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Tutorial do Software MACRO 1

O documento descreve o software MACRO 1 para dimensionamento de sistemas de revestimento cortical para proteção de encostas contra queda de blocos, compostos por ancoragens e malha de aço. O software utiliza modelo de equilíbrio limite para calcular as forças nas ancoragens e malha considerando variáveis como topografia, propriedades do maciço e descontinuidades.
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Tutorial do Software MACRO 1

O documento descreve o software MACRO 1 para dimensionamento de sistemas de revestimento cortical para proteção de encostas contra queda de blocos, compostos por ancoragens e malha de aço. O software utiliza modelo de equilíbrio limite para calcular as forças nas ancoragens e malha considerando variáveis como topografia, propriedades do maciço e descontinuidades.
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TUTORIAL
Software MACRO 1

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1. Introdução

O MACRO 1 é um software da Maccaferri destinado a calcular sistemas de revestimento cortical (ou estabilização
superficial de uma encosta rochosa) para proteção contra queda de blocos.

O sistema é composto por ancoragens e malha de aço flexível. O objetivo é melhorar a estabilidade superficial do
maciço e manter os detritos/rochas restringidos entre as quatro ancoragens (Figura 1).

Figura 1 - Configuração típica de um sistema de estabilização superficial

Os revestimentos corticais podem ser incluídos como medidas de proteção ativas, pois são diretamente aplicados
em uma zona instável com objetivo de evitar queda de blocos. Nestes termos são absolutamente diferentes de
barreiras de proteção, que são colocadas a certa distancia da área susceptível a queda e tem apenas função de
interceptar o bloco de rocha já em movimento, e não evitá-lo. Porém do ponto de vista geomecânico, as
cortinas devem ser classificadas como intervenções passivas, pois trabalham reagindo as ações de
movimentação da porção instável da encosta.

O dimensionamento de um sistema de estabilização superficial não é realizado de forma simples devido ao número
de variáveis, incluindo topografia, propriedades do maciço rochoso, geometria e propriedades das
descontinuidades (juntas), tipo de malha e interferência da infraestrutura. Por este motivo, nos dias atuais,
modelos de equilíbrio limite são preferíveis. Levando isto em consideração e incorporando a experiência de campo,
a Maccaferri desenvolveu o software MACRO 1 com essa abordagem de equilíbrio limite.

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2 Definições básicas

Os materiais destinados ao software são os seguintes:

Malha: malhas de aço produzidas pela Maccaferri. O software contém uma biblioteca com os dados do
comportamento da malha sob cargas de punção e tração. O conhecimento destes comportamentos deriva de uma
série de testes de laboratório realizados de acordo com a norma UNI 11437:20121. O software não permite a
inserção de qualquer outro tipo de malha.

Ancoragens: na descrição os termos “ancoragens” e “grampos” podem ser substituíveis. As barras de aço
utilizadas para a aplicação da cortina de proteção são preferencialmente de roscas completas. Elas são instaladas
em uma perfuração previamente realizada com máquinas de perfuração específicas. As barras devem ser
centralizadas no furo e em seguida a perfuração deverá ser preenchida com nata de cimento com resistência a
compressão na ordem de 20 a 50 MPa para garantir uma tensão de aderência eficiente entre a barra de aço e a
rochai. O graute também tem função de proteger o aço contra corrosão. Nas encostas rochosas, as ancoragens
trabalham principalmente no estado cisalhante, porque muitas vezes elas são instaladas próximo a perpendicular
da superfície de deslizamento. Assim, o projeto da ancoragem requer a definição do tipo de aço e diâmetro. O
software admite qualquer tipo de ancoragem de aço.

Revestimento cortical: neste texto, cortina de ancoragens, revestimento cortical, estabilização superficial, são
sinônimos. No sistema de revestimento cortical, as ancoragens e malhas devem cooperar, e as ancoragens devem
realmente estabilizar a superfície da encosta. Muito frequentemente o espaçamento eficaz entre as ancoragens é
de 2 e 4m: O projetista deve se lembrar que quanto maior é o espaçamento, menor é o travamento da
movimentação do bloco instável. Grandes espaçamentos significam queda de blocos mais frequentes e cargas
maiores sobre o revestimento de malha. É sempre possível escolher um espaçamento maior que 4.0 m, porém a
intervenção perde gradativamente sua efetividade e isso pode gerar outros tipos de problemas.

1
UNI 11437 (2012). Medidas de proteção contra queda de blocos : Testes em malhas para cobertura de encostas- UNI Ente
Nazionale Italiano di Unificazione. Esta é a primeira norma mundial que descreve os procedimentos para as duas resistências
base de uma malha punção e tração). Ela considera e amplia as normas preexistentes (ASTM 975-97 2003 e EN 15381:2008).

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3 Conceitos gerais

3.1 Coexistência da ancoragem e da malha

A abordagem de cálculo considera que no maciço rochoso há uma superfície intemperizada (ou fraturada). A
camada superficial fraturada é convenientemente aproximada como pseudocontínua; essa continuidade
frequentemente gera instabilidades superficiais e queda de blocos. Ela tem uma espessura “s” e inclinação “”
paralela ao talude. Vários conjuntos de descontinuidades atravessam a superfície, e a mais desfavorável tem uma
inclinação “” (Figura 2).

Figura 2 - Talude com uma superfície instável exposta

As forças na malha e nas ancoragens são geradas de forma passiva quando uma das duas condições acontece:

- Toda a camada instável desliza no plano inclinado . Este é o problema da estabilidade da superfície
exposta; isto é solucionado com a inserção de um sistema de ancoragens (Figura 3 à esquerda).

- Um ou mais blocos se movem da porção instável. A dinâmica da instabilidade pode ser qualquer uma
(planar ou deslizamento em cunha, tombamento, queda). O software apenas considera o deslizamento planar no
plano , que é o caso mais desfavorável. Esta instabilidade pode ocorrer apenas entre ancoragens, e pode ser
definida como uma instabilidade local na superfície exposta; a malha fixada com ancoragens resolve esta
instabilidade local. (Figura 3 à direita).

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Figura 3 - Elementos do sistema de cortina de ancoragens. Ancoragens (esquerda) estabilizam a porção superficial.
Malha (direita) restringe o material instável entre ancoragens.

3.2 Solução conceitual

Tanto a malha quanto as ancoragens, só podem desenvolver forças de reação quando houver um movimento de
massa (sistema passivo). O MACRO 1 analisa separadamente os mecanismos das ancoragens e do revestimento
em malha. Porém, devido ao espaçamento entre as ancoragens mudar dramaticamente, a carga sobre o
revestimento de malha, utiliza um processo interativo (Figura 4):

Figura 4 - Solução conceitual para o cálculo das ancoragens e malha

3.3 ABORDAGEM DE PROJETO

A abordagem de projeto adotada segue apenas os conceitos gerais das Eurocodes (UNI ENV 1997-1:2005). Nestes
termos o MACRO 1 permite aumentar as forças atuantes e reduzir as resistentes por meio de coeficientes de
segurança, que devem ser adotados com base em uma metodologia probabilística. Infelizmente as Eurocodes não
podem ser corretamente aplicadas aos problemas geomecânicos de maciços rochosos e portanto o sistema de

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estabilização superficial é considerado fora do padrão da norma. É por isso que os coeficientes do MACRO 1 foram
baseados em parâmetros específicos, como a morfologia da encosta e o comportamento da malha. O usuário deve
escolher os coeficientes adequados considerando as condições observadas diretamente no local. Esta abordagem é
mais realista e ajuda na realização dos projetos de revestimento cortical.

O MACRO 1 calcula a sistematização das ancoragens a fim de obter uma condição de equilíbrio mais favorável da
porção instável do maciço.

De acordo com a prática comum de projeto, o MACRO 1 propõe o calculo do revestimento em malha no estado
limite último e no estado limite de serviço. O estado limite último permite compreender se a malha pode romper
por causa da carga, enquanto o estado limite de serviço permite prever a deformação da malha perpendicular ao
plano. O conhecimento da deformação é muito útil, pois:

- Quando a deformação atinge o limite de projeto, significa que a manutenção (limpeza) do sistema de
cortina reforçada será necessária antes que outros deslocamentos provoquem a ruptura da malha. Uma simples
monitoração visual proporciona ao proprietário os programas das intervenções.

- Uma malha muito deformável implica em uma fácil remoção das ancoragens e assim uma menor
durabilidade da intervenção. O projetista deve estar ciente disto e prever o tipo certo de malha.

- Uma vez que as malhas sejam muito deformáveis, o revestimento da estabilização superficial pode
interferir com infraestruturas ou veículos próximos.

4 Família de produtos do sistema de estabilização superficial

Os produtos em malha do sistema de estabilização superficial foram desenvolvidos para oferecer uma grande variedade de
características de desempenho, para que os clientes possam escolher uma solução apropriada para suas necessidades
específicas.

1. Malha DT (Dupla torção) e Macmat R ≤ 50 kN/m


2. Steelgrid MO ≤ 60 kN/m
3. Steelgrid HR (30, 50 e 100) ≤ 177 kN/m
4. HEA Panels ≤ 290 kN/m

As malhas utilizadas neste sistema devem possuir resistência à tração e puncionamento adequadas a fim de resistirem ao
movimento dos blocos com o menor deslocamento possível. A rigidez e a resistência ao puncionamento das malhas são mais
importantes do que a resistência à tração, já que estas propriedades afetam a deformação do sistema sob carregamento no
local do projeto. Desta maneira, a variedade de malhas inclui produtos de alta e baixa rigidez, para atender as várias
necessidades de projeto.

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5 Tutorial do Software MACRO 1

A interface do software é muito amigável e simples de utilização, nesse capítulo será descrito um passo a passo de
uso do software e descrito o que é cada parâmetro e resultado:

PASSO 1 – ABERTURA DO SOFTWARE

Ao abrir o software MACRO Studio deverá ser selecionado a aba do MACRO 1, onde haverá uma janela solicitando
o nome do cliente, número e nome do projeto.
Obs.: ao menos um desses campos deverá ser preenchido para abertura do software.

PASSO 2 – INTERFACE DE USO

Uma vez aberto o software haverá 5 abas para uso: Informações de projeto, Encosta rochosa, Malha, Ancoragens
e coeficientes de segurança.

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A primeira aba de informações de projeto permite ao usuário definir a data do projeto, o nome do projetista,
inserir uma descrição do projeto e comentários adicionais, além de permitir se necessário, colocar informações
sobre a empresa projetista. As outras abas serão detalhadas nos passo seguintes.

PASSO 3 – CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA


A aba da ENCOSTA ROCHOSA permite ao usuário caracterizar o maciço rochoso e assim definir a espessura instável que será
estabilizada pelos chumbadores:

É considerada a inclinação crítica do talude para efeito de


cálculo, caso a encosta apresente variações grandes de
inclinação deverá ser dividida em seções para otimização
do projeto.

A espessura da camada instável é obtida de forma mais


precisa através de uma investigação geomecânica das
falhas da encosta porém de forma preliminar pode ser
estimada através do diâmetro dos blocos caídos.

O peso unitário do maciço é obrido através do estudo


geológico-geotécnico que define o tipo de rocha e verifica
o peso na bibliografia.

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A inclinação da descontinuidade crítica também é obtida
através de uma análise geomecânica do talude, esse
campo também permite definir o bloco instável entre
chumbadores:

A resistência à compressão da rocha não confinada é


igual a resistência do maciço obtida através de um ensaio
com Esclerômetro Schmidt dividido por 3, ou pela falta do
ensaio pode-se verificar a bibliografia presente no
software.

Deverá ser considerado o coeficiente sísmico local,


tendo em conta vibrações causadas pela própria
infraestrutura, por exemplo taludes próximos a O coeficiente de rugosidade da descontinuidade pode ser
ferrovias. obtido pela régua de Barton ou por uma análise tátil do
contato e comparando com a tabela abaixo:

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PASSO 4 – ESCOLHA DA MALHA
Na aba MALHA deverá ser selecionado o sistema de revestimento do talude para controle de movimentação de blocos entre
chumbadores, essa escolha considera o Estado Limite Último da malha (resistência à tração) e Estado Limite de Serviço da
malha (deslocamento), é muito importante nesse ponto considerar a rigidez da malha.
Tipo de malha: seleção da malha desejada.

Resistência à tração última da malha medida em


laboratório através dos ensaios normatizados pela
UNI 11437.

O Deslocamento nominal máximo é dado pelo software e


foi obtido através dos ensaios de puncionamento da
norma UNI 11437, esse valor muda tanto pela
substituição da malha quanto pela alteração no
espaçamento de chumbadores. O projetista deve avaliar
qual a necessidade de rigidez do sistema, para que seu
deslocamento não interfira na infraestrutura.

O deslocamento máximo de projeto é um valor


definido pelo projetista para verificar o
deslocamento da malha em estado de serviço, ou
seja, se ante a carga solicitante a malha se
deslocará o requerido ou não, caso se desloque
mais o projetista deverá utilizar uma malha mais
rigida, mesmo que o Fator de Segurança do estado
limite último da malha já seja satisfatório.

PASSO 5 – ESCOLHA DO SISTEMA DE ANCORAGEM


Na aba ANCORAGEM deverá ser definido o sistema que estabilizará a porção superficial da encosta rochosa, lembrando que a
metodologia do software considera a ancoragem como uma malha de chumbadores de aço (espaçados horizontal e
verticalmente) inseridos em perfurações preenchidas com nata de cimento.

Espaçamento horizontal e vertical dos chumbadores,


esse valor em conjunto com a espessura da camada
instável definirá o volume a ser estabilizado por cada
chumbador. Quão maior for o espaçamento entre
chumbadores menor será o custo final da obra.

A inclinação da barra com relação a horizontal permite


ao software verificar qual será a contribuição resistente
da barra para a estabilização do talude, esse valor
deverá ser entre 10 e 15°.

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O botão custom liberará a edição de todos os campos
abaixo, caso o projetista não queria trabalhar com as
barras pré-estabelecidas no software.

Define o tipo de barra que será utilizada para a


estabilização, o software possui como padrão apenas as
barras de aço CA-50, mas é possível alterar clicando no
botão custom.

O diâmetro interno da barra é considerado quando se


trabalha com uma barra vazada, como um tubo, porém
seu uso não é muito comum por isso esse valor é 0.

A espessura de corrosão dos chumbadores permite


Esse campo define o diâmetro externo da projetar um sistema de estabilização a longo prazo,
monobarra, os valores mais comumente através da experiência de executores espalhados pelo
utilizados são 20, 25 e 32 mm. mundo foi definida uma taxa de 0,025 mm/ano de
corrosão, multiplicando isso pelo número de anos que
se pretende garantir o funcionamento da obra obtém-
O diâmetro de perfuração é um dado executivo e se o valor da espessura de corrosão.
deve ser considerado a partir de qual equipamento
será utilizado para a perfuração, geralmente o valor
considerado é de 50 mm para execução por rapel, e A tensão de escoamento do aço é definida pelo tipo de
75 ou 100 mm com perfuratrizes pesadas. chumbador que será utilizado, o software considera
como padrão uma barra CA-50 portanto o valor é de
500 Mpa, mas se considerada outra barra esse valor
pode ser alterado clicando no custom.

A adesão entre nata-rocha é a característica de


conexão da barra de aço e o talude, esse dado é
conhecido através de ensaio de arrancamento ou de
literatura a partir do tipo do material do talude.

O Lp é um comprimento de plasticização da parte


estável do talude, ou seja, o comprimento da barra
deverá ser maior que a porção instável do maciço
mais esse Lp.

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PASSO 6 – DEFINIÇÃO DOS COEFICIENTES DE SEGURANÇA
Por ser uma metodologia de equilíbrio limite o software considera coeficientes para aumento das forças solicitantes e para
diminuição das forças resistentes.

γTHI = 1.20 para espessura da camada instável obtida


através de investigação geomecânica;
γTHI = 1.30 quando a espessura foi estimada por
blocos caídos.

γWG = 1.00 quando houver uma investigação


geológica sobre o maciço para definição do peso
unitário da rocha;
γWG = 1.05 quando o peso unitário foi baseado em
uma estimativa baseada no tipo de rocha.

γBH = 1.00 para taludes localizados em regiões sem


agressão severa de intempéries;
γBH = 1.05 para taludes localizados em regiões
agressivas como litoral ou áreas indústriais;

γRW = coeficiente de segurança total para redução


das forças estabilizantes.

γMO = 1.10 para malhas instaladas em taludes


regulares, onde a malha fica bem aderente a
superfície;
γMO = 1.30 para malhas instaladas em taludes
irregulares, devido a que a malha não fique em
perfeito contato com a superfície;

γDW = coeficiente de segurança total para redução


das forças solicitantes.

γOL = 1.00 para locais onde não há presença de neve


ou crescimento de vegetação;
γOL = 1.20 para locais com presença de neve ou
desenvolvimento de vegetação;

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γDF = coeficiente de segurança total utilizado no
cálculo, permite ao projetista conhecer a margem de
segurança que ele está aplicando ao
dimensionamento.

γMH = coeficiente de segurança para diminuição da


resistência da malha, ele deve ser de no mínimo 2.50
devido a verificação realizada através dos ensaios de
puncionamento em escala real e de laboratório onde
ficou claro que a malha não desenvolve capacidade
total devido as tensões heterogêneas atuantes pelo
movimento dos blocos.

γMBULG = 1.20 revestimento instalado adequadamente


em um talude regular;
γMBULG = 3.00 revestimento mal instalado em um
talude irregular;

γST = 1.15 valor definido por norma para redução da


γDT = 1.05 quando o valor foi adotado a partir de resistência do aço
ensaio de arrancamento;
γDT = 2.00 quando o valor foi adotado a partir de
literatura.

PASSO 7 - RESULTADOS

Ao rodar o cálculo o software apresentará os fatores de segurança que são detalhados a seguir:

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BAR DESIGN CHECK – Fator de segurança da estabilização superficial do talude através dos chumbadores, esse fator deve
seguir a tabela 3 da norma NBR 11682 Estabilidade de encostas, e deverá ser baseado na análise de risco do deslizamento.
Caso essa análise não seja realizada o fator de segurança mínimo deverá ser de 1.50.

MESH DESIGN CHECK – Fator de segurança do Estado Limite Último da malha, ou seja, de sua resistência à tração, o valor
mínimo deverá ser adotado com o mesmo critério do BAR DESIGN CHECK.

SERVICIABILITY CHECK – Fator de segurança do Estado Limite de Serviço da malha, que considera o deslocamento gerado
pelo movimento do bloco, o valor mínimo poderá ser 1.00, uma vez que somente analisa se o deslocamento desejado pelo
projetista será satisfatório ou não.

PASSO 8 - RELATÓRIO

Ao clicar no botão acima será possível verificar o relatório do dimensionamento do cálculo que é composto por 2 páginas, sendo
a primeira com os dados de entrada considerados e a segunda com os resultados do cálculo, incluindo o comprimento do
chumbador.

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6 Exemplo de cálculo

Para melhor entendimento do uso do software será desenvolvida abaixo uma análise de um caso real onde foi aplicada a
solução de estabilização superficial com malha metálica.
Essa encosta rochosa está situada no estado de São Paulo e fica próxima a uma ferrovia onde a queda de blocos rochosos pode
resultar em danos na linha ferroviária e prejuízos financeiros a empresa de logística pela paralização de transporte de matéria
prima.

Os dados obtidos para a análise foram baseados em vistorias de geólogos nos pontos e complementados com dados
bibliográficos.

Inclinação crítica do talude de 80°.

A partir da análise geomecânica realizada pelo geólogo


contratado foram mapeadas as falhas do talude e
interpoladas a fim de se cruzarem e obter os blocos
formados, nesse caso o bloco crítico possuia 0,70 m.

A partir da análise do geólogo foi definido que o


material do talude era granítico e adotado peso
específico de 27 kN/m³

A falha crítica obtida pelo geólogo foi de 40°

Após definido o material da encosta como granítico


adotou-se a resistência à compressão da rocha pela
bibliografia.

A rugosidade da junta foi analisada manualmente e


adotada como 1 por ser um valor crítico onde o
contato está plano e por isso o deslizamento fica
favorável.

Foi adotado um coeficiente sísmico de 0.03 devido a


vibração causada pela passagem dos trens.

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Malha selecionada pelo projetista.

Resistência à tração da malha ensaiada em laboratório


de 122 kN/m.

Para a Steelgrid HR 50 o deslocamento máximo obtido


através do ensaio segundo a norma UNI 11437 é de
0,46 m.

O projetista necessitava de um deslocamento máximo


de 0,35 m para não interferir na passagem dos trens, a
Steelgrid HR 50 era a malha com a menor resistência à
tração satisfatória que permitia esse nível de rigidez.

Foi definido um espaçamento de chumbadores de


3x3m que no caso foi o maior espaçamento possível
capaz de estabilizar a encosta rochosa, lembrando que
quanto menos perfuração no talude menor será o
custo final da obra.

A inclinação da barra com relação a horizontal foi de


10° a fim de permitir que a perfuração pudesse ser
injetada com a nata de cimento.

A pedido do cliente foi considerado o uso da barra de


aço CA-50, com a observação de projeto que deverá
ser aberto rosca na extremidade da barra e dar um
banho extra de proteção corrosiva.

Por ser uma barra monolítica o diâmetro interno foi


considerado 0, e o diâmetro externo a fim de resistir as
forças de cisalhamento da barra foi de 32 mm.

A fim de garantir a funcionalidade do projeto a longo


prazo foi definido uma espessura de corrosão da barra
de 1 mm, que é uma taxa de corrosão de 0,02 mm/ano
em 50 anos.

Tensão de escoamento da barra CA-50.

Diâmetro de perfuração considerando execução por


rapel com perfuradoras manuais.

A adesão considerada foi de 0.19 Mpa devido ao nível


de fraturamento do maciço.

O comprimento de plasticização considerado foi de


0.60 m devido a heterogeneidade do maciço.

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Por ter sido realizada uma análise geomecânica das
falhas o coeficiente de segurança adotado foi de 1.20.

Por ter sido realizado um trabalho geológico o


coeficiente adortado foi de 1.01.

Devido ao local ser em um região sem ação agressida


de intempéries o coeficiente adotado foi de 1.02.

Devido ao talude não apresentar muitas irregularidades


na superfície morfológica o valor adotado foi de 1.10.

Devido ao talude não apresentar desenvolvimento de


vegetação o coeficiente de segurança adotado foi de
1.02.

Coeficiente da resistência da malha adotado devido a


heterogeneidade do nível de fraturamento na superfície
do talude.

Coeficiente de deslocamento da malha adotado devido


ao bom nível de execução do sistema.

Coeficiente normatizado.

Coeficiente adotado devido a falta de ensaio de


arrancamento de chumbador.

RESULTADOS

Conforme apresentado no relatório abaixo a solução empregada para a estabilização superficial dessa encosta rochosa foi um
sistema de chumbadores espaçados em 3,00 x 3,00 m com 32 mm de diâmetro e comprimento de 3,00 m aliado a malha
Steelgrid HR 50.

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Obra executada para proteção da ferrovia com malha Steelgrid HR 50

7 Nota importante

Para validação do dimensionado através desse software o projeto executivo deverá estar de acordo com os manuais de
instalação da Maccaferri.

Para maiores informações sobre o produto, por favor, consulte o departamento técnico da Maccaferri.

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1. Introdução 
 
 
O MACRO 1 é um software da Maccaferri destinado a calcular sistemas de revestimento cortical (ou es
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Definições básicas 
 
 
Os materiais destinados ao software são os seguintes: 
 
Malha: malhas de aço produzidas pe
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Conceitos gerais 
 
 
3.1 
Coexistência da ancoragem e da malha 
 
A abordagem de cálculo considera que no maciço r
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Figura 3 - Elementos do sistema de cortina de ancoragens. Ancoragens (esquerda) estabilizam a porção superficial. 
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estabilização superficial é considerado fora do padrão da norma. É por isso que os coeficientes do MACRO 1 foram 
base
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Tutorial do Software MACRO 1 
 
 
A interface do software é muito amigável e simples de utilização, nesse capítulo
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A primeira aba de informações de projeto permite ao usuário definir a data do projeto, o nome do projetista, 
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A inclinação da descontinuidade crítica também é obtida 
através
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PASSO 4 – ESCOLHA DA MALHA 
Na aba MALHA deverá ser selecionado o sistema de revestimento do talude para controle de

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