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Maximização da Utilidade do Consumidor

O documento discute a teoria do consumidor racional, que busca maximizar a utilidade sob restrição orçamentária. A maximização ocorre quando a utilidade marginal de cada bem é igualada à sua relação de preços. As curvas de indiferência mostram as combinações de bens que dão a mesma utilidade ao consumidor.

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Maximização da Utilidade do Consumidor

O documento discute a teoria do consumidor racional, que busca maximizar a utilidade sob restrição orçamentária. A maximização ocorre quando a utilidade marginal de cada bem é igualada à sua relação de preços. As curvas de indiferência mostram as combinações de bens que dão a mesma utilidade ao consumidor.

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Maximização da utilidade – o ótimo do consumidor

O consumidor dito racional busca maximizar a utilidade que lhe traz a compra de bens e serviços.
O ponto ótimo se define dentro da restrição orçamentária e se encontra na linha que representa
essa restrição.

O consumidor avalia a utilidade adicional que lhe traria a aquisição (o consumo) de uma unidade
a mais de um bem ou de um serviço. Essa utilidade marginal é a relação entre a variação da
utilidade total e a variação da quantidade adquirida de um bem ou de um serviço. Ela é
decrescente, visto que a utilidade total aumenta a cada vez que se consome uma unidade a mais
do bem, mas que esses aumentos ficam cada vez menores (como vimos na parte da teoria). A
terceira colona da tabela abaixo mostra o calculo da utilidade marginal.
O consumidor desse exemplo da tabela deixa de auferir qualquer proveito a partir da sexta
unidade consumida. O sexto ingresso traz uma utilidade marginal nula e a partir dele as demais
unidades adicionais apresentam utilidade marginal negativa. Portanto, a quantidade do bem
(ingressos) que maximixa a utilidade neste caso é 5. Quando conhecemos o preço do bem, que
é dado no mercado, podemos comparar com a utilidade marginal. Nesse caso a maximização
será alcançada quando a utilidade marginal iguala o preço.

Evidente que o consumidor lida com mais de um bem. Por isso, ele combina os bens e serviços
que adquire, escolhendo entre diferentes combinações de produtos para o seu consumo. Pode,
por exemplo, combinar:

3x + 4y + 2z

2x + 3y + 3z

Se ambas lhe trazem a mesma satisfação, estaria ele indiferente entre as duas combinações.

O conjunto de combinações que dão a mesma satisfação forma a Curva de Indiferença.

Gráfico: Curvas de indiferença


Se o consumo de teatro cai de A para B, o consumo de cinema terá que aumentar para
compensar e manter a indiferença do consumidor.

A inclinação da Curva de Indiferença é igual à taxa pela qual o consumidor está disposto a trocar
um produto por outro.

Interessa saber, precisamente, quantas unidades ou frações de unidade de um bem o


consumidor exige para renunciar a uma unidade de um outro bem. O que mede essa relação,
ao longo da Curva de Indiferença é a Taxa Marginal de Substituição: TMgS.

A TMgS não é a mesma em todos os pontos da curva. A sua forma ou inclinação depende da:

• Quantidade do produto que está se consumindo;


• Situação em que se encontra o consumidor em relação a um produto, podendo estar
saciado ou ainda ávido daquele bem;
• Natureza do bem em relação ao outro, oscilando entre substituto e complementar.
A TMgS é calculada a partir de uma função, U = f(x,y), que mostra a relação entre a variação da
utilidade de x que resulta da variação em uma unidade no consumo do bem X e a variação da
utilidade de y que resulta da mudança em uma unidade no consumo do bem Y. interessa o
diferencial de utilidade, seu acréscimo, tratando de uma avaliação à margem, um cálculo
marginal.

TMgS = UMgX / UMgY

A utitidade marginal total, UMgT = UMgX + UMgY + UMgZ ...

o consumidor racional não irá continuar comprando mais unidades do bem X quando sabe que
a compra de quantidade adicional do bem Y lhe daria uma utilidade adicional maior.

Isso não significa que um bem seja melhor do que outro, nem que a utilidade absoluta de um
seja maior do que a do outro. Significa que a última unidade monetária gasta com um bem rende
maior satisfação do que renderia o mesmo dinheiro gasto com outro bem.

A maximização da utilidade total de consumo é atingida quando a última unidade monetária


gasta em cada bem traz a mesma utilidade marginal. Utilidade marginal contra unidade
monetária, isto é, a última unidade comprada de cada bem deve prover a mesma utilidade
marginal monetária. No ponto em que o consumo é otimizado, a TMgS é igual à relação entre
os preços dos produtos consumidos, isto é, os preços relativos.

Se o preço do bem X é 4 e do Y é 2, o consumidor comprará estes bens até o ponto em que a


UMg de X seja 2 vezes a UMg de Y.

UMgX/Px = UMgY/Py
UMgX / UMgY = Px/Py

Maximiza-se a utilidade quando TMgS = Px/Py

TMgS = Ux/Uy: a taxa pela qual o consumidor está disposto a trocar um bem pelo outro.

Px/Py : a taxa pela qual o mercado troca um bem pelo outro.

O ponto ótimo é quando coincidem a avaliação do mercado e a avaliação do consumidor.

Exemplo:

Dois bens, banana e maçã. Preço da banana é 2 e o da maçã 4

Maçã:

Quantidade (Q) Utilidade Total (UT) Utilidade Marginal UMg / P


(UMg)
1 340 340 85
2 600 260 65
3 760 160 40
4 860 100 25

Banana:

Quantidade (Q) Utilidade Total (UT) Utilidade Marginal UMg / P


(UMg)
1 200 200 100
2 360 160 80
3 480 120 60
4 560 80 40

O consumo fica otimizado com 3 maçãs e 4 bananas.

No geral, o ótimo de consumo ocorre quando a última unidade comprada de cada bem traz a
mesma utilidade marginal por unidade monetária.

UMa/Pa = UMb/Pb = UMc/Pc = ...

Gráfico - maçã e banana


Cálculo da maximização com derivadas
A otimização da utilidade é a maximização de uma função de consumo: U = f(x,y). Com o cálculo
de derivadas, podemos descobrir o máximo dessa função.

O consumidor realiza combinações de produtos no seu consumo e gera uma utilidade total, U,
dentro do seu orçamento R. Temos:

U = f(x,y) ............... (1)

R = XPx + YPy → Y = (R-XPx) / Py ............(2)

Substituindo em (1)

U = f(x, R-XPx/Py)

Sabe-se que uma função possui um valor máximo quando para de crescer e, logo, começa a
declinar, como pode ocorrer no gráfico abaixo.

Utilizamos a noção de diferencial.

dU = variação da utilidade total;

Dx = variação na quantidade de consumo do bem X;

Dy = variação na quantidade de consumo do bem Y;

dU = (∂U/ ∂x ) dx + (∂U/dy)dy

No ponto máximo, a derivada primeira da função utilidade é nula: U´ = 0

Na derivada negativa, a utilidade é declinante: U´´ < 0

Exemplo:

R = 400; Px = 4; Py = 10

R = XPx + YPy → 400 = 4x + 10y

→ Y = (400-4x) / 10 = 40 – 2x/5

Substituindo na função U = f(x,y),


U = x (40 – 2x/5) = 40x – 2 x2/5

Condição de maximização, U´ = 0

→ 40 – 4x/5 = 0

→ 40 = 4x/5

→ X = (5 x 40) / 4 = 50

Como y = 40 – 2x/5

→ y = 40 – (2 x 50/5) = 20

Na inflexão da curva, U´´ < 0

U´ = 40 – 4x/5

→ U´´= - 4/5

Exercício

R = 1000; Px = 10; Py = 15; U = x.y

Calcular as quantidades de x e de y que maximizam a utilidade

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