ÍNDICE
INTRODUÇÃO.........................................................................................................................9
PROBLEMÁTICA.....................................................................................................................9
HIPÓTESE..................................................................................................................................9
OBJECTIVO GERAL................................................................................................................9
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS...................................................................................................9
JUSTIFICATIVA.......................................................................................................................9
1. - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMPARADA NO TEMPO (CONCEITOS,
ETIMOLOGIA, ORIGEM E HISTORIA)..........................................................................10
1.1.1. – CONCEITOS: SEGUNDO ALGUNS AUTORES.....................................................10
1.1.2. – ETIMOLOGIA............................................................................................................11
1.1.3. - ORIGEM......................................................................................................................11
1.1.4. – HISTORIA: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMPARADA NO TEMPO.............12
1.2. - DIFERENTES TRADIÇÕES, ADMINISTRAÇÕES DIFERENTES.....................13
1.2.1. - DIFERENTES TRADIÇÕES.......................................................................................13
[Link]. – PATRIMONIALISTA...................................................................................................13
[Link]. – BUROCRÁTICO..........................................................................................................14
[Link]. – GERENCIAL................................................................................................................14
1.2.2. - ADMINISTRAÇÕES DIFERENTES..........................................................................15
[Link]. - ANGOLA.......................................................................................................................15
[Link]. - BRASIL.........................................................................................................................15
1.3. - A GLOBALIZAÇÃO E A REFORMA ADMINISTRATIVA..................................16
1.3.1. - REFORMA ADMINISTRATIVA...............................................................................16
[Link]. - OBJECTIVOS DA REFORMA ADMINISTRATIVA............................................17
CONCLUSÃO.........................................................................................................................18
REFERENCIAS BIBLIOGRAFIA.......................................................................................19
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INTRODUÇÃO
O tema desta trabalho – “Administração Pública Comparada No Tempo ” – tem como
foco elucidar o leitor através de uma abordagem geral sobre a Administração Pública. A
Administração Pública tem como objectivo trabalhar em favor do interesse público e dos
direitos e interesses dos cidadãos que administra.
Segundo Di Pietro (2010, p. 44)“Administrar significa não só prestar serviço executá-
lo como, igualmente, dirigir, governar, exercer a vontade com o objectivo de obter um
resultado útil e que até, em sentido vulgar, administrar quer dizer traçar programa de acção e
executá-lo”,
Estado e a Administração foram-se caracterizando de forma diferente, para
responderem às exigências de cada época. É, por isso, que quando se fala em modernização
da Administração Pública, está-se necessariamente a referir a uma reforma do Estado e das
suas funções. Efectivamente, qualquer reforma da Administração exige reforma do Estado, da
mesma forma, que qualquer reforma do Estado é indissociável da reforma da Administração.
PROBLEMÁTICA: Reforma administrativa: é o processo de mudança que permite ajustar
as estruturas e o funcionamento de acordo com as pressões exercidas pelo ambiente político e
social. Assim surge a seguinte problemática: Qual é o objectivo da reforma administrativa?
HIPÓTESE: como hipótese orientadora presumimos as seguintes:
1. Curar os males da Administração Pública.
2. Moralização, responsabilização e controle da actividade da Administração Pública
e dos funcionários e agentes administrativos;
OBJECTIVO GERAL
Compreender os aspectos da Administração Pública comparada no tempo.
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
Estudar a: Administração pública comparada no tempo (conceitos, etimologia,
origem e historia); Diferentes tradições, administrações diferentes; A globalização e a reforma
administrativa.
JUSTIFICATIVA
Este estudo tem como interesse informar e trazer à tona, o impacto positivo que a boa
Administração tem dentro de uma sociedade.
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1. - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMPARADA NO TEMPO (CONCEITOS,
ETIMOLOGIA, ORIGEM E HISTORIA).
1.1.1. – CONCEITOS: SEGUNDO ALGUNS AUTORES.
Administração Pública (ou gestão pública) se define como o poder de gestão do
Estado, no qual inclui o poder de legislar e tributar, fiscalizar e regulamentar, através de
seus órgãos e outras instituições; visando sempre um serviço público efectivo.
A administração se define através de um âmbito Institucional-legal, baseada na
Constituição, leis e regulamentos1. Administração Pública será exercida em harmonia com
os princípios que regem o Direito Administrativo.
Segundo Meirelles (1994, p.55) “A Administração Pública2 é o aparelhamento do
Estado, organizado para a realização de seus serviços, visando à satisfação das
necessidades colectivas”.
Segundo Junquilho (2010, p. 16) Em sentido estrito,
define-se a Administração Pública como o conjunto de órgãos,
entidades e agentes públicos que desempenham a função
administrativa do Estado. Em sentido amplo, refere-se ao
conjunto de órgãos de governo com função política e de órgãos
administrativos, com função administrativa.
Segundo Paludo, (2012, p.21). A Administração
compreende todo o aparato existente (estrutura e recursos;
órgãos e agentes; serviços e actividades) à disposição dos
governos para a realização de seus objectivos políticos e do
objectivo maior e primordial do Estado: a promoção do bem
comum da colectividade.
1
A constituição Angolana exerce suas funções por meio dos seus agentes; órgãos; entes e actividades
publicas, garantindo a directa e imediata realização plena dos fins estabelecidos pelo estado.
2
O termo Administração Pública tem vindo a ser assumido quase totalmente como
burocráticos.
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1.1.2. – ETIMOLOGIA
São indicadas por (Oswaldo Aranha Bandeira de Mello e Di Pietro, 2010, p. 48) duas
versões para a origem do vocábulo administração:
A primeira é que esta vem de ad (preposição) + ministro + are (verbo), que
significa servir, executar;
Já a segunda vem de ad manus trahere, que envolve ideia de direcção ou
gestão.
Nas duas hipóteses, há o sentido de relação de subordinação, de hierarquia. O mesmo
autor demonstra que a palavra administrar significa não só prestar serviço, executá-lo, como
também dirigir, governar, exercer a vontade com o objectivo de obter um resultado útil.
Até em sentido vulgar, administrar quer dizer traçar um programa de acção e executá-lo
ou também tendo a definição que Administrar é: Coordenar, Planejar, Controlar, Padronizar,
Organizar e Executar.
1.1.3. - ORIGEM
Originou-se na França, no fim do século XVIII, mas só se consagrou como ramo
autónomo do direito com o desenvolvimento do Estado de Direito. Teve como base os
conceitos de serviço público, autoridade, poder público e especialidade de jurisdição.
A Administração Pública começou a se organizar nos séculos XVIII e XIX, nessa
época era ainda embrionária devido ao Estado Absolutista, que anteriormente detinha todo
o poder centralizado e não permitia um desenvolvimento público. A administração não
tinha ainda uma elaboração normativa baseadas nos princípios constitucionais próprios
que tem hoje, apenas algumas obras e regras esparsas que dariam início aos actuais
conceitos de direitos constitucionais e administrativos.
Foi quando o Estado de Direito começou a se estabelecer, juntamente com o Direito
Constitucional, e os demais ramos de direito público que o Direito Administrativo
começou a se formar, a partir da separação dos poderes do Estado e com o Princípio da
Legalidade, para dar mais segurança aos direitos do povo em relações particulares e
também nas relações públicas.
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A partir da Revolução Francesa é que o Estado de Direito, com a separação dos três
poderes, se consolidou e só nesse momento que se foi começar a delimitar normas que
organizariam a Administração Pública, retirando a aplicação do direito privado das
relações jurídicas em que o Estado participa. O direito administrativo amplia a sua
actuação para actividades antes efectuadas pelo direito privado, estendendo-se a
actividades com objectivo de promover o bem-estar social, como por exemplo, a
educação, saúde, cultura.
1.1.4. – HISTORIA: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMPARADA NO TEMPO
A história da Administração surgiu a muitos séculos atrás, mais precisamente no ano
5.000 A.C., na Suméria, quando seus antigos habitantes procuravam uma maneira para
melhorara resolução de seus problemas práticos, então surgi a arte e o exercício de
administrar.
Depois no Egipto, Ptolomeu3 planejou e dimensionou um sistema económico que não
poderia ter-se operacionalizado sem uma Administração Pública sistémica e organizada.
Em seguida, na China de 500.A.C., a necessidade de se ter um sistema organizado de
governo para o império, a Constituição de Chow, com 8 regras de Administração Publica de
Confúcio4, exemplificam a tentativa chinesa de definir regras e princípios de administração:
1-O Alimento, 2- O mercado, 3- Os Ritos, 4- O Ministério do Emprego, 5- O Ministério da
Educação, 6- A administração da Justiça. 7- A Recepção dos Hospedes, 8- O Exército.
Na evolução histórica da administração, duas instituições de destacaram: a Igreja
Católica Romana e as Organizações Militares.
1. A Igreja pode ser considerada uma organização mais formal, mais eficiente da
civilização Ocidental. Através dos séculos vem mostrando e provando a força de
atracão de seus objectivos, a eficácia de suas técnicas organizacionais e
administrativas, espalhando-se por todo mundo e exercendo influência, inclusive sobre
o comportamento pessoal de seus fiéis.
3
Cientista grego que viveu no Egipto
4
Foi um pensador e filosofo chinês no período 722 AC e 481 AC
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2. As Organizações Militares, evoluíram das displicentes ordens dos cavaleiros
medievais e dos exércitos mercenários dos séculos XVII e XVIII até os tempos
modernos com uma hierarquia de poder rígida e adopção de princípios e práticas
administrativas comuns a todas as empresas da actualidade.
OBS: O difícil é perceber até que pontos os homens da Antiguidade, da Idade Média e até mesmo
do inicio da Idade Moderna tinham consciência de que estavam praticando a arte de administrar.
1.2. - DIFERENTES TRADIÇÕES, ADMINISTRAÇÕES DIFERENTES.
1.2.1. - DIFERENTES TRADIÇÕES
Tradição é uma palavra com origem no termo em latim “traditio”, que significa
"entregar" ou "passar adiante". A tradição é a transmissão de costumes, comportamentos,
memórias, rumores, crenças, lendas, para pessoas de uma comunidade, sendo que os
elementos transmitidos passam a fazer parte da cultura. (Citação anónima).
No ramo da administração existem algumas tradições que são passadas através dos
modelos de Administração Publica
[Link]. – PATRIMONIALISTA
O Patrimonialista se trata de uma forma de dominação tradicional. A dominação
tradicional, por sua vez, é definida pela crença na tradição, ou seja, as leis são o conjunto de
costumes de determinada sociedade e quem as determina são os membros de uma linhagem
que dispõe do poder.
O Patrimonialista se traduz nas relações pessoais que definem quem será responsável
pelas actividades/cargos administrativos. Ou seja, há uma profunda confusão entre o que é
público e o que é privado.
Para exemplificar, no Estado monárquico – em que o poder é centralizado na figura do
rei – são os auxiliares do rei (nobres) que possuem o controlo dos meios administrativos.
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[Link]. – BUROCRÁTICO
O modelo burocrático se trata da crença na razão (dominação racional-legal): as leis
são elaboradas a partir de normas mais coerentes com a realidade social. Além disso, os
responsáveis pela elaboração das leis passam por critérios de escolha mais fundamentados
como, por exemplo, eleições.
Portanto a figura do burocrata passa a ser mais profissional e há uma divisão clara
entre o que é individual e privado e o que é público e de interesse colectivo. A preocupação
central do modelo burocrático está no controle dos processos da Administração Pública.
[Link]. – GERENCIAL
O modelo gerencial da administração pública vem sendo discutido nas últimas
décadas, a fim de superar o “engessamento” provocado pela burocratização. Trata-se de um
modelo normativo (baseado em leis), que concentra esforços no controle dos resultados da
máquina pública.
O modo de actuação do modelo gerencial parte da definição clara de quais são os
objectivos da administração pública, além de prezar pela autonomia dos gestores e
funcionários públicos. Outro ponto importante é a flexibilização e descentralização da
gestão, reduzindo os níveis hierárquicos que marcam o modelo burocrático.
A proposta é que o modelo gerencial incentive e internalize na rotina da
Administração Pública procedimentos que levem em consideração a actuação colectiva
(diferentes agentes sociais) na elaboração de políticas públicas e a participação social nos
processos de tomada de decisão. Além disso, é desejável a competição dentro das
organizações públicas e entre organizações públicas e privadas a fim de garantir a prestação
de serviços com maior qualidade.5
1.2.2. - ADMINISTRAÇÕES DIFERENTES
5
Ver Anexo. Tabela nº1
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Existem diferentes administrações no mundo todo, nos faltaria tempo para abordar
todas, assim nos concentraremos na administração de Angola e Brasil, por estarem mais
próxima da nossa realidade.
[Link]. - ANGOLA
.Em Angola, as reformas administrativas aconteceram frente à necessidade de se
construir uma Administração Pública pós-colonização. Apesar de, em 1975, o país ter
conseguido sua Independência de forma tardia e, em seguida, ter entrado em um conflito
armado, foi com a aprovação da Nova Constituição e com a transição constitucional, iniciada
em 1991, que o país aderiu às reformas administrativas.
Nesse sentido, a Gestão Pública Angolana passou por diferentes momentos no que se
refere aos modelos de administração. Com e feito, a caracterização público e administrativo
de Angola foi enquadrada em um marco político: período colonial (até 1975), período
revolucionário (1975 a 1991) e período democrático (a partir de 1991).
[Link]. - BRASIL
No Brasil, as reformas aconteceram a partir dos anos de 1930, quando o país buscou
abandonar práticas clientelistas e patrimonialistas, predominantes em sua gestão, visando a
obter uma gestão mais participativa e democrática (TORRES, 2004; PAULA, 2005).
Nesse sentido, com pontos focais em 1937, 1967 e 1995, o Estado Brasileiro passou
por mudanças na tentativa de elaborar estratégias alternativas que permitissem um salto
gerências na sua condução, uma vez que este possuía uma administração notadamente
patrimonialista e burocratizada (TORRES, 2004). A partir da criação da Constituição Federal
Brasileira, em 1988, procurou-se democratizar os processos decisórios e buscou-se a maior
equidade dos resultados das políticas públicas, promovendo a descentralização e, também, a
participação dos cidadãos para formulá-las e implementá-las.
Assim, “[...] a Constituição de 1988 ensejou uma transformação significativa na
concepção de governança do Brasil, resgatando seu sentido social e fazendo emergir novas
práticas de gestão” (EMMENDOERFER, SILVA, LIMA, 2010, p. 2).6
1.3. - A GLOBALIZAÇÃO E A REFORMA ADMINISTRATIVA.
6
Ver Anexo. Tabela nº2
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Segundo Malcom Waters (1999) A Globalização pode definir-se como “um processo
social através do qual diminuem os constrangimentos geográficos sobre os processos sociais e
culturais, e em que os indivíduos se consciencializam cada vez mais dessa”.
. A onda de democratização, ainda que débil, atravessa os continentes, desde os
confins do sudeste asiático até a América Latina, passando também pela África, assinala que
as populações não mais aceitam silenciosamente os regimes de opressão, exploração e
corrupção ainda prevalecentes na maioria dos países.
O nosso país não se manteve afastada dessa enorme onda supra citada, abrindo portas
para uma reforma administrativa.
1.3.1. - REFORMA ADMINISTRATIVA
Reforma administrativa: é o processo de mudança que permite ajustar as estruturas e
o funcionamento de acordo com as pressões exercidas pelo ambiente político e social
O movimento de reforma embora diferente de país para país faz-se sentir em todo
mundo, em termos gerais podemos verificar que nos países ocidentais a “Reforma
Administrativa” é marcada por uma diminuição do estado, e nos países em via de
desenvolvimento a preocupação senta-se na promoção da eficiência do estado e nos países do
leste, os esforços são desenvolvido para transformar o estado num regulador de uma
economia de mercado. A Reforma Administrativa esta relacionada com a cultura, politica e
não só. Nos países desenvolvidos encontra-se alguns factores importantes para o sucesso da
reforma administrativa: “A vontade e a determinação política e a existência de uma
Administração experiente, a pressão pública e em especial o desenvolvimento económico”.
Segundo Cardem as reformas administrativas servem par controlar e não para curar os
males da Administração Pública.
A reforma administrativa tem duas principais preocupações:
1. Melhorar o que já existe;
2. Corrigir preocupações ou deficiências do que é feito erradamente.
[Link]. - OBJECTIVOS DA REFORMA ADMINISTRATIVA
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A reforma administrativa visa alcançar os seguintes objectivos:
1. Elevação crescente e global do respeito á Lei na organização, funcionamento e
exercício da actividade administrativa;
2. Adopção de uma política racional e qualificada de recursos humanos para a
Administração Pública nos domínios do emprego, formação profissional,
remuneração, motivação e carreira dos funcionários e agentes administrativo, com
reconhecimento de mérito;
3. Institucionalização e aperfeiçoamento contínuo das estruturas e meios do poder local
através da adopção de formas eficazes da descentralização territorial e por serviço,
obedecendo especialmente aos imperativos do desenvolvimento socioeconómico e as
particularidades locais;
4. Racionalização das estruturas dos serviços públicos e da utilização dos meios
humanos, financeiros e matérias da administração Pública, modernizando-a com meios
tecnológicos com vista a apoiar e facilitar a gestão e decisão célere e segura;
5. Moralização, responsabilização e controle da actividade da Administração Pública e
dos funcionários e agentes administrativos.
CONCLUSÃO
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Contabilidade e Finanças Administração Pública
Este trabalho assentou sobre duas hipóteses: A primeira remete-nos a ideia de que o
objectivo da reforma administrativa é curar os males da administração pública.
Durante a elaboração do trabalho concluímos ser falso, pôs:
Segundo Cardem (carece de fonte) “as Reformas Administrativas servem para
controlar e não para curar os males da Administração Pública”.
A segunda hipótese mostrou-se ser verdadeira pôs: o objectivo da Reforma
Administrativa é: Moralização, responsabilização e controle da actividade da Administração
Pública e dos funcionários e agentes administrativos. Também envolve “Elevação crescente e
global do respeito á Lei na organização, funcionamento e exercício da actividade
administrativa”
O estudo nós permiti-o identificar a importância da Administração Pública na vida do
cidadão. Nos mostra como a Administração pode prejudicar a colectividade quando age de
forma a beneficiar determinados grupos tendo a “pessoalidade” como critério na tomada de
decisões. Mostra os benefícios que uma Administração Pública consciente e “actualizada”
pode trazer para a população a qual administra.
A revisão conceitual de características marcantes dos modelos administrativos também
nos permite identificar o quão é importante termos uma Administração que evolua em suas
acções sem perder, é claro, sua característica principal que é ser pública.
No caso de Angola e Brasil presenciamos as grandes mudanças na sua reforma
administrativa que contribuíram para o desenvolvimento da Administração Pública apesar
das dificuldades encontradas durante uma reforma no aparelho do estado.
Concluímos que não importa o país em questão, a prática de boa Administração está
directamente ligada com o bom funcionamento do aparelho do estado. E apesar dos modelos
da Administração Pública variar de país para país, eles procuram sempre melhorar a qualidade
de vida dos cidadãos.
REFERENCIAS BIBLIOGRAFIA
2021 Pá gina 18
Contabilidade e Finanças Administração Pública
JUNQUILHO, G. S. Teorias da administração pública. Departamento de Ciências da
Administração / UFSC; [Brasília]: CAPES : UAB. 182p. Florianópolis, 2010.
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 19. ed. atual. São Paulo:
Malheiros Editores, 1994.
RATTNER, H. Comércio e desenvolvimento nas sociedades contemporâneas. Revista
Politécnica, n. 212/213, p. 66-73, 1994.
ANGOLA. Decreto n. 16/1991, de 16 de abril de 1991. Diário da República, Angola,
n. 91, série 1. Presidência da República. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 29 jun. 2011.
BRESSER-PEREIRA, L. C. Reflexões sobre a reforma gerencial brasileira de 1995.
Revista do ServiçoPúblico, Brasília, v. 50, n. 4, p. 5-30, out. 1999.
KETTL, D. F. A revolução global: reforma da administração do setor público. In:
BRESSERPEREIRA, L. C; SPINK, P. (Org.) Reforma do Estado e administração
pública gerencial. Rio de Janeiro:FGV, 2006. (p. 75-122)
ANEXO
Patrimonialista, Burocrático e Gerencial os três modelos da administração Pública:
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Contabilidade e Finanças Administração Pública
Tabela nº1
PATRIMONIALISTA BUROCRÁTICO GERENCIAL
Leis: Conjunto de costumes Leis: conjuntos de normas Leis: conjunto de normas
racionais racionais legitimadas pela
participação social
Cargos públicos: Cargos públicos: Cargos públicos:
-escolhido por relações - Escolhidos pelo - Escolhidos por conhecimento
pessoas; conhecimento técnico; técnico, como valorização
-Confusão entre interesses -Separação entre os interesses de actuações colectivas;
público e privado. público e privado. -Separação entre os interesses
público e privado com
valorização de órgãos de
controlo e transparência
pública.
QUADRO COMPARATIVO DAS DIFERENÇAS ADMINISTRATIVA ENTRE ANGOLA
E BRASIL.
Tabela nº2
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BRASIL ANGOLA
1. MODELO PATRIMONIAL 1. MODELO COLONIAL
Influências das raízes culturais portuguesas Influências das raízes culturais portuguesas
Fortalecimento da administração central
Administração centralizada
Clientelismo político
Autoritarismo político
Indistinção entre público e privado Intervenção do estado na economia
2. MODELO BUROCRÁTICO 2. MODELO REVOLUCIONÁRIO
Diferenciação de sector público de sector
Profissionalização da administração pública
privado
Descentralização da administração pública Centralização democrática
Rigidez burocrática (aumento da máquina
Padronização de procedimentos (burocracia
pública
weberiana)
Período com governos militares Período monolítico
3. MODELO GERENCIAL 3. MODELO DEMOCRÁTICO
Busca pelo bem-estar social do cidadão Melhoria do serviço prestado ao cidadão
Expansão de cargos de comissão Tentativa de fortalecimento da carreira pública
Reforma do sistema de contratação de
Fortalecimento de núcleos estratégicos
funcionários
Administração por resultados Administração centralizada
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