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Fome e Amor: Alegorias da Existência

O poema compara a fome e o amor como forças primitivas que dominam os seres humanos. A fome é descrita como uma ânsia voraz que faz os dentes rangerem em antecipação de uma refeição sangrenta. O amor é retratado como uma sedenta satiríase que causa o sofrimento das almas enquanto libera as paixões sexuais. Tanto a fome quanto o amor arrastam os seres humanos em um desembestamento descontrolado, representando nossa natureza primitiva.

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O poema compara a fome e o amor como forças primitivas que dominam os seres humanos. A fome é descrita como uma ânsia voraz que faz os dentes rangerem em antecipação de uma refeição sangrenta. O amor é retratado como uma sedenta satiríase que causa o sofrimento das almas enquanto libera as paixões sexuais. Tanto a fome quanto o amor arrastam os seres humanos em um desembestamento descontrolado, representando nossa natureza primitiva.

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A FOME E O AMOR

Fome! E, na ânsia voraz que, ávida, aumenta,


Receando outras mandíbulas e esbangem,
Os dentes antropófagos que rangem,
Antes da refeição sanguinolenta!
Amor! E a satiríase sedenta,
Rugindo, enquanto as almas se confrangem,
Todas as danações sexuais que abrangem
A apolínica besta famulenta!
Ambos assim, tragando a ambiência vasta,
No desembestamento que os arrasta,
Superexcitadíssimos, os dois
Representam, no ardor dos seus assomos
A alegoria do que outrora fomos
E a imagem bronca do que inda hoje sois!

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