0% acharam este documento útil (0 voto)
26 visualizações2 páginas

Avaliação de Operadores Florestais em Moçambique

Este documento resume um estudo realizado em 2015 sobre a avaliação de operadores florestais em Moçambique, incluindo aqueles operando sob licenças simples e concessões florestais. O estudo avaliou 905 operadores usando 30-31 critérios agrupados em 6 categorias. Operadores sob concessões florestais tiveram uma pontuação geral de 74% enquanto operadores sob licenças simples tiveram 70%. As áreas que necessitam de mais atenção incluem tramitação de licenças, exploração florestal e reflo

Enviado por

Wild Jorge Comé
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
26 visualizações2 páginas

Avaliação de Operadores Florestais em Moçambique

Este documento resume um estudo realizado em 2015 sobre a avaliação de operadores florestais em Moçambique, incluindo aqueles operando sob licenças simples e concessões florestais. O estudo avaliou 905 operadores usando 30-31 critérios agrupados em 6 categorias. Operadores sob concessões florestais tiveram uma pontuação geral de 74% enquanto operadores sob licenças simples tiveram 70%. As áreas que necessitam de mais atenção incluem tramitação de licenças, exploração florestal e reflo

Enviado por

Wild Jorge Comé
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Proceedings CLME2017/VCEM

8º Congresso Luso-Moçambicano de Engenharia / V Congresso de Engenharia de Moçambique


Maputo, 4-8 Setembro 2017; Ed: J.F. Silva Gomes et al.; Publ: INEGI/FEUP (2017)

ARTIGO REF: 7017

AVALIAÇÃO DOS OPERADORES FLORESTAIS EM MOÇAMBIQUE:


CONCESSÕES FLORESTAIS E LICENÇAS SIMPLES
Adolfo Dinis Bila(*), Andrade Egas, Ivan Remane
Universida Eduardo Mondlane - Maputo, Moçambique
(*)
Email: [Link]@[Link]

RESUMO
Em Moçambique as florestas são de especial importância para a vida social, económica e
ambiental das comunidades locais, população urbana e a sociedade em geral. Fornecem lenha
e carvão para confecção de alimentos e aquecimento, materiais de construção, plantas
medicinais, forragem para o gado, alimentos diversos, dentre hortícolas nativas, frutos
silvestres, carne de caça e mel; são ainda uma importante fonte de matéria-prima para a
indústria de madeira, constituída de espécies nativas valiosas, apreciadas tanto no mercado
interno e como externo (MADER 1997)
A exploração florestal pode ser feita em regime de licenças simples (LS) ou em regime de
concessão florestal (CF). O regime de concessões florestais, ao contrário das licenças simples,
potencia a conservação e o uso sustentável das florestas, uma vez que o operador permanece
na área por um longo período, o que é favorável a rentabilização dos investimentos feitos no
estabelecimento da indústria florestal, na protecção e maneio da floresta (Sitoe e Bila 2006)
As florestas do país estão ameaçadas, não só pela exploração de madeira, mas também pela
extracção de biomassa para fins energéticos, agricultura itinerante e as queimadas
descontroladas, e medidas concretas devem ser tomadas para reverter a situação, assegurar a
protecção, conservação e o uso sustentável deste valioso recurso (Marizoli 2007). Assim, em
Novembro de 2015, o Governo decidiu a monitoria e avaliação de operadores florestais, com
objectivo de conhecer o universo de operadores em regime de LS e CF,verificar o
cumprimento das normas de exploração florestal e propor medidas corectivas, em função da
gravidade das situações encontradas no terreno.
O trabalho foi dirigido pela Direcção Nacional de Florestas (DINAF) e contou com
participação da WWF, UEM, operadores florestais, ONGs e Mídias locais das diferentes
províncias do país. O estudo foi feito com base no instrumento de avaliação, desenvolvido
pela UEM em 2013, incluía 30 e 31 critérios de avaliação para LS e CF, respectivamente
(UEM 2013). Os critérios foram alinhados em seis grupos: (i) documentação básica do
operador, (ii) tramitação da área de exploração (iii) tramitação da licença de exploração (iv)
exploração florestal (v) comunidades locais e (vi) reflorestamento.
Neste levantamento foram apurados, 1.081 operadores, dos quais 905, ou seja, 84%, foram
avaliados. Dos 905 operadores avaliados, 741 (82%) são operadores em regime de LS e os
restantes 165 (18%) são operadores em regime de CF, numa proporção de 4:1, isto é, para
cada 4 licenças simples existe 1 concessão florestal. O número real de operadores florestais
pode ser maior do apurado nesta avaliação. Há casos de: (i) Operadores florestais com
contrato com o Governo mas não têm ainda licença de exploração; (ii) Operadores paralisados
que não foram avaliados; (iii) Operadores com licenças falsas e; (iv) Processos de concessões
e de licenças simples em fase adiantada de tramitação que podem ser aprovados.

-997-
Simpósio-18: Agronomia e Engenharia Florestal no Âmbito da CPLP

A pontuação geral (Figura 1), atingida pelos operadores em regime de CF foi de 74 %. A


pontuação geral alcançada pelos operadores de LS foi de 70 %. Os grupos de critérios com
menor pontuação, nos dois regimes de exploração, foram: Tramitação de Licença, Exploração
Florestal e Reflorestamento. Comunidades locais apresentaram baixa pontuação apenas nas
licenças simples. O sector deve prestar atenção especial as seguintes área: (i) Tramitação
processual (organização e modernização da administração florestal incluindo o uso de TICs,
organização dos operadores, cumprimento da Lei e transparência no licenciamento florestal,
etc.); (ii) Exploração Florestal (cumprimento dos planos de maneio e das normas de
exploração, espécies exploradas e cumprimento dos diamentros minimos de corte, monitoria
de operacoes florestais e fiscalização no interior da florestal, etc.); (iii) Comunidades Locais
(melhorar o processo de consultas comunitárias, acesso aos recursos em areas de LS e CF,
canalização e utilização dos 20% etc.) e; (iv) Reflorestamento nas areas concessionadas e das
LS.

Fig. 1 - Pontuação global e media de operadores que operaram em 2015, em regime de CF e


LS por provincia

REFERÊNCIAS
[1]-Marizoli, A. 2007. Relatorio do Inventario Florestal Nacional. DINAF. Maputo.
[2]-Ministerio de Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) 1997. Politica e Estratégia
de Desenvolvimento de Florestas e Fauna Bravia. Resolução do Conselho de Ministros no
8/97 de 1 de Abril.
[3]-Sitoe, A. e Bila, A.D. 2006. Manual para a elaboração e implementação do plano de
maneio da concessão florestal. DNFFB. Maputo. 80p.
[4]-UEM 2013. Avaliação do desempenho de concessões florestais em Moçambique. UEM.
Maputo. 68p.

-998-

Você também pode gostar