Arthur badalo
Artur Bordalo, mais conhecido pela alcunha artística Bordalo II ou Bordalo Segundo,
nascido em Lisboa em 1987 , é um grafiteiro e artista plástico português. É neto do também
pintor Artur Real Chaves Bordalo da Silva, conhecido como Real Bordalo. Estudou na
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
Carreira
Estudou na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa A sua arte baseia-se na
utilização de resíduos urbanos, guiado pelo lema [o lixo de um pode ser o tesouro de outro].
Tomando como ponto de partida o graffiti, empregando pintura em spray, usa objetos
abandonados, desperdícios e refugos procedentes de obras, ruínas de edifícios, carros e
fábricas, entre outros, misturando-as para criar um novo objeto artístico. Pretende deste
modo denunciar uma sociedade «extremamente consumista, materialista e avarenta e
promover a sustentabilidade, consciência ecológica e social. Como consequência, os seus
grafittis são tridimensionais, ultrapassando em muitas ocasiões os limites do plano,
convertendo-se em baixo-relevo e alto-relevo.
Nas suas obras é revelada a influência de artistas como Joseph Beuys, que acreditava que a
única força capaz de mudar a humanidade e a ordem social era a arte, a partir da
criatividade humana. Mas, também, os ready-mades de Marcel Duchamp, as colagens de
Pablo Picasso e Georges Braque, entre outras criações que transformaram a nossa percepção
perante uma obra de arte.
Desde 2012, Bordalo Segundo já realizou cerca de duzentas esculturas de animais de mais de 60
toneladas de materiais reciclados. As suas instalações podem ser encontradas em todo o mundo e
representam assim um manifesto universal. É também famoso pela série ferroviária realizada no seu
país de origem, na qual utiliza engenhosamente vias férreas para a sua arte.
Frans krajcberg
Frans Krajcberg (1921-2017) foi um escultor, pintor, gravador e fotógrafo polonês,
naturalizado brasileiro. Suas esculturas se caracterizam pelo uso de troncos e
raízes carbonizadas recolhidas em desmatamentos e queimadas. Muitas lembram
pulmões, corações, esqueletos e outras formas impactantes.
Frans Krajcberg nasceu em lugarejo no interior da Polônia, no dia 12 de abril de
1921. Estudou Engenharia e Artes na Universidade de Leningrado. Viveu de perto a
II Guerra Mundial. Descendente de família judia, viu sua mãe ser enforcada pelas
forças da Alemanha Nazista. O restante da família morreu em campos de
concentração. Krajcberg caiu prisioneiro dos alemães, mas conseguiu escapar e
entrar para o lado soviético, onde virou herói de guerra como construtor de pontes.
Após o fim do conflito, Krajcberg mudou-se para Paris, onde conheceu Fernand
Léger e o russo Marc Chagall. Em 1948 veio para o Brasil. Em 1951 participou da
Primeira Bienal de São Paulo. Até 1954 viveu entre Paris, Ibiza e Rio de Janeiro.
Sua aversão ao contato social o levaria a se isolar numa zona de mineração de
Minas Gerais, onde produzia gravuras e esculturas em pedra. Em seguida viveu um
curto período no Paraná. Em 1956 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu
ateliê com o escultor Franz Weissmann. Em 1957 naturaliza-se brasileiro.
Em 1958 retornou a Paris, onde permaneceu até 1964. Alternou sua estada em
Paris com viagens a Ibiza, na Espanha, onde produziu trabalhos com papel japonês,
moldados sobre pedras e pintados a óleo ou guache. De volta ao Brasil, instala um
ateliê em Minas Gerais, onde começa a criar as “sombras recortadas”, quando
associa cipós e raízes a madeiras recortadas.
Em 1972 muda-se para Nova Viçosa, no extremo sul da Bahia. Nesse período teve
que abandonar a pintura, em razão de uma intoxicação por tinta a óleo. Busca então
as árvores, como companhia e como matéria prima para seu trabalho. Utiliza restos
de troncos e raízes carbonizados por queimadas ou resíduos de desmatamentos,
vindos da Amazônia, de Mato Grosso ou da Mata Atlântica baiana. Em suas viagens
fotografa a destruição das florestas. Em 2003, Curitiba inaugurou o espaço
Krajcberg, no interior do Jardim Botânico, com 114 obras, entre esculturas, feitas de
madeiras carbonizadas e fotografias, doadas pelo artista.
Ao longo de sua carreira, Frans Krajcberg atuou como ativista ecológico,
denunciando as queimadas no estado do Paraná, os desmatamentos da Amazônia,
a exploração de minérios no estado de Minas Gerais e defendeu as tartarugas
marinhas que chegavam ao litoral de Nova Viçosa, para desova.
Frans Krajcberg vive em seu sítio à beira da praia, na cidade de Nova Viçosa, em
meio a uma floresta de 10 mil árvores de espécie nativa que ele introduziu na
localidade desde a década de 70. Não gosta que o chamem de artista plástico, diz
que é um militante ecológico.