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Protocólos de Atendimento na Urgência

O documento descreve os passos a seguir no exame clínico de um paciente com queixa de falta de ar ou dor no braço em serviço de urgência, incluindo a recolha da história clínica, exame físico e comunicação de parâmetros vitais ao avaliador.

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Protocólos de Atendimento na Urgência

O documento descreve os passos a seguir no exame clínico de um paciente com queixa de falta de ar ou dor no braço em serviço de urgência, incluindo a recolha da história clínica, exame físico e comunicação de parâmetros vitais ao avaliador.

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OSCE

INTRODUÇÃO:
 Desinfetar as mãos ao entrar na sala, antes de fazer o exame físico, depois de fazer o exame
físico e antes de sair da sala.
 Cumprimentar o doente (aperto de mão) e apresentar-se (dizer nome e cargo que ocupa).
 Garantir conforto (convidar a sentar) e privacidade do doente (fechar a porta).
 Dialogar sobre o motivo da consulta (gostava de lhe fazer algumas perguntas acerca do seu
estado de saúde atual e prévio) e garantir consentimento informado (importa-se de falar
comigo?).
 Garantir confidencialidade (tudo aquilo que me contar está sob segredo médico e não será
partilhado com terceiros sem a sua autorização).

IDENTIFICAÇÃO
 Nome completo, Idade, Naturalidade, Residência, Estado civil, Profissão

ESTAÇÃO 1
Serviço de Urgência
Paciente com queixa principal de falta de ar (dispneia). Atue como médico deste
paciente na sua vinda à urgência.
PASSO 1 – Recolha a história médica prévia relevante e a história da doença atual.
PASSO 2 – Avalie as pressões arteriais sistólica e diastólica. Comunique os valores
obtidos ao avaliador na sala.

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL:


 Perguntar abertamente sobre o motivo da consulta (O que o trouxe aqui?)
 Caraterizar a dispneia (mnemónica SOCRATES, p.e.)
- S (site) – Não aplicável
- O (onset) – Quando é que surgiu essa falta de ar? Início espontâneo ou o que estava a
fazer quando começou? Associa o início da falta de ar a algum fator (contacto com
animais, poeiras, stress, exercício)? Início súbito ou gradual?
- C (characterization) – Neste momento, a falta de ar surge em repouso ou associada a
esforços? Pequenos (falar, higiene), moderados (caminhar em plano) ou grandes esforços
(subir escadas, rampas)?
- R (radiation) – Não aplicável.
- A (sintomas associados) – Sente mais alguma coisa além da falta de ar?
1. Sintomas respiratórios (tosse, expetoração, sibilância, hemoptises)
2. Sintomas cardíacos (edema/pernas inchadas, palpitações/coração a bater, cansaço,
dor torácica)?
3. Sintomas sistémicos (febre, anorexia/perda de apetite, hipersudorese, perda de peso).
- T (time) – a falta de ar tem vindo a agravar ou a melhorar? Associa a falta de ar a alguma
época do ano ou dia da semana (se for uma dispneia de longo prazo)? Associa a falta de
ar a alguma altura do dia ou da noite?
- E (exacerbating/relief factors) – Agrava com a inspiração profunda (dor pleurítica)?
Agrava com alguma posição? Há alguma coisa que faça que alivie a falta de ar?
- S (severity) – A falta de ar tem influência nas suas atividades de vida diárias ou
profissionais? Por exemplo, a falta de ar influenciou o seu sono? Teve a necessidade de
dormir com mais almofadas que o habitual? Se sim, quantas?
 Já tinha recorrido a algum serviço de saúde devido a esta falta de ar? Se sim, fez algum tipo
de exame ou medicação?
 Perguntar se já teve episódios semelhantes no passado.

HISTÓRIA MÉDICA PRÉVIA:


 Fazer a transição para a história médica prévia (Agora gostaria de lhe perguntar algumas
coisas sobre a sua história médica passada. Pode ser?)
 Teve alguma doença na sua infância (varicela, parotidite, escarlatina, febre reumática)? E
posteriormente (pneumonia, tuberculose, hepatite, outras infeções graves)?
 Neste momento tem alguma doença crónica – DM, HTA, colesterol/triglicerídeos elevados
(dislipidemia)? E problemas cardíacos? Alguma doença pulmonar? DPOC, asma ou outra?
 Já alguma vez este internado ou fez alguma cirurgia? Já recebeu transfusões?
 Já sofreu algum traumatismo ou partiu alguma coisa?
 Tem alguma alergia?
 História ginecológica/obstétrica: menarca, interlúnios, cataménios, data da última
menstruação, contraceção, menopausa; nº de gravidezes e de partos, tipo de parto,
complicações das gestações, abortamento)
 Vai ao médico e faz exames regularmente?
 Hábitos e fatores de risco
- Alimentação (nº refeições/dia, consumos preferenciais, consumo de sal)
- Tabagismo (não/ex-fumador/fumador) – carga tabágica
- Álcool (gramas/dia)
- Drogas ilícitas
- Atividade física (o quê? Quanto tempo e quantas vezes por semana?)
 Faz alguma medicação habitual? Broncodilatadores ou oxigénio suplementar? Por norma
cumpre a sua medicação como o seu médico lhe prescreveu?
 Para além desta medicação habitual, toma mais alguma coisa? Laxantes, antiácidos
(comprimidos para o estomago/azia), analgésicos (comprimidos para as dores)? Faz algum
tratamento não convencional?
 Tem o plano nacional de vacinação atualizado? Fez vacina da gripe e covid?
 Alguém na sua família já apresentou algo parecido com o que sente?
 Exposição ocupacional (Para terminar, na sua profissão está exposto a algum tipo de poeiras
ou outros compostos nocivos?)

EXAME FÍSICO – pressão arterial sistólica e diastólica:


1. Certificar-me que o doente está na posição correta (Doente não pode estar a cruzar as pernas,
pés no chão, braço relaxado e repousado sobre a mesa, costas encostadas à cadeira. Não falar
durante o procedimento)
2. Começar pelo método palpatório:
- Palpação do pulso braquial
- Colocar o cuff dois dedos acima do local onde sentimos o pulso braquial (atenção à
marcação da artéria no cuff !!!)
- Palpação do pulso radial
- Insuflar o cuff até não sentir o pulso radial
- Desinsuflar o cuff para estimar pressão sistólica – pressão sistólica estimada (quando
voltamos a sentir o pulso)
3. Passar ao método auscultatório:
- Colocar devidamente o diafragma do estetoscópio sobre a artéria braquial (imediatamente
abaixo do cuff na zona da fossa cubital; pode ser útil voltar a palpar o pulso braquial ou ver a
marcação da artéria no cuff)
- Insuflar o cuff cerca de 20/30mmHg acima da pressão sistólica estimada pelo método
palpatório
- Desinsuflar o cuff lentamente (2 mmHg/seg; <5 mmHg/seg)
- Começamos a ouvir som – 1º som de Korotkoff – pressão arterial sistólica
- Deixamos de ouvir som – 5º som de Korotkoff – pressão arterial diastólica

ESTAÇÃO 2
Serviço de Urgência
Paciente com queixa principal de dor no braço. Atue como médico deste paciente
na sua vinda à urgência.
PASSO 1 – Recolha a história médica prévia relevante e a história da doença atual.
PASSO 2 – Realiza auscultação cardiopulmonar. Calcule a frequência respiratória do
paciente e comunique-a ao avaliador na sala.

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL:


 Perguntar abertamente sobre o motivo da consulta (O que o trouxe aqui?)
 Caraterizar a dor no braço (mnemónica SOCRATES, p.e.)
- S (site) – Onde é exatamente essa dor? Pode apontar o local?
- O (onset) – Quando e como surgiu essa dor? Foi de forma espontânea ou estava a fazer
alguma coisa? O início súbito ou gradual?
- C (characterization) – Consegue me descrever essa dor (desconforto, formigueiro, tipo
queimadura)? Numa escala de 0 a 10, consegue me classificar essa dor? É uma dor
constante ou que desaparece e reaparece?
- R (radiation) – A dor irradia para algum local ou é mesmo só no braço?
- A (sintomas associados) – Tem mais algum sintoma que associe à dor no braço?
- T (time) – Se a dor for inconstante, o nº de vezes que essa dor surge tem aumentado?
Quanto tempo, em média, leva para essa dor desaparecer? Em que situações surge
normalmente essa dor? É apenas quando faz esforços ou dói mesmo quando está em
repouso?
- E (exacerbating/relief factors) – Há alguma coisa que possa fazer que lhe alive a dor? E
agravar? Que movimentos ou em que situação é que a dor costuma ficar mais intensa?
- S (severity) – Sente que essa dor no braço influenciou as suas atividades de vida diárias
ou profissionais?
 Já tinha recorrido a algum serviço de saúde devido a esta dor? Se sim, fez algum tipo de
exame ou medicação?
 Perguntar se já teve episódios semelhantes no passado.

HISTÓRIA MÉDICA PRÉVIA:


 Fazer a transição para a história médica prévia (Agora gostaria de lhe perguntar algumas
coisas sobre a sua história médica passada. Pode ser?)
 Teve alguma doença na sua infância (varicela, parotidite, escarlatina, febre reumática)? E
posteriormente (pneumonia, tuberculose, hepatite, outras infeções graves)?
 Neste momento tem alguma doença crónica – DM, HTA, colesterol/triglicerídeos elevados
(dislipidemia)? E problemas cardíacos? Alguma doença pulmonar? DPOC, asma ou outra?
 Já alguma vez este internado ou fez alguma cirurgia? Já recebeu transfusões?
 Já sofreu algum traumatismo ou partiu alguma coisa?
 Tem alguma alergia?
 História ginecológica/obstétrica: menarca, interlúnios, cataménios, data da última
menstruação, contraceção, menopausa; nº de gravidezes e de partos, tipo de parto,
complicações das gestações, abortamento)
 Vai ao médico e faz exames regularmente?
 Hábitos e fatores de risco
- Alimentação (nº refeições/dia, consumos preferenciais, consumo de sal)
- Tabagismo (não/ex-fumador/fumador) – carga tabágica
- Álcool (gramas/dia)
- Drogas ilícitas
- Atividade física (o quê? Quanto tempo e quantas vezes por semana?)
 Faz alguma medicação habitual? Broncodilatadores ou oxigénio suplementar? Por norma
cumpre a sua medicação como o seu médico lhe prescreveu?
 Para além desta medicação habitual, toma mais alguma coisa? Laxantes, antiácidos
(comprimidos para o estomago/azia), analgésicos (comprimidos para as dores)? Faz algum
tratamento não convencional?
 Tem o plano nacional de vacinação atualizado? Fez vacina da gripe e covid?
 Alguém na sua família já apresentou algo parecido com o que sente?
 Exposição ocupacional (Para terminar, na sua profissão está exposto a algum tipo de poeiras
ou outros compostos nocivos?)

EXAME FÍSICO – auscultação cardiopulmonar + frequência respiratória:


1. Auscultação cardíaca

2. Auscultação pulmonar
- Auscultar com o diafragma do estetoscópio após pedir ao doente para respirar fundo
com a boca aberta
3. Frequência respiratória:
- Dizer ao doente que vou avaliar o seu pulso
- Meter a mão direita no pulso do paciente e mão esquerda no ombro (para ver o relógio)
- Contar o nº de ciclos respiratórios em 30 seg
- Multiplicar esse valor por 2

ESTAÇÃO 3
Serviço de Urgência
Paciente com queixa principal de desmaio. Atue como médico deste paciente na sua
vinda à urgência.
PASSO 1 – Recolha a história médica prévia relevante e a história da doença atual.
PASSO 2 – Realize os seguintes passos do exame neurológico: avaliação dos campos
visuais/campimetria de confrontação, movimentos conjugados dos olhos, mímica
facial e um reflexo osteotendinoso bilateralmente.

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL:


 Perguntar abertamente sobre o motivo da consulta (O que o trouxe aqui?)
 Caraterizar a desmaio (mnemónica SOCRATES, p.e.)
- Quando é que desmaiou?
- Lembra-se do que estava a fazer quando desmaiou? Estava de pé ou sentado?
- Estava sozinho ou acompanhado quando isso aconteceu?
- Teve algum sintoma antes de desmaiar, como tonturas, dores de cabeça, visão turva,
alguma alteração da marcha? Ou sentiu de alguma forma que iria desmaiar?
- Se houver sintomas associados, lembra-se quando é que começaram? E quanto tempo
duraram até desmaiar? Eles apareceram de repente ou foram se instalando ao longo do
tempo?
- Tem noção ou disseram-lhe quanto tempo esteve inconsciente?
- Depois de recuperar a consciência, esses sintomas que me falou persistiram? Sentiu algo
novo depois de recuperar a consciência?
- Neste momento, sente alguma coisa? Dores de cabeça, tonturas, ...?
- Já alguma vez teve um episódio semelhante a este ou foi algo isolado?
 No caso de já ter tido um episódio semelhante: Já tinha recorrido a algum serviço de saúde
por causa destas crises de desmaio? Se sim, fez algum tipo de exame ou medicação?
HISTÓRIA MÉDICA PRÉVIA:
 Fazer a transição para a história médica prévia (Agora gostaria de lhe perguntar algumas
coisas sobre a sua história médica passada. Pode ser?)
 Teve alguma doença na sua infância (varicela, parotidite, escarlatina, febre reumática)? E
posteriormente (pneumonia, tuberculose, hepatite, outras infeções graves)?
 Neste momento tem alguma doença crónica – DM, HTA, colesterol/triglicerídeos elevados
(dislipidemia)? E problemas cardíacos? Alguma doença pulmonar? DPOC, asma ou outra?
 Já alguma vez este internado ou fez alguma cirurgia? Já recebeu transfusões?
 Já sofreu algum traumatismo ou partiu alguma coisa?
 Tem alguma alergia?
 História ginecológica/obstétrica: menarca, interlúnios, cataménios, data da última
menstruação, contraceção, menopausa; nº de gravidezes e de partos, tipo de parto,
complicações das gestações, abortamento)
 Vai ao médico e faz exames regularmente?
 Hábitos e fatores de risco
- Alimentação (nº refeições/dia, consumos preferenciais, consumo de sal)
- Tabagismo (não/ex-fumador/fumador) – carga tabágica
- Álcool (gramas/dia)
- Drogas ilícitas
- Atividade física (o quê? Quanto tempo e quantas vezes por semana?)
 Faz alguma medicação habitual? Broncodilatadores ou oxigénio suplementar? Por norma
cumpre a sua medicação como o seu médico lhe prescreveu?
 Para além desta medicação habitual, toma mais alguma coisa? Laxantes, antiácidos
(comprimidos para o estomago/azia), analgésicos (comprimidos para as dores)? Faz algum
tratamento não convencional?
 Tem o plano nacional de vacinação atualizado? Fez vacina da gripe e covid?
 Alguém na sua família já apresentou algo parecido com o que sente?
 Exposição ocupacional (Para terminar, na sua profissão está exposto a algum tipo de poeiras
ou outros compostos nocivos?)

EXAME FÍSICO – exame neurológico:


1. Campimetria de confrontação
- Perguntar ao doente se vê bem.
- Pedir ao doente para manter a cabeça imóvel, olhar fixamente para a nossa cara e tapar-
lhe um dos olhos.
- Avaliar os quatro quadrantes do olho, pedido ao doente para dizer se os dedos estão a
mexer ou não.
- Repetir o procedimento para o outro olho
NOTA: a mão tem de ser visível tanto pelo médico como pelo doente; o médico deve
também fechar o olho (neste caso o que está de frente para o olho fechado do doente)
2. Movimento conjugado dos olhos:
- Com os dois olhos abertos, pedir ao doente que siga com o olhar o movimento da
caneta/dedo (fazer um H em frente a cada olho e aproximar/afastar o objeto do nariz).
- O doente deve permanecer com a cabeça imóvel durante o exame, pelo que, segurar-lhe
no queixo pode ser útil para evitar que este mexa o pescoço.
3. Mímica facial:
- Pedir à pessoa para sorrir (a mostrar os doentes) e ver se é simétrico dos dois lados.
- Pedir à pessoa para elevar as sobrancelhas e enrugar a testa.
- Pedir à pessoa para fechar os olhos e para mantê-los fechados contra a força exercida.
4. Reflexo osteotendinoso no joelho (ou outro)
- Importante o doente ter as pernas relaxadas e suspensas no ar
- Fazer num joelho e no outro

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