalo [0, 1].
B) A função g é ímpar.
01. (EsPCEx/2014) Seja x um número real, I a matriz identidade de 1
C) A função real h definida por h ( x ) = − + g ( x ) possui duas
ordem 2 e A a matriz quadrada de ordem 2, cujos elementos 2
são definidos por aij = i – j. Sobre a equação em x definida por  π
raízes no intervalo 0,  .
det(A – xI) = x + det A é correto afirmar que  2
1 π
1 D) O período da função real j definida por j ( x ) = − + g ( x ) é
A) as raízes são 0 e 2 2
2
B) todo x real satisfaz a equação.
C) apresenta apenas raízes inteiras. 07. (AFA/2012) Considere as matrizes A e B, inversíveis e de ordem
D) uma raiz é nula e a outra negativa. n, bem como a matriz identidade I. Sabendo que det(A) = 5 e
E) apresenta apenas raízes negativas. 1
( ) ( )
det I ⋅ B−1 ⋅ A = , então o det 3 ⋅ B−1 ⋅ A −1  é igual a
t

 a a3 − a3 b 3  
02. (EsPCEx/2016) Considere a matriz M =  a a3 0 . Se a e A) 5 · 3n
 
 2 5 3 3n−1
B) 2
b são números reais são nulos e det(M) = 0, então o valor de 5
14 a2 – 21 b2 é igual a 3n
A) 15 C)
15
B) 28 D) 3n–1
C) 35
D) 49 2 3 4 a
E) 70 0 0 2 0
08. (AFA/2010) Sendo = 70 ,
3 −1 1 b
03. (EsPCEx/2017) Uma matriz quadrada a, de ordem 3, é definida −1 0 2 c
i − j, se i > j 4 3 2 a
por aij =  . Então det (A–1) é igual a
( −1) , se i ≤ j
i+ j
2 0 0 0
o valor de é
1 −1 3 b
A) 4
B) 1 7 −1 0 b + 3c
C) 0
1 A) 280
D)
4 B) 0
1 C) –70
E) D) –210
2

257

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

09. (Efomm/2016) Calcule o determinante da matriz A de ordem n: 1 2 1 0


1 1 1 1 1 K 1  0 2 −2 4
14. (Efomm/2009) Sejam as matrizes A =  ,
1 3 1 1 1 K 1  0 0 1 1
1   
1 5 1 1 K 1 0 0 0 3
A = 1 
1 1 7 1 K 1   1 −2 −3 7 
1 1 1 1 9 K 1  0 1 1 −3
B=  e X = A · B. O determinante da matriz
M M M M M O 1  0 0 1 −1
1 1 1 1 1 K 2n − 1  
0 0 0 1 
n −1 n
2 · X–1 é igual a
A) det ( A ) = ∏ 2n D) det ( A ) = ∏ 2n −1
n=1 n=1 1
n
A)
6
B) det ( A ) = ∏ 2n − 1 E) det(A) = 1
n=1 1
B)
n −1 3
C) det ( A ) = ∏ 2n C) 1
n=1
8
D)
3
 1

e π 2 33 1  E) 6
2 −3 4 −5 6 
10. Sabendo-se que det 1 2 3 4 5  = a , calcule, em
0 a b c
−1 3 5 12 15. Se o determinante da matriz A = d e f  é 5, então
 
3 1 2 0 4 g h i 
 
 1

2π  a a + b 3c 
 2e 8 24 3 2 
1 2 3 4 5  A = d d + e 3f  é igual a
função de a, det  2 g g + h 3i 
−3 4 −5 6   
0 −1 3 5 12
  A) zero.
3 0 5 5 16
A) 2a B) cinco.
B) –2a C) quinze.
C) a D) trinta.
D) –a E) quarenta e cinco.
E) 3a

11. (Efomm/2014) Seja A = (Aij)3×3 uma matriz quadrada de ordem


3, onde cada termo é dado pela lei aij = {−i + j, se i + j é par
i − j, se i + j é ímpar
. Aula 21:

Pode-se afirmar que o valor de det A é Aula


A) 0 Sistemas Lineares
B) –12 21
C) 12
D) 4
E) –4
Definição
12. (Efomm/2013) O determinante da matriz A = (aij), de ordem 2,
  π  Sejam A = [a ij] uma matriz e b 1, b 2, ... , b n números.
cos  , se i = j As equações do tipo:
  2i − j 
onde: aij =  é igual a
tg  π  , se i ≠ j  a11x1 + a12x 2 + ... + a1nxn = b1
  i + j   a21x1 + a22x 2 + ... + a2nxn = b2
A) +1/3 
Sistema (S)  ..............................................
B) –1/3  .............................................
C) –3  am1x1 + am2x 2 + ... + amnxn = bm

D) +3
E) –1
são conhecidas como um sistema de equações lineares de
 x 2− x 1 m equações e n incógnitas.
13. (Efomm/2011) Considere a matriz A =  2 3x + 1 −1 ,
 −4 x + 1 2 0 
 Observações:
então o valor de f no ponto de abscissa 1, onde f(x) = det(A), 1) Uma solução de (S) é uma n-upla de números (x1, x2, ... xn)
é:
que satisfaça simultaneamente as m equações.
A) 18 D) 81
2) Se bi = 0, ∀i = 1, 2, ... m, dizemos que o sistema é homogêneo.
B) 21 E) 270
C) 36

258

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática iii

Classificação
Exercícios

123
Determinado – possui uma única solução (SPD)
123
Possível
Sistema (S) Indeterminado – possui infinitas soluções (SPI)
Impossível – não possui solução (SI)
x + y + az = 1

01. (EsPCEx/2015) Para que o sistema linear x + 2y + z = 2 , em
Teorema de Cramer 2x + 5y − 3z = b
que a e b são reais, seja possível e indeterminado, o valor de
Se D ≠ 0, então, o sistema é possível e determinado (SPD), a + b é igual a
no qual D é o determinante do sistema com n equações e n A) 10
incógnitas. B) 11
Nesse caso, temos o sistema: C) 12
1 D) 13
AX = B ⇒ X = A–1B ⇒ X = ⋅ A ⋅ B. E) 14
det A

Resolvendo essa equação, obtemos, no caso n = 3,


 Dx 
02. (EsPCEx/2015) Para que o sistema linear
possível e indeterminado, o valor de a + b é:
{2x + y = 5 seja
ax + 2y = b
1 D Dy D
X =  Dy  , ou seja, x = x , y = ,z = z . A) –1
D  D D D
 Dz  B) 4
C) 9
D) 14
Discussão E) 19
• D ≠ 0 → SPD
03. (AFA/2013) O sistema linear nas incógnitas x, y e z abaixo possui
• D = 0 → SPI ou SI
uma infinidade de soluções.

(sena)x + y − z = 0
Sistemas lineares equivalentes 
x − (sena)y + z = 1
x + y = cos a
Dois sistemas lineares são ditos equivalentes quando
possuem o mesmo conjunto solução. Sobre o parâmetro a, a ∈ R , pode-se afirmar que
A) a = kπ, k ∈ R
Sistemas lineares homogêneos B) a = 2 kπ, k ∈ R
π
C) a = + 2kπ
2
Definição π
D) a = + kπ
2
Um sistema linear é chamado de homogêneo (SLH) quando
todos os termos independentes são nulos. 04. (AFA/2011) Sejam as matrizes
1 1 1   x1  k 
a11x1 + a12x 2 + ... + a1nxn = 0
a x + a x + ... + a2nxn = 0 A = 1 1 2  , X = x2  e B = 3 .
SLH  21 1 22 2 1 1 −2 x  5
        3  

am1x1 + am2x 2 + ... + amnxn = 0 Em relação à equação matricial AX = B, é correto afirmar que
7
A) é impossível para k = .
Solução trivial de um SLH 2 7
B) admite solução única para k = .
2
A n-upla (0, 0, ... , 0) é sempre solução, chamada trivial.
C) toda solução satisfaz à condição x1 + x2 = 4
Ela sempre existe, pois em todas as equações temos a
 1
igualdade a zero. D) admite a terna ordenada  2,1,− 
 2
Assim, um SLH nunca será impossível.
05. (AFA/2009) Seja o sistema S de equações nas incógnitas x, y
Discussão de um SLH e z e parâmetro real m.
x + 2y − z = 0

SLH {
SPD ⇒ D ≠ 0 ⇒ solução trivial
SPI ⇒ D = 0 ⇒ infinitas soluções além da trivial
S = x − my − 3z = 0
x + 3y + mz = m

Analise as proposições a seguir e assinale a incorreta.


Observação: A) Se m = –3, então S é impossível.
B) S é indeterminado se, e somente se, m ≠ 0.
Solução própria é uma solução não nula de um SLH.
C) Se S é homogêneo, então x + y + z não é sempre um número
múltiplo de 3.
D) S admite solução para todo m ≠ –3.

259

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

06. (Efomm/2017) Dado o sistema linear a seguir, analise as 11. Considere o sistema linear nas incógnitas x, y e z:
seguintes afirmativas.
x + y + 2z = 0

3 4 −6  x   −3 −x + (senθ) y + 4z = 0, θ ∈[0, 2π ]
0 16 b  ⋅  i  = a  2x + (1 − cos 2θ) y + 16z = 3
 1 −4 2  z  3  
     
O valor de θ, tal que o sistema admita infinitas soluções,
I. Se b ≠ –12, o sistema linear terá uma única solução;
pertence ao intervalo
II. Se a = b –12, o sistema linear terá infinitas soluções;
 2π 
III. Se b = –12, o sistema será impossível. A) 0, 
 5 
A) Todas as afirmativas são corretas.
B) Todas as afirmativas são incorretas.  2π 4 π 
B)  , 
C) Somente as afirmativas I e III são corretas. 5 5 
D) Somente as afirmativas I e II são corretas.
E) Somente as afirmativas II e III são corretas.  4 π 6π 
C)  , 
 5 5 
07. (Efomm/2008) Dado o sistema de equações lineares
a1x + b1y + c1z = d1  6π 8π 
 D)  , 
S = a2x + b2y + c2z = d2 . Sabendo-se que os determinantes
5 5 
a3x + b3y + c3z = d3

 8π 
a1 b1 c1 d1 b1 c1 a1 d1 c1 a1 d1 c1 E)  , 2π 
a2 b2 c2 , d2 b2 c2 , a2 d2 c2 e a2 b2 d2 são todos 5 
a3 b3 c3 d3 b3 c3 a3 d3 c3 a3 b3 d3 1 −1 2 
12. Considere as matrizes M =  e P =   . Se a matriz
iguais a zero, apenas pode-se concluir que S 1 1  4
A) é determinado. x 
B) não é determinado. X =  1  é solução da equação matricial M · X = P, então,
x2 
C) admite a solução (0, 0, 0). o valor de x12 + x22 é
D) não é impossível. A) 4
E) não é determinado. B) 6
08. (EsPCEx/2016) Considere o sistema linear homogêneo C) 8
D) 10
x − 3y + kz = 0
 E) 12
3x + ky + z = 0, onde k é um número real. O único valor que
kx + y = 0
torna o sistema, anterior, possível e indeterminado, pertence p + 2q + r = 3

13. O sistema 2p + 3r = 8 admite
ao intervalo
A) (–4, –2] p + 6q = 1
B) (–2, 1]
A) a solução (1 – α, α, 3 + 2 α), com α ∈ R.
C) (1, 2]
D) (2, 4] B) a solução (α, 3 – α, 2 + α), com α ∈ R.
E) (4, 6] C) a solução (1 – 6α, α, 2 + 4α), com α ∈ R.
D) a solução (2 – α, 5 + α, α), com α ∈ R.
09. Sobre o sistema equações lineares {
3x + 5y = 7
3x + βy = 7
, é correto E) a solução (α, 6 + α, 4 – α), com α ∈ R.

afirmar que 14. (AFA/2009) Pedro e Maria com seus filhos Gabriel e João foram
A) possui uma única solução, qualquer que seja β. a uma revisão de saúde. Fazia parte da avaliação aferir o peso
B) possui infinitas soluções, qualquer que seja β. de cada um. A balança da clínica era muito antiga e tinha um
C) possui ao menos uma solução, qualquer que seja β. defeito, só indicava pessoas maiores que 60 kg.
D) só tem solução se β = 5.
Para resolver a pesagem, procedeu-se da seguinte maneira:
E) é impossível se β ≠ –5.
Pesou-se
10. Observe o sistema linear de várias x, y e z: – Pedro, Maria e Gabriel, totalizando 150 kg;
– Pedro, Gabriel e João, totalizando 117 kg;
x + y − 2z = 4
 – Maria, Gabriel e João, totalizando 97kg;
2x + ky − 4z = 8
– Pedro, Maria, Gabriele João, totalizando 172 kg.
3x + 3y + kz = 3

Com base no sistema, é correto afirmar que se Com base nessas informações, é correto afirmar que:
A) k = 6, o sistema é impossível. A) com essa balança é possível pesar Gabriel e João juntos.
B) k = –2, o sistema admite infinitas soluções. B) a diferença entre os pesos de Pedro e Maria é o peso de
C) k = –6, o sistema é homogêneo e admite solução (0, 0, 0). João.
D) k = 3, o sistema admite solução única. C) Pedro é mais pesado que Maria e João juntos.
E) k = 2, o sistema é impossível. D) não é possível pesar Maria sozinha nessa balança.

260

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

15. (EsPCEx/2011) A figura a seguir é formada por um dispositivo 03. (EsPCEx) Na figura a seguir está representado o gráfico da
de forma triangular em que, nos vértices e nos pontos médios função polinomial f, definida no intervalo real [a,b]. Com base
dos lados, estão representados alguns valores, nem todos nas informações fornecidas pela figura, podemos afirmar que:
conhecidos. Sabe-se que a soma dos valores correspondentes
a cada lado do triângulo é sempre 24. y

x
x
e
a c 0 d b
5 10

y 15 z desenho liustrativo - fora de escala

A) f é crescente no intervalo [a, 0].


Assim, o valor numérico da expressão x – y · z B) f(x) ≤ f(e) para todo x no intervalo [d, b].
A) –2 C) f(x) ≤ 0 para todo x no intervalo [c, 0].
B) –1 D) a função f é decrescente no intervalo [c, e].
C) 2 E) se x1 ∈[a, c] e x2 ∈[d, e], então f(x1) < f(x2).
D) 5
E) 10 04. (EsPCEx) A função real f(x) está representada no gráfico a seguir.
y
1
Aula 22:

Aula –2π –π
x
Exercícios de Revisão – Parte I 0 π 3π 5π
22 2 2 2
–1

A expressão algébrica de f(x) é


 − sen x , se x < 0
A) f ( x ) = 
Exercícios  cos x , se x ≥ 0
 cos x , se x < 0
B) f ( x ) = 
 sen x , se x ≥ 0
01. (AFA) Considere os seguintes conjuntos numéricos n, z, q, r,
I = r – q e considere também os seguintes conjuntos:  − cos x , se x < 0
C) f ( x ) = 
A = (n ∪ I) – (r ∩ z)  sen x , se x ≥ 0
B = q – (z – n)
 sen x , se x < 0
D = (n ∪ I) ∪ (q – n) D) f ( x ) = 
 cos x , se x ≥ 0

{
Das alternativas a seguir, a que apresenta elementos que
− sen x, se x < 0
pertencem aos conjuntos A,B e D, nesta ordem, é E) f ( x ) =
5 cos x, se x ≥ 0
A) −3; 0, 5 e C) − 10 ; − 5 e 2
2
05. (EsPCEx) Os gráficos de f(x) = 2 e g(x) = x2 – |x| têm dois pontos
B) 20 ; 10 e 5 D) 3 ; 3 e 2, 31 em comum. O valor da soma das abscissas dos pontos em
2 comum é igual a:
A) 0
02. (EFOMM) No “Baile dos Feras”, os organizadores notaram que
B) 4
a razão entre o número de homens e o número de mulheres
C) 8
7 D) 10
presentes, no início do evento, era de . Durante o show,
10 E) 15
nenhum homem ou nenhuma mulher saiu ou entrou. Ao final
do show, os organizadores observaram no local o aumento 06. (EsPCEx) Seja A o maior subconjunto de r no qual está definida
de 255 homens e a redução de 150 mulheres, de modo que
a razão entre o número de homens e o número de mulheres x 3 − 5x 2 − 25x + 125
a função real f ( x ) = , considere, ainda, B
9 x +5
presentes depois disso passou a ser . Qual é o número total
10 o conjunto das imagens de f. Nessas condições,
de pessoas que estiveram presentes em algum momento no A) A = r – {–5} e B = r+ – {10}.
baile? B) A = r – {–5} e B = r+.
A) 3954 D) 1950 C) A = r – {–5} e B = r.
B) 3570 E) 1365 D) A = r – {–5,5} e B = r+.
C) 3315 E) A = r – {–5,5} e B = r+ – {10}.

261

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

07. (EPCAr) As idades de dois irmãos hoje são números inteiros e 11. Seja f a função real definida por f(x) = ax2 – bx + c e V, o vértice
consecutivos. Daqui a 4 anos, a diferença entre as idades deles da parábola representada graficamente por
1
será da idade do mais velho. A soma das idades desses y
10
irmãos, hoje, é um número
A) primo.
B) que divide 100. V
C) múltiplo de 3.
D) divisor de 5.

08. (EPCAr) Uma costureira foi contratada para confeccionar


160 camisas da turma do 1º Ano CPCAr 2015. Nos dois 0 x
1
primeiros dias, ela confeccionou
x
( )
x ∈ N* do total de camisas.

Ela percebeu que se tivesse confeccionado 8 camisas a menos,


nesses dois dias, o número de camisas confeccionadas seriam Após a análise gráfica, assinale a alternativa incorreta.
1 A) a · b · c2 < 0
do total. Com base nessas informações, marque a ab2
x +1 B) <0
alternativa incorreta. c
A) Se a costureira mantiver o ritmo de trabalho dos dois dias, C) a2 + bc > 0
ela gastará menos de 7 dias para confeccionar todas as D) bc – a < 0
camisas.
12. Para fabricar 400 camisas, uma fábrica tem um custo mensal
B) Após os dois dias de trabalho, ainda faltava confeccionar
de R$ 17 000,00; para fabricar 600 camisas, o custo mensal é
mais de 100 camisas.
de R$ 23 000,00. Admitindo que o custo mensal seja função
C) Nos dois dias de trabalho, a costureira confeccionou uma do 1º grau da quantidade produzida, o custo de fabricação de
quantidade de camisas que representa um número par. 750 camisas é:
D) A razão entre o número de camisas confeccionadas nos dois A) R$ 27 100,00
dias e o número de camisas que ainda faltou confeccionar, B) R$ 27 200,00
1 C) R$ 27 300,00
nessa ordem, é igual a .
3 D) R$ 27 400, 00
E) R$ 27 500,00
09. Considere os números p, q e r a seguir:
13. No universo r, marque a opção que corresponde à solução da
180 + 2 20 − 2 605 inequação
p=
4 80 − 500
(2x + 4)6 ⋅ ( x − 1)10 > 0
( )
0 ,5 −3
q =  90,6 
( x − 3)7
 
A) {x ∈ r| – 2 < x < 3 e x ≠ 1}
  1 
−4
B) {x ∈ r| 1 < x < 3}
 0, 25 +    C) {x ∈ r| – 2 < x < 1 ou x > 3}
2 
r = 0,18 ⋅ 
  1 −2  D) {x ∈ r| x > 3}
   − 225 
0 ,5
 3  E) {x ∈ r| x < – 2}

14. Seja A {0, 1, 2, 3, 4} e f: A → A uma função dada por f(x) = x + 1,


Se x é o número obtido pelo produto entre p, q e r, então x é
se x ≠ 4 e f(4) = 1. O número x de A, tal que (f o f o f o f) (x) = 2 é
um número
A) 0
A) irracional positivo. B) 1
B) irracional negativo. C) 2
C) racional negativo. D) 3
D) racional positivo. E) 4
cos x 0 −sen x 
10. Considere a matriz quadrada de ordem 3, A =  0 1 0 ,  x − 3y + kz = 0
sen x 0 cos x  
  15. (EsPCEx) Considere o sistema linear homogêneo 3x + ky + z = 0,
onde k é um número real. kx + y = 0
em que x é um número real.
O único valor que torna o sistema anterior possível e
Podemos afirmar que
indeterminado pertence ao intervalo
A) A não é invertível para nenhum valor de x.
A) (–4, –2)]
B) A é invertível para um único valor de x. B) (–2, 1)
C) A é invertível para exatamente dois valores de x. C) (1, 2]
D) A é invertível para exatamente três valores de x. D) (2, 4]
E) A é invertível para infinitos valores de x. E) (4, 6]

262

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

f(x)
Sendo h(x) = , assinale a alternativa que apresenta os
Aula 23:

g(x)
Aula
Exercícios de Revisão – Parte II intervalos onde h assume valores negativos.
23 A) ] – 3, – 1] ∪ ]6, 8]
B) ] – ∞ – 3 [ ∪ ] – 1, 6 [ ∪ ] 8, + ∞ [
C) ] – ∞, 2 [ ∪ ] [4, + ∞ [
D) ] – ∞, – 3 [ ∪ ] [– 1, 2 [ ∪ [ 7, + ∞ [
E) ] – 3, – 1] ∪ ] 2, 4 [ ∪ ] 6, 8 ]
Exercícios
6 4 2 2
3 2 1 2
06. Seja A =  . O valor do det A corresponde a:
–1 2 –1 2
01. (AFA) Se α = 2 ⋅ 2 + 2 ⋅ 2 + 2 + 2 ⋅ 2 − 2 + 2 , então  
1 2 3 1
A) a ∈ (r – n) A) 24 D) – 60
B) a pode ser escrito na forma a = 2k, k ∈z. B) – 36 E) 72
C) a ∈[(q – z) ∪ (r – q)] C) 48
D) [(z ∩ q) ∩ (r – n) ⊃ a
07. (EPCar) Sobre os números reais positivos a, b, c, d, p e q,
02. (EFOMM) Um aluno do 1º Ano da EFOMM fez compras em considere as informações a seguir:
5 lojas. Em cada loja, gastou metade do que possuía e pagou, 1 1
( abc ) = 0, 25 e ( abcd ) 2 = 2 10 ;

após cada compra, R$ 2,00 de estacionamento. Se, após toda I. 3

essa atividade, ainda ficou com R$ 20,00, a quantia que ele


possuía inicialmente era de = =
II. 3 p 32 e q 243;
A) R$ 814,00
B) R$ 804,00 d
O valor de x = 1
é um número.
C) R$ 764,00
D) R$ 714,00
(pq)5
E) R$ 704,00 A) racional inteiro.
B) decimal periódico.
03. (EsPCEx) Se x é um número real positivo, então a sequência C) decimal exato menor que 1.
(log3x, log33x, log39x) é D) decimal exato maior que 1.
A) uma progressão aritmética de razão 1.
B) uma progressão aritmética de razão 3. 08. (EPCar) Uma professora de Matemática pediu que seus
C) uma progressão geométrica de razão 3. alunos resolvessem uma equação do segundo grau da forma
D) uma progressão aritmética de razão log3x. x2 + bx + c = 0 em que b e c ∈ R. Mariana copiou o coeficiente
E) uma progressão geométrica de razão log3x. 1
c errado, obtendo − e 4 como raízes. Maria Clara copiou
2
a2 3
04. (EsPCEx) Sendo x = 6 , com log2a = 4 e log2b = 5, em que errado o coeficiente b e encontrou as raízes 1 e − . Sobre a
b 2
a e b são números reais não nulos e diferentes de 1, então equação proposta pela professora, é correto afirmar que
logx 2 é igual a A) uma das raízes é menor que – 1.
B) possui duas raízes inteiras e distintas.
A) 16
C) uma das raízes é maior que 3.
B) 8
D) não possui raízes reais.
C) 6
D) 4
E) 2 09. Gustavo está brincando com seu skate de dedo numa pista que
foi projetada segundo uma modelagem matemática descrita a
seguir.
05. Na figura estão representados os gráficos das funções reais
f(quadrática) e g (modular) definidas em . Todas as raízes das
funções f e g também estão representadas na figura. Eixo de simetria da curva C D

y A B T
S

y = f(x)

R
x Tampo
–4 –3 –2 –1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 O de mesa

y = g(x)

Solo
desenho liustrativo - fora de escala

263

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

• A pista está sobre o tampo de uma mesa apoiada no solo.


(2x − 6)20 ⋅ ( x 2 + x + 1)
• O tampo da mesa e o eixo de simetria da curva, indicados no 13. Seja a função f( x ) = . Marque a opção
( x − 2)7
desenho, coincidem com os eixos Ox e Oy, respectivamente,
do sistema cartesiano ortogonal. que corresponde ao seu mais amplo domínio.
• O ponto O é a origem do sistema cartesiano ortogonal. a) Df = [2, + ∞[
b) Df = [3, + ∞[
• A e B são pontos que pertencem a uma reta paralela ao eixo Ox.
c) Df = ]– ∞, 2[
• C e D são pontos que pertencem a uma reta paralela à reta
d) Df = ]2, 3[
AB e distante desta 288 mm.
e) Df = ]2, + ∞[
• A curva da pista de B até C coincide com um arco de parábola.
• A distância de C ao eixo de simetria da parábola é 40 mm. 14. Considerando as funções f(x) = 3x – 2 e g(x) = – 2x + 1. O valor
• O ponto R, que é o mais baixo do arco de parábola, está a de k, com k ∈ R, tal que f(g(k))–1 = 1 é
150 mm do ponto O. A) 3
B) 2
• AB = 400 mm. C) – 1
Durante a execução de uma manobra, o skate passa por um D) – 5
ponto P, da parábola, que possui ordenada a 450 mm do ponto E) – 7
R e que está a 30 mm do eixo de simetria.
Assim, pode-se afirmar que a distância do ponto A ao eixo de 1 10 100 1000 
simetria é, em milímetros, um número compreendido entre 1 20 400 8000 
15. O determinante da matriz M =   vale:
A) 400 e 430 1 − 10 100 − 1000 
B) 430 e 460 1 30 900 27000
C) 460 e 490
A) – 24 ⋅ 106 D) 48 ⋅ 106
D) 490 e 520
B) 32 ⋅ 106 E) – 32 ⋅ 106
C) – 36 ⋅ 106
10. Considere a função real f definida por f(x) = ax com a ∈ ]0,1[.
Sobre a função real g definida por
g( x ) = −b − f( x ) com b ∈ ] − ∞, −1[, é correto afirmar que Aula 24:

A) possui raiz negativa e igual a loga (– b). Aula


B) é crescente em todo o seu domínio.
Exercícios de Revisão – Parte III
C) possui valor máximo. 24
D) é injetora.

11. Se f(x) é uma função periódica de período 3, sabendo-se que


 1
f   = 2 podemos afirmar que: Exercícios
 2

A) f   = 2 D) f   = 2
17 27
 2  2  61
01. (Efomm) =
Se a 4
=
3, b e c = 1,22222..., assinale a opção
50
 19   29 
B) f   = 2 E) f   = 2 correta.
 2  2  A) a < c < b D) b < a < c
B) a < b < c E) b < c < a
 23  C) c < a < b
C) f   = 2
 2 
02. (EsPCEx) Uma determinada empresa de biscoitos realizou uma
12. uma pequena empresa fabrica camisas de um único modelo e pesquisa sobre a preferência de seus consumidores em relação a
as vende por R$ 80,00 a unidade. Devido ao aluguel e as outras seus três produtos: biscoitos cream cracker, wafer e recheados.
despesas fixas que não dependem da quantidade produzida, Os resultados indicaram que:
a empresa tem um custo fixo anual de R$ 96000,00. Além do • 65 pessoas compram cream crackers.
custo fixo, a empresa tem que arcar com custos que dependem • 85 pessoas compram wafers.
da quantidade produzida, chamados custos variáveis, tais como • 170 pessoas compram biscoitos recheados.
matéria-prima, por exemplo. O custo variável por camisa é R$ • 20 pessoas compram wafers, cream cracker e recheados.
40,00. • 50 pessoas compram cream crackers e recheados.
• 30 pessoas compram cream crackers e wafers.
Em 2009, a empresa lucrou R$ 60000,00. Para dobrar o lucro • 60 pessoas compram wafers e recheados.
em 2010, em relação ao lucro de 2009, a quantidade vendida • 50 pessoas não compram biscoitos dessa empresa.
em 2010, terá de ser x% maior que a de 2009. O valor mais
próximo de x é: Determine quantas pessoas responderam essa pesquisa.
A) 120 A) 200
B) 100 B) 250
C) 80 C) 320
D) 60 D) 370
E) 40 E) 530

264

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

03. (EsPCEx) Na figura a seguir está representado o gráfico de uma 09. Considere os números reais
função real do 1º grau f(x). A expressão algébrica que define x = 2, 7
a função inversa de f(x) é −1
y  − 
3
y =  0, 25 + 16 4 
 
f(x)
−2
2  1
( −2 )
3
2 2 5
− 3 23 ⋅  
 5
z= 2
1  1 −7 
−   
–2 x  2 
É falso afirmar que
x
A) y = + 1 D) y = –2x + 2 A) z < − 3
2 y 2
1 1
B) y = x + E) y = 2x + 2 B) x – y <
2 5
C) y = 2x – 2 C) x + z < 0
D) x + y + z ∉ (R – Q)
2
04. (EsPCEx) O conjunto solução da inequação xlogx ( x +1) ≤ 4, no 10. Considere os números positivos q, m e n, tais que
conjunto dos números reais, é
m m
A) {x ∈  0 < x < 1} D) {x ∈  − 3 ≤ x ≤ 1} =2e = 3 . Ordenando-os, tem-se a sequência
n+q n−q
B) {x ∈  0 ≤ x ≤ 1} E) {x ∈  − 3 ≤ x < 1} correta em
C) {x ∈  0 < x ≤ 1} A) m > n > q C) n > m > q
B) m > q > n D) q > n > m
05. (EsPCEx) Resolvendo a equação
11. Sejam a, b, c reais não nulos e distintos, c > 0. Sendo par a
log3 ( x 2 − 2x − 3) + log 1 ( x − 1) = log3 ( x + 1), obtém-se função dada por f(x) = (ax + b) / (x+ c), – c < x < c, então f(x),
3
para – c < x < c, é constante e igual a:
A) S = {−1} . A) a + b D) b
B) S = {4, 5} . B) a + c E) a
C) c
C) S = {6} .
D) S = 0. 12. Uma fábrica de paletós trabalha com um custo fixo mensal de
E) S = {4} . R$ 10.000,00 e um custo variável de R$ 100,00 por paletó.
O máximo que a empresa consegue produzir, com a atual
estrutura, é 500 paletós por mês. O custo médio na produção
06. (EsPCEx) Considere a função f : IR → IR definida por
de x paletós é igual ao quociente do custo total por x. O menor
( 3)
4 + 2sen 3 x
f( x ) = e a função g : IR → IR, definida por custo médio possível é igual a:
A) R$ 100,00 D) R$ 115,00
1+ 3 cos 2 x
 3 B) R$ 105,00 E) R$ 120,00
g( x ) =  . O produto entre o valor mínimo de f e o
 3  C) R$ 110,00
 
valor máximo de g é igual a 13. Considere as funções f e g tais que f(2x + 1) = 4x + 12 e
1 g(x + 2) = 2x – 1 definidas para todos x ∈ R.
A) D) 9
81
1 A solução da equação f(g(x)) = 2 corresponde a um número
B) E) 81 pertencente ao intervalo:
9
C) 1 A) [0, 1[ D) [3, 4[
B) [1, 2[ E) [4, 5[
 x −2 − y −2   x 2y + xy 2 
07. (EPCAr) O valor da expressão  −1 −1  ⋅  2 2 
, em que C) [2, 3[
 x +y   x −y 
x, y ∈ R* e x ≠ y e x ≠ – y, é
14. Se A é o conjunto dos números reais diferentes de 1.
A) – 1 C) 1
B) – 2 D) 2 Seja f : A → A dada por f(x) = x + 1. Para um inteiro positivo
x −1
1 1 2   x  2  f(x), se n = 1
n, fn(x) é definida por fn (x) =  n−1 . Então, f5(x) é
08. Dado o sistema 2 1 1  ⋅  y  = 0  , é correto afirmar que ele:
 4 3 k  z   4  ( )
f f (x) , se n > 1
     
A) admite infinitas soluções, se k ≠ 5. igual a
B) admite uma única solução, se k = 5. x +1
A) C) x
C) não admite solução. x −1
D) admite infinitas soluções, se k = 5. B) x D) x4
E) admite única solução, se k = – 5. x +1

265

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

 3 −1 e 04. (EsPCEx) Os números das contas bancárias ou dos registros


15. Sabendo que a inversa de uma matriz A é A −1 =
 −5 2  , de identidade costumam ser seguidos por um ou dois dígitos,
denominados dígitos verificadores, que servem para conferir sua
que a matriz X é solução da equação matricial X · A = B, em validade e prevenir erros de digitação. Em um grande banco,
que B = [8 3], podemos afirmar que a soma dos elementos da os números de todas as contas são formados por algarismos
matriz X é de 0 a 9, na forma abcdef-xy, em que a sequência (abcdef)
A) 7 representa, nessa ordem, os algarismos do número da conta e
B) 8 x e y, nessa ordem, representam os dígitos verificadores. Para
C) 9 obter os dígitos x e y, o sistema de processamento de dados
D) 10 do banco constrói as seguintes matrizes:
E) 11
 1 −2 1  x  (a − b)
A = 0 1 0  B = y  C = (c − d)
0 2 −1 z  (e − f ) 
     
Aula 25:

Aula
Exercícios de Revisão – Parte IV Os valores de x e y são obtidos pelo resultado da operação
25 matricial A · B = C, desprezando-se o valor de z. Assim, os
dígitos verificadores correspondentes à conta corrente de
número 356281 são
A) 34 D) 51
B) 41 E) 54
Exercícios C) 49

05. (EsPCEx) O conjunto solução da inequação ||x–4| + 1| < 2 é um


intervalo do tipo [a, b]. O valor de a + b é igual a
01. (EFOMM) Analisando as afirmativas a seguir A) –8 D) 2
I. Seja K o conjunto dos quadriláteros planos, seus subconjuntos são: B) –2 C) 0
P = {x ∈ K | x possui lados opostos paralelos}; E) 8
L = {x ∈ K | x possui 4 lados congruentes};
R = {x ∈ K | x possui 4 ângulos retos}; e 06. (EPCAr) O valor da soma,
Q = {x ∈ K | x possui 4 lados congruentes e 2 ângulos com
medidas iguais}. 1 1 1 1
S= 4+ + + + ... +
Logo, L ∩ R = L ∩ Q. 2 +1 3+ 2 4+ 3 196 + 195 é
II. Seja o conjunto A = {1,2,3,4}, nota-se que A possui somente
um número
4 subconjuntos;
A) natural menor que 10.
III. Observando as seguintes relações entre conjuntos: {a,b,c,d}
B) natural maior que 10.
∪ Z = {a,b,c,d,e} ,{c,d}UZ={a,c,d,e} e {b,c,d} ∩ Z = {c}; pode-se C) racional não inteiro.
concluir que Z = {a,c,e}. D) irracional.
Em relação às afirmativas anteriores, assinale a opção correta
A) Apenas a afirmativa I é verdadeira. 07. (EPCAr) O dono de uma loja de produtos seminovos adquiriu,
B) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras. 2
C) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras. parceladamente, dois eletrodoméstico. Após pagar do valor
5
D) Apenas a afirmativa III é verdadeira. dessa compra, quando ainda devia R$ 600,00, resolveu revendê-los.
E) Apenas a afirmativa II é verdadeira. Com a venda de um dos eletrodomésticos, ele conseguiu
02. (EsPCEx) Um fabricante de poltronas pode produzir cada peça um lucro de 20% sobre o custo, mas a venda do outro
ao custo de R$ 300,00. Se cada uma for vendida por x reais, eletrodoméstico representou um prejuízo de 10% sobre o custo.
este fabricante venderá por mês (600 – x) unidades, em que Com o valor total apurado na revenda, ele pôde liquidar seu
0 < x < 600. Assinale a alternativa que representa o número débito existente e ainda lhe sobrou a quantia de R$ 525,00.
de unidades vendidas mensalmente que corresponde ao lucro A razão entre o preço de custo do eletrodoméstico mais caro e
máximo. o preço de custo do eletrodoméstico mais barato, nessa ordem,
A) 150 é equivalente a
B) 250 A) 5 C) 3
C) 350 B) 4 D) 2
D) 450
E) 550 08. (EPCAr) Analise as afirmativas seguintes e classifique cada uma
03. (EsPCEx) Considere as funções reais f(x) = 3x, de domínio [4,8] em (V) verdadeira ou (F) Falsa.
1
e g(y) = 4y, de domínio [6,9]. Os valores máximo e mínimo que 5 − 5 ⋅ 52
f(x) I. Se A = 1
, então A ∈ {R – Q} ∩ {R – Z}.
o quociente pode assumir são, respectivamente
g(y) 5 − 52
2 1 3 1  (0, 001)4 ⋅ 1007 
A) e D) e 1
 ⋅ (0,1) é 100 2.
−4
3 2 4 3 II. O valor da expressão  5
 10 
1
B) e1 E) 1 e 1
3 3 a
III. Sendo a ∈ R *+ , uma forma simplificada para expressão
a
C) 4 e 3
3 4 é a–4.

266

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


MateMática iii

A sequência correta é Com base nesses gráficos, podemos afirmar que o número de
A) V – V – V unidades produzidas em 2 h 45 min. de funcionamento dessa
B) V– V – F máquina é
C) V – F – F A) 120 D) 90
D) F – V – F B) 100 E) 110
C) 130
x
09. O conjunto solução da equação − x + 7 + = −14 está contido 13. Sejam as funções reais e contínuas f(x) e g(x) cujos gráficos são
2
em mostrados a seguir.
A) {x ∈ R | 10 < x < 18} C) {x ∈ R | 24 < x < 32} Obs.: Considere para x < 0, g(x) constante.
B) {x ∈ R | 17 < x < 25} D) {x ∈ R | 31 < x < 39}
y
10. Considere três números naturais a, b, c, nessa ordem. A soma
desses números é 888, a diferença entre o primeiro e o segundo
é igual ao terceiro. O terceiro deles excede o segundo em 198. 3
f
O valor da diferença entre o primeiro e o terceiro é tal que
2
excede 90 em
A) 23 C) 43 1
–3 –2 –1 4
B) 33 D) 53
1 2 3 x
–1
11. Um meteorologista, ao analisar o calendário de chuvas
referente ao mês de maio em uma dada região, verificou que –2
g
a precipitação, ao longo dos dias, se deu de acordo com o –3
gráfico retilíneo a seguir.

mm
O valor que corresponde a (fog) (4) + (gof) (–1) é
A) 0 D) 3
B) 1 E) 4
120
C) 2
70
14. Assinale a alternativa correta.
A) x = x
2

0 20 maio B) |x| < 2 ↔ x < –2 ou x > 2


C) |x| = 1 ↔ x = –1 e x = 1
D) |x| > 3 ↔ x < –3 ou x > 3
Marque a opção que corresponde à precipitação ocorrida em E) |x| = –x é sempre uma sentença falsa.
30 de maio, em mm
A) 40 D) 55 15. Dado o sistema:
B) 45 E) 60 8x + 11y + 13z = 26
C) 50 
 −7x + 9y − 9z = −18
12. O gráficos a seguir mostram o consumo de energia eletrica de 6x − 4 y + 17z = 34
uma máquina usada para a produção de um determinado artigo O valor de z corresponde a:
conforme o tempo de funcionamento e conforme o número A) –3 D) 2
de unidades produzidas. B) –1 E) 5
C) 1
Consumo (Kwh)

240
Gráfico I
Anotações
160
80
Tempo (h)
0 1 2 3

Consumo (Kwh)

300
Gráfico II
200
100
0 Nº de unidades
50 100 150

267

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática III

Anotações

268

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Aula 01:
Multiplicação
Dado um número complexo z = a + bi e w = c + di definimos
Aula
Exercícios a operação multiplicação como:
01
z · w = (a + bi) · (c + di) = ac – bd + i(ad + bc)

Exemplo: Sendo z = 1 – i e w = 2 + 3i calcule z · w


Solução: z · w = (1 – i)(2 + 3i) = 2 + 3i – 2i + 3 = 5 + i
Definição de números complexos
Dado um par ordenado (a, b) com a,b ∈  define-se o Conjugado de um número complexo
número complexo z = a + bi onde i = −1 é chamado de unidade Chama-se conjugado de um número complexo z = a + bi
imaginária. o número z = a – bi

Unidade imaginária Exemplo: O conjugado de z = 3 + 4i é z = 3 – 4i

Chama-se de unidade imaginária o número i que por Divisão


definição é igual a i = −1 . Daí decorre:
Dado um número complexo z = a + bi e w = c + di definimos
i =–1
2 a operação divisão como:
i3 = – i
i4 = 1 z a + bi z w a + bi c − di ac + bd + i (bc − ad)
= = ⋅ = ⋅ =
w c + di w w c + di c − di c2 + d²
Podemos então, a partir daí provar para todo n ∈  que:

i4n = 1 z
Exemplo: Sendo z = 2 + i e w = 1 + i calcule
i4n+1 = i w
i4n+2 = –1
2 + i 2 + i 1 − i 2 − 2i + i + 1 3 − i
i4n+3 = – i Solução: = . = =
1+ i 1+ i 1 − i 1+ 1 2

Forma algébrica de um número complexo Propriedades


Define-se como forma algébrica de um número complexo Para todos os números complexos valem os seguintes
a notação z = a + bi onde a, b ∈ R. O número real a é chamado de teoremas:
parte real de z e o número b é chamado de parte imaginária de z. 1. z + z = 2 ⋅ Re(z)
Em símbolos denota-se da seguinte maneira: 2. z − z = 2 ⋅ Im(z) ⋅ i
3. z = z ↔ z ∈ 
a = Re(z) e b = Im(z)
4. z1 + z2 = z1 + z2
Além disso chama-se real todo número complexo cuja 5. z1 ⋅ z2 = z1 ⋅ z2
parte imaginária é nula. Chama-se imaginário puro todo número 6.
2
z = z⋅ z
complexo cuja parte real é nula e a imaginária não.

Operações com números complexos Exercícios de Fixação


A partir da chamada forma algébrica de um número
complexo z = a + bi podemos definir a adição, subtração,
multiplicação e divisão. 01. (ESSA) O número complexo i102, onde i representa a unidade
imaginária,
Adição A) é positivo.
B) é imaginário puro.
Dado um número complexo z = a + bi e w = c + di definimos
C) é real.
a operação adição como:
D) está na forma trigonométrica.
z + w = a + c + i(b + d) E) está na forma algébrica.

Exemplo: Sendo z = 2 + 3i e w = 3 + 4i calcule z + w


Solução: z + w = 2 + 3 + i(3 + 4) = 5 + 7i 02. (ESSA) A parte real do número completo 1/(2i)2 é:
1
A) −
Subtração 4
Dado um número complexo z = a + bi e w = c + di definimos B) – 2
a operação subtração como: C) 0

z – w = a – c + i(b – d) 1
D)
4
Exemplo: Sendo z = 2 + i e w = 3 – 2i calcule z – w
E) 2
Solução: z – w = 2 + i – (3 – 2i) = – 1 + 3i

269

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

10. Considere a sequência cujo termo geral é dado por


03. Sendo Z conjugado do número complexo Z e i a unidade
an = 43–n + i · 44–n, n ∈ N*. Se i é a unidade imaginária, o módulo
imaginária, o número complexo Z que satisfaz à condição
da soma dos infinitos termos dessa sequência é
Z + 2⋅ Z = 2 − Z ⋅i é
A) Z = 0 + 1 · i A) 2 7
3
B) Z = 0 + 0 · i
C) Z = 1 + 0 · i (22 ) 7
B)
D) Z = 1 + i 3
E) Z = 1 – 1
( 3)
C) 2 17
04. ( E E A R ) S a b e - s e q u e o s n ú m e r o s c o m p l e x o s 3
Z1 = [2m (3 + m)] + (3n + 5)i e Z2 = (2m2 + 12) + [4(n + 1)]i (24 ) 17
D)
são iguais. Então, os valores de m e n são, respectivamente: 3
A) 3 e 1
B) 2 e 1 (26 ) 17
E)
C) 2 e –1 3
D) 3 e –1
11. (AFA/1999) Os valores reais de x, para os quais a parte real do
2+i x − 2i
05. Seja Z = um número complexo. Calcule o valor de a de número complexo z = é negativa, pertencem ao conjunto
a + 2i x +i
modo que Z seja: (intervalo)
A) real. A) { }
B) imaginário puro. B) {0}
C) (–1, 1)
06. Se i é o número complexo cujo quadrado igual a – 1, então, o
valor de 5 · i227 + i6 – i13 é igual a
(
D) − 2, 2 )
A) i + 1 1+ itg α
B) 4i – 1 12. Reduzindo o número complexo à forma algébrica,
1 − itg α
C) – 6i – 1 obtemos:
D) – 6i A) cos (2α) + i · sen (2α)
B) – cos (2α) + i · sen (2α)
07. Sendo Z o conjugado do número complexo Z, e i a unidade
C) cos (2α) – i · sen (2α)
imaginária, o número complexo Z, tal que 5Z + Z = 12 + 16 i , é
D) cos α + i · sen α
igual a
A) – 2 + 2i
13. Sabendo que α é um número real e que a parte imaginária do
B) 2 – 3i
número complexo (2 + i) / (α + 2i) é zero, então α é:
C) 3 + 1
A) – 4
D) 2 + 4i
B) –2
E) 1 + 2i C) 1
D) 2
08. Sendo i a unidade imaginária tal que i2 = – 1, são dados
E) 4
os números complexo z1 = 9 + 3i e z2 = –2 + i. Ao calcular
corretamente o produto z1 · z2, obtemos o número 14. Se Z1 e Z2 são números complexos, Z1 + Z2 e Z1 · Z2 são ambos
A) 21 – 6i reais, então podemos afirmar que
B) –18 – 6i A) Z1 e Z2 são ambos reais ou Z1 = Z2 .
C) –18 + 3i B) Z1 e Z2 são números complexos não reais.
D) 18 – 3i C) Z1 e Z2 são números reais irracionais.
E) –21 + 3i D) Z1 é um número complexo puro e Z2 é um número real.
E) NDA.
09. Se os números reais x e y são soluções da equação
2
 1+ i  1 15. Determine o valor de x para que o produto (12 – 2i) (18 + (x – 2)
  + = 1+ i , então 5x + 15 y é igual a: i) seja um número real.
1− i x + iy
A) 4
A) 0 B) 5
B) –1 C) 6
C) 1
D) 7
D) 2 E) 8
E) − 2

270

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Daí podemos calcular o argumento de z:


Aula 02:

1 3
Aula 2 2 1 3
Exercícios cos θ = e senθ =
1 1
→ cos θ = e senθ =
2 2
→ θ = 60°
02
Agora podemos representar z no Plano de Argand-Gauss:

Im(z)
Módulo de um Número Complexo
3 1
Chama-se módulo de um número complexo z = a + bi ao
número real positivo: 2 60
º

z = a +b
2 2 θ=
1 Re(z)
Exemplo: Calcule o módulo do número z = 4 + 3i 2
Solução: z = 42 + 32 = 5

Propriedades
Da definição de módulo decorrem as seguintes propriedades:
1. z ≥0
2. z =0↔z=0 Exercícios de Fixação
3. z = z
4. z1 ⋅ z2 = z1 ⋅ z2
z1 z1 01. (ESSA) Com relação aos números complexos Z1 = 2 + i e
5. =
z2 z2 Z2 = 1 – i, onde i é a unidade imaginária, é correto afirmar
A) Z1 · Z2 = 3 + i
Plano de Argand-Gauss B) Z1 = 2

Os número complexos z = a + bi podem ser representados C) Z2 = 5


pelo par ordenado (a,b) no plano cartesiano com a convenção de D) Z1 ⋅ Z2 = 10
marcar o eixo x e o eixo y como, respectivamente, a parte real e a
E) Z1 + Z2 = 3
parte imaginária de z:
x + yi
Im(z) P(Afixo de z) 02. (EsPCEx) Seja o complexo z = , com x e y reais e i2 = – 1.
3 + 4i
|z| Se x2 + y2 = 20, então o módulo de z é igual a:
b
A) 0
θ
B) 5
Re(z)
a 2 5
C)
5
D) 4
E) 10

Argumento de um número complexo


03. O número complexo z = (x – 1) + (x + 6) i, tem módulo |z| = 13.
Chama-se argumento de um número complexo z = a + bi
Sendo x um número real positivo, qual o valor de x?
o ângulo θ tal que:
A) 2
B) 3
a b
cos θ = e senθ = C) 4
z z D) 5
E) 6
1 3
Exemplo: Escreva o número complexo z = + i⋅ no Plano de 04. (Efomm) A solução da equação |z| + z = 1 + 3i é um número
2 2
Argand-Gauss complexo de módulo:
Solução: Inicialmente vamos calcular o módulo de z: 5 5
A) D)
4 2
2
 1  3 
2 5
z =   + =1 B) 5 E)
 2  2  2
C) 5

271

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

π 3π 12. Suponhamos que z1 = a + xi e z2 = a + yi, a, x, y ∈ R, a ≠ 0,


05. (AFA/2005) Considere i2 = –1 e α ∈[0, 2π], α ≠ eα≠ . x ≠ 0, são dois números complexos, tais que z 1 · z2 = 2.
2 2
Se z = tg α + i , então a soma dos valores α para os quais Então, temos: (Observação: z indica o conjugado de z)
A) z1 + z2 e z1 = z2 = 2
|z| = 2 é igual a
A) 2π B) z1 = z2 e z1 = z2 = 2
B) 3π C) z1 = z2 e z1 = z2 = 2
C) 4π D) z1 = z2 = 2a e a2 + y 2 = 4
D) 5π
E) NDA.

06. Se z = 1+ i 3, z ⋅ w = 1 e α ∈[O, 2π ] é um argumento de z · w, 13. O valor da expressão |1 – z|2 + |1 + z|2, sendo z um número
complexo, é:
então α é igual a
A) 5, se |z| ≤ 1.
π 5π B) 4, se |z| = 1.
A) D)
3 3 C) 0, se Im(z) = 0.
3π D) 2, para todo z.
B) π E) E) 3, se Re(z) = 0.
2
2π 14. (EEAr) O módulo do número complexo z = – 1 + 3i
C)
3 A) 1 C) 5
1 − cos a 1 − cos a + 2 sen a B) 2 D) 10
07. O número complexo z = +i ,
sen a cos a sen 2a
a ∈ ]0, π/2[ tem argumento π/4. Neste caso a é igual a: 1− zw
15. Se z ∈ C com |z| = 1. Então, a expressão assume valor
π π z−w
A) D) A) maior que 1, para todo w com |w| > 1.
6 5
B) menor que 1, para todo w com |w| < 1.
π π
B) E) C) maior que 1, para todo w com w ≠ z.
3 9
D) igual a 1, independente de w com w ≠ z.
π
C) E) crescente para |w| crescente, com |w| < |z|.
4
08. Seja o número complexo z = (x – 2i)2, no qual x é um número
real. Se o argumento principal de z é 90o, então 1/z é igual a Aula 03

A) – i / 8 Aula
B) – 8i Exercícios
C) 4i 03
D) –1 + 4i
E) 4 – i

09. (Efomm/2006) O argumento do número complexo −


1 1
− i é: Forma Trigonométrica de um número
2 2
complexo
A) 45o
B) 60o Dado um número complexo z = a + bi temos:
C) 90o
D) 135o a b
z = a + bi = z ⋅  + i ⋅ 
E) 225o z z

10. (EEAr/2013) Sejam ρ1 e ρ2, respectivamente, os módulos dos Portanto:


complexos z1 = 1 + 2i e z2 = 4 – 2i. Assim, ρ1 + ρ2 é igual a
A) 5 z = z ⋅ ( cos θ + i ⋅ senθ)
B) 5
C) 2 5
D) 3 5 −1 3
Exemplo: Escreva o número +i em sua forma trigonométrica.
2 2
11. (EEAr/2010) Seja z o conjugado de um número complexo z.
Solução: Inicialmente calculemos o módulo de z:
Sabendo que z = a + bi e que 2z + z = 9 + 2i , o valor de a + b é
A) 5 2
 −1  3 
2
B) 4
z =   + =1
C) 3  2   2 
D) 2

272

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Daí podemos calcular o argumento de z: Para k = 0,1 e 2 temos:

−1 3  π 2π   π 2π 
z0 = 6 2 ⋅ [cos  + 0 ⋅  + isen  + 0⋅ 
2 2 −1 3  4⋅3 3   4 ⋅3 3
cos θ = e senθ = → cos θ = e senθ = → θ = 120°
1 1 2 2
 π  π
z0 = 6 2 ⋅ [cos   + isen  
 12   12
Portanto temos a forma trigonométrica de z = 1 · (cos120° + i · sen120°)
 π 2π   π 2π 
z1 = 6 2 ⋅ [cos  + 1⋅  + isen  + 1⋅ 
Potenciação de um número complexo  4⋅3 3  4⋅3 3

Sejam dois números complexos:  9π   9π 


z1 = 6 2 ⋅ [cos   + isen  
 12   12 
z1 = z1 ⋅ (cos θ1 + i senθ1)  π 2π   π 2π 
z2 = 6 2 ⋅ [cos  + 2.  + isen  + 2. 
z2 = z2 ⋅ (cos θ2 + isenθ2 )  4 .3 3  4 .3 3
 17π   17π 
z2 = 6 2 ⋅ [cos  + isen 
Calculemos portanto:  12   12 
z = z1 ⋅ z2 = z1 . (cos θ1 + isenθ1) z2 . (cos θ2 + isenθ2 ) =

)
= z1 . z2 . cos θ1 cos θ2 + i2senθ1senθ2 + i(senθ1 cos θ2 + senθ2 cos θ1 ]

= z1 . z2 .[cos(θ1 + θ2 ) + isen(θ1 + θ2 )]
Exercícios de Fixação

Perceba portanto que z = z1 ⋅ z2 e o argumento de θ = θ1 + θ2.


01. (ESSA) Considere o número complexo z = 2 + 2i. Dessa forma, z100.

A partir desse raciocínio, dado um número complexo 02. (EsPCEx) Sendo z o número complexo obtido na rotação de 90o,
z = z ⋅ (cos θ + i ⋅ senθ) podemos chegar à 1º fórmula de Moivre: em relação à origem, do número complexo 1 + i, determine z3.
A) 1 – i D) –1 –2i
zn = z . (cos nθ + i ⋅ sen nθ)
n
B) –1 + i E) 2 + 2i
C) –2i
 π π
Exemplo: Dado z = 4 ⋅  cos + isen  calcule z3. 03. (AFA) Considere, no Plano de Argand-Gauss, os números
 3 3
complexos z = x + yi, onde i = −1 e cujos afixos são os pontos
Solução: Utilizando a 1º fórmula de Moivre
P(x, y) ∈ R2. Dada a equação (z – 1 + i)4 = 1, sobre os elementos que
 3π 3π  compõem seu conjunto solução, é incorreto afirmar que
z3 = 43 ⋅  cos + isen  = 64 ⋅ (cos π + isenπ )
 3 3 a) apenas um deles é imaginário puro.
b) todos podem ser escritos na forma trigonométrica.
c) o conjugado do que possui maior argumento é 1 + 2i.
Radiciação de um número complexo d) nem todos são números imaginários.
Dado um número complexo z, chama-se raiz enésima de z,
e denota-se n z , a um número complexo zk tal que znk = z. 04. Sendo i a unidade imaginária, então (1 + i)20 – (1 – i)20 é igual a
A) – 1024 D) 1024
n
z = zk ↔ znk = z B) – 1024i E) 1024i
C) 0

A partir desse raciocínio, dado um número complexo 05. (AFA) O número complexo z = a + bi é vértice de um triângulo
z = z ⋅ ( cos θ + i ⋅ senθ) podemos chegar à 2º fórmula de Moivre: equilátero, como mostra a figura abaixo.
Im
 θ 2π  θ 2π  
zk = n z ⋅ cos  + k ⋅  + isen  + k ⋅   ⋅ k ∈ 
  n n   n n  b

Exemplo: Calcular as raízes da equação z3 = 1 + i


Solução: Escrevamos z3 = 1 + i em sua forma trigonométrica:
z3 = 2 e θ = 45º portanto: θ
0
a
 π π  π 2π   π 2π  Re
z3 = 2 ⋅  cos + isen  → zk = 6 2 ⋅ [cos  + k ⋅  + isen  +k⋅ .
 4 4  4⋅3 3  4⋅3 3É corretor afirmar que o conjugado de z 2 tem afixo que
 π π  π 2π   π 2π  pertence ao
2 ⋅  cos + isen  → zk = 6 2 ⋅ [cos  + k ⋅  + isen  +k⋅ . A) 3o quadrante. C) 1o quadrante.
 4 4  4⋅3 3  4⋅3 3
B) 2 quadrante.
o
D) 4o quadrante.

273

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

06. Sejam α, β ∈ C tais que |α| = |β| = 1 e |α – β| = 2. 11. (Efomm) Sabendo-se que a raiz quadrada do número complexo
Então, α2 + β 2 é igual a: – 16 + 30i é (a + bi) ou (c + di), onde a, b, c, d ∈ R e a > 0,
A) – 2 pode-se afirmar que o valor de a + d é
B) 0 A) +2
C) 1 B) +1
D) 2 C) 0
E) 2i D) – 1
E) – 2
 π π
07. Se (1+ i) ⋅  cos + i sen  = x + iy , em que i é a unidade
x
12. (AFA/1998) A solução 10 ⋅ ( 68 − 4i 2 )  = (2 17 − 4i 2 ) ,
10 21
 12 12
imaginária e x e y são números reais, o valor de 3 ⋅ x + y é: i = −1 é:
A) 6 A) 21/11
B) 2
B) 3 C) 31/12
D) 4
C) 2
2
13. (AFA/2002) Os pontos A, B e C são afixos das raízes cúbicas do
D) 3 6 número complexo z. Se n é o menor natural não nulo para o
qual zn é uma real positivo, então n é igual a
E) 3
2 Im

4
a b  π π B A
08. (EsPCEx) Seja a igualdade − i =  cos + isen  , onde i
3 5  6 6 Re
30o
é a unidade imaginária. Se a e b são números reais, então o O
a
quociente é igual a
b OC = 2
3 C
A)
5
3 3 A) 8
B)
5 B) 6
3 3 C) 4
C) − D) 2
5
3 n
D) − ∑ i = (1+ i)
j
14. (AFA) O valor de n tal que = 31+ i , sendo i a unidade
5 j=1
imaginária, é
15 3
E) A) par menor que 10.
4 B) primo maior que 8.
C) ímpar menor que 7.
D) múltiplo de 9.
09. Podemos dizer que uma forma trigonométrica de representar
5 + 5i 15. Resolva a equação z 3 – 1 = 0 no conjunto dos número
o número complexo é
2 − 2i complexos. Considerando as raízes encontradas, analise as
proposições abaixo e classifique-as em (V) verdadeiras ou (F)
 π π 5  π π
A) Z = 2 ⋅  cos + i ⋅ sen  D) Z = ⋅  cos + i ⋅ sen  falsas.
 2 2 2  2 2
( ) A equação possui três raízes de multiplicidade 1.
 π π 2  π π
B) Z = 5 ⋅  cos + i ⋅ sen  E) Z = ⋅  cos + i ⋅ sen 
 2 2 5  2 2 ( ) Os afixos das raízes formam um triângulo equilátero cuja
5 3 3
C) Z = ⋅ (cos π + i ⋅ sen π ) área é unidades de área.
2 2
1+ ai ( ) Duas das raízes são conjugadas.
10. Considere o número complexo z = , onde a é um número
a−i ( ) Todas as raízes têm o mesmo módulo.
real e i é a unidade imaginária, isto é, i = –1. O valor de z2016
2

é igual a: A sequência correta é


A) a2016 A) V – F – V – V
B) 1 B) V – V – F – V
C) 1 + 2016i C) F – F – V – F
D) i D) V – F – V – F

274

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

05. A figura geométrica formada pelos afixos das raízes complexas


Aula 04:

de equação x3 – 8 = 0 tem área igual a:


Aula
Exercícios A) 7 3 D) 4 3
04 B) 6 3 E) 3 3
C) 5 3

06. A representação geométrica no Plano de Argand-Gauss, do


Exercícios de Aprofundamento conjunto de pontos que satisfazem a condição |z + 2 – 3i| =
|z – 1 + 4i|, com z = x + yi, sendo x e y números reais, é reta
de equação
01. (AFA/2015) Considere os números complexos z1 = x – i, A) 2x – 3y + 7 = 0
1 B) 3x – 7y – 2 = 0
z2 = i , z3 = –1 + 2i e z4 = x + yi em que x ∈ R, y ∈ R*+ e
2 C) 2x – 3y + 3 = 0
i2 = –1 e as relações:
D) 4x – 3y + 3 = 0
I. Re ( z1 + z2 ) ≤ Im ( z1 + z2 ) E) 2x – y = 0

II. z3 ⋅ z 4 = 5 07. Sejam z e v números complexos onde |z| = 1 e v tem coordenadas


 
O menor argumento de todos os complexos Z4 que satisfazem, no plano de Argand-Gauss  2 , 2  . Sobre o número
simultaneamente, as relações I e II é  2 2 
complexo z e v (resultante da multiplicação dos complexos
π π
A) C) z e v), podemos afirmar que:
6 2
π A) sempre é um número real.
B) 0 D)
3 B) sempre tem módulo igual a 2.
C) sempre é um número imaginário puro.
02. Considere no plano complexo, o conjunto dos números
z = x + yi; {x, y} ⊂ R e i2 = –1 que satisfazem a condição D) pertence à circunferência x2 + y2 = 1.
|z| ≥ |2z + 1|. π
E) sempre tem argumento igual a .
4
É falso afirmar que
08. Na figura abaixo, está representado o plano de Argand-Gauss
A) este conjunto pode ser representado por um círculo de raio
com os afixos de 12 números complexos, identificados
1
igual a . de A e L. Sabe-se que esses afixos dividem a circunferência
3
B) z = –1 é o elemento de maior módulo, neste conjunto. em 12 partes iguais e que A = (1, 0). O polígono regular cujos
vértices são os afixo de 4 E é
1 A) BEHK Im
C) z = − é o elemento de maior argumento, neste conjunto.
3 B) CFIL
C) ADGJ D
D) não existe z, neste conjunto, que seja imaginário puro. E C
D) BDHJ
E) CEIK F B
03. Sejam z = x + yi (x ∈ R*, y ∈ R* e i a unidade imaginária),
z o conjugado de z e λ o lugar geométrico dos pontos P(x ,y) G A
Re
do plano cartesiano para os quais z ⋅ z = 2x + 3 . Se A e B são

os pontos de interseção de λ com o eixo Oy e se A’ é o ponto H L

de interseção de λ com o eixo Ox que possui a menor abscissa, I K
então a área do triângulo A’AB é, em unidades de área, igual a J
A) 2 3 C) 3
B) 2 2 D) 3
09. O número complexo, z = |z| · (cos θ + i · sen θ), sendo i a unidade
04. Seja z um número complexo não nulo e i a unidade imaginária imaginária e 0 ≤ θ ≤ 2π, que satisfaz a inequação |z + 3i| ≤ 2 e
(i2 = –1), z ≠ 1. O conjunto de todos os valores de z, para os que possui o menor argumento θ, é
z+i 5 2 5 2 5 5
quais é um número real, representa um(a) A) z = − − i D) z = − + i
1+ i ⋅ z 3 3 3 3
A) elipse. 5 2 5
B) z = − + i E) z = −2 5 + 5i
B) hipérbole. 3 3
C) circunferência. 2 5 5
D) círculo. C) z = − − i
3 3

275

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

10. Seja o número complexo z = −1 − 3 i , onde i é a unidade Aula 05:

imaginária. O valor de z8 é:
Aula Definição, Operações, Grau e
 4π 4π 
A) z = 256  cos

+ isen 
05 Raízes de um Polinômio
3 3
 π π
B) z = 256  cos + isen 
 3 3
 5π 5π 
C) z = 256  cos + isen 
 3 3 Definição
 2π 2π 
D) z = 256  cos + isen  Dada a sequência de números complexos ( a0 , a1, a2 ,… , an )
 3 3
E) z = 256(cos 2π + i sen 2π) consideremos a função f:  →  dada por f( x ) = a0 + a1x + a2x 2 +
… + [Link] . A função f é denominada função polinomial ou polinômio
π π associado à sequência dada.
11. Se a = cos e b = sen , então o número complexo
5 5 Os números a0 , a1, a2 ,… , an são denominados coeficientes
54
 π π
 cos + isen  é igual a e as parcelas a0 , a1x , a2x 2 ,… , an ⋅ xn são chamados termos do
5 5
A) a + bi polinômio f.
B) –a + bi
C) (1 – 2a2b2) + ab(1+b2)i Exemplos: As seguintes equações são polinômios:
D) a – bi 1) p( x ) = 1+ 3x + 5x 2 + 8x 3
E) (1 – 4a2b2) + 2ab(1 – b2)i
2) q( x ) = 1+ 12x 4
12. Considere, no plano complexo, um hexágono regular centrado
em Z0 = i. Represente por z1, z2, ..., z6 seus vértices, quando Valor numérico de um polinômio
percorridos no sentido anti-horário. Se z 1 = 1 então 2z 3
é igual a D a d o u m n ú m e ro c o m p l e x o k e o p o l i n ô m i o
D) (2 3 − 1) + (2 3 + 3) i
p( x ) = a0 + a1x + a2x 2 + … + an ⋅ xn chama-se valor numérico de p
A) 2 + 4i
em k a imagem de k pelo polinômio p, isto é:
B) ( 3 − 1) + ( 3 − 3) i E) 2 + ( 6 + 2) i

C) 6 + ( 2 + 2) i p(k ) = a0 + a1k + a2k 2 + … + an ⋅ kn

Exemplos: Se q( x ) = 3x 3 + 2x 2 + x + 12
{
13. O conjunto A definido por A = z ∈ C; (z − 1) ⋅ (z − i) = 4 }
representa, no plano complexo: q(1) = 3 ⋅ 13 + 2 ⋅ 12 + 1+ 12 = 18
A) uma elipse cujos focos se encontram nos pontos i e –i. q(0) = 3 ⋅ 03 + 2 ⋅ 02 + 0 + 12 = 12
B) uma circunferência de centro no ponto (0, 1) e raio 2.
C) uma circunferência de centro no ponto (0, 0) e raio 4. Raízes
D) um par de retas que se cortam no ponto (1, 1)
E) nenhuma das anteriores. A raiz de um polinômio f( x ) é o número complexo a tal
que f(a) = 0.
14. No conjunto C dos números complexos seja α tal que |α| < 1.
O lugar geométrico dos pontos z ∈ C que satisfazem a
Exemplos: Se p(x) = x 2 − 3x − 4 as raízes de p são 4 e − 1 porque
igualdade z − α = 1 é:
1 − αz p( 4 ) = p( −1) = 0

Nota: A notação α é usada para denotar o conjugado Polinômio Nulo


complexo de α.
Diz-se que um polinômio f é nulo quando f assume o valor
A) uma circunferência de centro na origem e raio 1.
B) uma hipérbole. numérico zero para todo x complexo, ou seja:
C) uma elipse de semieixo maior ou igual a 2.
f( x ) = 0, ∀ x ∈ 
D) uma parábola.
E) formado por duas retas concorrentes.
Igualdade de polinômios
15. Seja S o conjunto dos números complexos que satisfazem, Diz-se que dois polinômios f e g são iguais(ou idênticos)
simultaneamente, as equação |z – 3i| = 3 e |z + i| = |z – 2 – i|.
quando assumem valores numéricos iguais para todo x complexo,
O produto de todos os elementos de S é igual a:
ou seja:
A) −2 + i 3 D) –3 + 3i
B) 2 2 + 3i 3 E) – 2 + 2i f( x ) = g( x ), ∀ x C
C) 3 3 − 2i 3

276

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Operações com Polinômios Grau da soma de polinômios


Sejam f e g dois polinômios de grau m e n , respectivamente,
Adição com m > n . O grau do polinômio f + g é o grau do polinômio de
maior grau, no caso m.
Dados dois polinômios: Exemplo: Dados os polinômios f( x ) = 2x + 1eg ( x ) = x 2 + 3x + 4
calcule o grau de f + g :
f(x) = a0 + a1x + a2x 2 + … + [Link] Solução: f( x ) + g( x ) = x 2 + 5x + 5, ∂( f + g) = 2
e
Grau do produto de polinômios
g(x) = b0 + b1x + b2x 2 + … + [Link]
Sejam f e g dois polinômios de grau m e n, respectivamente.
Chama-se soma de f com g o polinômio: O grau do polinômio f ⋅ g é a soma dos graus dos polinômios, ou
seja, m + n.
( f + g)( x ) = (a0 + b0 ) + (a1 + b1) x + (a2 + b2 ) x 2 + (an + bn ) xn
Exemplo: Exemplo: Dados os polinômios p( x ) = 2x + 3 e q(x) = x − 1 calcule
Somar f ( x ) = 4 + 3x + x² e g ( x ) = 5 + 3x + x 2 4 o grau de f ⋅ g :
Solução: f(x) ⋅ g(x) = (2x + 3) ⋅ ( x − 1) = 2x 2 − 2x + 3x − 3 = 2x 2 + x − 3 ,
Temos: ( f + g)( x ) = 9 + 3x + 4 x 2 + x 4 ∂( f ⋅ g) = 2

Subtração
Exercícios de Fixação
Dados dois polinômios:
f( x ) = a0 + a1x + a2x 2 + … + [Link]
e 01. (EEAR) Sejam os polinômios A(x) = a(x2 + x + 1) + (bx + c)(x + 1) e
g(x) = b0 + b1x + b2x 2 + … + [Link] B(x) = x2 – 2x + 1. Se A(x) ≡ B(x), então a + b – c =
A) 4.
Chama-se subtração de f com g o polinômio: B) 3.
( f − g)( x ) = (a0 − b0 ) + (a1 − b1) x + (a2 − b2 ) x 2 + (an − bn ) xn C) 2.
D) 1.
Exemplo:
02. (EEAR) Sejam os polinômios A(x) = x 3 + 2x 2 – x – 4,
Subtrair f( x ) = x − 3x + 4 e g( x ) = x + 2x + 5x + 9
3 4 2
B(x) = ax3 – bx2 – 4x + 1 e P(x) = A(x) – B(x). Para que P(x) seja
de grau 2, é necessário que
Temos: ( f − g)( x ) = − x 4 + x 3 − 2x 2 − 8x − 5
A) a ≠ – 1 e b = – 2
B) a = 1 e b = – 2
Multiplicação
C) a = 1 e b ≠ – 2
Dados dois polinômios D) a ≠ 1 e b ≠ 2
f( x ) = a0 + a1x + a2x 2 + … + an ⋅ xn
03. (EEAR) Considere P(x) = 2x3 + bx2 + cx, tal que P(I) = – 2 e
e P(2) = 6. Assim, os valores de b e c são, respectivamente,
g( x ) = b0 + b1x + b2x 2 + … + bm ⋅ xm A) 1 e – 2
Chama-se produto fg o polinômio: B) 1 e – 2
C) – 1 e 3
( fg)( x ) = a0 ⋅ b0 + (a0 ⋅ b1 + a1 ⋅ b0 )x + (a2 ⋅ b0 + a1 ⋅ b1 + a0 ⋅ b2 )x 2 + ...
D) – 1 e – 3
+ an ⋅ bm ⋅ xm + n
04. (ESSA) Sendo o polinômio P(x) = x3 + 3x2 + ax + b um cubo
Exemplo: Multiplicar p( x ) = 2x + 3 eq(x) = x 2 − 2
perfeito, então a diferença a – b vale:
Solução: A) 3
(p ⋅ q)( x ) = (2x + 3)( x 2 − 2) = 2x 3 − 4 x + 3x 2 − 6 = 2x 3 + 3x 2 − 4 x − 6 B) 2
C) 1
D) 0
Grau de um polinômio e) – 1
Seja f( x ) = a0 + a1x + a2x 2 + … + an ⋅ xn um polinômio não
nulo. Chama-se grau de f e representa-se por ∂f o maior expoente 05. (ESSA) O grau do polinômio (4x – 1) · (x2 – x – 3) · (x + 1) é:
da variável do polinômio. A) 6
B) 5
Exemplos: Determinar o grau dos seguintes polinômios:
C) 3
1) p( x ) = 5x 4 + x 3 − 2x 2 + 4 x + 8 → ∂p = 4 D) 4
2) q( x ) = x13 + 2x + 1 → ∂q = 13 E) 2

277

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

06. (EEAR) A equação (x2 + 3)(x – 2)(x + 1) = 0 tem ______ raízes 15. O polinômio p(x) = ax4 + 3x2 – 4x2 + dx – 2, com a ≠ 0, admite 1
reais. e – 1 como raízes. Então
A) 3 C) 1 A) a = 6 e d = – 3.
B) 2 D) 0 B) a = 3 e d = – 3.
C) a = – 3 e d = 3.
07. (EEAR) Dado o polinômio: ax3 + (2a + b) x2 + cx + d – 4 = 0, D) a = 9 e d = – 3.
os valores de a e b para que ele seja um polinômio de 2º grau E) a = – 3 e d = 6.
são
A) a = 0 e b = 0 Aula 06:

B) a = 1 e b ≠ 0
C) a = 0 e b ≠ 0 Aula
D) a = – 1 e b = 0
Divisão de Polinômios
06
08. (EsPCEx) Determine o valor numérico do polinômio
p(x) = x4 + 4x3 + 6x2 + 4x + 2017 para x = 89.
A) 53 213 009.
B) 57 138 236. Divisão de Polinômios
C) 61 342 008.
D) 65 612 016. Dados dois polinômios f (dividendo) e g (divisor), dividir f
E) 67 302 100. por g é determinar dois outros polinômios q (quociente) e r (resto)
de modo que se verifiquem duas condições, quais sejam:
09. A soma de dois polinômios P(x) + Q(x) é um polinômio de grau 1) f = g ⋅ q + r
6, e a diferença P(x) – Q(x) é um polinômio de grau 4. É valido
afirmar que: 2) ∂g > ∂r
A) a diferença Q(x) – P(x) tem grau 6. 3) ∂q = ∂f − ∂g
B) P(x) e Q(x) tem o mesmo grau.
C) P(x) tem grau 5. Divisão pelo método de Descartes
D) Q(x) tem grau 4.
Vamos explicar o método por meio de um exemplo:
E) P(x) tem grau 4.
Dividir x 3 − 3x 2 + 5x + 9 por x 2 − 4 x + 7
10. Sejam f, g e h polinômios de graus 2, 3 e 4, respectivamente,
o grau do polinômio f (g – h) é: Solução:
A) 4
1º passo – Definir o grau de r
B) 5
C) 6 Como ∂g > ∂r → na pior das hipóteses gr r = 1
D) 8
E) 14 2º passo – Definir o grau de q
Como ∂q = ∂f − ∂g → ∂q = 1
11. Sejam os polinômios p = x3 – 2x2 + x, q = 2x – 1 e r = x + 1.
Efetuando-se p + q · r, obtém-se: 3º passo – Montar a equação de divisão
A) x3 + 2x – 1
B) x3 + x – 1 x 3 − 3x 2 + 5x + 9 = ( x 2 − 4 x + 7) ⋅ q + r
C) x3 + 2x + 1 Como ∂r = ∂q = 1 → r( x ) = ax + b e q( x ) = cx + d
D) x3 + 3x
E) x4 – x3 + x2 + 2x – 1 Daí temos, x 3 − 3x 2 + 5x + 9 = ( x 2 − 4 x + 7)(cx + d) + ax + b
Desenvolvendo a equação:
12. Se os números – 1 e 2 são raízes da equação polinomial
x3 + x2 + mx + p = 0, então o valor de (m + p)2 é igual a x 3 − 3x 2 + 5x + 9 = cx 3 + (d − 4c )x 2 + (7c − 4d + a)x + 7d + b
A) 64.
B) 68. Igualando os polinômios:
C) 72. c =1
D) 76. d − 4c = −3
7c − 4d + a = 5
13. Considere o polinômio P(x) = x5 – x4 + x2 – 1. O valor do produto 7d + b = 9
5 · [P(1) · P(4) · P(5)] é igual a:
Resolvendo o sistema temos: c = 1, d = 1, a = 2, b = 2
A) 0 C) 4
B) 1 D) 5 Portanto r( x ) = 2x + 2 e q( x ) = x + 1.

14. Dado o polinômio P(x) = 4x3 + x2 – 3x + k, para que 2 seja raiz Divisão pelo método da Chave
de P(x), o valor de k deve ser igual a
Vamos explica o método por meio de um exemplo:
A) – 40.
B) – 30.
Exemplo 1:
C) – 20.
D) – 10.
Dividir f = 2x5 – 3x4 + 4x3 – 6x + 7 por g = x3 – x2 + x – 1.
E) – 5.

278

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

2 –3 4 0 –6 7 1 –1 1 –1 Exemplo 2:

–2 2 –2 2 2 –1 1 3
f = 626x4 – 81 e g = x –
–1 2 2 –6 7 5
1 –1 1 –1 3
625 0 0 0 – 81
1 3 –7 7 5


–1 1 –1 1 3 3 3 3
625 625 · 375 · 225 · 135 · – 181
4 –8 8 5 5 5

5
  
375 225 135 0
Resposta: q = 2x – x + 1 e r = 4x – 8x + 8
2 2

Portanto: q = 625x3 + 375x2 + 225x + 135 r=0


Exemplo 2:

Dividir f = x4 – 16 por g = x + 1.
Exercícios de Fixação
1 0 0 0 – 16 1 –1
–1 –1 1 –1 1 –1
01. (EEAR) Para que o polinômio P(x) = 2x4 + x3 – 6x2 + ∞x + b
–1 0 0 – 16
tenha como raiz dupla o número 1, os valores de ∞ e b devem
–1 1 ser, respectivamente,
1 0 – 16 A) 1 e 2. C) – 2 e 1.
B) 2 e 1. D) 1 e – 2.
–1 –1
–1 – 16 02. (EsPCEx) Considere os polinômios p(x) = x80 + 3x79 – x2 – x – 1
1 1 e b(x) = x2 + 2x – 3. Sendo r(x) o resto da divisão de p(x) por
 1
– 15 b(x), o valor de r   é igual a
 2
Resposta: q = x3 – x2 + x – 1 e r = – 15 A) 0
1
B)
Divisão por binômios do 1º grau 2
Teorema do Resto C) 1
O resto da divisão de um polinômio f por x − a é igual ao D) 2
valor numérico de f em a. Pode-se demonstrar facilmente o teorema 5
E)
pela definição de divisão: 2

f( x ) = q( x ) ⋅ ( x − a) + r( x ) 03. (EsPCEx) O polinômio f(x) = x5 – x3 + x2 + 1, quando dividido


Substituindo x por a temos: por q(x) = x3 – 3x + 2 deixa resto r(x). Sabendo disso, o valor
numério de r(– 1) é
f(a) = q(a) ⋅ (a − a) + r(a) → f(a) = r(a) A) – 10 D) 4
B) – 4 E) 10
Teorema de D’Alembert C) 0

Um polinômio f é divisível por x − a se, e somente se, a 04. (EEAR) Se o polinômio P(x) = ax3 – 3x2 – bx – 3 é divisível por
é raiz de f. (x – 3)(x + 1), então o valor a + b é
Podemos demonstrar o teorema utilizando o resultado A) 10
obtido no item 4.3.1: B) 8
C) 7
Se a é raiz então f(a) = 0 → r(a) = 0
D) 5
Dispositivo prático de Briot-Ruffini
05. (AFA) Observe a função polinomial P esboçada no gráfico
Este método é de grande ajuda para descobrir o quociente abaixo.
e o resto da divisão de um polinômio p ( x ) por um monômio x − a.
Explicaremos por meio de exemplos mais uma vez. P(x)
Exemplo 1:

f = 2x4 – 7x2 + 3x – 1 e g = x – 3.
1
2 0 –7 3 –1 3 2

2 2·3+0

6·3–7

11 · 3 + 3 36 · 3 – 3
  0 1 2 x
6 11 36 107
Portanto: q = 2x3 + 6x2 + 11x + 36 r = 107

279

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Sabe-se que x = 0 ou x = 2 são raízes de P e que o resto da 12. Os restos das divisões do polinômios P(x) por (x – 5) e por (x + 3)
divisão de P(x) por [(x – 2) · (x – 2) · x] é R(x). As raízes de R(x) são, respectivamente, 10 e 5. Se R(x) é o resto da divisão de
são números P(x) por x2 – 2x – 15, encontre o valor de 8 · R(1).
A) inteiros pares. A) 60
B) inteiros ímpares. B) 59
C) fracionários opostos. C) 58
D) irracionais opostos.
D) 57
E) 56
06. (Efomm) Sabendo que o polinômio P(x) = x3 + kx2 + px – 9 é
divisível por D(x) = x2 – 3, podemos afirmar que:
A) p + k = − 3 13. Sejam P(x) = 2x4 – 6x2 – 15x + 37 e D(x) = (x – 1) · (x – 2) dois
p polinômios. A divisão de P(x) por D(x) determina um quociente
B) = −1 Q(x) e u resto R(x). Calcule R(0) + 2 · Q(0).
k
C) p + k = − 9 A) 41
D) p ∈ N k ∈  B) 40
C) 39
E) pk = 4 3 D) 38
E) 37
07. (Efomm) A divisão de um polinômio P(x) por (x – 4) deixa resto 3,
por (x + 1) deixa resto 8 e por (x – 2) deixa resto – 1. O resto da 14. O resto da divisão do polinômio P(x) = x 3 – 2x2 + 4 pelo
divisão de P(x) pelo produto (x – 4) · (x + 1) · (x – 2) tem como polinômio Q(x) = x2 – 4 é:
soma dos coeficientes. A) R(x) = 2x – 2
A) – 24 B) R(x) = – 2x + 4
B) 9 C) R(x) = x + 2
C) – 3 D) R(x) = 4x – 2
D) 0 E) R(x) = – x + 4
E) – 4
15. (EEAR) O resto da divisão de 4x3 + 2x2 + x – 1 por x2 – 3 é igual a
08. Sejam R1 e R2 os restos das divisões de um polinômios P(x) por A) 13x + 5
x – 1 e por x + 1, respectivamente. Nessas condições, se R(x) é B) 11x – 3
o resto da divisão de P(x) por x2 – 1, então R(0) é igual a: C) 2x + 5
A) R1 – R2 D) 6x – 3
R1 + R2
B)
R1 ⋅ R2 Aula 07:

C) R1 + R2 Aula
D) R1 ⋅ R2 Número de Raízes de um Polinômio
R1 + R2
07
E)
2
09. Se o polinômio (12x3 – 11x2 – 71x + k) é divisível por (4x – 8),
determine k.
A) 84
Número de raízes de um polinômio
B) 88 Todo polinômio de grau n admite exatamente n
C) 90 raízes complexas. Este fato é provado utilizando-se o teorema
D) 96 fundamental da álgebra (TFA) que demonstra que um polinômio
E) 100 p( x ) = a0 + a1x + a2x 2 + … + an ⋅ xn pode ser fatorado da seguinte
forma:
10. (CBM) O quociente da divisão do polinômio P(x) = x2 + kx – 2
por D(x) = x + 5 é igual a x – 2 e o resto dessa divisão é r. p( x ) = an ⋅ ( x − r1)( x − r2 )( x − r3 ) … ( x − rn )
Assim, k + r é igual a:
Onde r1, r2 , r3 …rn são as raízes de p.
A) 9
B) 11
Exemplo 1:
C) 13
D) 15
Fatore o polinômio x 3 − 13x − 12 sabendo que 4,−1 e − 3 são raízes.
11. A divisão de um polinômio f(x) por (x – 1) (x – 2) tem resto x + 1.
Solução: Utilizando o TFA chegamos facilmente à forma fatorada
Se os restos das divisões de f(x) por x – 1 e x – 2 são,
respectivamente, os números a e b, então a2 + b2 vale:
p( x ) = 1⋅ ( x − 4 ) ⋅ ( x + 1) ⋅ ( x + 3)
A) 13
B) 5 Exemplo 2:
C) 12 Forme o polinômio de coeficiente dominante 2 que possui raízes
D) 1 i, −i, 2 .
E) 0

280

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Solução: Utilizando o TFA chegamos facilmente ao polinômio Inspeção de Raízes Racionais


Se uma equação polinomial p( x ) = a0 + a1x + a2x 2 + … + an ⋅ xn
p( x ) = 2 ⋅ ( x − i) ⋅ ( x + i) ⋅ ( x − 2) = 2 ⋅ ( x 2 + 1) ⋅ ( x − 2) = 2 ⋅ ( x 3 − 2x 2 + x − 2) =
p
( x + i) ⋅ ( x − 2) = 2 ⋅ ( x 2 + 1) ⋅ ( x − 2) = 2 ⋅ ( x 3 − 2x 2 + x − 2) = 2x 3 − 4 x 2 + 2x − 4 de coeficientes inteiros, admite uma raiz racional então p é divisor
q
de a0 e q é divisor an.
Multiplicidade de uma raiz
Exemplo: Quais são as raízes racionais da equação x 3 + x 2 − 4 x − 9 = 0?
Dizemos que r é raiz de multiplicidade m de um polinômio
p( x ) = 0 se, e somente se, a0 −9
Vamos calcular os divisores de = = −9. D( −9) = {1, −1, 3, −3, 9, −9} .
an 1
p( x ) = ( x − r )m ⋅ q( x )
Testando todas as possibilidades p (1) = −11, p ( −1) = −5, p (3) = 15, p ( −3) = −15, p (9)
Exemplo 1: p (1) = −11, p ( −1) = −5, p (3) = 15, p ( −3) = −15, p (9) = 765, p ( −9) = − 621. Então a equação não possui
raízes racionais.
O polinômio p( x ) = ( x − 4 ) ( x − 1) possui raiz 4 com multiplicidade
3 5

3 e raiz 1 com multiplicidade 5.


Exercícios de Fixação
Exemplo 2:

O polinômio q( x ) = x5 ( x − 2)3 possui raiz 0 com multiplicidade 5 e


raiz 2 com multiplicidade 3. 01. (EEAR) Seja a equação polinomial x3 + bx2 + cx + 18 = 0. Se – 2
e 3 são duas raízes, sendo que a raiz 3 tem multiplicidade 2, o
valor de b é
Teorema das raízes complexas A) 8 C) – 3
Se um polinômio de coeficientes reais admite uma raiz B) 6 D) – 4
z = a + bi com multiplicidade k, então também admite z = a − bi
02. (EEAR) Uma equação polinomial de coeficientes reais admite
como raiz de multiplicidade k.
como raízes os números – 2, 0, 2 e 1 + i. O menor grau que
essa equação poder ter é
Exemplo:
A) 6. C) 4.
Determinar o menor grau que um polinômio com coeficientes reais
B) 5. D) 3.
pode ter para admitir 2, 2 + i e 5 − i como raízes.
03. (ESSA) O conjunto solução da equação x3 – 2x2 – 5x + 6 = 0 é:
Solução:
A) S = {– 3; – 1; 2} D) S = {– 2; 1; 3}
B) S = {– 0,5; – 3; 4} E) S = {0,5; 3; 4}
Pelo Teorema das Raízes Complexas temos que se 2 + i e 5 − i são
C) S = {– 3; 1; 2}
raízes de um polinômio p com coeficientes reais então 2 + i e 5 − i
também são raízes de p. Portanto pelo TFA temos o polinômio:
04. (ESSA) Uma equação polinomial do 3º grau que admite as
1
p( x ) = k ⋅ ( x − 2)( x − 2 − i)( x − 2 + i)( x − 5 + i)( x − 5 − i) raízes – 1, − e 2 é:
2
Portanto o menor grau do polinômio é 5. A) x3 – 2x2 – 5x – 2 = 0. D) 2x3 – x2 – 2x – 2 = 0.
B) 2x3 – x2 – 5x + 2 = 0. E) 2x3 – x2 – 5x – 2 = 0.
C) 2x – x + 5x – 2 = 0.
3 2

Teorema de Bolzano
Seja p(x) uma equação polinomial com coeficientes reais e 11x + 6
05. (EsPCEx) Sendo R a maior das raízes da equação = x2 ,
]a,b[ um intervalo real aberto. x−4
então o valor de 2R – 2 é
A) 2 D) 8
1) se p(a) e p(b) têm mesmo sinal, então existe um número par de
B) 4 E) 10
raízes reais ou não existem raízes reais da equação em ]a, b[ .
C) 6
2) se p(a) e p(b) têm sinais contrários, então existe um número
ímpar de raízes reais da equação em ]a, b[ . 06. (EsPCEx) A função f:  →  definida por f(x) = x4 – 5x3 + 5x2 +
5x – 6 tem como algumas de suas raízes os números – 1 e 1.
Exemplo 1: Assinale a alternativa que representa o conjunto de todos os
números reais para os quais a função f(x) é positiva.
Quantas raízes reais o polinômio p( x ) = 2x 3 + 3x 2 − 5x − 12 pode A) ( − ∞ − 1) ∪ (0, 1)
apresentar no intervalo ]0,1[ ? B) ( − ∞, −1) ∪ (0, + ∞ )
 1 1
Solução: C) ( −∞, −1) ∪  − ,  ∪ [2, +∞ )
 2 2
Calculemos primeiro p(0) = 2 ⋅ (0)3 + 3 ⋅ (0)2 − 5 ⋅ 0 − 12 = −12 e
1  5 
depois p(1) = 2 ⋅ (1)3 + 3 ⋅ (1)2 − 5 ⋅ 1 − 12 = −12 .Como os sinais de D) ( −∞, −3) ∪  , 2 ∪  , +∞
2  2 
p(0) e p(1) são iguais então pode existir um número par de raízes
ou nenhuma raiz neste intervalo. E) ( − ∞, −1) ∪ (1, 2) ∪ (3, + ∞ )

281

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

07. (EsPCEx) Na figura abaixo está representado o gráfico da função 11. (EsPCEx) Os polinômios A(x) e B(x) são tais que A(x) = B(x) + 3x3
polinomial f, definida no intervalo real [a, b]. + 2x2 + x + 1. Sabendo-se que – 1 é a raiz de A(x) e 3 é raiz de
B(x) então A(3) – B(–1) é igual a:
y A) 98 D) 103
B) 100 E) 105
C) 102
e
a c 0 d b x 12. (EsPCEx) Considerando o polinômio p(x) = x6 – 2x5 + 2x4 – 4x3
+ x2 – 2x. Sobre as raízes de p(x) = 0, podemos afirmar que
A) quatro raízes são reais distintas.
B) quatro raízes são reais, sendo duas iguais.
C) apenas uma raiz é real.
desenho ilustrativo - fora de escala D) apenas duas raízes são reais e iguais.
Com base nas informações fornecidas pela figura, podemos E) apenas duas raízes são reais distintas.
afirmar que:
A) f é crescente no intervalo [a, 0].
13. (EsPCEx) Dado o polinômio q(x) que satisfaz a equação x3 +
B) f(x) ≤ f(e) para todo x no intervalo [d, b].
ax2 – x + b = (x – 1) · q(x) e sabendo que 1 e 2 são raízes da
C) f(x) ≤ 0 para todo x no intervalo [c, 0].
equação x3 + ax2 – x + b = 0, determine o intervalo no qual
D) a função f é decrescente no intervalo [c, e].
q(x) ≤ 0.
E) se x1 ∈ [a, c] e x2 ∈ [d, e] então f(x1) < f(x2).
A) [– 5, – 4] D) [3, 2]
B) [– 3, – 2] E) [6, 7]
08. (EsPCEx) A figura a seguir apresenta o gráfico de um polinômio C) [– 1, – 2]
P(x) do 4º grau no intervalo ]0, 5[
14. Assinale a alternativa que apresenta o polinômio P de grau
y mínimo, com coeficientes reais, de modo que P(i) = 2 e
P(1 + i) = 0.
1 1 1
A) (2 x 3 − 3 x 2 − 2x + 2) D) (2 x 3 − 3 x 2 − 2x + 2)
5 5
2 2
B) (2 x − 3 x − 2x + 2)
3 2
E) (x 3 − x 2 − 2x + 3)
0 1 2 3 4 5 x 5 3
2
C) (2 x − 3 x + 2x + 2)
3 2
–1 5

15. Considere o polinômio p(x) = ax4 + bx3 + 2x2 + 1, {a, b} ⊂  e


–2 marque a alternativa falsa.
A) x = 0 não é raiz do polinômio p(x).
B) Existem valores distintos para a e b tais que x = 1 e x = – 1
O número de raízes da equação P(x) + 1 = 0 no intervalo ]0, 5[ é são raízes de p(x).
A) 0 D) 3 C) Se a = 0 e b = 0, o resto da divisão de p(x) por 3x2 – x + 1 é
B) 1 E) 4 zero.
C) 2 1
D) Se a = b = 0 tem-se que x = − i é uma raiz de p(x),
2
considerando que i2 = – 1.
09. (EsPCEx) Sabendo que 2 é uma raiz do polinômio P(x) = 2x3 – 5x2
+ x + 2, então o conjunto de todos os números reais x para os
quais a expressão P(x) está definida é: Aula 08:

A) {x ∈ R / 1 ≤ x ≤ 2} Aula
 1 Relações de Girard
B) x ∈ R / x ≤ −  08
 2
 1 
C) x ∈ R / − ≤ x ≤ 1 ou ≥ 2
 2 
D) {x ∈ R / x ≠ 2} Relações de Girard
E) {x ∈ R / x ≠ 2 e x ≠ 1} Considere o polinômio p( x ) = a0 + a1x + a2x 2 + … + an ⋅ xn de raízes
r1,r2 ,r3 ,… ,rn.
10. (Efomm) P(x) é um polinômio de coeficientes reais e menor
grau com as propriedades abaixo: Pode-se demonstrar que:
• Os números r1 = 1, r2 = i e r3 = 1 – i são raízes da equação an −1
P(x) = 0; r1 + r2 + r3 + rn = −
an
• P(0) = – 4.
an − 2
r1 ⋅ r2 + r1 ⋅ r3 + rn −[Link] =
Então, P(– 1) é igual a: an
A) 4 D) 10 ...
a0
B) – 2 E) – 40 r1 ⋅ r2 ⋅ r3 …rn = ( −1) ⋅
n

C) – 10 an

282

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Exemplo: 03. (EEAR) A equação, cujas raízes são – 2 , + 2,– 5 e+ 5,


Dado o polinômio p( x ) = x 3 − 3x 2 + 3x + 5 com raízes r1,r2 ,r3 , calcule: é x4 + ax2 + b = 0. O valor de a + b é
a) r1 + r2 + r3
A) 2.
b) r1 ⋅ r2 ⋅ r3
B) 3.
c) r1 ⋅ r2 + r1 ⋅ r3 + r2 ⋅ r3 C) 4.
D) 5.
Solução:
 −3
a) r1 + r2 + r3 = −   = 3 04. (EEAR) Seja a equação x3 – 5x2 + 7x – 3 =0. Usando as relações
 1
de Girard, pode-se encontrar como soma das raízes o valor
5
b) r1 ⋅ r2 ⋅ r3 = − = −5 A) 12.
1
3 B) 7.
c) r1 ⋅ r2 + r1 ⋅ r3 + r2 ⋅ r3 = = 3
1 C) 5.
D) 2.
Derivada de uma função polinomial
Dada a função polinomial f:  →  definida por: 05. (EEAR) Seja a equação polinomial 2x3 + 4x2 – 2x + 4 = 0. Se S e P
são, respectivamente, a soma e o produto de suas raízes, então
f( x ) = a0 + a1x + a2x 2 + … + an ⋅ xn A) S = P.
Chama-se função polinomial derivada de f ’( x ) a função B) S = 2P.
f ′:C → C definida por: C) S = 2 e P = – 4.
f ’( x ) = 0 + a1 + 2a2x + … + nan ⋅ xn −1 D) S = – 2 e P = 4.

06. (AFA) A equação x3 – 4x2 + 5x + 3 = 0 possui as raízes m, p e q.


Exemplos: m p q
Faça a derivada dos seguintes polinômios O valor da expressão + + é
pq mp mp
a) p( x ) = 2x + 1
A) – 2
b) q( x ) = 3x 2 + 5x + 10
B) – 3
c) r( x ) = x 3 + 10x 2 − 5x + 9 C) 2
D) 3
Solução:
a) p′( x ) = 2 07. (AFA) O polinômio P(x) = x3 + mx2 + nx + 12 é tal que P(x) = 0
b) q′( x ) = 6x + 5 admite as raízes x1, x2 e x3. Se x1 · x2 = – 3 e x2 + x3 = 5, então
é correto afirmar que
c) r ′( x ) = 3x 2 + 20x − 5
A) P(m) = 0
B) m – n = – 13
Teorema das raízes múltiplas
C) m · n = 20
Se r é raiz de multiplicidade m da equação p( x ) = 0, então D) n – 2m = – 7
é raiz de multiplicidade p da equação m − 1, onde p′( x ) = 0 é a
08. (AFA) As raízes da equação algébrica 2x3 – ax2 + bx + 54 = 0
derivada-primeira de p ’( x ).
formam uma progressão geométrica.
a
Se a, b ∈ r, b ≠ 0 então é igual a
Exercícios de Fixação b
2
A)
3
01. (ESSA) Sabe-se que 1, a e b são raízes do polinômio B) 3
p(x) = x3 – 11x2 + 26x – 16, e que a > b. Nessas condições, o 3
C) −
valor de ab + logba é: 2
49 1
A) D) 64 D) −
3 3
193
B) E) 19 5
3 09. (Efomm) Sabendo que é uma raiz do polinômio
C) 67 2
P(x) = 2x3 – 3x2 – 9x + 10, a soma das outras raízes é igual a:
02. (Efomm) O valor da soma de a e b, para que a divisão de A) – 2
f(x) = x3 + ax + b por g(x) = 2x2 + 2x – 6 seja exata, é B) 0
A) – 1 D) 2 C) 10
B) 0 E) 3 D) 1
C) 1 E) – 1

283

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

10. (Efomm) O valor de λ na equação y3 – 61y2 + λy – 5832 = 0 de


Aula 09:

modo que suas raízes estejam em progressão geométrica, é:


A) 1017 Aula
B) 1056
Geometria Analítica: Ponto e Reta
09
C) 1078
D) 1098
E) 1121

11. (EEAR) Dada a equação 3x3 + 2x2 – x + 3 = 0 e sabendo que


Distância entre dois pontos
a, b e c são raízes dessa equação, o valor do produto a · b · c
A) 1 Dados dois pontos A {x1, y1} e B {x2 , x2}, calculemos a distância d
entre eles.
B) – 1 y
A B
1 1º Caso: AB // Ox
C)
3 d = dA1B1 = x 2 − x1
1
D) − O A1 B1 x
3
2º Caso: AB // Oy y
12. (EsPCEx) As três raízes da equação x3 – 6x2 + 21x – 26 = 0 são d = dA2B2 = y 2 − y1 B1 B
m, n e p. Sabendo que m e n são complexas e que p é uma
raiz racional, o valor de m2 + n2 é igual a:
A) – 18 B2 A
B) – 10
0 x
C) 0
D) 4
E) 8 3º Caso: AB /// |Ox e AB//|Oy
/

13. (Efomm) Se {a, b, c} é o conjunto solução da equação x3 – 13x2 y y


B B
+ 47x – 60 = 0, qual o valor de a2 + b2 + c2?
A) 263
B) 240 A C C A
C) 169
D) 75 O x O x
E) 26
Temos inicialmente:
14. (UFC) Se os número a, b e c são as raízes da equação: AC // Ox ⇒ yC = y1 
  1 1 1   ⇒ C{x 2 , y1}
AC // Oy ⇒ xC = x 2 
  + +  
 a b c 
x 3 − 20x 2 + 100x − 32 = 0 e P = log2  De acordo com os casos iniciais, temos:
 1 1 1 
2

 + +   dAC = | xC – xA | = | x2 – x1 |
  bc ac ab  
determine o valor de 17P. dBC = | yB – yC | = | y2 – y1 |
A) 41
B) 61 Aplicando o Teorema de Pitágoras ao triângulo ABC, temos:
C) 81
= ( x 2 − x1) + ( y 2 − y1)
2 2
d2 = d2AC + dBC
2

D) 51
E) 71 então,

1 d= ( x 2 − x1)2 + ( y 2 − y1)2
15. O polinômio x3 + ax2 + bx + c tem raízes reais a, – a e .
b α
Portanto o valor da soma b + c2 + ac + 2 é:
c Exemplo:
A) – 2
B) – 1
Calcular a distância entre os pontos A(–2, 5) e B(4, –3).
C) 0
D) 1 d= ( x 2 − x1)2 + ( y 2 − y1)2 =
E) 2
= ( 4 + 2)2 + ( −3 − 5)2 =
= 36 + 64 = 10

284

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Observemos que, se mudarmos a ordem das diferenças, d não se Aplicando analogamente o Teorema de Tales para as transversais
altera: AB e A2B2 do feixe de paralelas AA2, BB2, CC2, temos:

d= ( x1 − x 2 )2 + ( y1 − y 2 )2 = AC A 2C2
r= = (2)
= ( −2 − 4)2 + (5 + 3)2 = CB C2B2
= 36 + 64 = 10 Se tivermos A(x1, y1), B(x2, y2) e C(x3, y3), então teremos a partir de
(1) e (2):
y A1C1 A 2C2 x 3 − x1 y 3 − y1
r= = = =
C1B1 C2B2 x 2 − x 3 y 2 − y 3
A
Exemplo:
Dados A(3, 7), B(5, 11) e C(6, 13) calculemos a razão (ABC): pelas
projeções no eixo Ox
x −x 6−3
r= 3 1 = = −3
x2 − x3 5 − 6
pelas projeções no eixo Oy
O x
y −y 13 − 7
r= 3 1 = = −3
y 2 − y 3 11 − 13

B É evidente que só poderíamos obter resultados iguais.

Ponto Médio
14. Convém observarmos que, como a ordem dos termos nas No caso particular de C ser o ponto médio de AB então
diferenças de abscissas e ordenadas não influi no cálculo de r = 1 é:
d, uma forma simples da fórmula da distância é:
x1 + x 2 y1 + y 2
x3 = y3 =
d= ( ∆x ) + ( ∆y )
2 2
2 2
Exemplo
onde ∆x = x2 – x1 ou ∆x = x1 – x2 (é diferente) Obter o ponto médio do segmento AB quado A = {7, –1} e B = {–3, 11}.
∆y = y2 – y1 ou ∆y = y1 – y2 (é indiferente)
x1 + x 2 {7} + ( −3) 
x3 = = = 2

 ⇒ C(2, 5)
2 2
Razão entre segmentos y1 + y 2 {−1} + (11)
y3 = = = 5
2 2 
B e C (com A ≠ B ≠ C), chama-se
Dados três pontos colineares A,
razão de secção do segmento AB pelo ponto C o número real r
tal que: Condição para alinhamento
AC de três pontos
r=
CB Três pontos A(x1, y1), B(x2, y2), C(x3, y3) são colineares se, e somente
se,
 AB eA1B1 do feixe de
Aplicando o Teorema de Tales às transversais
paralelas AA1, BB1, CC1 e notando que se x1 y1 1
 e
AC CB concordam ou D x2 y2 1 = 0
não em sentido o mesmo ocorre com A1C1 e C1B1 , temos:
x3 y3 1
y Exemplos:
AC A1C1
r= = (1) A2 A
1º Mostrar que A –1, 1), B(1, 3) e 4 C(7,9)
CB C1B1

C2
C x1 y1 1 −1 1 1
3 1 1 1
B
D = x2 y2 1 = 1 3 1 = − +
9 1 7 1
B2 x3 y3 1 7 9 1
1 3
+ = +6 + 6 − 12 = 0 ⇒ A, B, C colineares
7 9

O A1 C1 B1 x 2º Para que os valores de x os pontos A(x, x), B(3, 1) e C(7, –3),


são colineares?

285

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

x x 1 Intersecção de duas retas


A, B, C colineares ⇒ D = 3 1 1 = 0 Todo ponto de intersecção de duas retas tem de satisfazer as
7 −3 1
equações de ambas as retas, portanto, obtemos o ponto comum
1 1 3 1 3 1 P(x0, y0) a duas retas concorrentes resolvendo o sistema formado
D = x⋅ −x⋅ + = 4 x + 4 x − 16 =
−3 1 7 1 7 −3 pelas suas equações.
= 8x − 16 = 0 ⇒ x = 2 (r ) a1 ⋅ x + b1 ⋅ x + c1 = 0
S
(s ) a2 ⋅ x + b2 ⋅ y + c2 = 0
Área do Triângulo
Exemplo
Dado um triângulo ABC de coordenadas: Obter a intersecção das retas:
A(x1, y1), B(x2, y2) e C(x3, Y3). (r) x – y + 1 = 0 e (s) 2x + y – 2 = 0
Vamos resolver o sistema pelo método da adição:
A
y I + x–y+1=0 y
II 2x + y – 2 = 0
1
3x – 1 = 0 ⇒ x = r
3
1 4  1 4
B I –y+1=0⇒y= . P − 
3 3  3 3

H
C Logo a intersecção
 1 4
de r com s é P  , 
 3 3 x
0 x
s
A área S do triângulo é dada por:
1 Equação reduzida da reta
s= ⋅D
2 Dada a equação geral da reta r, ax + by + c = 0, se b ≠ 0, temos:
 a  c
by = –ax – c ⇒ y =  −  x +  −  ⇒ y = mx + q
Equação da Reta  b

 b

m q

Equação Geral que é denominada equação reduzida da reta r.

“A toda reta r do plano cartesiano está associada ao menos uma Exemplo


equação da forma ax + by + c = 0 onde a, b, c são números reais, Se uma reta r passa por A(0, 3) e B(–1, 0) qual é sua equação
a ≠ 0 ou b ≠ 0, e (x, y) representa um ponto genérico de r”. reduzida?
x y 1
Demonstração 0 3 1 = 0 ⇒ 3x − y + 3 = 0 ⇒ y = 3x + 3
  
−1 0 1 equação geral equação reduzida
Sejam Q(x1, xy1) e R(x2, y2) dois pontos distintos do plano cartesiano.
Isto significa que x1, y1, x2, y2 são números reais (constantes)
conhecidos. Cálculo do m: coeficiente angular
Seja r a reta definida pelos pontos Q e R. Se P(x, y) é um ponto que
percorre r, então x e y são variáveis. Como P, Q, R são colineares Só é possível calcular o coeficiente angular de uma reta quando
temos necessariamente: dela se conhece:
1) dois pontos distintos;
x y 1 ou
x1 y1 1 = 0 2) a equação geral;
x2 y2 1 ou
3) a direção (por exemplo, sabe-se que a reta é paralela a uma
Desenvolvendo esse determinante pela regra de Laplace, temos: reta dada).
x ⋅ y1 1 x 1 x y1 1º caso:
−y ⋅ 1 + 1⋅ 1 =0
y2 1 x2 1 x2 y2 ∆y
(y1
− y 2 ) ⋅ x + ( x1 − x 2 ) ⋅ y + ( x1y 2 − x 2y1) = 0 m=
∆x
( ∆x ≠ 0)

    
a b c

onde ∆x e ∆y são, respectivamente, a diferença de abscissas e a


Fazendo y1 – y2 = a, x2 – x1 = b e x1y2 – x2y1 = x, decorre que todo diferença de ordenadas entre A e B, calculadas no mesmo sentido.
ponto P ∈ r deve verificar a equação Assim, por exemplo, o declive da reta que passa por A(–5, 4) e
B(1, 10) é:
ax + by + c = 0 ∆y (10) − ( 4 ) ( 4 ) − (10)
m= = = =1
chamada equação geral de r. ∆x (1) − ( −5) ( −5) − (1)

286

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

2º caso: Retas paralelas e perpendiculares


Vamos calcular o coeficiente angular de uma reta cuja equação
geral é conhecida: ax + by + c = 0
Lembremos que, dados A(x1, y1) e B(x2, y2) pertencentes à reta, a Condição de paralelismo
equação geral é:
Duas retas r e s, não verticais, são paralelas entre si se, e somente
x y 1
x1 y1 1 = 0 se, seus coeficientes angulares são iguais”.
x2 y2 1
r // s ⇔ mr = ms
isto é,
(y1
− y 2 ) ⋅ x + ( x 2 − x1) ⋅ y + ( x1y 2 − x 2y1) = 0

    Demonstração
a b y y
1 2
y 2 − y1 a
Como vimos m =
x 2 − x1
, portanto resulta: m = −
b
(b ≠ 0) 1 2

Assim, por exemplo, o coeficiente angular da reta (r) 3x − 3y + K = 0 é:


a1
a 3 3 a1 a1 a1
m= − = − =
b −3 3 O x O x

Notemos que o termo independente K não tem influência no cálculo


de m, isto é, retas como 3x − 3y + 1 = 0 e 3x − 3y + 500 = 0 têm r // s ⇔ αr = αs ⇔ tg αr – tg αs ⇔ mr = ms
o mesmo declive.

3º caso: Podemos também utilizar o ângulo de inclinação α da reta Exemplo:


para calcularmos o coeficiente angular de uma reta.
(r) 3x + 6y –1 = 0 e (s) 2x + 4 y + 7 = 0 são paralelas pois:
m = tg α  a1 3 1
mr = − b = − 6 = − 2

1
⇒ mr = m2
Equação segmentária a 2
ms = − 2 = − = −
1
 b2 4 2
Consideremos uma reta r y
que intercepta os eixos
cartesianos nos pontos (0, q) Condição de perpendicularismo
Q(0, q) e P(p, 0), distintos.
A equação dessa reta é: “Duas retas r e s, não verticais, são perpendicularmente entre si
x y 1 se, e somente se, o produto de seus coeficientes angulares é –1”.
0 q 1=0⇒
(p, 0) r ⊥ s ⇔ mr ⋅ ms = −1
p 0 1
0 x
⇒ qx + py − pq = 0 ⇒
⇒ qx + py = pq ⇒ Demonstração

r ⊥ s ⇔ mr ⋅ ms = −1
x y
⇒ + =1
p q
Y Y
s
r s
denominada equação segmentária.
r

Equação paramétrica
As equações geral, reduzida e segmentária relacionam diretamente
entre si as coordenas das (x, y) de um ponto genérico da reta. a1
a2
a2
a1

As equações paramétricas dão as coordenadas (x, y) de um ponto X X


qualquer da reta em função (geralmente função linear) de uma
terceira varável t (parâmetro).
x = f1 (t ) e y = f2 (t ) Conforme o caso, das figuras anteriores tiramos:
A partir das equações paramétricas obtém-se a equação geral da π π
reta eliminando o parâmetro t. α 2 = α1 + ou α1 = α 2 +
2 2
Exemplo [o ângulo externo é igual à soma dos internos não adjacentes) então:
t +1
Qual é a equação geral da reta em que x = e y = 3t – 2?
2  π 1
y+2 tg α 2 − tg  α1 +  ⇒ tg α 2 = co tg ( − α1) ⇒ tg α 2 = − ⇒
Temos t = 2x − 1 e t = então:  2 tg α1
3 ⇒ tg α1 ⋅ tg α 2 = −1 ⇒ mr ⋅ ms = −1
y+2
2x − 1 = ⇒ 6x – 3 – y + 2 ⇒ 6x – y – 5 = 0
3

287

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Distância de um ponto a uma reta 03. (AFA) Considere no plano cartesiano as retas r e s dadas pelas
equações:
A distância de um ponto P(x0,y0) a uma reta r: ax + by + c = 0 pode r: 3x + 3py + p = 0
ser dada por: s: px + 9y – 3 = 0 , onde p ∈ 

Y Y1 Baseado nessas informações, marque a alternativa incorreta.


A) r e s são retas concorrentes |p| ≠ 3
f
B) Existe um valor de p para o qual r é equação do eixo das
coordenadas e s é perpendicular a r.
C) r e s são paralelas distintas para dois valores reais de p.
D) r e s são retas coincidentes para algum valor de p.
d
04. (AFA) Considere os pontos A(4, –2), B(2, 0) e todos os pontos
P(x, y), sendo x e y números reais, tais que os segmentos PA
e PB são catetos de um mesmo triângulo retângulo.
P (X0 . Y0) x1
É correto afirmar que, no plano cartesiano, os pontos P(x, y)
são tais que
A) são equidistantes de C(2, –1)
0 X
B) o maior valor de x é 3 + 2
ax 0 + by 0 + c C) o menor valor de y é –3
dP ,r = D) x pode ser nulo.
a2 + b2
05. Sejam a e b dois números reais positivos. As retas r e s se
Exemplo: a   b
interceptam no ponto (a, b). Se  , 0 ∈r e  0,  ∈ s , então
Calculamos d substituindo as coordenadas de P no primeiro membro 2   2
da equação de r e dividindo o resultado por a2 + b2 . uma equação para a reta t, que passa por (0, 0) e tem a
Assim, por exemplo, a distância do ponto P(2, –3) à reta tangente do ângulo agudo formado entre r e s como
(r) 3x – 4y + 2 = 0 é dada por: coeficiente angular, é
A) 3abx + (2a2 – b2)y = 0
ax 0 + by 0 + c 3 (2) − 4 ( −3) + 2 20
d= = = =4 B) 3bx –b (a2 + b2)y = 0
a +b
2 2
32 + 42 5 C) 3ax –a (a2 + b2)y = 0
D) 3abx –2(a2 + b2)y = 0

x = 2t
Exercícios de Fixação 
06. (AFA) Considere no plano cartesiano as retas r :  1 e,
k y = 3t + 2
o s : (k + 1) x − y − = 0 , onde k ∈ 
2
01. (EsPCEx) Considere a reta t mediatriz do segmento cujos
Sobre as retas r e s é correto afirmar que nunca serão
extremos são os pontos em que a reta s: 2x –3y + 12 = 0
A) concorrentes perpendiculares.
intercepta os eixos coordenados. Então, a distância do ponto
B) concorrentes oblíquas.
M(1,1) à reta t é
C) paralelas distintas.
13 3 D) paralelas coincidentes.
A)
11
10 13 07. (AFA) Um quadrado de 9 cm2 de área tem vértices consecutivos
B)
13 sobre a bissetriz dos quadrantes pares do plano cartesiano.
Os demais vértices estão sobre a reta r, que não possui pontos
13 11
C) do 3º quadrante, é incorreto afirmar que a reta r
13
A) pode ser escrita na forma segmentária.
D)
3 11
13
(
B) possui o ponto P − 2, 2 2 )
C) tem coeficiente linear igual a 3 2
3 3
E) D) é perpendicular à reta de equação 2x –2y = 0
11
08. (Efomm) A projeção ortogonal de A sobre a reta BC, sabendo-se que
02. (EsPCEx) O ponto simétrico do ponto (1, 5) em relação à reta
A = (3, 7), B = (1, 1) e C = (9, 6), terá as coordenadas da projeção
de equação 2x + 3y – 4 = 0 é o ponto
A) x = 468/85; y = 321/89
A) (–3, –1)
B) x = 478/87; y = 319/87
B) (–1, –2)
C) x = 487/84; y = 321/87
C) (–4, 4)
D) (3, 8) D) x = 457/89; y = 319/89
E) (3, 2) E) x = 472/89; y = 295/89

288

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

09. (Efomm) Dados os pontos A(–2, 5), B(1, 1) e C(–1, –1), o valor 14. Sejam A = (0, 0), B = (0, 6) e C = (4, 3) vértices de um triângulo.
da altura do triângulo ABC em relação à base AC é igual a: A distância do baricentro deste triângulo ao vértice A, em
unidades de distâncias, é igual a
A) 37
5 5
B) 5 A) D)
3 3
C) 8
97 10
14 37 B) E)
D) 3 3
37
E) 7 109
C)
3
10. (Efomm) Considerando os pontos A(1, 1), B(3, 4), C(1, 5),
D(3, 2) e P como a intersecção dos segmentos AB e CD, 15. A área do quadrilátero definido pelos eixos coordenados e as
a expressão 3a + 6b, onde a é a área do triângulo APC e b é retas r : x – 3y + 3 = 0 e s : 3x + y –21 = 0, em unidades de
a área do triângulo BPD, é igual a área, é igual a
A) 24 19 27
A) D)
B) 20 2 2
C) 10 29
B) 10 E)
D) 16 2
25
E) 12 C)
2
11. (EN) As retas r1: 2x – y + 1 = 0; r2: x + y + 3 = 0; r3: αx + y – 5 = 0
concorrem em um mesmo ponto P para determinado valor de
Aula 10:

α ∈ . Sendo assim, pode-se afirmar que o valor da expressão


 απ   ( −3 − α ) π  5 3  απ  Aula
cos   − 3 sen3 
 3 − tg  −  é
 6 
Geometria Analítica: Circunferência
8 2
  10
 2
A) 3 1+ 
 4 
3 2 Equação Reduzida
B) 2 −
4
Y
2
C) 2 + P
8
r
2 b
D) 3 +
4 C

 2
E) 3 1 −
 4 
O a x

12. Considere a reta r: y = 2x. Seja A = (3, 3) o vértice de um Dado um ponto C, pertencente a um plano α, e uma distância r
quadrado ABCD, cuja diagonal BD está contida em r. A área não nula, chama-se circunferência o conjunto dos pontos de α que
deste quadrado é estão à distância r do ponto C.
9 21
A) D) circunferência = {P ∈ α | PC = r}
5 5
12 24 Consideremos a circunferência λ de centro C(a, b) e raio r.
B) E)
5 5 Um ponto P(x, y) pertence a λ se, e somente se, a distância PC é
18 igual ao raio r.
C)
5 P ∈ λ ⇔ | PC = r

13. No plano, considere S o lugar geométrico dos pontos cuja soma Chama-se equação da circunferência aquela que é satisfeita por
dos quadrados de suas distâncias à reta t: x = 1 e ao ponto todo ponto P(x, y) pertencente à curva. É imediato que um ponto
A = (3, 2) é igual a 4. Então, S é genérico P ∈ λ verifica a condição PC = r, portanto temos:
A) uma circunferência de raio 2 e centro (2, 1).
B) uma circunferência de raio 1 e centro (1, 2). P ∈ λ ⇔ PC = r ⇔ ( x − a)2 + ( y − b)2 = r
C) uma hipérbole.
Portanto, vem a equação reduzida da circunferência
D) uma elipse de eixos de comprimento 2 2 e 2.
E) uma elipse de eixos de comprimento 2 e 1.
(x – a)2­ + (y – b)2 = r2

289

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Equação Geral 05. (EsPCEx) Considere a circunferência (λ) x2 + y2 – 4x = 0 e o ponto

Desenvolvendo a equação reduzida ( l ), obtemos:


( )
P 1, 3 . Se a reta t é tangente a λ no ponto P, então a abscissa
do ponto de intersecção de t com o eixo horizontal do sistema de
coordenadas cartesianas é
(x2 – 2ax + a2) + (y2 – 2by + b2) = 0
A) –2 D) 3 + 3
isto é, B) 2 + 3 E) 3 + 3 3
C) 3
06. (EsPCEx) O ponto da circunferência x2 + y2 + 2x + 6y + 1 = 0 que tem
x2 + y2 – 2ax – 2by+ (a2 + b2 – r2) = 0
ordenada máxima é
A) (0, –6) D) (2, 3)
chamada equação normal da circunferência. B) (–1, –3) E) (2, –3)
C) (–1, 0)
Assim, por exemplo, a equação x2 + y2 – 2x – 2y –7 = 0 representa
uma circunferência de centro C(1, 1) e raio r = 3 pois equivale a 07. (AFA) Considere no plano cartesiano a circunferência λ tangente
(x – 1)2 + (y – 1)2 = 9. à bissetriz dos quadrantes ímpares no ponto A(1, 1).
Sabendo que a reta t : x – y + 4 = 0 tangencia λ no ponto B,
marque a opção correta.
Exercícios de Fixação A) A soma das coordenadas de B é igual a 3.
B) P(–1, 2) é exterior a λ.
C) O ponto de λ mais próximo da origem é Q 0, 2 − 2( )
D) A bissetriz dos quadrantes pares é exterior a λ.
01. (EsPCEx) Uma circunferência tem centro no eixo das abscissas,
passa pelo ponto (4, 4) e não intercepta o eixo das ordenadas.
08. (AFA) Seja λ : 3x2 + 3y2 – 6x –12y + k = 0, uma circunferência
Se a área do círculo definido por essa circunferência é 17π, a
que no plano cartesiano tem intersecção vazia com os eixos
abscissa de seu centro é coordenados. Considerando k ∈ , é correto afirmar que
A) 3 D) 6  k k
B) 4 E) 7 A) P  ,  é interior a λ.
 3 3
C) 5 B) existem apenas dois valores inteiros para k.
C) a reta r : x = k intersecta λ.
02. (EsPCEx) Seja C a circunferência de equação x2 + y2 + 2x + D) se c é o comprimento de λ, então c > 2π unidades de
4y + 2 = 0. Considere em C a corda MN cujo ponto médio é comprimento.
P(–1, –1). O comprimento de MN (em unidade de comprimento)
09. (AFA) Considerando a circunferência de equação λ : x2 + y2 +
é igual a
2x – 4y – 4 = 0, é correto afirmar que
A) 2 D) 2 3 A) λ é concêntrica com α: (x – 1)2 + (y – 2)2 = 1
B) 3 E) 2 B) o ponto O (0, 0) é exterior a λ
C) a reta r : x – y + 3 = 0 é tangente a λ
C) 2 2
D) λ é simétrica da circunferência β : (x – 1)2 + (y + 2)2 = 9, em
relação ao ponto O (0, 0).
03. (EsPCEx) Considere a circunferência que passa pelos pontos
(0, 0), (0, 6) e (4, 0) em um sistema de coordenadas cartesianas 10. (AFA) Considere no plano cartesiano um triângulo equilátero
ortogonais. Sabendo que os pontos (0, 6) e (4, 0) pertencem a ABC em que:
uma reta que passa pelo centro dessa circunferência, uma das • os vértices B, de abscissa
 positiva, e C, de abscissa negativa,
retas tangentes a essa circunferência, que passa pelo ponto estão sobre o eixo OX ;
(3, –2), tem por equação  3
A) 3x – 2y – 13 = 0 • possui baricentro no ponto G  0, 
 3 
B) 2x – 3y – 12 = 0
C) 2x – y – 8 = 0 Considere também, nesse mesmo plano cartesiano,
D) x – 5y – 13 = 0 a circunferência λ1 inscrita e a circunferência λ2 circunscrita ao
triângulo ABC.
E) 8x + 3y – 18 = 0
Analise as proposições a seguir e escreva (V) para verdadeira e
(F) para falsa.
04. (EsPCEx) Sejam dados a circunferência λ: x2 + y2 + 4x + 10y + 25 = 0 ( ) A reta r, suporte do lado AB, passa pelo ponto (–1, b),
e o ponto P, que é simétrico de (–1, 1) em relação ao eixo das em que b é o dobro do oposto do coeficiente angular
abscissas. Determine a equação da circunferência concêntrica de r.
à λ e que passa pelo ponto P.  1 
( ) O círculo delimitado por λ2 contém o ponto  − , 3
A) λ : x2 + y2 + 4x + 10y + 16 = 0  2 
( ) O ponto da bissetriz dos quadrantes ímpares de abscissa
B) λ : x2 + y2 + 4x + 10y + 12 = 0
3
C) λ : x2 – y2 + 4x – 5y + 16 = 0 pertence λ1.
3
D) λ : x2 + y2 – 4x – 5y + 12 = 0 A) V – F – V C) V – F – F
E) λ : x2 – y2 – 4x – 10y – 17 = 0 B) F – F – V D) F – V – F

290

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

11. (AFA) No plano cartesiano, a circunferência λ de equação


Aula 11:

x2 + y2 – 6x + 10y + k = 0, com k ∈ , determina no eixo das


ordenadas uma corda de comprimento l = 8 Aula
Dessa forma, é correto afirmar que
Geometria Analítica: Cônicas
A) λ é tangente ao eixo Ox
 11
B) o raio de λ é igual a k
C) P(k, –1) ∈ λ
D) λ é secante à reta x = k
Elipse
12. (Efomm) Sejam as circunferências C1 : x + y – 16 = 0 e
2 2
Dados dois pontos distintos F1 e F2, pertencentes a um plano α, seja
c2 : (x – 2)2 + (y + 2)2 = 4. Considere A e B os pontos de 2c a distância entre eles.
intersecção dessas circunferências. Determine a distância entre Elipse é o conjunto dos pontos de α, cuja soma das distâncias a F1
A e B. e F2 é a constante 2a(2a > 2c).
A) 2 7 elipse = {P ∈ α | PF1 + PF2 = 2a}
B) 14 B1
C) 2 14 P
D) 7 Q
7
E)
2
13. (Efomm) Quanto à posição relativa, podemos classificar as F1 O F2
A1 A2
circunferências (x – 2)2 + (y – 3)2 = 9 e x2 + y2 – 8x + 15 = 0
como
S
A) secantes.
B) tangentes internas. R
C) tangentes externas.
D) externas.
E) internas. B2
2c
14. (Efomm) Seja C uma circunferência de raio 2 centrada na 2a
origem do plano xy. Um ponto P do 1º quadrantes fixado sobre
C determina um segmento OP, onde O é a origem, que forma
Assim, temos:
um ângulo de π/4 radianos com o eixo das abscissas. Pode-se
QF1 + QF2 = 2a
afirmar que a reta tangente ao gráfico de C passando por P é RF1 + RF2 = 2a
dada por SF1 + SF2 = 2a
A) x + y – 2 = 0 A1F1 + A1F2 = 2a
B) 2x + y − 1 = 0 B1F1 + B1F2 = 2a
C) − 2x + y − 2 = 0 A2F1 + A2F2 = 2a
D) x + y − 2 2 = 0 B2F1 + B2F2 = 2a
E) x − y − 2 2 = 0
Notemos que A1A2 = 2a pois:
15. (Efomm) Se θ é o menor ângulo formado pelas retas tangentes A1F1 + A1F2 = A2F2 + A2F1
 −3 2 −3 2  então
à circunferência x2 + y2 = 9 nos pontos P =  , e
 2 2  x + (x + 2c) = y + (y + 2c)

 3 3 −3 portanto, x = y.
Q= ,  então o valor de θ, em radianos é
 2 2 A1A2 = A1 F1 + F1 F2 + F2 A2 = x + 2c + y = 2(x + c) = 2a
π
A)
12 Elementos Principais
π
B) F1 e F2 → focos
6
O → centro
π
C) A1 A2 → eixo maior
4 B1 B2 → eixo menor
5π 2c → distância focal
D)
12 2a → medida do eixo maior
7π 2b → medida do eixo menor
E) c
12 → excentricidade
a
relação notável: a2 = b2 + c2

291

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

B1 Y
B1

a
b b a=5
x
A1 A2
F1 O c F2 A1 F1 O c=3 F2 A2

B2
B2
Equação Reduzida 6

Tomemos um sistema cartesiano ortogonal tal que 10


A1 A2 ⊂ x e B1 B2 ⊂ x.
É evidente que os focos são os pontos: Se a posição da elipse é a indicada na figura, isto é, A1 A2 ⊂ x e B1
F1(– c, 0) e F2 (c, 0) B2 ⊂ y, então sua equação é:
x2 y2
Y + =1
25 16
B1
P(x,y)

a Hipérbole
b
x
P
A1 F1 O c F2 A1 Q

B2
F1 A1 O A2 F2
Nestas condições, chama-se equação reduzida da elipse a equação
que P(x, y), ponto genérico da curva, vai verificar.
A dedução é imediata:
P ∈ elipse ⇔ PF1 + PF2 = 2a
então:
R
( x + c)2 + ( y − 0)2 + ( x − c )2 + ( y − 0)2 = 2a 2a S
( x + c)2 + y 2 = 2a − ( x − c)2 + y 2 2c
( x + c)2 + y 2 = 4a2 − 4a ( x − c)2 + y 2 + ( x − c)2 + y 2
x 2 + 2cx + c2 + y 2 = 4a2 − 4a ( x − c ) + y 2 + x 2 − 2cx + c2 + y 2
2
Dados dois pontos distintos F1 e F2, pertencentes a um plano α,
seja 2c a distância entre eles. Hipérbole é o conjunto dos pontos
4cx − 4a2 = −4a ( x − c ) + y 2
2

de α cuja diferença (em valor absoluto) das distâncias a F1 e F2 é a


a ( x − c ) + y 2 = a2 − cx ⇒ a2 ( x − c ) + a2y 2 = (a2 − cx )
2 2 2
constante 2a (0 < 2a < 2c).
a2x 2 − 2a2cx + a2c2 + a2y 2 = a4 − 2a2cx + c2x 2 hipérbole = {P ∈ α | | PF1 – P2| = 2a}
a2x 2 − c2x 2 + a2y 2 = a4 − a2c Assim, temos:QF2 – QF1 = 2a
( ) (
a2 − c2 x 2 + a2y 2 = a2 a2 − c 2) RF2 – RF1 = 2a
b2x 2 + a2y 2 = a2b2 SF1 – SF2 = 2a
A1A2 – A1F1 = 2a
x2 y2 A2F1 – A2 F2 = 2a
+ =1
a2 b2
Assim, por exemplo, uma elipse com eixo maior 10 e distância Notemos que o módulo é abolido desde que façamos a diferença
focal 6 apresenta: da maior para a menor distância. Se um ponto X está no ramo da
a=5
c=3 }
⇒ b2 = a2 − c2 = 25 − 9 = 16 direita, temos:
XF1 – XF2 = 2a pois XF1 > XF2
Se X está no ramo da esquerda, temos:
XF2 – XF1 = 2a pois XF2 > XF1

292

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Elementos Principais

B1 A2

F1 A1 O F2 x
c 3
b
5

F1 A1 O a A2 F2

B2 Assim, por exemplo, uma hipérbole com eixo real 6 e distância


focal 10, apresenta:
b2 = c2 – a2 = 25 – 9 = 16
Se a posição da hipérbole é a indicada na figura, isto é, A1 A2 ⊂ x
e B1B2 ⊂ y, então sua equação é:
F1 e F2 → focos x2 y2
− =1
O → centro 9 16
A1 A2 → eixo real ou transverso
B1 B2 → eixo imaginário
2c → distância focal Parábola
2a → medida do eixo real
2b → medida do eixo imaginário d
c
→ excentricidade
a P’ P

relação notável:
c2 = a2 + b2 Q’
Q

F
Notemos que, sendo a hipérbole uma curva aberta, o significado V’ V
H’
geométrico do eixo imaginário B1 B2 é, por enquanto, abstrato. R

Equação Reduzida
Tomemos um sistema cartesiano ortogonal tal que S’
S
A1 A2 ⊂ x e B1 B2 ⊂ y p

É evidente que os focos são os pontos:


F1 (–c, 0) e F2 (c, 0) Dados um ponto F e uma reta d, pertencentes a um plano α, com F ∉ d,
seja p a distância entre F e d. Parábola é o conjunto dos pontos de
Nestas condições, chama-se equação reduzida da hipérbole a
α que estão a mesma distância de F e de d.
equação que P(x, y), ponto genérico da hipérbole, vai verificar.
parábola = { P ∈ α | PF = Pd }
A dedução é imediata:
P ∈ hipérbole ⇔ |PF1 – PF2| = 2a
Assim, temos:
então:
VF = VV’
( x + c)2 + ( y − 0)2 − ( x − c )2 + ( y − 0)2 = ±2a PF = PP’
QF = QQ’
( x + c)2 + y 2 = ( x − c )2 + y 2 ± 2a RF = RR’
( x + c)2 + y 2 = ( x − c)2 + y 2 ± 4a ( x − c)2 + y 2 + 4a2 SF = SS’

4cx − 4a2 = ±4a ( x − c ) + y 2 ⇒ cx − a2 = ± a ( x − c ) + y 2


2 2
Elementos principais
(cx − a2 ) = a2 ⋅ (x − c)2 + a2y2 F → foco
2

d → diretriz
c2x 2 − 2a2cx + a4 = a2x 2 − 2a2cx + a2c2 + a2y 2
p → parâmetro
( ) ( )
c2 − a2 x 2 − a2y 2 = a2 c2 − a2 ⇒ b2x 2 − a2y 2 = a2b2 V → vértice
reta VF → eixo de simetria relação notável:
x2 y2 p
− =1 VF =
a2 b2 2

293

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Assim, por exemplo, uma parábola com parâmetro p = 2, vértice Assim, por exemplo, uma parábola com parâmetro p = 2, vértice
na origem e foco no eixo dos x, tem equação: na origem e foco no eixo dos x, tem equação:

y y d y y d
d d

1 1 1 1 1 1
1 1
V F x F V x x V x
V F F

y2 = 4x se F à direita de V ou y2 = –4x se F à esquerda de V y2 = 4x se F à direita de B ou y2 = –4x se F à esquerda de V

Equação Reduzida
Tomemos um sistema cartesiano ortogonal com origem no vértice
Exercícios de Fixação
da parábola e eixo das abscissas passando pelo foco. É evidente
que o foco é
01. (EsPCEx) Uma elipse tem centro na origem e vértices em
p  (2a, 0) e (0, a), com a > 0. A área do quadrado inscrito nessa
F  , 0
2  elipse é
16a2 8a2
se a diretriz d tem equação A) D)
5 5
p 4a2 20a2
x=− B) E)
2 5 5
12a2
Nestas condições, chama-se equação reduzida da parábola a C)
5
equação que P(x, y), ponto genérico da curva, vai verificar.
A dedução é imediata:
P ∈ parábola ⇔ PF = PP’ 02. (EsPCEx) Os valores reais de n para os quais a reta (t) y = x + n
seja tangente à elipse de equação 2x2 + 3y2 = 6 são iguais a
A) − 5 e 5
d v
B) − 3 e 3
C) –3 e 3
P’ D) –2 e 2
P(x, y) E) –5 e 5

03. (EsPCEx) Considere as afirmações:


I. Uma elipse tem como focos os pontos F1 (–3, 0), F2 (3, 0) e
x2 y2
P P a medida do eixo maior é 8. Sua equação é + = 1;
16 7
2 2
II. Os focos de uma hipérbole são F1(–10, 0), F2 (10, 0) e sua
V F x
5
excentricidade é . Sua equação é 16x2 – 9y2 = 576;
3
III. A parábola 8x = –y2 + 6y – 9 tem como vértice o ponto
V(3, 0).

Com base nessas afirmações, assinale a alternativa correta.


A) Todas as afirmações são falsas.
B) Apenas as afirmações I e III são falsas.
C) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
D) Todas as afirmações são verdadeiras.
E) Apenas a afirmação III é verdadeira.
então:
2 2
 p  p
 x −  + ( y − 0) =  x +  + ( y − y )
2 2 04. (EsPCEx) Uma reta t passa pelo ponto A(–3, 0) e é tangente à
2 2 parábola de equação x = 3y2 no ponto P. Assinale a alternativa
2 2
 p  p que apresenta uma solução correta de acordo com essas
 x −  + y =  x + 
2
2 2 informações.
p2 p2 A) t : x – 10y + 3 = 0 e P(27, 3)
x − px + + y = x + px +
2 2 2
B) t : 2x – 15y + 6 = 0 e P(12, 2)
4 4
y 2 = 2px C) t : 2x + 15y + 6 = 0 e P(12, –2)
D) t : y = 0 e P(0, 0)
E) t : x + 6y + 3 = 0 e P(3, –1)

294

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

05. (EsPCEx) Sobre a curva 9x2 + 25y2 – 36x + 50y – 164 = 0, assinale 09. (AFA) No plano cartesiano, ospontos P(x, y) satisfazem a
a alternativa correta.
equação
( x − 1)2 + ( y + 2)2 = 1 da curva λ.
A) Seu centro é (–2, 1) 25 9
B) A medida do seu eixo maior é 25.
C) A medida do seu eixo menor é 9. Se F1 e F2 são os focos de λ, tais que a abscissa de F1 é menor
D) A distância focal é 4. que a abscissa de F2, é incorreto afirmar que
E) Sua excentricidade é 0,8. A) a soma das distâncias de P a F1 e de P a F2 é igual a 10.
B) F1 coincide com o centro da curva x2 + y2 + 6x – 4y = 0.
06. (EsPCEx) A representação no sistema cartesiano ortogonal da C) F2 é exterior a x2 + y2 = 25.
equação 9x2 – y2 = 36x + 8y – 11 é dada por D) O ponto de abscissa máxima de λ pertence à reta y = x – 8.
A) duas retas concorrentes.
B) uma circunferência. 3
10. (AFA) A circunferência λ é tangente à reta r : y = e também é
C) uma elipse. 4
D) uma parábola. tangente ao eixo das abscissas no ponto de abscissa 6. Dentre as
E) uma hipérbole. equações a seguir, a que representa uma parábola que contém
a origem do plano cartesiano e o centro de λ é
 1 y2 + 3 A) 12(y – x) + x2 = 0
07. (EsPCEx) O ponto P  a,  pertence à parábola x = .
 3 3 B) 3y2 – 12y + 2x = 0
A equação da reta perpendicular à bissetriz dos quadrantes
C) 2y2 – 3x = 0
ímpares que passa por P é:
D) 12y – x2 = 0
A) 27x + 27y – 37 = 0
B) 37x + 27y – 27 = 0
11. (AFA) Sobre a circunferência de menor raio possível que
C) 27x + 37y – 27 = 0
D) 27x + 27y – 9 = 0 circunscreve a elipse de equação x2 + 9y2 – 8x – 54y + 88 = 0
E) 27x + 37y – 9 = 0 é correto afirmar que
A) tem raio igual a 1
08. (EsPCEx) Em um estádio de futebol em forma de elipse, o B) tangencia o eixo das abscissas.
gramado é o retângulo MNPQ, inscrito na cônica, conforme C) é secante ao eixo das ordenadas.
mostra a figura. Escolhendo o sistema de coordenadas D) intercepta a reta de equação 4x – y = 0
cartesianas indicado e tomando o metro como unidade, a elipse
x2 y2 1
é descrita pela equação + = 1 . Sabe-se também que os 12. (Efomm) A equação da reta tangente ao gráfico f ( x ) = no
362 602 x
 1
focos da elipse estão situados em lados do retângulo MNPQ. ponto  5,  será
 5
y A) 25y + x – 10 = 0
B) 10y – x + 7 = 0
C) 7y + 2x – 2 = 0
D) 10y + x – 10 = 0
E) 5y + x – 10 = 0
Q P
x2 y2
13. (EN) Seja P(x, y) um ponto da elipse + = 1 , de foco F1 e F2
a2 b2
 
x e excentricidade e. Calcule PF1 ⋅ PF2 e assinale a opção correta.
A) ex2 + a(1 + 2e2)
B) e2x – a2(1 + e)
C) e2x2 + a2(1 – 2e)
D) e2x – a(1 + e2)
M N E) e2x2 + a2(1 – 2e2)

14. (EN) Sejam y = m1x + b1 e y = m2x + b2 as equações das retas


Assim, a distância entre as retas MN e PQ é tangentes à elipse x2 + 4y2 – 16y + 12 = 0 que passam pelo
A) 48 m (
ponto P(0, 0). O valor de m12 + m22 é )
A) 1
B) 68 m
C) 84 m 3
B)
D) 92 m 4
E) 96 m 3
C)
2
D) 2
5
E)
2

295

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

15. Dada a cônica λ: x 2 – y 2 = 1, qual das retas a seguir é 04. O lugar geométrico das soluções da equação x2 + bx + 1 = 0,
perpendicular à λ no ponto P = 2, 3 ? ( ) quando |b| < 2, b ∈ , é representado no plano complexo por
A) dois pontos.
A) y = 3 ( x − 1)
B) um segmento de reta.
C) uma circunferência menos dois pontos.
3 D) uma circunferência menos um ponto.
B) y = x
2 E) uma circunferência.
3
C) y =
2
( x + 1) 05. O lugar geométrico dos pontos (a, b) ∈ 2 tais que a equação,
em z∈ , z2 + z + 2 – (a + ib) = 0 possua uma raiz puramente
− 3 imaginária é
D) y =
5
( x − 7) A) uma circunferência.
B) uma parábola.
− 3 C) uma hipérbole.
E) y =
2
(x − 4)
D) uma reta.
E) duas retas paralelas.

Aula 12:
06. A distância entre o vértice e o foco da parábola de equação
2x2 – 4x – 4y + 3 = 0 é igual a
Aula
Geometria Analítica: Questões A) 2 D)
3
12 4
3 1
B) E)
2 2
C) 1

Exercícios de Fixação 07. Sejam C uma circunferência de raio R > 4 e centro (0, 0) e AB
uma corda de C. Sabeno que (1, 3) é ponto médio de AB ,
então uma equação da reta que contém AB é
01. Dada a equação x2 + y2 – 4x + 10y + 25 = 0, assinale a opção A) y + 3x – 6 = 0
que apresenta a distância do centro da curva à origem do B) 3y + x – 10 = 0
sistema de coordenadas. C) 2y + x – 7 = 0
A) 5 D) 24 D) y + x – 4 = 0
B) 6 E) 29 E) 2y + 3x – 9 = 0
C) 8
08. Considere as circunferências C1 : (x – 4)2 + (y – 3)2 = 4 e
02. (Efomm) A circunferência de equação C2 : (x – 10)2 + (y – 11)2 = 9. Seja r uma reta tangente interna
a C1 e C2, isto é, r tangencia C1 e C2 e intercepta o segmento

(x − ) + (y − (1+ 2)) = 4 + 2 2 intercepta o eixo


2 2
4+2 2 de reta O1O2 definido pelos centros O1 de C1 e C2 de C2.
Os pontos de tangência definem um segmento sobre r que
das abscissas em dois pontos A e B. Sabendo que o segmento mede
AB é lado de um polígono regular convexo que possui centro 2 2
A) 5 3 D)
coincidente com o centro da circunferência, calcule o perímetro 9
desse polígono. 2
B) 4 5 E)
A) 24 9
B) 16 C) 3 6
C) 15
D) 6 ( 2 +1 ) 09. Sejam m e n inteiros tais que
m 2
= − e a equação 36x2 + 36y2
E) 6( 2 + 2) n 3
+ mx + ny – 23 = 0 representa uma circunferência de raio = 1 cm
e centro C localizado no segundo quadrante. Se A e B são os
03. Considere a definição: duas circunferências são ortogonais pontos onde a circunferência cruza o eixo Oy, a área do triângulo
quando se interceptam em dois pontos distintos e nesses ABC, em cm2, é igual a
pontos suas tangentes são perpendiculares. Com relação às
8 2 2 2
circunferências C 1 : x 2 + (y + 4) 2 = 7, C 2 : x 2 + y 2 = 9 e A) d)
3 9
C3 : (x – 5)2 + y2 = = 16, podemos afirmar que
A) somente C1 e C2 são ortogonais. 4 2 2
B) e)
B) somente C1 e C3 são ortogonais. 3 9
C) C1, C2 e C3 são ortogonais duas a duas. 2 2
D) não há ortogonalidade entre as circunferências. C)
3

296

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

10. Sobre a parábola definida pela equação x2 + 2xy + y2 2x + 4y 14. Considere as afirmações a seguir:
+ 1 = 0 pode-se afirmar que I. O lugar geométrico do ponto médio de um segmento AB ,
A) ela não admite reta tangente paralela ao eixo Ox. com comprimento l fixado, cujos extremos se deslocam
B) ela admite apenas uma reta tangente paralela ao eixo Ox. livremente sobre os eixos coordenados é uma circunferência;
C) ela admite duas retas tangentes paralelas ao eixo Ox. II. O lugar geométrico dos pontos (x, y) tais que 6x3 + x2y – xy2
D) a abscissa do vértice da parábola é –1. –4x2 – 2xy = 0 é um conjunto finito no plano cartesiano 2;
2 III. Os pontos (2, 3), (4, –1) e (3, 1) pertencem a uma
E) a abscissa do vértice da parábola é − . circunferência.
3
Destas, é (são) verdadeira(s)
11. Seja ABC um triângulo de vértices A = (1, 4), B = (5, 1) e A) apenas I. D) I e II.
C = (5, 5). O raio da circunferência circunscrita ao triângulo B) apenas II. E) I e III.
mede, em unidades de comprimento, C) apenas III.
15
A)
8 15. Se a reta de equação x = a divide o quadrilátero cujos vértices
são (0, 1), (2, 0), (4, 0) e (6, 4) em duas regiões de mesma área,
5 17 então o valor de a é igual a
B)
4
a) 2 5 − 1
3 17 b) 2 6 − 1
C)
5
c) 3 5 − 4
5 17 d) 2 7 − 2
D)
8 e) 3 7 − 5
17 5
E)
8 Aula 13:

12. A equação do círculo localizado no 1º quadrante que tem área Aula


a 4π (unidades de área) e é tangente, simultaneamente, às retas
Progressão Aritmética
r : 2x – 2y + 5 = 0 e s : x + y – 4 = 0 é 13
2 2
 3  10 
A)  x −  +  y −  = 4
 4  4
 3 
2
 3 
2 Definição
B)  x −  +  y −  2 2 +   = 4
 4   4  Chama-se progressão aritmética (P.A.) uma sequência dada
pela seguinte fórmula de recorrência:

{
2 2
  3    10  
C)  x −  2 2 +   +  y −    = 4 a1 = a
  4    4  an = an −1 + r, ∀ n ∈ N, n ≥ 2
2 2
  3    13  onde a e r são números reais dados.
D)  x −  2 2 +   +  y −    = 4
  4   4 
2 2 Assim, uma P.A. é uma sequência em que cada termo, a
  3    11 
E)  x −  2 2 +   +  y −    = 4 partir do segundo, é a soma do anterior com uma constante r dada.
  4    4  Eis alguns exemplos de progressões aritméticas:
f1 = (1, 3, 5, 7, 9, ...) onde a1 = 1 e r = 2
 25 
13. Dados o ponto A =  4,  e a reta r : 3x + 4y – 12 = 0,
 f2 = (0, −2, −4, −6, −8, ...) onde a1 = 0 e r = −2
6
considere o triângulo de vértices ABC, cuja base BC está contida f3 = ( 4, 4, 4, 4, 4, ...) onde a1 = 4 e r = 0
25 1 3 5 7 9  1
em r e a medida dos lados AB e AC é igual a . Então, f4 =  , , , , , .... onde a1 = e r = 1
6 2 2 2 2 2  2
a área e o perímetro desse triângulo são, respectivamente, iguais a  11 10 8  1
f5 =  4, , , 3, , ... onde a1 = 4 e r = −
 3 3 3  3
22 40
A) e
3 3
23 40 Classificação
B) e
3 3 As progressões aritméticas podem ser classificadas em três
25 31 categorias:
C) e
3 3 1) crescentes são as P.A. em que cada termo é maior que o anterior.
25 35 É imediato que isto ocorre somente se r > 0, pois:
D) e
3 3 an > an −1 ⇔ an − an −1 > 0 ⇔ r > 0.
25 40 Exemplos: f1 e f4.
E) e
3 3

297

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

2) constantes são as P.A. em que cada termo é igual ao anterior. n(n + 1)


É fácil ver que isto só ocorre quando r = 0, pois: A soma dos n primeiros números inteiros positivos é .
2
an = an −1 ⇔ an − an −1 = 0 ⇔ r = 0.
Demonstração por indução finita
Exemplos: f3.
1(1+1)
3) decrescentes são as P.A. em que cada termo é menor que o I) Para n = 1, temos: 1= (sentença verdadeira).
2
anterior. Isto ocorre somente se r < 0, pois:
an < an −1 ⇔ an − an −1 < 0 ⇔ r < 0. II) Admitamos a validade da fórmula para n = p:

Exemplos: f2 e f5. p(p + 1)


1+ 2 + 3 + ... + p =
2
e provemos para n = p + 1:
Notações especiais
p(p + 1)
Quando procuramos obter uma P.A. com 3, 4 ou 5 termos, 1+ 2 + 3 + ... + p + (p + 1) = + (p + 1) =
2
é muito prática a notação seguinte:
p(p + 1) + 2(p + 1) (p + 1)(p + 2)
1) para 3 termos: = = .
2 2
(x, x + r, x + 2r) ou (x – r, x, x + r) n(n + 1)
Então, 1+ 2 + 3 + ... + n = , ∀n ∈N *.
2) para 4 termos: 2
r
(x, x + r, x + 2r, x + 3r) ou (x – 3y, x – y, x + y, x + 3y), onde y = .
2 Exemplo:
3) para 5 termos:
A soma dos 50 termos iniciais da sequência dos inteiros
(x, x + r, x + 2r, x + 3r, x + 4r) ou (x – 2r, x – r, x, x + r, x + 2r). positivos é:

50(50 + 1)
Fórmula do termo geral 1+ 2 + 3 + ... + 50 =
2
= 25 × 51 = 1275.
Utilizando a fórmula de recorrência pela qual se define uma
P.A. e admitindo, dados o primeiro termo (a1), a razão (r) e o índice (n)
de um termo desejado, temos: Exercícios de Fixação
a2 = a1 + r
a3 = a2 + r
a4 = a3 + r 01. Seja o quadrado ABCD e o ponto E pertencentes ao segmento
.................. AB. Sabendo-se que a área do triângulo ADE, a área do trapézio
an = an −1 + r BCDE e a área do quadrado ABCD formam juntas, nessa
ordem, uma progressão aritmética (P.A.) e a soma das áreas
Somando essas n – 1 igualdades, temos: desses polígonos é igual a 800 cm2, tem-se que a medida do
segmento EB
a + a3 + a4 + ... + an = a1 + a2 + a3 + ... + an −1 + (n − 1) ⋅r A) é fração própria.
2    
cancelam-se B) é decimal exato.
C) é decimal não exato e periódico.
e, então, an = a1 + (n – 1) · r, o que sugere o seguinte. D) pertence ao conjunto A = R *+ − Q + .

Na P.A. em que o primeiro termo é a1 e a razão é r, o n-ézimo 02. Os números que exprimem o cateto, a hipotenusa e a área
termo é: de um triângulo retângulo isósceles estão em progressão
aritmética, nessa ordem. O cateto do triângulo, em unidades
an = a1 + (n − 1) ⋅ r de comprimento, vale:
A) 2 2 – 1
Demonstração pelo princípio da indução finita. B) 2 2 – 2
C) 4 2 – 2
I) Para n = 1, temos a1 = a1 + (1 – 1)·r (sentença verdadeira) D) 4 2 – 4
II) Admitamos a validade da fórmula para n = p; ap = a1 + (p – 1)·r E) 4 2 –1
(hipótese de indução) e provemos que vale para n = p + 1:
ap+1 = ap + r = (a1 + (p− 1) ⋅ r ) + r = a1 + [(p + 1) − 1] ⋅ r 03. Em uma progressão aritmética, a soma Sn de seus n primeiros
termos é dada pela expressão Sn = 5n2 – 12n, com n ∈ N*.
Então, an = a1 + (n − 1) ⋅ r, ∀n ∈N*. A razão dessa progressão é
A) –2
B) 4
Soma dos termos C) 8
Vamos deduzir uma fórmula para calcular a soma Sn dos n D) 10
termos iniciais de uma P.A. E) 12

298

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

04. Considere a progressão aritmética representada pela sequência 09. Um poliedro convexo de 10 vértices apresenta faces triangulares
 7π 47π 59π  e quadrangulares. O número de faces quadrangulares, o
 , , ,........ .
 número de faces triangulares e o número total de faces formam,
12 60 60
nesta ordem, uma progressão aritmética. O número de arestas é:
Se todos os termos dessa PA forem representados em um círculo
A) 10
trigonométrico, eles determinarão nesse círculo os vértices
de um B) 17
A) pentágono (5 lados). C) 20
B) hexágono (6 lados). D) 22
C) octógono (8 lados). E) 23
D) decágono (10 lados).
E) dodecágono (12 lados). 10. Sejam a, b e c números reais que nesta ordem formam uma
progressão aritmética de soma 12. Sabendo-se que os restos
05. Os termos da sequência de números em progressão aritmética das divisões de x10 + 8x8 + ax5 + bx3 + cx por x – 2 e x + 2 são
π 7π 5π iguais, então a razão desta progressão aritmética é:
, , ,... correspondem às medidas em radianos de arcos,
3 12 6 44
que podem ser representados na circunferência trigonométrica A) 1 D)
15
a seguir. 28
Os pontos identificados por 0 a VII representam as medidas de B) E) – 3
5
arcos que dividem a circunferência trigonométrica em 8 partes
iguais, medidas no sentido anti-horário, a partir de O. 37
C)
y 5
π 11. Sejam a, b, c e d números reais não nulos que estão, nesta ordem,
II 2 em progressão aritmética. Sabendo que o sistema a seguir
III I
 2
4 ⋅ 2a ⋅ x + 2c ⋅ y = ⋅ 2b
π O  3
x 3d ⋅ x + 9 ⋅ 3b ⋅ y = 81
IV

V VII é possível e indeterminado, podemos afirmar que a soma desta


VI 3π progressão aritmética é:
2 A) 13 D) 30
B) 16 E) n.d.a.
C) 28
06. O valor da soma a + b para que as raízes do polinômio
4x4 – 20x3 + ax2 – 25x + b estejam em progressão aritmética 12. As dimensões x, y e z de um paralelepípedo retângulo estão
de razão 1/2 é em progressão aritmética. Sabendo que a soma dessas medidas
A) 36 é igual a 33 cm e que a área total do paralelepípedo é igual a
B) 41 694 cm2, então o volume deste paralelepípedo, em cm3, é
C) 26 igual a:
D) –27 A) 1200
E) –20 B) 936
C) 1155
07. O valor de n que torna a sequência 2 + 3n, – 5n, 1 – 4n uma D) 728
progressão aritmética pertence ao intervalo E) 834
A) [–2, –1]
B) [–1, 0] 13. Sejam a, b e c as medidas dos lados de um triângulo, e A, B
C) [0, 1] e C os ângulos internos opostos, respectivamente, a cada um
D) [1, 2] destes lados. Sabe-se que a, b e c, nesta ordem, formam uma
E) [2, 3] progressão aritmética. Se o perímetro do triângulo mede 15 cm e

08. Sejam ak e bk números reais com k = 1, 2, ..., 6. Os números cos A cos B cos C 77
+ + = ,
complexos zk = ak + ibk são tais que |zk| = 2 e bk ≥ 0, para todo a b c 240
k = 1, 2, ..., 6. Se (a1, a2, ..., a6) é uma progressão aritmética
1 então sua área, em cm2, mede:
de razão − e soma 9, então z3 é igual a:
5 (15 7 ) (4 7 )
A) D)
−3 3 73 4 7
A) 2i D) + i
5 5 (4 5 ) (3 5 )
B) E)
8 6 4 2 2 17 3 4
B) + i E) + i
5 5 5 5 (4 5 )
C)
C) 3 +i 5

299

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

14. Em uma progressão aritmética 2n + 1 termos, a soma dos n 2) constantes são as P.G. em que cada termo é igual ao anterior.
primeiros é igual a 50 e a soma dos n últimos é 140. Sabendo-se Observemos que isto ocorre em duas situações:
que a razão desta progressão é um inteiro entre 2 e 13, então a) P.G. com termos todos nulos
seu último termo será igual a:
A) 34 D) 48 a1 = 0 e q qualquer
B) 40 E) 56
b) P.G. com termos iguais e não nulos
C) 42
an
an = an−1 ⇔ = 1⇔ q = 1
15. Os números reais x, y e z formam, nesta ordem, uma progressão an−1
aritmética de razão r. Seja a um número real com a > 0 e a ≠ 1
satisfazendo 3ax + 2ay – az = 0. Então r é igual a Exemplo: f5
A) a2 D) loga (3/2)
B) (1/2)a E) loga 3 3) decrescentes são as P.G. em que cada termo é menor que o
C) log2a4 anterior. Notemos que isto pode ocorrer de duas maneiras:
a) P.G. com termos positivos
an
Aula 14:
an < an−1 ⇔ 0 < < 1⇔ 0 < q < 1
an−1
Aula
Progressão Geométrica b) P.G. com termos negativos
14
an
an < an−1 ⇔ > 1⇔ q > 1
an−1
Exemplos: f2 e f3
Definição
4) alternantes são as P.G. em que cada termo tem sinal contrário
Chama-se progressão geométrica (P.G.) uma sequência dada ao do termo anterior. Isto ocorre quando q < 0.
pela seguinte fórmula de recorrência:

{
Exemplos: f6
a1 = a
an = an −1 ⋅ q, ∀ n ∈ N, n ≥ 2 5) estacionárias são as P.G. em que a1 ≠ 0 e a2 = a3 = a4 = ... = 0.
Isto ocorre quando q = 0.
onde a e q são números reais dados.
Assim, uma P. G. é uma sequência em que cada termo, a Exemplos: f7
partir do segundo, é o produto do anterior por uma constante q
dada. Notações Especiais
Eis alguns exemplos de progressões geométricas:
Para a obtenção de uma P.G. com 3, 4 ou 5 termos é muito
prática a notação seguinte:
f1 = (1, 2, 4, 8, 16, ...) onde a1 = 1 e q = 2
f2 = ( −1, − 2, − 4, − 8, − 16, ...) onde a1 = −1 e q = 2 x 
1o para 3 termos: (x, xq, xq2) ou  , x, xq
 1 1 1 1  1 q 
f3 = 1, , , , , ... onde a1 = 1 e q =
 3 9 27 81  3
 2  1  x x 
f4 =  −54, −18, − 6, − 2, − , ... onde a1 = −54 e q = 2o para 4 termos (x, xq, xq2, xq3) ou  3 , , xy, xy 3 
 3  3 y y 
f5 = (7, 7, 7, 7, 7, ...) onde a1 = 7 e q = 1
f6 = (5, − 5, 5, − 5, 5, ...) onde a1 = 5 e q = −1  x x 
3o para 5 termos: (x, xq, xq2, xq3, xq4) ou  2 , , x, xq, xq2 
f7 = (3, 0, 0, 0, 0, ...) onde a1 = 3 e q = 0 q q 

Fórmula do Termo Geral


Classificação
Utilizando a fórmula de recorrência pela qual se define uma
As progressões geométricas podem ser classificadas em P.G. e admitindo dados o primeiro termo (a1 ≠ 0), a razão (q ≠ 0) e
cinco categorias: o índice (n) de um termo desejado, temos:
1) crescentes são as P.G. em que cada termo é maior que o anterior.
Notemos que isto pode ocorrer de duas maneiras: a2 = a1 · q
a3 = a2 · q
a) P.G. com termos positivos a4 = a3 · q
an ...................
an > an−1 ⇔ > 1⇔ q > 1 an = an–1 · q
an−1

b) P.G. com termos negativos Multiplicando essas n – 1 igualdades, temos:

an a2 · a3 · a4 · ... · an = a1 · a2 · a3 · a4 · ... · an–1 · qn–1


an > an−1 ⇔ 0 < < 1⇔ 0 < q < 1
an−1 cancelam-se

Exemplos: f1 e f4 e, então, an = a1 · qn–1, o que sugere o seguinte:

300

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

na P.G. em que o primeiro termo é a1 e a razão é q, o 02. (AFA) As raízes da equação algébrica 2x3 – ax2 + bx + 54 = 0
n-ézimo termo é formam uma progressão geométrica.
an = a1 · qn–1 a
Se a, b ∈ R, b ≠ 0, então é igual a
b
2
Demonstração A)
3
Demonstra-se pelo princípio da indução finita. B) 3
3
Soma dos termos da PG finita C) –
2
Utilizando a fórmula da recorrência pela qual se define uma
1
P.G. e admitindo dados o primeiro termo (a, ≠ 0), a razão (q ≠ 0) e D) –
o índice (n) de um termo desejado, temos: 3

a2 = a1 · q 03. (AFA) Um triângulo é tal que as medidas de seus ângulos


a3 = a2 · q internos constituem uma progressão aritmética e as medidas
a4 = a3 · q
................... de seus lados constituem uma progressão geométrica.
an = an–1 · q Dessa maneira, esse triângulo não é
A) acutângulo.
Multiplicando essas n – 1 igualdades, temos: B) equilátero.
C) obtusângulo.
a2 · a3 · a4 · ... · an = a1 · a2 · a3 · a4 · ... · an–1 · qn–1
D) isósceles.
cancelam-se

04. (AFA) Sejam (1, a2, a3, a4) e (1, b2, b3, b4) uma progressão aritmética
e, então, an = a1 · qn–1, o que sugere o seguinte
e uma progressão geométrica, respectivamente, ambas com
Na P.G. em que o primeiro termo é a1 e a razão é q, o a mesma soma dos termos e ambas crescentes. Se a razão r
n-ézimo termo é da progressão aritmética é o dobro da razão q da progressão
geométrica, então o produto r ⋅ q é igual a
an = a1 · qn–1
A) 15
B) 18
Demonstração
C) 21
Demonstra-se pelo princípio da indução finita. D) 24
A soma dos n termos iniciais de uma P.G. é
05. (AFA) De um dos lados de uma avenida retilínea, estão dispostos
a1q − a1
n
alguns postes nos pontos P1, P2, ..., Pi, i ∈ N. Do outro lado dessa
Sn = (q ≠ 1)
q −1 mesma avenida, estão dispostas algumas árvores nos pontos
A1, A2, ..., Aj, j ∈ N. Sabe-se que:
Demonstração
• PP
1 2 = 3 dam

Demonstra-se aplicando o princípio da indução finita.


• 1 i = 63 dam
PP

• (PP , P P , ...) é uma progressão aritmética finita de razão 3.


1 2 2 3

Exercícios de Fixação
• A1A j = PP
1 i

• (A A , A A , ...) é uma progressão aritmética finita de


1 2 2 3
 8
01. (AFA) A sequência  x, 6, y, y +  é tal, que os três primeiros razão 2.
 3
termos formam uma progressão aritmética, e os três últimos • i=j
formam uma progressão geométrica.
Sendo essa sequência crescente, a soma de seus termos é
92 Com base nessas informações, é correto afirmar que a maior
A) distância entre duas árvores consecutivas é, em dam, igual a
3
89 A) 63
B) B) 32
3
86 C) 18
C) D) 16
3
83
D)
3

301

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

06. (AFA) Conforme a figura a seguir, A é o ponto de tangência 08. (AFA) João Victor e Samuel são dois atletas que competem em
das circunferências de centros C1, C2 e C3. Sabe-se que os raios uma mesma maratona. Em um determinado momento, João
dessas circunferências formam uma progressão geométrica Victor encontra-se no ponto M, enquanto Samuel encontra-se
crescente. no ponto N, 5 m à sua frente. A partir desse momento, um
observador passa a acompanhá-los registrando as distâncias
percorridas em cada intervalo de tempo de 1 segundo,
conforme tabelas a seguir.

JOÃO VICTOR SAMUEL

Intervalo Distância (m) Intervalo Distância (m)

1 1
1o 1o
2 2
C1 C2 C3
A 3 3
2r r r 2o 2o
4 4

9
3o 3o 1,0
8

⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Sabe-se que os números da tabela anterior que representam as


distâncias percorridas por João Victor formam uma progressão
geométrica, enquanto os números da tabela anterior que
Se os raios das circunferências de centros C 1 e C 2 medem,
representam as distâncias percorridas por Samuel formam uma
respectivamente, 2r e 3r, então a área da região sombreada
progressão aritmética.
vale, em unidades de área,
55 2 Com base nessas informações, é incorreto afirmar que ao final do
A) πr
8 a) 5o segundo, João Victor já terá atingido o ponto N.
29 2 b) 5o segundo, Samuel percorreu uma distância igual à que os
B) πr separava nos pontos M e N.
4
c) 6o segundo, João Victor terá alcançado Samuel.
61 2
C) πr d) 8o segundo, João Victor estará mais de 8 metros à frente de
8 Samuel.
D) 8πr 2
09. (Efomm) Em uma progressão geométrica crescente, o 3o termo
07. (AFA) Considere as proposições a seguir. é igual à soma do triplo do 1o termo com o dobro do 2o termo.
Sabendo que a soma desses três termos é igual a 26, determine
I. A soma dos infinitos termos da sequência cujo termo geral
n o valor do 2o termo.
3
é n , n ∈n , converge para ;
*
A) 6
3 4
B) 2
 2kπ  C) 3
II. Se ak = cos  ; k ∈ n* , o valor de a1 + a2 + ... + a97 é
 3  D) 1
zero;
26
E)
III. Se (3, a, b) formam uma progressão geométrica de razão 7
q e (a, b, 45), uma progressão aritmética de razão r, com 10. (Efomm) Seja um quadrado de lado 2. Unindo os pontos médios
r de cada lado, temos um segundo quadrado. Unindo os pontos
a, b ∈ N, então = 6.
q médios do segundo quadrado, temos um terceiro quadrado, e
assim sucessivamente. O produto das áreas dos dez primeiros
Pode-se afirmar que, entre as proposições, quadrados é
A) apenas uma é falsa. −
9
2
B) apenas duas são falsas. A) 2
C) todas são falsas. 25
2
D) todas são verdadeiras. B) 2
45

C) 2 2

D) 2–45
E) 2–25

302

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

11. (Efomm) O conjunto de todos os números reais q > 1, para


Aula 15:

os quais a1, a2 e a3 formam, nessa ordem, uma progressão


geométrica de razão q, com primeiro termo 2 e representam Aula
as medidas dos lados de um triângulo, é
Exercícios
15
 1+ 5 
A)  −1, 
 2 

 1+ 5 
B) 1,  Exercícios de Fixação
 2 

 1+ 5 
C) 1,  01. (EsPCEx) Um fractal é um objeto geométrico que pode ser
 5  dividido em partes, cada uma das quais semelhantes ao objeto
original. Em muitos casos, um fractal é gerado pela repetição
 1+ 5 
D) 1,  indefinida de um padrão. A figura a seguir segue esse princípio.
 4  Para construí-la, inicia-se com uma faixa de comprimento m
na primeira linha. Para obter a segunda linha, uma faixa
E) 1, 1+ 5  de comprimento m é dividida em três partes congruentes,
suprimindo-se a parte do meio. Procede-se de maneira análoga
12. (Efomm) Os números reais positivos a1, a2, ..., an formam, nessa para a obtenção das demais linhas, conforme indicado na
ordem, uma progressão geométrica de razão q. Nesse caso, é figura. Se, partindo de uma faixa de comprimento m, esse
correto afirmar que a sequência log a1, log a2, ..., log an forma procedimento for efetuado infinitas vezes, a soma das medidas
A) uma progressão geométrica crescente, se q > 1. dos comprimentos de todas as faixas é
A) 3 m m
B) uma progressão aritmética crescente, se q > 1.
B) 4 m
C) uma progressão geométrica decrescente, se 0 < q < 1.
C) 5 m
D) uma progressão aritmética crescente, se 0 < q < 1.
D) 6 m
E) uma progressão aritmética crescente, desde que q > 1.
E) 7 m
13. (Efomm) O valor de λ na equação y3 – 61y2 + λ y – 5832 = 0
de modo que suas raízes estejam em progressão geométrica, é:
A) 1017
B) 1056
C) 1078
D) 1098 2x 4 x 8x
E) 1121 02. O valor de x que satisfaz a equação x + + + + ... = 243,
3 9 27
em que o primeiro membro é uma P.G. infinita, é
14. (Efomm) Se a sequência de inteiros positivos (2, x, y) é uma
progressão geométrica e (x + 1, y, 11) uma progressão A) 27 D) 81
aritmética, então, o valor de x + y é B) 30 E) 90
A) 11 C) 60
B) 12
C) 13 03. Seja θ um valor fixado no intervalo ]0, π/2[. Sabe-se que a1 = cotg θ
D) 14 é o primeiro termo de uma progressão geométrica infinita de
E) 15 razão q = sen2θ. A soma de todos os termos dessa progressão é
A) cosec θ tg θ
3 5 B) sec θ tg θ
15. (EsPCEx) A sequência (a1, a2, ..., a10), onde a1 = , a = ,
2 2 2 C) sec θ cosec θ
9 1025
a3 = , ..., é de tal forma que para cada n∈ {1, 2, ..., 10} D) sec2 θ
2 2
E) cosec2 θ
temos que an = bn + cn, onde (b1 b2, ..., b10) é uma PG com
b 1 ≠ 0 e de razão q ≠ ±1 e (C 1, C 2, ..., C 10) é uma PA
04. Sejam a1, a2, a3 e a4 números reais formando, nesta ordem,
constante.
uma progressão geométrica crescente com a1 ≠ 0. Sejam x1, x2
Podemos afirmar que a1 + a2 + ... + a10 é igual a: e x3 as raízes da equação a1x3 + a2x2 + a3x + a4 = 0. Se x1 = 2i,
então
A) 98
A) x1 + x2 + x3 = – 2
B) 172
B) x1 + x2 + x3 = 1
C) 260
C) x12 + x22 + x32 = 4
D) 516
D) x1 · x2 · x3 = 8
E) 1028
E) x1 · x2 + x1 · x3 + x2 · x3 = 5

303

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

05. A sequência (a1, a2, a3, a4) é uma progressão geométrica de 09. O coeficiente angular da reta tangente à elipse
razão q ∈ R* com q ≠ 1 e a1 ≠ 0. Com relação ao sistema
x2 y2

{
+ =1
a1x + a2y = c 16 9
a3x + a4 y = d
no primeiro quadrante e que corta o eixo das abscisas no ponto
P = (8, 0) é:
podemos afirmar que
A) é impossível para c, d ∈ [– 1, 1]. 3 3
B) é possível e determinado somente se c = d. A) − D) −
3 4
C) é indeterminado quaisquer que sejam c, d ∈ R.
D) é impossível quaisquer que sejam, c, d ∈ R*. 1 2
B) − E) −
E) é indeterminado somente se d = cq2. 2 4
2
06. Seja (a1, a2, a3, ...) uma progressão geométrica infinita de razão C) −
3
a1, 0 < a1 < 1, e soma igual a 3a1. A soma dos três primeiros
termos dessa progressão geométrica é:
10. Seja o ponto A = (r, O),r > O. O lugar geométrico dos ponto
8 P = (x, y) tais que é de 3r2 a diferença entre o quadrado da
A)
27 distância de P a A e o dobro do quadrado da distância de P à
20 reta y = – r, é:
B) A) uma circunferência centrada em (r, – 2r) com raio r.
27
B) uma elipse centrada em (r, – 2r) com semieixos valendo r e 2r.
26 C) uma parábola com vértice em (r, – r).
C)
27 D) duas retas paralelas distando r 3 uma da outra.
30 E) uma hipérbole centrada em (r, – 2r) com semieixos valendo r.
D)
27
38 11. Sejam A e B matrizes n × n, e B uma matriz simétrica. Dadas
E) as afirmações:
27
I. AB + BAT é simétrica;
II. (A + AT + B) é simétrica;
07. Considere a, b ∈ R e a equação
III. ABAT é simétrica.
2e3x + ae2x + 7ex + b = 0
temos que
A) apenas I é verdadeira.
Sabendo que as três raízes reais, x1, x2, x3 desta equação
B) apenas II é verdadeira.
formam, nesta ordem, uma progressão aritmética cuja soma é
C) apenas III é verdadeira.
igual a zero, então a – b vale: D) apenas I e III são verdadeiras.
A) 5 E) todas as afirmações são verdadeiras.
B) – 7
C) – 9 12. Pelo ponto C: (4, – 4) são traçadas duas retas que tangenciam
D) – 5 a parábola y = (x – 4)2 + 2 nos pontos A e B. A distância do
E) 9 ponto C à reta determinada por A e B é:

08. Considere um cone circular reto cuja geratriz mede 5 cm e A) 6 12 D) 8


o diâmetro da base mede 2 cm. Traçam-se n planos paralelos B) 12 E) 6
à base do cone, que o seccionam determinado n + 1 cones,
incluindo o original, de modo que a razão entre os volumes C) 12
do cone maior e do cone menor é 2. Os volumes destes cones
13. Considere a hipérbole H e a parábola T, cujas equações são,
formam uma progressão aritmética crescente cuja soma é igual
respectivamente, 5(x + 3)2 – 4(y – 2)2 = –20 e (y – 3)2 = 4(x – 1).
a 2π. Então, o volume, em cm3, do tronco de cone determinado
Então, o lugar geométrico dos pontos P, cuja soma dos
por dois planos consecutivos é igual a:
quadrados das distâncias de P a cada um dos focos da
π
A) hipérbole H é igual ao triplo do quadrado da distância de P
33 ao vértice da parábola T, é:
2π ( x − 3)2 ( y + 2)2
B) A) A elipse de equação + =1
33 4 3
π (y + 1)2 (x − 3)2
C) B) A hipérbole de equação − =1
9 5 4

D) C) O par de retas dadas por y = ± (3x – 1)
15
D) A parábola de equação y2 = 4x + 4
E) π
E) A circunferência centrada em (9, 5) e raio 120

304

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

14. Sejam as matrizes reais de ordem 2, Com o auxílio da análise combinatória, estudaremos, neste
capítulo, métodos para resolver problemas relativos a fenômenos
2 + a a 1 1  aleatórios. Por exemplo:
A= e B= 
 1 1 a 2 + a • Qual a probabilidade de se acertar as seis dezenas da mega-sena,
se foram marcadas 10 de um total de 60 dezenas?
Então, a soma dos elementos da diagonal principal de (AB)–1 é
igual a: • Um casal fez um tratamento de fertilização e sabe-se que
nascerão trigêmeos. Qual a probabilidade de nascerem dois
A) a + 1
homens e uma mulher?
B) 4(a + 1)
• Em um concurso, a prova consistia de 10 quesitos, cada um com
1 quatro opções, dentre as quais somente uma é correta. Sabe-se que
C) (5 + 2a + a2 )
4 será aprovado somente quem acertar 8 ou mais desses quesitos.
1 Se um candidato despreparado marcou aleatoriamente uma opção
D) (1+ 2a + a2 )
4 em cada quesito, qual a probabilidade dele ser aprovado?
1
E) (5 + 2a + a2 )
2 Espaço amostral e evento
Espaço amostral é o conjunto de todos os resultados
15. Sejam p1(x), p2(x) e p3(x) polinômios na variável real x de graus
possíveis de um experimento aleatório e é indicado pela letra grega
n1, n2 e n3, respectivamente, com n1 > n2 > n3. Sabe-se que Ω (lê-se “ômega”). Já evento é qualquer subconjunto do espaço
p1(x) e p2(x) são divisíveis por p3(x). Seja r(x) o resto da divisão amostral. Por exemplo, um casal pretende ter três filhos, sendo
de p1(x) por p2(x). Considere as afirmações: dois homens e uma mulher. Considerando H para filho e M para
I. r(x) é divisível por p3(x); filha, temos:
1 I. Conjunto de todos os resultados possíveis para os três
II. p1(x) − p (x) é divisível por p3(x); nascimentos (espaço amostral):
2 2
III. p1(x) r(x) é divisível por [p3(x)]2. Ω = {(H,H,H); (H,H,M), (H,M,H); (M,H,H); (H,M,M); (M,H,M);
(M,M,H); (M,M,M)}, cujo número de elementos é n(W) = 8.
Então, II. Subconjunto de W desejado (evento):
A) apenas I e II são verdadeiras. E = {(H,H,M); (H,M,H); (M,H,H)}, cujo número de elementos é
B) apenas II é verdadeira. n(E) = 3.
C) apenas I e III são verdadeiras.
D) todas as afirmações são verdadeiras.
E) todas as afirmações são falsas. Observações:
1) Cada elemento do espaço amostral é chamado de ponto
amostral, e o subconjunto do espaço amostral que contém
Aula 16: somente um elemento é chamado de evento elementar.
No exemplo anterior, A = {(M,M,M)} é um evento
Aula
Probabilidade I elementar e (M, M, M), um ponto amostral.
16 2) O espaço amostral, cujos pontos amostrais têm a mesma
probabilidade de ocorrer, é chamado de espaço amostral
equiprovável.

Introdução Se no exemplo anterior o espaço amostral é equiprovável,


Ao fazer o seguro de um automóvel, o corretor de seguros a chance de cada evento elementar ocorrer é de uma em oito,
traça o perfil do cliente. Automóveis cujo condutor principal 1 1 1 1 3
é homem, tem entre 18 e 25 anos e deixa o carro fora de isto é, . Já a chance do evento (E) ocorrer é + + = (três
8 8 8 8 8
estacionamento fechado tem seguro bem mais caro. Embora não
possibilidades em oito possíveis).
seja certo, mas com esse perfil a chance de ocorrer sinistro ou furto
do veículo é considerável. Em seus estudos relativos às probabilidades, Laplace
Um dado honesto foi lançado nove vezes e em todas elas referia-se aos eventos elementares que compõem o evento desejado
ocorreu o número 5. João apostou que no décimo lançamento (E) como casos favoráveis. Já os elementos do espaço amostral
também daria o número cinco. Embora lançado nas mesmas (Ω) eram chamados de casos possíveis. Intuitivamente, quando
condições, nada garante que João ganhará a aposta. o espaço amostral é equiprovável, a probabilidade de um evento
A necessidade de se quantificar os riscos de um seguro e E ocorrer, P(E), é dada pela razão entre o número de casos favoráveis
de avaliar as chances de ganhar em jogos de azar deram origem
e o número de casos possíveis:
ao ramo da matemática que cria, desenvolve e em geral pesquisa
modelos que podem ser utilizados para estudar experimentos n(E) número de casos favoráveis
P(E) = =
(ou fenômenos) aleatórios. Tal ramo da matemática recebe o n( Ω ) número de casos possíveis
nome de teoria das probabilidades. Experimentos aleatórios
são experimentos que repetidos sob as mesmas condições podem n(E) 3
No exemplo citado, P(E) = = .
produzir, por força do acaso, resultados diferentes. n( Ω) 8

305

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Probabilidade Solução:
O espaço amostral desse experimento aleatório é
Probabilidade é um número que mede a chance de um Ω = {1, 2, 3, 4, 5, 6}, não sendo equiprovável. Chamando a
evento acontecer, é um número associado a um evento. Para a probabilidade de cada face de número ímpar de k, a probabilidade
definição da probabilidade de um evento (E) qualquer do espaço de cada face de número par será 2k. Daí:
amostral Ω = {a1, a2, …, an}, associaremos a cada evento elementar I. P({1}) = P({3}) = P({5}) = k e P({2}) = P({4}) = P({6}) = 2k
{ai} um número real, indicado por P(ai), chamado de probabilidade 1
II. P({1}) + P({2}) + ... + P({6}) = 1 Þ 3.k + 3. (2k) = 1 ⇒ k =
do evento elementar {ai}, tal que: 1 9 4
• 0 ≤ p{a1} ≤ 1, para todo i ∈ {1, 2,..., n}; Portanto, P({1}) = P({3}) = P({5}) = e P({2}) = P({4}) = P({6}) =
9 9
n
• ∑ P{ai } = P{a1} + P{a2 } + ... + P{an } = 1. Ocorrer número primo é o evento E = {2, 3, 5}. Daí,
1
1
P(E) = P({2}) + P({3}) + P({5}) = 2k + k + k = 4k = .
(A soma das probabilidades de todos os eventos 9
elementares é igual a 1)
Resposta:
1 4
A probabilidade P(E) de um evento E qualquer de Ω ocorrer A) para cada face de número ímpar, e para cada face de
9 9
será definida da seguinte forma: número par.
I. Se E = ∅, P(E) = 0
4
II. Se E ≠ ∅, ∑ P{ai }. B)
9
ai ∈ E

(A probabilidade de um evento E ocorrer é igual à Observação:


soma das probabilidades dos eventos elementares A fórmula matemática:
que compõem o evento E.) n(E) número de casos favoráveis
P(E) = =
n( Ω ) número de casos possíveis
Exemplo 1:
Um dado honesto, cujas faces são numeradas de 1 a 6, deve ser utilizada apenas nos espaços amostrais equiprováveis.
respectivamente, é lançado e observado o número da face superior. Caso contrário, P(E) deve ser calculada mesmo através da
Determine a probabilidade: definição; somando as probabilidades dos eventos elementares
A) de cada face. que compõem o evento E.
B) de ocorrer um número primo.
Solução: Evento certo, evento impossível e
O espaço amostral desse experimento aleatório é
Ω = {1, 2, 3, 4, 5, 6}, sendo equiprovável. Chamando de k a eventos complementares
probabilidade de cada face (evento elementar), temos: Sejam o espaço amostral equiprovável Ω = {a1, a2,... , an,
I. P({1}) = P({2}) = ... = P({6}) = k b1, b2, ... , bp} e os eventos C = Ω = {a1, a2, ..., an, b1, b2, ..., bp},
II. P({1}) + P({2}) + ... + P({6}) = 1 ⇒ 6k = 1 ⇒ A = {a1, a2, ..., an}, B = {b1, b2, ..., bp} e D = ∅. Diremos que:
1
⇒ P({1}) = P({2}) = ... = P({6}) = k = • o evento C, que coincide com o espaço amostral, é dito
6
evento certo e a sua probabilidade é igual a 1. Veja:
Ocorrer número primo é o evento E = {2, 3, 5} (o número 1 não n(C) n + p
P(C) = = = 1, ou seja, a probabilidade do evento
é primo nem composto). Daí, P(E) = P({2}) + P({3}) + P({5}) = 3k n( Ω) n + p
3 1 certo ocorrer é 100%.
= = .
6 2
• o evento D = { } = ∅ (conjunto vazio) é dito impossível e a sua
Note: n(D) 0
probabilidade é igual a zero. Veja: P(D) = = = 0 , ou
Como o espaço amostral é equiprovável, também podemos n( Ω) n + p
calcular P(E) assim: seja, a probabilidade do evento impossível ocorrer é 0%.
n(E) número de casos favoráveis 3 1
P(E) = = ⇒ P(E) = = • os eventos A e B, tais que A ∩ B = ∅ (A interseção B é o conjunto
n( Ω) número de casos possíveis 6 2
vazio) e A ∪ B = Ω (A união B é o espaço amostral), são ditos
eventos complementares e suas probabilidades são tais que
Resposta:
P(A) + P(B) = 1. Veja:
1 3
A) B) n( A ) n(B) n p
6 2 P( A ) + P(B) = + ⇒ P( A ) + P(B) = + ⇒
n( Ω ) n( Ω ) n+p n+p
⇒ P(A) + P(B) = 1
Exemplo 2:
Um dado, cujas faces estão numeradas de 1 a 6, Nesse caso, temos que:
respectivamente, foi confeccionado de maneira que a probabilidade B = CΩA = A (B é o complementar de A em relação a Ω, ou
de uma face de número par ocorrer é duas vezes mais provável que simplesmente B é o “não A”).
uma face de número ímpar. Determine a probabilidade de ocorrer: e
A) cada face. A = CBΩ = B (A é o complementar de B em relação a Ω, ou
B) um número primo. simplesmente A é o “não B”).

306

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Podemos então dizer corretamente que P(A) = 1 – P( A ) ou A ∩ B é o evento que ocorre se, e somente se, os eventos
A e B ocorrerem simultaneamente. No exemplo anterior, A ∩ B é
P( A ) = 1 – P(A), uma vez que P(A) + P( A ) = 1. Veja o diagrama:
o evento “o primeiro filho é homem e o terceiro filho é mulher”,
Ω isto é, para ocorrer o evento A ∩ B, o primeiro filho tem que ser
homem e (e ao mesmo tempo) o terceiro tem que ser mulher.
Então, podemos calcular a probabilidade de ocorrer A ∩ B usando
A o princípio fundamental da contagem. Veja:
I. Para cada nascimento temos duas possibilidades igualmente
prováveis (homem ou mulher). Daí, temos 2·2·2 = 8 casos
A
possíveis, isto é, n(Ω) = 8;
II. Sendo certo que o primeiro filho é homem, para os outros dois
nascimentos temos 2·2 = 4 possibilidades, isto é, n(A) = 4 e
n( A ) 4 1
P(A) = = = ;
n( Ω ) 8 2
Exemplo 1: III. Sendo certo que o terceiro filho é mulher, para os outros dois
Em um grupo de 8 amigos, qual a probabilidade de existirem nascimentos, temos 2 · 2 = 4 possibilidades, isto é, n(B) = 4 e
dois que nasceram num mesmo dia da semana? n(B) 4 1
P(B) = = = ;
Solução: Mesmo que 7 amigos tenham nascido em dias diferentes n( Ω ) 8 2
da semana, o dia da semana em que nasceu o oitavo amigo irá IV. Sendo certo que o primeiro filho é homem e que o terceiro
coincidir, obrigatoriamente, com o dia da semana em que nasceu filho é mulher, para o outro nascimento, temos 2 possibilidades,
algum dos outros sete. Trata-se, portanto, de um evento certo e n( A ∩ B) 2 1
sua probabilidade é igual a 1. isto é, n(A ∩ B) = 2 e P(A ∩ B) = = = .
n( Ω) 4 2
Exemplo 2:
Um dado, cujas faces estão numeradas de 1 a 6, respectivamente, Note:
é lançado 5 vezes e observado o número da face superior. Qual a • Ω = {(H,H,H); (H,H,M), (H,M,H); (M,H,H); (H,M,M); (M,H,M);
probabilidade da soma dos números observados ser igual a 48? (M,M,H); (M,M,M)}
Solução: A maior soma possível é 6 + 6 + 6 + 6 + 6 = 30. Portanto, • A = {(H,H,H); (H,H,M), (H,M,H); (H,M,M)} ⇒
soma igual a 48 é um evento impossível e a sua probabilidade n( A ) 4 1
é igual a zero. ⇒ P(A) = = =
n( Ω ) 8 2
Exemplo 3: • B = {(H,H,M), (H,M,M); (M,H,M); (M,M,M)} ⇒
Escolhendo-se um aluno, ao acaso, na classe de Gabriela,
a probabilidade desse aluno escolhido ser mulher é igual a 0,625. n(B) 4 1
⇒ P(B) = = =
Na classe de Gabriela, qual a probabilidade de um aluno, escolhido n( Ω ) 8 2
ao acaso, ser homem? n( A ∩ B) 2 1
A ∩ B = {(H,H,M), (H,M,M)} ⇒ P(A ∩ B) = = =
Solução: Sendo M o conjunto das mulheres da classe de Gabriela n( Ω) 8 4
e H o conjunto dos homens, temos que o conjunto de todos os
alunos da classe (Ω) é tal que M ∪ H = Ω e M ∩ H = ∅. Portanto,
M = H e H são eventos complementares. Daí, P(H) = 1 – P( H ), Observação:
ou seja, P(H) = 1 – 0,625 = 0,375. Quando dois eventos A e B são independentes, uma
outra maneira de se calcular a probabilidade deles ocorrerem
simultaneamente (ou sucessivamente) é P(A ∩ B) = P(A)·P(B).
Interseção de eventos independentes 1 1
No exemplo anterior, P(A) = , P(B) = e A e B são
Dois eventos A e B são ditos independentes quando o fato 2 2
independentes. Então:
de ter ocorrido um deles não alterar a probabilidade do outro
ocorrer. Em outras palavras, a probabilidade do evento B (ou A) 1 1 1
P(A ∩ B) = P(A)·P(B) = · =
ocorrer é a mesma, independentemente de B (ou A) ser tomado 2 2 4
Entenda:
como subconjunto do universo Ω ou como subconjunto do universo 1 1
A (ou B). Por exemplo, se um casal planeja ter três filhos, o evento I. P(A) = significa dizer que em dos casos possíveis,
2 2
A: “o primeiro filho é homem” e o evento B: “o terceiro filho é o primeiro filho é homem (pertencem ao evento A), isto é,
mulher” são eventos independentes, pois para esse exemplo, temos: n(A) = P(A). n(Ω);
Esp. amostral: Ω = {(H,H,H); (H,H,M), (H,M,H); (M,H,H); II. Sendo certo que o primeiro filho é homem (evento A), existem
(H,M,M); (M,H,M); (M,M,H); (M,M,M)} duas possibilidades para o terceiro filho (homem ou mulher),
Evento B = {(H,H,M), (H,M,M); (M,H,M); (M,M,M)} ⇒ 1
ou seja, em P(B) = desses casos do evento A, o terceiro
4 1 2
⇒ P(B) = = filho é mulher. Daí, o número de elementos que pertencem
8 2
ao evento A e ao B, simultaneamente, pode ser dado por:
Já considerando o universo A = {(H,H,H); (H,H,M), (H,M,H); 1 1
(H,M,M)}, o evento B, subconjunto de A, seria B = {(H,H,M), n(A ∩ B) = [ · n(Ω)], isto é, n(A ∩ B) = P(B) · [P(A) · n(Ω)]
n(B) 2 1 2 2
(H,M,M)}, cuja probabilidade, no universo A, é P(B) = = = n( A ∩ B)
n( A ) 4 2 ⇒ = P(A) · P(B). Portanto, P(A ∩ B) = P(A) · P(B)
n( Ω )
(a mesma de quando B é considerado subconjunto de Ω). Portanto,
A e B são independentes.

307

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Exemplo: Exemplo 1:
(Cesgranrio – Adap.) Um juiz de futebol possui três cartões no De uma urna com 20 bolas, idênticas na forma, peso e cor,
bolso. Um é todo amarelo, outro é todo vermelho e o terceiro é numeradas de 1 a 20, respectivamente, retira-se, aleatoriamente,
vermelho de um lado e amarelo do outro. Num determinado lance, uma bola e observa-se o seu número. Qual a probabilidade do
o juiz retira, ao acaso, um cartão do bolso e mostra a um jogador. número observado ser múltiplo de 10 ou primo?
Qual a probabilidade de a face que o juiz ver ser vermelha e de a
outra face, mostrada ao jogador, ser amarela?
Solução:
Solução: Para o evento VA “escolha do cartão vermelho e amarelo”, Do espaço amostral Ω = {1, 2, 3, 4, 5, ..., 20}, sejam os eventos:
1 A = {10, 20} ⇒ ocorre múltiplo de 10.
a probabilidade é P(VA) = . Uma vez escolhido o cartão VA,
3 B = {2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19} ⇒ ocorre número primo.
o evento B “juiz ver a face V e o jogador a face A” tem probabilidade
1 1 1 1
P(B) = . Daí, P(VA ∩ B) = ⋅ = é a probabilidade procurada. Como A ∩ B = ∅, A e B são mutuamente exclusivos, temos que
2 3 2 6
P(A ∪ B) = P(A) + P(B), ou seja:
n( A ) n(B) 2 8 1
União de eventos P(A ∪ B) = +
n( Ω ) n( Ω )
⇒ P(A ∪ B) = +
20 20
⇒ P(A ∪ B) =
2
Sendo A e B dois eventos de um mesmo espaço amostral
Ω não vazio, A ∪ B (A união B) é o evento que ocorre quando há Exemplo 2:
ocorrência de A ou de B, isto é, quando ocorre apenas A ou ocorre Realizada uma pesquisa sobre o consumo dos refrigerantes A e B,
apenas B ou, ainda, ocorrem A e B ao mesmo tempo.
em certo bairro de Fortaleza, constatou-se que dentre as 240 pessoas
Temos dois casos a considerar para o cálculo da probabilidade
entrevistadas, 150 consomem o refrigerante A; 80, o refrigerante
de ocorrer A ∪ B:
1º) A ∩ B = ∅. B e 30 consomem os dois refrigerantes. Com o objetivo de checar
Nesse caso, P(A ∪ B) = P(A) + P(B), e os eventos A e B são a veracidade das informações apresentadas, quem encomendou a
ditos mutuamente exclusivos. Veja: pesquisa escolheu, aleatoriamente, um dos entrevistados. Qual a
Ω probabilidade da pessoa escolhida consumir a marca A ou a marca B,
segundo a pesquisa apresentada?

A B Solução:
Como os 240 entrevistados (n(Ω) = 240) são igualmente prováveis,
temos:
n( A ) 150 5
I. P(A) = ⇒ P(A) = =
n( Ω ) 240 8
n(B) 80 1
Uma vez que A e B são conjuntos disjuntos (A ∩ B = ∅), temos: II. P(B) = ⇒ P(A) = =
n( Ω ) 240 3
n(A ∪ B) = n(A) + n(B).
Como n(Ω) ≠ 0, podemos escrever: n( A ∩ B) 30 1
III. P (A ∩ B) = ⇒ P (A ∩ B) = =
n( A ∪ B) n( A ) n(B) n( Ω ) 240 8
= + ⇒ P(A ∪ B) = P(A) + P(B)
n( Ω ) n( Ω ) n( Ω ) 5 1 1
Logo, P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P (A ∩ B) ⇒ P(A ∪ B) = + −
2º) A ∩ B = ∅. 5 8 3 8
Nesse caso, há ocorrência simultânea dos eventos A e B, ⇒ P(A ∪ B) = .
6
e a probabilidade de ocorrer (A ∪ B) é dada por P(A ∪ B) = P(A) +
P(B) – P(A ∩ B). Veja: Outra solução:
Ω Colocando os dados da pesquisa no diagrama de Venn, temos:

Linha zero 1
B Linha 1 1 1
A Linha 2 1 2 1
Linha 3 1 3 3 1
Linha 4 1 4 6 4 1
Linha 5 1 5 10 10 5 1
Linha 6 1 6 15 20 15 6 1
Linha 7 1 7 21 35 35 21 7 1
Linha 8 1 8 28 56 70 56 28 8 1
Linha 9 1 9 36 84 126 126 84 36 9 1
A ∩ B
.................................................................................................

Da teoria dos conjuntos, temos que:


n(A ∪ B) = n(A) + n(B) – n(A ∩ B)
Como n(Ω) ≠ 0, podemos escrever: n( A ∪ B) 150 + 30 + 50
n( A ∪ B) n( A ) n(B) n( A ∩ B) P(A ∪ B) = = ⇒
= + − ⇒ n( Ω) 240
n( Ω ) n( Ω ) n( Ω ) n( Ω )
200 5 1 1 5
⇒ P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P (A ∩ B) ⇒ P(A ∪ B) = = + − ⇒ P(A ∪ B) =
240 6 3 8 6

308

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

05. (EsPCEx) Se escolhermos, ao acaso, um elemento do conjunto


dos divisores internos positivos do número 360, a probabilidade
Exercícios de Fixação
de esse elemento ser um número múltiplo de 12 é:
1
A)
2
01. (EsPCEx) Em um determinado jogo, é realizado um sorteio de
05 números em um universo de 25 números. Pode-se participar 3
B)
do jogo comprado bilhetes contendo de 06 a 10 números e 5
ganhará o prêmio aquele que acertar os 05 números sorteados. 1
A probabilidade de um jogador ganhar o prêmio participando C)
3
do sorteio com apenas um bilhete de 10 números é
5! 5 2
A) D) D)
25! 625 3
10! 6 3
B) E) E)
25! 1265 8
1 06. (EsPCEx) De uma caixa contendo 50 bolas numeradas de 1
C)
625 a 50 retiram-se duas bolas, sem reposição. A probabilidade
do número da primeira bola ser divisível por 4 e o número da
02. (EsPCEx) Dispondo-se duas urnas, com 4 filhas cada uma, segunda bola divisível por 5 é
numeradas de 1 a 4, realiza-se o experimento de retirar 12 59
aleatoriamente uma ficha de cada urna e somar os números A) . D) .
245 1225
indicados nas duas fichas sorteadas. Nessas condições, a 14 11
probabilidade de, em uma retirada, obter-se para a soma dos B) . E) .
245 545
números das fichas um número primo é de:
59
1 3 C) .
A) D) 2450
4 8
5 3 07. (EsPCEx) A probabilidade de um casal ter um filho de olhos azuis
B) E)
16 4 1
é igual a . Se o casal pretende ter 4 filhos, a probabilidade
9 3
C) de que no máximo dois tenham olhos azuis é
16
1 2
A) D)
03. A probabilidade de ocorrer um evento A é a razão entre o 9 3
número de resultados favoráveis e o número de resultados 7 1
possíveis: B) E)
9 2
número de resutados favoráveis 8
P (A ) = . C)
número de resutados possíveis 9

De uma urna com bolas numeradas de 1 a 30 serão sorteadas 08. (EsPCEx) Em uma população de homens e mulheres, 60% são
3 bolas, sem reposição. Um apostador marcou um bilhete com mulheres, sendo 10% delas vegetarianas. Sabe-se, ainda, que
5 números distintos (de 1 a 30). A probabilidade de ele acertar 5% dos homens dessa população também são vegetarianos.
os 3 números é Dessa forma, selecionando-se uma pessoa dessa população e
1 1 verificando-se que ela é vegetariana, qual é a probabilidade de
A) D) que seja mulher?
4060 203
A) 50%
1 1
B) E) B) 70%
812 10 C) 75%
1 D) 80%
C)
406 E) 85%

04. (EsPCEx) A probabilidade de se obter um número divisível por 09. (Efomm) Suponha um lote com dez peças, sendo duas
2 na escolha ao acaso de uma das permutações dos algarismos defeituosas. Testam-se as peças, uma a uma, até que sejam
1, 2, 3, 4, 5 é encontradas as duas defeituosas. A probabilidade de que a
1 1 última peça defeituosa seja encontrada no terceiro teste é
A) D) igual a
5 4
A) 1/45
2 1
B) E) B) 2/45
5 2
C) 1/15
3 D) 4/45
C)
4 E) 1/9

309

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

10. (Efomm) Um juiz de futebol trapalhão tem no bolso um cartão 15. (Uerj) Considere o conjunto de números naturais abaixo e os
amarelo, um cartão vermelho e um cartão com uma face procedimentos subsequentes:
amarela e outra vermelha. Depois de uma jogada violenta, o A = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}
juiz mostra um cartão, retirado do bolso ao acaso, para um 1. Cada número primo de A foi multiplicado por 3. Sabe-se
atleta. Se a face que o jogador vê é amarela, a probabilidade que um número natural P é primo se P > 1 e tem apenas
de a face voltada para o juiz ser vermelha será dois divisores naturais distintos.
A) 1 . D) 1 . 2. A cada um dos demais elementos de A, foi somado o número 1.
6 2 3. Cada um dos números distintos obtidos foi escrito em apenas
B) 1 . E) 3 . um pequeno cartão.
3 2 4. Dentre todos os cartões, foram sorteados exatamente dois
C) 2 . cartões com números distintos ao acaso.
3
A probabilidade de em pelo menos um cartão sorteado estar
11. Um dado não tendencioso de seis faces será lançado duas vezes. escrito um número par é:
A probabilidade de que o maior valor obtido nos lançamentos 5 13
seja menor do que 3 é igual a A) C)
12 24
A) 1/3 D) 1/9
B) 1/5 E) 1/12 7 17
B) D)
C) 1/7 12 24
12. Francisco deve elaborar uma pesquisa sobre dois artrópodes
distintos. Eles serão selecionados, ao acaso, da seguinte Aula 17:

relação: aranha, besouro, barata, lagosta, camarão, formiga,


Aula
ácaro, caranguejo, abelha, carrapato, escorpião e gafanhoto. Probabilidade II
Qual é a probabilidade de que ambos os artrópodes escolhidos 17
para a pesquisa de Francisco não sejam insetos?
49 5
A) D)
144 22
14 15
B)
33
E)
144
Introdução
7 Às vezes, contar um a um os elementos do espaço amostral
C) e de um evento, respectivamente, é uma tarefa exaustiva, tornando
22
inviável a contagem direta dos números de casos possíveis e de
13. (Enem-PPL) O número de frutos de uma determinada espécie casos favoráveis desse evento. Nesses casos, para se calcular a
de planta se distribui de acordo com as probabilidades probabilidade de ocorrência do evento, convém usar as técnicas
apresentadas no quadro. de contagem.

Exemplo 1:
Número de frutos Probabilidade Um dado viciado tem as faces numeradas de 1 a 6 e a probabilidade
0 0,65 de se observar um número par na face superior, quando esse dado
é rolado, é o dobro de se observar um número ímpar. Rolando o
1 0,15 dado dez vezes, qual a probabilidade de se observar um número
2 0,13 par em exatamente 4 vezes?

3 0,03 Solução: Sendo A o evento “ocorrer número par em uma jogada”,


4 0,03 devemos ter P(A) = 2x e P(A) = x. Daí:
 2
5 ou mais 0,01 P (A) =
1 
( )
P ( A ) + P A = 1 ⇒ 2x + x = 1 ⇒ x = ⇒ 
3

A probabilidade de que, em tal planta, existam, pelo menos,


3 P A = 1
 3
( )
dois frutos, é igual a:
A) 3% D) 16% Para ocorrer exatamente quatro números pares, uma possibilidade
B) 7% E) 20% seria:
C) 13% A, A, A, A, A, A, A, A, A, A, nessa ordem, cuja probabilidade é:
4 6
2 2 2 2 1 1 1 1 1 1  2  1
14. No lançamento de um dado viciado, as faces diferentes de ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ 
5 ocorrem com uma probabilidade p, enquanto a face 5 ocorre 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3  3   3
com probabilidade 3p. Assim sendo, o valor de p é:
1 4 Como os quatro números pares podem aparecer em qualquer
A) D)
8 8 ordem, o número de modos diferentes de se obter 4 números pares
em 10 jogadas é:
2 5
B) E)
8 8 10! 10
A
,
A, A, A, A
, A A ⇒ P104,6 =
, A, A, A, = 
3 4 ! ⋅ 6!  4
C) 4⋅6
P10
8

310

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

Uma vez que a ordem não altera o produto, cada um desses modos Solução: Como a ordem dos números sorteados não está sendo
4 6 n!
tem probabilidade de ocorrer igual   ⋅   . Daí, a probabilidade
2 1 considerada, temos Cn,3 = casos possíveis. Destes,
3 3 3!(n − 3)!
procurada é:    
são favoráveis {1, 2, 3}, {2, 3, 4}, ..., {n – 2, n – 1, n}, ou seja, temos
n – 2 casos favoráveis. Daí, a probabilidade procurada é igual a:
4 6 4 6 4 6 4 6
 2  1  2  1  2   1  10   2   1
 3  ⋅  3  +  3  ⋅  3  + ... +  3  ⋅  3  =  4  ⋅  3  ⋅  (n − 2) (n − 2)
     
            3 Prob. = = Prob. = =
Cn,3 n!
10  (n − 3)! 3!
  vezes
4
Prob. =
( n − 2 ) ( n − 3 )! 6 = Prob. =
6
Em geral, se um experimento aleatório é realizado n vezes n (n − 1) (n − 2) (n − 3) ! n2 − n
sucessivamente, então, a probabilidade de que um evento A ocorra
n
( )
n−k
k vezes, k ≤ n, pode ser dada por:   P ( A )  ⋅ P A  .
k Exemplo 6:
k    (ITA) Considere o conjunto D = {n ∈ N; 1 ≤ n ≤ 365} e H ⊂ P(D),
Exemplo 2: formado por todos os subconjuntos de D com 2 elementos.
Um casal deseja ter 5 filhos. Realizando-se esse desejo, qual a Escolhendo ao acaso um elemento B ∈ H, a probabilidade de a
probabilidade desse casal ter exatamente uma filha? soma de seus elementos ser 183 é igual a:
1 1 92
Solução: Sendo M o evento nascer uma mulher, temos P(M) = A) D)
2 730 33215
( ) 1
e P M = . Daí, a probabilidade procurada é igual a:
2 B)
16
E)
91
33215 730
1 4
5
( )  1  1 5 1
5−1
  P (M)  ⋅ P M  = 5 ⋅  
1
⋅  = C)
1
   2 2
  32 365

Solução: Seja A o subconjunto de P(D) formado pelos conjuntos


Exemplo 3: {x, y}, em que x e y são naturais, 1 ≤ x ≤ 365, 1 ≤ y ≤ 365, e x + y = 183.
(Cesgranrio – Adap.) Dois dados são lançados sobre uma mesa.
Daí, são elementos de A:
Qual a probabilidade de ambos mostrarem, na face superior,
números ímpares?

Solução: Sejam x e y os números obtidos nas faces superiores


do primeiro e do segundo dado, respectivamente. Pelo Princípio
Fundamental da Contagem, o número de pares (x, y) possíveis é
182
igual a 6 · 6 = 36. Desse total, 3 · 3 = 9 apresentam x e y ímpares. Portanto, A tem = 91 elementos, pois {x, y} = {y, x}.
9 1 2
Logo, a probabilidade procurada é igual a = . 365 ⋅ 364
36 4 Como o número de elementos de P(D) é C365,2 = =
2
Outra solução: Para cada dado, a probabilidade de ocorrer número 365·(182), temos que a probabilidade procurada é igual a:
3 no de elementos de A 91 1
ímpar em uma jogada é igual a . Daí, para ocorrer número ímpar = =
1 1 1 n de elementos de P(D) 365 ⋅ (182) 73
o
30
nos dois, é ⋅ = .
2 2 4
Resposta: A

Exemplo 4:
(Cesgranrio – Adap.) Num jogo com dados, o jogador X ganha se
tirar, no seu lance, um número de pontos maior ou igual ao lance Exercícios de Fixação
do jogador Y. Qual a probabilidade de X ganhar?

Solução: Considere o par ordenado (a, b) representando os pontos


dos jogadores X e Y, respectivamente. Para o número de pares 01. (Efomm) Um dado cúbico, não viciado, com faces numeradas
de 1 a 6, é lançado três vezes. Em cada lançamento, anota-se
possíveis, temos 6 · 6 = 36 pares. Para o número de pares favoráveis,
o número obtido na face superior do dado, formando-se uma
temos 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 = 21 pares (Conte os pares favoráveis sequência (a, b, c). Qual é a probabilidade de que b seja sucessor
começados por 1, 2, 3, 4, 5 e 6, respectivamente, e some-os.). de a e que c seja sucessor de b ou que a, b e c sejam primos?
21 7 4 31
Logo, a probabilidade procurada é igual a = . A) D)
36 12 216 216

Exemplo 5: 27 10
B) E)
(Fuvest) Numa urna, são depositadas n etiquetas numeradas de 1 a n. 216 216
Três etiquetas são sorteadas (sem reposição). Qual a probabilidade 108
C)
de que os números sorteados sejam consecutivos? 216

311

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

02. (Efomm) Um cubo de lado 2a possui uma esfera circunscrita 07. (AFA) Suponha que a distribuição das idades dos cadetes do
nele. Qual é a probabilidade de, ao ser sorteado um ponto 1° ano da Academia da Força Aérea no ano de 2011 esteja
interno da esfera, esse ponto ser interno ao cubo? representada pelo gráfico seguinte.
π
A) no de cadetes
6
2 3 80
B)

70
π 3
C)
6 60
2π 50
D)
6 3
40
1
E)
2 30

20
03. (Efomm) Seis alunos da Efomm – três paranaenses, dois cariocas
e um alagoano – são colocados em uma fila aleatoriamente. 10
Qual é a probabilidade, então, de que nenhum conterrâneo idade dos
0 cadetes
fique ao lado do outro? 17 18 19 20 21
3
A)
31 Com base nos dados registrados nesse gráfico, é correto afirmar
1 que, escolhido um aluno ao acaso, a probabilidade de ele ter
B) 20 anos ou 21 anos é igual a
36
A) 20%
1
C) B) 25%
24 C) 30%
1 D) 35%
D)
12
1 08. (AFA) Considere que
E) I. em uma urna encontram-se p bolas vermelhas e q bolas
6
azuis;
II. duas bolas são retiradas dessa urna, sucessivamente e com
04. (AFA) Em uma mesa há dois vasos com rosas. O vaso A contém
reposição;
9 rosas das quais 5 tem espinhos e o vaso B contém 8 rosas
sendo que exatamente 6 não tem espinhos.
Sabendo que x é a variável que indica o número de bolas azuis
Retira-se, aleatoriamente, uma rosa do vaso A e coloca-se em observadas com as retiradas, cuja distribuição de probabilidade
B. Em seguida, retira-se uma rosa de B.
está de acordo com a tabela a seguir.
A probabilidade de essa rosa retirada de B ter espinhos é
8 18
A) C) x 0 1 2
81 81 P (x ) 0, 36 0, 48 0,16
15 23
B) D)
81 81 Nessas condições, é correto afirmar que
A) a probabilidade de se observar no máximo uma bola azul é
05. (AFA) Distribuiu-se, aleatoriamente, 7 bolas iguais em 3 caixas 64%.
diferentes. Sabendo-se que nenhuma delas ficou vazia, a B) se p = 6, então q = 9.
probabilidade de uma caixa conter, exatamente, 4 bolas é C) se p = 18, então q = 12.
A) 25% D) p + q é necessariamente menor ou igual a 100.
B) 30%
C) 40% 09. (AFA) Três estudantes A, B e C estão em uma competição de
D) 48%
natação. Os estudantes A e B têm a mesma probabilidade de
vencer e cada um tem o dobro da probabilidade de vencer que
06. (AFA) Um dado cúbico tem três de suas faces numeradas
o estudante C.
com “0”, duas com “1” e uma com “2”. Um outro dado,
tetraédrico, tem duas de suas faces numeradas com “0”,
Admitindo-se que não haja empate na competição, é falso
uma com “1” e uma com “2”. Sabe-se que os dados não são
afirmar que a probabilidade de
viciados.
A) A ou B vencer é igual a 0,8.
A) 12,5%
B) A vencer é igual a 0,4.
B) 16,6%
C) 37,5% C) C vencer é maior que 0,4.
D) 67,5% D) B ou C vencer é igual 0,6.

312

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

10. (AFA) No lançamento de um dado viciado, a face 6 ocorre com 15. (PUC-SP) Aser, Bia, Cacá e Dedé fazem parte de um grupo de
o dobro da probabilidade da face 1, e as outras faces ocorrem 8 pessoas que serão colocadas lado a lado para tirar uma única
com a probabilidade esperada em um dado não viciado de fotografia. Se os lugares em que eles ficarão posicionados forem
6 faces numeradas de 1 a 6. aleatoriamente escolhidos, a probabilidade de que, nessa foto,
Dessa forma, a probabilidade de ocorrer a face 1 nesse dado Aser e Bia apareçam um ao lado do outro e Cacá e Dedé não
apareçam um ao lado do outro, será:
viciado é
1 1 5 2
A) C) A) D)
3 9 28 7
2 2 3 9
B) D) B) E)
3 9 14 28
7
C)
28
11. Em uma prova com 10 questões de múltipla escolha, cada uma
com 5 alternativas e somente uma correta, qual a probabilidade
de um candidato, que responde a todos as questões ao acaso, Aula 18:

acertar exatamente seis questões? Aula


A)
10752
D)
10128 Probabilidade III
59 59 18
10636 10100
B) E)
59 59
10554
C)
59
Introdução
Considerando dois eventos A e B de um espaço amostral Ω,
12. (Fuvest) Em um experimento probabilístico, Joana retirará a probabilidade de ocorrer o evento A, sabendo-se que já ocorreu o
aleatoriamente 2 bolas de uma caixa contendo bolas azuis evento B, é chamada de probabilidade condicional do evento A, uma
e bolas vermelhas. Ao montar-se o experimento, colocam-se vez que o evento B tenha ocorrido. Em símbolos, representamos a
6 bolas azuis na caixa. probabilidade condicional do evento A, dado que ocorreu B, assim:
Quantas bolas vermelhas devem ser acrescentadas para que a P(A | B) (lê-se: probabilidade de ocorrer o evento A, sabendo que
20! já ocorreu o evento B.)
probabilidade de Joana obter 2 azuis seja 2 ?
A) 2 Exemplo 1:
B) 4 Dado um grupo de 100 pessoas em que 60 são mulheres, 70 são
C) 6 casados e 10 homens são solteiros, seleciona-se ao acaso uma
D) 8 dessas pessoas. Determine a probabilidade da pessoa selecionada:
E) 10 A) ser homem, sabendo que ela é casada, isto é, calcule P(homem
| casada).
13. A probabilidade de um casal ter um filho de olhos azuis é igual B) ser solteira, dada que ela é mulher, isto é, calcule P(solteira |
1 mulher).
a . Se o casal pretende ter 4 filhos, a probabilidade de que
3
Colocando os dados num diagrama, temos:
no máximo dois tenham olhos azuis é
1 2 Homens Mulheres
A) D)
9 3
7 1 Casados
B) E)
9 2
10 20
8
C)
9
30 40
14. (Enem) O psicólogo de uma empresa aplica um teste para
analisar a aptidão de um candidato a determinado cargo.
O teste consiste em uma série de perguntas cujas respostas
devem ser verdadeiro ou falso e termina quando o psicólogo
fizer a décima pergunta ou quando o candidato der a segunda
resposta errada. Com base em testes anteriores, o psicólogo sabe
Daí, é fácil ver que
que a probabilidade de o candidato errar uma resposta é 0,20.
A) para o cálculo de P(homem | casada), é certo que a pessoa
A probabilidade de o teste terminar na quinta pergunta é: escolhida é casada. Isto restringe o espaço amostral para o
A) 0,02048 universo dos casados. Devemos considerar, então, o número
B) 0,08192 de casos possíveis igual a 70 (casados) e, dentre esses casos
C) 0,24000 possíveis, o numero de casos favoráveis é 30 (homens e casados).
D) 0,40960 n(homens e casados) 30 3
Daí, P(homem | casada) = = =
E) 0,49152 n(casados) 70 7

313

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

B) para o cálculo de P (solteira | mulher), é certo que a pessoa Daí:


escolhida é mulher. Isto restringe o espaço amostral para o I. a probabilidade de ocorrer o cartão V V e face exposta V é
universo das mulheres. Devemos considerar, então, o número
1 1
de casos possíveis igual a 60 (mulheres) e, dentre esses casos P(V V ∩ V ) = ⋅1 = ;
2 2
possíveis, o número de casos favoráveis é 20 (mulheres e
solteiras). Daí, II. a probabilidade de expor uma face vermelha é
n(mulheres e solteiras) 20 1 1 1 1 3
P(solteira | mulher) = = = P( V ) = ⋅ 1+ ⋅ =
n(mulheres ) 60 3 2 2 2 4
1
Em geral, dados dois eventos A e B de um espaço amostral P( V V ∩ V ) 2 2
Logo, P(V V V ) = = =
W, a probabilidade de ocorrer o evento A, sabendo-se que já ocorreu P( V ) 3 3
o evento B, pode ser dada por: 4
2
P( A ∩ B) Resposta:
P( A B) = 3
P(B)

Veja: Exemplo 3:
Considere duas caixas, I e II. Na caixa I, há 4 bolas pretas e 6 azuis
n( A ∩ B)
e, na caixa II, há 8 bolas pretas e 2 azuis. Escolhi ao acaso uma caixa
n( A ∩ B) n( Ω )
P( A B) = ⇒ P( A B) = ⇒ e, em seguida, tirei uma bola. Qual a probabilidade dessa bola ser:
n(B) n(B)
A) preta?
n( Ω )
P( A ∩ B) B) azul?
⇒ P( A B) =
P(B)
Solução:
1
Exemplo 2: Probabilidade de escolha para cada caixa →
2
(ITA) São dados dois cartões, sendo que um deles tem ambos os 4
lados na cor vermelha, enquanto o outro tem um lado na cor 1 4 4
10 preta ( 4 ) → ⋅ =
vermelha e o outro lado na cor azul. Um dos cartões é escolhido 2 10 20
1 I
ao acaso e colocado sobre uma mesa. Se a cor exposta é vermelha, 1 6 6
2 6 azul (6) → ⋅ =
calcule a probabilidade de o cartão escolhido ter a outra cor também 2 10 20
10
vermelha.
8 1 8 8
preta (8) → ⋅ =
Solução: 10 2 10 20
1 II
Considerando os cartões V V e VA, respectivamente, o experimento 1 2 2
2 2 azul (2) → ⋅ =
aleatório é escolher um dos cartões e expor uma de suas faces. 2 10 20
10
Queremos a probabilidade de ocorrer o cartão V V, dado que a cor
exposta é V (vermelha). Ou seja, queremos: 4 8 12 3
A) A bola escolhida é preta: + = =
20 20 20 5
P( V V ∩ V )
P( V V V ) =
p( V ) 6 2 8 2
B) A bola escolhida é azul: + = =
20 20 20 5
Utilizando o digrama da árvore, temos a seguinte distribuição
de probabilidades para esse fenômeno aleatório: 3 2
Resposta: A) ; B)
5 5

Face exposta V
1
Exercícios de Fixação
Cartão V V
1/2
0 01. Em uma população, o número de homens é igual ao de
Face exposta A mulheres. 5% dos homens são daltônicos e 0,25% das
mulheres são daltônicas. Uma pessoa é selecionada ao acaso
Face exposta V e verifica-se que é daltônica.
1/2
1/2 Qual a probabilidade de que ela seja mulher?
Cartão V A A) 8,8%
B) 7,6%
1/2 C) 6,2%
Face exposta A D) 5,4%
E) 4,8%

314

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

02. Uma urna X tem 3 bolas vermelhas e 4 brancas, a urna Y tem 06. Em um lote da fábrica X existem 18 peças boas e 2 defeituosas.
6 bolas vermelhas e 2 brancas. Uma urna é escolhida ao acaso Em outro lote da fábrica Y, existem 24 peças boas e 6
e nela é escolhida uma bola, também ao acaso. defeituosas, e em outro lote da fábrica Z, existem 38 peças
Se a bola observada foi vermelha, qual a probabilidade que boas e 2 defeituosas.
Um dos lotes é sorteado ao acaso e dele é extraída uma peça
tenha vindo da urna X?
ao acaso. Qual a probabilidade de a peça ser boa?
3 3
A) D) 53 23
14 7 A) D)
60 60
33 4
B) E) 47 7
56 11 B) E)
3 60 60
C)
4 37
C)
60
03. (Cescem) De um total de 100 alunos que se destinam aos cursos
de Matemática, Física e Química, sabe-se que: 07. Dardos são lançados em direção a um alvo com a forma de um
I. 30 destinam-se à Matemática e destes, 20 são do sexo quadrado de lado 10, como representado na figura a seguir,
masculino; tendo igual probabilidade de atingir qualquer região do alvo.
II. O total de alunos do sexo masculino é 50, dos quais 10
destinam-se à Química;
III. Existem 10 moças que se destinam ao curso de Química.
Nestas condições, sorteando-se um aluno ao acaso do grupo
total e sabendo-se que é do sexo feminino, a probabilidade de x
que se destine ao curso de Matemática vale:
1 1
A) D) 10
5 2
1 Se todos os dardos atingem o alvo e 50% atingem o quadrado
B) E) 1
4 de lado x, o valor inteiro mais próximo de x é:
1 A) 4 D) 7
C) B) 5 E) 8
3
C) 6
04. Em uma caixa há os seguintes cartões:
08. (Enem) Um experimento foi conduzido com o objetivo de avaliar
1 2 3 4 5 o poder germinativo de duas culturas de cebola, conforme a tabela.

Germinação de sementes de duas culturas de cebola


Retirando-se dois desses cartões, sucessivamente, sem reposição
do primeiro, qual a probabilidade de que os dois números Germinação
retirados sejam ímpares? Culturas TOTAL
Germinaram Não Germinaram
A) 24%
B) 27% A 392 8 400
C) 30%
B 381 19 400
D) 33%
E) 35% TOTAL 773 27 800
BUSSAB, W. O; MORETIN, L. G. Estatística para as ciências agrárias
05. (Enem-PPL) Uma fábrica possui duas máquinas que produzem e biológicas. Adaptado.
o mesmo tipo de peça. Diariamente a máquina M produz
Desejando-se fazer uma avaliação do poder germinativo de
2000 peças e a máquina N produz 3000 peças. Segundo
uma das culturas de cebola, uma amostra foi retirada ao acaso.
o controle de qualidade da fábrica, sabe-se que 60 peças,
Sabendo-se que a amostra escolhida germinou, a probabilidade
das 2000 produzidas pela máquina M, apresentam algum tipo
de essa amostra pertencer à Cultura A é de:
de defeito, enquanto que 120 peças, das 3000 produzidas pela 8
máquina N, também apresentam defeitos. Um trabalhador da A)
27
fábrica escolhe ao acaso uma peça, e esta é defeituosa.
19
Nessas condições, qual a probabilidade de que a peça B)
27
defeituosa escolhida tenha sido produzida pela máquina M?
381
3 3 C)
A) D) 773
100 7
392
1 2 D)
B) E) 773
25 3
392
1 E)
C) 800
3

315

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

09. (Enem) Para verificar e analisar o grau de eficiência de um 13. O mês de outubro tem 31 dias. Numa certa localidade, chove
teste que poderia ajudar no retrocesso de uma doença numa 5 dias no mês de outubro. Qual a probabilidade de não chover
comunidade, uma equipe de biólogos aplicou-o em um grupo nos dias 1 e 2 de outubro?
de 500 ratos, para detectar a presença dessa doença. Porém, 26 65
A) D)
o teste não é totalmente eficaz, podendo existir ratos saudáveis 31 93
com resultado positivo e ratos doentes com resultado negativo. 23 70
Sabe-se, ainda, que 100 ratos possuem a doença, 20 ratos são B) E)
30 93
saudáveis com resultado positivo e 40 ratos são doentes com
23
resultado negativo. C)
Um rato foi escolhido ao acaso, e verificou-se que o seu 93
resultado deu negativo. A probabilidade de esse rato ser
14. (Unifesp) Os alunos quartanistas do curso diurno e do curso
saudável é
noturno de uma faculdade se submeteram a uma prova de
1 19 seleção, visando à participação numa olimpíada internacional.
A) D)
5 25 Dentre os que tiraram nota 9,5 ou 10,0, será escolhido um aluno,
4 21 por sorteio. Com base na tabela, a probabilidade de que o aluno
B) E) sorteado tenha tirado nota 10,0 e seja do curso noturno, é:
5 25
19
C) Curso
21 Nota
Diurno Noturno
• Texto para as questões 10 e 11. 9,5 6 7

A distribuição de probabilidades dada abaixo refere-se 10,0 5 8


aos atributos idade e violação das leis de trânsito. Represente
por E1 e E2 os eventos elementares associados à idade e por F1, 12 12
A) D)
F2 e F3 os eventos elementares associados à violação das leis 26 52
de trânsito. 6 1
B) E)
14 6
Violação das leis de trânsito nos últimos 4
Idade 12 meses C)
13
Nenhuma Uma Duas ou mais
≤ 21 anos 0,230 0,120 0,050 15. (ITA) Considere uma população de igual número de homens e
> 21 anos 0,450 0,140 0,010 mulheres, em que sejam daltônicos 5% dos homens e 0,25%
das mulheres. Indique a probabilidade de que seja mulher uma
pessoa daltônica selecionada ao acaso nessa população.
10. A probabilidade de um motorista, escolhido ao acaso, não ter 1 5
A) D)
cometido nenhuma violação de trânsito nos últimos 12 meses, 21 21
dado que o mesmo tenha mais de 21 anos, é igual a: 1 1
A) 0,75 B) E)
8 4
B) 0,60
3
C) 0,45 C)
21
D) 0,66
E) 0,00
Aulas 19 a 20:

11. Encontre o valor aproximado da probabilidade de uma pessoa


Aulas Aprofundando e Revisando
ter idade menor ou igual a 21 anos, dado que ela cometeu
pelo menos uma infração. 19 e 20 Probabilidade
A) 0,65
B) 0,53
C) 0,46
D) 0,32
E) 0,17 Exercícios de Fixação
12. (FGV-SP) Em uma comunidade, 80% dos compradores de carros
usados são bons pagadores. Sabe-se que a probabilidade de um
bom pagador obter cartão de crédito é de 70%, enquanto que 01. Em certo grupo de pessoas, 40 falam inglês, 32 falam espanhol,
é de apenas 40% a probabilidade de um mau pagador obter 20 falam francês, 12 falam inglês e espanhol, 8 falam inglês e
francês, 6 falam espanhol e francês, 2 falam as 3 línguas e 12
cartão de crédito. Selecionando-se ao acaso um comprador
não falam nenhuma das línguas. Escolhendo aleatoriamente
de carro usado dessa comunidade, a probabilidade de que ele
uma pessoa desse grupo, qual a probabilidade de essa pessoa
tenha cartão de crédito é de: falar espanhol ou francês?
A) 56% D) 32% A) 7,5% D) 57,5%
B) 64% E) 100% B) 40% E) 67,5%
C) 70% C) 50%

316

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

02. Com os elementos 1, 2, …, 10 são formadas todas as 05. (UFU) Uma loja que comercializa celulares registrou, em
sequências (a1, a2, …, a7). Escolhendo-se aleatoriamente uma uma campanha de lançamento, o número de compradores,
dessas sequências, a probabilidade de a sequência escolhida femininos e masculinos, de um novo modelo de smartphone.
não conter elementos repetidos é O gráfico a seguir descreve o ocorrido nos quatro dias de
7! 10! pré-venda desse modelo.
A) D)
107 ⋅ 3! 103 ⋅ 7! Pré-venda de smartphone
10! 10! 700
B) E) 600
107 ⋅ 3! 107 600

3!

Número de compradores
C) 500
107 ⋅ 7! 400
400 350 Masculino
300
03. (Enem/2009–Anulada) Em um determinado semáforo, as luzes 300 Feminino
200
completam um ciclo de verde, amarelo e vermelho em 1 minuto 200 150 150
e 40 segundos. Desse tempo, 25 segundos são para a luz verde,
100
5 segundos, para a amarela e 70 segundos, para a vermelha. 50

Ao se aproximar do semáforo, um veículo tem uma determinada 0


Primeiro dia Segundo dia Terceiro dia Quarto dia
probabilidade de encontrá-lo na luz verde, amarela ou vermelha.
Se essa aproximação for de forma aleatória, pode-se admitir que a
probabilidade de encontrá-lo com uma dessas cores é diretamente Com o sucesso de vendas, a loja decidiu sortear um acessório
proporcional ao tempo em que cada uma delas fica acesa. para este modelo de smartphone entre os compradores
Suponha que um motorista passa por um semáforo duas vezes femininos e outro acessório entre os compradores masculinos.
ao dia, de maneira aleatória e independente uma da outra. Qual é a probabilidade de que um dos sorteados tenha feito
Qual é a probabilidade de o motorista encontrar esse semáforo sua compra no primeiro dia de pré-venda e outro no último
com a luz verde acesa, nas duas vezes em que passar? dia de pré-venda?
1 1 17 7
A) D) A) C)
25 3 120 80
1 1 11 1
B) E) B) D)
16 2 20 40
1
C)
9 06. (Enem-PPL) A probabilidade de um empregado permanecer em
1
04. (Enem) Uma fábrica de parafusos possui duas máquinas, I e II, uma dada empresa particular por 10 anos ou mais é de .
6
para a produção de certo tipo de parafuso.
Um homem e uma mulher começam a trabalhar nessa
54
Em setembro, a máquina I produziu do total de parafusos companhia no mesmo dia. Suponha que não haja nenhuma
100
relação entre o trabalho dele e o dela, de modo que seus tempos
produzidos pela fábrica. Dos parafusos produzidos por essa
de permanência na firma são independentes entre si.
25 38
máquina, eram defeituosos. Por sua vez, dos parafusos A probabilidade de ambos, homem e mulher, permanecerem
1000 1000
nessa empresa por menos de 10 anos é de:
produzidos no mesmo mês pela máquina II eram defeituosos.
60 12
O desempenho conjunto das duas máquinas é classificado A) D)
conforme o quadro, em que P indica a probabilidade de um 36 36
parafuso escolhido ao acaso ser defeituoso. 25 1
B) E)
36 36
2
0≤P< Excelente 24
100 C)
2 4 36
≤P< Bom
100 100
4 6 07. (Enem) Em uma escola, a probabilidade de um aluno
≤P< Regular compreender e falar inglês é de 30%. Três alunos dessa escola,
100 100
6 8 que estão em fase final de seleção de intercâmbio, aguardam,
≤P< Ruim em uma sala, serem chamados para uma entrevista. Mas, ao
100 100
8 invés de chamá-los um a um, o entrevistador entra na sala e faz,
≤P ≤1 Péssimo oralmente, uma pergunta em inglês que pode ser respondida
100
por qualquer um dos alunos.
A probabilidade de o entrevistador ser entendido e ter sua
O desempenho conjunto dessas máquinas, em setembro, pode
pergunta oralmente respondida em inglês é:
ser classificado como:
A) excelente. A) 23,7%
B) bom. B) 30,0%
C) regular. C) 44,1%
D) ruim. D) 65,7%
E) péssimo. E) 90,0%

317

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

08. (Enem) Em um jogo há duas urnas com 10 bolas de mesmo 11. (Enem) O controle de qualidade de uma empresa fabricante de
tamanho em cada uma. A tabela a seguir indica as quantidades telefones celulares aponta que a probabilidade de um aparelho
de bolas de cada cor em cada urna. de determinado modelo apresentar defeito de fabricação é de
0,2%. Se uma loja acaba de vender 4 aparelhos desse modelo
Cor Urna 1 Urna 2 para um cliente, qual é a probabilidade de esse cliente sair da
Amarela 4 0 loja com exatamente dois aparelhos defeituosos?
Azul 3 1 A) 2 × (0,2%)4
B) 4 × (0,2%)2
Branca 2 2
C) 6 × (0,2%)2 × (99,8%)2
Verde 1 3 D) 4 × (0,2%)
Vermelha 0 4 E) 6 × (0,2%) × (99,8%)

Uma jogada consiste em: 12. (Uerj) Em um escritório, há dois porta-lápis:


1º) o jogador apresenta um palpite sobre a cor da bola que o porta-lápis A, com 10 lápis, dentre os
será retirada por ele da urna 2; quais 3 estão apontados, e o porta-lápis
2º) ele retira, aleatoriamente, uma bola da urna 1 e a coloca 8, com 9 lápis, dentre os quais 4 estão A B
na urna 2, misturando-a com as que lá estão; apontados.
3º) em seguida ele retira, também aleatoriamente, uma bola Um funcionário retira um lápis qualquer
da urna 2; ao acaso do porta-lápis A e o coloca no porta-lápis B.
4º) se a cor da última bola retirada for a mesma do palpite Novamente ao acaso, ele retira um lápis qualquer do
inicial, ele ganha o jogo. porta-lápis B.
A probabilidade de que este último lápis retirado não tenha
Qual cor deve ser escolhida pelo jogador para que ele tenha a ponta é igual a:
maior probabilidade de ganhar? A) 0,64
A) Azul. D) Verde. B) 0,57
B) Amarela. E) Vermelha. C) 0,52
C) Branca. D) 0,42
E) 0,36
09. (Enem–2ª aplicação) Os estilos musicais preferidos pelos jovens
brasileiros são o samba, o rock e a MPB. O quadro a seguir
13. Um caçador treina tiro-ao-alvo usando uma lâmpada como alvo.
registra o resultado de uma pesquisa relativa à preferência
A probabilidade de acertar um tiro no alvo é 20%. Sabendo-se
musical de um grupo de 1000 alunos de uma escola.
que o caçador só possui cinco balas, a probabilidade de atingir
Alguns alunos disseram não ter preferência por nenhum desses
a lâmpada é:
três estilos.
2101
A) 1 D)
Preferência rock e 3125
rock samba MPB 1024 1
musical samba
B) E)
número de 3125 25
200 180 200 70 1
alunos
C)
2
Preferência rock e samba e rock, samba e
musical MPB MPB MPB 14. (UFRJ) Um estudante caminha diariamente, de casa para o
número de colégio, onde não é permitido ingressar após as 7h30 min.
60 50 20
alunos No trajeto, ele é obrigado a cruzar três ruas. Em cada rua,
a travessia de pedestres é controlada por sinais de trânsito não
Se for selecionado ao acaso um estudante no grupo pesquisado, sincronizados. A probabilidade de cada sinal estar aberto para o
qual é a probabilidade de ele preferir somente MPB? pedestre é igual a 2/3 e a probabilidade de estar fechado é igual
A) 2% D) 11% a 1/3. Cada sinal aberto não atrasa o estudante, porém cada
B) 5% E) 20%
sinal fechado retém-no por 1 minuto. O estudante caminha
C) 6%
sempre com a mesma velocidade.
Quando os três sinais estão abertos, o estudante gasta
10. (PUC-MG) Em uma população humana, a probabilidade de um exatamente 20 minutos para fazer o trajeto. Em um certo dia, o
50 estudante saiu de casa às 7h09 min. Determine a probabilidade
indivíduo ser mudo é estimada em , a probabilidade
10000 de o estudante, nesse dia, chegar atrasado ao colégio, ou seja,
85
de ser cego é , e a probabilidade de ser mudo e cego chegar após as 7h30 min.
10000
6 7 6
é . Nesse caso, “ser mudo” não exclui a possibilidade A) D)
10000 29 29
de “ser cego”. Com base nessas informações, a probabilidade
7 6
de um indivíduo, escolhido ao acaso, ser mudo ou cego é B) E)
31 31
igual a:
A) 0,0129 C) 0,0156 7
C)
B) 0,0135 D) 0,0174 27

318

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

15. Em uma cidade, 30% dos eleitores é favorável ao candidato X. 19. (UFPA) De um refrigerador que tem, em seu interior,
Se dez eleitores forem selecionados ao acaso, qual a 3 refrigerantes da marca A, 4 refrigerantes da marca B e 5
probabilidade de que exatamente nove deles seja favorável refrigerantes da marca C, retiram-se dois refrigerantes sem
ao candidato X? observar a marca. A probabilidade de que os dois retirados
A) 5 · (0,3)9 D) 7 · (0,7)9 sejam da mesma marca, é:
B) 7 · (0,3)9
E) 10 · (0,7)9 1
A)
C) 10 · (0,3) 9
6
5
16. (Enem) A população brasileira sabe, pelo menos intuitivamente, B)
33
que a probabilidade de acertar as seis dezenas da Mega-Sena
19
não é zero, mas é quase. Mesmo assim, milhões de pessoas C)
são atraídas por essa loteria, especialmente quando o prêmio 66
acumula-se em valores altos. Até junho de 2009, cada aposta de 7
seis dezenas, pertencentes ao conjunto {01, 02, 03, ..., 59, 60}, D)
22
custava R$1,50.
Disponível em: <[Link]>. Acesso em: 7 jul. 2009. 3
E)
11
Considere que uma pessoa decida apostar exatamente
R$126,00 e que esteja mais interessada em acertar apenas cinco 20. (PUC-SP) Joel e Jane fazem parte de um grupo de dez atores:
das seis dezenas da Mega-Sena, justamente pela dificuldade 4 mulheres e 6 homens. Se duas mulheres e três homens
desta última. Nesse caso, é melhor que essa pessoa faça 84 forem escolhidos para compor o elenco de uma peça teatral, a
apostas de seis dezenas diferentes, que não tenham cinco probabilidade de que Joel e Jane, juntos, estejam entre eles, é:
números em comum, do que uma única aposta com nove 3
A)
dezenas, porque a probabilidade de acertar a quina no segundo 4
caso, em relação ao primeiro, é, aproximadamente:
1
1 B)
A) 1 vez menor. D) 9 vezes menor. 2
2
1
C)
B) 2 1 vezes menor. E) 14 vezes menor. 4
2
1
C) 4 vezes menor. D)
6
1
17. (Ufla – Adaptada) O movimento de uma partícula é E)
definida pela lei: “Em cada unidade de tempo, a partícula 8
sempre se movimenta de uma unidade de espaço para
a direita ou para a esquerda, com igual probabilidade.” 21. Considere todas as retas determinadas pelos oito vértices do
No instante inicial, a partícula encontra-se na posição 0. cubo representado a seguir.
Qual a probabilidade, após 5 unidades de tempo, de a
partícula encontrar-se na posição –1? A B
5 3
A) D)
12 16
D C
3 5
B) E)
12 16
6
C) E F
15

18. (UnB – Adaptada) Dez policiais federais – dois delegados,


dois peritos, dois escrivães e quatro agentes – foram H G
designados para cumprir mandado de busca e apreensão
em duas localidades próximas à superintendência regional. Sorteando uma dessas retas, qual é a probabilidade de ela
O grupo será dividido em duas equipes, para tanto, exige-se passar pelo vértice A?
que cada uma seja composta, necessariamente, por um 1
A)
delegado, um perito, um escrivão e dois agentes. Se cinco 2
dos citados policiais forem escolhidos, aleatoriamente e 1
B)
independentemente dos cargos, então, a probabilidade de 3
que esses escolhidos constituam uma equipe com a exigência 1
inicial será, aproximadamente: C)
4
A) 15%
B) 17% 1
D)
C) 19% 5
D) 21% 1
E)
E) 23% 8

319

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

22. (Enem) O gráfico mostra a velocidade de conexão à Internet 24. (ITA) Três pessoas, aqui designadas por A, B e C, realizam o
utilizada em domicílios no Brasil. Esses dados são resultados da seguinte experimento: A recebe um cartão em branco e nele
mais recente pesquisa, de 2009, realizada pelo Comitê Gestor assinala o sinal + ou o sinal –, passando em seguida a B, que
da Internet (CGI). mantém ou troca o sinal marcado por A e repassa o cartão a C.
Este, por sua vez, também opta por manter ou trocar o sinal
% domicílios segundo
% domicílios a avelocidade
segundo deconexão
velocidade de conexão à Internet
à internet 1
do cartão. Sendo de a probabilidade de A escrever o sinal
40 2 3
34
35 + e de as respectivas probabilidades de B e C trocarem o sinal
30 3
24
25 recebido, determine a probabilidade de A haver escrito o sinal
20 20
15 15 + sabendo-se ter sido este o sinal ao término do experimento.
10
5 5
1 1 25. (PUC-RJ) Sejam os conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B = {8, 9, 10}.
0
Até Entre De Entre De Acima Não sabe/
Escolhendo-se ao acaso um elemento de A e um elemento de
256 256 e 1 Mbps 2 Mbps 4 Mbps de 8 Não B, a probabilidade de que a soma dos dois números escolhidos
kbps 1Mbps a 2 Mbps a 4 Mbps a 8 Mbps Mbps responde
seja um número ímpar é:
Disponível em: <[Link] 1 6
Acesso em: 28 abr. 2010. Adaptado.. A) D)
2 25
3 7
Escolhendo-se, aleatoriamente, um domicílio pesquisado, qual B) E)
5 10
a chance de haver banda larga de conexão de pelo menos
12
1 Mbps neste domicílio? C)
25
A) 0,45 D) 0,22
B) 0,42 E) 0,15 26. (PUC-MG) Em certa pesquisa, um grupo de adultos e
C) 0,30 adolescentes foi solicitado a responder à seguinte pergunta:
Você possui um telefone celular com linha ativa?
23. (Enem) Rafael mora no centro de uma cidade e decidiu se Dos adolescentes entrevistados, seis responderam sim e treze,
mudar, por recomendações médicas, para uma das regiões: não. Já dentre os adultos consultados, dezessete responderam
Rural, Comercial, Residencial Urbano ou Residencial sim e os demais, não. Apurados os resultados, constatou-se
Suburbano. A principal recomendação médica foi com as que, escolhendo-se ao acaso uma das pessoas entrevistadas
temperaturas das “ilhas de calor” da região, que deveriam nessa pesquisa, a probabilidade de a mesma ser um adulto que
não possui celular com linha ativa era de 52%.
ser inferiores a 31 ºC. Tais temperaturas são apresentadas no
Com base nessas informações, é correto afirmar que o total de
gráfico:
pessoas entrevistadas nessa pesquisa é igual a:
A) 72 C) 78
PERFIL DA ILHA DE CALOR URBANA
B) 75 D) 81
ºF ºC
92 33
91 27. (FGV-SP) Em um certo país, 10% das declarações de imposto
90 32 de renda são suspeitas e submetidas a uma análise detalhada.
89
88 31 Entre estas, verificou-se que 20% são fraudulentas. Entre as
87 não suspeitas, 2% são fraudulentas.
86 30 I. Se uma declaração é escolhida ao acaso, qual a probabilidade
85
de ela ser suspeita e fraudulenta?
II. Se uma declaração é fraudulenta, qual a probabilidade de
ela ter sido suspeita?
Rural Co
Comercial
omercial CENTRO
CEN
NTRO Resiidencial
Residencial
R Residenccial
Residencial
Urbano
U
Urbaano Suburbano
Sub
burbaano A) 2%; 62%
B) 2%; 52%
Escolhendo, aleatoriamente, uma das outras regiões para morar, C) 2%; 42%
a probabilidade de ele escolher uma região que seja adequada D) 4%; 62%
às recomendações médicas é: E) 4%; 52%
1
A) 28. (Vunesp) A eficácia de um teste de laboratório, para checar
5
certa doença nas pessoas que comprovadamente têm essa
1 doença, é de 90%. Esse mesmo teste, porém, produz um falso
B)
4 positivo (acusa positivo em quem não tem comprovadamente
2 a doença) da ordem de 1%. Em um grupo populacional em
C) que a incidência dessa doença é de 0,5%, seleciona-se uma
5
pessoa ao acaso para fazer o teste. Qual a probabilidade de
3 que o resultado desse teste venha a ser positivo?
D)
5 A) 14,45%
B) 0,1445%
3
E) C) 1,8%
4 D) 1,445%
E) 18%

320

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

29. Cada uma das dez questões de uma prova apresenta uma 03. Considere o triângulo ABC isósceles em que o ângulo distinto
única afirmação, que deve ser classificada como verdadeira dos demais, BÂC, mede 40º. Sobre o lado AB, tome o ponto E
(V) ou falsa (F). Um aluno, que nada sabe sobre a matéria, ˆ = 15°. Sobre o lado AC, tome o ponto D tal que
tal que ACE
vai responder todas as questões ao acaso. ˆ
DBC = 35°. Então, o ângulo EDBˆ vale
A probabilidade de ele não tirar zero é: A) 35º D) 75º
1 511
A) D) B) 45º E) 85º
1024 512
C) 55º
1 1023
B) E)
256 1024 04. Para x ∈ R, o conjunto solução de 53x − 52x +1 + 4 ⋅ 5x = 5x − 1 é
C)
3
512
{
A) 0, 2 ± 5 , 2 ± 3 }
B) {0, 1, log (2 +
5 5 )}
30. Há apenas dois modos, mutuamente excludentes, de Genésio  1 1  2  
ir para Genebra, participar de um congresso: ou de navio ou C) 0, log5 2, log5 3,log5  
de avião. A probabilidade de Genésio ir de navio é de 40% e  2 2  2  
de ir de avião é de 60%. Se ele for de navio, a probabilidade
de chegar ao congresso com dois dias de atraso é de 8,5%. { ( ) ( )
D) 0, log5 2 + 5 ,log5 2 + 3 , log5 2 − 3 ( )}
Se ele for de avião, a probabilidade de chegar ao congresso com E) A única solução é x = 0.
dois dias de atraso é de 1%. Sabe-se que Genésio chegou com
dois dias de atraso, para participar do congresso em Genebra.
05. Os pontos A = (3, 4) e B = (4, 3) são vértices de um cubo, em
A probabilidade de ele ter ido de avião é:
A) 15% D) 30% que AB é uma das arestas. A área lateral do octaedro cujos
B) 20% E) 35% vértices são os pontos médios da face do cubo é igual a
C) 25% A) 8 D) 4
B) 3 E) 18
Aula 21:
C) 12

Aula 06. Considere o triângulo ABC de lados a = BC, b = AC e c = AB


Revisão ˆ , β = ABCe
ˆ ˆ . Sabendo-se
21 e ângulos internos α = CAB γ = BCA
que a equação x2 – 2bx cosa + b2 – a2 = 0 admite c como raiz
dupla, pode-se afirmar que
A) a = 90°
B) b = 60°
Exercícios de Fixação C) c = 90º
D) O triângulo é retângulo apenas se a = 45º.
E) O triângulo é retângulo e b é hipotenusa.
01. Se o sistema de equações
07. Sejam A, B, C e D os vértices de um tetraedro regular cujas
x + y + 4z = 2 arestas medem 1 cm. Se M é o ponto médio do segmento AB e
x + 2y + 7z = 3
N é o ponto médio do segmento CD, então a área do triângulo
3x + y + az = b
MND, em cm2, é igual a
2 3
é impossível, então os valores de a e b são tais que A) D)
A) a = 6 e b ≠ 4 D) a = 6 e b = 4 6 8
B) a ≠ 6 e b ≠ 4 E) a é arbitrário e b ≠ 4 2 3
C) a ≠ 6 e b = 4 B) E)
8 9

02. A soma de todas as soluções distintas da equação 3


C)
6
cos 3x + 2cos 6x + cos 9x = 0,
6
08. Um cilindro reto de altura cm está inscrito em um tetraedro
que estão no intervalo 0 ≤ x ≤ p/2, é igual a 3
A) 2p regular e tem sua base em uma das faces do tetraedro. Se as
23 arestas do tetraedro medem 3 cm, o volume do cilindro, em
B) π
12 cm3, é igual a
9 π 3 π 6
C) π A) D)
6 4 9

7 π 3 π
D) π B) E)
6 6 3
13 π 6
E) π C)
12 6

321

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

4π 15. Considere o polinômio complexo p(z) = z4 + az3 + 5z2 – iz – 6,


09. Se os números reais a e b, com a + b = , 0 ≤ a ≤ b, maximizam em que a é uma constante complexa. Sabendo que 2i é uma
3
a soma sen a + senb, então a é igual a das raízes de p(z) = 0, as outras três raízes são
A) –3i, –1, 1 D) –2i, –1, 1
π 3 5π
A) . D) . B) –i, i, 1 E) –2i, –i, i
3 8 C) –i, i, –1
2π 7π
B) . E) .
3 12 Aula 22:


C) . Aula
5 Revisão
22
10. Considere as circunferências C1: (x – 4)2 + (y – 3)2 = 4 e
C2: (x – 10)2 + (y – 11)2 = 9. Seja r uma reta tangente interna a
C1 e C2, isto é, r tangencia C1 e C2 e intercepta o segmento reto
O1O2 definido pelos centros O1 de C1 e O2 de C2. Os pontos de Exercícios de Fixação
tangência definem um segmento sobre r que mede
A) 5 3.
B) 4 5. 01. Considere um retângulo ABCD em que o comprimento do lado
AB é o dobro do comprimento do lado BC. Sejam M o ponto
C) 3 6.
25 médio de BC e N o ponto médio de CM. A tangente do ângulo
D) . MÂN é igual a
3
1
E) 9 A)
35
π π
11. Em triângulo de vértices A, B e C são dados Bˆ = , Cˆ = B) 2
2 3 35
e o lado BC = 1 cm. Se o lado AB é o diâmetro de uma 4
C)
circunferência, então a área do triângulo ABC externa à 35
circunferência, em cm2, é 8
D)
π 3 3 5 3 π 35
A) − D) −
8 16 16 8 16
E)
5 3 π 5π 3 3 35
B) − E) −
4 2 8 16 02. Seja p(x) = x³ + ax² + bx um polinômio cujas raízes são não
5π 3 3 negativas e estão em progressão aritmética. Sabendo que a
C) −
8 4 soma de seus coeficientes é igual a 10, podemos afirmar que
12. O número de soluções inteiras da inequação: a soma das raízes de p(x) é igual a
0 ≤ x 2 − 3x 2 + 8x ≤ 2 é 9
A) 9 D)
2
A) 1 D) 4
B) 8 E) 10
B) 2 E) 5
C) 3
C) 3
03. Seja g a circunferência de equação x² + y² = 4. Se r e s são duas
13. Seja ABC um triângulo cujos lados AB, AC e BC medem 6 cm, retas que se interceptam no ponto P = (1, 3) e são tangentes
8 cm e 10 cm, respectivamente. Considere os pontos M e N a g, então o cosseno do ângulo entre r e s é igual a
sobre o lado BC tais que AM é a altura relativa a BC e N é o 1 2
ponto médio de BC. A área do triângulo AMN, em cm2, é A) D)
5 2
A) 3,36 D) 4,48
B) 3,60 E) 6,72 7 2 6
B) E)
C) 4,20 7 5
1
 3π  C)
14. Se tg x = 7 e x ∈  π, , então sen 3x é igual a 2
 2 
14 14 04. A superfície lateral de um cone circular reto corresponde a um
A) − D) − setor circular de 216º, quando planificada. Se a geratriz do cone
8 4
mede 10 cm, então a medida de sua altura, em cm, é igual a
14 14 A) 5
B) E)
8 6 B) 6
C) 7
14 D) 8
C)
4 E) 9

322

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

05. Assinale a opção que identifica o lugar geométrico de todos os 11. Uma hipérbole de excentricidade 2 tem centro na origem e
pares ordenados (a, b) ∈ ² que tornam impossível o sistema linear passa pelo ponto ( 5 , 1). A equação de uma reta tangente a
 − x + 5y = 10 esta hipérbole e paralela a y = 2x é:
 A) 3y = 2 3x + 6 D) 3y = 2 3x + 4
S:  a2 
+ 5b2  x + 10aby = 1
 5  B) y = −2x + 3 3 E) y = 2x + 3

A) Uma elípse C) 3y = 6x + 2 3
B) Uma reta
12. Seja S = 12 + 32 + 52 + 72 + ... + 792. O valor de S satisfaz
C) Uma parábola
A) S < 7 × 104 D) 9 × 104 ≤ S < 105
D) Uma hipérbole
B) 7 × 10 ≤ S < 8 × 10
4 4
E) S ≥ 105
E) Um único ponto C) 8 × 104 ≤ S < 9 × 104

( )
89
1 13. Seja um triângulo de lados AB, BC e AC iguais a 26, 28 e 18,
06. Dado z =
2
−1+ 3i , então ∑ zn é igual a
respectivamente. Considere o círculo de centro O inscrito nesse
n=1

89 triângulo. A distância AO vale:


A) − 3i D) 1 104
2 A) D) 104
89 6
B) –1 E) 3i
6 104
C) 0 B) E) 3 104
3
07. A superfície lateral de um cone circular reto é um setor circular 2 104
C)
de 120° e área igual a 3p cm2. A área total e o volume deste 3
cone medem, em cm2 e cm3, respectivamente
2π 4π 6π 1
2π 2 14. O valor de cos + cos + cos + é:
A) 4 π e 7 7 7 2
3
A) –1 D) 0,5
π 2 B) –0,5 E) 1
B) 4 π e
3 C) 0
C) 4 π e π 2 15. Considere um polinômio p(x), de grau 5, com coeficientes reais.
2π 2 Sabe-se que –2i e i − 3 são duas de suas raízes. Sabe-se, ainda,
D) 3π e que dividindo-se p(x) pelo polinômio q(x) = x – 5 obtém-se resto
3
zero e que p(1) = 20(5 + 2 3 ). Então, p(–1) é igual a
E) π e 2π 2
A) 5(5 − 2 3 ). D) 45(5 − 2 3 ).

08. Considere A ∈ M5×5(R) com det( A ) = 6 e a ∈ R \ {0}. B) 15(5 − 2 3 ). E) 50(5 − 2 3 ).


Se det( αA t AA t ) = 6α 2, o valor de a é C) 30(5 − 2 3 ).
1
A)
6 Aula 23:

6 Aula
B)
6
Revisão
3
23
36
C)
6
D) 1
E) 216 Exercícios de Fixação
09. Sejam ABC um triângulo equilátero de lado 2 cm e r uma reta
situada no seu plano, distante 3 cm do seu baricentro. Calcule a
3
área da superfície gerada pela rotação deste triângulo em torno 01. Um triângulo ABC tem lados com medidas a = cm,
da reta r. 1 2
b = 1 cm e c = cm. Uma circunferência é tangente ao lado
A) 8p cm2 D) 16p cm2 2
B) 9p cm 2
E) 36p cm2 a e também aos prolongamentos dos outros dois lados do
C) 12p cm2 triângulo, ou seja, a circunferência é ex-inscrita ao triângulo.
Então, o raio da circunferência, em cm, é igual a
10. A quantidade k de números naturais positivos, menores do que 3 +1 3
1000, que não são divisíveis por 6 ou 8, satisfaz a condição: A) . D) .
4 2
A) k < 720
B) 720 ≤ k < 750 3 3+2
B) . E) .
C) 750 ≤ k < 780 4 4
D) 780 ≤ k < 810 3 +1
E) k ≥ 810 C) .
3

323

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

02. Com respeito à equação polinomial 2x4 – 3x3 – 3x2 + 6x – 2 = 0 é cos 15° + cos 75° sen15° + sen 75°
correto afirmar que 06. O valor da expressão + é
sen15° cos 15°
A) todas as raízes estão em Q. igual a
B) uma única raiz está em Z e as demais estão em Q \ Z. A) 3
C) duas raízes estão em Q e as demais têm parte imaginária B) 4
não nula. C) 5
D) não é divisível por 2x – 1. D) 6
E) uma única raiz está em Q \ Z e pelo menos uma das demais E) 7
está em R \ Q.
07. A equipe de professores de uma escola possui um banco
m 2 de questões de matemática composto de 5 questões sobre
03. Sejam m e n inteiros tais que = − e a equação 36x2 + 36y2 +
n 3 parábolas, 4 sobre circunferências e 4 sobre retas. De quantas
mx + ny – 23 = 0 represente uma circunferência de raio = 1 maneiras distintas a equipe pode montar uma prova de
cm e centro C localizado no segundo quadrante. Se A e B são 8 questões, sendo 3 de parábolas, 2 de circunferências e 3
os pontos onde a circunferência cruza o eixo Oy, a área do de retas?
triângulo ABC, em cm2, é igual a A) 80
B) 96
8 2
A) C) 240
3
D) 640
4 2 E) 1280
B)
3
08. Sete livros didáticos, cada um de uma disciplina diferente,
2 2
C) devem ser posicionados lado a lado em uma estante, de forma
3 que os livros de Física, de Química e de Matemática estejam
2 2 sempre juntos, em qualquer ordem. O número de maneiras
D) diferentes em que esses livros podem ser posicionados é
9
A) 720
2 B) 1440
E)
9 C) 2160
04. Dispondo-se de duas urnas, com 4 fichas cada uma, numeradas D) 2880
de 1 a 4, realiza-se o experimento de retirar aleatoriamente E) 5040
uma ficha de cada urna e somar os números indicados nas
duas fichas sorteadas. Nessas condições, a probabilidade de, 09. Se forem tomadas ao acaso duas arestas de um prisma reto
em uma retirada, obter-se para a soma dos números das fichas de bases triangulares, a probabilidade de que elas estejam em
um número primo é de: retas-suporte reversas é
1 3 1 1
A) D) A) D)
4 8 3 4
5 3 2 1
B) E) B) E)
16 4 3 2
9 1
C) C)
16 6
4
a b  π π
05. Na figura, as circunferências são tangentes entre si e seus raios 10. Seja a igualdade − i =  cos + isen  , onde i é a unidade
3 5  6 6
1 a
então na razão . Se a reta r passa pelos centros O e O’ das imaginária. Se a e b são números reais, então o quociente
3 b
duas circunferências, e a reta s é tangente a ambas, então o é igual a
menor ângulo formado por essas duas retas mede 3 3
A) . D) − .
s 5 5
3 3 15 3
B) . E) .
5 4
r
O O’ 3 3
C) − .
5

1 11. O conjunto solução da inequação x − 4 + 1 ≤ 2 é um intervalo


A) arc sen . D) 45°
3 do tipo [a, b]. O valor de a + b é igual a
1 A) –8 D) 2
B) arc tg . E) 30°
2 B) –2 E) 8
C) 60° C) 0

324

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

12. Seja um trapézio retângulo de bases a e b com diagonais 1


perpendiculares. Determine a área do trapézio. 02. Se x é um número real positivo, com x ≠ 1 e x ≠ , satisfazendo
2 + log3 x logx (x + 2) 3
ab  2a + b  − = logx ( x + 2), então x pertence ao intervalo I,
A) D)  ab
2  2  logx + 2 x 1+ log3 x
2
onde
 a + b  a + b 2  1
B)  E) ab A) I =  0, 
 2  
2   9
 a + b  1
C)  ab B) I =  0, 
 2   3
1 
1 C) I =  , 1
13. O polinômio x3 + ax2 + bx + c têm raízes α, –α e . Portanto 2 
b α
o valor da soma b + c2 + ac + 2 é:  3
c D) I = 1, 
A) –2  2
B) –1
3 
C) 0 E) I =  , 2
2 
D) 1
E) 2
03. Três pontos de coordenadas, respectivamente, (0, 0), (b, 2b) e
14. As dimensões dos lados de um paralelepípedo reto retângulo, (5b, 0), com b > 0, são vértices de um retângulo. As coordenadas
em metros, valem a, b e c. Sabe-se que a, b e c são raízes do quarto vértice são dadas por
da equação 6x3 – 5x2 + 2x – 3 = 0. Determine, em metros, o A) (–b, –b) D) (3b, –2b)
comprimento diagonal deste paralelepípedo. B) (2b, –b) E) (2b, –2b)
1 2 C) (4b, –2b)
A) D)
6 3
1 04. O raio de um cilindro de revolução mede 1,5 m. Sabe-se que
B) E) 1 a área da base do cilindro coincide com a área da secção
3
determinada por um plano que contém o eixo do cilindro.
1 Então, a área total do cilindro, em m2, vale
C)
2 3π 2 π2
A) D)
4 2
15. Se log102 = x e log103 = y, então log518 vale: 9π ( 2 + π ) 3π( π + 1)
B) E)
x + 2y x + 2y 4 2
A) D)
1− x 1+ x C) p(2 + p)
x+y 3x + 2y
B) E)
 
1− x
2x + y
1− x
( (
05. Sejaa∈R,a>[Link] ]4, 5[ = x ∈ r+* ; log1 loga x 2 − 15 > 0 ,
 a 
))
C)
1+ x o valor de a é:
A) 2
B) 3
Aula 24: C) 5
D) 9
Aula E) 10
Revisão
24
06. Se (x0, y0) é uma solução real do sistema
log2(x + 2y) – log3(x – 2y) = 2
x2 – 4y2 = 4
Exercícios de Fixação então x0 + y0 é igual a
7
A)
4
01. Se S é o conjunto dos valores de a para os quais o sistema 9
x+y+z=0 B)
4
x + (log3a)2y + z = 0
 27  11
2x + 2y +  log3  z = 0 C)
 a 4
13
é indeterminado, então D)
4
A) S ⊂ [–3, 3] D) S ⊂ [1, 3]
B) S é vazio E) S ⊂ [0, 1] 17
E)
C) S ⊂ [2, 4] 4

325

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

07. Seja a ∈ R e considere as matrizes reais 2 × 2  1


 3a −1 7a − 1 8a − 3  13. Seja x um número real ou complexo para o qual  x +  = 1.
A= e B=  .  x
a
 −1 3   7 2−3   1
O valor de  x 6 + 6  é:
 x 
O produto AB será inversível se e somente se: A) 1
A) a2 – 5a + 6 ≠ 0 B) 2
B) a2 – 5a ≠ 0 C) 3
C) a2 – 3a ≠ 0 D) 4
D) a2 – 2a + 1 ≠ 0 E) 5
E) a2 – 2a ≠ 0
14. Sendo o ponto A(8, –2) um vértice de um losango ABCD e
08. Seja f: R → R definida por 2x + y + 1 = 0 a reta que contém os vértices B e D, assinale a
3x + 3, x≤0 opção correspondente ao vértice C.
f(x) A) (–2, –8)
x + 4x + 3,
2
x>0
B) (0, –4)
Então C) (4, 3)
 2 D) (–4, –8)
A) f é bijetora e (f o f)  −  = f –1(21). E) (–1, 7)
 3
 2
B) f é bijetora e (f o f)  −  = f –1(99). 15. Sejam as retas r e s dadas respectivamente pelas equações
 3
3x – 4y + 12 = 0 e 3x – 4y + 4 = 0. Considere l o lugar
C) f é sobrejetora mas não é injetora. geométrico dos centros das circunferências que tangenciam
D) f é injetora mas não é sobrejetora.
simultaneamente r e s. Uma equação que descreve l é dada por
 2
E) f é bijetora e (f o f)  −  = f –1(3). A) 3x – 4y + 8 = 0
 3
B) 3x + 4y + 8 = 0
09. Sabendo que o ponto (2, 1) é o ponto médio de uma corda C) x – y + 1 = 0
AB da circunferência (x – 1)2 + y2 = 4, então a equação da reta D) x + y = 0
que contém A e B é dada por: E) 3x – 4y – 8 = 0
3
A) y = 2x – 3 D) y = x − 2
2 Aula 25:
1
B) y = x – 1 E) y = − x + 2
2 Aula
C) y = –x + 3 Revisão
25
10. Sejam f, g : R → R funções tais que

g(x) = 1 – x e f(x) + 2f(2 – x) = (x – 1)3,

para todo x ∈ R. Então f[g(x)] é igual a Exercícios de Fixação


A) (x – 1)3
B) (1 – x)3
C) x3 01. Sejam w = a + bi com b ≠ 0 e a, b e c ∈ R. O conjunto dos
D) x números complexos z que verificam a equação wz + wz + c = 0,
E) 2 – x descreve:
A) um par de retas paralelas.
11. Seja A uma matriz quadrada inversível de ordem 4 tal que o B) uma circunferência.
resultado da soma (A4 + 3A3) é uma matriz de elementos nulos. C) uma elipse.
O valor do determinante de A é a
A) –81 D) um reta com coeficiente angular m = .
b
B) –27 E) n.d.a.
C) –3
D) 27 02. Se A = {x ∈ R: | x2 + x + 1 | ≤ | x2 + 2x –3 |}, então temos:
E) 81  1
A) A =  −2, ∪ [4, + ∞[
 2 
12. Seja A(a, b) o ponto da cônica x2 – y2 = 27 mais próximo da
reta 4x – 2y + 3 = 0. O valor de a + b é 1 
B) A =  , 4
A) 9 2 
B) 4 C) A = [–3, 1]
C) 0
D) A = ]– ∞, –3] ∪ [1, +∞[
D) –4
E) –9 E) n.d.a.

326

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

03. Um triângulo ABC está inscrito em um círculo de raio 2 3 . Sejam 08. Considere as seguintes afirmações:
a, b e c os lados opostos aos ângulos A, B e C respectivamente. I. Se x1, x2 e x3 são as raízes da equação x3 – 2x² + x + 2 = 0,
Sabendo que a = 2 3 e (A, B, C) é uma progressão aritmética, então y1 = x2x3, y2 = x1x3 e y3 = x1x2 são as raízes da equação
y3 – y2 – 4y – 4 = 0.
podemos afirmar que:
II. a soma dos cubos de três números inteiros consecutivos é
A) C = 4 3 e A = 30°
divisível por 9.
B) C = 3 3 e A = 30°
3 + 5 1+ 5
C) B = 6 e C = 85° III. =
2 2
D) B = 3 e C = 90°
E) n.d.a.
É(são) verdadeira(s)
04. Considere a região ao plano cartesiano xy definido pela A) apenas I.
desigualdade: x2 + y2 – 2x + 4y + 4 ≤ 0. Quando esta região B) apenas II.
π C) apenas III.
rodar um ângulo de radianos em torno da reta y + x + 1 = 0,
3 D) apenas II e III.
ela irá gerar um sólido cujo volume é igual a: E) todas.
4π 4π
A) D)
3 9  πx 2 − (1+ π 2 )x + π 
09. O domínio D da função f( x ) = ln  é o
2π  −2x 2 + 3πx 
B) E) n.d.a.
3 conjunto
π A) D = {x ∈ R: 0 < x < 3p/2}
C) B) D = {x ∈ R: x < 1/p ou x > p}
3
C) D = {x ∈ R: 0 < x ≤ 1/p ou x ≥ p}
D) D = {x ∈ R: x > 0}
05. As arestas da base de uma pirâmide triangular medem l cm
E) D = {x ∈ R: 0 < x < 1/p ou p < x < 3p/2}
e as faces laterais são triângulos retângulos. O volume desta
pirâmide é:
10. Dado um número real a com a > 1, seja S o conjunto solução
3 3 2 3 x −7
A) l cm3 D) l cm3  1
6 12 da inequação log1/ a loga   ≤ log1/ a ( x − 1).
 a
3 3
B) l cm3 E) n.d.a. Então S é o intervalo
12
A) [4, + ∞[
3 3 B) [4, 7[
C) l cm3
24 C) ]1, 5]
D) ]1, 4]
06. Um subconjunto D de R tal que a função f: D → R, definida E) [1, 4[
por f(x) = | ln(x2 – x + 1) | é injetora, é dada por
A) R D) (0, 1) 11. Seja f: R → R a função definida por f(x) = –3ax, onde a é um
B) (–∞,1] E) [1/2, ∞) número real, 0 < a < 1. Sobre as afirmações:
C) [0, 1/2] I. f(x + y) = f(x)f(y), para todo x, y ∈ R;
II. f é bijetora;
III. f é crescente e f( ]0, +∞[ ) = ] –3,0[.
07. Considere as funções reais f e g definidas por
1+ 2x Podemos concluir que:
f(x) = , x ∈ R − { −1, 1}
1− x2 A) Todas as afirmações são falsas.
e B) Todas as afirmações são verdadeiras.
x  1 C) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras.
g(x) = , x ∈ R − − 
1+ 2x  2 D) Apenas a afirmação II é verdadeira.
E) Apenas a afirmação III é verdadeira.
O maior subconjunto de R onde pode ser definida a composta
f o g, tal que (f o g) (x) < 0, é: 12. Sejam as funções f: R → R e g: A ⊂ R → R, tais que f(x) = x2 – 9
e (f o g)(x) = x – 6, em seus respectivos domínios. Então, o
 1  1 1 
A)  −1, −  ∪  − , −  D) ]1,∞[ domínio A da função g é:
 2  3 4 
A) [–3, + ∞[
 1 1  1 1 B) R
B) ]−∞, −1[ ∪  − , −  E)  − , − 
 3 4  2 3 C) [–5, + ∞[
D) ]– ∞, –1[ ∪ [3, + ∞[
 1 
C) [ −∞, −1[ ∪  − , 1 E) ]– ∞, 6 [
 2 

327

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Matemática IV

13. O número de anagramas da palavra VESTIBULANDO, que não


apresentam as cinco vogais juntas, é
A) 12! Anotações
B) (8!)(5!)
C) 12! – (8!)(5!)
D) 12! – 8!
E) 12! – (7!)(5!)

2
14. Considere as funções f e g definidas por f( x ) = x − , para x ≠ 0 e
x
x
g( x ) = , para x ≠ –1. O conjunto de todas as soluções da
x +1
inequação (g o f)(x) < g(x) é:
A) [1, + ∞[
B) ]– ∞, –2[
C) [–2, –1[
D) ]–1, –1[
E) ]–2, –1[ ∪ [1, + ∞[

15. Sejam f, g: R → R a funções definidas por


x x
 3  1
f( x ) =   e g( x ) =   .
 2  3

Considere as afirmações:
I. Os gráficos de f e g não se interceptam;
II. As funções f e g são crescentes;
III. f(–2) g(–1) = f(–1) g(–2)

Então
A) apenas a afirmação I é falsa.
B) apenas a afirmação III é falsa.
C) apenas as afirmações I e II são falsas.
D) apenas as afirmações II e III são falsas.
E) todas as afirmações são falsas.

Anotações

328

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Gabaritos

MATEMÁTICA I AULA 07: GEOMETRIA EUCLIDIANA – TRIÂNGULOS


01 02 03 04 05
AULA 01: CONJUNTOS NUMÉRICOS
D B A D C
01 02 03 04 05
06 07 08 09 10
B E A D B
C A – B B
06 07 08 09 10
11 12 13 14 15
A E B B C
D C D B B
11 12 13 14 15
– Demonstração
E D B A B
AULA 08: GEOMETRIA EUCLIDIANA – TEOREMA DE TALES
AULA 02: DIVISIBILIDADE I
01 02 03 04 05
01 02 03 04 05
E C A B B
D C C B ?
06 07 08 09 10
06 07 08 09 10
C E B B E
D A C A C
11 12 13 14
11 12 13 14 15
C C B A
C B C C B
AULA 09: GEOMETRIA EUCLIDIANA – ÁREAS DOS QUADRILÁTEROS
AULA 03: DIVISIBILIDADE II
01 02 03 04 05
01 02 03 04 05
A D E D B
E C C B E
06 07 08 09 10
06 07 08 09 10
E A A D C
B A C C E
11 12 13 14 15
11 12 13 14 15
A B B A E
D C C A B

AULA 10: APROFUNDAMENTO – GEOMETRIA PLANA


AULA 04: P.I.F E MÓDULO
01 02 03 04 05
01 02 03 04 05
C A D A E
C E B B E
06 07 08 09 10
06 07 08 09 10
E C D A A
E D B D A
11 12 13 14 15
11 12 13 14 15
B C E C A
C E D E D

AULA 11: GEOMETRIA DE POSIÇÃO


AULA 05: MÉDIAS E EXERCÍCIOS GERAIS
01 02 03 04 05
01 02 03 04 05
B A E B C
D B E D E
06 07 08 09 10
06 07 08 09 10
E A A D B
B C D A C
11 12 13 14 15
11 12 13 14 15
A E C C C
D D A A C

AULA 12: PIRÂMIDES


AULA 06: GEOMETRIA EUCLIDIANA – NOÇÕES ELEMENTARES
01 02 03 04 05
01 02 03 04 05
D B B B A
D B B B B
06 07 08 09 10
06 07 08 09 10
C B B A B
D B A B D
11 12 13 14 15
11 12 13 14 15
C A E E B
D A C C D

329

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Gabaritos

AULA 13: CONE CIRCULAR AULA 19: ESTATÍSTICA IV


01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
E C A C D C A A B C
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
D D A B E A C C B A
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
C C D B D E C D A C

AULA 14: ESFERA AULA 20: EXERCÍCIOS GERAIS


01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
E B D A C C E B C A
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
A D E C C B C A B A
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
A D D B E A C D D D

AULA 15: REVISÃO GERAL AULA 21: REVISÃO I


01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
C B E C D A A B C B
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
A C B C A E B E C D
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
B A E B A B E E A A

AULA 16: ESTATÍSTICA I AULA 22: REVISÃO II


01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
E D A A C E B D D C
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
B B D C E B D C D C
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
D E E C D A E A D B

AULA 17: ESTATÍSTICA II AULA 23: REVISÃO III


01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
A E D C C E B A D B
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
C E B E D D C B B A
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
C B A D D A D C C C

AULA 18: ESTATÍSTICA III AULA 24: REVISÃO IV


01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
E A C D D B B C C D
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
A A B D D A B D C C
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
D C A B D C D B B C

330

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Gabaritos

AULA 25: REVISÃO V AULAS 05 E 06: NÚMEROS BINOMIAIS E


01 02 03 04 05 TRIÂNGULOS DE PASCAL

A C E A C 01 02 03 04 05

06 07 08 09 10 A C B A C
A B D C B 06 07 08 09 10
11 12 13 14 15 D A C C C
B C D D D 11 12 13 14 15

MATEMÁTICA II B A C A B
16 17 18 19 20
AULA 01: FATORIAL
E C B D E
01 02 03 04 05
21 22 23 24 25
C D D D E
A A D B B
06 07 08 09 10
26 27 28 29 30
D D A C D
D C D B C
11 12 13 14 15
D B B D C AULA 07: SEQUÊNCIA E PROGRESSÃO ARITMÉTICA – PARTE I
01 02 03 04 05
AULA 02: PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA CONTAGEM D C D D A
(PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO)
06 07 08 09 10
01 02 03 04 05
E E E A D
B C A E D 11 12 13 14 15
06 07 08 09 10 A D C D B
B A A A C
AULA 08: PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.A.) – PARTE II
11 12 13 14 15
01 02 03 04 05
D A C A D
C C C B E
06 07 08 09 10
AULA 03: PERMUTAÇÃO SIMPLES E PERMUTAÇÃO COM
REPETIÇÃO D D C D D
01 02 03 04 05 11 12 13 14 15

C C A B E D E D B B

06 07 08 09 10
AULA 09: PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.G.) – PARTE I
E D D B A 01 02 03 04 05
11 12 13 14 15 B A B D C
C D A E A 06 07 08 09 10
D B D A E
AULA 04: ARRANJOS SIMPLES E COMBINAÇÕES SIMPLES 11 12 13 14 15
01 02 03 04 05 C C E B B
D D B B C
AULA 10: PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.G.) – PARTE II
06 07 08 09 10
01 02 03 04 05
B C A A D
B C B B A
11 12 13 14 15
06 07 08 09 10
B C D B D D B B E B
11 12 13 14 15
A A A D A

331

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Gabaritos

AULA 11: RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS NO AULA 16 – FUNÇÃO TANGENTE


TRIÂNGULO RETÂNGULO
01 02 03 04 05
01 02 03 04 05
A A E D A
B C B C E 06 07 08 09 10
06 07 08 09 10 B A C D A
B B B D B 11 12 13 14 15
E A D D D
11 12 13 14 15
B C B B D AULAS 17 E 18 – TRANSFORMAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
E TRANSFORMAÇÕES EM PRODUTO
AULA 12: LEI DOS SENOS, LEI DOS COSSENOS, FÓRMULA 01 02 03 04 05
TRIGONOMÉTRICA DA ÁREA DE UM TRIÂNGULO
A C D B C
01 02 03 04 05
06 07 08 09 10
B E A D B C E C C E
06 07 08 09 10 11 12 13 14 15

A A A B B A D E D B
16 17 18 19 20
11 12 13 14 15
B C A C D
B C B C D
21 22 23 24 25
A B C D A
AULA 13: O CICLO TRIGONOMÉTRICO
26 27 28 29 30
01 02 03 04 05
A E D D C
E B A C E
06 07 08 09 10 AULAS 19 E 20 – EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES
TRIGONOMÉTRICAS
D D B E B
01 02 03 04 05
11 12 13 14 15 B E E B B
E A E C E 06 07 08 09 10
B B A D E
11 12 13 14 15
AULAS 14: FUNÇÃO SENO E COSSENO – PARTE I
B C E D C
01 02 03 04 05
16 17 18 19 20
D A C C B
D D E C D
06 07 08 09 10 21 22 23 24 25
B E B E A B D E C D
11 12 13 14 15 26 27 28 29 30
C C A B A C A E B A

AULA 15: FUNÇÃO SENO E COSSENO – PARTE I AULA 21: TRIGONOMETRIA


01 02 03 04 05
01 02 03 04 05
D B E B C
D B A C A
06 07 08 09 10
06 07 08 09 10 C E A D D
D D C E D 11 12 13 14 15
11 12 13 14 15 B D C C D

C E A D B

332

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Gabaritos

02. A) P × Q = {(1, 4); (1, 5); (2, 4); (2, 5); (3, 4); (3,5)}
AULA 22: GEOMETRIA ESPACIAL
B) n (P × Q) = n(P) · n(Q) = 3 ⋅ 2 = 6
01 02 03 04 05 C) R = {(2, 4); (3, 5)}
D) 2n(P × Q) = 26 = 64
B C C D C
E) R–1 = {(4, 2); (5, 3)}
06 07 08 09 10
C E C A B AULA 03: FUNÇÃO
11 12 13 14 15 01 02 03 04 05
C B A D A A D D C B

AULA 23: ANÁLISE COMBINATÓRIA 06 07 08 09 10

01 02 03 04 05 A D C A B

E A E D A 11 12 13 14 15

06 07 08 09 10 D A C D E

B E D B C
AULA 04: FUNÇÃO MONOTÔNICA, PAR, ÍMPAR E PERIÓDICA
11 12 13 14 15
01 02 03 04 05
B A E A B
C D D B B
AULAS 24 E 25: PROBABILIDADE I 06 07 08 09 10
01 02 03 04 05 D C E C E
B A C D C 11 12 13 14 15
06 07 08 09 10 B B E C *
B C D B A 2x − 2− x
* 15. g( x ) =
11 12 13 14 15 2
B C D B C
16 17 18 19 20 AULA 05: FUNÇÃO AFIM (1º GRAU)

D B A C C 01 02 03 04 05

21 22 23 24 25 D A A D C

B A E C D 06 07 08 09 10

26 27 28 29 30 A C B C C

E B A B A 11 12 13 14 15
D D D D D
MATEMÁTICA III

AULA 01: CONJUNTOS AULA 06: FUNÇÃO QUADRÁTICA (2º GRAU) – PARTE I
01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
A C D D D D C B B B
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
C B A B B A B E B E
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
A B C B D C E E B A

AULA 02: PRODUTO CARTESIANO E RELAÇÕES BINÁRIAS AULA 07: FUNÇÃO QUADRÁTICA (2º GRAU) – PARTE II
01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
* * C D C A C B C A
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
D C C A B A B C D D
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
A C B D B C E E D C
* 01. A) E × F = {(2, 1); (2, 5); (4, 1); (4, 5); (7, 1); (7,5)}
B) n (E × F) = n(E) · n(F) = 3 ⋅ 2 = 6
C) R = {(2, 1); (4, 1); (7, 1); (7, 5)}
D) nº Relações Binárias = 2n(EXF) = 2n(E) ⋅ n(F) = 23·2 = 26 = 64
E) R–1 = {(1, 2); (1, 4); (1, 7); (5, 7)}

333

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Gabaritos

AULA 8: PROBLEMAS ENVOLVENDO EQUAÇÕES DE 1º E 2º GRAUS AULA 14: FUNÇÃO MODULAR II


01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
B C A E C D C D C C
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
A D A B B A D E E B

11 12 13 14 15 11 12 13 14 15

C D C B A D A C E A

AULA 9: INEQUAÇÕES – PARTE I AULA 15: FUNÇÃO EXPONENCIAL I


01 02 03 04 05
01 02 03 04 05
E E C A E
– B C C E
06 07 08 09 10
06 07 08 09 10
C C E B A
D B A B A
11 12 13 14 15
11 12 13 14 15
D B D D C
C D B C A
– Demonstração
AULA 16: FUNÇÃO EXPONENCIAL II
01 02 03 04 05
AULA 10: INEQUAÇÕES – PARTE II
D B D B A
01 02 03 04 05
06 07 08 09 10
C E C D B
B D C A C
06 07 08 09 10
11 12 13 14 15
D B C D C
D D E A D
11 12 13 14 15
A A D A B
AULA 17: FUNÇÃO LOGARÍTMICA I
AULA 11: FUNÇÃO COMPOSTA 01 02 03 04 05
01 02 03 04 05 A B B E B
E A C E D 06 07 08 09 10
06 07 08 09 10 D C B A B
A D C A A 11 12 13 14 15
11 12 13 14 15 E D A A D
A B C B C
AULA 18: FUNÇÃO LOGARÍTMICA II
AULA 12: FUNÇÃO INVERSA 01 02 03 04 05
01 02 03 04 05 D B B D A
B D D D E 06 07 08 09 10
06 07 08 09 10 D A C D B
C D A C C 11 12 13 14 15
11 12 13 14 15 C A B D E
E D C D E
AULA 19: MATRIZES
AULA 13: FUNÇÃO MODULAR I 01 02 03 04 05
01 02 03 04 05 A C D B E
– – – – – 06 07 08 09 10
06 07 08 09 10 D E E A D
A B A C C 11 12 13 14 15
11 12 13 14 15 C C E C D
– C C D –
– Resposta com o professor

334

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Gabaritos

AULA 20: DETERMINANTES MATEMÁTICA IV


01 02 03 04 05 AULA 01: EXERCÍCIOS
C C D D D 01 02 03 04 05
06 07 08 09 10 C A D B *
C B D A B 06 07 08 09 10
11 12 13 14 15 C D E B E
A C B D C 11 12 13 14 15
A A E A B
AULA 21: SISTEMAS LINEARES *05: A) a = 4 B) a = – 1
01 02 03 04 05
B D B C B AULA 02: EXERCÍCIOS
06 07 08 09 10 01 02 03 04 05
D B B C D D C E B C
11 12 13 14 15 06 07 08 09 10
D E D D A C A A E D
11 12 13 14 15
AULA 22: EXERCÍCIOS DE REVISÃO I A C B D D
01 02 03 04 05
D B D A A AULA 03: EXERCÍCIOS
06 07 08 09 10 01 02 03 04 05
B A A D E * E C C A
11 12 13 14 15 06 07 08 09 10
D E D C B B A A D B
11 12 13 14 15
E A C D A
AULA 23: EXERCÍCIOS DE REVISÃO II
01 02 03 04 05 *01: É um número real negativo.

B C A E B
06 07 08 09 10 AULA 04: EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO

C B C B A 01 02 03 04 05

11 12 13 14 15 D C C C E

B E E D D 06 07 08 09 10
B B A C D
AULA 24: EXERCÍCIOS DE REVISÃO III 11 12 13 14 15
01 02 03 04 05 B B B A D
E B C A D
06 07 08 09 10 AULA 05: DEFINIÇÃO, OPERAÇÕES, GRAU E RAÍZES
DE UM POLINÔMIO
D A D A A
01 02 03 04 05
11 12 13 14 15
A C D B D
A E A A A
06 07 08 09 10
AULA 25: EXERCÍCIOS DE REVISÃO IV B C D B C
01 02 03 04 05 11 12 13 14 15
D A E E E A A A B A
06 07 08 09 10
B C B B B
11 12 13 14 15
B E D D D

335

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Gabaritos

AULA 06: DIVISÃO DE POLINÔMIOS AULA 12: GEOMETRIA ANALÍTICA: QUESTÕES


01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
A A A A A E B C C B
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
B D E C B E B A D B
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
A A E D A D D E A D

AULA 07: NÚMERO DE RAÍZES DE UM POLINÔMIO AULA 13 – PROGRESSÃO ARITMÉTICA


01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
D B D E E C C D D D
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
E D C C E B B D C B
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
C E C C D E C A A E

AULA 8: RELAÇÕES DE GIRARD AULA 14 – PROGRESSÃO GEOMÉTRICA


01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
C A B C A C D C B B
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
A D D E D C A C A E
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
B B D B A B B D B E

AULA 09: GEOMETRIA ANALÍTICA: PONTO E RETA


AULA 15 – EXERCÍCIOS
01 02 03 04 05
01 02 03 04 05
B A D B D
A D C A E
06 07 08 09 10
06 07 08 09 10
D B D D E
E D C D E
11 12 13 14 15
11 12 13 14 15
E C D B D
E C E C D

AULA 10: GEOMETRIA ANALÍTICA: CIRCUNFERÊNCIA


01 02 03 04 05 AULA 16 – PROBABILIDADE I
C C A B A 01 02 03 04 05
06 07 08 09 10 E C C B C
C C B D A 06 07 08 09 10
11 12 13 14 15 D C C B A
A B A D D 11 12 13 14 15
D C E A B
AULA 11: GEOMETRIA ANALÍTICA: CÔNICAS
AULA 17 – PROBABILIDADE II
01 02 03 04 05
01 02 03 04 05
A A C E E
D B E D C
06 07 08 09 10
06 07 08 09 10
E A E B B
A B C C C
11 12 13 14 15
11 12 13 14 15
B A E C E
A B C B A

336

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Gabaritos

AULA 18 – PROBABILIDADE III AULA 24: REVISÃO


01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
E E A C C C D E A B
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
A D D C A A A D C E
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
B B D C A E D E B A

AULAS 19 E 20 – APROFUNDANDO E REVISANDO –


PROBABILIDADE AULA 25: REVISÃO
01 02 03 04 05 01 02 03 04 05
D B B B C C D E A B
06 07 08 09 10 06 07 08 09 10
B D E D A A A D C E
11 12 13 14 15 11 12 13 14 15
C B D C B E D E B A
16 17 18 19 20
C C C C C
21 22 23 24 25
Anotações
C D E * A
26 27 28 29 30
B D E E D
5
*24:
13

AULA 21: REVISÃO


01 02 03 04 05
C D E A B
06 07 08 09 10
A A D C E
11 12 13 14 15
E D E B A

AULA 22: REVISÃO


01 02 03 04 05
C D E A B
06 07 08 09 10
A A D C E
11 12 13 14 15
E D E B A

AULA 23: REVISÃO


01 02 03 04 05
C D E A B
06 07 08 09 10
A A D C E
11 12 13 14 15
E D E B A

337

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Gabaritos

Anotações

338

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO


Gabaritos

Anotações

339

IBRAPEM - PREPARAÇÃO É A MISSÃO

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