0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações17 páginas

História e Tipos de Ginástica

O documento descreve a história e evolução da ginástica desde as civilizações antigas até os dias atuais. Aborda os principais marcos históricos como o surgimento da ginástica na Grécia Antiga e o desenvolvimento de escolas de ginástica na Europa a partir do século XVIII. Também diferencia ginástica competitiva e não competitiva e lista os principais tipos de ginástica.

Enviado por

Rachid
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações17 páginas

História e Tipos de Ginástica

O documento descreve a história e evolução da ginástica desde as civilizações antigas até os dias atuais. Aborda os principais marcos históricos como o surgimento da ginástica na Grécia Antiga e o desenvolvimento de escolas de ginástica na Europa a partir do século XVIII. Também diferencia ginástica competitiva e não competitiva e lista os principais tipos de ginástica.

Enviado por

Rachid
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ESCOLA SECUNDÁRIA GERAL EDUARDO MONDLANE

8ª CLASSE C/D, TURMA A


TRABALHO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

DISCENTES:
DOCENTE:
Nº 41 Cheila Chita
Nº 42 Cipriano Alberto Belita
Nº 43
Nº 44 Cleide Alberto
Nº 45
Nº 46 Daniba Jussubo
Nº 47
Nº 48 Daniela Betino
Nº 49 Delfia João
Nº 50 Dércio António

QUELIMANE
2023

1.
Índice

Pág.

1. Introdução.....................................................................................................................................3
2. Contextualização...........................................................................................................................4
2.1. Ginástica................................................................................................................................4
2.2. Diferença entre a ginástica competitiva e não competitiva...................................................4
3. História: surgimento e evolução da ginastica................................................................................5
4. Escolas de Ginástica.......................................................................................................................8
a) A Escola Alemã.......................................................................................................................8
b) A Escola Sueca.......................................................................................................................9
c) A Escola Francesa.................................................................................................................11
5. Tipos de ginástica........................................................................................................................13
a) Ginástica artística.....................................................................................................................13
b) Ginástica rítmica......................................................................................................................13
c) Ginástica acrobática.................................................................................................................14
d) Ginástica de trampolim............................................................................................................14
e) Ginástica aeróbica...................................................................................................................14
6. Importância da ginastica..............................................................................................................14
7. Conclusão....................................................................................................................................16
8. Referência Bibliográfica...............................................................................................................17
2. Introdução

O presente trabalho da disciplina de Educacao Fisica, abordara entorno da Ginástica.


Portanto, far-se-a menção do conceito da ginástica, bem como descreve-se-a os tipos de
ginástica. Assim, tal como os demais elementos da cultura corporal de movimento.

A ginastica foi desenvolvida perante condições sociais e históricas contraditórias e, no que


lhe concerne, é uma das primeiras formas sistematizadas de prática corporal, figura que
referência a todo tipo de actividade física sistematizada. Neste contexto, a ginástica é um
conceito que engloba modalidades competitivas e não competitivas envolvendo a prática de
uma série de movimentos de força, flexibilidade e coordenação motora para fins únicos de
aperfeiçoamento físico e mental.

3
3. Contextualização

3.1. Ginástica

A ginástica é o esporte em que se realiza uma série de movimentos corporais, que exigem
muita força, flexilidade e equilíbrio para fins únicos de aperfeiçoamento físico e mental.

As mais conhecidas pertencem à ginástica esportiva e variam conforme os movimentos,


regras e os aparelhos utilizados. Alguns exemplos são a ginástica artística, rítmica e de
trampolim.

A prática da ginástica é antiga e esteve presente em diversas sociedades. Na Grécia Antiga,


por exemplo, era usada na preparação militar ou como uma forma de se expressar
artisticamente. Já na índia, estava presente no yoga. Existem também registros do esporte na
China e no Egito há milhares de anos.

As modalidades da ginástica são classificadas em competitivas (ou esportivas) e não


competitivas.

3.2. Diferença entre a ginástica competitiva e não competitiva

As várias modalidades da ginástica podem ser divididas em competitivas (ou esportivas) e


não competitivas. A chamada ginástica competitiva é composta pelas modalidades que são
praticadas visando a competição esportiva. Por exemplo, os esportes olímpicos:

 Ginástica artística,
 Ginástica rítmica,
 Ginástica de trampolim.

Fazem parte da ginástica não competitiva as modalidades praticadas por lazer, exercício
físico e questões de saúde. Ou seja, são atividades exercidas sem a finalidade de competir
com outros praticantes. Como exemplo:

 Hidroginástica,
 Ginástica laboral,
 Yoga tradicional,
 Exercícios de fisioterapia.

4
4. História: surgimento e evolução da ginastica.

A origem da ginástica não é precisa, sabe-se que é uma prática milenar presente de diversas
formas em várias regiões do mundo. Há registros sobre a utilização da ginástica na Grécia
Antiga, na Índia (por meio do yoga), na China e no Egito.

Em muitas dessas sociedades a prática acontecia tanto como uma maneira de se exercitar
fisicamente, como preparação militar ou expressão artística em rituais e festas.

Com a ascensão dos valores cristãos, especialmente durante o Império Romano e a Idade
Média na Europa, qualquer espécie de reverência ao corpo humano foi considerado negativo
e a ginástica entrou em desuso. Entretanto, em outras partes do mundo, continuou a ser
utilizada.

Somente após o Renascimento, por volta do século XVIII, que a prática volta a ter
popularidade e surgem as primeiras escolas europeias de ginástica, com métodos e técnicas
próprias. As escolas mais conhecidas foram inglesas, alemãs, francesas e suecas.

No século XIX, a ginástica passou por um processo de aperfeiçoamento, iniciando o que se


conhece hoje como o esporte. Inclusive participando das primeiras Olimpíadas da Era
Moderna, em 1896. Em 1921 foi criada a Federação Internacional de Ginástica (FIG).

Na Grécia Antiga, a ginástica era praticada nas chamadas palestras e nos ginásios, junto a
filósofos e artistas, que esculpiam com perfeição o corpo harmônico dos atletas.

Sendo milenar, a ginástica fez parte da vida do ser humano pré-histórico enquanto atividade
física, pois detinha um papel importante para sua sobrevivência, expressada, principalmente,
na necessidade vital de atacar e defender-se. O exercício físico utilitário e sistematizado de
forma rudimentar era transmitido através das gerações e fazia parte dos jogos, rituais e
festividades. Mais tarde, na antiguidade, principalmente no Oriente, os exercícios físicos
apareceram nas várias formas de luta, na natação, no remo, no hipismo e na arte de atirar com
o arco, além de figurar nos jogos, nos rituais religiosos e na preparação militar de maneira
geral.

Como prática esportiva, a ginástica teve sua oficialização e regulamentação tardiamente, se


comparada a seu surgimento enquanto mera condição de prática metódica de exercícios
físicos, já encontrados por volta de 2 600 a.C., nas civilizações da China, da Índia e do Egito,
onde valorizava-se o equilíbrio, a força, a flexibilidade e a resistência, utilizando, inclusive de
materiais de apoio, como pesos e lanças. Este conceito começou a desenvolver-se pela prática
5
grega, que o levou através do Helenismo e do Império Romano. Foram os gregos os
responsáveis pelo surgimento das primeiras escolas destinadas à preparação de atletas para
exibições ginásticas em público e nos ginásios. Seu estilo nascia da busca pelo corpo são,
mente sã e do ideal da beleza humana, expressado em obras de arte deste período:
socialmente, os homens reuniam-se para apreciar as artes desenvolvidas na época, entre
pintura, escultura e música, discutiam a filosofia, também em desenvolvimento e, para
divertirem-se e cultuarem seus corpos, praticavam ginástica, que, definida por Platão e
Aristóteles, era uma prática que salientava a beleza através dos movimentos corporais. Foi
ainda na Grécia Antiga, que a ginástica adquiriu seu status de educação física, pois esta
desempenhava papel fundamental no sistema educativo grego para o equilíbrio harmônico
entre as aptidões físicas e intelectuais. Já em Esparta, na mesma época, este conceito servia
unicamente ao propósito militar, treinando as crianças desde os sete anos de idade para o
combate. Tal pensamento fez sua participação nos Jogos diminuir com o passar dos anos. Em
Atenas, todavia, só a partir dos quatorze anos, os rapazes praticavam a educação física:
exercitavam-se nas palestras, que eram locais fechados e, sob os conselhos dos sábios,
praticavam os exercícios. Aprovados, seguiam, ao completarem dezoito anos, para os
ginásios, nos quais, tutelados pelos ginastes, formavam-se inseridos num ambiente em que se
exibiam obras de arte e onde os filósofos reuniam-se para discutir sobre a união corpo e
mente. Apresentado à Roma, este conceito esportivo atingiu fins estritamente militares, de
prática nas palestras, para os jovens acima dos quatorze anos, e adquiriu um novo nome, o de
ginástica higiênica, aplicada nas termas, já que os romanos viam o culto físico como algo
satânico e, em nome de Deus e da moral, decretaram o fim dos Jogos Olímpicos antigos, nos
quais estava inserida a ginástica enquanto festividade e preparação. No entanto, parte do povo
manteve o culto ao corpo e a educação física como práticas secretas.

Na Idade Média, a ginástica perdeu sua importância devido à rejeição do culto ao físico e à
beleza do homem, ressurgindo somente na fase renascentista, influenciada pela redescoberta
dos valores gregos, aparecendo assim nos teatros de rua, que motivavam os espectadores a
praticarem em grupo as atividades físicas. Estruturalmente, ressurgiu o termo ginástica
higiênica, voltada para a prática do exercício apenas direcionada para a manutenção da saúde
do indivíduo, descrita na obra Arte Ginástica, de Jeronimus Mercurialis. Por volta do século
XVIII, recuperou-se e desenvolveu-se conceituada em duas linhas, como expressão corporal
e como exercício militar, após a publicação de Émile, livro do pedagogo Jean-Jacques
Rousseau, que defensor da aprendizagem indutiva, definiu: Imagem datada do ano de 1851

6
mostra a prática gímnica masculina, ao ar livre e em grupo, nos primórdios da transformação
à modalidade esportiva e posteriormente, competitiva.

Desse momento em diante, inúmeros educadores voltaram-se para a prática esportiva, na


busca de uma melhor elaboração de métodos especializados e escolas de educação física.
Entre os destacados estiveram o espanhol Francisco Amoros, que desenvolveu um estudo
voltado para a resistência física, o alemão Friedrich Ludwig Jahn, que desenvolveu aparelhos
e deu início a sistematização da ginástica artística, o sueco Pehr Henrik Ling, que iniciou a
separação da ginástica em categorias, como a de fins militares e a para a formação, e o
dinamarquês Niels Bukh, que desenvolveu vestimentas, novas formas de toque na prática
coletiva e envolveu o conceito, assim como Jahn, com a política. Enquanto Jahn utilizou dos
conceitos da ginástica para restaurar o espírito alemão humilhado por Napoleão e desenvolver
a força física e moral dos homens através da prática desta atividade para assim reunir
seguidores militares contra as tropas do governantes francês, Bukh cooperou, com seus
estudos, para o regime nazista, enquanto melhorias na preparação dos combatentes.

Com a evolução da educação física, a ginástica especializou-se, de acordo com as finalidades


com que é praticada ou então em correspondência com os movimentos que a compõem.
Enquanto modalidade esportiva, não parou de se desenvolver. Dentre as provas esportivas
dos Jogos Olímpicos, é uma das mais antigas. Por isso e por seu desenvolvimento, sua
história é constantemente confundida com a de sua primeira ramificação, a artística, o que
não fere suas individualidades. Fora das escolas e dos ginásios, a ginástica conquistou espaço
por desempenhar função na sociedade industrial, apresentado-se capaz de corrigir os vícios
da postura acarretados pelos esforços e repetições físicas no ambiente de trabalho. Tal
capacidade mostrava sua vinculação com a medicina e isso lhe rendeu status entre os adeptos
e estudiosos dessas questões, adquirindo então uma nova ramificação em sua história
evolutiva. Durante o século XIX, a ginástica passou a refletir apenas o significado de prática
esportiva moderna, deixando para trás a preparação para e junto a outras atividades, como o
atletismo praticado nos Jogos Olímpicos antigos. Nesta época, surgiram e aprimoraram-se as
escolas inglesa, alemã, sueca e francesa. Exceto a inglesa, destinada unicamente a elaboração
de jogos e a atividade atlética, as demais determinaram e expandiram os métodos ginásticos,
passados através dos movimentos europeus que resultaram na criação das Lingiadas, festival
internacional de ginástica criado em comemoração aos cem anos da morte de Ling. Estes
movimentos ainda influenciaram-se e universalizaram os conceitos ginásticos, posteriormente
trabalhados dentro de cada modalidade.

7
Nesse mesmo século, surgiu a entidade que passou a regrar as práticas do desporto: a
Federação Europeia de Ginástica (em francês: Fédération Européenne de Gymnastique),
fundada por Nicolas J. Cupérus e que contou com a participação de três países – Bélgica,
França e Holanda. Em 1921, a FEG tornou-se a atualmente conhecida FIG (Federação
Internacional de Ginástica), quando os primeiros dezesseis países não europeus foram
admitidos na entidade, sendo os Estados Unidos, o primeiro. Nos dias atuais, é considerada a
organização internacional mais antiga responsável pela estruturação da ginástica. Mesmo sem
carácter competitivo, a modalidade tem figurado em cerimônias de abertura de jogos,
caracterizando-se como um dos pontos mais belos destes eventos, nos quais a criatividade, a
plasticidade e a expressão corporal tornam-se presentes na participação sincronizada de um
grande número de ginastas. Na era moderna, a ginástica, inicialmente tida como prática
física, passou a ser dividida e estruturada em cinco campos de atuação, que desenvolvem-se
unidas pelo conceito e separadas nos fins: condicionamento físico, de competições,
fisioterapêuticas, de demonstração e de conscientização corporal.

5. Escolas de Ginástica

a) A Escola Alemã
De caráter extremamente nacionalista, a ginástica surge na Alemanha com o objetivo de
preparar os corpos para a defesa da pátria, uma vez que esse país ainda não havia conquistado
sua unidade territorial e vivia sob a constante ameaça de guerras. “Era preciso, portanto, criar
um forte espírito nacionalista para atingir a unidade, a qual seria conseguida com homens e
mulheres fortes, robustos e saudáveis” (SOARES, 2002, p.53). Para tanto, seus idealizadores
apoiaram-se nas ciências biológicas, para desenvolver seus métodos.

Em 1760, inspirado nas doutrinas pedagógicas de Jean Jacques Rousseau (1712-1778) e John
Locke (1632-1704), Johann Bernard Basedow (1723-1790) iniciou um processo de
estruturação, denominado Método Alemão, que posteriormente atingiu o ápice com os
trabalhos de Johann Christoph Friedrich Guts-Muths (1759-1839), Adolph Spiess (1810-
18540 e Friedrich Ludwig Jahn (1778-1852). Guts-Muths foi considerado o Pai da Ginástica
Pedagógica. Para ele, deveria ser organizada pelo Estado e ministrada todos os dias e para
todos. Spiess preocupou-se com a inserção da ginástica nas escolas e procurou colocá-la no
mesmo plano das demais disciplinas escolares. Jahn, principal responsável pela disseminação
do método entre a população, trouxe ao seu sistema o caráter militarista e extremamente

8
patriótico, chegando a criar termos próprios, como por exemplo a palavra “Turnen” que
significa ginástica (RAMOS, 1982).

Os exercícios tinham objetivos que transcendiam a forma física. “O turnen também tinha um
exercício moral: alcançar autoconfiança, autodisciplina, independência, lealdade, e
obediência. Essas eram as metas a serem atingidas por meio de atividades completas e
informais” (PUBLIO, 2005, p. 17).

Também derivado da Escola Alemã temos o Método Natural Austríaco. Em 1926, após o
desmembramento do império provocado pela Primeira Grande Guerra (1914-1918), iniciou-
se uma grande reforma com o intuito de regenerar física e moralmente a juventude por meio
dos exercícios físicos (MARINHO, S/D). Desenvolvido em um país formado por vários
povos, com diversas línguas, costumes e hábitos, tal método de ginástica sofreu bastante
influência dos métodos já existentes, gerando correntes de pensamentos que se diferenciavam
em movimentos ginásticos independentes.

Buscando ser uma oposição ao Método Alemão, dominado por exercícios violentos em
aparelhos, o sistema austríaco foi uma variação original de ideias interessantes, mais das
ciências médicas do que pedagógicas. Sua maior qualidade consistia no fato de buscar ser
interessante para as crianças e incentivar a juventude a manter uma postura correta,
despertando uma consciência higiênica e o desejo de cuidar do corpo para alcançar a saúde.
Entretanto, errou pela ausência de condições de execução e pela falta de controle de
intensidade, esquecendo a influência educativa e formativa dos exercícios físicos. Seus
principais idealizadores foram Margarete Streicher e Karl Gaulhofer. Margarete esforçou-se
para levar às escolas uma ginástica “natural”, com aplicação de higiene (MARINHO, S/D).

Ou seja, a Escola Alemã se baseou nas ciências biológicas para transformar a ginástica em
um meio de educação em massa capaz de atender às necessidades do Estado. Característica
também encontrada nas demais escolas, mas o que as diferencia são seus distintos anseios.

A Escola Alemã resultou na modalidade competitiva atual Ginástica Artística (PUBLIO,


2005) e “foi a base para a estruturação da “Ginástica Moderna”, que é a atual Ginástica
Rítmica” (FIORIN, 2002, p.27).

b) A Escola Sueca
Idealizada por Pehr Henrick Ling (1776–1839), a ginástica sueca surgiu com a finalidade de
extirpar os vícios da sociedade, em especial o alcoolismo. Com a missão de regenerar a
população, possuía um caráter não acentuadamente militar, mas sim “pedagógico” e “social”.
9
Deveria gerar indivíduos fortes que pudessem ser úteis à pátria, como soldados ou
trabalhadores civis (SOARES, 2004).

Ling acreditava que seu método assegurava a saúde, por ser essencialmente respiratório, e
a beleza, por seus efeitos corretivos e ortopédicos. Por isso, o destinou a todos, independente
de sexo, idade ou condições materiais e sociais, dividindo-o em quatros partes: Ginástica
Pedagógica ou Educativa – para todas as pessoas, tinha como objetivo assegurar a saúde,
evitar a instalação de doenças, vícios e defeitos posturais e desenvolver normalmente o
indivíduo; Ginástica Militar- com as mesmas características da pedagógica, acrescentando os
exercícios de preparação para a guerra; Ginástica Médica e Ortopédica – também baseada na
pedagógica, objetivava eliminar vícios e defeitos posturais, sendo específica para cada caso;
Ginástica Estética – mais uma vez apoiada na pedagógica buscou o desenvolvimento
harmonioso do organismo, utilizando-se da dança e de movimentos suaves para proporcionar
beleza e graça ao corpo (MARINHO, S/D).

Levando em consideração os princípios estabelecidos dentro das ciências biológicas, Ling


criou exercícios livres sem aparelhos, de execução fácil e estética, além de saltos no cavalo,
cambalhotas, jogos ginásticos, patinação e esgrima. Tudo associado a cantos alegres e
disciplina militar (RAMOS, 1982)

“A extensão do movimento não ficou na Suécia, estendeu-se com entusiasmo por todo o mundo,
principalmente aos demais países nórdicos – Dinamarca, Noruega e Finlândia” (RAMOS, 1982, p.
211). Na Dinamarca, o Método Sueco, foi chamado de Ginástica Racional por ser fundamentado e
consciente de seu objetivo. Entretanto, foi considerado inapto para as necessidades e interesses da
juventude dinamarquesa por ser composto por posições rígidas (MARINHO, S/D). “Não é necessário
modificar o fundamento nem o objetivo da Ginástica básica, mas é o emprego dos meios que deve ser
levado a um terreno mais firme” (BUKH, 1939 apud MARINHO, S/D, p.198).

Surge então a Ginástica Básica Dinamarquesa, idealizada por Niels Bukh. “O Professor Niels
Illeris, ao fazer uma diferença entre a Ginástica Sueca e a Ginástica Dinamarquesa, diz que a
primeira é uma Ginástica de posições e a segunda uma Ginástica de Movimento”
(MARINHO, S/D, p. 201).

Assim como Ling, Bukh preocupou-se muito com a postura. Os exercícios deveriam ser
diferentes para homens e mulheres e voltados para a correção de defeitos posturais oriundos
do trabalho.

10
Também inspirada na Ginástica Sueca de Ling, temos a Calistenia. Para Silva (S/D), a
Calistenia não é um sistema próprio de ginástica, mas sim uma série de exercícios ginásticos
localizados, com fins corretivos, fisiológicos e pedagógicos, que pode integrar perfeitamente
qualquer sistema ginástico. Por estar em constante evolução teria grande vantagem sobre os
sistemas clássicos.

A Calistenia trouxe características nunca antes abordadas. Examinando os dois sistemas mais
difundidos, o sueco e o alemão, educadores suecos chegaram à conclusão de que ambos eram
pobres no que se tratava de elementos psicológicos. Por isso, inseriram a música na prática da
ginástica, por considerarem que ela incentivava o movimento, evitando a monotonia e
contribuindo para a educação dos sistemas psicomotor e neuromuscular (SILVA, S/D).

Ainda preocupados com os aspectos psicológicos, buscavam a variação dos exercícios. “O


professor deve estar municiado de uma quantidade bastante grande de exercícios a fim de não
repeti-los com muita frequência. A variação é um elemento importante, pois além do lado
psicológico, influi, também fisiologicamente” (SILVA, S/D, p. 27).

Objetivando melhorar a forma física da população, foi introduzida nas escolas americanas em
1860 por Dio Lewis (MARINHO, S/D). “[...] era dedicado ao homem gordo, ao homem fraco
ou enfermiço, aos jovens e às mulheres de todas as idades – as classes que mais necessitavam
de treinamento físico. [...] Não havia ninguém, nem nenhum sistema que tivesse contemplado
estes [...]” (MARINHO, S/D, p. 265). Por fim, deveria ser uma ginástica simples,
fundamentada na ciência e cativante (MARINHO, S/D).

c) A Escola Francesa
A Ginástica na França baseou-se nas idéias dos alemães Jahn e Guts Muths e, apresentava
além do caráter moral e patriótico, uma preocupação com o desenvolvimento social.
Objetivava formar o homem “completo e universal”, sem desvincular-se do utilitarismo, tão
abordado pela ginástica científica, buscando o desenvolvimento da força física, da destreza,
agilidade e resistência (SOARES, 2004).

Para Ramos (1982), esse movimento teve como principais representantes o Método Francês
desenvolvido por D. Francisco de Amoros e Ondeaño (1770-1848), George Demeny (1850-
1917) e o Método Natural pensado por Hébert (1875- 1957).

Inspirado em Pestalozzi, Amoros negou veementemente toda e qualquer forma de empiria,


seus exercícios eram completamente explicados por enunciados científicos, comprovando a
relação existente entre a sua ginástica, a saúde da população e a tão desejada utilidade dos
11
gestos (SOARES, 2002). “Admitia no sistema três tipos de ginástica: civil, militar e médica.
Condenava o funambulismo, que no dizer de Amorós, começa onde a utilidade do exercício
cessa” (RAMOS, 1982, p.219).

Demeny, discordando do método sueco de Ling, propôs exercícios ginásticos completos,


arredondados e contínuos (RAMOS, 1982). Voltou-se para a saúde da mulher, combatendo
“hábitos elegantes”, tais como cintas, salto alto, porta-seios; condenava os meios de
sustentação artificiais (SOARES, 2004).

“O método (Francês) para alcançar os seus objetivos preconiza sete formas de trabalho: jogos,
flexionamentos, exercícios educativos, exercícios mímicos, aplicações, desportos individuais e
coletivos” (RAMOS, 1982, p. 222). Marinho (S/D) descreve a abordagem de exercícios de marcha,
corrida, salto, lançamentos, lutas, esgrima, utilização de pesos e halteres, ginástica de aparelhos, remo,

ciclismo, natação e salvamento e desportos coletivos.

O Método Francês, oriundo da Escola Francesa, foi adotado em todos os estabelecimentos de


ensino brasileiros em 1929 (SOARES, 2002), e trouxe as propostas pedagógicas que
embasaram a Educação Física escolar brasileira no período republicano (RESENDE,
SOARES e MOURA, 2009).

A Escola Francesa inclui ainda a obra de Georges Hébert. O chamado Método Natural de
Hébert repudia todas as formas de exercícios analíticos, artificiais ou formais, conhecidos sob
a denominação de ginástica. Pretendia “utilizar os gestos de nossa espécie para adquirir o
desenvolvimento físico completo [...], além de atender às dificuldades inerentes à vida
moderna, particularmente à falta de tempo e à falta de espaço” (MARINHO, S/D, p. 122).

Encontram- se nesse programa características naturistas: resistência corporal ao frio,


endurecimento, utilização do meio natural como terreno de exercício, exercícios utilitários,
nudez controlada. Todo o trabalho toma por base a utilidade das ações e representa um
retorno à natureza adaptado à vida urbana moderna e concernente às atividades práticas da
vida em sociedade (Hébert, 1941a apud SOARES, 2003, p. 26).

Privilegiava a natureza e a qualidade do trabalho em detrimento da qualidade de execução.


Classificou os exercícios em 10 grupos fundamentais de acordo com as funções úteis da vida
cotidiana. Sendo eles: a marcha, a corrida, o salto, o movimento quadrúpede, a escalada, o
equilíbrio, o arremesso, o levantar, a defesa e a natação. Os treinos deveriam ser ao ar livre
para submeter o corpo às diferentes temperaturas, tinha a corrida como elemento base e cada
um deveria trabalhar no seu ritmo e capacidade (MARINHO, S/D).

12
O que Hébert deseja é aumentar as resistências orgânicas, realçar as aptidões para a execução
de exercícios naturais e utilitários (os seus 10 grupos) e, sobretudo, desenvolver a energia, a
qualidade de ação, a virilidade, para então subordinar esse conjunto de qualidades físicas bem
treinadas a uma moral altruísta, física, inclusive (SOARES, 2003, p. 28).

Notamos que os métodos, apesar de específicos ao seu público, se relacionam e se


influenciam.

Desse ponto de vista, os “métodos de ginástica” até agora por nós discutidos assemelham-se.
Diferenciam-se apenas na forma, umas mais analíticas, outras mais sintéticas. Todavia, o
conteúdo anatomofisiológico ditado pela “ciência”, constitui o núcleo central das distintas
propostas, além do que, é claro, a moral da classe, o culto ao esforço (individual), a
disciplina, obediência... ordem, adaptação, formação de hábitos [...] (SOARES, 2004, p 67).

E além de atender aos objetivos do Estado no século XIX, serviram de suporte para a
estruturação da Ginástica atual.

6. Tipos de ginástica

a) Ginástica artística

A ginástica artística é uma modalidade que exige muita força, equilíbrio e forte domínio
técnico para realizar movimentos com precisão.

As competições são realizadas em equipe e individualmente, por mulheres e homens, em


vários aparelhos. São eles: argolas, barras assimétricas, barras de equilíbrio, barra fixa, barras
paralelas e cavalo. Há ainda categorias sem aparelhos, em que se compete no solo. É a
modalidade mais conhecida da ginástica esportiva.

b) Ginástica rítmica

Ginasta rítmica se apoiando com os braços esticados no chão e pernas abertas para cima,
segurando o arco com um dos pés.

A ginástica rítmica é uma modalidade que, além da técnica exigida pela própria ginástica,
também utiliza elementos de outras artes, como o balé, a dança, o teatro e a música.

13
Os aparelhos usados são o arco, a bola, a fita e as maças. É uma modalidade que exige força,
flexibilidade, elegância, agilidade e entrosamento entre as atletas para realizar movimentos
em sincronia.

As competições de ginástica rítmica podem ser disputadas em equipes ou individualmente.


Em grandes competições, como nas Olimpíadas, só é aceita a participação feminina.

c) Ginástica acrobática

Como o nome diz, a ginástica acrobática tem como principal elemento as acrobacias
realizadas pelos atletas. Tem forte influência da arte de circo, sendo uma modalidade em que
a força e o equilíbrio são de extrema importância.

É executada em pares ou em grupos. Podem ser pares femininos, masculinos e mistos ou


grupos masculinos e femininos. Os grupos, geralmente, são compostos por três 3 pessoas,
divididas nas funções de base, intermédios e volantes.

Também é comum nas competições em grupo, que os participantes tenham alturas e idades
bem distintas. A ginástica acrobática não é uma modalidade olímpica.

d) Ginástica de trampolim

A ginástica de trampolim é comporta principalmente por saltos e acrobacias feitas sobre um


trampolim, um tipo de cama elástica. Assim como a ginástica acrobática, também tem grande
influência das artes circenses.

A modalidade exigem força, especialmente nas pernas, controle corporal e flexibilidade. É


executada em competições masculinas e femininas, e há a prática sincronizada, em que dois
atletas, em trampolins diferentes, realizam os mesmos movimentos ao mesmo tempo.

e) Ginástica aeróbica

A ginástica aeróbica tem grande influência da música e da dança, exige controle corporal,
força e graça durante a execução dos movimentos.

Ainda não é um esporte olímpico, mas as competições podem ser individuais, em pares
(mistos) ou grupos (que podem ser 3 ou 5 pessoas). As execuções competitivas costumam ser
ágeis, al

14
7. Importância da ginastica

A prática da ginástica foi se desenvolvendo a partir dos exercícios físicos que eram feitos
pelos soldados gregos, até se tornar uma das modalidades mais requisitadas nas academias
modernas, para atendimento de adultos que querem melhorar o tônus muscular nas regiões
abdominais, parte posterior de membros superiores e também coxa e glúteos. É a arte de
exercitar o corpo para fortificá-lo e dar-lhe agilidade. O conjunto de exercícios corporais
sistematizados, realizados no solo ou com auxílio de aparelhos e aplicados com objetivos
educativos, competitivos, terapêuticos, etc. Um esporte que envolve uma série de
movimentos que exigem força, flexibilidade e coordenação motora. Essas modalidades
ajudam na coordenação motora, no condicionamento cardiovascular, melhora a noçao
espacial, trabalha a flexibilidade e as capacidades aeróbicas, corrige postura, auxiliam a
resistência muscular e os objetivos mais procurados: contribui para o emagrecimento e ajuda
a ter abdomes.

15
8. Conclusão

A ginastica foi desenvolvida perante condições sociais e históricas contraditórias e, no que


lhe concerne, é uma das primeiras formas sistematizadas de prática corporal, figura que
referência a todo tipo de actividade física sistematizada. Neste contexto, a ginástica é um
conceito que engloba modalidades competitivas e não competitivas envolvendo a prática de
uma série de movimentos de força, flexibilidade e coordenação motora para fins únicos de
aperfeiçoamento físico e mental.

A ginástica é o esporte em que se realiza uma série de movimentos corporais, que exigem
muita força, flexilidade e equilíbrio para fins únicos de aperfeiçoamento físico e mental.

16
9. Referência Bibliográfica

FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE GINÁSTICA( FIG). Código de pontuação –2005 a


[Link]ça, 2000.
LEITE, Marcos l. A.; História da ginástica; Escola municipal aliança – Educação Física –
2012.
PUBLIO, Nestor. Evolução histórica da ginástica olímpica. Editora Phorte, Brasil 2002.
SANTOS, José Carlos [Link]. História da Ginástica (PDF) Ginástica – FIG – CBG. Visitado
em 12 de março de 2010.
SOUZA, E. P. M., PÉREZ GALLARDO. J. S. Ginástica Geral: duas visões de Um
fenômeno. In: COLETÂNEA: textos e sínteses do I e lI Encontros de Ginástica Geral.
Campinas: Gráfica da Unicamp, 1997.
A importância da ginástica para o corpo. Acesso em 01 de Agosto de 2023. Disponível em:
humanocontent://[Link]/offline-cache/fcf63093-1ª58-4bc4-ad79-
[Link]

17

Você também pode gostar