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Manual de Matemática: Conjuntos e Operações

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Leonardo Felix
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CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA

CONHECIMENTOS
DE
MATEMÁTICA

MANUAL DE ESTUDOS 1 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA

MANUAL DE ESTUDOS 2 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
2ª) Interseção (  ):
NOÇÕES SOBRE CONJUNTOS A interseção de dois conjuntos A e B é o conjunto forma-
do pelos elementos que são comuns a A e B, ou seja, que
Conjunto dos números naturais: N pertencem simultaneamente aos conjuntos A e B.
É o conjunto: N = {0, 1, 2, 4, 5, ...}
Excluindo-se o zero desse conjunto, obtemos o conjunto
dos números inteiros positivos, indicado por:

A  B  x / x A e x B 
N* = {1, 2, 3, 4, 5,...} Exemplo: a) A = {1, 2, 3, 4} B = {1, 3, 5, 7}
(* indica a exclusão do zero de um conjunto)
A .1 .5 B
Conjunto dos números inteiros: Z
A  B  {1, 3}
.2
É o conjunto: Z = {..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3,...} .4 .3 .7
Este conjunto inclui os números inteiros positivos, os intei-
ros negativos e o zero como elemento central. Obs.: Quando A  B=  , os conjuntos A e B são
Dizemos que o oposto (ou simétrico) de 2 é -2, de -5 chamados DISJUNTOS.
é 5, e assim por diante.
Conjunto dos números racionais: Q 3ª) Diferença de Conjuntos:
Todos os números que podem ser obtidos da divisão A diferença de dois conjuntos A e B é o conjunto formado
(razão) entre 2 números inteiros são chamados números pelos elementos que pertencem a A mas não pertencem a B.
racionais e formam o conjunto: A - B = {x / x  A e x  B}
Q = {x/x = a/b; a  Z e B  Z*} Exemplo: Sendo A = {1, 3, 5, 7} e B = {2, 3, 5}, temos
Observe: O número b não pode ser zero.
Exemplos de números racionais: A .1 .3 B
A - B = {1, 7}
10
a)  2,5  Q b)
18
 6  Q c)
10
 3,333. . .  Q .7 .5 .2
4 3 3
Atenção: Vemos que a representação decimal de um 4ª) Complementar:
número racional: Se B  A, a diferença A - B denomina-se complementar
de B em relação a A e indica-se por:
7 
1º) ou é exata   1,75
4   AB  A  B
7  Exemplo: Sendo A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e
2º) ou é periódica   0,636363. . . B= {2, 3}, então:
11 
Quer dizer: na divisão de 2 inteiros, ou a conta termi- C A B = A - B = {0, 1, 4, 5}
na ou prolonga-se repetitivamente (dízima periódica).
A . 0 .2 B
Conjunto dos números reais: R .1
Existem números cuja representação decimal não é exa-
AB
.4 .3 . 5
ta e nem periódica, não sendo, portanto, números racionais.
São chamados irracionais. Obs.: O complementar de A em relação ao conjunto Uni-
verso, representa-se por:
1,4142135624... = 2 Q
3,1415926535... =   Q U
Unindo o conjunto de todos esses números com o conjun- A’ A
to dos racionais, formamos o conjunto R dos números reais.
Note que todo número natural é também inteiro, todo intei-
ro é também racional e todo racional é também real, portanto:
NÚMEROS RELATIVOS

Sejam os subconjuntos lineares dos números reais, cuja


N representação através da reta geométrica se faz por intermé-
N ZQ R Z dio de intervalos. Sendo a e b dois números reais tais que a <
Q b, podemos definir:
R
1º) Intervalo fechado de extremos a e b é o conjunto:
OPERAÇÕES COM CONJUNTOS:
Diagramas de Venn-Euler [a, b] = {x R / a x b} cuja representação na reta é:
1ª) União (U):
A união de dois conjuntos A e B é o conjunto formado por b IR
todos os elementos que pertencem a A ou a B. 2º) Conjunto do intervalo aberto de extremos a e b:
]a, b[ = {x R / a < x < b}
A  B   x / x  A ou x  B
Exemplo: a b IR
a) A = {0, 1, 2, 3, 4}, B = {1, 3, 5, 7} 3º) O conjunto do intervalo semi-aberto à direita:
A  B  {0, 1, 2, 3, 4, 5, 7} [a, b[ = {x R/a x < b}

n A  B  n A   n B  n A  B a b IR
4º) Conjunto do intervalo semi-aberto à esquerda:
A .0 .1 .5 B ]a, b] = {x R/a<x b}
.2
.4 .3 .7 a b IR

MANUAL DE ESTUDOS 3 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Ex.: 1) Montar o conjunto dos divisores de: a) 8 e b) 20.
OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS:
Resolução:
ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO
a) Vamos procurar todos os números que dividem o 8 de
E DIVISÃO DE NÚMEROS INTEIROS.
forma exata e inteira. São eles: {1, 2, 4, 8};
Adição e Subtração: a adição e subtração de números b) Vamos procurar todos os números que dividem o 20 em
seguem duas regras básicas a saber: forma exata e inteira. São eles:{1, 2, 4, 5, 10, 20}.
1ª) Se dois números têm sinais iguais (ambos positivos 2) Montar o conjunto dos números primos até 50:
ou ambos negativos), somamos os seus valores absolutos e Resolução:
conservamos o sinal. Ex.: 7 + 3 = 10 e 5 + 12 = 17. Vamos procurar os números menores que 50, que
Obs.: Lembrar que se um número não é precedido de admitem apenas a unidade e ele próprio como fator (fator é
sinal, ele é positivo: (7 + 3 = +7 + 3 = + 10). sinônimo de divisor), são eles: {2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23,
29, 31, 37, 41, 43, 47}
2ª) Dois números com sinais diferentes, subtraímos sem-
pre, e damos o sinal daquele que possui maior valor absoluto.
Ex.: -7 + 4 = -(7 - 4) = -3 maior valor absoluto (no caso - 7) e 3 REGRAS DE DIVISIBILIDADE
- 8 = - (8 - 3) = -5 maior valor absoluto (no caso - 8).
Multiplicação e divisão: na multiplicação e divisão de Divisibilidade por 2: "um número admite o 2 como fator,
números, seguimos também duas regras básicas: quando seu último algarismo for { 0, 2, 4, 6, 8} isto é, se ele for
1ª) Se dois números têm sinais iguais, o produto ou a par". Ex.: O conjunto dos números menores que 20, que admitem
divisão entre eles, será sempre positivo, assim: o 2 como fator são: {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18}
(+) . (+) = (+) e (+) : (+) = (+) ou (-) . (-) = (+) e (-) : (-) = (+).
Divisibilidade por 3 ou 9: "um número admite o 3 ou o 9,
2ª) Se dois números têm sinais diferentes, o produto ou a
como fator, quando a soma de seus algarismos for divisível
divisão entre eles, será sempre negativo, assim:
por 3 ou por 9 respectivamente".
(+) . (-) = (-) e (+) : (-) = (-) ou (-) . (+) = (-) e (-) : (+) = (-).
Ex.: a) 345 é divisível por 3 pois: 3 + 4 + 5 = 12 e 12 é
Obs.: Nas expressões numéricas, onde ocorrem várias
divisível por 3. Sendo assim a divisão de 345 por 3 será exata
operações, devemos seguir a seguinte hierarquia.
e inteira:
- Primeiro: resolvemos as multiplicações ou divisões; quociente: 115
345 3
- Segundo: resolvemos as somas ou subtrações. resto: 0
04 115
Se nessas expressões aparecerem parênteses,
15
colchetes ou chaves, a hierarquia de resolução será:
- Primeiro: resolvemos as operações entre parênteses; 0
- Segundo: resolvemos as operações entre colchetes; b) 108 é divisível por 9, pois: 1 + 0 + 8 = 9 e 9 é divisível por
- Terceiro: resolvemos as operações entre chaves. 9. Sendo assim a divisão de 108 por 9 será exata e inteira.
108 9 quociente: 12
a) 3 - 5. (-4) + 7 18 12 resto: 0
Ex.: Efetuar: Resp.: 30
3 + 20 + 7 = 30 0
Efetuar: b) [5 - 3 - (4 : 2 + 5) . 3] = Obs.: É importante notar que todo número que é divisível por 9,
Resolução: [5 - 3 - (2 + 5) . 3] = [5 - 3 - 7 . 3] = [2 - 21] = será divisível por 3, mas o contrário pode não ocorrer. Nos exemplos
Resp.: -19 anteriores temos: 108 é divisível por 9 e também por 3. Mas, 345 é
divisível por 3 mas não é por 9.
NÚMEROS PRIMOS:
DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS, Divisibilidade por 4 e 25: "um número é divisível por 4 ou
MÁXIMO DIVISOR COMUM, 25 quando os dois últimos algarismos da direita formarem um
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM número divisível por 4 ou 25 respectivamente". Ex.: 420 é
E SUAS PROPRIEDADES. divisível por 4 porque 20 é divisível por 4, então:
420 4 quociente: 105
20 105 resto: 0
Múltiplos e divisores de um número: Um número "A"
0
é múltiplo de um número "B" (B 0) se a divisão de "A"por 1175 é divisível por 25, porque 75 é divisível por 25, então:
"B" for exata e inteira.
1175 25 quociente: 47
Obs.: resto: 0
a) Todo número tem uma infinidade de múltiplos, isto é, o 175 47
conjunto dos múltiplos de um número é infinito. 0
b) Excluindo o zero, que é múltiplo de todo número, o menor Divisibilidade por 5: "um número é divisível por 5, quando
múltiplo de um número é ele próprio. ele termina em 0 ou 5".
Ex.: Montar o conjunto dos múltiplos de: a) 7 e b) 5 Ex.: O conjunto dos números menores que 40, divisíveis
a) Vamos procurar todos os números que divididos por 7, por 5 é: {0, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35}
dão resultado exato e inteiro, são eles:
Divisibilidade por 8 ou 125: "um número é divisível por 8
{0, 7, 14, 21, 28, ...}, ou {x / x = 7n e x Z +} ou por 125, quando, os seus três últimos algarismos da direita,
b) Vamos procurar todos os números que divididos por 5, formarem um número divisível por 8 ou 125, respectivamente."
dão resultado exato e inteiro, são eles: Ex.: 1º) 1032 é divisível por 8, porque 032 = 32 é divisível
{0, 5, 15, 20, 25, ...}, ou {x / x = 5n e x Z +} por 8, então:
"Um número A (A 0) é divisor de um número B, se a 1032 8 quociente: 129
32 129 resto: 0
divisão de B por A for exata e inteira".
Obs.: a) Todo número inteiro é diferente de 1, admite pelo 72
menos, dois divisores. 0
b) O número de divisores de um número inteiro e diferente 2º) 3250 é divisível por 125, porque 250 é divisível por 125,
de zero é limitado, isto é, o conjunto dos divisores de um então:
número, é finito. 3250 125 quociente: 26
c) O número que admite apenas a unidade e ele próprio 0750 26 resto: 0
como divisor é chamado número primo. 000

MANUAL DE ESTUDOS 4 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Divisibilidade por 11: "um número é divisível por 11, Cálculo do número de divisores de um número:
quando a diferença entre a soma dos algarismos de ordem "O número de divisores de um número é igual ao produto dos
ímpar, e a soma dos algarismos de ordem par, é múltiplo de expoentes de cada fator primo aumentados de uma unidade".
11: Ex.: Verificar se o número 743.875 é divisível por 11. Ex.: Quantos são os divisores de 540?
Resolução: Anotando por I os algarismos de ordem ímpar Resolução: Decompondo 540 em fatores primos, temos:
e P, os de ordem par temos: 2 3
540 2 540 = 2 . 3 . 5
743.875 ---- I = 7, 3, 7 P = 4, 8, 5 270 2 O nº de divisores será:
Somando os algarismos de ordem ímpar, temos: 135 3 (2 + 1) . (3 + 1) . (1 + 1) = 3 . 4 . 2 = 24
7 + 3 + 7 = 17 45 3 Resposta: 24 divisores
Somando os algarismos de ordem par, temos: 15 3
4 + 8 + 5 = 17 5 5
1
A diferença será 17 - 17 = 0, como 0 (zero) é múltiplo de
11, o número será divisível por 11. FRAÇÕES ORDINÁRIAS
Decomposição de um número em fatores primos: OPERAÇÕES COM FRAÇÕES:
Todo e qualquer número que não seja primo, pode ser Soma e Subtração: a soma ou diferença de frações é
decomposto num produto de seus fatores primos. obtida da seguinte maneira:
Ex.: Escrever como produto de seus fatores primos os 1º) Reduzimos as frações ao mesmo denominador;
seguintes números: a) 50; b) 120 2º) Somamos ou subtraímos os numeradores obtidos e
b) 120 2 assim teremos a fração resultado.
Resolução: a) 50 2 60 2 Ex.: Efetuar: 5 - 2 + 5
25 5 30 2 6 3 8
5 5 15 3
1 5 5 Solução: m.m.c. (6; 3; 8) = 24
2
1 5 - 2 + 5 = 20 - 16 + 15 = 19
50 = 2 . 5 120 = 2 3 . 3 . 5
6 3 8 24 24
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM (M.M.C.):
Produto de frações: o produto de frações é obtido multipli-
"Mínimo Múltiplo Comum de dois ou mais números é o menor cando-se respectivamente numerador e denominador das fra-
número diferente de zero que é divisível por todos eles ao mesmo ções (não se calcula o m.m.c. no produto).
tempo". Para cálculo do m.m.c. de dois ou mais números podemos a . c = a.c
Assim:
estabelecer a seguinte regra: b d b.d
1º) Decompomos os números em fatores primos. Obs.: No produto de frações, é sempre conveniente ob-
2º) Multiplicam-se todos os fatores primos, comuns e não servar se há possibilidade de simplificar.
comuns, tomados uma única vez, com os seus maiores expoentes.
Ex.: Efetuar: a) 3 . 7 b) 4 . 7
Ex.: Calcular o m.m.c. dos números: 20, 24 e 30 5 6 3
1
20 2 24 2 30 2 3 7 7 4 7 4 . 7 28
10 2 12 2 15 3 Solução: a) . = b) . = =
5 6 2 10 3 1 3.1 3
5 5 6 2 5 5
1 3 3 1 Divisão de frações: o quociente das frações a/b e c/d
2
1 é: ab . d/c, isto é, mantemos a primeira fração multiplicando
20 = 2 . 5 24 = 2 3 . 3 30 = 2 . 3 . 5 pelo inverso da segunda fração.
m.m.c. (20; 24; 30) = 23 . 5 . 3 1
m.m.c. (20; 24; 30) = 8 . 5 . 3 3 2
3 7
m.m.c. (20; 24; 30) = 120 Ex.: Efetuar: a) : b) 4 c) 3
5 4 5
5
MÁXIMO DIVISOR COMUM (M.D.C.): mantém

"Máximo Divisor Comum de dois ou mais números é o maior 3 7 3 4 12


Solução:
: = . =
de seus divisores comuns". Para o cálculo do m.d.c. de dois 5 4 5 7 35
ou mais números podemos estabelecer a seguinte regra: mantém
1º) Decompomos os números em fatores primos. 1 2
2º) Multiplicamos todos os fatores primos comuns, tomados b) 3 =
1
.
5
=
5 c) 3 = 2 . 1 = 2
uma única vez com seus menores expoentes. 4 3 4 12 5 3 5 15
Ex.: Calcular o m.d.c. dos números seguintes: 60, 264 e 504 5
60 2 264 2 504 2 FRAÇÕES DECIMAIS
30 2 132 2 252 2
15 3 66 2 126 2 Frações decimais: são frações cujo denominador é igual a
5 5 33 3 63 3 10 ou 100 ou 1000, ou seja, potência positiva de 10.
1 11 11 21 3
1 7 7 Ex.: 3 , 8 , 132 ...
1 10 100 1000
2 3 3 2
60 = 2 . 3 . 5 264 = 2 . 3 . 11 504 = 2 . 3 . 7 Exceto as dízimas periódicas, todo número decimal pode ser
escrito na forma de fração decimal, da seguinte maneira:
m.d.c. (60; 264; 504) = 22 . 3
m.d.c. (60; 264; 504) = 12 37 471 2471
0,37 = ; 2,471 = 2 =
100 1000 1000
Relação entre o m.m.c. e m.d.c.: 0,333... não pode ser escrito na forma de fração decimal
"O m.m.c. de dois números é igual ao produto desses
números dividido pelo seu m.d.c." Soma e subtração de números decimais: para se efe-
Ex.: O produto de dois números é 576 e o seu m.d.c. é 2. tuar estas operações, basta colocarmos vírgula sob vírgula, ou
Calcular o m.m.c. seja, operar parte inteira com parte inteira e parte decimal com
produto dos números 576 parte decimal.
m.m.c. = = = m.m.c. = 288 Ex.: a) 2,32 + 0,416 + 11 + 0,1 b) 1,432 - 0,21
m.d.c. 2

MANUAL DE ESTUDOS 5 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Dízima Periódica Composta: a fração geratriz da dízima
periódica composta é obtida da seguinte maneira.
- Numerador: é formado pela diferença entre o número for-
Solução: a) b) mado pela parte não periódica seguida de um período, e o nú-
mero que constitui a parte não periódica.
Produto de números decimais: opera-se normalmen- - Denominador: constituído por um número formado por
te. O resultado terá tantas casas decimais quanto a soma das tantos noves quantos forem os algarismos da parte periódica,
casas decimais dos fatores. seguidos por tantos zeros quantos forem os algarismos da
Ex.: 0,32 x 1,7 parte não periódica.
Ex.: Calcular a geratriz das dízimas seguintes:
0,32 2 casas decimais a) 0,325757... b) 2,323444...
1,7 1 casa decimal Solução:
2,24 a) 0,325757... parte periódica = 57
Solução: 32 parte não periódica = 32
0,544 3 casas decimais
A geratriz da dízima dada é:
Divisão de números decimais:
3257 - 32 3225 43
a) Igualar casas decimais. = =
b) Eliminar vírgulas, 9900 9900 132
c) Operar normalmente. b) 2,213444... parte periódica = 4
Ex.: 0,625 : 2,5 = 0,25 parte não periódica = 213
Solução: A geratriz da dízima dada será:
a) 0,625 : 2,500 - Letra A do roteiro 2134 - 213 1921 19921
b) 625 : 2500 - Letra B do roteiro 2 =2 =
9000 9000 9000
6250 2500
c) 12500 0,25 - Letra C do roteiro POTÊNCIAS E RAÍZES
0000
DEFINIÇÃO: Dado um número real a e um número inteiro
Transformação de fração para decimal: basta dividir n, (n > 0) sabe-se que:
o numerador pelo denominador. a, a, a... = an
2
= 0,4
5
= 1,25
n vezes
Ex.: a) b)
5 4 a é a base; n é o expoente e an é a potência.
5 4 Ex.: 53 = 5 . 5 . 5 = 125
20 5 10 1,25 5 - base; 3 - expoente; 125 - potência
Solução: a) 0 0,4 b) 20
Propriedades:
0

NÚMERO MISTO 1ª) Multiplicação de potências de mesma base:


Para multiplicar duas ou mais potências de mesma base,
Denomina-se número misto à soma de um número inteiro conserva-se a base e somam-se os expoentes.
com uma fração própria. Genericamente: am . an . ap = am+n+p
Ex.: 53 . 54 = 53+4 = 57 = 78.125
4 4
3+ é um número misto e indicamos por 3
Ex.: 5 5 2ª) Divisão de potências de mesma base:
que será lido como: três inteiros e quatro quintos. Para dividir duas potências de mesma base, conservam-
Obs.: se as bases e subtraem-se os expoentes.
1ª) Para se transformar um número misto em fração impró- 3
m
m-n 5 3-2
pria, procedemos da seguinte maneira: Genericamente: n Ex.: =5 =5
2
5
3 2 . 4 + 3 11
2 = = (fração imprópria)
4 4 4 Consequências:
2ª) Para se transformar uma fração imprópria em número
misto procede-se da seguinte maneira:
a) Potência com expoente zero: toda potência com
37 37 5 37 2 n
=7 0 n-n a
5 2 7 5 5 expoente zero é igual a 1 (um). a = a = n
=1
Esta operação também é chamada de extração dos intei- a
ros de uma fração. Ex.: 50 = 1

GERATRIZ DE UMA PERIÓDICA b) Potência com expoente negativo: é equivalente a


uma fração cujo numerador é 1(um) e o denominador é a base
Dízima Periódica Simples: a fração geratriz da dízima com o expoente positivo. Equivale ao inverso da base elevado a
periódica simples, é obtida da seguinte maneira: um expoente de mesmo módulo e sinal diferente.
- Numerador: constituído pelo período da dízima (parte que a0 1
a -n = a 0 - n = 1 1
se repete na dízima); = Ex.: 2 -3 = =
- Denominador: é formado por tantos noves quanto são os an an 23 8
algarismos do período. 3ª) Potência de Potência: Para se elevar uma potência
Ex.: Calcular a geratriz das dízimas seguintes: a um expoente, conserva-se a base e multiplicam-se os ex-
a) 0,3737... b) 2,4242... poentes.
37 Genericamente: (a n )
m
Solução: a) 0,3737... = = a n.m
99
2
42 240 3
Ex.: (2 ) = 2
3.2 6
= 2 = 64
b) 2,4242... = 2 =
99 99

MANUAL DE ESTUDOS 6 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
4ª) Potência de um Produto: Para se elevar um produ- 3ª) A raiz de uma raiz é igual a uma raiz cujo índice é o produto
to a um expoente, eleva-se cada fator a este expoente. dos índices relativos a cada raiz. Genericamente:
Genericamente: (a . b) n = a n . b n m n m.n
a = a
2 2 2
Ex.: (3 . 10) = 3 . 10 = 9 . 100 = 900 3 2.3
Ex.: 64 = 64 = 6 64 = 2
5ª) Potência de Ordem Superior: É a potência cujo
expoente é outra potência. 4ª) A potência de uma raiz é igual à raiz da potência de
mesmo expoente do radicando. Genericamente:
3 4
Genericamente: a mn Ex.: 3
4
=3
6
( n a )m = n a m Ex.: ( 3 27) 4 = 3 27 4
6º) Multiplicando-se ou dividindo-se o índice e o expoente do 5ª) Uma raiz é igual a uma potência com expoente
radicando por um mesmo número, o valor da raiz não se altera. fracionário cujo numerador é o expoente do radicando e o
denominador é o índice. Genericamente:
Ex.: Seja: 6
43 = 2 n
Dividindo-se o índice e o expoente do radicando por 3:
am = a m/n Ex.: 3
2 4 = 2 4/3
Extração da Raiz Quadrada:
6:3 4.3.3 = 2 4 = 2
Existe uma regra prática para extrair a raiz quadrada de um
Multiplicando-se o índice e o expoente do radicando por 2: número, regra esta que será vista a seguir através de um exem-
plo. Exemplo: extrair a raiz quadrada de 135.360.
6x2 4. = 12 4 6 = 2 1º) Separam-se os algarismos do radicando de dois em
c dois da direita para a esquerda, podendo sobrar apenas um
Obs.: ab (a b ) c
algarismo à esquerda 13 .53 .60
3 3
Ex.: 21 = 2 e (21) = 8 2º) Determina-se o maior número cujo quadrado não ul-
trapasse o número formado pelo(s) algarismo(s) que sobrar
Potência de Números Relativos: (ou sobraram) à esquerda.
1º) Quando o expoente for par, o resultado será sempre
13 .53 .60 3
positivo. Exs.: a) +32 = 9 b) -24 = 16 Este número será a raiz parcial
2º) Quando o expoente for ímpar, o resultado terá sem- 3º) Eleva-se ao quadrado o número assim obtido e sub-
pre o sinal da base. Exs.: 1) (-2)3 = -8 2) (+5)3 = 125 trai-se do número mencionado acima e acrescenta-se ao
resultado os próximos dois algarismos à direita, obtendo-se
Potência de Frações: Para se elevar uma fração a um expo-
assim o primeiro resto parcial:
ente, eleva-se o numeradores e o denominador a este expoente.
a n an 13 .53 .60 3
Genericamente: ( ) = 9
b bn
453
-3 2 32 9 4º) Dobra-se a raiz e separa-se o último algarismo à
Ex.: ( ) = =
7 7 2 49 direita do resto parcial

RADICIAÇÃO 13 .53 .60 3


9 2 .3 = 6
Definição: dado um número real a e um número inteiro n, (n 45 .3
> 0) denomina-se raiz n-ézima o número b tal que: 5º) Divide-se a parte que sobrou à esquerda pelo dobro
da raiz, multiplicando-se o número formado pelo acréscimo
n
a =b b n , onde n é o índice, b é a raiz n-ézima e a é o do quociente obtido à raiz pelo mesmo coeficiente. Se o pro-
duto acima for maior que o resto parcial subtrai-se uma uni-
radicando. O sinal recebe o nome de radical.
dade ao quociente e repete-se a operação
4 3 2
Ex.: 1) 81 = 3 2) -64 = -4 3) 16 = 4
13.53. 60 3
Observações: 9 2. 3 = 6
1) Não existem raízes de índice par de números negati- 45. 3 45:6 = 7
vos no campo dos números reais. 67:7 = 469
2) Quando o índice for igual a 2, poderá ser omitido e Como 469 é maior que 453, reduz-se uma unidade do
neste caso, diz-se que a raiz é quadrada. quociente e repete-se a operação:
Ex.: 2 64 = 64 = 8 13.53.60 3
3) Quando o radicando não apresentar sinal, ou se for 9 2. 3 = 6
positivo as raízes de índice par serão consideradas positivas. 45. 3 45:6 = 7 6
66:6 = 396
Exs.: 1) 4 16 = 2 2) 6 +64 = 2
4) Quando o índice for ímpar, a raiz terá o sinal do radicando. 6º) Subtrai-se o resultado do primeiro resto parcial, acrescen-
tando-se ao lado do mesmo os próximos dois algarismos à direita,
3 5
Exs.: 1) -8 = -2 2) 243 = 3 dobra-se a nova raiz (36) e repete-se os passos anteriores
Propriedades: 13.53.60 367
1ª) O produto de duas ou mais raízes de mesmo índice é 9 2. 3 = 6
a raiz do produto dos radicandos. 45.3 45:6 = 7 6
396 66:6 = 396
4 4 4 57. 60 2.36 = 72
Ex.: 16 . 81 = 16.81
5089 576:72 = 8 7
2ª) O quociente de duas raízes de mesmo índice é igual à raiz 671 727.7 = 5089
do quociente dos radicandos. Genericamente:
A raiz procurada é 367 e 671 é o resto final.
3 3
n a n a 125 125
= = PROVA: (367)2 + 671 = 134689 + 671 = 135360
Ex.: 3
n b b 64 64 raiz = 21,6; resto = 2,44

MANUAL DE ESTUDOS 7 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Obs.: A raiz quadrada de um número pode ser extraída Exemplos:
por aproximação. Para isso basta acrescentar à direita do 1º - Quando adicionamos dois números, a ordem em que
radicando, dois zeros para cada casa decimal desejada a são considerados não altera a soma.
extrai-se a raiz quadrada do número obtido de acordo com a Tradução em linguagem matemática: x + y = y + x
regra que foi dada. 2º - Se dividirmos a diferença de dois números por 2, o
Ex.: Extrair a raiz quadrada do número 469 com aproxi- resultado será 15.
mação de décimos. x - y  15
Tradução:
2
4.69.00 21 b) Fórmulas
4 2.2 = 4
Uma fórmula é a tradução, em linguagem matemática, de uma regra.
06.9 6:4 = 1
Por exemplo, você sabe que a área de um retângulo pode
41 41:1 = 41
280.0 2.21 = 42 ser obtida multiplicando o número que exprime a medida da
2556 280:42 = 6 base pelo que exprime a da altura.
244 426.6 = 2556 Tradução: S = b.h

Nota: O número de casas decimais do resto é igual ao EXPRESSÃO ALGÉBRICA. POLINÔMIO.


número de zeros acrescentados.
Uma coleção de números, variáveis (letras) e sinais de
PROVA: (21,6)2 + 2,44 = 466,56 + 2,44 = 469 2 x
operação, como 2x  3x  1, 2ax 3, 2x  3y -
Redução de Radicais ao mesmo índice: dois ou mais y é uma
radicais de índices diferentes podem ser reduzidos a um expressão algébrica.
mesmo índice com base na 6ª propriedade do item 2.2. Em uma expressão da forma A + B + C + ..., A, B, C, ... são termos.
Assim 3a2 e -2b são termos da expressão 3a2 - 2b.
REGRA:
1º) Calcular o mínimo múltiplo comum dos respectivos Uma expressão cujos termos envolvem somente multiplica-
índices que será o novo índice comum a todos os radicais. ções e potenciações de números e variáveis chama-se polinômio.
2º) Dividir o mínimo múltiplo comum (m.m.c.) obtido, pelos A expressão 3x2 + 5x - 8 é um polinômio.
índices e multiplicar o resultado pelo expoente do radicando
3
correspondente. A expressão - y não é um polinômio porque envolve a
Ex.: Reduzir ao mesmo índice: x
operação de divisão por uma variável.
3
42 ; 5 6 3 ; 6 8 Se o polinômio contém uma só variável, por xemplo x,
m.m.c. (3; 5; 6) = 30 diremos polinômio inteiro em x. O domínio das variáveis de
Dividindo-se o m.m.c. pelos índices e multiplicando os um polinômio é o conjunto dos números relativos, salvo indi-
resultados pelos expoentes dos radicandos: cação em contrário.
Denominações particulares:
30
4 20 ; 30 618 ; 30 8 5 Monômio - polinômio de um só termo: -3xy2
Binômio - de dois termos: a2 - 2ab
- Operações com radicais:
Trinômio - de três termos: 2x2 - 5x + 7
1ª - Adição e subtração: Para serem somados ou sub-
traídos, os radicais devem ter o mesmo índice e o mesmo COEFICIENTE DE UM TERMO
radicando, ou seja, devem ser semelhantes. Apenas os
coeficientes dos radicandos devem ser operados. Um conjunto de fatores em um termo chama-se coefici-
ente dos fatores restantes. Assim, em -3a2x, temos:
4 4 4
Ex.: 4 3 +5 3 + 3 = -3 é o coeficiente de a2x
4 4 -3a2 é o coeficiente de x
(4 + 5 + 1) 3 = 10 3 -3x é o coeficiente de a2
2ª - Multiplicação e divisão Chama-se coeficiente numérico o fator numérico de um
Para serem multiplicados ou divididos, os radicais devem termo: em 4a2b o coeficiente numérico é 4.
ter o mesmo índice. Obs.: O coeficiente 1 é subentendido x = 1x
Se isto não acontecer, os radicais devem ser reduzidos
ao mesmo índice. Para multiplicar ou dividir radicais, multipli- ORDENAÇÃO
cam-se ou dividem-se os coeficientes e os radicandos. Quando os termos de um polinômio se sucedem de modo
5 5 5 5 que os expoentes de uma certa letra decrescem do primeiro
Ex.: 6 8.3 20 = 6.3 8.20 = 18 160 ao último, diz-se que o polinômio está ordenado segundo as
EXPRESSÕES ALGÉBRICAS potências decrescentes dessa letra.
O polinômio 2ax3 - 5abx2 + 3a2x + 4a3b2 está ordenado segun-
LETRAS QUE REPRESENTAM NÚMEROS do as potências decrescentes de x. Ao contrário, se as potênci-
Um dos mais importantes símbolos da matemática são as as de uma certa letra crescem sucessivamente, o polinômio diz-
letras, usadas em lugar de números. se ordenado segundo as potências crescentes da mesma letra,
a) Variável como o polinômio: 2 - 3x + 4x2 + x3 em relação à letra x.
Quando escrevemos a letra x, por exemplo, podemos usá- Ordenar um polinômio é dispor seus termos de modo que
la para representar um número qualquer. Isto nos permite falar os expoentes de uma letra cresçam ou descresçam. Essa
a respeito de “um número”, sem fixar “qual” o número. letra denomina-se principal ou ordenatriz.
A letra usada para representar um elemento qualquer, não
especificado, de um conjunto numérico, chama-se variável. TERMOS SEMELHANTES
Qualquer letra pode ser empregada com este fim; todavia, Dois termos que têm variáveis idênticas são chamados
as letras x, y, z são mais freqüentemente usadas.
termos semelhantes.
Uma vantagem do emprego de letras é a possibilidade de
substituirmos uma expressão verbal (em que usamos pala- 1 2
5ax 2 , - 3ax 2 e
ax são termos semelhantes.
vras) por uma expressão matemática ou algébrica (em que 3
usamos letras, números e sinais de operação e de relação). 4x e 5y não são termos semelhantes.

MANUAL DE ESTUDOS 8 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Se num polinômio existem termos semelhantes podemos POLINÔMIO IDENTICAMENTE NULO
substituí-los por um único termo. Denomina-se "polinômio identicamente nulo" o polinômio
Realmente, a propriedade distributiva da multiplicação per- que tem todos os seus coeficientes nulos.
mite escrever: Indicamos por P ( x ) = 0
(Lê-se: P ( x ) é idêntico a zero).
5x + 7x = (5 + 7)x = 12x Seja o polinômio:
5a2b + a2b - 8a2b = (5 + 1 - 8)a2b = 2a2b. P ( x ) = anxn + an - 1xn - 1 + an - 2xn - 2 + ... + a2x2 + a1x + a0
A esta aplicação dá-se o nome de redução de termos
semelhantes. a n-1= 0
No polinômio 3x + 5y + 4x, 3x e 4x são termos semelhantes a n-2= 0
e podemos reduzi-los. O polinômio pode ser escrito com dois .
termos: 3x + 5y + 4x = 7x + 5y. .
Você deve ser capaz de escrever logo o polinômio com os .
termos semelhantes reduzidos: a3 = 0
5ab - 3x + 2ab + 7ab + 4x Se P ( x ) = 0 a2 = 0
a1 = 0
POLINÔMIOS a0 = 0
DEFINIÇÃO: Toda função definida pela relação:
P(x) = anxn + an-1 + an-2 . xn-2 + a2x2 + a1x + a0 é denominada Ex.: Calcular a, b e c, para as quais o polinômio: P ( x ) = ( a
função polinomial ou, simplesmente "polinômio. + b x2) + ( a - b - 4 x ) + ( b + 2c - 6 ) seja identicamente nulo:
Em que: an, an-1, an-2, a2, a0 Resolução: De (I) e (II) vem: a + b = 0 e a - b = 4
n N a+b=0 (I)
x C é a variável Se P ( x ) = 0 a-b-4=0 ( II )
Obs.: ab + 2c - 6 = 0 ( III )
1º) Se an 0 , o expoente máximo n é dito grau de
polinômio e indicamos gr (P) = n. Resolvendo o sistema, temos: a = 2 e b = -2
Exs.: a) P(x) = 7 ou P(x) = 7. x é um polinômio constante, Substituindo b = -2 na equação
isto é gr(P) = 0. (III) - 2 + 2c - 6 = 0\C = 4
b) P(x) = 2x - 1 é um polinômio do 1º grau, isto é, gr(P) = 1.
EXERCÍCIO
c) P(x) = 3x2 + 1/2x 4 é um polinômio do 5º grau, isto é, 1) Calcule os valores de m, n e t para os quais o
gr(P) = 5. polinômio P(x) = (2m - 1)x2 - (5n - 2)x2 + (3 - 2t) seja
2º) Se P(x) = 0, não se define o grau do polinômio. identicamente nulo.
3º) Não são polinômios as relações: GABARITO: m = 1/2 n = 2/5 t = 3/2
1
P(x) = x + 5 P(x) = x 2 + x POLINÔMIOS IGUAIS:
Dois polinômios A(x) e B(x) são iguais ou idênticos quan-
VALOR NUMÉRICO: do assumem valores numéricos iguais para qualquer valor
O valor numérico de um polinômio P(x), para x = a, é o comum atribuído à variável x.
número que se obtém substituindo x por a e efetuando todas Note que os polinômios A(x) = 2x2 + 1 e B(x) = x - 2, são
as operações indicadas pela relação que define o polinômio. diferentes, pois A(1) = 3 e B(1) = -1, isto é, seus valores
Ex.: Se P(x) = x3 + 2x2 - x - 1, o valor numérico de P(x), numéricos, para x = 1, são diferentes.
para x = 2 é: A condição necessária e suficiente para que dois
P(x) = x3 + 2x2 - x - 1 polinômios A(x) e B(x) sejam iguais ou idênticos é que os
P(2) = 23 + 2 . 22 - 2 - 1 coeficientes dos termos correspondentes sejam iguais.
P(2) = 8 + 2 . 22 - 2 - 1
P(2) = 8 + 8 - 2 - 1 1º Exemplo: Determinar a, b e c para que se verifique
P(2) = 13 a identidade:
Obs.: 1º) O valor numérico de P(x), para x = 2, é a 2x2 - 5x + 4 (a - 3)x2 + (a - b)x + (c - 2)
im agem do 2 pela funç ão polinom ial P(x). Resolução: Os coeficientes dos termos corresponden-
2 13 tes devem ser iguais, logo:
2º) Se P(a) = 0, o número a é denominado raiz ou zero, de a-3=2\ a=5
P(x). a - b = -5 \ 5 - b = -5 \ b = 10
No polinômio P(x) = x2 - 5x + 6, temos P(2) = 0; logo 2 é a c-2=4\c=6
raiz ou zero do polinômio. Resposta: a = 5; b = 10; c = 6
1º Exemplo: Dado o polinômio
P(2) - 2P (-1) 2º Exemplo: Calcular a, b e c, sabendo-se que: x2 - 2x
P(x) = 2x2 - x2 + x + 3, calcular: +1 a(x2 + x + 1) + (bx + c) (x + 1)
P1/2
P(2) = 8 - 4 + 2 + 3 = 9 Resolução: Eliminando os parênteses e somando os ter-
P(-1) = 2 - 1 - 1 + 3 = 3 mos semelhantes no 2º termo, temos:
P(1/2) = 1/2 - 1/4 + 1/2 + 3 = 15/4 x2 - 2x + 1 ax2 + ax + a + bx2 + bx + cx + c
1x2 - 2x + 1 (a + b)x2 + (a + b+ c)x + (a + c)
Logo: P(2) - 2P (-1) = 9 - 6 = 4 Igualando os coeficientes correspondentes, vem:
P1/2 15/4 5
EXERCÍCIOS a+b=1 (I)
1) Dados os polinômios A (x) = x3 - x2 + x + 1 e B (x) = -3x2 a + b + c = -2 ( II )
- x + 2, calcule: a) A(1/2) - B(-1) b) A(0) + B(1) a+c=1 ( III )
2) Determine m R , para que o polinômio: P ( x ) = (m -
Substituindo (I) em (II), 1 + c = -2 \c = -3
4 x3) + (m 2 - 16 x2) + (m + 4 x + 4) seja do grau 2.
Substituindo c = -3 em (III) a - 3 = 1 \ a = 4
3) Determine K, de modo que x = 1/2 seja raiz de: P ( x )
Resposta: a = 4; b = -3; c = -3

MANUAL DE ESTUDOS 9 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Dividindo toda a expressão por esse binômio, temos: (bm
PRODUTOS NOTÁVEIS
+ mn + ab + an) : (b + n) = a + m
Onde: bm + mn + ab + an = (b + n) (a + m)
Em álgebra é prudente identificar certos grupos de multiplica- Calcular:
ção cujo produto obedece a determinada lei de formação dos ab + ax - bx - x2 = (ab + ax) - (bx + x2) = a(b + x) - x(b + x)
termos. São chamados de produtos notáveis. ab + ax - bx - x2 = (b + x) (a - x)
Ex.: Sejam a e b cujo produto queremos conhecer como: 3º Caso: Quando as expressões a decompor são trinômios
(a + b) (a + b) = (a + b)2  o quadrado do 1º termo, mais o quadrados perfeitos, isto é, trinômios nos quais os primeiros e
duplo produto do1º pelo 2º, mais o quadrado do 2º termo. o último termos são quadrados perfeitos de duas quantidades
(a + b)2 = a2 + 2ab + b2 e o segundo termo, o dobro do produto dessas quantidades.
Ex.: (a + b + c)2 = a2 + b2 + c2 +2ab + 2ac + 2bc Seja o trinômio: a2 + 2ab + b2
= (a + b + c)2  o quadrado do 1º termo, mais o quadra- Observamos que os termos a2 e b2 são respectivamente,
do do 2º termo mais o quadrado do 3º termo, mais o duplo os quadrados a e b e o segundo termo 2ab, o dobro do
produto do 1º pelo 2º, mais o duplo produto do 1º pelo 3º produto de a por b.
mais o duplo produto do 2º pelo 3º. Recordando a regra para a formação do quadrado da
soma de dois termos, temos: o quadrado do primeiro termo,
mais duas vezes o primeiro termo pelo segundo termo, mais
(a + b)2a2 + 2ab + b 2
2 2 2
o quadrado do segundo termo.
(a - b) a - 2ab + b Seja a e b essas quantidades, temos: (a + b)2 = a2 + 2ab + b2
3 3 2
(a + b) a + 3a b + 3ab + b
2 3
Sendo m e n essas quantidades, temos: (m + n +)2 = m2 +
3 3 2 2 3 2mn + n2
(a - b) a - 3a b + 3ab - b Mas m é raiz de m 2, primeiro termo do trinômio, n é a raiz
(a + b + c)2a2 + b2 + c2 + 2ab + 2ac + 2bc de n2, último termo do trinômio e o sinal + que une m a n é o
sinal do segundo termo + 2mn.
N Daí concluímos que: Para se decompor um trinômio qua-
drado perfeito extraem-se as raízes quadradas do primeiro e
último termo desse trinômio, ligam-se os resultados pelo sinal do
segundo termo e o binômio obtido multiplica-se por si mesmo.
1ª = a
2 2ª a Exs.: 1) Decompor x2 + 18x + 81
M = ab Os termos x2 e 81 são respectivamente os quadrados de x e
9 e 18x, o dobro do produto de 9 por x, isto é: 18x = 2 . 9 . x = 18x
Na figura: Extraindo-se as raízes de x2 e 36, ligando-se os resulta-
3ª = ab

=b
2 b dos pelo sinal do segundo termo (+ 18x), multiplicando por si
mesmo o fator formado, temos:
x2 + 18x + 81 = (x + 9) (x + 9) = (x + 9)2
a b x2 + 18x + 81 = (x + 9)2
A área de todo o quadrado será o produto do seu lado ou 2) Decompor x2 + 34x + 289
seja M. N. As raízes de x2 e 289 são respectivamente, x e 17, logo:
Mas: M = a + b e N = a + b x2 + 34x + 289 = (x + 17) (x + 17) = (x + 17)2
M.N = (a + b) (a + b) = a2 + ab + ab + b2 = a2 + 2ab + b2 x2 + 34x + 289 = (x + 17)2
Considerando os quadrados e os retângulos: 4º Caso: Quando as expressões a decompor são
Quadrado maior é a2 e o quadrado menor é b2 e os dois retân- trinômios nos quais o primeiro e o último termos são quadra-
gulos são ab e ab somando todas as áreas. dos perfeitos de duas quantidades e o segundo termo é
Temos: 1ª área + 2ª área + 3ª área + 4ª área ou: negativo e é o dobro do produto dessas quantidades.
a2 + ab + ab + b2  ordenando Decompor: a2 - 2ab + b2
Colocando os quadrados nos extremos Esse caso á análogo ao antecedente, a expressão dada é o
a2 + ab + ab + b2 ou a2 + 2ab + b2 ou quadrado da diferença de dois termos a e b, p trinômio é pois, um
quadrado perfeito e decompõem-se em fatores do seguinte modo:
(a + b)2 = a2 + 2ab + b2
Extraem-se a raiz quadrada do primeiro e do último termo
FATORAÇÃO / TRINÔMIO DO 2º GRAU do trinômio, ligando-se os resultados pelo sinal do segundo
termo e o binômio formado multiplica-se por si mesmo.
Em aritmética é decompor um número em todos os seus Ex.: 1) Decompor em fatores: x2 - 18x + 81
fatores até o quociente ficar um. Em Álgebra é decompor um x2 e 81 têm raízes, respectivamente x e 9, logo:
polinômio qualquer num produto de fatores. x2 - 18x + 81 = (x - 9) (x - 9)2
Em Álgebra consideramos os seguintes casos: x2 - 18x + 81 = (x - 9)2
1º Caso:É aquele no qual todos os termos de uma ex- 2) Fatorar: a2 - 34 + 289
pressão têm um fator comum. Ex.: a e 17 são, respectivamente, as raízes de a2 e 289, logo:
a m + b m + c m = m (a + b + c) m é o fator comum a2 - 34 + 289 = (a - 17) = (a - 17)2
a2 - 34 + 289 = (a - 17)2
2x + 4y + 6z = 2 (x + 2y + 3z) 2 é o fator comum 5º Caso: É aquele no qual a expressão a decompor é a
2º Caso: Nos tetranômios ou polinômios de quatro termos, diferença entre os dois quadrados perfeitos.
há casos em que o fator comum vem oculto e, nesses casos, Seja a expressão a2 - b2
os termos decompostos aos pares, pela regra do caso I, po- Pela potenciação sabemos que a soma de duas quanti-
dem ser arranjados de modo a fazer aparecer o fator comum. dades multiplicada pela sua diferença tem por produto a dife-
Seja polinômio: bm + mn + ab + an rença entre os quadrados dessas quantidades, isto é:
Há um fator comum que se acha oculto. Para fazê-lo (a + b) (a - b) = a2 - b2
aparecer, separemos em pares os dois primeiros e os dois Mas a é a raiz quadrada de a2, b, a raiz quadrada de b2, o
últimos termos: bm + mn + ab + an = (bm + mn) + (ab + an) primeiro fator (a + b) é a soma dessas raízes, o segundo fator
Mas pelo 1º caso: (a - b), a diferença das mesmas raízes e logo concluímos que:
bm + mn = m (b + n) e ab + an = a (b + n) Quando a expressão a fatorar for a diferença entre dois
Dando: bm + mn + ab + an = m (b + n) + a (b + n) quadrados perfeitos extraem-se as raízes quadradas do 1º
Observa-se que os dois primeiros e os dois últimos ter- e último termos da expressão: a soma das raízes será o 1º
mos têm um binômio fator comum (b + n). fator, a sua diferença o 2º fator.

MANUAL DE ESTUDOS 10 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Ex.: 1) Fatorar: x2 - 4 Basta determinar dois números: cuja soma seja -9 e cujo
x e 2 são as respectivas raízes de x2 e 4. A soma dessas produto seja +20. Esses números são -4 e -5 porque: -4 + (-
raízes (x + 2) será o 1º fator; a sua diferença x - 2 será o 5) = -9 e (-4) - (-5) = + 20. A raiz de x2 é x, o sinal de 9x é -,
outro fator e x2 - 4 = (x + 2) (x - 2) logo: x2 - 9x + 20 = (x - 4) (x - 5)
x2 - 4 = (x + 2) (x - 2) 2) Fatorar: x2 - 7x + 10
2) Fatorar: m 4 - 1 Basta determinar dois números: cuja soma seja -7 e cujo
m 4 - 1 = (m2 + 1) (m 2 - 1), porque m2 e 1 são raízes produto seja +10. Esses números são -2 e -5 porque -2 + (-
respectivas de m 4 e 1 (m 2 + 1) é a soma dessas raízes e (m 2 5) = -7 e (-2) . (-5) = +10. A raiz de x2 é x, o sinal de 7x é -,
- 1) é a diferença m 4 - 1 = (m2 + 1) (m2 - 1) logo: x2 - 7x + 10 = (x - 2) (x - 5)
6º Caso: Quando a expressão a decompor é um trinômio 8º Caso: Quando a expressão a decompor é um trinômio,
resultante do produto de dois binômios.
no qual o último termo é negativo e o primeiro e o segundo
Seja o produto: (x + 5) (x + 3)
positivo. Seja o seguinte produto: (x + 15) (x - 8)
Efetuando vem: (x + 5) (x + 3)
Assim: (x + 15) (x - 8) (Multiplicando)
MULTIPLICANDO x2 - 8x + 15x - 120
= x2 + 3x + 5x + 15 = x2 + 8x + 15 Reduzindo os termos semelhantes
REDUZINDO OS TERMOS SEMELHANTES Observe que:
O produto x2 + 8x + 15 resulta da multiplicação de dois 1º) O primeiro termo é positivo, tem 1 por coeficiente e é
binômios cujos primeiros termos são iguais e positivos e os produto dos primeiros termos dos binômios.
segundos desiguais e positivos. 2º) O segundo termo é positivo e tem por coeficiente a
Por demonstração vimos: diferença entre os segundos termos dos binômios, efetuan-
1º) Que o termo x2 é positivo e é resultado da multiplicação dos do o termo comum dos binômios.
primeiros termos dos binômios e como esses termos são iguais o 3º) O terceiro termo é negativo e é produto dos segun-
1º termo x2 do produto é o quadrado do termo x dos fatores. dos termos dos binômios.
2º) Que o 2º termo 8x é positivo e tem por coeficiente a Mas: (x + 15) (x - 8) = x2 + 7x - 120 ou x2 + 7x - 120 = (x
soma dos segundos termos dos binômios, efetuando o 1º + 15) (x - 8)
termo comum dos binômios, x. Logo: Quando num trinômio o último termo é negativo e o
3º) Que o terceiro termo 15 é positivo e é produto dos segundo e o primeiro positivo tendo o primeiro por coeficiente a
segundos termos dos binômios. unidade, se extrai a raiz quadrada do primeiro termo, procuram-
4º) Que os binômios têm entre seus termos componentes
se depois dois números cuja diferença seja o coeficiente do 2º
o sinal + e é esse o sinal que afeta o 2º termo 8x do trinômio.
termo e o produto e o terceiro termo e formam-se os dois fatores:
Daí concluímos que o trinômio x2 + 8x + 15 é o produto de
O primeiro é formado pela raiz mais o maior dos números acha-
dois binômios de sinais iguais, +, que têm comuns os principais
dos e o segundo pela raiz menos o menor dos números achados.
termos, X, e para segundos termos dois números cuja soma
Ex.: Fatorar a2 + 13a - 300. Basta determinarem-se dois
seja 8 e o produto seja 15.
Esses números são 5 e 3 porque: números: cuja diferença seja +13 e cujo produto seja -300.
5 + 3 = 8 e 5 . 3 = 15 Esses números são +25 e -12 porque (+25) + (-12) = +13
x2 + 8x + 15 = (x + 3) (x + 5) e (+25) . (-12) = -300. Logo: a2 + 13a - 300 = (a + 25) (a - 12)
Logo, quando os 1º, 2º e 3º termos de um trinômio são 9º Caso: Quando a expressão a decompor é um trinômio,
positivos, procurando-se mentalmente dois números cuja soma no qual o 2º termo e o último são negativos e o 1º é positivo,
seja o coeficiente do 2º termo e o produto, o 3º termo, liga-se tendo por coeficiente a unidade. Seja o seguinte produto: (x
depois, pelo sinal +, a raiz do 1º fator; liga-se, ainda pelo sinal - 11) (x + 7) = (Multiplicando)
+, a mesma raiz ao outro número achado e teremos o 2º fator. x2 + 7x - 11x - 77
Ex.: 1) Fatorar:x2 + 11x + 24 = (x + 8) (x + 3) Reduzindo os termos semelhantes
O problema consiste em determinar-se dois números: x2 - 4x - 77
Cuja soma seja 11 e cujo produto seja 24 Observe que:
Estes números são 8 e 3, porque:8 + 3 = 11 e 8 . 3 = 24 1º) O primeiro termo é positivo, tem por coeficiente a
A raiz de x2, primeiro termo do trinômio, é x, o sinal de 11x, unidade e é produto dos primeiros termos dos binômios.
segundo termo do trinômio é +, logo: x2 + 11x + 2x = (x + 8) (x + 3) 2º) O segundo termo é negativo e tem por coeficiente a
2) Fatorar: a2 + 5ab + 6b2 - Basta determinar dois números: diferença dos segundos termos dois binômios afetando o
Cuja soma seja 5b e cujo produto seja 6b2. termo comum dos mesmos.
Esses números são 3b e 2b, porque 3b + 2b = 5b e 3b . 2b 3º) O terceiro termo é negativo e é produto dos seguidos
= 6b. A raiz de a2 é a, o sinal de 5ab é +, logo: termos dos binômios.
a2 + 5ab + 62 = (a + 2b) (a + 3b) Mas: (x - 11) (x + 7) = x2 - 4x -77 ou x2 - 4x -77 = (x
Seja o produto: (x - 3) (x - 5) - 11) (x + 7)
Efetuando vem: (x - 3) (x - 5) Logo: Quando num trinômio o segundo e o terceiro ter-
= x2 - 5x - 3x + 15 (Multiplicando) mos são negativos o primeiro positivo e tem por coeficiente a
(x - 3) (x - 5) = x2 - 8x + 15 unidade extrai-se a raiz do primeiro termo, procuram-se de-
Reduzindo os termos semelhantes pois dois números cuja diferença seja o coeficiente do se-
Observemos que o 1º termo é positivo, o 2º é negativo e tem gundo termo e formam-se os dois fatores: o primeiro é for-
por coeficiente a soma dos segundos termos dos binômios e o 3º mado pela raiz menos o maior dos números achados e o
termo é positivo e é o produto dos segundos termos dos binômios. segundo pela raiz mais o menor dos números.
x2 é o produto de x, isto é, o quadrado de x, -8x e a soma
Ex.: Decompor x2 - 15x - 100. Basta achar dois números:
de -5 e -3 afetando, como coeficiente a letra de x e + 15, o
cuja soma seja -15 e cujo produto seja -100.
produto de -5 por -3. Daí concluímos que, como no caso 6º o
Esses números são -20 e +5 porque: (-20) + (+5) = -15 e
trinômio x2 - 8x + 15 é produto de dois binômios de sinais
(-20) . (+5) = -100. Logo: x2 - 15x - 100 = (x - 20) (x + 5)
iguais, nesse caso -, tendo por primeiros termos a letra co-
10º Caso: Quando a expressão a decompor é a soma ou
mum x, raiz de x2, 1º termo do trinômio e por segundos ter-
diferença de dois cubos perfeitos.
mos dois números cuja soma seja -8 e o produto + 15.
3 3 3 3
Esses números são -3 e -5 logo: x2 - 8x + 15 = (x - 3) (x - 5) Seja as seguintes divisões: a + b e a - b
Ex.: 1) Fatorar x2 - 9x + 20 a+b a-b

MANUAL DE ESTUDOS 11 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Efetuando ambos temos: Quando o expoente máximo da incógnita é igual a 1, a equa-
ção é do primeiro grau. O valor da incógnita que satisfaz a
a3 + b 3 a+b equação é denominado raiz da equação. Uma equação do pri-
- a3 - a2 b a2 - ab + b 2 meiro grau admite somente uma raiz, ou seja, seu conjunto
- a2 b + ab 3 verdade é unitário.
+ a2 b + ab2 Ex.: x + 3 = 9
ab2 + b 3 1º membro 2º membro
- ab 2 - b 3 O valor de x (incógnita) que satisfaz a equação é 6 por-
a3 - b 3 a-b que 6 + 3 = 9. O número 6 constitui a solução da equação e
- a3 + a2 b a2 + ab + b2 seu conjunto verdade será então V= {6}
a2 b - ab 3 SOLUÇÃO DE UMA EQUAÇÃO DO 1º GRAU:
- a2 b + ab 2 Resolver uma equação do 1º grau é determinar a raiz da
ab2 - b 3 mesma. Para resolver uma equação do 1º grau, deve-se
- ab 2 + b3 colocar todos os termos desconhecidos no primeiro membro
e os termos conhecidos no segundo membro ou vice-versa-
Sendo (a3 + b3) divisível por (a + b) e (a3 - b3) divisível por
deve ser trocada ou invertida a operação.
(a - b), poderemos, aplicando o princípio fundamental da divi-
Ex.: 1) 10x - 6 = 6x + 22
são escrever: (a3 = b3) : (a + b) = a2 - ab + b2 ou a3 + b3 = (a +
Isolando os termos desconhecidos no primeiro membro
b) (a2 - ab + b2) e (a3 - b3) (a - b) = a2 + ab + b2 e a3 - b3 = (a -
e os termos conhecidos no segundo membro, vem:
b) (a2 + ab + b2)
10x - 6x = 22 + 6
Observamos agora quocientes e os divisores achados,
Observa-se que o termo 6x que estava no segundo
isto é, os divisores (a + b) e (a - b) e os quocientes (a2 - ab +
membro, e o termo -6 que estava no primeiro membro, tive-
b2) e (a2 + ab + b2). Veremos que os binômios divisores a e b
ram suas operações invertidas.
são respectivamente as raízes cúbicas de a3 e b3 e que nos
Assim teremos: 4x = 28
quocientes, a2 é o quadrado da raiz cúbica do primeiro termo
O problema agora se reduz a encontrar o valor de x que
2 3 3 2
a3, isto é: a = ( a ) , ab. é o produto das raízes cúbicas multiplicado por 4 é igual a28, o que equivale a dividir 28 por
de a3 e b3, finalmente b2 é o quadrado da raiz cúbica do 4 encontrando-se assim o valor de x.
segundo termo b3. Essas observações podem ser reunidas 28
Então: 4x = 28  x =  7 é a raiz da equação
na seguinte regra: 4
1º) Para fatorar a diferença de dois cubos perfeitos, escreve- 2) 30x + 40 = 10x + 20
se para o primeiro fator a soma das raízes cúbicas das duas 30x - 10x = 20 -40
quantidades, e para o segundo fator o quadrado do primeiro termo 20x = -20
do primeiro fator, menos (-) o produto dos dois termos do primeiro -20
fator, mais (+) o quadrado do último termo do primeiro fator. x=  x = -1
20
2º) Para fatorar a diferença de dois cubos perfeitos, escre-
ve-se para o primeiro fator a diferença das raízes cúbicas das SISTEMAS DO PRIMEIRO GRAU
duas quantidades e para o 2º fator, o quadrado do primeiro termo
do primeiro fator, mais (+) o produto dos dois termos do primeiro Definição: São sistemas cujas equações possuem in-
fator e mais o quadrado do último termo do primeiro fator. cógnitas elevadas a expoente 1 e em nenhuma equação
ocorre o produto de duas incógnitas.
Exs.: 1) x3 - 8 = (x - 2) (x2 + 2x + 4)
Resolução de um Sistema do Primeiro Grau: Re-
3 3
x =x 8 =2 solver um sistema do primeiro grau consiste em determinar
x3 -8 os valores das incógnitas que satisfaçam simultaneamente
-x 3 - 2x2 (x - 2) as duas equações do sistema. Um sistema do primeiro grau
2
-2x - 8 pode ser resolvido por um dos três métodos a seguir:
+2x 2 - 4x x-2 a) Método da Substituição: consiste em colocar uma
- 4x - 8 x 2 + 2x + 4 das incógnitas em função da outra incógnita em uma das equa-
+4x + 8 ções e substituir na outra. Este método conduz a uma equa-
0 ção do primeiro grau com uma incógnita. Encontrando o valor
a 6 + b 6 = (a 2 + b 2) de uma incógnita, o valor da outra é facilmente encontrado.

Ex.: Resolver o sistema: 2x + 3y = 7


6 2 6 2
2) a =a b =b 5x - 4y = 6
Solução: Colocando x em função de y na primeira equa-
(a 2 + b 2)
7 - 3y
ção: 2x + 3 y = 7  x =
a6 + b6 2
-a 6 - a 4 b 2 Substituindo a expressão da incógnita x encontrada aci-
ma na segunda equação, vem:
-a4 b 2 + b 6
+a4 b 2 - a 2 b 4 _ 2 2
(7 - 3y) 35 - 15y
a +b 5x - 4y = 6  5 - 4y = 6  - 4y = 6
- a 2b 4 + b 6 2 2
a 4 - a 2 b 2 + b4
+a 2b 4 - b 6_ 35 - 15y - 8y = 12
0 -15y - 8y = 12 - 35
-23y = -23 (-1)
EQUAÇÕES DO PRIMEIRO GRAU 23y = 23 \ y = 1
Sendo
INTRODUÇÃO: equação é uma igualdade entre 2 expres-
sões aritméticas onde existe um fator (termo) desconhecido. 7 - 3y 7-3.1 7-3
x=  x= =  x=2
Os termos que estão à esquerda do sinal de igualdade cons- 2 2 3
tituem o primeiro membro e os que estão à direita do sinal de A solução do sistema é x = 2 e y = 1.
igualdade constituem o segundo membro da equação. O ter- Obs.: O sistema poderá ser resolvido colocando y em
mo desconhecido é denominado incógnita. função de x e procedendo como no exemplo dado.

MANUAL DE ESTUDOS 12 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
b) Método da Adição: consiste em eliminar uma das in- EXERCÍCIO
cógnitas, resultando uma equação do primeiro grau a uma in- Dê o conjunto-solução de cada uma das inequações abaixo:
cógnita. Para eliminar uma incógnita deve-se: a) x - 3  0 c) x + 4  2x - 1
1º) Tornar simétricos os coeficientes da incógnita que se b) -3x + 9  0 d) 3x + 1 < 2x + 20
quer eliminar; GABARITO
2º) Somar membro a membro as equações resultantes a) S = {x  R / x  3} c) {x  R / x  5}
obtendo-se uma equação do primeiro grau a uma incógnita; b) S = {x  R / x  3} d) {x  R / x < 19}
3º) Resolver a equação obtida no item anterior;
4º) Obter o valor da incógnita eliminada por meio de uma EQUAÇÕES DO SEGUNDO GRAU
das equações do sistema.
INTRODUÇÃO
Ex.: Resolver o sistema: 2x + 3y = 7 Equação do segundo grau é uma igualdade da forma:
5x - 4y = 6 ax2 + bx + c = 0 (forma geral)
1º) Eliminando a incógnita y: Sendo os coeficientes de y Onde a, b e c são números reais quaisquer sendo que a
de sinais trocados, basta multiplicar a 1ª equação por 4 e a deve ser diferente de zero.
segunda por 3. A equação será incompleta se b ou c for nulo. Se todos os
coeficientes a, b e c forem diferentes de zero, a equação será
2x + 3y = 7 . (4) 8x + 12y = 28 completa. Toda equação do 2º grau tem 2 raízes, no máximo.
Então:
5x - 4y = 6 . (3) 15x - 12y = 18 Ex.: 4x2 - 5x + 3 = 0; x2 - 4 = 0; 2x2 + 8x = 0
Somando membro a membro as equações resultantes:
SOLUÇÃO DAS EQUAÇÕES INCOMPLETAS
46 1º) Equações do tipo ax2 + bx = 0
8x + 12y + 15x - 12y = 28 + 18  23x = 46  x = =2
23 Colocando x em evidência: x(ax +b) = 0
X=2 Sendo nulo o produto, pelo menos um dos fatores deve
Escolhendo uma das equações originais do sistema dado, ser nulo, isto é, x = 0 e ax + b = 0.
encontra-se o valor de y: -b
Então as raízes da equação serão: x = 0 e x =
1ª equação: a
2x + 3y = 7\2 . 2 + 3y = 7\4 + 3y = 7 \3y = 3 \y = 1 Ex.: 2x2 + 8x = 0 \ x(2x + 8) = 0 \ x = 0; 2x + 8 = 0
Resposta: x = 2 e y = 1 -8
2x = 8  x = e x = -4
c) Método da Comparação: consiste em colocar uma 2
incógnita em função da outra nas duas equações e igualar Resposta: x = 0 ou x = -4
as expressões obtidas, resultando uma equação do 1º grau 2º) Equações do tipo ax2 + c = 0
a uma incógnita. -c + -c
ax2 = -c \ x 2 =  x= -
2x + 3y = 7 a a
Ex.: Resolver o sistema: Observações:
5x - 4y = 6 -c
Colocando x em função de y nas duas equações: a) Se o valor de for positivo, a equação terá duas
a
-c -c
7 - 3y raízes reais e simétricas, x = ex=-
2x + 3y = 7  x = (III) a a
2 -c
6 + 4y b) Se o valor de for negativo, a equação não terá
a
5x + 4y = 6  x = (IV)
5 raízes reais. Ex.: 1) 3x2 - 243 = 0
Igualando as expressões obtidas: 243
3x2 = 243 \ x2 = \ x2 = 81
7 - 3y 6 + 4y 3
= ; m.m.c. = (2; 5) = 10 x = +- 81  x = +- 9, ou seja, x = 9 ou x = -9
2 5
5 (7 - 3y) = 2 (6 + 4y)\35 - 15y = 12 + 8y Resposta: x = 9 ou x = -9
- 15y - 8y = 12 - 35\-23y = -23 (-1)\23y = 23\y = 1 2) x2 + 9 = 0 \ x2 = -9 (não existem raízes reais)
Pela equação III:
7 - 3y 7-3.1 4 RESOLUÇÃO DAS EQUAÇÕES COMPLETAS
x=  x=  x=  x=2 ax2 + bx + c = 0, onde a, b e c são diferentes de zero.
2 2 2 As raízes serão obtidas pela fórmula de Báskara:
Resposta: x = 2 e y = 1
Se o sistema não for dado nas formas anteriores, -b +- b 2 - 4ac
o mesmo pode ser reduzido a elas por meio de ope- x=
2a
rações algébricas:
O termo b2 - 4ac é denominado discriminante sendo re-
5x - y 2 presentado pela letra grega .
= 5x + y 2
2 9 = = m.m.c. (2; 9) = 18 Então a fórmula acima terá a seguinte forma:
7 (5x + 2y) = 9 2 9
-b +-
9 (5x + y) = 4 45 + 9y = 4 (1ª equação) x=
2a
7 (5x + 2y) = 9 35x + 14y = 9 (2ª equação)
Sendo positivo, a equação terá duas raízes reais e
45x + 9y = 4
O novo sistema será: 35x + 14y = 9 -b + -b -
distintas, isto é: x = e x2=
O sistema acima será resolvido por um dos três 1 2a 2a
métodos estudados. Se for nulo, a equação terá duas raízes reais e iguais,
isto é, x1 = x2 = -b/2a;
INEQUAÇÕES DO 1º GRAU
Se for negativo, a equação não terá raízes reais.
Ex.: Dê o conjunto solução da inequação 2x - 4 > 0. Ex.: 6x2 - 9x - 15 = 0 \ a = 6; b = 9; c = -15
Solução: = b2 - 4ac = (-9)2 - 4 . 6 (-15) = 81 + 360 = 441
2x - 4 > 0 \ 2x > 4 \ x > 2 \ S = {x  R / x > 2} > 0, logo a equação terá duas raízes reais e distintas.

MANUAL DE ESTUDOS 13 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
-b - - (-9) + 441 9 + 21 30 5
x1 = = = = = 5 + 12 5 - 12
2a 2.6 12 12 2 Solução: x1 = ; x2 =
2 2
-b - - (-9) - 441 9 - 21 -12
10
x2=
2a
=
2.6
=
12
=
12
= -1 S - x 1 + x 2 - 5 + 12 + 5 - 12 - 5 + 12 + 5 - 12 - -5
2 2 2 2
5
Resposta: x1 = ou x2 = -1 5 + 12 5 - 12
2 P = x1 - x 2 = =
2 2
RELAÇÃO ENTRE OS COEFICIENTES E AS RAÍZES DE
UMA EQUAÇÃO DO SEGUNDO GRAU (5 + 12) (5 - 12) 25 - 12 13 13
= =  P=
Sendo x1 e x2 as raízes de uma equação do segundo grau 4 4 4 4
da fórmula de Báskara, sabe-se que: A equação será:
13
-b + -b - x 2 - 5x + = 0 ou 4x 2 - 20x + 13 = 0
x1 = (I) e x2 = (II) 4
2a 2a
1º) Somando membro a membro as expressões acima (I) e (II): SISTEMAS DO SEGUNDO GRAU
-b + -b - -b + -b- Introdução:
x 1 + x 2= + = =
2a 2a 2a Nos sistemas do segundo grau serão resolvidos pelo mé-
-b -b -2b -b todo da substituição como será visto nos exemplos a seguir:
= =
2a 2a a , x+y=6
xy = 8
-b
então: x 1+ x 2 = Solução: colocando x em função de y na 1ª equação, vem:
a
Logo se conclui que a soma das raízes de uma equação x+y=6\x=6-y
-b Substituindo o valor de x na 2ª equação, vem:
do segundo grau é igual a xy = 8 \ (6 - y)y = 8 \ 6y - y2 = 8 \ - y2 + 6y - 8 = 0
a
2º) Multiplicando membro a membro as expressões (I) e (II): Resolvendo a equação do 2º grau em y:
a = -1; b = 6; c = -8
2 2
-b + -b - (-b + ) (-b - ) = b - 4ac = 6 - 4(-1)(-8) = 36 - 32 = 4
x 1+ x 2= =
2a 2a 4a 2 (-b + ) -6 + 4 -6 + 2
y = = = =2 y =2
2 2 2 1 2a 2(-1) -2 1
(-b) - ( ) b -
= ; sendo = b2 - 4ac
4a 2 4a 2 INEQUAÇÕES DO SEGUNDO GRAU
2 2 2
b - (b - 4ac) b 2 - b + 4ac 4ac c 1º Exemplo: Resolver a inequação x2 - 3x + 2 > 0.
x 1 - x 2= = = =
4a 2 4a 2 4a 2 a a=1>0
c x2 - 3x + 2 = 0
x 1- x 2 =
a D=9-8=1>0
Logo se conclui que o produto das raízes de uma equa- x’ = 2 Como devemos ter f(x) > 0:
c x=3+1
2 x” = 1 S = {x R / x < 1 ou x > 2}
ção do 2º grau é igual a .
a
Esquema: 1 2
As relações acima permitem calcular a soma e o produto + - + x
das raízes sem conhecê-las. x<1 1<x<2 x >2
2º Exemplo:
FORMAÇÃO DE UMA EQUAÇÃO DO SEGUNDO GRAU Resolver a inequação -4x2 + 4x - 1 < 0
CONHECENDO-SE SUAS RAÍZES a = -4 < 0
Seja a equação: ax2 + bx + c = 0 (I) -4x2 + 4x - 1 = 0
Dividindo-se a equação por a vem: 4x2 - 4x + 1 = 0
b c = 16 - 16 = 0
x 2 + x + = 0 (II)
a a -b 4 1
x= = =
Seja S a soma e P o produto das raízes. 2a 8 2
Da relação entre os coeficientes e as raízes, sabe-se que: Como devemos ter f(x) < 2:
b c S = {x R / x ½}
S= e P=
a a Esquema: ½
Substituindo-se S e P na equação II, vem: - - x
x ½ x ½
x2 - Sx + P = 0 será a equação procurada.
Ex.:
3º Exemplo: Resolver a inequação x2 - 5x + 8 < 0
Formar a equação do 2º grau cujas raízes são 1 e 5:
a=1>0
Solução: x1 = 1; x2 = 5 x2 - 5x + 8 = 0
S = x1 + x2 = 1 + 5 = 6; = 25 - 32 = -7 < 0
P = x1 . x2 =1 . 5 = 5
Como x2 - Sx + P = 0, a equação será: x2 - 6x + 5 = 0
Como devemos ter f(x) < 0: S =
Formar a equação do 2º grau cujas raízes são:

5 + 12 5 - 12 Esquema:
e +
2 2 x

MANUAL DE ESTUDOS 14 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Substituindo estes valores em (2) temos:
EQUAÇÃO BIQUADRADA
x 2  y'  x 2   m2
É a equação incompleta do 4º grau, contendo apenas as
potências pares da incógnita. De acordo com a definição, a x '   m2   m  x "   m2   m
forma geral da equação biquadrada é: m2  m2
x 2  y"  x 2  x 
ax4 + bx2 + c = 0 (1) 4 4
Onde os coeficientes a, b e c representam números reais m2  m m2 - m
x' ' '     x' ' ' '  
quaisquer com a  0 . Considera-se sempre positivo, o que é 4 2 4 2
possível, porque, quando o primeiro termo for negativo, basta S = {(+ m, -m) (+ m, - m)}
multiplicar a equação por -1.
A resolução da equação ax4 + bx2 + c = 0. EQUAÇÕES IRRACIONAIS
A equação biquadrada pode ser resolvida por intermédio
de uma equação do 2º grau, bastando para tanto fazer: Chamam-se equações irracionais as equações que
possuem variável sob o radical.
x2 = y onde x4 = y2 (2)
Exemplos:
Por substituição as igualdades (2) na equação (1), te-
mos: ay2 + by + c = 0 que chamamos EQUAÇÃO RESOLUTIVA
a) x =8 b) x33 x
DA BIQUADRADA.
Admitamos que a resolutiva tenha pelo menos uma raiz real, as
c) 3
2 x 1  2
raízes da biquadrada são as raízes positivas da resolutiva. Exercício Resolvido: Vamos resolver as equações
Ex.: Resolver a equação: x4 + 5x2 + 4 = 0 (1) dos exemplos acima, sendo U = R:
Efetuando: x2 = y \ x4 = y2 (2) a) x = 8 Elevando ao quadrado ambos os membros:
Substituindo em (1) temos: y2 - 5y + 4 = 0
Resolvendo a equação resolutiva:  x 2
 82  x = 64 - Devemos fazer a verificação,
Para isso, substituímos x por 64 na equação dada: 64 = 8
- b  b2 - 4a2 5  (-5)2 - 4 . 1. 4
y
2.a
y 
2 .1
 8 = 8 (verdadeiro) Assim: V = {64}.

5  25 - 16 5 9 b) x33 x
y y 
2 2 Isolamos o radical no primeiro membro: x  3  x 3
Elevam os ao quadrado ambos os membros:
53 8 53 5-3 2
y' 
2
 4 \ y 
2 2
\ y" 
2
 1
2  x  3 2
 x  3 
2
 x + 3 = x - 6x + 9
2

y’= 4 / y”= 1
Igualando a zero e reduzindo os termos:
Substituindo estes valores em (2), vem: x2 - 7x + 6 = 0 - Resolvendo essa equação:
x2 = y’ x2 = y”
x2 = 4 x2 = 1 7 49  24 75
x= = x1 = 6 e x2 = 1-
x'   4   2 x' ' '   1   1 2 2
Vamos fazer a verificação:
x"  - 4  - 2 x' ' ' '  - 1  - 1 para x = 6  6  3 +3=6\ 9  3  6 \3 + 3 = 6
S = {(+2, -2) (+1, -1)} \ 6 = 6 (verdadeiro) -
Resolva a equação: 4x4 - 5m2x2 + m4 = 0 para x = 1  1  3  3  1\ 4  3  1\2+3=
Resolução: 4x4 - 5m 2x2 + m4 = 0 (1) 1 \ 5 = 1 (falso) - Assim: V = {6}
Efetuando x2 = y \ x4 = y2 (2)
Substituindo em (1) temos: c) 3
2  x 1  2
4y2 - 5m 2y + m 4 = 0 Elevando ao cubo ambos os membros:
Aplicando a fórmula vem: 3
 3 2  x  1   2   2 
3

  x  1 =8
- b  b2 - 4ac 5m2  (- 5m2 )2 - 4 . 4 m4
y y  Isolando o radical e reduzindo os termos: x 1  6
2.a 2.4
Elevando ao quadrado ambos os membros:
5m2  25m4 - 16m4 5m2  9m4
y y   x + 1 = 36 \ x = 35
8 8
- Fazendo a verificação:

y' 
5m 2  3m 2

8m 2
 m2
x = 35  3
2 35  1  2  3
26  2
8 8
3 8  2  3
2 3  2 \ 2 = 2 (verdadeiro)
5m 2  3m 2 8m 2
y'    m2 - Assim: V = {35}.
8 8
Observe:
5m 2 - 3m 2 2m 2 m2 Na resolução de equações irracionais:
y"    - elevamos ambos os membros à potência adequada para
8 8 4
eliminarmos o radical;
m2 - se o radical não estiver isolado em um dos membros,
y’ = m 2 / y"  devemos isolá-lo;
4 - a verificação é necessária.

MANUAL DE ESTUDOS 15 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
FUNÇÕES 3) f não é função, porque existe elemento de A com mais
de uma imagem em B.
Conceito: Sendo A e B conjuntos não vazios e uma 4) f é função, porque cada elemento de A tem uma única
relação f de A em B, essa relação f é uma função ou aplica- imagem em B, não importando que a imagem seja comum a
ção de A em B, quando a todo elemento x do conjunto A está mais de um elemento de A.
associado um e somente um elemento y do conjunto B. 5) f é função pela mesma razão anterior.
6) f é função, porque a todo elemento de A corresponde
Análise da definição de função por diagramas: A lei uma só imagem em B.
f que relaciona os elementos de A e B representada pelas No diagrama, para que f seja, função, é necessário partir
setas. uma única flecha de todo elemento de A.

A B Notação de Função:
f : A  B lê-se: f é uma função de A em B, ou ainda:
f:x f(x) lê-se: a função f é definida por y = f(x).
Ex.: 1) f : A  B definida por f(x) = x+1 ou y = x+1
1)
2) f : x  y definida por y = 2x + 3

Domínio e Imagem de uma Função:


Seja uma função f definida em A com imagens em B.
A B
- Domínio: é o conjunto D dos elementos x C A.
- Imagem: é o conjunto Im, contido em B, formado pelas
imagens y.
- Contra-domínio: é o conjunto CD = B.
2) Ex.: Dados os conjuntos :
A = -3, -1, 0, 2 e B = -1, 0, 1, 2, 3, 4 determinar o
domínio, o contra-domínio e o conjunto imagem da função
f : A--- B definida por f(x) = x + 2.
A B
Solução:

A B

3)

A B

f(-3) = (-3) + 2 = -1
f(-1) = (-1) + 2 = 1
f(0) = 0 + 2 = 2
4) f(2) = 2 + 2 = 4

Observando o diagrama, temos:

A B D = -3, -1, 0, 2
I m = -1, 1, 2, 4
CD = -1, 0, 1, 2, 3, 4 = B
5)
Função Sobrejetora:
Uma função f, definida em A e com imagens em B, é
sobrejetora, quando o conjunto imagem é o próprio conjunto B.

A B f:A B, f é sobrejetora Im(f) = B

Diagrama Diagrama
A B A B
6)

Explicação:
1) f não é função, porque há elementos de A que não têm
imagens em B.
2) f é função, porque todo elemento de A tem uma só D=A e Im = B D=A e Im = B
imagem em B não importando que exista elemento em B sem o
correspondente em A. Observe que não sobra nenhum elemento em B.

MANUAL DE ESTUDOS 16 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Função Injetora: FUNÇÃO LINEAR
Uma função f, definida em A, é injetora quando a quais-
quer dois elementos distintos de A correspondem dois ele- DEFINIÇÃO:
mentos distintos de B. Dado um número real não-nulo a, a função f : R R, tal
Diagrama Diagrama que f(x) = ax é denominada função linear, f(x) = ax.
A B A B
Ex.: a) f(x) = -3x b) y = x (função identidade)
GRÁFICO:
O gráfico da função linear f(x) = ax é uma reta que passa
pelo ponto (0, 0), origem do sistema.
f(x) = ax f(x) = ax
(a > 0) (a < 0)

Observe que para cada elemento de B só converge uma y y


flecha.

Função Bijetora:
É a função sobrejetora e injetora simultaneamente. x x
Diagrama
A B

D=R Im = R

FUNÇÃO AFIM / FUNÇÃO DE 1º GRAU

DEFINIÇÃO:
D=A Im = B A função f : R  R, tal que f(x) = ax + b, onde a e b, são
Exemplo gráfico: f : R R y = f(x) = x constantes reais, a  0, é chamada Função Afim.
f (x) = ax + b
Ex.: a) f(x) = x + 1 b) y = -x + 2 c) y = 3x - 4
GRÁFICO:
O gráfico da função afim f(x) = ax + b é uma reta que
intercepta o eixo y no ponto (0, b) e cuja inclinação é dada
pelo coeficiente a.
f(x) = ax + b

y a>0 y
a<0
Observe que não sobra nenhum elemento em B e que, (0, b)
para cada elemento de B, só converge uma flecha.
0 (0, b) x 0 x
NOTA: nem toda função se enquadra num dos três tipos.
Uma função pode ser não-injetora e também não-sobrejetora.
Ex.: f : A  B tal que f(x) = x2
ZEROS DA FUNÇÃO DO 1º GRAU:
Denomina-se zero ou raiz da função f(x) = ax + b, o
FUNÇÃO CONSTANTE
valor de x que anula a função, isto é, torna f(x) = 0.
Ex.: Calcular o zero da função f(x) = -3x + 6
DEFINIÇÃO:
Solução: -3x + 6 = 0  -3x = -6 .(-1)
Dado um número real a, a função definida por f (x) = a,
para todo x  R , é denominada função constante. 6
3x = 6  x   x=2
f(x) = a  x  R 3
Ex.: a) f(x) = 3 Portanto, o zero da função dada é x = 2.
b) y = 4 - Interpretação Geométrica:
c) f(x) = -1/2 Geometricamente, o zero da função do 1º grau f(x) = ax
d) f(x) = + b, a  0, é a abscissa do ponto em que a reta corta o eixo x.
2
Ex.: Dada a fnção f(x) = -3x + 6, temos:
e) y = -1,5
GRÁFICO:
O gráfico da função constante é uma reta paralela no
eixo x, cuja interseção com o eixo y é o ponto (0, a).

y
(0, a)

D=R Im = {a} f(x) = - 3x + 6 zero da função (x = 2)

MANUAL DE ESTUDOS 17 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
ESTUDO DO SINAL DA FUNÇÃO DO 1º GRAU: Resumo:
Ex.: Dada a função f(x) = 2x - 4, determinar os valores Função: f(x) = 2x - 4 Função: f(x) = -2x - 4
reais de x, para os quais: a=2>0 a = -2 < 0
a) f(x) > 0 b) f(x) = 0 c) f(x) < 0 zero da função: x = 2 zero da função: x = -2
- -
Solução: Podemos notar que a função é crescente, 2 -2
Pelo resumo podemos concluir que:
pois: a = 2 > 0
a função tem: a função tem:
O zero da função é: 2x - 4 = 0  2x = 4  x = 2 sinal contrário de a. mesmo sinal de a.
Logo: a reta intercepta o eixo x no ponto de abcissa x = 2.
Observando essas considerações, vamos fazer um es- zero da função
boço do gráfico da função: (y = 0)
y FUNÇÃO QUADRÁTICA OU FUNÇÃO DO 2º GRAU
f(x )> 0
DEFINIÇÃO:
2 É a função f : R  R definida por f(x) = ax2 + bx + c, com
0
a, b e c reais e a  0.
f(x) = 0 Ex.: a) f(x) = x2 - 4x -3 a =1 , b = -4, e c = -3
f(x) < 0 b) f(x) = x2 + 3 a = 1, b = 0 e c = 3
c) y = 4x2 - 10x a = -4, b = -10 e c = 0

- f(x) < 0 f(x) > 0 GRÁFICO DA FUNÇÃO QUADRÁTICA:


Seu gráfico é uma parábola que terá concavidade volta-
(x < 2) 2 (x > 2) da "para cima" se a > 0 ou voltada "para baixo" se a < 0.
Ex.: a) f(x) = - x2 - 6x + 8 a=1>0
2 y
x f(x) = - x - 6x = 8
(0, 8)
Pelo esquema, podemos dar a seguinte resposta ao problema: -1 15
f(x) = 0 para x = 2 0 8
1 3
f(x) > 0 para {x  R / x > 2} 2 0
(1, 3)
(5, 3)
f(x) < 0 para {x  R / x < 2} 3 -1
4 0
Ex.: Dada a função f(x) = -2x - 4, determinar os valores 5 3 (2, 0) (4, 0) x
(3, -1)
reais de x para os quais:
a) f(x) = 0 b) f(x) > 0 c) f(x) < 0 b) f(x) = x2 + 6x - 8 a = -1 < 0
2
Solução: Podemos notar que a função é decrescente, x f(x) = x + 6x = - 8 y (3, 1)
pois: (4, 0)
a = -2 < 0 -1 - 15 (2, 0) x
O zero da função é: 0 - 8
-2x - 4 = 0  -2x = 4  2x = -4  x = -2 1 -3 (5, -3)
Logo: a reta intercepta o eixo x no ponto de abcissa x = -2. 2 0 (1, -3)
Pelas considerações feitas, fazemos um esboço do grá- 3 1
fico da função: 4 0
5 -3 (0, -8)

f(x) > 0 y
Podemos observar que se a função apresenta 2 raízes
reais distintas (   0 ), a parábola corta o eixo dos x em dois
-2 pontos (as raízes). Lembre-se:  = b2 - 4ac.
Caso ela apresente duas raízes reais iguais (  = 0), a
0 parábola tangencia o eixo dos x.
f(x) = 0 E se a função não apresenta raízes reais (  < 0), a
f(x) < 0 parábola não corta e nem tangencia o eixo dos x.
Observamos também que se a concavidade está voltada
para cima (a > 0), a parábola apresenta um ponto que é o
"mais baixo" (ponto de mínimo da função)
No caso de concavidade voltada para baixo (a < 0), a pará-
bola apresentará um ponto que é o "mais alto"(ponto de máximo
-2 - da função).
Esse ponto (mínimo ou máximo) é chamado vértice (V) da
parábola e suas coordenadas são:
(x < -2) (x > -2)
b 
xv  yv 
2a 4a
A coordenada do vértice yv é importante para determinar-
mos o conjunto imagem da função quadrática:
Pelo esquema, a solução do problema é:
f(x) = 0 para x = -2 -  se a > 0 ou
Im = {y R / y > 4a }
f(x) > 0 para {x  R / x < -2}
f(x) < 0 para {x  R / x > -2} - se a < 0
Im = {y R / y < 4a }

MANUAL DE ESTUDOS 18 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Assim:

a  0
b
xv 
b 2a
xv 
2a 
a  0 yv 
 4a
yv 
4a
O domínio da função quadrática é R.

ESTUDO DO SINAL DA FUNÇÃO QUADRÁTICA:


Resumindo os gráficos apresentados e estudando o sinal da função quadrática temos:

>0 =0 <0

a>0

a<0

Ex.: para que valores de x a função: x =2


1

2
x - 5x + 6 = 0
f(x) = x2 - 5x + 6 assume valores que acarretam f(x) > x =3
2

0 e f(x) < 0 ?

Solução: f(x) = x2 - 5x + 6
f(x) = 0

MANUAL DE ESTUDOS 19 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
SISTEMA DE LOGARÍTMOS:
FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS
a) Sistema de logarítmos decimais:
FUNÇÃO EXPONENCIAL É o sistema de base 10 ou de Briggs.
DEFINIÇÃO: Representação: log10 x ou logx
A função f : R R definida por f (x) = ax, com a b) Sistema de logarítmos neperianos:
1
e a > 0, é denominada função exponencial de base a. É o sistema de base e ou logarítmos neperianos.
Representação: loge x ou 1n x onde: e = 2, 718...
1 x (número irracional)
Ex.: a) y = 3x b) f (x) =
2
RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES LOGARÍTMICAS:
RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES EXPONENCIAIS:
Exemplo: Resolver a equação logx 81 = 4
1º Exemplo: Resolver a equação 2x = 256 Resolução: CE = {x > 0 e x 1}
Transformando a equação dada em igualdade de mesma
4
base, temos: 2x = 256 \ 2x = 28 logx 81 = 4 \ 81 = x \ x = + 81 \ x = +- 3
4
-
Igualando os expoentes, temos: x = 8 \ S = (8)
Verificação:
2º Exemplo: Resolver a equação 4x = 32 para que x = 3 para que x = -3
Transformando a equação dada em igualdade de mesma 3 > 0 (V) e 3 1 (V) -3 > 0 (F) e -3 1 (V)
base, temos:
Resposta: S = {3}
4x = 32 \ (22)x = 25 \ 22x = 25
Igualando os expoentes, temos: PROPRIEDADES DOS LOGARÍTMOS:
2x = 5 \ x = 5/2 S = {5/2}
1ª) Logarítmo de um produto: O logarítmo de um pro-
1 duto é igual à soma dos logarítmos dos fatores tomados na
3º Exemplo: Resolver a equação: 2x =
16 mesma base, isto é:
1 1 -2 logb(a . c) = logb a + logb c
Lembrar que = 4 =2
16 2 Exemplo: Calcular o valor de log3(9 . 27)
1 Resolução: Aplicando a propriedade do logarítmo de um
2x =  2 x = 2 -4 Daí: x = -4 S = {-4} produto, temos:
16
log3(9 . 27) = log3 9 + log3 27 = 2 + 3 = 5
4º Exemplo: Resolver a equação 9x+3 = 27x Resposta: 5
9x+3 = 27x \ (32)x+3 = (33)x \ 32x+6 = 33x
Daí: 2x + 6 = 3x \ 2x - 3x = -6 \ -x = -6 \ x = 6 2ª) Logarítmo de um quociente: O logarítmo de um
S = {6} quociente é igual ao logarítmo do numerador menos o logarítmo
do denominador tomados na mesma base, isto é:
5º Exemplo: Resolver a equação (2x)x+3 = 16
logb a/c = logb a - logb c com a >0, c > 0 e 1 b>0
(2x)x+3 = 16 \ (2x)x+3 = 24 \ 2x2+3x = 24
Daí: x2 + 3x = 4 \ x2 + 3x - 4 = 0 Exemplo: Calcular o valor de log3 81/9
 = 9 + 16 = 25 Resolução: Aplicando a propriedade do logarítmo do em
quociente, temos:
-3 +- 5 x’ = 1 log3 81/9 = log3 81 - log3 9 = 4 - 2 = 2
x= x” = -4 Resposta: 2
2
3ª) Logarítmo de uma potência: O logarítmo de uma
RESOLUÇÃO DAS INEQUAÇÕES EXPONENCIAIS: potência é igual ao produto do expoente pelo logaríimo da
1º Exemplo: Resolver a inequação 3x > 32 base da potência, isto é:
Como a base 3 é maior que 1, temos: x > 2 logb an = n . logb a com a > 0 e 1 b>0
Logo: S = {x  R / x > 2} Exemplo: Sabendo-se que:
logx a = 8, logx b = 2 e logxc = 1, calcular:
1 x> 1 2
2º Exemplo: Resolver a inequação a3
3 3 a) log x
Como a base 1/3 é menor que 1 (0 < 1/3 <1), temos: x < 2 b2 . c 4
Logo: S = {x  R / x < 2} a3
Resolução: a) log x = logx a3 = logx b2c4)
b2 . c 4
FUNÇÃO LOGARÍTMICA = 3 logx a - (logx b2 + logx c4)
= 3 logx a - 2 logx b - 4 logx c
Logarítmo de um número real e positivo b, na base a Resposta: 16
(a 1 e a > 0) , é um número x ao qual se deve elevar a = 3 . 8 - 2 . 2 - 4 . 1 = 24 - 4 - 4 = 16
base a para se obter b. Ou ainda, é todo expoente cuja
base é positiva e diferente de um. COLOGARÍTMO: cologab = -logab
Chama-se cologarítmo de um número real b, positivo, uma
logab = x  ax = b(b > 0 e 1 a > 0)
certa base a (0 < a 1), ao oposto do logarítmo de b na
. a - base do logarítmo
. b - antilogarítmo base a.
. x - logarítmo ANTILOGARÍTMO: logab = c Û b = antilogac
Ex.: a) log6 36 = x \ 6x = 36 \ 6x = 62 \ x = 2 MUDANÇA DE BASE:
Logo: log6 36 = 2
log cb
1
log b = e log b =
CONSEQÜÊNCIA DA DEFINIÇÃO: a log ca a log ba
1ª) loga1 = 0 Ex.: log21 = 0; log51 = 0
2ª) logaa = 1 Ex.: log22 = 1; log55 = 1 LOGARÍTMOS DECIMAIS:
3ª) logaam = m Ex.: log332 = 2; log558 = 8 a) Logarítmo decimal de uma potência de 10:
4ª) aloga b = b Ex.: 5log53 = 3; 10log107 = 7 Ex.: log 10 = 1; log 103 = 3;
5ª) logab = loga c \ b = c Ex.: log10 3 = log10x \ x = 3 log 0,01 = log 10-2 = -2

MANUAL DE ESTUDOS 20 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
b) Característica e Mantissa:
SISTEMA MÉTRICO
Quando escrevemos o logarítmo de um número podemos
separar a parte inteira (característica) da parte não inteira
MEDIDAS DE COMPRIMENTO:
(mantissa).
Unidade Padrão: Metro (m)
Por exemplo: log 200 = 2,3010
- Múltiplos:
Portanto: log 200 = 2 + 0,3010
Decâmetro (dam) ... 1 dam = 10 m
c) Característica de log b: Hectômetro (hm) ... 1 hm = 100 m
1º Caso: O número b é maior ou igual a 1. Quilômetro (km) ... 1 km = 1000 m
A característica de log b é obtida tomando-se a quanti- - Sub-Múltiplos:
dade de algarismos que b apresenta na parte inteira e dela Decímetro (dm) ... 1 dm = 0,1 m
subtraindo-se uma unidade. Centímetro (cm) ... 1 cm = 0,01 m
Ex.: I) log 3 = 0,... II) 0 log 35 = 1,... Milímetro (mm) ... 1 mm = 0,001 m
2º Caso: O número b é menor que 1 e maior que zero. Representando numa escala, teríamos:
A característica de log b é obtida tomando-se a quantida- km hm dam m dm cm mm
de de zeros que b apresenta antes do primeiro algarismo não-
nulo e colocando-se sinal negativo no número encontrado.
Ex.: I) log 0,3 = -1 + mantissa \ log 0,3 = 1... Ex.: Transformar em metros cada uma das medidas seguintes:
a) 10,8 km b) 50,36 dam
Obs.: O traço sobre a característica indica que ela é ne-
gativa. Solução:
Quando o logarítmo é um número negativo costuma-se a) 10,8 km - Devemos deslocar a vírgula 3 casas para a
escrevê-lo na forma mista ou preparada. Nesta forma, continua direita (sentido da seta) 10,8 km = 10.800 m
a característica negativa, sendo a mantissa, porém, positiva. km hm dam m
-
Ex.:I) log 0,2 = -1 + 0,301 = 1, 301
-
II) log 0,3 = -1 + 0,477 = 1, 477 b) 50,36 dam - Devemos deslocar a vírgula 1 casa para a
e) Mudança de um logarítmo negativo para a for- direita (sentido da seta) 50,36 dam = 503,6 m
ma preparada: hm dam m
Exemplo:
log x = -3,421 = -3,421 =
UNIDADES DE ÁREA:
-3 - 0,421 = -3 -1 + 1 - 0,421
Unidade Padrão: Metro Quadrado (m 2)
- Múltiplos:
- Decâmetro quadrado (dam 2) ... 1 dam 2 = 100 m 2
Então: log x = -4 + 0,579 = 4,579
Hectômetro quadrado (hm 2) ... 1 hm 2 = 10.000 m 2
f) Propriedade da Mantissa: Quilômetro quadrado (km2) ... 1 km2 = 1.000.000 m2
Multiplicando-se ou dividindo-se um número por 10 (ou - Sub-Múltiplos:
potência inteira de 10) o seu logarítmo decimal CONSERVA a Decímetro quadrado (dm 2) ... 1 dm 2 = 0,01 m 2
mantissa só alterando a característica. Centímetro quadrado (cm 2) ... 1 cm2 = 0,0001 m 2
Ex.: log 2 = 0 + 0,3010 = 0,3010 Milímetro quadrado (mm2) ... 1 mm2 = 0,000001 m2
log 20 = log (10 . 2) = log 10 + log 2 = Representando numa escala, teríamos:
1 + 0,3010 = 1,3010
km2 hm 2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
log 0,2 = log 2 = -log 10 + log 2 =
10 Obs.: Nas transformações de unidades, a cada unidade
-1 + 0,3010 = 1,3010 ultrapassada, corresponde a 2 (dois) deslocamentos da vírgula.
g) Tábuas de Logarítmos: Ex.: Transformar em m2 cada uma das medidas seguintes:
Os valores aproximados das mantissas dos logarítmos a) 45 dam 2 b) 0,0057 km 2
se apresentam em tábuas, que são chamadas: TÁBUAS DE Solução:
LOGARÍTMOS. a) 45 dam2 - Devemos deslocar a vírgula 2 casas para a
direita (sentido da seta) 45 dam2 = 4500 m2
PROBLEMAS:
hm 2 dam2 m2
01. As raízes da equação 3x2 + 4x + 1= 0 são:
a) -1 e -1/3 b) 1 e 1/3 c) -1 e 1/3
d) 1 e -1/3 e) N.D.A.
02. Os coeficientes a, b e c da equação: b) 0,0057 km2 - Devemos deslocar a vírgula 6 casas para a
12x2 + 17x + 5 = 0 são: direita (sentido da seta) 0,0057 km2 = 0005700 m2 = 5.700 m2
a) a = 20, b = 10 e c = 50
km2 hm 2 dam2 m2
b) a = 12, b = 7 e c = 5
c) a = 12, b = 17 e c = 5
d) a = 12, b = 7 e c = 22
e) N. D. A. UNIDADES DE VOLUME:
Unidade Padrão: Metro Cúbico (m3)
03. Na equação 2x - 7x + 4= 0, a soma das raízes é igual a:
2
- Múltiplos:
a) 3/4 b) 4/3 c) 3/7 d) 7/2 e) N.D.A.
Decâmetro cúbico (dam 3) ... 1 dam 3 = 1.000 m 3
04 - As raízes que satisfazem a equação: 2x2 + 3x - 2 = 0 são: Hectômetro cúbico (hm 3) ... 1 hm 3 = 1.000.000 m3
a) +1; -2 b) +
1 ; +2 c) + 1 ; -2 d) - 1 ; +2 e) - 1 ; -2 Quilômetro cúbico (km3) ... 1 km3 = [Link] m3
2 2 2 2 - Sub-Múltiplos:
Decímetro cúbico (dm 3) ... 1 dm 2 = 0,001 m 3
Gabari to : Centímetro cúbico (cm 3) ... 1 cm 2 = 0,000001 m 3
01 - A 02 - C 03 - D 04 - C Milímetro cúbico (mm3) ... 1 mm2 = 0,00000001 m3

MANUAL DE ESTUDOS 21 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Representando numa escala, teríamos: UNIDADES DE MASSA:
Unidade Padrão: Grama (g)
km3 hm 3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
- Múltiplos: Decagrama (dag) ... 1 dag = 10 g
Hectograma (hg) ... 1 hg = 100 g
Obs.: Nas transformações de unidades, a cada unidade Quilograma (kg) ... 1 kg = 1.000 g
ultrapassada, corresponde a 3 (três) deslocamentos da vírgula. - Sub-Múltiplos: Decigrama (dg) ... 1 dg = 0,1 g
Ex.: Transformar em m3 cada uma das medidas seguintes: Centigrama (cg) ... 1 cg = 0,01 g
a) 1,73 dam 3 b) 0,00037 hm 3 Miligrama (mg) ... 1 mg = 0,001 g
Solução: a) 1,73 dam 3 Representando numa escala, teríamos:
- Devemos deslocar a vírgula 3 casas para a direita (sen- kg hg dag g dg cg mg
tido da seta) 1,73 dam 3 =1730 m3
dam3 m3
Obs.: Nas transformações de unidades, a cada unidade
b) 0,00037 hm 3 ultrapassada, corresponde a 1 (um) deslocamento da vírgula.
- Devemos deslocar a vírgula 6 casas para a direita (sen- Ex.: Transformar em grama cada uma das medidas se-
tido da seta) 0,0037 hm 3 = 0000370 m 3 = 370 m 3 guintes:
hm
3
dam
3
m
3 a) 0,0375 kg b) 3,28 dag
Solução:
a) 0,0375 kg
UNIDADES DE CAPACIDADE: - Devemos deslocar a vírgula 3 casas para a direita (sen-
Unidade Padrão: Litro ( l ) tido da seta) 0,0375 kg = 0037,5 g = 37,5 g
- Múltiplos: kg hg dag g
Decalitro (dal) ... 1 dal = 10 l
Hectolitro (hl) ... 1 hl = 100 l
Quilolitro(kl) ... 1 kl = 1.000 l b) 3,28 dag
- Sub-Múltiplos: - Devemos deslocar a vírgula 1 casa para a direita
Decilitro (dl) ... 1 dl = 0,1 l (sentido da seta) 3,28 dag = 32,8 g
Centilitro (cl) ... 1 cl = 0,01 l
Mililitro (ml) ... 1 ml = 0,001 l dag g
Representando numa escala, teríamos:
kl hl dal l dal cl ml
UNIDADES DE TEMPO:
Unidade Padrão: Segundo (seg)
Obs.: Nas transformações de unidades, a cada unidade
- Múltiplos: minuto (min) ... 1 min = 60 seg
ultrapassada, corresponde a 1 (um) deslocamento da vírgula.
hora (h) ... 1 h = 3600 seg
a) 722,70 hl b) 0,0036 kl
- Sub-múltiplos: não existem.
Solução: a) 722,70 hl
Obs.: É fácil notar que: 1 h = 60 min
- Devemos deslocar a vírgula 2 casas para a direita (sen-
tido da seta) 722,70 hl = 72.270 l Ex.: 1) Transformar em segundos cada uma das medidas
seguintes:
hl dal l
a) 2,32 h b) 3 h e 20 min
Solução: a) Basta multiplicar por 3.600, assim:
2,32
b) 0,0036 kl - Devemos deslocar a vírgula 3 casas para a 3600
direita (sentido da seta) 0,0036 kl = 0003,6 l = 3,6 l 1392 2,32 h = 8.352 seg
kl hl dal l 696
8352,00
b) Transformar em segundos, as horas e os minutos,
Obs. Importante: é muito comum, na prática, a trans- separadamente, assim: 3600 . 3 = 10800
formação de volume para capacidade. O vínculo entre as 60 . 20 = 1200
duas unidades é: 1 dm3 = 1 l 3 h e 20 min = (10800 + 1200) seg = 12000 seg
Ex.: Transformar em litros, cada uma das medidas seguintes:
a) 8,5 dam 3 b) 32.000 mm3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS:
Transformar em litros é o mesmo que transformar em - Transformar:
dm 3, entćo: 8,5 dam 3 = 8.500.000 dm 3 01) 18,32 dam em m 02) 0,37 mm em cm
8,5 dam 3 = 8.500.000 l 03) 3500 mm em dm 04) 32 m 2 em dm 2
b) 32.000 mm 3: 05) 3,152 cl em hl 06) 41,36 km2 em dam2
32.000 mm 3 = 0,032000 dm 3 = 0,032 dm 3 07) 2035,70 l em mm 3 08) 13,901 ml em dal
32.000 mm 3 = 0,032 l 09) 321 dm 2 em dam 2 10) 32,5 g em dg
dam3 m3 dm 3 11) 0,437 mm3 em dm3 12) 1.014 seg em min
13) 3,42 h em seg 14) 2.076 min em h

2) Um determinado recipiente tem 1,7 m3 de volume. Qual GABARITO:


a sua capacidade em quilolitros. 01) 183,2 m 02) 0,037 cm
Solução: Devemos transformar 1,7 m 3 para dm 3 (ou li- 03) 35 dm 04) 3.200 dm 2
tros) e este resultado, para quilolitros. 05) 0,0003152 hl 06) 413.600 dam 2
1,7 m 3 = 1700 dm 3 1,7 m 3 = 1700 l 1700 l = 1,700 kl 07) [Link] mm 3 08) 13.901 dal
ou 1,7 kl 3 09) 0,0321 dam 2 10) 325 dg
dm cm3 mm3
11) 0,000000437 dm 3 12) 16,9 min
13) 12.312 seg 14) 34,6 h

MANUAL DE ESTUDOS 22 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
O cruzado novo corresponde a um mil cruzados.
SISTEMA MONETÁRIO BRASILEIRO h) Por determinação da Lei nº 8.204, de 12 de abril de 1990,
a moeda nacional passou a denominar-se CRUZEIRO, sem outra
Moeda modificação, mantido o centavo e correspondendo o cruzeiro a
Unidade de valor-padrão utilizada como instrumento de troca um cruzado novo.
por uma comunidade. i) A Lei nº 8.697, de 27 de agosto de 1993, alterou a moeda
É o meio pelo qual os preços são expressos, as dívidas nacional, estabelecendo a denominação CRUZEIRO REAL, para
liquidadas, as mercadorias e os serviços pagos e a poupança a unidade do sistema monetário nacional brasileiro.
efetuada. j) A Lei nº 8.880, de 27 de maio de 1994, instituiu a URV
A moeda corrente é o dinheiro oficial de um país para todos (Unidade Real de Valor), para junto com o CRUZEIRO REAL integrar
os tipos de transação. o Sistema Monetário Nacional, ficando extinta com o advento da
Como o controle da moeda é vital não apenas para o equilíbrio nova moeda - o REAL.
da economia de um país mas também para as relações comerci- k) A Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, alterou a moeda
ais entre nações, é criado um sistema monetário internacional. nacional, instituindo o REAL como a unidade do Sistema Monetário
Origem – Na Antiguidade, as mercadorias produzidas numa Nacional, denominando a centésima parte de CENTAVO.
comunidade servem como meio de pagamento para suas transa-
ções comerciais. PROBLEMA ENVOLVENDO DINHEIRO
Destaca-se sempre uma entre as demais. 1 real - R$1,00 = 100 centavos
Como moeda, já circularam peles, fumo, óleo de oliva, sal, As moedas brasileiras são de 5, 10, 25, 50 e 100
mandíbulas de porco, conchas, gado e até crânios humanos. centavos
O ouro e a prata ganham rapidamente preferência em razão e são representadas respectivamente por R$ 0,05 - R$
da beleza, durabilidade, raridade e imunidade à corrosão. 0,10 - R$ 0,25 - R$ 0,50 - R$ 1,00
As notas são de 5, 10, 20, 50, 100 reais
Base monetária – Cabe às autoridades de um país a for- e são representadas respectivamente por R$ 5,00 - R$
mulação de uma política monetária para controlar a quantidade de 10,00 - R$ 20,00 - R$ 50,00 - R$ 100,00
dinheiro em circulação. 1) Quantos reais são necessários para se comprar 2500
Quando é bem-sucedida, o valor da moeda permance está- centavos?
vel.
Quanto mais altos os juros, mais caros se tornam os emprés- Resolução: 1 real = 100 centavos
timos.
Outros controles possíveis são o de entrada e saída do capi- x reais = 2500 centavos
tal internacional e o das regras para compras a prazo. 100 . x = 2500 . 1
Países de base monetária escassa incentivam a entrada de x = 2500/100
capital estrangeiro, com o intuito de aumentar a quantia aplicada x = 25
na economia nacional.
As restrições ao consumo provocam aumento do dinheiro Resposta: R$ 25,00
poupado e, por conseqüência, das reservas do país. SISTEMAS LINEARES
Câmbio – Moedas de valor estável no mercado internacio- 1 - INTRODUÇÃO:
nal de câmbio são consideradas fortes e traduzem a posição Equação Linear: Toda equação da forma
comercial de um país. a1 x 1  a 2 x 2  ...  a n x n  b
A mais forte do mundo é o dólar norte-americano, adotado      
como unidade monetária dos EUA em 1785. é denominada equação linear, em que:
O Brasil acumula oito alterações monetárias no período repu- a1,a2 ,..., an são coeficientes e
blicano: réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, cruzado novo,
cruzeiro e cruzeiro real tiveram seu valor arrasado pela inflação.
x1,x2 ,..., xn são incógnitas;
O real, criado em 1994, apresenta, em 1995, atributos de b é o termo independente.
moeda forte, por sua pequena variação, mantendo o poder de Exemplos:
compra estável. Mas a avaliação do comportamento de uma mo- a )2 x13 x2  x3 5
eda só é válida quando feita por longos períodos.
é uma equação linear a três incógnitas
OBSERVAÇÕES b ) x  y z 1
Um pequeno histórico legislativo de nossa moeda: é uma equação linear a quatro incógnitas
a) O Decreto-lei nº 4.791, de 5 de outubro de 1942, institui o
CRUZEIRO. A centésima parte do cruzeiro passa a denominar-se OBSERVAÇÕES:
CENTAVO. O cruzeiro passava a corresponder a mil réis. 1º - Quando o termo independente b for igual a zero, a
b) A Lei nº 4.511, de 1º de dezembro de 1964, mantém o equação linear denomina-se equação linear homogênea.
CRUZEIRO, mas determina a extinção do CENTAVO. Por exemplo: 5x - 3y = 0.
c) O Decreto-lei nº 1, de 13 de novembro de 1965, institui o 2º - Uma equação linear não apresenta termos da forma
CRUZEIRO NOVO, restabelece o CENTAVO. 3 x12 2x2  3e  4 x.y  2 não são lineares.
O cruzeiro passava a corresponder a um milésimo do cruzeiro
3º - A solução de uma equação linear a n incógnitas é a
novo.
Sua vigência foi fixada para a partir de 13 de fevereiro de sequência de números reais ou ênupla (1, 2 ,..., n ) , que,
1967, conforme Resolução nº 47, de 8 de fevereiro de 1967, do colocados respectivamente no lugar de x1,x1,...xn , tornam
Banco Central da República do Brasil, determina que a unidade verdadeira a igualdade dada.
do sistema monetário brasileiro passe a denominar-se CRUZEIRO. 4º - Uma solução evidente da equação linear homogênea
e) A Lei nº 7.214, de 15 de agosto de 1984, extingue o centavo. 3x + y = 0 é a dupla (0,0).
f) O Decreto-lei nº 2.284, de 10 de março de 1986, cria o
CRUZADO, em substituição ao CRUZEIRO, correspondendo o Exemplo: Dada a equação linear 4x - y + z = 2, encon-
cruzeiro a um milésimo do cruzado. trar uma de suas soluções.
g) A Lei nº 7.730, de 31 de janeiro de 1989, institui o CRUZADO Resolução: Vamos atribuir valores arbitrários a x e y e
NOVO, em substituição ao CRUZADO, e mantém o CENTAVO. obter o valor de z.

MANUAL DE ESTUDOS 23 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Resposta: Uma das soluções é a tripla ordenada ( 2, 0, -6). Resolução:
x 2 4.20z2 1º caso: Divisão proporcional direta do lucro e/ou preju-
 ízo em relação aos tempos de participação dos sócios.
y 0 z  6
2º caso: Divisão proporcional direta do lucro e/ou preju-
2 - SISTEMA LINEAR ízo em relação aos capitais dos sócios.
Denomina-se sistema linear de m equações nas n incóg- 3º caso: Divisão composta do lucro e/ou prejuízo em
nitas x1 , x2 ,..., xn todo sistema da forma seguinte: relação ao produto do capital de cada sócio pelo respectivo
Se o conjunto ordenado de números reais ( 1, 1,..., n ) sa- tempo que participou da sociedade.
tisfizer a todas as equações do sistema, será denominado
solução do sistema linear. Ex.: 1) Uma pessoa montou uma firma no dia 1º de janeiro.
 a11x1a12 x2 ...a1n xn b1 No dia 1º de maio admitiu um sócio. No final do ano foi acusado
 um lucro de R$ 4.000.000,00. Calcular o lucro de cada sócio.
 a21x1a22 x2 ...a2n xn b2
 Solução:
. . ..
 1º sócio trabalhou 12 meses
 . . .. 2º sócio trabalhou 8 meses
 . . .. Pela regra prática:

 m1 1 m 2 x2 ...amn xn bn
a x a a) 12 +8 = 20
b) 4.000.000,00 : 20 = 200.000
a11,a12,...,a1n ,b1,b2,...,bn c) 200.000 x 12 = 2.400.000 => lucro do 1º sócio
são números reais. 200.000 x 8 = 1.600.000 => lucro do 2º sócio
OBSERVAÇÕES:
1º - Se o termo independente de todas as equações do Ex.: 2) Uma sociedade se fez no dia 30 de março. O 1º
sistema for nulo, isto é, b1 b2 ... bn 0, o sistema linear será sócio entrou com R$ 2.500.000,00 e o 2º com 1.700.000,00.
dito homogêneo.  2x  y  z  0 No dia 31 de dezembro foi constado um prejuízo de R$
 2.100.000,00. Quanto coube a cada sócio?
Veja o exemplo:  x  y  4z  0
5 x  2y  3z  0 Solução:
 Pela regra prática:
Uma solução evidente do sistema linear homogêneo é x = a) 2.500.000 + 1.700.000 = 4.200.000
y = z = 0. b) 2.100.000 : 4.200.000 = 0,5
Esta solução chama-se solução trivial do sistema ho- c) 0,5 x 2.500.000 = 1.250.000 => prejuízo do 1º sócio
mogêneo. Se o sistema homogêneo admitir outra solução em 0,5 x 1.700.000 = 850.000 => prejuízo do 2º sócio
que as incógnitas não são todas nulas, a solução será cha-
mada não-trivial. Ex.: 3) Em uma sociedade o lucro foi de R$ 2.700.000,00.
2º - Se dois sistemas lineares, S1 e S2, admitem a mesma Calcular o lucro de cada sócio, sabendo que o 1º sócio
solução, eles são ditos sistemas equivalentes. Veja o entrou com R$ 1.200.000,00 e trabalhou 3 meses e o 2º
exemplo. sócio entrou com R$ 900.000,00 e trabalhou 5 meses.
 x 3 y  5 Solução:
s1: s 1, 2
 2 x y 4 1.200.000 x 3 = 3.600.000
900.000 x 5 = 4.500.000
 y
3 x  2 Pela regra prática:

s2: 2 s 1, 2 a) 3.600.000 + 4.500.000 = 8.100.000
xy
  1 b) 2.700.000 : 8.100.000 = 1/3
 3
c) 1/3 x 3.600.000 = 1.200.000 => lucro do 1º sócio
Como os sistemas admitem a mesma solução, são equivalentes. 1/3 x 4.500.000 = 1.500.000 => lucro do 2º sócio
EXERCÍCIO: Seja o sistema
TESTES
 2x13 x2 x3 0 1) Dois sócios lucraram R$ 90.000. O primeiro entrou

S: x12 x2 x3 5 para a sociedade com R$ 20.000 e o segundo com R$ 25.000.
 x x x  2 Qual o lucro de cada sócio?
 1 2 3
a) R$ 40.000 R$ 50.000
a) Verifique se (2,-1,1) é solução de S. b) R$ 60.000 R$ 30.000
b) Verifique se (0,0,0) é solução de S. c ) R$ 55.000 R$ 35.000
R) a) é b) não é d) R$ 70.000 R$ 20.000
e) R$ 65.000 R$ 25.000
REGRA DE SOCIEDADE:
2) Dois sócios tiveram um lucro de R$ 500.000. O primeiro
Definição: É uma divisão proporcional direta dos lucros empregou R$ 100.000 durante 6 meses, o segundo empregou
e/ou prejuízos de uma empresa ou firma em relação aos R$ 80.000 durante 5 meses. Qual o lucro do 1º sócio?
capitais e tempos que cada sócio participou enquanto em
sociedade. 3) Três sócios formam uma sociedade entrando cada um
com as quantias R$ 5.000, R$ 8.000 e R$ 8.000, respectiva-
Tipos: Existem 3 casos de regra de sociedade. mente. O primeiro permaneceu na sociedade durante 12 me-
1º caso: Capitais dos sócios são iguais. ses, o segundo 7 meses e o terceiro 5 meses. O prejuízo des-
Tempos de participação dos sócios são diferentes. sas operações foi R$ 46.800. Qual o prejuízo menor dos três?
2º caso: Capitais dos sócios são iguais. a) 18.000 b) 16.800 c) 12.000
Tempo de participação dos sócios são iguais. d) 11.900 e) 16.500
3º caso: Capitais e tempos de participação dos sócios
são diferentes. GABARITO: 1) A 2) A 3) C

MANUAL DE ESTUDOS 24 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
JUROS SIMPLES JUROS COMPOSTOS

Juros simples é aquele calculado unicamente sobre o O regime de juros compostos é o mais comum no sistema
capital inicial. financeiro e portanto, o mais útil para cálculos de problemas
do dia-a-dia.
CÁLCULO DO JURO SIMPLES Os juros gerados a cada período são incorporados ao prin-
Consideremos o problema: cipal para o cálculo dos juros do período seguinte.
Apliquei R$ 2.000,00 por 2 anos. Quanto receberei de Chamamos de capitalização o momento em que os juros
juros se a taxa foi de 36% ao ano? são incorporados ao principal.
Solução:
Se me pagam 36% ao ano, isto significa que recebo R$ Após três meses de capitalização, temos:
36,00 em 1 ano em cada R$ 100,00 aplicados ou, então, que 1º mês: M =P. (1 + i)
em 100 recebo 36 em 1 ano.
2º mês: o principal é igual ao montante do mês anterior: M
Temos então:
= P x (1 + i) x (1 + i)
3º mês: o principal é igual ao montante do mês anterior: M
= P x (1 + i) x (1 + i) x (1 + i)
Simplificando, obtemos a fórmula: M = P . (1 + i) n
Importante: a taxa i tem que ser expressa na mesma
Como as grandezas são diretamente proporcionais, vem: medida de tempo de n, ou seja, taxa de juros ao mês para n
meses.
Para calcular apenas os juros basta diminuir o principal
isto é, receberei de juros R$ 1.440,00 do montante ao final do período: J = M - P
Assim, designando por: Exemplo: Calcule o montante de um capital de R$6.000,00,
C o capital inicial ou principal; aplicado a juros compostos, durante 1 ano, à taxa de 3,5%
j o juro simples; ao mês. (use log 1,035=0,0149 e log 1,509=0,1788)
n o tempo de aplicação;
r a taxa percentual; Resolução:
i a taxa unitária, P = R$6.000,00
t = 1 ano = 12 meses
i = 3,5 % a.m. = 0,035
M=?
Usando a fórmula M = P.(1+i)n, obtemos:
temos: C = 2.000 / j = 1.440 / n = 2 / r = 36 M = 6000. (1+0,035)12 = 6000 . (1,035)12
Fazendo x = 1,03512 e aplicando logaritmos, encontramos:
Logo, de: log x = log 1,03512 => log x = 12 log 1,035 => log x =
0,1788 => x = 1,509
ou: Então M = 6000.1,509 = 9054.
Portanto o montante é R$ 9.054,00
Lembrando que:
podemos escrever: j = C . n . i RELAÇÃO ENTRE JUROS E PROGRESSÕES
Então, de um modo geral, podemos calcular os juros sim- - num regime de capitalização a juros simples o saldo
ples pela fórmula: j = C . i . n cresce em progressão aritmética
É importante observar que essa fórmula só pode ser aplica- - num regime de capitalização a juros compostos o
da se o prazo de aplicação n for expresso na mesma saldo cresce em progressão geométrica
unidade de tempo a que se refere a taxa i considerada.
TESTES
1) Uma pessoa deseja emprestar um Capital para obter taxa
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
de juros reais de 5% ao ano. Se a inflação do ano em questão
1 - Tomou-se emprestada a importância de R$ 12.000,00,
for 20%, qual a taxa de juros aparentes a ser cobrada?
pelo prazo de 2 anos, à taxa de 30% ao ano. Qual será o
valor do juro a ser pago? Solução:
Solução: Temos: FATOR DE JUROS APARENTES =
C = 12.000,00 / n = 2 a / r = 30% a.a i = 0,3 a.a. FATOR DE INFLAÇÃO x FATOR DE JUROS REAIS
e, como: j = C . i . n
temos: j = 12.000 x 0,3 x 2 FATOR DE JUROS APARENTES =
j = 7.200 isto é, o juro a ser pago é de R$ 7.200 1,20 x 1,05 = 1,26
2 . Aplicou-se a importância de R$ 3.000,00 pelo prazo de
TAXA DE JUROS APARENTES =
3 meses à taxa de 1,2% ao mês. Qual o valor do juro a
26% ao ano
receber?
Solução: Temos: 2) Se uma aplicação financeira, em um ano você obteve
C = 3.000,00 / n = 3 me / r = 1,2% a.m. i = 0,012 a.m. rendimento de 30%, e no mesmo período a taxa de inflação
donde: j = 3.000 x 0,012 x 3 foi de 25%, qual foi a taxa de juros reais?
j = 108 isto é, o juro a receber é de R$ 108,00
Solução:
RESOLVA: FATOR INFLAÇÃO, FATOR JUROS REAIS =
1 - Calcule os juros a serem pagos por um empréstimo de FATOR JUROS APARENTES
R$ 920,00 à taxa de 5% ao trimestre, durante 3 trimestres. 1,25 + T = 1,30
2 - À taxa de 0,75% ao mês, foi empregado um capital de
R$ 5.680,00 durante 2,5 meses. Calcule os juros produzidos.
GABARITO: 1 - R$ 138,00 / 2 - R$ 106,50 4% ao mês

MANUAL DE ESTUDOS 25 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Área do Losango:
ÁREA DE FIGURAS PLANAS,
VOLUMES DOS PRINCIPAIS SÓLIDOS
d = diagonal menor
PERÍMETRO D = diagonal maior
Definição: Perímetro é a soma das medidas dos lados de
um polígono. É representado por 2p.
Ex.:2p = 4 + 7 + 4 + 7
2p = 22m

Ex.: Calcule a área de um losango cujas diagonais me-


dem respectivamente 8 e 5 metros.

Obs.: A metade do perímetro é o semi-perímetro (p). Área do Trapézio:

No exemplo anterior:

B = base maior
Perímetro de uma circunferência: b = base menor
h = altura

Ex.: Calcule a área de um trapézio cujas bases medem


respectivamente 10 e 6 metros e a altura 4 metros.
2p = 2R - onde:
2p = perímetro -  = 3,14 (aproximado) - R = raio
Ex.: Calcular o perímetro e o semi-perímetro de uma cir-
cunferência de 60m de raio. Área do Círculo:
2p = 2 . 3,14 . 60 = 376, 8 m

Semi-perímetro: S = R2
 = 3,14
(aproximadamente)
ÁREAS DE FIGURAS PLANAS R = raio

Área do Quadrado:
S=l2
onde l é a medida do lado. Ex.: Calcular a área de um círculo cujo raio mede 10m.
Ex.: Calcular a área do qua- S = R2 = 3,14 . 102  S = 314m 2
drado de lado igual a 10m. Observações Importantes:
S = l 2 = 102 = 100 m 2
Resposta: S = 100 m 2

Área do Retângulo:
- Triângulo Isósceles -
possui 2 lados iguais e 2 ângu-
los da base também iguais.

b = base
h = altura
S=b.h
- Triângulo equilátero -
possui 3 lados e 3 ângulos
Área do Triângulo:
iguais

b = base
h = altura

- Triângulo retângulo -
possui 1 ângulo reto
a - hipotenusa (lado oposto
Ex.: Calcule a área de um triângulo de base igual a 4m e ao ângulo reto).
altura igual a 5m. - b, c - catetos (lados que for-
mam o ângulo reto).
a2 = b2 + c2 =>
Teorema de Pitágoras

MANUAL DE ESTUDOS 26 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
VOLUMES DE SÓLIDOS Volume do Cone:

Volume do Paralelepípedo:
a = comprimento b = largura
c = altura v = volume

V = volume
p = 3,14 (aproximado)
v=a.b.c R = raio da base
h = altura

Ex.: Calcular o volume do paralelepípedo cujas dimensões (com-


primento, largura e altura), são respectivamente 5m, 3m e 2m. Ex.: Calcular o volume de um cone sendo o raio da base
V = a . b. c = 5 . 3 . 2  V = 30m 3 igual a 3m e a altura 12m.

Volume do Cubo:
O cubo é um paralelepípedo cujas dimensões são todas iguais.

Volume da Esfera:
V = a3
a = aresta do cubo
V = volume

V = volume
Ex.: Calcular o volume de um cubo cuja aresta mede 3m. R = raio
V = a3 = 33  V = 27 m 3  = 3,14
Volume do Prisma:

V = Sb . h Ex.: Calcular o volume de uma esfera cujo raio mede 6m.


h = altura
Sb = área da base
V = volume

PROBLEMAS
Ex.: Calcular o volume de um prisma sabendo-se que a
1) Calcular a área de um quadrado de 5cm de lado.
área de sua base é 9 m 2 e a altura é 20 m.
2) Um quadrado tem área igual a 64m 2. Determinar a me-
V = Sb . h = 9 . 20  V = 180 m 3
dida de seu lado.
Volume da pirâmide: 3) O perímetro de um retângulo é 50cm e sua altura é
10cm. Calcular a sua área.
4) Calcule a área de um círculo sabendo-se que o perí-
metro de sua circunferência mede 62,8m.
5) A área de um quadrado em cm 2 é o quádruplo de seu
lado. Quanto mede o referido lado.
V = volume 6) A área de um losango é igual a 20 cm2 e uma das
Sb = área da base diagonais mede 8 cm. Qual a medida da outra diagonal?
h = altura 7) A área de um trapézio é 30 m 2 e a altura 10 m. Saben-
do-se que a base maior mede o dobro da menor, calcule as
medidas das mesmas.
8) A soma das medidas das diagonais de um losango é 7
Ex.: Calcular o volume de uma pirâmide, sabendo-se que a metros. Calcule a diagonal maior, sabendo-se que a área é
área de sua base é igual a 21 m2 e a altura 46 m. igual a 6 m 2.
9) O volume de um cubo é o quádruplo de sua aresta.
Calcule a aresta deste cubo.
10) O volume de um paralelepípedo é igual a 144 m3, sendo
Volume do Cilindro: o comprimento o dobro da largura e esta o triplo da altura.
Calcule as dimensões do paralelepípedo.

GABARITO
V =  . R2 . h 1) 25cm 2
V = volume 2) 8m
 = 3,14 (aproximado) 3) 150cm2
R = raio da base 4) 314m 2
h = altura 5) 4cm
6) 5cm
7) 4 e 2m
Ex.: Calcular o volume de um cilindro sabendo-se que o 8) 4m
raio da base mede 9m e a altura 20m. 9) 2m
V =  . R2 . h = 3,14 . 92 . 20  V = 2543,4 m 3 10) 12; 6 e 2 metros

MANUAL DE ESTUDOS 27 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Obs.: Dois ângulos são chamados congruentes se, e
GEOMETRIA
somente se, têm a mesma medida, na mesma unidade.
CONCEITOS BÁSICOS  e
Os ângulos ABC  , na figura, são congruentes.
DEF
A Geometria Elementar, também chamada Geometria  
Indicamos: ABC 
DEF
Euclidiana, fundamenta-se em três entes geométricos acei-
tos sem definição: ponto, reta e plano.
Representação: pontos A, B, E, ...
retas: r, s, r, ...
planos: a, b, g, ...
Indicaremos por:
ponto: . A Seja um ângulo AOB situado num plano a (o da folha) e
reta: r consideremos os semiplanos a1, de origem na reta OA e que
contém o lado OB , e a2 , de origem na reta OB e que contém
o lado OA , conforme a figura (a). O conjunto dos pontos
plano:

. .
 comuns aos semiplanos a1 e a2 chamamos de setor angular.

B (a)
AB : uma reta que passa pelos pontos A e B.


. .
A B
O A

AB : uma semi-reta de origem em A e que contém o ponto B.

. .
A B A figura (b) mostra um setor angular.

AB : um segmento de reta de extremidades A e B. B (b)

A B

.A
.
AB : a medida de um segmento AB.
2 cm
B
O A
Um ponto que pertence ao setor angular e não pertence

.
AB
.
CD : dois segmentos AB e CD congruentes. ao ângulo diz-se ponto interior ao ângulo.
2 cm Na figura, o ponto P é interior ao ângulo  .
AOB
C D
B
Obs.: Postulado é uma proposição aceita como verdadei-
ra, sem demonstração. Teorema é uma proposição aceita como .P
verdadeira, mediante demonstração. O
A
ÂNGULOS
Um ponto do ponto do ângulo que não pertence ao setor
angular diz-se ponto exterior ao ângulo.
Definição: ângulo geométrico é a reunião de duas semi-  .
retas de mesma origem e não colineares. O ponto Q, na figura, é exterior ao ângulo AOB

OA e OB ... lados
B
Nomenclatura: O... vértice .Q
B O
A
Ângulos que possuem o mesmo vértice e um lado comum
são chamados ângulos consecutivos.
Os ângulos AOB e AOC  são consecutivos.
O A
Notação: AÔB - Um ângulo pode ser medido por meio de um C
instrumento chamado transferidor, que tem o grau como unidade.
A medida de um ângulo geométrico é um número real a, B
tal que 0 < a < 180.
Vamos convencionar que: O
AÔB: ângulo geométrico A
m(OB): medida do ângulo Dois ângulos consecutivos que não possuem ponto inte-
rior comum são chamados ângulos adjacentes.

B Os ângulos AOB
C
 e AOC  são adjacentes.

B
t
O A O
A

MANUAL DE ESTUDOS 28 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Bissetriz de um ângulo á a semi-reta interior do ângulo, Dois ângulos são chamados suplementares se, e so-
que determina com os seus lados dois ângulos adjacentes e mente se, a soma de suas medidas é igual a 180º.
congruentes.

O . C
130º 50º

A Dois ângulos são chamados opostos pelo vértice se,


e somente se, os lados de um são as semi-retas opostas dos
lados do outro.
Na figura,  .
OC é bissetriz do ângulo AOB
A’ B

.
O
Ângulo reto é um ângulo cuja medida é 90º.
B’ A

B Na figura, os ângulos 
AOB e  ' B'
A' O são opostos

.
pelo vértice.
90º Indicamos: o.p.v.

Duas retas são chamadas concorrentes se, e somente


O A se, elas têm um único ponto comum.
r
Na figura, 
AOB
.
é um ângulo reto.
.
P
O símbolo representa um ângulo reto.
s

Ângulo agudo é um ângulo cuja medida é menor que 90º. A figura ao lado mostra duas retas r e s concorrentes em P.

Duas retas são chamadas perpendiculares se, e so-


B mente se, são concorrentes e formam ângulos adjacentes
suplementares congruentes.

30º r
O A
Na figura, 
AOB é ângulo agudo.
.. ..
s
Ângulo obtuso é um ângulo cuja medida é maior que 90º.

B Na figura, as retas r e s são perpendiculares.

Decorre dessa definição que duas retas perpendicula-


100º
A res formam quatro ângulos retos.

O Indicamos: r s.
Na figura, 
AOB é ângulo obtuso.
Mediatriz de um segmento é a reta perpendicular a este
segmento pelo seu ponto médio.
Dois ângulos são chamados complementares se, e
somente se, a soma de suas medidas é igual a 90º.

m
30º
60º
.A .M. .B
A figura mostra a reta m, mediatriz do segmento AB.

MANUAL DE ESTUDOS 29 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Na figura, o ângulo  é um ângulo externo ao triân-
ACD
POLÍGONO: REGIÃO PLANA LIMITADA
POR UMA LINHA POLIGONAL FECHADA gulo ABC. A

TRIÂNGULOS: Definições:
Triângulo é a reunião de três segmentos cujas extremi-
dades são três pontos não colineares.
A figura ao lado mostra um triângulo. Os pontos A, B e C B C D
são os vértices e os segmentos AB, AC e BC são os lados do
Classificação dos triângulos:
triângulo. Podemos classificar os triângulos de dois modos:
Indicamos um triângulo de vértices A, B e C por  ABC. 1º) Quanto aos lados:
A Equiláteros: os que têm os três lados congruentes.
A
AB  AC  BC

B C
Chama-se perímetro de um triângulo o número que ex-
prime a soma das medidas dos três lados. Indicamos por 2p.

Os pontos comuns aos interiores dos ângulos  ,


BAC B C

ABC e ACB  são os pontos interiores ao triângulo ABC. Isósceles: os que têm dois lados congruentes.
Na figura, o ponto P é interior ao triângulo.
A
Os ângulos BAC  , 
ABC e 
ACB são ângulos inter- AB  AC
nos do triângulo.

B C
.P
Escalenos: os que têm os três lados não congruentes
entre si.
B C A
AB  AC  BC
A reunião de um triângulo com o seu interior é chamada
região triangular.
Os pontos que não pertencem à região triangular são os
pontos exteriores ao triângulo.
Na figura Q, é um exterior ao triângulo.
B C
A 2º) Quanto aos ângulos:

.Q Retângulos: quando têm um ângulo reto.


A
hi
po
cateto

te
B C nu
sa

Num triângulo, lado oposto a um ângulo é o lado que une .


os vértices dos dois outros ângulos; lado adjacente a dois B cateto C
ângulos é o lado que une os vértices desses dois ângulos. Obtusângulos: quando têm um ângulo obtuso.
 e o lado A
Na figura, o lado BC é oposto ao ângulo BAC
BC é adjacente aos ângulos ABC e ACB  .

A
B C
Acutângulos: quando têm os três ângulos agudos.
A

B C
Ângulo externo a um triângulo é aquele que é adjacen-
te e suplementar a um de seus ângulos internos. B C

MANUAL DE ESTUDOS 30 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Elementos Notáveis de um triângulo: RETAS PARALELAS:
Mediana de um triângulo é o segmento que une um vér- Duas retas distintas são paralelas se, e somente se,
tice ao ponto médio do lado oposto. estão contidas no mesmo plano e não têm ponto em comum.
Na figura, AM é uma mediana do triângulo ABC. Na figura, as retas
r e s são paralelas.
A Indicamos: r // s.
r
s

B
.
M C Postulados das paralelas (ou Euclides): por um ponto
fora de uma reta, existe apenas uma paralela a essa reta.

Bissetriz de um triângulo é o segmento da bissetriz de P s


um ângulo interno que tem por extremidades o vértice desse
ângulo e o ponto de encontro com o lado oposto. r
Duas retas r e s de um mesmo plano interceptadas pela
A transversal t formam oito ângulos. Os pares de ângulos, um
com vértice em A e o outro em B, conforme figura, são assim
denominados:

B
. S C
t

2
r

Na figura, AS é a bissetriz do triângulo ABC. 1 A


3
Altura de um triângulo é o segmento da perpendicular traçada 4
de um vértice à reta suporte do lado oposto, cujos extremos são
esse vértice e o ponto de encontro com essa reta.

6
5 A
s
A
7
8

B
.. H C 1 e 5
Na figura, AH é uma altura do triângulo ABC. 4 e 8
ângulos correspondentes 2 e 6
Mediatriz de um triângulo é a mediatriz de um de seus lados.
3 e 7

4 e 6
A m ângulos alternos internos
3 e 5
1 e 7

..
ângulos alternos externos
2 e 8
4 e 5
ângulos colaterais internos
B M C 3 e 6

Na figura, a reta m é a mediatriz do lado BC do triângulo


1 e 8
ângulos colaterais externos
ABC. 2 e 7

MANUAL DE ESTUDOS 31 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Propriedade: Classificação: Podemos classificar os trapézios em
Uma reta transversal a duas retas paralelas formam ân- três tipos:
gulos que obedecem às relações seguintes: 1º tipo: Escaleno: os lados não paralelos não são
1ª) Os ângulos correspondentes e os ângulos alternos congruentes.
são congruentes. A figura mostra um trapézio escaleno ABCD.
2ª) Os ângulos colaterais são suplementares.
A D
t
r

  B C
s
2º tipo: Isóscel es: os lados não paralelos s ão
congruentes.
A figura mostra um trapézio isósceles ABCD.
Na figura, sendo t uma transversal às retas r e s,
temos: A D
a=b (alternos internos)
a + g = 180º (colaterais internos)

Nota: As recíprocas das propriedades 1ª e 2ª s ã o


verdadeiras.

Ângulos de um triângulo:
B C
Propriedade: A soma das medidas dos ângulos inter-
nos de um triângulo é igual a 180º. 3º tipo: Retângulo: um lado é perpendicular às bases.
 , B,
 C as medidas dos ângulos in- A figura mostra um trapézio retângulo ABCD,
Da figura, sendo A onde o lado AB é perpendicular às bases AD e BC.
ternos, temos:

A
A
. D

B
. C

B  B
A+  +C
 = 180º C PARALELOGRAMO:
Definição: Um quadrilátero convexo é chamado
paralelogramo se, e somente se, possui os lados opostos
paralelos.
Propriedade: Em todo triângulo, qualquer ângulo exter-
no tem medida igual à soma das medidas dos dois ângulos
A D
internos não adjacentes a ele.
Da figura a seguir, indicando por e a medida do ângulo
externo de vértice C, temos:
A
 + B
 = A
e 

e B C

B C A figura mostra um paralelogramo ABCD.

RETÂNGULO:
EQUILÁTEROS NOTÁVEIS:
Definição: Um quadrilátero convexo é chamado retân-
gulo se e somente se, possui os lados opostos paralelos.
TRAPÉZIO:
Definição: Um quadrilátero convexo é chamado trapézio
se, e somente se, possui dois lados paralelos.
AfiguraabaixomostraumtrapézioABCD de bases AD e BC.
A
. . D

A D

B
. . C
A figura mostra um retângulo ABCD.
Decorre dessa definição que cada ângulo de um retân-
B C gulo é reto.

MANUAL DE ESTUDOS 32 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
LOSANGO: A A’
Definição: Um quadrilátero convexo é chamado losango
se e somente se, possui os quatro lados congruentes entre si. c b c’ b’
D
B a C B’ a’ C’

A C Lados homólogos são os lados opostos a ângulos


ordenadamente congruentes.
Vértices homólogos são so vértices de ângulos or-
B denadamente congruentes.
Razão de semel hança é a razão de dois lados
A figura mostra um losango ABCD
homólogos quaisquer..
Em símbolos:  
QUADRADO: A  A
Definição: Um quadrilátero convexo é chamado qua-
drado se, e somente se, possui os quatro ângulos ABC ~ A ' B' C'  B  e a  b  c  k
  B
congruentes entre si e os quatro lados congruentes entre si. a' b' c'
A
. . D
C  C

Existência dos triângulos semelhantes:
Teorema fundamental: Se uma reta é paralela a um

B
. . C
dos lados de um triângulo e encontra os outros dois lados em
pontos distintos, então o triângulo que ela determina é seme-
lhante ao primeiro.
A figura mostra um quadrado ABCD. Hipótese DE // BC - Tese  ADE ~  ABC
FEIXE DE RETAS PARALELAS:
Definições: Em um plano, um conjunto de três ou mais A
retas distintas paralelas entre si denomina-se feixe de retas
paralelas.
D E
a
b
c B C
Na figura, as retas a, b e c constituem um feixe de retas
Demonstração: Seja DE a reta paralela ao lado BC.
paralelas.
Devemos demonstrar que os triângulos ADE e ABC têm
a t os três ângulos ordenadamente congruentes e os lados
b A homólogos proporcionais.
c B 1ª parte: Os três ângulos são ordenadam ente
C congruentes:
Toda reta do plano que não pertence ao feixe de parale-
las encontra todas as retas desse feixe e é denominado
Com efeito: A  A
 (comum)
transversal do feixe.   B (correspondentes)
D
t t’ E  C
 (correspondentes)
a
A A’ 2ª parte: Os lados homólogos são proporcionais.
b
B AD AE
c  (1)
C C’ De fato, pela hipótese, temos:
AB AC
d
D D’
AD AE
Considere um feixe de retas paralelas a, b, c e d e duas Tracemos EF paralela ao lado AB, temos: 
transversais t e t'. AB AC
A
Os pares de segmentos AB e A'B', BC e B'C', CD e C'D',
AC e A'C' denominam-se segmentos correspondentes: D E
Teorema de Tales: Se um feixe de retas paralelas tem
duas transversais, então a razão entre dois segmentos quais-
quer de uma é igual à razão entre os respectivos segmentos B C
correspondentes da outra. F
Hipótese a // b // c // d - t e t' são transversais. Por outro lado, o quadrilátero DBFE é um paralelograma
AB  A ' B' e, portanto, BF = DE. Substituindo na igualdade anterior, vem:
- Tese
CD  C ' D ' AE BF
 (2)
TRIÂNGULOS SEMELHANTES: AC BC
Definição: Dois triângulos são semelhantes se, e so- AD AE DE
mente se, os três ângulos são ordenadamente congruentes Das relações (1) e (2), temos:  = e
e os lados homólogos são proporcionais. AB AC BC
A figura ao lado mostra dois triângulos ABC e A'B'C' os lados homólogos são proporcionais. Logo, os triângulos
semelhantes. semelhantes a um terceiro são semelhantes entre si.

MANUAL DE ESTUDOS 33 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Teorema: Em um triângulo retângulo, a medida da altura
RELAÇÕES MÉTRICAS relativa à hipotenusa é a medida geométrica entre as medi-
NO TRIÂNGULO RETÂNGULO das das projeções dos catetos sobre a hipotenusa.
Hipótese: A = 90º
Consideremos um triângulo ABC, retângulo em A, e tra- Tese: h2 = m . n
cemos AD perpendicular a BC, com D em BC. A
Nomenclatura:
h
BC ... medida da hipotenusa BC.
AC ... medida do cateto AC.
AB ... medida do cateto AB. Demonstração:
Da semelhança dos triângulos DBA e DAC, resulta:
BD ... medida da projeção de AB sobre BC. h / m = n / h => h2 = m . n (III) c.q.d.
CD ... medida da projeção de AC sobre BC. Teorema: Em um triângulo retângulo o produto das me-
AD ... medida da altura relativa à hipotenusa BC. didas dos catetos é igual ao produto das medidas da
hipotenusa e da altura.
Hipótese: A = 90º
Tese: b. c = a . h

Teorema: Em todo triângulo retângulo, a altura relativa à


hipotenusa determina dois triângulos retângulos seme-
lhantes ao primeiro e semelhantes entre si.
Hipótese ABC é retângulo em A. Demonstração:
AD é altura relativa a BC. Da semelhança dos triângulos ABC e DAC, resulta:
Tese 1) DBA ~ ABC e DAC ~ ABC a / c = c / h => b . c = a . h (IV) c.q.d.
2) DBA ~ DAC Teorema de Pitágoras: Em um triângulo retângulo, o
quadrado da medida da hipotenusa é igual à soma dos qua-
drados das medidas dos catetos.
Hipótese: A = 90ºTese: a2 = b2 + c2
Demonstração: Com efeito, temos:
b2 = a . n e c2 = a . m
D Somando as igualdades membro a membro, vem:
Demonstração: b2 + c2 = an + am => b2 + c2 = a (n + m)
Com efeito, a altura AD separa o triângulo ABC em dois Como n + m = a, temos:
outros triângulos retângulos: DBA e DAC. b2 + c2 = a . a => b2 + c2 = a2 e, portanto:
Os triângulos retângulos DBA e ABC têm em comum o a2 = b2 + c2 (V) c.q.d.
ângulo agudo B , portanto são semelhantes pelo 1º caso.
Os triângulos retângulos DAC e ABC têm em comum o RACIOCÍNIO LÓGICO QUANTITATIVO
LÓGICA SENTENCIAL E DE PRIMEIRA ORDEM
ângulo agudo C , portanto são semelhantes pelo 1º caso, o
PROPOSIÇÕES E CONECTIVOS
que demonstra o item 1 da tese:
Por outro lado, os triângulos DBA e DAC são semelhan-
PROPOSIÇÃO
tes entre si, de acordo com a propriedade transitiva de
Chama-se proposição todo o conjunto de palavras ou
semelhança de triângulos.
símbolos que exprimem um pensamento de sentido completo.
Portanto: DBA ~ DAC c.q.d Exemplos:
a) A Lua é um satélite da Terra
RELAÇÕES MÉTRICAS
Teorema: Em um triângulo retângulo, a medida de cada b) é um número irracional
cateto é a média geométrica entre as medidas da hipotenusa c) 3 > 5
e a sua projeção sobre ela. d) Vasco da Gama descobriu o Brasil
Hipótese A = 90º
VALORES LÓGICOS DAS PROPOSIÇÕES
Tese 1 . b2 = a . n 2 . c2 = a . n
Chama-se de valor lógico de uma proposição a verdade se a
Demonstração: proposição for verdadeira e a falsidade se a proposição for falsa.
1) Da semelhança dos triângulos DAC e ABC, resulta: Os valores lógicos verdade e falsidade são representados
a / b = b / n => b2 = a . n (I) c.q.d. por V e F respectivamente.
Por exemplo: as proposições a) e b) são verdadeiras
enquanto que as proposições c) e d) são falsas.
PRINCÍPIOS DA LÍNGUA MATEMÁTICA
I - PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO
D Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo
2) Da semelhança dos triângulos DBA e ABC, resulta: tempo.
a / c = c / m => c2 = a . m (II) c.q.d. II - PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO
A Toda proposição é verdadeira ou falsa, isto é, verifica-se
sempre um desses casos e nunca um terceiro.
PROPOSIÇÕES SIMPLES E COMPOSTAS
Chama-se proposição simples aquela que não contém
nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma.

MANUAL DE ESTUDOS 34 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
São representadas pelas letras minúsculas p, q, r, ...
Exemplos: p: Pedro é careca
q: 49 é quadrado perfeito
PROPOSIÇÃO COMPOSTA é aquela formada pela
combinação de outras proposições.
São representadas pelas letras maiúsculas
P, Q, R, ... DISJUNÇÃO EXCLUSIVA ( V )
Exemplos: P: Carlos é estudante e Pedro é careca Considere as proposições:
Q: Se André é médico então sabe biologia P : Carlos é médico ou professor.
OBS.: Q : Mário é alagoano ou gaúcho.
1. Escrevemos P (p, q, r,...) para indicar que a proposição A proposição P indica que pelo menos uma das proposições
composta P é combinação das proposições simples p, q, r, ... Carlos é médico, Carlos é professor é verdadeira podendo
2. O valor lógico de uma proposição simples p indica-se por ser ambas verdadeiras, Carlos é médico e professor. Neste
V (p) e o de uma proposição composta P indica-se por V (P). caso, o ou é inclusivo e usa-se o símbolo v.
CONECTIVOS Assim, a proposição P é a disjunção inclusiva ou disjunção das
Chamam-se conectivos as palavras usadas para formar proposições simples Carlos é médico, Carlos é professor, isto é:
novas proposições a partir de outras. P : Carlos é médico v Carlos é professor.
Os conectivos usuais em lógica são: Por outro lado, a proposição Q indica que somente uma das
não _____________ negação ____________ ~ proposições simples Mário é alagoano, Mário é gaúcho é
e _______________ conjunção___________ ^ verdadeira pois não é possível ocorrer Mário é alagoano e gaúcho.
ou ______________ disjunção ___________ v Dizemos, neste caso, que o ou é exclusivo e usa-se o símbolo v.
Se... então ________ condicional __________ Assim, a proposição Q é a disjunção exclusiva das
Se e somente se __ bicondicional ________ proposições simples Mário é alagoano, Mário é gaúcho, isto é:
Exemplos: Q : Mário é alagoano v Mário é gaúcho
Não tenho carro. A disjunção exclusiva de duas proposições p e q é
Pedro é estudante e Carlos professor. simbolizada por p v q e se lê ou p ou q mas não ambos.
Se Roberto é engenheiro então sabe matemática. Seu valor lógico é definido pela tabela-verdade:
O triângulo ABC é retângulo ou Isósceles.
O triângulo ABC é equilátero se e somente se é equiângulo.
OPERAÇÕES LÓGICAS SOBRE PROPOSIÇÕES
- NEGAÇÃO (~)
Chama-se negação de uma proposição p a proposição
representada por não p cujo valor lógico é a verdade (v) se p
é falsa e a falsidade (f) se p é verdadeira. CONDICIONAL ( )
Simbolicamente: ~p Chama-se proposição condicional de duas proposições p
O valor lógico da negação de uma proposição p é definido e q a proposição se p então q cujo valor lógico é dado pela
pela seguinte tabela-verdade: tabela-verdade abaixo.

Em linguagem comum a negação efetua-se, nos casos mais


simples, antepondo o advérbio não ao verbo da proposição dada.
Por exemplo, a negação da proposição Notação: p q que se lê de uma das seguintes maneiras:
p : o sol é uma estrela - se p então q
~p: o sol não é uma estrela - p somente se q
Observe entretanto que a negação de - q se p
"Todos os homens são elegantes" - p é condição suficiente para q
é - q é condição necessária para p
"Nem todos os homens são elegantes"
e a de Obs.:
"Nenhum homem é elegante" 1. Na condicional p q, p é chamado antecedente, q é
é chamado conseqüente e o símbolo é chamado símbolo de
"Algum homem é elegante". implicação.
2. Uma condicional p q não afirma que o conseqüente
- CONJUNÇÃO ( ^ ) q se deduz do antecedente p, apenas estabelece uma relação
Chama-se conjunção de duas proposições p e q a entre os valores lógicos do antecedente e do conseqüente de
proposição representada por p e q, simbolizada por p ^ q, acordo com a tabela verdade acima.
cujo valor lógico é dado pela seguinte tabela-verdade:
BICONDICIONAL ( )
Chama-se proposição bicondicional de duas proposições
p e q a proposição p se e somente se q cujo valor lógico é
dado pela seguinte tabela-verdade.

- DISJUNÇÃO ( v )
Chama-se disjunção ou disjunção inclusiva de duas
proposições p e q a proposição representada por p ou q,
simbolizadapor pv q, cujo valor lógico é dado pela tabela-verdade.

MANUAL DE ESTUDOS 35 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
Notação: p q que se lê: a c
- p se e somente se q   a.d=b.c
b d
- p é condição necessária e suficiente para q
- q é condição necessária e suficiente para p 2 10
- p se q, e p somente se q
  2 . 15 = 3 . 10
3 15
- se p então q e se q então p.
Quarta Proporcional: denomina-se quarta proporcional ao
ENUMERAÇÃO POR RECURSO número que com três outros forma uma proporção.
Enumeração é a seqüência de pelo menos dois elementos de Ex.: Determinar a quarta proporcional entre os números
mesmo status sintático no discurso. Há três tipos de enumeração: 3, 5 e 9.
Aditiva - representada pelo conetivo ‘e’. Solução: Seja x a quarta proporcional procurada; en-
Optativa exclusiva - representada pelo conetivo ‘ou’. tão: 3 9 45
Optativa não exclusiva - representada pela conexão ‘e/ou’.   3x = 9 . 5 3x = 45  x =  x = 15
Geralmente os elementos de uma enumeração são
5 x 3
comuns a uma classe. Proporção Contínua: uma proporção é chamada contí-
Quando isso ocorre temos uma enumeração com nua, quando ela possui os meios ou os extremos iguais.
paralelismo de similaridade. 2 4
Hipoteticamente pode-se supor uma enumeração caótica, Ex.:  ou 2 : 4 = 4 : 8 (meios iguais)
aquela em que os elementos são totalmente disjuntos.
4 8
Enumeração ordenada: é aquela em que a disposição 8 4
 ou 8 : 16 = 4 : 8 (extremos iguais)
dos elementos na seqüência admite algum tipo de ordem. 16 8
Enumeração na enumeração: há casos em que um ou Observações Importantes:
mais elementos da enumeração são enumeração. 1ª) O meio, ou extremo, comum em uma proporção contínua
Enumeração classificada: ocorre quando os termos é a média proporcional ou média geométrica.
da enumeração são classes de uma taxonomia. 2 4
Diferencia-se da enumeração com paralelismo pois, no Assim:   4
4 8
paralelismo, não existe a obrigatoriedade de atender às regras
que definem uma taxonomia, como conter todos os elementos é a média proporcional ou média geométrica, entre 2 e 8.
do universo considerado e não haver interseção de domínios. 8 4
  8
CLASSIFICAÇÃO DE PROPOSIÇÕES 16 8
Tautologia: proposição cuja tabela verdade é V em todas é a média proporcional ou média geométrica, entre 16 e 4.
as linhas, ou seja, ela é sempre verdadeira independentemente 2ª) Os termos desiguais de uma proporção contínua, de-
do valor lógico das proposições simples que a compõem. nominam-se terceira proporcional. Então:
Contingência ou indeterminação: proposição cuja tabela 2 4 2 e a terceira proporcional entre 4 . 8.
verdade tem linhas V e linhas F, dependendo das componentes.  
4 8  8 e a terceira proporcional entre 4 . 9.
Contradição: é uma proposição que é sempre falsa,
independentemente das componentes. Ex.: 1) Calcule a média proporcional entre 4 e 9.
Solução: Chamando de x a média proporcional ou geo-
métrica, temos:
RAZÕES E PROPORÇÕES:
4 x
RAZÃO DE DUAS GRANDEZAS,   4.9=x.x x2 = 4 . 9
PROPORÇÃO E SUAS PROPRIEDADES, x 9
x= 4. 9 x=6
RAZÃO: x 9
Definição: denomina-se razão de dois números a e b, o ou então:   x.x=4.9
quociente de a por b (b = 0 ). 4 x
Notação: a/b ou a:b x2 = 4 . 9 x= 4. 9 x=6
Obs.: 1ª) O primeiro termo de uma razão é denominado
3ª) Em uma proporção podemos permutar entre si, sem
antecedente e o segundo conseqüente.
alterar a mesma:
a a - antecedente a) os meios entre si
ou a : b =  b) os extremos entre si
b b - consequente c) os antecedentes com seus respectivos consequentes.
a c
2ª) Quando o antecedente de uma razão é igual ao conse- Ex.:   a. d = b. c
qüente de outra, e vice-versa, as razões são ditas inversas. b d
a b
a b 3 5 4 3 a)   a. d = b. c
e ; e ; e são razões inversas. c d
b a 5 3 3 4
d c
PROPORÇÃO: b)   a. d = b. c
b a
Definição: denomina-se proporção a igualdade de duas
razões. b d
c)   a. d = b. c
2 6 3 12 a c a c
 ;  ;  ou a : b = c : d Note que a proporção não foi alterada em nenhum caso,
3 9 5 20 b d pois se verificou a propriedade fundamental em todas elas
a e d (extremos da proporção) sem alteração: a . d = b . c
b e c (meios da proporção)
Propriedades das Proporções:
Propriedade Fundamental das Proporções: Em
a c
toda proporção, o produto dos meios é igual ao produto dos Dada a proporção  podemos escrever:
extremos. b d

MANUAL DE ESTUDOS 36 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
a  b cd x 4
  100 8
1ª Propriedade: ou 300  75 16 - 1  x.  4.
b d 225 15
a  b cd 100 8

a c 8 24
 x  4.  x 
2ª Propriedade: a  c a c 15 5
 
b  d b d 100
225
an cn
3ª Propriedade:  ou
bn dn GRANDEZAS DIRETAMENTE
n n PROPORCIONAIS
a c
n
 n
b d Duas grandezas são diretamente proporcionais quando
uma cresce, a outra também ou quando uma decresce e a
a. c a2 c2 outra também. Ex.: Kg de feijão e dinheiro. Um pouco de
4ª Propriedade:  2 = 2
b. d b d feijão custa um preço. Se comprarmos mais quilos pagare-
mos mais.
MÉDIAS GRANDEZAS INVERSAMENTE
PROPORCIONAIS
Média Aritmética (Ma): a média aritmética de dois ou
mais números, é o quociente da soma desses números pelo Duas grandezas são inversamente proporcionais quan-
número de parcelas. Assim, a média aritmética entre os nú- do uma cresce e a outra decresce ou vice-versa. Ex.: Velo-
meros a, b e c será: a  b c cidade e tempo. Andarmos com determinada velocidade para
Ma  percorrermos uma distância e demoramos um tempo. Se
3 aumentermos a velocidade, o tempo diminui para per-
Média Aritmética Ponderada (Mp): a média aritmética
correr a mesma distância.
ponderada é igual ao somatório dos produtos de n números
pelos seus respectivos pesos, dividido pelo somatório des-
REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA
ses pesos. Assim, a média aritmética ponderada dos números
a, b e c de pesos respectivamente iguais a p, q e r será:
Definição: A regra de três consiste na comparação de
a. p + b. q + c. r grandezas proporcionais diretas ou inversas. Pode ser:
Mp 
p +q + r
Simples  envolve 2 grandezas proporcionais
Média Harmônica (Mh): denomina-se média harmônica 
de vários números, o inverso da média aritmética dos inver- Composta  envolve mais de 2
sos desses números. Assim a média harmônica dos núme-  grandezas proporcionais

ros a, b e c será: 3
Mh  Regra de Três Simples: Pode ser:
1 1 1
 
a b c Direta  2 grandezas diretas

Escala (E): Inversa  2 grandezas inversas
Definição: é a razão entre o comprimento do desenho e
o comprimento real a que corresponde. Direta: a resolução é feita através de proporção como a
montagem do problema. Ex.: Uma quantidade de 21 quilos de
D arroz custa R$ 42,00. Calcular o preço de 15 quilos deste arroz.
E  onde: E  escala Solução:
R
D  comprimento do desenho kg-arroz - R$
R  comprimento real 21 42
Importante:
 
15 X
- As grandezas D e R devem estar na mesma unidade.
- A razão da escala deve ser uma fração irredutível. 21 42.000 15 . 42
 X   30
Quando 2 cm no desenho corresponde a 1m real temos: 15 X 21
2 cm 1 Resposta: R$ 30,00
E= : 2  E =
100 cm : 2 50 Inversa: a resolução é feita através de proporção inver-
fração irredutível tendo-se os dados de uma das duas grandezas proporcionais.
Ex.: Um automóvel percorre na estrada uma determinada dis-
EXERCÍCIO RESOLVIDO: tância. Sabendo que com a velocidade de 50 Km/h, demora 4
horas, quanto tempo gastará se a velocidade for de 40 Km/h?
1) Calcule x na proporção:
Solução:
 x : (3 - 0,75) = 4 : (2 - 1/8) km/h - hora
Solução: aplicando a propriedade fundamental em: 50 4
 
x 4 40 X
= 
75 1 50 x 4 . 50
3- 2 -    5
100 8 40 4 40
Resposta: 5 horas

MANUAL DE ESTUDOS 37 MANUAL DE ESTUDOS


CONHECIMENTOS DE MATEMÁTICA
REGRA DE TRÊS COMPOSTA PORCENTAGEM

Envolve mais de duas grandezas proporcionais. A reso- DEFINIÇÃO: pode ser definida como sendo o número de
lução poderá ser feita de duas maneiras. centésimos existentes em uma grandeza. A taxa de porcen-
tagem é a representação de uma fração onde o denominador
1º método: é 100. Assim a fração 20/100 é equivalente à notação 20%.
Comparamos a grandeza a determinar com as demais.
Se for inversa, invertermos os dados dessa grandeza (das %  representação de porcentagem.
demais). Ex.: 1) Dar a fração irredutivél equivalente a cada uma
A grandeza a determinar não se altera. das notações percentuais abaixo:
Por fim igualamos a razão de grandeza a determinar com a) 15% b) 20%
a razão do produto dos dados das demais grandezas e de- Solução:
15 3 20 1
terminamos o valor procurado. a ) 15 %  :5 = b) 20% = : 20 
100 20 100 5
Ex.: Na alimentação de 3 cavalos, durante 7 dias são Ex.: 2) Estabelecer a notação percentual equivalente a
consumidos 1470 Kg de alfafa. cada uma das frações seguintes: a) 2/5 b) 5/4
Se mais cinco cavalos são adquiridos, quantos quilos de Solução:
alfafa serão necessários para alimentá-los durante 10 dias?
2 40 40% 5 125
Solução: a) 5 = 100 = b) 4 = 100 =125%
alfafa(kg) dias cavalos
Obs.: Taxa Milesimal é a representação de uma fração
1470 7 3 onde o denominador é 1000. Assim 2/1000 é anotado por 2%
   . Todo o trabalho algébrico da taxa milesimal segue o mesmo
x 10 8 procedimento da taxa percentual.

1470 7. 3 1470 . 10 . 8 CÁLCULO DA PORCENTAGEM:


  x  Sempre que, por exemplo, escrevendo 20% estamos nos
x 10 . 8 7. 3 referindo a 20% de um determinado valor. Este valor é cha-
x = 5.600 mado de principal, isto é, o valor sobre o qual calculamos a
porcentagem. Este valor equivale sempre a 100% ou a um
Resposta: 5.600 Kg inteiro. Ex.: 20% de 500.
2º método: 100  porcentagem (P)
Unimos por uma linha as causas dos primeiros dados p .i 
P  20 = taxa (i)
com a conseqüência dos segundos casos e por outra linha 100 500 - principal (p)
as causas dos segundos dados com a coseqüência dos 
primeiros dados. Podemos calcular também a porcentagem através de re-
Igualamos o produto de uma linha com o produto da outra gra de três simples direta.
para determinar o valor procurado. Ex.:
Observe que neste método não é necessário a compara- Percentual / valor
ção das grandezas proporcionais, mas a noção do que é
causa e conseqüência. 100 500
Conseqüência é tudo que se produz ou se faz tendo  
20 x x = 100
como causa o trabalho e seus fatores para determiná-lo.
100  porcentagem (P)
Ex.: mesmo do 1º método: 
20 = taxa (i)
500 - principal (p)
alfafa(kg) dias cavalos 
1470 7 3 Transações Comerciais:
Existe nas transações comerciais o preço de custo de
x 10 8 uma mercadoria e o seu preço de venda também. Toda vez
que se calcula o percentual de lucro ou de prejuízo sobre
Para determinarmos a conseqüência faremos a pergun- determinado valor, este valor equivale a 100%, como já vis-
ta: o que foi feito? to, pois é o principal.
A resposta é: a alimentação dos cavalos através de qui-
los de alfafa. Numa transação comercial pode haver lucro ou prejuízo.
O restante então é a causa da alimentação dos cavalos Lucro (L) - o preço de venda (Pv) é maior que preço de
e do problema. custo (Pc). Prejuízo (P) - o preço de venda (Pv) é menor que
Então igualamos as duas linhas de daos como explicado o preço de custo (Pc).
anteriormente.
L = Pv - Pc
x . 7 . 3 = 1470 . 10 . 8
% . L = % . Pv - % . Pc
1470 . 10 . 8 Observe que:
x   5.600 P = Pc- Pv
7. 3
% . P = % . Pc - % . Pv
Resposta: 5.600 Kg
Importante frisar que se o lucro for calculado sobre o
Observe que qualquer dos 2 métodos pode ser utilizado. preço de custo, este equivale a 100% e se for sobre o preço
Cada um escolherá o que melhor entender. de venda, este também equivale a 100%.

MANUAL DE ESTUDOS 38 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
O esquema desenvolvido no exemplo é chamado árvore
ANÁLISE COMBINATÓRIA
das possibilidades e facilita a resolução dos problemas de
contagem.
CONTAGEM:
A partir do exemplo podemos enunciar o princípio fun-
PRINCÍPIO ADITIVO E MULTIPLICATIVO.
damental da contagem, que nos mostra um método algébri-
INTRODUÇÃO:
co para determinar o número de possibilidades de ocorrer um
Análise combinatória é a parte da Matemática que estuda
evento, sem precisarmos descrever todas as possibilidades.
o número de possibilidades de ocorrência de um determinado
Se um acontecimento pode ocorrer por várias etapas
acontecimento (evento) sem, necessariamente, descrever
sucessivas e independentes, de tal modo que:
todas as possibilidades.
p1 é o número de possibilidades da 1ª etapa
p2 é o número de possibilidades da 2ª etapa
FATORIAL:
.
Sendo n um número inteiro, maior que 1 (um), define-se
.
fatorial de n, e indica-se n!, a expressão:
.
 n  IN e n  1 pk é o número de possibilidades da k-ésima etapa,
 então, p1 . p2 ... pk é o número total de possibilidades de o
n! (lê - se : n fatorial ou fatorial de n)
acontecimento ocorrer.
n! = n(n - 1) (n - 2) ... 3 . 2 . 1 Ex.: Os números dos telefones de São Paulo têm 7 alga-
0!  1 rismos. Determinar o número máximo de telefones que podem
ser instalados, sabendo-se que os números não podem co-
Definições especiais:
1!  1 meçar com zero.
Resolução:
n! = n . (n - 1)! = n (n - 1) . (n - 2)! = n (n - 1) . (n - 2) . (n - 3)!
5! 9 10 10 10 10 10 10
Ex. : Resolução:
3 !  2! Com os algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9) temos 9
5! 5 . 4 . 3 . 2 .1 120 120 possibilidades diferentes de escolha para o primeiro algaris-
    15 mo (o zero não pode ser colocado) do número do telefone e
3 !  2! 3 . 2 .1  2 .1 6  2 8 dez possibilidades para os outros algarismos.
Resposta: 15 Logo, pelo princípio fundamental da contagem, temos:
9 . 10 . 10 . 10 . 10 . 10 . 10 = 9 000 000
PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA CONTAGEM Resposta: O número de telefones é 9 000 000.
Vamos resolver um problema, descrevendo todos os re-
sultados possíveis de um acontecimento. ARRANJOS SIMPLES
Quatro carros (c1, c2, c3, e c 4) disputam uma corrida.
Quantas são as possibilidades de chegada para os três pri- Arranjo simples é o tipo de agrupamento sem repetição
meiros lugares? em que um grupo é diferente de outro pela ordem ou pela
Ordem de natureza dos elementos componentes.
1º lugar 2º lugar 3º lugar chegada Exemplo: Quantos números de dois algarismos (elemen-
(4)* (3)* (2)* (24) tos) distintos podem ser formados usando-se os algarismos
c3 c1c2c3 (elementos) 2, 3, 4 e 5?
c4 { c1c2c4 Resolução :
c2
c2 c1c3c2
c3
c4 { c1c3c4
c4
c2 c1c4c2 1º algarismo 2º algarismo números formados
{
c3 c1c4c3 (4)* (3)* (12 números)
c3 c2c1c3
c4 { c2c1c4
3 23
c1
c1
4 24
c2c3c1
c3
c4 { c2c3c4 5 25
c4 2 32
c1 c2c4c1
c3 { c2c4c3 4 34
c2 c3c1c2 5 35
c4 { c3c1c4 2 42
c1
c1 c3c2c1 3 43
c2
c4 { c3c2c4 5 45
c4
c1 c3c4c1
c2 { c3c4c2
2 52
3 53
c2 c4c1c2
c3 { c4c1c3
4 54
c1
c1 c4c2c1 * possibilidade(s)
c2
c3 { c4c2c3
c3 Resposta: Podem ser formados doze números de dois
c1 c4c3c1
{ algarismos distintos.
* possibilidade(s) c2 c4c3c2
Observe no exemplo dado que os grupos (números ou
elementos) obtidos diferem entre si:
- pela ordem dos elementos (23 e 32, por exemplo);
Observe que:
- pelos elementos componentes (natureza) (25 e 43, por
- o número de possibilidades para o 1º lugar é 4
exemplo).
- o número de possibilidades para o 2º lugar é 3
Os grupos assim obtidos são denominados arranjos sim-
- o número de possibilidades para o 3º lugar é 2
ples dos 4 elementos tomados 2 a 2, e são indicados A4,2.
- o número total de possibilidades é 4 . 3 . 2 = 24

MANUAL DE ESTUDOS 39 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Daí define:se Resposta:
Arranjos simples de n elementos tomados p a p são Podem ser formados seis números de três algarismos dis-
todos os agrupamentos sem repetição que é possível formar tintos.
com p (n  p) elementos diferentes escolhidos entre os n Vemos, no exemplo dado, que os grupos (números) obti-
dos diferem um do outro apenas pela ordem dos elementos
elementos de um conjunto dado.
(245 e 254, por exemplo).
Indica-se: An,p ou A p
Os grupos assim obtidos são denominados permutações
n simples dos 3 elementos tomados 3 a 3 e são indicados P3.
FÓRMULA DOS ARRANJOS SIMPLES Observe que a permutação simples é um caso particular
Utilizando o princípio fundamental da contagem, se tivés- de arranjo simples, isto é A3.3 = P3.
semos n elementos para formar grupos de p elementos (p  n),
obteríamos: Fórmula das permutações simples
Em geral, temos:
An.p = n(n - 1) (n - 2) ... (n - p + 1)
1º algarismo 2º algarismo 3º algarismo ... pº algarismo Se n = p, vem:
An.n = Pn = n(n-1) (n-2) ... (n - n + 1) =
n(n-1) (n-2) ... 1.
n n-1 n - 2 n - (p - 1) ou n - p + 1 Portanto:
Pn = n(n-1) (n-2) ... 1 = n!
Logo, o número de arranjos simples de n elementos em Exemplo:
grupos de p elementos é dado por: Quantos números de 4 algarismos distintos podem ser
formados, usando-se os algarismos 1, 3, 5 e 7?
Resolução:
n(n - 1) (n - 2) ... (n - p  1)
An . p   P4 = 4! = 4 . 3 . 2 . 1 = 24
p fatores Resposta: Podem ser formados 24 números.
An,p  lê-se: arranjos simples de n elementos tomados p
a p. COMBINAÇÃO SIMPLES

FÓRMULA UTILIZANDO O FATORIAL Combinação simples é o tipo de agrupamento sem re-


Calculando A7,4, temos: A7,4 = 7 . 6 . 5 . 4. petição em que um grupo é diferente de outro apenas pela
Multiplicando e dividindo por 3!, obtemos: natureza dos elementos componentes.

7 . 6 . 5 . 4 . 3! 7! 7! Ex.: Quantas comissões de 2 pessoas podem ser forma-


A7,4    das com 5 alunos (A, B, C, D e E) de uma classe?
3! 3! (7 - 4)!
Generalizando, temos Resolução:

An,p = n(n - 1) (n - 2) ... (n - p + 1).

Multiplicando e dividindo por (n - p)!, obtemos:

(n - p)!
An, p  n (n - 1) (n - 2) ... (n - p  1) .
(n - p)!

n!
An,p 
(n - p)!
Esta fórmula mostra que os arranjos dos n elementos to-
mados p a p podem ser escritos utilizando-se fatoriais.
Ex.: a) A6,2
Resolução: A6,2 = 6 . 5 = 30

PERMUTAÇÃO SIMPLES

Permutação simples é o tipo de agrupamento ordena-


do, em que entram todos os elementos em cada grupo.
Ex.: Quantos números de três algarismos distintos podem
ser formados usando-se os algarismos (elementos) 2, 4 e 5?
Resolução:
números
1º algarismo 2º algarismo 3º algarismo formados
(3)* (2)* (1)* (6 números)
4 5 245
5 4 254
Resposta:
2 5 425 Podem ser formadas 10 comissões de 2 pessoas.
5 2 452 No exemplo dado, note que os grupos AB e BA represen-
2 4 524 tam a mesma comissão.
4 2 542 Os alunos A e B, não importa a ordem, formam apenas
* possibilidade(s) uma comissão.

MANUAL DE ESTUDOS 40 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Isso significa que uma mesma comissão foi contada duas Prim eiro coloque as 3 bolas vermelhas em 3
vezes. compartimentos, o que dá C(10,3) possibilidades.
Portanto, o total de comissões é dez. Agora coloque as 2 bolas azuis nos compartimentos
restantes para obter C(10-3,2) possibilidades e finalmente
 20
   10 coloque as 5 bolas amarelas.
2 As possibilidades são C(10-3-2,5).
Observe que os grupos obtidos diferem entre si pelos O número total de possibilidades pode ser calculado como:
elementos componentes (natureza), não importando a ordem
(posição) em que aparecem. 10  10  3  10  3  2 
Os grupos assim obtidos são denominados combinações       
simples dos 5 elementos tomados 2 a 2, e são indicados C5,2. 3  2   5 
Daí define-se: 10! 7! 5! 10!
Combinações simples de n elementos distintos tomados

3! 7! 2! 5! 5! 0! 3! 2! 5!
pap (n  p) são todos os subconjuntos de p elementos que
é possível formar a partir de um conjunto com n elementos. Tal metodologia pode ser generalizada.

Indica-se: Cn,p. NÚMERO DE COMBINAÇÕES COM REPETIÇÃO


Fórmula das combinações simples
Considere m elementos distintos e ordenados.
No exemplo anterior, para descobrirmos o número de com-
binações, basta calcular o número de arranjos e dividir o resul- Escolha p elementos um após o outro e ordene estes
tado por 2 (20 : 2 = 10), que é o fatorial do número de elementos elementos na mesma ordem que os elementos dados.
que compõem cada comissão (2). O resultado é chamado uma combinação com repetição
O número de combinações de n elementos de grupos de p de m elementos tomados p a p.
elementos é igual ao número de arranjos de n elementos toma- Denotamos o número destas combinações por Crep(m,p).
dos p a p, dividido por p!, isto é, Aqui a taxa p poderá ser maior do que o número m de
n! elementos.
Seja o conjunto A=(a,b,c,d,e) e p=6.
A n,p (n - p)! n! As coleções (a,a,b,d,d,d), (b,b,b,c,d,e) e (c,c,c,c,c,c)
Cn,p    são exemplos de combinações com repetição de 5 elementos
p! p! p! (n - p)! escolhidos 6 a 6.
Podemos representar tais combinações por meio de
n! símbolos # e vazios Ø onde cada ponto # é repetido (e
Cn,p  colocado junto) tantas vezes quantas vezes aparece uma
p! (n - p)! escolha do mesmo tipo, enquanto o vazio Ø serve para
separar os objetos em função das suas diferenças
Cn,p  lê-se: combinação simples de n elementos toma-
dos p a p. (a,a,b,d,d,d) equivale a ##Ø#ØØ###Ø
Ex.: Quantas comissões constituídas de 3 pessoas, por
exemplo: A B C . (b,b,b,c,d,e) equivale a Ø###Ø#Ø#Ø#
Invertendo-se a ordem dessas pessoas, obtemos a mes- (
ma comissão. c,c,c,c,c,c) equivale a ØØ######ØØ
Portanto, o problema é de combinação.
Cada símbolo possui 10 lugares com exatamente 6# e 4Ø.
5! 5 . 4 . 3! Para cada combinação existe uma correspondência
C 5 ,3    10
3! (5 - 3)! 3!. 2 . 1 biunívoca com um símbolo e reciprocamente.
Podemos construir um símbolo pondo exatamente 6 pontos
Resposta: Podemos formar 10 comissões
em 10 lugares.
NÚMERO DE ARRANJOS COM REPETIÇÃO Após isto, os espaços vazios são prenchidos com barras.
Isto pode ser feito de C(10,6) modos.
Seja C um conjunto com m elementos distintos e considere Assim: Crep(5,6) = C(5+6-1,6)
p elementos escolhidos neste conjunto em uma ordem Generalizando isto, podemos mostrar que:
determinada. Crep(m,p) = C(m+p-1,p)
Cada uma de tais escolhas é denominada um arranjo
com repetição de m elementos tomados p a p. PROBABILIDADE
Acontece que existem m possibilidades para a colocação
de cada elemento, logo, o número total de arranjos com INTRODUÇÃO
repetição de m elementos escolhidos p a p é dado por m p. Consideremos os seguintes experimentos:
Indicamos isto por: Arep(m,p) = mp
• aquecimento da água contida em uma panela;
• queda livre de um corpo.
NÚMERO DE PERMUTAÇÕES COM REPETIÇÃO
Conhecidas certas condições, podemos prever a tempe-
Consideremos 3 bolas vermelhas, 2 bolas azuis e 5 bolas
ratura em que a água entrará em ebulição e a velocidade com
amarelas.
que o corpo atingirá o solo.
Coloque estas bolas em uma ordem determinada. Iremos
obter o número de permutações com repetição dessas bolas. Os experimentos cujos resultados podem ser previstos,
Tomemos 10 compartimentos numerados onde serão isto é, podem ser determinados antes da sua realização, são
colocadas as bolas. denominados experimentos determinísticos.

MANUAL DE ESTUDOS 41 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Consideremos também os experimentos. PROBABILIDADE DE UM EVENTO
• lançamento de uma moeda e leitura da figura da face A teoria da probabilidade se aplica a vários campos liga-
voltada para cima; dos a nossa vida real: genética, medicina, engenharia, as-
• lançamento de um dado comum e leitura do número tronomia, etc..
voltado para cima;
• Definição
• nascimento de uma criança;
Se, num fenômeno aleatório, o número de elementos do
• sorteio de uma carta do baralho.
espaço amostral é n (U) e o número de elementos do evento
Se estes experimentos forem repetidos várias vezes,
A é n(A), então a probabilidade de ocorrer o evento A é o
nas mesmas condições, não poderemos prever o seu resul-
número p(A), tal que:
tado.
Experimentos que, ao serem realizados repetidas vezes,
nas mesmas condições, apresentarem resultados variados,
não sendo possível, portanto, a previsão lógica dos resulta-
dos, são denominados experimentos aleatórios.
Observação importante:
Os experimentos aleatórios estão sujeitos à lei do acaso.
Esta definição é válida, quando o espaço amostral U for
Como não podemos prever o resultado, procuraremos
eqüiprobabilístico, isto é, quando todos os elementos de U
descobrir as chances de ocorrência de cada experimento
tiverem a mesma probabilidade.
aleatório.
A teoria da probabilidade estuda a forma de estabelecer Notas:
as chances de ocorrência de cada experimento aleatório. 1ª) P (0/) = 0 e P(U) = 1
2ª) Como
ELEMENTOS
Espaço amostral é o conjunto de todos os resultados
possíveis de um experimento aleatório. Indicaremos o espa- 3ª) É comum representarmos as probabilidades em por-
ço amostral por U. centagem. Por exemplo, em vez de dizermos P(A) = 1/2,
Exemplos: podemos dizer P(A) = 50%.
Joga-se uma moeda e lê-se a figura da face voltada para
cima. Exemplo:
U = {cara, coroa} No lançamento de um dado, determine a probabilidade de
Joga-se um dado comum e lê-se o número voltado para obter:
cima. a) o número 2;
U = {1, 2, 3, 4, 5, 6} b) um número par;
Jogam-se duas moedas diferentes e lêem-se as figuras c) um número múltiplo 3.
das faces voltadas para cima. Resolução:
U = {(cara, cara), (cara, coroa), (coroa, coroa), (coroa, O espaço amostral é U = {1, 2, 3, 4, 5, 6}, portanto n(U) = 6
cara)} a) ocorrência do número 2:
• Evento é qualq uer subconjunto do espaço A = {2}, portanto n(A) = 1
amostral.
Exemplo:
Seja uma urna, contendo 3 bolas pretas e 3 bolas verme- ou P(A) = 16,66%
lhas. Dessa urna são retiradas, sucessivamente, 3 bolas. b) ocorrência de número par:
B = {2, 4, 6}, portanto n(B) = 3
1ª bola 2ª bola 3ª bola n B 3 2
P B ou P(B) = 50%
P PPP n U 6 3
P V PPV c) ocorrência de número múltiplo de 3:
P C = {3, 6}, portanto n(C) = 2.

V P PVP ou P(C) = 33,33%


V PVV
Respostas: a) 16,66% b) 50% c) 33,33%
P VPP
P V VPV PROBABILIDADE DO EVENTO COMPLEMENTAR
V Sejam A e A_ dois eventos de um espaço amostral U;
sendo A_ o evento complementar de A, temos:
V P VVP Demonstração: Sejam os conjuntos:
V VVV

O espaço amostral será:


U = {(PPP), (PPV), (PVP), (PVV), (VPP), (VPV), (VVP),
(VVV)}

Alguns eventos:
- evento 1: as três bolas têm a mesma cor
{(PPP) (VVV)}
- evento 2: 2 das bolas são pretas n ( A )  n ( A )  n ( U)
{(PPV) (PVP) (VPP)}
- evento 3: as três bolas são vermelhas n ( A )  n ( A )  n ( U)
{(VVV)} n ( U) n(U) n(U)
- evento 4: o número de bolas pretas é igual ao número
de bolas vermelhas { } p(A) + P(A )  1

MANUAL DE ESTUDOS 42 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Exemplo: Qual a probabilidade de que esta seja perfeita ou tenha
Consideremos um conjunto de 10 frutas, das quais 3 pequenos defeitos?
estão estragadas. Escolhendo aleatoriamente 2 frutas des- 04. No lançamento de um dado, determine a probabilida-
se conjunto, determinar a probabilidade de que: de de obter:
a) ambas não estejam estragadas. a) o número 1;
b) pelo menos uma esteja estragada. b) um número primo;
Resolução: c) um número divisível por 2;
a) • Cálculo do número de maneiras que duas frutas d) um número menor que 5;
podem ser escolhidas. e) um número maior que 6.
05. Retiramos 4 bolas de uma caixa contendo 3 bolas
amarelas, 4 bolas vermelhas e 5 bolas pretas. Determine:
a) a probabilidade de que, pelo menos, uma das 4 bo-
• Cálculo do número de maneiras que duas frutas não las retiradas seja amarela;
estragadas podem ser escolhidas. b) a probabilidade de que nenhuma das 4 bolas retiradas
seja amarela.
Respostas:
01.a)1/13 b)1/52 c)1/4
02. 50%
03. 65,71%
04. a)1/6 b)1/2 c)1/2 d)2/3 e)0
05. a)41/55 b)14/55
b) A_ é o evento: pelo menos uma fruta está estragada.
P(A) + P( A_ ) = 1 PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E GEOMÉTRICAS

SEQUÊNCIA (Sucessão)

Definição: É um conjunto de coisas, objetos, números,


dispostos ordenadamente.
Ex.: - sucessão dos meses do ano: (janeiro, fevereiro,
MULTIPLICAÇÃO DE PROBABILIDADES março, ... , dezembro)
Em análise combinatória, vimos o princípio fundamental - sucessão dos números pares positivos: (2, 4, 6, 8, 10, ...).
da contagem; em probabilidade, há uma regra análoga, deno- Se a ordem for invertida, temos uma nova sucessão.
minada regra do produto. Em uma sucessão ou seqüência o primeiro termo cha-
• Enunciado mamos de a 1 (a índice 1), onde o índice indica a posição
Se um acontecimento é composto por vários eventos do termo. Uma sucessão de n termos seria:
sucessivos e independentes, de tal modo que: (a1, a2, a3, a4, ..., an)
o primeiro evento é A e sua probabilidade é p1 As seqüências a serem estudadas são aquelas que obe-
o segundo evento é B e sua probabilidade é p2 decem uma lei de formação.
o terceiro evento é C e sua probabilidade é p3 As seqüências podem ser definidas:
a) pelo termo geral;
b) por um termo qualquer em relação ao anterior.
o k-ésimo evento é K e sua probabilidade é pk,,
então a probabilidade de que os eventos A, B, C, .... , K a) Pelo termo geral: Neste caso, determinamos qual-
ocorram nessa ordem é: p1 . p2 . p3 ... pk quer termo sem necessidade de calcular o seu anterior.
Ex.: an = n - 2 para n = 1 | a1 = 1 - 2 = -1
Exemplo: para n = 2 => a2 = 2 - 2 = 0
Uma moeda é lançada 4 vezes. Qual a probabilidade de para n = 3 => a3 = 3 - 2 = 1
que a apareça coroa nas quatro vezes? A seqüência será (-1, 0, 1, ...)
Resolução:
b) Por um termo qualquer em relação ao anterior:
U = {cara, coroa}
Só se determina um termo se calcularmos o anterior e tiver-
mos um termo da seqüência.
1º lançamento = Ex.: an = an - 1 + 3 e a1 = 2
para n = 2 => a2 = a2-1 + 3 = a1 + 3 = 2 + 3 = 5
2º lançamento = para n = 3 => a3 = a3-1 + 3 = a2 + 3 = 5 + 3 = 8
A seqüência será (2, 5, 8, ...)
3º lançamento = Obs.: Se quisermos calcular o 20º termo do exemplo anterior:
a) an = n-2 => a20 => 20 - 2 = a20 = 18
b) an = an-1 + 3 => a20 = a19 + 3, precisamos calcular o
4º lançamento =
19 anteriores para calcular o 20º.
EXERCÍCIOS:
01. De um baralho de 52 cartas, tira-se ao acaso uma PROGRESSÃO ARITMÉTICA
das cartas. Determine a probabilidade de que a carta seja: a) Definição: Progressão aritmética (P.A.) é toda seqüên-
uma dama cia na qual cada termo, a partir do segundo, é a soma do
b) uma dama de paus termo anterior com uma constante (razão).
c) uma carta de ouros Sendo a1 o 1º termo e r a razão da P.A. pela definição,
02. Uma urna contém 40 cartões, numerados de 1 a 40. podemos escrever:
Se retirarmos ao acaso um cartão dessa urna, qual a proba-
bilidade de o número escrito no cartão ser um múltiplo de 4 ou
múltiplo de 3?
03. Numa caixa de 8 peças com pequenos defeitos, 12
Exs.: 1) (1, 3, 5, 7, ...) a1 = 1 e r = 2
com grandes defeitos e 15 perfeitas. Uma peça é retirada ao
2) (2, 1, 0, -1, -2, ...) a1 = 2 e r = -1
acaso.

MANUAL DE ESTUDOS 43 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Classificação de uma P.A.:
a) Quanto ao número de termos, a P.A. pode ser:
Finita: (2, 5, 8, 11, 14) => 5 termos Resolução:
Infinita: (0, 2, 4, 6, 8, ...) => infinitos termos
b) Quanto à razão, a P.A. pode ser:
Crescente: r > 0, cada termo é maior que o anterior. Ex.: an = a1 + (n - 1)r
(1, 8, 15, 22, 29, 36) 124 = 100 + 4n - 4
Constante: r = 0. todos os termos são iguais. Ex.: (3, 3, 3, 28 = 4n
...) n=7
Decrescente: r < 0, cada termo é menor que o anterior. Como n = 7 é o número total de termos, devemos interpolar
Ex.: (5, 2, -1, -4) 7 - 2 = 5 meios.
Resposta: 5 meios
Fórmula do Termo Geral: É a fórmula que relaciona o
termo de ordem n(an) com o primeiro termo (a1), o número de EXERCÍCIO: Interpole 11 meios aritméticos entre 1 e 37.
termos (n) e a razão (r). Resp. r = 3
1º termo a1 = a1
2º termo a2 = a1 + r FÓRMULA DA SOMA DOS n TERMOS DE UMA P.A.
FINITA:
3º termo Propriedade: Consideremos a P.A. finita (6, 10, 14, 18,
22, 26, 30, 34) e nela podemos destacar: 6 e 34 são os
4º termo extremos:
.
.
.
nésimo termo

Portanto: Verifica-se, facilmente, que: 6 + 34 = 40 => soma dos


extremos.
Conhecidas três das quatro grandezas relacionadas,
calcula-se a quarta.
Ex. Na P.A. em que a4 = -7 e r = 3, calcular o primeiro
termo e o termo de ordem 10.
Solução:
a4 = a1 + 3 . r a10 = a1 + 9 . r
-7 = a1 + 3 . (3) a10 = (-16) + 9 . (3) Daí a propriedade: Numa [Link], a soma de dois
a1 = -7 -9 a10 = 11 termos eqüidistantes dos extremosé igual à soma
a1 = -16 (termo de ordem 10 ou dos extremos.
(primeiro termo) décimo termo)
Assim, dada a P.A. finita:
EXERCÍCIO: Determinar o vigésimo termo da P.A. (3, 8, ...).
Resp.98

PROPRIEDADE:
Dados três números a, b e c, em P.A., nessa ordem, temos
que b é média aritmética de a e c, ou seja:

Explicação: Por definição de P.A.,


Fórmula da Soma:
r = b - a e r = c - b, ou b - a = c - b => 2b = a + c
Sejam a P.A. finita (a1, a2, a3, ..., an-2, an-1, an) e Sn a soma
dos termos dessa P.A..
INTERPOLAÇÃO ARITMÉTICA

Neste item vamos aprender a intercalar números reais


entre dois números dados, de tal forma que todos passem a
construir uma progressão aritmética.
Ex.: 1) Interpolar cinco meios aritmético entre 6 e 30. 2Sn = (a1 + an) + (a2 + an-1) + (a3 + an-2) + ... + (an-2 +
Resolução: 6, - , - , - , - , - , 30 a3) + (an-1 + a2) + (a1 + an)
a1 an Como a2 e an-1 , a3 e an-2 são eqüidistantes dos extremos,
suas somas são iguais a (a1 + an ), logo:
2Sn = (a1 + an) + (a1 + an) + (a1 + an) + ... + (a1 + an) + (a1 +
an) + (a1 + an)
2Sn = (a1 + an) n

an = a1 + (n - 1)r => 30 = 6 + 6r
24 = 6r => r = 4 Em que:
Resposta: (6, 10, 14, 18, 22, 26, 30) a1 é o primeiro termo
an é o enésimo termo
2) Quantos meios aritméticos devemos interpolar entre n é o número de termos
100 e 124 para que a razão seja 4? Sn é a soma dos n termos

MANUAL DE ESTUDOS 44 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Ex.: 1) Achar a soma dos 30 primeiros termos da P.A. (2, Ex.: 1) Determinar o quinto termo (a5) da P.G.: (2, 6, 18,...)
5, ...). Solução: a1 = 2 Logo: a5 = a1 . q(5-1)
q = 6 : 2 = 18 : 6 = 3 a 5 = a 1 . q4
Resolução: n=5 a 5 = 2 . 34
a5 = 162
2) Na P.G. em que a3 = 36 e q = 2/3, calcular o primeiro
Cálculo de an termo e o termo de ordem 6.
Solução:

Cálculo de Sn

(termo de ordem 6 ou sexto termo)


Resposta: S30 - 1.365
PROPRIEDADE DA P.G.:
EXERCÍCIO: Dados três números a, b, c em P.G., nessa ordem, temos
Calcule a soma dos 50 primeiros termos da P.A. (2, 6,...). a relação:
Resp. Sn = 5.000
Explicação: Por definição de P.G., q = b : a e q = c : b, ou:
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

Definição: Progressão Geométrica (P.G.) é toda seqüên-


cia na qual cada termo, a partir do segundo, é o produto do EXERCÍCIO: Achar o décimo termo da P.G. (2, 6,...)
9
termo anterior por uma constante não-nula (razão). Resp. 2 . 3
Obs.: Deixamos de considerar a P.G. singular, na qual:
INTERPOLAÇÃO GEOMÉTRICA

Interpolar ou inserir k meios geométricos entre os números


Sendo a1 o 1º termo e q a razão da P.G., pela definição, a e b (extremos ) é obter a P.G. de k + 2 termos, onde a é o
podemos escrever: primeiro e b o último termo da progressão.
Para realizar a interpolação basta determinar a razão da
P.G.
Exemplo: (1, 2, 4, 8,...) a1 = 1 e q = 2 Ex.: Interpolar 3 meios geométricos positivos entre os
extremos 108 (1º termo) e 64/3.
CLASSIFICAÇÃO DE UMA P.G.:
a) Quanto ao número de termos, a P.G. pode ser:
- Finita: (-2, -10, -50, -250) => 4 termos
Solução:
- Infinita: (4, 2, 1, 1/2, 1/4,...) =>infinitos termos

b) Quanto ao primeiro termo e a razão, a P.G. pode ser:


- Crescente: cada termo é maior que o anterior.
Ex.: 1) (1, 2, 4, 8,...) =>a1 > 0 e q > 1
2) (-4, -2, -1, -1/2,...) => a1 < 0 e 0 < q < 1

- Constante: todos os termos são iguais.


Ex.: 1) (3, 3, 3,...) =>q = 1
2) (-5, -5, -5,...) =>q = 1

- Decrescente: cada termo é menor que o anterior. A P.G. é: (108, 72, 48, 32, 64/3)
Ex.: 1) (1, 1/2, 1/4, 1/8,...) =>a1 > 0 e 0 < q < 1 Note que, se não fossem exigidos meios positivos, pode-
2) (-3, -6, -12,...) => a1 < 0 e q > 1 ríamos ter:

- Oscilante: cada termo tem o sinal contrário ao do termo e a outra P.G. seria: (108, -72, 48, -32, 64/3)
anterior.
Ex.: 1) (3, -9, 27, -81,...) =>q < 0
EXERCÍCIO: Inserir cinco meios geométricos entre 8 e
2) (-32, 16, -8, 4,...) =>q < 0
512.
Resp. q = 2 (8, 16, 32, 64, 128, 256, 512)
FÓRMULA DO TERMO GERAL:
P.G. crescente
É a fórmula que relaciona o termo de ordem n (an) com o
primeiro termo (a1), o número de termos (n) e a razão (q).
FÓRMULA DA SOMA DOS TERMOS DE UMA P.G. FINITA:

conhecidas três das quatro grandezas relacionadas,


calcula-se a quarta.

MANUAL DE ESTUDOS 45 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Ex.: 1) Na P.G. (1, 2, 4,...) determinar a soma dos dez lação de soluções apropriadas e um planejamento objetivo
primeiros termos (S10). de ação.
Solução:
Fases do método estatístico: Podemos distinguir no
método estatístico as seguintes fases:

Coleta de dados
Após cuidadoso planejamento e a devida determinação
EXERCÍCIO: Calcule a soma dos 10 primeiros termos da das características mensuráveis do fenômeno coletivamen-
P.G. (2, -4, 8,...) Resp. S10 = -682 te típico* que se quer pesquisar, damos início à coleta dos
dados numéricos necessários à sua descrição.
LIMITE DA SOMA DOS TERMOS DE UMA P.G. A coleta pode ser direta e indireta.
INFINITA E DECRESCENTE: A coleta é direta quando feita sobre elementos informa-
Pela fórmula da soma: tivos de registro obrigatório, como os nascimentos, casa-
mentos e óbitos, a importação e exportação de mercadorias,
elementos pertinentes aos prontuários dos alunos de uma
escola ou, ainda, quando coligidos pelo próprio pesquisador
Se a P.G. é decrescente então 0 < q < 1 e an será um número através de inquéritos e questionários, como é o caso das
infinitamente pequeno. Então o produto an . q tende a zero. notas de verificação e de exames, do censo demográfico
etc.
Portanto: A coleta direta de dados pode ser classificada relativa-
mente ao fator tempo em:
Ex.: P.G. (1, 1/2, 1/4, 1/8,...) Solução: a. contínua (registro) - quando feita continuamente, tal
como a de nascimentos e óbitos, a freqüência dos alunos às
aulas;
b. periódica - quando feita em intervalos constantes de
tempo, como os censos (de 10 em 10 anos), as avaliações
mensais dos alunos;
c. ocasional - quando feita extemporaneamente, a fim
de atender a uma conjuntura ou a uma emergência, como no
caso de epidemias que assolam ou dizimam rebanhos intei-
ros.
A coleta se diz indireta quando é inferida de elementos
conhecidos (coleta direta) e/ou do conhecimento de outros
fenômenos relacionados com o fenômeno estudado. Como
exemplo, podemos citar a pesquisa sobre a mortalidade infan-
til, que é feita através de dados colhidos por uma coleta direta.
EXERCÍCIO: Determinar o valor de x na equação:
Crítica dos dados
Obtidos os dados, eles devem ser cuidadosamente criti-
cados, à procura de possíveis falhas, imperfeições e erros,
Resp. 9/2 a fim de não incorrermos em erros grosseiros ou de certo
vulto, que possam influir sensivelmete nos resultados.
NOÇÕES DE ESTATÍSTICA A crítica é externa quando visa as causas dos erros
por parte do informante, por distração ou má interpretação
Exprimindo por meio de número as observações que se das perguntas que lhe foram feitas; é interna quando visa
fazem de elementos com, pelo menos, uma característica observar os elementos originais dos dados da coleta.
comum (por exemplo: os alunos do sexo masculino de uma Apuração dos dados
comunidade), obtemos os chamados dados referentes a Nada mais é que a soma e o processamento dos dados
esses elementos; podemos dizer, então: obtidos e a disposição mediante critérios de classificação.
Pode ser manual ou eletromecânica ou eletrônica.
A Estatística é uma parte da Matemática Aplicada que
fornece métodos para a coleta, a organização, a descrição, Exposição ou apresentação dos dados
a análise e a interpretação de dados quantitativos e a utili- Por mais diversa que seja a finalidade que se tenha em
zação desses dados para a tomada de decisões. vista, os dados devem ser apresentados sob forma adequa-
da (tabelas ou gráficos), tornando mais fácil o exame da-
A coleta, a organização, a descrição dos dados quilo que está sendo objeto de tratamento estatístico e ulte-
estão a cargo da Estatística Descritiva, enquanto a análi- rior obtenção de medidas típicas.
se e a interpretação desses mesmos dados ficam a cargo Análise dos resultados
da Estatística Indutiva ou Inferencial. Como já dissemos, o objetivo último da Estatística é tirar
Em geral, as pessoas, quando se referem ao termo Esta- conclusões sobre o todo (população), a partir de informa-
tística, o fazem no sentido da organização e descrição dos ções fornecidas por parte representativa do todo (amostra).
dados (estatística do Ministério da Educação, estatística dos Assim, realizadas as fases anteriores (Estatística Descri-
acidentes de tráfego etc.), desconhecendo que o aspecto tiva) fazemos uma análise dos resultados obtidos, através
essencial da Estatística é o de proporcionar métodos dos métodos da Estatística Indutiva ou Inferencial, que
inferenciais, que permitam conclusões que transcen- tem por base a indução, inferência ou tirando daí conclusões
dam os dados obtidos inicialmente. e previsões.
Assim, é a análise e a interpretação dos dados estatísti- * Fenômeno coletivamente típico é aquele que não
cos que tornam possível o diagnóstico de uma empresa (por apresenta regularidade na observação de casos isolados,
exemplo, de uma escola), o conhecimento de seus proble- mas na massa de observações. (Marcos Vinícius da RO-
mas (condições de funcionamento, produtividade), a formu- CHA, Curso de Estatística).

MANUAL DE ESTUDOS 46 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
POPULAÇÃO 6
Ao conjunto de entes portadores de, pelo menos, uma
característica comum, denominamos população estatís-
 fi  40
i 1
tica ou universo estatístico.
Assim, os estudantes, por exemplo, constituem uma po- Não havendo possibilidade de engano, usamos:
pulação, pois apresentam pelo menos uma característica co-
mum: são os que estudam.  fi  40
Como em qualquer estudo estatístico, temos em mente Podemos, agora, dar à distribuição de freqüência das
pesquisar uma ou mais características dos elementos de estaturas dos 40 alunos do Colégio A a seguinte representa-
alguma população; esta característica deve estar perfeita- ção tabular técnica:
mente definida. E isto se dá quando, considerado um elemen- TABELA
to qualquer, podemos afirmar, sem ambigüidade, se esse ESTATURAS DE 40 ALUNOS DO COLÉGIO A
elemento pertence ou não à população. É necessário, pois,
exisir um critério de constituição da população, válido para
qualquer pessoa, no tempo ou no espaço.
Assim, quando pretendemos fazer uma pesquisa entre
os alunos das escolas de 1° grau, precisamos definir quais
são os alunos que formam o universo: os que atualmente
ocupam as carteiras das escolas, ou devemos incluir tam-
bém os que já passaram pela escola? É claro que a solução
do problema vai depender de cada caso em particular.
Na m a i ori a d a s v ez es , p or i m po s s i bi l i da d e ou
inviabilidade econômica ou temporal, limitamos as obser-
vações referentes a uma determinada pesquisa a ape-
nas uma parte da população. A essa parte proveniente TIPOS DE FREQÜÊNCIAS
da população em estudo denominamos amostra. Freqüências simples ou absolutas (fi) são os valores
Uma amostra, portanto, um subconjunto finito de uma que realmente representam o número de dados de cada classe.
população. Como vimos anteriormente, a soma das freqüências sim-
Como vimos no capítulo anterior, a Estatística Indutiva tem ples é igual ao número total dos dados:
por objetivo tirar conclusões sobre as populações, com base
em resultados verificados em amostras retiradas dessa po-
pulação. Freqüências relativas (fri) são os valores das razões
Mas para as inferências serem corretas, é necessá-rio entre as freqüências simples e a freqüência total, isto é:
garantir que a amostra seja representativa da po-pulação,
isto é, a amostra deve possuir as mesmas ca-racterísticas
básicas da população, no que diz respeito ao fenômemo que
desejamos pesquisar. É preciso, pois, que a amostra ou as
amostras que vão ser usadas sejam obtidas por processos Logo, a freqüência relativa da terceira classe no nosso
adequados. exemplo (Tabela) é:
Há casos, como o de pesquisas sociais, econômicas e
de opinião, em que os problemas de amostragem são de
extrema complexidade. Mas existem também casos em que
os problemas de amostragem são bem mais fáceis.
Como exemplo, podemos citar a retirada de amostra para Evidentemente,
controle de qualidade dos produtos ou materiais de determi-
Freqüência acumulada (Fi) é o total das freqüências
nada indústria.
de todos os valores inferiores ao limite superior do interva-
lo de uma dada classe. Temos, pois:
FREQÜÊNCIA SIMPLES OU ABSOLUTA
Freqüência simples ou frequência absoluta ou, sim-
plesmente, freqüência de uma classe ou de um valor indi-
vidual é o número de observações correspondentes a essa
classe ou a esse valor.
A freqüência simples é simbolizada por fi (lemos: f índice Assim, no exemplo apresentado no início deste capítulo,
i ou freqüência da classe i). a freqüência acumulada correspondente à terceira classe é:
Assim, em nosso exemplo, temos:
f1 = 4; f2 = 9; f3 = 11; f4 = 8; f5 = 5 e f6 = 3
o que significa existirem 24 alunos com estatura inferior
a 162 cm (limite superior do intervalo da terceira classe).
A soma de todas as freqüências será representada pelo
símbolo de somatório: Freqüência acumulada relativa(Fr i) de uma classe
k é a freqüência acumulada da classe, dividida pela freqüên-

 fi
i 1
cia total da distribuição:

É evidente que:
k Assim, para a terceira classe, temos:

i 1
fi  n
Para a distribuição em estudo, temos:

MANUAL DE ESTUDOS 47 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA GRÁFICO EM COLUNAS
OU EM BARRAS MÚLTIPLAS
DIAGRAMA DE BARRAS É geralmente empregado quando queremos representar,
É a representação de uma série por meio de retângu- simultaneamente, dois ou mais fenômenos estudados com o
los, dispostos verticalmente (em colunas) ou horizon- propósito de comparação.
talmente (em barras). Exemplo:
Quando em colunas, os retângulos têm a mesma base e as RECEITA E DESPESA
alturas são proporcionais aos respectivos dados. FUNDEP
Quando em barras, os retângulos têm a mesma altura e os 2014 - 2018
comprimentos proporcionais aos respectivos dados.
Assim estamos assegurando a proporcionalidade entre Valor (R$1.000.000)
as áreas dos retângulos e os dados estatísticos.
Exemplos:
GRÁFICO EM COLUNAS
PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO 2014
2010
BRASIL - 2013 - 2018 2015
2011
2016
2012
Quantidades 2017
2013
(1.000 unid) Anos 2018
2014
Fonte: Simulação
919 2009
2013
1.063 2010
2014
1.128 2011 2014 - 2018
2015
1.165 2012
2016
781 2013
2017
859 2014
2018
Fonte: Simulação
2014 2015 2016 2017 2018
PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO Receita Despesa
BRASIL - 2009-2014 Fonte: Simulação
Mil
Unidades
2013 - 2018
Média Aritmética (x)
Em um conjunto de dados, podemos definir vários tipos
de médias.
Porém, em nossos estudos, iremos dar mais importân-
cia a média aritmética.

09 2014
2013 10 2015
11 2016
12 2017
13 2018
14 MÉDIA ARITMÉTICA

Fonte: Simulação É o quociente da divisão da soma dos valores da variável


pelo número deles.
i
x= n
GRÁFICO EM BARRAS
ALUNOS REPETENTES - BRASIL 2018
sendo
_ :
Estados Quantidades x a média aritmética;
(aluno) xi os valores da variável;
n o número de valores.
São Paulo 255.620
R.G. do Sul 168.555 Dados não grupados: Quando desejamos conhecer a
Stª. Catarina 113.602 média dos dados não-grupados, determinamos a média arit-
Pernambuco 54.091 mética simples.
M. Gerais 46.023 Exemplo: Sabendo-se que a produção leiteira diária da
Paraná 21.903
vaca A, durante uma semana, foi de 10, 14, 13, 15, 16, 18 e
12 litros, temos para a produção média da semana:
Fonte: Simulação

ALUNOS REPETENTES - Brasil - 2018


2014 _
Logo: x = 14 litros

Às vezes acontece de a média ser um número diferente


de todos os da série de dados que ela representa. É o que
acontece quando temos os valores: 2, 4, 8 e 9 para os quais
a média é 5.
Esse será o número representativo desta série de valo-
res, embora não esteja representado nos dados originais.
1.000 alunos Neste caso, costumamos dizer que a média não tem
Fonte: Simulação existência concreta.

MANUAL DE ESTUDOS 48 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
MODA TRIGONOMETRIA

É o valor que ocorre com maior freqüência em uma série I - ARCOS E CICLO TRIGONOMÉTRICO
de valores.
1) MEDIDA DE ARCOS:
Dados não agrupados
- Grau: um grauº (1º) é o arco unitário que corresponde
Quando lidamos com valores não agrupados, a moda é 1
facilmente reconhecida: basta, de acordo com a definição, a da circunferência.
360
procurar o valor que mais se repete.
A série de dados 8, 9,10,11,11,11,12,12,13,14, tem moda - Grado: um grado (1gr) é o arco unitário que corresponde
igual a 11, pois, o número onze aparece mais vezes que os 1
a da circunferência.
outros. 400
Na série 1,2,3,4,8,12, não apresenta moda, (amodal), - Radiano: um radiano (1 rad) é o arco unitário que tem o
pois todos os números aparecem na série o mesmo número mesmo comprimento do raio da circunferência que o contém.
de vezes.
Já na série 1,2,2,3,4,4,4,5,6,7,7,8,8,8,9, temos como moda 2) CONVERSÃO DE UNIDADES:
os números 4 e 7, pois aparecem o mesmo número de vezes 180º  rad 200 gr
na série, dizemos então que a série é bimodal.
Ex.: 1) Transforme 45º em radianos.
MEDIANA Solução: Como as medidas são diretamente proporcio-
nais, podemos estabelecer a regra de três:
É outra medida de posição definida como o número que 180º  rad
se encontra no centro de uma série de números, estando 45º x rad
dispostos segunda uma ordem.
45º  rad  rad
Em outras palavras, a mediana de um conjunto de valo- x  x 
res, ordenados segundo uma ordem de grandeza, é o valor 180º 4
situado de tal forma no conjunto que o separa em dois 2
subconjuntos de mesmo número de elementos. 2) Transforme rad por 180º.
3
Dados não agrupados 2 2 . 180º 2
Dada uma série de valores: 6, 7, 10, 15, 16, 21, 6, 14, 3,   120º Logo: rad = 120º
24,17 3 3 3
Para determinar a mediana o primeiro passo é colocar a
série em ordem crescente ou decrescente de seus valores. 3) CICLO TRIGONOMÉTRICO:
3, 6, 6, 7, 10, 14, 15, 16, 17, 21, 24 É uma circunferência à qual se associa um sistema
Em seguida, tomamos o valor central, o seja, que separa cartesiano ortogonal com origem no centro, sendo o raio a
a série em duas partes iguais, apresentando o mesmo núme- unidade de medida dos eixos.
ro de elementos à esquerda e à direita.
Concluímos que: M d = 14
Se a série apresentar um número par de termos, a medi-
ana será, por definição, qualquer dos números compreendi-
dos entre os dois valores centrais da série. Convencionou-
se utilizar o ponto médio.
Exemplo:
2, 4, 6, 7, 8, 10
6+7
Md = = 6,5
2 Na circunferência adota-se um ponto de origem (A) co-
mum para os arcos trigonométricos e a eles se associa um
M d = 6,5 sinal + ou - conforme o sentido do percurso.

DESVIO MÉDIO Na trigonometria podemos ter arcos de mais de uma volta


(maior que 360º e arcos negativos (menores que 0º).
Para um conjunto de números, x1, x2, x3, ...., xn, de média
aritmética Ma, definimos o desvio médio dm por:
xi -M a
dm = n
DESVIO PADRÃO (dp)

É a mais usada das medidas de dispersão.


Assim como o desvio médio, o desvio padrão determina a Ex.: 1) Determinar o ponto-extremidade do arco de 390º.
dispersão dos valores em torno da média. Solução: Partindo da extremidade A é preciso percorrer
É dado pela fórmula> uma volta e mais 30º no sentido anti-horário.

fi . (mi ) 2 fi . m i
2
do = n - n

onde n = fi

MANUAL DE ESTUDOS 49 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
2) Determinar a extremidade do arco de 1.200º

Solução:
.
1200º 360º
120º 3

1200º  3 . 360º + 120 sen 90º = sen  1
2
3 voltas

Na divisão por 360º temos: cos 90º = cos  0
.. quociente: nº de voltas 2
. resto: arco menor que 360º (determina o quadrante). 3
sen 270º = sen  1
3) Determinar o ponto-extremidade do arco de -1542º. 2
3
cos 270º = cos  0
2
sen 180º = sen   0
cos 180º = cos   1

sen 360º = sen 2   0


1542º 360º cos 360º = cos 2   1
Solução:
102º 4
sen 0º = 0
1542   4 . 360º   102º )
cos 0º = 1
4 voltas
3) TANGENTE e COTANGENTE:
As voltas e o resto são percorridos no sentido horário. sen x
4) Determinar o quadrante a que pertence a extremidade Tangente de um arco  tg x =
37  cos x
do arco de rad .
6 cos x
Cotangente de um arco  cotg x =
37 7 37  2 sen x
Solução:  5 
2 5 7 7 Ex.: 1) Calcular tg 30º e cotg 30º.
Sabemos que: sen 30º 12 1 3 3
2 = uma volta tg 30º =    
p = meia volta 5 = cinco voltas cos 30º 3 2 3 3 3
2 
 arco menor que cos 30º 3 2
7 2 cotg 30º =   3
sen 30º 12
Devemos percorrer 5 meias voltas (até B) e a seguir um
2) Calcular tg 90º e cotg 90º.
2
arco de rad. sen 90º 1
7 tg 90º =   tg 90º = 0
cos 90º 0
cos 90º 0
cotg 90º =    tg 90º
sen 90º 1
4) SECANTE e COSSECANTE:
1
Secante de um arco  sec x =
II - NÚMEROS TRIGONOMÉTRICOS: cos x
1) SENO de um arco é a ordenada do ponto extremidade 1
no ciclo trigonométrico. Cossecante de um arco  cossec x =
sen x
2) COSSENO de um arco é a abscissa do ponto extremi-
dade no ciclo trigonométrico.  
Ex.: 1) Calcular sec e cossec
6 6
sen x = OM' '
 1 1 2 3 2 3
cos x  OM ' sec    . 
6 cos  6 3 2 3 3 3

 1 1
cossec    2
Obs.: 1  sen x  1 e - 1  cos x  1 6 sen  6 12

MANUAL DE ESTUDOS 50 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
III - RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
TRIGONOMETRIA DO TRIÂNGULO
1) RELAÇÕES FUNDAMENTAIS: Funções Trigonométricas de Ângulos Agudos
R1  sen 2 x  cos2 x  1
sen x
R 2  tg x 
cos x
cos x
R 3 = cotg x =
sen x
1
R 4 = sec x =
cos x
1
R 5 = cossec x =
sen x
2) RELAÇÕES DERIVADAS:

R 6 = sec 2 x = 1 + tg 2 x
R 7 = cossec 2 x = 1 + cotg 2 x
Funções Trigonométricas de Ângulos Arbitrários
3
Ex.: 1) Dado sen x = , x  II quadrante, calcu-
5
lar as demais funções trigonométricas.

Solução:
2
2 2 3
sen x + cos x = 1   cos2 x  1
5
9 9 25  9
 cos2 x  1  cos2  1   cos2 x 
25 25 25
16 16 4
cos2 x   cos x   cos x  
25 25 5
Obs.: x  II Q
sen x 35
tg x =  tg x =  tg x = - 3 4 Triângulos Especiais
cos x 4 5
1 1
sec x =  sec x =  sec x = - 5 4
cos x -45
1 1
cossec x =  cossec x =  cossec x = 5 3
sen x 35
2) Verificar a identidade: 2 tg 2 x + 3 = 2 sec 2 x + 1
Triângulo Qualquer
Lei dos Senos:
Solução: Vamos desenvolver o primeiro membro:

Como sec 2 x = 1 + tg 2 x, temos: tg 2 x = -1 + sec 2 x


 2 x = sec 2 x - 1
tg

Logo: 2tg 2 x + 3 = 2(sec 2 x - 1) + 3 = 2 sec 2 x - 2 + 3


= 2 sec 2 x + 1
tg x . cotg x
3) Simplificar a expressão:
sec 2 x  1
2
Solução: rad
3

Lei dos Cossenos:


a2=b2+c2-2bc cosA
b2=a2+c2-2ac cosB
c2=a2+b2-2ab cosC

MANUAL DE ESTUDOS 51 MANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Algebricamente, uma ma triz A pode ser representada por:
MATRIZES

1. DEFINIÇÃO:  a11 a12 a13 ... a1n 


As matrizes são tabelas de números reais utilizadas em  
quase todos os ramos da ciência e da engenharia.  a 21 a 22 a 23 ... a 2n 
Várias operações executadas por cérebros eletrônicos a 
são computações por matrizes. São utilizadas na Estatística,  31 a 32 a 33 ... a 3n 
na Economia, na Física Atômica, etc.
A  . . . .  com m e n  IN *
Vejamos um exemplo:  
Considere a tabela ao lado, que indica o número de ven- . . . . 
das efetuadas por uma agência de automóveis durante o pri- . . . . 
meiro trimestre.  
a a
 m1 m2 m3
a ... a mn 
Janeiro Fevereiro Março
Como o quadro A é bastante extenso, a matriz m X n será
Monza 20 18 25 representada abreviadamente por:
A  (a ij ) m x n
Fiat 12 10 15
Os elementos da matriz A são indicados por aij, em que:
Gol 15 9 20 i  1, 2, 3, ... , m e j  1, 2, 3, ... , n.
Voyage 18 15 21 O elemento aij possui dois índices: o primeiro i, representa
a linha, e o segundo, j, indica a coluna. Com essas duas infor-
Se quisermos saber a quantidade de carros Voyage ven- mações (linha e coluna) podemos localizar o elemento.
didos em janeiro, iremos procurar o número que está na quar- Assim, temos:
ta linha e na primeira coluna desta tabela. a11 (lê-se: a um um)  elemento localizado na 1ª linha e 1ª
No quadro indicado, os números colocados nas disposi- coluna
ções horizontais formam o que denominamos linha e os colo-
a32 (lê-se: a três dois)  elemento localizado na 3ª linha e
cados nas disposições verticais chamamos de coluna.
2ª coluna
O conjunto ordenado dos números que formam a tabela é
denomado matriz e cada número é chamado elemento da Exemplo: Achar os elementos da matriz A = (aij)3 x 2 em que
matriz. aij = 3i - j.
20 18 25
12 10 15 Resolução: A representação genérica da matriz é:
15 9 20 a ij  3i - j  a 11  3 .1 - 1  2
18 15 21
a12  3 .1 - 2  1
Neste exemplo, temos uma matriz do tipo 4 x 3 (lê-se: qua-
tro por três), isto é, uma matriz formada por 4 linhas e três a 11 a12  a 21  3 . 2 - 1  5
colunas.  
Representa-se uma matriz colocando-se seus elementos
A  a 21 a 22  a 22  3 . 2 - 2  4
entre parênteses ou entre colchetes. a 31 a 32  a 31  3 . 3 - 1  8
1ª coluna a 32  3 . 3 - 2  7
2ª coluna 2 1
3ª coluna A  5 4
 20 18 25  20 18 25 Resposta:
8
1ª linha 7 
  12 10 15

12 10 15  2ª linha  
3 - MATRIZ QUADRADA
15 
9 20 3ª linha 15 9 20  Se o número de linhas de uma matriz for igual ao número
    de colunas, a matriz é dita quadrada.
18 15 21  4ª linha ou 18 15 21  Quando nos referimos a uma matriz quadrada n x n, pode-
mos dizer que a sua ordem é n em vez de n x n.
Uma matriz do tipo m x n (lê-se: m por n), com m, n  1 , Exemplos:
é uma tabela formada por m . n elementos dispostos em m  3 4
linhas e n colunas. A  é uma matriz de ordem 2
Observação: - 1 0 
Para indicar a ordem de uma matriz, dizemos primeiro o núme-
1 2 3 
ro de linhas e, em seguida, o número de colunas.  
Exemplo: B  4 5 6
é uma matriz de ordem 3.
7 8 9
4 1 
2 : matriz de ordem 1x 3
 
Observações:
(1 linha e 3 colunas) 1ª) Quando uma matriz tem todos os seus elementos iguais
a zero, dizemos que é uma matriz nula
2. REPRESENTAÇÃO ALGÉBRICA Assim, C é uma matriz nula de ordem 4.
Utilizamos letras maiúsculas para indicar matrizes genéri- 2ª) Os elementos aij de uma matriz quadrada, em que i = j,
cas e letras minúsculas correspondentes para os elementos. formam uma diagonal denominada diagonal principal.

M ANUAL DE ESTUDOS 52 M ANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
A outra diagonal é chamada diagonal secundária.
 2 5  x  y 5
diagonal diagonal Resolução: A  B   
principal secundária 10 1 3x - y 1 

a 11 a 12 ... a 1n  x  y  2
  
   3x  y  10
a 21 a 22 ... a 2n   4 x  12
  
  Resposta: x = 3 e y = -1
a a 32 ... a 3n 
 31  7 - OPERAÇÕES COM MATRIZES
  A adição ou a subtração de duas matrizes, A e B, do
. . .  mesmo tipo é efetuada somndo-se ou subtraindo-se os seus
  elementos correspondentes.
. . .  Exemplo:
 
. . .   4 3 1 - 2 
a m1 Sendo A    e B   , temos :
a m2 ... a mn  - 2 1  5 7
4 - MATRIZ UNIDADE OU MATRIZ IDENTIDADE  4 3  1 - 2   4  1 3 - 2   5 1 
A matriz quadrada de ordem n, em que todos os elementos A  B            
da diagonal principal são iguais a 1 (um) e os demais elemen-  - 2 1   5 7   - 2  5 1  7   3 8
tos são iguais a 0 (zero), é denominada matriz unidade ou
matriz identidade.  4 3  1 - 2   4  1 3  2  3 5 
Representa-se a matriz unidade por In. A  B            
Exemplos:  - 2 1   5 7   - 2  5 1 7   - 7 - 6
De uma forma geral,
1 0 seA= (aij)m x n, B = (bij)m x n e C = (cij)m x n, temos:
I2    é uma matriz de ordem 2.
0 1
Adição C  A  B  c ij  a ij  b ij
1 0 0 Subtração C  A  B  c ij  a ij  b ij com
I 3  0 1 0 é uma matriz unidade de ordem 3.  3 + y = 2  y = -1
i  1, 2, 3, ..., m
0 0 1
j  1, 2, 3, ..., n  x=3
5 MATRIZ COMPOSTA Podemos, também, efetuar a subtração da seguinte forma:
Se A é uma matriz de ordem m x n, denominamos trans- C = A - B  C = A + (-b)
posta de A a matriz de ordem n x m obtida pela troca ordenada Isto é matriz C é igual à matriz A adicionada à oposta da
das linhas pelas colunas. matriz B.
Indica-se a transposta de A por At.
Exemplo: Matriz oposta
Denomina-se matriz oposta de uma matriz A a matriz -A
 1 2 cujos elementos são os simétricos dos elementos correspon-
  1 - 3 2 
A  - 3 5   a sua transpost a é A t    dentes de A.
   2 5 0  2 x 3 Exemplo:
 2 0  3x 2
 2 - 5 - 2 5 
Observe que: A    - A   6 - 7
a 1ª linha de A é igual à 1ª coluna de At.  - 6 7   
a 2ª linha de A é igual à 2ª coluna de At.
Observe que a oposta da matriz A é obtida trocando-se os
a 3ª linha de A é igual à 3ª coluna de At.
sinais de todos os elementos de A.
6 - IGUALDADE DE MATRIZES
Propriedades:
Sejam as matrizes A e B de mesma ordem. Se cada ele-
1ª) A + B = B + A (comutativa)
mento de A for igual ao elemento correspondente (elemento
2ª) (A + B) + C = A + (B + C) (associativa)
que ocupa a mesma posição) de B, as matrizes A e B são ditas
3ª) A + 0 + A (elemento neutro)
iguais.
4ª) A + (-A) = 0 ( elemento oposto)
Assim, sendo A = (aij)m x n e B = (bij)m x n,
Exemplo:

A  B  a ij  b ij ,  i  1, 2, 3, ..., m  3
 
 -1 
 
 j  1, 2, 3, ..., n A  - 2 e B   - 4  , calcular
Dadas as matrizes
 5  2
Exemplo: Dadas as matrizes    
 2 5 xy 5 a matriz X tal que X - A + B = 0.
A  e B  3x - y , calcular x e y para que A  B.
10 1  1  Resolução: O 2º membro da equação é uma matriz nula de
ordem 3 x 1.

M ANUAL DE ESTUDOS 53 M ANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Se X - A  B  X  A - B
5 8  410
50  
 3  1   4
      A . B  C  3 2  .    190 
 
X  A  (-B)   - 2    4    2  20
4 7   340 
 5 - 2  3 
     
 4 Cada elemento da matriz C é a soma dos produtos ordena-
 
X   2 dos de uma linha da matriz A pela coluna da matriz B, isto é:
Resposta: 410 = 5 . 50 + 8 . 20
3 
  190 = 3 . 50 + 2 . 20
340 = 4 . 50 + 7 . 20
Multiplicação de um número real por uma matriz Observe que a multiplicação de matrizes só é possível
Para multiplicar uma matriz por um número real basta mul- quando o número de colunas da 1ª matriz é igual ao número de
tiplicar todos os seus elementos pelo número, e o resultado é linhas da 2ª matriz.
uma matriz de mesma ordem. Podemos definir:
Dada uma matriz A = (aij) e um número real k, chama-se Dada uma matriz A = (a ij ) m x n e uma matriz B = (b jk ) n x p ,
produto de K por A a matriz B = (bij), em que bij = k . aij. denomina-se produto de A por B a matriz C = (c ik ) m x p, tal
que o elemento cik é a soma dos produtos da i-ésima linha de A
i  1, 2, 3, ..., m pelos elementos correspondentes da j-ésima coluna de B.

B  k . A  b ij  k . a ij  C  A . B  C ij  a il b lk  a i2 b 2k  ...  a in b nk
 j  1, 2, 3, ..., n
 Exemplo: Dadas as matrizes

 2 -1 0 
Exemplo: Calcular: 5.   a 11 a 12 
- 4 3 6    b b 
A  a 21 a 22  e B   11 12 
,
a 31 a 32  b 21 b 22 
 2 - 1 0   10 - 5 0 
Resolução: 5.   
- 4 3 6 - 20 15 30 determine a matriz C = A . B.
Multiplicação de matrizes Resolução:
Exemplo prático: uma doceira produz dois tipos de doces, A
e B. Para a produção desses doces são utilizados os ingredien-  a 11 a 12 
 b 11 b 12 
tes X, Y e Z, conforme indica a tabela. C  A . B   a 21 a 22  .
b b 22  2 x 2
D O CES  a 31 a 32  3 x 2  21
A B  a 11 b 11  a 12 b 21 a 11 b 12  a 12 b 22 
X 5 8   a 21 b 11  a 22 b 21 a 21 b 12  a 22 b 22 
Y 3 2
 a 31 b 11  a 32 b 21 a 31 b 12  a 32 b 22  3 x 2

Z 4 7 Observe que a operação de multiplicação é efetuada mul-


tiplicando-se linha por coluna, isto é, cada elemento de uma
A tabela dada será representada pela matriz A: linha é multiplicado pelo elemento correspondente de uma co-
5 8  luna e, em seguida, os produtos são adicionados.

A  3 2 
Portanto, o elemento c11 (1ª linha e 1ª coluna) da matriz
produto é encontrado multiplicando-se os elementos da 1ª
4 7 linha de A pelos elementos da 1ª coluna de B e somando-se os
produtos obtidos.
Suponha que sejam fabricados 50 doces do tipo A e 20 Na multiplicação de duas matrizes A e B, o número de
dozes do tipo B, por dia. Essa quantidade de doces pode ser colunas de A deve ser igual ao número de linhas de B; o
representada prla matriz coluna: produto AB terá o mesmo número de linhas de A e o mesmo
50  número de colunas de B.
B  . Am x n . Bn x p = (A . B)m x p
20   

Se quisermos determinar a quantidade de ingredientes X,


Y e Z utilizada por dia, devemos proceder da seguinte forma: Se A é de ordem 3 x 2 e B é de ordem 2 x 2,
Ingrediente X: 5 . 50 + 8 . 20 = 410 então A . B é de ordem 3 x 2.
Ingrediente Y: 3 . 50 + 2 . 20 = 190 Se A é de ordem 5 x 3 e B é de ordem 3 x 1,
Ingrediente Z: 4 . 50 + 7 . 20 = 340 então A . B é de ordem 5 x 1.
Essas quantidades podem ser representadas pela matriz: Se A é de ordem 3 x 4 e B é de ordem 2 x 5,
então não existe A . B.
410
Propriedades:
C  190  A multiplicação de matrizes possui as seguintes proprie-
.
340  dades, se existirem os produtos envolvidos:
1ª) A . (BC) = (AB) . C (associativa)
Podemos obter a matriz C, denominada matriz produto de 2ª) A . (B + C) = AB + AC (distributiva à direita)
A por B, da seguinte forma: 3ª) (B + C) . A = BA + CA (distributiva à esquerda)

M ANUAL DE ESTUDOS 54 M ANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Observações:
1ª) A multiplicação de matrizes não é comutativa, isto é, 5 2 
 - 
existem matrizes A e B tais que AB  BA . 6 3
A 1   
2ª) Se ocorrer AB = BA, dizemos que as matrizes A e B Resposta:  1 1 
comutam.  6 3 
3ª) Na multiplicação de matrizes não vale a lei do
anulamento do produto, isto é, podemos ter AB = 0, mesmo 1
Exercícios propostos:  
com A  0 e B  0 .
1) (Cescem-SP) O produto M . N da matriz M = 1
4ª) Não vale também a lei do cancelamento, isto é, pode- 1
pela matriz N = ( 1 1 1):  
mos ter AB = AC, mesmo com A 0eBC . a) não se define
b) é uma matriz identidade de ordem 3
 9 7  1 2 3  c) é uma matriz de cada linha e uma coluna
Exemplo: Efetuar:   .   d) é uma matriz quadrada de ordem 3
0 8   4 5 6 e) não é uma matriz quadrada.
Resolução:
2  1 
 9 7  1 2 3   9 .1  7 . 4 9 . 2  7 . 5 9 . 3  7 . 6 
  .    A  1  e B  2
 
0 8 4 5 6   0 .1  8 . 4 0 . 2  8 . 5 0 . 3  8 . 6  2)
 x  1 
 9  28 18  35 27  42   37 53 69 
   
 0  32 0  40 0  48   32 40 48  então a matriz Y = At . B será nula para:
a) x = 0 b) x = -1 c) x = -2 d) x = -3 e) x - 4.

8 - MATRIZ INVERSA 3) (FEI-SP) As matrizes abaixo comutam.


Sejam dois números reais, a e b, com a  0 e b  0. Se a .
b = b . a = 1, dizemos que a e b são inversos, ou, ainda, que b a a  0 3
é o inverso de a e vice-versa. a 2 e 3 3  O valor de a é:
   
Vamos utilizar um raciocínio análogo para as matrizes.
Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Se existir uma a) 1 b) 0 c) 2 d) -1 e) 3
matriz B tal que A . B - B . A = I, dizemos que a matriz B é a
matriz inversa de A e indicamos por A-1. Respostas: 01 - D 02 - E 03 - A
Portanto:
A . A-1 = A-1 . A = In DETERMINANTES

Observações:
1ª) I é uma matriz identidade de mesma ordem que as 1 - INTRODUÇÃO:
matrizes A e B. Determinante é um número real que se associa a uma
2ª) Se existir a inversa, dizemos que a matriz A é inversível matriz quadrada.
e, em caso contrário, não inversível ou singular. A teoria dos determinantes surgiu quase simultaneamente
3ª) Se a matriz quadrada A é inversível, a sua inversa é na Alemanha e no Japão. Foi desenvolvida por dois matemáti-
única. cos, Leibniz (1646 - 1716) e Seki Shinsuke Kowa (1642 -
Exemplo: Determinar a inversa da matriz 1708) ao solucionarem um problema de eliminações necessá-
rias à resolução d eum sistema de m equações lineares com m
 2 4 incógnitas.
A   
1 5  2 - DETERMINANTE DE UMA MATRIZ QUADRADA DE 2ª
ORDEM
a b Dada a matriz quadrada de 2ª ordem
Resolução: Fazemos A 1    .
c d  a a 
A   11 12  ,
Sabemos que -1
A . A  I2  a 21 a 22 
Chama-se determinante associado à matriz A (ou
determinante de 2ª ordem) o número real obtido pela diferença
2 4 a b  1 0  entre o produto dos elementos da diagonal principal e o produ-
      
to dos elementos da diagonal secundária.
1 5   c d   0 1
 2a  4c 2b  4d   1 0  Então, determinante de A = a11 . a22 - a12 . a21
    
 a  5c b  5d   0 1  
produto dos
produto dos ele- elementos da
Pela igualdade de matrizes, temos os sistemas: mentos da diagonal diagonal
principal secundária
2a  4c  1 5 1
(1)  a  ec-
 a  5c  0 6 6
Indica-se:
a11 a12
2b  4d  0 2
b ed-
1 det A  A   a11 . a 22 . a 21
(2)  a 21 a 22
 b  5d  1 3 3

M ANUAL DE ESTUDOS 55 M ANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Observação:
CONJUNTO DOS NÚMEROS COMPLEXOS
Dada a matriz A = (aij), de ordem 1, define-se como
determinante de A o seu próprio elemento, isto é:
OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS
det A  A  a11 COM OS NÚMEROS COMPLEXOS

Assim, na matriz A = (4), temos det A  4  4 . Resolvendo a equação x2  4x  5  0 no universo


Vejamos alguns exemplos:
4 -3
IR, temos: x 4  4
2
; e como  4  IR , a

1) Achar o valor do determinante .


equação x 2  4 x  5  0 não admite soluções em IR,
6 -1 pois estas exigem a raiz quadrada de um número negativo, o
4 -3 que é impossível para os reais.
Resolução:  4 . (-1) - 6 . (-3)  - 4  18  14 Já no início do século XVI era voz corrente entre os
6 -1 matemáticos o pensamento: "não existe raiz quadrada de
Resposta: 14 número negativo porque um número negativo não é quadrado
de nenhum número".
x3 2 Porém, em 1545, o matemático Cardano publicou um
2) Resolver a equação: 0
x -1 5 trabalho em que propunha o seguinte problema:
"Dividir o número 10 em duas partes, de modo que seu
Resolução: produto seja 40."
x3 2 Trata-se de um problema de 2º grau. Chamando os
 0  5(x  3) - 2(x - 1)  0 números procurados de x e y, teremos:
x -1 5
 x  y  10
5x  15 - 2x  2  0 
17  x. y  40
3x  - 17  x  - Resolvendo o sistema, encontramos uma solução:
3
 17  5   15 e 5   15
Resposta: S  - 
 3 Vamos verificar se realmente esses números são as
soluções do problema, operando de maneira usual com eles:
EXERCÍCIOS PROPOSTOS:
SOMA:
1) Achar o valor dos determinantes:  5  15  .  5  15  
-5 2 5.5  5.  15   15. 5   15.  15 
a)
3 -1 PRODUTO:
6 -4  5  15  .  5  15  
b)
2 3
5.5  5.  15   15.5   15.  15 
1 5 -1
c)  25  5.  15  5.  15   15  25  15  40
2 1- 5
d) 1 Assim, Cardano mos trou que

5   15 e 5   15 eram os núm eros


2) Resolva as equações: procurados.
x x  2
a) 0 Nos séculos XVI,XVII e XVIII continuaram aparecendo
5 7 raízes quadradas de números negativos, não só nas
equações. Esses números, quando manipulados de acordo
x x com as regras usuais de álgebra, levevam os matemáticos a
b) 0 resultados corretos que às vezes não podiam ser obtidos de
5 x outras maneiras, e por isso, eles eram considerados números
"imaginários", nome até hoje em uso.
x 3 5
c) 0 Os números desse tipo podem ser escritos na forma
1 x -1 a  b  1 , onde a e b são números reais; assim, podemos
escrever:
3) Seja A = (aij) uma matriz quadrada de 2ª ordem tal que aij
= j2 + i. j. 2   25  2  25.(1)  2  5.  1
Calcule det A.  81  9  1
Respostas:
5   15  5  15.  1
1) a) -1 b) 26 c) -2 d) 5 Então até esse momento as operações eram um jogo
2) a) 5 b) 0,5 c)  4,2 com símbolos, pois  1 , evidentemente não é um número
3) -2 real.

M ANUAL DE ESTUDOS 56 M ANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Em 1831, Gauss publicou um trabalho dando uma Igualdade de complexos:
interpletação geométrica para os símbolos, chamando-os de Dois números complexos (a,b) e (c,d) são iguais quando
"números complexos". a somente se a=c e b=d, ou seja:
Seu pensamento consistia em olhar para números a e b, (a,b) = (c,d)  a=c e b=d.
do símbolo a  b.  1 , e coordenadas cartesianas de pon-
Representação Geométrica de um número com-
to plano e associar a cada símbolo um ponto P do eixo plexo.
cartesiano e vice-versa. O número complexo z = a + bi pode ser representado
geometricamente no plano cartesiano IR2, uma vez que z é
y um par ordenado de números reais.
Ao complexo z = a + bi vamos associar, no sistema de coor-
denadas cartesianas, o ponto cujas coordenadas são a e b.
O Ponto P(a,b) que representa o número complexo a + bi
chama-se "afixo" ou "imagem" do complexo.

y
b P(a,b)

b P(a.b)

a x
a x

Este processo algébrico pode s er melhor


operacionalizado quando se adota para o símbolo a
convenção de chamá-lo "unidade imaginária" e representá- A cada número complexo corresponde um e somente um
lo por i. Com essa convenção, as operações ficam: ponto no plano e, reciprocamente, a cada ponto no plano
corresponde um e somente um número complexo.
1) (a+bi) + (c+di) = (a+c) + (b+d)i, com a,b,c,d, IR
Existe, pois, uma correspondência biunívoca entre os
2) (a+bi). (c+di) = ac + (ad+bc)i +bd(i)2. pontos do plano e o conjunto dos números complexos.
e como (i)2 = -1, vem:
(a+bi),(c+di) = ac + (ad+bc)i + bd(-1) LIMITES
(a+bi),(c+di) = (ac-bd) + (ad+bc)i.
Exemplos: Diz-se que uma variável x tende a um número real a se
a) (3+2i) + (5-8i) = (3+5) + (2-8)i = 8 - 6i a diferença em módulo de x-a tende a zero. ( x  a ).
b) (3+2i) . (5-8i) = 3.5 - 24i + 10i - 16(i)2. Escreve-se: x a ( x tende a a).
= 15 - 24i + 10i + 16 Exemplo : Se x = 1 / N = 1,2,3,4,... ,quando N aumenta,
= 31 - 14i x diminui, tendendo a zero.
O significado correto, do que aqui colocamos apenas Definição:
como uma convenção, quando substitui por i ou

{
(i)2=-1 foi dado por Gauss, como veremos a seguir. lim f(x) é igual a L se e somente se, dado x  a
Efetuando as operações de adição e multiplicação com xa e  0, existe  0,
esses símbolos, usando as regras atuais, obteremos: tal que se 0  | x - a | 
então | f (x) -L |
1) (a+b ) + (c+d ) = (a+c) + (b+d )., com
a,b,c,d IR Propriedades:
2) (a+b ) + (c+d ) = ac + (ad+bc) . + bd
( )2 =

= (ac-bd) + (ad+bc) . , com a,b,c,d IR.

Gauss, ao invés de escrever o símbolo a+b escre-


veu somente (a,b): um par ordenado de números reais.

Assim, a adição e a multiplicação são definidas de modo


que esses pares se comportem como antigos símbolos.

Dados os pares (a,b) e (c,d) de números reais, define-se:


Adição: (a,b) + (c,d) = (a+c,b+d)
Multiplicação: (a,b) . (c,d) = (ac-bd, ad-bc)

Definição:
O conjunto dos pares ordenados de números reais IR2
munido das operações adição e multiplicação definidas em I
recebe o nome de conjunto dos números complexos, e é
indicado pela letra . c
M ANUAL DE ESTUDOS 57 M ANUAL DE ESTUDOS
MATEMÁTICA
DERIVADAS

Derivada de uma Função


Acréscimo da variável independente
Dados x0 e x1 denominam incremento da variável x, à
diferença:
 x x 1 x0

Acréscimo de uma função


Seja y = f(x) contínua. Dados x0 e x1 podem-se obter f(x0)
Exemplos: e f(x1). À diferença  y = f(x1) - f(x0 ) chama-se acréscimo
ou variação da função f(x).
Como:
x1 = x0 +  x, então:  y = f(x0
+  x) - f(x 0
)

Graficamente:  Y /  X = tg 

Limites Laterais
Suponha que, quando x tende a a pela esquerda, isto é,
por valores menores que a, f(x) tende ao número L1. Este
fato é indicado por:
lim f (x) = L1
xa
Suponha que, quando x tende a a pela direita, isto é,
por valores maiores que a, f (x) tende ao número L2 . Este
fato é indicado por:
lim f (x) = L2
xa
Os números L1 e L2 são chamados, respectivamente, de Razão Incremental
limite à esquerda de f em a e limite à direita de f em a e
O quociente da variação da função  y pelo incremento
referidos como limites laterais de f em a.
da variável independente  x é chamado razão incremental.
Limites Infinitos
Ao investigarmos lim f(x) ou lim f(x)
xa- xa+
Trocando x0 por x (fixo momentaneamente), temos:
Pode ocorrer que, ao tender x para a, o valor f(x) da
função ou aumente sem limite, ou decresça sem limites.
Por exemplo:
f (x) = 1 / (x - 2). Observe que a razão incremental é o coeficiente
Quando x se aproxima de 2 pela direita, f (x) aumenta angular ( tg) da reta secante s, que passa por P e Q.
sem limite:
Derivada de uma função num ponto x:
x 2,1 2,01 2,001 2,0001 2,00001
f (x) 10 100 1.000 10.000 100.000 Seja y = f(x) contínua. Calculamos a razão incremental
Quando x se aproxima de 2 pela esquerda, f (x) diminui  y / x .
sem limite: O limite da razão incremental para o acréscimo  x
x 1,9 1,99 1,999 1,9999 1,99999 tendendo a zero é definido como a derivada da função f(x).
f (x) -10 -100 -1.000 -10.000 -100.000 Ela pode ser indicada como:
Assim: yf(x) Lagrange
lim f(x) 1 / (x-2) =  e lim f(x) 1 / (x-2) = -  Dy = Df(x) Cauchy
x2 + x2 - dy / dx = df / dx Leibnitz
São consideradas indeterminações: y Newton
=> 0/0; Então:
=> 0 . (+/- )
=> (+/-  ) / (+/-  )
=> (+/-  ) +/- (+/-  )

M ANUAL DE ESTUDOS 58 M ANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Veja a Fig. a seguir:

Dizemos que a é a abscissa do ponto P e b é a ordenada


do ponto P.
O eixo OX é denominado eixo das abscissas e o eixo OY
é denominado eixo das ordenadas.
O ponto O(0,0) é a origem do sistema de coordenadas
Quando  x  0 , a reta secante s tende para a reta cartesianas.
tangente t, tg β tg α e f(x) tg α. Os sinais algébricos de a e b definem regiões do plano

Geometricamente f(x) mede a inclinação da reta tangente


.
denominadas QUADRANTES.
No 1º quadrante, a e b são positivos, no 2º quadrante, a
à curva y = f(x) no ponto P(x, f(x)). é negativo e b positivo, no 3º quadrante, ambos são negativos
e finalmente no 4º quadrante a é positivo e b negativo.
Propriedades Observe que todos os pontos do eixo OX tem ordenada
1. Propriedade f(x) = C f(x) 0 . nula e todos os pontos do eixo OY tem abscissa nula. Assim,
dizemos que a equação do eixo OX é y = 0 e a equação do
2. Propriedade f(x) xn f(x) n xn-1 eixo OY é x = 0.
Os pontos do plano onde a = b, definem uma reta
3. Propriedade (f g) (x) f(x) g(x)
denominada bissetriz do 1º quadrante, cuja equação
4. Propriedade (f g) (x) f (x) g(x) evidentemente é y = x.
Já os pontos do plano onde a = -b (ou b = - a), ou seja, de
5. Propriedade (f.g) (x) f (x) . g(x) f(x) . g(x) coordenadas simétricas, definem uma reta denominada bissetriz
do 2º quadrante, cuja equação evidentemente é y = - x.
6. Propriedade Os eixos OX e OY são denominados eixos coordenados.

Exercícios Resolvidos
GEOMETRIA ANALÍTICA 1) Se o ponto P(2m-8 , m) pertença ao eixo dos y , então
a) m é um número primo
A Geometria Analítica é uma parte da Matemática , que b) m é primo
através de processos particulares , estabelece as relações c) m é um quadrado perfeito
existentes entre a Álgebra e a Geometria. Desse modo , uma d) m = 0
reta , uma circunferência ou uma figura podem ter suas e) m < 4
propriedades estudadas através de métodos algébricos .
Solução:
Os estudos iniciais da Geometria Analítica se deram no
Se um ponto pertence ao eixo vertical (eixo y) , então a
século XVII , e devem-se ao filósofo e matemático francês
sua abscissa é nula.
René Descartes (1596 - 1650), inventor das coordenadas
Logo, no caso teremos 2m - 8 = 0, de onde tiramos m = 4
cartesianas (assim chamadas em sua homenagem), que
e port anto a alternativa correta é a letra C,
permitiram a representação numérica de propriedades
pois 4 é um quadrado perfeito (4 = 22).
geométricas. No seu livro Discurso sobre o Método, escrito
em 1637, aparece a célebre frase em latim “Cogito ergo sum”,
2) Se o ponto P(r - 12 , 4r - 6) pertença à primeira bissetriz
ou seja: “Penso, logo existo”.
, então podemos afirmar que :
a) r é um número natural
Coordenadas cartesianas na reta
b) r = - 3
Seja a reta r na Fig. abaixo e sobre ela tomemos um ponto
c) r é raiz da equação x3 - x2 + x + 14 = 0
O chamado origem. Adotemos uma unidade de medida e
d) r é um número inteiro menor do que - 3 .
suponhamos que os comprimentos medidos a partir de O,
e) não existe r nestas condições .
sejam positivos à direita e negativos à esquerda.
Solução:
Os pontos da primeira bissetriz (reta y = x), possuem
abscissa e ordenada iguais entre si. Logo, deveremos ter: r
O comprimento do segmento OA é igual a 1 u.c (uma - 12 = 4r - 6 de onde conclui-se r = - 2.
unidade de comprimento). É fácil concluir que existe uma Das alternativas apresentadas, concluímos que a correta
correspondência um a um (correspondência biunívoca) entre é a letra C, uma vez que -2 é raiz da equação dada. Basta
o conjunto dos pontos da reta e o conjunto R dos números substituir x por -2 ou seja:
reais. Os números são chamados abscissas dos pontos. (-2)3 - (-2)2 + (-2) + 14 = 0 o que confirma que -2 é raiz
Assim, a abscissa do ponto A’ é -1, a abscissa da origem O da equação.
é 0, a abscissa do ponto A é 1, etc.
A reta r é chamada eixo das abscissas. Fórmula da distância entre dois pontos do plano
cartesiano
Coordenadas cartesianas no plano Dados dois pontos do plano A(Xa,Ya) e B(Xb,Yb) , deduz-
Com o modo simples de se representar números numa se facilmente usando o teorema de Pitágoras a seguinte
reta, visto acima, podemos estender a idéia para o plano, fórmula da distancia entre os pontos A e B:
basta que para isto consideremos duas retas perpendiculares
que se interceptem num ponto O, que será a origem do
sistema.

M ANUAL DE ESTUDOS 59 M ANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Esta fórmula também pode ser escrita como: d2AB = (Xb -
Xa)2 + (Yb - Ya)2 , obtida da anterior, elevando-se ao quadrado
(quadrando-se) ambos os membros.

Exercício Resolvido
O ponto A pertence ao semi-eixo positivo das ordenadas
; dados os pontos B(2 , 3) e C(-4 ,1) , sabe-se que do ponto Conclui-se pois que as coordenadas do baricentro são
A se vê o segmento BC sob um ângulo reto . iguais às médias aritméticas das coordenadas dos pontos A
Nestas condições podemos afirmar que o ponto A é :
BeC.
a) (3,0) b) (0, -1) c) (0,4)
Assim, por exemplo, o baricentro (também conhecido como
d) (0,5) e) (0, 3)
centro de gravidade) do triângulo ABC onde A(3,5) , B(4, -1)
Solução:
e C(11, 8) será o ponto G(6, 4). Verifique com o uso direto
Como do ponto A se vê BC sob um ângulo reto, podemos
das fórmulas.
concluir que o triângulo ABC é retângulo em A. Logo, vale o
teorema de Pitágoras: o quadrado da hipotenusa é igual à
soma dos quadrados dos catetos. Portanto, podemos Exercício resolvido
escrever: AB2 + AC2 = BC2 (BC é a hipotenusa porque é o lado Conhecendo-se o baricentro B(3,5), do triângulo XYZ
que se opõe ao ângulo reto A). Da fórmula de distância, onde X(2,5) , Y(-4,6) , qual o comprimento do segmento BZ?
podemos então escrever, considerando que as coordenadas Solução:
do ponto A são (0,y) , já que é dado no problema que o ponto Seja o ponto Z(a,b). Temos, pela fórmula do baricentro:
A está no eixo dos y e portanto sua abscissa é nula: 3 = (2 - 4 + a) / 3 e 5 = (5 + 6 + b) / 3
AB2 = ( 0 - 2 )2 + ( y - 3 )2 = 4 + ( y - 3 )2 Daí, vem que a = 11 e b = 4. O ponto Z será portanto Z(11, 4).
AC2 = ( 0 - (-4))2 + ( y - 1)2 = 16 + ( y - 1 )2 Usando a fórmula da distância entre dois pontos,
BC2 = ( 2 - (-4))2 + ( 3 - 1 )2 = 40 lembrando que B(3,5) e Z(11,4),
Substituindo, vem: 4 + ( y - 3 )2 + 16 + ( y - 1 )2 = 40 \ ( y encontraremos BZ = 65 1/2 u.c. (u.c. = unidades de
- 3 )2 + ( y - 1)2 = 40 - 4 - 16 = 20 comprimento).
Desenvolvendo, fica: y2 - 6y + 9 + y2 - 2y + 1 = 20 \ 2y2 - Agora resolva este:
8y - 10 = 0 \ y2 - 4y - 5 = 0 , que resolvida, encontramos y = Os pontos A(m, 7), B(0, n) e C(3, 1) são os vértices de
5 ou y = -1. A raiz y = -1 não serve, pois foi dito no problema um triângulo cujo baricentro é o ponto
que o ponto A está no semi-eixo positivo . Portanto, o ponto G (6, 11). Calcule o valor de m 2 + n2.
procurado é A(0,5), o que nos leva a concluir que a Resp: 850
alternativa correta é a letra D.
O uso do Determinante de terceira ordem na
Ponto médio de um segmento Geometria Analítica
Dado o segmento de reta AB , o ponto médio de AB é o Área de um triângulo
ponto M Î AB tal que AM = BM . Nestas condições, dados os Seja o triângulo ABC de vértices A(xa , ya) , B(xb , xc) e
pontos A(x1 , y1) e B(x2 , y2) , as coordenadas do ponto médio C(x c , y c ) . A área S dess e triângulo é dada por
M(xm , ym) serão dadas por: S = 1/2 . | D | onde | D | é o módulo do determinante formado
pelas coordenadas dos vértices A , B e C .
Temos portanto:

Exercício Resolvido
Sendo W o comprimento da mediana relativa ao lado BC A área S é normalmente expressa em u.a. (unidades de
do triângulo ABC onde A(0,0), B(4,6) e C(2,4) , então W 2 é área)
igual a: Para o cálculo do determinante de terceira ordem,
a) 25 b) 32 c) 34 utilizamos a conhecida e prática regra de Sarrus.
d) 44 e) 16 Condição de alinhamento de três pontos
Solução: Três pontos estão alinhados se são colineares , isto é ,
Chama-se mediana de um triângulo relativa a um lado, ao se pertencem a uma mesma reta.
segmento de reta que une um vértice ao ponto médio do lado É óbvio que se os pontos A , B e C estão alinhados , então
oposto. o triângulo ABC não existe , e podemos pois considerar que
Assim, a mediana relativa ao lado BC será o segmento sua área é nula ( S = 0 ) .
que une o ponto A ao ponto médio de BC. Fazendo S = 0 na fórmula de área, concluímos que a
Das fórmulas de ponto médio anteriores, concluímos que condição de alinhamento dos 3 pontos é que o determinante
o ponto médio de BC será o ponto M( 3, 5). Portanto, o D seja nulo , ou seja : D = 0 .
comprimento da mediana procurado será a distância entre
os pontos A e M. Exercício resolvido:
Usando a fórmula de distância encontramos AM = Ö 34 Se os pontos P(3 , 5) , Q(-3 , 8) e C(4 , y) são colineares
ou seja raiz quadrada de 34. , então o valor de y é :
Logo, W = Ö 34 e portanto W 2 = 34, o que nos leva a a) 4 b) 3 c) 3,5 d) 4,5 e) 2
concluir que a resposta correta está na alternativa C. Solução:
Para que estes pontos estejam alinhados (pontos
Baricentro de um triângulo colineares), deveremos ter:
Sabemos da Geometria plana , que o baricentro de um
triângulo ABC é o ponto de encontro das 3 medianas . Sendo G
o baricentro , temos que AG = 2 . GM onde M é o ponto médio do
lado oposto ao vértice A (AM é uma das 3 medianas do triângulo).
Nestas condições , as coordenadas do baricentro G(xg , yg) do
triângulo ABC onde A(xa , ya) , B(xb , yb) e C(xc , yc) é dado por :

M ANUAL DE ESTUDOS 60 M ANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Desenvolvendo o determinante pela Regra de Sarrus, Equação segmentária da reta
obtemos: Considere a reta representada na fig. a seguir:
- 32 - 3y + 15 + 24 - 3y + 20 = 0 \ y = 9/2 = 4,5.
Portanto a alternativa correta é a letra D.

Equação geral da reta.


Seja r a reta que passa pelos pontos A(xa , ya) e B(xb , yb).
Seja P(x , y) um ponto qualquer desta reta . Pela condição
de alinhamento de 3 pontos , podemos escrever:

Verificamos que a reta corta os eixos coordenados nos


pontos (p,0) e (0,q). Sendo G(x,y) um ponto genérico ou seja
um ponto qualquer da reta, através da condição de
Desenvolvendo o determinante acima obtemos: alinhamento de 3 pontos, chegamos facilmente à equação
(Ya - Yb) . x + (Xa - Xb) . y + (XaYb - XbYa) = 0 . segmentária da reta:

Fazendo Ya - Yb = a , Xa - Xb = b e XaYb - XbYa = c,


decorre que todo ponto P(x,y) pertencente à reta, deve
verificar a equação: ax + by + c = 0 que é chamada equação Nota: se p ou q for igual a zero , não existe a equação
geral da reta r . segmentária (Lembre-se: não existe divisão por zero);
Exemplos: portanto , retas que passam na origem não possuem equação
2x + 5y - 4 = 0 (a = 2 , b = 5 , c = -4) segmentária .
3x - 4y = 10 (a = 3 , b = -4 , c = -10);
Exercício resolvido
observe que podemos escrever 3x - 4y - 10 = 0.
Ache a equação segmentária da reta de equação geral
3y + 12 = 0 (a = 0 , b = 3 , c = 12)
2x + 3y - 18 = 0.
7x + 14 = 0 (a = 7 , b = 0 , c = 14)
Solução:
x = 0 (a = 1 , b = 0 , c = 0)
Podemos escrever: 2x + 3y = 18 ; dividindo ambos os
y = 0 (a = 0 , b = 1 , c = 0)
membros por 18 vem:
Observações: 2x/18 + 3y/18 = 18/18 \ x / 9 + y / 6 = 1. Vemos portanto
a) a = 0 => y = - c/b (reta paralela ao eixo dos x ) que p = 9 e q = 6 e portanto a reta corta os eixos coordenados
b) b = 0 => x = - c/a (reta paralela ao eixo dos y) nos pontos A(9,0) e B(0,6).
Posição relativa de duas retas
Sabemos da Geometria que duas retas r e s no plano Equações paramétricas da reta
podem ser: Paralelas; Concorrentes ou Coincidentes. Quando um ponto qualquer P(x , y) de uma reta vem com
Dadas as retas r : ax + by + c = 0 e s : a’x + b’y + c’ = 0 , suas coordenadas x e y expressas em função de uma
temos os seguintes casos : terceira variável t (denominada parâmetro), nós temos nesse
caso as equações paramétricas da reta.
x = f(t) onde f é uma função do 1o. grau
as retas são coincidentes . y = g(t) onde g é uma função do 1o. grau
Nestas condições , para se encontrar a equação geral
da reta , basta se tirar o valor de t em uma das equações e
as retas são paralelas . substituir na outra .

Exercício resolvido
as retas são concorrentes . Um móvel descreve uma trajetória retilínea e suas
coordenadas em função do tempo t , são:
x = 3t + 11
Exercícios resolvidos
y = -6t - 21
1 - OSEC-SP - Qual a posição relativa das retas r : x + 2y
Qual a equação segmentária dessa trajetória?
+ 3 = 0 e s: 4x + 8y + 10 = 0?
Solução:
Solução:
Multiplicando ambos os membros da 1ª equação
Temos que: 1 / 4 = 2 / 8 ¹ 3 / 10 (segundo caso acima) e,
paramétrica por 2, vem: 2x = 6t + 22.
portanto as retas são paralelas.
Somando agora membro a membro com a 2ª equação,
2 - Dadas as retas r : 3x + 2y - 15 = 0 ; s : 9x + 6y - 45 =
obtemos: 2x + y = 32 (observe que a variável t é eliminada
0 e t : 12x + 8y - 60 = 0 , podemos afirmar:
nessa operação pois 6t + ( -6t ) = 0 ).
a) elas são paralelas
Dividindo ambos os membros da equação obtida por 32
b) elas são concorrentes
fica:
c) r // t // s = R
2x / 32 + y / 32 = 32 / 32 => x / 16 + y / 32 = 1, que é a
d) r // s // t = R2
equação segmentária procurada.
e) as três equações representam uma mesma reta .
Solução: Determine a equação da reta que passa nos pontos P(2,5)
Primeiro vamos verificar as retas r e s: 3 / 9 = 2 / 6 = -15 e Q(1,4).
/ -45 (primeiro caso acima) e portanto as retas r e s são Solução: Sendo G(x,y) um ponto qualquer da reta cuja
coincidentes. equação é procurada, podemos escrever:
Comparando agora, por exemplo a reta r com a reta t ,
teremos:
3 / 12 = 2 / 8 = -15 / -60 (primeiro caso acima);
Portanto as retas r, s e t são coincidentes, ou seja,
representam a mesma reta.
Logo a alternativa correta é a letra E.

M ANUAL DE ESTUDOS 61 M ANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Aplicando a regra de Sarrus para desenvolver o Efetuando os cálculos indicados e simplificando-se
determinante de 3ª ordem acima, vem: obtemos : w 2 - 2w + 1 = 0, que é equivalente a
- 4x - 2y - 5 + 8 + y + 5x = 0 Þ x - y + 3 = 0 que é a equação (w - 1)2 = 0, de onde conclui-se que w = 1.
geral procurada. Observe que a equação da reta também poderá Mas, cuidado! Observe que 1 anula o denominador da
ser escrita como y = x + 3. Esta última forma, é conhecida como expressão acima e, portanto é uma raiz estranha, já que não
equação reduzida da reta, como veremos a seguir. existe divisão por zero! Apesar das aparências, a raiz 1 não
serve! Logo, a alternativa correta é a letra E e não a letra B
Outras formas de equação da reta como ficou aparente.
Vimos na seção anterior a equação geral da reta ou seja
ax + by + c = 0 . Vamos apresentar em seqüência , outras Ângulo formado por duas retas
formas de expressar equações de retas no plano cartesiano: Sendo m r e m s os coeficientes angulares das retas r e s
respectivamente , a tangente do ângulo agudo q formado
Equação reduzida da reta pelas retas é dado por :

Seja a reta r de equação geral ax + by + c = 0 . Para achar


a equação reduzida da reta , basta tirar o valor de y ou seja:
y = (- a/b)x - c/b .
Chamando - a/b = m e - c/b = n obtemos y = mx + n que é
a equação reduzida da reta de equação geral ax + by + c = 0 .
O valor de m é o coeficiente angular e o valor de n é o Notas:
coeficiente linear da reta . 1 - Ângulo agudo: ângulo cuja medida está entre 0 e 90º.
Observe que na equação reduzida da reta , fazendo x = 2 - Observe dois casos particulares da fórmula anterior,
0 , obtemos y = n , ou seja, a reta r intercepta o eixo dos y no que merecem ser mencionados:
ponto (0 , n) de ordenada n . a) se as retas r e s, ao invés de serem concorrentes,
Quanto ao coeficiente angular m , considere a reta r foss em paralelas , o ângulo q s eria nulo e portanto
passando nos pontos A(x1 , y1) e B(x2 , y2) . tg q = 0 (pois tg 0 = 0).
Sendo y = mx + n a sua equação reduzida ,podemos Nestas condições, o denominador da fórmula teria que
escrever: y1 = mx1 + n e y2 = mx2 + n . ser nulo, o que resultaria em m r = m s , ou seja, os coeficientes
Subtraindo estas equações membro a membro , obtemos angulares teriam que ser iguais.
y1 - y2 = m (x1 - x2) . RETAS PARALELAS POSSUEM COEFICIENTES
Logo , a fórmula para o cálculo do coeficiente angular da ANGULARES IGUAIS.
reta que passa pelos dois pontos (x1 , y1) e (x2 , y2) é : b) se as retas r e s fossem além de concorrentes,
PERPENDICULARES, teríamos q = 90º . Neste caso a tangente
não existe ( não existe tg 90º , sabemos da Trigonometria);
mas se considerarmos uma situação limite de um ângulo tão
próximo de 90º quanto se queira, sem entretanto nunca se
Retas perpendiculares igualar a 90º , a tangente do ângulo será um número cada
Sabemos da Geometria Plana que duas retas são vez maior, tendendo ao infinito. Ora, para que o valor de uma
perpendiculares quando são concorrentes e formam entre si fração seja um número cada vez maior, tendendo ao infinito,
um ângulo reto (90º) . Sejam as retas r: y = m r x + nr e s: y = o seu denominador deve ser um número infinitamente
m s x + ns . Nestas condições podemos escrever a seguinte pequeno, tendendo a zero. Nestas condições, o denominador
relação entre os seus coeficientes angulares: m s = - 1 / m r ou da fórmula anterior 1+m r . m s seria um número tão próximo de
m r . ms = -1 . zero quanto quiséssemos e no limite teríamos 1 + mr . m s = 0.
Dizemos então que se duas retas são perpendiculares, o Ora, se 1 + m r . m s = 0, podemos escrever que m r . m s = -
produto dos seus coeficientes angulares é igual a -1. 1, que é a condição necessária e suficiente para que as
Deixaremos de demonstrar esta propriedade, não retas sejam perpendiculares, conforme já vimos num texto
obstante a sua simplicidade, mas se você se interessar em anterior publicado nesta página. Assim, é sempre bom lembrar:
ver a demonstração, mande-me um e-mail solicitando. RETAS PERPENDICULARES POSSUEM COEFICIENTES
Exercício resolvido ANGULARES QUE MULTIPLICADOS É IGUAL A MENOS UM.
Dadas as retas de equações (2w - 2)x + (w - 1)y + w =
0 e (w - 3)y + x - 2w = 0, podemos afirmar que: Exercício resolvido
a) elas são perpendiculares para qualquer valor de w Determine o ângulo agudo formado pelas retas r : 3x - y
b) elas são perpendiculares se w = 1 + 2 = 0 e s : 2x + y - 1 = 0.
c) elas são perpendiculares se w = -1 Solução:
d) elas são perpendiculares se w = 0 Para a reta r : y = 3x + 2. Logo, m r = 3.
e) essas retas não podem ser perpendiculares Para a reta s : y = - 2x + 1. Logo, m s = -2.
Solução: Substituindo os valores na fórmula anterior e efetuando
Podemos escrever para a 1ª reta: y = [-(2w-2) / (w-1)].x os cálculos, obtemos tgq = 1, o que significa que o ângulo
- w /(w-1). entre as retas é igual a 45º, pois tg45º = 1.
Analogamente para a 2ª reta: y = [-1 / (w-3)].x + 2w / (w- (Faça os cálculos para conferir).
3). Ora, os coeficientes de x são os coeficientes angulares
e, pelo que já sabemos, a condição de perpendicularidade é Estudo da circunferência
que o produto desses coeficientes angulares seja igual a -1. Considere a circunferência representada no plano
Logo: cartesiano , conforme abaixo , cujo centro é o ponto
C(xo , yo) e cujo raio é igual a R , sendo P(x , y) um ponto
qualquer pertencente à circunferência .

M ANUAL DE ESTUDOS 62 M ANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
Os pontos F1 e F2 são denominados focos e a distancia
F1F2 é conhecida com distancia focal da elipse.
O quociente c/a é conhecido como excentricidade da
elipse. Como, por definição, a > c, podemos afirmar que a
excentricidade de uma elipse é um número positivo menor
que a unidade.

Equação reduzida da elipse


Podemos escrever: PC = R e pela fórmula de distancia entre Seja P(x, y) um ponto qualquer de uma elipse e sejam
dois pontos, já vista em outro texto publicado nesta página, F1(c,0) e F2(-c,0) os seus focos. Sendo 2.a o valor constante
teremos: (x - x0)2 + (y - y0)2 = R2 que é conhecida como equação com c < a, como vimos acima, podemos escrever:
reduzida da circunferência de centro C(x0,y0) e raio R. PF1 + PF2 = 2.a
Assim, por exemplo, a equação reduzida da Usando a fórmula da distancia entre dois pontos,
circunferência de raio 5 e centro no ponto C(2,4) é dada por: poderemos escrever:
(x - 2)2 + (y - 4)2 = 25.
Caso particular: Se o centro da circunferência coincidir
com a origem do sistema de coordenadas cartesianas ou
seja o ponto O(0,0) , a equação reduzida da circunferência
fica: x2 + y2 = R2 Observe que x – (-c) = x + c.
Para obter a Equação Geral da circunferência, basta Quadrando a expressão acima, vem:
desenvolver a equação reduzida .
Temos:
x2 - 2x . xo + xo2 + y2 - 2y . yo + yo2 - R2 = 0 .
Fazendo -2xo = D , -2yo = E e xo2 + yo2 - R2 = F , podemos
escrever a equação x2 + y2 + D x + E y + F = 0 (Equação geral Com bastante paciência e aplicando as propriedades
da circunferência). corretas, a expressão acima depois de desenvolvida e
Então , concluímos que quando os coeficientes de x2 e y2 simplificada, chegará a:
forem unitários , para determinar as coordenadas do centro da b2.x2 + a2.y2 = a2.b2, onde b2 = a2 – c2
circunferência , basta achar a metade dos coeficientes de x e Dividindo agora, ambos os membros por a 2 b 2 vem
de y , com os sinais trocados ou seja : xo = - D / 2 e yo = - E / 2 finalmente:
Se os coeficientes de x2 e de y2 não forem unitários,
temos que dividir a equação pelo coeficiente de x2 que é
sempre igual ao coeficiente de y2 , no caso da circunferência.
Para o cálculo do raio R , observemos que F = xo2 + yo2 - R2
HIPÉRBOLE
Mas, xo = - D / 2 e yo = - E /2 . Logo , podemos escrever a
seguinte equação para o cálculo do raio R a partir da equação
Definição:
geral da circunferência:
Dados dois pontos fixos F1 e F2 de um plano, tais que a
distancia entre estes pontos seja igual a 2c > 0, denomina-se
hipérbole, à curva plana cujo módulo da diferença das
distancias de cada um de seus pontos P à estes pontos fixos
Cuidado! Para que a equação x2 + y2 + D x + E y + F = 0 , F1 e F2 é igual a um valor constante 2a , onde a < c.
possa representar uma circunferência, tem de ser atendida Assim é que temos por definição:
a condição D2 + E2 - 4.F > 0 , pois não existe raiz quadrada  PF1 - PF2  = 2 a
real de número negativo .
Observe que se D2 + E2 - 4.F = 0 , a equação x2 + y2 + D x
+ E y + F = 0 representa apenas um ponto do plano cartesiano!
Por exemplo : x2 + y2 + 6x - 8y + 25 = 0 é a equação de um
ponto! Verifique.
Qual a sua interpretação para o caso D2 + E2 - 4F ser
negativo? Ora, como não existe raiz quadrada real de número
negativo, conclui-se facilmente que a circunferência não
existe neste caso!
Exemplo:
Dada a equação x2 + y2 - 6x + 8y = 0, temos: D = - 6 , E =
8 e F = 0.
Logo, pelas igualdades anteriores, podemos determinar
as coordenadas do centro e o raio como segue:
xo = - (-6) / 2 = 3 ; yo = - 8 / 2 = -4 e R = 5 (faça as contas).
Portanto, o centro é o ponto C(3, -4) e o raio é igual a 5 Os pontos F1 e F2 são denominados focos e a distancia
u.c (u.c = unidade de comprimento). F1F2 é conhecida com distancia focal da hipérbole.
O quociente c/a é conhecido como excentricidade da
ELIPSE hipérbole. Como, por definição, a < c, concluímos que a
Definição: excentricidade de uma hipérbole é um número positivo maior
Dados dois pontos fixos F1 e F2 de um plano, tais que a que a unidade.
distancia entre estes pontos seja igual a 2c > 0, denomina-se A 1A 2 é denominado eixo real ou eixo transverso da
elipse, à curva plana cuja soma das distancias de cada um hipérbole, enquanto que B 1 B 2 é denominado eixo não
de seus pontos P à estes pontos fixos F1 e F2 é igual a um transverso ou eixo conjugado da hipérbole. Observe na figura
valor constante 2a , onde a > c. acima que é válida a relação:
Assim é que temos por definição: c 2 = a2 + b2
PF1 + PF2 = 2 a O ponto (0,0) é o centro da hipérbole.

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MATEMÁTICA
Equação reduzida da hipérbole Daí, vem, usando a fórmula da distancia entre pontos do
Seja P(x, y) um ponto qualquer de uma hipérbole e sejam plano cartesiano:
F1(c,0) e F2(-c,0) os seus focos. Sendo 2.a o valor constante
com c > a, como vimos acima, podemos escrever:
½ PF1 - PF2 ½ = 2 a
Usando a fórmula da distancia entre dois pontos, Desenvolvendo convenientemente e simplificando a
poderemos escrever: expressão acima, chegaremos à equação reduzida da
parábola de eixo horizontal e vértice na origem, a saber:
y2 = 2px
onde p é a medida do parâmetro da parábola.

Observe que x – (-c) = x + c. Parábola de eixo horizontal e vértice no ponto (x0, y0)
Quadrando a expressão acima, vem: Se o vértice da parábola não estiver na origem e, sim,
num ponto (x0, y0), a equação acima fica:
(y - y0)2 = 2p(x-x0)
Parábola de eixo vertical e vértice na origem
Não é difícil provar que, se a parábola tiver vértice na
Com bastante paciência e aplicando as propriedades origem e eixo vertical, a sua equação reduzida será:
corretas, a expressão acima depois de desenvolvida e
simplificada, chegará a: x2 = 2py
b2.x2 - a2.y2 = a2.b2, onde b2 = c2 – a2 , conforme pode ser Parábola de eixo vertical e vértice no ponto (x0, y0)
verificado na figura acima. Analogamente, se o vértice da parábola não estiver na
Dividindo agora, ambos os membros por a2b2 vem origem, e, sim, num ponto (x0, y0), a equação acima fica:
finalmente:
(x - x0)2 = 2p(y - y0)

CIRCUNFERÊNCIA E CÍRCULO: POSIÇÕES RELATIVAS


Obs: se o eixo transverso ou eixo real (A1A2) da hipérbole ENTRE RETA E CIRCUNFERÊNCIA E ENTRE
estiver no eixo dos y e o eixo não transverso ou eixo CIRCUNFERÊNCIAS, ÂNGULOS RELACIONADOS COM
conjugado (B1B2) estiver no eixo dos x, a equação da hipérbole ARCOS, RELAÇÕES MÉTRICAS NO CÍRCULO
passa a ser:
A circunferência possui características não comumente
encontradas em outras figuras planas, como o fato de ser a
única figura plana que pode ser rodada em torno de um ponto
PARÁBOLA sem modificar sua posição aparente.
É também a única figura que é simétrica em relação a um
Definição número infinito de eixos de simetria.
Considere no plano cartesiano xOy, uma reta d (diretriz) A circunferência é importante em praticamente todas as
e um ponto fixo F (foco) pertencente ao eixo das abcissas áreas do conhecimento como nas Engenharias, Matemática,
(eixo dos x), conforme figura abaixo: Física, Quimica, Biologia, Arquitetura, Astronomia, Artes e
Denominaremos PARÁBOLA, à curva plana formada pelos também é muito utilizado na indústria e bastante utilizada nas
pontos P(x,y) do plano cartesiano, tais que residências das pessoas.
PF = Pd onde:
PF = distância entre os pontos P e F Circunferência e Círculo
PP’ = distância entre o ponto P e a reta d (diretriz). Circunferência: A circunferência é o lugar geométrico
de todos os pontos de um plano que estão localizados a uma
mesma distância r de um ponto fixo denominado o centro da
circunferência.
Esta talvez seja a curva mais importante no contexto das
aplicações.

Círculo: (ou disco) é o conjunto de todos os pontos de


Importante: Temos portanto, a seguinte relação notável: um plano cuja distância a um ponto fixo O é menor ou igual
VF = p/2 que uma distância r dada.
Quando a distância é nula, o círculo se reduz a um ponto.
Equação reduzida da parábola de eixo horizontal e vértice O círculo é a reunião da circunferência com o conjunto
na origem de pontos localizados dentro da mesma.
Observando a figura acima, consideremos os pontos: No gráfico acima, a circunferência é a linha de cor
F(p/2, 0) - foco da parábola, e P(x,y) - um ponto qualquer da verde-escuro que envolve a região verde, enquanto o cír-
parábola. Considerando-se a definição acima, deveremos culo é toda a região pintada de verde reunida com a cir-
ter: PF = PP’ cunferência.

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MATEMÁTICA
Pontos interiores de um círculo e exteriores a um Observações:
círculo 1. Raios e diâmetros são nomes de segmentos de retas
mas às vezes são também usados como os comprimentos
desses segmentos. Por exemplo, podemos dizer que ON é o
raio da circunferência, mas é usual dizer que o raio ON da
circunferência mede 10cm ou que o raio ON tem 10cm.
2. Tangentes e secantes são nomes de retas, mas tam-
bém são usados para denotar segmentos de retas ou semi-
retas. Por exemplo, "A tangente PQ" pode significar a reta
tangente à circunferência que passa pelos pontos P e Q mas
Pontos interiores: Os pontos interiores de um círculo também pode ser o segmento de reta tangente à circunfe-
são os pontos do círculo que não estão na circunferência. rência que liga os pontos P e Q. Do mesmo modo, a "secante
Pontos exteriores: Os pontos exteriores a um círculo AC" pode significar a reta que contém a corda BC e também
são os pontos localizados fora do círculo. pode ser o segmento de reta ligando o ponto A ao ponto C.

Raio, corda e diâmetro Propriedades das secantes e tangentes


1. Se uma reta s, secante a uma circunferência de cen-
tro O, intercepta a circunferência em dois pontos distintos A
e B e se M é o ponto médio da corda AB, então o segmento de
reta OM é perpendicular à reta secantes.

Raio: Raio de uma circunferência (ou de um círculo) é um


segmento de reta com uma extremidade no centro da circun-
ferência e a outra extremidade num ponto qualquer da cir-
cunferência. Na figura, os segmentos de reta OA, OB e OC 2. Se uma reta s, secante a uma circunferência de cen-
são raios. tro O, intercepta a circunferência em dois pontos distintos A e
B, a perpendicular à reta s que passa pelo centro O da circun-
Corda: Corda de uma circunferência é um segmento de ferência, passa também pelo ponto médio da corda AB.
reta cujas extremidades pertencem à circunferência. Na fi-
gura, os segmentos de reta AC e DE são cordas.
Diâmetro: Diâmetro de uma circunferência (ou de um
círculo) é uma corda que passa pelo centro da circunferên-
cia. Observamos que o diâmetro é a maior corda da circunfe-
rência. Na figura, o segmento de reta AC é um diâmetro.

Posições relativas de uma reta e uma circunfe-


rência
3. Seja OP um raio de uma circunferência, onde O é o
centro e P um ponto da circunferência. Toda reta perpendi-
cular ao raio OP é tangente à circunferência no ponto de
tangência P.

Reta secante:
Uma reta é secante a uma circunferência se essa reta
intercepta a circunferência em dois pontos quaisquer, pode-
mos dizer também que é a reta que contém uma corda. 4. Toda reta tangente a uma circunferência é perpendi-
cular ao raio no ponto de tangência.
Reta tangente:
Uma reta tangente a uma circunferência é uma reta que Posições relativas de duas circunferências
intercepta a circunferência em um único ponto P. Reta tangente comum: Uma reta que é tangente a
Este ponto é conhecido como ponto de tangência ou ponto duas circunferências ao mesmo tempo é denominada uma
de contato. tangente comum. Há duas possíveis retas tangentes comuns:
a interna e a externa.
Na figura ao lado, o ponto P é Tangente comum interna
o ponto de tangência e a reta que
passa pelos pontos E e F é uma
reta tangente à circunferência.

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MATEMÁTICA
Tangente comum externa Polígonos circunscritos
Polígono circunscrito a uma circunferência é o que possui
seus lados tangentes à circunferência.
Ao mesmo tempo, dizemos que esta circunferência está
inscrita no polígono.

Quadrilátero circunscrito
Ao traçar uma reta ligando os centros de duas circunfe-
rências no plano, esta reta separa o plano em dois semi-
planos. Se os pontos de tangência, um em cada circunferên-
cia, estão no mesmo semi-plano, temos uma reta tangente
comum externa. Se os pontos de tangência, um em cada cir-
cunferência, estão em semi-planos diferentes, temos uma reta
tangente comum interna. Propriedade dos quadriláteros circunscritos: Se
um quadrilátero é circunscrito a uma circunferência, a soma
Circunferências internas: Uma circunferência C1 é de dois lados opostos é igual a soma dos outros dois lados.
interna a uma circunferência C2, se todos os pontos do cír-
culo C1 estão contidos no círculo C2. Uma circunferência é Arco de circunferência e ângulo central
externa à outra se todos os seus pontos são pontos exter- Seja a circunferência de centro O traçada ao lado. Pela
nos à outra. definição de circunferência temos que OP=OQ=OR=... e isto
indica que os raios de uma circunferência são segmentos
congruentes.

Circunferências concêntricas: Duas ou mais circun-


ferências com o mesmo centro mas com raios diferentes são
circunferências concêntricas.
Circunferências congruentes: São circunferências
Circunferências tangentes: Duas circunferências que
que possuem raios congruentes. Aqui a palavra raio refere-
estão no mesmo plano, são tangentes uma à outra, se elas
se ao segmento de reta e não a um número.
são tangentes à mesma reta no mesmo ponto de tangência.
Circunf. tangentes externas Ângulo central: Em uma circunferência, o ângulo central
é aquele cujo vértice coincide com o centro da circunferência.
Na figura, o ângulo a é um ângulo central. Se numa
circunferência de centro O, um ângulo central determina um
arco AB, dizemos que AB é o arco correspondente ao ângulo
AÔB.

Circunf. tangentes internas

Arco menor: É um arco que reúne dois pontos da


circunferência que não são extremos de um diâmetro e todos
os pontos da circunferência que estão dentro do ângulo
central cujos lados contém os dois pontos. Na figura, a linha
vermelha indica o arco menor AB ou arco menor ACB.

Arco maior: É um arco que liga dois pontos da


circunferência que não são extremos de um diâmetro e todos
os pontos da circunferência que estão fora do ângulo central
As circunferências são tangentes externas uma à outra cujos lados contém os dois pontos. Na figura a parte azul é o
se os seus centros estão em lados opostos da reta tangente arco maior, o ponto D está no arco maior ADB enquanto o
comum e elas são tangentes internas uma à outra se os seus ponto C não está no arco maior mas está no arco menor AB,
centros estão do mesmo lado da reta tangente comum. assim é frequentemente usado três letras para representar o
arco maior.
Circunferências secantes: são aquelas que possu-
em somente dois pontos distintos em comum.

Semicircunferência: É um arco obtido pela reunião dos


pontos extremos de um diâmetro com todos os pontos da
Segmentos tangentes: Se AP e BP são segmentos de circunferência que estão em um dos lados do diâmetro. O
reta tangentes à circunferência nos ponto A e B, então esses arco RTS é uma semicircunferência da circunferência de
segmentos AP e BP são congruentes. centro P e o arco RUS é outra.

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MATEMÁTICA
Para obter a distância de um ponto O a uma reta r, traçamos
uma reta perpendicular à reta dada passando pelo ponto O.
O ponto T obtido pela interseção dessas duas retas é o
ponto que determinará um extremo do segmento OT cuja medida
representa a distância entre o ponto e a reta.

Observações: Em uma circunferência dada, temos que:


A medida do arco menor é a medida do ângulo central
correspondente a m(AÔB) e a medida do arco maior é 360
graus menos a medida do arco menor m(AÔB). Em uma mesma circunferência ou em circunferências
congruentes, cordas congruentes possuem arcos
congruentes e arcos congruentes possuem cordas
congruentes. (Situação 1).
Um diâmetro que é perpendicular a uma corda é bissetor da
corda e também de seus dois arcos. (Situação 2).
Em uma mesma circunferência ou em circunferências
congruentes, cordas que possuem a mesma distância do
centro são congruentes. (Situação 3).
A medida da semicircunferência é 180 graus ou Pi
radianos.
Em circunferências congruentes ou em uma simples
circunferência, arcos que possuem medidas iguais são arcos
congruentes.
Em uma circunferência, se um ponto E está entre os pontos Situação 1
D e F, que são extremidades de um arco menor, então:
m(DE)+m(EF)=m(DF).

Se o ponto E está entre os pontos D e F, extremidades de


um arco maior: m(DE)+m(EF)=m(DEF). Situação 2

Situação 3
Apenas esta última relação faz sentido para as duas
últimas figuras apresentadas.

Propriedades de arcos e cordas


Uma corda de uma circunferência é um segmento de reta
que une dois pontos da circunferência. Se os extremos de Polígonos inscritos na circunferência
uma corda não são extremos de um diâmetro eles são Um polígono é inscrito em uma circunferência se cada
extremos de dois arcos de circunferência sendo um deles vértice do polígono é um ponto da circunferência e neste
um arco menor e o outro um arco maior. Quando não for caso dizemos que a circunferência é circunscrita ao polígono.
especificada, a expressão arco de uma corda se referirá ao O A
arco menor e quanto ao arco maior sempre teremos que
especificar.

I E
Propriedade dos quadriláteros inscritos: Se um
quadrilátero está inscrito em uma circunferência então os
ângulos opostos são suplementares, isto é a soma dos
ângulos opostos é 180 graus e a soma de todos os quatro
Observações ângulos é 360 graus.
O A
Se um ponto X está em um arco AB e o arco AX é congruente
ao arco XB, o ponto X é o ponto médio do arco AB. Além disso, Â + Î = 180 graus
qualquer segmento de reta que contém o ponto X é um Ê + Ô = 180 graus
segmento bissetor do arco AB. O ponto médio do arco não é o
centro do arco, o centro do arco é o centro da circunferência  + Ê + Î + Ô = 360 graus
que contém o arco. I E

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MATEMÁTICA
Ângulos inscritos Observação:
Ângulo inscrito: relativo a uma circunferência é um ângulo Todo ângulo inscrito no arco capaz AB, com lados
com o vértice na circunferência e os lados secantes a ela. passando pelos pontos A e B são congruentes e isto significa
Na figura à esquerda abaixo, o ângulo AVB é inscrito e que, o segmento de reta AB é sempre visto sob o mesmo
AB é o arco correspondente. ângulo de visão se o vértice deste ângulo está localizado no
arco capaz.
Na figura abaixo à esquerda, os ângulos que passam por
A e B e têm vértices em V1, V2, V3, ..., são todos congruentes
(a mesma medida).

Medida do ângulo inscrito: A medida de um ângulo inscrito


em uma circunferência é igual à metade da respectiva medida
do ângulo central, ou seja, a m etade de seu arco
correspondente, isto é:
m = n/2 = (1/2) m(AB)
Na figura acima à direita, o arco capaz relativo ao ângulo
semi-inscrito m de vértice em A é o arco AVB.
Ângulo reto inscrito na circunferência:
Se n é ângulo central então a medida de m é o dobro da
O arco correspondente a um ângulo reto inscrito em uma
medida de n, isto é:
circunferência é a semi-circunferência.
m(arco AB) = 2 medida(m) = medida(n)
Se um triângulo inscrito numa semi-circunferência tem
Outras propriedades com cordas e segmentos
um lado igual ao diâmetro, então ele é um triângulo retângulo
Agora apresentaremos alguns resultados que fazem a
e esse diâmetro é a hipotenusa do triângulo.
conexão entre segmentos e cordas, que não são evidentes
à primeira vista.
Se a reta AB é tangente à circunferência no ponto B
então o segmento AB é o segmento tangente de A até a
circunferência.
Se a reta RT é uma reta secante que intercepta a
circunferência em S e T e R é um ponto exterior a
circunferência, então RT é um segmento secante e RS é a
parte externa do segmento secante.
Ângulo semi-inscrito e arco capaz
Ângulo semi-inscrito:
Ângulo semi-inscrito ou ângulo de segmento é um ângulo
que possui um dos lados tangente à circunferência, o outro
lado secante à circunferência e o vértice na circunferência.
Este ângulo determina um arco (menor) sobre a
circunferência.
No gráfico abaixo, a reta secante passa pelos pontos A e
B e o arco correspondente ao ângulo semi-inscrito BAC é o
arco AXB onde X é um ponto sobre o arco. Na sequência, usaremos a notação (PZ) para representar
a medida do segmento PZ, em função das dificuldades que a
linguagem HTML proporciona para a apresentação de
materiais de Matemática.

Cordas interceptando dentro da circunferência:


Se duas cordas de uma mesma circunferência se
interceptam em um ponto P dentro da circunferência, então o
produto das medidas das duas partes de uma corda é igual
ao produto das medidas das duas partes da outra corda.
Observação: A medida do ângulo semi-inscrito é a
metade da medida do arco interceptado.
Na figura, a medida do ângulo BÂC é igual a metade da
medida do arco AXB.

Arco capaz:
Dado um segmento AB e um ângulo k, pergunta-se:
Qual é o lugar geométrico
de todos os pontos do plano
que contém os vértices dos (AP).(PB) = (CP).(PD)
ângulos cujos lados passam
pelos pontos A e B sendo Potência de ponto (1):
todos os ângulos A partir de um ponto fixo P dentro de uma circunferência,
congruentes ao ângulo k? Este tem-se que (PA).(PB) é constante qualquer que seja a corda
lugar geométrico é um arco de AB passando por este ponto P. Este produto (PA).(PB) é
circunferência denominado denominado a potência do ponto P em relação a esta
arco capaz. circunferência.

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MATEMÁTICA
Secantes interceptando fora da circunferência: CÁLCULO VETORIAL
Cons ideremos duas ret as secant es a uma m esma
circunferência que se interceptam em um ponto P localizado O cálculo vetorial é fundamental para o estudo da Física.
fora da circunferência. Existem grandezas escalares e grandezas vetoriais. As
escalares são aquelas que possuem apenas um valor e a
unidade de medida ( o tal valor recebe o nome de módulo ou
intensidade). São exemplos de grandezas escalares a massa
(Ex: 20Kg) e a temperatura (20ºC). Já as grandezas vetoriais
possuem 3 características: o módulo ou intensidade (valor
acompanhado da unidade de medida), uma direção (Ex:
horizontal, vertical, etc) e um sentido (esquerda para a direita,
cima para baixo, etc). Um vetor é representado por uma seta,
Se uma das retas passa pelos pontos A e B e a outra reta sendo que o comprimento da seta é proporcional à intensidade
passa pelos pontos C e D da circunferência, então o produto do vetor. São exemplos de grandezas vetoriais a força, a
da medida do segmento secante PA pela medida da sua parte velocidade e a aceleração.
exterior PB é igual ao produto da medida do segmento secante
PC pela medida da sua parte exterior PD. Igualdade de vetores
(PA).(PB)=(PC).(PD) Dois vetores A e B são definidos como sendo iguais se
tiverem o mesmo módulo, direção e sentido. Um vetor não
Potência de ponto (2): tem, necessariamente, uma localização, apesar de que um
Se P é um ponto fixo fora da circunferência, o produto vetor possa se referir a uma quantidade definida em um
(PA).(PB) é constante qualquer que seja a reta secante à ponto. Dois vetores podem ser comparados, mesmo que
circunferência passando por P. meçam quantidades físicas definidas, em diferentes pontos
Este produto (PA).(PB) é também denominado a potência do espaço e de tempo.
do ponto P em relação à circunferência.
Operações com Vetores
Secante e tangente interceptand o fora da Vamos estudar agora a maneira de operar com as
circunferência: grandezas físicas vetoriais (ou com vetores). Já estamos
Se uma reta secante e uma reta tangente a uma mesma bastante familiarizados em somar ou subtrair grandezas
circunferência se interceptam em um ponto P fora da escalares de uma mesma espécie:
circunferência, a reta secante passando pelos pontos A e B a) assim, a adição de um comprimento de 20 m de tecido
e a reta tangente passando pelo ponto T de tangência à com 40 m de outro nos fornece cerca de 20 m + 40 m = 60 m;
circunferência, então o quadrado da medida do segmento b) um volume de 5 litros somado com um outro de 10 litros
tangente PT é igual ao produto da medida do segmento secante nos fornece um volume resultante de 15 litros;
PA pela medida da sua parte exterior PB. c) se subtrairmos 4 horas, de um intervalo de tempo de 15
horas, obteremos 15 h – 4 h = 11 h;
d) já a operação 10 litros + 2 horas não é possível ser
efetuada visto tratar-se de grandezas de espécies diferentes.
E com os vetores, de que forma podemos operar? Existem
métodos gráficos e analíticos. Veremos os métodos gráficos.

Adição de Vetores
O vetor resultante ou soma é obtido da
seguinte maneira: a) escolhe-se um ponto qualquer (ponto
P). b) desloca-se em qualquer ordem todos os vetores que
(PT)2 = (PA).(PB)
se deseja somar de modo que a origem do primeiro fique
sobre o ponto P e os demais fiquem dispostos de tal forma
Exemplo:
que a origem de um coincida com o vértice de outro. c) o
Consideremos a figura ao lado com as cordas AB e CD
vetor que vai da origem do primeiro (ponto P) à extremidade
tendo interseção no ponto P, com (AP) = 5cm, (PB) = 8cm,
do último (ponto Q) é, por definição, o vetor resultante
(CD) = 14cm. Iremos obter a medida do segmento PD.
Tomaremos (PD)=x, para podermos escrever que (CP) =
14-x e somente utilizaremos a unidade de medida no final.
Desse modo, (PD).(PC)=(PA).(PB) e podemos escrever 1º Caso: dois vetores de mesma direção e sentido.
que x(14-x)=5×8, de onde segue que x²-14x+40=0.

2º Caso: dois vetores de mesma direção e sentidos


opostos.

Resolvendo esta equação do segundo grau, obtemos:


x=4 ou x=10, o que significa que se uma das partes do
segmento medir 4cm, a outra medirá 10cm.

Pela figura anexada, observamos que o segmento PD é


maior que o segmento PC e concluímos que (PD)=10cm e
(PC)=4cm.

M ANUAL DE ESTUDOS 69 M ANUAL DE ESTUDOS


MATEMÁTICA
3º Caso: dois vetores de direções perpendiculares. Onde 0 é o ângulo entre as direções dos dois vetores.

No exemplo em questão temos:

Também estaria correto se ao invés de começar com A


começássemos com B :

Para achar o módulo do vetor resultante , usa-se o


Teorema de Pitágoras:

Poderíamos usar a “Regra do Paralelogramo”.

Também estaria correto se ao invés de começar com A


começássemos com B:

5º Caso: vários vetores com direções quaisquer.

Podemos usar a “Regra do Paralelogramo”.


*Escolhe-se um ponto qualquer (ponto P).
*Coloca-se a origem dos dois vetores nesse ponto.
*Completa-se o paralelogramo usando linhas imaginárias.
*O vetor resultante tem origem no ponto P e tem a mesma
direção da diagonal que parte de P.
Subtração de Vetores
Seja o vetor A chamamos de vetor oposto - A a um vetor
de mesmo módulo, direção e sentido oposto.

Exemplo:
4º Caso: dois vetores com direções oblíquas.

Utilizando-se a Lei dos Cossenos pode-se deduzir que:


,

M ANUAL DE ESTUDOS 70 M ANUAL DE ESTUDOS

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