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Prova II

O documento apresenta instruções para a realização de uma prova objetiva de Medicina, com duração de 3 horas e contendo 50 questões. Os candidatos devem assinalar as respostas em uma folha separada e só poderão sair do local da prova após 2h15 do início.

Enviado por

Fábio Henrique
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Processo Seletivo

2o Semestre de 2017

Medicina
002. Prova II
 Confira seus dados impressos neste caderno.
 Assine com caneta de tinta azul ou preta a Folha de Respostas apenas no local indicado.
 Esta prova contém 50 questões objetivas e terá duração total de 3h.
 Para cada questão, o candidato deverá assinalar apenas uma alternativa na Folha de Respostas,
utilizando caneta de tinta azul ou preta.
 O candidato somente poderá sair do prédio depois de transcorridas 2h15, contadas a partir do início
da prova.
 Ao final da prova, antes de sair da sala, entregue ao fiscal a Folha de Respostas e o Caderno de
Questões.

Nome do candidato

RG Inscrição Prédio Sala Carteira

28.05.2017 | tarde
cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva 2
Para responder às questões 01 e 02, leia o poema “pobre Leia o excerto do romance Dom Casmurro, de Machado de
alimária” de Oswald de Andrade (1890-1954), publicado em Assis, para responder às questões de 03 a 05.
1925.
Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria;
fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão parti-
pobre alimária1
cular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia há bastan-
tes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa
O cavalo e a carroça em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe
Estavam atravancados nos trilhos o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapa-
E como o motorneiro2 se impacientasse receu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações
Porque levava os advogados para os escritórios que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de
Desatravancaram o veículo frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. [...]
E o animal disparou O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida,
Mas o lesto3 carroceiro e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não
Trepou na boleia consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o
E castigou o fugitivo atrelado rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem
Com um grandioso chicote os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das
(Obras completas, vol 7, 1974.) pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é
1
alimária: animal quadrúpede.
tudo. O que aqui está é, mal comparando, semelhante à
2
motorneiro: indivíduo que dirige bonde.
pintura que se põe na barba e nos cabelos, e que ape-
3
lesto: ágil, ligeiro. nas conserva o hábito externo, como se diz nas autópsias;
o interno não aguenta tinta. Uma certidão que me desse
vinte anos de idade poderia enganar os estranhos, como
QUESTÃO 01
todos os documentos falsos, mas não a mim. Os amigos
que me restam são de data recente; todos os antigos foram
É correto afirmar que o poema estudar a geologia dos campos-santos1. Quanto às amigas,
(A) critica a situação de atraso da sociedade brasileira da algumas datam de quinze anos, outras de menos, e quase
época, pois o poeta pode ser um dos advogados que, todas creem na mocidade. Duas ou três fariam crer nela
como o motorneiro, também se impacienta com a carroça aos outros, mas a língua que falam obriga muita vez a con-
atravancada no trilho. sultar os dicionários, e tal frequência é cansativa.
(Dom Casmurro, 1971.)
(B) constitui uma produção típica do Movimento Verde- 1
campo-santo: cemitério.
-Amarelo, pois valoriza as especificidades da cultura
brasileira tradicional em detrimento dos avanços tecno-
lógicos importados de nações estrangeiras.
QUESTÃO 03
(C) idealiza a figura do carroceiro, já que este encarna, pela No excerto, o narrador
sua função social, o primitivismo defendido pelo Movimento
Pau-Brasil. (A) lamenta o descompasso entre a vida exterior e a vida
interior, pois ao tentar reconstituir o ambiente da sua
(D) aborda criticamente as particularidades nacionais, expondo adolescência se dá conta de que o tempo passou e ele
de maneira divertida e bem-humorada os contrastes entre não pode mais ser a mesma pessoa.
elementos arcaicos e modernos da sociedade brasileira da
época. (B) reconhece a dificuldade em atar as duas pontas da vida
por meio das palavras, já que deixa explícito o quão can-
(E) procura se afastar do cotidiano da sociedade brasileira sativa é a tarefa de consultar o dicionário.
da época por meio da invenção de um dado absurdo e da
utilização de um vocabulário rebuscado. (C) apresenta-se como um velho solitário e amargurado, sem
bens particulares e chateado porque tudo que na vida lhe
poderia fazer feliz é ao mesmo tempo enfadonho.
QUESTÃO 02
(D) afirma que, apesar dos esforços para reconstituir o ambiente
Os sujeitos de “estavam” (2o verso) e “desatravancaram” da sua adolescência, já não poderia recompor a sua vida da
(5o verso) podem ser classificados, respectivamente, como mesma maneira, pois perdeu todas as pessoas que amava.
(A) composto e indeterminado. (E) estabelece uma comparação entre a casa que mandou
construir no Engenho Novo e a tintura que em vão aplica
(B) simples e indeterminado.
na barba e nos cabelos no intuito de enganar os outros
(C) simples e oculto. acerca da sua verdadeira idade.

(D) composto e simples.

(E) composto e oculto.

3 cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva
QUESTÃO 04 Leia o texto de Eugênio Bucci para responder às questões
06 e 07.
Considere os trechos:

• “Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente.” Se há, como há, um “marketing do bem” que promove a soli-
dariedade social, devemos admitir que a solidariedade se tornou
• “ Os amigos que me restam são de data recente; todos os um valor de mercado e um valor para o mercado. Logo, estamos
antigos foram estudar a geologia dos campos-santos.” diante de uma “solidariedade de mercado”, uma solidariedade
As figuras de linguagem utilizadas pelo autor nesses trechos que é não bem um sentimento interior, mas uma imagem de
são, respectivamente, solidariedade. É uma imagem que ganha vida própria e que vai
se associar a outras imagens para valorizá-las – imagens de
(A) antítese e hipérbole. empresas, de marcas, de governos e governantes, de perso-
nalidades públicas. A solidariedade, assim posta, como imagem
(B) antítese e eufemismo. autônoma ou como imagem que reforça outras imagens, existe
no mercado não como um fim que se basta, um fim desinteres-
(C) metonímia e pleonasmo. sado, mas como um argumento para o consumo – o consumo
de marcas (consumo que é pago em dinheiro, pela compra dos
(D) paradoxo e metáfora. produtos), de governos e governantes (consumo que é pago
em delegação de poder, pelo voto), de personalidades públicas,
(E) paradoxo e eufemismo. as tais celebridades (que são consumidas pela imitação, pela
admiração, o que se remunera com índices de popularidade).
Portanto, esse tipo mercadológico de solidariedade, além de
constituir um valor de mercado e para o mercado, torna-se tam-
bém um fator que, para usar aqui a linguagem dos marqueteiros
QUESTÃO 05
e marquetólogos, “agrega valor” a produtos, marcas, empresas,
“O que aqui está é, mal comparando, semelhante à pintura pessoas e governos. A solidariedade assim posta, mais que um
que se põe na barba e nos cabelos, e que apenas conserva valor ético, é um fator de lucro – ou de proteção contra prejuízos
o hábito externo, como se diz nas autópsias; o interno não (econômicos e de imagem). É, necessariamente, uma solidarie-
aguenta tinta.” (2o parágrafo) dade exibicionista.
No trecho, a palavra “hábito” está empregada na seguinte (Eugênio Bucci. “A solidariedade que não teme aparecer”. In: Eugênio Bucci
e Maria Rita Kehl. Videologias: ensaios sobre televisão, 2004.)
acepção:

(A) comportamento particular, costume.


QUESTÃO 06
(B) disposição de agir constantemente de certo modo, adquirida Implícita à argumentação do autor está a ideia de que a soli-
pela frequente repetição de um ato. dariedade deveria ser

(C) modo padronizado de pensar, sentir ou agir, adquirido e (A) um fator que pelo marketing “agrega valor” a produtos
tornado em grande parte inconsciente e automático. diversos, marcas, empresas pessoas e governos.
(B) um bem de consumo, pago em dinheiro, voto e popula-
(D) aparência exterior, constituição, compleição.
ridade.
(E) aquilo com que se cobre o corpo; roupa, traje, vestimenta. (C) um valor ético, social e desinteressado com um fim em
si mesmo.
(D) um fator de lucro ou de proteção contra prejuízos tanto
para as empresas e governos quanto para os indivíduos.
(E) um fator necessariamente visto e exibido como uma espé-
cie de ostentação dissimulada.

QUESTÃO 07

“Se há, como há, um ‘marketing do bem’ que promove a solida-


riedade social, devemos admitir que a solidariedade se tornou
um valor de mercado e um valor para o mercado.”
As preposições destacadas expressam, respectivamente, os
sentidos de
(A) finalidade e movimento.
(B) modo e finalidade.
(C) modo e movimento.
(D) posse e movimento.
(E) posse e finalidade.
cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva 4
Leia o texto de Eliane Brum para responder às questões de QUESTÃO 08
08 a 10.
Segundo a autora, a “boçalidade do mal”
Hannah Arendt alcançou o conceito de “a banalidade do (A) possui suas raízes históricas na Alemanha nazista, sendo
mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, a internet apenas uma válvula de escape para a expo-
em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um sição do ódio, uma qualidade de sentimento inerente à
cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e pro- natureza humana.
fundo pelos judeus. Eichmann era um homem decepcionante-
mente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras (B) surge quando a internet interfere diretamente na vida
do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel cotidiana, ampliando as possibilidades de denúncias, de
no assassinato de milhões de seres humanos. Eichmann seria debates democráticos e de transformações de realidades
só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu injustas.
questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pen-
(C) ocorre por conta do excesso de liberdade de expressão
samento.
facultado pela internet, principalmente nas redes sociais,
A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para que precisa ser regulada para limitar o seu uso indevido.
o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência
da internet. Ou pelo menos ligado a ela. Desde que as redes (D) é um fenômeno histórico bem determinado, gerado no
sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse espaço virtual da internet e que não estabelece relação
livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade concreta com a realidade efetiva.
mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana.
(E) é um acontecimento ligado à experiência da internet, mas
O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada
que a ultrapassa, mostrando também possuir raízes na
um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece en-
violência experimentada historicamente no cotidiano.
tre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um
de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio. E descobri-
mos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui,
QUESTÃO 09
para além do que poderíamos supor, em dimensões da reali-
dade que só a ficção tinha dado conta até então. Segundo o texto, se “a banalidade do mal se instala na ausên-
Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático cia do pensamento”, pode-se inferir que a “boçalidade do mal”
com quem trocávamos amenidades bem educadas no eleva- ocorre na ausência de
dor defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os
(A) liberdade de expressão nas redes sociais.
mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e tra-
vesti-la de liberdade de expressão. Nas postagens e comen- (B) reflexão sobre a banalidade do mal.
tários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho
do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância. Com (C) conhecimento, por parte dos indivíduos, de seu eu mais
frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” profundo.
como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim (D) pudor na exposição dos pensamentos mais íntimos.
como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua cole-
ção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer (E) perspectiva histórica sobre a violência na sociedade
diferença. brasileira.
Ainda temos muito a investigar sobre como a internet,
uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas
de revolucionárias, transformou a nossa vida e o nosso modo QUESTÃO 10
de pensar e a forma como nos enxergamos. A mesma possi- Em “Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho
bilidade de se mostrar, que nos revelou o ódio, gerou também que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obede-
experiências maravilhosas, inclusive de negação do ódio. Do cido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de
mesmo modo, a internet ampliou a denúncia de atrocidades e milhões de seres humanos.” (1o parágrafo), o termo destacado
a transformação de realidades injustas, tanto quanto tornou o pode ser substituído, sem prejuízo de sentido para o texto, por
embate no campo da política muito mais democrático.
Meu objetivo aqui é chamar a atenção para um aspecto (A) comum.
que me parece muito profundo e definidor de nossas relações (B) malicioso.
atuais. A sociedade brasileira, assim como outras, mas da
sua forma particular, sempre foi atravessada pela violência. (C) submisso.
Fundada na eliminação do outro, primeiro dos povos indíge-
(D) prático.
nas, depois dos negros escravizados, sua base foi o esva-
ziamento do diferente como pessoa, e seus ecos continuam (E) perverso.
fortes. A internet trouxe um novo elemento a esse contex-
to. Quero entender como indivíduos se apropriaram de suas
possibilidades para exercer seu ódio – e como essa experiên-
cia alterou nosso cotidiano para muito além da rede.
(“A boçalidade do mal”. [Link] 02.03.2015. Adaptado.)

5 cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva
QUESTÃO 11 QUESTÃO 13

Ao tomar posse nessa sexta-feira (20.01.2017) como Analise o gráfico da variação dos preços internacionais do
o 45o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump prometeu barril de petróleo.
que, tanto nos EUA quanto no exterior, buscará sempre o inte-
resse dos norte-americanos em primeiro lugar. “A partir deste
dia, uma nova visão governará nossa terra. A partir deste dia,
vai ser apenas a América primeiro. América primeiro!”, disse
Trump. Segundo ele, a partir de agora, todas “as decisões
sobre o comércio, sobre impostos, sobre imigração, sobre
assuntos externos, serão feitas para beneficiar trabalhadores
americanos e fábricas americanas”.
([Link] Adaptado.)

O discurso do presidente estadunidense Donald Trump traz


elementos que retomam o conceito de

(A) Estado de Bem-Estar Social.

(B) Doutrina Monroe.

(C) Protecionismo econômico.


([Link] Adaptado.)
(D) Doutrina Truman.
Os eventos que justificam os dois choques do petróleo são,
(E) Autoritarismo bélico. respectivamente,

(A) a criação do Estado de Israel e a queda do Muro de Berlim.


QUESTÃO 12 (B) o fim da 2a Guerra Mundial e o início da Nova Ordem
Mundial.

(C) a Guerra do Yom Kippur e a Revolução Islâmica do Irã.

(D) a Guerra do Iraque e o atentado terrorista às Torres


Gêmeas.

(E) a fundação da ONU e o fim da Guerra Fria.

QUESTÃO 14

A ruptura da Barragem Fundão e o grave dano da Barra-


gem de Santarém, na mina Samarco Mineração S.A., no dia
5 de novembro de 2015, em Mariana, Minas Gerais, produziu
uma corrente de lodo com resíduos da exploração mineral
que destruiu o povoado de Bento Rodrigues, provocando um
número de vítimas mortais ainda não conhecido com preci-
são e contaminando a Bacia do Rio Doce, que abastece de
([Link]
água quinze importantes cidades.
O cartograma representa os fluxos de refugiados sírios entre ([Link]
os anos de 2010 e 2015. É correto afirmar que o destino des-
ses deslocamentos está concentrado nos países localizados O município de Mariana, local do maior acidente com barra-
gens de rejeitos de mineração da história, integra a região
(A) na África. geográfica de Minas Gerais conhecida como
(B) na Ásia. (A) Zona da Mata.
(C) na Europa. (B) Vale do Jequitinhonha.
(D) no Hemisfério Sul. (C) Triângulo Mineiro.
(E) no Hemisfério Ocidental. (D) Baixo São Francisco.

(E) Quadrilátero Ferrífero.

cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva 6
QUESTÃO 15 QUESTÃO 17

Uma estimativa sobre a vegetação natural remanescen- A imagem de satélite representa um trecho da Serra do Mar
te indica que o Cerrado sofreu um grande impacto. Cerca próximo ao município de Cubatão, no estado de São Paulo.
de 78,7% de sua área estão sob alguma forma de uso pelo
homem, o que significa que apenas 21,3%, ou 432.814 km2,
ainda se conservam intactos.
([Link]

A principal atividade econômica responsável pelo desmata-


mento do Cerrado brasileiro nos dias atuais corresponde

(A) às indústrias de base.

(B) à produção de grãos.

(C) ao turismo de aventura.

(D) à extração de petróleo.

(E) à agricultura familiar. ([Link])

Considerando seus aspectos geomorfológicos, é correto afir-


mar que a Serra do Mar constitui
QUESTÃO 16
(A) uma escarpa de falha.
Os aglomerados subnormais são áreas ocupadas irregular-
mente por domicílios que possuem diversas carências de (B) um dobramento moderno.
infraestrutura básica. O gráfico a seguir organiza a distribui-
ção desses aglomerados no Brasil de acordo com as Gran- (C) uma cuesta basáltica.
des Regiões do IBGE. (D) uma chapada sedimentar.

(E) uma depressão interplanáltica.

QUESTÃO 18

A infraestrutura para suprir as demandas das cidades


tem provocado alterações na cobertura do solo, com vege-
tação sendo substituída por ruas, estacionamentos, edifica-
ções e moradias. Como resultado, a temperatura do ar das
regiões mais pavimentadas cria ilhas de calor, que possuem
variabilidade no decorrer do dia e dependem da cobertura do
solo e do tempo de exposição à radiação.
([Link] Adaptado.)
(Helena Ribeiro et al. “Clima urbano e saúde”.
Sobre as caraterísticas relacionadas à presença de aglome- Estudos Avançados, janeiro/abril de 2016.)
rados subnormais no Brasil, é correto afirmar que O processo de transformação das cidades abordado no
(A) o Centro-Oeste não possui valores expressivos de aglo- excerto tem como consequência, entre outras,
merados subnormais uma vez que sua população está (A) a redução da população de insetos transmissores de
concentrada no campo. doenças.
(B) o Sudeste apresenta a maior quantidade de aglomera- (B) a diminuição do escoamento superficial.
dos subnormais, fato vinculado ao crescimento urbano-
-industrial desordenado ocorrido ao longo do século XX. (C) o aumento das chuvas orográficas.

(C) o Nordeste apresenta grande quantidade de aglomera- (D) a intensificação das enchentes urbanas.
dos subnormais, sobretudo nas cidades localizadas no
(E) a maior dispersão dos poluentes industriais.
litoral, em contraponto à maior oferta de moradia nas áre-
as sertanejas.

(D) o Sul detém um dos mais baixos percentuais de aglome-


rados subnormais por conta da reforma agrária efetivada
na região que contribuiu para fixar os trabalhadores nas
áreas rurais.

(E) o Norte apresenta pequena quantidade de aglomerados


subnormais devido ao processo de desconcentração
industrial ocorrido na última década.

7 cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva
QUESTÃO 19 QUESTÃO 21

Durante o período republicano, houve um grande aumento


da população de plebeus em Roma. Com o passar do tempo,
muitos desses plebeus enriqueceram por meio de atividades
como comércio e artesanato, e outros foram incorporados ao
exército. Diante dessa nova realidade, ocorreram mudanças
em Roma, tais como:

(A) a desapropriação dos latifúndios dos patrícios e a redis-


tribuição dessas terras entre os plebeus.

(B) a proibição do casamento entre patrícios e plebeus, assim


como do acesso dos plebeus ao cargo de senador.

(C) a criação da magistratura de tribuno da plebe e de um


([Link] Adaptado.) código de leis escritas, válidas tanto para plebeus quanto
para patrícios.
A charge faz referência

(A) à contradição entre o discurso da preservação e as práti- (D) o início de um longo período sem conflitos entre plebeus
cas econômicas predatórias com o meio ambiente. e patrícios, denominado Pax Romana, e sem problemas
econômicos.
(B) à atuação do capital industrial na elaboração da legis-
lação ambiental do país fundamentada na Constituição (E) o fim das formas compulsórias de trabalho, tanto no
Federal. campo quanto na cidade, e a introdução da mão de obra
estrangeira.
(C) à dependência dos investimentos de empresas transna-
cionais para a recuperação das áreas degradadas.

(D) ao baixo nível educacional da população brasileira como QUESTÃO 22


obstáculo para a realização dos projetos de desenvolvi-
mento sustentável. O surgimento de grandes feiras, como as de Champagne
e de Flandres, entre os séculos XI e XIII, está diretamente
(E) à decisão do governo brasileiro em transferir a sua auto- relacionado
nomia no que diz respeito à conservação dos recursos
naturais para as instituições globais. (A) à expansão marítima empreendida pelos Estados ibéricos,
que trouxe novos produtos para o mercado europeu.

(B) ao crescimento populacional europeu, que gerou o


QUESTÃO 20
aumento da produção agrícola e artesanal e expandiu
Em uma carta topográfica cuja escala é 1/50 000, a distância as atividades comerciais.
em linha reta entre duas cidades é de 5,5 cm. Assinale a al-
ternativa que indica corretamente a distância real entre essas (C) ao fim da cobrança de tributos feudais, durante a Alta
duas cidades. Idade Média, que ocasionou o barateamento da produ-
ção agrícola.
(A) 2.750 km.
(D) à centralização do poder político, que provocou a desre-
(B) 27,5 km. gulamentação do comércio, no processo de formação dos
(C) 275 km. Estados nacionais.

(D) 2,75 km. (E) à expansão do calvinismo, cujos valores foram utilizados
pela burguesia para justificar sua busca por riquezas.
(E) 0,275 km.

cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva 8
QUESTÃO 23 QUESTÃO 25

De 1549, quando desembarcaram na Bahia, até 1759, No final do século XVII o ouro foi encontrado e atraiu mui-
quando, pelas artimanhas do Marquês de Pombal, foram ta gente: fluminenses, paulistas, baianos, pernambucanos e
expulsos de Portugal e de suas colônias, os jesuítas se até mesmo portugueses, que para as Minas vieram à procura
revelaram uma das forças mais ativas na conquista e na da riqueza fácil no ouro encontrado nas margens dos ribeiros.
colonização do Brasil. O metal precioso movia tudo, mas era uma vida difícil. Tudo
(Eduardo Bueno. Brasil: uma história, 2012.) vinha de longes paragens para abastecer as áreas minerá-
rias. Logo surgem as primeiras plantações de subsistência.
No período citado, os jesuítas notabilizaram-se por Ao longo dos caminhos vão criando os pontos de descan-
(A) introduzir a ideologia protestante, por meio de seus colé- so, abrigo e abastecimento. No final dos setecentos mais de
gios, na colônia. meio milhão de pessoas vivia nas Minas Gerais e para garan-
tir a sobrevivência e diversificar a circulação de bens, outras
(B) lutar contra o tráfico negreiro, defendendo a libertação atividades foram desenvolvidas: agricultura e agropecuária.
dos escravos africanos. (Luiz Cruz. “Memória tropeira: uma crônica sobre homens que, ao
transportar riquezas pelo país, fundaram cidades e uniram o Brasil”.
(C) apoiar a liberdade religiosa e cultural no território colonial.
[Link]
(D) dar suporte aos bandeirantes no apresamento e escravi- Assinale a alternativa que apresenta uma mudança ocorrida
zação de nativos. no Brasil colonial em função do cenário descrito no texto.
(E) promover a catequese dos nativos ao catolicismo em (A) Grande quantidade de café passou a ser produzida nas
suas missões. fazendas do Vale do Paraíba, em função da demanda da
população mineira.
(B) A oferta de mão de obra livre dos migrantes resultou no
QUESTÃO 24
desenvolvimento industrial precoce das cidades mineiras,
A ideologia liberal deixou, sistematicamente, de cultivar os ainda no século XVIII.
vínculos sociais e de autoridade aceitos pelas sociedades do
(C) A alta demanda por alimentos na colônia alterou o caráter
passado, tendo aliás pretendido e conseguido enfraquecê-los.
da produção latifundiária, que passou a focar o abasteci-
(Eric Hobsbawm e Terence Ranger. A invenção das tradições, 1997.
mento interno em detrimento das exportações.
Adaptado.)
(D) A Corte portuguesa transferiu-se para a colônia a fim de
Em relação à ideologia mencionada no excerto, é correto
poder fiscalizar e taxar a extração de ouro de forma mais
afirmar que
eficiente.
(A) definiu o Estado absolutista como garantidor da liberdade (E) O comércio interno desenvolveu-se na colônia devido à
e dos direitos de todos os indivíduos. necessidade de abastecer a região das Minas, estimulan-
(B) incompatibilizou-se com as monarquias europeias, sendo do a produção de alimentos em outras áreas.
plenamente aplicável apenas nas repúblicas presidencia-
listas da América.
QUESTÃO 26
(C) restringiu-se ao continente europeu, mantendo o cenário
Em 1852 um grande plantador de café, o senador Verguei-
político nas colônias latino-americanas inalterado até o
ro, se decidiu a contratar diretamente trabalhadores na Europa.
século XX.
A ideia do senador era uma simples adaptação do sistema pelo
(D) questionou o ordenamento estamental da sociedade, que qual se organizara a emigração inglesa para os EUA na época
privilegiava a nobreza e o clero em detrimento do restante colonial: o imigrante vendia o seu trabalho futuro.
da população. (Celso Furtado. Formação econômica do Brasil, 2004. Adaptado.)

(E) opunha-se às desigualdades entre os donos dos meios A respeito do sistema de parceria abordado no texto, assinale
de produção e o proletariado, produzidas pela Revolução a alternativa correta.
Industrial. (A) O imigrante, por esse sistema, era obrigado a trabalhar
na mesma propriedade até quitar as dívidas decorrentes
de suas despesas de viagem e instalação no país.
(B) Os imigrantes que vieram ao Brasil por meio desse sistema
atuavam na administração das fazendas, e não como mão
de obra.
(C) A iniciativa do senador Vergueiro enfrentou resistência do
governo imperial, que se opunha à entrada de imigrantes
no Brasil por esse sistema.
(D) O sucesso desse sistema inspirou a aprovação da Lei
Eusébio de Queirós, que proibiu o tráfico intercontinental
de escravos.
(E) O objetivo desse sistema era a modernização da agricul-
tura e o desenvolvimento industrial, a partir do conheci-
mento e da experiência dos europeus.
9 cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva
QUESTÃO 27 QUESTÃO 29

No ano de 2015, uma série de protestos de estudantes fez Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem
com que a Universidade da Cidade do Cabo removesse de nada. Fidel e Pinochet tiram sarro de você que não faz nada.
seu campus uma estátua em homenagem a Cecil Rhodes (Engenheiros do Hawaii. “Toda forma de poder”. [Link]
(1853-1902). Os protestos ocorreram porque Rhodes era
uma das figuras mais representativas do neocolonialismo A letra da canção cita dois ex-presidentes de países latino-
europeu dos séculos XIX e XX, que se caracterizou -americanos – Fidel Castro, de Cuba, e Augusto Pinochet,
do Chile –, o que permite estabelecer um ponto comum entre
(A) pela dominação exercida sobre os povos nativos da eles, já que ambos
África e da Ásia, ideologicamente justificada pelo proje-
to de expansão da influência da Igreja Católica. (A) tiveram seus governos marcados pelo autoritarismo e
pelo desrespeito aos direitos humanos.
(B) pela expansão de forma pacífica, não tendo encontrado
resistência para se estabelecer na África, tampouco na (B) mantiveram-se neutros durante o período conhecido
Ásia. como Guerra Fria.

(C) pela exploração econômica das colônias em benefício do (C) foram os únicos presidentes latino-americanos eleitos
desenvolvimento do capitalismo nas metrópoles. por meio de voto popular no período.

(D) pela corrida imperialista, iniciada com a formação do (D) compartilhavam uma visão ideológica de esquerda, que
Terceiro Reich alemão, que resultou na dominação de influenciou diretamente a política econômica de seus
territórios asiáticos e africanos pelas potências indus- governos.
triais. (E) chegaram ao poder em seus países graças ao apoio que
(E) pelo estabelecimento de feitorias ao longo da costa obtiveram dos Estados Unidos.
africana, onde os europeus mantinham relações comer-
ciais com as populações do continente.
QUESTÃO 30

Você já se deu conta de que nossa civilização é o culto à


QUESTÃO 28 reminiscência? Nossas ruas e praças, nossas datas e agen-
Quando as finanças da República foram recuperadas pela das existem a serviço da evocação. Discutimos o valor polí-
política deflacionista de Campos Sales, sobraram recursos tico da memória ao questionar se determinada pessoa deve
para as obras há muito planejadas de saneamento e embeleza- continuar sendo homenageada batizando uma via pública. O
mento da cidade. Tendo Paris como modelo, o centro da cidade elevado Costa e Silva transformou-se em João Goulart, em
foi depressa modificado, a avenida Beira-Mar foi aberta, jardins São Paulo. Para os usuários comuns, nem o presidente e nem
foram criados e reformados, os bondes ganharam tração elétri- o general: apenas Minhocão... A metáfora da forma suplanta
ca, sem esquecer a construção do novo porto. o debate político.
(Leandro Karnal. “Lembrar e esquecer ou a vida entre Dory e Funes”.
(José Murilo de Carvalho. Os bestializados, 1987. Adaptado.)
[Link]
A reforma urbana descrita no trecho, empreendida no Rio de O contexto político que envolve os personagens citados pelo
Janeiro, autor do texto está associado
(A) foi uma conquista dos movimentos operários e anarquis- (A) ao movimento tenentista, que combatia o elitismo dos
tas após o êxito da Greve Geral de 1917. governos civis na década de 1920.
(B) resultou de projetos da prefeitura que visavam à melhoria (B) ao golpe militar de 1964, que interrompeu um breve
das condições de vida da população pobre. período de governos eleitos democraticamente.
(C) culminou na demolição de cortiços, expulsando do centro (C) à crise institucional vivida pelo governo Vargas, do
da cidade boa parte da população pobre. qual João Goulart fez parte, que resultou no suicídio
(D) foi alvo de críticas do movimento integralista, que não do presidente.
apoiava sua inspiração em um modelo estrangeiro. (D) à instauração do Estado Novo, que deu início a um
(E) simbolizou o projeto desenvolvimentista de moderniza- período de forte repressão política.
ção do país a partir da aplicação do Plano de Metas. (E) ao fracasso da chamada Revolução Constitucionalista de
1932, que pretendia derrubar o governo populista.

cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva 10
Leia o texto para responder às questões de 31 a 38. QUESTÃO 31

De acordo com o texto, a nova espécie de caranguejo


New crab species honors Harry Potter (A) recebeu referências na obra de J. K. Rowling.

(B) foi coletada apenas recentemente em função de seu


A recently discovered crab species has been somewhat tamanho.
tenuously named in honor of characters from the magical
world of Harry Potter. (C) recebeu o nome escolhido pelo pesquisador Harry
The crab’s official name is Harryplax severus, with the Conley.
genus Harryplax named after the crab’s collector, the late (D) foi nomeada em homenagem a personagens de Harry
researcher and former marine Harry Conley, who died from a Potter.
gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s
novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef (E) foi encontrada nas imediações da Universidade Nacional
rubble almost 20 years ago. de Singapura.
The latter species part of its name is inspired by the
character Severus Snape, who “despite being a central
character in the series, keeps his background and agenda QUESTÃO 32
mysterious until the very end,” the statement announcing the No trecho do segundo parágrafo “as well as the protagonist
naming said. The authors note this is “just like the present in J. K. Rowling’s novels”, a expressão em destaque veicula
new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 a ideia de
years after it was first collected”.
Even though Conley found the specimen long ago, its (A) contraste.
status as a new species and genus was only realized recently (B) adição.
by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the
National University of Singapore. (C) alternativa.
The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 (D) enumeração.
by 0.2 inches), and known only to herald from the island of
Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, (E) igualdade.
and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are
not used extensively. Instead, it has antennae to probe the
depths, and gets around on long thin legs. QUESTÃO 33
In the statement, Dr Mendoza was said to be a No trecho do terceiro parágrafo “The latter species part of
self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual its name”, o termo em destaque refere-se a
moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the
naming of a new species – The magazine Popular Science (A) Guam’s coral reef rubble.
notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in
(B) Severus Snape.
2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named
Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia (C) Rowling’s novels.
gryffindori last year.
(D) Harry Conley.
(Jonathan O’Callaghan. [Link], 24.01.17. Adaptado.)
(E) 20 years ago.

QUESTÃO 34

In the sentence of the third paragraph “despite being a


central character”, the word in bold expresses the idea of

(A) result.

(B) comparison.

(C) contrast.

(D) conclusion.

(E) addition.

11 cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva
QUESTÃO 35 QUESTÃO 39

No trecho do quarto parágrafo “a new species and genus was No trecho do sexto parágrafo “hence the somewhat unusual
only realized”, o termo em destaque pode ser substituído, moniker”, o termo em destaque equivale, em português, a
sem alteração de sentido, por
(A) de forma alguma.
(A) attained.
(B) de fato.
(B) denied.
(C) um pouco.
(C) performed.
(D) ironicamente.
(D) recognized.
(E) por demais.
(E) managed.

QUESTÃO 40
QUESTÃO 36
No trecho do quinto parágrafo “ones that are not used
extensively”, o termo em destaque refere-se a

(A) rocks.

(B) legs.

(C) milimeters.

(D) eyes.

(E) depths.

QUESTÃO 37
No trecho do quinto parágrafo “Instead, it has antennae
to probe the depths”, o termo em destaque equivale, em
português, a

(A) em vez disso.

(B) depois disso.

(C) logo que.


([Link]
(D) ainda que.
In the second panel, the word “would” indicates
(E) ao mesmo tempo que.
(A) an ability.

(B) an invitation.
QUESTÃO 38
(C) a suggestion.
De acordo com o sexto parágrafo,
(D) a possibility.
(A) o Dr. Mendoza recebeu um apelido após ter feito sua
declaração. (E) an obligation.

(B) uma vespa e uma aranha também foram descobertas


pelo Dr. Mendoza.

(C) o caranguejo recebeu o apelido de “Potterhead”.

(D) uma espécie de dinossauro recebeu o nome de Hogwarts.

(E) o Dr. Mendoza declarou ser fã de Harry Potter.

cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva 12
QUESTÃO 41 QUESTÃO 43

Considere que, em determinado intervalo de tempo, um CD Duas pequenas esferas, A e B, estão inicialmente paradas em
de 12 cm de diâmetro esteja em movimento circular e unifor- alturas hA = 5 m e hB = 20 m, sobre uma mesma vertical, e
me, girando a 180 rpm. serão lançadas horizontalmente para tocar o solo no ponto P,
conforme mostra a figura.

Adotando π = 3, é correto afirmar que, nesse intervalo de tempo,

(A) todos os pontos do CD apresentam período de rotação No instante t = 0, a esfera B é lançada com velocidade
de, aproximadamente, 0,33 s. vB = 1 m/s, enquanto a esfera A permanece em repouso.
Considerando g = 10 m/s2, desprezando a resistência do
(B) todos os pontos do CD apresentam aceleração centrípeta ar e sabendo que a esfera A será lançada com velocidade
de mesmo módulo. vA = 2 m/s, o intervalo de tempo entre os lançamentos das
(C) pontos diferentes do CD apresentam velocidades angu- duas esferas para que toquem simultaneamente o ponto P
lares diferentes. deve ser igual a

(D) todos os pontos do CD têm a mesma frequência, de 6 Hz. (A) 2 s.

(E) qualquer ponto da periferia do CD apresenta velocidade (B) 3 s.


escalar de 18 m/s. (C) 4 s.

(D) 1 s.
QUESTÃO 42
(E) 5 s.
Uma mola ideal tem uma de suas extremidades presa a uma
parede vertical e a outra presa a um bloco. Tal bloco oscila
em movimento harmônico simples entre as posições A e C, QUESTÃO 44
passando pelo ponto B, ponto médio do segmento , cons- Durante uma apresentação, um atleta de 80 kg caminha so-
tituindo um sistema massa-mola. bre uma prancha de 6 m de comprimento e 40 kg de massa,
apoiada sobre dois suportes, A e B. Em determinado instante,
ele para e permanece em equilíbrio em uma das extremida-
des da prancha, como mostra a figura.

Sobre esse movimento, é correto afirmar que:

(A) em B, a aceleração escalar do bloco é nula.

(B) a aceleração escalar do bloco tem intensidade constante.

(C) a velocidade escalar do bloco tem o menor módulo em B.

(D) entre B e C, o movimento do bloco é sempre retardado.


Sendo NA e NB as intensidades das forças verticais exercidas
(E) nos pontos A e C, a resultante das forças sobre o bloco
pelos apoios A e B sobre a prancha na situação de equlíbrio
é nula.
descrita, é correto afirmar que

(A) NA = 100 N e NB = 1 100 N.

(B) NA = 300 N e NB = 900 N.

(C) NA = 0 e NB = 1 200 N.

(D) NA = 400 N e NB = 800 N.

(E) NA = 200 N e NB = 1 000 N.

13 cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva
QUESTÃO 45 QUESTÃO 47

Dois blocos, A e B, de massas iguais a 4 kg e 6 kg, respecti- A figura representa uma lente convergente de distância focal
vamente, têm adesivos presos em suas superfícies, de modo 20 cm e um objeto linear colocado perpendicularmente ao
que, se houver uma colisão entre eles, os blocos passam a se eixo principal da lente, na posição A, a 40 cm do seu centro
mover unidos, como um único corpo. Considere uma colisão óptico, O. Esse objeto é movimentado no sentido da lente e,
frontal entre os blocos, em que antes da colisão, o bloco A dois segundos depois, chega ao ponto B, a 30 cm dela.
se mova para direita com velocidade de módulo 1 m/s e B
se mova para esquerda, com velocidade de módulo 2 m/s,
conforme a figura.

Desprezando todos os atritos, após a colisão os blocos se


moverão

(A) com velocidade 0,4 m/s para esquerda. No intervalo de tempo em que o objeto foi de A a B, a velo-
(B) com velocidade 1,6 m/s para direita. cidade escalar média com que a imagem do objeto se movi-
mentou foi de
(C) com velocidade 0,8 m/s para direita.
(A) 15 cm/s.
(D) com velocidade 0,2 m/s para esquerda.
(B) 10 cm/s.
(E) com velocidade 0,8 m/s para esquerda.
(C) 20 cm/s.

(D) 5 cm/s.
QUESTÃO 46
(E) 25 cm/s.
Antes de partir para uma viagem, Arnaldo calibra um dos
pneus de seu carro com ar à temperatura de 27 ºC, sendo ni
o número de mols de ar dentro dele no momento da partida. QUESTÃO 48
Quando chegou ao seu destino, agora com o ar dentro do
pneu à temperatura de 51 ºC, Arnaldo observa que a pressão No convés de um grande navio há um tubo de 5 m de compri-
do ar dentro dele está acima daquela com que iniciara a via- mento que funciona como uma buzina quando o ar vibra den-
gem. Pretendendo que a pressão voltasse ao valor do início tro dele, estabelecendo ondas estacionárias em seu interior,
da viagem, Arnaldo esvazia um pouco o pneu, de modo que conforme a figura.
o número de mols de ar dentro dele, agora, seja nf. Conside-
rando o ar um gás ideal e o volume do pneu constante duran-
te todo o processo, a razão é igual a

(A) 1,02.

(B) 1,10.

(C) 1,04.

(D) 1,06.

(E) 1,08. Considerando que o tubo seja aberto nas duas extremidades
e que a velocidade do som no ar dentro e fora do tubo seja de
300 m/s, é correto afirmar que a frequência do som emitido
por essa buzina é igual a

(A) 360 Hz.

(B) 225 Hz.

(C) 180 Hz.

(D) 90 Hz.

(E) 135 Hz.

cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva 14
QUESTÃO 49 QUESTÃO 50

No gráfico está representada a curva característica de um Um ímã XY com a forma de uma barra é serrado ao meio,
resistor ôhmico. obtendo-se dois novos ímãs XA e BY, como representado na
figura 1.

Figura 1

Esses novos ímãs são, separadamente, aproximados de uma


Para esse mesmo resistor, o gráfico que representa a potên- mesma barra metálica que apresenta suas duas extremida-
cia dissipada por ele em função da intensidade de corrente des pintadas em verde e vermelho, de dois modos diferentes,
elétrica que o percorre está corretamente representado em observando-se os fenômenos descritos na figura 2.
(A)
Figura 2

(B)

A partir dessas informações, é correto afirmar que

(A) X e B são, ambos, polos norte magnéticos.

(B) A e B são polos magnéticos iguais.

(C) o extremo verde da barra e Y são polos magnéticos di-


(C)
ferentes.

(D) A e Y são polos magnéticos diferentes.

(E) a barra verde e vermelha não é magnetizada.

(D)

(E)

15 cusc1701 | 002-Prova-II-Objetiva

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