Conceitos do HTML
Conteudista
Prof. Esp. Alexander Albuquerque Gobbato
Revisão Textual
Prof.ª M.ª Rosemary Toffoli
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Entender que o HTML5 é uma linguagem para criação e publicação de
documentos para web;
• Apresentar os vários recursos disponíveis com a nova versão do HTML;
• Compreender alguns itens que serão de extrema importância para ini-
ciarmos a construção de um formulário.
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entendimento do conteúdo.
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ponibilização é para consulta off-line e possibilidade de impressão.
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Introdução
Houve um grande avanço da versão do HTML 4.01 para o HTML5. Muitas valida-
ções e programações que teríamos que fazer utilizando uma linguagem de pro-
gramação foi incorporado aos elementos HTML, nesta Unidade iremos verificar
quais foram esses itens que utilizaremos e que vieram para facilitar nossas vidas.
Ambiente Cliente/Servidor
Pensando nos elementos básicos para fornecer informação através da Web,
temos:
Figura 1 – Ambiente cliente/servidor
Fonte: Adaptada de Freepik
#ParaTodosVerem: figura esquemática que apresenta o ambiente cliente/servidor. A figura é composta por
três elementos, da direita para a esquerda temos, a figura de um computador que representa o cliente, no
meio uma nuvem que representa a conexão e na direita temos servidores que representa o servidor web
com protocolo HTTP. Fim da descrição.
O que precisamos saber:
• Cliente:
• HTML;
• CSS;
• Javascript;
• XML.
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• Servidor:
• Banco de dados;
• JSP;
• [Link].
O que é HTML?
A World Wide Web (Web) é uma rede de recursos e serviços de informação.
Ela serve-se de três mecanismos, de modo a fazer com que esses recursos este-
jam legivelmente disponíveis à audiência mais vasta possível:
• Um esquema uniforme de atribuição de nomes, de forma a se localizar
os recursos na Web (ex.: URIs);
• Protocolos, para o acesso aos recursos nomeados através da Web (ex.:
HTTP);
• Hipertexto, para uma navegação mais fácil através dos referidos recur-
sos (ex.: HTML).
Os laços entre os três mecanismos evidenciam-se através desta especificação.
Introdução aos URIs
Todos os recursos disponíveis na Web possuem um endereço, o qual poderá
ser codificado por um Identificador de Recursos Universal, ou “URI” (Universal
Resource Identifier).
Os URIs são de uma forma geral constituídos por três partes:
• O esquema de nomeação do mecanismo usado para se ter acesso ao
recurso;
• O nome da máquina de hospedagem desse recurso;
• O nome do próprio recurso, atribuído na qualidade de trajeto (path).
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Exemplos de URIs
• Página destinada a relatórios técnicos da W3C: h t t p : / / w w w . w 3 . o r g
/TR/
• URI referente a caixa postal: <a href=[Link]
[Link]> Prof. Alexander Gobbato</a>
• Identificadores de fragmentos: h t t p : / / s o m e s i t e . c o m / h t m l / t o p . h t m
l#section_2
No HTML, os URIs são usados para:
• Fazer uma ligação a um outro documento ou recurso, (ver os elementos
A e LINK);
• Fazer uma ligação a uma folha de estilo ou script (ver os elementos LINK
e SCRIPT);
• Incluir uma imagem, objeto ou applet numa página, (ver os elementos
IMG, OBJECT, APPLET e INPUT);
• Criar um mapa de imagens (ver os elementos MAP e AREA);
• Submeter um formulário (ver FORM);
• Criar um documento com molduras (ver os elementos FRAME e IFRAME);
• Citar uma referência externa (ver os elementos Q, BLOCKQUOTE, INS e
DEL);
• Fazer referências a convenções de metadados descrevendo um docu-
mento (ver o elemento HEAD).
W3C
A World Wide Web Consortium (W3C) é o órgão responsável por recomendar
padrões de desenvolvimento para a internet. Por meio destes padrões se
pode classificar web sites de acordo com suas características técnicas, indo
além do visual e navegadores, de acordo com sua capacidade em atender
aos padrões definidos.
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Para se publicar informação de distribuição global, é necessário utilizar-se uma
linguagem de compreensão universal, uma espécie de Língua de publicação
“Mãe”, a qual possa ser potencialmente usada e compreendida por todos os
computadores.
O HTML é a linguagem de publicação usada pela World Wide Web (do Inglês: Hyper
Text Markup Language).
O HTML dá aos autores a possibilidade de:
• Publicar documentos online contendo cabeçalhos, texto, quadros e tabe-
las, listas, fotos etc.;
• Recuperar ou retirar informações online, por intermédio de ligações de
hipertexto, clicando num botão;
• Concepção de formulários para efetuar transações com serviços remo-
tos, para o uso na busca de informação, efetuar reservas, encomenda de
produtos etc. (W3C, 2018).
Versões
A versão mais significativa para nossa realidade foi o HTML 4.01 que foi publica-
do como uma recomendação do W3C em 1999. Ele possui as mesmas versões
do HTML 4.0.
A especificação do HTML 5 teve início em 2008 e ainda está em desenvolvimento
sendo que sua última publicação foi liberada em 2012.
Figura 2 – HTML5
Fonte: Wikimedia Commons
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Muitos comandos não são compatíveis com todos os Navegadores (isso se aplica
principalmente ao CSS3 que veremos mais para frente).
Quando abrimos uma página HTML em um navegador, o navegador irá interpre-
tar as tags, ou seja, irá fazer uma análise sintática, definindo como cada parte do
texto será apresentada.
Um problema comum no desenvolvimento de páginas HTML desde o seu surgi-
mento e outras tecnologias como CSS e Javascript, é a compatibilidade entre os
navegadores, ou seja, uma página desenvolvida em HTML5 pode rodar somente
no Chrome, por exemplo, ou aparecer de um jeito no Internet Explorer e de outro
no Firefox, também temos que tomar cuidado quando falamos em dispositivos
ou sistemas diferentes, como visualizar nossa página em um celular. Nem todos
os aparelhos estão aptos a rodar os códigos atuais.
Motores de Renderização
É o mecanismo utilizado pelos navegadores para processar o código das páginas
web, os principais motores dos principais navegadores são:
• Webkit (é o mais compatível com HTML 5) – Safari, Chrome;
• Gecko – Firefox;
• Trident – Internet Explorer.
Devemos sempre procurar deixar nossos códigos compatíveis com esses moto-
res para que possamos atingir o maior número possível de usuários.
HTML Markup Tag
As marcações de tags HTML são geralmente chamadas de tags HTML.
As palavras chaves estão marcadas entre os símbolos < e > como <html>.
Geralmente em pares como <b> e </b>.
A primeira tag do par é a tag inicial e a segunda tag a tag final.
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Regras HTML Tag
• Tags HTML consistem em comandos que aparecem entre colchetes an-
gulares (<>);
• Tags HTML não são case sensitive;
• Tags HTML quase sempre vêm em pares.
Exemplo:
Figura 3 – Exemplo de código HTML
Fonte: Acervo do Conteudista
• Texto entre <html> e </html> descreve a página web;
• O texto entre <body> e </body> é a informação visível na página;
• O texto entre <h1> e </h1> é exibido como cabeçalho;
• O texto entre <p> e </p> é exibido como parágrafo.
Document Type
O elemento <!DOCTYPE> especifica o tipo de documento (DTD), como página de
uso restrito de HTML e CSS.
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• HTML 4.01 Strict DTD – adheres CSS and HTML 4.01 standards: <!DOC-
TYPE HTML PUBLIC “-//W3C//DTD HTML 4.01//EN” “ h t t p : / / w w w . w 3 . o r g
/TR/html4/[Link]” >
• HTML 4.01 Transitional DTD – adheres HTML 4.01 standards including
deprecated HTML elements and attributes: <!DOCTYPE html PUBLIC “-//
W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN” “ h t t p : / / w w w . w 3 . o r g / T R / x h t m
l1/DTD/[Link] ” >
• HTML 4.01 Frameset DTD – adheres HTML 4.01 standards including de-
precated HTML elements and attributes and frames.
O DOCTYPE é a maneira de você dizer para qualquer navegador como ele deve
agir ao ler seu código HTML.
Porque cada browser tem um padrão próprio de renderizar o HTML sem DOCTYPE.
O Strict é o “melhor” uma vez que ao dizer para um browser renderizar com ele,
você está dizendo que seguirá rigorosamente os padrões.
O Transitional você diz ao Browser que seu código está em transição, não neces-
sariamente seguirá rigorosamente os padrões, mas não fará um “ninho de ratos”.
Já o Frameset, será para renderizar os arcaicos Frames.
Documento Principal
O <html> é o elemento principal do documento HTML.
Ele contém outros elementos como:
• <head> </head> tags;
• <title></title> tags;
• <body></body> tags.
O elemento <title> fornece o título do documento que aparece o topo do browser.
O elemento <body> contém todas as informações do documento, ele vem de-
pois do cabeçalho e deve ser fechado. A lista a seguir contém alguns atributos
comuns:
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• BGCOLOR: define o valor da cor;
• BACKGROUND: permite que você especifique um arquivo gráfico para
utilizar como imagem de fundo:
• Fornece um localizador de recursos uniforme (URL) de uma pasta de
imagem para ser utilizada como o fundo tela;
• Se a imagem for salva em outro lugar, você tem que digitar o ende-
reço completo que aponta para a imagem.
• LINK: permite que você especifique a cor em que hiperlinks de texto não
visitados;
• VLINK: permite que você especifique a cor na qual visitou;
• ALINK: permite que você especifique a cor enquanto os usuários clicam
nos links.
Vejamos alguns elementos HTML.
Criação de Links
A tag <a> define um hiperlink que é usado para ligar uma página para outra.
O atributo mais importante do elemento é o atributo href, que indica o destino
do link.
Figura 4 – Exemplo de uso da tag <a> com uso do atributo href
Fonte: Acervo do Conteudista
Criação de Tabelas
A tag <table> define uma tabela em html. A tag <table> consiste em um elemento
<tr> para indicar a linha e um elemento <td> para indicar a célula.
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Figura 5 – Estrutura HTML para criação de tabela
Fonte: Acervo do Conteudista
#ParaTodosVerem: a figura apresenta um código HTML que utiliza as tags <table>, <tr> e <td> para a criação
de uma tabela. Fim da Descrição.
Criação de Listas
• <ul> – lista não ordenada;
• <ol> – lista ordenada;
• <li> – item de lista.
Figura 6 – Estrutura HTML para criação de listas
Fonte: Acervo do Conteudista
#ParaTodosVerem: a figura apresenta um código HTML que utiliza as tags <ul> para uma lista não ordenada,
<ol> para uma lista ordenada e <li> que inserir os itens nas listas. Fim da descrição.
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Criação de Campos Textos
A tag <input> especifica um campo de entrada onde o usuário pode inserir dados.
Os <input> geralmente são utilizados dentro de <form>.
Um campo de entrada pode variar de muitas formas, dependendo do tipo de
atributo.
Figura 7 – Estrutura HTML com uso da tag <input>
Fonte: Acervo do Conteudista
Caracteres Especiais
HTML permite que caracteres especiais sejam representados por sequências de
escape, indicadas por três partes: um & inicial, um número ou cadeia de caracte-
res correspondente ao caractere desejado, e um ; final.
Quatro caracteres ASCII – <, >, e & têm significados especiais em HTML, e são
usados dentro de documentos seguindo a correspondência:
Quadro 1
Entidade Caracter
< <
> >
& &
Outras sequências de escape suportam caracteres ISO Latin1. Aqui está uma
Tabela com os caracteres mais utilizados em português:
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Quadro 2
Entidade Caracter Entidade Caracter
á á Á Á
ã ã Ã Ã
â â Â Â
à à À À
é é É É
ê ê Ê Ê
í í Í Í
ó ó Ó Ó
õ õ Õ Õ
ô ô Ô Ô
ú ú Ú Ú
ü ü Ü Ü
ç ç Ç Ç
Como vemos, as sequências de escape são sensíveis à caixa. Os editores de HTML
fazem essa tradução automaticamente.
Alguns editores, no entanto, mantêm a acentuação, sem usar as entidades de
formatação. Quando isso acontece, deve-se inserir uma indicação do esquema
de codificação ISO Latin1, escrevendo:
<META HTTP-EQUIV=”Content-Type” CONTENT=”text/html;charset=ISO-8859-1”>
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Alguns Elementos Novos do
HTML
Section
Representa um documento genérico ou seção da aplicação. Pode ser usado em
conjunto com elementos <h1>, <h2>, <h3>, <h4>, <h5> e <h6> para indicar a es-
trutura do documento
Exemplo:
Figura 8 – Estrutura HTML com uso da tag <section>
Fonte: Acervo do Conteudista
Article
Representa uma peça independente do conteúdo de um documento, como um
blog ou artigo de jornal.
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Figura 9 – Estrutura HTML com uso da tag <article>
Fonte: Acervo do Conteudista
Aside
Representa uma parte do conteúdo que é pouco relacionado com o resto da
página.
Figura 10 – Estrutura HTML com uso da tag <aside>
Fonte: Acervo do Conteudista
Footer
Representa um rodapé de uma seção e pode conter informações sobre o autor,
direitos autorais etc.
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Figura 11 – Estrutura HTML com uso da tag <footer>
Fonte: Acervo do Conteudista
Figure
Representa uma parte do conteúdo de fluxo autossuficiente.
Serve para agrupar uma seção de conteúdo independente, como um vídeo ou
uma imagem.
Figura 12 – Estrutura HTML com uso da tag <figure>
Fonte: Acervo do Conteudista
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MATERIAL COMPLEMENTAR
Livro
Apresentação da HTML5
SILVA, M. S. Apresentação da HTML5. In: SILVA, M. S. HTML5 – A
linguagem de marcação que revolucionou a web. 2. ed. São Paulo:
Novatec, 2019.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SILVA, M. S. Construindo sites com CSS e (X)HTML: Sites controlados por folhas de
estilo em cascata. São Paulo: Novatec, 2010.
SILVA, M. S. HTML 5 – A linguagem de marcação que revolucionou a web. São Paulo:
Novatec, 2011.