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Eurocódigo 8: Aspectos e Aplicações em Portugal

>Aspectos gerais do Eurocódigo 8 apresentam as exigências fundamentais e definição da ação sísmica. >Desenvolvimento do Anexo Nacional português definirá o zonamento sísmico, período de retorno da ação sísmica de projeto e configuração dos espectros de resposta. >Comparação entre a regulamentação atual portuguesa e a futura Norma Portuguesa do Eurocódigo 8 analisará as diferenças conceptuais entre os documentos.
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Eurocódigo 8: Aspectos e Aplicações em Portugal

>Aspectos gerais do Eurocódigo 8 apresentam as exigências fundamentais e definição da ação sísmica. >Desenvolvimento do Anexo Nacional português definirá o zonamento sísmico, período de retorno da ação sísmica de projeto e configuração dos espectros de resposta. >Comparação entre a regulamentação atual portuguesa e a futura Norma Portuguesa do Eurocódigo 8 analisará as diferenças conceptuais entre os documentos.
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OS NOVOS EUROCÓDIGOS ESTRUTURAIS

APEE , LNEC – 26 de Novembro de 2008

ASPECTOS GERAIS DO
EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

E CANSADO CARVALHO
Chairman do CEN/TC250/SC8
Coordenador do GT EC8
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

SUMÁRIO
>Aspectos gerais do Eurocódigo 8
 Exigências fundamentais
 Definição da acção sísmica
>Desenvolvimento do Anexo Nacional (NP EN1998-1)
 Zonamento sísmico
 Período de retorno da acção sísmica de projecto
 Configuração dos espectros de resposta e efeito dos solos
 Edifícios de Betão Armado
>Comparação entre actual regulamentação (RSA e
REBAP) e futura NP EN1998-1
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EUROCÓDIGO 8 (EN1998)
>Projecto de estruturas sismo-resistente
>Complementar dos restantes Eurocódigos
>6 partes (publicadas pelo CEN 2004/2006):
 Parte1: Regras gerais, acções sísmicas e regras para
edifícios (EN1998-1)
 Parte 2: Pontes (EN1998-2)
 Parte 3: Avaliação e reforço de edifícios (EN1998-3)
 Parte
4: Silos, reservatórios e condutas enterradas
(EN1998-4)
 Parte
5: Fundações, estruturas de contenção e
aspectos geotécnicos (EN1998-5)
 Parte 6: Torres, mastros e chaminés (EN1998-6)
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1
>Inclui 56 parâmetros de Determinação Nacional
(NDPs)
 Aspectos gerais e definição da acção sísmica: 11
 Modelação, análise e dimensionamento de edifícios: 7
 Edifícios de Betão: 11
 Edifícios de Aço: 6
 Edifícios mistos Aço-Betão: 4
 Edifícios de Madeira: 1
 Edifícios de Alvenaria: 15
 Isolamento de Base: 1
TOTAL 56
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 - Objectivos

>Proteger as vidas humanas


>Limitar as perdas económicas
>Assegurar a manutenção em
funcionamento das instalações de
protecção civil importantes
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 - Exigências de desempenho


>EXIGÊNCIA DE NÃO COLAPSO
Acção sísmica de projecto (“design seismic action”)
 Definida
nos Anexos Nacionais de cada País (Parâmetros de
Determinação Nacional)
 Valor
recomendado para casos correntes: 10% de
probabilidade em 50 anos (período de retorno de 475 anos)
>EXIGÊNCIA DE LIMITAÇÃO DE DANOS
Acção sísmica de serviço
 Valor
recomendado para casos correntes: 10% de
probabilidade em 10 anos (período de retorno de 95 anos)
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Exigências de desempenho


>Introdução do conceito de Classes de Importância
das construções (coeficiente de importância – γI)
4 Classes de Importância com valores de γI a variar entre 2,1
e 0,6
 γI mais elevado – edifícios fundamentais para socorro pós-
sismo (hospitais)
 γImais reduzido – edifícios de importância reduzida (edifícios
agrícolas)
 Edifícios correntes - γI = 1,0

Conceito semelhante no REBAP (diminuição dos


coeficientes de comportamento)
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

RSA vs NP EN1998-1
 Acção sísmica considerada acção variável
 Probabilidade de excedência de 5% em 50 anos
 Acção sísmica de referência correspondente a um
período de retorno de 975 anos
 Acçãoé majorada (coeficiente parcial = 1,5) na
combinação com outras acções
 Não é explicitada qualquer verificação sísmica a
efectuar para um “estado limite de serviço”

Diferença conceptual importante entre os dois


documentos
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Zonamento Sísmico


>Definido pelas Autoridades Nacionais (Parâmetro
de Determinação Nacional – Anexo Nacional)
>Estabelecido em termos da aceleração máxima de
projecto de referência agR (compatível com a
definição da acção sísmica)

Divisão do território em zonas sísmicas

NP EN1998-1: Duplo cenário de acção sísmica em


Portugal Continental (sismo afastado e próximo).
Dois zonamentos do território (diferente do RSA)
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Zonamento Sísmico


>DIVISÃO DO TERRITÓRIO EM ZONAS SÍSMICAS
 Critérios de base

1. Zonas com igual variação de intensidade de Housner,SI (ξ)


2,5
SI (ξ) ≡ ∫ S pv (ξ, T ) ⋅ dT [Clough & Penzien 1993]

0,1

2. agR da zona ⇔ quantilho de 95% da distribuição dos


valores de PGA de todos os concelhos da zona

3. Razão de agR entre zonas > 1,5


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Zonamento Sísmico


Sismicidade afastada (AS Tipo 1)
120
120
interplacas
interplacas
4 zonas
100 4 zonas
100
Intensidade de Housner [cm]
Intensidade de Housner [cm]

80
80
Lisboa
Lisboa
60
60

10 concelhos
40

10 concelhos
Zonas

34 concelhos

zona 1
40

34 concelhos

zona 1
64 concelhos

zona 2
64 concelhos

zona 2
zona 3
zona 3
concelhos

20 1
zona 4

concelhos

20
170
zona 4
170

2
0
0 3
0 50 100 150 200 250 300
0 50 100 150
Concelho 200 250 300
Concelho
4
5
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Zonamento Sísmico


Sismicidade próxima (AS Tipo 2)

25
25
intraplaca
intraplaca
3 zonas
3 zonas Lisboa
Lisboa
Intensidade de Housner [cm]

20
Intensidade de Housner [cm]

20

15
15

concelhos
concelhos

zona 1

concelhos
zona 2

10 concelhos

zona541
155
2

10
155

54
zona

Zonas
concelhos
concelhos
zona 3
zona693
69

2.3
5
5
0 50 100 150 200 250 300 2.4
0 50 100 150
Concelho 200 250 300
Concelho
2.5
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Zonamento Sísmico


>Aceleração máxima de referência agR (cm/s2)

Zona Sismo Sismo


Sísmica afastado próximo
(AS1) (AS2)
x.1 250 250
x.2 200 200
x.3 150 170
x.4 100 110
x.5 50 80
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 - Definição Acção Sísmica


>Espectro de Resposta Elástico
 
Se (T ) = a g ⋅ S ⋅ 1 + ⋅ (η ⋅ β0 − 1)
T
0 ≤ T ≤ TB :
 TB 
TB ≤ T ≤ TC : Se (T ) = a g ⋅ S ⋅ η ⋅β0
 TC 
TC ≤ T ≤ TD : Se (T ) = a g ⋅ S ⋅ η ⋅β0 ⋅  
T 
 TC T D 
TD ≤ T : S e (T )= ag ⋅ S ⋅ η ⋅β 0 ⋅  2 
 T 

β0 = 2,5
S, TB, TC e TD: Parâmetros de Determinação Nacional
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Definição Acção Sísmica


>Espectro de Resposta Elástico
SSe/a/ag
e g

2,5Sηη
2,5S

SS

TTB TTC TTD TT


B C D
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Definição Acção Sísmica


Espectro de Resposta Elástico (Rocha)
Acção sísmica Tipo 1
Zona ag [cm/s2] TB [s] TC [s] TD [s]
1.1 250
1.2 200
0,10 0,60 2,00
1.3 150
(0,15) (0,40) (2,00)
1.4 100
1.5 50

Acção sísmica Tipo 2


Zona ag [cm/s2] TB [s] TC [s] TD [s]
2.3 170
0,10 0,25 2,00
2.4 110
(0,05) (0,25) (1,20)
2.5 80
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 e RSA (majorado)


Comparação dos espectros de resposta
em rocha (2 acções)
800 800
LAGOS FARO
700 700
RS x1.5 Afast. - ZONA A
600 600
EC8 Afast. - ZONA 1 RS x1.5 Afast. - ZONA A
Aceleração [cm/s^2]

Aceleração [cm/s^2]
500 500
RSAx1.5 Próx. - ZONA A EC8 Afast. - ZONA 2

400 EC8 Próx. - ZONA 1 400 RSAx1.5 Próx. - ZONA A

EC8 Próx. - ZONA 1


300 300

200 200

100 100

0 0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3
Período [s] Período [s]

Lagos Faro
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 e RSA (majorado)


Comparação dos espectros de resposta
em rocha (2 acções)
800 600
VILA REAL STO ANTÒNIO
SANTARÉM
SINES
700
LISBOA
500
600
EC8 Afast. - ZONA 4
RS x1.5 Afast. - ZONA A
Aceleração [cm/s^2]

400

Aceleração [cm/s^2]
500 RSAx1.5 Próx. - ZONA B
EC8 Afast. - ZONA 3

400 RSAx1.5 Próx. - ZONA A RSAx1.5 Afast. - ZONA B


300
EC8 Próx. - ZONA 1 EC8 Próx. - ZONA 1
300
200
200

100
100

0
0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3
Período [s]
Período [s]

V.R.S. António, Santarém


Sines, Lisboa
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 e RSA (majorado)


Comparação dos espectros de resposta em
rocha (2 acções)
400 300
COIMBRA PORTO
BRAGANÇA

EC8 Afast. - ZONA 5 RSAx1.5 Próx. - ZONA D


300

200 EC8 Afast - ZONA 5

Aceleração [cm/s^2]
Aceleração [cm/s^2]

RSAx1.5 Próx. - ZONA C

RSAx1.5 Afast. - ZONA C RSAx1.5 Afast. - ZONA D


200
EC8 Próx. - ZONA 2 EC8 Próx. - ZONA 3

100

100

0 0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3
Período [s] Período [s]

Coimbra Porto, Bragança


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 e RSA majorado


Razão entre envolventes dos espectros de
resposta em rocha
3 3
LAGOS FARO

envolvente EC8 / envolvente EC8 /


2 envolvente RSAx1.5 2
envolvente RSAx1.5

1 1

0 0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3

Lagos Faro
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 e RSA majorado


Razão entre envolventes dos espectros de
resposta em rocha
3 3
ILA REAL STO ANTÓNIO SANTARÉM
SINES
LISBOA

envolvente EC8 /
2 envolvente EC8 / 2 envolvente RSAx1.5
envolvente RSAx1.5

1
1

0
0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3

V.R.S. António, Santarém


Sines, Lisboa
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 e RSA majorado


Razão entre envolventes dos espectros de
resposta em rocha
3 3
COIMBRA PORTO
BRAGANÇA

2 envolvente EC8 / 2 envolvente EC8 /


envolvente RSAx1.5 envolvente RSAx1.5

1 1

0
0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3

Coimbra Porto, Bragança


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN 1998-1 – Efeito do terreno


5 tipos de condições de terreno
 Rocha (terreno Tipo A)
 Terrenos rijos (terreno Tipo B)
 Solos médios e brandos (terrenos Tipo C e D)
 Formações brandas de pequena espessura (5 a
20m) sobre formações rochosas ou quase rochosas
com grande contraste de rigidez (terreno Tipo E).
Classificação dos terrenos não é um Parâmetro de
Determinação Nacional mas
Configuração espectral associada a cada terreno tem
o carácter de Parâmetro de Determinação Nacional

Necessidade de informação específica complementar,


não contraditória para os terrenos nos Açores
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN 1998-1 – Efeito do terreno

Espectros de resposta Espectros de resposta


elásticos do Tipo 1 elásticos do Tipo 2
(5% amortecimento) (5% amortecimento)
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Efeito do terreno


Espectro Tipo 2 (Sismo
Espectro Tipo 1 (Sismo afastado)
próximo)
Tipo de Zona 4 e 5 Zonas 2 e 3
Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 1
terreno (100/50 (110/80
(250 cm/s2) (200 cm/s2) (150 cm/s2) (170 cm/s2)
cm/s2) cm/s2)
S TC (s) S TC (s) S TC (s) S TC (s) S TC (s) S TC (s)
0,6 0,6 0,6 0,6
A 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 0,25 1,0 0,25
(0,4) (0,4) (0,4) (0,4)
0,6 0,6 0,6 1,3 0,6
B 1,2 1,2 1,2 1,35 0,25 1,35 0,25
(0,5) (0,5) (0,5) (1,2) (0,5)
1,3 1,4 1,5 1,6 1,6
C 0,6 0,6 0,6 0,6 1,5 0,25 0,25
(1,15) (1,15) (1,15) (1,15) (1,5)
1,4 1,6 1,8 2,0 2,0
D 0,8 0,8 0,8 0,8 1,8 0,3 0,3
(1,35) (1,35) (1,35) (1,35) (1,8)
0,6 1,5 0,6 1,7 0,6 1,8 0,6 1,8
E 1,4 1,6 0,25 0,25
(0,5) (1,4) (0,5) (1,4) (0,5) (1,4) (0,5) (1,6)

( ) valores recomendados da EN1998-1


S dependente da zona sísmica
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Efeito do terreno


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Efeito do terreno


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Efeito do terreno


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Efeito do terreno


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Efeito do terreno


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

NP EN1998-1 – Efeito do terreno


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Edifícios - Importância da


Concepção Estrutural
Definição de princípios orientadores de
concepção de edifícios
 Simplicidade Estrutural
 Uniformidade, simetria e redundância da estrutura
 Resistência e rigidez nas duas direcções
 Resistência e rigidez de torção
 Acção de diafragma ao nível dos pisos
 Fundação adequada
Conceito de elementos sísmicos primários e
secundários
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Irregularidade em planta


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Irregularidade em altura


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Efeito da regularidade


estrutural nas condições de análise
Coeficiente de
Regularidade Simplificações admitidas
comportamento
Em Em Análise (para a análise
Modelo
planta altura elástica linear linear)
Sim Sim Plano Força lateral Val. de
Sim Não Plano Modal referência
Não Sim Espacial Força lateral Valor reduzido
Não Não Espacial Modal Val. de
referência
Valor reduzido
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Métodos de Análise Não Linear


>Modelação estrutural com valores médios das
propriedades dos materiais
Análise estática não linear (pushover)
 Carga lateral
 Curva de capacidade
 Deslocamento alvo
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Métodos de Análise Não


Linear (cont.)
Análise temporal não linear
 Modelação do comportamento com carregamento cíclico
 Nomínimo 3 acelerogramas compatíveis com o espectro
de projecto
 Avaliação
da resposta em termos de deslocamento
imposto vs capacidade de deformação
 Efeito da acção
 Valor mais desfavorável se aplicados 3 a 6 acelerogramas
 Valor médio se aplicados 7 ou mais acelerogramas
Anexo Nacional limita a 25% o desvio da
resistência global horizontal relativamente ao
cálculo linear de referência
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Novos aspectos para o


projecto de edifícios
 Análise de elementos não estruturais
(equipamentos)
 Efeito dos preenchimentos de alvenaria
 Verificação dos efeitos P-∆ (coeficiente Θ )
 “Capacity design” nas fundações
 Largura de juntas para evitar choque
 Isolamento da base
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Edifícios de Betão Armado


Tipos de Estruturas
a) Porticadas
b) Mistas
c) Paredes dúcteis (acopladas ou não)
d) Paredes de grandes dimensões fracamente
armadas
e) Pêndulo invertido
f) Flexível à torção

Alarga a classificação do REBAP


ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Edifícios de Betão Armado


Classes de Ductilidade
 DCL – Classe de Ductilidade Baixa
 Comportamento essencialmente linear, tendo
em conta as sobre-resistências
 DCM – Classe de Ductilidade Média
 DCH – Classe de Ductilidade Alta
 Comportamento não-linear com capacidade de
dissipação histerética de energia sem ocorrência
de roturas frágeis
O objectivo das Classes DCM e DCH é o de
controlar a resposta sísmica não-linear.
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Edifícios de Betão Armado


Condições para os materiais nos elementos
sísmicos primários
Classe de DC L DC M DC H
Ductilidade
Classe do betão Sem limite ≥ C16/20 ≥ C16/20
Classe do aço (EN B ou C B ou C C
1992-1-1)
Varões Nervurados Nervurados
longitudinais
Sobre-resistência Sem limite Sem limite fyk,0,95 ≤
do aço 1,25 fyk
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Edifícios de Betão Armado


Coeficientes de comportamento (val. básico q0)

Tipo estrutural DCM DCH


Porticado, Misto, Paredes
3,0αu/α1 4,5αu/α1
acopladas

Paredes não acopladas 3,0 4,0αu/α1

Flexível à torção 2,0 3,0


Pêndulo invertido 1,5 2,0
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Edifícios de Betão Armado


Coeficientes de comportamento (cont.)

 q = q0 kw ≥ 1,5
 kw = (1 + α0) / 3 ≤ 1 (paredes)
 α0 = Σhwi / Σlwi (esbelteza predominante)
 Em estruturas irregulares reduzir q 20 %
 Efeito da redundância e da sobre-
resistência (factor αu/α1)
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Edifícios de Betão Armado


Factor αu/α1 ≤ 1,5
Vb
á uV b d
á 1V b d global plastic
mechanism
1st yielding
anywhere

äto p
Vbd =design base shear
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Edifícios de Betão Armado


Valores por defeito de αu/α1 para edifícios:
Sistemas porticados
• Um só piso: αu/α1 = 1,1
• Vários pisos, um só tramo: αu/α1 = 1,2
• Vários pisos, vários tramos: αu/α1 = 1,3
Sistemas de paredes
• Apenas duas paredes não acopladas: αu/α1 = 1,0
• Outras paredes não acopladas: αu/α1 = 1,1
• Sistemas mistos e paredes acopladas: αu/α1 = 1,2
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Edifícios de Betão Armado


Esforços para dimensionamento

DCL – Classe de Ductilidade Baixa


 Dimensionamento de acordo com os
esforços resultantes da análise estrutural
 Aplicação genérica do Eurocódigo 2

Semelhante a REBAP para Ductilidade Normal


mas coeficientes de comportamento menores
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Edifícios de Betão Armado


Esforços para dimensionamento
DCM – Classe de Ductilidade Média
 “Capacity Design” para Esforço
Transverso em Vigas e Pilares.
 Esforço Transverso em Paredes aumentado
50%.
 Esforço Transverso em Paredes de Grandes
Dimensões Fracamente Armadas corrigido em
função de q.
Semelhante a REBAP para Ductilidade Melhorada
mas coeficientes de comportamento maiores
ASPECTOS GERAIS DO EUROCÓDIGO 8
Aplicação em Portugal

EN1998-1 – Edifícios de Betão Armado


Esforços para dimensionamento
DCH – Classe de Ductilidade Alta
 “Capacity Design” para Esforço Transverso
em Vigas, Pilares, Nós viga-pilar e
Paredes.
 Disposições especiais para Paredes
compactas
 Não aplicável a Paredes de Grandes
Dimensões Fracamente Armadas.
Não tem equivalente no REBAP

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