Humidade atmosférica
A humidade atmosférica corresponde à presença de água no ar, fator que interfere na
dinâmica climática e, em alguns casos, até na saúde das pessoas.
A humidade do ar, ao atingir certo nível de saturação, precipita-se
A humidade atmosférica é um importante elemento atmosférico que compõe o clima. Ela é
determinada por alguns fatores climáticos e regula alguns outros, a exemplo das variações de
temperatura. Simplificadamente, a humidade do ar é a quantidade de água presente na
atmosfera em forma de vapor, ou seja, o quanto o ar que respiramos está húmido, o que
interfere não só no clima, mas também em nossa saúde.
Classificação da humidade atmosférica
É preciso, porém, estabelecer uma diferença entre humidade atmosférica e humidade
relativa do ar. A primeira, também chamada de humidade absoluta, é a quantidade total de
vapor de água presente na atmosfera. Já a humidade relativa do ar é a quantidade de vapor de
água existente até o seu ponto de saturação, ou seja, até a quantidade máxima possível de
presença de água no ar antes que ela se precipite.
Humidade do ar
A umidade do ar é um indicador da presença de vapor de água na atmosfera. Ela é um
elemento climático importante, pois interfere na caracterização climática de uma localidade,
especialmente na definição de climas húmidos e secos. A umidade do ar também é chamada
de umidade atmosférica.
Fatores que influenciam a umidade do ar
Há diversas variáveis que influenciam na umidade do ar, notadamente ligadas aos aspectos do
clima terrestre, com destaque para os fatores e elementos climáticos.
Nesse contexto, destaca-se especialmente a influência das massas de ar, pois a atuação desse
fator climático é determinante para a caracterização da umidade do ar. As massas de ar mais
secas, como as continentais, contribuem para a diminuição da umidade, assim como as
massas de ar mais húmidas, como as oceânicas, influenciam na elevação da umidade e na
formação de chuvas.
Efeitos da humidade do ar
A humidade do ar provoca efeitos nas dinâmicas ambientais e humanas. Ela interfere, por
exemplo, na caracterização climática de uma região, já que climas úmidos apresentam
umidade do ar elevada, enquanto climas mais secos a possuem bem baixa.
A humidade do ar também interfere na ocorrência das chuvas, uma vez que, em zonas com
alta umidade relativa do ar, como de climas equatoriais e tropicais, as chuvas tendem a
ocorrer com maior frequência e volume. Por sua vez, em zonas áridas e semiáridas, de
umidade relativa mais baixa, a ocorrência de chuvas é mais escassa. A baixa umidade do ar
também resulta na ocorrência de maior volume de incêndios florestais.
Importância da umidade do ar
A umidade do ar é um elemento climático importante para a caracterização do clima de uma
localidade. Além disso, os seus indicadores contribuem para a formação de chuvas, a
atenuação da amplitude térmica e a manutenção das temperaturas terrestres. A umidade do ar
também é importante, especialmente no caso dos indicadores mais elevados, para as
atividades ambientais e humanas, além de coibir a ocorrência de incêndios e contribuir para a
melhor sensação térmica.
Precipitação
A precipitação é a deposição de água para a superfície da Terra, sob a forma de chuva, neve,
gelo ou granizo.
Todos os valores de precipitação são expressos em milímetros (mm) de água líquida
equivalente para o intervalo de tempo precedente (ou em polegadas). Um milímetro de chuva
corresponde a 1 litro por metro quadrado de água sobre a superfície, ou cerca de 10
milímetros de neve.
Condensação
Formas de condensação: orvalho, geada, neblina e nuvens
Na atmosfera, encontramos todos os fenômenos relacionados ao clima. Alguns deles, porém,
ocorrem de forma bastante íntima com a superfície da Terra e dependem diretamente dela
para ocorrer.
Orvalho: em noites de calmaria e de céu limpo, a superfície terrestre libera grande
quantidade de energia para o espaço, resfriando rapidamente, em um processo conhecido
como resfriamento radiativo noturno. A camada de ar sobrejacente à superfície (que pode,
neste caso, ser a grama, o telhado de uma casa ou um carro), logo, acaba também perdendo
calor.
Geada: tem um processo de formação bastante parecido com o orvalho. Neste caso, porém, a
superfície dos objetos perde muito mais calor para o espaço, levando sua temperatura para
abaixo de 0ºC. Nestas condições, o orvalho formado pode solidificar, formando cristais de
gelo, ou o próprio vapor d’água sublimar, passando direto para o estado sólido.
Existem três tipos de geada:
– Geada Branca: É a mais típica. Ocorre pela deposição de cristais de gelo sobre a superfície
dos objetos. Ocorre em ar húmido e não costuma trazer tantos problemas;
– Geada Negra: Tem este nome porque deixa um aspecto enegrecido nas plantações. Ocorre
quando há um congelamento dos tecidos dos vegetais, sem a deposição de gelo. Ocorre em ar
seco e traz muitos prejuízos para a agricultura, com, inclusive, a perda de safras;
– Geada de Vento e de Advecção: Ocorre quando o vento desidrata a superfície das plantas,
as levando a morte. Também traz muitos prejuízo à agricultura.
Nevoeiro (ou Neblina)
O nevoeiro é uma suspensão de pequenas partículas de água líquida ou de gelo, capazes de
criar uma diminuição considerável da visibilidade. O termo nevoeiro é usado quando a
visibilidade horizontal é menor que 1km. Quando esta visibilidade é maior que 1km,
denominamos o fenômeno como neblina ou névoa.
O tipo mais comum ocorre em noites calmas e úmidas, onde, de forma similar à geada e ao
orvalho, a superfície dos objetos se resfria rapidamente. A camada de ar sobrejacente, que
está úmida e precisa de apenas uma pequena diminuição de temperatura para atingir seu
ponto de condensação, satura, formando pequenas gotículas de água e gelo que não
apresentam peso o suficiente para precipitar, ficando em suspensão.
Nuvens
Nuvens e nevoeiros são, grosso modo, a mesma coisa. A diferença, porém, está no fato das
nuvens estarem localizadas em uma altitude muito maior (na casa dos milhares de metros),
enquanto o nevoeiro se forma a nível do solo.
O principal processo de formação de uma nuvem ocorre por expansão adiabática. Neste
processo, existe uma variação de volume e temperatura sem troca de calor. Uma massa de ar
quente, localizada próxima da superfície, sobe e, sofrendo menor pressão, se expande.
Clima
O clima consiste na reunião dos aspectos e variáveis climáticos que atuam em determinado
local ao longo do tempo. Ele varia conforme os elementos e fatores climáticos. O clima é
caracterizado pelas condições atmosféricas de uma região ao longo dos anos.
O clima é o conjunto dos tipos de tempos de uma localidade. A caracterização do clima de
uma região é dada pela observação atmosférica no decorrer de um longo período. O clima de
uma região é influenciado pelos diversos elementos e fatores climáticos que atuam na
atmosfera terrestre. Além disso, há diversos fenômenos climáticos que também influenciam o
clima de uma localidade.
Os tipos de clima
Há diversos tipos de clima, agrupados, mediante as caracterizações produzidas por
meteorologistas e climatologias, com base na observação do tempo ao longo de muitos anos.
A seguir, os principais tipos climáticos.
Clima equatorial: ocorre na porção central do planeta Terra, em zonas tropicais, nas
proximidades da Linha do Equador. É caracterizado pela ocorrência de elevadas temperaturas
e grandes volumes de chuvas. Nesse tipo climático, predominam a acentuada umidade e a
pequena amplitude térmica.
Clima tropical: ocorre nas faixas intermediárias do planeta, ou seja, nas porções situadas
entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. É marcado pela ocorrência de duas estações
bem definidas: uma quente e úmida e outra mais fria e seca. O clima tropical possui diversos
subclimas, como tropical de altitude, tropical semiárido e subtropical.
Clima temperado: ocorre em médias latitudes, logo abaixo dos trópicos de Câncer e
Capricórnio. É caracterizado pela divisão clara entre as quatro estações do ano. As
temperaturas e as umidades nesse tipo são amplamente influenciadas pelos fatores climáticos.
Há dois subtipos dele: continental e oceânico.
Clima frio: ocorre em zonas de elevada latitude próximas dos círculos Polar Ártico e
Antártico. É marcado pela ocorrência de baixas temperaturas ao longo de todo o ano. A
presença de neve também é muito comum. O clima frio apresenta a variação frio de
montanha, que ocorre em zonas de elevada altitude.
Clima polar: ocorre em áreas de grande latitude, acima dos círculos Polar Ártico e Antártico.
É caracterizado por registro de temperaturas muito baixas e recorrente presença de neve ao
longo de todo o ano. Nesse tipo, há baixa presença de umidade e de luminosidade em razão
da sua localização latitudinal.
Clima mediterrâneo: ocorre de forma pontual ao longo do mar Mediterrâneo, em uma faixa
intermediária de latitude do planeta Terra. Esse clima, muito próximo do tropical, é
caracterizado pela ocorrência de um verão muito quente e seco e, ainda, de um inverno
chuvoso e mais ameno.
Clima desértico: ocorre em zonas pontuais do planeta (tropicais ou temperadas)
caracterizadas pela escassez de precipitações. Possui acentuada amplitude térmica e, no geral,
baixa umidade ao longo de todo o ano. Nessas zonas, o volume de chuvas é muito baixo.
Elementos climáticos
Os elementos climáticos são aqueles que têm atuação direta na dinâmica atmosférica,
influenciado de maneira decisiva no tempo e no clima de uma região, conforme suas
características físicas. Os quatro elementos que atuam no clima de determinada localidade
são os seguintes.
Temperatura: corresponde a uma medida da quantidade de calor presente na atmosfera.
Essa medida, geralmente, é feita em graus Celsius. No geral, regiões mais quentes possuem
baixa latitude e altitude, enquanto zonas mais frias têm maior latitude e altitude.
Humidade: é a quantidade de água em forma de vapor presente na atmosfera terrestre.
Tradicionalmente, zonas mais quentes possuem maiores índices de umidade, e, em oposição,
áreas mais frias têm umidade menor.
Radiação: é o calor recebido na superfície terrestre, especialmente por meio do Sol. As zonas
de baixa latitude, como as tropicais, recebem maior quantidade de radiação, enquanto as áreas
de alta latitude, como as polares, possuem menor índice de radiação.
Pressão atmosférica: é uma medida que aponta o peso que o ar exerce sobre a superfície
terrestre. Desse modo, em zonas de menores altitudes, a pressão atmosférica é maior, já em
áreas com maiores altitudes, a pressão atmosférica é bem mais baixa.
Fatores climáticos
Os fatores climáticos são aspectos físicos da atmosfera que, quando estudados em conjunto e
observados ao longo do tempo, contribuem para a definição do clima de determinada região.
A seguir, os principais fatores climáticos que atuam em uma localidade espacial.
Latitude: é a distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre até a Linha do
Equador. Tradicionalmente, quanto menor a latitude uma região, maiores são as
temperaturas; já quanto maior a latitude de um local, menores as temperaturas encontradas.
Altitude: é a distância vertical de um ponto da superfície terrestre até o nível do mar. No
geral, as zonas mais elevadas em termos de altitude são mais frias; já as áreas de baixa
altitude apresentam maiores temperaturas.
Correntes marítimas
As correntes marítimas são grandes massas de água que se deslocam nos oceanos. As suas
características climáticas são dadas em razão da zona geográfica de origem. As correntes
marítimas podem ser quentes ou frias.
Continentalidade
A continentalidade é um fator que indica a influência de grandes porções de terra no clima
local. Em zonas continentais, longe de grandes corpos de água, predominam climas mais
secos e com elevada amplitude térmica.
Maritimidade
A maritimidade é um indicador que aponta a influência de grandes corpos de água no clima
local. Exemplos de grandes corpos de água são os mares e oceanos. As zonas mais próximas
de corpos de água são mais úmidas, enquanto as mais distantes apresentam menor umidade
relativa do ar.
Diferenças entre clima e tempo
Clima: é definido como a sucessão dos tipos de tempo. Ele reúne os aspectos e
variáveis climáticos de uma localidade ao longo do tempo, logo, remete à
caracterização climática de uma região encontrada por meio da observação do tempo
ao longo de muitos anos. Os fatores e elementos climáticos interferem no clima de
uma região.
Tempo: é o estado momentâneo da atmosfera. Portanto, em uma previsão climática
diária, define-se o tempo daquela localidade, ou seja, qual o estado da atmosfera local
para aquele dia. O tempo varia bastante, especialmente por meio da atuação de
elementos e fatores climáticos, com destaque para a pressão atmosférica e as massas
de ar.
Influencia dos factores climáticos na biodiversidade
Biodiversidade é a variabilidade de organismos vivos de todas as origens,
compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas
aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a
diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas (BRASIL, 1992). Ela é a
base dos serviços ecossistêmicos, benefícios gerados pela natureza para a sociedade e
que favorecem as economias e o bem-estar das populações.
Estes serviços estão relacionados com a manutenção da vida no planeta, como a provisão
de alimentos e de água; a regulação do clima, de doenças, de inundações e da qualidade
da água; e o suporte para a formação do solo e a ciclagem de nutrientes (MEA, 2005).
Outro destes serviços é a estocagem de carbono, que pode aumentar ou reduzir o saldo
das emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera, que, por sua vez, são
responsáveis pelo aquecimento global e, consequentemente, pela mudança do clima.
Mudanças climáticas
Segundo Dias e Silva ( 2009,p.27), definem o clima “como sendo um estado médio dos
elementos atmosféricos durante um período relativamente longo sobre um ponto de superfície
terrestre ˮ
O clima é resultante de uma interacção complexa entre diversos componentes. Oliveira
(2008, p. 20) esclarece que: “o sistema climático compõe-se de ar, água, gelo, terra e
vegetação, e das interacções entre eles. O sistema evolui no tempo sob influência de sua
própria dinâmica interna e de forçantes radioactivas externas”.
A introdução dos modelos que permitem através do sistema climático realizar a previsão e
interpretação do comportamento recente do clima com vários dias de antecedência e,
posteriormente, obter cenários de clima futuro, é sem dúvida uma ferramenta essencial para a
previsão de curto e longo prazo. Para isso, seguem-se os exemplos de alguns modelos .
Modelo Climático ECHAM – Segundo o instituto de Meteorologia Max Plannk-Max, citado
por Gafur (2010), ECHAM é um modelo de circulação geral da atmosfera usado na
simulação do clima global, com resolução espacial de 300 Km a 500 Km num intervalo de
tempo de 20 a 40 mim, dependendo da versão do modelo. Na simulação do clima, o modelo
usa variáveis como temperatura, precipitação, pressão superficial e humidade.
Modelo Climático CNRM – é um modelo climático global do Centro Internacional de
Investigações Meteorológica da França. O modelo é constituído de três modelos
componentes, nomeadamente: atmosférico, oceânico e de gelo marinho.
Causas das mudanças climáticas
Vários autores, tais como (Young 1991), Murck (1996), Porter (2000), entre outros, afirmam
que as mudanças climáticas são normais ao comportamento do planeta terra e as suas
principais causas são geológicas.
Assim sendo, o mais importante impulso às mudanças climáticas é a deriva dos continentes,
especialmente a amalgamação destes em grandes super continentes e a sua fragmentação. Isto
é causado pela tectónica de placas. Uma área continental grande resfria, porque o efeito
aquecedor dos oceanos não alcança as partes internas do super continente.
Para IPCC (2001, p.48), “a maior parte das glaciações ocorreram em épocas em que
continentes formaram grandes aglomerações Por exemplo, durante a existência do super
continente Rodinia no Neoproterozóico (1000 a 545 milhões de anos atrás) ocorreram várias
glaciações severas.
Actualmente se sabe também que além da tectónica de placas, o clima é influenciado pela
composição química da atmosfera, especialmente pelo teor de gases de efeito estufa. A
temperatura sobe, ao se aumentar a quantidade de metano e dióxido de carbono na atmosfera.
Estes gases formam um “cobertor” em torno do planeta, que impede o escape do calor ao
espaço. A temperatura diminui, quando grandes quantidades de dióxido de carbono são
eliminadas da atmosfera e dissolvidas nos oceanos.
Consequências das mudanças climáticas
Segundo Nobre (2011, p.23), “as alterações climáticas são um dos grandes desafios que a
sociedade enfrenta na busca pelo desenvolvimento sustentável. As consequências das
mudanças climáticas afectam não apenas o bem-estar humano e os ecossistemas, mas
também os padrões de consumo e de produção”.
Portanto, são várias as consequências do aquecimento global e algumas delas já podem ser
sentidas em diferentes partes do globo. Os cientistas observam que o aumento da temperatura
média do planeta tem elevado o nível do mar devido ao derretimento das calotas polares,
podendo ocasionar o desaparecimento de ilhas e cidades litorâneas densamente povoadas.
Circulação Geral da Atmosfera
Considerando a atmosfera composta por gases que se mantêm presos à Terra por acção
gravitacional, o movimento do ar obedece às leis de mecânica de fluidos e termodinâmica.
A movimentação do ar se deve a distribuição desigual da radiação solar, influenciada pelo
movimento de rotação da Terra entorno do seu eixo (MENDONÇA e DANNI-OLIVEIRA,
2007).
Os padrões de circulação de vento e pressão entendidos em escala planetária e determinam o
padrão de climas do mundo e tipos tempos compõem a circulação geral da atmosfera.
Segundo Mendonça e Danni-Oliveira (2007), a circulação geral atmosférica pode ser
observada em três grandes zonas:
Latitudes baixas ou Zona intertropical
Latitudes médias ou Zona temperada
Latitudes altas ou Zona polar .
Circulação secundária
Segundo MENDONÇA e DANNI-OLIVEIRA (2007), a atmosfera encontra-se em
permanente circulação, demostrando a complexidade de sua dinâmica. A representação da
circulação atmosférica é feita por meio da cartografia dos campos de médios de pressão
atmosférica, próximos à superfície e em altitude.
Esses campos de pressão também são chamados de centros de acção da atmosfera. Os centros
de acção da atmosfera se classificam em centros de alta pressão (anticiclonais), ou de baixa
pressão (ciclonais ou depressões), e os ventos dominantes na superfície estão organizados
segundo as faixas zonais, delimitadas pelas latitudes paralelas à linha do Equador.
MENDONÇA e DANNI-OLIVEIRA (2007), ressaltam que, embora haja uma circulação
padrão regular, ocorrem irregularidades dada influência do relevo e distribuição de terras e
mares, e mudanças inesperadas muito rápidas na direcção dos ventos acima de uma
superfície.
Desse modo podemos vislumbrar o dinamismo do ar do seguinte modo:
Hemisfério Sul: anticiclones e as depressões permanentes ou semipermanentes
recuam em direcção ao Sul durante a primavera e o verão.
Hemisfério Norte: anticiclones e as depressões permanentes ou semipermanentes
avançam em direcção ao Norte durante a primavera e o verão.
Centros de acção positivos
Correspondem aos anticiclones, possuem pressão mais elevada que o seu entorno. São áreas
que em superfície ocorrem a divergência do ar a partir de seu núcleo (fluxo de saída do ar).
O ar é subsidente, não ocorre a formação de nuvens. No centro dos anticiclones, o tipo de
tempo é bom, seja quente ou frio, e a circulação do ar ao seu redor se efectua para a esquerda
no hemisfério Sul e para a direita no hemisfério Norte, em função deflectora da força de
Coriolis.
Centros de acção negativos
Correspondem às depressões barométricas, ciclonais constituindo áreas de baixa pressão
circundadas por áreas de alta pressão, que atraem o ar das baixas pressões (figura 1). A
circulação do ar se efectua para direita no hemisfério Sul, e para a esquerda no hemisfério
Norte. São áreas que em superfície ocorre a convergência do ar e a ascend6encia das massas
de ar, onde ocorre a condensação do vapor de água e a formação de nuvens, favorecendo as
precipitações.
Massas de ar
Segundo MENDONÇA E DANNI-OLIVEIRA (2007),” massa de ar é uma unidade
aerológica, ou seja, uma porção da atmosfera, de extensão considerável, que possui
características térmicas e higrométricas homogéneas.”
Sua dimensão horizontal ou vertical pode variar de centenas a milhares de quilómetros. Para
a sua formação, a massa de ar requer três condições básicas: superfície com considerável
planura e extensão, baixa altitude, homogeneidade quanto às características superficiais.
Formam-se sobre os oceanos, os mares e as planícies continentais.
Classificação das massas de ar
A temperatura e a humidade são duas principais características de uma massa de ar. A
posição zonal da área de origem de uma massa de ar define sua condição térmica
(MENDONÇA e DANNI-OLIVEIRA, 2007).
Quanto à temperatura, as massas de ar podem ser:
Quentes: nas baixas latitudes
Frias: nas latitudes médias
Glaciais: nas altas latitudes
Quanto à humidade das massas de ar, que depende da natureza da superfície de origem
podem ser:
Húmidas: formadas sobre regiões marítimas e oceânicas;
Secas: formadas sobre regiões continentais.
Há quatro tipos básicos de massas de ar, a partir da combinação de temperatura e humidade:
Quente e húmida: formada nas baixas latitudes (zona equatorial-tropical), sobre os oceanos,
ou excepção sobre a Amazónia.
Quente e seca: formada nas baixas latitudes (zona equatorial-tropical), sobre os
continentes.
Fria e húmida: formada nas latitudes médias (zona temperada), sobre os oceanos;
Fria e seca: formada sobre os continentes nas latitudes médias (zona temperada) e nas
altas latitudes (zona polar).
Tempo Atmosférico
É o estado momentâneo da atmosfera em um determinado lugar. Ele está sempre mudando:
pode mudar rapidamente, de uma hora para a outra, ou de maneira lenta, pode demorar dias e
até semanas.
Segundo o Dicionário de Geografia, Tempo atmosférico é o estado da atmosfera. O tempo é
baseado na observação de gases atmosféricos, as suas mudanças de estado e seus
movimentos.
Mapa do tempo
Mapas de Tempo – São aqueles em que se representam o tempo atmosférico um momento
dado para uma região concreta. Ou ainda, são mapas que mostram a previsão do tempo
atmosférico como o caso das chuvas (precipitação), as temperaturas (máximas e mínimas), a
humidade, a nebulosidade e os ventos.
Estes mapas, permitem explicar o que faz o tempo que tomos, quer dizer o que tempo fará
nas seguintes horas e dias, com um grau de fiabilidade muito grande para o conjunto do país
até um limite de três dias.
O mapa do tempo é o instrumento mais fundamental para a compreensão e previsão do
tempo. Um grande número de mapas e cartas de tempo são produzidos, em várias horas do
dia e em muitas formas, incluindo um grande número de produtos transmitidos por vários
meios como (satélite, telefone, aviões, fax, internet, globo sonda, via rádio e outras).
Tipos de mapas de tempo
Existem diversos tipos de mapas segundo suas características, os mais populares são os
mapas significativos, sinópticos e outros que passara-se a mencionar abaixo, em que aparece
representado com uns símbolo arbitrários que indicam que tipo de tempo faz e fará: sol,
nuvens, chuva, neve, temperaturas (máximas e mínimas), humidade, ventos e outro.
Cartas de prognóstico ou previsão: elas mostram as condições esperadas ou previstas para
uma área num tempo futura [Link] os padrões de pressão esperados e podem
incluir informação de previsão adicional.
Cartas sinópticas: este é um termo que se refere às observações do estado do tempo que são
tanto em forma de sumário geral e feitas simultaneamente em muitos pontos de observação.
Cartas de análise: mostram as condições de tempo existentes num dado momento. Elas
mostram o padrão da pressão, especialmente os centros de alta e baixas pressões. Elas
também podem mostrar as frentes de tempo e outros dados observacionais de cada estação de
observação.
Cartas de tempo significativo: focalizam sobre apenas os principais padrões de tempo, tais
como sistemas frontais, padrões de nuvens, regiões de precipitação, e áreas de
nevoeiro/neblina. Tais cartas podem ser ou de análise (mostrando condições recentes) ou de
prognóstico (mostrando condições previstas).
Cartas nefoscópicas ou de nuvens: apresentam a análise de fotografias satélites de nuvens
(nefo -indica “nuvens”). Uma carta de gelo de satélite é incluída nesta categoria.
Carta de condições do mar: uma variedade de cartas, de análise e prognóstico, que
descrevem as condições do mar. Algumas mostram as temperaturas da superfície do mar,
algumas mostram alturas do mar significativas e outras mostram os limites do gelo marinho.
Radiação Solar
A energia radiactiva recebida pela Terra na forma de ondas electromagnéticas provenientes
do Sol é denominada de radiação solar.
Em meteorologia é mais comum usar o termo radiação de ondas curtas em lugar de radiação
solar. Constitui uma variável climática muito importante, por ser a principal fonte de energia
do planeta e porque sua distribuição não uniforme influencia praticamente todos os elementos
do clima.
Propriedades radiactivas em superfícies naturais
Na natureza não existe corpo negro perfeito, ou seja, um radiador perfeito é hipotético. O que
na verdade existem são corpos cujas propriedades se aproximam daquelas de um corpo negro
e são denominados corpos cinzas.
Estes materiais interagem com a energia ragdiactiva, sendo geralmente caracterizadas por
diferentes propriedades físicas, tais como: emissividade, absorção, reflectividade e
transmissividade, definidas a seguir.
A emissividade (ελ) de um corpo é definida como a razão entre emitância monocromática
deste corpo e a correspondente emitância monocromática de um corpo negro, à mesma
temperatura do corpo considerado.
A absorção (αλ) monocromática de uma superfície é definida como a razão entre a
quantidade de energia radiante absorvida pela superfície e o total incidente, para um
determinado comprimento de onda.
A reflectividade (rλ) monocromática de uma superfície é definida como a razão entre a
quantidade de energia radiante reflectida pela superfície e a total incidente, para um
determinado comprimento de onda.
A transmissividade (tλ) monocromática é definida como a razão entre a quantidade de
energia radiante transmitida pela superfície e a total incidente, para um determinado
comprimento de onda. Então, pela conservação da energia, tem-se que: αλ + rλ + tλ =1.
); Satterlund (1979), dentre outros.
Radiação terrestre
A emissão de energia por um corpo depende da temperatura e da emissividade deste, que no
caso de superfícies naturais, varia na faixa de 0,9 e 1,0.
A energia emitida pela superfície terrestre, principalmente em dias nublados, ao passar pela
atmosfera tem grande parte desta energia absorvida pelos gases atmosféricos (principalmente
pelo vapor d’água e dióxido de carbono), ficando aprisionada entre a superfície e as nuvens,
efeito este denominado de efeito estufa.
Radiação atmosférica
Assim como a radiação terrestre, a radiação atmosférica ou contra radiação também é
influenciada pelos gases e aerossóis presentes na atmosfera. No entanto, ela aida depende da
distribuição vertical da concentração desses gases e da temperatura como função da altura.
A estimativa da radiação atmosférica é complicada, mesmo quando a distribuição do vapor da
água, dióxido de carbono, nebulosidade e temperatura são medidos. É preferível a utilização
de um radiómetro apropriado para medi-la directamente.
Clima atmosférico
Max Sorre (1957) trata o clima como o ambiente atmosférico constituído pela série de
estados da atmosfera, em determinado lugar, em sua sucessão habitual, fazendo referência a
climatologia dinâmica
Principais elementos do clima atmosférico
Temperatura: a temperatura diminui com a latitude, pois a radiação solar (fonte de calor) é
mais forte na região do Equador. No sentido dos pólos, a temperatura diminui. O factor
radiação solar também explica o fato de a temperatura ser menor em pontos com maior
altitude (mais altas em relação ao nível do mar).
Vento: o vento é o ar em movimento. Ele se desloca de uma zona de alta pressão atmosférica
para uma de baixa pressão. O vento pode ser seco (baixa humidade), húmido (elevada
humidade), quente e frio.
Chuva: ocorre a partir do resfriamento do vapor de água contido no ar.
Distribuição do clima
Teoricamente, regiões que estivessem na mesma faixa de latitude, por exemplo, todas as
regiões que estivessem entre o Trópico de Câncer e Círculo Polar Árctico, na mesma faixa de
latitude ao redor do mundo, deveriam ter o mesmo clima. Assim sendo a Flórida e o sul do
Iraque, que estão no paralelo 30 graus de latitude norte, deveriam ter o mesmo clima.
Todavia, na prática, isto não ocorre pelo simples fato de que o clima não é determinado
apenas pela quantidade de exposição aos raios solares.
Factores regionais tais como altitude, relevo, vegetação, proximidade dos oceanos, redes
hidrográficas, movimento de correntes oceânicas e distribuição de ventos, entre outros,
também influenciam no clima.
É claro que há um certo padrão de distribuição mas, como mostra o mapa abaixo, ele não é
homogéneo.