Fundamentos de Probabilidade e Estatística
Fundamentos de Probabilidade e Estatística
- 1Produção
Engenharia de -
PROBABILIDADE &
ESTATÍSTICA
Uanderson Rebula de Oliveira
uanderson@[Link]
[Link] | [Link]
Engenharia de Produção
EMENTA:
Conceitos Preliminares. Séries Estatísticas. Medidas de posição e de variação.
Conceitos Básicos de Probabilidade. Variáveis Aleatórias. Distribuições de
Probabilidades.
OBJETIVO:
Refletir a partir da Estatística Básica sobre as ferramentas consolidadas pelo uso e
pela ciência, disponíveis a todos, que auxiliam na tomada de decisão.
Resende - RJ – 2012.1
APRESENTAÇÃO
DA DISCIPLINA
Uma das ferramentas mais utilizadas hoje em dia
pelos cientistas, analistas financeiros, médicos, engenheiros,
jornalistas etc. é a Estatística, que descreve os dados observados e
desenvolve a metodologia para a tomada de decisão em presença
da incerteza. O verbete estatística foi introduzido no século XVIII,
tendo origem na palavra latina status (Estado), e serviu
inicialmente a objetivos ligados à organização político-social, como
o fornecimento de dados ao sistema de poder vigente. Hoje em dia,
os modelos de aplicação da Teoria Estatística se estendem por todas
as áreas do conhecimento, como testes educacionais, pesquisas
eleitorais, análise de riscos ambientais, finanças, controle de
qualidade, análises clínicas, índices de desenvolvimento,
modelagem de fenômenos atmosféricos etc. Podemos
informalmente dizer que a Teoria Estatística é uma ferramenta que
ajuda a tomar decisões com base na evidência disponível, decisões
essas afetadas por margens de erro, calculadas através de modelos
de probabilidade.
Números 1: 1-4; 46
Sumário
1 – CONCEITOS PRELIMINARES 4 – INTRODUÇÃO À PROBABILIDADE
1.1 CONCEITO E IMPORTÂNCIA DA ESTATÍSTICA, 7 4.1 CONCEITOS BÁSICOS EM PROBABILIDADE, 39
1.2 FASES DO ESTUDO ESTATÍSTICO, 11 Experimento aleatório, 39
1.3 VOCABULÁRIO BÁSICO DE ESTATÍSTICA, 12 Espaço amostral, 40
1.4 POPULAÇÃO E AMOSTRA, 14 Princípio fundamental da contagem, 40
1.5 ESTATÍSTICA DESCRITIVA E INFERENCIAL , 16 Eventos, 42
Probabilidade clássica, 42
3 – MEDIDAS
3.1 MEDIDAS DE POSIÇÃO, 27
MÉDIA, 27
Média simples, 27
Média ponderada, 27
Média de distribuição de frequência, 28
MEDIANA, 29
MODA, 30
RELAÇÃO ENTRE MÉDIA, MEDIANA E MODA, 32
3.2 MEDIDAS DE VARIAÇÃO (OU DISPERSÃO), 33
Variância e Desvio Padrão, 34
Coeficiente de Variação, 36
Desvio padrão de Distribuição de freqüência, 37
1
CONCEITOS PRELIMINARES
15.000.000
11.537.024
8.148.987
10.000.000 7.284.022
5.000.000
0
1970 1972 1974 1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2001 2002 2003 2004 2005
FONTE: Revista Proteção Anos
Observa-se ao longo dos anos o aumento gradativo da quantidade de trabalhadores no Brasil, de 7.284.022 chegando a 33.238.617,
reflexo do crescimento econômico do País. Essas informações (dados) são importantes para fins de comparação com a evolução da
quantidade de acidentes do trabalho no mesmo período, como segue abaixo:
2.000.000 1.796.671
1.743.825 Aprovação das NR’s Involução da QUANTIDADE de ACIDENTES DO
1.750.000 1.551.461
TRABALHO no Brasil - 1970 a 2005.
1.504.723 1.464.211
1.500.000
1.220.111 1.178.472 1.207.859
1.250.000
961.575 991.581
1.000.000
693.572
750.000 532.514
465.700 491.711
388.304 395.455414.341 363.868 393.071 399.077
500.000 340.251
250.000
0
1970 1972 1974 1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2001 2002 2003 2004 2005
Anos
FONTE: Revista Proteção
No período de 1970 a 1976 a quantidade de acidentes foi alta, comparando-se com a pequena quantidade de trabalhadores no
mesmo período. Somente a partir de 1978 os acidentes começaram a reduzir, em razão da aprovação das Normas
Regulamentadoras – NR’s (disponível no [Link]), tornando-se de aplicação obrigatória em todo o País. Esta redução pode
ser vista como positiva, entretanto, não podemos comemorar esses números, pois a quantidade de acidentes ainda é alarmante e
está praticamente estagnada, desde 1994.
E as regiões? Como esses acidentes estão distribuídos nas regiões do país? Qual a pior região? Vejamos abaixo em um
Cartograma (mapa com dados), REFERENTE AO ANO DE 2005 (491.711 acidentes):
Distribuição da quantidade e porcentagem de acidentes de trabalho no Brasil por Regiões,
correlacionados com o Produto Interno Bruto - PIB - ano 2005.
NORTE
• Acidentes: 19.117 (4% do total)
• PIB: 5% de participação
NORDESTE
• Acidentes: 49.010 (10% do total)
• PIB: 13,1% de participação
CENTRO-OESTE
• Acidentes: 31.470 (6% do total)
• PIB: 8,9% de participação
SUDESTE
• Acidentes: 279.689 (57% do total)
• PIB: 56,5% de participação
SUL
• Acidentes: 112.425 (23% do total) Espírito Santo - 11.039 acidentes
• PIB: 16,6% de participação Minas Gerais - 52.335 acidentes
Rio de Janeiro - 34.610 acidentes
São Paulo - 181.705 acidentes
Observa-se que a região em 1° lugar em número de acidentes é a Sudeste, em 2° está a região Sul, em 3° a região Nordeste, em 4° a região
Centro-Oeste e por último a Norte. Ao analisarmos este gráfico podemos tomar diversas conclusões, porém, tais conclusões somente são
possíveis através de um estudo, o que demanda tempo. Todavia, observa-se que a quantidade de acidentes acompanha a porcentagem da
participação do PIB da região. Esta correlação pode ser resultado do reflexo da economia da região. Ora, a região Sudeste, por exemplo,
corresponde a 56,5% do PIB do País. Logicamente esta região possui um maior número de empresas e, consequentemente, maior número de
mão-de-obra e atividades produtivas, fato que pode justificar a enorme quantidade de acidentes comparada com as demais regiões. Esses
dados também podem estar relacionados com as políticas dos estados e das empresas, a atuação das fiscalizações do Ministério do Trabalho,
as culturas das regiões, os investimentos empresariais, a capacitação de mão de obra (treinamentos) entre outros fatores. Entende-se por
Produto Interno Bruto (PIB) a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região.
Tradicionalmente, no Brasil, as políticas de desenvolvimento têm se restringido aos aspectos econômicos e vêm sendo traçadas
de maneira paralela ou pouco articuladas com as políticas sociais, cabendo a estas últimas arcarem com os ônus dos possíveis
danos gerados sobre a saúde da população, dos trabalhadores em particular e a degradação ambiental. Para que o Estado
cumpra seu papel para a garantia desses direitos, é mister a formulação e implementação de políticas e ações de governo.
Para contornar a situação, os Ministérios do Trabalho, da Saúde e da Previdência Social publicaram, para consulta pública, em
29.12.2004 a PNSST - POLÍTICA NACIONAL DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR, com a finalidade de promover a
melhoria da qualidade de vida e da saúde do trabalhador.
Os Ministérios reconheceram a deficiência da segurança do trabalho no país, carecendo de mecanismos que:
Face ao exposto, a PNSST propõe, dentre outras, as seguintes ações a serem desenvolvidas pelos três Ministérios:
Área Ações
) Estabelecer política tributária que privilegie empresas com menores índices de acidentes e que
invistam na melhoria das condições de trabalho;
) Criar linhas de financiamento para a melhoria das condições de trabalho, incluindo máquinas e
Tributos1, equipamentos, em especial para as pequenas e médias empresas;
financiamentos ) Incluir requisitos de SST para concessão de financiamentos públicos e privados;
e licitações. ) Incluir requisitos de SST nos processos de licitação dos órgãos públicos;
) Instituir a obrigatoriedade de publicação de balanço de SST para as empresas, a exemplo do que já
ocorre com os dados contábeis;
) Incluir conhecimentos básicos em SST no currículo do ensino fundamental e médio;
) Incluir disciplinas em SST no currículo de ensino superior, em especial nas carreiras de profissionais
de saúde, engenharia e administração;
Educação e ) Estimular a produção de estudos e pesquisas na área de interesse desta Política;
pesquisa ) Articular instituições de pesquisa e universidades para a execução de estudos e pesquisas em SST,
integrando uma rede de colaboradores para o desenvolvimento técnico - cientifico na área;
) Desenvolver um amplo programa de capacitação dos profissionais, para o desenvolvimento das
ações em segurança e saúde do trabalhador;
Ambientes ) Eliminar as políticas de monetarização dos riscos (adicionais de riscos).
nocivos ) Outras ações
) Compatibilizar os instrumentos de coleta de dados e fluxos de informações.
Coleta de dados ) Incluir nos Sistemas e Bancos de Dados as informações contidas nos relatórios de intervenções e
análises dos ambientes de trabalho, elaborados pelos órgãos de governo envolvidos nesta Política.
CONCEITO DE ESTATÍSTICA
2. Coletar dados
Após definir o que será estudado e o estabelecimento do planejamento do trabalho (forma de coleta dos dados,
cronograma das atividades, custos envolvidos, levantamento das informações disponíveis), o passo seguinte é o
da coleta de dados, que consiste na busca ou compilação dos dados, componentes do fenômeno a ser
estudado. Nessa etapa recolhem-se os dados tendo o cuidado de controlar a qualidade da informação.
O sucesso de uma pesquisa depende muito da qualidade dos dados recolhidos. Podem ser por meio
de Criação de Softwares, a exemplo da CAT; Uso de Softwares da empresa; Dados históricos
da empresa (físicos); Pesquisas com questionários etc.
0
1970 1972 1974 19 76 1978 19 80 1982 1 984 1986 1 988 1990 1992 1994 1996 199 8 2000 20 01 2002 20 03 2004 2 005
Anos
FONTE: Revista Proteção
VARIÁVEL – É o termo usado para aquilo que você está pesquisando, estudando, analisando.
,
; No estudo representado no gráfico abaixo a variável é o acidente do trabalho. Utilizada como um adjetivo do
vocabulário do dia-a-dia, variável sugere que alguma coisa se modifica ou varia.
2.000.000 1.796.671
1.743.825 Involução da QUANTIDADE de ACIDENTES
1.750.000 1.551.461
DO TRABALHO no Brasil - 1970 a 2005.
1.504.723 1.464.211
1.500.000
1.220.111 1.178.472 1.207.859
1.250.000
VARIÁVEL
961.575 991.581
1.000.000
693.572
750.000 532.514
465.700 491.711
388.304 395.455414.341 363.868 393.071 399.077
500.000 340.251
250.000
0
1970 1972 1974 1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 2000 2001 2002 2003 2004 2005
EXEMPLO DE APLICAÇÃO:
A associação dos moradores de um bairro queria traçar um perfil dos frequentadores de um parque ali situado. Uma equipe
de pesquisa elaborou questões a fim de reunir as informações procuradas. Numa manhã de quarta-feira, 6 pessoas foram
entrevistadas e cada uma respondeu a questões para identificar idade, número de vezes que freqüenta o parque por semana,
estado civil, meio de transporte utilizado para chegar ao parque, tempo de permanência no parque e renda familiar mensal. Os
resultados são mostrados na tabela a seguir:
Variáveis
Cada um dos aspectos investigados — os quais permitirão fazer a análise desejada — é denominado variável.
TIPOS DE VARIÁVEIS
Há, pois, uma divisão principal para as variáveis estatísticas, que consiste em considerá-las como Variáveis Quantitativas
(discretas ou contínuas) e Variáveis Qualitativas (nominal ou ordinal). Esta divisão é de facílima compreensão!
PARA LEITURA
Se a dúvida persiste, você pode observar no quadro abaixo mais esclarecimentos sobre esses conceitos.
Tipo de VARIÁVEL Resposta fornecida à pesquisa
Será Quantitativa a variável para a qual se possa atribuir um valor numérico. Se a resposta fornecida à pesquisa estiver expressa
por um número, então a variável é quantitativa. Por exemplo: quantos livros você lê por ano? A resposta é um número? Então,
Quantitativa
variável quantitativa. Quantas pessoas moram em sua casa? A resposta é um número? Então, novamente, variável quantitativa.
(Em números)
No caso do estudo “ACIDENTE DO TRABALHO, é uma variável quantitativa, pois estudamos a quantidade de acidentes no período
de 1970 a 2005
Variável Quantitativa Discreta é a variável quantitativa que assume somente números inteiros. Resulta, geralmente, de
contagem. Esta variável não pode assumir qualquer valor, dentro de um intervalo de valores de resultados possíveis. Por
; Discreta exemplo, se eu pergunto quantos irmãos você tem, a resposta jamais poderia ser “tenho 3,75 irmãos”, ou “tenho 4,8 irmãos”, ou
(números inteiros) seja, a resposta não poderia assumir todos os valores de um intervalo! Este acima é o conceito formal de variável discreta! O
(contagem) conceito para memorizar é o seguinte: aquela variável obtida por meio de uma contagem. Em outras palavras: a variável
discreta você conta!. Exemplos: quantas pessoas moram na sua casa? Quantos livros você tem? Quantos carros você tem? Se,
para responder à pergunta, você faz uma contagem, então está diante de uma variável quantitativa discreta.
Variável Quantitativa Contínua é aquela que pode assumir qualquer valor dentro de um intervalo de resultados possíveis. Se eu
; Contínua pergunto quantos quilos você pesa, a resposta pode ser 65,35kg. Se eu pergunto qual a temperatura na cidade hoje, a resposta
(Números não inteiros) pode ser 27,35°C. Para facilitar a memorização, basta lembrar que a variável quantitativa contínua pode ser obtida por uma
(medição) medição, ou seja, a variável contínua você mede! Exemplos: peso, altura, duração de tempo para resolução de uma prova,
pressão, temperatura etc.
Qualitativa Se a pergunta é “qual a sua cor preferida?”, logicamente a resposta não será um número, daí estaremos tratando de uma
(nomes, atributos) variável qualitativa, ou seja, aquela para a qual não se atribui um valor numérico. Exemplos: Sexo: masculino ou feminino
AMOSTRA
(uma parte da população)
Podemos visualizar o conceito
de população e amostra na “n”
figura ao lado.
; Muitas vezes quando queremos fazer um estudo estatístico, não é possível analisar toda a população envolvida com o
fato que pretendemos investigar, como exemplo o sangue de uma pessoa ou a poluição de um rio. É impossível o
teste do todo. Há situações também em que é inviável o estudo da população, por exemplo, a pesquisa com todos os
torcedores em um estádio de futebol durante uma partida. Nesses casos, o estatístico recorre a uma amostra que,
basicamente, constitui uma redução da população a dimensões menores, sem perda das características essenciais.
; Os resultados fundamentados em uma amostra não serão exatamente os mesmos que você encontraria se estudasse
toda a população, pois, quando você retira uma amostra, você não obtém informações a respeito de todos em uma
dada população. Portanto, é importante entender que os resultados da amostra fornecem somente estimativas dos
valores das características populacionais. Com métodos de amostragens apropriados, os resultados da amostra
produzirão “boas” estimativas da população, ou seja, um estudo bem feito não elimina o erro, mas limita-o a uma
margem, procurando torná-la o menor possível. Quando aprendemos estatística inferencial, também aprendemos
técnicas para controlar esses erros de amostragem.
4 razões para selecionar uma amostra
O número de elementos em uma população é muito grande;
Demanda menos tempo do que selecionar todos os itens de uma população;
É menos dispendioso (caro) do que selecionar todos os itens de uma população;
Uma análise amostral é menos cansativa e mais prática do que uma análise da população inteira.
ESTUDOS DE MERCADO. O gerente de uma fábrica de produtos desportivos pretende lançar uma nova linha de esquis, pelo
que encarrega uma empresa especialista em estudos de mercado de “estimar“ a porcentagem de potenciais compradores
desse produto.
População: conjunto de todos os praticantes de desportos de neve.
Amostra: conjunto de alguns praticantes inquiridos pela empresa.
SISTEMAS DE PRODUÇÃO. Um fabricante de pneus desenvolveu um novo tipo de pneu e quer saber o aumento da
durabilidade em termos de kilometragem em relação à atual linha da empresa. Produz diariamente 1000 pneus e selecionou
120 para testes.
População: 1000 pneus.
Amostra: 120 pneus.
AMOSTRA
Estatística Descritiva – É o ramo da estatística que envolve a
(uma parte da população) organização, o resumo e a representação dos dados para tomada de
decisão.
POPULAÇÃO
(todos os elementos em estudo)
Estatística Inferencial – É o ramo da estatística que envolve o uso da
amostra para chegar a conclusões sobre a população. É o caso das
pesquisas eleitorais feita pelo IBOPE. Entrevistam uma parte da
população para tirar conclusões sobre o eleitorado brasileiro. Uma
Inferência ferramenta básica no estudo da estatística inferencial é a
probabilidade.
Probabilidades
Uma Probabilidade é uma medida numérica que representa a chance de um evento ocorrer. Ex.: Ao lançar um dado, qual a
probabilidade de obter o valor 4? R = 1/6 = 16%
A margem de erro é uma medida de quão próximo você espera que seus resultados representem toda a população que está sendo estudada.
Vários fatores influenciam a amplitude de um intervalo de confiança, tais como o tamanho amostral, a variabilidade da população e o quanto
você espera obter de precisão. A maioria dos pesquisadores contenta-se com 95% de confiança em seus resultados. Estar 95% confiante indica
que se você coletar muitas, mas muitas amostras e calcular o intervalo de confiança para todas, 95% dessas amostras terão intervalos de
confiança que abrangerão o alvo.
Teste de hipótese
Teste de hipótese é um procedimento estatístico em que os dados são coletados e medidos para comprovar uma alegação feita
sobre uma população. Por exemplo, se uma pizzaria alega entregar as pizzas dentro de 30’ a partir do pedido, você pode
testar se essa alegação é verdadeira, coletando uma amostra aleatória do tempo de entrega durante um determinado
período de tempo e observar o tempo médio de entrega para essa amostra.
2
SÉRIES ESTATÍSTICAS
TABELAS
Tipos de Tabelas
SÉRIE CONJUGADA
É utilizado quando temos a necessidade de apresentar em uma única
tabela a variação de valores DE MAIS DE UMA VARIÁVEL, isto é,
fazer de forma conjugada de duas ou mais séries.
GRÁFICOS
A importância dos gráficos está ligada à facilidade e rapidez na absorção e interpretação das informações e
também às inúmeras possibilidades de ilustração e resumo dos dados apresentados. Eis os mais usados:
Gráfico em Linha
É a representação dos valores por meio de linhas. Usamos quando precisamos de uma informação rápida de um
valor ao longo do tempo.
ACIDENTES DO TRABALHO
SÃO PAULO: 1989 - 1994
10000
8658 9578
8000 7265
6325 6254
Quantidade
6000
5458
4000
2000
0
1989 1990 1991 1992 1993 1994
Anos
FONTE: Dados fictícios
ACIDENTES DO TRABALHO EM
SÃO PAULO: 1989 - 1991
2500
1500 Campinas
Osasco
1000 Santos
500
0
1989 1990 1991
Gráfico em Colunas
É a representação dos valores por meio de retângulos, dispostos verticalmente. Utiliza-se muito quando
necessitamos saber a quantidade de valor.
6325 6254
6000 5458
4000
2000
0
1989 1990 1991 1992 1993 1994
Gráfico em Barras
É o mesmo conceito que o de Colunas, porém utiliza-se sempre que os dizeres a serem inscritos são extensos.
Corte 598
Queda 3578
Tipo
Atrito 698
Perfuração 55
Impacto 1396
Gráfico em Setores
Este gráfico é construído com base em um círculo, e é empregado sempre que desejamos ressaltar a participação
de um dado no total, geralmente na forma de porcentagem.
ACIDENTES DO TRABALHO
SÃO PAULO - 1989
Gráfico de Pareto
É um gráfico de colunas na qual a altura de cada barra representa os dados, porém na ordem de altura
decrescente, com a coluna mais alta posicionada à esquerda. Tal posicionamento ajuda a enfatizar dados
importantes e é frequentemente usado nos negócios.
Os cinco veículos mais vendidos Os cinco veículos mais vendidos
no Brasil em janeiro de 1995 no Brasil em janeiro de 1995
40
Quantidade
Quantidade (milhões)
34
Veículo 30
(milhões) 30
25 22
Ômega 34
20 15
Monza 30
Gol 25 10
Corsa 22
0
Fusca 15
Ômega Monza Gol Corsa Fusca
FONTE: dados fictícios
FONTE: Dados fictícios Veículos
Gráfico Cartograma
Este gráfico é empregado quando o objetivo é o de figurar os dados estatísticos diretamente relacionados com
áreas geográficas ou políticas (mapas), corpo humano entre outras figuras.
Número de cada
Delegacia
FONTE: SSP/SP
Ao se trabalhar com grandes conjuntos de dados, em geral é útil organizá-los e resumi-los em uma
tabela, chamada Distribuição de frequência.
; Na distribuição de frequência listamos todos os valores coletados, um em cada linha, marcam-se as vezes em que eles
aparecem, incluindo as repetições, e conta-se a quantidade de ocorrências de cada valor. Por este motivo, tabelas
que apresentam valores e suas ocorrências denominam-se distribuição de freqüências.
; O termo “freqüência” indica o número de vezes que um dado aparece numa observação estatística.
EXEMPLO
Um professor organizou os resultados obtidos em uma prova com 25 alunos da seguinte forma:
Notas dos 25 alunos Comentário
4,0 5,0 7,0 9,0 9,0 Agora ele pode fazer uma representação gráfica para analisar o
4,0 5,0 7,0 9,0 9,0 desempenho da turma. Em primeiro lugar, o professor pode fazer uma
4,0 5,0 7,0 9,0 9,0 tabulação dos dados, ou seja, organizá-los de modo que a consulta a eles
seja simplificada. Então, faremos a distribuição de freqüência destas
4,0 6,0 8,0 9,0 9,0
notas, por meio da contagem de dados.
4,0 6,0 8,0 9,0 9,0
HISTOGRAMA Comentário
Quando os dados numéricos são organizados, eles geralmente são
Desempenho dos alunos na prova ordenados do menor para o maior, divididos em grupos de tamanho
12 razoável e, depois, são colocados em gráficos para que se examine sua
Número de alunos
10
10 forma, ou distribuição (no exemplo: 4,0 – 5,0 – 6,0 – 7,0 – 8,0 – 9,0). Este
8 gráfico é chamado de Histograma.
; Em Estatística não trabalhamos somente com frequência absoluta (f), mas também com outros tipos de freqüências,
que são: freqüência relativa (fr), frequência absoluta acumulada (Fa) e frequência relativa acumulada (FRa).
Conceito. Representado por fr(%), significa a relação existente entre a frequência absoluta f e a soma das freqüências ∑f. É a
porcentagem (%) do número de vezes que cada dado aparece em relação ao total.
EXEMPLO
5
/25 * 100 = 20%.
freqüência relativa fr (%) Comentários aos cálculos
Nota f fr(%) f
A frequência relativa fr(%) é obtida por /∑f * 100, conforme abaixo:
4,0 5 20% 5
; A fr(%) da nota 4,0 é /25 * 100 = 20%.
5,0 3 12% 3
; A fr(%) da nota 5,0 é /25 * 100 = 12%
6,0 2 8% 2
; A fr(%) da nota 6,0 é /25 * 100 = 8%
7,0 3 12% 3
; A fr(%) da nota 7,0 é /25 * 100 = 12%
8,0 2 8% 2
; A fr(%) da nota 8,0 é /25 * 100 = 8%
9,0 10 40% 10
; A fr(%) da nota 9,0 é /25 * 100 = 40%.
∑f=25 100%
EXEMPLO
Fa2=5+3 = 8
frequência absoluta acumulada (Fa) Comentários aos cálculos
Nota f fr(%) Fa A frequência absoluta acumulada Fa é obtida conforme abaixo:
4,0 5 20% 5
; A Fa da nota 4,0 é 5 (sempre repete a primeira).
5,0 3 12% 8
; A Fa das notas 4,0 e 5,0 é 5+3=8.
6,0 2 8% 10 ; A Fa das notas 4,0, 5,0 e 6,0 é 5+3+2=10.
7,0 3 12% 13 ; A Fa das notas 4,0, 5,0, 6,0 e 7,0 é 5+3+2+3=13.
8,0 2 8% 15 ; A Fa das notas 4,0, 5,0, 6,0, 7,0 e 8,0 é 5+3+2+3+2=15.
9,0 10 40% 25 ; A Fa das notas 4,0, 5,0, 6,0, 7,0, 8,0 e 9,0 é 5+3+2+3+2+10=25
∑f=25 100% -
EXEMPLO
20% + 12% = 32%
frequência relativa acumulada (FRa) Comentários aos cálculos
Nota f fr(%) Fa FRa(%) A frequência relativa acumulada FRa(%) é obtida conforme abaixo:
4,0 5 20% 5 20%
; A FRa(%) de 4,0 é 20% (sempre repete a primeira).
5,0 3 12% 8 32%
; A FRa(%) de 4,0 e 5,0 é 20+12 = 32%
6,0 2 8% 10 40% ; A FRa(%) de 4,0, 5,0 e 6,0 é 20+12+8 = 40%
7,0 3 12% 13 52% ; A FRa(%) de 4,0, 5,0, 6,0 e 7,0 é 20+12+8+12 = 52%
8,0 2 8% 15 60% ; A FRa(%) de 4,0, 5,0, 6,0, 7,0 e 8,0 é 20+12+8+12+8 = 60%
9,0 10 40% 25 100% ; A FRa(%) de 4,0, 5,0, 6,0, 7,0, 8,0 e 9,0 é 20+12+8+12+8+40=100%
∑f=25 100% - -
Nota f fr(%) Fa FRa(%) Para saber se o desenvolvimento da distribuição de freqüência por completo está
25 100% correto, os valores ao lado, em vermelho, deverão coincidir.
∑f=25 100% - -
Agrupamento em Classes
Em uma distribuição de frequência, ao se trabalhar com grandes conjuntos de dados e com valores
dispersos, podemos agrupá-los em classes.
; Se um conjunto de dados for muito disperso, uma representação melhor seria através do agrupamento dos dados
com a construção de classes de frequência. Caso isso não ocorresse, a tabela ficaria muito extensa. Veja abaixo:
EXEMPLO
Um radar instalado na Dutra registrou a velocidade (em Km/h) de 40 veículos, indicadas abaixo:
Velocidade de 40 veículos (Km/h) Distribuição de frequência com classes
Limite Limite
70 90 100 110 123 i
inferior Velocidade (Km/h) f superior
71 93 102 115 123 1 70 |⎯ 80 4
73 95 103 115 123 Classes 2 80 |⎯ 90 4
76 97 105 115 123 3 90 |⎯ 100 8
80 97 105 117 124 4 100 |⎯ 110 8
81 97 109 117 124 5 110 |⎯ 120 6
83 99 109 121 128
6 120 |⎯ 130 10
86 99 109 121 128
∑f=40
Distribuição de frequência
A distribuição em ”classes” é como se fosse uma compressão dos dados. Imagine se
Nota f fizéssemos uma distribuição de frequência de todas velocidades (de 70 a 128). A tabela
70 1 ficaria imensa! Por este motivo existe a distribuição de frequência com classes.
Abaixo vemos as distribuições de frequências absoluta f, relativa fr(%), absoluta acumulada Fa e relativa acumulada FRa(%),
bem como o Histograma desta distribuição.
Quantidade de veículos
Velocidade (Km/h) f Fr(%) Fa FRa(%) 10
i 10
1 70 |⎯ 80 4 10% 4 10% 8 8
8
2 80 |⎯ 90 4 10% 8 20% 6
3 90 |⎯ 100 8 20% 16 40% 6
4 4
4 100 |⎯ 110 8 20% 24 60% 4
5 110 |⎯ 120 6 15% 30 75%
2
6 120 |⎯ 130 10 25% 40 100%
0
∑f=40 100%
70 80 90 100 110 120 130
Velocidade (Km/h)
Polígono de frequência – É um gráfico em linha que representa os pontos centrais dos intervalos de classe.
Para construir este gráfico, você deve calcular o ponto central de classe (xi), que é o ponto que divide o intervalo de classe em
duas partes iguais. Por exemplo, a velocidade dos veículos da 1ª classe pode ser representada por 70 + 80 = 75Km/h
2
10
2 80 |⎯ 90 4 85
Ponto central
3 90 |⎯ 100 8 95
75Km/h
8
4 100 |⎯ 110 8 105 6
5 110 |⎯ 120 6 115
4
6 120 |⎯ 130 10 125 70 |⎯ 80
∑f=40 2
0
A construção de um polígono de frequências é muito simples. Primeiro, 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130
construímos um histograma; depois marcamos no “telhado” de cada
Velocidade (Km/h)
coluna o ponto central e unimos sequencialmente esses pontos.
Ogiva – (pronuncia-se o’jiva). Conhecida também por polígono de frequência acumulada. É um gráfico em linha que
representa as freqüências acumuladas (Fa), levantada nos pontos correspondentes aos limites superiores dos intervalos de
classe. Para construí-la, você deve elaborar o histograma de freqüência f em uma escala menor, considerando o último valor a
freqüência acumulada da última classe, no caso, 40.
35
1 70 |⎯ 80 4 4 30
30
2 80 |⎯ 90 4 8 24
25
3 90 |⎯ 100 8 16
20 16
4 100 |⎯ 110 8 24
15
5 110 |⎯ 120 6 30 8 8 8 10
10 6
6 120 |⎯ 130 10 40
5 4 4 4
∑f=40 0
70 80 90 100 110 120 130
Velocidade (Km/h)
3
MEDIDAS
O que podemos dizer se um professor quer saber sobre as notas dos alunos de uma sala? Poderíamos,
talvez, utilizar para resposta uma tabela com as frequências das notas. Porém, o professor gostaria de
uma resposta rápida, que sintetize a informação que se tem, e não uma distribuição de frequência das
notas coletadas.
Para resumir a quantidade de informação contida em um conjunto de dados, utilizamos, em estatística,
medidas que descrevem, por meio de um só número, características desses dados.
Notas dos alunos
4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 5,0 5,0 5,0 6,0 6,0 7,0 7,0 7,0 8,0 8,0 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0
Medidas estatísticas
Média = 6,9 (valor “ponto de equilíbrio” desse conjunto de dados)
Mediana = 8,0 (valor que está no meio)
Moda = 9,0 (valor mais frequente)
MÉDIA
MÉDIA SIMPLES - É uma medida que representa o ponto de equilíbrio num conjunto de dados.
; A média simples é uma medida considerada como um valor normal ou típico em um conjunto de dados. Cada dado tem
igual importância e peso. Sofre a influência de todos os dados.
A Média simples é obtida pela seguinte equação:
x = ∑x → soma dos valores dos dados A Média é representada por x
n → quantidade de dados (lê-se “x barra”)
EXEMPLO. Supondo que uma escola adote como critério de aprovação a Média 7,0 e, considerando as quatro
notas de João e Maria durante o ano, informe se foram aprovados.
6.0
n 4
4.0 3.5
MÉDIA PONDERADA. Semelhante a Média simples, porém, atribuindo-se a cada dado um peso que
retrate a sua importância.
; O termo “ponderação” é sinônimo de peso, importância, relevância. Sugere, então, a atribuição de um peso a um determinado dado.
Em alguns casos, os valores variam em grau de importância, de modo que podemos querer ponderá-los apropriadamente. É calculada
multiplicando-se um peso por cada valor, fazendo com que alguns valores influenciem mais fortemente a média do que outros.
EXEMPLO Supondo que uma escola adote como critério de aprovação a Média 7,0, sendo que as provas bimestrais
são ponderadas com pesos 1, 2, 3 e 4, respectivamente para o 1º bim, 2º bim, 3º bim e 4º bim. Considerando as
notas de João (na ordem bimestral crescente), informe se foi aprovado.
Notas de João: | 9,0 | 8,0 | 6,0 | 5,0 Média ponderada das notas de João
Pesos 1 2 3 4 10,0 9,0
8,0
8,0
Notas e pesos
x p = ∑(x . p) 6,3
6,0 Média ponderada
∑p 6,0 5,0
4,0
xp = (9,0 . 1) + (8,0 . 2) + (6,0 . 3) + (5,0 . 4) 3
4
2,0 2
1+2+3+4 1
0,0
x p = 6,3 → reprovado 1º Bim 2º Bim Média 3º Bim 4º Bim
Bimestres
Nota. Em uma média simples ele seria aprovado por 7,0.
Importante: Os pesos são representados pela quantidade (frequência). A atribuição de pesos visa fazer com que certos valores
tenham mais influência no resultado do que outros.
MÉDIA DE DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIA – aplica-se quando não se tem a lista original dos dados
Quando trabalhamos com uma distribuição de frequência, não sabemos os valores exatos que caem em
determinada classe. Para tornar possíveis os cálculos, consideramos que, em cada classe, todos os valores
amostrais sejam iguais ao ponto central de classe. Por exemplo, considere o intervalo de classe 70 |⎯ 80, com
uma frequência de 4. Admitimos que todos os 4 valores sejam iguais a 75 (o ponto central de classe). Com o total
de 75 repetido 4 vezes, temos um total de 75 x 4 = 300. Podemos, então, somar esses produtos obtidos de cada
classe para encontrar o total de todos os valores, os quais, então, dividimos pela quantidade de dados.
Procedimento:
i Velocidade (Km/h) f x f.x
1. Multiplicar as frequências f pelos pontos centrais
1 70 |⎯ 80 4 x 75 = 300 de classe x e adicionar os produtos.
2 80 |⎯ 90 4 85 340 2. Somar as frequências f;
3 90 |⎯ 100 8 95 760 3. Somar os produtos (f.x);
4 100 |⎯ 110 8 105 840 4. Aplicar a fórmula abaixo:
5 110 |⎯ 120 6 115 690
6 120 |⎯ 130 10 125 1250 x = ∑(f.x) → 4180 = 104,5 Km/h
∑f=40 - ∑(f.x) = 4180 ∑f 40
10
(4*75)+(4*85) ... adicionar os produtos. Depois, divida pela soma das
8 8
8 freqüências.
6
6
+ (4*75)+(4*85)+(8*95)+(8*105)+(6*115)+(10*125)
4 4
4 4+4+8+8+6+10
2 x x
0 x = ∑(f.x) → 4180 = 104,5 Km/h
70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130 ∑f 40
Velocidade (Km/h)
Média a partir de um HISTOGRAMA SEM INTERVALO DE CLASSE Multiplique a freqüência por “x” (notas) e adicione os
produtos. Depois, divida pela soma das freqüências.
Desempenho dos alunos na prova
12 (5*4,0)+(3*5,0)+(2*6,0)+(3*7,0)+(2*8,0)+(10*9,0)
10
10 5+3+2+3+2+10
Número de
alunos
8
6 5
x =∑(f.x) → 174 = 6,96
4 3 3
2 2 ∑f 25
2 x
0
4.0 5.0 6.0 7.0 8.0 9.0
Nota
MEDIANA
Medida que representa o valor que está no MEIO de um conjunto de dados.
Uma desvantagem da média simples é que ela é sensível a qualquer valor, de modo que um valor 0% 50% 100%
excepcional pode afetar drasticamente a média. A Mediana supera grandemente essa
desvantagem, pois não é afetada por valores extremos, de tal modo que você pode utilizar a
mediana quando estão presentes valores extremos. Mediana
n
1
n 2
P
P1
+ As posições dos termos
2
A Posição do termo central é dada por: = = e P2 = a que sucede P1
centrais são dadas por:
Ex.: 12, 78, 69, 75, 80, 71, 82, 73, 785. n=9 Ex.: 12, 78, 69, 75, 80, 71, 82, 73, 785, 995. n=10
1 2
0
9
1
P1
P
A Md é o valor da 5º posição. Ordenando os dados, temos: A Md é o valor entre a 5º e 6ª posição. Ordenando os dados, temos:
12, 69, 71, 73, 75 ,78, 80, 82, 785 12, 69, 71, 73, 75, 78 80, 82, 785, 995
1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª
Mediana Mediana
7
5
7
8
M
d
A Md é a Média dos dois termos centrais. + = 76,5
2
=
2
5 2
1
Número de alunos
P
+ + 10
→ = 13ª
2
Resultados dos registros O total das freqüências é 40. Então, a Md será 40/2 = 20ª posição. Observe
12 de um radar Fa pelo Fa que a classe mediana é 100 |⎯ 110. Também é possível
Quantidade de veículos
10
10 Fa ant = 16 20ª determinar l inf, Fa ant, h e f. Então, aplicando a equação, temos:
8 8
8 (4+4+8)
f=8 6 ⎡ 40 ⎤
6 ⎢⎣ 2 - 16⎥⎦ * 10
4
4 4
Md = 100 + = 105 km/h, aproximadamente
←h→ 8
2 10
l inf
0
70 80 90 100 110 120 130
Velocidade (Km/h)
NOTA SOBRE A MEDIANA. A mediana é menos utilizada do que a média simples. A mediana pode ser aplicada quando existem
valores discrepantes em um conjunto de dados. Por exemplo, se a renda per capita de sete famílias fosse: $240; $370; $410; $520; $630; $680 e
$820, a mediana seria $520 e a média $524. Essas duas medidas poderiam representar este conjunto de dados. Mas se a renda de sete famílias
fosse: $240; $370; $410; $520; $630; $680 e $10.000, o valor da mediana manter-se-ia o mesmo, enquanto a média simples passaria a ser
$1.836, pois foi influenciada pelo valor discrepante ($10.000), que não é uma medida ideal para representar este conjunto de dados. A medida
ideal seria a mediana. Note que os valores discrepantes tem, pois, muito menor influência sobre a mediana do que sobre a média.
Em relação à mediana na distribuição de freqüência com intervalos de classe, admite-se que as velocidades dos veículos se distribuem
40
continuamente. Nesse caso, a mediana é a velocidade para o qual a metade da freqüência total /2 = 20 fica situada abaixo e a outra acima
dele. Ora, a soma das três primeiras freqüências de classe é 4+4+8 = 16. Então, para obter a 20ª velocidade desejada, são necessários mais 4
dos 8 casos existentes na 4ª classe. Como o quarto intervalo de classe, 100 |⎯ 110, a mediana situa-se a 4/8 de distância, e é: 100 + /8 (110 –
4
100) = 105 km/h. Com a equação fica mais fácil encontrar a mediana pois não exige este tipo de raciocínio.
MODA
Medida que representa o valor que mais se REPETE em um conjunto de dados.
Na linguagem coloquial, moda é algo que está em evidência, ou seja, algo que se vê bastante! Em estatística a moda é o valor que detém
o maior número de observações, ou seja, o valor ou valores mais frequentes em uma série de dados. A moda não é necessariamente
única, ao contrário da média simples ou da mediana. É especialmente útil quando os valores ou observações não são numéricos, uma vez
que a média e a mediana podem não ser bem definidas.
4 100 |⎯ 110 8 2
2
5 110 |⎯ 120 6
0
6 120 |⎯ 130 10
Classe modal (tem maior frequência) 70 80 90 100 110 120 130
∑f=40
Velocidade (Km/h)
NOTAS SOBRE A MODA. Na distribuição de freqüência em classes, o método utilizado para encontrar a moda por meio do ponto
médio de classe é chamado de moda bruta, e é apenas uma aproximação pois não foi baseada na lista original de dados. Existem outros
métodos para encontrar a Moda de uma distribuição de freqüência com intervalo de classe: Método de Czuber, Método de King e Método de
Pearson, normalmente exigidos em concursos públicos.
b) Moda de czuber
l = limite inferior da classe modal f* = frequência da classe modal
D1 f(ant) = frequência da classe anterior à classe modal
Mo Czuber = l + *h D1 = f* – f(ant)
D1 + D 2 D2 = f* – f(post) f(post) = frequência da classe posterior à classe modal
h = amplitude da classe modal
Quantidade de veículos
10
1 70 |⎯ 80 4 10
2 80 |⎯ 90 4
8 8 f(ant) f(post)
8
3 90 |⎯ 100 8 6
6
4 100 |⎯ 110 8 4 4
4
5 110 |⎯ 120 6
2
h*
6 120 |⎯ 130 10 Classe modal
(tem maior frequência)
∑f=40 0
Classe
70 80 90 100 110 120 130 modal
Velocidade (Km/h)
(10 - 6)
D1 4
Mo = l + *h → Mo = 120 + * 10 Mo = 122,85
D1 + D 2 4 + 10
(10 - 6) (10 - 0)
Nota: Como não existe frequência simples da classe posterior à classe modal, então f- f(post) = 10 - 0.
1º - A partir dos vértices superiores do retângulo correspondente à classe modal (A e B), traçamos os seguimentos concorrentes
AC e BD, ligando cada um deles ao vértice superior adjacente do retângulo correspondente a uma classe vizinha, conforme
ilustrado na figura acima.
2º - A partir da interseção dos segmentos AC e BD, baixamos uma perpendicular ao eixo horizontal, determinando o ponto que
indica a Moda, que é 122,85.
Pelo formato da distribuição dos dados, sempre existirá uma relação empírica (baseado na experiência) entre a
média, mediana e a moda. Através dessa relação podemos saber, aproximadamente, onde se encontram essas
medidas, sem necessidade de cálculos.
Quando a Média, Mediana e Moda se coincidem, chamamos a distribuição dos dados de Simétrica ou Normal.
0 Mediana = 90 Km/h
70 80 90 100 110 90=90=90
Velocidade (Km/h)
Moda = 90 Km/h
Quando a Média, Mediana e Moda não se coincidem, chamamos a distribuição dos dados de assimétrica.
EXEMPLO
Durante o ano letivo a Média das notas de João, Mário, Maria e José foi 7,0. Se considerarmos apenas a
Média, não notaremos qualquer diferença entre os quatro alunos. No entanto, observa-se que as notas são
muito diferentes em relação a Média. Há variação de notas e, no caso de João e José, é bem discrepante:
Grande variação
Média das notas de João a partir da Média Média das notas de Mário Sem variação a
10,0 9,5 9,0 10,0 partir da Média
8,0 7,0 8,0 7,0 7,0 7,0 7,0 7,0
6,0
Notas
Notas
6,0 6,0
4,0 3,5 4,0
2,0 2,0
0,0 0,0
1º Bim 2º Bim Média 3º Bim 4º Bim 1º Bim 2º Bim Média 3º Bim 4º Bim
Bimestres Bimestres
Notas
6,0 6,0
4,0
4,0 4,0
2,0 2,0
0,0 0,0
1º Bim 2º Bim Média 3º Bim 4º Bim 1º Bim 2º Bim Média 3º Bim 4º Bim
Bimestres Bimestres
Diante deste contexto, podemos questionar: qual o aluno é mais estável? Qual teve melhor
desempenho? Qual o aluno com pior desempenho? Notadamente o aluno de melhor desempenho é o
Mário, pois todas as suas notas foram 7,0 e, portanto, não houve nenhuma variação em relação a Média.
Já José e João tiveram o pior desempenho pois suas notas estiveram muito distantes da Média.
Neste capítulo vamos desenvolver maneiras específicas de realmente medirmos a variação, de modo
que possamos usar números específicos em lugar de julgamento subjetivo.
; Os preços das casas variam de casa para casa, de ano para ano e de estado para estado.
; Os preços de um produto variam de supermercado para supermercado.
; O tempo que você leva para chegar ao trabalho varia dia a dia.
; O tamanho das peças produzidas em uma empresa também varia.
; A renda familiar varia de família para família, de país para país e de ano para ano.
; Os resultados das partidas de futebol, de temporada para temporada, variam.
; As notas que você tira nas provas, não diferente, também variam.
; Seu saldo bancário também varia, podendo ser de hora em hora, dia a dia, mês a mês.
São medidas que representam “um valor médio de variação” em torno da média.
O desvio padrão é um modo que se usa para medir a variação entre os números em um conjunto de dados. Assim como o termo sugere,
um desvio padrão é um padrão (ou seja, algo típico) de desvio (ou distância) da média. O desvio padrão é uma estatística importante,
mas, frequentemente, é omitida quando a média é relatada. Sem ele, você está recebendo apenas uma parte da história sobre os dados.
Os estatísticos gostam de contar a história do homem que estava com um dos pés em um balde de água gelada e o outro em um balde de
água fervendo. O homem dizia que, na média, ele estava se sentindo ótimo! Mas imagine a variação da temperatura para cada um dos
pés. Agora, colocando os pés no chão, o preço médio de uma casa, por exemplo, não lhe diz nada sobre a variedade de preços de casas
com a qual você pode se deparar enquanto estiver procurando uma casa para comprar. A média dos salários pode não representar o que
realmente está se passando em sua empresa se os salários forem discrepantes.
6,0
-3,5 6,0 6,0 7,0 -1,0 (-1,0)2 = 1
4,0 9,5 7,0 +2,5 (2,5)2 = 6,25
3,5 9,0 7,0 +2,0 (2,0)2 = 4
2,0
n=4 - ∑=0 ∑ =23,5
0,0 Variância
1º Bim 2º Bim Média 3º Bim 4º Bim Agora, podemos calcular a média dos quadrados dos desvios,
2
Bimestres chamada de Variância, representada por S :
∑ ( x − x)
2
No gráfico percebemos que o desvio determina o quanto cada S2 = → 23,5 = 7,8
elemento do conjunto de dados se distancia da média 7,0. No 1º
4-1
Bim. faltam -3,5 para se chegar a Média e no 2º Bim. -1,0. Já nos n-1
3º e 4º Bim. temos +2,5 e +2,0 acima da média, respectivamente. A divisão por n−1 (grau de liberdade) aparece por fornecer um
Transpondo essas informações para uma tabela, temos: melhor resultado do que a divisão por n. Para entender melhor
o grau de liberdade pesquise: distribuição “t de Student”.
Notas Média Desvios Desvio padrão
(x) (x ) (x - x )
Mas, se elevamos os desvios ao quadrado para poder calcular sua
3,5 7,0 -3,5 média, não seria correto que agora fizéssemos a raiz quadrada
6,0 7,0 -1,0 dessa média, para desfazer a potenciação? Sim, e o valor dessa raiz
9,5 7,0 2,5 é chamado Desvio padrão, representado por S:
9,0 7,0 2,0
- - ∑=0 Desvio padrão → S= 7,8 = 2,8
Interpretação: O desvio padrão indica que a maioria das notas de
Perceba que a soma dos desvios é igual a zero. Esta
João está concentrada dentro dos limites de ± 2,8 em torno da
característica não é exclusiva deste exemplo. Ela sempre ocorre e
média 7,0. Ou seja, se concentrando entre 4,2 e 9,8 (veja abaixo).
prende-se ao fato de que a média é o ponto de equilíbrio em um
conjunto de dados.
4,2 -2,8 +2,8 9,8
Como os desvios indicam o grau de variação dos valores em
relação à média, seria interessante poder encontrar um único
número que o representasse. Algo como a média dos desvios. 7,0
Mas, para fazer essa média, precisamos somar os desvios e O entendimento completo da interpretação do desvio padrão
acabamos de ver que essa soma é sempre igual a zero. será estudado em “distribuição Normal”.
∑ ( x − x)
2 2
S =
S= S2
n-1
Calculando a Variância e o Desvio padrão das notas de Maria, José e Mário – passo a passo.
Notas de Maria: 6,5 6,5 7,5 7,5
1º Calcular a Média 2º Calcular a Variância 3º Calcular o Desvio padrão
x=∑x
S2 = ∑ ( x − x) 2
n n −1 S= S2 → 0 , 33
x = 6,5+6,5+7,5+7,5 = 7,0 S2 = (6,5 – 7,0)2 + (6,5 – 7,0)2 + (7,5 – 7,0)2 + (7,5 – 7,0)2 = 0,33
S = 0,5
4 4–1
Interpretação: O resultado indica que a maioria das notas de Maria está 6,5 -0,5 +0,5 7,5
concentrada dentro dos limites de ± 0,5 em torno da Média 7,0. Ou seja,
se concentrando entre 6,5 e 7,5.
7,0
x=∑x
S2 = ∑ ( x − x) 2
n n −1 S= S2 → 6 ,16
x = 4,0+9,5+8,5+6,5 = 7,0 S2 = (4,0 – 7,0)2 + (9,5 – 7,0)2 + (8,5 – 7,0)2 + (6,0 – 7,0)2 = 6,16
S = 2,5
4 4-1
Interpretação: O resultado indica que a maioria das notas de Maria está 4,5 -2,5 +2,5 9,5
concentrada dentro dos limites de ± 2,5 em torno da Média 7,0. Ou seja,
se concentrando entre 4,5 e 9,5.
7,0
x=∑x
S2 = ∑ ( x − x) 2
S= S2 → S=0
n n −1
x = 7,0+7,0+7,0+7,0 = 7,0 S2 = (7,0 – 7,0)2 + (7,0 – 7,0)2 + (7,0 – 7,0)2 + (7,0 – 7,0)2 = 0
4 4-1
O resultado indica que todas as notas de Mário estão dentro dos limites de ± 0 em torno da Média 7,0. Ou seja, se concentrando exatamente
na média 7,0. Portanto, sem variação.
Observe que o desvio padrão das notas de João indica que estão concentradas dentro dos limites de ± 2,8 em torno da média 7,0. Ou seja, se
concentrando entre 4,2 e 9,8. Isto representa um desvio padrão grande.
COEFICIENTE DE VARIAÇÃO - CV
É a medida relativa do desvio padrão que é expressa sob a forma de porcentagem (%).
Em algumas situações, podemos estar interessados em uma estatística que indique qual é o tamanho do desvio padrão em relação à
média. A melhor forma de representá-la é através do coeficiente de variação por ser expressa na forma de porcentagem.
Equação do Cv: Exemplo: Com a média 7,0 de João e Desvio padrão de 2,8, temos:
Cv = S x 100 Cv = 2,8 x 100 → 40%
x 7,0
Ou seja: Cv = Desvio padrão x 100 O resultado indica que a Média 7,0 de João teve um Desvio padrão em torno de 40%.
Média
VANTAGEM DO CV.
O Cv é útil para compararmos a variabilidade de variáveis que têm desvios padrão diferentes e médias diferentes
10
(4*75)+(4*85) ...
8
8 8 Primeiramente, você deve calcular a média:
6
6
+ (75*4) + (85*4) + ... + (125*10) = 104,5 Km/h
4 4 4 + 4 + 8 + ... + 10
4
2 x x
0
70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 125 130
Velocidade (Km/h)
S= ∑ (x − x)2 * f
∑f −1
Depois, calcule o Desvio padrão, observando os dados circulados no gráfico acima:
4
INTRODUÇÃO À
PROBABILIDADES
É possível quantificar o
acaso?
É POSSÍVEL QUANTIFICAR O ACASO. Desse modo, se houver probabilidades disponíveis, podemos determinar a
possibilidade de cada um dos eventos ocorrer. Para continuar o estudo de probabilidades, três conceitos são
extremamente importantes: Experimento aleatório, espaço amostral e eventos.
Experimento aleatório
A principal característica do experimento é ser casual, no sentido de que, apesar de conhecermos seus possíveis
resultados, não podemos dizer com certeza o que vai ser obtido. Quantas e quais as possibilidades de resultados
desses experimentos são questões que tentamos responder para avaliar as chances de eles acontecerem.
Espaço amostral
; Note que, ao especificar todos os resultados possíveis, identificamos o espaço amostral, representado por S.
São exemplos de espaços amostrais:
Suponha que José tenha 2 bermudas (preta e vermelha) e 3 camisas (azul, preta e verde). De
quantas maneiras diferentes (resultados possíveis) José pode se vestir usando uma bermuda e
uma camisa? Utilizando um diagrama de árvore teremos:
Figura. Diagrama de árvore
BERMUDAS CAMISAS
1ª etapa 2ª etapa
2 possibilidades 3 possibilidades
2 x 3 = 6 possibilidades
(espaço amostral)
Princípio multiplicativo
Observe que há duas possibilidades de escolher uma bermuda. Para
cada uma delas, três possibilidades de escolher uma camiseta. Logo,
o número total de maneiras diferentes de José se vestir é: 2 x 3 = 6
1 ( 4, 1 )
2 ( 4, 2 )
4 3 ( 4, 3 )
4 ( 4, 4 )
Um projeto de ampliação da capacidade produtiva da 5 ( 4, 5 )
empresa ABC divide-se em duas etapas seqüenciais: etapa 6 ( 4, 6 )
1 (projeto – em 2, 3 ou 4 meses) e etapa 2 (construção – 1 ( 5, 1 )
em 6,7 ou 8 meses). Quais os resultados possíveis? Qual o 2 ( 5, 2 )
1 ( 6, 1 )
2 ( 6, 2 )
6 3 ( 6, 3 )
4 ( 6, 4 )
5 ( 6, 5 )
6 ( 6, 6 )
6 x 6 = 36
Sabendo-se que os números do Seguro Social são constituídos de 9 dígitos e cada um deles tem 10
resultados possíveis (0,1,2...9), determine o número de Seguros diferentes que podem ser formados.
2 5 7 6 3 7 2 7 8 Espaço amostral
0 0 0 0 0 0 0 0 0 Aplicando o princípio multiplicativo, temos:
1 1 1 1 1 1 1 1 1
10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10
. . . . . . . . .
9 9 9 9 9 9 9 9 9 [Link] (1 bilhão de resultados possíveis)
10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 = [Link]
Eventos
Espaço
A S amostral S Espaço
1 C amostral
Evento
2 1
Evento
34 2
3
5 S = {1,2,3,4,5,6} 6
4 5 S = {1,2,3,4,5,6}
6 A = {2}
C = {2,4,6}
A área do círculo representa o Evento e a área do retângulo representa todos os elementos de um espaço amostral.
Probabilidade Clássica
Normalmente existem muitos resultados possíveis em um experimento aleatório. A maior ou menor possibilidade de ocorrência dos diversos
eventos é medida por um número chamado Probabilidade. Portanto, temos a seguinte expressão como medida numérica de Probabilidade:
EXEMPLOS
4) Numa urna estão 10 bolas, sendo 8 pretas (P) e 2 brancas (B). Pegando-se uma bola qualquer dessa
urna, qual a probabilidade de ela ser branca?
A = {B,B} → A= 2 Logo: P(A) = 2 = 0,20 = 20%
S = {P,P,P,P,P,P,P,P,B,B} → S = 10 10
5) Em um lote de 10 peças, 2 são defeituosas. Sendo retirada uma peça, qual a probabilidade de essa
peça ser defeituosa? Considerando N – Normal e D – Defeituosa, temos:
A = {D, D} → A= 2 Logo: P(A) = 2 = 0,2 = 20%
S = {N,N,N,N,N,N,N,N,D,D} → S = 10 10
(Paus)
13 cartas
(Ouros)
13 cartas
(Espadas)
13 cartas
(Copas)
13 cartas
8) Sair um Reis: Como temos 4 Reis no baralho (um de Paus, um de Ouros, um de Espadas e um de Copas). Então:
0 0,5 1
0% 50% 100%
Chance 50-50
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ed. São Paulo: Cengage Learning, 2009. 597 p.
BRUNI, Adriano Leal. Estatística para concursos. São Paulo: Atlas, 2008. 197p.
COSTA, Sérgio Francisco. Introdução ilustrada à estatística. 4 ed. São Paulo: Harbra, 2005. 399 p.
CRESPO, Antônio Arnot. Estatística fácil. 17 ed. São Paulo: Saraiva, 1999. 224 p.
FARIAS, Alfredo Alves et al. Introdução à estatística. 2 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2003, 320 p.
GIOVANNI José Ruy; BONJORNO, José Roberto; GIOVANNI JR., José Rui. Matemática fundamental: uma nova
abordagem – volume único. São Paulo: FTD, 2002. 712 p.
HAZZAN, Samuel. Fundamentos da matemática elementar: Matemática financeira, comercial e estatística descritiva.
Volume 11. 1 ed. São Paulo: Atual editora, 2004. 230p.
LAPPONI, Juan Carlos. Estatística usando o Excel. 4 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. 476 p.
LARSON, Ron; FARBER, Betsy. Estatística aplicada. 4 ed. São Paulo: Pearson, 2010. 637 p.
LEVINE, David M. et al. Estatística: teoria e aplicações. 5 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. 752 p.
LOPES, Paulo Afonso. Probabilidade e estatística: conceitos, modelos e aplicações em Excel. Ernesto Reichmann, 1999.
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MONTGOMERY, Douglas C.; RUNGER, George C. Estatística aplicada e probabilidade para engenheiros. 2 ed. Rio de
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OLIVEIRA, Uanderson Rebula de. Ergonomia, higiene e segurança do trabalho. Resende-RJ: Apostila. Universidade
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RUMSEY, Deborah. Estatística para leigos. Rio de Janeiro: Alta books, 2009. 350 p.
SILVA, Ermes Medeiros et al. Estatística: para os cursos de Economia, Administração e Ciências Contábeis - volume 1. 2
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SMOLE, Kátia Stocco; DINIZ, Maria Ignez. Matemática–ensino médio. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2005. 558p.
SPIEGEL, Murray R. Estatística: resumo da teoria, 875 problemas resolvidos, 619 problemas propostos. São Paulo:
McGraw-Hill do Brasil, 1977. 580 p.
TRIOLA, Mario F. Introdução à estatística. 10 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008. 696 p.
URBANO, João. Estatística: uma nova abordagem. Rio de Janeiro: Ciência moderna, 2010. 530p.
VASCONCELLOS, Maria José Couto; SCORDAMAGLIO, Maria Terezinha; CÂNDIDO, Suzana Laino. Coleção
Matemática. 1ª e 3ª série do ensino médio. São Paulo: Editora do Brasil, 2004. 232 p.
WERKEMA, Maria Cristina Catarino. As ferramentas da qualidade no gerenciamento dos processos. Belo Horizonte:
EDG, 1995. 128 p.
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os conjuntos de dados do Apêndice B do livro. Esses conjuntos de procedimentos que intuitivamente explicam
dados encontram-se armazenados em formato texto, planilhas do como lidar com problemas estatísticos. Exemplos
Minitab, planilhas do Excel e uma aplicação para a calculadora TI-83. interessantes do mundo real relacionados ao
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calculadoras, a exemplo da TI – 83 PLUS, a aplicativos específicos, tais como o STATDISK e o
MINITAB (TRIOLA, 2005). Assim, buscando-se recursos computacionais que facilitassem o
tratamento de dados, vários aplicativos e softwares estatísticos foram pesquisados, dos quais se
destacam a planilha Excel, o STATDISK, o MINITAB, o BioEstat, o SPSS e algumas páginas na
Internet que oferecem programas em Javascript para cálculos on-line, a exemplo da página na
Internet [Link].
Após análise de pós e contras de cada aplicativo pesquisado, selecionou-se o pacote estatístico
BioEstat, disponível para download no site [Link], por possuir as seguintes
características positivas: i) serventia tanto para a Estatística descritiva como para testes estatísticos
não-paramétricos; ii) ser em português; iii) possuir manual em PDF com diversos exemplos; iv) ser
de fácil utilização; v) ser gratuito; vi) ser referenciado em vários livros, sites e entidades de
pesquisa – conforme Siegel & Castellan Junior (2006), o BioEstat é o melhor programa disponível
na atualidade para o cálculo do qui-quadrado; vii) possuir apoio do CNPQ; e viii) estar na versão 5.0
e possuir mais de 20 anos de criação.
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em diferentes níveis de graduação como, em ordem alfabética, Administração, Biologia, Contabilidade,
Economia, Engenharia, Finanças, Marketing, Medicina, etc. Estudantes que necessitam aprimorar ou
complementar seus conhecimentos de Estatística utilizando o Excel. Profissionais das diversas áreas que
utilizam os conceitos de Estatística e necessitam, ou gostariam, de utilizar as funções estatísticas, as
ferramentas de análise, planilhas, modelos e simuladores de estatística em Excel. Todos aqueles que poderão
utilizar as planilhas, modelos e simuladores de estatística em Excel da forma como estão no CD-Rom, ou
modificando-os, para atender às suas necessidades. Alunos de áreas correlatas que utilizarão estatística e
desejam antecipar seu aprendizado e agregar valor ao seu conhecimento visando o mercado de trabalho. Usuários de Excel que desejam
conhecer e aprender a utilizar os recursos de Estatística disponíveis.
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