0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações35 páginas

Relatório de Estágio em Análises Clínicas

Enviado por

Jheinny Sarah
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações35 páginas

Relatório de Estágio em Análises Clínicas

Enviado por

Jheinny Sarah
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CETAM

CENTRO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO AMAZONAS


ESCOLA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL
ENFERMEIRA SANITARISTA FRANCISCA SAAVEDRA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO PARA


CONCLUSÃO DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO
TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO EM ANÁLISES CLÍNICAS

JHEINNY SARAH GUIMARÃES FERNANDES


CLÉCIO LEITE GOMES

Manaus
2016
Instituição de Saúde onde foi realizado o estágio:
FCECON – Fundação Centro de Controle de Oncologia
Endereço: Rua Francisco Orellana n° 215, Planalto, Manaus-AM.
Turno(s): Vespertino
Período de realização: 10 de abril de 2017 à 16 de maio 2017.

Relatório apresentado à Coordenação de


Estágio, como requisito parcial da
aprovação no componente curricular de
Hematologia, Imunologia e Parasitologia
no Estágio Supervisionado do Curso de
Especialização Técnica de Nível Médio em
Análises Clínicas.

Considerações do(a) Preceptor(a) / Supervisor (a) do Estágio:


_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
____________

_______________________
Assinatura

1 INTRODUÇÃO
O laboratório de Análises Clínicas do FCECON é responsável por auxiliar o
corpo médico do hospital através de exames realizados com amostras
biológicas, avaliando patologias e condiçoes fisiopatológicas.

2 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO

O estágio para coclusão do Curso de Especialização técnica foi realizado


no laboratório de Análises Clínicas da Fundação Centro de Controle de
Oncologia, iniciando-se no dia 10 de Abril e finalizando no dia 16 de maio de
2017, tendo como horário das 13:00 ás 17:00 horas, conforme a orientação do
Farmacêutico Clécio Gomes, com finalidade de aprendizado da rotina
laboratorial, tais como as fases do processamento entre outros.

Fonte: [Link]

Fundada em 1974, como Centro de Oncologia (CECON), a unidade


hospitalar foi transformada em 1989, em Fundação Centro de Controle de
Oncologia do Estado do Amazonas (FECON), e hoje está prestes a compketar
40 anos, reunindo diversas especialidades médicas e os principais tratamentos
oncológicos, fator que consolidou a instituição como refêrencia no diagnóstico e
tratamento do Câncer e toda a Amazônia ocidental.
Além do renomado corpo clínico, a fundação também se destaca pelas
ações desenvolvidas nas áreas de prevenção, ensino e pesquisa, as quais
foram ampliadas significativamente, os ultimos anos, como o aumento do
número de campanhas de combate à doenças, com pesquisas envolvendo
acadêmicos e doutores fortalecendo a área científica do Estado. Na assistência
a instituição tem capacitado periodicamente sua equipe, que inclui médicos,
enfermeiros, técnicos e auxiliares, a partir dos cursos, palestras, e atividades
desenvolvidas nas dependencias da FECON, além de apostar em ações
voltadas à humaização.
3 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

3.1 Biossegurança

A biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a profilaxia, minimização


ou exclusão de riscos atinentes às funções de pesquisa, produção, ensino,
desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, objetivando à saúde dos
homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos
resultados.
É de suma importância, portanto, garantir que qualquer procedimento científico
seja seguro. Sendo necessário para os profissionais que o realizam, para os
pacientes a quem são destinados (quando houver) e para o ambiente e, ao
mesmo tempo, ser capaz de gerar resultados de qualidade. Assim, utilizando
adequadamente os EPIS’s que são de uso obrigatório para a proteção
individual contra patógenos e agentes químicos de materiais biológicos ao
decorrer da rotina, serão evitadas consideráveis falhas. São eles:
 Jaleco;
 Luva;
 Gorro;
 Máscara;
 Óculos de proteção;
 Sapato antiderrapante fechado.

3.2 Fases do processamento no laboratório

3.2.1 Fase Pré-Analítica


 Solicitação do exame – Avaliação dos dados do paciente.
 Preparação do paciente – Instrução do que deve ser feito antes do dia
do exame.
 POP da coleta – Procedimento que profissional irá fazer.
 Obtenção da amostra – Pode ser de vários meios.
 Tipos de amostras recebidas – Sangue, líquor, excreção, urina e
fezes.
 Processamento – Qualidade das amostras, manuseio,
homogeneização e centrifugação.
 Transporte – Recipiente isotérmico, higienizável e impermeável.

3.2.1 Fase Analítica


 Equipamentos
 Procedimentos
 Análises
 Reações segundo o produto formado
 Reações segundo o procedimento técnico
 Fluxo de dados

1.2.3 Fase Pós-Analítica


 Cáuculos corretos;
 Linearidade do método
 Valores dos controles
 Resultados Vs Quadro clínico dos pacientes.

4 HEMATOLOGIA

4.1 Conceitos da Hematologia


Hematologia é a área da ciência que tem como função o estudo do sangue,
seus distúrbios e doenças. Estuda seus componentes, tais como os eritrócitos,
leucócitos, plaquetas, entre outros. Além de estudar a produção desses
elementos e os órgãos hematopoiéticos, onde são produzidos, como a medula
óssea, os linfonodos, fígadove o baço.
4.1.2 Cell Dyn RUBY

Os exames de hemograma são feitos na forma automatizada pela


máquina Cell-Dyn RUBY, comportando até quatro racks, com capacidade de
nove tubos em cada um, realizando mais de 80 exames por hora. Além do
hemograma, o equipamento também realiza o diagnóstico da malária. O Cell-
Dyn RUBY apresenta resultados mais precisos e confiáveis logo na primera
passagem. Sendo assim um equipamento mais eficiente, sendo usados três
reagentes, com menos espaço para o armazenamento dos mesmos, menos
repetições, menos lâminas, menos matutenção e sem precisar trocar o LED.

Histograma

4.2 Classificação das células sanguíneas

Hemácias – São ricas em hemoglobina, a proteína responsável pelo transporte


de oxigênio para todos os tecidos, a deficiência das mesmas pode causar
disturbios, como exemplo a anemia.

Fonte: [Link]

Neutrófilos – Também conhecidos como polimorfonucleares, representam


cerca de 50 a 70% das células circulantes, contêm grânulos citoplasmáticos
pequenos. Os neutrófilos são aptos a deixar o vaso sanguíneo e introduzir-se
nos tecidos, no qual defendem o corpo fagocitando bactérias e sustâncias
estranhas. Existe uma célula percusora chamada de Bastão, chamados assim,
pois seu núcleo não se desenvolveu completamente, apesar de que seu
citoplasma tenha características de célula madura. Em infecções bacterianas
agudas pode-se analisar o desvio a esquerda, ou seja, uma elevação do
número de bastões.
Neutrófilo

Fonte: [Link]
Bastão/Bastonete

Fonte: [Link]
Eosinófilos – Fagocitam complexos antígeno-anticorpo, seus núcleos
normalmente tem dois lobos conectados por um filamento. O número de
eosinófilos circulantes aumenta d forma muito acentuada no sangue durante
reações alérgicas e infestações parasitárias.

Fonte: [Link]

Basófilos – Possuem relativamente grandes grânulos corados em azul-púpura;


liberam heparina prevenindo a coagulação do sangue e a histamina
contribuindo para as respostas alérgicas dilatando e permeabilizando os vasos
sanguíneos. Os Basófilos operam similarmente aos mastócitos, que são
encontrados no tecido conjuntivo.

Fonte: [Link]

Monócitos – São células grandes que apresentam um único núcleo, na maioria


das vezes em formato de “feijão”. São constituídos por monoblastos, capazes
de adentrar no tecido conjuntivo frouxo, onde se desenvolvem em grandes
células fagócitas denominadas macrófagos, que podem ingerir bactérias e
outras substâncias estranhas ao organismo.

Fonte: [Link]

Linfócitos – São o segundo tipo mais numeroso de leucócitos, compreendendo


cerca de 30% dos glóbulos brancos em circulação; a maior parte se localiza no
tecido linfoide e são formados por linfoblastos. São leucócitos pequenos, sendo
moderadamente um pouco maiores que os eritrócitos, contendo um núcleo que
é circular ou algo recortado em um dos lados. São fundamentais nas respostas
imunes específicas do corpo, assim envolvendo a produção de anticorpos.
Fonte: [Link]

4.3 Procedimentos hematológicos

4.3.1 Hemograma – Cell Dyn RUBY

O hemograma é um exame de sangue que tem como finalidade a avaliação


dos eritrócitos, como a quantidade, variações do tamanho, variações das
formas, descrição da concentração de hemoglobina e a relação entre as
hemácias e o plasma sanguíneo, isto é, hamatócrito.

Valores de referência do hemograma infantil

Parâmetros Valores de Valores de Valores de


referência do refência até 1 refência com
recém-nascido ano mais de 1 ano
Eritrócitos (1012/L) 4 a 5,6 4 a 4,7 4,5 a 4,7
Hemoglobina 13,5 a 19,6 11 a 13 11,5 a 14,8
(g/dL)
Hematócrito (%) 44 a 62 36 a 44 37 a 44
Volume 77 a 101 77 a 95 ***
corpuscular médio
(fL)
Hemoglobina 28 a 33 30 a 33 ***
corpuscular média
(pg)

Valores de refrência do hemograma feminino


Parâmetros Valores de referência Valores de referência
da mulher da mulher grávida
Eritrócitos (1012/L) 3,9 a 5,3 3,9 a 5,6
Hemoglobina (g/dL) 12 a 16 11,5 a 16
Hematócrito (%) 35 a 45 34 a 47
Volume corpuscular 87 a 103 ***
médio (fL)
Hemoglobina 32 a 37 ***
corpuscular média (pg)
Plaquetas (1019/L) 150 a 450 ***
Leucócitos (109/L) 4,5 a 11 ***
Neutrófilos (%) 40 a 80 ***
Eosinófilos (%) 0a5 ***
Basófilos (%) 0a2 ***
Monócitos (%) 20 a 50 ***
Linfócitos (%) 0 a 12 ***

Valores de refrência do hemograma masculino


Parâmetros Valores de referência
Eritrócitos (1012/L) 4,32 a 5,52
Hemoglobina (g/dL) 13,5 a 18
Hematócrito (%) 40 a 50
Volume corpuscular médio (fL) 87 a 103
Hemoglobina corpuscular média (pg) 32 a 37
Plaquetas (1019/L) 150 a 450
Leucócitos (109/L) 4,5 a 11
Neutrófilos (%) 40 a 80
Eosinófilos (%) 0a5
Basófilos (%) 0a2
Linfócitos (%) 20 a 50
Monócitos (%) 0 a 12

Série Branca

Série Amarela

Série Rosa

4.3.2 VHS (Hemossedimentação)


A hemossedimentação mede o equilíbrio da suspençao de hemácias que por
ser menos denso, favorece a sedimentação dos eritrócitos pela influência da
gravidade. É utilizado na identificação de processos inflamatórios, não
representando a dosagem de uma substância espcífica, mas sim de várias
proteínas plasmáticas, sendo que a proteína mais importante é o fibrinogênio,
sendo produzido pelo fígado de 2 a 4 vezes nesses proccesos.

Valores de refência do VHS


Parâmetros Crianças Mulheres Homens
1º hora 3 a 13 mm/h Até 10 mm Até 8 mm
2º hora *** Até 25 mm Até 20 mm

4.3.3 TTPA

Este exame confere ao tempo gasto para haver a coagulação do plasma


recalcificado em presença de um fosfolípede ou tromboplastina parcial. Tem
função na detecção de deficiências congênitas e adquiridas dos fatores de via
intríseca da coagulação, no monitoramento da heparina não-fracionada e na
triagem, de anticoagulante lúpico, além de ser utilizado como teste de triagem
pré-operatória.

Valores normais: 20 a 30 segundos.


4.3.4 TAP (Tempo de protrombina)

É realizado adicionando-se o plasma descalcificado junto ao excesso de


tromboplastina. Considerando que a protrombina é convertida em trombina
num tempo uniforme, a adição do reagente produz a coagulação do plasma.

Materiais
 EPIs
 Tubo de ensaio
 Amostra sanguínea (Tubo de Citrato)
 Reagente aPTT-EL
 Pipetas de 50µl e 100µl
 Ponteiras
 Cronômetro
 Banho maria

Método:
 Pipetar 50µl de plasma sanguíneo no tubo de ensaio;
 Colocar no banho maria por 60 sengundos;
 Ainda no banho maria, acrescentar 100µl do reagente aPTT-EL;
 Retirar no mesmo momento, iniciar a contagem no cronômetro e fazer a
“pescagem”;
 Avaliar o resultado na tabela e registrar o tempo gasto até a coagulação.

Valores normais: 10 a 14 segundos.

4.3.5 Micro-Hematócrito

O teste tem como finalidade o diagnóstico de policemia, anemia ou estados


anormais de hidratação.

Materiais
 EPIs;
 Tubo capilar;
 Amostra sanguínea (tubo EDTA);
 Massa própria selante;
 Microcentrífuga;
 Tabela.

Método
 Homogeinezar o tubo com a amostra de sangue colhida com EDTA;
 Encher o tubo capilar com sangue até dois terços de seu volume;
 Selar os tubos capilares com a massa, num movimento de rotação até 5
mm de profundidade;
 Colocá-los na centrífuga em posição diametralmente oposta com a parte
selada voltada para fora;
 Anotar a numeração para evitar a troca de resultados;
 Fechar a microcentrífuga, e ligar por 5 minutos a 1500 RPM;
 Desligar o aparelho;
 Retirar os tubos;
 Fazer a leitura de cada um usando a tabela.

4.3.6 Extensão sanguínea

A confecção do distendido da lâmina é uma etapa significativa em um


hemograma, pois possibilita a leucometria diferencial, a estimativa do
número de leucócitos e plaquetas por microlitro de sangue, a avaliação
morfológica das células sanguíneas e também a pesquisa de parasitas
sanguíneos.

Materiais

 EPIs;
 Amostra sanguínea (tubo EDTA);
 Lâmina;
 Extensora;
 Lápis;
 Algodão/gaze;
 Pipeta de 10µl;
 Ponteiras;
 Álcool a 70%;
 Papel toalha

Método

 Identificar a lâmina a ser utilizadas no procedimento com as iniciais do


nome do paciente e o número de cadastro;
 Limpar a lâmina com álcool a 70% usando a gaze ou algodão não
deixando nenhum restício de qualquer substância;
 Homogenizar o sangue por 5 minutos;
 Com a pipeta, colocar uma gota da amostra com aproximadamente 1 cm
da extremidade da lâmina;
 Fazer com a extensora um ligeiro movimento para trás até encostar-se à
gota de sangue, deixand então, que a gota se difunda uniformemente,
ao longo de toda borda por capilaridade;
 Inclinar a lâmina em um ângulo de 45º, levar a lâmina para frente de
modo que ela carregue a gota de sangue, que se estenderá numa
camada delgada e uniforme. É fundamental escorregar a lâmina de uma
vez, sem detâ-la, o sangue deverá ser puxado pela lâmina e não
empurrado pela mesma;
 Esperar secar, e após, levar para ser feita a coloração da mesma.

4.3.7 Coloração

Permitir a vizualização das células sanguíneas, distinguindo todos os tipos,


avaliando a quantidade, forma, aspecto e tamanho de cada uma.
Materiais Utilizados
 EPIs;
 Lâmina com distendido pronto;
 Corantes;
 Água destilada;
 Papel toalha;
 Alcool a 70º
 Canudo
 Cronometro

[Link] Coloração rápida

Fórmula dos corantes:


Solução de ciclohexadienos a 0,1%
Solução de azobenzonosulfonicos a 0,1%
Solução Fenotiazina a 0,1%

Panótipo 1: Fixação da amostra na lâmina (álcool)


Panótipo 2: Coloração do citoplasma (eosina)
Panótipo 3: Coloração do núcleo.

Método da coloração rápida


 Com o distendido pronto;
 Mergulhar a lâmina com sua distenção dez vezes nos primeiros
panótipos, retirando o excesso no papel toalha após o mergulho de cada
reagente;
 Mergulhar a lâmina no terceiro panótipo, retirando novamente o excesso
no papel toalha;
 Aguardar secar;
 Em seguida colocar uma gota de óleo de imersão, levar ao microscópio
e fazer a leitura primeiramente na objetiva de 40x e em seguida na de
100x.
[Link] Coloração demorada

Fórmula dos corantes:


May-Grunwald’s (700mg)
Giemsa (1,100 mg)
H2O q,s,p (1000 ml)

Método da coloração demorada

 Colocar a distenção pronta sobre uma grade para apoio;


 Cobri-la com a solução corante hematológico;
 Cronometrar por 5 minutos;
 Sobre a solução, acrescentar a água destilada e homogeinezar
assoprando lentamente com o canudo;
 Cronometrar por 10 minutos;
 Após esse período, lavar com água destilada e retirar o excesso no
papel toalha;
 Retirar com algodão e alcool a 70% os possíveis detritos no verso da
lâmina,
 Aguardar secar;
 Em seguida colocar uma gota de óleo de imersão, levar ao microscópio
e fazer a leitura primeiramente na objetiva de 40x e em seguida na de
100x.

4.3.8 Contagem diferencial de leucócitos

Contagem de 100 leucócitos no estendido sanguíneo, diferenciando-os


segundo suas variedades morfológicas.

Materiais utilizados
 EPIs
 Amostra sanguínea;
 Lâmina;
 Extensora;
 Lápis;
 Pipeta de 10µl;
 Ponteiras;
 Óleo de imersão
 Microscópio
 Corantes.

Formula dos corantes:


Solução de ciclohexadienos a 0,1%
Solução de azobenzonosulfonicos a 0,1%
Solução Fenotiazina a 0,1%

Método
 Fazer a distensão e coloração rápida mostradas nos tópicos anteriores;
 Colocar uma gota de óleo de imersão no centro da lâmina, levar ao
microscópio e ler primeiramente na objetiva de 40x;
 Após uma vizualização geral, mudar para a objetica de 100x;
 No contador eletrônico, registrar 100 células brancas;
 Anotar a quantidade por cada campo contado;
 Descrever a quantidade de cada tipo de célula.

4.3.9 Contagem global de leucócitos


Obter a quantidade de leucócitos por mm cúbico no sangue, evidenciando ou
não a presença de infecção ou inflamação. Também é utilizado para
acompanhar a evolução do tratamendo de diversas doenças, inclusive o
câncer, o qual é o foco do FCECON.

Materiais utilizados
 EPIs
 Amostra sanguínea;
 Camara de newbauer;
 Diluente: Liquido de Turck;
 Tubo de ensaio/hemólise;
 Pipeta
 Ponteiras
 Oléo de imersão
 Microscópio
 Banho maria.

Método
 No tubo de hemólise, colocar 400µl do líquido de Turck;
 Acrescentar 20µl do sangue total já homogeinezado;
 Com o auxílio da gaze, limpar a parte externa da ponteira;
 Rinsar a amostra;
 Homogeneizar o solução;
 Com o auxílio de uma ponteira, encher os retículos da câmara de
newbauer evitando o excesso de líquido e bolhas de ar sob a lamínula;
 Levar ao microscópio para realizar a leitura e contagem dos leucócitos
em todos os quatro quadrantes laterias;
 Contar todos os leucócitos vizualizados em cada um dos quadrantes;
 Somá-los e multiplica-los por 50.

4.3.10 Contagem de plaquetas

Procedimento realizado para identificar patologias relacionadas à hemorragias


e tromboses, como por exemplo as púpuras, orientando o clínico por sua vez a
pesquisa de outras doenças relacionadas à imunidade, que apresentam como
manifestação primária a diminuição do número desses elementos.

Materiais utlizados
 EPIs;
 Amostra sanguínea;
 Tubo de ensaio/hemólise;
 Pipeta;
 Ponteiras;
 Camara de newbauer;
 Algodão/gaze;
 Lamínula
 Diluente: Oxalato de amônio a 1% ou Salina formol.

Método
 No tudo de hemólise, colocar 2000µl da solução diluente;
 Acrescentar 20µl da amostra sanguínea total já homogeneizado;
 Com a gaze limpar a parte externa da ponteira;
 Rinsar com a pipeta;
 Hompgeneizar a solução final por inversão do tubo;
 Preencher a câmara de newbauer com o auxílio de uma pipeta ou tubo
capilar;
 Deixar a câmara em repouso por 20 minutos em câmara úmida;
 Contar as plaquetas nos 5 quadrados médios nos 2 lados da câmara;
 Somar os 10 quadrados e multiplicá-los por 25.

4.3.11 Contagem de reticulócitos

Tem como finalidade determinar se a medula óssea está respondendo d


emodo adequado às necessidades do corpo de produção dos eritrócitos e para
escarecer os diferentes tipos de anemia. Este exame costuma ser solicitado
junto com a contagem de hemácias, da hemoglobina e o hematócrito, usado
para avaliar a gravidade da anemia.

Materiais utilizados
 EPIs;
 Amostra sanguínea;
 Tubo de ensaio/hemólise;
 Lâmina;
 Lamínulas;
 Pipeta;
 Ponteiras;
 Óleo de imersão;
 Banho-maria;
 Cronômetro;
 Corantes.
Formula dos corantes:
Azul de cresil brilhante 1,0g;
Citrato de sódio P.A 0,4g;
Solução de cloreto de sódio 0,85% q.s.p 100ml

Método
 No tubo de hemólise, colocar 20µl do corante azul de cresil brilhante;
 Adicionar 20µl da amostra sanguínea;
 Homogeneizar por 3 minutos;
 Colocar no banho-maria e cronometrar po 20 minutos;
 Retirar do banho-maria colocar na estante de apoio;
 Fazer a distensão sanguínea;
 Esperar a lâmina secar;
 Colocar uma gota de lugol no centro da lâmina e levar ao microscópio
para vizlualização;
 Avaliar primeiramente na objetiva de 40x e em seguida mudar para a
obejtiva de 100x;
 Contar dez campos, anotando a quantidade encontrada em cada um.

5 IMUNOLOGIA

5.1 Conceito de Imunologia


É o estudo que abrange o sistema imunológico, sua fisiologia e patologias.
Ainda que esse sitema seja muito complexo, certos componentes que integram
são facilmente detectados, como por exemplo, os anticorpos. As disfunções
causadas por disturbios no corpo são divididas em grendes catergorias
5.2 Exames Imunológicos manuais

5.2.1 ASLO (Anti Estreptolisina “O”)

O Estreptocoo Beta-hemolítico do grupo “A” produz várias toxinas que


podem atuar como antígenos. Umas dessas exotoxinas é a Estreptolisina “O”
que foi descorberta po Todd em 1932. O organismo infectado produz
anticorpos específicos contra estas exotoxinas, destacando-se entre elas a
Anti-Estreptolisina “O”. A determinação do título de Anti-Estreptolisina “O” no
soro de um paciente, permitirá estabelecer o grau de infecção devido ao
estreptococo Beta-Hemolítico. O procedimento básico para a determinação do
título de Anti-Estreptolisina “O” se baseia no efeito inibitório que o soro produz
sobre o poder hemolítico de uma Estreptolisina “O” previamente titulada e
reduzida. No entando, a reação antígeno-anticorpo ocorre independentemente
da atividade hemolítica da Estreptolisina “O”, o que facilida o desenvolvimento
de um teste qualitativo e semi-quantitativo ppara a determinação do título de
Anti-Estreptolisina “O” por aglutinação de partículas de látex em placa. O
reagente ASO LATEX EBRAM é uma suspensão de partículas de látex de
poliestireno de tamanho uniforme sensibilizadas com Estreptolisina “O”. As
partículas de látex permintem a visualização da reação antígeno-anticorpo.
Devidp a presença de Anti-Estreptolisina “O” no soro, se desenvolve esta
reação e a suspensão de látex perde seu aspecto uniforme, tornando-se
evidente uma clara aglutinação. Isto se deve por causa da reação com a
Estreptolisina “O” ADERIDA ÀS partículas de látex. Quando se mistura o
reagente ASO LATEX EBRAM com um soro que tenha aproximadamente
200µl/ml de Anti-Estreptolisina “O”, se produz uma clara aglutinação T.

Materiais utilizados

 EPIs;
 Amostra sorológica sanguínea (tubo de bioquímica)
 Reagente ASO LATEX EBRAM;
 Pipetas;
 Ponteiras
 Placas de leitura;
 Bastões descartáveis;
 Salina 0,85%

Método

 Colocar 40µl do ASO Reagente Látex em divisões separadas da placa,


para as amostras a serem testadas, bem como para os controles
positivo e negativo;
 Adicionar 40µl de cada amostra não diluida e de cada controle não
diluído;
 Misturar com o bastão descartável, estendendo o líquido igualmente
sobre cada divisão da placa;
 Suavemente agitar a placa com movimentos de rotação manualmente
ou em um agitador automático a 100 rpm durante 2 minutos;
 Observar a aglutinação sob luz incidente;
 Marcar os resultados.

Obs: Para a realização de 100 testes com este kit, o volume adicionado da
amostra, controles e reagentes é 20µl. Após o uso da placa, deverá ser lavada
com água destilada, se isto não efetuado imediatemente, usar água com
detergente neutro e enxaguar abudamentemente com água destiladada ou
deionizada, pois resíduos podem provocar resultados falso-positivo.

Interpretação dos resultados

Qallitativo: Examinar macroscipicamente a presença ou ausencia de


aglutinação logo após 2 minutos. Contendo aglutinação indica um conteúdo de
Anti-Estreptolisina “O” no soro igual ou superior a 200µl/ml.

5.2.2 FR (Fator Reumatóide)

A artrite reumatóide é uma doença crônica sitêmica de etiologia desconhecida.


A doença está amplamente estendida no Braisil e por todo o mundo e é
encontrada em todos os grupos de idade. Embora nenhuma cura específica
tenha sido encontrada ainda, uma terapia precoce é de grande valor,
aumentando ou minimizando irreversilvelmente os danos para as articulações.
Por esta razão o pronto diagnóstico é de grande importância. Desde a
descorberta do fator reumaóide tem sido desenvolvida muitas técnicas para
identificar e quantificar estes fatores. Geralmente as técnicas mais úteis tem
sido procedimentos de aglutinação empregando partículas de látex de
poliestireno aderidas com uma camada de gamaglobulinas humanas
absorvidas. O Fator Reumatóide presnte nas amostras do teste reagem com o
material aderido causando uma visível aglutinação de partículas inertes de
látex. Esta é a reação que se baseia o produto FR-LATEX EBRAM. O soro
teste encontrado positivo para FR desenvolve uma reação imunológica devido
a globulina macromolecular reagindo com a correspondente igG aderida nas
partículas de látex de poliestireno.

Materiais utilizados

 EPIs
 Amostra sorológica sanguínea;
 Reagente FR-LATEX EBRAM;
 Pipetas;
 Ponteiras
 Placas de leitura
 Espátula descartável.

Método

 Colocar 40µl do FR Reagente Látex em divisões separadas da placa,


para as amostras a serem testadas, bem como para os controles
positivo e negativo;
 Adicionar 40µl de cada amostra não diluida e de cada controle não
diluído;
 Misturar com o bastão descartável, estendendo o líquido igualmente
sobre cada divisão da placa;
 Suavemente agitar a placa com movimentos de rotação manualmente
ou em um agitador automático a 100 rpm durante 2 minutos;
 Observar a aglutinação sob luz incidente;
 Marcar os resultados.

Obs: Deixar todos os reagentes atingirem a temperatura ambiente antes do


uso, pois a sensibilidade diminui a baixas temperaturas. Esgotar o conteúdo do
conta gotas e agitar o FR Reagente Látex delicadamente, utilize a pipeta
automática para obter resultados mais precisos.

Interpretação dos resultados

Qualitativo: Examinar macroscópicamente a presença ou ausência de


aglutinação logo após 2 minutos. Uma distinta aglutinação indica um conteúdo
de FR maior que 30µl/ml na amostra não diluída. O soro com resultado positivo
no teste qualitativo pode ser retestado usando o procedimento quantitativo.

Valores de referência: Até 30 µl/ml.

5.2.3 PCR (Proteína C-Reativa)

A proteína C-Reativa é um marcador importante e sensível de inflamação


aguda e destruição de tecidos, o aumento e diminuição de sua concentração
no soro é utilizada para minitoração de processoas inflamatórios, na natureza
infecciosa e não infecciosa, é uma proteína sintetizada pelo fígado, com meia-
vida em torno de cinco a sete horas, por isso seus valores caem a níveis de
referência mais rapidamente que outras proteínas de fase aguda.
A elevação do PCR procede em pelo menos 12 horas à elevação de
outros marcadores de infecção como a leucocitose, hemossedimentação e
mesmo a febre. Em resposta inflamatória mediada por neutrófilo ou monócito a
síntese hepática não se altera ou aumenta muito pouco, não excedendo
26mg/L de PCR no soro. Em resposta inflamatória mediada por neutrófilo ou
monócito a síntese hepática de PCR está aumentada, atingindo 100mg/L.

Materiais utilizados

 EPIs;
 Amostra sorológica sanguínea (tubo de bioquímica)
 Reagente Látex PCR;
 Pipetas;
 Ponteiras
 Placas de leitura;
 Bastões descartáveis;

Método
 Em uma área da placa de reação, pipetar 50µl de soro a ser analisada;
 Em outras áreas, colocar uma gota dos controles P e N;
 Homogeneizar o Látex PCR com suavidade antes do ensaio;
 Adicionar em cada área, uma gota de Látex PCR próxima aos soros;
 Misturar com ajuda do bastão descartável, procurando estender a
mistura por toda a superfície interior da área, empregando bastões
distintos para cada amostra;
 Suavemente agitar a placa manualmente com movimentos oscilatórios
ou em um agitador automático a 100 rpm, ambos modos durante 2
minutos;
 Observar a aglutinação sob luz incidente;
 Marcar os resultados.

Valores de referência: Menor que 6,0 mg/L.

5.2.4 VDRL (Venereal Disease Research Laboratory)

O teste determina anticorpos que o organismo produz para combater a


bactéria Treponema pallidum, causadora da Sífilis, logo, só apresentam esses
anticorpos no organismo aquelas pessoas que já entraram em contato com a
bactéria.
Para o diagnóstico e acompanhamento da terapêutica em pacientes com
sífilis. São obtidos títulos elevados (>1/32) nas fases primárias ou secundárias
da doença, tendendo a se normalizar após o tratamento. Títulos baixos (1/1,
1/4) podem permanecer após o tratamento, caracterizando uma cicatriz
sorológica, logo, mesmo pessoas que já estão curadas irão apresentar
resultados positivos neste exame.
Resultados positivos devem ser interpretados com cautela, visto que
resultados falso-positivos podem ser observados em outras patologias, como
exemplo, as doenças autoimunes e em algumas condições fisiológicas como a
gravidez. Essa condição é mais rara quando se utilizam testes treponêmicos.
Materiais utilizados

 EPIs;
 Amostra sorológica sanguínea;
 Reagente
 Pipetas;
 Ponteiras;
 Placa escavada

Método
 Na placa escavada, identificar uma cavidade e pipetar 50µl da amostra
sorológica;
 Acrescentar após, 20µl do Reagente
 Agitar manualmente com movimentos oscilatórios ou em um agitador a
180rpm, ambos modos por 4 minutos;
 Levar ao microscópio e fazer a leitura usando a objetiva de 10x;

Além da amostra sem diluição de 1:8 com NaCI 0,85% (para todas as
amostras), a fim de evitar o efeito prozona. Vide limitações do processo:

Prova Semi Quantitativa

Cavidade 1 2 3 4 5 6
s
Diluição 1:2 1:4 1:8 1:16 1:32 1:64

 Pipetar em cada cavidade da lâmina escavada 50µl de NaCI 0,85%;


 Na cavidade nº1, pipetar 50µl da amostra a ser titulada, homogeinezar;
 Transferir 50µl da cavidade Nº1 para a Nº2 e assim sucessivamente, até
a diluição desejada;
 Desprezar os 50µl em excesso da ultima cavidade;
 Em seguida adicionar à cada cavidade; 20µl do Reagente Nº1;
 Agitar manualmente com movimentos oscilatórios ou em um agitador a
180rpm, ambos modos por 4 minutos;
 Levar ao microscópio e fazer a leitura na objetiva de 10x;

Resultados:
Positivo – Reativo: Ocorre a floculação com formação de grumos de
tamanhos variáveis. Suspensão de aspecto heterogêneo. Neste caso,
proceder a diluição da amostra a realizar a prova semi-quantitativa.
Negativo – Não reativo: Ausência de floculação, suspenção de aspecto
homogêneo.

5.2.5 Teste de Coombs Direto

Através deste teste pode-se evidenciar os anticorpos contra antígenos


dos eritrócitos, isto é, se “in vivo” há anticorpos incompletos “aderidos” à
membrana eritrocitária. O teste de Coombs direto é usado no diagnóstico de
doenças auto-imunes, doença hemolítica do recém-nascido e investigar
causas de reações transfusionais.

Os anticorpos ditos incompletos ‘imunes”, quando em contato com


hemácias que contenham o antígeno correspondente, fixam-se na membrana
das mesmas, bloqueando o antígeno; não têm, entretanto, a capacidade de
aglutinar estas hemácias. O soro de Coombs (soro antiglobulina humana) é
capaz de promover a aglutinação dessas hemácias, ditas sensibilizadas.

Obs: O sangue deve ser colhido com anticoagulante (EDTA), para evitar o
complemento ligado às hemácias “in vivo”, levando o teste a um resultado
falso-positivo ou falso-negativo.

Materiais Utilizados
 EPIs;
 Amostras sanguínea (no tubo de EDTA)
 Tubos de ensaio/hemólise;
 Soro fisiológico;
 Soro de Coombs;
 Pipetas;
 Ponteiras;
 Centrífuga;
 Estante para tubos.

Método
 “Lavar” 1 ml das hemácias do receptor 6 vezes e do recém nascido 3
vezes com solução fisiológica a 0,9%. Estas lavagens deverão ser
realizadas com a inversão do tubo a fim de que seja feitas uma
homogeneização permitindo uma lavagem completa, e centrifugação a
3500rpm durante 2 minutos para cada lavagem.
 Retirar o sobrenadante com uma pipeta de 100µl;
 Identificar 2 tubos de hemólise com as letras CD e SH;
 Adicionar de soro anti-humano (polivalente) ou soro de Coobs
(monoespecífico) no tubo CD;
 Fazer uma suspensão de hemácias lavadas a 3% usando 2 ml de
solução fisiológica para uma gota das hemácias lavadas medindo em
uma pipeta de 100µl no tubo SH;
 Adicionar 100µl da suspensão de hemácias lavadas a 3% no tubo CD;
 Homogeneizar o tubo CD e centrifugar por 15 segundos a 3500rpm;
 Observar contra a luz a presença ou não de aglutinação deslocando
suavemente o botão de hemácias no fundo do tubo.

Interpretação do resultado:
Presença de aglutinação no tubo CD apresenta Teste de Coombs Direto
POSITIVO
Ausência de aglutinação no tubo CD apresenta Teste de Cooms Direto
NEGATIVO

5.2.6 Teste de Coombs Indireto


Tem como finalidade, detectar a presença de anticorpos regulares de
importância clínica, ou seja, anticorpos que agem a 37ºC, utilizando a solução
em PEG que é um meio de alta força iônica.

Método
 Centrifugar a amostra de sangue por 3 minutos a 3500rpm;
 Transferir o plasma para o tubo de hemólise identificando com a letra S;
 Identificar 2 tubos de hemólise com os números I e ll e as iniciais do
receptor ou número do doador;
 Adicionar 100µl de plasma do receptor ou doador no tubo I e II;
 Adicionar uma gota Imunocel I no tubo I, e uma gota do Imunocel II no
tubo II;
 Adicionar 4 gotas do PEG em cada tubo;
 Homogeneizar e incubar os tubos I e II em banho-maria a 37ºC por 15
minutos;
 Homogeneizar os tubos I e II e lavar as hemácias três vezes com
solução fisiológica a 0,9% centrifugando a 3500rpm por 1 minuto a cada
lavagem, desprezando o sobrenadante no balde com hipoclorito de
sódio a 2%;
 Na última lavagem, absorver bem a borda dos tubos I e II com gaze ou
papel absorvente;
 Adicionar 2 gotas de soro de Coombs ou soro anti-humano nos tubo I e
II;
 Homogeneizar os tubos I e II e centrifugar por 15 segundos a 3500rpm;
 Observar contra a luz a presença ou não de aglutinação deslocando
suavemente o botão de hemácias no fundo do tubo.

Interpretação do resultado
Presença de aglutinação nos tubos: POSITIVO.
Ausência de aglutinação nos tubos: NEGATIVO.

5.2.7 Determinação de grupos sanguíneos ABO e fator Rh


Determinar a presença ou não dos antígenos A,B e D nas hemácias do
receptor ou doador.

Princípio da Prova Direta


Consiste em utilizar do sedimento formado por hemácias de grupo e fator
desconhecidos.

Princípio da Prova Reversa


Consiste em utilizar o plasma formado após a centrifugação, para
Materiais utilizados

 Amostra sanguínea (no tubo de EDTA);


 Tubos de ensaio/hemólise;
 Soro anti-A;
 Soro anti-B;
 Soro anti-D;
 Controle;
 Estante para tubos;
 Pipetas;
 Ponteiras;
 Centrífuga.

Método

 Preparar os tubos de hemólise na estante para os mesmos, identificando


com as letras A, B, D, C, a, b e SH juntamente com a identificação da
amostra;
 Centrifugar a amostra para haver a separação do sedimento de
hemácias e plasma;
 Adicionar uma gota do soro anti-A no tubo A;
 Adicionar uma gota do soro anti-B no tubo B;
 Adicionar uma gota do soro anti-D no tubo D;
 Adicionar uma gota do controle Rh no C;
 Preparar uma suspenção de hemácias no tubo SH utilizando 2ml de
solução fisiológica a 0,9% para uma gota de hemácias usando a pipeta
de 100µl;
 Adicionar 100µl da suspensão de hemácias nos tubos A, B, D e C;
 Adicionar 100µl do plasma nos tubos a e b;
 Adicionar uma gota de hemácias conhecidas A1 no tubo a;
 Homogeneizar todos os tubos e centrifugar por 15 segundos a 3500rpm;
 Fazer a leitura voltando os tubos contra a luz, observando ou não a
presença de aglutinação, deslocando lentamente o botão de hemácias
no fundo do tubo.

Interpretação dos resultados – Prova direta

Presença de aglutinação no tubo A: Grupo A


Presença de aglutinação no tubo B: Grupo B
Presença de aglutinação nos tubos A e B: Grupo AB
Ausência de aglutinação nos tubos A e B: Grupo O
Presença de aglutinação no tubo D: Fator POSITIVO.
Ausência de aglutinação no tubo D: Fator NEGATIVO.
O tubo C (controle) deverá ser sempre negativo, ou seja, não deverá conter
aglutinação.
No caso do Rh negativo, a amostra deve ser submetida a pesquisa de D fraco;

Interpretação dos resultados – Prova reversa


Presença de aglutinação no tubo a REVERSA a – Grupo B
Presença de aglutinação no tubo b REVERSA b – Grupo A
Presença de aglutinação no tubo a e b REVERSA ab – Grupo O
Ausência de aglutinação no tubo a e b REVERSA o – Grupo AB

5.3 Exames imunológicos automatizados

5.3.1 Alfa-Fetoproteína
Este exame laboratorial é mais comumente utilizado em pacientes com
suspeita de câncer hepático (ou carcinoma hepatocelular ou CHC), é a
dosagem sérica de alfa-fetoproteína, uma proteína normalmente produzida por
células hepáticas imatura do feto, e logo após o nascimento diminuem
progressivamente a tigem os níveis da idade adulta por volta de um ano de
idade. Gestantes com crianças que apresentam defeitos do tubo neural
também apresentam níveis elevados de AFP, nos adultos valores elevados são
obeservados em apenas três situações: CHC, Tumores de células germinativas
e tumores com mestástases. Então vemos que a alfa-fetoproteína não se
altera só em pessoas com carcinoma hepatocelular.

Valores de referência: até 10ng/ml


até 500ng/ml

5.3.2 Beta HCG

O Hcg é um hormônio protéico produzido pela placenta e células trofoblásticas,


composto de subunidades alfa e beta. A subunidade alfa está presente em
outros hormônios enquanto a beta está presente exclusivamente no hCG. A
secreção de hCG serve para estimular a produção de progesterona pelo corpo
lúteo, na fase inicial da gravidez, sendo fundamental para o desenvolvimento
do processo. No período em que as concentrações de hCG começam a
diminuir, a placenta está suficientemente desenvolvida para produzir
quantidade suficiente de progesterona para manter o endométrio e permitir que
a gestação continue.

Você também pode gostar