Sintomas e Tratamento de Vermes Intestinais
Sintomas e Tratamento de Vermes Intestinais
Febre amarela
2. Hiv
INFECTOLOGIA
1. PARASITOSE INTESTINAL:
A ) AMEBIASE: Pela E.H. tem duas fases em trofozoitas e cistos( formas infectantes agua e alimentos), por isso a
transmissão é oral/anal, Pos ingestão eclodem libeando trofozitas que amadureceram no colon vivendo de forma
comensal ou invadindo a mucosa. E eventualmente vão para corrente sanguinea pulmão fígado, cérebro, assim
liberando cistos e ate algunas trofozoitas nas fezes. CLINICA de diarreia com sangue ,muco e pus e dor abdominal,
febre, TENESMO E COLICAS intensas com febre sem eosinofilia, pode complicar para perfuração , megacolon toxico,
de maneira crônica e no ameboma no QID(Obstrução intestinal), como fígado sendo seu principal rota, muitas vezes
com EPF sem cistos. DX: EPF mais barato, Ag fecais mais acurado e caro, Colonoscopia se forte suspeita e EPF
negativo, e TC ou RM se abcesso. TTO: TINIDAZOL 2g DU, Cça 30 mg/kg ou metronidazol 500 8/8h 5 dias, Abcesso
responde bem a ATB em ate 72hrs, deixando reservado punção casos sem melhora 4 dias, ameaça de ruptura, mais
PHP e equilíbrio eletrolítico.
B) GIARDIA: Geralmente assintomático , mas com acometimento do intestino delgado causa fezes explosivas e
fétidas autolimitado e ate casos de persistência ou intermitente com esteatorreia, flatulência, distensão abdominal,
FEBRE BAIXA, e essa mistura de anorexia e má absorção pode gerar anemia e perda de peso com baixa absorção de
vitaminas, CAUSA COMUM DE DIARREIA CRONICA E DEFICIT DE CRESCIMENTO. Pode ser infecção interpessoal como
creches . Pode gerar uma sub oclusão intestinal. TTO com tinidazol 2g DU ou metro 500 12/12 h 5 dias. Tb
nitazoxanida7,5mg/kg 12/12h 3 dias máximo máximo 500mg/dose. ALBENDAZOL 400MG 1 X DIA 5 DIAS.
C) ASCARIDIASE: São as lombrigas, podem chegar a 20cm macho e ate 35 cm femea que pode botar ate 20º mil ovos
que podem ficar na terra, comida, solo por tempo e quando ingerido libera a larva no intestino que penetra a
mucosa e chegam ao pulmão em busca de O2 e durante 10 dias amadurecem ate que sobem até a glote e são
engolidas para tornar um verme adulto , ou seja, faz ciclo de loss, Numero de vermes depende do numero de ovos
ingeridos, não se multiplica . CLINICA : Dor abdominal, náuseas e anorexia e em cças pode gerar desnutrição , pode
gerar o bolo de ascaries quando muito numerosas ate sair por orifício e bilio-pancreatico . TTO com albendazol
400mg DU ou 10 mg/kg/ cça e repetir em 3 semanas, ou mebendazol 100mg 12h12h ou ivermectina 200mcg/kg DU.
Se bolo de áscaris evitar o primeiro e usar Piperazina mais óleo mineral hoje não encontrado no mercado fazendo
apenas outras medidas e indicando o tto acima se motilidade intestinal preservada., Anti-Espasmodico, Analgesico,
PHP, SNG, anti emético . Cirugia caso volvo intestinal, perfuração, obstrução total.
D)ANCILOSTOMIASE: Parasita do duodeno e jejuno proximal. Ingressa pela penetração na pele e logo depositam
seus ovos no lume intestinal na terra vira larva filarioide e penetra pé, folículos chega ao coração e pulmão (Ciclo
de LOSS e SINDROME DE LUFFLER) doença do jeca tatu, perde apenas para ascaridíase em prevalência. CLINICA:
Enterite com pequenas hemorragias ate 0.2 a 0,5 ml dia suficiente para gerar uma anemia ferropriva , dermatite
no sitio de entrada, com prejuízo no crescimento NA CRIANÇA ate IC grave . DX : EPF 3 consecutivos sempre para
todas parasitoses. TTO: Para todos da família. Com controle EPF 7-14-21 dias após tratamento com MEBENDAZOL
100MG 12H/12H 3 DIAS OU ALBENDAZOL 400MG OU 10 MG /KG CÇA DU.
E) ESTRONGILOIDIASE: Verme de 1-3 mm, tb entra através da pele, faz o ciclo de LOSS, SD de luffler, e logo madura
no intestino delgado, mais prevalente no duedeno e jejuno. Nesse contexto os ovos podem amadurecer e alcançar a
corrente sanguínea fazendoo ciclo de loss de maneira indireta podendo gerar a AUTO INFECÇÃO e mais comum e
acelerado no em imunocomprometido, HIV, corticoides... no Exame físico dermatite linear serpentiforme parecido
com larva migrans com evolução lesão mais rápida sendo a primeira fase da doença bastante pruriginosa e logo a
sd de loffler, e quando no intestino sintomas intestinais como diarreia, dor epigástrico, hipoalmbunemia. DX feito
por EPF ou aspirado duodenal, TTO: toda a família, com controle 7-14-21 dias, Ivermectina 200mcg /kg
DU(HIPERINFECÇÃO) e Albendazol 400mg ou 10mg cça DU.
F) ENTEROBIASE(OCIURIASE) : Parasita do intestino grosso. Não faz ciclo de LOSS, femea saem para região anal e
depositam seus ovos já que necessitam o2 para terminar a amadurecer , em 6 horas já pode infectar, sem
necessidade de contato com solo. E pode ser auto infectante pelo mão anus boca. CLINICA com prurido anal intenso
a noite, insônia, irritabilidade e desconforto, escoriações que podem sobre infectar, raro sangue. Posso ate visualizar
na região anal ou conta paciente. Pode migrar para o aparato [Link] secreção e prurido vaginal DX: método
graham com fita anal, raro ovos no EPF. TTO: todos da casa e creche, controle swab anal em 7 dias após tratamento.
Pomoato de pirantel 10 mg/kg DU ou mebendazol 100 12h 5dias ou ALBNDAZOL 400 mg DU.
G) TRICURIASE: Ingestão contaminada com ovos que eclodem no intestino delgado e migra para colon acendente e
ceco. Clinica intestinal variada, dermatite com placas urticariformes, o clássico prolapso retal em crianças com
sintomas intestinais. TTO compomoato de oxipirantel 10mg/kg/ DU ou albendazol ou mebendazol.
H)TENIASE: A sagitana e a solium. Ocorre por ingestão de carne crua tanto de porco ou vaca. Podem chegar a 4-10
metros sendo a sagitana maior. Tem o homem como hospedeiro definitivo, T. Solium do porco(quando hospedeiro
intermediário cisticercose) e T. Sagitana vaca. Quando adultas liberam ovos que quando ingeridos pelo Hospdeiro
Intermediario(boi/vaca) se transforma em larvas nos músculos formando um cisticerco que quando ingerida pelo
homem ou outro animal mal cozida gera o parasito adulto no intestino, que terminara com um verme
adulto por isso SOLITARIA. Quando o humano ingere os ovos ele passa a ser Hospedeiro intermediário e ter
cisticerco( T. SOLIUM), muito comum a neurocisticercose( epilepsia, aumento PIC, confirmado por TC/RM), já no
caso de hospedeiro definitivo sintomas intestinais. DX: método graham ou
proglotes no EPF. TTO: praziquantel 5-10 mg/kg DU ou mais dexa e por 21 dias para neurocisticercose. Ou
mebendazol ou albendazol ou nitazoxanida.
I)TOXOCARIASE: Causada por toxocara canis e gatis. Solo contaminado com ovos desses parasitos infectam comida,
agua, quando no intestino liberam as formas adultas que penetram vasos sanguíneos e se alojam em musculo,
fígado, pulmões e alguns casos olhos e cérebro. Algumas fazem o ciclo de LOSS e são deglutidas novamente
formando a forma adulta e liberando mais ovos no meio ambiente, nos tecidos
assume a forma quistica, Pode infectar feto se mae [Link]: Sintomas intestinais, assintomáticas ,
eosinofilia , sintomas respiratórios, distúrbios comportamento ate doença larva migrans visceral(fígado, pulmão,
urticaria), e ocular com EOSINOFILIA.
DX: clinica, epidemiologia e laboratório, padrão ouro seria biopsia .TTO: Albendazol ou mebendazol 100mg
12h/12h 5 dias e corticoides EV se comprometimento respirtorio/cardíaco ou edema cerebral
Realizar os 3 controles de cura com 7-14-21 dias após tratamento exceto para AMEBIASE que de ve ser 7-14-21-28
dias e ESTRONGILOIDIASE QUE FAZ NO 8-9-10 dias após o tratamento. Aconselhar medidas gerais como agua
potável, higiene, preparo alimentos e
tratamento profilático em casos de alta prevalência ( maior a 20% população ) e OMS recomenda albendazol/
ivermectina. Fazem ciclo de loss/síndrome de loffler SANTA.
2. ESCABIOSE: Causado pelo sarcopts scabiei, trassmitida por pessoas infectadas, roupas. A femea penetra epidermis
e depositam seus ovos os quaisem 2 semanas se tornam parasita adultos, esse contato gera uma reação alérgica
com prurido intenso. Sendo Chamada popularmente de sarna.
CLINICA: Papulas eritematoas, vesículas ,nódulos tuneis e prurido, localizadas no lactentes(axilas, palmas e plantas
ate face e couro cabeludo), escolares(espaço interdigital, axilas, punho, genitala e glútea), tendo variáveis como
escabiose norueguesa e nódulo escabiotico, com escoriações e ate sobre infecção. DX praticamente [Link]:
todos da casa mesmo assintomáticos, lavar roupa com agua quente e exposição ao sol, precaução de contato nas
primeiras 24hrs. Menor dois meses = enxofre precipitado 8-10% em creme aplicar 1 x a noite por 3 dias e repetir em
7 dias. Maiores 2 meses = permetrina 5% loção e deixar por 8-12 horas e tomar banho no outro dia repetindo o
processo em 7 dias, Maior de 5 anos e/ou 15kg ivermectina 200mcg/kg repetindo em 1-2 semanas. Educação
higiênica, sintomáticos.
[Link]: São as arboviroses e transmitidas pelo vírus aedes que entra no organismo humano através da picada
logo da viremia, temos a resposta inflamatória com vasodilatação com perda de liquido intravascular gerando
hipovolemia e hemoconcentração e destruição de plaquetas. Geralmente o homem é reservorio, 4 sorotipo sendo a
segunda infecção mais grave. Devemos abandonar o termo dengue clássica, dengue hemorrágica ou Sd do choque
por dengue e encarar a doença como uma doença dinâmica e única.
A) Dengue: A maioria resolve em alguns dias, porem alguns evoluem com extravasamento plasmático precedidos ou
não por sinais de alarme e com lesão orgão-especifico(meningoencefalite, hemorragia digestiva, intracraneal,
miocardite ate hepatite). 3 fases:
*Fase Febril: Febre alta podendo ser bifásica subto, 2-7 dias acompanhando de adninamia, mialgia, artralgia (febre
quebra ossos), dor retro orbitaria, anorexia náuseas e vômitos, diarreia com exantema na fase defervecencia
durando 36-48hrs no fim da fase febril, a maioria passa dessa fase para fase resolutiva.
*Fase Critica: São os que desenvolvem extravasamento plasmático, geralmente na 2da infecção no período de
desfervecencia 3ro a 7mo dia da doença. Começa com o *sinais de alarme (Dor abdominal intensa, desconforto
respiratório, plaquetopenia intensa, hepatomegalia > 2 cm, sangrados mucosas, letargia, irritabilidade, Ascite,
derrame pleural/pericárdio, aumento progressivo HTC(20% valor basal ou 48M 54H)) ficar atento a esses sinais. Se
extravasamento muito evidente pode levar ao choque circulatório geralmente entre o 5-7 dia da doença, caso
persista internar, repor volume e acompanhar estado hemodinâmico. Tb temos Hemorragia digestivas e craneais
mesmo sem sinais de alarme.
*Fase Recuperação: Evoluçao normal da doença mesmo após fase critica se suporte adequado.
-Apresentações clinicas:
*Dengue clássica: Febre alta, inicio abrupto, cefaleia, mialgia, artralgia, prostração, anorexia, dor orbitaria, náuseas,
vômitos, exantema, e prurido cutâneo. Geralmente o exantema surge no fim da fase febril. Posso ter dor
abdominal(mais em crianças), e petequias, epistaxe, gengivorragia, metrorragia no fim do período febril(mais em
adultos). Dura 5-7 dias, com convalescença, acompanhada de grande debilidade física, prolongando por semanas.
Ocorre em pessoas na primo infecção.
*Febre hemorrágica da dengue: Inicio semelhante a DC, evoluindo para agravamento entre 3ro e 4to dia da doença
com aparecimento das manifestações hemorrágicas, e colapso circulatório, a febre reaparece, gerando um caráter
bi-fasico, geralmente ocorrendo na segunda infecção.
*Sindrome do choque da dengue: São s casos graves de FHD que evoluem para choque circulatório, entre 3ro e 7mo
dia da doença, sendo muitas vezes precedidas pelo sinais de alarme. É decorrente do aumento da permeabilidade
vascular seguido do extravasamento plasmático(evidenciado pela hemoconcentração, derrames cavitarios e
hipoalbuminemia), tb ocorredo em pacientes na segunda infecção.
Sinais de alarme: Dor abdominal intensa, desconforto respiratório, plaquetopenia intensa, hepatomegalia > 2 cm,
sangrados mucosas, letargia, irritabilidade, Ascite, derrame pleural/pericárdio, aumento progressivo HTC(20% valor
basal ou 48M 54H).
-DX: Leucocitose com desvio para esquerda, afasta denque, até o 5to dia da doença, ideal no 3ro dia NS1( pesquisa
de ag virais), porem negativo não afasta diagnostico, só confirmada se negativo(IgM) após 6to dia da doença.
*Caso suspeito: área de transmissão, febre 2-7 dias sem foco, 2 ou mais (laço positivo( > 2,5 cm quadrado com mais
de 20 petequias ou 10 em cça), leucopenia, n e v, exantema, mialgia, artralgia, cefaleia, dor retrorbitaria.
*Caso suspeito com sinais de alarme: igual o caso suspeito acima porem com sinais de alarme no período de
defervescencia.
*Caso suspeito de dengue grave: toda suspeita com um ou mais sinal de gravidade (choque compensado ou
descompensado), sangramento grave (hematêmese, melena, metrorragia, hemorragia IC), ou lesão órgão especifico
(Aumento TGO TGP, alteração nível consciência, miocardite).
*Caso confirmado: confirmado laboratorialmente.
-Tratamento: Será de acordo com nível da gravidade, de modo geral, usa se antipiregicos e analgésicos como
paracetamol e dipirona, não usar aine ou AAS e avaliar sinais de alarme, logo avaliação continua e dinâmica.
Perguntar se é dengue? Fenomeno Hemorragico? Sinal de alarme? Choque ou hipotensão?
*Grupo A: dengue sem sinais de alarme, sem condição especial, sem risco social ou comorbidade(HAS, DPOC, DM,
IRC DÇA HEMATOLOGICA, >65 ANOS OU <2 ANOS), sem sangrado de pele espontâneo( equimose ou petequias) ou
induzido, sem necessidade de exame especifico, hemograma sim ou não, hidratação VO 60ml/kg/dia sendo 1/3 SRO
e 1/3 nas primeiras 6hrs e logo o restante ao longo do dia. Manter por todo período febril mais 48hrs, Criança , 10kg
130ml/kg/dia, 10-20kg 100ml, >20kg 80ml. Orienta sinais de alarme e controle no dia que a febre desaparecer ou
com 5 dias.
*Grupo B: Seriam os com risco social, comorbidades, ou sangrado de pele espontâneo ou induzido, sem sinais de
alarme. Realizar internação para inicio de hidratação conforme A e espera dos exames laboratoriais (exames
especifico apenas para não epidemias, caso seja uma epidemia so clinico-epidemiologico), Hemograma para avaliar
hemoconcentração, se normal alta e acompanhamento diário ate 48 hrs após a febre desaparecer, se
hemoconcentrado passo para grupo C.
*Grupo C: com sinais de alarme sem sinal de gravidade. Ex especifico, hemograma e lab básico. Obrigatorio para C e
D( hemograma, TGO TGP, Albumina serica, rx de tórax, usg abdome). Avaliar sinais vitais, diurese e PA. Duas fases:
Expansão: 20ml /kg primeiras 2hras se não tem melhora no hematócrito ou condição hemodinâmica realizo ate 3 x
vezes. Se melhora passo para Manutenção: 25ml/kg em 6hrs e 25ml/kg em 8hrs sendo 2/3 SG5%, sem melhora
passo para plano D.
*Grupo D: com presença de algum sinal de gravidade que seriam o sinais de choque circulatório (taquicardia,pneia,
enchime cap <2s, oliguria, hipotensão), sangrados grave(IC, Digestivos) ou lesão órgão especifico(fígado, miocaridite,
SNC). UTI mínimo 48hrs, 20ml/kg imediato e podendo repetir até 3 vezes, se melhora passar a plano C, caso sem
melhoria do hematocrito inicar expansores plasmático como albumina, ate concentrado de hemácias se sangrados
importantes ou plasma fresco ate transfusão de plaquetas.
[Link]: Febre alta de 2-3 dias mais poliartralgia(o mais intenso) com edema em articulação, poliatrite
principalmente mão e pés, exantema maculopapular, cefaleia, mialgia e sintomas gastrointestinais.
Pode ser aguda, pos aguda( 14 d a 3m) e crônica( após 3 meses, sendo a artralgia o sintoma predominante).
-Dx geralemente é clinico ou por isolamento viral ou PCR RNA até o 5to dia dos sintomas, após por métodos
indiretos como IgM reagente após 6to dia da doença.
TTO com analgésico, caso persista artralgia referendar para reumatologia e possível uso de metotrexate.
[Link]: febre mais baixa ou ausente com rash( mais comum já no primeiro dia da febre) que pode durar ate 14 dias,
artralgia pés e mãos e conjuntivite não purulenta(90% dos casos), outras como mialgia, lombalgia, cefaleia, dor retro
ocular, astenia, náuseas, vômitos, plurido intenso. Notificar igual a dengue. Sem tto especifico, usar dipirona ou
paracetamol, loratadina. Buscar em gestantes.
TANTO O TRATAMENTO DE 2 e 3 SEGUEM O DE DENGUE TENDO EM VISTA SEU MAIOR POTENCIAL DE GRAVIDADE.
[Link]: Infecção pela bactéria espiroqueta leptospira, transmitida pela urina contaminada de roedores.
Causa uma síndrome febril mialgica com complicações hemorrágicas e evolução para insuficiência respiratória e
renal nos casos graves.
Apresenta se como uma vasculite de pequenos vasos devido a inflamação dos vasos, amentando a permeabilidade
vascular, causando hemorragia e edemas. A infecção ocorre pelo contato direto com pele intacta ou doente ou
através das mucosas, incubação de 1 a 30 dias, todos estão suceptiveis já que a imunidade é especifica.
-CLINICA: Investigar historia epidemiológica de enchentes , agua não tratada, ratos e bueiros.
Fase precoce: Sindrome febril, , calafrios, mialgia intensa( principalmente na panturrilha), VD cutânea e de
mucosas(conjutiva), sufusão conjutival, , fotofobia, dor ocular, tosse, pode levar a desidratação, linfaadenopatia,
hepato/esplenomegalia, geralmente auto limitada durando 3-7 dias.
Fase tardia(15% dos pacientes): iniciam após a 1ra semana, sendo a síndrome de Weil comoposta pela tríade
icterícia, insuficinencia renal e hemorragia(mais comunmente pulmonar). Apresentando hemoptise franca,
associada a outras formas de sangramento.
*Sinais de alarme: Dispneia, tosse, taquipneia, alterações urinarias(oliguria), fenômenos hemorrágicos, hipotensão,
vômitos frequentes, alteração nível consciência, icterícia, hipocalemia.
-DIAGNOSTICO: Na fase precoce pode ser obtido pela exame direto do sangue, cultura, PCR. Na fase tardia
encontradas na urina.
Geral: HMG, cr e ur, eletrólitos, VHS/PCR, função hepática, gasometria, ECG, rx de tórax, LCR, sorologia para
leptospirose, coagulograma. Leucocitose, neutrofilia, VHS alto, anemia, plaquetopenia, acidose MTB, Cr e Ur
aumentadas, TGO/TGP altos, CK e CKMB aumentandas, Hematuria, rx de tórax com pneumonite intersticial.
*caso suspeito: Historia de febre, mialgia e cefaleia e epidemiologia sugestiva nos últimos 30 dias.
*caso confirmado: teste específicos para diagnostico IgM reagente + microaglutinação de duas amostras( com
aumento de 4 vezes para segunda amostra), PCR. De preferencia após 7 dias do inicio dos sintomas.
Dx diferencial: sepse, dengue, hepatites virais, malária, influenza, toxoplasmose, apendicite, meningite.
-TTO: Maioria é autolimitada e melhora espontaneamente com 7 dias mais ou menos. Quando anictéricos e sem
fenômenos hemorraicos posso tratar apenas com sintomáticos(analgésicos, antipiregicos, protetor gástrico e
antihemticos), quando presente icterícia/hemorragia tratar com ATB e internar.
Suporte: PHP, repor K, suporte ventilatório(CPAP), avaliar concentrados de plaquetas e hemodiálise.
ATB: precoce usar doxciclina/amox/azitromicina por 3-7 dias. Tardia usar P. G cristalina, ampicilina, ceftriaxona,
doxicilina.
[Link] INFECCIOSA: Causado pelo Epstein Barr (90%) conhecida como doença do beijo, geralmente
entre 15 e 25 anos. Outros como Citomegalovirus, herpes, hepatite, rubéola, toxaplasmose até 10% são causadores,
chamada de mononucleose like.
Transmitida por gotículas e sexo, sendo infectante até 6 meses, tb fica latente 95% dos casos já foi infectado na
lactancia/pre escolar, a reativação do foco ocorre mais nos imunocomprometidos, associado a linfomas de Burkitt,
células T, Hodking e não hodking.
-CLINICA: Tríade clássica: febre, linfadenopatia generalizada, faringite tonsilar exudativa, associado a febre, tosse,
artralgias , adenopatia cervical( característico epitroclear), hepatoesplenomegalia, fadiga, ramente ictericia, rash por
ATB após seu uso amox/ampicilina. Complicações: Anemia hemolítica, plaquetopenia, meningite, encefalite.
-DX: Clinico associado a exames lab: leucocitose com linfocitose atípica (10-20mil com 2/3 linfocitos e 20-40% são
atípicos), trombocitopenia leve 50-100 mil, até anemia hemolítica, aplasica, PTI. Discreta elevação TGP TGO em 50%
casos, teste rápido heterofilos para detecção Igs .
DX diferencial: CMV, Strep grupo A, toxoplasmose, infecção aguda HIV, hepatite, rubéola. O Epstein bar é
oncogênico
-TTO: geralmente é 100% resolvido caso não tenha complicações e de maneira ambulatorial. Usa-se aines ou
paracetamol, corticoide por 7 dias caso tenha obstrução de vias aéreas por hipertrofia tonsilar, plaquetopenia grave,
anemia hemolítica, não indicado de maneira rotineira.
Aconselha se manter repouso absoluto por risco de traumatismo esplênico, evitar contato com saliva de pessoas
portadoras de EBV, voltar escola assim que o pct se sentir bem.
[Link]: Causado pelo vírus herpes 5-6. Tb fica de forma latente no individuo tendendo a reativar
principalmente nos imunodeprimidos. Com variedade de transmissibilidade sendo por sexo, urina, saliva, sangue
afetando principalmente pré escolares e adolescentes.
-CLINICA: A mononucleose-like é a mais comum em imunocompetentes, com febre, linfocitose atpica e ausência de
anticorpos heterófilos, com uma hepatomegalia, febre e fadiga mais grave.
Complicacões: gastrointestinais, neurológicas, pneumonite, oculares e cardiovascular. Tb associado a rash com uso
prévio de atb.
DX: laboratório característico: leve anemia, linfocitose atípica(10%), anticorpos heterofilos, PCR carga viral, IGM-IGG
para CMV.
-TTO: internar casos de complicações com sinais de gravidade, quando leve sem necessidade de antiviral, já casos
graves e imunodeprimidos necessitam Ganciclovir ou tb em positivos acidentalmente assintomáticos em doadores
de sangue, transplantados, células tronco ou quando vou imunosuprimir alguem para impedir progressão da
doença. Ganciclovir 1g cada 8hrs ou valganciclovir para transplantado por 3-6 meses.
[Link] TIFOIDE: Causada por infecção pela Salmonela Typhi, gerando dença sistêmica. Transimitida por via oral-
fecal, por alimento/agua contaminada por pessoas que estão contaminadas, sendo uma carga infectantes em torno
de 10 a sexta/nona vez. Entra pelas placas de payer e migram através dos macrófagos pelo sangue ate baço, fígado,
medula óssea e linfonodulos, se replicando intra celular e liberando mais bactérias no sangue podendo chegar
novamente ao intestino e ser eliminados nas fezes.
Alimentos: leite cru, molusco, ostras, pescado cru, frutas não lavadas, agua não potável e alimentos não cozidos.
-Clinica: Febre alta, fadiga, anorexia, cefaleia, dor abdominal, constipação, roséolas tificas, e hepatoesplenomegalia.
Podendo chegar a delirium, hemorragia intestinal, perfuração de asa, ate morte em um mês de sintomas. Inicia após
7-14 dias da ingestão, com queda da temperatura pela manha e subida durante o dia, com roséolas ao fim da
primeira semana com sintomas inespecíficos evoluindo para evoluindo para distensão abdominal e esplenomegalia
leve podendo ocorrer diarreia. Com melhoria do caso gradual após 4ta semana podendo curar e permanecer
portador assintomáticos ou suas complicações.
-Diagnostico: Clinico confirmado por cultura corpocultura/hemocultura/urinocultura/mielocultura(ate 3 dias dos
inicio do atb), corpocultura inidicada entre 2da e 5 semana, hemocultura ate a segunda semana, aumento do
ALT/LDH 9:1, urinocultura positividade máxima em torno da terceira semana.
Dx diferencial: abcesso amebiano, apendicite aguda, dengue, salmonela para tiphy, febre reumática, , leishimaniose,
leptospirose, malária, mononucleose, toxaplasmose.
-Acompanhamento: Internar se doença complicada e sinais de complicação. Devendo ser afastados e isolados por
preucação. Alta quando estáveis.
-TTO: Iniciar com clofanfenicol ou ciprofloxacino/amoxicilina/sulfametoxazol-trimetropim por via oral em não
complicadas por 7 dias. Quando complicada por via EV com cipro, ceftriaxona e ampicilina por 10-14 dias, posso
associar dexametasona por 3 dias e sintomáticos. Indicada cirurgia quando perfuração intestinal. Após tratamento
fazer coprocultura com intervalo de 30 dias 3 vezes(90 dias).
[Link]: Doença infecciosa febril aguda, causada pelo plasmodium trasmitidad por femeas de mosquitos.
Infecta fígado e eritrócitos liberando trofozoitas e infectando novos eritrócitos. Sendo a região amazônica
considerada endêmica, sendo o necessário para o diagnostico essencial a historia epidemiológica essencial para o
diagnostico.
-CLINICA: Inespecificos com esplenomegalia desde o inicio em alguns casos. Cefaleia, tosse, fadiga, mal estar,
calafrios, artralgias, mialgia. Paroxismo da febre e sudorese profusa, calafrios pos 15m a 2 horas logo febre e
sudorese por 6-12 horas logo temperatura normal resultando em um novo ciclo em 48-72 hrs novamente.
Sintomas graves: dor abdominal intensa, icterícia, oliguria, anuria, vômitos persistente, hemorragia, prostração e
convulsão.
-DIAGNOSTICO: Anamnese detalhada, idade, gravidez, alergias. Microscopia com esfregaço de sangue e métodos
de PCR. Outros: HMG, Cr e Ur, eletrólitos, GJ, coagulograma, hepatograma, CK total, hemocultura, HIV.
Punção lombar para excluir meningite bacteriana.
Criterios: Supeito pessoa que viaja a área endêmica nos últimos 30 dias e apresenta sintomatologia. Confirmado se
exames laboratoriais confirmando.
-ACOMPANHAMENTO: Internar se malária grave, gestante <5 e >60 anos.
-TTO: Suporte, sintomáticos, cloroquina + primaquina, e outros a depender do tipo do plasmodium. Prevenir com
uso de repelentes, roupas adequadas e etc.
[Link]: Infecção do SNC que pode acometer as meninges e encéfalo. Devendo fazer o
diagnsotico diferencial na primeira hora entre meningite bacteriana e encefalite herpética, principalmente se quadro
iniciado em horas/dias.
Geralmente a infecção do SNC é precedida pela infecção das vias aéreas superiores, logo dissemina com ação toxica
indireta pela reação inflamatória, gerando edema e extravasamento de liquido e leucócitos para liquor levando a HIC
e coma.
-Causas: Virais = echovirus, coxsackie, poliovirus, herpes vírus 1-2, CMV, EBV, zilka, raiva. Bacteriana = Meningococo
e pneumococo seguida da listeria, RN(GBS, [Link], listeria), Crianças e adultos(Meningococo e pneumococo e
haemophilus influezae em crianças). Quando intrahospitalar pensar em S. Aureus.
-CLINICA: Triade clássica: febre + cefaleia + rigidez de nuca. Quando meningite associa se a queda do estado de
consciência, e quando encefalite associa se a convulsão, afascia e hemiparesia.
Sinais de irritação meníngea: rigidez de nuca, kernig( resistência a reflexão do joelho com quadril a 90 graus) e
brudzinski (flexão dos MI com flexão do pescoço).
Sinais de HIC: Cefaleia, náuseas e vômitos(em jato sem náusea precedendo), não contra indica PL.
Pensar em meningococo quando quadros rápidos de evolução rápida, rash cutâneo, petequias, equimose,
hipotensão.
Pensar em pneumococo: quando precedida por infecção das vias aéreas superiores e pulmonas.
Pensar em viral: como a bacteriana porem mais benigna com curso autolimitado
-Diagnostico: Sinais vitais, exame físico e historia previa. HMG, cr e ur, coagulograma, eletrólitos, GJ e lactado,
PCR/VHS e hemocultura duas amostras.
Exame do Liquor: Bacteriana: Celularidade > 100/mm3 até 30mol( predomino PMN), Glicose baixa <45,
Hiperproteina >500, positiva em 90%(diplococo gram – meningo, diplococo gram + pneumococo, cocobacilo gram –
haemophilus.
Viral: leve aumento dos leucócitos 500( predomínio monomorfonucleados), Glicose normal, proteína <100
BK: 25-50 linfocitos, proteína >100, glicose menor a 40.
-Acompanhamento: Internar, PHP, administrar dexametasona e ATB se suspeita de bacteriana, considerar aciclovir
se suspeita de herpes, TC de craneo e PL, se meningococo e haemophilus lembrar da profilaxia de exposição e
notificar casos suspeitos.
-TTO: quando viral suporte clinico, em geral auto limitada em 2 semanas, quando suspeita de herpética passar
dexametasona, aciclovir e anticonvulsivantes.
Nas bacterianas: Inicio precose de ATB, mesmo antes da hemocultura ou analise do LCR se forte suspeita. Tb usa se
corticoterapia, isolamento respiratório de 24 hrs após inicio do ATB, mais profilaxia pro contactantes.
Ceftriaxona associados a ampicilina nos extremos de idade(cobre listeria). Associar Vancomicina se pneumococo
resistente.
-Profilaxia contatos: Meningococo: todos os contatos íntimos(família, pessoas convivo, creche, escola, trabalho), e
profissionais de saúde com contado com secreção respiratória, .
Hemofilo: Para todos contatos íntimos se houves criança com menos de 5 anos não vacinadas em casa ou alguém
vivendo com HIV/imunodeprimido com rifampicina 10mg/kg/dose cada 12hrs por 2 dias para os dois casos ou
cefitriaxone 250mg IM dose única para meningococo. Tanto o pneumococo (2-4- e reforço com 12m e 4 anos) e
hemofilo(2-4-6 meses e reforço aos 15 meses e 4 anos) e menigococo(3-5-12meses).
[Link](LEPRA): Consiste em uma infecção insidiosa e progressiva, causado pelo BAAR micobacterium
leprae. Acomete pele, SNC, olhos, evoluindo para neuropatia e incapacidade funcionais. Devendo ser notificada
compulsoriamente ao SINAN.
-FISIOPATOLOGIA: Prevalente em regiões mais quentes 27-33 graus. É reconhecido o desenvolvimento de
granulomas or reação de hipersensibilidade tipo 4 nas células de Schwann resultando a dismielinização dos nervos
periféricos. Pode acometer órgão internos, mucosas, testículos, ossos, baço e fígado. Na ausência de tratamento no
inicio da doença( paucibacilar) evolui para multibacilar sendo transmissível. Acredita se que é transmitida por
descarga nasal em gotículas. Pode estar relacionada ao contato com tatus(consumo carne, manuseio e morte) sendo
outra forma de transmissão. Sendo o período de incubação de 2-7 anos podendo ser curto(7 meses) ou longo(10
anos).
-CLINICA: Considerar quando lesões em pele sem resposta ao tto convencional ou perda de sensibilidade.
Maculas hipocromicas, acastanhandas ou avermelhadas, com alteração/redução na sensibilidade(calor/tato/dor).
Hipoestesias, choques, e câimbras que evoluem para dormência e até lesões que passam desapercebidas.
Papulas , tuberuculos e nódulos. Alopecia, madarose, perda de pelo em outros locais. Hiperemia de pele com
diminuição ou ausência de suor. Avaliar pelo menos dois nervos(Ulnar, radial, mediano, fibular), avaliar
sensibilidade termicar, tátil e dolorosa como tb a força muscular de membros.
*Outras: dor no trajeto dos nervos(, perda de força mãos e pés, edema de extremidades, febre e artralgia, nódulos
dolorosos, congestão ressecamento e feridas no naris e olho. * fadiga/adinamia/ neurite/artrite.
*Fatores de risco: Contato intímo com paciente com hanseníase, idade > 30 anos, genética(HLA).
Exame físico: maculas hipo/hiper pigmentadas, perda sensorial, parestesia, feridas e queimaduras na mão/pés.
Edema e nódulos em lobos de ouvido ou face. Evoluindo para perda de força nas mãos, pé caído, paralisia facial,
colapso no nariz com perfuração do septo.
-DIAGNOSTICO: Clinica(avaliando pele(manchas e térmica/dolorosa/tátil) e sudorese), avaliação neurológica com
inspeção/palpação/percussão e funcional( sendo feita no inicio do tratamento, a cada 3 meses se assintomáticos, e
sempre que sintomática e na alta após tratamento). Todos devem ter avaliação do grau de incapacidade física, olhos,
mão e pés.
* Biopsia de lesão, seguida de baciloscopia(quando negativo não afasta dx), teste de MITSUDA( intradermoreação),
e sorologia para anti – PGL1.
-CLASSIFICAÇÃO: Paucibacilares( geralmente tuberculoide) = presença de até 5 lesões de pele com baciloscopia
negativa. Multibacilares ( geralmente virschoviana e diforma) = presença de 6 ou mais lesões com baciloscopia
positiva.
*Critérios diagnósticos: Um dos critérios do exame físico e biopsia da pele na margem da lesão confirma o dx.
Quando positiva a biopsia confirma a forma multibacilar, e quando negativo fala a favor da forma paucibacilar mas
não confirma.
Dx Diferencial: Eritema polimorfo, pitiriase versicolor, eritema solar, esclerodermia, eritema nodoso, LES, Sifilis, LER-
DORT.
-ACOMPANHAMENTO: Solicitar no inicio e no fim do tratamento: HMG, hepatograma, glicose, eas, cr e ur.
Acommpanhar mensalmente, dose mensal supervisioanada e cartela auto administrada. Avaliação dermatológica
com 1-3-6-9-12 doses e sempre que houver sintomas, após alta avaliar 1x ano por 5 anos.
Criterios de alta: numero de doses tomadas registradas. Avaliar contatos: moradores da mesma casa ou que tenah
contato com o doente, devendo ser feito 1 x ao anos, orientando em caso de aparecimento das lesões, e vacinar
com BCG nos contatos que estão assintomáticos.
-TTO: Consiste em tratar com PQT(rifampicina-dapsona-clofazimina). Sempre reavaliar lesões/nervos na tomada
mensal. Variando apenas o tempo de tto entre multi e paucibacilar. Quando resistência temos esquemas
alternativos, a gravidez e aleitamento não contra indica o tratamento. Nos casos de reicidiva iniciar o tto de novo na
forma MB ou em caso de já ser MB usar por 24 meses em ate 36 meses.
PB: 6 cartelas em te 9 meses, Rifampicina 600mg/mês na dose supervisiona + Clofazimina 300mg/mês dose
supervisionada e 50mg dia + Dapsona 100 mg/mês dose supervisionada e 100 mg por dia por 6 meses.
MB: 12 cartelas em te 18 meses, Rifampicina 600mg/mês na dose supervisiona + Clofazimina 300mg/mês dose
supervisionada e 50mg dia + Dapsona 100 mg/mês dose supervisionada e 100 mg por dia por 12 meses.
Para as reações imunológicas com AINE/Corticoides e até talidomida.
[Link]: Antropozoonose causada pelo protozoário Leishmania e transmitida pelo mosquito femea de
insetos flebotomineos. Varia desde ulcera cutânea autolimitada a dença mucocutanea mutilante ate doença
sistêmica.
-FISIOPATOLOGIA: parasito inoculado na pele através da picada do mosquito gerando lesão local e disseminada em
pacientes suscetíveis. Temos a leishmania braziliensis, guyanensis e amazonenses. A L. tegumentar do tipo
americana já foi descrita em animais silvestres(cães, gatos e roedores. A L. visceral em área urbana tem como
principal fonte de infecção o cão. Sem transmissão de pessoa a pessoa, o mosquito geralmente tem habito noturno.
O período de incubação dura em torno de 2 semanas a 2 anos com media de 2 e 6 meses, e mesmo aos infectado
não gera imunidade duradoura.
-CLINICA: L. cutânea/tegumentar, mucosa/mucocutanea e visceral. A lesão clássica da forma cutânea é uma ulcera
com fundo granuloso, bordas delimitadas, e elevadas, indolor. Sendo o acometimento mucoso pode ocorrer anos
depois da cura parcial da doença.
*Cutanea: Papulas crostosas ou ulceradas, indolor, não pruriginosa, e pode ter disseminação pela lesão primaria
com multipas lesões menores, autolimitada com resolução em 2-12 meses sem terapia, podendo haver casos de
resistência ao tto e evolução para forma mucocutanea. Pode se apresentar como varias ulceras/nódulos analago a
hanseníase lepromatoso com lesões desfigurantes.
*Mucocutanea: Acomete nariz, orofaringe com destruição tecidual com obstrução nasal, levando a deformidades
Erosão, perfuração do septo nasal, “nariz de camelo”, “bico de papagaio”.
*Visceral: Kala-azar = Doença sistêmica, letal, caracterizado por escurecimento da pele por estimulo no melanocito,
Febre longa duração, perda penderal, astenia, adinamia, hepatoesplenomegalia, pancitopnia, com
acomentimento hepático, medula óssea e baço. Episodios de febre, mal estar, sudorese, fraqueza e diarreia.
*Complicaçoes da Leishmaniose: Infecção bacteriana secundaria, Miiase, desfiguração da narina/lábio/palato,
hemorragias não controladas, ruptura esplênica. *Marcadores de gravidade: Doença mucocutanea e visceral,
Infecção secundaria bacteriana e coinfecção com HIV. *Fatores de risco: Sexo masculino, infecção por HIV,
Imunocomprometidos, desnutrição, extremo idade, drogas EV.
-DIAGNOSTICO: Caracteristicas clinicas e epidemiologia devendo ser confirmado a presença do parasito por meio de
infecção por meio do esfregaço da lesão(parasitológico da lesão), biopsia ou métodos
imunológicos(Intradermorreação de Montenegro positivo quando doença ativa porem positivo após a cura, podendo
ser negativo nas primeiras 4-6 semanas de infecção), HMG, cr e ur, PCR, eletrólitos, amilase, hepatograma e ECG
antes do tto e repeti-lo após semanalmente durante tto.
-TRATAMENTO: notificar ao SINAN, Abordagem com agentes comunitários e agentes de combate a zoonose. Usar
repelentes, evitar o mosquito, mosquiteiros, limpar varanda, lixo, e evitar animais no domicilio a noite.
Internar em casos de doença mucocutanea ou visceral. E Alta: estabilidade clinica, hemodinâmica e laboratorial com
boa resposta ou cura.
Individualizar para os perfis diferentes de suscetibilidade, e são usados os anti microbianos.
*ANTIMONIATO DE MEGLUMINA(PARA DOENÇA TEGUMENTAR): N-metil-glucamina: Sendo frascos de 5ml com
contem 405 mg de Sb+5, sendo a dose diluída por solução glicolisada 5%(100ml) para facilitar tratamento.
*ANFOTERICINA: IDELA PARA FORMA VISCERAL E MUCOCUTANEA RESISTETNE AO TTO INICIAL, ESCOLHA PARA
GESTATNE. *MILTEFOSINA como alternativa de uso ORAL em imunocompetentes.
*Outras como tratar comorbidades, desnutrição, terapia com calor 40-42 graus e corticoides.
[Link]: Infecção de pele causada por Estafilococus Aures e Estreptococus pyogenes. Muita das vezes são
tratadas ambas por difícil método para isolamento da bactéria.
A ) Foliculite: Infecção superficial do folículo piloso, mais especificamente folículo pilossebaceo, com invasão e
proliferação bacteriana, pode acometer áreas de dobras que contem pelo, sendo a umidade e calor um ambiente
ideal para tal.
Causas principais ão estafilococus aureus.
-clinica: múltiplas pequenas pústulas ou pápulas eritematosas e crostosas emergindo do ostium folicular, podendo
se agrupar, sendo o pelo sempre emergindo da lesão, acomete áreas com pelo mais comumente.
*Dx Diferencial: Sicose de barba, hordéolo e terçol (foliculite superficial e profunda localizada nas pálpebras
acometendo folículos ciliares e glândulas de meibomius).
*Fatores de risco: Oclusão, fricção, transpiração, clima quente e úmido, DM, dermatite atopica, obesidade.
-Diagnostico: Clinico. Podendo fazer cultura e ATBiograma da lesão, sendo a recorrência frequente após cessar
antibióticos.
-TTO: Limpeza da região com sabonete triclosan e clorexidina. E uso empírico de atb tópico como mupirocina, acido
fusidico, quando poucas lesões e localizadas por 7-10 dias. Cefalexina , amox-clavulonico via oral se lesão
disseminada ou recorrente. Em caso de S. aures resistente usar bactrim.
Casos recorrentes perder peso, lavar roubas e objetos com antissépticos, descolonização com mupirocina 2% ou
acido fusidico 2% 2 x nas narinas 5-10 dias, e clorexdina degermante na genitália , axilas e outras por 7 dias.
B ) Impetigo: Infecção superficial da pele a nível da epiderme. Chega a pele após trauma cutâneo(secundaria) ou em
pele sem lesão(secundaria) provocando lesão crostosas ou bolhosas, frequentes em crianças de 2-5 anos
considerando contagiosas entre pessoas.
*Impetigo bolhoso(vesícula superficial translucida, maior numero de lesões, acometendo mais o tronco, em adultos
pensar em imunodeprimidos) e Crostoso( sem vesícula e com crosta, amarelo-acastanhado, altamente contagioso,
mais comum na face e extremidades, tende a ser bem localizado).
*Ectima(Forma ulcerativa do impetigo, com extensão para derme, ulceras coberta por crosta).
Fatores de risco:poreza, confinamento, mal higiene, escabiose.
-Diagnostico: Baseado na historia clinica.
-TTO: Lavar área acometida igual a foliculite, impetigo pode ser tratado por via tópica(mupirocina e acido fusidico) e
sistêmica ([Link] IM ou bactrim), sendo o ectima sempre por via sistêmica, com isolamento em pelo menos
24hrs após início do antibiótico.
C ) Furunculo e carbúnculo: Infecção bacteriana de um único folículo piloso ou vários contínuos com extensão para
região perifolicular. Geralmente eles se extendem além da epiderme, indo para derme, subcutâneo, podendo
ocorrer a repetição indicando colononização importante do paciente. É comum ser precedido por uma foliculite e ser
comum evoluir de furúnculo para carbúnculo. DIAGNOSTICO: é clinico, ultrassonografia em casos graves.
TTO: Compressa com agua morna, 20min 2x dia ate drenagem do pus, antissépticos tópicos. Se localizado e único
usar ATB tópicos e antissépticos. Se carbúnculo, na face, extensa e recorrente, imunodeprimido tratar com medidas
gerais, atb via oral com cefalexina ou amox-clavulonico. Drenar quando flutuante, corte com bisturi e pressão
manual mais assepsia. Quando carbúnculo ou furúnculo a repetição indica-se descolonização com ATB tópico narinas
e degermantes nas axilas, genitais e dobras.
D ) Erisipela e Celulite: Infecção da derme superficial e linfaticos cutâneos, sendo a celulite a infecção mais profunda
chegando ao tecido subcutâneo geralmente por quebra na barreira previa. Tendo causas prováveis o S. aureus e S.
pyogenes.
-Clinica: Febre alta, calafrios, adinamia, queda do estado geral, mialgia e artralgia, n e v antecedendo quadro
cutâneo, a pele pode ter bolhas, e eritema com evolução para dor, vermelhidão, queimação e prurido e edema,
sendo a face e MI, com limites bem definidos, acometimento abrupto. Celulite temo dor, eritema mal definido com
sinais floguistios com surgimento agudo ou sub agudo, sinais sistêmicos, evolução mais arrastada e lesão pouco
definida por margens e mais infiltrativa.
Apenas a erisipela pode acometer orelha(sinal de Milian).
-Fatores de gravidade:> 60 anos, HIV, acometimento facial, sinais de sepse, resistência ao tto ambulatorial.
-Diagnostico é clinico, podendo fazer raspado da lesão, para cultura, biopsia. Exames básicos + PCR.
-ACOMPANHAMENTO: Internar em casos graves, crianças, idosos, localização na face, imunodeprimidos. Sendo a
erisipela geralmente mantida ambulatorialmente com retorno garantido após termino do tratamento.
-TTO: ATB VO quando leve(amoxicilina, bactrim, cefalexina e clindamicina), e EV(ceftriaxona, Penincilina G procaína
ou cristalina) quando moderado a grave por 5-14 dias). Elevação do membro, tratar outras infecções de pele, mais
compressase diuréticos, tende a melhorar com 48 hrs de tto, quando piora ou sem melhora após 72 hrs temos
resistência ou dx alternativo. Quando suspeitar de resistência usar oxacilina ou clindamicina. Em casos de bolhas
usar neomicina tópica, descolonização com antisséptico e mupirocina narinas. Mais tratamento sintomático.
-Profilaxia: P. Benzatina 600mil e 1,2 milhoes cada 4 semanas se > ou < 27kg. Cefalexina 250mg cada 12hrs uso
continuo.
[Link]: Infestação da pele, tecidos ou órgãos de humanos ou outros animais por larvas de moscas do gênero
Diftera, também conhecida como BERNE ou BICHEIRA.
*Miiase Furunculoide: Pela dermatobia Hominis(mosca berneira) deposita 15-20 ovos por vez no tórax de insetos e
eles por sua vez depositam na pele do hospedeiro. A larva penetra na epiderme e cresce por 5-10 semanas fixando
se no tecido e orientando seu aparelho respiratório para o exterior.
*Miiase da ferida: Depositam diretamente os ovos na ferida ou próxima a ela, onde a larva eclode em mais ou
menos 24 hrs e se desenvolvem no tecido, mais frequente causada pelo Cochliomyia hominivorax.
-CLINICA: Frequente em idosos, risco social aumentando, pobreza, mau higiene. Numero de lesões e distribuição.
Na *M. Furunculoide se apresenta como papula ou nódulo eritematoso, semelhante ao furúnculo, com orifício
central que esxuda liquido serosanguinolento, podendo ainda ser observado pontos negros ou bolhas no
orifício(aparelho respiratório), menos frequentes erosão, ulcera, pústula. Costuma ser única, pode acompanhar
plurido e sensação de movimento, febre e adenopatia. Mais a noite, pode deixar cicatriz.
Na * M. da ferida, temos a infestação na própria ferida ou próxima. Risco d sangrando, sepse, perda de orelha, dedo,
nariz. * M. Migratoria se comporta como larvan migrans com túnel de 1-30 cm pelo corpo associado a prurido.
* M. cavitaria se da nos orifícios naturais e órgãos internos como olho, boca, nariz, faríngea, urogenital, faringe e etc.
-DIAGNOSTICO: Clinico, vizualizda com vaselina/cera de abelha/gordura de porco/gel de cabelo por 24 hrs. HMG
com leucocitose e eosinofilia, com IGE aumentado.
-ACOMPANHAMENTO: Internar em caso de celulite, abcesso e miase crebral.
-TRATAMENTO: Remoção manual da larva, preferencialmente inteiropara evitar sobras sobreinfecção.
Pode expremer a furunculoide, oclusão do orifício por 24hrs, evitar ivermectina por matar o verme dentro ainda. Ou
remoção com anestesia/bisturi(corte em cruz), remoção das larvas com pinça e checar remoção. Inflitrado com
lidocaína na M. furuculoide para pressionar a saída pelo orifício central e podemos alargar a saída.
Na cavitaria pode cobrir a lesão por 24rs posso dar ivermectina via oral junto a remoção manual. Retirar com pinça e
irrigar com SF.
17. DOENÇA DE CHAGAS: Causada pelo tripanosoma cruzi. Quando clinico bifásico com uma fase aguda(sintomática
ou não), e crônica(cardíacas e digestivas). Transmissão vetorial principalmente pelo barbeiro que infectado defeca
sobre a pele que gera coceira e logo micro lesões procedendo a entrada do parasito no organismo, incubação 10 dias
com manifestações podendo chegar a anos depois. Tb pode ser transmitido pelo sangue, via oral. Sendo o sitio de
entrada quando picada gera lesão inflamatoria chamada chagoma.
-CLINICA: Fase aguda: sintomas inespecíficos com resolução espontânea em 4-12 semanas, febre constante por > 7
dias. Prostação, diarreia, n e v, cefaleia, mialgia, sinal de romana(edema bipalpebral ou unilateral, entrada pela
conjutiva), chagoma de inoculação, e etc.
Fase crônica: Cardiomiopatias(miocardite aguda, IC, fibrose, arritimias, Bloqueio de ramo direito) e digestivas(mega
esôfago e mega colon). Mais perigoso na criança. Viagens a áreas endêmicas.
-Diagnostico: Buscar na historia algo compatível com historia epidemiológica e sinais como febre alta > 7 dias
constante, fraquza intensa, e edema de face e membros, e achados da doença crônica. Detecção da pesquisa a
fresco (esfregaço), sorologia por hemaglutinação indireta, imunofluorecencia indireta e ELIZA, quando crônica mais
sorologia).
Consenso BR: Tripomastigosta moveis no exame do sangue, PCR, sorologia por eliza. Avaliação gastrointestinal e
cardíaca.
Caso Suspeito de chagas aguda: Sinal de romana ou chagoma, individuo exposto ao triponoma ao barbeiro ou
infectados(sangue), febre persistente > 7 dias persistente, edema face e MI, exantema, hepatomegalia,
esplenomegalia, cardiopatia aguda. Mais contato direto com barbeiro(picada), recebido sangue/transplante,
ingerido alimento contaminado.
Caso confirmado agudo: Parasitologico positivo no sangue, sorológico IgM ou aumento da IgG em duas diluições e
PCR.
-ACOMPANHAMENTO: Doença cardíaca e fenômeno trombótico grave, megaesôfago ou mega colon, nesses casos
internar. Criterio de cura é a negativação da sorologia anualmente por 5 anos e suspenção se dois exames negativos.
-TTO: com Benznidazol são específicos, não muito usados para doença crônica, em menores de 18 anos há grande
chance de cura. Não usar em gestante e usar ACO para prevenir gestação, 5mg/kg/dia em 3 tomas diárias por 60
dias, máximo 80 dias.
Profilaxia primaria: em caso de exposição acidental ao t. cruzi. Secundaria pra evitar reativação em casos de HIV
positivo após tto convencional mantendo 3 x por semana dose diária.