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Cap 27

Com a mudança de cores das folhas, também se fez presente o clima mais frio. E como sempre,
Camila estava mais do que animada para o feriado que se aproximava. Halloween ainda não tinha
nem passado e a garota menor já estava preparando o Dia de Ação de Graças.

Com poucos dias faltando para o Halloween, Camila e Lauren estavam ocupadas dando os toques
finais em sua casa. Normani e Dinah insistiram que elas fossem para a festa de Halloween delas. As
duas garotas eram conhecidas por decorar todo o apartamento perfeitamente e abusarem mais do
que deviam do barulho, que irritava os vizinhos.

No momento presente, Camila estava se equilibrando numa cadeira na varanda, tentando pendurar
uma corda de luzes em formato de aboboras no teto. Lauren estava no estúdio de arte como
sempre, trabalhando em uma pintura que vem tentando terminar a semanas.

Wolf estava escorado na ponta da varanda perto de Camila, como sempre. A garota menor
finalmente foi capaz de ligar as luzes, batendo palmas quando tudo ascendeu. Ela se moveu entre as
teias de aranha falsas, o que ela achou surpreendentemente difícil de manusear.

Enquanto isso, Lauren tinha sua playlist para pinturas no volume máximo. Tinha um pincel preso
atrás de sua orelha e outro em sua boca. Sua blusa branca estava uma bagunça de vermelhos e
amerelos, e uma mancha de roxo foi parar sem ser percebida em seu queixo. Ela estava tão perdida
em seu trabalho que nem notou que horas eram.

Seu projeto atual era um de seus favoritos. A ideia tinha sido inspirada por Camila (mesmo que ela
não soubesse). Lauren gostava de pensar sobre aquilo como a calma depois da tempestade. Ela se
aproximou se sua tela e começou a adicionar pequeninos detalhes dentro do oceano, tendo a
certeza de dar uma atenção extra para as sombras.

Depois de alguns minutos, Lauren pausou e esfregou os braços. O quarto tinha ficado estupidamente
gelado. Correndo o quarto com os olhos, ela encontrou um pano velho sob a mesa e o colocou nos
ombros. Sem pensar duas vezes, voltou ao trabalho.

Somente alguns momentos depois, porém, ela sentiu uma fina linha de suor se formar no busto,
logo acima do lábio. Abanando-se um pouco, ela tirou o pano de si, colocando-o de lado e tornando
a atenção à tela.

Uma hora ou quase passou e Lauren se encontrou tremendo de frio novamente. Trazendo o pano de
volta, ela segurou o pincel com a boca e foi para o corredor para verificar o termostato. Ela ficou
surpresa quando viu que a temperatura estava completamente normal.

Mas porque ela era Lauren, e as vezes um pouquinho determinada demais, ela ignorou a leve dor
em sua cabeça e continuou sua pintura.

Algum tempo passou, e agora Camila estava de pé na calçada na frente de sua casa, admirando o
trabalho manual presente na rua. Era o perfeito conjunto de assustador e decorativo. Até mesmo
Wolf aproveitou andando por aí até bater contra um pedaço de fita e começar a brincar.

Orgulhosa de seu trabalho, Camila retirou o velho gato da varanda e fez seu caminho para dentro da
casa. Ela chutou fora suas botas e colocou sua jaqueta de lado, indo de encontro ao corredor.

A primeira coisa que ela ouviu foi Lauren espirrando. Levantando a sobrancelha, a garota menor
parou dentro do estúdio. As mãos de Lauren estavam cobertas de tinta, e quando ela usava sua
roupa para limpar o nariz, ela fazia uma longa linha de azul bem embaixo do lábio. Camila virou a
cabeça para o lado.

“Você parece doente,” Camila notou, fazendo Lauren pular com a interrupção surpresa. A menina
menor se encostou timidamente na porta, seu cabelo estava uma perfeita bagunça pelo tempo que
ela ficou do lado de fora. Suas bochechas estavam com um leve tom avermelhado pelo frio tempo
de outono, e Lauren não pôde segurar o sorriso.

“Não é doença, somente alergias,” Lauren silibou, fungando e virando novamente para a tela. “Hey,
você pode ligar o termostato? Eu acho que tem alguma corrente de ar aqui”.

Camila levantou as sobrancelhas e olhou para o termostato atrás dela. Sabendo que não deveria
confiar em sua esposa, ela andou até as janelas e sentiu as bordas. Sem correntes de ar.

“Eu vou te fazer uma sopa,” Camila afirmou. Lauren virou confusa.

“Mas eu não estou doe-,”

“Eu vou te fazer uma sopa,” Camila deu-lhe um olhar, e Lauren soube que argumentar com ela não
iria leva-la a lugar algum. Suspirando, a mulher de olhos verdes somente balançou a cabeça e voltou
para a pintura.

Com um sorriso vitorioso, Camila fez seu caminho de volta pelo corredor para a cozinha. Wolf a
seguiu de perto, pulando no seu lado do balcão. (Sim, ele tem o próprio lado no balcão).

“Sopa,” Camila murmurou para ela mesma, olhando para o gato no balcão. “Onde a gente mantém a
sopa, Wolf?”

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