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FICHA2 F

O documento discute a hereditariedade e o papel do meio ambiente no desenvolvimento humano. Apresenta estudos que identificaram centenas de variantes genéticas associadas à estatura e peso. Também discute como fatores ambientes como dieta e estilo de vida podem modificar a expressão dos genes.

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Miguel
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O documento discute a hereditariedade e o papel do meio ambiente no desenvolvimento humano. Apresenta estudos que identificaram centenas de variantes genéticas associadas à estatura e peso. Também discute como fatores ambientes como dieta e estilo de vida podem modificar a expressão dos genes.

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PSICOLOGIA – NÓS DE NOVO 12

DOSSIÊ DE APOIO À DOCÊNCIA

FICHA DE TRABALHO 2

Nome: ___________________________________________________ N.º: ______ Turma: ______


Data ____/____/____ Classificação ____________________. Professor(a) ___________________

1. Na resposta a cada um dos itens que se seguem, seleciona a única opção correta.

1.1. Analisa as afirmações sobre hereditariedade específica e hereditariedade individual e seleciona a


alternativa que as descreve corretamente.
1 Informação genética comum a uma espécie.
2. Património genético individual.
3. Características herdadas dos progenitores, como a cor dos olhos e da pele.
4. Características herdadas, como o número de dedos em cada membro.

Deve afirmar-se que:


(A) 1 e 3 são hereditariedade específica; 2 e 4 são hereditariedade individual.
(B) 1 e 4 são hereditariedade específica; 2 e 3 são hereditariedade individual.
(C) 2 e 4 são hereditariedade específica; 1 e 2 são hereditariedade individual.
(D) 1, 3 e 4 são hereditariedade específica; 2 é hereditariedade individual.

1.2. A herança genética de um indivíduo é composta pelo:


(A) Genótipo.
(B) Fenótipo.
(C) Genótipo e fenótipo.
(D) Fenótipo e cromossomas.

1.3. O fenótipo é o conjunto:


(A) Das características físicas e psicológicas observáveis num indivíduo.
(B) Das características genéticas herdadas dos progenitores.
(C) Das características genéticas que influenciam o genótipo.
(D) Dos 23 cromossomas presentes no núcleo do zigoto.

1.4. Para determinar a influência da hereditariedade e do meio no comportamento, os psicólogos


recorrem:
(A) À comparação do mapa cromossómico de gémeos heterozigóticos com o mapa cromossómico de
outros irmãos.
(B) Ao estudo de regularidades genéticas encontradas nos seres humanos e noutros seres vivos.
(C) Ao estudo de gémeos e de adoções.
(D) Ao estudo da influência de regularidades genéticas herdadas dos progenitores.

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2. Lê os textos e responde às questões que se seguem.


TEXTO 1
Esqueça as vitaminas, a estatura é mesmo hereditária
Uma colaboração científica internacional permitiu identificar perto de 700 variantes genéticas
determinantes para a altura e o peso das pessoas (…). O estudo foi realizado por cerca de 450
investigadores (…), que examinaram o ADN de mais de 250 000 europeus.
Os cientistas identificaram 697 variantes genéticas, em mais de 400 regiões do genoma implicado
no crescimento, ou seja, três vezes mais do que era conhecido até ao momento. “Podemos
agora explicar cerca de 20% da hereditariedade da altura, contra 12% antes”, disse o investigador
Tonu Eskio (…).
A altura é determinada por um número muito grande, mas finito, de fatores. Os estudos precedentes
já tinham demonstrado que a altura dos indivíduos depende em 80% de fatores hereditários
e em 20% de fatores ligados à alimentação ou ao meio ambiente. Para o professor (…) Tim
Frayling (…), a pesquisa deve igualmente servir para «tranquilizar pais preocupados». “Se os
seus filhos não estão a crescer tanto como seria de esperar, não se preocupe”, diz Frayling,
“provavelmente, apenas herdaram uma grande quantidade de genes de [pessoas baixas]”.
Lusa, “Esqueça as vitaminas, a estatura é mesmo hereditária”. Lusa em linha, 06-11-2014 (adaptado).

TEXTO 2
O crescimento é um bom indicador da saúde da criança
É no embrião, no feto, na criança pequena e no adolescente, que o crescimento se dá com maior
intensidade, representando também o período mais exposto às influências do meio ambiente (…).
Assim, o crescimento deve ser considerado como um dos melhores indicadores de saúde da criança,
em razão da sua estreita dependência de fatores ambientais tais como: alimentação, ocorrência de
doenças, cuidados gerais e de higiene, condições de habitação e saneamento básico e acesso aos
serviços de saúde, traduzindo, assim, as condições de vida da criança, no passado e no presente. (…)
[Link] (adaptado)

2.1. Os textos 1 e 2 defendem duas causas para o crescimento. Identifica-as.


2.2. O texto 2 defende que “o crescimento deve ser considerado um dos melhores indicadores de saúde
da criança”.
Justifica a afirmação.
2.3. Os autores do estudo referido no texto 1 poderiam concordar com as ideias defendidas no texto 2?
Justifica a tua resposta.

3. Lê o texto que se segue.

Nem tudo está nos genes


O ambiente, a alimentação, o exercício ou as relações sociais podem reescrever, feliz ou infelizmente,
as instruções genéticas que herdámos.
A jornalista A. M. gaba-se da sua paixão pelas emoções fortes, enquanto a irmã, J. M., sócia de
um prestigiado escritório de advogados, tem receio de tudo. A primeira passou a vida a cobrir
guerras, qual delas a mais perigosa, e não teve filhos. A advogada casou com um colega, constituiu
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família e apenas viajou uma vez para o estrangeiro. O mais surpreendente é que as duas
mulheres são gémeas, ou seja, partilham o mesmo ADN. De acordo com o investigador Zachary
Kaminsky e os seus colegas da Universidade de Toronto, no Canadá, elas constituem a melhor prova de
que os genes “não ditam a nossa personalidade, nem o nosso destino”. (…)
Não é que Watson e Crick estivessem errados quando identificaram, em 1956, o ADN como a
molécula que transmite a informação hereditária do ser humano. De facto, nascemos com determinados
genes, que se mantêm até à morte. Contudo, o modo como se interpreta o material
genético muda constantemente ao longo da existência, e isso por causa da epigenética, como se
designa o conjunto de processos químicos que modificam a atividade do ADN, mas sem alterar a
sua sequência. Por outras palavras, o ar que respiramos, os alimentos que comemos, o stresse que
sofremos, o desporto que praticamos ou mesmo a pessoa com quem conversamos afetam a forma
como se exprimem ou produzem os nossos genes. (…)

Superinteressante, n.º 185, setembro de 2013, pp. 58-59.

3.1. Desenvolve um comentário a partir do texto que coloque em relação:

– O papel dos genes e do meio no comportamento de gémeos;


– A relação entre genoma e epigenoma.

Cenários de resposta
_____________________________________________________________________________________________________

1.1. (B); 1.2. (A); 1.3. (A); 1.4. (C).


2.1. Os textos apresentam dois fatores para a definição da estatura do ser humano, o fator genético (ou inato) e o fator ambiental
(ou adquirido).
2.2. O texto 2 enfatiza a importância do ambiente para o normal crescimento da criança. Defende que a forma como esta cresce
é reveladora dos cuidados que lhe são prestados e do seu estado de saúde. A razão da associação entre crescimento e estado
de saúde reside no facto de o crescimento também depender de fatores ambientais.
2.3. As ideias defendidas nos dois textos não se contradizem, apesar de o texto 1 colocar a tónica na genética e o texto 2
salientar o meio como revelador da forma como a criança cresce. Cada indivíduo tem um determinado potencial genético,
inscrito nos genes, que dita a sua estatura máxima. Todavia, o facto de determinada característica estar inscrita no genótipo
humano não significa que esta se manifeste. Genótipo e fenótipo são diferentes. Um determinado indivíduo pode ter o potencial
genético de crescimento até aos 2 metros, contudo, fruto do ambiente, da forma como se alimenta e das doenças que pode
contrair, esse potencial pode não se concretizar. Assim, os textos, apesar de colocarem tónicas diferentes quanto à questão do
crescimento, não se contradizem, pois no primeiro defende-se que a estatura é maioritariamente determinada pelos
genes e parcialmente por fatores ambientais e no segundo texto refere-se que o modo como se cresce é afetado por fatores
ambientais, complementando a ideia apresentada no primeiro texto.
3.1. O conhecimento do genoma humano e a descrição dos seus genes não permitem saber como eles funcionam e se
manifestam. É o conhecimento do epigenoma (processo dinâmico dos genes com o meio) que permite saber como os genes
funcionam. Enquanto a genética revela o mapa dos genes, a epigenética revela os agentes ambientais que ligam ou desligam
genes e permitem que eles se exprimam ou não. Por esta razão, o estudo de gémeos revelou-se importante para a
compreensão do papel do meio no desenvolvimento do epigenoma. Como revela o texto, duas irmãs gémeas com o mesmo
“abecedário” genético têm personalidades completamente diferentes. A forma como reagem ao perigo e ao sentimento de medo
revela que foi o meio que fez de A. M. uma aventureira e de J. M. uma pessoa cautelosa. O texto estabelece uma comparação
interessante com a linguagem, compara o genoma a um abecedário e o epigenoma à gramática e à ortografia. A expressão dos
genes depende da sua combinação com o meio ambiente.

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