0% acharam este documento útil (0 voto)
330 visualizações15 páginas

Poetas da Geração de 70 em Angola e Moçambique

O documento discute a importância dos poetas da geração de 1970 na literatura de Angola e Moçambique. Apresenta o contexto literário de Moçambique, destacando os períodos e poetas importantes da geração de 1970, como José Craveirinha. Também aborda o papel da imprensa no desenvolvimento da literatura durante esta época.

Enviado por

shaquil jafar
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
330 visualizações15 páginas

Poetas da Geração de 70 em Angola e Moçambique

O documento discute a importância dos poetas da geração de 1970 na literatura de Angola e Moçambique. Apresenta o contexto literário de Moçambique, destacando os períodos e poetas importantes da geração de 1970, como José Craveirinha. Também aborda o papel da imprensa no desenvolvimento da literatura durante esta época.

Enviado por

shaquil jafar
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

INSTITUTO DE ENSINO Á DISTÂNCIA - GORONGOSA

TEMA

Importância dos poetas da geração de 70 na literatura de Angola e Moçambique

O papel da imprensa no desenvolvimento da literatura nesta época

Nome do estudante: Shakil Jafar Respeito

Código do estudante: 708200821

Curso: Licenciatura em Ensino de Portugues

Cadeira: Liteteratura Africana

Ano de frequência: 4° ano

Gorongosa, Junho de 2023

1
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

INSTITUTO DE ENSINO Á DISTÂNCIA - GORONGOSA

TEMA

Importância dos poetas da geração de 70 na literatura de Angola e Moçambique

O papel da imprensa no desenvolvimento da literatura nesta época

Nome do estudante: Shakil Jafar Respeito

Código do estudante: 708200821

Curso: Licenciatura em Ensino de Portugues

Cadeira: Liteteratura Africana

Ano de frequência: 4° ano

Docente:

Picardo Matibe

Gorongosa, Junho de 2023


2
Folha de feedback

 Capa 0.5
 Índice 0.5

Aspectos  Introdução 0.5


Estrutura
organizacionais
 Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)

Introdução  Descrição dos objectivos 1.0

 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho

 Articulação e domínio
Conteúdo do discurso académico
(expressão escrita 2.0
cuidada, coerência /
coesão textual)
Análise e
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e
internacionais 2.
relevantes na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.0
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos

 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas

Normas APA 6ª
 Rigor e coerência das
Referências edição em
citações/referências 4.0
Bibliográficas citações e
bibliográficas
bibliografia

3
Índice
Introdução ..................................................................................................................... 4

Objectivo Geral ............................................................................................................. 5

Objectivos Específicos .................................................................................................. 5

Metodologia ................................................................. Erro! Marcador não definido.

A Semântica do Ghetto: Geração de 70 ........................................................................ 6

Importância dos poetas da geração 70 no desenvolvimento da literatura de


Moçambique ................................................................................................................. 6

Literatura Moçambicana e seus períodos ...................................................................... 6

Poetas da geração de70 e sua importância na literatura Moçambicana ........................ 7

Os Percussores da geração de 70 e suas obras .............................................................. 8

Literatura Angolana - Periodização ............................................................................ 10

Importância dos poetas da geração 70 no desenvolvimento da literatura de Angola . 11

O papel da imprensa ................................................................................................... 13

Conclusão.................................................................................................................... 14

Bibliografia ................................................................................................................. 15

4
Introdução
Os temas da poesia da “ Geração de 70” são marcadamente irónicos desligados da
intenção política e, por outro lado, anticolonialistas que incitavam à revolução e
lematizam a luta armada.

O quarto período da literatura moçambicana, caracteriza-se pela coexistência de maciça


actividade cultural e literária no hinterland no ghetto, apresentando textos cuja feição
não explicita um carácter marcadamente político (em que pontificavam diversos
intelectuais, escritores e artistas).

A situação sócio – cultural de ghetto, que se vivia em todas as cidades coloniais, teve
uma expressão poética explícita em dois livros, um angolano e outro moçambicano.

Sendo assim o presente trabalho visa debruçar sobre diversos aspectos em relação com a
geração de 70. Tem como:

Objectivo Geral
 Conhecer o contexto da geração dos 70;

Objectivos Específicos
 Apontar os percursores da geração dos 70;
 Identificar a importância dos percursores da geração dos 70 no desenvolvimento
da literatura;
 Reconhecer a importância da imprensa no alavancamento da literatura Angolana
e Moçambicana.

Metodologia
O trabalho foi possível graças ao método de pesquisa em artigos físicos em relação com
o conteúdo em abordagem.

5
A Semântica do Ghetto: Geração de 70
A situação sócio – cultural de ghetto, que se vivia em todas as cidades coloniais, teve
uma expressão poética explícita em dois livros, um angolano e outro moçambicano.

Sendo assim, começaremos por abarcar sobre o contexto moçambicano onde


deixaremos ficar sobre a importância dos seus percursores no desenvolvimento da
literatura assim como as suas obras. E de seguida partiremos para o contexto Angolano.

Importância dos poetas da geração 70 no desenvolvimento da literatura de


Moçambique

Literatura Moçambicana e seus períodos


1.º Período, que vai das origens da permanência dos portugueses naquela região índica
até 1924, ano que precede o da publicação de O livro da dor, de João Albasini. É um
período de Incipiência, um quase deserto secular, que se modifica com a introdução do
prelo, no ano de 1854, mas sem os resultados literários verificados em Angola.

O 2.° Período, de Prelúdio vai da publicação de O livro da dor até ao fim da II Guerra
Mundial, incluindo, além do livro do jornalista João Albasini, os poemas dispersos, nos
anos 1930, de Rui de Noronha, depois publicados em livro, numa recolha duvidosa,
incompleta e censoriamente truncada, com o título de Sonetos (1946), por ser o género
mais cultivado por ele.

Uma nova época foi inaugurada, portanto, a seguir à II Guerra Mundial. Durante cerca
de 20 anos (até 1963), a literatura moçambicana alcançará a autonomia definitiva no
seio da língua portuguesa.

O 3.° Período, que vai de 1945/48 a 1963, caracteriza-se pela intensiva Formação da
literatura moçambicana. Pela primeira vez, uma consciência grupal instala-se no seio
dos (candidatos a) escritores, tocados pelo Neo-realismo e, a partir dos primeiros anos
de 1950, pela Négritude.

A década de 50, sendo a de movimentos grupais, viu surgir, desde logo, a publicação de
textos, exclusivamente poéticos, em selecções e antologias.

José Craveirinha sobressai, nesta década, de uma plêiade que congrega, além de Noémia
de Sousa, Rui Nogar, Rui Knopfli, Virgílio de Lemos, Rui Guerra, Fonseca Amaral,
Orlando Mendes, entre outros.

6
O 4.° Período , prolonga-se desde 1964 até 1975, ou seja, entre o início da luta armada
de libertação nacional e a independência do país (a publicação de livros fundamentais
coincide com estas datas políticas).

É o período de Desenvolvimento da literatura, que se caracteriza pela coexistência de


uma intensa actividade cultural e literária no hinterland, no ghetto, apresentando textos
de cariz não explícita e marcadamente político (em que pontificavam intelectuais,
escritores e artistas como Eugénio Lisboa, Rui Knopfli, o português António Quadros,
entre outros) com, no outro lado, na guerrilha, inequívocos poemas anti-colonialistas
que teciam loas à revolução e lematizavam a luta armada.

Em 1964, Luís Bernardo Honwana publica Nós matámos o cão-tinhoso, um conjunto de


contos que finalmente emancipa a narrativa em relação à preponderância da poesia

Moçambique, mas que, muito cedo ou em idade madura, activa ou passivamente,


demandaram ou foram incluídos noutras pátrias, inclusive culturais, já era
desproporcionada em relação à real extensão e valia da sua literatura: Alberto de
Lacerda, Helder Macedo, Reinaldo Ferreira, Orlando de Albuquerque, etc.

Ao 5.°, Período, entre 1975 e 1992, chamaremos de Consolidação, por finalmente


passar a não haver dúvidas quanto à autonomia e extensão da literatura moçambicana,
contra todas as reticências, provindas de alguns sectores dos estudos literários, e, diga-
se também, contra todas as evidências.

Pós a independência, durante algum tempo (1975-1982), assistiu-se sobretudo à


divulgação de textos que tinham ficado nas gavetas ou se encontravam dispersos. O
livro típico, até pelo título sugestivo, foi Silêncio escancarado (1982), de Rui Nogar
(1935-1993), aliás o primeiro e único que publicou em vida. Outro tipo de textos é o de
exaltação patriótica, do culto dos heróis da luta de libertação nacional e de temas
marcadamente doutrinários, militantes ou empenhados, no tempo da independência.

Poetas da geração de70 e sua importância na literatura Moçambicana


Uma parte significativa da produção literária moçambicana deve-se aos poetas da
"literatura europeia", ou seja, aqueles que, sendo brancos, centram toda, ou quase toda a
sua temática nos problemas de Moçambique; foram eles que contribuíram
decisivamente para a formação da identidade nacional moçambicana.

7
Alguns dos poetas escrevem poesia de carácter mais pessoal, enquanto os outros estão
virados para o aspecto "social". Por exemplo, Reinaldo Ferreira e Rui Knopfli são
poetas cuja obra se debruça fundamentalmente sobre a África, a "Mãe África" e o povo
que vive e sofre as consequências do colonialismo. Por muita desta poesia perpassa
também a centelha da esperança da libertação. São estes autores que contribuíram de um
modo decisivo para a emergência da literatura da "moçambicanidade". Em muitos
destes poetas podemos detectar a alienação em que se encontram perante a sociedade
africana a que pertencem.

Os Percussores da geração de 70 e suas obras


Rui Knopfli

Viveu em Moçambique até aos 43 anos, tendo colaborado em diversos jornais e co-
dirigido, com Eugénio Lisboa e o jornalista Gouvêa Lemos.

Knopfli olhava as correntes literárias em voga nas décadas de 60 com distanciamento e


até ironia. Apesar de ter experimentado escrever poemas concertistas, foi sobre um
estilo de depuramento clássico e formal que sempre se debruçou com maior interesse.

A sua contribuição na literatura , deve-se pelo desenvolvimento de temas como o


tempo e o desengano.

Trazendo na literatura uma forte incidência urbana, onde o artificial se sobrepunha à


natureza, vê-se agora mergulhado no mais intenso cosmopolitismo, facto esse que, em
vez de se harmonizar com o seu sentir, antes lhe intensifica o sentimento de exílio e,
consequentemente, de desolação.

Obras: O País dos Outros (1959), Reino Submarino (1962), Máquina de Areia (1964),
Mangas Verdes com Sal (1969), A Ilha de Próspero (1972), O Escriba Acocorado
(1978), Memória Consentida (1982), O Corpo de Atena (1984) e O monhé da cobras
(1997).

Mia Couto

Nasceu na cidade da Beira, em 1955. Mia Couto com Vozes Anoitecidas revela o
sentido trágico, aproveitando essa oportunidade introduzir na língua e na literatura uma
nova roupagem que, de uma forma, o singulariza e o identifica.

8
Ele Foi criticado por construir uma linguagem própria. Como resposta escreveu
“Escrevências desinventosas” em Cronicando.

Mia Couto utiliza na escrita dos contos Vozes Anoitecidas procura ser uma forma de
mediatizar, de harmonizar a constante crise que a sociedade moçambicana vive através
das estórias trágicas do seu quotidiano. A fim de conseguir tal intento a língua é um dos
processos escolhidos para recuperar a mundividência mítica, as marcas culturais da
oralidade da sociedade tradicional, o onirismo e a simbólicas a ela ligadas.

Obra: Raiz de orvalho (1983) Vozes anoitecidas (1986) Cronicando (1988) Cada
homem é uma raça (1990) Terra sonâmbula (1992) Estórias abensonhadas (1994) A
varanda de Frangipani (1996) Contos do nascer da terra (1997) O último voo do
Flamingo (2000).

Ungulani Ba Ka Khosa

Outro escritor não menos importante na literatura moçambicana é Ungulani Ba Ka


Khosa, com o seu livro, Ualalapi, através do qual moderniza a ficção moçambicana ao
introduzir um género que se enraíza no romance histórico.

A obra de Ba Ka Khosa questiona o passado e o presente, fazendo uma releitura das


fontes históricas do século passado. O autor critica o poder político e tenta mostrar
como a História pode descrever o uso desses mesmos poderes. Num outro
desenvolvimento, Khosa faz uma reflexão sobre as noções de cultura e de identidade
cultural. Em “Ualalapi” acontece a desmistificação total de um grande herói nacional: o
imperador Ngungunhane, também conhecido por “Leão de Gaza”.

Com o advento da independência de Moçambique, em 1975, a figura de Ngungunhane


foi recuperada como herói nacional e figura mítica que representava o primeiro
resistente moçambicano à colonização portuguesa, anterior à luta de libertação pela
independência, levada a cabo pela Frelimo.

Obra: Ualalapi.

9
Literatura Angolana - Periodização

1.º período, das origens até 1848, a que chamamos de Incipiência. A literatura
angolana começou, pelo menos, com o livro de Maia Ferreira, em 1849, que a
introdução do prelo em Angola possibilitou.

2.º período, que vai da publicação dos poemas Espontaneidades da minha alma, de
José da Silva Maia Ferreira, em 1849, até 1902. Período dos Primórdios, que
engloba uma produção poética remanescente do romanismo, com raros tentames
realistas, dos quais se destaca a noveleta Nga mutúri (1882), de Alfredo Troni.

3.º Período, abrangendo sensivelmente a primeira metade do século XX (1903-1947),


de Prelúdio ao que viria a ser, na segunda metade do século XX, o nacionalismo
inequívoco e intenso.

4.° Período, entre 1948 e 1960, fulcral na Formação da literatura, enquanto


componente imprescindível da consciência africana e nacional. Época decisiva,
considerada unanimemente como a da organização literária da nação, com base em
movimentos como o MNIA, o da Cultura e o da CEI, além de outros contributos, como
o das Edições Imbondeiro (de Sá da Bandeira).

O Neo-realismo cruza-se com a Negritude. Com os ventos de certa abertura e


descompressão da política internacional, a seguir à II Guerra Mundial, na Europa, como
em África, animam-se as hostes angolanas empenhadas em libertar-se das malhas
estreitas da política colonial e, portanto, de uma cultura alienada do meio africano.

5.° Período (1961-1971), relacionado com o incremento da actividade editorial ligada


ao Nacionalismo declarado ou encapotado, em que surgiram textos de temática
guerrilheira, enquanto no ghetto das cidades coloniais, nas prisões ou na diáspora os
temas continuavam a ser os do sofrimento do colonizado, da falta de liberdade e da
ânsia de tomar o destino nas próprias mãos. Em 1961, começa a luta armada de
libertação nacional.

6.º Período, de 1972 a 1980, o da Independência, repartido por dois curtos períodos,
de 1972-74 e de 1975-80, relativos, respectivamente, a uma mudança estética
acentuada, de uma modernidade acertada pelo relógio dos grandes centros mundiais, e,

10
por outro lado, após a independência, a uma intensa exaltação patriótica e natural
apologia do novo poder. […]

7.º Período, (1981-1993), de Renovação, que começa com a formação, em 1981, da


Brigada Jovem de Literatura. Num primeiro momento, a Brigada, dependente sempre do
apoio estatal, partiu em busca de certa autonomia decisória e estética, mas revelou-se
herdeira do realismo social. O objectivo fundamental era preparar alguns jovens para o
trabalho literário, tanto mais que, após a escolarização secundária, não tinham, no país,
estudos superiores de literatura desenvolvidos.

Importância dos poetas da geração 70 no desenvolvimento da literatura de Angola


Maia Fereira e o Seu livro

Obras: Espontaneidades da Minha Alma - As Senhoras Africanas.

A literatura angolana surge com o livro de Maia Ferreira. O livro Constitui a primeira
obra da incipiente literatura angolana, posto que apareceu no momento preciso em que
se debilitaram os antigos vínculos entre Angola e o Brasil.

No final do século XIX, por volta de 1896, é quando se assiste a aparição de um novo
grupo de jovens intelectuais, o grupo que mais tarde se chamou de a geração de 1896.
Talvez tenha sido esta a geração de maior destaque entre os intelectuais angolanos,
antes da geração da mensagem, em 1948; esta última é a que estaria presente no
acontecimento da luta armada em 1961. Composta por vigorosos pensadores, animados,
como seus antecessores, pelas melhores intenções e dispostos a tudo na luta em favor
dos interesses dos angolanos, a geração de 1896, impulsionada pelos mais puros ideais,
procurava elevar a sociedade a qual pertencia a um estado mais alto de sua evolução

E é só em 1928, depois de um exílio forçado de quatro anos, por ocasião de uma estadia
em Gabela, Amboim, onde "durante muito tempo e várias vezes teve que contar sua
história", que decide reproduzir, e posteriormente publicar, primeiro nos folhetins do
periódico "A Vanguarda", em 1929, e reeditada mais tarde em 1925 em forma de livro:
"O Segredo da Morta".

Esta novela se converteria em um marco notável no encaminhamento da literatura


angolana diante de sua identidade nacional. Tendo escrito num período em que não
existiam mais registos de outra obra produzida por um autor angolano, esta novela

11
ocupa todo um vazio literário, formando uma ponte entre as duas gerações dos
escritores preocupados com a revitalização angolana, as gerações que estavam
anteriormente representadas por Cordeiro da Matta e posteriormente, por Castro
Soromenho.

Por um lado, a obra representa um início da ficção literária no século XX, da qual
Castro Soromenho é o mais ilustre representante; por outro lado, uma continuidade: a
geração de 1880, encabeçada por Cordeiro da Matta, ao mesmo tempo que une como já
dissemos a todo o movimento, reflecte sobre a angolanidade

É já ao largo dos anos 40 quando se reinicia, quase a partir do zero, a elaboração da


literatura angolana. Na verdade, toda a produção literária deixada pelos intelectuais do
século passado, salvo raras excepções, se perdera. É a partir daqui que Castro
Sormentho começa a erigir uma obra monumental. Iniciando sua actividade literária
com temas que revelam a vida das sociedades tribais não corrompidas pela presença do
colonizador, publica os livros de contos :

 Ngári, "Calenga e Rajada" e as novelas "Noite de Angústia" e "Homens sem


Caminho". Obras de Castro Sormentho

Castro Soromenho é todavia um paradigma no qual as nacionalidades biológicas e


literárias de um autor não têm necessariamente que coincidir. A partir da aparição das
páginas literárias dominicais, primeiro, de "A Província de Angola" e, mais tarde, do
"Diário de Luanda", começaram a revelar-se uma série de jovens escritores de certo
mérito no que diz respeito à época e ao meio no qual surgiram.

No entanto, mesmo que muitos deles tivessem descrito Angola com a maior ternura, não
conseguiram criar uma literatura de raiz angolana que fugisse dos modelos da literatura
colonial. Só em 1948, com o surgimento do movimento cultural "Vamos Descobrir
Angola", iniciado por Viriato da Cruz e com a publicação da revista "Mensagem", três
anos mais tarde, se abre uma nova página na história da literatura angolana.

Era um movimento no qual se concentravam alguns expoentes da intelectualidade


nacional, que, lucidamente se volta face à realidade de então, propondo-se a
reconsiderar o conjunto da realidade angolana. Havia sido lançada a semente a partir da
qual começaria a germinar um grande movimento literário que só se serenaria,
triunfante, em Novembro de 1975.

12
O papel da imprensa
A imprensa literária teve um papel primordial na difusão da literatura e no
enriquecimento cultural, pois foi mediante a acção de revistas e jornais, publicados por
variadas sociedades literárias, que as letras angolanas e moçambicanas se expandiram,
fecundaram e frutificaram.

Dentre estas sociedades algumas tiveram existência curta e efémera, outras longa e
intensa,

O jornalismo literário foi uma alternativa às práticas jornalísticas então predominantes,


ligadas a um carácter crítico-opinativo ou essencialmente noticioso, destinando espaço a
diferentes manifestações literárias.

13
Conclusão
Os temas da poesia da “ Geração de 70” são marcadamente irónicos desligados da
intenção política e, por outro lado, anticolonialistas que incitavam à revolução e
lematizam a luta armada.

São vários os autores que deixaram as suas contribuições para com a literatura angolana
e moçambicana. Para que as letras se expandissem e surtisse efeito no que tange aos
objectivos a serem alcançados a época, foi necessário a existência da imprensa que teve
um papel primordial na difusão da literatura e no enriquecimento cultural, pois foi
mediante a acção de revistas e jornais, publicados por variadas sociedades literárias, que
as letras angolanas e moçambicanas se expandiram, fecundaram e frutificaram.

14
Bibliografia
José.C. (s.d); Lusofonia - PLATAFORMA DE APOIO AO ESTUDO A LÍNGUA
PORTUGUESA NO MUNDO,.1.ª edição: [Link]
acesso aos 07 de Junho de 2023.

Montenegro.A. (1953). O romance cearense. Fortaleza: Tipografia Royal.

[Link] Cesso:06 de
Junho de 2023.

Armando. A. (s.d). Literaturas Africanas em Língua Portuguesa II, manual da UCM


4º ano.

15

Você também pode gostar