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Guia para Implementação do GRO/PGR

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Guia de

Elaboração e
Implementação
do GRO/PGR

30 DE JULHO/2021

LSA Consultoria e Serviços Ltda.-EPP


Criado por: Luciano Alves
Guia de Elaboração e Implementação do GRO/PGR – NR 1

INTRODUÇÃO
As Normas Regulamentadoras (NR) são disposições complementares ao Capítulo V (Da Segurança e da
Medicina do Trabalho) do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com redação dada pela
Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977. Consistem em obrigações, direitos e deveres a serem
cumpridos por empregadores e trabalhadores com o objetivo de garantir trabalho seguro e sadio,
prevenindo a ocorrência de doenças e acidentes de trabalho.

A elaboração e a revisão das normas regulamentadoras são realizadas, atualmente, pela Secretaria
Especial de Previdência e Trabalho, adotando o sistema tripartite paritário, preconizado pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio de grupos e comissões compostas por
representantes do governo, de empregadores e de trabalhadores.

A norma regulamentadora nº 1 foi editada pela Portaria MTb nº 3214, em 8 de junho de 1978,
estabelecendo disposições gerais e regulando os artigos 154 a 159 da CLT, conforme redação dada pela
Lei n.º 6.514, de 22 de dezembro de 1977. Para esta norma nunca foi criada Comissão Nacional Temática
Tripartite, tendo seu texto sofrido quatro revisões (1983; 1988; 1993; e 2009) pontuais até 2019, sendo
a última decidida no âmbito da 56ª reunião da CTPP.

Durante a 64ª reunião da CTPP, em março de 2011, foi decidida a criação de Grupo de Estudos Tripartite
- GET para inclusão na NR 1 de requisitos para gerenciamento de riscos ocupacionais, tendo em vista
os trabalhos em desenvolvimento da NBR 18.801, que foi posteriormente cancelada, por não encontrar
respaldo na (redação vigente da) NR1.

Caracterizada como Norma Geral pela Portaria SIT nº 787, de 28 de novembro de 2018, a revisão desta
NR foi retomada, conforme agenda regulatória aprovada por consenso na 96ª reunião da CTPP, em
março de 2019, considerando a realização dos trabalhos em duas fases.

Na primeira fase foi realizada a harmonização com a nova estrutura do Ministério da Economia, prevista
no Decreto Nº 9.745, de 8 de abril de 2019, e com conceitos trazidos pelas demais Normas
Regulamentadoras, Convenções da OIT e Norma de Gestão ISO 45001, bem como reposicionamento de
dispositivos esparsos previstos em outras NR com relação aos direitos e obrigações, sendo o texto
submetido e aprovado por consenso em junho de 2019, durante a 97ª reunião da CTPP.

A segunda fase consistiu na harmonização com os demais requisitos da ISO 45001 e de referências
internacionais, sendo realizada em paralelo com as revisões da NR7, NR9 e NR17, por serem as normas
gerais mais impactadas pela revisão da NR1.

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O texto aprovado foi publicado pela Portaria SEPRT nº 6.730, de 09 de março de 2020, acompanhado
de Nota Técnica SEI nº 2619/2020/ME, prevendo, conforme acordado por consenso na 4ª reunião da
CTPP, a vigência diferida da NR1 para 09/03/2021.

Posteriormente, com a PORTARIA SEPRT/ME Nº 1.295, DE 2 DE FEVEREIRO DE 2021 foi prorrogado para
o dia 2 de agosto de 2021, o início da vigência da Norma Regulamentadora nº 01 - Disposições Gerais
e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, juntamente com as Normas Regulamentadoras nº 07 -
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO; nº 09 - Avaliação e Controle das
Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos; e nº 18 - Condições de Segurança e
Saúde no Trabalho na Indústria da Construção.

Novo prazo foi estabelecido pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da
Economia, publicado no D.O.U pela Portaria nº 8.873, de 23 de julho de 2021, prorrogando, para 3 de
janeiro de 2022, o prazo de início de vigência da Normas Regulamentadoras citadas acima, bem como
de subitens específicos da nº 37 - Segurança e Saúde em Plataformas de Petróleo. (Processo nº
19966.101487/2020-19).

Com a vigência da nova NR 1, a partir do dia 3 de janeiro de


2022, todas as empresas terão que elaborar e implementar o GRO
– Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.

 Mas afinal, o que é o GRO?


 A NR também menciona o termo PGR!!!  O que é o PGR?
 O GRO é um programa?
 O PGR é uma gestão?

Este guia tem por finalidade esclarecer os requisitos normativos do novo texto da Norma
Regulamentadora nº 01 - Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, baseadas e
harmonizadas com as Convenções da OIT e Norma de Gestão ISO 45001, visando auxiliar os profissionais
de SST e empregadores quanto a elaboração e implementação do GRO/PGR, através de uma abordagem
prática e baseadas em elementos e ferramentas de gestão de SSO de grandes grupos industriais
nacionais e multinacionais.

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TERMOS E DEFINIÇÕES
 A NR 1 define GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais? Não!!! Não existe definição no
Anexo I da NR 1
 Qual o significado de Gerenciamento? ação ou efeito de gerenciar; gerência
 Qual o significado de Gerência? ação ou efeito de gerir; gerenciamento; administração; gestão
 Qual o significado de Gestão? O termo gestão vem do latim “gestio-gestionis”, que significa
executar, obter sucesso com meios adequados.

 Conceito de Gestão de Riscos?


 Atividades coordenadas para dirigir e controlar uma organização no que se
refere a riscos (Fonte: ABNT NBR ISO 31000:2018)

Mas afinal qual o conceito de GRO?


 Segundo o Anexo I - Termos e Definições da NR 1, PREVENÇÃO é o conjunto das disposições ou
medidas tomadas ou previstas em todas as fases da atividade da organização, visando evitar, eliminar,
minimizar ou controlar os riscos ocupacionais.
 Você acha que o termo “Prevenção” se aplica para o conceito de GRO? Sim!!! A NR 1, no item 1.5.1
estabelece que os requisitos normativos dispostos devem ser utilizados para fins de prevenção e
gerenciamento dos riscos ocupacionais.

Agora, vamos analisar essa definição!!!


 O que são disposições? São os requisitos normativos estabelecidos pelas Normas Regulamentadoras
 O que entendemos por medidas tomadas ou previstas? São os requisitos normativos estabelecidos
pelas Normas Regulamentadoras representadas pelas medidas de prevenção, conforme hierarquia de

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controle (medidas coletivas, medidas administrativas ou de organização do trabalho ou medidas


individuais);
 O que significa fases da atividade da organização? todos os processos da organização/empresa
 Por fim, o termo “prevenção” apresenta as etapas do gerenciamento de riscos ocupacionais: EVITAR;
ELIMINAR; MINIMIZAR ou CONTROLAR os RISCOS OCUPACIONAIS.

Segue abaixo, processo de gestão de riscos da ISO 31000:2018

Processo de Gestão de Riscos ISO 31000:2018

Portanto, podemos concluir que, GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS é o conjunto das


disposições ou medidas tomadas ou previstas em todas as fases da atividade da organização, visando
evitar, eliminar, minimizar ou controlar os riscos ocupacionais. É a gestão de riscos integrada à todas
as atividades organizacionais, de forma estruturada e abrangente e personalizada aos contextos
externos e internos da organização.

O GRO irá integrar todas as ações com base nas exigências normativas visando a prevenção!!!

 E o PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos? É um dos elementos do GRO!!! É um programa,


que, a critério da organização deve ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade e
deve contemplar ou estar integrado com planos, programas e outros documentos previstos na
legislação de segurança e saúde no trabalho. Conforme item 1.5.7 da NR, O PGR deve conter, no mínimo,
o inventário de riscos ocupacionais e o plano de ação.

Vamos aprender como elaborar e implementar o GRO/PGR na empresa em 10 passos!!!

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INTERPRETANDO A NOVA NR 1 – DISPOSIÇÕES GERAIS E GERENCIAMENTO


DE RISCOS OCUPACIONAIS

De acordo com o Art. 3º da PORTARIA N.º 787, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2018, que dispõe sobre as
regras de aplicação, interpretação e estruturação das Normas Regulamentadoras, as NR passaram a ser
classificadas em normas gerais, especiais e setoriais e de acordo com o Capítulo III, referente às técnicas
de estruturação de normas, a NR 1 passou a ter a seguinte estrutura:
Sumário
1.1 Objetivo
1.2 Campo de aplicação
1.3 Competências e estrutura
1.4 Direitos e deveres
1.5 Gerenciamento de riscos ocupacionais
1.6 Da prestação de informação digital e digitalização de documentos
1.7 Capacitação e treinamento em Segurança e Saúde no Trabalho
1.8 Tratamento diferenciado ao Microempreendedor Individual - MEI, à Microempresa - ME e à
Empresa de Pequeno Porte - EPP
1.9 Disposições finais
Anexo I - Termos e definições
Anexo II - Diretrizes e requisitos mínimos para utilização da modalidade de ensino a distância e
semipresencial.

Conforme demonstrado no sumário acima, o GRO é mencionado apenas no item 1.5 da NR. No entanto,
a estruturação do GRO inicia no item 1.4, como veremos a seguir.
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NR 1 – Disposições Gerais e Gerenciamentos de Riscos Ocupacionais


...
1.4 Direito e deveres
1.4.1 Cabe ao empregador:
a) cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho;

 Qual o conceito de empregador? Conforme Anexo I da NR é a empresa individual ou coletiva que,


assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços.
Equiparam-se ao empregador as organizações, os profissionais liberais, as instituições de beneficência,
as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitam trabalhadores como
empregados.

O que a empresa deve fazer para atender esse requisito normativo?

 Levantamento das NRs aplicáveis à organização/empresa;

Esse é o PASSO 1 da elaboração e implementação do GRO/PGR na empresa.

 O que é necessário: Para essa etapa precisamos conhecer de forma detalhada a atividade
econômica. Conhecer o processo produtivo com suas respectivas etapas, atividades, infraestrutura das
instalações, matéria-prima, insumos, energias perigosas, máquinas, equipamentos e ferramentas.

O processo de fabricação de cimento (conforme imagem acima), por exemplo, composto pelas etapas
de Mineração, Moagem de Farinha, Clinquerização, Moagem de Cimento, Ensacamento e Expedição,
possuem 29 Normas Regulamentadoras aplicáveis, que constituirá a base do GRO da empresa.

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Segue abaixo, modelo de planilha (GRO_1 NRs Aplicáveis) para o levantamento das NRs aplicáveis.

A organização/empresa poderá contratar empresa prestadora de serviços para a fazer a gestão dos
requisitos legais aplicáveis.

Dando continuidade na abordagem do item 1.4.1, letra “a” ...

a) cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho;

O que ainda precisa ser feito com relação a esse item?

 Verificação do status de atendimento dos requisitos normativos;

Esse é o PASSO 2 da elaboração e implementação do GRO/PGR na empresa.

 O que é necessário: Com base nas NRs aplicáveis levantadas na etapa anterior elaboramos
uma lista de verificação com os requisitos legais de cada NR para realizar a auditoria/verificação do
status de atendimento na empresa. Buscar as evidências nessa etapa é fundamental!!!

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Modelo de planilha GRO_2 Checklist Requisitos Legais - NRs

A planilha GRO_2 Checklist de Requisitos Legais - NRs é elaborada com base nos itens normativos de
cada NR e com o auxílio da NR 28, que estabelece os procedimentos de fiscalização e penalidades, com
base no Anexo II (conforme exemplo abaixo) que define os itens passíveis de infração e o valor das
multas, de acordo com o número de empregados e gradação da infração.

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No item 1.4.1, letra “a”, ainda temos o PASSO 3 do GRO/PGR. Confira abaixo!!!

 Elaboração do plano de ação de adequação e implementação das NRs;

Esse é o PASSO 3 do GRO/PGR!!!

 O que é necessário: Com base nos itens NÃO ATENDIDOS das NRs aplicáveis, identificadas
durante a verificação na etapa anterior, elaboramos uma planilha para fazer a gestão das medidas
preventivas a serem implementadas. De acordo com o item [Link].2 da NR, para as medidas de
prevenção deve ser definido cronograma, formas de acompanhamento e aferição de resultados.

Podemos afirmar, portanto, que esses 3 PASSOS iniciais são à estrutura-base do GRO da empresa!!!

Modelo de planilha GRO_3 Plano de Ação de Adequação

A planilha GRO_3 Plano de Ação de Adequação é preenchida com os itens normativos de cada NR não
atendidos, e mais uma vez, com o auxílio da NR 28. A planilha é baseada no método 5W2H, conforme
apresentado abaixo. A implementação das medidas de prevenção e respectivos ajustes devem ser
registrados.

O desempenho das medidas de prevenção deve ser acompanhado de forma planejada e contemplar:

a) a verificação da execução das ações planejadas;


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b) as inspeções dos locais e equipamentos de trabalho; e


c) o monitoramento das condições ambientais e exposições a agentes nocivos, quando aplicável.

Isso é gestão!!! Isso é GRO!!! Mas vamos continuar com a abordagem do item 1.4.1 e verificar a
próxima etapa na estruturação do GRO/PGR

O PASSO 4 para a elaboração e implementação do GRO/PGR é:

 Elaboração e implementação dos elementos do GRO;

 O que são Elementos do GRO: São as disposições legais e regulamentares sobre segurança
e saúde no trabalho constantes em cada NR. São as medidas preventivas que devem ser implementadas
para o gerenciamento dos riscos, baseadas na hierarquia de controle, conforme definido no item 1.4.1,
letra “g” e de acordo com a seguinte ordem de prioridade:
I. eliminação dos fatores de risco;
II. minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção
coletiva;
III. minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas administrativas ou
de organização do trabalho; e
IV. adoção de medidas de proteção individual.

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Vejamos alguns exemplos de elementos do GRO na NR 1, que estamos estudando!!!

No 1.4.1 quanto às obrigações do empregador, letra “b”, alíneas I e II a norma estabelece:


Cabe ao empregador informar aos trabalhadores:
I. os riscos ocupacionais existentes nos locais de trabalho;
II. as medidas de prevenção adotadas pela empresa para eliminar ou reduzir tais riscos;

O que e a empresa deve fazer?


 Programa de Treinamento Admissional (Integração) de Novos Colaboradores (item 1.4.1, “b”
alíneas I e II e 1.4.4);
 Programa de Capacitação e Treinamento (item 1.4.1, “b” alíneas I e II e 1.7);
 Programa de Diálogos de Segurança (item 1.4.1, “b” alíneas I e II e 1.4.4);
 Procedimentos e instruções de SST para áreas específicas e atividades críticas (item 1.4.1, “b”
alíneas I e II);
 Sinalização de SST Vertical e Horizontal (item 1.4.1, “b” alíneas I e II);
 Ordens de serviços de SST das funções (item 1.4.1, “c”);
 Ferramentas de gestão dos riscos – Análise de riscos e permissões para trabalho (item 1.4.1, “b”
alíneas I e II);
 Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR (item [Link].1)
No 1.4.1, letra “b”, alíneas III e IV a norma estabelece:
Cabe ao empregador informar aos trabalhadores:
III. os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais
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os próprios trabalhadores forem submetidos; e


IV. os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho.

O que e a empresa deve fazer?


 Fornecer ao trabalhador cópia do ASO – Atestado de Saúde Ocupacional;
 Disponibilizar as avaliações ambientais constantes nos programas de SST (PPRA; PCMAT/NR 18;
PGR/NR 22; PCMSO; e Novo PGR, a partir de 2 de agosto/2021) conforme mecanismos de
comunicação da empresa (intranet; pasta física, etc.) e/ou através de reunião ordinária da CIPA,
Diálogos de Segurança e treinamentos de capacitação. As informações precisam também estarem
disponíveis no PPP com base no LTCAT.

No item 1.4.1, letra “c” a norma estabelece que o empregador deve:


c) elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos trabalhadores;

 O que é Ordem de Serviço de SST: São instruções por escrito quanto às precauções para
evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. A ordem de serviço pode estar contemplada em
procedimentos de trabalho e outras instruções de SST. (Anexo I Termos e Definições da NR 1)

No item 1.4.1, letras “d” a “g” a norma estabelece que o empregador deve:
d) permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos
legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho;
e) determinar procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou doença relacionada
ao trabalho, incluindo a análise de suas causas;

O que e a empresa deve fazer?


 Procedimento para Comunicação, Análise e Investigação dos Acidentes, Doenças e Incidentes
relacionados ao trabalho. Informações devem ser disponibilizadas também nas ordens de serviços
de SST e no treinamento admissional (integração);

f) disponibilizar à Inspeção do Trabalho todas as informações relativas à segurança e saúde no


trabalho;

O que e a empresa deve fazer?


 Estabelecer mecanismo para comunicação externa (pastas físicas ou formato digital)

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g) implementar medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores...

O que e a empresa deve fazer?


 Envolver os trabalhadores na elaboração das Análises de Riscos; PGR – Programa de
Gerenciamento de Riscos; Procedimentos e Instruções de Segurança; Procedimentos Operacionais;
Planejamento de Atividades Críticas;
 Implementar Auditoria Comportamental em todos os níveis da organização (estratégico, tático e
operacional);
 Implementar o registro de eventos (condições de riscos e incidentes);

No item [Link], a norma estabelece que constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao
cumprimento do disposto nas alíneas do subitem anterior.

O que e a empresa deve fazer?


 Elaborar um procedimento para aplicação de medidas disciplinares

Nos itens 1.4.3 e [Link] a norma estabelece que o trabalhador poderá interromper suas atividades
quando constatar uma situação de trabalho onde, a seu ver, envolva um risco grave e iminente para
a sua vida e saúde, informando imediatamente ao seu superior hierárquico e que comprovada pelo
empregador a situação de grave e iminente risco, não poderá ser exigida a volta dos trabalhadores à
atividade enquanto não sejam tomadas as medidas corretivas.

O que a empresa deve fazer?


 Elaborar um procedimento para tratamento das situações de RISCO GRAVE E IMINENTE
identificadas e informadas pelos trabalhadores, através de formulário específico.

 O que Grave e Iminente Risco (RGI): Considera-se grave e iminente risco toda condição
ou situação de trabalho que possa causar acidente ou doença com lesão grave ao trabalhador.

No item 1.4.4 a NR estabelece que todo trabalhador, ao ser admitido ou quando mudar de função que
implique em alteração de risco, deve receber informações sobre:
a) os riscos ocupacionais que existam ou possam originar-se nos locais de trabalho;
b) os meios para prevenir e controlar tais riscos;
c) as medidas adotadas pela organização;
d) os procedimentos a serem adotados em situações de emergências; e
e) os procedimentos a serem adotados, em conformidade com os subitens 1.4.3 e [Link].

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[Link] As informações podem ser transmitidas:


a) durante os treinamentos; e
b) por meio de diálogos de segurança, documento físico ou eletrônico.

O que e a empresa deve fazer?


 Programa de Integração de Segurança. A empresa poderá implementar também o processo de
ambientação (treinamento na área/ambiente de trabalho);

Vimos, portanto, vários elementos do GRO com base no item 1.4.1. A partir de agora, vamos detalhar
os últimos passos para a elaboração e implementação do GRO/PGR na empresa no item 1.5 da NR.

1.5 Gerenciamento de riscos ocupacionais

1.5.1 O disposto neste item deve ser utilizado para fins de prevenção e gerenciamento dos riscos
ocupacionais.

Definição de Prevenção
 Conjunto das disposições ou medidas tomadas ou previstas em todas as fases da atividade da
organização, visando evitar, eliminar, minimizar ou controlar os riscos ocupacionais.

1.5.2 Para fins de caracterização de atividades ou operações insalubres ou perigosas, devem ser
aplicadas as disposições previstas na NR-15 – Atividades e operações insalubres e NR-16 – Atividades e
operações perigosas.

Comentário:
 A empresa, quando aplicável, deverá elaborar os Laudos de Insalubridade e Periculosidade para
fins de caracterização e pagamento dos respectivos adicionais, conforme estabelecem as normas
regulamentadoras acima citadas. Os laudos são elementos do GRO!!!
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1.5.3 Responsabilidades

No item [Link]. a NR estabelece que a organização deve implementar, por estabelecimento, o


gerenciamento de riscos ocupacionais em suas atividades.

Qual a definição de Estabelecimento?


 Local privado ou público, edificado ou não, móvel ou imóvel, próprio ou de terceiros, onde a
empresa ou a organização exerce suas atividades em caráter temporário ou permanente.

Conforme já informado no PASSO 1, para a aplicação do GRO/PGR faz necessário conhecer de forma
detalhada o estabelecimento. Isso que dizer, conhecer o processo produtivo com suas respectivas
etapas, atividades, infraestrutura das instalações, matéria-prima, insumos, energias perigosas,
máquinas, equipamentos e ferramentas.

[Link].1 O gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento de


Riscos - PGR. Aqui temos, portanto, a primeira vez que a NR 1 menciona o PGR.

[Link].1.1 A critério da organização, o PGR pode ser implementado por unidade operacional, setor
ou atividade.

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Exemplo de Fluxograma do processo de fabricação de cimento

No passo 5 do GRO/PGR que veremos a seguir, demonstraremos como será elaborado o processo de
identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais por unidade operacional, setor ou atividade,
que por sua vez, constituirá o inventário de riscos do PGR.

___________________________________________________________________________________

[Link].2 O PGR pode ser atendido por sistemas de gestão, desde que estes cumpram as exigências
previstas nesta NR e em dispositivos legais de segurança e saúde no trabalho.

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[Link].3 O PGR deve contemplar ou estar integrado com planos, programas e outros documentos
previstos na legislação de segurança e saúde no trabalho.

Comentário:
 O PGR como já foi informado é um dos elementos do GRO e deve estar integrado com outras
ações das Normas Regulamentadoras, tais como: a CIPA (NR 5); EPI (NR 6); PCMSO (NR 7); Proteções
coletivas/guarda-corpo (NR 8); Avaliações das Exposição aos Agentes Ambientais (NR 9); Prontuário
das Instalações Elétricas (NR 10); Projeto e plano de manutenção dos equipamentos de transporte
e movimentação de carga (NR 11); Estudo de apreciação de riscos e proteções de máquinas e
equipamentos (NR 12), entre outras.

[Link].1 A organização deve considerar as condições de trabalho, nos termos da NR-17.

Comentário:
 Será contemplado no processo de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais os
fatores ergonômicos, devendo a empresa realizar as AET – Análises Ergonômicas de Trabalho;

[Link] A organização deve adotar mecanismos para:


a) consultar os trabalhadores quanto à percepção de riscos ocupacionais, podendo para este fim ser
adotadas as manifestações da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, quando houver; e
b) comunicar aos trabalhadores sobre os riscos consolidados no inventário de riscos e as medidas de
prevenção do plano de ação do PGR.

O que a empresa deve fazer:


 Implementar auditoria comportamental em todos os níveis da organização;
 Implementar programa de inspeção de segurança para o SESMT e CIPA com foco na participação
dos trabalhadores quanto aos riscos das atividades;
 Implementar formulário para registro de condições de riscos nos ambientes de trabalho e
incidentes;

[Link] A organização deve adotar as medidas necessárias para melhorar o desempenho em SST.

O que a empresa deve fazer:


 Implementar indicadores proativos de SST;
 Implementar Análise Crítica do GRO (no mínimo, a cada ano);
 Implementar pesquisa de satisfação dos empregados quanto ao GRO/PGR da organização;

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1.5.4 Processo de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais

[Link] O processo de identificação de perigos e avaliação de riscos ocupacionais deve considerar o


disposto nas Normas Regulamentadoras e demais exigências legais de segurança e saúde no trabalho.

 Qual o conceito de PERIGO?


Perigo ou fator de risco ocupacional/ Perigo ou fonte de risco ocupacional: Fonte com o potencial de
causar lesões ou agravos à saúde. Elemento que isoladamente ou em combinação com outros tem o
potencial intrínseco de dar origem a lesões ou agravos à saúde. (Anexo I NR 1 Termos e Definições)

Exemplos:
Qual o Perigo? Qual a fonte ou elemento com o
potencial de causar lesões ou agravos à saúde?

Eletricidade / Circuito Energizado


Arco Elétrico

Painel elétrico/Sala elétrica/Subestação

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Equipamento com força motriz própria


Elevação de cargas (sistema hidráulico)
Utilização de gases inflamáveis

Empilhadeira
Qual o Perigo? Qual a fonte ou elemento com o
potencial de causar lesões ou agravos à saúde?

Acionamento remoto
Partes móveis (energia mecânica)
Circuito energizado
Fluido pressurizado
Produto com temperatura elevada
Máquinas e equipamentos

Emissão de ruído elevado


Utilização de gases inflamáveis
Circuito energizado
Fluido pressurizado
Produto com temperatura elevada
Caldeira/Vasos de Pressão

Emissão de ruído elevado (sopradores)


Utilização de coque/combustível
Circuito energizado
Emissão de gases
Temperatura elevada
Forno rotativo

Equipamento com força motriz (atividade de


terraplanagem, escavação);
Emissão de ruído;
Transporte e elevação de cargas;
Movimentação em solos irregulares;
Geração de poeira
Máquinas Operatrizes

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Escavação/Desmonte de rocha/Demolição;
Transporte e elevação de cargas pesadas;
Utilização de ferramentas pneumáticas e
elétricas rotativas;
Uso de cimento/concreto
Canteiro de obra (Construção civil)

Bancadas instáveis
Desmonte de rocha com explosivos
Emissão de ruído de impacto; vibração e gases
(detonação com explosivos)
Equipamentos com força motriz própria
Bancadas com diferença de nível
Mineração à céu aberto
Qual o Perigo? Qual a fonte ou elemento com o
potencial de causar lesões ou agravos à saúde?
Transporte de produtos perigosos
Transporte e elevação de cargas pesadas
Operação de máquinas e equipamentos
Movimentação de carga e descarga de
contêineres
Atividade Portuária e Aquaviária

Aplicação de produtos perigosos


Transporte e elevação de cargas pesadas
Operação de máquinas e equipamentos
Manuseio de ferramentas perfurocortantes
Armazenagem de produtos em tanques
Fabricação de etanol
Agricultura (Usina de Cana-de-açúcar)

Agentes biológicos
Produtos químicos diversos
Radiação Ionizante
Resíduos perigosos
Materiais perfurocortantes
Fatores ergonômicos
Serviços de Saúde

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Atmosfera com deficiência de oxigênio


Atmosfera tóxica
Atmosfera Inflamável/Explosiva
Acionamento de equipamentos de forma remota
Formação de barreiras
Espaços Confinados

Trabalho a quente
Trabalho em altura
Radiação Ionizante
Jateamento e Hidrojateamento
Movimentação de cargas
Instalações elétricas
Trabalho na Indústria Naval

Trabalho com e escadas de diferentes tipos


Trabalho com andaimes
Trabalho com plataformas e cestas aéreas
Acesso por corda
Descarga atmosférica
Trabalhos em Altura

Vimos, portanto, vários exemplos de perigos relacionados com as Normas Regulamentadoras e demais
exigências legais de segurança e saúde no trabalho. Cada empresa deverá elaborar uma lista de perigos
ou elementos com características perigosas inerentes ao processo, condições dos locais de trabalho e
atividades existentes, de forma a subsidiar o processo de identificação dos perigos e avaliação dos riscos
ocupacionais.

Vamos agora, entender mais sobre o termo “risco”.

 Qual o conceito de RISCO?


Risco ocupacional: Combinação da probabilidade de ocorrer lesão ou agravo à saúde causados por um
evento perigoso, exposição a agente nocivo ou exigência da atividade de trabalho e da severidade
dessa lesão ou agravo à saúde. (Anexo I NR 1 Termos e Definições)

 O risco pode estar associado à um EVENTO PERIGOSO. Exemplo: Trabalho em Altura


 O risco pode estar associado à um AGENTE NOCIVO. Exemplo: Exposição à Ruído de Impacto
 O risco pode estar associado à uma EXIGÊNCIA DA ATIVIDADE DE TRABALHO (Fatores
ergonômicos). Exemplo: Transporte Manual de Cargas

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 Definição de RISCOS AMBIENTAIS, com base da NR 9:


Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de
trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são
capazes de causar danos à saúde do trabalhador.

Utilizaremos, portanto, a partir da entrada em vigor da nova NR 1, o termo “RISCOS OCUPACIONAIS”


no GRO/PGR. Vejamos alguns exemplos:

Quais os riscos ocupacionais podemos listar?

Contato com a eletricidade/circuito energizado;


Exposição ao Arco Elétrico;
Contato com ferramentas perfurocortantes;
Contato com material projetado com
temperatura elevada (explosão/arco elétrico);
Serviços com eletricidade
Inalação de gases (motor à combustão);
Postura sentada por longos períodos;
Aprisionamento e impacto por projeção do
equipamento (tombamento da empilhadeira);
Impacto (colisão) em estruturas das instalações
(falha mecânica ou operacional);
Operação de Empilhadeira

Exposição à ruído (processo produtivo);


Aprisionamento por queda de material;
Impacto por material projeto;
Impacto contra pessoas e estruturas;
Contato com eletricidade (botoeira elétrica);
Entre outros.
Movimentação de carga com ponte rolante

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Exigência de esforço físico intenso;


Frequente ação de puxar/empurrar
cargas ou volumes;
Frequente execução de movimentos repetitivos;
Levantamento e transporte manual de carga;
Entre outros.
Transporte e armazenagem manual de sacos

Exposição à ruído;
Frequente execução de movimentos repetitivos;
Postura de pé por longos períodos;
Aprisionamento por partes móveis;
Exposição/contato com fluido pressurizado;
Entre outros.
Operação de máquina
Inalação de gases/vapores;
Contato com produto corrosivo;
Constante deslocamento a pé durante
a jornada de trabalho;
Levantamento e transporte manual de carga
Entre outros.
Descarte de bombonas de produtos perigosos

Inalação de gases/vapores;
Contato com neblina;
Frequente execução de movimentos repetitivos;
Exigência de postura incômoda ou
desconfortável por longos períodos;
Entre outros.
Pintura com pistola
Exposição à Radiação Não Ionizante
(carga solar);
Frequente execução de movimentos repetitivos;
Exigência de postura incômoda ou
desconfortável por longos períodos;
Contato com material perfurocortante;
Entre outros.
Armação de estruturas de aço

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Exposição à ruído;
Exposição à vibração de corpo inteiro;
Inalação de poeira mineral;
Aprisionamento e impacto por desabamento;
Impacto por material projetado;
Entre outros.
Demolição mecanizada
Exposição à ruído;
Inalação de poeira vegetal;
Exigência de postura incômoda ou
desconfortável por longos períodos;
Contato com superfície cortante
Corte de madeira Entre outros.

Exposição à radiação Não Ionizante


(Carga solar);
Exigência de esforço físico intenso;
Contato com produto perigoso (cimento)
Queda de nível diferente;
Entre outros.
Concretagem

Exposição à ruído de impacto;


Exposição à vibração;
Inalação de poeira e gases
Impacto por material projetado
(detonação de explosivos)
Entre outros.
Desmonte de rocha (com explosivos)

Exposição à Radiação Não Ionizante


(Carga solar);
Exigência de postura incômoda ou
desconfortável por longos períodos;
Frequente execução de movimentos repetitivos;
Contato com superfície cortante;
Entre outros.
Corte de cana-de-açúcar
(...)

Pronto!!! Agora que já sabemos os conceitos de perigos e riscos e já verificamos diversos exemplos,
podemos continuar com a abordagem do item 1.5 para apresentarmos os últimos passos do GRO/PGR.

Vamos avançar!!!

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[Link] Levantamento preliminar de perigos.

[Link].1 O levantamento preliminar de perigos deve ser realizado:

a) antes do início do funcionamento do estabelecimento ou novas instalações;


b) para as atividades existentes; e
c) nas mudanças e introdução de novos processos ou atividades de trabalho

[Link].1.1 Quando na fase de levantamento preliminar de perigos o risco não puder ser evitado, a
organização deve implementar o processo de identificação de perigos e avaliação de riscos
ocupacionais, conforme disposto nos subitens seguintes.

[Link] Identificação de perigos


[Link].1 A etapa de identificação de perigos deve incluir:
a) descrição dos perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde;
b) identificação das fontes ou circunstâncias; e
c) indicação do grupo de trabalhadores sujeitos aos riscos.

Aqui está o PASSO 5 do GRO/PGR!!!

 Elaboração do Processo de Identificação de Perigos e Avaliação de Riscos Ocupacionais;

 O que é necessário: Com base em todas as etapas do processo e atividades desempenhadas


já listadas, dá-se o início o processo de identificação de perigos, atendendo as alíneas de “a” a “c”
conforme itens acima. Segue abaixo, planilha GRO_4 IPAR Identificação de Perigos e Avaliação de
Riscos para o desenvolvimento do passo 5.
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Modelo de planilha GRO_4 IPAR Identificação de Perigos e Avaliação de Riscos

A identificação dos perigos e avaliação de riscos ocupacionais por ATIVIDADE, permite um maior
detalhamento nesta etapa, possibilitando desta forma, uma maior clareza quanto as medidas de
controle necessárias.

[Link].2 A identificação dos perigos deve abordar os perigos externos previsíveis relacionados ao
trabalho que possam afetar a saúde e segurança no trabalho.

[Link] Avaliação de riscos ocupacionais

[Link].1 A organização deve avaliar os riscos ocupacionais relativos aos perigos identificados em seu(s)
estabelecimento(s), de forma a manter informações para adoção de medidas de prevenção.

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[Link].2 Para cada risco deve ser indicado o NÍVEL DE RISCO OCUPACIONAL, determinado pela
combinação da SEVERIDADE das possíveis lesões ou agravos à saúde com a PROBABILIDADE ou chance
de sua ocorrência.

Comentário:
 De acordo
American com o item
Industrial [Link].2.1
Hygiene da NR, a organização deve selecionar as ferramentas e técnicas
Association
de avaliação de riscos que sejam adequadas ao risco ou circunstância em avaliação. Ou seja, será
a critério da empresa!!! Poderão ser utilizados os métodos da norma BS 8800 SGSSI (Sistema de
Gestão de Segurança e Saúde Industrial); AIHA (American Industrial Hygiene Association) aplicável
na área da higiene ocupacional; HRN – (Hazard Rating Number), aplicável na apreciação de riscos e
máquinas e equipamentos; entre outros, conforme mencionado na ISO 31010 que estabelecem os
requisitos quanto as técnicas para o processo de avaliação de riscos.

A Norma Regulamentadora nº 3 que estabelece as diretrizes para caracterização do grave e iminente


risco e os requisitos técnicos objetivos de embargo e interdição, considera a CONSEQUÊNCIA, como o
resultado ou resultado potencial esperado de um evento, conforme Tabela 3.1, e a PROBABILIDADE,
como a chance de o resultado ocorrer ou estar ocorrendo, conforme Tabela 3.2.

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Essas tabelas da NR 3 podem ser utilizadas com referência para a definição da SEVERIDADE e
PROBABILIDADE e classificação dos níveis de riscos ocupacionais? Sim!!! Não existe nenhuma proibição
pela NR

A NR 3, definiu ainda no item 3.3.10 os descritores do excesso de risco como E - extremo, S - substancial,
M - moderado, P - pequeno ou N – nenhum, contantes nas tabelas 3.3 e 3.4, conforme abaixo. Esses
descritores podemos definir os NÍVEIS DOS RISCOS OCUPACIONAIS!!!

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Essas tabelas da NR 3 podem ser utilizadas com referência para a elaboração da MATRIZ DE RISCOS
para a classificação dos níveis de riscos ocupacionais da empresa? Não!!! De acordo com o item 3.5.1
da NR 3, a metodologia de avaliação qualitativa prevista na norma possui a finalidade específica de
caracterização de situações de grave e iminente risco pelo Auditor-Fiscal do Trabalho, não se
constituindo em metodologia padronizada para gestão de riscos pelo empregador.

Seguem abaixo, modelos sugestivos das tabelas para definição da gradação da SEVERIDADE e
PROBABILIDADE, Matrizes de riscos (de acordo com o númerdo de empregados expostos) e tabela com
a definição dos NÍVEIS DOS RISCOS, com base na NR 3 e outras referências já citadas.

[Link].3 A gradação da severidade das lesões ou agravos à saúde deve levar em conta a magnitude da
consequência e o número de trabalhadores possivelmente afetados.

[Link].3.1 A magnitude deve levar em conta as consequências de ocorrência de acidentes ampliados.

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 O que são acidentes ampliados? Os acidentes ampliados ou acidentes maiores são


eventos de maior gravidade. Suas consequências se estendem a um número maior de pessoas, além dos
trabalhadores, extrapolando os muros fabris e ocasionando problemas de saúde futuros ou imediatos
para a população, incluindo ainda danos ambientais. A Convenção OIT 174 – prevenção de grandes
acidentes industriais foi ratificada no Brasil por meio do Decreto nº 4.085, de 15 de janeiro de 2002.

[Link].4 A gradação da probabilidade de ocorrência das lesões ou agravos à saúde deve levar em conta:
a) os requisitos estabelecidos em Normas Regulamentadoras;
b) as medidas de prevenção implementadas;
c) as exigências da atividade de trabalho; e
d) a comparação do perfil de exposição ocupacional com valores de referência estabelecidos na NR-09.

[Link].5 Após a avaliação, os riscos ocupacionais devem ser classificados, observado o subitem
[Link].2, para fins de identificar a necessidade de adoção de medidas de prevenção e elaboração do
plano de ação.

[Link].6 A avaliação de riscos deve constituir um processo contínuo e ser revista a cada dois anos ou
quando da ocorrência das seguintes situações:
a) após implementação das medidas de prevenção, para avaliação de riscos residuais;
b) após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos, condições,
procedimentos e organização do trabalho que impliquem em novos riscos ou modifiquem os
riscos existentes;
c) quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das medidas de prevenção;
d) na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho;
e) quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis.
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TABELA 1 – CLASSIFICAÇÃO
PRINCÍPIO GERAL
DA SEVERIDADE
As consequências se estendem a um número maior de pessoas,
Contaminação/Morte além dos trabalhadores. Extrapolam os muros fabris e ocasionam
10
(Acidente Ampliado) problemas de saúde futuros ou imediatos para a população,
incluindo ainda danos ambientais.
Pode levar a óbito imediato ou que venha a ocorrer posteriormente
Morte 5
/ Ameaça à vida ou doença/lesão incapacitante
Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão
Severa 4
ou sequela permanentes / Efeitos irreversíveis preocupantes
Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão
Significativa 3 que implique em incapacidade temporária por prazo superior a 15
(quinze) dias / Efeitos reversíveis severos e preocupantes
Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão
Leve 2 que implique em incapacidade temporária por prazo igual ou
inferior a 15 (quinze) dias / Efeitos reversíveis preocupantes
Nenhuma lesão ou efeito à saúde / Efeitos reversíveis de pouca
Nenhuma 1
importância ou não são conhecidos ou apenas suspeitos
Fonte: Tabela 3.1 Classificação das Consequências da NR 3 e Matriz AIHA (adaptado)

TABELA 2 – CLASSITICAÇÃO PRINCÍPIO GERAL


DA PROBABILIDADE
Medidas de prevenção inexistentes ou reconhecidamente
Provável 4 inadequadas. Uma consequência é esperada, com grande
probabilidade de que aconteça ou se realize.
Medidas de prevenção apresentam desvios ou problemas
significativos. Não há garantias de que as medidas sejam mantidas.
Possível 3
Uma consequência talvez aconteça, com possibilidade de que se
efetive, concebível.
Medidas de prevenção adequadas, mas com pequenos desvios.
Ainda que em funcionamento, não há garantias de que sejam
Remota 2
mantidas sempre ou a longo prazo. Uma consequência é pouco
provável que aconteça, quase improvável.
Medidas de prevenção adequadas e com garantia de
Rara 1 continuidade desta situação. Uma consequência não é esperada,
não é comum sua ocorrência, extraordinária.
Fonte: Tabela 3.1 Classificação das Consequências da NR 3 (adaptado)

TABELA 3 - NÚMERO DE PESSOAS POSSIVELMENTE AFETADAS


15 Fora das instalações da empresa (acidente ampliado)
PONTUAÇÃO 10 Acima de 2 (nas instalações da empresa)
5 Apenas 1 trabalhador (nas instalações da empresa)
Fonte: Matriz HRN - Hazard Rating Number (adaptado)

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Tabela 4 - MATRIZ DE RISCOS - SEVERIDADE X PROBABILIDADE


(Apenas 1 trabalhador)
MORTE 5 25 50 75 100
SEVERIDADE

SEVERA 4 20 40 60 80
SIGNIFICATIVA 3 15 30 45 60
LEVE 2 10 20 30 40
NENHUMA 1 5 10 15 20
1 2 3 4
RARA REMOTA POSSÍVEL PROVÁVEL
PROBABILIDADE

Tabela 5 - MATRIZ DE RISCOS - SEVERIDADE X PROBABILIDADE


(Acima de 1 trabalhador)
MORTE 5 50 100 150 200
SEVERIDADE

SEVERA 4 40 80 120 160


SIGNIFICATIVA 3 30 60 90 120
LEVE 2 20 40 60 80
NENHUMA 1 10 20 30 40
1 2 3 4
RARA REMOTA POSSÍVEL PROVÁVEL
PROBABILIDADE

Tabela 6 - MATRIZ DE RISCOS - SEVERIDADE X PROBABILIDADE


(Acidente Ampliado)
SEVERIDADE

CONTAMINAÇÃO/
MORTE 15 225 450 675 900
(Acidente Ampliado)

1 2 3 4
RARA REMOTA POSSÍVEL PROVÁVEL
PROBABILIDADE

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TABELA 7 – NÍVEL DE RISCO OCUPACIONAL

Pontuação Classificação
Acima de 60 Risco Extremo
41 a 60 Risco Substancial
21 a 40 Risco Moderado
5 a 20 Risco Pequeno

Dando continuidade no processo de IDENTIFICAÇÃO DOS PERIGOS E AVALIAÇÃO DOS RISCOS


OCUPACIONAIS, agora podemos avançar para a avaliação dos riscos, classificando-os para a definição
das prioridades com a adoção de medidas de prevenção e elaboração do plano de ação.

Segue abaixo, planilha GRO_4 IPAR_MP_PE_PGR para o passo 5 do GRO/PGR.

[Link].6.1 No caso de organizações que possuírem certificações em sistema de gestão de SST, o prazo
da revisão da avaliação de riscos poderá ser de até 3 (três) anos.
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1.5.5. Controle dos riscos

[Link]. Medidas de prevenção

[Link].1 A organização deve adotar medidas de prevenção para eliminar, reduzir ou controlar os
riscos sempre que:
a) exigências previstas em Normas Regulamentadoras e nos dispositivos legais determinarem;
b) a classificação dos riscos ocupacionais assim determinar, conforme subitem [Link].5;
c) houver evidências de associação, por meio do controle médico da saúde, entre as lesões e os agravos
à saúde dos trabalhadores com os riscos e as situações de trabalho identificados.

PASSO 6 do GRO/PGR!!!

 Definição e implementação das Medidas de Prevenção;

 O que a empresa deve fazer? Com base em todos os elementos do GRO já listados no
passo 4, que por sua vez, constituem todas as exigências das NRs, a empresa deverá elaborar a planilha
com as medidas preventivas existentes ou previstas. Quando comprovada pela organização a
inviabilidade técnica da adoção de medidas de proteção coletiva, ou quando estas não forem
suficientes ou encontrarem-se em fase de estudo, planejamento ou implantação ou, ainda, em caráter
complementar ou emergencial, deverão ser adotadas outras medidas, obedecendo-se a seguinte
hierarquia:

a) medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho;


b) utilização de equipamento de proteção individual - EPI.

Segue abaixo, planilha GRO_4 IPAR_MP_PE_PGR para a elaboração do passo 6 do GRO/PGR.

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[Link].3 A implantação de medidas de prevenção deverá ser acompanhada de informação aos


trabalhadores quanto aos procedimentos a serem adotados e limitações das medidas de prevenção.

Comentário:
 A empresa deverá formalizar a implementação das medidas de prevenção, comunicando em
diálogos de segurança, reuniões da CIPA e no PGR, que deverá estar disponível a todos os
trabalhadores de forma.

[Link]. Planos de ação

[Link].1 A organização deve elaborar plano de ação, indicando as medidas de prevenção a serem
introduzidas, aprimoradas ou mantidas, conforme o subitem [Link].5.

[Link].2 Para as medidas de prevenção deve ser definido cronograma, formas de acompanhamento e
aferição de resultados.

Comentário:
 A empresa deverá elaborar uma planilha conforme já apresentado no passo 3 do GRO/PGR;

[Link] Implementação e acompanhamento das medidas de prevenção

[Link].1 A implementação das medidas de prevenção e respectivos ajustes devem ser registrados.

Comentário:
 A empresa poderá registrar as ações de prevenção no PGR e ata de reunião da CIPA;

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[Link].2 O desempenho das medidas de prevenção deve ser acompanhado de forma planejada e
contemplar:
a) a verificação da execução das ações planejadas;
b) as inspeções dos locais e equipamentos de trabalho; e
c) o monitoramento das condições ambientais e exposições a agentes nocivos, quando aplicável.

[Link].2.1 As medidas de prevenção devem ser corrigidas quando os dados obtidos no


acompanhamento indicarem ineficácia em seu desempenho.

[Link] Acompanhamento da saúde ocupacional dos trabalhadores

[Link].1 A organização deve desenvolver ações em saúde ocupacional dos trabalhadores integradas
às demais medidas de prevenção em SST, de acordo com os riscos gerados pelo trabalho.

[Link].2 O controle da saúde dos empregados deve ser um processo preventivo planejado, sistemático
e continuado, de acordo com a classificação de riscos ocupacionais e nos termos da NR-07.

[Link]. Análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho

[Link].1 A organização deve analisar os acidentes e as doenças relacionadas ao trabalho.

[Link].2 As análises de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho devem ser documentadas e:


a) considerar as situações geradoras dos eventos, levando em conta as atividades efetivamente
desenvolvidas, ambiente de trabalho, materiais e organização da produção e do trabalho;
b) identificar os fatores relacionados com o evento; e
c) fornecer evidências para subsidiar e revisar as medidas de prevenção existentes.

Comentário:
 A empresa deverá elaborar e implementar procedimento de comunicação, análise e investigação
dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho; os incidentes também deverão ser analisados
dentro do GRO.  DEFINIÇÃO DE INCIDENTE: é a ocorrência decorrente ou no decorrer de um
trabalho, que pode resultar em lesões e problemas de saúde (ISO 45001). A metodologia de
investigação dos eventos não foi definida pela NR, ficando a critério da empresa definir a que for
mais adequada.

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1.5.6. Preparação para emergências

[Link] A organização deve estabelecer, implementar e manter procedimentos de respostas aos


cenários de emergências, de acordo com os riscos, as características e as circunstâncias das atividades.

[Link] Os procedimentos de respostas aos cenários de emergências devem prever:


a) os meios e recursos necessários para os primeiros socorros, encaminhamento de acidentados e
abandono; e
b) as medidas necessárias para os cenários de emergências de grande magnitude, quando aplicável.

Chegamos no PASSO 7 do GRO/PGR!!!

 Elaboração e implementação de Procedimentos de Respostas às Emergências;

 O que a empresa deve fazer? A empresa deverá definir os cenários de emergências ou


hipóteses acidentais de acordo com os riscos, as características e as circunstâncias das atividades, bem
como, estabelecer e implementar os procedimentos de respostas às emergências, incluindo a definição
da magnitude, os meios de acionamento, os recursos humanos e os recursos materiais para os primeiros
socorros e operações de resgate. As empresas poderão disponibilizar as informações no plano de
emergência, conforme NBR/ABNT 15219:2020.

Segue abaixo, planilha GRO_4 IPAR_MP_PE_PGR para a elaboração do passo 6 do GRO/PGR.

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1.5.7 Documentação

[Link] O PGR deve conter, no mínimo, os seguintes documentos:


a) inventário de riscos; e
b) plano de ação.

[Link] Os documentos integrantes do PGR devem ser elaborados sob a responsabilidade da


organização, respeitado o disposto nas demais Normas Regulamentadoras, datados e assinados.

[Link].1 Os documentos integrantes do PGR devem estar sempre disponíveis aos trabalhadores
interessados ou seus representantes e à Inspeção do Trabalho.

PASSO 8 do GRO/PGR!!!

 Elaboração do PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos;

 O que é o PGR? Como já informado no início desse e-book, o PGR é um


dos elementos do GRO!!! É um programa, que, a critério da organização deve ser
implementado por unidade operacional, setor ou atividade e deve contemplar
ou estar integrado com planos, programas e outros documentos previstos na
legislação de segurança e saúde no trabalho. O PGR pode ser desenvolvido em
qualquer formato!!! Impresso no Word ou Excel!!! Apenas planilha no Excel!!! Em
software!!! Não existe modelo ou formato definido pela NR. No entanto, mínimo,
devem ser atendidas as exigências dos itens a seguir. Vamos conferir!!!

[Link] Inventário de riscos ocupacionais

[Link].1 Os dados da identificação dos perigos e das avaliações dos riscos ocupacionais devem ser
consolidados em um inventário de riscos ocupacionais.

Esse é o PASSO 9 do GRO/PGR!!!

 Elaboração do Inventário de Riscos Ocupacionais;

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 Comentário: Muitas dúvidas quanto a interpretação deste item!!!


 São necessárias duas planilhas? Não!!! A base do inventário é a planilha de IDENTIFICAÇÃO DOS
PERIGOS E AVALIAÇÃO DOS RISCOS OCUPACIONAIS, confome Passo 5 do GRO/PGR, adicionando as
informações conforme apresentado no item abaixo.

[Link].2 O Inventário de Riscos Ocupacionais deve contemplar, no mínimo, as seguintes informações:


a) caracterização dos processos e ambientes de trabalho;
b) caracterização das atividades;
c) descrição de perigos e de possíveis lesões ou agravos à saúde dos trabalhadores, com a identificação
das fontes ou circunstâncias, descrição de riscos gerados pelos perigos, com a indicação dos grupos de
trabalhadores sujeitos a esses riscos, e descrição de medidas de prevenção implementadas;
d) dados da análise preliminar ou do monitoramento das exposições a agentes físicos, químicos e
biológicos e os resultados da avaliação de ergonomia nos termos da NR-17.
e) avaliação dos riscos, incluindo a classificação para fins de elaboração do plano de ação; e
f) critérios adotados para avaliação dos riscos e tomada de decisão.

Segue exemplo de planilha GRO_4 IPAR_PE_PGR (Template MENU Principal)

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Segue planilha GRO_4 IPAR_PE_PGR (Template Caracterização do Processo e Ambiente de Trabalho)

Segue planilha GRO_4 IPAR_PE_PGR (Template Caracterização das Atividades)

Segue planilha GRO_4 IPAR_PE_PGR (Template Monitoramento das Exposições a Agentes Físicos,
Químicos e Biológicos)

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Segue planilha GRO_4 IPAR_PE_PGR (Template Resultado das Avaliações Ergonômicas)

Segue planilha GRO_4 IPAR_PE_PGR (Template Critérios para Avaliação de Risco


e Tomada de Decisão)

Segue planilha GRO_4 IPAR_PE_PGR (Template Plano de Ação do PGR)

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Estrutura do GRO/PGR finalizada!!! Esse é o PASSO 10!!!

 Elaboração do Plano de Ação das Medidas de Prevenção do PGR;

 Comentário: Esse plano de ação refere-se às medidas previstas que serão implementadas para
o gerenciamento de riscos ocupacionais e que já foram levantadas no PASSO 6 na planilha GRO_4
IPAR_MP_PE_PGR.

[Link].3 O inventário de riscos ocupacionais deve ser mantido atualizado.


 Comentário: Todas as ações de implementação do GRO/PGR, bem como, atualização de
informações deverão ser devidamente registradas.

[Link].3.1 O histórico das atualizações deve ser mantido por um período mínimo de 20 (vinte) anos
ou pelo período estabelecido em normatização específica.

1.5.8 Disposições gerais do gerenciamento de riscos ocupacionais

[Link] Sempre que várias organizações realizem, simultaneamente, atividades no mesmo local de
trabalho devem executar ações integradas para aplicar as medidas de prevenção, visando à proteção
de todos os trabalhadores expostos aos riscos ocupacionais.

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[Link] O PGR da empresa contratante poderá incluir as medidas de prevenção para as empresas
contratadas para prestação de serviços que atuem em suas dependências ou local previamente
convencionado em contrato ou referenciar os programas das contratadas.

[Link] As organizações contratantes devem fornecer às contratadas informações sobre os riscos


ocupacionais sob sua gestão e que possam impactar nas atividades das contratadas.

[Link] As organizações contratadas devem fornecer ao contratante o Inventário de Riscos


Ocupacionais específicos de suas atividades que são realizadas nas dependências da contratante ou
local previamente convencionado em contrato.

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Considerações Finais

Parabéns pela jornada de conhecimento que trilhou até aqui!!!

No entanto, precisamos continuar buscando mais conhecimento sobre o assunto!!! Foi apenas o
começo de uma trilha de aprendizagem que te levará a se tornar um ESPECIALISTA EM GRO/PGR. O
processo ensino-aprendizagem depende da sua atitude!!! De como você escolhe aprender!!! Do
quanto você se compromete nesse processo!!! Avalie a pirâmide da aprendizagem abaixo e comece a
definir como você quer aprender para se tornar uma referência no assunto.

Faça um resumo dos tópicos abordados!!! Leia e utilize os materiais enviados. Exercícios são
fundamentais!!! Compartilhe o conhecimento com outras pessoas. Ensine!!! Quanto mais você discutir,
explicar, informar sobre o assunto, mais compreensão e aprendizado obterá. É uma questão de
escolha!!! Escolha ser um especialista em GRO/PGR no Brasil!!!

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Elaborado por: Luciano Alves

DIRETOR/CONSULTOR/FACILITADOR
Engenheiro de Segurança do Trabalho (FIP - Faculdade Integrada de Patos);
Engenheiro Ambiental (FPB – Faculdade Internacional da Paraíba); Formação técnica
na área da Segurança do trabalho, com larga experiência na área industrial
(Coteminas, Grupo Amazonas, Xerium Tecnologies, Cimpor Cimentos do Brasil,
Lafarge Cimentos); Auditor líder de Sistemas de Gestão Integrada (ISO9001 / ISO14001 e OHSAS 18001)
formado pela Word Class Consultoria; Multiplicador no Treinamento SafeStart da Dupont Sustainable
Solutions (Treinamento Avançado de Conscientização de Segurança); Formação no Curso de Bombeiros
Avançado Industrial (CBAI); Instrutor/facilitador de vários treinamentos de Segurança do Trabalho
(Curso da CIPA, NR 10 (Básico e SEP); NR 33 - Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados,
Programa de Controle de Energias Perigosas – PCEP, Segurança nos Trabalhos em Altura, Segurança nos
Trabalhos de Içamento de Cargas, entre outros); Docente de diversas disciplinas do Curso de Pós
Graduação e Técnico de Segurança do Trabalho em instituição de ensino privado; Diretor/Consultor
SSMA – Segurança, Saúde e Meio Ambiente e sócio proprietário da LSA Consultoria e Serviços Ltda.
Contatos: 83 99420 7121
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Common questions

Com tecnologia de IA

Additional compensation should be considered in situations where activities or operations are classified under NR-15 as insalubrious or under NR-16 as hazardous. Companies are required to compile reports substantiating these claims for the purpose of characterizing and justifying hazard pay to affected employees .

The document suggests that companies conduct preliminary hazard assessments before starting new operations or introducing new processes. These assessments should identify potential hazards, describe possible injuries, and determine which worker groups are at risk. This thorough understanding aids in implementing effective risk management strategies from the onset .

For managing severe and imminent risks, the document recommends developing specific procedures that include identifying these risks as reported by workers via dedicated forms. These procedures should integrate mechanisms to promptly address such risks through immediate corrective actions, thereby safeguarding employees from potential harm and ensuring compliance with safety standards .

The process requires a preliminary hazard assessment before new establishments or installations become operational, and for existing activities or when introducing new processes. All potential hazards should be described, their sources identified, and the worker groups exposed determined. The company should then use this data to evaluate the risks associated with each identified hazard, a process facilitated by employing tools like the GRO_4 plan for identifying and assessing risks. The fundamental goal is to clear understand the extent of potential risks and implement effective control measures .

A company might face challenges such as technical infeasibility, budget constraints, and a longer duration for planning and implementing collective measures compared to individual protection. Collective measures can often involve complex logistics requiring stakeholder engagement and infrastructure modification, which may not be immediately feasible without significant resource allocation .

Occupational risks are differentiated based on their potential to cause harm by examining their probability and severity. Crucial factors include the presence of hazardous events, exposure to noxious agents, or work demands. Environmental risks, which include physical, chemical, and biological hazards, are evaluated for their nature, concentration, exposure duration, and potential severity of harm to provide a comprehensive risk profile .

Preventive measures should be validated through a planned follow-up process that involves verifying the execution of planned actions, inspecting workplaces and equipment, and monitoring environmental conditions and harmful exposures. If monitoring indicates the measures are ineffective, they must be corrected accordingly. Keeping accurate records of these measures in plans and safety meetings, like CIPA, helps ensure they are effectively implemented and allows for adjustments based on tracked performance .

The hierarchy of risk control measures should follow this order: firstly, eliminate the risk factors; secondly, mitigate and control risks through collective protection measures; thirdly, use administrative or work organization measures; and lastly, implement individual protective measures as a final line of defense .

The management of occupational risks involves the stepwise process of: 1) identifying non-compliant items in existing regulatory norms (NRs), 2) creating spreadsheets to manage preventive measures, 3) defining a schedule, forms of monitoring, and performance verification, and 4) implementing these elements following a hierarchy of control which prioritizes risk elimination, collective protective measures, administrative controls, and lastly, individual protective measures .

Employees play a crucial role in communicating safety procedures through training and security dialogues, which can be conducted with either paper-based or digital documentation. Such participation ensures that all workers are informed and can actively contribute to identifying risks and applying preventive measures effectively. This involvement helps encode safety protocols into everyday work practices, thereby fostering a culture of safety .

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