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Revista Scriptor 1 Virtual 2010

O documento apresenta uma revista sobre escrita conscienciológica, com artigos discutindo princípios, técnicas e benefícios da escrita no paradigma consciencial. Os artigos abordam tópicos como a história da escrita, tipos de textos, processos autorais e a importância da interassistência entre autor e leitor.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Revista Scriptor 1 Virtual 2010

O documento apresenta uma revista sobre escrita conscienciológica, com artigos discutindo princípios, técnicas e benefícios da escrita no paradigma consciencial. Os artigos abordam tópicos como a história da escrita, tipos de textos, processos autorais e a importância da interassistência entre autor e leitor.
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Editorial

Ano 1 N. 1 2010

A equipe da Uniescon apresenta, com grande satisfação, a primeira edição da Revista


Scriptor à CCCI – Comunidade Conscienciológica Cosmoética Internacional, em 8 artigos,
3 relatos autorais e informações de utilidade aos interessados na temática Escrita Conscienciológica.
A Revista Scriptor pretende ser canal de comunicação autor-autorando com finalidade
tarís­tica de incentivar a grafopensenidade escrita, em inúmeras abordagens, facetas pesquisísticas,
técnicas e variáveis.
O autor Julio Almeida, com o artigo Teática da Escrita Cons­cienciológica, apresenta
prin­cípios teóricos e práticos da escrita conscienciológica, iniciando com breve histórico sobre
a escrita neste planeta e a possibilidade dos intermissivistas terem conhecimento prévio nesta
área. O artigo discorre sobre o acúmulo de experimen­tações evolutivas com potencial para ser
rever­tido em ges­con até a materializa­ção grá­­­fica de verpons. A fim de se evitar perda do megafoco
con­teu­dístico, o autor reforça a im­portância da compreensão das seriéxis e da passado­logia para
qualifi­cação das auto­gescons presentes e futuras.
No artigo Escrita Esclarecedora, a autora Mabel Teles faz breve histórico da escrita; inclui
série de enu­me­rologias com traços, aspectos e efeitos, atributos e recursos de textos esclare­cedores;
rela­ciona tipos de textos antievolutivos e para­patologias grafopensênicas. A autora apresenta,
a título de instrumento para autanálise ao leitor, consciencio­grafograma relacionado à grafofilia
pessoal. A escrita esclarecedora, segundo a autora, envolve a interas­sis­ten­cialidade gráfica, inter­
câmbios multidi­mensionais e ocor­rências parapsíquicas sadias, passíveis de serem vivenciadas pelo
escritor sensitivo.
A autora Luciana Ribeiro, no artigo Escrever no Paradigma Consciencial, transita brevemente
pela história da Ciência até a constituição dos paradigmas. Apresenta panorama sobre diversas
áreas paradig­máticas e, em forma de tabela, estas áreas são especificadas e detalhadas, desde
o Senso Comum, passando pelo Mito, Religião, Arte, Filosofia, Ciência até a Conscienciologia.
Segundo cotejamento de modelos traça tendências e desa­fios para cada perfil paradigmático, a fim
de facilitar a identificação da situação paradigmática pessoal do autorando e o posiciona­mento
perante a adoção do paradigma consciencial na escrita.
Com base na experiência pessoal e ampla referência bibliográfica, a autora Kátia Arakaki,
no artigo Autodesassédio Autoral, expõe detalhadamente sobre processos de autassédios do auto­
rando e oferece propos­tas de soluções práticas a fim de superá-los. São apre­sentados 32 garga­los
comumente vivenciados antes, durante e após a escrita do livro. Cada problema é particulariza­do
com exem­plos, comentários, soluções e prescrições de verbetes da Enciclopédia da Conscien­ciologia
relacionados àquela problemática em si. Problemas e soluções são sintetizados em tabela espe­cífica
para facilitar ao leitor a investigação de casos específicos pessoais, tal qual índice de referência
remissivo.

Salles, Rosemary; Editorial Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-3, 2010 1


Apresentado em forma de enumerologia, a autora Málu Balona, no artigo Benefícios da
Autos­­su­­pera­­ção dos Travões da Escrita, traz condições observadas nos autorandos ini­ciantes na es-
crita cons­­ciencio­ló­gica. Em cada item, é enfatizada a real importância da escrita. Possíveis ações
tera­pêuticas e profiláticas atuam aos moldes de vacinas para garantir o cumpri­mento da progra­
mação existencial com a produção de gestações conscienciais. A es­crita é apresentada como sendo
instrumento de autossu­perações, auto­valo­rizações, autexem­plarismos e testemunho do paravínculo
com a parapro­cedência pessoal.
No artigo Interassistência: Autor-Amparador e Autor-Leitor, os links multidimensionais
desta rela­ção são expostos pela autora Lucy Lutfi. Fenômenos parapsíquicos presentes na escri-
ta esclare­cedora facilitam esta interação e otimizam o autor ao acesso de neoverpons. Segundo
a autora, a eficácia da relação conviviológica entre amparador-autor é refletida na relação autor--
-leitor, se a intenção for altruísta. Sob o tri­nô­mio acolhimento-orientação-encaminhamento,
a escrita consciencioló­gica rever­bera positiva­mente no leitor e este pode apontar hete­ro­críticas
e sugestões de utilidade para o autor, efetivando a interassistência leitor-autor.
No artigo Escrita Conscienciológica e Reciclagem Intraconsciencial, esta autora, Rosemary
Salles, faz abordagem introdutória sobre mudanças biológicas, humanas e planetárias antes e após
o surgi­mento da comunicação gráfica; define e ressalta a importância, em especial aos intermissi­
vistas, de se deixar algo registrado nesta dimensão pelas responsabilidades assu­midas preterita­
mente. As recins são expostas como sendo inerentes e presentes no autorado conscienciológico
e são apresentadas situações geradoras de crises de crescimento com possíveis maneiras de su­pe­rar
obstáculos intraconscienciais no processo da escrita antes, durante e após a publicação.
A autora Dulce Daou propõe o adendo parafenomenológico posterior à publica­ção
de livro conscienciológico no artigo Paraposfácio: Tares Autoconscienciográfica. O paraposfácio
apro­xima o autor da paraprocedência e promove subsídios para o autorrevezamento lúcido.
É apresentada caracterologia com facetas da ocor­rência do paraposfácio e enumerologia com exem­
plos de momentos da ocorrência de vinculação entre o objeto da tares e a busca pela autorrecupe­
ração de cons por parte do autor. Também são propostas interrelações da escrita com a qualificação
cons­cien­ciográfica.
Na segunda parte da Scriptor, 3 ricas experiências pessoais são compar­tilhadas pelos autores.
O autor Jean-Pierre Bastiou brinda os leitores com analogias ao se reportar às contas
em um tabuleiro, no relato autoral Importância da Autobiografia. Para se formar um colar, as-
sim como ocorre com a escrita de livro autobiográfico, é necessária a seleção ou o descarte de
experiên­cias. Há a necessidade de se tomar a decisão mais acertada quanto às palavras capazes
de expri­mir o real significado da intenção autoral, evitando engano ao leitor ou a si mesmo. O
autor relata experiência pes­soal com a escrita do pri­meiro livro conscienciológico e enfa­tiza sobre
a teá­tica e a verbação do autor-professor.
A partir de contribuição teática, a autora Dalva Morem concede ao leitor o relato autoral
A Escrita Grafada é para Sempre. Numa referência ao título de seu livro, a autora convida a todos
para deixar grafopensenes nesta dimen­são. Há o encora­ja­mento para a manu­tenção da decisão
firme de se publicar obra conscienciológica. Facilidades tecno­ló­gicas e pesqui­sísticas presentes na
era atual são instrumentos otimi­zadores à assistência inter­consciencial quanto ao autoconheci­
mento e ao conhecimento da Ciência Cons­cienciologia, segundo a autora, oportunidades a serem
aproveitadas e retribuídas em forma de gescon escrita.

2 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-3, 2010 Salles, Rosemary; Editorial


Finalizando esta Revista de modo singular, a autora Silda Dries fornece ao leitor a impor­
tante expe­­riência com a escrita de livro conscienciológico. O relato autoral Enfrentan­do o Desafio
de Escrever é exemplo de autossuperação a partir da autoconscientização e desenvolvimento de
habi­lida­des pes­­soais não identificadas e pouco valorizadas. No texto, torna-se explícita a per­sis­
tência da autora, a seriedade para enfrentar tarefa desa­fiadora e a con­­quista da autorganização
e consolidação da rotina útil de escrita, gerando publicação de gescon. Estes são trafores a serem
obser­vados e imple­mentados pelos autorandos da CCCI.
Tabela explicativa sobre Instituições Conscienciocêntricas e atividades desenvolvidas é apre­­­
sentada para servir de orientação aos autorandos. A eles também está direcionada relação de sites
de busca facilitadores para pesquisas webgráficas.
Extensa enumeração de verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia pretende oferecer visão
de conjunto das neoverpons de temas correlatos à Conscienciografologia e indicações de obras
citadas em Tertúlias Conscienciológicas propor­cionam exemplarismos grafopensênicos.
Eis o convite aos leitores para apreciar diferentes abordagens sobre a Escrita Cons­cienciológica.
Esta editora sente-se presenteada pela oportunidade de colaborar para o legado grafopen­
sênico deixado nesta dimensão intrafísica, como sendo canal de comunicação relevante para
o desenvol­vi­mento da Ciência Conscienciologia e dos conscienciólogos em geral.
A Uniescon agradece aos colaboradores desta gescon e convida você, leitor(a) ou auto­
rando(a) à análise crítica e apresentação de sugestões pelo e-mail: uniescon@[Link].

Rosemary Salles
Editora da Revista Scriptor
Ano 1 N. 1 2010

Salles, Rosemary; Editorial Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-3, 2010 3


Teática da Escrita Conscienciológica

Julio Almeida

Palavras. Neste planeta, somente o animal humano articula com sapiência as palavras,
sejam elas escritas ou faladas.
Expressão. A necessidade de o ser humano se expressar graficamente é anterior a 18000
a.e.c., através da comunicação pictográfica ou pinturas rupestres das cavernas.
Escrita. Já o surgimento da escrita ocorreu por volta de 3000 a.e.c. com os hieróglifos no
Egito, ou até mesmo antes, na China.
Intermissivistas. Portanto, o ato de escrever não pode ser considerado novidade entre os
intermissivistas, certamente retrautores em diferentes culturas, idiomas e contextos sociais, noutros
momentos evolutivos.
Versão. O intermissivista vive, hoje, a melhor versão de si mesmo em relação ao nível de
autoconsciência evolutiva. Porém, não acertou sempre, nem chegou sozinho neste patamar.
Livro. Neste sentido, o livro é o somatório da autolucidez com a vontade sincera de ajudar,
retificando-se e, sobretudo, retribuindo à vida.

Teáticas. Pela ótica da Grafopensenologia, eis, na ordem alfabética dos assuntos, pelo menos
50 princípios teóricos e práticos da escrita conscienciológica a quem objetiva, no atual momento,
concretizar e qualificar as gestações conscienciais evolutivas:
01. Acúmulo. As experimentações evolutivas, reflexões e pesquisas, revertidas em gescons,
são para a vida toda da conscin interessada na ampliação da própria holomaturidade. É o acúmulo
do saber prioritário.
02. Alcance. A abrangência generalista (multidisciplinar) na abordagem aos assuntos ten-
de a ampliar o alcance interassistencial do livro no universo intraconsciencial do leitor. O tema
central é a evolução; o público-alvo, o Cosmos.
03. Amparo. A gescon intelectual é o livro-amparador criado para si e demais consciências.
04. Aproveitamento. Apenas duas horas de trabalho intelectual pode ajudar a esclarecer
muitas consciências. Há vidas inteiras desperdiçadas devido ao restringimento materialista (Eletro­
nótica). Aqui entra o nível de Inteligência Evolutiva (IE) nas prioridades pessoais dando sentido
à própria vida.
05. Argumentos. O Cosmos é fonte inesgotável de ideias evolutivas. O autodiscernimento
da consciência se encarrega de selecioná-las a fim de aplicá-las e, como efeito, retransmiti-las por
meio das energias, dos atos e das palavras (Exemplarismo).
06. Assistência. Produzir o livro de Conscienciologia é dar destino útil aos resultados das
autopesquisas, o ato de partilhar as aprendizagens pessoais sobre a evolução. Ajuda a promover as

4 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 4-9, 2010 Almeida, Julio; Teática da Escrita Conscienciológica
interlibertações conscienciais quando atinge o mentalsoma do interlocutor e o ajuda a alcançar
melhores condições de autolucidez.
07. Atração. Os atos interassistenciais de qualquer natureza – firmados na boa intenção,
boa vontade e autodiscernimento – sempre ajudam no aprimoramento do parapsiquismo. Fun­
cio­nam qual agente atrator dos amparadores extrafísicos de função. Na escrita, o rapport é men­
tal­somático entre a conscin autora e a consciex inspiradora.
08. Autocrítica. Na visão da maioria dos autores, homens ou mulheres, as próprias ideias
geralmente evoluem para melhor. Contudo, isso nem sempre é a realidade. Importa manter
a auto­crítica baseada nos fatos e parafatos. O objetivo é não regredir da abordagem científica mais
lúcida e racional para o pensamento primário, artístico, anacrônico ou sectário (dogmatismo).
09. Autorganização. A autorganização na escrita é, antes de tudo, condição mental. En­volve
o texto em si e a infraestrutura de trabalho, ambos refletindo-se mutuamente. Os autopen­senes
desorganizados refletirão na vida e, obviamente, no confor do texto.
10. Calma. O ato de escrever é prazeroso. Contudo, não depende da atuação vigorosa
do cerebelo nem das intensas descargas de adrenalina no sangue. Quanto mais tranquila estiver
a conscin, melhor. Assim, sobrevém a racionalidade do mentalsoma e o parapsiquismo por intermé­
dio da passividade intelectual ativa.
11. Completude. Acumular anotações, referências ou fontes de pesquisa ao longo da vida
é essencial. Contudo, chega o momento determinante quando o autor, homem ou mulher, precisa
assumir e enfrentar a produção da gescon, priorizando-a com afinco a fim de completá-la.
12. Contatos. O livro conscienciológico publicado expande os contatos interconscien-
ciais evolutivos. A assistência torna-se o eixo de ligação entre as conscins e a verpon o alicerce dos
conheci­­mentos libertários.
13. Conteúdo. A interassistência através da escrita significa doação. Não somente de ideias,
mas também dos melhores valores da autopensenidade.
14. Convívio. Mesmo com a ampla assistência promovida pela gescon, a escrita não
subs­­titui a convivência interconsciencial direta. Ninguém evolui à distância do saber e das outras
cons­­­ciên­cias.
15. Criatividade. A autocriatividade pode ser espontânea, fruto da inspiração ou do apa­
rente acaso. Pode também ser técnica, fruto da transpiração, da pesquisa, do parapsiquismo lúcido
ou da exaustividade mentalsomática.
16. Descoincidência. O trabalho intelectual, criativo e lógico, aliado à autoconsciência
multi­dimensional, permite a descoincidência do paracérebro através da abertura dos chacras mais
evoluídos da consciência, ou seja, a ativação corono-frontochacral.
17. Dicionário. A ampliação do dicionário cerebral dinamiza a compreensão das realida­
des e pararrealidades do Cosmos, qualificando o parapsiquismo da conscin receptora/emissora
das verpons esclarecedoras.
18. Egoísmo. Pouco adiantam as ideias mais elaboradas e complexas destinadas a favorecer
unicamente ao egoísmo gigantesco do mundinho pessoal.
19. Fixação. O livro de Conscienciologia não impõe verdades absolutas. No entanto,
o con­teúdo libertário da gescon se eterniza na intraconsciencialidade dos leitores.

Almeida, Julio; Teática da Escrita Conscienciológica Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 4-9, 2010 5
20. Futuro. Pensar grande faz ver mais longe. A gescon possibilita a continuidade de tra-
balhos para o futuro da atual vida, da próxima intermissão e das vidas subsequentes, através do
autorrevezamento multexistencial.
21. Gescons. Ninguém perde por libertar a mente dos baratropensenes. Pensar sobre
a consciência, a Cosmoética, a multidimensionalidade, a interassistência e a evolução é o requisito
das gescons e o meio para a composição do autoideário evolutivo.
22. Humanidade. Os símbolos gráficos restringem o pensamento mas, paradoxalmente,
o libertam quando conduzido à humanidade, por exemplo, por intermédio do livro. O compléxis
das técnicas evolutivas é transformarem-se em atos.
23. Individual. A escrita conscienciológica é geralmente praticada estando o autor sozi-
nho na dimensão intrafísica, sem plateias humanas. Esse é o motivo pelo qual a escrita é muitas
vezes desprezada, inclusive de modo inconsciente, pelas conscins carentes e imaturas. No entanto,
extra­fisicamente, existe sempre a companhia das consciexes.
24. Iniciativa. A iniciativa do ato de escrever para ajudar, seja parágrafo simples ou
a digi­­tação no computador, já pode, por si só, desencadear uma série de repercussões energéticas
sadias.
25. Inspirações. Será mais difícil alcançar as inspirações evoluídas sem o investimento
no parapsiquismo ou quando não se mantiver o hábito de anotar as ideias pessoais. O ideal é as
neoverpons não ressomarem e dessomarem na mesma conscin receptora.
26. Intencionalidade. Em meio aos apelos mercantilistas e à tentação dos 3 Pês – poder,
posição e prestígio –, importa ao escritor lúcido, homem ou mulher, assentar e sustentar o apro­
fundamento cosmoético da intencionalidade pessoal na composição das próprias obras.
27. Leitores. Os feedbacks dos leitores também fazem parte da pesquisa. O autor inteli­
gente, homem ou mulher, nunca os despreza, embora jamais os supervalorize.
28. Meio. A escrita é o instrumento de comunicação, a ferramenta para transmissão de
informações ou o meio interassistencial do esclarecimento. Não o fim em si.
29. Momentos. Importa refletir sobre o seguinte fato: o livro de Conscienciologia não
é indispensável em todas as ocasiões da vida, mas é de particular relevância nos momentos da
reciclagem intraconsciencial – a prioridade evolutiva de cada dia.
30. Ortopensenes. A gescon traz o leitor ou a leitora para dentro do mundo mental do
autor, homem ou mulher. Façamos as boas-vindas com os ortopensenes.
31. Panaceia. Escrever ou ler, por si só, não faz ninguém evoluir, não é panaceia. Há livros
de megassediadores. A dependência química (toxicomania) atinge até nobelistas da literatura.
32. Parapsiquismo. O hábito da escrita, especialmente quando teática e evolutiva, ou
o registro das pesquisas pessoais na composição das autogescons, é ferramenta útil no desenvol­
vimento do parapsiquismo.
33. Partilha. A gescon é a partilha do saber evolutivo, a superação do egoísmo intelectual.
Desvalorizá-la é ignorância, inexperiência e falta de evolução.
34. Perseguição. Hoje, com a maior liberdade de expressão, podemos falar aos quatro
ventos sobre as realidades multidimensionais e multexistenciais da consciência sem ninguém ser
condenado à fogueira por isso, por intermédio dos patrulhamentos e perseguições ideológicas.
Esta condição indica nossa responsabilidade.

6 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 4-9, 2010 Almeida, Julio; Teática da Escrita Conscienciológica
35. Pesquisas. A auto e heteropesquisa não é a permanente busca pelo ruim. Pouco adianta
conhecer todo o complexo nosográfico pessoal e os mata-burros da vida humana sem, no entanto,
enxergar as próprias virtudes e estabelecer as metas evolutivas da existência. Neste último, nin-
guém perde por incluir a produção da obra-prima ou megagescon, não raro delineada no Curso
Intermissivo (CI) pessoal recente.
36. Prazo. Os efeitos evolutivos da gescon surgem a médio e longo prazos. Não são ime­
diatistas como tendem a ser os interesses da vida humana moderna e superficial.
37. Prioridade. O ato de escrever pode ser, mesmo por alguns instantes, a prioridade maior,
principal, insubstituível, dentre as inúmeras outras exigências evolutivas da proéxis, no esforço ou
tentativa de aplicação imediata do megatrafor mentalsomático a favor das outras cons­ciências.
38. Proéxis. Errado não é escrever demais, e sim deixar de lado as demais responsabilidades
da proéxis, incluindo a Conviviologia e as bases intrafísicas da sobrevivência humana.
39. Qualificação. Os meios de comunicação vão se tornar a cada dia mais sofisticados,
inevitavelmente. A qualidade do conteúdo das mensagens transmitidas, no entanto, é o mais im­
por­tante. Isso é preponderante sobretudo na produção das obras pessoais.
40. Recin. A escrita do livro de Conscienciologia é mais difícil que a do livro convencio­nal
porque exige mais reflexão e contínuas reciclagens intraconscienciais auto e heterodesasse­diadoras.
41. Retribuição. Ser autor da Conscienciologia é levar às próximas gerações os conheci­
mentos evolutivos que um dia chegaram a nós. É ajudar por muito tempo como fomos ajudados
por algum momento.
42. Reurbanizações. O livro conscienciológico sempre colabora com a receptiva intrafí-
sica das reurbanizações extrafísicas, promovendo a melhoria dos ambientes humanos através do
aumento da lucidez multidimensional e cosmoética das conscins (Cons).
43. Reverberação. Assim como a tenepes não é somente exteriorização de energias, escrever
sobre a consciência, a interassistência, a cosmoética e a evolução vai além da escrita em si. Inicia
bem antes e termina muito depois. É ato holossomático, multidimensional e multexistencial, com
reverberações imensuráveis.
44. Revisão. A gescon realizada na vida atual é a oportunidade de explicitar o neoideário da
consciência renovada, mais lúcida e madura, retificando as abordagens equivocadas dos próprios
retroideários ultrapassados.
45. Satisfação. Pouco adiantam as ideias pessoais mais evoluídas teoricamente, contudo
assentadas numa vida ansiosa, desequilibrada, imatura ou melancólica do autor, homem ou mu-
lher. Se apenas a escrita traz satisfação, provavelmente exista algo muito ectópico na condução da
vida do indivíduo.
46. Seleção. O Cosmos é fonte ilimitada de argumentos. O autodiscernimento da cons­
ciência se encarrega de selecioná-los e adotar os mais lógicos e cosmoéticos na sustentação das
próprias ideias.
47. Trafores. Há trafores evolutivos invisíveis aos olhos públicos. Jamais receberão aplausos
das conscins. A teática inicia pelos autopensenes capazes de embasar cosmoeticamente as obras
pessoais escritas.

Almeida, Julio; Teática da Escrita Conscienciológica Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 4-9, 2010 7
48. Valor. A importância atribuída à gescon é condição determinante da automotivação
para o continuísmo na prática da escrita. Não escrever o que aprende é egoísmo, preguiça mental
e esterilidade autopensênica.
49. Veículo. A gescon intelectual é a atuação da consciência além dela própria, espécie de
quinto veículo de manifestação da conscin. É o livro trabalhando por si em prol do escla­reci­mento
e da assistência, independente da ação direta do próprio autor.
50. Verpon. A verpon nasce da necessidade evolutiva; forma-se na autopensenidade das
consciências; valida-se na vivência ou prática diuturna; materializa-se no registro gráfico; multi-
plica--se na partilha do saber; e qualifica-se nas reciclagens da evolução consciencial.

Mensagem. Apoiado na Interassistenciologia, a pessoa pode olhar para a própria obra (ges­
con) e menosprezá-la por erros secundários, por exemplo, no âmbito da forma. No entanto, o
mais relevante é não perder o megafoco da mensagem presente no conteúdo, fazendo prevalecer as
prioridades evolutivas, cosmoéticas e interassistenciais menos impermanentes.

A seriéxis é fator a ser considerado na


teática da escrita conscienciológica a fim
de não desprezar o passado, qualificando
o presente-futuro das autogescons magnas.

Questionologia. Você já refletiu sobre o ato holossomático, multidimensional e intercons­


ciencial da escrita? Para você, escrever é fardo pesado ou fonte sadia de satisfação interassistencial?

Referências:
01. Almeida, Julio; Auto-ideário Conscienciológico; Revista Conscientia; Vol. 11; Suple­mento
2; Edi­­ção Especial; I Congresso Internacional de Verponologia; Editora CEAEC; Jul., 2007; páginas 82 a 87.
02. Azevedo, Solange; Escrevo para me Sentir Viva; Época; Revista; Semanário; N. 547; Seção: Saúde
& Bem Estar; 4 fotos; 6 ilus.; citações; São Paulo, SP; 10.11.08.
03. Costa, Mariana Timóteo da; “Escrevo para me Entender Melhor”, diz Chico Buarque; BBC-
[Link]; Website; Reporter BBC; 2 fotos; 03.09.2004; [Link]
story/2004/09/040903_chico2mtc.shtml.
04. Daou, Dulce; Autoconsciência e Multidimensionalidade; pref. Tania Guimarães; revisores Ana Flávia
Magalhães Pinto; et al; 282 p.; 33 caps.; biografias; citações; endereços; estatísticas; 92 enus; micro­biografias;
siglas; tabs.; 18 websites; glos. 171 termos; 174 refs.; alf.; ono; 21 x 14 cm; br.; Associação Inter­na­cional Editares;
Foz do Iguaçu, PR; Brasil; 2005; páginas 17, 42, 78, 83 e 168.
05. Ferreiro, Emilia; Passado e Presente dos Verbos Ler e Escrever; trad. Claudia Berliner; Coleção
Ques­tões da Nossa Época; 92 p.; 3 caps.; Vol. 95; Cortez Editora; São Paulo, SP; 2002; páginas 12 a 24.
06. Garcia, Regina Leite; et al; Para Quem pesquisamos, Para Quem escrevemos: O Impasse dos Inte­­
lectuais; Coleção Questões da Nossa Época; 120 p.; 5 caps.; Vol. 88; Cortez Editora; São Paulo, SP; 2001;
páginas 48 a 90.

8 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 4-9, 2010 Almeida, Julio; Teática da Escrita Conscienciológica
07. Graieb, Carlos; Até parece Fácil; Veja; Revista; Semanário; Ed. 1.581; Ano 32; N. 3; Seção: Livros;
4 ilus.; citações; São Paulo, SP; 20.01.99; páginas 118 e 119.
08. IstoÉ; Redação; Escrita Terapêutica; Revista; Semanário; N. 1.718; Seção: Viva Bem; 1 foto; São
Paulo, SP; 04.09.02; página 71.
09. Lima, João Gabriel de; Falar e Escrever, Eis a Questão; Veja; Revista; Semanário; Ano 34; N. 44;
Ed. 1.726; Seção: Cultura; 5 ilus.; 2 fotos; citações; 2 tabs.; 3 enus.; 1 teste; São Paulo, SP; 07.11.01; pági­nas
104 a 112.
10. Nonato, Alexandre; A Importância de Escrever; Artigo; Bipro; Boletim; Quadrimestral; Vol.
5; N. 11; Seção: Artigo; Porto Alegre, RS; 11.04.98; páginas 3 e 4.
11. Scliar, Moacyr; A Incurável “Doença” da Escrita; Mente&Cérebro; Revista; Ano XVI; N. 189;
Seção: Literatura; 1 ilus.; São Paulo, SP; Outubro, 2008; página 82.
12. Vieira, Waldo; 200 Teáticas da Conscienciologia; 260 p.; 200 caps.; 13 refs.; alf.; 21 x 14 cm; br.;
Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ; 1997; página 22.
13. Idem; Enciclopédia da Conscienciologia Eletrônica; CD-ROM 1.000 verbetes; 3.792 p.; 178 espe-
cialidades; 4ª Ed.; Associação Internacional Editares, Associação Internacional de Comunicação Cons­cien­ciológica
(COMUNICONS) & Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz
do Iguaçu, PR; 2008.
14. Idem; Manual de Redação da Conscienciologia; 272 p.; 152 abrevs.; 274 estran­gei­rismos; glos. 300
termos; 28 x 21 cm; br.; 2ª Ed. revisada; Associação Internacional do Centro de Altos Estu­dos da Conscienciologia
(CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; 2002; página 13, 59, 61, 63, 90, 97, 103, 131, 136, 140, 156, 193 e 204.
15. Wapner, Jessica; Quando o Remédio é Escrever; Mente&Cérebro; Revista; Ed. 192; 1 foto; São
Paulo, SP; Janeiro, 2009.

Julio Almeida é acadêmico de Psicologia. Autor do livro Qualificações da Consciência aos 26 anos de
idade e de artigos científicos publicados no Brasil e no Exterior. Pesquisador da Conscien­ciologia
desde 1997. Palestrante do V Fórum Social Mundial. Voluntário da Uniescon.
E-mail: julioalmeid@[Link]

Almeida, Julio; Teática da Escrita Conscienciológica Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 4-9, 2010 9
Escrita Esclarecedora

Mabel Teles

Definição. A escrita esclarecedora é o ato ou o efeito de representar por meio de caracteres


gráficos ideias, posicionamentos, questionamentos, hipóteses e informações prioritárias e elu­ci­
dativas à evolução de todos.
Etimologia. O termo escrita vem do idioma Latim, scribere, “traçar caracteres; fazer letras;
escrever”. Surgiu no Século XVIII. O termo claro deriva também do idioma Latim, clarus, “lumi­
noso; brilhante; iluminado”. Apareceu no Século XIII. Os vocábulos esclarecedor e escla­recimento
surgiram no Século XV.

Sinonímia: 1. Grafopensene elucidativo. 2. Escrita tarística.


Antonímia: 1. Discurso esclarecedor. 2. Aula elucidativa. 3. Escrita consoladora.

Simbolismo. A história da escrita é, em essência, longa tentativa humana para desenvolver


simbolismo gráfico capaz de perpetuar o conhecimento.
Alternativas. A escrita se desenvolveu de modo independente em várias regiões do planeta,
incluindo o Oriente Médio, a China, a América Central, o vale do rio Indo (atual Paquistão)
e a bacia oriental do mar Mediterrâneo. A escrita mais antiga é a cuneiforme, criada há cerca de
6 milênios, pelos sumérios, oriundos da Mesopotâmia.
Autonomia. Segundo alguns pesquisadores linguísticos, os sistemas de escrita desen­vol­
veram-se de modo autônomo, sem sofrer influências mútuas. De acordo com esta teoria, não
houve exatamente evolução de determinado sistema para outro, e sim evolução dentro de cada
sistema (V. Martins, Wilson; A Palavra Escrita; São Paulo; 2002; p. 35).
Letra. A invenção do alfabeto foi avanço extraordinário em termos comunicacionais,
faci­litando a criação de linguagem ágil, flexível e versátil para a expressão do pensamento.
A cria­­­­­­ção da letra facultou ao homem a possibilidade de criar sílabas e, consequentemente novas
palavras, segundo a necessidade de manifestação do próprio pensamento.
Fixação. Pela Grafopensenologia, a escrita é instrumento de comunicação eficiente para
transmitir e fixar a pensenidade.
Prioridade. Em geral, pensamos mais que falamos, e falamos mais que escrevemos.
A prio­­­ridade comunicacional aponta o desafio de minimizarmos o gap entre as ideias advindas
do para­cérebro e o registro das mesmas, de modo a perpetuarmos a informação esclarecedora.
(V. Vieira, Waldo; Enciclopédia da Conscienciologia; verbete Prioridade da Escrita; 2008).
Texto. O texto esclarecedor é fruto da escrita tarística e constitui-se de conjunto de argu­
mentos grafados pelo escritor capaz de advertir, criticar, elucidar, explicitar e informar ideias,
constructos, técnicas e procedimentos afins ao curso da evolução.

10 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 10-15, 2010 Teles, Mabel; Escrita Esclarecedora
Traços. Conforme a Caracterologia, eis, por exemplo, enumerados na ordem alfabética do
tema, 22 traços, aspectos ou efeitos do texto esclarecedor:
01. Alerta. Alerta quanto aos perigos e reveses da vida.
02. Caminhos. Abre novos caminhos.
03. Consciência. Expõe a realidade consciencial.
04. Cosmoética. Exalta princípios cosmoéticos.
05. Crítica. Critica as patologias e os regressismos evolutivos, apresentando soluções.
06. Desassédio. Contribui com o auto e o heterodesassédio.
07. Fatuística. Esclarece expondo os fatos e os parafatos.
08. Informação. Informa sem querer convencer.
09. Motivação. Incentiva a automotivação dos leitores.
10. Neofilia. Gera leitores neofílicos.
11. Neossinapses. Estimula o desenvolvimento de neossinapses.
12. Profilaxia. Indica técnicas profiláticas às patologias e vicissitudes da vida humana.
13. Questionamento. Questiona, de modo sadio, o saber existente.
14. Racional. Exalta a racionalidade e o autodiscernimento.
15. Reciclagem. Provoca reciclagens existenciais (recéxis) e intraconscienciais (recins).
16. Reflexão. Leva o leitor à reflexão.
17. Renovação. Renova o saber existente.
18. Rumos. Indica rumos prioritários.
19. Técnicas. Apresenta técnicas de superação das mazelas conscienciais.
20. Terapia. Fortalece pessoa enferma (biblioterapia).
21. Universalismo. Respeita divergências, sem acumpliciamentos indesejáveis.
22. Verpons. Propõe verdades relativas de ponta.

Recursos. Escrever texto esclarecedor requer a conjugação de atributos e recursos diversi­


ficados, de modo a qualificar o confor da obra em questão.

Aspectos. Eis, a título de análise e estudo, 10 aspectos úteis a serem considerados na ela­
boração do texto tarístico:
01. Ambiente: o local apropriado para leitura, captação de ideias e registro; o conceptáculo
intelectivo; o Verponarium.
02. Anotações: o hábito de registrar toda ideia útil; o antidesperdício cognitivo.
03. Arquivologia: a biblioteca pessoal; o acúmulo de dados proveitosos.
04. Autorganização: a autodisciplina; o continuísmo consciencial; a higiene mental.
05. Bagagem: o nível da bagagem evolutiva pessoal; a Experimentologia.
06. Cultura: a cultura especializada; a cultura generalista; a cultura acadêmica.
07. Leitura: a leitura heterocrítica e cosmoética; a busca inteligente; o ato de saber pinçar
ideias.
08. Parapsiquismo: a captação de insights extrafísicos; a interação amparador-amparando.

Teles, Mabel; Escrita Esclarecedora Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 10-15, 2010 11
09. Reflexão: o recolhimento íntimo; a autorreflexão.
10. Retilinearidade: a retilinearidade pensênica; a objetividade e clareza nas argumen­tações.

Conteúdo. Do ponto de vista da Paraprofilaxia, nenhum escritor perde ao evitar publicar


textos com conteúdo antievolutivos, capazes de macular a ficha holobiográfica do autor a partir
das assinaturas pensênicas negativas, iguais a, por exemplo, os 10 tipos enumerados na ordem
alfa­bética do tema:
01. Desinformação. O texto com informações equivocadas, imprecisas e vagas, capaz de
gerar a desinformação.
02. Dogmático. O texto peremptório, sentencioso e doutoral.
03. Emotivo. O texto excessivamente emocional, do tipo desabafo, expondo mágoas
e fra­­cassos do escritor, sem, no entanto, explicitar aspectos profiláticos e de autossuperação.
04. Hipercrítico. O texto hipercrítico, sem ponderação, equanimidade e benevolência nas
análises.
05. Nosográfico. O texto com conteúdo apologético à nosologia e às imaturidades da
vida humana (V. Aquio, Ruth; O Elogio da Preguiça – Psicanalista se torna Best-seller ao fazer
a Defesa do Boicote ao Trabalho; Época; São Paulo, SP; 15.01.07; páginas 76 e 77).
06. Oportunista. O texto oportunista, no qual o autor revela os trafares ou malogros de
terceiros em benefício próprio.
07. Persuasivo. O texto com predomínio da persuasão e o interesse em convencer.
08. Pessimista. O texto pessimista capaz de contagiar negativamente os leitores através do
holopensene sinistro e catastrófico.
09. Sarcástico. O texto com ironia cáustica, capaz de alfinetar com malevolência o objeto
de discurso.
10. Vingativo. O texto vingativo e justiceiro, com holopensene belicoso e contrário
à con­vivialidade sadia.

Grafofilia. A grafofilia é a inclinação ou a autopredisposição para o registro gráfico, carac­


terizando o autopensene grafogênico.
Desenvolvimento. O nível de grafofilia varia de consciência para consciência. Contudo,
pode ser desenvolvido por qualquer conscin sadia e alfabetizada, predisposta a burilar a qualidade
e a abrangência do registro gráfico pessoal (comunicabilidade). Tudo é questão de autodisciplina,
perseverança e esforço pessoal.
Omissão. Observando a Proexologia, a omissão deficitária de quem sabe escrever bem,
e não produz nenhuma gestação consciencial gráfica em favor de outras consciências, é peso
holocármico significativo, acarretando, em certos casos, a melex ou melancolia extrafísica pós-
-dessomática.
Interassistência. Nos estudos da Intermissiologia, pode-se cogitar a relevância da interassis­
tência gráfica (escrita) nas cláusulas proexológicas da maioria dos intermissivistas engajados em
maxiproéxis grupais, com predomínio na tarefa do esclarecimento.

12 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 10-15, 2010 Teles, Mabel; Escrita Esclarecedora
Agente. O autor de obras libertárias torna-se naturalmente agente retrocognitor de outras
cons­ciências intermissivistas e minipeça assistencial engajada na fixação de verpons na dimensão
intrafísica.

Questionamento. Pela Conscienciometria, eis a título de análise e estudo, por exemplo,


9 variáveis úteis à pesquisa do nível de grafofilia pessoal, enumeradas na ordem alfabética do tema:
1. Assistencialidade. Como reage você diante da condição de consciência interassistencial
cognitiva? Qual a sua predisposição em doar conhecimento?
2. Automotivação. Em uma escala de 1 a 5, qual o seu nível de automotivação frente ao
desafio da gestação consciencial escrita?
3. Desrepressão. Qual o grau de seu destemor e desrepressão perante os próprios pensa­
mentos? Você apresenta neofilia para enfrentar associações de ideias mais complexas?
4. Grafometria. Qual o valor e alcance dos seus registros gráficos?
5. Heterocrítica. Como convive com as heterocríticas recebidas?
6. Holopensene. Você criou e mantém holopensene bibliológico pessoal?
7. Psicomotricidade. Qual a excelência de seu domínio da psicomotricidade e impulsos
do subcérebro abdominal?
8. Reeducação. Qual o seu interesse em ser agente catalisador(a) da reeducação conscien­
cial? Qual o papel da escrita neste contexto?
9. Traforismo. Você assume, pacificamente, os seus talentos e sabedoria consciencial?

Amparalidade. No exercício da interassistencialidade gráfica, por exemplo, na elaboração


de artigo ou livro esclarecedor, não raro a assistência extrafísica se faz presente de modo mais
expressivo, no sentido de auxiliar o autor no desenvolvimento da obra em questão.
Evocação. A simples saturação mental da conscin sobre o tema desenvolvido pode evocar
consciexes afins e versadas sobre o mesmo, que encontram no trabalho daquele escritor opor­tu­
nidade de assistência e esclarecimento interdimensional.
Diferenças. No entanto, o nível de abertismo e predisposição ao amparo, assim como
a acuidade e lucidez quanto à assistência recebida difere de escritor para escritor.
Refratário. Há autores ensimesmados, capazes de refratar os intercâmbios multidi­
mensionais.
Desperdício. Há outros com predisposição holopensênica à assistência e interação extra­
física, contudo inscientes quanto à realidade multidimensional, desperdiçando assim as chances
de desfrutar com razoável lucidez a ajuda recebida.
Parapsiquismo. Na análise da Parapercepciologia, o escritor sensitivo ou parapsíquico
é a conscin capaz de vivenciar parapercepções além dos sentidos do corpo físico, incluindo as
parapercepções energéticas e as decorrentes da presença e intercâmbio pensênico junto às cons­
ciexes, entre outras.
Insights. Das ocorrências parapsíquicas sadias mais recorrentes no processo gráfico está
a captação de insights extrafísicos procedentes do amparo de função, ao modo de exopensenes
sadios, capazes, por exemplo, de deflagrar no autor neorraciocínios e neoabordagens sobre
o tema estudado, ou mesmo esclarecer pontos obscuros do mesmo.

Teles, Mabel; Escrita Esclarecedora Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 10-15, 2010 13
Telepatia. Há também o caso da recepção telepática de informações, quando o escritor
sen­sitivo capta sentenças inteiras, ao modo de ditado extrafísico, permanecendo na vigília física
ordinária, com leve descoincidência dos veículos de manifestação.
Psicografia. Já a psicografia se dá a partir do transe mediúnico da conscin, quando esta
per­mite que a consciex se aproprie do sistema nervoso, em especial, dos mecanismos da escrita.
Enrijecimento. Uma vez instalado o transe, quer seja superficial ou mais profundo,
o sen­sitivo percebe o enrijecimento do antebraço e mão, seguido de impulsos involuntários para
escrever.
Banhos. Em geral, o fenômeno, quando sadio, é precedido por banhos energéticos capazes
de promover a assepsia e o desbloqueio dos chacras, prioritariamente os encefálicos, facilitando
o entrosamento holossomático entre conscin e consciex.
Lucidez. Nestes tipos de ocorrências, o nível de lucidez do sensitivo difere de expe­riên­cia
para experiência, podendo graduar-se da lucidez máxima até níveis de inconsciência mais pro­­
fundos.
Matéria-prima. Do ponto de vista da Parafisiologia, a consciex comunicante utiliza
a baga­­gem ou o acervo cognitivo da conscin, em especial, o conjunto léxico ou o dicionário cere­
bral, enquanto matéria-prima para processar as mensagens transmitidas.
Anímico-mediúnico. Daí infere-se que tais fenômenos são predominantemente anímico-
-mediúnicos, com interferência do sensitivo humano, sendo muito difícil a comunicação pura da
consciex ou consciência extrafísica.
Pangrafia. Há também o caso da escrita parapsíquica pangráfica, na qual a conscin lúcida
parapsíquica escreve o que já conseguiu observar por si mesma, com suas parapercepções, combi­
nados com a assistência e inspiração simultâneas do amparador ou consciex comunicante.
Fontes. No fenômeno da pangrafia, entram, pelo menos, 9 fontes conscienciais ou variáveis
polarizadoras: clarividência, cosmoconsciência, descoincidência vígil, epicentrismo consciencial,
intuição externa, parapsiquismo avançado, projetabilidade lúcida, psicografia e retrocognições
(V. Vieira; 200 Téaticas da Conscienciologia; 1997; p.146).
Análise. Importa ressaltar a relevância de se analisar minuciosamente o conteúdo de toda
ocorrência extrafísica, certificando-se se o fenômeno é genuinamente homeostático, ou seja, provo­
cado pelas consciexes amparadoras, ou se é o caso da intrusão de guias-cegos ou asse­diadores.
Esclarecimento. Conforme a Interassistenciologia, os fenômenos parapsíquicos descritos
aci­ma, quando sadios, podem enriquecer o conteúdo do texto elaborado pela conscin, e consequen­
temente, a abrangência e a qualificação do esclarecimento proposto.
Grupalidade. Nos critérios da Grupocarmologia, tais ocorrências exemplificam a grupali­­
dade interdimensional hígida, a partir da sinergia interassistencial entre conscins e consciexes.
Criticidade. No desenvolvimento do parapsiquismo interassistencial esclarecedor, acerta
mais o escritor sensitivo mantendo o senso crítico, o discernimento e a cosmoética em todas as
manifestações pessoais, principalmente na interpretação e aplicação das informações extrafísicas,
evitando autenganos e mistificações antievolutivas.

14 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 10-15, 2010 Teles, Mabel; Escrita Esclarecedora
Referências:
1. Aquio, Ruth; O Elogio da Preguiça – Psicanalista se torna Best-seller ao fazer a Defesa do Boi­cote
ao Trabalho; Época; Revista; Semanário; 1 foto; São Paulo, SP; 15.01.07; páginas 76 e 77.
2. Martins, Wilson; A Palavra Escrita; 519 p.; 17 x 24 cm; Ática; São Paulo; 2002; página 35.
3. Vieira, Waldo; 200 Teáticas da Conscienciologia; 260 p.; 200 caps.; 13 refs.; alf.; 21 x 14 cm; br.;
Instituto Internacional de Projeciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ; 1997; página 146.
4. Idem; Enciclopédia da Conscienciologia Eletrônica; CD-ROM 1.000 verbetes; 3.792 p.; 178 espe-
cialidades; 4ª Ed.; Associação Internacional Editares, Associação Internacional de Comunicação Cons­cien­­­ciológica
(COMUNICONS) & Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Consciencio­logia (CEAEC); Foz do
Iguaçu, PR; 2008. Verbetes: Agente Retrocognitor (Mnemossomática); Assi­na­tura Pensênica (Pen­se­no­logia);
Intermissivista (Intermissiologia); Prioridade da Escrita (Comunico­lo­gia); Rastro Textual (Grafo­pen­seno­logia).

Mabel Teles é formada em Comunicação Social pela FAAP, especialista em Docência do Ensino
Supe­rior e mestranda em Administração pela UFPR. Professora universitária e autora do livro
Profi­laxia das Manipulações Conscienciais. Pesquisadora e docente da Conscienciologia desde 1994,
com experiência na Europa e Estados Unidos. Etimologista da Enciclopédia da Conscien­cio­logia,
no CEAEC, e voluntária da Uniescon.
E-mail: telesmabel@[Link]

Teles, Mabel; Escrita Esclarecedora Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 10-15, 2010 15
Escrever no Paradigma Consciencial

Luciana Ribeiro

Frequentemente, na CCCI (Comunidade Conscienciológica Cosmoética Internacional),


surgem questionamentos sobre a natureza e a organização da escrita científica. E nesse sentido,
dúvidas acerca de como escrever no paradigma consciencial são comuns. Este artigo tem como
objetivo abrir espaço para esta discussão. Sem a pretensão de esgotar o assunto, iniciamos o de­­bate
tratando, por ora, do tema da escolha paradigmática.
Na prática, o desafio de escrever “conscienciologicamente” vai além da forma de escre­
ver. Trata-se antes de um modo de ser. A escrita, sendo uma das expressões da consciência, ape­­nas
registra sua maneira de interpretar a realidade e se relacionar com ela. Isto é, toda escrita, qual­quer
que seja ela, é consciencial. Assim, aprender a escrever tecnicamente no paradigma cons­cien­cial,
ou “conscienciologicamente”, implica antes identificar seu momento evolutivo atual. Este esforço
requer um mapeamento da predominância paradigmática em sua trajetória mul­­tiexis­tencial.
Uma vez que o recurso da retrocognição exige uma série de habilidades e maturidades
em geral desenvolvidas paulatinamente, para acelerar a concretização do mapeamento pode-
-se recorrer a evidências de ordem indireta. Deste modo, com o intuito de auxiliar o autorando
a iden­­tificar a relação entre sua tendência ao escrever e os paradigmas existentes, este texto compara
características de diversos paradigmas. Previamente, porém, se faz necessário definir paradigma,
sua função e influência sobre nós, além de seu processo formador.

I – O que é um Paradigma?
Paradigma é basicamente um modelo de interpretação da realidade. Isso significa: orien­
tar o que pensamos, sentimos, valorizamos e nossa forma de agir. É a lente com a qual olhamos
o mundo. Tecnicamente, o termo foi aplicado nesse sentido pelo físico e filósofo da Ciência
Thomas Kuhn, na década de 60, do Século XX, quando realizava uma pesquisa sobre o funcio­
namento da Ciência: tencionava conhecer procedimentos-padrão dos pesquisadores, suas regras,
hábitos, enfim, a estrutura cultural mantenedora da atividade social de pesquisa científica e de
que modo se desenvolvia historicamente essa atividade. Definiu-o como conjunto de referenciais
teórico-práticos ou matriz disciplinar fundamentando a visão de mundo de uma comunidade
(Kuhn, 2003). A popularização do termo acabou fazendo seu uso se estender para além da Ciên­­
cia, a quaisquer formas-padrão de pensar e proceder que orientassem grupos mais ou menos
homogêneos de pessoas.
Ou seja, o paradigma vai se configurando pela afinização de pessoas envolvidas com certo
tipo de atividade que as afeta existencialmente. Ao mesmo tempo, sua permanência na atividade
e no grupo reafirma condutas já adotadas, contribuindo para a formação de uma determinada

16 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial
identidade coletiva. Infere-se, então, a natureza do paradigma: é formado tanto pelos fundamen-
tos epistemológicos da ação, quanto pelos comportamentos e convicções de seus participantes, de
modo indissociável. Trata-se de um quadro de referências, verdadeiro guia perceptivo. Uma vez
formado, o paradigma é um pré-requisito para a percepção. Por isso, determinados aspectos da
realidade permanecem fora de vista ou não problematizados para certos grupos, não cabem em
seu para­digma. Para Khun, um paradigma governa antes de tudo, não um objeto de estudo, mas
um grupo de praticantes da Ciência. E esta afirmação já mostra quão influenciada pela cultura e
pela percepção é a estrutura paradigmática.
Quando as mesmas impressões da realidade passam a ter interpretações diferentes está
em curso a formação de um novo paradigma (estrutura de interpretação). Isto pode ocorrer com
teorias gerais consolidadas, a exemplo da teoria da relatividade substituindo a teoria de Newton,
ou também com subespecialidades de um campo de estudos. O embate entre estas novas inter­
pretações e seu resultado, aquilo que Khun denominou Revolução Científica, depende de diversos
fatores sócio-psicológicos, além da própria competência explicativa desta nova inter­pretação.
Neste artigo, utilizaremos o termo paradigma em sentido amplo, considerando cada grande
área do saber pertencente a distintos paradigmas.

II – A Formação de Novos Paradigmas


Em termos históricos, os paradigmas foram sendo construídos lentamente, conforme se
consolidavam certos objetivos, perspectivas de análise, modos de viver e entender a vida, tradu-
zindo--se em holopensenes específicos.

Muitas vezes um paradigma inicia-se sem sequer haver percepção do processo em curso,
como na famosa anedota dos macacos:

Um grupo de cientistas encerrou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puse­
ram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.
Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam
um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando
um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais
algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele
fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram.
Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.
Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto parti­
cipado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se
o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram, então, com grupo de cinco macacos que, mesmo nunca ten-
do tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às
bana­nas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse
subir a escada, com certeza a resposta seria:

‘Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...’ (autor desconhecido)

Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 17
Da analogia implícita na historieta depreende-se o caráter cultural da estruturação dos
paradigmas. Os comportamentos nem sempre são previamente combinados, podem surgir espon­
taneamente a partir dos resultados de uma ação, na medida de sua eficácia. Vão se mantendo pela
tradição e reforçando os pressupostos que os motivaram, configurando aos poucos uma con­duta
padrão e um entendimento específico de mundo.
Mas outras vezes, o processo pode ser intencional. Isto é, se deseja criar um modo específico
de interpretar o mundo, valorizando determinados pressupostos, o que, por sua vez, leva a formas
específicas de fazer as coisas. Assim ocorreu com o pensamento científico e também, especifi­ca­
men­te, com a Conscienciologia.
O século XVII assistiu a várias iniciativas propostas para conferir maior rigor e confiabilidade
aos trabalhos científicos. A Ciência, enquanto fenômeno social recente na história, estruturou-se
aproximadamente como a conhecemos há cerca de 300 anos.
Atualmente, o paradigma dominante no pensamento científico, denominado mecanicista--
-cartesiano, encontra-se em revisão. Um paradigma entra em revisão quando as respostas que
pro­porciona passam a não mais ser satisfatórias. Isto pode se dever à limitação de seu campo
de visão, quando não consegue perceber a existência de certos temas a demandar estudo, ou ainda
se não pode abranger determinados problemas da realidade com sua metodologia de aná­lise.
Enfim, o surgimento de anomalias numa dada área de estudo – quais fatos não explicá­veis pela
estrutura analítica vigente, ou o considerável aumento de exceções a regra para uma teoria ou lei
científica – exige novo modelo de análise, cuja explicação torne a “anomalia” algo logi­­ca­mente
esperado em suas previsões.
O paradigma newtoniano-cartesiano é bastante eficaz para resolver problemas do tipo linear
e para detalhar aspectos menores dentro de aspectos maiores da mesma questão. Por exemplo, para
mapear a função de cada componente das células. A engenharia e a medicina atuais basearam--se
nesta maneira de produzir e organizar o conhecimento e chegaram a grandes progressos tecnoló-
gicos e teóricos, seja referente ao microcosmo, qual a terapia gênica e os nanorrobôs, ou seja no
tocante ao macrocosmo, como ocorre com as sondas espaciais.
O universo funciona tal qual máquina e pode ser entendido a partir do estudo individual
de suas partes: eis a concepção base deste paradigma. Esta forma de estudar recebe o nome de
redu­cionismo. Por reduzir os fenômenos à soma de seus elementos. Contudo, tal paradigma en-
contra muita dificuldade em explicar fenômenos complexos.
No campo da Ciência, algumas propostas surgidas para substituí-lo foram: o paradigma
Holográfico; o paradigma Sistêmico; a Ciência Pós-Normal; o paradigma Consciencial, entre
outros. Cada qual propondo ampliações relativas ao tamanho da realidade que percebem. No caso
do paradigma consciencial, evidencia-se uma perspectiva de amplitude superior a estas demais
propostas, denotada ao eleger a consciência por objeto de estudo, cuja existência inde­pen­dente da
matéria é negada tradicionalmente no meio científico.
Entretanto, considerando o funcionamento dos paradigmas, revisões paradigmáticas exigem
novas posturas, advindas de reorganizações no plano individual e cultural. São reestru­­tu­ra­ções
perceptivas e holopensênicas. Numa palavra: requerem recins. Por isso, não ocorrem instanta­
neamente, a partir apenas de uma boa ideia.
Com frequência, devido à dificul­dade de reciclagem coletiva é a dessoma dos principais
representantes de um paradigma o fator a possi­bilitar a oxigenação da estrutura de interpretação
do mundo em um grupo.

18 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial
Para entender isso, é preciso lembrar-se do fato: toda forma de entender a vida e com ela
se relacionar (tema deste artigo) tem consequências práticas. Afeta escolhas, prioridades, estilo
pessoal, tipos de relacionamentos, leituras, amizades.
Há, portanto, efeitos bastante concretos do emprego de cada paradigma. É comum ser
pequena ou insignificante a discussão sobre a temática epistemológica ou paradigmática a pretex-
to de seu caráter pretensamente teórico. No entanto, toda e qualquer manifestação consciencial
enraíza-se em bases paradigmáticas.
Khun sustenta que cada revolução científica leve consecutivamente a um novo paradig­ma.
Sem embargo, por estarmos considerando o termo paradigma em sentido ampliado, de modo
a abarcar didaticamente as grandes áreas do conhecimento humano, cabe outra pondera­ção: em­bora
não tenham surgido simultaneamente, os paradigmas coexistem na sociedade. Este fato leva os de-
savisados a utilizar indiscriminadamente pressupostos paradigmáticos diferentes, confundindo-os.
No caso da produção escrita, isto torna seus argumentos imprecisos, inconsistentes,
incoe­ren­tes. Ademais, pode ocasionar verdadeiras gafes multidimensionais, ao modo do ruído
ocorrido quando se utiliza um argumento amparando-o inadvertidamente em autores inscritos
em epis­temologias diferentes daquela defendida. Por vezes isso pode ocorrer em função da pessoa
desejar escrever no paradigma consciencial, sem ter se dado conta, ainda, de sua forma pessoal de
funcionar, atualmente embasada em outro paradigma.
Nossa estrutura pensênica se constrói ao longo de milhares de vidas, somando as experi-
ências e conclusões delas tiradas. Portanto, a decisão de escrever no paradigma consciencial, um
neo­paradigma, exige esforços para construir uma nova configuração pensênica. Abordar as expe­
riências pessoais de outro modo. O tipo de recin dependerá de qual a predominância pensênica
(e sua respectiva matriz epistemológica ou paradigmática) em cada caso. Podemos sintetizar
a ideia na tríade: identificar-avaliar-renovar.
Conhecendo o teor de cada paradigma torna-se mais objetiva a tarefa de traçar estratégias
de renovação, quando desejada.

III – Espécies de Paradigma


Há cinco grandes áreas paradigmáticas, aqui citadas em ordem de aparecimento histórico:
o Mito, a Religião, a Arte, a Filosofia, a Ciência. Até mesmo a loucura já foi considerada para­
digma também, por se tratar de uma maneira singular de considerar a realidade.
Um sexto paradigma a classificar aqui é o Senso Comum, resultado de percepções assis­
temáticas do dia a dia. É o recurso provavelmente mais utilizado pelas pessoas na busca de entender
o que as rodeia, pois a curiosidade e a aprendizagem permanente fazem parte da natureza dos seres
vivos, movimentando desde sempre as pessoas a explicar acontecimentos vividos.
A Conscienciologia estaria classificada dentro da Ciência. Entretanto, considerando suas
características, torna-se evidente tratar-se de um novo (sétimo) paradigma. Inclui e transcende
a Ciência, como poderá ser visto na comparação a seguir.
Cada uma destas áreas paradigmáticas tem estrutura própria, distinguindo-se claramente
das demais, embora com algumas aproximações. Vejamos suas principais características num
quadro comparativo:

Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 19
Tabela 1: Indicadores para autoidentificação da predominância paradigmática pessoal.

Características Senso comum


Mito Religião Arte
ou popular
Opinião. Magia. Revelação. Estética (beleza,
Crenças. Autoridade mística. har­mo­­nia...).
Fundamento do
conhecimento

Assistemática. Assistemática. Sistemática (mono­­teís­ Sistemática.


Organização ta) ou assis­te­má­­tica
(po­liteísta).

Entender Compreender os Orientar a conduta Expressar a per­cep­ção


o mundo de fe­­­nômenos da dos fiéis. pessoal do artis­ta.
modo rápido, natu­reza, incluídos Salvar os fiéis do Emocionar.
Objetivo para tomada de os pa­­rapsí­quicos “in­ferno”. Provocar reflexões.
de­ci­­sões e as origens histó­
cotidia­nas. ricas do grupo.

Verdade cons­truída Verdade absoluta. Verdade absoluta. Expressão e verdade


Relação com a com base em individual.
realidade im­pres­­sões e votos
de con­fiança.
Utilitarista. Antropomorfismo. Dogma. Sensações.
Volátil Crença. Inquestionabilidade. Impressões.
e cam­bian­te. Relação de troca. Fé. Inspirações.
Pode ser Ingenuidade. Talentos e habili­da­des
Estrutura
incoe­ren­te. acima da média para
a percepção
e ex­pres­­são esté­ti­ca.

Meios de Tradição oral. Catequese. Exposições.


comu­ni­cação. Doutrinação. Espetáculos.
Perpetuação Interação social. Publicações.
Representações
so­ciais.

Baixo nível de Estagnação do Estagnação do Imprecisão.


crí­tica. co­nhecimento. conheci­mento. Enaltecimento do ego.
Superficialidade. Dependência. Dominação. Problematização da
Imprecisão. Misticismo. Dependência. rea­lidade.
Manipulação. Manipulação. Mobilização social.
Lavagem cerebral.
Consequências
Sectarismo.

20 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial
Filosofia Ciência Conscienciologia

Razão. Razão (dedução Autodiscernimento (razão com prioridade de


e indu­ção lógicas). distin­guir o cosmoético do não cosmo­é­tico).
Verificação através da Verificação através da autexperi­mentação.
repe­­­ti­bilidade. Multidimensionalidade.
Princípios da: coerência, Princípios da: coerência, correspondência
cor­res­pondência e refutabi­li­dade.
e refuta­bilida­de.

Sistemática. Sistemática. Sistemática e Complexa.


Entender a realidade
de modo crítico.
Organizar o conhe­ci­mento. Compreender a realidade A consciência enquanto objeto de estudo
Refletir sobre o caráter de modo confiável e seguro. e ferra­menta de pesquisa simulta­neamente.
e es­­trutura do processo Precisão. Ampliar a capacidade de percepção da rea­lidade.
de viver. Gerar benefícios para Aceleração evolutiva pessoal, repercutindo coletiva­mente.
Propor eixos para uma a so­ciedade, através das Amadurecimento (autodiscernimento
vida digna, que mereça tecno­logias e conheci­ e au­to­­cons­cien­cia­lidade aplicados).
ser vi­vida. mentos pro­­duzidos. Interassistência.

Verdade relativa. Verdade relativa. Verdade relativa de ponta, obtida através da


autex­peri­mentação.

Análise Lógica. Método. Métodos experimentais e introspectivos,


Debate. Hipótese. com testes de hipóteses.
Refutação com base Experimentação. Autopesquisa e heteropesquisa mediadas pelo
em argumentos lógicos. Refutação com base em auto­pa­­rapsiquismo, considerando a seria­lidade
fa­tos que contradizem existen­cial, a natureza pensê­nica do Cosmos,
a hi­pó­tese. a multi­veicula­­­­ridade e as múltiplas dimensões.
Princípio da descrença (autoconvicção por meio da
autex­­perimentação).

Debate. Debate. Debate.


Publicação. Publicação. Publicações.
Universidades, labora­tó­rios, ICs (instituições conscienciocêntricas), ECs (em­presas
centros de pesquisa e agên­ cons­cienciológicas), Campi e Cog­nópolis.
cias de fomento à pesquisa. Voluntariado.

Sistematização do Renovação constante do AM (autoconscientização multidimensional).


conhe­ci­mento. conhecimento. Adcons.
Reestruturações sociais. Ampliação do senso crítico. Maturidade.
Novas percepções. Novas tecnologias. Resgates multimilenares e dissolução de interprisões.
Desassédio.
Reurbanização intra e extrafísica.
Felicidade íntima.
Conquista de novos patamares evolutivos (ex:
desper­ti­ci­dade).
Empresas conscienciocêntricas.
Sociedade conscienciológica.
Cosmoeticocracia.

Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 21
Complementando as informações propostas nesta tabela, pode-se recorrer ao verbete Conhe­
cimento Conscienciológico, de acordo com o qual este tipo de conhecimento pode ser confrontado
com outras áreas sob o prisma da Experimentologia:
“1. Conhecimento conscienciológico: real, pessoalmente, a partir do paradigma
cons­­ciencial (Teaticologia); factual e parafactual, dependendo do autoparapsiquis-
mo (Holo­biografia; Curso Intermissivo pré-ressomático); contingente individual;
siste­mático individual; verificável individualmente (princípio da descrença); falível,
de­pen­dendo da pessoa, em si; aproximadamente exato, pois nenhuma consciência
é perfeita ou comple­tamente evoluída nesta dimensão humana ou intrafísica.
2. Conhecimento científico (paradigma convencional, Eletronótica): real; factual;
con­tingente; sistemático; verificável; falível; aproximadamente exato.
3. Conhecimento filosófico: valorativo; racional (lógico); sistemático; não verificável
(teórico); infalível; exato.
4. Conhecimento popular (artesanal; pragmático; tradicional): valorativo; reflexivo;
assis­temático; verificável; falível; inexato.
5. Conhecimento teológico (dogmático; canônico; clerical): valorativo; inspira­
cio­nal; sistemático; não verificável; infalível (peremptório); exato.” (Vieira, 2009)
Ainda de acordo com o mesmo verbete, são algumas das características do conhecimento
científico, quando analisado sob a ótica da Holomaturologia: aberto; acumulativo; analítico; claro;
comunicável; constante; crítico; demonstrável; exato; experimental; explicativo; factual; falível;
metódico; objetivo; preciso; preditivo; racional; sistemático; universal; útil; verificável.
No âmbito da Arte, da Filosofia e da Ciência existem tendências diferenciadas de pensamento
e de técnicas, configurando subparadigmas internos. Incentivamos o leitor(a) a buscar conhecer
tais tendências se quiser se aprofundar nos embates paradigmáticos de qualquer das grandes áreas.
Apesar da questão do autoconhecimento e do autaperfeiçoamento não representar novi­
dade histórica, já tendo sido tratada tanto pela religião quanto pela Filosofia de diversas maneiras,
a abordagem mais adequada para a autopesquisa é a perspectiva científica, ampliada pelo para­
digma consciencial, por ser menos sujeita a erros.
Sabendo que a construção do conhecimento em cada paradigma orienta-se ao menos
pelos fatores apresentados no quadro anterior e nas listagens anteriores, pode-se utilizá-lo com
o fim de autesclarecimento, mapeando as predisposições individuais. Questione-se, por exemplo:
costumo pensar e tomar decisões com base em qual dessas estruturas: o fundamento é geralmente
emocionar? Influenciar? Refletir? Verificar? Amadurecer? Se para você, por hipótese, o fundamento
for “refletir”, então pergunte-se: quais evidências práticas tenho disso no dia a dia? Quais fatos
me mostram esta tendência de decidir ou ainda de agir para fazer refletir? Uso este fundamento
de modo superior a 51% de meu tempo? Os resultados alcançados denotam reflexão (isto é, são
coerentes com o fundamento em questão)?
Observar as próprias predisposições significa observar indicadores a respeito de sua trajetória
multexistencial. Certamente as tendências hoje existentes espelham as experiências predominantes
ou mais marcantes do passado.
Ao compreender as tendências pessoais em termos de visão de mundo amplia-se também
o entendimento acerca das próprias escolhas e ações. Esse movimento permite a autatualização.
Liberta porque abre espaço para a recin e para a recuperação de cons.

22 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial
Seu texto certamente será perpassado por sua mundividência. Se você quer escrever concien­
ciologicamente o primeiro passo é, então, localizar-se quanto ao estado atual e multexis­tencial de
sua pensenidade. A partir daí, planejar as recins necessárias para desenvolver uma pen­senidade
pesquisadora multidimensional.
Levando-se em conta o quadro dos paradigmas, sintonizar-se com o paradigma cons-
ciencial significa conjugar senso crítico, técnicas de pesquisa e desenvolvimento parapsíquico,
aplicando--os de modo sistemático na verificação de hipóteses, com resultados pró-evolutivos.
Historicamente, devido aos contextos, as oportunidades de aprendizado polarizaram-se
de modo quase mutuamente excludente: ou se desenvolvia mentalidade pesquisadora ou habilida-
des parapsíquicas. Algumas vezes o cultivo do autaperfeiçoamento moral combinava-se com uma
destas perspectivas, embora frequentemente fosse visto enquanto assunto filosófico ou ainda
mais comu­mente ao modo de tema a ser cuidado pela religião. Até agora, as tentativas sociais de
combinar as três abordagens numa perspectiva científica fracassaram (embora isso não signifique
dizer inexistirem ganhos de maturidade para seus integrantes). Exemplos históricos disso são
o Espi­ritismo, a Metapsíquica, a Antroposofia, a Logosofia, entre outras.

IV – O Paradigma da Ciência Multidimensional


De acordo com Vieira1, o “conceito de Conscienciologia é o constructo da Ciência aplicado
aos estudos abrangentes da consciência, executados pelas próprias consciências por meio dos atri­
butos conscienciais, veículos de manifestação e fenômenos conscienciais multidimensionais. (...)
A Cons­cienciologia coloca sob escrutínio científico todas as características e possibilidades da
consciência, incluindo essencialmente os atributos íntimos do ego, os veículos de manifestação e, por
fim, as consequências existenciais, evolutivas e multidimensionais advindas daí.” (grifos da autora)
Para isso, de acordo com o autor, devem predominar as faculdades mentais, notadamente
o autodiscernimento quanto à Experimentologia.
Esta definição deixa claro o âmbito paradigmático da Conscienciologia, que se utiliza da
pos­tura científica, porém de modo sobremaneira mais abrangente ao reperspectivá-la sob o eixo
da mul­ti­di­men­sionalidade, merecendo por isso a denominação de Paraciência. Desta forma, pode--
-se distingui-la da Ciência comum, ao mesmo tempo em que se alude ao seu caráter, de modo
diverso, científico também.
Aplicar a racionalidade ao estudo da realidade de um ponto de vista multidimensional
é novidade planetária ainda. Este tem sido o desafio da Conscienciologia, proposto aos seus pes-
quisadores. A aparente simplicidade desta junção supera-se ao considerarmos:
1. A experiência enquanto alavanca do aprendizado: se historicamente aprendemos
a usar o parapsiquismo em contextos místicos, religiosos, esotéricos cabe agora superar este estilo
de desen­volvimento, uso e interpretação dos fenômenos parapsíquicos, acrescentando-lhe moti­
vação assistencial e de autossuperação, interpretação crítica e técnicas de verificação. Por outro
lado, se também histori­camente cultivamos a intelectualidade científica em bases materialistas,
a tarefa, então, é utilizar o senso crítico e a tecnicidade levando em conta a natureza multidi­men­
sional da vida. Saber disso ajuda a evitar abordagens ingênuas, ao modo daquela que considera ser
suficiente saber onde se quer chegar, como se a meta fosse atingida instantaneamente apenas por
1 Verbete da Enciclopédia da Conscienciologia: Conceito de Conscienciologia.

Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 23
estabelecê-la. Tendo em vista a influência da holomemória, existe um processo de recon­figu­ração
pensênica a ser considerado para a consecução da pesquisa multidimensional.
2. O alcance evolutivo dos objetivos do paradigma consciencial: muito além da pro­dução
do conhecimento em si, espera-se produzir conhecimento útil para: melhoria pessoal; apri­mora­­mento
das relações tanto intra quanto extrafisicamente; libertação de si próprio e das amarras grupo­
cármicas multexistencialmente construídas. Equivale a dizer: conhecimento constitui objetivo para
a Cons­cienciologia apenas na medida em que se torna ferramenta para o real propósito: evolução.
3. A necessidade de criar metodologias adequadas ao paradigma: esta tarefa encontra--
-se em andamento. Diversas técnicas e experimentos tem sido propostos, testados e realizados.
Entretanto, falta-nos enquanto coletividade de voluntários interessados na Conscienciologia,
incrementar a massa crítica para ampliar a realização de experimentos de modo fundamentado,
criticá-los e ao aprender com eles, promover renovações pessoais, coletivas e, consequentemente,
do conhecimento conscienciológico. Isto posto, fica clara a relação: o surgimento de novas ver-
pons depende do nível de recuperação de cons e recins. E ambas podem ser melhoradas a partir
de ganhos na autoconscientização multidimensional e doses crescentes de criticidade cosmoética.
Até onde podemos compreender, aparentemente, a vivência do estado de cosmoconsciência
permanente, dada sua magnitude, dispensaria a construção de metodologias de abordagem da
realidade para entender a natureza e funcionamento da consciência. Diante dessa perspectiva, toda
essa discussão sobre paradigmas seria vã. Entretanto, o próprio alcance desta condição já signi­ficaria
ter havido superação das marcas dos paradigmas vivenciados até agora, citados neste artigo.
Dadas as dificuldades, nas atuais condições de amadurecimento da maior parte das conscins,
para a apreensão mentalsomática direta do processo de evoluir, e, considerando a abordagem cientí­­­
-fica da Conscienciologia, interessa aprender a pensar cientificamente desde uma perspectiva não
viciada, conscienciológica. Neste ponto da discussão importa esclarecer a distinção entre abordagem
ou postura científica e paradigma científico convencional. Longe de anexar a Conscienciologia na
lista­­gem das ciências em geral, propõe-se apenas o aproveitamento do melhor existente na estru-
tura cien­tí­fica quando cabível para o desenvolvimento desta Paraciência. Nesse processo inclui-se
(como explicitado anteriormente na tabela dos paradigmas) a experimentação, a crítica, o teste
de hipóteses, a publicação, o debate. Difere, porém, em propósitos e em termos metodológicos,
devido à natureza de seu objeto de pesquisa. O verbete Conceito de Conscienciologia classifica
religião e ciência conven­cional qual subcursos evolutivos, protoconhecimentos, imaturos devido
à ausência de pesquisas em parapercepções, enfatizando o estudo da Conscienciologia “como sendo
o curso mais avançado da consciência, considerada com abordagem integral, onde se aplica o lado
melhor de todos os conhe­ci­mentos positivos hauridos, ante­riormente, nos cursos conscienciais da
Religião, da Filosofia, da Ideologia e da Ciência Incompleta, através de todos os tempos ou períodos
históri­cos da Humanidade.”
Em termos de recin, para construir em si uma postura científica na vivência do paradigma
cons­ciencial, podemos esboçar uma proposta genérica, abrangendo traços-chaves relativos a cada
matriz paradigmática. Tal proposta é apresentada na tabela a seguir apenas a título de exercício,
a fim de propiciar exemplo ao leitor ou leitora interessado em desenvolver sua própria análise.
Assim, deve o leitor considerar sua predominância paradigmática (identificada pelo cotejo de suas
ações e temperamento com as características pontuadas na tabela anterior) e partir da assunção
de um dos perfis citados na presente tabela. Considerando-se, por exemplo, filósofo ou artista,
consulte agora suas principais metas a conquistar, dadas as tendências a superar no contexto de
seu perfil, para aprender a desenvolver postura de paracientista (pesquisador) conscienciólogo.

24 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial
Tabela 2: Mapeamento dos desafios perfilológicos quanto à conquista da pensenidade pesquisística do
pagadigma consciencial.

Perfis
Senso Comum Artistas Religiosos Filósofos Cientistas
paradigmáticos

Impulsividade Pesquisar a si Olhar para si e para Satisfazer-se Restringir


e acri­ticidade. e aos demais os outros numa pers­­­­ tão somente o cam­­po de
Generalizações com abordagens pectiva salva­cio­nis­ta, com o ques­ ob­serva­ção
sem fundamen­ emo­cionalistas, rígi­da ou manipu­la­dora. tiona­mento crí­ àqui­lo que os
to. emba­­sadas em Suplantar a ten­dên­­cia tico e com recur­­sos
aprio­rismos, restrita e linear de a re­flexão. in­tra­­físi­cos já
Falácias, onde
sen­sa­ções ob­servação. Reflexões con­se­guem
o consequen­
Tendências e im­pressões. in­con­clusas, men­surar.
te não deriva Tratar o acriticismo
a superar neces­saria­mente Superar e a de­pendência de opi­ prolixas ou não
do ante­cedente. o deslumbra­ niões ex­ter­nas, prio­ritá­rias.
mento em fun­ su­­­­­­pos­ta­mente mais aba­
ção de lizadas que a pró­­pria.
vivên­cia ou
Não buscar ou ponti­­­fi­car
relatos de fenô­
receitas prontas
menos
e genéricas para
pa­rap­síquicos.
to­do e qualquer caso.

Frágil quanto Texto Estilo apoiado em Prolixidade. Texto


Indicador à ar­gumentação. sen­sacio­na­lista ver­­dades absolutas redu­cio­nis­ta
no texto e/ou par­cial. e pro­fu­são de ex­­pres­­ e/ou
sões do tipo: todo, ma­te­ria­lista.
sem­pre, nun­ca, nada.

Pensar com Evitar tomar Aprender a obser­var Experimentos Ampliar


ló­gi­ca, criticida­ a par­te pelo com flexibilidade pes­­soais a auto­con­­­­fiança
de, todo e fazer e abran­­­gência. e gru­pais, apli­ e si­mul­­taea­­men­te
bus­car genera­li­zações Criar hipóteses para as cação a cri­ticidade no
funda­men­tos apres­sa­das. vivências e traços as­sisten­­cial da em­­­­­prego do auto­
e correlações. Analisar fa­tos pes­soais e alheios. compreen­­­são parapsiquismo.
e fenômenos Tes­tar essas hipó­teses. já obtida, Desistir da
prio­ritariamente a fim de ultra­ ten­tativa de
Desenvolver a critici­­dade passar
pelo conteúdo. e autonomia en­caixar a vi­da
a com­preensão multi­­­dimen­­­­sional
a partir da reflexão das me­ra­mente
Metas próprias expe­riên­cias. no método
teó­rica. car­te­sia­no.
principais Reeducar-se para Objetividade Conviver com
re­­­no­­var a percep­ção e a completude
e in­ter­pretação dos a im­precisão,
do raciocínio, en­­­quan­to cons­­trói
fenôme­nos parapsí­qui­­­ sele­cio­nando
cos, de maneira a não pa­râme­tros
abor­da­gens con­fiáveis de au­to
serem mais vis­­tos qual e temas
patro­cínio ex­clusivo de e eterobservação.
prio­­­ritários.
enti­da­des superiores, ao Conseguir diri­gir
modo de recom­pen­sa Teática o foco prio­ritário
por cer­tas ações ou cres­cen­te; da pes­qui­sa para
ad­moes­tações. tares; tene­pes. si mes­mo, antes
de observar os
de­mais.

Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 25
De acordo com o verbete correspondente2, a definição de conscienciólogo(a) indica o cará­ter
prático da assunção do paradigma consciencial: “é a conscin empenhada no estudo permanente
e na experimentação objetiva, dentro do campo de pesquisas da Conscienciologia, na qualidade
de agente de renovações evolutivas (agente retrocognitor), no trabalho libertário (tares) das cons­
ciências, em geral, da ignorância quanto às verdades relativas de vanguarda (neoverpons).”
Ainda segundo caracterização do mesmo verbete, tanto a orientação teórica da Conscien­
ciologia (evolução cosmoética), quanto a técnica (técnica das prioridades evolutivas pessoais)
apon­tam para a prática concreta pretendida com esta paraciência: a interação inafastável evolução
consciencial–interassistencialidade.
Nesse sentido, distingue-se claramente do alcance meramente científico:
“O intelectual, neste início do Século XXI, ao viver existência intrafísica puramente acadê­
mica, estará sempre em subnível perante os próprios desempenhos evolutivos, em função do
paradigma newtoniano-cartesiano em decadência ante as verdades relativas de ponta da Extra­
fisicologia. (...) A mentalsomática desperta o cientista (pesquisador ou conscienciólogo) para não
se deixar sucumbir pela alienação, significando aqui a separação dos produtos do próprio trabalho,
como valioso bem para a Socin e para todos.”
Se ficar claro que a vivência de um neoparadigma implica a construção de experiências
pensê­nicas novas e libertar-se de antigas tendências, será simples compreender porque dizemos
que nenhum texto nasce pronto. Resulta de inúmeras revisões. As primeiras referem-se justamente
à própria forma de pensar do autor ou autora naquele momento evolutivo. Conforme nos esforça­mos
para ajustar nossa interpretação das coisas, vamos desencadeando processos de recin, refletindo-
-se estes por sua vez na expressão pessoal, inclusive quando se trata de texto. Afinal, a construção
da maturidade é proces­sual: permanente, continuada e se desenvolve na experiência coletiva de
partilha e aprendizado. Assim, a elaboração do texto, considerando suas múltiplas versões e revi-
sões, pode auxiliar o autor no balanço de suas próprias conquistas evolutivas.

V – Conclusões
Sendo objetivos da Conscienciologia, enquanto paradigma específico, ampliar a capacidade
de percepção da realidade (e dada sua natureza, significa dizer investir na autoconscientiza­ção
multidimensional), facilitar e instrumentalizar a aceleração evolutiva pessoal rumo ao amadureci­­
mento (autodiscernimento e autoconsciencialidade), através de recins e interassistência, é de se
esperar que a escrita conscienciológica funcione ao modo de ferramenta de autopesquisa, le­vando
ao auto e heterodesassédio; a reconciliações e, quando cabível, dissidências, com conscins e cons­
ciexes. Promove ainda a recuperação de cons, o desenvolvimento mentalsomático e opor­tuniza
o esclarecimento. Vale lembrar que escrever é estratégia de autorrevezamento multexistencial
e con­tribui para, a seu turno, a recuperação de cons e reciclagem de conscins ligadas ao mesmo
projeto grupal de proéxis, desempenhando melhor suas funções.
Escrever no paradigma consciencial é vivenciá-lo. Portanto, fique atento(a) ao escrever.
Campos multidimensionais formam-se conforme ideias, pessoas e situações são evocadas. Parti­
cipam destes campos holopensênicos outras consciências. De modo que ocorre aí opor­tunidade de
interagir lucidamente com amigos e desafetos do passado, aprender a decodificar paraper­cepções

2 Conscienciólogo.

26 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial
que compõem a sinalética energética pessoal, e por vezes acessar determinadas informações re-
trocognitivas e/ou intermissivas. O posicionamento que o autorando(a) vai assu­mindo à medida
que escreve esclarece a si próprio e atualiza as consciexes.
Trata-se, então, de aprender a lidar com outras variáveis além do pensamento, das palavras,
papéis e computadores. EV, desassim, projeções, inspirações amparadas, intrusões pensênicas
doentias, recuperação de cons intermissivos, acesso a formas holopensênicas distintas, sinalética
e fenômenos parapsíquicos em geral assumem caráter nitidamente concreto para o autopes­qui­
sador(a). O processo de estar escrevendo amplia o nível de atenção, facilitando a análise de fatos
e parafatos. Nota-se, com isso, a peculiaridade da escrita conscienciológica. Além de ser instru­
men­to de registro da pesquisa, a escrita pode simultaneamente ser pesquisada, enriquecendo
a com­preensão do tema em estudo e de você mesmo(a).
Por fim, não poderia faltar uma observação quanto à escrita em termos da natureza para­
dig­mática. Todo paradigma possui vocabulário próprio e modos de fazer específicos (técnicas)
quanto à construção do conhecimento. Igualmente ocorre na Conscienciologia. Palavras novas
buscam conferir clareza e precisão conceitual. As técnicas são criadas no intuito de aproximar-
-nos dos objetivos desta Paraciência. Nesse sentido, familiarizar-se com os neologismos auxilia
a criar espaço mental para novas interpretações.
Contudo, cabe uma ressalva: um paradigma não é igual a uma roupa a se vestir. É impra­
ticável simplesmente copiar sua forma na expectativa do conteúdo vir à reboque instantaneamente.
Porque conteúdo aqui significa também experiência e maturidade. Assim, recorrer, por exemplo,
à imitação do estilo da Enciclopédia da Conscienciologia sem compreender seus fundamentos
e pressupostos multidimensionais, nem os processos e repercussões desencadeados pelo exercício prático
da aplicação de suas técnicas, não levará ao desenvolvimento de um texto paradigmaticamente
conscienciológico. Escolher neologismos e colocar palavras-chaves em negrito no início de cada
parágrafo é procedimento insuficiente para transformar uma redação em artigo científico. Palavras
são importantes enquanto exercício de reorganização sináptica, mas para promover mudanças
conceituais profundas, pensênicas, é preciso ainda dedicação continuada ao processo de se renovar,
nos mais diversos e banais momentos da vida cotidiana.
Aprender e aplicar de fato (ao invés de meramente imitar inconsequentemente) as técnicas
de escrita da Enciclopédia da Conscienciologia contribui, sim, para o desenvolvimento de novas
for­mas de pensar e de fazer. Há pelo menos 100 técnicas de escrita conscienciológica descritas
no Homo sapiens reurbanisatus (Vieira, 2003), elaboradas com o fim de auxiliar a ampliar habili­
dades necessárias ao autopesquisador conscienciólogo, qual detalhismo, exaustividade, análise-
-síntese, neologística, entre outras. Cada uma delas proporciona experiências com certos traços.
Um traço especialmente relevante para o desenvolvimento do paradigma conscien­cial em
si próprio é a criticidade cosmoética. De acordo com artigo de Zaslavsky (2006), há, por hipó­
tese, uma escala na sequência evolutiva: acriticismo, hipercriticismo e criticismo cosmoé­tico.
O artigo aponta para o valor prático do criticismo cosmoético permanente, princípio auto­
reeducador, ao cons­tituir desafio à comunicabilidade, à convivialidade, ao autodomínio energé­tico
e emocional, além de exigir constante exercício da racionalidade e flexibilidade pessoal. Sendo
assim, implica reciclagens constantes, existenciais e intraconscienciais. Deste modo, cultivar
a cri­ti­cidade é um modo de superar a mentalidade artística, religiosa, mitológica e de senso
comum de uma só vez. Por outro lado, complementarmente, estimular a cosmoética e a com­
pletude desta criticidade faz avançar para a superação do emprego paradigmático da Filosofia

Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 27
e da Ciência, quando convencional. Para o autor, a completude do criticismo está diretamente
relacionada à auto­coe­rência e à autiin­cor­ruptibilidade, abrangendo tanto a capacidade de hete­
rocriticar quan­to a de autocriticar-se.
Aproveite os recursos técnicos da Conscienciologia lucidamente, empregando-os e simulta­
neamente observando as repercussões multidimensionais causadas em você, e analise a expressão
de seu modus operandi no texto. Elas serão reveladoras das recins necessárias. No processo de
perceber-se escrevendo e aplicando técnicas seu estilo estará sendo construído. Amplie sua luci-
dez para a experiência de pensar-sentir-agir multidimensionalmente, refletindo sobre ela e você
apren­derá a escrever no paradigma consciencial.

Bibliografia:
1. Kuhn, Thomas. Estrutura das Revoluções Científicas (The Structure of Scientific Revolutions);
tra­d. Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira; 262 p.; 7ª. Ed.; Perspectiva; São Paulo; 2003. Data de publi­cação
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2. Vieira, Waldo. 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 700 caps.; 147 abrevs.; 600 enus.;
8 índices; 2 tabs.; 300 testes; glos. 280 termos; 5.116 refs.; alf.; geo.; ono.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Instituto
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3. Idem; Enciclopédia da Conscienciologia; Foz do Iguaçu; Verbetes: Conceito de Conscien­ciologia
(Experimentologia); Conhecimento Conscienciológico (Autocogniciologia); Conscienciólogo (Conscien­
ciometrologia); Conscienciologia Profunda (Intraconscienciologia); Consciência Consciencio­lógica
(Autodiscernimentologia); Corpus da Conscienciologia (Experimentologia). Disponível em: [Link]
[Link]/[Link]?option=com_docman&task=cat_view&gid=30&&Itemid= 13, acesso
em 14/11/09, às 13h01.
4. Idem; Projeciologia: Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano; 1.248
p.; 525 caps.; 150 abrevs.; 43 ilus.; 5 índices; 1 sinopse; glos. 300 termos; 2.041 refs.; alf.; geo.; ono.; 28 x 21
x 7 cm; enc.; 5ª Ed.; Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ; 2002.
5. Idem; Homo sapiens reurbanisatus; 1.584 p.; 479 caps.; 139 abrevs.; 40 ilus.; 7 índices; 102 sinopses;
glos. 241 termos; 7.655 refs.; alf.; geo.; ono.; 29 x 21 x 7 cm; enc.; 3ª Ed. Gratuita; Associação Internacional
do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu; PR; 2004.
6. Volpato, Gilson. Ciência: da Filosofia à Publicação; Editora Tipomic; Botucatu, SP; 2004.
7. Tomanik, Eduardo Augusto. O Olhar no Espelho; EDUEM; Maringá; 2004.
8. Zaslavsky, Alexandre. Existential Inversion and Cosmoethical Criticism; Journal of Conscien­tiology;
Vol. 9; N. 34; October; 2006; páginas 237 a 249.

Luciana Ribeiro é Bióloga pela Unesp, mestre e doutora em Educação pela PUC-Rio, especialista
em Meio Ambiente pelo ISER, especialista em Saúde e Meio Ambiente pela Fiocruz. Professora
uni­ver­sitária e tutora de programas de pós-graduação e educação corporativa a distância da FGV
e PUC. Possui publicações no Brasil e no Exterior. Autora do livro Boa Noite, Universo! Pesqui­
sadora da Conscienciologia desde 1997. Voluntária da Uniescon.
E-mail: lucmribeiro@[Link]

28 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 16-28, 2010 Ribeiro, Luciana; Escrever no Paradigma Consciencial
Autodesassédio Autoral

Kátia Arakaki

Resumo. Este artigo apresenta autassédios básicos da conscin na escrita de obra conscien­
ciológica e fornece soluções práticas visando transpô-los. As ideias estão fundamentadas na Enciclo-
pédia da Conscienciologia, nos debates das Tertúlias, em heterobservações e na experiência pessoal.

Proéxis. A escrita de obra conscienciológica é atribuição proexológica da maioria dos in­ter­


mi­ssivistas engajados na maxiproéxis.
Desassédio. O autodesassédio da conscin escritora em relação ao tema pesquisado e à ela­boração
da obra antecede o esperado desassédio do esclarecimento a ser gerado pelo livro nos leitores.
Contrafluxo. O autorado conscienciológico está no contrafluxo das obras comerciais super­
ficiais e dos estudos competitivos eletronóticos da Academia.
Empenho. Estar no contrafluxo exige do autorando maior empenho para superar as adver­
sidades naturais na implantação de ideias evolutivas dissonantes do status quo.
Posicionamento. A publicação de obra conscienciológica demarca o posicionamento público
do intermissivista, urbi et orbi, em relação à Conscienciologia.
Coerência. A conduta autoral exemplarista mostra coerência com os conhecimentos cons­
cienciológicos em várias áreas da vida, sobretudo às relativas ao conteúdo do livro.
Teaticidade. A teaticidade do autor em relação ao tema fornece-lhe condições necessárias
para sustentar-se em novo patamar interassistencial.
Patamar. O novo patamar autoral, a partir da publicação da obra conscienciológica, de-
manda infraestrutura consciencial para o autor manter-se no fluxo cosmoético.
Aprofundamento. Enquanto o tema ainda não estiver razoavelmente resolvido teatica­mente
para o autor, é necessário aprofundar mais a pesquisa.
Repuxos. Antes da desperticidade, ninguém está livre dos repuxos regressivos do passado,
quando a autocorrupção prevalece e o retroego antievolutivo emerge.
Desperticidade. A conscin desperta apresenta maior autodefesa, estando livre dos autassé­dios
grosseiros, sendo capaz de evitar os envolvimentos assediadores corriqueiros.
Mataburros. Cabe lembrar os principais mataburros humanos: poder, sexo, dinheiro. Nem
sempre a autoconsciencialidade triunfa sobre as seduções da vida humana.
Objetivo. Se a conscin almeja escrever livro conscienciológico motivada apenas por vaidade
intelectual, modismo, para adquirir status de autor ou pertencer à instituição de escritores, prova­
velmente encontrará mais percalços, mesmo tendo preparo intelectual, se comparada àquela cujo
objetivo primordial é realizar assistência através de obra escrita.

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 29
CPC. É indicado, ao autor, revisar com seriedade o Código Pessoal de Cosmoética, CPC,
antes de começar a escrever o livro conscienciológico, visando qualificar a intencionalidade, fa­vo­­
recer o conceptáculo para o amparo de função e fazer a profilaxia do autassédio autoral.
Profilaxia. A profilaxia básica da assedialidade assenta-se no polinômio conscienciológico
autocrítica-autiincorruptibilidade-autorganização-autodesassédio.
Essenciais. A prática do estado vibracional, EV, e da higiene consciencial são essenciais no
autodesassédio, independente do tipo de autassédio vivenciado.

Fases. O autorando costuma passar por 3 fases básicas de autodesassédio:


I. Antes. Na fase anterior ao início da escrita do livro.
II. Durante. Ao longo da escrita do livro.
III. Após. Na fase posterior à escrita do livro.

Gargalos. A seguir, serão apresentados 32 exemplos de gargalos comuns às fases supra­ci­tadas


e oferecidas sugestões para lidar com os mesmos.

I – Antes da Escrita do Livro

1. Autoderrotismo

Exemplo. “Não tenho competência para escrever livro.”


Comentários. A conscin se considera incapaz de escrever livro conscienciológico, podendo
receber impacto, ao descobrir a escrita de livro como cláusula da proéxis.
Crise. Caso tenha negligenciado os estudos e a vida intelectual, a crise pode ser maior, ao
sentir falta de base mais sólida de conhecimento.
Acesso. Quem conseguiu acessar e compreender as ideias da Conscienciologia, compõe
microminoria informada sobre a Evoluciologia. Refletir seriamente sobre escrever obra interas­sis­
tencial ou esclarecedora é saber aplicar o senso cosmoético mínimo.
Intermissivo. A conscin lúcida, ciente de ter feito o Curso Intermissivo, pondera sobre
a oportunidade recebida, o crivo enfrentado na seleção dos intermissivistas, valorizando e corres­
pondendo à assistência obtida.
Solução. Responder a autoquestionamentos básicos possibilita à conscin identificar o pró­
prio gabarito evolutivo para ingressar na vivência da grafotares:
Alfabetização. Você sabe ler e escrever? Caso não, quer aprender?
Intermissivista. Você fez Curso Intermissivo?
Experiências. Você tem experiências evolutivas úteis a outras consciências?
Superação. Você está disposto(a) a superar-se em prol da interassistencialidade?
Trafores. Listar as conquistas evolutivas alcançadas ao longo da vida contribui para a iden­
tificação dos trafores conscienciais.

30 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
Cons. Outro ponto a ser lembrado: quem já foi escritor em retrovidas, ao retomar a es­­
crita, hoje, com mais lucidez, poderá desfazer interprisões grupocármicas. Participar do holopensene
da escrita favorece a recuperação de cons magnos.
Prescrição de verbete. Megadesafio do Intermissivista (Maxiproexologia; Homeostático);
Cláusula Pétrea (Proexologia; Homeostático); Lacuna da Formação Cultural (Experimentologia;
Nosográfico).

2. Indecisão

Exemplo. “Estou em dúvida quanto ao tema do livro.” (Faz seis meses).


Comentários. O autor, às vezes, perde muito tempo indeciso, atravancando a produção
do livro. Devido à atual fartura de informações e dos meios de comunicação, as possibilidades
de escolha são variadas e a conscin decidofóbica permanece estagnada. Há o ditado: quem decide
pode errar, quem não decide já errou.
Solução. Decidir fazer.
Prazo. Estabelecer prazo para decidir.
Cumprir. Tomar a decisão e seguir adiante com a elaboração da obra.
Oportunidade. Pensar: esta não será a única oportunidade. Futuramente, a conscin poderá
escrever mais livros sobre outros assuntos.

Prescrição de verbete. Decidofobia (Parapatologia; Nosográfico); Barreira Teórica (Auto­


pes­quisologia; Neutro); Aproveitamento do Tempo (Autoproexologia; Homeostático).

3. Megalomania

Exemplo. “Estou escrevendo 4 livros ao mesmo tempo.”


Comentários. O intermissivista idealiza escrever diversos livros simultaneamente ou elabo­
rar tratado sobre neoverpon avançada no primeiro livro, sem verbação no assunto. O tempo passa
e nada é concluído.
Solução. Menos é mais.
Evolução. Pré-serenão faz livro de pré-serenão. Estudar assunto avançado não torna o autor
mais evoluído. O aprimoramento da eficácia interassistencial, resultante das reciclagens conscien­
ciais contínuas, propiciam o avanço na Escala Evolutiva.
Acabativa. Escrever 1 livro de cada vez facilita a acabativa para quem tem tendência
a ini­­ciar vários projetos concomitantes e a não finalizar nenhum.
Esclarecimento. O mais importante do livro é a qualidade do esclarecimento, em detri­
mento da quantidade do número de páginas ou teor da obra. Fazer o 1º livro menor possibilita
menos erros.

Prescrição de verbete. Incompletude (Holomaturologia; Nosográfico); Antirretilinea­ri­


dade Consciencial (Holomaturologia; Nosográfico); Verbaciologia (Conscienciometrologia; Ho­
meostático).

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 31
4. Orgulho

Exemplo. “Livro sem verpon, prefiro não escrever.”


Comentários. Ninguém começa grande. O trabalho intelectual exige acumulação para
sur­tir os melhores frutos, a prática mentalsomática crescente. Dia após dia, mês após mês, ano após
ano, década após década, vida após vida, intermissão após intermissão.
Solução. Descensão cosmoética.
Pedestal. Descer do pedestal para fazer assistência pode ser o caminho mais rápido para
subir na Cosmoética.
Mostrar. Mostre o saber pessoal e as achegas virão.
Participação. Quem apresenta dificuldades de autexposição devido ao orgulho, beneficia-
-se ao fazer perguntas nas tertúlias, frequentar debates, participar das provas da Conscienciologia
e exercer a docência conscienciológica.
Antimelex. É preferível o desconforto aqui à melex pois ainda há tempo de agir.

Prescrição de verbete. Prova de Orgulho (Autoconscienciometrologia; Nosográfico); Des­cen­


são Cosmoética (Evoluciologia; Homeostático); Centrifugação do Egão (Egologia; Ho­meostático).

5. Inveja

Exemplo. “Escrever é para os aposentados e os boas-vidas do Holociclo.”


Comentários. A tendência do pré-serenão vulgar é desejar o sucesso alheio, ignorando
o esforço dispendido para se atingir tal condição. Toda desafeição deve ser interrompida de ime­diato
para não aumentar, não atrair consciexes desequilibradas, nem causar malefícios ao in­ve­jado. É de
bom-tom enviar as melhores energias para a conscin invejada usufruir o serenismo antes de você.
Solução. Aproveitar melhor os recursos pessoais.
Assumir. Assumir a inveja é meio caminho para superá-la.
Auto. A autocomparação é mais produtiva na superação dos limites pessoais, afinal as holo­
biografias variam ao infinito.
Aprender. Aprender com a competência alheia é saber tirar partido da inveja.

Prescrição de verbete. Desafeição (Parapatologia; Nosográfico); Interassedialidade (Gru­


pocarmologia; Nosográfico); Atraso de Vida (Etologia; Nosográfico).

6. Postergação

Exemplo. “Depois de comprar o computador, começo a escrever.”


Comentários. A conscin sempre adia o compromisso da escrita do livro. As causas são
diversas e as justificativas, as mais variadas. Quem é determinado funciona independente de
condi­ções intra ou extraconscienciais.
Solução. Aproveitar o momento evolutivo.

32 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
Agora. Começar agora mesmo – nesse instante – já, rompendo a inércia.
Enfrentamento. O autenfrentamento da realidade gera coragem.
Complicação. Quanto mais o tempo passa, maiores as chances das circunstâncias se
com­­plicarem e o intermissivista enfrentar mais dificuldades para alcançar os mesmos resultados.
A inteligência está em aproveitar o minuto evolutivo em andamento.

Prescrição de verbete. Espera Inútil (Experimentologia; Nosográfico); Automanobra Dila­­


tória (Antiproexologia; Nosográfico); Autorresolução (Autodiscernimentologia; Homeostático).

II. Durante a Escrita do Livro

7. Improdutividade

Exemplo. “Estou fazendo o livro.” (Faz 10 anos, sem resultados).


Comentários. A despriorização ocorre quando a conscin dispõe de condições favoráveis
para a elaboração da obra, tanto em matéria de recursos, talentos, disponibilidade de horários,
no entanto, não prioriza a escrita.
Branco. O tempo passa e as folhas continuam em branco, os livros da pesquisa intactos,
o cronograma da obra esquecido.
Solução. Inventariologia diária.
Formulário. Elaborar formulário das atividades necessárias à escrita da obra, por exemplo:
leitura, anotação, reflexão, pesquisa, escrita, revisão, inserção.
Preenchimento. Preencher o formulário diariamente e fazer balanços regulares.
Identificação. Procurar identificar os empecilhos à escrita conscienciológica.
Produtividade. Tomar medidas práticas a fim de aumentar a produtividade.
Experimento. A técnica conscienciológica de mais 1 ano de vida intrafísica também fun­cio­na
nos casos graves de despriorização.

Prescrição de verbete. Estatística Motivadora (Autexperimentologia; Homeostático); Mi­


croin­teresse (Autopriorologia; Nosográfico); Prioridade da Escrita (Comunicologia; Homeos­tático).

8. Dispersividade

Exemplos. “Estou passando por várias mudanças de vida.” “Sou polivalente, sou requisi­tado(a).”
Comentários. A conscin começa a escrever o livro e, em paralelo, a engajar-se em várias
outras atividades as quais lhe exigirão grande investimento de tempo e energia.
Mudanças. Às vezes, o autorando mudou-se de cidade, compôs dupla evolutiva, arrumou
novo emprego, começou a tenepes, entrou na formação docente e assumiu liderança administra­
tiva no voluntariado.

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 33
Prognóstico. Nesse caso, a probabilidade de fracasso é grande, principalmente, para quem
está escrevendo os primeiros livros e ainda não é desperto.
Solução. Megafocagem.
Estudo. Quem vivencia mudanças radicais de vida deve enumerar os novos compromissos,
em ordem de prioridade, e estudar a necessidade de dedicação a cada item.
Cortes. O ideal para quem desfruta de vida estável, porém com excesso de diversificação
de atividades, é realizar cortes objetivando manter apenas o essencial, convergente.
Espera. Quando é impraticável reduzir os afazeres, ou o intermissivista escreve o livro
lentamente ou espera o momento apropriado para dedicar-se com afinco à escrita.

Prescrição de verbete. Desviacionismo (Proexologia; Nosográfico); Prioridade (Autevo­


luciologia; Neutro); Limite Inteligente (Holomaturologia; Homeostático).

9. Falta de tempo

Exemplo. “Não tenho tempo para escrever.”


Comentários. Qualquer nova atividade exige agenda. Quem pretende escrever há de re-
adequar os horários, a fim de dispor de tempo para dedicar-se ao livro. O instrumento principal
na composição da obra é o mentalsoma.
Solução. Organização mental.
Adequação. Adequar o tema da pesquisa e o gênero da obra às condições de vida do mo-
mento, em termos de autodisponibilidade consciencial.
Picotagem. Picotar as tarefas e classificá-las em função do tempo necessário para executá-
-las e da exigência específica em termos de mentalsomática.
Intervalos. Aproveitar os intervalos ao longo do dia para executar tais tarefas.
Enxugamento. Procurar enxugar as tarefas secundárias do dia a dia, buscando concentrá-
-las de modo a dispender menos tempo e energia.
Importante. Priorizar o mais importante, em horário nobre do dia, de acordo com o per­fil
consciencial.

Prescrição de verbete. Gargalo Operacional (Experimentologia; Homeostático); Trinômio


Prioridade-Desafio-Autossuperação (Recexologia; Homeostático); Pico Máximo de Inteligência
(Mentalsomatologia; Homeostático).

10. Autoinsegurança

Exemplo. “Será que vou conseguir escrever o livro?”


Comentários. Diante do desafio da aprendizagem, é comum o experimentador questionar-
-se da própria capacidade.
Solução. Realização: sustar especulações e iniciar a escrita.

34 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
Fazendo. Quando se dispõe da teoria básica, aprender fazendo acelera o domínio da escrita
conscienciológica.
Treino. O treino elimina a autoinsegurança porque a tarefa torna-se usual. A tendência
é da autoconfiança aumentar e o autor melhorar o desempenho na escrita.
Imersão. A imersão na escrita acelera o entrosamento do autor com o livro e propicia
a visão de conjunto da atividade.
Técnica. A técnica conscienciológica das 50 vezes mais qualifica qualquer manuscrito. Se
o autor planeja escrever 3 páginas, escreve 150 e depois seleciona as melhores ideias até reduzir
à meta estabelecida.

Prescrição de verbete. Acrasia (Experimentologia; Nosográfico); Primarismo Técnico (Expe­


rimentologia; Neutro); Compatibilidade Automotivação-trabalho (Experimentologia; Homeos­
tático).

11. Indisciplina

Exemplo. “Eu escrevo, quando é possível.”


Comentários. A indisciplina leva ao descontinuísmo na escrita, prejudicando o fluxo das
neoideias, a manutenção do holopensene da pesquisa, a atuação do amparo de função.
Irregularidade. Quando o autorando se empolga, trabalha com afinco no livro. Contudo,
o entusiasmo acaba e o autor não mantém o ritmo de produção, nem a regularidade no trabalho
e perde o fio da meada das ideias.
Recomeço. O escritor tem de recomeçar inúmeras vezes, desperdiçando tempo e energia,
para se inteirar do andamento da obra e retomar a rotina útil da escrita.
Solução. Regularidade.
Rotina. Arrumar horário e local adequados, rotina útil, constância na escrita.
Seriedade. Levar a escrita a sério, tal qual a tenepes.
Antes. Outra dica é escrever antes de se deixar enrolar pelas atividades do dia a dia, até
consolidar rotina autoral.

Prescrição de verbete. Indisciplina (Parapatologia; Nosográfico); Rotina Útil (Intrafisi­co­


logia; Homeostático); Turno Intelectual (Mentalsomatologia; Homeostático).

12. Preguiça

Exemplo. “Não tenho ânimo para escrever.”


Comentários. Qual é o sobrenome da sua preguiça? Preguiça mental? Preguiça física?
Preguiça emocional? Preguiça energética? Preguiça generalizada?
Solução. Mexer-se!
Check up. Fazer check up holossomático para averiguar possíveis patologias geradoras de
quadro de cansaço, por exemplo: hipotensão, desnutrição, taxas sanguíneas alteradas, desequilíbrio

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 35
hormonal, infecção, vermes, estafa, abatimento moral, problemas hepáticos, into­xicação orgânica,
obesidade, sedentarismo, bloqueios energéticos, incluindo os corticais, assédio, pusilanimidade,
dentre outras.
Tratamento. Ao identificar o fator desencadeante da preguiça, buscar tratamento ade­qua­
do: médico, consciencioterápico, nutricional, físico, energético.
Paralelo. Em paralelo, procurar “mexer-se”, porque todo problema é de ordem cons­ciencial
e depende da vontade da conscin superá-lo.
Negligência. O corpo não adoece sozinho, nem os demais veículos da consciência, houve
alguma negligência consciencial.

Prescrição de verbete. Acídia (Parapatologia; Nosográfico); Autodisposição (Experimen­


tologia; Homeostático); Inatividade Intelectual (Mentalsomatologia; Nosográfico).

13. Branco Mental

Exemplo. “Eu sento para escrever e não tenho nenhuma ideia.”


Comentários. Em geral, os excessos denotam anormalidade: ideia demais (enxurrio des­
con­trolado de ideias), ideia de menos (ausência absoluta de ideias).
Solução. Ideia chama ideia.
Destravamento. Toda pessoa adulta, estudada, atualizada, detém cabedal de informações.
A questão é destravar o fluxo ideativo.
Aquecimento. A leitura técnica referente a assunto do livro costuma proporcionar o aqueci­
mento neuronial, a ativação dos atributos mentais.
Palavra. Depois da leitura, escolher 1 palavra para refletir a respeito.
Associações. A partir da palavra escolhida, estabelecer as mais variadas associações de ideias.
Deslanchar. Ao deslanchar a fluidez mental, retornar ao objetivo inicial da escrita daquele
turno.

Prescrição de verbete. Aquecimento Neuronial (Mentalsomatologia; Homeostático); Trun­


ca­gem Intraconsciencial (Intraconscienciologia; Nosográfico); Intelecção (Mental­soma­tologia;
Homeostático).

14. Pressão Energética

Exemplo. “Quando vou escrever, sinto pressão energética.”


Comentários. Dependendo do tema do livro e da sensibilidade energoparapsíquica do
autor, essa condição tende a acontecer, devido às evocações feitas durante a escrita.
Interassistência. A escrita de livro conscienciológico envolve diversas possibilidades in­teras­
sis­tenciais, a conscins e consciexes. O escritor polariza o tema formando holopensene favorável
às reciclagens intraconscienciais, interconscienciais e heteroconscienciais.
Solução. EV antes, durante e depois.
Positividade. Procurar manter postura positiva e assistencial.

36 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
Pesquisa. Esse acontecimento é pista para se buscar o autentendimento. É pertinente
obser­var quando ocorre a pressão, o assunto em pauta, dentre outros detalhes.
Princípio. Aplicar o princípio conscienciológico: em matéria de parapsiquismo, só põe banca
quem tem competência.
Temas. Certos temas de pesquisa exigem veteranismo de desassédio, por exemplo, sexuali­
dade, belicismo, e devem ser evitados por iniciantes.

Prescrição de verbete. Assepsia Energética (Parassepsia; Homeostático); Autoimunidade Cons­


ciencial (Despertologia; Homeostático); Conscin Tenepessável (Interassistenciologia; Ho­meostático).

15. Interferências

Exemplo. “Quando eu sento para escrever, o telefone toca.”


Comentários. Os autores principiantes apresentam dificuldade para mudar de bloco, manter
a atenção dividida e escrever sem falhas, sendo interrompidos.
Fontes. Os escritores veteranos, traquejados, aproveitam até as interrupções como fontes
de inspiração, a partir das sincronicidades. No entanto, a escrita inteiriça demanda concentração
profunda, principalmente dos novatos.
Solução. Concentração mental: isolamento consciencial.
Concentração. A concentração mental reduz ou anula as interferências. Refletir em meio
ao caos deveria ser objetivo de todo pesquisador.
Turno. O escritor sensato elege o melhor horário do dia para o turno intelectual, quando
é possível recolher-se, isolando-se, eliminando os incômodos intrafísicos.
Nobre. Esse deve configurar o horário nobre da escrita, dedicado à geração e ao desenvol­
vimento das ideias e outras tarefas demandantes da atenção acurada.
Secundárias. As atividades secundárias podem ser desenvolvidas em outros momentos. Ao
longo do tempo, o autor motivado aprende a lidar com as interferências sem distração.
Adaptativa. Quanto mais adaptativa a conscin, mais facilidade para inserir-se no anda­mento
do mundo, contribuindo para que aconteça o melhor para todos, e menos exigente de con­dições
especiais, o mundo adaptando-se a ela.

Prescrição de verbete. Trabalho Antelucano (Autexperimentologia; Homeostático); Atenção


(Mentalsomatologia; Neutro); Atenção Dividida (Mentalsomatologia; Homeostático).

16. Depreciação do Texto

Exemplo. “Este texto está deplorável.”


Comentários. Quem vive oscilações de humor, faz abordagens extremistas 8 ou 80, tem
surtos de baixa autestima, sofre de tensão pré-menstrual, TPM, ou de outros quadros nosográficos,
deve evitar avaliar o texto nos dias de crise.

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 37
Solução. Aguardar mais 24 horas antes de tomar providências (exemplo: mudar tudo no
livro).
Teste. O teste-diagnóstico é o autor analisar os originais identificando aspectos positivos
e negativos do conteúdo e da forma, confor.
Prevalência. Quando ocorre a prevalência total do negativo, o filtro provavelmente está
contaminado, a conscin está desequilibrada e necessita se restabelecer.
Reequilíbrio. Retomando-se o equilíbrio, haverá melhores condições de examinar os ori­
ginais com mais racionalidade e menos emocionalismo.

Prescrição de verbete. Ruptura do Equilíbrio (Evoluciologia; Neutro); Xenopensene (Xeno­


pen­senologia; Neutro); Efeito do Estado Vibracional (Energossomatologia; Homeostático).

17. Desmotivação

Exemplo. “Está muito difícil escrever o livro, vou deixar para próxima vida.”
Comentários. Em geral, o ser humano comum desmotiva-se perante as dificuldades. Esse
é o ponto do gargalo, da virada, para mudar de patamar. Quando o autorando desiste no meio
do caminho, tende a ficar frustrado e a evitar a escrita futuramente.
Solução. Pensar nos assistidos e conquistar pequenos êxitos.
Antiegoísmo. Diante de obstáculos, o movimento antiegoico, em prol da interassisten­cia­
lidade, tende a fortalecer o autor porque a conscin muda de foco: pára de pensar nas próprias
mazelas e volta a atenção para a meta final.
Antiautovitimização. Antes de autovitimizar-se, a saída é retomar o trabalho pelo lado
mais fácil. Recomece por tarefas nas quais sabe ter êxito.
Concessão. Outra concessão é ser mais realista em relação às próprias capacidades. De nada
adianta almejar a obra dos deuses sem dispor do devido estofo para concretizá-la.
Ajuda. Quando a autossuperação falha, o ideal é procurar ajuda especializada.

Prescrição de verbete. Alternância de Tarefas (Alternanciologia; Neutro); Ânimo Extra


(Auto­rrecexologia; Homeostático); Verpon Motivadora (Mentalsomatologia; Homeostático).

18. Ansiedade

Exemplo. “Não consigo ficar sentada para escrever, levanto o tempo todo.”
Comentários. Se o corpo não pára, a conscin sucumbiu à psicomotricidade, ao cerebelo.
Há quem tenha pressa de terminar o livro, antes de começá-lo.
Solução. Esquecer a cronêmica e treinar a imobilidade física vígil.
Quietude. A inquietude do corpo desqualifica a quietude da mente. A consciência racio­
cina melhor com predominância da ação do mentalsoma.

38 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
Exercícios. Os exercícios físicos aliados à alimentação adequada e ao estilo de vida regrado
(fazer tudo devagar, tomar banho mais frio, dormir bem) drenam a ansiedade.
Imobilidade. A técnica conscienciológica da imobilidade física vígil é indicada aos ansiosos.
Consiste na conscin permanecer durante 3 horas imóvel, sentada em poltrona confortável, olhando
para parede branca, sem pensar em nada específico.
Parar. No dia a dia, quando ficar ansiosa, a conscin deve parar tudo, trabalhar com as
energias, até voltar à tranquilidade relativa já conquistada.
Datas. O autor ansioso também não deve se comprometer com datas fatais, tais como:
prazos apertados, deadlines inamovíveis, compromissos de última hora, evitando, assim, exacerbar
a ansiedade.

Prescrição de verbete. Ansiedade (Psicossomática; Nosográfico); Sedução da Simplificação


(Psicossomática; Nosográfico); Impaciência Disfuncional (Psicossomatologia; Nosográfico).

19. Dificuldades Específicas

Exemplo. “Tenho muitas ideias, porém não consigo organizá-las no papel.”


Comentário. As dificuldades específicas variam conforme o perfil e experiência da conscin
autora. Quanto mais técnica, menos amadorismo.
Solução. Tecnicidade e trabalho de Sísifo: repetir, repetir, repetir, até dominar a nova
habilidade.
Esforço. Novos aprendizados exigem esforço pessoal.
Dedicação. Quem se dedica, aprende mais rápido.
Técnica. “Para tudo existe técnica, o melhor modo de realizar algo.”
Persistência. A persistência é insubstituível para se chegar à proficiência.

Prescrição de verbete. Repetição Paciente (Experimentologia; Homeostático); Lei do Maior


Esforço (Holomaturologia; Homeostático); Compensação Intraconsciencial (Autoconsciencio­me­
tro­logia; Homeostático).

20. Perfeccionismo

Exemplo. “O meu livro não terá defeitos.”


Comentários. A orientação conscienciológica é transformar o perfeccionismo em deta­
lhismo.
Solução. Antes o bom realizado ao ideal sem fazer.
Livro. Não existe livro perfeito. Há sempre algo a melhorar. As ideias evoluem.
Autaceitação. Quem não é perfeito não faz livro perfeito.
Qualidade. O autor pode esmerar-se na qualidade dos detalhes da obra, no tocante ao
confor: ideias aprofundadas, concatenadas, reverificadas; precisão dos termos; evitação de cacó­
fatos, clareza na exposição.

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 39
Aprendizagem. O 1º livro conscienciológico é aprendizagem de autodesassédio auto­ral.
Investir energia nas reciclagens conscienciais é mais proveitoso a perseguir à perfeição, em vão.

Prescrição de verbete. Imperfectividade (Holomaturologia; Nosográfico); Detalhismo (Ex­


pe­rimentologia; Homeostático); Superexatidão (Holomaturologia; Homeostático).

21. Heterocomparação

Exemplo. “Não há mais nada para escrever, o Professor Waldo Vieira já escreveu sobre tudo.”
Comentários. O pesquisador Waldo Vieira, precursor da Conscienciologia, está lançando
a sementeira das verpons, ideias de ponta a serem experimentadas, analisadas, questionadas, por-
menorizadas, ampliadas, debatidas, refutadas e renovadas por outros pesquisadores.
Gabarito. Cada conscin no seu nível evolutivo. “O pesquisador de 1ª ordem vale por 50
de 2ª ordem.” Quem vem há muitas vidas cultivando ideias interassistenciais dispõe de forma
holopensênica para gestação de verpons avançadas.
Solução. Tradução e expansão das ideias.
Desafio. O maior desafio das ideias conscienciológicas é vivenciá-las.
Teática. Quanto mais teática, mais ideias para escrever.
Detalhe. As vivências mostram detalhes da teoria ainda inexplorados.
Compreensão. Quem compreende os conceitos conscienciológicos terá mais facilidade
para informá-los.
Verbete. Os verbetes da “Enciclopédia da Conscienciologia” comportam ampliações e trans­­
formações em livros, dicionários, tratados e outras enciclopédias, aplicando-se a técnica do detalhismo
e da exaustividade.
Afinidade. Na assistência, importa considerar a afinidade na relação assistente-assistido. Cada
autor tem grupocarma específico favorecendo o esclarecimento daquelas consciências.

Prescrição de verbete. Pesquisador Independente (Experimentologia; Homeostático); Facili­


tador da Conscienciologia (Parapedagogia; Homeostático); Megateste Conscienciológico (Autopes­
quisologia; Homeostático).

22. Academicismo Exacerbado

Exemplo. “Cadê o projeto de pesquisa?”


Comentários. O autor com vasta experiência universitária, por vezes, lida com a escrita do
livro conscienciológico tal qual estivesse produzindo monografia acadêmica.
Rigidez. O planejamento e a execução da obra são rígidos, lineares, impossibilitando
a vivência do paradigma consciencial, o princípio de os fatos nortearem a pesquisa.
Eletronótica. Ocorre também de abordar a Conscienciologia como se fosse a continuação
da Ciência Eletronótica e embasar a maior parte da pesquisa nos achados científicos convencionais,
apenas mencionando en passant, ao final, os conceitos conscienciológicos.

40 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
Defesa. Muitas vezes, isso ocorre em função da defesa autobiográfica, da dificuldade de
autoposicionamento ou do entendimento superficial das ideias conscienciológicas.
Solução. Desconstrução autopensênica.
FEP. A Conscienciologia não confere títulos a ninguém. A maior titulação do conscien­
ciólogo é a própria ficha evolutiva pessoal, FEP, resultante das conquistas evolutivas.
Descondicionamento. Para quem está acostumado a trabalhar dentro de parâmetros rigo­
rosos, necessita encontrar meios de promover o descondicionamento consciencial.
Criatividade. A singularidade consciencial precisa aflorar através da criatividade.
A.M. Nesse caso, a autoconscientização multidimensional, AM, derivada da vivência da
projetabilidade lúcida, talvez, seja o modo mais eficaz de desconstrução autopensênica da conscin
eletronótica.
Mundo. Com a prática do autoparapsiquismo lúcido, o mundo das aparências se desfaz
e a realidade do mundo aparece, provocando o questionamento e a mudança de valores na conscin
antes robotizada.

Prescrição de verbete. Douta Ignorância (Autodiscernimentologia; Nosográfico); Diferen­


cial da Conscienciologia (Evoluciologia; Homeostático); Inortodoxia (Cosmoeticologia; Neutro).

23. Euforin

Exemplo. “Hoje é dia de comemorar.”


Comentários. A geração de neoverpons pode causar euforin no autor e levá-lo ao hedo­
nismo, almejando apenas desfrutar daquele estado de plenitude.
Desvio. A euforin, quando mal administrada, é prejudicial à escrita do livro, pois desvia
a pensenidade do escritor da prioridade, comprometendo e desperdiçando a produtividade mental­
somática.
Solução. Trabalhar mais.
Tenepes. “O autor-tenepessista consegue suprimir a euforin lendo os pedidos da tenepes,
e refletindo sobre a necessidade interassistencial generalizada no planeta” (Vieira, 2009).
Tarefas. Outra solução apresentada por este pesquisador veterano, no intuito do escritor
combater a euforin, é voltar-se para as tarefas árduas do livro, as mais enfadonhas para si.

Prescrição de verbete. Euforin (Psicossomática; Neutro); Abandonador (Autopriorologia;


Neutro); Trinômio da Holomaturidade (Holomaturologia; Homeostático).

24. Desorganização

Exemplo. “Não sei onde foi parar aquele material.”


Comentários. A desorganização do autor acarreta o retrabalho devido à perda de materiais,
à falta de medidas de segurança, enfim, à ausência generalizada de método de trabalho na ela­bo­
ração da obra.

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 41
Solução. Antientropia.
Antibagulhismo. Livrar-se dos excessos é o passo inicial antientropia, para qualificar o holo­­
pensene doméstico para as gestações conscienciais, gescons. Doe tudo aquilo sem uso ou em quan­
tidade desnecessária.
Lugar. Depois arranje lugar para tudo e mantenha a organização no cotidiano.
Segurança. Crie rotina de back up dos originais para evitar surpresas desagradáveis.
Pegadas. Na pesquisa, é interessante imitar os grandes exploradores: sempre deixar a pe-
gada por onde trilhou para depois encontrar o caminho de volta, se necessário. Isso significa datar as
impres­sões dos originais, fazer fichamento técnicos das fontes, anotar nos livros pessoais, separar
material estudado do não estudado, dentre outros procedimentos.

Prescrição de verbete. Autodesorganização (Parapatologia; Nosográfico); Autorganização


Livre (Intrafisicologia; Homeostático); Banco de Dados (Mentalsomatologia; Neutro).

25. Alienação

Exemplo. “Agora só quero escrever.”


Comentários. A atividade mentalsomática, com o tempo, torna-se extremamente gratifi­
cante, devido aos efeitos positivos no microuniverso consciencial do escritor.
Inexperiência. O autor inexperiente pode alienar-se da realidade, por exemplo, descuidan-
do--se do soma, dos compromissos profissionais e distanciando-se do(a) duplista.
Desligamento. Caso isso ocorra, os próprios amparadores se afastarão do contexto, pois
os caprichos predominaram, o egão dominou a situação.
Regulagem. Portanto, a autodisciplina, até na regulagem do prazer intelectual, é imprescin­
dível para quem almeja dedicar-se à proéxis autoral.
Solução. Responsabilidade.
Compromissos. Dividir o tempo de acordo com as atividades pessoais, sem negligenciar
nenhum compromisso de responsabilidade própria.
Horários. Marcar os horários e segui-los à risca, até se reeducar, mesmo contrariando-se
em algumas ocasiões, quando não dá vontade de parar de escrever.
Flexibilização. Com o tempo, a pessoa torna-se mais disciplinada e terá condições de
flexibilizar os turnos da escrita.
Inspirações. Outro aspecto é o fato de muitas inspirações para o livro surgirem em atuações
regulares da conscin, quando empenhada em outra atividade, além da escrita.
Artigo. A ideia básica deste artigo surgiu durante atuação profissional da autora, sendo
depois adaptada ao contexto da escrita conscienciológica.

Prescrição de verbete. Irresponsabilidade (Parapatologia; Nosográfico); Vida Humana (In­­


tra­­­fisicologia; Neutro); Experiência Compartilhada (Experimentologia; Neutro).

42 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
III – Depois da Escrita do Livro

26. Expectativa

Exemplo. “E se a editora não aprovar o livro?”


Comentários. A escrita de livro de autoria única é atividade predominantemente indi­
vidual. No entanto, quando da publicação da obra, existe a necessidade de se abrir espaço para
outros especialistas participarem do livro, conferindo-lhe mais contribuições.
Solução. Realismo.
Concreta. A escrita é concreta, está ali no papel, visível para todos.
Editora. Toda editora tem política editorial própria e critérios de publicação.
Aceitação. Quando o livro atende esses critérios, é publicado. Quando não, é devolvido
ao autor com sugestões de melhoria.
Despreocupação. Se o escritor esforçou-se para escrever o melhor livro dentro das possi­
bilidades conscienciais e conseguiu conclui-lo, não deveria ter essa preocupação.
Compartilhamento. Vale a pena compartilhar a publicação da obra com os técnicos para,
daqui a dez anos, evitar arrependimento de ter escrito livro sem qualidade.
Refazer. Caso o livro não atenda às exigências de qualidade da editora, o máximo a ocorrer
será a solicitação para o autor refazer a obra.
Vantagem. O autor inteligente procura lidar com a situação com maturidade, seja contrar­
gu­mentando, fazendo as devidas modificações, repensando o modo de escrever, dentre outras
possibilidades.

Prescrição de verbete. Dependência Indireta (Conviviologia; Neutro); Sustentação Factual


(Argumentologia; Homeostático); Interconfiança (Interconfianciologia; Homeostático).

27. Tensão

Exemplo. “Não aguento mais esperar o retorno dos revisores.”


Comentários. O período entre a entrega dos originais para a editora e o retorno dos revi­
so­res é de grande tensão, para muitos autores. Tal situação demonstra, até certo ponto, falta de
ocupação. Quando o autor deposita todas as esperanças em único livro, se algo não sair a con­tento,
o mundo pessoal desabará. O livro é importante, no entanto, nem só de publicar livros é feita a proéxis.
Solução. Ocupação.
Escritos. Quem leva a escrita a sério, sempre tem material em andamento, para escrever,
pesquisar, complementar, revisar, debater. O autor profissional não pára, dispõe de planejamento
cronológico das gescons e procura dar seguimento ao trabalho intelectual.
Antimasoquismo. Somente os masoquistas aguardam sentados, o dia de entrega das
revi­sões, sem fazer nada. Quando ocorrem intercorrências nos trabalhos de revisão, o prazo
é estendido, acarretando-lhes mais apreensão.

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 43
Ocupação. Portanto, encontrar outra ocupação de interesse do autor é a melhor saída para
a espera menos angustiante do aval dos editores.
Sustentação. Há maior sustentação do holopensene da escrita quando se encadeia o final do
trabalho antigo com o início da nova gescon.

Prescrição de verbete. Autocontrole (Holomaturologia; Homeostático); Parêntese Pato­lógico


(Grafopensenologia; Nosográfico); Planilha Evolutiva (Evoluciologia; Homeostático).

28. Anti-heterocríticas

Exemplo. “Não dediquei tanto tempo escrevendo para outras pessoas, dentre elas quem
nunca escreveu nada, cravar de críticas o livro.”
Comentários. Quem não quer receber heterocríticas, não tem perfil para exercer a ativi­
dade autoral. Publicar livro é a autexposição documentada da autopensenidade, sujeita a análises
dignas, indignas, fidedignas, hoje e depois, até quando o livro durar.
Impactante. Quanto mais seja o tema controvertível e as informações impactantes, mais
o livro causará desconforto nas consciências estratificadas e os contrapensenes serão proporcionais,
devido aos patrulheiros ideológicos, conscins e consciexes.
Solução. Autocrítica. “Qual percentual do Cosmos ainda desconheço?”
Enriquecimento. O ideal é a conscin escritora entender a crítica ao modo de possibilidade
do enriquecimento da autopensenidade. Quem está de fora, às vezes, enxerga melhor os defeitos
e as qualidades do autor, principalmente da conscin caloura em autocrítica.
Antiprepotência. É difícil explicitar 1 ideia totalmente para todos. Cada cabeça, 1 sentença,
diz o ditado popular.
Entendimento. De nada valem grandes ideias se os leitores não a compreendem.
Ajustes. As heterocríticas apontam possíveis ajustes nos originais, tornando-os mais comple­
tos e compreensíveis ao público-alvo da obra.
Antiegão. Outra utilidade das heterocríticas é o desbaste do egão, ampliando a convivência
sadia intra e extrafísica.
Aula. Ao receber as críticas, a conscin observadora tem verdadeira aula de heterocrítica:
das construtivas e interassistenciais às ácidas e mal intencionadas.
Relevar. Em muitos casos, a crítica apresenta conteúdo pertinente, mas forma desconcertante.
É a chance da conscin autora praticar a relevalidade interassistencial.
Parouvidos. Quem não escuta as conscins, dificilmente disponibilizará os parouvidos às cons-
ciexes.
Antirresistência. Na Cognópolis, há atividades propícias para ajudar o autor a romper
a resistência a receber heterocríticas, por exemplo: conscin-cobaia, conscienciografia em debate,
consciencioterapia, assessoria grafopensênica.

Prescrição de verbete. Crítica Benéfica (Autodiscernimentologia; Homeostático); Cons­


ciên­cia Crítica Cosmoética (Cosmoeticologia; Homeostática); Relevalidade (Holoma­turo­logia;
Ho­meos­tático).

44 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
29. Falta de Acabativa

Exemplo. “Cheguei no meu limite.” (E esmorece antes da finalização total da obra).


Comentários. Há quem desista próximo da vitória. Qual autossabotagem está envolvida
nesse processo?
Solução. Honrar os compromissos até o final.
Limite. O limite consciencial aumenta diante do esforço extra. Mesmo quando se pensa
ter exaurido as próprias forças, o autor tem capacidade de avançar mais. São as ampliações dos
recordes conscienciais, neoparâmetros de aferição do autodesempenho.
Higiene. Existe a opção do escritor engavetar o livro por alguns dias, fazer higiene mental
ocupando-se com outras atividades e depois retomar a escrita do livro até terminá-lo.
Prescrição de verbete. Atelia (Autopesquisologia; Neutro); Parada Produtiva (Autexperi­
men­tologia; Homeostático); Aprofundamento da Pesquisa (Experimentologia; Neutro).

30. Abandono da Obra

Exemplo. “Não quero mais saber desse livro.”


Comentários. Após trabalhar intensamente na confecção e na publicação do livro cons­
cienciológico, o autor pode abandoná-lo, desinteressando-se pelo tema, pela atualização das edi­
ções, através de revisões, ampliações e outras demandas.
Cuidados. O livro é semelhante ao cultivo de planta. Durante certo período, exige cuida­dos
extremos até criar vida própria. Depois sobrevive a partir do holopensene retralimentado pelos
leitores, críticos, divulgadores.
Solução. Reassumir a gescon.
Atenção. Quando necessário, o autor consciencioso investe atenção no livro já publicado,
mesmo estando ocupado com a elaboração de neoobras.
Atualizações. As atualizações do livro mediante novas edições mantém a seriedade do com-
promisso do autor com o público e com a editora.
Prescrição de verbete. Refinamento Formal (Exaustivologia; Neutro); Acrescentamento
(Maxi­mologia; Neutro); Autocorreção (Autocosmoeticologia; Homeostático).

31. Minidissidência Conscienciológica

Exemplo. A conscin permaneceu na Conscienciologia durante anos, até exercendo alguma


liderança e depois abandona tudo em função de religião, para abrir instituição própria de estudos
da consciência, ou realizar outros empreendimentos, desvinculando-se da maxiproéxis.
Comentários. Ter livro conscienciológico publicado não garante a manutenção das reci­
clagens conscienciais do autor na Conscienciologia.
Regressão. Quando a imaturidade aflora e exacerba o trafar, a conscin pode regredir, pade­­
cendo, por exemplo, da síndrome de Swedenborg, síndrome da dispersão consciencial, síndrome da
ectopia afetiva, SEA, dentre outras.

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 45
Ego. O livro também, aos moldes da síndrome do diploma, pode inflar o ego do escritor,
levando-o a optar pela carreira solo, a “maxipeça no minimecanismo”.
Divergência. Dentre as causas comuns da minidissidência estão os conflitos inter­
cons­cien­ciais, a partir de divergências recalcitrantes e resistentes a ponderações contrapontuais.
A conscin não cede no ponto de vista pessoal. Considera-se certa e todo mundo errado. Mantém-
-se anta­gônica e afasta-se.
Solução. Minipeça interassistencial e retomada de tarefa.
Amparadores. As gescons evolutivas envolvem os amparadores, consciências técnicas
e uni­versalistas. A manutenção do amparo de função exige autesforço contínuo.
Maximecanismo. Para se alcançar a condição de minipeça no maximecanismo evolutivo,
primeiro, é necessário a vivência na interdependência, na grupalidade.
Maxiproéxis. O trabalho em grupo exige da conscin aprender a colocar os interesses grupais
acima de individualismos e egoísmos pessoais.
Burilamento. Essa condição ajuda no burilamento dos traços conscienciais, de modo
a torná-los mais compatíveis com os interesses assistenciais de consciexes amparadoras.
Aproximação. A qualificação de valores, interesses e interrelações, pouco a pouco, apro­xi­ma
a consciência de equipes de amparadores até, em vidas futuras, tornar-se similar a eles.

Prescrição de verbete. Anticatarse (Antirrecexologia; Nosográfico); Autodesempenho Proexoló­


gico (Proexologia; Homeostático); Minipeça Interassistencial (Interassistenciologia; Homeos­tá­tico).

32. Síndrome do Segundo Livro

Exemplo. “Preciso fazer o segundo livro muito superior ao primeiro.” (O autor preocupa-
-se tanto com esta condição, paralisa-se, não produz nada).
Comentários. Cada livro escrito e publicado constitui degrau no aprendizado da escrita
verponológica.
Lacunas. Os enganos, os erros e as omissões da obra anterior apontam as lacunas cons­
cien­ciais a serem sanadas pelo autor. Toda atividade permite autossuperações.
Reciclagem. No entanto, ninguém vira serenão da noite para o dia. Se o livro reflete
a auto­pensenidade do escritor, há necessidade da recin, a reciclagem intraconsciencial, para os
próximos livros apresentarem maior qualidade didática.
Solução. Autoqualificação cosmoética.
Levantamento. Após a publicação de cada livro, fazer revisão profunda da obra, levantando
os pontos altos e as falhas cometidas.
Heterocríticas. Pedir heterocríticas dos leitores e especialistas no tema e no confor.
Qualificação. Procurar investir na melhoria da ortopensenidade, da retilinearidade autopen­
sênica, no aperfeiçoamento de talentos e no desenvolvimento de habilidades e competências
importantes à escrita conscienciológica e ainda faltantes na vida do autor.

Prescrição de verbete. Linearidade da Autopensenização (Autopensenologia; Homeos­tá­


tico); Princípio Conscienciocêntrico (Holomaturologia; Homeostático); Rastro Textual (Grafo­pen­­
se­nologia; Homeostático).

46 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
Autopesquisa. Eis o quadro-síntese dos problemas discutidos, listados em ordem alfabética,
com respectivas soluções e páginas para o leitor ou a leitora fazer a autopesquisa:
Quadro-síntese. Problema / Solução / Página
Problema Solução p.
Abandono da Obra Reassumir a gescon 30
Academicismo Exacerbado Desconstrução autopensênica 31
Alienação Responsabilidade 31
Ansiedade Esquecer a cronêmica, treinar a imobilidade física vígil 32
Anti-heterocríticas Autocrítica 32
Autoderrotismo Autoquestionamentos 32
Autoinsegurança Realização 33
Branco Mental Ideia chama ideia 33
Depreciação do Texto Aguardar mais 24 horas 34
Desmotivação Pensar nos assistidos e conquistar pequenos êxitos 34
Desorganização Antientropia 35
Dificuldades Específicas Tecnicidade e repetição 35
Dispersividade Megafocagem 36
Euforin Trabalhar mais 36
Expectativa Realismo 37
Falta de Acabativa Honrar compromissos até o final 37
Falta de Tempo Organização mental 38
Heterocomparação Tradução e expansão das ideias 38
Improdutividade Inventariologia diária 39
Indecisão Decidir fazer 39
Indisciplina Regularidade 40
Interferências Concentração mental: isolamento consciencial 40
Inveja Aproveitar melhor os recursos pessoais 41
Megalomania Menos é mais 41
Minidissidência Minipeça interassistencial e retomada de tarefa 42
Orgulho Descensão cosmoética 43
Perfeccionismo Antes o bom realizado ao ideal sem fazer 43
Postergação Aproveitar o momento evolutivo 44
Preguiça Mexer-se! 45
Pressão Energética EV antes, durante, depois 45
Síndrome do 2º Livro Autoqualificação cosmoética 45
Tensão Ocupação 46

Resoluções. Quem sofre vários desses problemas, deve começar a resolver algum deles. Ao
superá-lo, passa para o próximo.
Auxílio. Quando o autodesassédio não funciona, o ideal é procurar auxílio técnico.
Encaminhamento. A Uniescon poderá auxiliar a orientar e a encaminhar o autor de acordo
com a problemática específica para as instâncias especializadas da Cognópolis.

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 47
Nota:
1. Vieira, Waldo; Linha de Montagem; Tertúlia Conscienciológica; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR;
15.08.09; Anotações pessoais.

Referências:
1. Vieira, Waldo; 200 Teáticas da Conscienciologia; 260 p.; 200 caps.; 13 refs.; alf.; 21 x 14 cm; br.;
Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ; 1997; página 122.
2. Idem; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 700 caps.; 147 abrevs.; 600 enus.;
8 índices; 2 tabs.; 300 testes; glos. 280 termos; 5.116 refs.; alf.; geo.; ono.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Insti­tuto
Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro; RJ; 1994; páginas 340 e 607.
3. Idem; Enciclopédia da Conscienciologia; CD-ROM; 5.272 páginas; 1.365 verbetes; 234 espe­
cia­lidades; 5ª Ed.; Associação Internacional Editares, Associação Internacional de Comunicação Conscien­
ciológica (Comunicons) & Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Cons­cienciologia
(CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; 2009; verbetes referenciados: Abandonador (Autoprio­rologia; Neutro),
p. 59; Acídia (Parapatologia; Nosográfico), p. 131; Acrasia (Experimentologia; Nosográfico), p. 152;
Acres­centamento (Ma­ximologia; Neutro), p. 155; Ânimo Extra (Autorrecexologia; Homeostático), p. 370;
Ansiedade (Psi­­­cos­so­mática; Nosográfico), p. 380; Anticatarse (Antirrecexolo­gia; Nosográfico), p. 446;
Antirre­ti­­li­nea­ridade (Holomaturologia; Nosográfico), p. 499; Aprofundamento da Pesquisa (Experimento-
logia; Neutro), p. 560; Aproveitamento do Tempo (Autoproexologia; Homeos­tático) p. 564; Aquecimento
Neu­­ronial (Men­talsomatologia; Homeostático), p. 568; Assepsia Energética (Parassepsia; Homeostático),
p. 599; Atelia (Autopesquisologia; Neutro), p. 621; Atenção (Mentalsoma­to­logia; Neutro), p. 624; Aten­
ção Divi­dida (Men­talsomática; Homeostático), p. 627; Atraso de Vida (Eto­logia; Nosográfico), p. 659;
Auto­con­trole (Holomaturologia; Homeostático), p. 821; Autocorreção (Autocosmoeticologia; Neutro),
p. 829; Auto­d esempenho Proexológico (Proexologia; Homeostático), p. 868; Autodesorganiza-
ção (Para­patologia; Noso­gráfico), p. 873; Autodisposição (Experimentologia; Ho­meostático), p. 908;
Autoimuni­dade Consciencial (Despertologia; Homeostático), p. 943; Automa­nobra Dilatória (An-
tiproexologia; Nosográfico), p. 971; Autorganização Livre (Intrafisicologia; Homeostático), p. 1070;
Autorresolução (Auto­discernimentologia; Homeostático), p. 1092; Banco de Dados (Mentalsomá­tica;
Neutro), p. 1185; Barreira Teórica (Autopes­quisologia; Neutro), p. 1236; Centrifugação do Egão (Ego-
logia; Homeostático), p. 1437; Cláusula Pétrea (Proexologia; Homeostático), p. 1489; Compa­tibi­li­dade
Automotivação-Trabalho (Experimen­tologia; Homeostático), p. 1578; Compensação Intraconscien­cial
(Autoconscien­cio­metria; Ho­meostático), p. 1581; Consciência Crítica Cosmoética (Cosmoeticologia; Homeostático),
p. 1708; Cons­cin Tenepessável (Interassistenciologia; Homeostático), p. 1833; Cosmoética Formal (Cosmoeti­
cologia; Homeostático), p. 1894; Crítica Benéfica (Autodiscernimentologia; Homeostá­tico), p. 1937; De-
cidofobia (Parapatologia; Nosográfico), p. 1992; Dependência Indireta (Conviviologia; Neutro), p. 2023;
Desafeição (Parapatolo­gia; Nosográfico), p. 2027; Descensão Cosmoética (Evoluciologia; Homeostático), p.
2051; Desviacionis­mo (Proexologia; Nosográfico), p. 2085; Detalhismo (Experi­men­tologia; Homeostático),
p. 2091; Diferencial da Conscienciologia (Evoluciologia; Homeostático), p. 2114; Douta Ignorância (Auto­
discernimentologia; Nosográfico), p. 2172; Efeito do Estado Vibracional (Energos­so­matologia; Homeostático),
p. 2219; Espera Inútil (Experimentologia; Nosográfico), p.2381; Estatística Motivadora (Autexperimentologia;
Homeostá­tico), p. 2394; Euforin (Psicossomática; Neutro), p. 2415; Experiência Compartilhada (Experimen­
to­logia; Neutro), p. 2482; Facilitador da Conscienciologia (Para­pedagogia; Homeostático), p. 2522; Gargalo
Operacional (Experimentologia; Homeostático), p. 2662; Impaciência Disfuncional (Psicosso­matologia;
Nosográfico), p. 2868; Imperfectividade (Holomaturologia; Nosográfico), p. 2884; Inatividade Intelectual
(Mentalsomática; Nosográfico), p. 2901; Incompletude (Holomaturologia; Nosográfico), p. 2923; Indis­ciplina
(Parapatologia; Nosográfico), p. 2934; Inortodoxia (Cosmoética; Neu­tro), p. 2974; Intelecção (Mentalsomá-
tica; Homeostático), p. 3012; Interassedialidade (Grupocarmo­logia; Nosográfico), p. 3056; Interconfiança
(Interconfianciologia; Homeostático), p. 3066; Irresponsabili­dade (Parapatologia; Nosográ­fico), p. 3153;

48 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
Lacuna da Formação Cultural (Experimen­to­lo­gia; Nosográfico), p. 3193; Lei do Maior Esforço (Holomatu-
rologia; Homeostático), p. 3212; Limite Inte­ligente (Holo­ma­turologia; Homeostá­tico), p. 3236; Linearidade
da Autopensenização (Autopensenologia; Homeos­tático), p. 3239; Megadesafio do Intermissivista (Maxipro-
exologia; Homeostático), p. 3417; Megateste Conscien­ciológico (Autopesqui­sologia; Homeostático), p. 3493;
Microinteresse (Autoprio­ro­logia; Nosográfico), p. 3549; Minipeça In­teras­sis­tencial (Interassistenciologia;
Homeostático), p. 3577; Para­da Produtiva (Autex­perimentação; Ho­meostático), p. 3837; Parêntese Patológico
(Grafopensenologia; Noso­gráfico), p. 3970; Pesquisador Inde­pendente (Experimentologia; Homeostático),
p. 4049; Pico Máxi­mo de Inteligência (Mentalsomática; Homeostático), p. 4053; Planilha Evolutiva (Evolu-
ciologia; Ho­meostático), p. 4063; Preço da Verpon (Verponologia; Homeostático), p. 4149; Primarismo Téc-
nico (Experimentologia; Neutro), p. 4200; Prin­cí­pio Conscienciocêntrico (Holomaturologia; Homeostático),
p. 4236; Prioridade (Autevoluciologia; Neutro), p. 4268; Prioridade da Escrita (Comunicologia; Ho­meostáti­
co), p. 4272; Prova de Orgulho (Autocons­cien­ciometria; Nosográfico), p. 4312; Rastro Textual (Gra­­fo­pen­
senologia; Ho­­meostático), p. 4420; Refinamento Formal (Exaustivologia; Neutro), p. 4529; Relevalidade
(Holoma­tu­­rologia; Homeos­tático), p. 4545; Repetição Paciente (Experimentologia; Homeos­tático), p. 4551;
Rotina Útil (Intrafisicologia; Homeostá­tico), p. 4601; Ruptura do Equilíbrio (Evolucio­logia; Neutro), p. 4604;
Sedu­ção da Simpli­ficação (Psi­cossomática; Nosográfico), p. 4649; Sistemata (Experimentologia; Neutro),
p. 4760; Superexa­tidão (Holomaturologia; Homeostático), p. 4815; Sustentação Factual (Argumentologia;
Homeostático), p. 4821; Trabalho Antelucano (Autexperimen­to­logia; Homeostático), p. 5041; Trinômio da
Holomatu­ridade (Holomaturologia; Homeostático), p. 5086; Trinômio Prioridade-Desafio-Autossuperação
(Rece­xo­logia; Homeostático), p. 5092; Truncagem Intraconsciencial (Intra­cons­cien­­ciologia; Nosográfico),
p. 5101; Turno Intelectual (Mentalsomática; Homeos­tático), p. 5105; Verba­cio­logia (Cons­cienciometria;
Homeos­tático), p. 5142; Verpon Motivadora (Mentalsomática; Ho­meostá­tico), p. 5172; Vida Humana (Intra­
fisi­cologia; Neutro), p. 5185; Xenopensene (Xenopensenologia; Neutro), p. 5229.
4. Idem; Homo sapiens reurbanisatus; 1.584 p.; Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da
Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; 2004; página 129.

Bibliografia Consultada:
1. Vieira, Waldo; Enciclopédia da Conscienciologia; CD-ROM 1.365 verbetes; 5.272 páginas; 234
especialidades; 5ª Ed.; Associação Internacional Editares, Associação Internacional de Comunicação Consciencio­
lógica (Comunicons) & Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscien­ciologia (CEAEC);
Foz do Iguaçu, PR; 2009; verbetes consultados: Abertismo Consciencial (Autoprioro­logia; Neu­tro), p. 66;
Acriticismo (Parapatologia; Nosográfico), p. 159; Adminis­tração da Vida Intelectual (Ex­pe­ri­mentologia;
Homeostático), p. 177; Adversário Ideológico (Convíviolo­gia; Neutro), p. 187; Amparo Extrafísico (Assisten-
ciologia; Homeostático), p. 325; Anticura (Consciencioterapia; Nosográfico), p. 456; Atitude Pró-amparador
Extrafísico (Interassistenciologia; Homeostático), p. 640; Atri­buto Consciencial (Mentalsomatologia; Neu-
tro), p. 669; Autassédio (Parapatologia; Nosográfico), p. 711; Autautoridade Viv­en­cial (Autopesquisologia;
Homestático), p. 714; Autexpressão (Comunicologia; Neutro), p. 754; Auto­­­compromisso Multidimensional
(Multidimensionologia; Homeostático), p. 788; Autocorrupção (Para­patologia; Nosográfico), p. 833; Au-
tocura (Consciencioterapia; Homeostático), p. 845; Autodefesa Ener­gética (Paraprofilaxia; Homeostático),
p. 852; Autodesassedialidade (Autoconscien­cioterapia; Ho­meos­tático), p. 863; Autodesempenho Proexológico
(Proexologia; Homeostático), p. 868; Autodesprio­rização (Autodiscernimentologia; Nosográfico), p. 877; Au-
todestravamento (Proexologia; Homeostático), p. 883; Autodiscernimento (Holomaturologia; Homeostático),
p. 894; Autodiscernimento Energéti­co (Ener­gossomatologia; Homeostático), p. 904; Autoincorruptibilidade
(Cosmoética; Homeos­tático), p. 950; Autoinsegurança (Psicossomática; Nosográfico), p. 954; Autojustifica-
tiva (Autoconsciencio­metria; Neu­tro), p. 957; Automotivação (Psicossomática; Homeos­tático), 983; Autorado
(Mentalsomática; Neutro), p. 1066; Autovitimização (Parapatologia; Nosográfico), p. 1133; Código Pessoal
de Cosmoética (Cosmoé­tica; Homeostático), p. 1509; Consciência Gráfica (Comunicologia; Homeostático),
p. 1723; Cons­cin Eletronó­tica (Intrafisicologia; Nosográfico), p. 1793; Curso Intermissivo (Intermissiolo-
gia; Homeostático), p. 1971; Divulgação Científica (Comunicologia; Neutro), p. 2159; Estado Vibracional
(Ener­gos­somatologia; Ho­meos­tático), p. 2384; Estafa Intelectual (Experimentologia; Nosográfico), p. 2391;
Ficha Evolutiva Pessoal (Autevoluciologia; Neutro), p. 2589; Frustração (Psicossomática; Noso­gráfico),

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 49
p. 2633; Higiene Conscien­cial (Parassepsia; Homeostático), p. 2739; Hipotensão (Parapatologia; Nosográfico),
p. 2761; Horário Nobre (Mentalsomatologia; Homeostático), p. 2814; Impedimento ao Estado Vibracional
(Energossoma­tologia; Nosográfico), p. 2880; Incompatibilidade da Conscienciologia (Experimentologia;
Homeostático), p. 2916; Inspiração (Heuristicologia; Neutro), p. 2986; Intencio­nolo­gia (Holoma­turo­logia;
Neutro), p. 3039; Intermissivista (Intermissiologia; Homeostático), p. 3096; Inter­prisiologia (Gru­po­car­
malogia; Nosográfico), p. 3105; Inventariologia (Proexologia; Homeostático), p. 3133; Manu­tenção Dinâmica
(Cons­tan­ciologia; Homeostático), p. 3322; Megapatologia Intracons­ciencial (Parapato­logia; Nosográfico), p.
3443; Melex (Intermissiologia; Nosográfico), p. 3527; Ortopen­senidade (Cos­moética; Homeostático), p. 3783;
Parti­lha do Saber (Seriexologia; Homeostático), p. 3980; Prova Geral de Cons­cienciologia (Para­pedagogia;
Homeostático), p. 4316; Saúde Emocional (Autoconscien­cio­metrologia; Homeostático), p. 4633; Saúde
Física (Autoconscienciometrologia; Homeostático), p. 4637; Saúde Inte­lectual (Autoconsciencio­me­trologia;
Homeostático), p. 4640; Saúde Mental (Autoconscien­cio­metrologia; Homeostático), p. 4643; Saúde Parapsí-
quica (Autoconscienciometrologia; Homeostático), p. 4646; Teati­cologia (Intrafisicologia; Homeos­tático), p.
4887; Técnica da Exaustividade (Experimen­to­logia; Neutro), p. 4912; Técnica da Se­gunda Redação (Con-
formática; Neutro), p. 4922; Tertúlia Conscienciológica (Parapedagogia; Neutro), p. 4999; Tríade da Erronia
(Parapatologia; Nosográfico), p. 5077; Verponarium (Verponologia; Homeos­tático), p. 5168; Via Expressa do
Pensamento (Comunicolo­gia; Homeostático), p. 5179.

Leitura recomendada:
01. Allen, David; Gerencie sua Mente, Não o seu Tempo: 52 Princípios do Código da Pro­du­tividade
(Ready for Anything); 200 p.; Landscape; São Paulo, SP; 2006.
O livro enfatiza a importância de se fazer anotações sobre tudo para deixar mais espaço mental livre
favorecendo o processo da criatividade e defende a tese da falta de organização mental como causa da impro-
dutividade em vez da falta de tempo. O autor atua de coach de executivos há mais de 20 anos.

02. Cameron, Julia; Escreva e Emagreça (The Writing Diet); 240 p.; Fontanar; Rio de Janeiro, RJ;
2007.
O livro apresenta correlação entre autoexpressão, autopercepção, autodesintoxicação, emagrecimen-
to e criatividade. Surgiu da observação dos efeitos da escrita diária livre e a regulagem de peso dos alunos.
A autora trabalha, em New York, com programa de desbloqueio da criatividade há 25 anos.

03. Cooper, Robert K.; Não tropece nas Próprias Pernas: pare de se Sabotar e seja Tudo o que Você
pode Ser (Get Out of Your Own Way); 288 p.; Elsevier; Rio de Janeiro, RJ; 2006.
O livro apresenta diversas técnicas aplicáveis no dia a dia visando a construção de hábitos sadios
e rotinas produtivas e explicações sobre os mecanismos de funcionamento cerebral. O autor é pesquisador
independente, estudioso da neurociência e consultor em liderança, com estudos de mais de 30 anos sobre
superação pessoal.

04. Emmett, Rita; Não deixe para Depois o que Você pode Fazer Agora (The Procrastinator´s Hand-
book); 154 p.; Sextante; Rio de Janeiro, RJ; 2003.
O livro mostra as autocorrupções e efeitos relativos à protelação e propicia ferramentas para a pes­­soa
tornar-se mais proativa. A autora é conferencista profissional de grandes empresas.

05. Garcia, Luiz Fernando; Pessoas de Resultado: o Perfil de Quem se destaca Sempre; 154
p.; Gente; Rio de Janeiro, RJ; 2003.
O livro explana sobre as 7 características comuns identificadas em pesquisa com pessoas realizadoras,
no âmbito pessoal e profissional, mostrando o contraponto negativo e respectivas soluções.

06. Joeci, Góes; A Inveja nossa de cada Dia: como Lidar com Ela; 516 p.; Topbooks Polifucs; Rio de
Janeiro, RJ; 2001.

50 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
O livro traz análise multidisciplinar da inveja e fornece meios do leitor enfrentá-la. O autor é advogado,
empresário e ex-deputado federal. A ideia de escrever o livro surgiu da intenção de melhorar a con­­vi­vência
humana.

07. Mascarenhas, Denise; Da Timidez à Expressão de Si Mesmo; 158 p.; Leitura; Belo Horizonte,
MG; 2007.
O livro é baseado na experiência pessoal da autora de autossuperação da baixa autestima. A autora tem
formação em Psicologia e Engenharia. É professora, palestrante e facilitadora de grupos e workshops no Brasil
e Exterior.

08. Maxwell, John C.; Talento não é Tudo: descubra os 13 Princípios para Você Superar seus Talen­tos
e Maximizar suas Habilidades (Talent is Never Enough: discover the Choices that will take you beyond your Talent);
310 p.; Thomas Nelson Brasil; Rio de Janeiro, RJ; 2007.
O livro mostra o desperdício do talento quando pouco valorizado e mal utilizado e fornece técnicas
para a pessoa obter mais resultados a partir dos talentos pessoais. O autor é especialista em treinamento de
líderes e escritor de best-sellers.

09. Ury, William; O Poder do Não Positivo (Positive No); 236 p.; Elsevier; Rio de Janeiro, RJ; 2007.
O livro apresenta técnicas de “como dizer não” de forma diplomática. O autor é pacifista, mediador
internacional há mais de 3 décadas, diretor do Programa de Negociação de Harvard. Escreveu o livro em
5 anos. Teve a inspiração para escrevê-lo durante viagem ao Brasil, com esposa e filhos, sendo estes brasileiros.

10. Zeigler, Ken; Como se Tornar mais Produtivo (Getting Organized at Work); 78 p.; Sextante; Rio
de Janeiro, RJ; 2007.
O livro oferece técnicas simples para a pessoa não sucumbir ao rolo compressor das pressões no dia
a dia. O autor, ex-executivo de empresas multinacionais, é especialista em gerenciamento do tempo, orga­
nização e produtividade.

Artigos conscienciológicos:
01. Almeida, Nazaré; Gonçalves, Luiz; & Soares, Fátima; Decidofobia; Proceedings of the 4th Cons-
ciential Health Meeting (Anais da IV Jornada de Saúde da Consciência; 07 a 10 setembro 2006); Journal of
Conscientiology; Revista; trimestral; Vol. 9; N. 33-S; IAC; London, UK; páginas 213 a 234.
02. Arakaki, Kátia; Auto-estima e Proéxis; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 5; N. 3; CEAEC; Foz
do Iguaçu, PR; jul. / set., 2001; páginas 98 a 106.
03. Idem; Auto-estima e Síndrome de Satélite; Conscientia; III Cinvéxis; 19 a 22 julho 2004; Re­vista;
trimestral; Vol. 6; N. 4; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; out. / dez., 2002; páginas 210 a 218.
04. Idem; Como Aproveitar Melhor as Tertúlias; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 10; N. 2; CE-
AEC; Foz do Iguaçu, PR; abr. / jun., 2006; páginas 224 a 226.
05. Idem; Holociclo: Laboratório do Desassédio Mentalsomático; Conscientia; I Jornada de Des­
per­tologia; 15 a 17 julho 2005; Revista; trimestral; Vol. 8; N. 2; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; abr.
/ jun., 2004; páginas 63 a 77.
06. Balona, Málu; Binômio Autovitimização-Autobenignidade aplicado à Autocuroterapia; Cons­
cien­tia; V Jornada de Saúde da Consciência e II Simpósio de Autoconsciencioterapia; Discernimentum
5 a 7 setembro 2008; Revista; trimestral; Vol. 12; N. 1; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jan. / mar., 2008; pági­
nas 62 a 73; 5 a 7 setembro 2008; Revista; trimestral; Vol. 12; N. 1; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jan. / mar.,
2008; pági­nas 62 a 73.
07. Bonassi, João; Three Hours of Physical Immobility: a Self-Experiment; Journal of Cons­cientiology;
Revista; Trimestral; Vol. 1; N. 3; IAC; London; UK; páginas 255 a 265.

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 51
08. Bonassi, Luiz; 100 Princípios Evolutivos; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 4; N. 4; CEAEC;
Foz do Iguaçu, PR; out. / dez., 2000; páginas 259 a 263.
09. Brito, Ernani; Desperticidade e Grafopensenes; Conscientia; I Jornada de Despertologia; 15
a 17 julho 2005; Revista; trimestral; Vol. 8; N. 2; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; abr. / jun., 2004; pá­ginas 110
a 116.
10. Carvalho, Juliana; Auto-estima: Uma Abordagem Autoconsciencioterápica; Conscientia;
V Jor­­nada de Saúde da Consciência e II Simpósio de Autoconsciencioterapia; Discernimentum 5 a 7 setembro
2008; Revista; trimestral; Vol. 12; N. 1; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jan. / mar., 2008; páginas 18 a 31.
11. Cerqueira, Flávia; Estudo Conscienciométrico da Assertividade Cosmoética; Conscientia; Re­vista;
trimestral; Vol; 9; N. 4; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; out. / dez., 2005; páginas 354 a 369.
12. Dias, Sebastião Feitosa; Decidofilia; Proceedings of the 4th Consciential Self-Research Meeting (Anais
da IV Jornada de Autopesquisa Conscienciológica; 21 a 23 abril 2006); Journal of Conscientiology; Revista;
trimestral; Vol. 8; N. 31-S; IAC; London, UK; páginas 121 a 129.
13. Farina, B.; Técnica de Mais 1 Ano de Vida Intrafísica; Conscientia; Revista; trimestral; Vol.
2; N. 3; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jul. / set., 1998; páginas 111 a 115.
14. Fernandes, I.; & Machado, D.; Resultados de uma Imersão no Laboratório da Pensenologia do
CEAEC; Conscientia; Revista; trimestral; Vol; 2; N. 3; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jul. / set., 1998; páginas
117 a 123.
15. Idem; Restringimento Intrafísico e a Técnica da Imobilidade Física Vígil; Conscientia; Revista;
trimestral; Vol. 2; N. 3; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jul. / set., 1998; páginas 135 a 139.
16. Gesing, Alzira; Intencionalidade; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 7; N. 4; CEAEC; Foz do
Iguaçu, PR; out. / dez., 2003; páginas 137 a 148.
17. Idem; Teática Cosmoética na Conscienciometria; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 9; N. 4;
CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; out. / dez., 2005; páginas 388 a 398.
18. Idem; Técnica do Acoplamento com o Amparador; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 7; N. 2; CE-
AEC; Foz do Iguaçu, PR; abr. / jun., 2003; páginas 70 a 75.
19. Guimarães, Tânia; Autocriticidade Cosmoética: Enfrentamento do Mito da Assistência; Proceedings
of the Studies of the Invisible College of Cosmoethics (Anais de Estudos do Colégio Invisível da Cosmoética);
Journal of Conscientiology; Vol. 10; N. 37-S; IAC; London, UK; 2007; páginas 11 a 28.
20. Gustus, Sandie; Experiência Fora do Corpo: uma Ferramenta Poderosa para a Autopesquisa;
Conscientia; Revista; trimestral; Ano 8; N. 4; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; out. / dez., 2004; páginas 240
a 251.
21. Guzzi, F.; Pensenidade Lúcida; Conscientia; Revista, trimestral; Vol. 2; N. 4; CEAEC; Foz do
Iguaçu; PR; out. / dez., 1998; página 187 e 188.
22. Hayman, Maximiliano; A Relação Emoção-Imaginação no Autodomínio Psicossomático; Cons­
cientia; Revista; trimestral; Vol. 10; N. 2; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; abr. / jun., 2006; páginas 183 a 192.
23. Jornal da Cognópolis; Redação; Nas Ondas da Mudança; Entrevista: Graça Razera; Tablóide;
Mensário; Ano 14; N. 168; Foz do Iguaçu, PR; página 3.
24. Leite, H.; Autoconsciencioterapia (Laboratório da Pensenologia – CEAEC); Conscientia; Revista;
trimestral; Vol; 2; N. 3; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jul. / set., 1998; páginas 131 a 132.
25. Loche, Laênio; Anticonflituosidade Consciencial; Conscientia; III Cinvéxis; 19 a 22 julho 2004;
Revista; trimestral; Vol. 6; N. 4; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; out. / dez., 2002; páginas 155 a 165.
26. Idem; Competência Pensênica e Despertologia; Conscientia; I Jornada de Despertologia; 15
a 17 julho 2005; Revista; trimestral; Vol. 8; N. 2; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; abr. / jun., 2004; páginas 90 a 101.
27. Lydon, Mike; Logical Approaches to Self-Corruptions; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 9; N.
2; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; abr. / jun.; 2005; páginas 154 a 165.

52 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
28. Machado, César Iria; Desassédio Intrafísico (Despertologia); Anais da III Jornada de Auto­pes­quisa
Conscienciológica: Teática dos Caminhos para a Desperticidade; 10 a 12 junho 2004; Rio de Janeiro, RJ; IIPC;
Foz do Iguaçu, PR; páginas 175 a 188.
29. Idem; A Importância do Auto-enfrentamento na Autoconsciencioterapia; Conscientia; V Jor­nada
de Saúde da Consciência e II Simpósio de Autoconsciencioterapia; Discernimentum 5 a 7 setembro 2008;
Revista; trimestral; Vol. 12; N. 1; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jan. / mar., 2008; páginas 7 a 17.
30. Martins, Ítalo; Auto-engano; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 5; N. 2; CEAEC; Foz do Iguaçu,
PR; abr. / jun., 2001; páginas 54 a 68.
31. Mello, Alexandre; Lexicoterapia: Autodesassédio Mentalsomático; Conscientia; Revista; tri­mes­tral;
Vol. 7; N. 1; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jan. / mar., 2003; páginas 14 a 23.
32. Melo, Haydée; Singularidade Consciencial; Anais da III Jornada de Autopesquisa Consciencio­ló­gica:
Teática dos Caminhos para a Desperticidade; 10 a 12 junho 2004; Rio de Janeiro, RJ; IIPC; Foz do Iguaçu, PR;
páginas 53 a 59.
33. Nader, Rosa; & Schmit, Luimara; Cosmoeticometria; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 7; N.
3; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jul. / set., 2003; páginas 92 a 108.
34. Idem; Experiência de Reeducação Consciencial para Auto-superação de Conflitos; Conscientia;
Revista; trimestral; Vol. 7; N. 4; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; out. / dez., 2003; páginas 168 a 181.
35. Nascimento, Marco Antonio; Paracirurgia Mentalsomática e Reestruturação Pensênica; Journal
of Conscientiology; Revista; trimestral; Vol. 8; N. 29; IAC; London, UK; páginas 31 a 42.
36. Nievas, Hector; Janelas de Lucidez: Hiperacuidade Aplicada; Proceedings of the 4th Cons­ciential
Self-Research Meeting (Anais da IV Jornada de Autopesquisa Conscienciológica; 21 a 23 abril 2006); Journal
of Conscientiology; Revista; trimestral; Vol. 8; N. 315; IAC; London, UK; páginas 45 a 52.
37. Paro, Denise; Escrita Conscienciológica exige Compromisso Intraconsciencial; Entrevista: Mabel
Teles; Jornal Campus CEAEC; Tablóide; Mensário; Ano 12; N. 141; Foz do Iguaçu, PR; página 3.
38. Pedroso, Thatianna; Antiperfeccionismo na Invéxis; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 9; N. 2;
CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; abr. / jun.; 2005; páginas 187 a 195.
39. Pereira, Adriane; Holociclo: Fábrica Mentalsomática; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 4; N.
3; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jul. / set.; 2000; páginas 214 a 216.
40. Ramos, Jussara; Autonomia Consciencial; Conscientia; III Cinvéxis; 19 a 22 julho 2004; Revista;
trimestral; Vol. 6; N. 4; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; out. / dez., 2002; páginas 166 a 172.
41. Razera, Graça; Do Humor Equilibrado à Desperticidade Consciencial; Conscientia; I Jornada de
Despertologia; 15 a 17 julho 2005; Revista; trimestral; Vol. 8; N. 2; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; abr. / jun.,
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42. Rocha, Adriana de Lacerda; Auto-superação da Ansiedade; Proceedings of the Studies of the Invi­sible
College of Cosmoethics (Anais de Estudos do Colégio Invisível da Cosmoética); Journal of Cons­cien­tiology; Vol.
10; N. 37-S; IAC; London, UK; 2007; páginas 69 a 86.
43. Salles, Maurício; Consciência Assistencial; Anais da III Jornada de Autopesquisa Consciencio­lógica:
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44. Salles, Rosemary; Formação de Autores: Tares Grafopensênica; Jornal Campus CEAEC; Tablóide;
Mensário; Ano 12; N. 141; Foz do Iguaçu, PR; página 2.
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47. Scheitzer, Fernanda; Postura Traforista na Invéxis; Conscientia; III Cinvéxis; 19 a 22 julho 2004;
Revista; trimestral; Vol. 6; N. 4; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; out. / dez., 2002; páginas 202 a 209.

Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 53
48. Schmit, Luimara; Auto-incorruptibilidade; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 7; N. 4; CEAEC;
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49. Idem; Autoconscienciometria e Incorruptibilidade; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 9; N. 4;
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50. Simões, Ana Paula; Técnica da Produtividade Grafopensênica Policármica; Conscientia; Re­vista;
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51. Steiner, Alexander; Auto-suficiência Energética; Conscientia; I Jornada de Despertologia; 15
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52. Teles, Mabel; Traforismo; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 7; N. 4; CEAEC; Foz do Iguaçu,
PR; out. / dez., 2003; páginas 163 a 167.
53. Valente, Ivo; Recin e Autodesintoxicação Energética; Conscientia; I Jornada de Despertologia; 15
a 17 julho 2005; Revista; trimestral; Vol. 8; N. 2; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; abr. / jun., 2004; pági­nas 59
a 62.
54. Vicenzi, Siomara; Enfrentamento da Auto-sabotagem através do Traforismo; Anais do I Sim­pósio
de Autoconsciencioterapia; Discernimentum; 27 e 28 outubro 2007; Editares; Foz do Iguaçu, PR; páginas 112
a 123.
55. Vieira, M. I. K.; Superação de Patopensenes (Laboratório da Pensenologia – CEAEC); Cons­cien­tia;
Revista, trimestral; Vol. 2; N. 4; CEAEC; Foz do Iguaçu; PR; out. / dez., 1998; página186.
56. Vieira, W.; Assimilação Energética Antipática; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 3; N. 2;
CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; abr. / jun., 1999; páginas 63 a 69.
57. Idem; Conscienciólogo-Medicamento (Paraterapêutica); Boletins de Conscienciologia 1; Vol. 1; N.
1; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jan. / dez., 1999; páginas 11 e 12.
58. Idem; Manutenção Funcional das Coisas (Intrafisicologia); Boletins de Conscienciologia
I; Vol. 1; N. 1; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; jan. / dez., 1999; páginas 9 e 10.
59. Idem; Técnica do Objetivo (Holomaturologia); Boletins de Conscienciologia 2; Vol. 2; N. 1; CEAEC;
Foz do Iguaçu, PR; jan. / dez., 2000; páginas 23 e 24.
60. Welton, Maria Luiza; Auto-incorruptibilidade; Conscientia; Revista; trimestral; Vol. 9; N. 2;
CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; abr. / jun.; 2005; páginas 132 a 146.
61. Wheires, Kelly; Posicionamento Consciencial; Conscientia; III Cinvéxis; 19 a 22 julho 2004; Re-
vista; trimestral; Vol. 6; N. 4; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; out. / dez., 2002; páginas 193 a 201.

Kátia Arakaki é Psicóloga pela PUC-Rio, especialista em Psicoterapia Breve Integrada pela CESAN-
TA/OMS. Ex-membro da AIESEC. Professora universitária na UDC e docente de Cons­cienciologia.
Artigos publicados sobre temas da Conscienciografologia, Consciencioterapia, Desas­sediologia e
Psicossomática. Pesquisadora da Conscienciologia desde 1992. Autora do livro Viagens Interna­
cionais: O Nomadismo da Conscienciologia. Voluntária do CEAEC e da Uniescon.
E-mail: karakaki@[Link].

54 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 29-54, 2010 Arakaki, Kátia; Autodesassédio Autoral
Benefícios da Autossuperação dos Travões da Escrita

Málu Balona

Vacina. De acordo com a Consciencioterapia, uma das especialidades da Conscienciologia,


a vacina, a ação preventiva ou a profilaxia é a providência ideal superior à terapia, que é o tra­ta­
mento aplicado após a ocorrência de condição ou evento patológico indesejado. É sempre melhor
prevenir do que remediar.

Travões. Contudo, na maioria dos casos, para autossuperação dos aspectos intraconscien-
ciais indesejáveis, o que é possível aplicar sobre os travões evolutivos básicos é a ação terapêutica.
Alguns deles impedem ou retardam, dentre outras etapas da programação existencial (proéxis),
a produção escrita de gestações conscienciais (gescons) das conscins neófitas no exercício da redação
de obras conscienciológicas. Eis, em ordem alfabética, 25 condições comuns, dentre outras, a serem
obser­vadas pelos neoautores e neoautoras interessados em prevenir ou superar os travões da escrita:

01. Aceleração. O efeito-halo interassistencial da obra escrita técnica, sincera e cosmoética,


fruto da autopesquisa profunda, atua na condição de acelerador da história pessoal imprimindo um
ritmo cada vez mais dinâmico à trajetória evolutiva da conscin. A grafopensenidade ininterrupta,
quando positivamente implementada, permite a vivência do trinômio automotivação-trabalho-
-lazer.
02. Aferição. Perante a fiscalização cosmoética multidimensional do seu autexemplarismo,
autores novatos ou veteranos lucram agora e no futuro com a postura interassistencial desas­som­
brada e transparente da publicação do livro pessoal. A obra conscienciológica é, antes de tudo,
um instrumento aferidor da autocoerência do autor ou da autora.
03. Antilabilidade. As ocorrências da labilidade parapsíquica psicossomática ou emocional
patológica que podem surgir durante a incubação do livro, serão superadas com mais facilidade
a partir do domínio do estado vibracional (EV) profilático, que funciona como um sistema
de segu­rança para o desenvolvimento parapsíquico do neoautor ou da neoautora (Balona, 2008).
04. Artefato. O livro teático de Conscienciologia representa uma ajuda interminável,
prin­­ci­palmente para o seu autor ou autora. O processo autassistencial do autorado favorece
e assis­te sempre mais o neoautor do que os leitores e paraleitores. É preciso aprender a valorizar
esse artefato mudo – o livro – que continuará falando por nós após a dessoma.
05. Autocura. A autossuperação do desafio da escrita traz para os neoautores, a noção de
auto­valor genuíno haurido do sentimento de utilidade e gratificação, inerentes ao cumprimento
dessa importante cláusula da proéxis. Logo, todo esforço pessoal no sentido da redação do livro
conscienciológico representa parte de um processo de autocura ou de autevolução.
06. Autodesassédio. O processo holossomático de autossuperação dos travões para a escrita
do texto evolutivo edificante é autexigente, funcionando na condição de bússola consciencial ou

Balona, Málu; Benefícios da Autossuperação dos Travões da Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 55-58, 2010 55
Escrita
eixo do autodesassédio. As extrapolações mentaissomáticas, ocorrências naturais durante a redação
do livro, apontarão os ganhos imediatos e futuros da obra em curso motivando os neoautores para
a manutenção do autesforço e do megafoco.
07. Autestima. A maioria das conscins, mesmo aquelas frequentadoras inquestionáveis dos
cursos intermissivos pré-ressomáticos, podem apresentar insegurança intelectual no momento de
assumir o registro escrito relevante da sua realidade evolutiva. Entretanto, é justamente o auten­
frentamento da escrita da obra conscienciológica a vacina definitiva para consolidar a autestima
intelectual.
08. Colheitas. A qualificação da oferta interassistencial do livro torna a demanda assisten­cial
mais seletiva ou especializada. Essa condição conta pontos a favor da ficha evolutiva pessoal (FEP) da
conscin (colheita intrafísica e colheita intermissiva) abrindo novas possibilidades de aprovei­­tamento
das próximas existências humanas (autorrevezamentos). A publicação do livro construtivo é a va-
cina das melancolias extrafísicas (melexes) reiterativas do incompletismo existencial (incom­pléxis).
09. Comparação. Toda classificação é válida, contudo a comparação excessiva corre
o risco de degradar alguém ou alguma coisa. Todo autor é único. Ao invés de se fixarem apenas na
compa­ra­ção com o exemplarismo de outros autores mais veteranos, os neoautores precisam saber
detec­tar o megatrafor pessoal, elaborando uma listagem dos fatores excepcionais que justificam
a escrita da obra pessoal. Após a elaboração dessa listagem, compare você com você mesmo há uma
década. Quais foram os aspectos de autossuperação conquistados nesse período?
10. Contribuição. Ao oferecer ideias libertárias através de um livro o autor expande a qua­
lidade e a magnitude da sua interassistência rumo à policarmalidade. Por isso, a obra conscien­
ciológica pode ir além da mera retribuição dos aportes recebidos na atual existência, podendo
representar verdadeira contribuição para a maxiproéxis pessoal e grupal.
11. Docência. Com a escrita e publicação do livro pessoal, a docência ou o magistério
cons­cienciológico tarístico passa por um upgrade. A dupla qualificação docência-autorado através
do curso-livro permite aos amparadores a formação de turmas temáticas, compostas de conscins
e consciexes carentes das soluções teáticas propostas pelo autor. Essa especialização garante um
nível de desassédio mentalsomático mais profundo aos assistidos, criando novas oportunidades
de ressarcimento grupocármico para todos.
12. Heterocríticas. Os paraleitores anticonscienciologistas ou anticonscienciólogos do livro
interassistencial são os melhores críticos da validade e da autenticidade da obra conscienciológica.
É indispensável saber aproveitar essas heterocríticas, físicas e extrafísicas que constituem reais con­
tribuições para o aperfeiçoamento do trabalho do autor iniciante ou veterano.
13. Heurística. A descoberta, a ideia original, a nova verdade relativa de ponta (neover-
pon) pessoal tem mais chance de frutificar num ambiente intraconsciencial antiestresse negativo
e antiansio­sismo, dedicado à interassistência. Com a desrepressão, o desenvolvimento do parapsi-
quismo sadio, da coragem cosmoética e da pacificação íntima, a autocriatividade será favorecida
em ní­veis crescentes.
14. Libertação. Toda consciência é singular quando, disposta a compartilhar seu labo­
ratório consciencial (labcon), mergulha na intraconsciencialidade de maneira antiegoica. O autor
de obra cosmoética recebe assistência especializada quando decide dar esse passo definitivo rumo
à poli­carmalidade na conquista da libertação egocármica.

56 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 55-58, 2010 Balona, Málu; Benefícios da Autossuperação dos Travões
da Escrita
15. Paradoxo. A revelação pública de um problema egocármico junto à respectiva propos-
ta teática de solução ao grupocarma, pode representar relevante contribuição policármica à ficha
evolutiva pessoal (FEP). Ao compartilhar dificuldades evolutivas apontando saídas cos­moéticas
às conscins menos experientes, os neoautores aumentam o seu senso de fraternismo aplicado.
16. Paravínculo. A autoria do livro conscienciológico dá testemunho do paravínculo da
cons­cin com a sua paraprocedência ou a qualidade da sua origem intermissiva. Ao dedicar-se
à concretização de uma obra tarística escrita a conscin estará, na maioria das vezes, fazendo jus
a essa paraprocedência e atendendo uma das cláusulas magnas de paradever da autoproéxis.
17. Reconciliação. Ao dedicar-se prioritariamente à escrita do livro pessoal, a conscin
intermissivista não correrá o risco de equivocar-se, mesmo que não tenha claras as cláusulas da
auto­proéxis. O livro leva o autor ou autora a reconciliar-se com os autoprincípios cosmoéticos
ina­tos, conciliando os valores da vida humana atual com as cláusulas da autoproéxis e da proéxis
grupal. Desse modo, cumprirá a parte de autorresponsabilidade no compromisso existencial evo­
lutivo assumido perante os orientadores evolutivos.
18. Senha. O título e o tema do livro atuam na condição de senha para o recall grupo­cár­
mico. Desde o início desse empreendimento evolutivo é importante para os autores iniciantes
fixa­rem o materpensene da obra buscando o rapport que facilitará o pré-contato dos amparadores
com o público-alvo interassistencial (paramercado evolutivo).
19. SEST. A escrita e a publicação de obras conscienciológicas estreitam o contato com
os professores extrafísicos do mais recente curso intermissivo pré-ressomático minimizando
a separa­ção relativa ou a ausência temporária da paraprocedência. A gestação consciencial sincera
cons­titui elemento de superação definitiva da síndrome de abstinência do curso intermissivo ou
síndrome do estrangeiro (SEST).
20. Singularidade. A metodologia da obra conscienciológica é singular e corresponde à linha
de autopesquisa adotada pelo autor ou autora. Quanto mais aprofundar o conhecimento de si
mesmo, com desassombro, mais o autopesquisador trilhará um caminho original de in­ves­tigação.
21. Tenepes. Nesse caso, o praticante neófito ou veterano da tenepes (técnica energética
pes­soal) conta com elemento coadjutor de peso para ampliar a conexão multidimensional com
a paraprocedência rumo à realização da sua meta evolutiva mentalsomática. A assistência inter­
consciencial dedicada diária garante caminho livre para a trajetória tarística dos neoautores.
22. Terceirização. Segundo a autoconsciencioterapia, as recins promovidas pelo autorado
consolidam a autocura que não pode ser terceirizada. Contudo, todo livro conscienciológico
tem ghost writer. Quem são os coautores extrafísicos da obra? Você já abriu espaço na sua agenda
extrafísica para qualificar a afinização com essas consciexes amparadoras intelectuais?
23. Trinômio. Autestima-autoconfiança-autossuperação é o trinômio coautor de toda obra
conscienciológica. É preciso por em marcha, o quanto antes, esse inestimável mecanismo de
manu­­tenção inabalável das metas evolutivas da conscin cosmoeticamente perseverante.
24. Uróboro. Quando bem aproveitado, o levantar da poeira natural do período de reda­ção
do livro pode ser atravessado de modo proveitoso. Com a aplicação da rotina útil de autopen­se­
nização sadia, os neoautorandos terão mais facilidade para plotar o conceptáculo mentalsomático
pessoal utilizando, por exemplo, a técnica do uróboro introspectivo em ressonância com as Cen­trais
Extrafísicas da Fraternidade (CEF), da Verdade (CEV) e de Energias (CEE). Vale lembrar que os
autores neófitos ou veteranos jamais escrevem sozinhos (Balona, 2008).

Balona, Málu; Benefícios da Autossuperação dos Travões da Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 55-58, 2010 57
Escrita
25. Verdade. É preciso lembrar que a primeira versão do livro representa uma verdade
tem­porária que poderá ser aprimorada de modo perene pela conscin-autora, nesta e em outras
existências humanas. Por isso, vale combater e substituir o ansiosismo e o perfeccionismo pelo
entendimento de que o livro é um processo.

Megapensenologia. Livros: ideias itinerantes.

Referências Bibliográficas:
1. Balona, Málu; Binômio Antivitimização-Autobenignidade aplicado à Autocuroterapia;
V Jornada de Saúde da Consciência e II Simpósio de Autocuroterapia; Revista Conscientia; Edição Especial;
Vol. 12; n. 1 – Jan./Mar. – 2008; Foz do Iguaçu, PR; p. 62-73.
2. Idem; Equipes Criativas e Labilidade Parapsíquica; Anais da I Jornada de Administração Cons­­
cienciológica; 335 p.; Porto Alegre, RS; 4 a 7 de setembro, 2004; p. 148-156.
3. Idem; Síndrome do Estrangeiro (SEST) / Síndrome de Abstinência do Curso Intermissivo; Revista
Conscientia; vol. 11; Suplemento 2; Julho 2007; Publicação Técnico-Científica de Conscienciologia; 102 p.;
CEAEC: Centro de Altos Estudos da Conscienciologia; Foz do Iguaçu, PR; 2007; p. 30-39.
4. Vieira, Waldo; Enciclopédia da Conscienciologia; Tomos I, 1238 p.; Associação Internacional do
Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC) & Associação Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR;
2007; p. 774-780.

Málu Balona é educadora e escritora. Autora dos livros Síndrome do Estrangeiro e Autocura
Através da Reconciliação, com edições em português e espanhol. Pesquisadora, professora
e conferencista internacional de Conscienciologia desde 1986. Autora de dezenas de artigos em
publicações espe­­cializadas e de divulgação científica no Brasil e no Exterior. Voluntária do IIPC.
Coordena atual­­mente o Curso de Extensão em Conscienciologia e Projeciologia (ECP1) e os
Programas Paras­sociais do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC).
E-mail: mbalona@[Link]

58 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 55-58, 2010 Balona, Málu; Benefícios da Autossuperação dos Travões
da Escrita
Interassistência: Autor-Amparador e Autor-Leitor

Lucy Lutfi

Objetivo
Esse artigo objetiva evidenciar a possibilidade de a Gestação Consciencial escrita promover
a conexão interassistencial entre duplas, a exemplo: autor-amparador e autor-leitor.
Há evidências que a automotivação, a percepção, a lucidez, o detalhismo, dentre outros
atri­butos, ampliam as parapercepções contribuindo para o estudo, análise e o desenvolvimento
mentalsomático, dinamizando a teática adquirida nos aprendizados multidimensionais. O autor,
em geral, é assistido de maneira holossomática durante o processo gráfico.
O acabamento de qualidade diferenciado, em textos com objetivos definidos, fatuísticas pre­
cisas, escrita simples, porém trabalhada nos conteúdos e na forma são instrumentos expressivos
ao pensamento de quem escreve sem poluir o entendimento do leitor. A especialidade da Cons­
cienciografologia promove a qualificação da interassistencialidade autoral, casuística informada
por muitos autores da Conscienciologia.
O abertismo às ideias incomuns e à escrita tarística podem ter link multidimensional de
caráter interassistencial às conscins e às consciexes.
A análise crítica dos parafatos fenomenológicos pode aguçar o escritor ao estudo dos acon­
tecimentos multidimensionais e ampliar sua biografia conscienciológica a partir das auto­per­cepções,
dilatando o autentendimento e qualificando a escrita conscienciológica.
O autor independente ao expressar seus pensenes em publicações com intenção de elucidar
sobre as fatuísticas extrafísicas e disposto aos feedbacks aceita-os para requintar suas autopesquisas.
É a evidência da interassistência no binômio leitor-autor, autor-leitor.
O padrão assistencial da obra denota: coragem nas abordagens de vanguarda, neofilia para
ampliar as pesquisas e gerar textos mais esclarecedores. Esclarecer significa ampliar o universo
pensênico, o que intensifica e oportuniza reflexões renovadoras aos leitores pré-despertos.
Textos com verpons, com posicionamentos salutares ao crescimento consciencial, superações
cons­cientes despertam pesquisas ao entendimento do autodomínio consciencial. O refinamento auto­ral
de escritores da Conscienciologia é oponente à filosofia, aos dogmas e às manipulações intrafísicas.
A comunicação didática junto com a linguagem da Conscienciologia faz o diferencial nos
textos dos autores com preferência ao esclarecimento pela escrita: racional, técnica e científica.
A interação amparo-autor formaliza a sincronicidade à escrita esclarecedora.

Fenomenologia
A Projeção Consciente da Consciência Fora do Corpo Físico, a Experiência da Quase-Morte,
a Autoscopia interna ou a Autoscopia externa, exemplos de fenômenos extrafísicos, desnudados
pela escrita ou expostos na comunicação falada, são argumentos disponíveis ao esclarecimento.
O binômio: lucidez-rememoração é imprescindível à sustentabilidade autoral.

Lutfi, Lucy; Interassistência: Autor-Amparador e Autor-Leitor Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 59-62, 2010 59
Experimentações vivenciadas por atores e atrizes laicos, o nosso exemplo, quando isentos
de apriorismos, mistificações, manipulações e ainda analisados com emprego predominante do
mentalsoma e ancorados no paradigma consciencial, podem expressar fatos de maneira detalhista
e, em geral, indicam constructos facilitadores à tares.

Autocríticas fortalecem interassistência pensênica do comunicador tarístico aos leitores vígeis.

Personalidade
Relatar fenômeno extrafísico ou parafatos com objetivo de divulgar e estender as próprias
experimentações são exemplos de: comunicação democrática, comunicação educada, comu­nica­ção
pedagógica e comunicação cosmoética.
A comunicação democrática indica respeito às ideias adversas e elimina a intervenção cons­­
ciencial pelo estupro evolutivo.
O sinal de autestima elevada é aferido em textos que representam a personalidade do autor
incluindo a composição gramatical correta, a objetividade e o encadeamento singular das ideias,
comunicação educada.
A personalidade do escrevedor aponta maturidade e competência para bancar a tarefa de
escrever esclarecendo, modo geral, com êxito.
A lógica cósmica é apresentada na pedagogia construtiva em textos escritos através de ponto
de vista multiformes, considerações peculiares e respeito às possibilidades de reeducação pensênica
do leitor, comunicação democrática.

O processo evolutivo de quem escreve, a complementaridade de conhecimentos, as aprendiza­gens


cosmoéticas são fatos autorais.

Conviviologia
Atributos ou talentos ímpares são indicadores da intencionalidade e da ortopensenidade
do autor.
Racionalidade, lucidez, autopercepção, autestima e força presencial, mesmo que isentas do
laringochacra, retratam posicionamentos pró-ativos.
A reciprocidade entre a dupla autor-amparador pode apontar a eficácia da Conviviologia
multidimensional produtiva e sinalizadora à reciprocidade assistencial entre consciências inte­
ressadas em recins.
O upgrade autoral consolidado nas neoideias podem indicar o sentido específico de frater-
nismo e da intenção: “que seja o melhor para todos”.
Neste contexto há possibilidade da consolidação interassistencial na dupla leitor-escritor.
A reflexão do leitor sobre o caráter assistencial intrínseco nos textos, embora diferenciados
e inco­muns, pode dinamizar posicionamentos motivadores à leitura, contraponto pensênico às neoideias.
No trinômio acolhimento-orientação-encaminhamento, Waldo Vieira esclarece sobre a re­
percussão da intencionalidade tarística.
Considero esse trinômio, valioso instrumento à realização de assistência através da escrita cons­
cienciológica. O autor direciona suas ideias à saúde holossomática para si, extrapolando aos seus pares.

60 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 59-62, 2010 Lutfi, Lucy; Interassistência: Autor-Amparador e Autor-Leitor
O binômio sensibilidade-vontade, em geral, é inerente à sinergia autoral.
O autacolhimento representa discernimento para a elaboração da obra e manutenção do
equilíbrio pensênico representado na sustentação do processo autoral, quando na intenção e na
criação da ideia e vontade de escrever, na escolha do tema, na elaboração da titulação, no processo
da escrita, no lançamento da obra, e na prolongação da revisão à próxima edição.

O caminho autoral é desafio pró-ativo à lucidez e à efetivação da proéxis.

Reverberações positivas deste preparo irão influir no posicionamento esclarecedor quando


na fase da divulgação do exemplar e na etapa de acolhimento ao leitor.
Durante a leitura da gestação consciencial pode ocorrer a comunicação do leitor com
o escritor. Inferências, heterocríticas, sugestões são apontamentos às próximas pesquisas, e opor­
tunidades ao exercício do acolhimento entre autor e o leitor.
Em palestras sobre assuntos incluídos na obra, num e-mail, um telefonema, ou numa
con­ferência pública o posicionamento acolhedor esclarece e motiva os interessados nos assuntos
expostos no compêndio. Há sempre oportunidade de expandir neoideias.
O processo de assistência, na fase da orientação, ocorre com a motivação consciencial do
leitor. Essa etapa aponta o andamento produtivo e interassistencial do grupo afinizado.
Participar de cursos temáticos, ouvir palestras sobre assuntos específicos e se motivar
a bus­car lenitivo e entendimento mais minucioso às questões pessoais, abordadas no livro indicam
tares autoral. É o despertar da autoconsciencialidade do leitor.
A próxima etapa, o encaminhamento, é desenvolvido através da escolha e determinação
do ledor.
A reeducação consciencial ou a desconstrução de mimeses improdutivas ocorre com
a in­clusão da consciência em novo patamar evolutivo. É a metamotivação à própria gestação
cons­ciencial escrita.

“Ninguém evolui sozinho”.

O caráter assistencial nos permite avaliar a extensão da programação existencial, proéxis


representada no efeito halo da obra tarística.
A mensagem empática pessoal contribui com a interassistencialidade entre autor e o fac-
-símile, o leitor.
Vislumbrar a importância do autorrevezamento permite ao escritor se motivar para multi­
plicar e expandir o trinômio assistencial acolhimento-orientação-encaminhamento no padrão autas­
sistência grafopensênica, nas próximas vidas.

Assistencialidade gráfica pode dinamizar o compléxis.

Experiência
“Experiência não é apenas o que acontece com você. O mais importante é o que você faz com
o que acontece com você”.
Um autor atento pode se utilizar das experiências pessoais e fazer contrapontos escla­recedores
aos interessados em explorar argumentos aqui transcritos.

Lutfi, Lucy; Interassistência: Autor-Amparador e Autor-Leitor Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 59-62, 2010 61
Descrença
NÃO ACREDITE EM NADA DO QUE AQUI ESTÁ EXPOSTO.
TENHA AS PRÓPRIAS EXPERIÊNCIAS.
PRODUZA GESTAÇÕES CONSCIENCIAIS TARÍSTICAS.

Questionologia
Você, leitor ou leitora, pensa na possibilidade interassistencial pela escrita conscienciológica?
Realize essa tarefa ainda nesta proéxis. Mãos à obra.

Nota:
1. Anotações pessoais em tertúlias conscienciológica; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; 2009.

Bibliografia geral:
1. Azevedo, Francisco Ferreira dos Santos; Dicionário Analógico da Língua Portuguesa; Editora The-
saurus; Brasília; DF; 1983.
2. Houaiss, Antônio; Villar, Mauro de Salles & Franco, Francisco Manoel de Mello; Dicionário
Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa; CD-ROM; Editora Objetiva; 2009.
3. Lutfi, Lucy; Voltei para Contar: Autobiografia de uma Experimentadora da Quase-morte; Associação
Internacional Edita­res; Foz do Iguaçu, PR; 2006.
4. Vieira, Waldo; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 700 caps.; 147 abrevs.; 600 enus.;
8 índices; 2 tabs.; 300 testes; glos. 280 termos; 5.116 refs.; alf.; geo.; ono.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Instituto
Internacional de Projeciologia; Rio de Janeiro; RJ; 1994; páginas 386-387, 527, 558-559, 563, 612-613, 656-
657, 678.
5. Idem. Enciclopédia da Conscienciologia Eletrônica; CD-ROM 1.000 verbetes; 3.792 p.; 178 espe­­cia­
lidades; 4ª Ed.; Associação Internacional Editares, Associação Internacional de Comunicação Cons­ciencioló­gica
(COMUNICONS) & Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do
Iguaçu, PR; 2008. Verbetes: Ampa­rador Extrafísico (Interassistenciologia) p. 263; Inte­ras­sistenciologia (Con-
viviologia) p. 2.260; Megatares (Autopriorologia) p. 2.564; Minipeça In­te­ras­sis­tencial (Interassistenciologia)
p. 2.624; Oportunidade de Ajudar (Interassistenciologia) p. 2.756; Trinômio Evolutivo (Autevoluciologia).

Lucy Lutfi é Educadora e Escritora, formada em Pedagogia e Estudos Sociais e especialista em


Do­cência do Ensino Superior, Didática, Metodologia e Problemas de Aprendizagem pela USP.
Exerceu docência e coordenação pedagógica durante 4 décadas. Pesquisadora da Conscienciologia
desde 1994. Autora do livro Voltei para Contar: Autobio­grafia de uma Experimentadora da Expe­­riên­cia
da Quase-morte. Docente e palestrante de Conscienciologia desde 1998. Voluntária da Uniescon.
E-mail: lucylutfi@[Link]

62 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 59-62, 2010 Lutfi, Lucy; Interassistência: Autor-Amparador e Autor-Leitor
Escrita Conscienciológica e Reciclagem Intraconsciencial

Rosemary Salles

Definição. A Escrita Conscienciológica é o ato ou efeito de promover assistencialidade tarís­


tica grafopensênica a partir do paradigma consciencial, deixando registradas ideias, pesquisas,
vivências e senhas pessoais para o autorrevezamento futuro do autor.
Sinonímia: 1. Grafopensene evolutivo. 2. Escrita parapsíquica. 3. Tares conscienciológica.
4. Registro evolutivo.
Antonímia: 1. Escrita eletronótica. 2. Escrita técnica materialista. 3. Escrita psicosso­má­
tica. 4. Tacon. 5. Registro egoico.

Definição. A Reciclagem Intraconsciencial é a renovação íntima, ocorrida no microuniverso


consciencial, pela adoção de neopensenes e neoações a partir de análise realista e profunda sobre
a pensenidade pessoal.
Sinonímia: 1. Renovação pensênica. 2. Revolução intraconsciencial. 3. Mudança de pa-
tamar evolutivo. 4. Alteração de valores pessoais.
Antonímia: 1. Reciclagem material. 2. Atitudes corretivas superficiais. 3. Estagnação intra­­
consciencial. 4. Imutabilidade do perfil pessoal.

I – Abordagem Introdutória
Evolucionismo. A Ciência Biológica revelou a capacidade de mutação e evolução dos seres
vivos neste planeta. Dependendo de condições climáticas, escassez ou excesso de alimento, exis­
tência ou não de fontes hídricas, dentre outras condições, há mutações, extinções e surgimentos
de novas formas de vida.
Superações. Se os seres vivos são mutáveis biologicamente, ao ser humano inclui-se
o desen­volvimento do atributo da autoconsciência. Em constante busca de superações, o Homem
investiu em criações, adaptações, transformações, automações e instrumentalizações a fim de
supe­rar impossibilidades e limitações somáticas.
Adaptabilidade. Da pré-história às viagens interplanetárias, ocorreram alterações ideoló­
gicas, sociais e tecnológicas em todo o Planeta. O Homem do Século XXI não é o mesmo Homem
do Século I e, considerando-se a serialidade existencial, mesmo as consciências mais monoideístas
precisam se adaptar a cada nova vida neste planeta, independente de perceber ou não a mudança
de dimensão. A consciência não é imutável, nem mesmo aquelas mais primitivas.
Renovação. Mudanças pensênicas ocorrem nas consciências há milênios, prova é a mu­
dança social da humanidade, do primitismo à contemporaneidade. O Homem vem ressomando
em ambientes já modificados culturalmente século após século. E para tornar isso possível, fez-se

Salles, Rosemary; Escrita Conscienciológica e Reciclagem Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 63-71, 2010 63
Intraconsciencial
necessário o intercâmbio de informações, o aumento populacional, o desenvolvimento da Ciência
e a complexificação dos sistemas político e social, favorecidos graças ao surgimento de elementos
gráficos em suportes iniciados nas pinturas em cavernas.
Escrita. Sem a escrita, o planeta estaria vivendo arcaicamente até o presente momento.
Publicações foram produzidas aos milhões, em diversas modalidades de escrita, seja caligráfica,
artística, poética, contábil, histórica, legislativa, informativa, técnica, criptográfica, científica.
Conscienciologia. A Conscienciologia utiliza-se deste instrumento para levar suas infor­
mações e pesquisas a todas as consciências. Tendo surgido num momento da história propício
ao abertismo a neoideias pela internacionalização do saber, a Conscienciologia contribui para
a multi e paraculturalidade em geral e dinamiza mudanças paradigmáticas na Ciência a partir de
seus debates, perquirições e, principalmente, suas publicações.

II – Escrita Conscienciológica
Pensene. A escrita indica pensamentos, convicções, fanatismos, emoções, tolices, destrezas,
utopias e serendipitias do autor, ou autores. Os registros pensênicos de quem escreveu permanecem
na sua obra, independente do tipo de grafia.
Gescon. O anseio de deixar algo escrito nesta dimensão, principalmente com o padrão
pensênico de mentalsomaticidade, está presente nos intermissivistas. A escrita conscienciológica
prima pela retilinearidade pensênica e pela racionalidade, coerente com o uso dos atributos men­
taissomáticos. A utilização da consciência do próprio autor como sendo seu objeto de pesquisa
fundamental, o enfoque sob o paradigma consciencial e o uso da inteligência evolutiva são carac­
terísticas esperadas das gescons escritas pelos autores conscienciológicos.
Grafopensene. A obra escrita deixada nesta dimensão pode atuar aos moldes de um canal,
fulcro, base, agente facilitador e desencadeador de tares a leitores e paraleitores. Constitui objeto
intrafísico importante porque permanece promovendo assistência enquanto seu autor transita
entre uma dimensão e outra na serialidade existencial necessária e inevitável.
Livro. O livro representa a fixação da informação por um período ilimitado de tempo,
abran­gendo incontável número de pessoas espalhadas por diversos continentes e dimensões. As
informações ali contidas podem permanecer para toda a eternidade e, mesmo com o advento da
informática, ainda representa a divulgação das autopesquisas levadas diretamente ao leitor.
Tares. A assistência tarística deve ser megafoco de qualquer escrita conscienciológica.
O autesclarecimento e o heteresclarecimento, independente do estilo autoral e do tema abordado,
são elementos indispensáveis, pela responsabilidade do autor perante o arcabouço de informações
de sua bagagem cultural e holomnemônica e coerência teática de gerar consciência crítica sem
consolações, tutorias, muletarias ou gurulatrias.
Autorrevezamento. A seriedade da escrita conscienciológica através do livro é motivo
de priorização dos intermissivistas também pela possibilidade de favorecer ao autor o autorre­
vezamento existencial, o rapport da obra com a Passadologia, o acesso à memória pretérita grafada.
Um livro não se compõe apenas de páginas escritas, mas de padrões personalíssimos de pensenes
individuais e indissociáveis de suas obras. Estes são motivos suficientes para se encarar o desafio
de superar dificuldades, intraconscienciais, intelectuais, de autorganização ou quaisquer outras
inerentes a cada autor.

64 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 63-71, 2010 Salles, Rosemary; Escrita Conscienciológica e Reciclagem
Intraconsciencial
III – Intraconsciencialidade
Demarcação. O curso intermissivo é atividade extrafísica, com participação de evolu­ciólogos
e consciexes docentes amparadoras, visando oferecer elementos às reciclagens intra­conscienciais
de consciexes participantes. Representa linha divisória entre a consciência pretérita e a consciência
reciclada.
Responsabilidade. Se a consciência conseguiu participar de curso intermissivo, pressupõe
um nível de responsabilidade perante a assistência a ser promovida na próxima vida intrafísica
e a preparação para ela, elaborando uma programação existencial na qual, geralmente está envol­
vida a escrita de livro conscienciológico.
Recin. As reciclagens intraconscienciais promovidas no curso intermissivo possuem aborda­
gens autoconscienciométricas e cosmovisionárias, pela quantidade de variáveis autavaliativas,
conjuminando retrocognições, simulcognições e o planejamento de nova vida intrafísica, com
nível ampliado de consciencialidade. Retornando à intrafisicalidade, o intermissivista, com muitos
cons a serem recuperados, organiza-se para o cumprimento das metas estipuladas no curso.
Maturidade. Com o uso da inteligência evolutiva, tornam-se primordiais as recins, sem
as quais o intermissivista se posiciona de modo estacionário perante a própria evolução. Através
da inteligência evolutiva, se desenvolve a capacidade de promover autorrecins, e a amplificação
desta capacidade é proporcional ao aumento da maturidade consciencial. Quanto mais madura
multidimensionalmente, mais aprofundadas intraconsciencialmente serão as reciclagens pessoais.
Intraconsciencialidade. O intermissivista busca o aprimoramento de seus traços de persona­
lidade por meio de recursos intraconscienciais, promovendo autossuperações de trafares e prio­ri­zando
lucidamente a utilização dos trafores. O autoconhecimento, autenfrentamento e autopesquisa
favorecem a distinção entre a pensenização pessoal e a de outrem no microuniverso consciencial.
Autoconscienciometria. Através da autoconscienciometria identifica-se cons submersos
e potenciais subutilizados, ampliando a autoconsciencialidade. A recin vai se tornando cada vez mais
incisiva, pontual, assertiva, cirúrgica. São pequenas mudanças ocorrendo de modo constante, lúci-
do, planejado ao ponto da própria consciência ter autopercepção de sua diferença de pense­nidade
e das consciências ao seu redor notarem sutilezas de manifestações em atitudes, rotinas e reações.
Sementeira. Com o aprofundamento da autoconsciencialidade e da ampliação dos níveis
de cosmoética e assistencialidade, torna-se promente a gestação consciencial, tal qual sementeira
evolutiva gerando recins a conscins e consciexes. A permanência da obra escrita nesta dimensão
é objeto de anseio dos intermissivistas.
Frutificação. As reciclagens existenciais envolvem ou resultam no desenvolvimento de
atri­butos conscienciais, no uso mais eficiente da inteligência evolutiva, catalisam a recuperação
de cons e podem promover mudanças de patamar evolutivo.

IV – Experiência Autoral
Autocobaia. Os autores conscienciológicos são, primeiramente, pesquisadores de si mesmos
e este é o diferencial mais significativo do autor focado apenas na intrafisicalidade. As pesqui­­-
sas rela­cionadas a qualquer área da ciência seriam enriquecidas se considerassem a interferência
direta do pesquisador sobre a sua pesquisa. Dados considerados aleatórios são variáveis importan­
-tes, a exemplo do estado psicológico do pesquisador no momento da realização das experiências.

Salles, Rosemary; Escrita Conscienciológica e Reciclagem Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 63-71, 2010 65
Intraconsciencial
Interação. As ideias adquiridas pela autovivência, pelo contato com os amparadores de
função e pela expansão da consciência são molas impulsionadoras à escrita conscienciológica.
O autor não escreve sozinho, interage multidimensionalmente consigo mesmo, com as consciências
relacionadas com seu tema de pesquisa e com seus amigos, ou não tão amigos, de diversas vidas.
Reencontros. Independente da temática, o autor deve estar preparado para encontros com
consciências de seus círculos pretéritos, e predisposto a promover a desvinculação com as inter­
prisões grupocármicas.
Interassistencialidade. A experiência autoral demonstra a importância do abertismo
conscien­cial do autor perante conscins e consciexes credoras do passado. O posicionamento de
interas­sistencia­li­dade e a vontade de se resolver as pendências interpessoais auxilia o autor quando
das visitas inesperadas destas consciências.
Evocações. A pressão extrafísica ocorre, de modo consciente ou inconsciente, por parte das
consciexes, porque o autor promove evocações no decorrer da escrita do livro. A cada episódio
rememorado de sua vida intrafísica, ou a cada retrocognição, há emissão pensênica atratora das
energias daquele exato momento vivido.
Reivindicações. A reciclagem intraconsciencial do autor é percebida pelos amigos ou ex--
-amigos extrafísicos desejosos de mantê-lo no grupo, porém, com os traços de personalidade que
os fez parecidos no passado. Muitas vezes a consciex pode estar obnubilada, confusa, sem lucidez
quanto à condição do autor ser conscin ressomada e à condição de ser, ela própria, consciex bara-
trosférica ou guia amaurótico. Esta falta de lucidez deixa a consciex reclamando seus direitos de
justiça, afeto ou orientação, interferindo pensenicamente no autor.
Contrafluxos. Qualquer influência externa, principalmente patológica, à pensenidade do
autor é consequência de sua dificuldade em lidar com o heterodesassédio e pode causar con­traflu­
xos, sutis ou explícitos, cabendo a prática de mobilizações energéticas, reciclagens intra­cons­cien­
ciais a fim de mudar o padrão pensênico e a reconciliação sincera com consciências com aquele
determinado padrão.
Higidez. Pode ocorrer da afinização com determinado perfil de consciexes estar relacio­
nado ao tema de pesquisa e não necessariamente à pessoa do autor. Nestes casos, o melhor a fazer
é a manutenção da higidez de autopensenização e a predisposição à interassistencialidade fraterna.
Progressão. O desenvolvimento intraconsciencial do autor ocorre juntamente com o desen­
volvimento da escrita de seu livro. A noção de responsabilidade perante as informações eternizadas
no livro é fonte de recin constante. A cada revisão ou a cada renovação íntima, novo patamar
é alcan­çado e novo padrão pensênico é impregnado na obra.
Posicionamento. No processo da escrita, o autor tem a oportunidade de esclarecer a si pró­
prio, rever fatos pretéritos com isenção emocional, pensar em situações consideradas irrelevantes
ou deparar com abordagens inusitadas na própria avaliação feita anteriormente. É necessário um
posicionamento frente a si mesmo e a todas as consciências, assumindo nova pensenidade, promo­
vendo recins e encarando antigos credores com padrão pensênico em novo patamar.

V – Agentes de Recin no Autorado


Autorrecins. Inúmeros são os contrafluxos, circunstâncias, retrocognições, reconciliações,
projeções lúcidas, amparos, resgates e autotares enfrentados ou superados pelo autor no decurso da
escrita. Cada processo de autossuperação é personalíssimo, íntimo, autoconsciencial e representa
mudança de patamar evolutivo.

66 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 63-71, 2010 Salles, Rosemary; Escrita Conscienciológica e Reciclagem
Intraconsciencial
Autoconflitos. Eis abaixo algumas situações comumente enfrentadas pelo autorando no pro­
cesso de escrita conscienciológica, geradoras de crises de crescimento e reciclagens intraconscienciais:

Quanto à decisão de escrever:


1. Escrever. A própria decisão de escrever livro, artigo, curso (ou nada) nesta vida intra­
física pode gerar a primeira recin. A solucionática nesta etapa pode ser a análise do caso pessoal
quanto à decisão de escrever livro nesta vida, com o início do planejamento e da autorganização
para a escrita sem adiamentos.
2. Ilegetimidade. Ter convicção ou estar apenas seguindo metas evolutivas de outrem. Com
a autoconscienciometria, é possível aprofundamento na autoconsciencialidade, distin­guindo as
metas próprias e a dos amigos, familiares ou duplistas.
3. Compassageiro. Saber ser responsabilidade pessoal e não estar apenas sendo levado
pelo roldão, onda da moda do grupo evolutivo. Se o intermissivista está consciente de ter cláusula
na proéxis pessoal relacionada à escrita de livro, basta manter a persistência para se concretizar
o planejado na dimensão extrafísica.
4. Prestígio. Sentir estar almejando status quo de ser escritor conscienciológico. O foco
na intraconsciencialidade, na realização da proéxis pessoal, na superação dos trafares e na interas­
sistencialidade às demais consciências ajuda a manter a real noção de importância do autorado
pessoal perante o cosmos.
5. Reconhecimento. Estar esperando aurir glórias, homenagens, premiações, gratidões,
ener­gias, mesmo vindo dos amparadores. A manutenção da intenção assistencial franca traz um
senso de gratificação pessoal perante si, perante os leitores e perante os amparadores e é capaz de
eliminar a relevância de se receber algo em troca de algumas páginas escritas.

Após ter decidido escrever livro conscienciológico:


1. Temática. Ter dificuldade de encontrar tema de pesquisa. Selecionar tema condizen-
te com as responsabilidades pessoais, habilidades ou dificuldades a serem superadas. A decisão
é per­sonalíssima. O uso de laboratórios de autopesquisa, câmaras de reflexões, participar do Curso
das Especialidades realizado no CEAEC, podem ajudar. Uma vez definida a especialidade pessoal,
a decisão torna-se menos difícil.
2. Tipo. Decidir o tipo de livro, se autobiografia, livro de relatos, dicionário, livro técnico,
dentre outros. O Conscienciografograma pode servir de balizador quanto às qualificações pessoais,
facilitando a decisão quanto ao tipo de livro a escrever.
3. Público. Decidir qual o público-alvo, se escreverá para leigos ou para o público interno
da CCCI – Comunidade Conscienciológica Cosmoética Internacional. Algumas temáticas facili­
tam a decisão quanto ao público-alvo pelo nível de complexidade. O exercício da escrita em si ou
o processo de pesquisa pré-escrita pode ser orientador valioso. Há público para todos os tipos de
livros, há consciências necessidatas de esclarecimento em todos os níveis.
4. Procrastinação. Iniciar, de fato, a escrita, sentar na cadeira e escrever. A autodecisão de
escrever, o estabelecimento de rotina produtiva e o pensar no público assistido pode gerar auto-
motivação para escrever.
5. Divulgação. Falar ou não para os colegas sobre estar escrevendo um livro. O fato de
falar sobre o assunto poder gerar contrapensenes e insegurança dispensáveis, mas por outro lado,
saber dividir com os amigos os desafios pessoais assumidos pode ser exercício de exemplarismo.

Salles, Rosemary; Escrita Conscienciológica e Reciclagem Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 63-71, 2010 67
Intraconsciencial
No desenvolvimento da escrita do livro:
01. Autopesquisa. Saber como transformar vivências em algo útil ao autor. A CCCI pos­
sui diversas atividades voltadas ao esclarecimento sobre técnicas de escrita. (Ver página 84)
02. Pesquisa. Precisar buscar referências bibliográficas daquela temática e temas afins. Será
inevitável, em qualquer temática, a necessidade de aprofundamento pesquisístico. A Holoteca
e o Holociclo contém milhares de exemplares à disposição de qualquer pesquisador.
03. Redação. Desenvolver estilo pessoal, escrita de acordo com a autopensenidade e dicio­
ná­rio cerebral. A prática e a experiência irão demonstrar a ocorrência natural da pensenidade do
autor em seus escritos.
04. Fidedignidade. Confundir ocorrências com as análises das mesmas. Ser fiel aos fatos
e parafatos. A análise será posterior ou, mesmo se desejar texto permeado de fatos e análises, expli­
citar aos leitores quando se trata de um ou de outro.
05. Teaticidade. Ser teático, cosmoético e assistencial sem demagogias ou autexaltações
do ego. A autocrítica ajuda neste caso.
06. Argumentação. Conseguir encadear as ideias de modo coerente, coeso e com
fundamen­ta­ção. O importante é o esforço de colocar no papel as ideias. Revisões podem ser feitas
inú­meras vezes.
07. Autenfrentamentos. Superar trafares, traumas, dificuldades intraconscienciais, reações
imaturas, sensação de retrocesso na pensenidade constantemente. A superação dos traços pessoais
deveria ser uma constante no intermissivista autolúcido, independente de estar escrevendo livros.
É desnecessário ter superado todos eles para poder publicar, se assim o fosse, apenas os serenões
teriam conseguido.
08. Desassédio. Promover auto e heterodesassédios necessários e recorrentes. Será inevi­tável
o enfrentamento das consciências cobradoras de débitos passados e o posicionamento firme do
autor irá contribuir com a assistência necessária ao encaminhamento, por parte dos amparado­res,
destas consciências. Para ocorrer esta situação, o autor precisa estar em constante recin, porque
a afinização, em geral, ocorrerá pelos trafares ainda não enfrentados de maneira efetiva.
09. Reconciliações. Promover reconciliações com conscins, consciexes e consigo mesmo.
As recins promoverão a identificação de determinados traços da personalidade, perceptíveis em
outras consciências e em si mesmo. A autoculpa ou as acusações não levam a nada. é necessária
a autoconciliação e heteroperdão generalizado a todas as consciências.
10. Autossustentação. Bancar energeticamente os contrafluxos, invejas e frustrações
alheias. A autoconfiança e a confiança na equipex é profilaxia. Se a intencionalidade é cosmoética,
a di­ficuldade de intrusões pensênicas será uma realidade.

Após considerar ter concluído o livro:


1. Preguiça. Estar cansado de escrever, ler, ler, escrever, escrever, ler, inúmeras vezes. Há
outras atividades na escrita do livro precisando ser encaminhadas, tais como organização de pa-
péis, fichamento de livros, digitações de referências bibliográficas, compilação de autopesquisas
espalhadas em anotações em diferentes arquivos ou cadernos de registros. A seleção de filmografia
constitui atividade prazerosa, dependendo da temática abordada.
2. Expectativa. Esperar pacientemente as avaliações, pareceres e revisões sem sofrer por
antecipação. Dar o tempo necessário para outras pessoas lerem entendendo o ritmo pessoal de
cada um, mesmo sendo diferente do seu.

68 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 63-71, 2010 Salles, Rosemary; Escrita Conscienciológica e Reciclagem
Intraconsciencial
3. Heterocríticas. Saber receber heterocríticas sem se sentir tolido da liberdade de expres­
são e sem considerá-las pessoais, pois se referirão ao livro e não ao autor. Ponderar entre o posi­
cionamento pessoal frente às ideias pessoais e a abordagem distinta vista sob outros olhos, mantendo
a flexibilidade e o abertismo, pode ser um exercício de quebra do orgulho pessoal e do senso
de propriedade sobre sua obra. A obra pode ter partido de você, mas será doada à humanidade
e isso precisa ser sincero.
4. Saturação. Estar saturado do tema ou do livro, desejar fazer outra atividade ou publicar
logo. Às vezes, é necessário dar uma pausa, buscar outras atividades, buscar lazer ou atividades
moti­vantes, deixando de lado a escrita por um período. Após, este retorno será de grande valia
pelo desanuviamento das ideias.
5. Frustração. Saber aguardar a ordem de publicação de acordo com a Editora sem rei­­
vin­­dicar urgência porque a pressa é inimiga da perfeição.
6. Definições. Saber escolher capa coerente com o pensene pessoal e com a temática, sem
ser influenciado ou induzido. Esta é uma preocupação real, o autor não precisa ter seu livro publi­­
cado com capa não atraente ou não transmissora da essência conteudística de sua obra. A decisão
final sempre caberá ao autor, sendo grande a responsabilidade perante consequências evitáveis.
7. Autodomínio. Sentir-se preparado para lançar o livro, com domínio das ideias expli­
citadas. A CCCI conta hoje com diversas Instituições Conscienciocêntricas especializadas em
formar docentes, capacitar apresentações em mídias, além de ajudar nas questões intraconscien-
ciais de autossuperações quanto às dificuldades de posicionamentos, argumentações, exposições,
pos­turas, dentre tantas outras concernentes a cada consciência.

Após ter publicado:


1. Aceitação. Questionar se vai agradar os leitores. Esta sensação é irrelevante porque nin­
guém agrada a todos e o objetivo da obra é sempre a assistencialidade tarística.
2. Culpa. Sentir culpa por ter omitido fatos importantes. Existem segundas, terceiras,
quartas edições. O que já foi publicado é irreversível, pode-se preparar as revisões acrescentando
o quanto achar necessário.
3. Insegurança. Estar inseguro se realmente está fazendo assistência, se está esclarecendo,
se está promovendo recins nos leitores. Este desconforto demonstra baixa autestima; a assistência
foi feita durante todo o processo de escrita e publicação.
4. Autocoerência. Estar sendo coerente com tudo redigido no livro numa autexigência
acima do seu nível evolutivo. Obviamente o serenismo ainda está distante da realidade atual dos
intermissivistas da CCCI, portanto a autocompreensão com o momento evolutivo presente do
autor elimina a autocobrança excessiva.
5. Higidez. Manter higidez pensênica porque passou a ser exemplarista, referencial para
conscins e consciexes. O esforço contínuo de promover recins é o primeiro passo. Se houver des­lizes,
e haverá, o soerguimento com firmeza ajuda na manutenção da assistencialidade necessária aos
leitores e paraleitores. Se o foco for a interassistencialidade, a possibilidade de acerto será grande.
Importante o autoperdoamente sem autoflagelação.

Autoconstatação. Somente a experiência é capaz de comprovar, potencializar e superar


os autoconflitos expostos porque cada consciência possui características individualíssimas de ser,
sentir e pensenizar.

Salles, Rosemary; Escrita Conscienciológica e Reciclagem Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 63-71, 2010 69
Intraconsciencial
Legado. Ser autor é ser um reciclante intraconsciencial permanente, antes, durante e após
a publicação. É aproveitar as oportunidades evolutivas oferecidas pelo exercício de escrita e dei-
xar seu estilo pessoal na presente obra para o autorrevezamento futuro, seja por meio de senhas
personalíssimas, pelo uso de palavras-mantra pessoais, pelo relato de episódios vividos de modo
ines­quecível, ou pelo confor inédito no mundo bibliomático.
Resultado. Recebimento de homenagens ou prêmios não é tão importante quanto o apren­­
dizado adquirido e o senso de satisfação íntima ao doar ideias geradoras de neoideias e recins para
outras consciências, embasando neoescritores e incentivando pesquisadores a produzir outros livros
a fim de manter e alargar os esclarecimentos multidimensionais. A associação de ideias cria novas
hipóteses de pesquisas, novas indagações e novos livros, o conhecimento se multiplica ao infi­nito
diminuindo cada vez mais o gap entre a erudição e o ignorantismo, a sapiência e a paralexia.

Referências:
1. Vieira, Waldo; 200 Teáticas da Conscienciologia; 260 p.; 200 caps.; 13 refs.; alf.; 21 x 14 cm; br.;
Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ; 1997.
2. Idem; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 700 caps.; 147 abrevs.; 600 enus.;
8 índi­ces; 2 tabs.; 300 testes; glos. 280 termos; 5.116 refs.; alf.; geo.; ono.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Instituto
Internacional de Projeciologia; Rio de Janeiro, RJ; 1994.
3. Idem; Homo sapiens reurbanisatus; 1.584 p.; 479 caps.; 139 abrevs.; 40 ilus.; 7 índices; 102 sinop­ses;
glos. 241 termos; 7.655 refs.; alf.; geo.; ono.; 29 x 21 x 7 cm; enc.; 3ª Ed. Gratuita; Associação Internacional
do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; 2004.
4. Idem; Manual da Proéxis: Programação Existencial; Rev. Alexander Steiner e Cristiane Ferraro;
168 p.; 40 caps.; 130 enus.; 3 fotos; 38 ilus.; 1 tab.; 17 refs.; alf.; 21 x 14 cm; br.; 3ª Ed.; Instituto Internacional
de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ, Brasil; 1998.
5. Idem; Nossa Evolução; 168 p.; 15 caps.; 149 abrevs.; glos. 282 termos; 6 refs.; alf.; 21 x 14 cm; br.;
Instituto Internacional de Projeciologia; Rio de Janeiro, RJ; 1996.

Verbetografia:
1. Vieira, Waldo; Enciclopédia da Conscienciologia Eletrônica; CD-ROM 1.000 verbetes; 3.792 p.;
182 especialidades; 4 Ed.; Associação Internacional Editares, Associação Internacional de Comunicação Cons­ciencio­
lógica (COMUNICONS) & Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscien­cio­logia (CEAEC);
Foz do Iguaçu, PR; 2008. Verbetes de acordo com a temática:
Escrita conscienciológica:
Agente Retrocognitor (Mnemossomática; Homeostático) p. 197; Aquecimento Neuronial (Men­
tal­somatologia; Homeostático) p. 486; Assinatura Pensênica (Pensenologia; Neutro) p. 518; Autenticismo
(Inten­cionologia; Homeostático) p. 606; Autexemplificação (Cosmoeticologia; Neutro) p. 627; Autexpres­são
(Comunicologia; Neutro) p. 631; Bibliofilia (Mentalsomatologia; Homeostático) p. 992; Bibliologia (Mentalso-
matologia; Homeostático) p. 997; Divulgação Científica (Comunicologia; Neutro) p. 1600; Ges­con (Proexologia;
Homeostático) p. 1978; Gestação Evolutiva (Evoluciologia; Ho­meos­tático) p. 1986; Infor­mação Esclarece-
dora (Parapedagogia; Homeostático) p. 2179; Intrarticulação Heurística (Holo­matu­rologia; Homeostático)
p. 2314; Megadoação (Interassistenciologia; Homeostático) p. 2529; Mega­tares (Autopriorologia; Homeostático)
p. 2563; Megaverpon (Verponologia; Homeostático) p. 2581; Rastro Tex­tual (Grafopensenologia; Homeostá­
tico) p. 3191; Registro Eterno (Experimentologia; Neutro) p. 3272; Tares Expositiva (Interassistenciologia;
Homeostático) p. 3501; Taxologia das Megagestações (Autoproexo­logia; Homeostático) p. 3526.

70 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 63-71, 2010 Salles, Rosemary; Escrita Conscienciológica e Reciclagem
Intraconsciencial
Intraconsciencialidade:
Acerto Grupocármico (Grupocarmologia; Homeostático) p. 106; Autodesempenho Proexoló­
gico (Proe­xologia; Ho­meostático) p. 715; Barreira Teórica (Autopesquisologia; Neutro) p. 989; Cláusula
Pétrea (Proexologia; Homeostático) p. 1116; Colheita Intermissiva (Evoluciologia; Homeostático) p.
1154; Crise Pessoal (Evoluciologia; Neutro) p. 1434; Curso Intermissivo (Intermissiologia; Homeostático)
p. 1459; Desafio da Proéxis (Proexologia; Homeostático) p. 1515; Inse­­para­bilidade Grupocármica (Gru­
pocar­mologia; Neutro) p. 2199; Intermissão Mudancista (Intermissiologia; Homeostá­tico) p. 2285;
Inter­mis­sivista (Intermissiologia; Homeostático) p. 2291; Megadesafio do Intermissivista (Maxi­proe­xo­­­
lo­­­gia; Homeostático) p. 2525; Meta Existencial Final (Proexologia; Homeostático) p. 2598; Mo­mento
da Me­ga­decisão (Recexolo­gia; Neutro) p. 2632; Momento Evolutivo (Paracronologia; Neutro) p. 2640;
Omniex­posição (Conviviologia; Neutro) p. 2740; Para­dever (Cosmoeticologia; Homeostático) p. 2792;
Pla­­­ne­jamento Milimétrico (Autoproexologia; Homeostáti­co) p. 2936; Ponteiro Consciencial (Holomatu­
rologia; Homeostático) p. 2958; Princípio da Prioridade Com­pulsória (Holomaturologia; Homeostático)
p. 3073; Prioridade da Escrita (Comunicologia; Homeostático) p. 3087; Reciclagem Prazerosa (Recexolo­
gia; Homeostático) p. 3229; Recin (Recexologia; Homeostático) p. 3233; Refém da Autocognição (Auto­
discernimentologia; Neutro) p. 3256; Tempo dos Cursos Intermissivos (Parapedagogia; Homeostático)
p. 3596; Ten­dência Inata (Paragenética; Neutro) p. 3600; Tirateima do Intermissivista (Intrafisicologia; Ho­
meostático) p. 3629.
Experiência Autoral
Autautoridade Vivencial (Autopesquisologia; Homeostático) p. 595; Autorado (Mentalso­mato­logia;
Neutro) p. 860; Consciência Gráfica (Comunicologia; Homeostático) p. 1294; Conscienciografia (Comu­
nicologia; Neutro) p. 1321; Exemplologia (Parapedagogia; Neutro) p. 1823; Facilitador da Cons­ciencio­logia
(Parapedagogia; Homeostático) p. 1859; Ganho Evolutivo (Autevoluciologia; Homeostático) p. 1962; Maxicon-
quista Atual (Autevoluciologia; Homeostático) p. 2485; Neopatamar Libertário (Intra­fisicologia; Ho­meos­tático)
p. 2673; Oportunidade de Ajudar (Interassistenciologia; Homeostático) p. 2755; Pesqui­sador Independente
(Experimentologia; Homeostático) p. 2929; Sementeira Intrafísica (Auto­proexologia; Homeostático) p. 3356;
Teaticologia (Intrafisicologia; Homeostático) p. 3546.
Agentes de Recin no Autorado
Administração da Vida Intelectual (Experimentologia; Homeostático) p. 151; Alavancagem da Proéxis
(Proexologia; Homeostático) p. 205; Aproveitamento do Tempo (Autoproexologia; Homeostático) p. 482;
Conteudologia (Cosmoconsciencio­­logia; Homeostático) p. 1388; Estatística Motivadora (Autex­pe­rimentologia;
Homeostático) p. 1767; Lei do Maior Esforço (Holo­maturologia; Homeostático) p. 2382; Técnica do Trinômio
Automotivação-Trabalho-Lazer (Intrafisicologia; Neutro) p. 3584.

Rosemary Salles é graduada em Ciências Econômicas e especialista em Docência do Ensino


Supe­rior. Empresária no ramo editorial. Autora do livro Consciência em Revolução e de artigos
científicos, dentre eles Das Utopias ao Estado Mundial e Autossuperação da Interprisão Partidária.
Palestrante, conferencista e pesquisadora da Conscienciologia desde 1994, atualmente pesquisa
temas da Parapoliticologia. Voluntária da Uniescon e do CEAEC.
E-mail: rosemary@[Link]

Salles, Rosemary; Escrita Conscienciológica e Reciclagem Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 63-71, 2010 71
Intraconsciencial
Paraposfácio: Tares Autoconscienciográfica

Dulce Daou

Instrumento. A escrita conscienciológica pode ser recurso eficaz para a qualificação da in­
teras­sistência, da autolucidez e dos reposicionamentos existenciais evolutivos, a partir da aná­lise
autoconscienciográfica.
Hipóteses. As ideias expostas a seguir fundamentam-se em autovivências e encontram-
-se sob foco de novas pesquisas, compreendendo, no âmbito da Autexperimentologia, hipóteses
a serem confirmadas, ampliadas ou revisadas em futuros experimentos.
Holopensene. A atmosfera de autopesquisa do autor ou autorando centrado na busca do
entendimento mais aprofundado sobre a própria obra escrita pode propiciar parafeno­meno­logia
esclarecedora, a exemplo da ocorrência do paraposfácio.
Definição. O paraposfácio é a explicação parapsíquica ou o adendo parafenomênico ocor­­
rido depois de concluído ou publicado o livro conscienciológico, promovendo ao autor elucidação
multidimensional referente a aspectos holobiográficos ou proexológicos prioritários no momento
evolutivo.
Sinonímia. 1. Posfácio holobiográfico. 2. Posfácio retrocognitivo. 3. Post-scriptum evolutivo.
Antonímia. 1. Posfácio eletronótico. 2. Prefácio. 3. Prólogo.
Continuidade. A tentativa de otimização dos recursos pessoais, a partir da conclusão da obra
conscienciográfica, promove extrapolacionismos oportunos no sentido de motivação e con­tinuidade
da tares iniciada com a publicação do primeiro livro conscienciológico.
Natureza. O paraposfácio resulta do sinergismo entre o percentual teórico da escrita,
o teor da obra e as retrovivências práticas, contudo não rememoradas até então pelo autor.
Impacto. A ocorrência do paraposfácio gera impacto tarístico relevante impulsionando
a conscin ao encontro de reposicionamentos prioritários diante da reperspectivação da realidade
intraconsciencial autoral.
Teia. A escrita conscienciológica, dentro dos princípios do paradigma consciencial, está
inse­rida em complexa teia holobiográfica e multidimensional, tão desconhecida quanto presente na
conteudística e conformática autoral.
Fio. O advento do paraposfácio instiga o autor revelando fio condutor de escrita prioritário
no momento evolutivo, tornando-se elo importante na vivência atual para a preparação do pri­meiro
autorrevezamento lúcido.

Conscienciografia. A Conscienciografia é a Ciência aplicada ao estudo do ato de escrever


sobre a Conscienciologia ou a descrição técnica de qualquer traço (trafor, trafar) ou característica
do perfil da consciência ou os registros conscienciológicos. (Vieira; Enciclopédia da Conscien­cio­
logia Eletrônica; Conscienciografia; página 1321).

72 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 72-78, 2010 Daou, Dulce; Paraposfácio: Tares Autoconscienciográfica
Autoconsciência. A autoconsciência é a faculdade de percepção e discernimento da pró­­pria
realidade consciencial e holossomática em relação ao meio multidimensional.
Autoconscienciografia. A autoconscienciografia é o estudo da escrita conscienciológica rea­
lizado pelo próprio autor. Pode configurar-se instrumento para a autoconsciência multidimensio­
nal, holobiográfica e o estabelecimento de elos coerentes e lógicos entre a escrita (intrafísica), o autor
(interdimensional) e a seriéxis.
Realidade. O processo da autoria faculta vivências lúcidas relativas a hipóteses ou elucubra­
ções teóricas ainda consideradas inexequíveis ou mantidas distantes da realidade intraconsciencial
do escritor neófito.
Teática. O trinômio autor-personagem-vivenciador torna-se inevitável no autorado conscien­
cio­lógico, fomentando a verbação autoral e a teática plena entre teoria e prática, condição ideal
já exemplificada pelos mais veteranos e lúcidos.
Vivificação. A escrita do primeiro livro conscienciológico pode facultar ao autorando a expe­­­
riên­cia singular da vivificação de atributos holobiográficos até então desconhecidos e inusitados.
Autoconhecimento. A análise despojada da obra publicada, aliada à tentativa de desven­
damento do próprio microuniverso consciencial aprofunda esta compreensão.

Autodesassédio. O exercício rotineiro da escrita, conjugado ao emprego lúcido das energias


conscienciais, potencializa a produção intelectual e o autodesassédio mentalsomático promovendo
a aproximação com o amparador de função do livro.
Entrosamento. O entrosamento entre autorando e amparador de função autoral fomenta
a captação de inspirações e ideias pertinentes a retrovivências recônditas do autor.
Interassistência. O nível de inconsciência autoral comparado à lógica das interrelações retro­
bio­gráficas presentes na obra indica a atuação de inspiração assistida visando a tares. Tais esclare-
cimentos podem ser evidenciados a posteriori, na ocorrência do paraposfácio.
Características. No amplo universo da Comunicologia, a ocorrência do paraposfácio pode
apre­sentar, entre outras, as seguintes facetas, a exemplo destas 13 abaixo dispostas na ordem alfa­­
bética:
01. Amparo. Ser comunicação interassistencial extrafísica amparada.
02. Atacadismo. Gerar repercussões amplas e efetivas no momento evolutivo.
03. Autoconfiança. Aumentar a autoconfiança a partir de esclarecimentos pontuais.
04. Autopesquisa. Instigar o aprofundamento em autopesquisas inéditas.
05. Confirmação. Confirmar hipóteses do autor sobre a obra publicada.
06. Contexto. Ocorrer em contexto parapedagógico, tarístico.
07. Cosmovisão. Ampliar a cosmovisão das ideias já escritas.
08. Fatuística. Confirmar hipóteses através de fatuística adjacente.
09. Fugacidade. Ser parapercepção fugaz, contudo densa.
10. Mentalsoma. Pautar-se na conteudística, sem molduras.
11. Precisão. Ser parafenômeno objetivo, específico, focado.
12. Sincronicidades. Catalisar sincronicidades consecutivas.
13. Tares. Informar de modo direto, impactante, tarístico.

Daou, Dulce; Paraposfácio: Tares Autoconscienciográfica Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 72-78, 2010 73
Autassistência. O resultado do esforço da escrita conscienciológica é potencializado quando
o autor ou autorando vincula ao objetivo da tares (Extraconscienciologia) buscar a otimi­zação da
autorrecuperação de cons (Intraconscienciologia), a exemplo destes 2 momentos:
1. Antes. O livro conscienciológico pode tornar-se mais eficaz evolutivamente quando,
no âmbito da autassistência, o autor se predispõe a configurá-lo, de modo lúcido, como objeto
de releitura em ressoma futura, a fim de antecipar a lucidez consciencial.
2. Depois. O livro conscienciológico pode ainda tornar-se mais útil quando, no escopo
do aprimoramento interassistencial, o autor promove a análise despojada da obra publicada,
a partir da ocorrência de paraposfácio, visando preparar-se para o primeiro autorrevezamento lúcido.

Autorrevezamento. A ocorrência do paraposfácio reforça a factibilidade do autorreveza­­


mento lúcido, proposto por Vieira, ao elucidar interrelações entre obras pretéritas e a obra atual
conscienciológica. (V. Vieira; Homo sapiens reurbanisatus; Autorrevezamentos Conscien­ciais;
páginas 987 e 988).
Responsabilidade. A certeza íntima da participação no primeiro curso intermissivo aliada aos
aportes intelectuais autorais impõe grau de responsabilidade potencializada pela lucidez recupe­rada
decorrente do extrapolacionismo do paraposfácio.
Estilo. Conforme o princípio da atração dos afins, importa considerar a linguagem,
o as­sunto, as abordagens e a tecnicidade do estilo condizentes com as principais linhas de conheci­
mento de interesse do autor, convergindo para holopensene-esteio evolutivo.

Interrelações. Eis abaixo propostas 17 interrelações da escrita para análise, reflexão ou


pesquisa do autor ou autorando motivados para a qualificação conscienciográfica:
01. Amparadores: a amizade produtiva com amparadores de função autoral.
02. Autodesassédio: o crescente autodesassédio mentalsomático.
03. Autopesquisa: a retralimentação nas condições de autor-leitor da própria obra.
04. Cons: a saturação mental da escrita fomentando unidades de lucidez.
05. Evolução: o resgate da retrobiografia e o acesso à linha evolutiva.
06. Intermissão: o impacto do curso intermissivo no autorado.
07. Libertação: a mudança de grupo evolutivo secular.
08. Megagescon: a exercitação lúcida para a megagescon.
09. Para-história: o poder das neoideias escritas na linha do tempo.
10. Política: os reflexos do posicionamento político circunstancial da escrita.
11. Proéxis: o acesso ao fio da meada proexológico.
12. Recéxis: a autorganização pensênica priorizando a escrita do livro.
13. Recin: a superação de trafares e o resgate de trafores.
14. Reposicionamento: a escrita reconfigurando retroideias.
15. Retratações: a gescon sendo agente de retratações ideativas.
16. Retrocognição: a autoria como fator retrocognitivo.
17. Sincronicidade: a convergência de sincronicidades grafopensênicas.

74 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 72-78, 2010 Daou, Dulce; Paraposfácio: Tares Autoconscienciográfica
Civilizaciologia. Desde o aparecimento da escrita cuneiforme em tabletes de argila, papiros,
pergaminhos, papéis ecológicos ou telas flexíveis de e-books, a escrita perpassa civilizações, regis­trando
ideias, transmitindo conhecimentos e promovendo a evolução consciencial. (V. Blasselle; À Pleines
Pages. Histoire du Livre; páginas 14 a 18).
Perenidade. Dentre os feitos humanos ao longo da História, pela própria natureza ideativa
e relativamente duradoura, nos mais diversos formatos, as obras escritas viabilizam o reconheci­mento
retrobiográfico e a ativação de recursos parapsíquicos holomnemônicos.
Contingenciamento. Elos grafopensênicos produzem trilha inteligente para o autorreveza­
mento consciencial ao longo do ciclo evolutivo. Contudo, a autoconsciência evolutiva exige ações
contumazes diante dos cons recuperados, das verpons apreendidas e das supostas interprisões estabe­­
lecidas pelo emprego equivocado de pseudoverdades.
Chancela. O paraposfácio aumenta a autoconfiança e modifica o posicionamento existencial
do autor, aproximando-o da paraprocedência, ao chancelar interrelações holobiográficas e confir­
mar a inteligência do maximecanismo multidimensional, mesmo em condições autorais inci­pientes.
Interassistencialidade. O paraposfácio é coadjutor relevante na qualificação das gescons
ulte­riores, promovendo subsídios factuais para o autorrevezamento autoral lúcido. Mobilizar-se
para esta condição homeostática, em tese, depende apenas da autodeterminação do intermissivista
centrado na Cosmoética interassistencial.

Referências:
Bibliografia Específica:
01. Alegretti, Wagner; Retrocognições: Lembranças de Vivências Passadas; pref. Waldo Viei-
ra; revisores Ana Luiza Rezende; et al; 304 p.; 23 caps.; 46 enus.; 1 formulário; 4 fotos; 1 ilus.; 1 tab.;
4 técnicas; 1 website; glos. 300 termos; 66 refs.; alf.; 21 x 14 cm; br.; Instituto Internacional de Projeciologia
e Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ; 1998.
02. Almeida, Julio; Qualificações da Consciência; pref. Waldo Vieira; 250 p.; 14 caps.; endereços; 193
enus.; siglas; tabs.; 1 teste; glos. 210 termos; 403 refs.; alf.; estrangerismos; ono.; 21 x 14 cm; br.; Asso­­ciação
Internacional Editares; Foz do Iguaçu, PR; Brasil; 2005; páginas 129; 131; 135 e 146.
03. Blasselle, Bruno; À Pleines Pages. Histoire du Livre; Vol. I; 160 p.; 5 caps.; 81 ilus.; 25 refs.; ono.;
18 x 13 cm; Découvertes Gallimard; Paris; 1997; páginas 14 a 18.
04. Daou, Dulce; Autoconsciência e Multidimensionalidade; pref. Tania Guimarães; revisores Ana Flávia
Magalhães Pinto; et al; 282 p.; 33 caps.; biografias; citações; endereços; estatísticas; 92 enus; microbiografias;
siglas; tabs.; 18 websites; glos. 171 termos; 174 refs.; alf.; ono; 21 x 14 cm; br.; Associação Internacional Editares;
Foz do Iguaçu, PR; Brasil; 2005.
05. Vieira, Waldo; 200 Teáticas da Conscienciologia; 260 p.; 200 caps.; 13 refs.; alf.; 21 x 14 cm; br.;
Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ; 1997.
06. Idem; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1.058 p.; 700 caps.; 147 abrevs.; 600 enus.;
8 índi­ces; 2 tabs.; 300 testes; glos. 280 termos; 5.116 refs.; alf.; geo.; ono.; 28,5 x 21,5 x 7 cm; enc.; Instituto
Inter­nacional de Projeciologia; Rio de Janeiro, RJ; 1994.
07. Idem; Enciclopédia da Conscienciologia Eletrônica; CD-ROM 1.000 verbetes; 3.792 p.; 178
especialidades; Associação Internacional Editares, Associação Internacional de Comunicação Consciencioló­gica
(COMUNICONS) & Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Cons­cien­ciologia (CEAEC); Foz
do Iguaçu, PR; 2008.

Daou, Dulce; Paraposfácio: Tares Autoconscienciográfica Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 72-78, 2010 75
08. Idem; Homo sapiens pacificus; 1.584 p.; 413 caps.; 403 abrevs.; 434 enus.; 37 ilus.;
7 índices; 240 sinopses; glos. 241 termos; 9.625 refs.; alf.; geo.; ono; 29 x 21,5 x 7 cm; enc.; Associação Inter-
nacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC) & Associação Internacional Edi­tares; Foz do
Iguaçu, PR; 2007.
09. Idem; Homo sapiens reurbanisatus; 1.584 p.; 479 caps.; 139 abrevs.; 40 ilus.; 7 índices; 102 sinop­
ses; glos. 241 termos; 7.655 refs.; alf.; geo.; ono.; 27 x 21 x 7 cm; enc.; 3a Ed. Gratuita; As­sociação Internacional
do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; 2004.
10. Idem; Manual da Redação da Conscienciologia; 276 p.; 152 abrevs.; 274 estrangeirismos; gloss.
300 termos; 28 x 21 cm; 2a Ed. revisada; Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia
(CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; 2002.
11. Idem; Projeciologia: Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano; 1.248
p.; 525 caps.; 150 abrevs.; 43 ilus.; 5 índices; 1 sinopse; glos. 300 termos; 2.041 refs.; alf.; geo.; ono.; 27 x 21
x 7 cm; enc.; 5a Ed.; Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ; 2002.

Bibliografia consultada:

Autoconsciencialidade
01. Adversário Ideológico (Conviviologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 159.
02. Autocoerência Cosmoética Multidimensional; Homo sapiens pacificus; página 983.
03. Autocognição (Autocogniciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 648.
04. Autoconsciencialidade; 200 Teáticas da Conscienciologia; página 38.
05. Cons; 200 Teáticas da Conscienciologia; página 60.
06. Desassediologia (Consciencioterapia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1523.
07. Egocentrismo compulsório (Egologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1651.
08. Extraconscienciologia (Experimentologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1841.
09. Gratidão (Holomaturologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1989.
10. Hipótese do Esgotamento Eletronótico (Evoluciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página
2052.
11. Hermenêutica da Evoluciologia (Evoluciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 2012.
12. Holanálise da Conscin; Homo sapiens pacificus; página 155.
13. Holofilosofia (Holomaturologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 2059.
14. Interassistencialidade (Assistenciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 2256.
15. Intraconscienciologia (Mentalsomatologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 2308.
16. Nível de Lucidez (Autolucidologia); Enciclopédia da Conscienciologia; p. 2693.
17. Para-História; Homo sapiens pacificus; página 203.
18. Potencialização Evolutiva (Evoluciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 2988.
19. Princípio da Descrença (Mentalsomatologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 3067.
20. Recexologia; 200 Teáticas da Conscienciologia; página186.
21. Técnica da Recuperação dos seus Cons; 700 Experimentos da Conscienciologia; página 510.
22. Trafarismo (Trafar); 200 Teáticas da Conscienciologia; página 211.
23. Traforismo (Trafor); 200 Teáticas da Conscienciologia; página 212.

76 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 72-78, 2010 Daou, Dulce; Paraposfácio: Tares Autoconscienciográfica
Escrita conscienciológica
24. Assinatura Pensênica (Pensenologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 520.
25. Autocompromisso Multidimensional (Multidimensionologia); Enciclopédia da Consciencio­logia;
página 660.
26. Autorado (Mentalsomatologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 860.
27. Características Básicas dos Holopensenes; 700 Experimentos Conscienciologia; página 397.
28. Consciência Gráfica (Comunicologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1294.
29. Conscienciografia (Comunicologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1321.
30. Conteúdo e Forma (Confor); 200 Teáticas da Conscienciologia; página 70.
31. Estigma Autobiográfico (Psicossomática); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1770.
32. Holopensene; 200 Teáticas da Conscienciologia; página 116.
33. Informação Esclarecedora (Parapedagogia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 2179.
34. Inspiração (Heuristicologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 2203.
35. Parautobiografia (Paragenética); Enciclopédia da Conscienciologia; página 2865.
36. Prioridade da Escrita (Comunicologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 3087.
37. Rastro Textual (Grafopensenologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 3191.
38. Tarefa do Esclarecimento; 200 Teáticas da Conscienciologia; página 206.
39. Tares Expositiva (Interassistenciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 3501.
40. Verpon (Experimentologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 3733.
41. Verpon Motivadora (Mentalsomatologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 3740.

Intermissão
42. Ciclo Multiexistencial; 200 Teáticas da Conscienciologia; página 63.
43. Curso Intermissivo (Intermissiologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1459.
44. Paraprocedência (Extrafisicologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 2841.
45. Teoria dos Cursos Intermissivos; Projeciologia: Panorama das Experiências da Consciência Fora do
Corpo Humano; página 819.
46. Vivências do seu Curso Intermissivo; 700 Experimentos Conscienciologia; página 604.

Parapercepciologia
47. Agente Retrocognitor (Mnemossomática); Enciclopédia da Conscienciologia; página 198.
48. Amparador Extrafísico; 700 Experimentos da Conscienciologia; página 43.
49. Amparo Extrafísico (Assistenciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 267.
50. Autorretrocognição (Mnemossomática); Enciclopédia da Conscienciologia; página 880.
51. Conexão Interdimensional (Conexologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1243.
52. Extrapolacionismo (Evoluciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1850.
53. Multidimensionalidade Consciencial (Parapercepciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página
2649.
54. Parapercepciologia; Homo sapiens reurbanisatus; página 219.
55. Parapsiquismo Intelectual (Parapercepciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 2853.
56. Solução Parapsíquica (Parapercepciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 3446.
57. Teste das suas relações com os amparadores; 700 Experimentos Conscienciologia; página 676.

Daou, Dulce; Paraposfácio: Tares Autoconscienciográfica Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 72-78, 2010 77
Proexologia
58. Alavancagem da Proéxis (Proexologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 207.
59. Autocomprometimento (Proexologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 656.
60. Gestação Consciencial; 200 Teáticas da Conscienciologia; página 110.
61. Gescon (Proexologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1978.
62. Programação Existencial (Proéxis); 200 Teáticas da Conscienciologia; página 173.
63. Vivência da Programação Existencial; 700 Experimentos da Conscienciologia; página 609.
Serialidade
64. Autorrevezamento Consciencial; 200 Teáticas da Conscienciologia; página 43.
65. Autorrevezamentos Conscienciais; Homo sapiens reurbanisatus; páginas 987 e 988.
66. Ciclo Multiexistencial Pessoal (Seriexologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1102.
67. Conscin Eletronótica (Intrafisicologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1346.
68. Continuísmo Consciencial (Evoluciologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 1391.
69. Forma Holopensênica Pessoal; Homo sapiens reurbanisatus; página 215.
70. Registro Eterno (Experimentologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 3274.
71. Serialidade Evolutiva (Seriéxis); 200 Teáticas da Conscienciologia; página 195.
72. Taxologia das Megagestações (Autoproexologia); Enciclopédia da Conscienciologia; página 3529.

Dulce Daou é formada em Arquitetura e Urbanismo, especialista em Administração Educacional


pela UFRJ e MBA pelo PDG-Exec-RJ. Autora do livro Autoconsciência e Multidimensionalidade.
Principais artigos publicados: A Condição Feminina: Uma Abordagem Consciencial; Civilização
Capi­talista e Evolução Consciencial; Paradiplomacia e Conver­gência de Interesses. Pesquisadora da
Conscienciologia desde 1994. Atualmente pesquisa temas da Voliciologia. Voluntária da Enci­clo­
pédia da Conscienciologia, no CEAEC, e da Uniescon.
E-mail: dulcedaou@[Link]

78 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 72-78, 2010 Daou, Dulce; Paraposfácio: Tares Autoconscienciográfica
Relatos
Importância da Autobiografia Autorais

Jean-Pierre Bastiou

1. O Colar

As contas estão esparramadas no tabuleiro à sua frente. De diversas cores, origens e tama­
nhos, você as trouxe de precedentes episódios existenciais e cada uma delas liga a sua pessoa
a um passado recente ou distante. Pretende com elas formar um colar para oferecer a alguém com
quem tenha especial afinidade.
Num primeiro ato precisa selecionar cuidadosamente as contas, descartar as desgasta­
das pelo tempo, fazendo com que aquelas da sua escolha combinem entre si, em tamanho,
cor e pro­veniência e, isso feito, enfileirá-las num sólido cordão com fecho que lhes dê acabamento
e unidade de colar... Ah, ia me esquecendo, falando em fecho e acabamento, não esquecer que
a última conta do colar deve lembrar a primeira!
Sei, por experiência, que a redação de uma autobiografia se assemelha em muito à descri-
ção que acabei de fazer. Num primeiro momento, as lembranças ocorrem de forma desordenada,
igual às contas esparramadas no tabuleiro. Precisa selecioná-las e ordená-las cronologicamente,
conservando aquelas mais significativas e em harmonia com o tema e objetivo do livro.
São tantas as contas esparramadas no tabuleiro da memória, assim como tantas são as
palavras dentre as quais se tem que escolher, para melhor comunicar escrevendo, rejeitando
as definições envilecidas pelo uso de uma linguagem vulgar, a exemplo das contas desgastadas pelo
tempo utilizando em substituição neologismos da Conscienciologia.
Importante é pensar bem, antes da escolha mais acertada, como é também importante
usar sinônimos, assim que for necessário, para evitar que o colar da narração se torne monótono,
pesado, embora correto no fundo, mas sem o brilho da vida, capaz de transmitir a intensidade
e o significado profundo de vivências passadas.
Exercício de estilo, talvez, mas o leitor ou a leitora merece que se esmere em oferecer-lhe
a melhor redação possível sem, entretanto, deformar a dimensão real de trafores e trafares. Sem
ceder ao nosso ego que instiga em enfatizar os primeiros e amenizar os segundos.
O pior erro de quem escreve uma autobiografia não seria enganar o leitor, mas mentir
a si mesmo (conservando a linguagem alegórica inicial, seria o mesmo como oferecer um colar
de coloridas contas de vidro fazendo-as passar por cristal). Automentira que impossibilitaria um
lúcido e persistente programa de dinamização dos trafores para dominar os trafares.
Isto realizado, só resta unir todas as contas-capítulos num colar-mnemônico que lhes dê
coerência e cujo fecho-conclusão evidencie a atual evolução consciencial, em relação ao passado,
e o quanto se tem ainda que evoluir, planificando os passos que restam a dar (proéxis) para atingir
o almejado compléxis, implicando em continuísmo existencial.

Bastiou, Jean-Pierre; Importância da Autobiografia Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 79-80, 2010 79
2. Minha Experiência

Quando me decidi em escrever o livro autobiográfico “Globe-trotter da Consciência”, estava


seguro, pretensão minha, de que o terminaria em no máximo três meses, tal era minha empolga-
ção. Levei quase dois anos antes de colocar virtualmente a palavra fim no último capítulo. Não
é que a redação tenha sido árdua mas, sim, que ela me fez refletir em profundidade ao reen­contrar os
vários personagens que eu fui; a criança vivenciando uma estonteante projeção no espaço, gritando
apavorado e sem voz, em vez de curtir essa experiência de Peter Pan; o adolescente “guer­reiro sem
ódio”, mas assim mesmo guerreiro; o culturista com ego do tamanho do Pão de Açúcar.
A realidade é que eu tinha encontrado a Conscienciologia e escrever minha autobiografia
significou, sobretudo, evoluir autanalisando-me à luz desta ciência, incluindo na narrativa lembran­
ças de vivências suscitadas por ela e que só fui capaz de entender o seu justo valor na qualidade de
conscienciólogo convicto. Estou certo de que se alguém escrever sua autobiografia, com as devi­das
transparência e autenticidade, será outro ao fim dela. Digo mais, querem apressar sua evolução?
– escrevam um livro autobiográfico! Eu comecei a escrevê-lo na posição de conceituado professor
de Yoga, com quatro décadas de experiência de magistério, e o terminei na qualidade de aluno da
neociência Conscienciologia, grato ao Yoga que me levou até ela.

3. Apelo

Se você, lendo essas linhas, for professor ou professora, saiba que a sua esperada auto­
biografia irá criar, em seus cursos, um fraterno rapport entre você e aqueles e aquelas que superaram
ou procuram superar desafios existenciais semelhantes aos que você já superou. Sentirá que ao
escrever seu livro teve que empreender, também, uma exigente autanálise em termos conscien­
ciológicos, permitindo-lhe reforçar trafores e enfraquecer trafares, da mesma forma que os leitores
se esforçam em fazer.
Perceber-se-á disto e será mais atento e atenta às suas palavras porque você viveu e vive
o que ensina.

Jean-Pierre Bastiou é graduado em Cultura Física na França e Yoga na índia. Pioneiro do Yoga no
Brasil e um dos fundadores da Associação Brasileira de Professores de Yoga. Palestrante e confe­
rencista internacional, também é tradutor de livros. Autor do livro Globe-trotter da Cons­ciência:
Do Yoga à Conscienciologia, dentre outros livros. Pesquisador da Conscienciologia desde 1995.
Voluntário da IAC.
E-mail: [Link]@[Link]

80 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 79-80, 2010 Bastiou, Jean-Pierre; Importância da Autobiografia
A Escrita Grafada é Para Sempre

Dalva Morem

Gostaria mais uma vez de incentivar os meus amigos candidatos a escrever livros, a não se
assustarem com a ideia e sim que mantenham a calma, e procurem fazer as pesquisas necessárias
ao encontrarem o tema sobre o qual desejam escrever. Essa tarefa fica mais fácil quando o alvo
já é bem conhecido. Não faltam temas, haja vista os vários volumes das bibliotecas existentes no
mundo inteiro. O melhor é pesquisar nos sebos da cidade, em livrarias e em bibliotecas.
A escrita de livro técnico, autobiográfico ou qualquer outro gênero, vai deixar impressa ener­gia
consciencial que será percebida ou reconhecida muito tempo após escrito. Permanece para sempre.
Em relação à autevolução, no meu caso, o principal foi querer realmente escrever o livro.
Diante da vontade determinada, nada poderá abalar essa decisão. Quem quer, busca. Nesta busca,
por que não manter o senso crítico de assumir algo anteriormente planejado e esquecido durante
essa vida intrafísica? Não vale a pena deixar o ines­perado trazer luz, insight para o des­pertamento
e início do trabalho da escrita?
Nada acontece por acaso e tudo tem relevância para ser somado aos valores já adquiridos
em outras vidas. Se somos a melhor versão do que já fomos, é fácil raciocinar que também temos
muito mais do que precisamos para escrever 1 livro. Se dispomos de bagagem literária, temos algo
racio­­nal de um trabalho anterior a essa vida, seja qual profissão for, de médico, artista, ven­dedor,
mecânico, engenheiro, entre outras. Se trazemos para essa vida intrafísica o que já possuímos, também
leva­re­mos para as próxi­mas o que adquirirmos nesta. Nossas ações, boas ou não tão boas, somadas,
darão algum esclareci­mento para serem aplicados em outros tempos vindouros. Por que esperar?
Sem­pre é tem­po de voltar e recomeçar agora a colocar no papel as vivências e os conhecimentos
de hoje.
Provavelmente, as pessoas que desejavam esclarecer a humanidade através dos escritos, bem
antes de nós existirmos, enfrentaram dificuldades maiores. Em nosso tempo de faculdades, tecno­
logias e computadores – os melhores instrumentos físicos para acelerar qualquer tipo de escrita ou
qualquer outro trabalho intelectual – fica muito mais fácil escrever. Para chegarmos onde estamos,
muitos tipos de livros foram escritos, das cartilhas para aprendermos o bê-a-bá até chegar­mos
aos livros que nos ajudam a realizarmos as carreiras desejadas. Outros nos ensinam a assistir às
consciências, ajudando-as a se autoconhecerem. Por exemplo, outros casos iguais ao meu, de pes­soas
ao tomarem conhecimento da Conscienciologia, falada e escrita, mudaram o ritmo de suas vidas.
Portanto, vale a pena escrever para esclarecer. Só se sabe realmente o valor de um livro,
após ver e sentir o retorno da assistência realizada pelo próprio.

Dalva Morem é profissional na área administrativa, onde dedicou parte de sua vida. Prestou assis­
tência aos pacientes no Hospital do Câncer durante 13 anos. Autora do livro Sempre é Tempo,
publicado aos 75 anos de idade, atualmente dedica-se à leitura e à escrita, qualificações desenvolvi­
das a partir da terceira idade. Pesquisadora da Conscienciologia desde 1996. Voluntária do IIPC.
E-mail: [Link]@[Link]

Morem, Dalva; A Escrita Grafada é para Sempre Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 81-81, 2010 81
Enfrentando o Desafio de Escrever

Silda Dries

Há muito tempo, ao ser transferida de setor e deparar-me com a tarefa de redigir sínte-
ses de processos para cabeçalhos de protocolo, correspondência interna e externa da instituição
onde trabalhava, quase entrei em pânico por me julgar incapaz de dar conta do serviço. Já estava
a ponto de abrir mão da promoção, quando ouvi de meu superior um dos mais preciosos conselhos
recebidos até hoje: “O treino é o caminho mais seguro para uma redação clara e objetiva. Escreva
e reescreva um texto até ficar satisfeita com o resultado”.
Hoje, depois de tantos anos, o incentivo recebido quando enfrentava os primeiros desafios
da vida profissional continua a ter o seu valor.
Na época, decidi firmar comigo mesma o compromisso de escrever um texto de, pelo
menos, vinte linhas todos os dias.
O teor do texto não importava muito. Podia ser minha opinião sobre qualquer assunto em
voga ou uma pequena crônica a respeito de alguma notícia publicada na mídia.
Enfrentei a tarefa com seriedade, afinal não podia desistir de mim mesma.
Escrevia diariamente, no entanto, era raro ficar satisfeita com o resultado. Contudo, ao reler
o texto no dia seguinte, outras ideias, para melhorá-lo, surgiam com clareza e as frases pare­ciam
ajustar-se perfeitamente umas às outras. E assim, descobri que, embora ficando satisfeita com
o resultado de algum texto, ele sempre pode ser enriquecido.
Com a despretensiosa técnica, pude enfim, desempenhar minhas tarefas satisfatoriamente.
Encerrada a etapa da carreira profissional e dedicada a outras atividades, jamais pensei em
escrever um livro, mas... Foi quando conheci a Projeciologia e a Conscienciologia.
A busca para a comprovação da existência do holossoma, a descrição das repercussões físi­
cas da constante mobilização das energias, e, mais tarde, os relatos das vivências de projeções de
consciência, constituíram-se em novos desafios a serem superados, pois a prática mostrou-me que
a memória não era a forma mais confiável de guardar informações que, futuramente, poderiam
enriquecer minha autopesquisa.
Escrever a respeito das novas experiências exigiu outro estilo de comunicação. Era necessário
usar vocabulário adequado aos fenômenos. Os relatos das experiências pessoais exigiam que me
colocasse, muito mais, na posição de um observador descrevendo os fatos desapaixonadamente
do que de protagonista dos eventos e, neste item, desafio ainda maior revelou-se: superar o emo­
cionalismo e o deslumbramento de vivenciar eventos totalmente inesperados, além de buscar
formas de exprimir sentimentos desconhecidos até então.
Ao registrar as primeiras vivências, a falta de organização das ideias tornava os relatos con-
fusos e muito prolixos, porém com o treino e a identificação adequada da linguagem, os relatos

82 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 82-83, 2010 Dries, Silda; Enfrentando o Desafio de Escrever
tornaram-se mais claros e concisos, respeitando as regras da Projeciografia – especialidade da
Conscienciologia que fornece à Projeciologia o material histórico, técnico e estatístico.
O conjunto de descrições minuciosas das projeções conscientes compõe o diário do(a)
pro­jetor(a) consciente.
A principal exigência para que o diário do projetor consciente torne-se uma ferramenta
de comparação analítica entre as projeções é que o registro seja feito o mais rapidamente possível
após o evento.
Costumo fazer o registro imediatamente no gravador e, com frequência, me surpreendo
ao ouvir minha própria voz relatando detalhes completamente esquecidos devido à fugacidade
das lembranças extrafísicas.
Escrever e reler alguns tipos de vivências proporciona dupla motivação para insistir na apli­
ca­ção de técnicas que catalisam o desenvolvimento das projeções. Ainda não encontrei método
melhor para reviver eventos inesperados e marcantes que extrapolam minha realidade física de
pré-serenona comum.
Escrever, registrar e resgatar os mínimos detalhes das vivências, mantém ativa a vontade
de aumentar o poder de vislumbrar outras dimensões, ampliando múltiplos aprendizados sobre
o real sentido da vida humana.

Silda Dries é profissional da área administrativa. Escritora e docente de Conscienciologia. Pres-


tou serviços voluntários por mais de 20 anos em instituição de assistência social. Autora do livro
Teoria e Prática da Experiência Fora do Corpo. Pesquisadora da Projeciologia e Cons­cien­ciologia
desde 1993. Atualmente é voluntária do CIEC-IIPC de Porto Alegre.
E-mail: SDRIES@[Link]

Dries, Silda; Enfrentando o Desafio de Escrever Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 82-83, 2010 83
ONDE CONSEGUIR ORIENTAÇÕES SOBRE ESCRITA NA CCCI

Curso Formação de Autores UNIESCON / CEAEC

Escrita de Assessoria Grafopensênica


Livros Conscienciológicos Dinâmica da Escrita UNIESCON
Preceptoria Autoral

Revista Conscientia CEAEC

Escrita de
Journal of Conscientiology IAC
Artigos Científicos
Revista Conscienciologia Aplicada ARACê

Escrita de Verbetes
Verbetografia
da Enciclopédia da CEAEC
Oficinas do Holociclo
Conscienciologia

Workshop Parapedagógico Autoria


Reaprendentia
de Cursos de Conscienciologia
Escrita de Cursos
Área Técnico-científica IIPC

Escrita junto com Técnicas Gescon


Conscius
Conscienciométricas Autoconscienciométrica

Escrita junto com Técnicas


Grafoconsciencioterapia OIC
Consciencioterápicas

Debate de Gescon Escrita Conscienciografia em Debate UNICIN

Debate sobre
Debates Dominicais CEAEC
Temas de Pesquisa

Apresentação de Pesquisa Seminários de Pesquisa IIPC

Curso Formação do Pesquisador Pré-IC Pesquisologia


/ CEAEC
Orientação para Pesquisa
Programa para Facilitação de
Pré-IC Pesquisologia
Pesquisas Conscienciológicas

84 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010


Sites Facilitadores DA ESCRITA

Akamac Etexts. Foco em textos de História Social e Econômica. Disponibiliza acessos indexados
para seleção pelo autor.
[Link]
[Link]

Alex Catalogue of Electronic Texts. Acesso para textos filosóficos em formato de fácil leitura.
[Link]

Biblioteca Digital Mundial. A Biblioteca Digital Mundial disponibiliza em formato multilíngue


importantes fontes provenientes de países e culturas de todo o mundo.
[Link]/pt/

Biblioteca Virtual em Saúde. Fontes de Literatura Científica e Técnica. Oferece acesso direto
a outras redes: SciElo, ScienTI, CVSP.
[Link]

Conjugador de Verbos. Com dois toques pode-se conjugar 280.000 verbos.


[Link]

Europeana. Financiada pela Comissão Europeia e estados membros da União, é fonte de 4,6 milhões
de ítens digitais, entre imagens, livros, jornais, cartas, diários e documentos.
[Link]

Gallica. Site da Bibliothèque Nationale de France. Download de livros na íntegra.


[Link]

Google Acadêmico. Todos os recursos de busca avançada do Google operando com fontes especia­
lizadas de forma abrangente: teses, livros, resumos e artigos de editoras, bibliotecas, universidades
e outras entidades acadêmicas.
[Link]/scholar

LibDex. Índice localizador de 18.000 biliotecas em todo o planeta.


[Link]

Project Gutenberg. Aproximadamente 30.000 livros grátis e livres no Catálogo on-line do Project
Gutenberg. Alguns estão em Português.
[Link]

Veja. Todas as edições de 40 anos de existência da revista poderão ser consultadas na íntegra, em
formato digital.
[Link]

Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010 85


ESCRITORES & ESCRITOS

Livros comentados, nas Tertúlias Cons­cien­


cio­lógicas, pelo Professor Waldo Vieira, leitor há mais
de 7 décadas e autor de mais de 40 livros, incluindo
5 tratados e 1 enciclo­pédia.

Enciclo­pédia da Conscienciologia Eletrônica

Exemplarismo de Pesquisa Biográfica

Escritora: Laure Adler (1950-)


Obra: Nos Passos de Hannah Arendt
Título original: Dans les Pas de Hanna Arendt
Tradução: Tatiana Salem Levy e Marcelo Jacques
Revisão técnica: Pedro Duarte de Andrade

Publicação: 2005
Edição em português: 2007
Editora Record; brochura; 16 x 23 cm; 644 páginas.
ISBN: 8501075876

Sinopse: Laure Adler, historiadora, jornalista, apresenta levantamento biográfico minucioso da


expres­siva filósofa e pensadora política do Século XX, Hannah Arendt, a partir do círculo de
relações intelectuais, composto por eminentes filósofos, dentre eles, Martin Heidegger, Karl Jaspers.

Exemplarismo de Abordagem Crítica

Escritor: Agassiz Almeida (1938-)


Obra: A República das Elite: Ensaio sobre a Ideologia
das Elites e do Intelectualismo

Publicação: 2004
Editora Bertrand Brasil; brochura; 16 x 23 cm; 544 páginas.
ISBN: 8528610756

Sinopse: Agassiz Almeida, professor e ex-deputado federal, analisa a história brasileira a partir da
rela­ção controversa elites-intelectuais. O autor ressalta a herança ideológica elitista da coloniza-
ção por­­­tu­­guesa, a omissão dos literatos brasileiros na política e a subestimação do talento do povo
brasileiro.

86 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010


Exemplarismo de Argumentação

Escritor: Edgar Morin (1921-)


Obra: O Mundo Moderno e a Questão Judaica
Título original: Le Monde Moderne et la Question Juive
Tradução: Nícia Adan Bonatti

Publicação: 2006
Edição em português: 2007
Editora Bertrand Brasil; brochura; 14 x 21 cm; 208 páginas
ISBN: 9788528613025

Sinopse: Edgar Morin, filósofo e sociólogo, filho de família judia, expõe as contradições em
torno da noção de judaísmo na modernidade, tendo como pano de fundo os conflitos de 1948,
quando a Pales­tina foi dividida em estado árabe e judeu, originando os conflitos ainda existentes
nos dias atuais.

Exemplarismo de Boa Escrita

Escritor: Claude Ribbe (1954-)


Obra: Os Crimes de Napoleão: Atrocidades
que Influenciaram Hitler
Título original: Le Crime de Napoléon
Tradução: S. Duarte

Publicação: 2005
Edição em português: 2008
Editora Record; brochura; 14 x 21 cm; 206 páginas
ISBN: 9788501077585

Sinopse: Claude Ribbe, filósofo, historiador, defensor da memória dos escravos, relata as
atroci­dades co­meti­das por Napoleão Bonaparte, as quais serviram de inspiração para Hitler.
O autor expõe o ra­­­cis­mo imperial, através da defesa dos brancos, da comparação dos judeus
pragas e da perseguição de negros.

Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010 87


Exemplarismo de Detalhismo

Escritor: Victor Klemperer (1881-1960)


Obra: LTI: A Linguagem do Terceiro Reich
Título original: LTI: Notizbuch eines Philologen
Tradução, apresentação, notas: Miriam Bettina Paulina Oelsner

Publicação: 2002
Edição em português: 2009
Contraponto Editora; brochura; 14 x 21 cm; 424 páginas
ISBN: 9788578660161

Sinopse: Victor Klemperer, filólogo, analisa a lavagem cerebral nazista feita pela manipulação da
linguagem. Durante 12 anos, Klemperer, judeu alemão casado com ariana, sobreviveu inte­lec­­
tualmente registrando observações lingüísticas da vida cotidiana.

Exemplarismo de Antifé

Escritor: Sam Harris (1967-)


Obra: A Morte da Fé: Religião, Terror e o Futuro da Razão
Título original: The End of Faith: Religion, Terror and the Future of Reason
Tradução: Claudio Carina e Isa Mara Lando

Publicação: 2004
Edição em português: 2009
Editora Companhia das Letras; brochura; 14 x 21 cm; 388 páginas
ISBN: 9788535914955

Sinopse: Sam Harris, filósofo e doutor em neurociência, filho de judia e quaker, combate a ir­
ra­­cionalidade da fé, a partir de fatos indefensáveis, mostra a violência causada pelas religiões
e apresenta como solução o autoconhecimento no mundo pós-religioso.

Compre livros e colabore com o meio ambiente.


O Portal da ARACÊ disponibiliza aos seus visitantes o link de
parceria com a site da Livraria Cultura, empresa com mais de 60
anos de existência, que oferece cerca de 2 milhões de títulos. Ao
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parte do valor é destinado ao Portal da ARACÊ. A receita desta
parceria é destinada aos projetos de meio ambiente da Vila Elliotis,
no Campus da ARACÊ.

88 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010


SELEÇÃO DE VERBETES DA ENCICLOPÉDIA DA CONSCIENCIOLOGIA
RELATIVOS À ESCRITA CONSCIENCIOLÓGICA

Índice Página
01. Criatividade 89
02. Escrita 89
03. Evitações 90
04. Fórmulas 91
05. Leitura 91
06. Livro 91
07. Palavra 92
08. Pesquisa 92
09. Rotina Autoral 93
10. Taxologia 94
11. Técnicas 94
12. Trafores Autorais 94
13. Verpon 95

01. CRIATIVIDADE
Acrobacia Mentalsomática (Heuristicologia; Neutro)
Aplicação da Neoideia (Heuristicologia; Neutro)
Autocriatividade (Verponologia; Neutro)
Central Extrafísica da Verdade (Cosmovisiologia; Homeostático)
Corredor Heurístico (Experimentologia; Homeostático)
Eclosão Criativa (Heuristicologia; Homeostático)
Holopensene Criativo (Heuristicologia; Homeostático)
Holopensene Saturado (Holopensenologia; Neutro)
Ideia Original (Mentalsomatologia; Neutro)
Ideia Sutil (Heuristicologia; Neutro)
Inspiração (Heuristicologia; Neutro)
Intrarticulação Heurística (Holomaturologia; Homeostático)
Lateropensene (Lateropensenologia; Neutro)
Nicho da Neoideia (Verponologia; Neutro)
Parângulo (Heuristicologia; Homeostático)

02. ESCRITA
Ciclo Enumerativo (Enumerologia; Neutro)
Citaciologia (Comunicologia; Neutro)
Conformática (Comunicologia; Neutro)
Confutaciologia (Contradiciologia; Neutro)

Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010 89


Conteudologia (Cosmoconscienciologia; Homeostático)
Detalhe Irretocável (Autodiscernimentologia; Neutro)
Elipse Informativa (Comunicologia; Neutro)
Enciclopediometria (Redaciologia; Neutro)
Enumeração Generalizada (Enumerologia; Neutro)
Enumerologia (Comunicologia; Neutro)
Estilo Exaustivo (Estilologia; Neutro)
Estilo Técnico (Estilologia; Neutro)
Gancho Didático (Comunicologia; Neutro)
Linguagem Denotativa (Comunicologia; Neutro)
Linguagem Erudita (Erudiciologia; Neutro)
Linguagem Mentalsomática (Comunicologia; Homeostático)
Megaenfoque (Megaenfocologia; Neutro)
Paratécnica Didática (Parapedagogologia; Homeostático)
Picotagem das Ideias (Exaustivologia; Neutro)
Referência (Autevoluciologia; Neutro)
Refinamento Formal (Exaustivologia; Neutro)
Sustentação Factual (Argumentologia; Homeostático)
Título Provocador (Comunicologia; Neutro)
Variante Gramatical (Gramaticologia; Neutro)

03. EVITAÇÕES NO AUTORADO


Achismo (Parapatologia; Nosográfico)
Acídia (Parapatologia; Nosográfico)
Acriticismo (Parapatologia; Nosográfico)
Análise Tendenciosa (Cosmoética; Nosográfico)
Ansiedade Omissiva (Parapatologia; Nosográfico)
Antilogismo (Mentalsomática; Nosográfico)
Antirretilinearidade Consciencial (Holomaturologia; Nosográfico)
Apriorismose (Parapatologia; Nosográfico)
Argumentação Ilógica (Comunicologia; Nosográfico)
Consciência Literal (Conscienciometrologia; Nosográfico)
Distorção Cognitiva (Parapatologia; Nosográfico)
Estafa Intelectual (Experimentologia; Nosográfico)
Inatividade Intelectual (Mentalsomatologia; Nosográfico)
Lacuna da Formação Cultural (Experimentologia; Nosográfico)
Lixo Mnemônico (Holomnemônica; Neutro)
Primarismo Técnico (Experimentologia; Neutro)
Prova de Orgulho (Autoconscienciometria; Nosográfico)
Sedução da Simplificação (Psicossomática; Nosográfico)
Síndrome de Amiel (Parapatologia; Nosográfico)

90 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010


04. FÓRMULAS
Contraponto Técnico (Mentalsomatologia; Neutro)
Crescendo Linguística-Imagética (Crescendologia; Homeostático)
Definologia (Parassemiologia; Neutro)
Exemplologia (Parapedagogologia; Neutro)
Fatologia (Intrafisicologia; Neutro)
Fórmula Formal (Conformática; Neutro)
Frase Enfática (Comunicologia; Homeostático)
Grupo de Neoideias (Mentalsomaticologia; Neutro)
Megapensene Trivocabular (Megapensenologia; Homeostático)
Parafatologia (Extrafisicologia; Neutro)

05. LEITURA
Aperitivo Intelectual (Mentalsomatologia; Neutro)
Bibliofilia (Mentalsomatologia; Homeostático)
Bibliologia (Mentalsomatologia; Homeostático)
Bibliotáfio (Mentalsomatologia; Neutro)
Holotecologia; (Comunicologia; Homeostático)
Interpretação Seletiva (Hermeneuticologia; Neutro)
Leitura (Leiturologia; Neutro)
Leitura Correta (Cosmovisiologia; Homeostático)
Nutrição Informacional (Mentalsomatologia; Neutro)
Omnileitura (Omnileiturologia; Neutro)
Reserva de Leitura (Autocogniciologia; Neutro)
Tradução Parapsíquica (Parapercepciologia; Neutro)

06. LIVRO
Autorado (Mentalsomatologia; Neutro)
Colheita Intermissiva (Evoluciologia; Homeostático)
Conscienciografia (Comunicologia; Neutro)
Díptico Evolutivo (Duplologia; Neutro)
Divulgação Científica (Comunicologia; Neutro)
Edição Gratuita (Comunicologia; Homeostático)
Escala dos Autores Mentaissomáticos (Mentalsomatologia; Homeostático)
Exegese Conscienciológica (Comunicologia; Neutro)
Ferramenta de Comunicação (Comunicologia; Neutro)
Gescon (Proexologia; Homeostático)
Informação Esclarecedora (Parapedagogia; Homeostático)
Informação Pró-Evolutiva (Evoluciologia; Homeostático)
Interassistencialidade (Assistenciologia; Homeostático)
Mutualidade da Comunicação (Comunicologia; Neutro)

Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010 91


Parainalienabilidade (Paradireitologia; Homeostático)
Poder Ideológico (Autocogniciologia; Neutro)
Produção do Esclarecimento (Interassistenciologia; Homeostático)
Público-Alvo Conscienciológico (Comunicologia; Neutro)
Rastro Textual (Grafopensenologia; Homeostático)
Tares Expositiva (Interassistenciologia; Homeostático)
Via Expressa do Pensamento (Comunicologia; Homeostático))

07. PALAVRA
Antônimo (Comunicologia; Neutro)
Antonimologia (Comunicologia; Neutro)
Cognato (Comunicologia; Neutro)
Conceito (Mentalsomatologia; Neutro)
Diferença Semântica (Comunicologia; Neutro)
Expressão Intercambiável (Comunicologia; Neutro)
Matematização do Conceito (Comunicologia; Neutro)
Orismologia (Comunicologia; Neutro)
Palavra (Comunicologia; Neutro)
Palavra-Chave (Comunicologia; Neutro)
Prole Mentalsomática (Cogniciologia; Homeostático)
Realidade Oximorônica (Oximorologia; Neutro)
Resgate de Expressão (Conformática; Neutro)
Sinônimo (Comunicologia; Neutro)
Sinonimologia (Comunicologia; Neutro)
Variação Vernacular (Conformática; Neutro)

08. PESQUISA
Abordagem da Antessala (Autexperimentologia; Neutro)
Acumulabilidade (Experimentologia; Neutro)
Afinidade Cognitiva (Autocogniciologia; Homeostático)
Análise (Autodiscernimentologia; Neutro)
Antagonismo Pesquisa / Leitura (Antipesquisologia; Neutro)
Aprofundamento da Pesquisa (Experimentologia; Neutro)
Ato Mentalsomático (Mentalsomatologia; Neutro)
Autochecagem Indispensável (Autexperimentologia; Homeostático)
Autopesquisologia (Experimentologia; Homeostático)
Avanço Mentalsomático (Mentalsomatologia; Homeostático)
Balão de Ensaio (Experimentologia; Neutro)
Banco de Dados (Mentalsomatologia; Neutro)
Barreira Teórica (Autopesquisologia; Neutro)
Base da Conscienciologia (Conscienciometrologia; Neutro)

92 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010


Circularidade Contígua (Tangenciologia; Neutro)
Coleta Seletiva (Autexperimentologia; Homeostático)
Confrontologia (Experimentologia; Neutro)
Corte da Realidade (Autopesquisologia; Neutro)
Cosmossíntese (Mentalsomatologia; Homeostático)
Curiosidade Pesquisística (Cosmovisiologia; Neutro)
Debate (Debatologia; Neutro)
Fato Orientador (Pesquisologia; Neutro)
Fatuística (Experimentologia; Neutro)
Fonte Cognitiva (Autocogniciologia; Neutro)
Fontificação (Experimentologia; Neutro)
Fruto Experimental (Experimentologia; Homeostático)
Generalização (Cosmovisiologia; Neutro)
Hipótese (Experimentologia; Neutro)
Imagística (Mentalsomatologia; Neutro)
Impasse na Pesquisa (Autopesquisologia; Neutro)
Interação Análise-Síntese (Experimentologia; Neutro)
Interrelações Interdisciplinares (Mentalsomatologia; Homeostático)
Limite da Pesquisa (Experimentologia; Neutro)
Nuança (Experimentologia; Neutro)
Pararrealidade (Extrafisicologia; Neutro)
Pesquisa Curiosa (Experimentologia; Neutro)
Pré-Análise (Pesquisologia; Neutro)
Presumibilidade (Mentalsomatologia; Neutro)
Princípio Organizador dos Saberes (Mentalsomatologia; Neutro)
Refutaciologia (Mentalsomatologia; Neutro)
Reparo Técnico (Autopesquisologia; Neutro)
Síntese (Mentalsomatologia; Neutro)
Tangenciologia (Interdisciplinologia; Neutro)
Tema Homeostático (Tematologia; Homeostático)
Tema Neutro (Tematologia; Neutro)
Tema Nosográfico (Tematologia; Nosográfico)
Zetética (Autopesquisologia; Homeostático)

09. ROTINA AUTORAL


Administração da Vida Intelectual (Experimentologia; Homeostático)
Aquecimento Neuronial (Mentalsomatologia; Homeostático)
Arquivologia (Experimentologia; Neutro)
Autodidatismo (Parapedagogia; Neutro)
Autorganização Livre (Intrafisicologia; Homeostático)
Balanço Mentalsomático (Mentalsomatologia; Homeostático)

Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010 93


Casa do Intelecto (Mentalsomatologia; Neutro)
Coativação Atributiva (Parapercepciologia; Neutro)
Coloquialismo (Conviviologia; Neutro)
Estado Vibracional (Energossomatologia; Homeostático)
Estatística Motivadora (Autexperimentologia; Homeostático)
Gargalo Operacional (Experimentologia; Homeostático)
Holopensene Desassediado (Holopensenologia; Homeostático)
Horário Nobre (Mentalsomatologia; Homeostático)
Lei do Maior Esforço (Holomaturologia; Homeostático)
Linha de Montagem (Experimentologia; Neutro)
Momento de Parar (Autodiscernimentologia; Neutro)
Parada Produtiva (Autexperimentologia; Homeostático)
Pico Máximo de Inteligência (Mentalsomática; Homeostático)
Planilha Técnica (Experimentologia; Neutro)
Princípio da Descrença (Mentalsomatologia; Homeostático)
Prioridade da Escrita (Comunicologia; Homeostático)
Rotina Útil (Intrafisicologia; Homeostático)
Tenepes Inspiradora (Tenepessologia; Homeostático)
Trabalho Antelucano (Autexperimentologia; Homeostático)
Turno Intelectual (Mentalsomatologia; Homeostático)

10. TAXOLOGIA
Taxologia (Experimentologia; Neutro)
Taxologia das Análises (Experimentologia; Neutro)
Taxologia das Sínteses (Experimentologia; Neutro)
Taxologia do Conhecimento (Mentalsomatologia; Neutro)
Taxologia dos Analogismos (Intrafisicologia; Neutro)

11. TÉCNICAS
Técnica Conscienciológica Curiosa (Autopesquisologia; Neutro)
Técnica da Circularidade (Experimentologia; Neutro)
Técnica da Exaustividade (Experimentologia; Neutro)
Técnica da Segunda Redação (Conformática; Neutro)
Técnica do Bloco Tridisciplinar (Parapedagogia; Neutro)
Técnica do Crescendo (Comunicologia; Neutro)

12. TRAFORES AUTORAIS


Abertismo Consciencial (Evoluciologia; Homeostático)
Antidogmática (Comunicologia; Homeostático)
Antidoutrinação (Parapedagogia; Homeostático)
Autautoridade Vivencial (Autopesquisologia; Homeostático)

94 Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010


Autocognição Gratificante (Autocogniciologia; Homeostático)
Autocomprovação (Autevoluciologia; Neutro)
Bagagem Pré-Ressomática (Intermissiologia; Neutro)
Coerenciologia (Holomaturologia; Homeostático)
Consciência Gráfica (Comunicologia; Homeostático)
Cosmovisiologia (Cosmoconscienciologia; Homeostático)
Culturologia (Intrafisicologia; Neutro)
Curiosologia (Autopesquisologia; Neutro)
Desembaraço Intelectual (Mentalsomatologia; Homeostático)
Detalhismo (Experimentologia; Homeostático)
Dicionário Analógico Cerebral (Mnemossomatologia; Homeostático)
Domínio Cognitivo (Autocogniciologia; Neutro)
Eficácia Explicativa (Argumentologia; Neutro)
Enciclopediologia (Cosmovisiologia; Homeostático)
Flexibilidade Cognitiva (Multiculturologia; Neutro)
Intelecção (Mentalsomatologia; Homeostático)
Linearidade da Autopensenização (Autopensenologia; Homeostático)
Megaconhecimento Organizado (Autocogniciologia; Homeostático)
Omniquestionamento (Pesquisologia; Neutro)
Paracérebro Receptivo (Paracerebrologia; Homeostático)
Paracientista (Experimentologia; Neutro)
Parapolimatia (Autopercepciologia; Homeostático)
Parapsiquismo Intelectual (Parapercepciologia; Homeostático)
Paratecnologia da Intelecção (Parapercepciologia; Homeostático)
Pesquisador Independente (Experimentologia; Homeostático)
Saber Transversal (Autocogniciologia; Neutro)
Saúde Intelectual (Autoconscienciometrologia; Homeostático)

13. VERPON
Megaverpon (Verponologia; Homeostático)
Neoverpon (Heuristicologia; Homeostático)
Neoverponidade (Neoverponologia; Homeostático)
Preço da Verpon (Verponologia; Homeostático)
Transverpon (Transverponologia; Homeostático)
Verdade Prioritária (Verponologia; Homeostático)
Verpon (Experimentologia; Homeostático)
Verpon Motivadora (Mentalsomatologia; Homeostático)
Verponarium (Verponologia; Homeostático)
Verponogenia (Neoverponologia; Homeostático)

Scriptor, Foz do Iguaçu, Ano 1, N. 1, p. 1-96, 2010 95


Atividades da Uniescon
Atividades Correntes:
Assessoria Grafopensênica. Serviço de orientação personalizada aos autorandos cons­cien­cio­
lógicos.
Curso Formação de Autores (em parceria com o CEAEC). Curso modular de Conscienciogra­
fologia, especializado na escrita de livros conscienciológicos.
Dinâmica da Escrita. Atividade semanal reunindo autores e autorandos conscienciológicos para
a escrita das obras pessoais e implementação de disciplina e concentração mental.
Preceptoria Autoral. Acompanhamento personalizado aos autorandos conscienciológicos.

Atividades Eventuais:
Curso Energização Grafopensênica (em parceria com o CEAEC). Curso com objetivo de
desenvolver o parapsiquismo mentalsomático, estreitando a conexão paracérebro-cérebro.
Curso Imersão na Escrita. Curso com objetivo de criar ambiente favorável para a expansão
men­talsomática e dinamizar a escrita e o acesso às ideias originais.
Oficinas Temáticas de Escrita. Atividades objetivando a capacitação teórico-prática de escrita
conscienciológica.
Semana da Escrita. Série de atividades conscienciográficas: maratonas, oficinas, workshops,
debates.

Autores Associados da Uniescon em Dezembro de 2009:

01. Alexandre Nonato 13. Luciano Vicenzi


02. Antônio Pitaguari 14. Lucy Lutfi
03. Dalva Morem 15. Mabel Teles
04. Dulce Daou 16. Málu Balona
17. Maria Thereza Lacerda
05. Flavia Guzzi
18. Marina Thomaz
06. Graça Razera
19. Nívea Melo
07. Jayme Pereira
20. Rosemary Salles
08. Jean-Pierre Bastiou 21. Silda Dries
09. Julio Almeida 22. Wagner Alegretti
10. Kátia Arakaki 23. Waldo Vieira
11. Lourdes Pinheiro
12. Luciana Ribeiro

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