AFECÇÕES CLINICO CIRÚRGICA DO SIST.
DIGESTÓRIO
PROGNATISMO QUEILOSQUISE – Lábio Leporino
PALATOQUISE – Fenda Palatina
TTO: zetaplastia + pós
DOENÇA PERIODONTAL
- Periodontite
Enzimas de Material amorfo
Glicosaminoglicanos Placa
controle aderido ao dente
+ bactérias Dentária
bacteriano + Calcio
- Gengivite
Há retração da gengiva e exposição da raiz do dente levando a um abscesso e com o tempo uma fístula.
A placa entre a gengiva e o dente se atrita e leva ao sangramento.
Sinais Clínicos:
- Halitose, perda de dentes, exposição dentina, úlcera na mucosa, emagrecimento e pode ter sinais
sistêmicos.
Diagnóstico: Clínico e inspeção
Raio x – Leve (poucas placas e periodontite restrita);
Moderada (mais placas e gengivite severa);
Severa (muitas placas e doença gengival grave)
***+ AFETADOS – 4º Pré molar – pode fistulizar (desemboca ducto gl. zigomática)
Tratamento:
- Stormogyl Prévio (espiromicina + metronidazole)
- Raspagem 20 min – extratores ou boticão (supragengival ou subgengival);
- Polimento no Pós;
PREVENÇÃO Escovação dental (dedal e pasta)
COMPLEXO GENGIVITE ESTOMATITE FELINA
Derivada de uma resposta inflamatória linfocitica local ou
difusa, sem predisposição racial ou sexual.
Etiopatogenia:
Agentes virais (FiV, FeLV, PIF) ativa linfócito B
policlonal a secretar imunoglobulinas principalmente IgG,
IgM e IgA, leva a uma hipergamaglobulinemia e
albuminemia e irão para áreas localizadas ou difusas.
Sinais Clínicos:
- Sialorréia, hipo ou anorexia, agressividade, halitose,
pateamento, emagrecimento e subhidratação;
- Lesão reabsortiva odontoclástica (ao lado) – ação osteoclasto
em reabsorver cálcio na região da raiz.
Diagnóstico:
- Resenha + anamnese + EFG e específico (erosões na mucosa
oral e língua);
- Raio X (lesão reabsortiva odontoclástica – raízes do dente);
- Biopsia (cel inflamatórias);
- Aumento da PTT no hemograma e exame sorológico;
Tratamento Clínico: Stormogyl + imunossupressores (lactoferrina – dim linf b) ou Interferon Omega
ou Corticoide
- EXOENDODONTIA lesão reabsortiva
MUCOCELE NA GL. SUBMANDIBULAR
Lesão causada por CE ou ossos, devido ao atrito na região da glândula,
lesiona ducto que para regenerar fibrosa e obstrui a glândula.
Sinais Clínicos: Aumento de volume de consistência flutuante +
central na região da glândula.
Diagnóstico:
- Inspeção – Aumenta tº e vol sem complicações sistêmicas;
- Punção com agulha grossa (liq viscoso de cor citrino a âmbar avermelhado)
Tratamento: ***Não drenar líquido***
SIALOADENECTOMIA – remover gl e cisto
Para saber lado acometido – deitar @ dorsalmente (cisto pende para o lado) caso tenha dúvida, realizar
bilateral.
***Cuidado com: jugular, maxilar e linguofacial
Pós Op: Dreno por 5 dias, ATB, AINE ou Corticoide (edema)
RANULA – Mucocela na Gl. Sublingual
Sinais Clínicos: Aumento de volume ventral a base da língua; elevação da
língua, dificuldade de deglutir alimento e disfagia, pode dispneia.
Tratamento:
***MARSUPIALIZAÇÃO*** -
drenagem para cavidade natural.
AFECÇÕES DE ESÔFAGO
MEGAESOFAGO
A) PERSISTÊNCIA DO 4º ARCO AÓRTICO DIREITO (AAD)
Mais comum em cães em época de desmame
Patogenia:
Alteração CONGENITO HEREDITÁRIA onde o 4º AAD (que dá origem a aorta) não regride e
a aorta acaba se desenvolvendo do lado Direito. A aorta e artéria pulmonar são ligados pelo DUCTO
ARTERIOSO, este por sua vez, com a aorta do lado direito, passa por cima do ESÔFAGO comprimindo-
o levando a uma dilatação cranial MEGAESÔFAGO
Diagnóstico e Sinais clínicos:
- Regurgitação, pneumonia
por aspiração, emagrecimento,
não crescem;
***Esofagograma =>
diferenciar de CE, contraste
passa ainda depois da dilatação;
Tratamento:
***TORACOTOMIA + SECÇÃO DO DUCTO ARTERIOSO + PLICATURA NO ESO***
- Lembrar de sempre ligar ambos os lados e restaurar pressão negativa;
- Pré Op: ATB anaeróbio + gram +.
Pós Operatório:
- Alimentação liquida ou pastosa + pró cinéticos (bromoprida + metoclopramida)
B) TOTAL IDIOPÁTICO
Cães mais idosos com 7/8 anos, raças grandes ou gigantes.
Diminuição dos gânglios nervosos sem causa aparente – diminuição do
peristaltismo.
Diagnóstico: Aumento do esôfago total no raio x
Tratamento Clínico:
- Bromoprida 0,2 a 0,5 mg/kg cada 6 ou 8h (antagonista receptores
D2 – dopaminérgicos);
- Domperidona 0,05 – 0,1 mg/kg cada 8h;
- Alimentação Bipedal pastosa e líquida oferecida várias vezes;
OBSTRUÇÕES ESOFÁGICAS POR CORPO ESTRANHO
Esofagograma: Bário 2 a 4 mg/kg
Na Transição Na Base do Na Junção
Na Orofaringe
Cervico Torácica Coração Gastro Esofágica
Tosse,
Regurgitação Regurgitação dias
Disfagia, mímica regurgitação
alimento não depois,
Sinais engasgo, pateamento
digerido, halitose e
horas depois,
emagrecimento,
e halitose prop demora a
anorexia desidratação
perceber
Palpação e inspeção, Raio x (dilatação cranial) e
Diagnóstico raio x
Esofagograma
esofagograma ou endoscopia
1º) Laparotomia
Esofagotomia
(retirar pelo
torácica E na
estômago) 2º)
Esofagotomia Esofagotomia altura do
Tratamento esquerda esquerda coração (tentar
Toracotomia e
esofagotomia (pré
caudal) + dreno
op: ATB e Fluido -
analgesia
CHOQUE)
Pós Jejum 3 dias, alimento liquido 3 dias, pastoso Jejum 3 dias, alimento liquido 3 dias,
Operatório 3 dias pastoso 3 dias + TUBO ANALGESIA
AFECÇÕES DE ESTÔMAGO
DILATAÇÃO VOLVULO GÁSTRICA
Mais frequente em cães de raças grandes ou gigantes com tórax profundo, animais que se alimentam,
bebem água e já vão brincar ou que se alimentam com comidas altamente fermentativas, produz gás –
dilata e torce. A aerofagia também pode estar associada a doença ou que se alimentam apenas uma vez
ao dia.
Patogenia:
Ainda não se sabe se a dilatação precede ou sucede a torção gástrica, há duas hipóteses que
podem ser consideradas:
A dilatação leva um aumento da tensão da parede gástrica, redução do fluxo sanguíneo, lesão
isquêmica local e necrose da parede gástrica, normalmente região mais afetada é a curvatura maior por
ser a mais irrigada. A rotação ocorre e é comum que ocorra no sentido horário visto da perspectiva do
cirurgião. Pode ocorrer uma rotação de ângulo de 90 a 360º mas é mais comum por 220 a 270º; Devido
a DVG, ocorre fatores associados a torção:
O Baço é ‘levado’ para região ventral direita do abdome devido ao lig gastroesplênico
causando congestão esplênica e esplenomegalia;
Compressão da veia cava e porta – diminui retorno venoso – diminui DC e PAM –
CHOQUE HIPOVOLÊMICO;
Isquemia gástrica – gastrite e necrose da parede – absorção de bactérias e endotoxinas
e perda de líquidos – CHOQUE ENDOTOXÊMICO;
Aumento da pressão portal – isquemia – pâncreas produz fator depressor do
miocárdio;
Íleo paralítico e atonia gástrica – sequestro de líquidos e desequilíbrios
hidroeletrolíticos – ACIDOSE
Acidose + fator depressor miocárdio + RL => isquemia coração => arritmias e
diminuição contratilidade;
Sinais Clínicos:
- Distensão abdominal e compressão diafragmática (dispneia e taqui);
- Inquietude, prostração e dor;
Diagnóstico:
- Sinais + exame físico;
- Raio X confirma
Tratamento:
***GASTROTOMIA – direita e colocar
cateter de fôlen + TTO Choque;
***Gastrectomia para regiões necrosadas e
Gastropexia.
Pós-Operatório: heparinização + varredor RL + dieta + ATBs + Dimeticona (luftal).
OBSTRUÇÃO GÁSTRICA POR CORPO ESTRANHO
Sinais Clínicos:
- Diferentes intensidades de gastrites, hiporexia e seletividade de alimentos;
- > irritação vira anorexia;
- Apatia, desidratação, emagrecimento;
- Vômitos intermitentes (CE estimula antro piloro) – pode evoluir alcalose;
Diagnóstico: Dor a palpação abdominal; raio X; transito gástrico (bário 20 a 30 min); endoscopia.
Tratamento: Gastrotomia e retirada do CE.
SÍNDROME ESVAZIAMENTO GÁSTRICO
Postura de prece, síndrome do antro piloro, hipertrofia da região. Acomete normalmente raças pequenas
com histórico de emese esporádica.
Tratamento:
*** PILOROPLASTIA EM V OU Y ***
AFECÇÕES INTESTINAIS
OBSTRUÇÕES POR CORPO ESTRANHO
Patogenia:
Parada do CE na junção ileocecocólica ou outro lugar, ocorre acumulo de alimento cranial ao CE
levando a distensão e aumento do peristaltismo. Devido ao acúmulo ocorre fermentação desses alimentos
e crescimento de bactérias anaeróbias. Assim há produção de gás e com o tempo + gás é produzido, o
animal ainda se alimenta e + alimento se acumula e + distensão do intestino:
***Refluxo duodenal p/ estômago => EMESE FECALÓIDE (4 a 5 d)
***Dilatação e + gás => necrose e translocação bact. => entra água cranial =>
DESIDRATAÇÃO (invisível).
Sinais Clínicos:
1 a 2 dias – Tenesmo e disquesia, apatia e anorexia;
Depois 3º dia – Desidratação, emese fecalóide, aumento temperatura ou diminuição (pós
desidratação), mucosas congestas e sinais de CHOQUE;
Diagnóstico: Palpação abdominal (objeto/dor), Raio X (dilatação alças cranial) e transito intestinal;
Ausculta (ausência borburíneos).
Tratamento:
***Pré Operatório: Fluidoterapia, ATBs, Escopolamina ou Butorfanol, Varredores RL, Corticóide
***DEPENDE DA VIABILIDADE DO TECIDO***
COLORAÇÃO MOTILIDADE PULSO ART. BRILHO TEMPERATURA
VIÁVEL Congesta Diminuída Presente Presente Quente
INVIÁVEL Escura Ausência Ausência Ausência Fria
***Viável => ENTEROTOMIA + OMENTALIZAÇÃO
***Inviável => ENTERECTOMIA + ENTEROANASTOMOSE
***Pós Operatório: Jejum 3 dias total, liquido 3 d e pastosa 3 d, Fluido ATB e Analgesia
CORPO ESTRANHO LINEAR
- Para na cavidade oral;
- Palpação abdominal Alças pinçadas (saia enrugada);
- TTO Várias enterotomias.
INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL
Devido a diarreias por verminose ou tenesmo. Patogenia semelhante
ao CE só que mais severo, os sinais também.
Diagnóstico: Palpação (cilindro e aumento de vol.); Raio X e trans
intestinal, no US – Sinal de Alvo
Tratamento: Desfazer a intussuscepção bem devagar e quando não
viável enterectomia
***Plicadura intestinal (diminuição motilidade)
Pré e pós semelhante CE.
ÍLEO ADNÂMICO
Ativação do parassimpático decorrente: manipulação excessiva; alto tempo de exposição; pré
disposição ou influências hormonais, opióides, alterações eletrolíticas.
Medidas para que não ocorra:
Pré Operatório: evitar jejum prolongado, evitar preparação intestinal e controle da dor (inibidor
da COX2 e peridural);
Trans Operatório: menos invasivo e fluidoterapia adequada.
Pós Operatório: Evitar dreno; menos opióides; deambulação precoce e procinéticos
(metoclopramida)
MEGACOLON
***Mais comum em gatos***
*CONGENITO: por Cauda da hipomotilidade, ausência de células ganglionares. Obstrução baixa
(colonoscopia) ressecção parte afetada - @ jovens.
*ADQUIRIDO: por Consequência da hipomotilidade. Fecaloma, CE, dieta, dor, trauma, disfunção nervo
colônico, hipotireoidismo, botulismo - @ idosos.
Sinais Clínicos: anorexia, apatia, dor abdominal, emese e tenesmo,
perda de peso e distenção abdominal.
Diagnóstico: EFG, palpação (massa e linfoadenopatia mesentérica);
Tratamento Clínico: Agua morna, óleo mineral, supositório retal,
glicerina, sulfuccionato de Na, Psylium ptralatum, lactulose (1
mL/4,5 kg – cão e 5 ml/gato), ranitidina e fibra de trigo;
Tratamento Cirúrgico: diminuir cólon!!
Cuidado com deiscência e recidiva (colectomia subtotal +
anastomose).
FECALOMA
Causa: Tumores (próstata, linfonodos e vesícula urinária);
Fratura de pelve (principalmente);
Osteodistrofia fibrosa;
Autolimpeza (tricobezoar).
Sinais: Tenesmo e anorexia ---> pode evoluir CHOQUE
Diagnóstico: Raio X e palpação abdominal;
Tratamento Clínico: fibras e laxantes, realizar enema e manipulação
Tratamento Cirúrgico -> Caso não dê certo o clínico – Colotomia e retirada das fezes.
AFECÇÕES DE RETO E GL. ADNAIS
PROLAPSO DE RETO
Ocorre decorrente do aumento de peristaltismo por conta do tenesmo ou
diarreias parasitárias.
Diagnóstico: Inspeção e “teste do termómetro”
DD: Instussuscepção Prolapsada (termômetro avança muito, diarreias
paradas abruptas – TTO: laparotomia e puxa tudo!).
Tratamento: ***DEPENDE DA VIABILIDADE*** e TRATAR CAUSAS
VIÁVEL Congesto Quente Com brilho Sangra ao escarificar Alta sensibilidade
INVIÁVEL Enegrecido Frio Sem brilho Não sangra Baixa sensibilidade
***VIÁVEL – redução manual (com lubrificantes e pomadas), antes lavar para retirar sujidade e fazer
bolsa de tabaco por 5 a 7 dias;
***INVIÁVEL – Ressecção das áreas necrosadas (escarificar) e reduzir (pontos de reparo bussula).
Bolsa de tabaco por 5 a 7 dias;
Caso Recidivas – COLOPEXIA
+++ ANTIDIARREICOS (caso necessário)
- Loperamida (imosec) 0,1 mg/kg/TID (cão) e 0,08 a 0,16 mg/kg/BID (gato)
- Difenoxilato 0,1 a 0,2 mg/kg/TID (cão) e 0,05 a 0,1 mg/kg/BID (gato)
PO: Enterectomias
ATRESIA ANAL
Sinais: não elimina mecônio, aquesia, apatia e distensão abdominal;
Grau I
Membrana oclui ânus e esfíncter esta normal.
Diagnóstico: Agulha – contrai;
Grau II
Membrana oclui ânus e oclui o reto
Diagnóstico: Raio x e contraste 2h;
Tratamento GI e GII: remover folhetos em cruz e sutura depois
Grau III
O reto é mais curto
Diagnóstico: Raio X e contraste
Tratamento: Laparotomia e unir reto ao ânus
COMPACTAÇÃO DAS GL AD ANAIS + FISTULIZAÇÃO
Ocorre devido a obstruções causadas por prurido anal (Dipylidium ou pelos).
Sinais: Aumento volume e temperatura, conteúdo anormal (marrom liquido) e pode ser uni ou bilateral.
Diagnóstico: Inspeção e DD: tumor
Tratamento:
***COMPACTAÇÃO: compressão manual (todos dias) e controlar a causa + controle pulga,
analgesia, ATB e pelos bem cortados;
***FISTULIZAÇÃO: curetagem mecânica ou química = machos castrar.