Vertentes: Processos e Formas
1 - Apostila Geomorfologia (Valter Casseti)
Link: [Link]
2 - Capítulo 7 - Livro; Para Entender a Terra
3 - Capítulos 8 e 9 - Livro Decifrando a Terra.
Componente Básico das Paisagens.
Elemento mais pesquisado na Geomorfologia
Entendimento de Formas e Processos
Permitindo entender as mudanças processuais pretéritas e recentes.
Palco de transformações sócioreprodutoras.
A vertente se caracteriza como a mais básica de todas as formas de relevo.
Também chamadas de encostas
É nas vertentes que ocorrem todos os processos que dão origem ao
relevo, bem como os processos que originam os solo.
Dylik (1968) – A vertente é uma forma tridimensional que foi modelada pelos
processos de denudação, atuantes no presente ou no passado, e
representando a conexão dinâmica entre interflúvio e fundo de vale.
Limite inferior
Limite Superior
Limite Interno
Limite Temporal
produção e a
remoção de material
detrítico.
Vertentes: Processos e Formas
Biostasia
Estado de estabilidade vegetal
Condiciona - a meteorização e uma erosão fraca.
Transporte de material pouco significativo.
Períodos biostásicos são períodos de intensa formação dos solos.
Resistasia
Situação resultante da ruptura do equilíbrio biológico: erosão
muito significativa, transporte da camada alterada e posterior
sedimentação mais grosseira.
Períodos de resistasia são períodos nos quais, em conseqüência da
erosão, ocorre alteração morfológica significativa.
Biostasia Resistasia
Biostasia Resistasia
Biostasia Resistasia
“balanço de denudação”
os processos em uma vertente se reduzem a dois componentes: o
1º - denominado perpendicular, caracterizado pela infiltração.
2º - denominado paralelo – paralelo à vertente ou à superfície - refere-se
ao processo denudacional (morfogênese) responsável pela retirada,
transporte e acumulação do material pré-elaborado.
Tricart (1957) substitui o conceito de “balanço denudacional” por
“balanço morfogenético”.
Biostasia Resistasia
O domínio da pedogênese sobre Retirada do material intemperizado,
a morfogênese reduzindo gradativamente a camada
pedogenizada, com conseqüente
Balanço morfogenético assoreamento de vales.
Balanço morfogenético
negativo positivo
Tricart (1957) - demonstra que o balanço morfogenético de uma vertente é
comandado principalmente pelo valor do declive, pela natureza da rocha e
pelo clima.
valor do declive : maior a intensificação da componente paralela, escoamento
mais intenso - o acréscimo do transporte de detritos, adelgaçando o solo ou o
material intemperizado.
Natureza da rocha :
As rochas coerentes - intervenção inicial da componente perpendicular antes
da ação da componente paralela formação de detritos.
Responde pelo comportamento da formação superficial - intervém no perfil
da vertente, no seu declive médio - velocidade de seu recuo ou evolução.
Clima
Intervenção direta ou indireta na vertente
Componente Perpendicular
Componente Paralela
Intemperismo Físico
Intemperismo Químico
Pedogênese
Transporte de material
Processos Morfogenéticos
Intemperismo – Movimentos de Massa – Processo Pluvial
Responsáveis pela esculturação das formas de relevo – Ação da dinâmica
exógena sobre as vertentes.
Processos não isolados – Sinergia entre processos – Condicionados
pelo meio
Sistemas Morfogenéticos – Regiões Morfogenéticas
Processos Morfogenéticos:
[Link]ção ou Intemperismo:
Formação do Manto de Intemperismo (Regolito) – “camada” constituída
de detritos a serem erodidos;
Permitir a movimentação de fragmentos ao longo das vertentes;
Tipos Intemperismo:
Químico e Biológico – Decomposição da rocha;
Físico – fragmentação da rocha:
Termoclastia;
Crioclastia – Crioturbação Permafrost;
Haloclastia - Haloturbação
2. Movimentos de Massa – Movimentos do Regolito - Movimentos do Manto
de Intemperismo
Movimentos gravitacionais que promovem o deslocamento de partículas e ou
partes do manto de intemperismo;
Tipos de Movimentos de Massa:
Rastejamento (Creep) Materiais Inconsolidados
Solifluxão e Fluxos de Lama Materiais Consolidados
Avalanche / Avalanche
Deslizamento / Deslizamento
(escorregamento)
Desmoronamento (Queda de Bloco)
Rastejamento (Creep)
Deslocamento lento e imperceptível dos vários horizontes do solo;
Relaciona ao declive e à característica do material. Assim, quanto maior
o declive e maior a plasticidade do material (presença de argila), maior
a propensão ao deslocamento, podendo assumir formas de movimentos
mais rápidos.
Este movimento afeta grandes áreas e não apresenta uma superfície
de ruptura muito bem definida.
Velocidade maior na superfície diminuindo para o interior;
Causas: Pisoteio, Térmitas, Percolação de Água (Gelo
e Degelo, movimentos Verticais das partículas
Jusante da vertente);
Percepção em postes, muros e árvores.
Solifluxão
Movimento coletivo do regolito saturado por água – Poucos metros;
Diferença de permeabilidade entre camadas do regolito ou regolito
e rocha – Rompimento da fluidez;.
Solifluxão – áreas periglaciárias;
Fluxos de Lama
Similar à Solifluxão mais rápidos e atingem uma maior área
Caracteriza-se pela afluência de grande quantidade de material para a drenagem.
Áreas suportadas por argilas;
Estão associados a índices pluviométricos elevados. São movimentos que se
assemelham a avalanches.
Deslizamento - Escorregamento
Pela sua velocidade e densidade elevadas possuí alto poder destrutivo e
extenso raio de ação.
Relação entre: regolito, rocha sã saturada por água e declividade – Regolito
geralmente rico em silte e argila.
Potencializado pela ação antrópica
DESLIZAMENTO ESCORREGAMENTOS TRANSLACIONAIS (PLANARES):
São processos muito freqüentes na dinâmica das encostas serranas
brasileiras, ocorrendo predominantemente em solos pouco desenvolvidos
das vertentes com altas declividades.
ESCORREGAMENTOS ROTACIONAIS (CIRCULARES) :
Possuem superfícies de deslizamento curvas, sendo comum a
ocorrência de uma série de rupturas combinadas e sucessivas.
Estão associadas a aterros, pacotes de solo ou depósitos mais
espessos, rochas sedimentares ou cristalinas intensamente
fraturadas.
Desmoronamento
relativo ao solapamento
Avalancha
Movimento de maior velocidade e maior volume de regolito
Composição – Gelo e ou detritos
Inicia-se com a queda brusca de massa de gelo e/ou rocha –
Ao encontrar obstácula se pulveriza e adquire velocidade
(pressão e calor).
classificação dos processos
relacionados ao movimento de
massas quanto à velocidade do
movimento (de rápido a lento)
e condições de umidade do
material (de seco a úmido).
Vídeos:
1 - Desmoronamento 8 – Corrida de Lama
2 – Desmoronamento - 2
9 – Corrida Lama 2
3 - Escorregamento
10 – Aula Prática
4 - Solifluxão
5 – Escorregamentos e Solifluxão
6 - Avalanche
7 - Deslizamento