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Primeira apostila resistor

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Juliana Hutély
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RADIOTECNICO E DNA e ie ies TV(P&B) E A CORES = 009 ie CUS MM: ws aller, Radiet o iniciar o nosso curso de Radio, acreditamos que vocé esteja ansioso para comecar a estudar. Vamos iniciar com € circuitos simples, basicos, procurando sempre salientar a parte pratica, fazendo com que vocé va acumulando conhecimentos gradativamente, até chegar ao circuito do radio. Vamos apresentar os componentes de maneira mais detalhada INSTITUTO PADRE REUS 03 ELETRICINADE O homem consegue, hoje, dominar perfeitamente a eletricidade. Consegue geré-la, em grandes quantidades, nas usinas, e transporté-la através de fios, por distancias enormes, até as nossas casas, onde aciona uma enorme quantidade de aparelhos. Mas 0 que € a eletricidade? Todos os efeitos da eletricidade podem ser explicados e previstos, se considerarmos, a existéncia de uma particula mintscula chamada elétron. O elétron é a unidade de carga elétrica. Sua carga elétrica € nega- tiva. Para dar-lhe uma idéia melhor do que é um elétron, teremos que recor- rer a feoria eletr6nica. Esta teoria € bastante complexa, e para simplificar, vamos apenas apresentar 0 seguinte: Teoria Eletr6nicd ee Tudo que existe na natureza € composto de dtomos. Existem aproxi- madamente 100 atomos diferentes. A combinago destes diferentes étomos vai formar as moléculas. A égua é uma molécula comnosta de étomos de hidrogénio e oxigénio. Estrutura de um At0i0 Um tomo € constitufdo de um nticleo central, que contém protons € néutrons. Em torno deste nticleo, giram os elétrons (nossa unidade de carga elétrica). Para esse nosso estudo, é importante que vocé nao esqueca disso: 0 préton de um Stomo tem carga elécrica positiva. O elétron de um atomo tem carga elétrica negativa. Elétrons Veja 0 desenho de um dtomo, . 2 See Neutrons conforme a teoria eletranica Protons Figura 1 04 INSTITUTO PADRE REUS E 0 n€utron? Bom, o néutron nao tem carga elétrica nenhuma. Para © nosso estudo, podemos até ignord-lo. Olhando a figura 1, observe o nucleo do dtomo representado pelo ajustamento dos néutrons e prétons (carga positiva: +) e os elétrons (carga negativa: -), que ficam girando em torno desse nticleo, tal como nosso sistema solar, onde podemos consi- derar que 0 sol esteja parado ¢ os planetas estejam girando ao seu redor, (Figura 2) A estrutura do dtomo pode ser comparada ao nosso Sistema Solar onde os planetas (elétrons) giram em torno do Sol (nticleo). an O tomo é muito pequeno. Uma gota de égua possui bilhoes e bilhGes de moléculas, cada uma delas contendo dois étomos de hidrogénio © um dtomo de oxigénio. Eletricidade Estdtica Sempre que conseguirmos retirar, de algum corpo, alguns elétrons € estes elétrons néo podem circular livremente, estiio presos (porque 0 corpo ndo é um bom condutor de eletricidade), a carga elétrica representada por estes elétrons é chamada de eletricidade esttica. © método mais comum da obtengao da eletricidade estatica é 0 atrito. Uma experiéncia pratica, e que pode ser facilmente feita pelo aluno, consiste de uma régua, um pente e uma tira de jornal, com 60 cm de com- primento por 10 cm de largura. Dobre a folha ao meio e pendure-a na régua. Passe o pente varias vezes no cabelo e aproxime-o da folha de papel. E importante, nessa experiéncia, que o cabelo esteja seco e que a umidade relativa do ar seja baixa. Vocé vai notar que a tendéncia das laminas da folha do jornal é se afastarem. (Figura 3) INSTITUTO PADRE REUS 05 Figura 3 Em condigdes normais, o papel permanece pendurado com as duas Com excesso de elétrons (carga negativa) nas firas lado a lado. extremidades as tiras de papel se repelem. Quando vocé passa o pente no cabelo, ele absorve elétrons, que fi- cardio presos no seu corpo. Ao encostar o pente nas laminas do jornal, as mesmas vaio absorver elétrons, e ficam carregadas negativamente, E como as duas laminas de papel ficar’io com a mesma carga, vao se repelir. Um fenémeno da natureza, bastante conhecido, é 0 raio. O raio também é uma prova da existéncia da cletricidade estatica. As cargas elétri- cas so formadas nas nuvens pelo atrito destas com a massa de ar, e quando estas cargas atingem um determinado valor, sfio descarregadas para a terra, na forma de um raio, (Figura 4) As cargas eléiricas so descarregadas para a terra sob a forma de um raio 06 INSTITUTO PADRE REUS y Importante Lei da eletricidade: CARGAS ELETRICAS IGLAIS OF REPELEME CARGASELETRICAS DIFERENTESSE ATRAEM Figura 5 Eletricidade Dinamica A eletricidade estatica no tem uso pratico, Para acionar um aparelho, & necessério que os elétrons se movimentem por um condutor Condutor é um elemento que permite que os elétrons da sua estrutura se movimentem, Dizemos que possuem elétrons livres. Figura 6 Materiais Condutores Materiais Nao-condutores Elementos Bons Con- Elementos Néo-Condutores de dutores de Eletricidade: owro, Eletricidade: borracha, madeira, vidro, prata, cobre, aluminio. Enfim, a porcelana, Nao possuem elétrons livres na maioria dos metais possuem sua estrutura e conseqiientemente niio ha elétrons livres. movimentos de elétrons no seu interior, INSTITUTO PADRE REUS 07 Para fazermos com que os elétrons circulem por um condutor, ne- cessitamos de uma forga. A forga que faz os elétrons se deslocarem dentro de um condutor chamada de forga eletromotiz, diferenga de potencial, tenso ou voltagem. Para facilitar, a partir de agora, sempre que falarmos dessa forga, vamos chamé-la de tensdo elétrica ou simplesmente tensio. Alguns técnicos gostam mais de chamé-la de voltagem. i a mesma coisa. Um processo muito usado para obtengiio de eletricidade dindmica, ¢ conseguido por uma reagtio quimica que ocorre dentro de uma pilha. Cer- tamente, 0 aluno conhece uma pilha. Nao vamos estudar as reagdes quimi- cas que ocorrem dentro da pilha, mas a titulo de ilustrago, conforme a figura 7, apresentamos uma pilha seca, destas usadas em lanterna e em rAdios portateis, Pélo Positive (carvao) Mistura de Biéxido de ~ Bastito de Carvao Manganés com carvéo K— Zinco Substéncia gelatinosa ‘com cloreto de aménio Pélo Negativo Figura Internamente, esta pilha é constituida de uma mistura de bidxido de manganés com carvao, e uma substancia gelatinosa com cloreto de aménia, sendo 0 invélucro constituido de um cilindro de zinco. O pélo positive é de carvao (internamente; olhando por fora, vocé nao vai notar isso), enquanto © polo negativo € o proprio invélucro. Examinando uma pilha, mais aten- tamente, vocé poderé observar que, no corpo da mesma esté indicado 0 pélo positivo pelo sinal (+), que ¢ 0 lado da "pontinha” superior, enquanto que o inferior esta marcado com sinal (-). Atensio dessa pilha é de 1,5 V, nado importando o seu tamanho, se égrande, média ou pequena. 08 INSTITUTO PADRE REUS usado para representar a tensiio elétrica éa letra E, A tensiio faz com que os elétrons ercorram o condutor Figura Ja estamos progredindo no nosso estudo. Sabemos que a tens&o de uma pilha é de 1,5V. Agora, vamos fazer uma experiéncia muito simples, Material: 1 pilha, 3 pedagos de fio, e 1 lampada de lanterna, de 1,5V. Fagamos a montagem conforme a figura 9. No momento em que encostamos as pontas desencapadas dos fios notamos que a lampada acende. O que esté acontecendo é que, ao encostarmos 0 fio, (na linguagem técnica dizemos: fechamos 0 circuito) permitimos que uma certa quanti- dade de elétrons, impulsionados pela tenso da pilha, circule pelos con- dutores (fios), passe pela limpadae volte para a pilha INTERRUPTOR Figura INSTITUTO PADRE REUS 09 Circuito Fechado - E Circuito Aberto - Quando quando permitimos a circulagio nfo permitimos a circulagdo de deelétrons num circuito. elétrons em umcircuito. (Achaveesté ligada.) (Achave est desligada.) 4 Figura 10 | “GRGUTO CHADD ‘IRCUTTO ABERTO Ao fluxo de elétrons em um circuito elétrico nés chamamos de cor- rente elétrica, que representa-se pela letra I. Aunidade de corrente elétrica é o Ampére que abrevia-se com A. Muita gente confunde tensao com corrente elétrica. Vocé por acaso jé ouviu alguém dizer: a corrente 14 de casa é de tantos volts? Pois agora vocé sabe que esté errado. A tensdo, repetimos, medida em volts, é a forga que impulsiona os elétrons por um condutor, A corrente & medida em Amperes ¢ & 0 fluxo de elétrons porum condutor. A corrente elétrica é 0 fluxo de elétrons no interior de wm condutor. E medida em Ampéres. Figura 11 E importante o aluno notar que estamos fornecendo-lhe uma quanti- dade muito grande de informages, num curto espago de tempo. E conve- niente que 0 texto seja lido varias vezes, até que nao reste mais nenhuma davida do que esta sendo exposto. Sobre o circuito da figura 10 ainda temos uma coisa muito impor- tante para comentar: é 0 sentido da corrente clétrica. 10 INSTITUTO PADRE REUS Sentido da Corrente Elétricd mssssmmmmemmm Quando os cientistas nd tinham conhecimento da natureza da cor- rente elétrica, pensavam que era um fluxo que saia do pélo positivo de uma fonte de tensao e regressava por seu pélo negativo, O que acontece de fato 6 bem o contrario. Os elétrons saem de uma fonte de tensio pelo pélo nega- tivo, circulam pelo circuito e voltam pelo pélo positivo. Apesar disso, mui- tos livros apresentam a passagem da corrente como sendo do positive para © negativo. Isto deve-se ao fato de que, apesar do erro, as férmulas matematicas das leis sobre a corrente elétrica sao exatas, Por esta raz, se mantém a ditegao da corrente elétrica como sendo do positive para o negativo, em todos os tratados técnicos, com excegdo daqueles em que se descrevem as explicagdes das valvulas eletronicas, CONVENCIONAL- E o sentido geralmente apresentado ‘nos livros, em quea corrente flui do pélo positivo da pilha ou fonte, para o pélo negativo. ELETRONICO- Eo queacontece de fato, comos elétrons saindo do polo negativo eregressando a fonte pelo pélo positivo, Seguindo a tendéncia dos livros técnicos, nés vamos adotar, no de- senvolvimento do nosso curso, o sentido da corrente convencional. Este fato naio deve confundir 0 aluno, uma vez que o raciocinio & exatamente 0 mesmo, independente do sentido da corrente. Corrente Continua ou Corrente Direta -E abreviada assim: CC ou DC - do inglés, Direct Current. E a corrente que mantém a sua polaridade sempre constante. As pilhas e baterias siio fontes de corrente continua. I F inna reta_Y Para um melhor entendimento do oma de onda linha rete que é uma corrente continua podemos usar grificos, mostrando «a sua forma de onda, Por exemplo. Figura 12 f 3°S 4 ee Graficos sito desenhos que mostram como as tensbes ¢ as correntes variam em um determinado periodo de tempo. INSTITUTO PADRE REUS u Na figura 12, o tempo estava marcado na linha horizontal e o valor da corrente na linha vertical. Desde 0 momento em que ligamos o circuito, acorrente permanecerd constante, num valor qualquer. Dizemos, ento, que a forma de onda para a corrente (também para a tensdo) continua é uma linha reta. No circuito da figura 9, se nés medir- mos a corrente em intervalos regulares de tempo, a leitura sera sempre a mesma. Voltando, mais uma vez, ao nosso circuitinho da figura 9, note que a pilha est4 representada pelo seu desenho, Num circuito normal, costu- mamos representar os componentes pelo seu simbolo. SIMBOLOS Fio condutor Para ligar e desligar um circuito, nés usamos um interruptor. Um interruptor simples pode ser visto na figura 14, com sua representagao sim- bolica. Interruptor Aberto Se Interruptor Fechado Figura 14 12 INSTITUTO PADRE REUS Os interruptores existem nas mais diversas formas. No decorrer da sua carreira de técnico de rédio, voc8 certamente encontraré uma enorme quantidade deles. Vamos explorar mais um pouco o circuitinho da figura 9. Vamos desenhd-lo novamente, agora, + usando os seus stmbolos, e colocando = wn interruptor no circuito. Figura 18 Observe que estamos aproveitando um dos efeitos da cletricidade , que é a produgiio de luz. Outro efeito da circulagdo da corrente elétrica por um condutor, é 0 efeito térmico, isto é sempre gue circula uma corrente elétrica por um condutor, este vai se aquecer. O aluno certamente j4 trocou uma limpada na sua casa. Jé notou como esquenta? O chuveiro elétrico é mais um exemplo de transformagao da energia elétrica em energia térmica, O ferro de passar roupa é outro. Mas Porque surge esse aquecimento? A resposta € simples, € este conceito é muito importante: porque os condutores se opGem A passagem da corrente elétrica, Essa oposigio depende do tipo de material e da quantidade de elétrons livres que o material possui, Materiais de pequena oposig&io cedem muitos elétrons livres. Materiais com poucos elétrons livres oferecem uma oposicaio muito grande ao fluxo de corrente, Todas as substincias, no en- tanto, oferecem alguma oposig&o ao fluxo de corrente, que podera ser pequena ou grande. Esta oposigaio é chamada de resisténeia elétrica. A re- sisténcia é outra das grandezas fundamentais da eletricidade. E medida em ohms (Q) em homenagem ao fisico alemao Georg Simon Ohm que esta- beleceu a lei de Ohm. A Resisténcia de um Condutor Depende mmm 4) DO SEU COMPRIMENTO - Quanto maior for 0 comprimento de um condutor, maior seré a sua resisténcia. Dizemos, entiio, que a re- sisténcia é diretamente proporcional ao comprimento do condutor. INSTITUTO PADRE REUS, 1B b) DA AREA DA SUA SECAO RETA - Quanto maior for a area da sua segiio reta, ou, em outras palavras, quanto mais grosso for o condutor, menor serd a sua resisténcia, Dizemos, entio, que a resisténcia de um con- dutor é inversamente proporcional a drea da sua segiio reta. ° = ee ® 40,0 soso pepo 1060 08050 ogog A corrente é limitada pelo diémetro do condutor gu 18 c) DA NATUREZA DO MATERIAL - A essa caracteristica chamamos de resistividade; depende da estrutura de cada material; por esta razao, sabemos que o ouro é melhor condutor de eletricidade do que 0 co- bre e a prata. O cobre é melhor condutor de eletricidade do que o aluminio, etc. Por esta raz&o, um fio de cobre de mesmo comprimento e segao reta que um fio de aluminio apresenta uma menor resisténcia elétrica. d) TEMPERATURA DO MATERIAL - Na maioria dos materiais, quanto mais alta a temperatura, maior a resisténcia que ele apresenta. Este feito é o menos importante dos fatores que influenciam a resisténcia de um condutor. Por ser muito pequena, vamos desprezar a resistencia dos condutores utilizados na interligaciio dos componentes eletrénicos. Bom, vocé ja viu ent&o, que a lampada no nosso circuitinho, esta transformando a energia elétrica em energia térmica e energia luminosa. Mas ao mesmo tempo em que ela esta fazendo isso, est4 também contro- lando a intensidade da corrente. ‘Vocé nao acredita? Entiio experimente: Tire a lampada do circuito e ligue um fio dire- tamente do pélo positive ao pélo negativo da pilha. Vocé fechou o circuito. 4 INSTITUTO PADRE REUS Vai circular uma corrente. Mas essa corrente 6 muito grande, tio grande que em poucos segundos a nossa pilha estaré esgotada. A este tipo de li- gagiio, em que nio hd um controle da corrente, nés chamafhos de curto-circuito. Ele deve ser evitado. Num circuito de um aparelho eletrénico, para controlarmos a inten- sidade da corrente, usamos elementos chamados de resistores, que stio colo- cados no circuito para aumentar a resisténcia do mesmo, e manter a cor- rente elétrica dentro de certos limites. Os resistores apresentam as mais variadas formas e valores. y VOCE NAO PODE ESQUECER QLE: TENSAO, VOLTAGEM OU Fi ‘ORCA ELETROMOTRIZ: fi a fora que faz os elétrons se deslocarem dentro de um condutor. E represen- tada pela letra E, Sua unidade de medida 0 Volt, representado pela letra V. CORRENTE ELETRICA: E. 0 fluxo de elétrons, em um circuito elétrico. E representada pela letra I.-Sua unidade de medida ¢ 0 Ampére representado pela letra A. RESISTENCIA: £ a oposicao oferecida ao fluxo de elétrons. B representada pela letra R. Sua unidade de medida é 0 Ohm representado pelaletragregaQ.. SIMBOLO DOS RESISTORES. oe {>} Figura 17 INSTITUTO PADRE REUS 15 Os Resists Muitos técnicos costumam chamar os resistores de resisténcias. Na verdade, resisténcia é a propriedade que apresentam os resistores, Os resistores mais comuns em um aparelho eletrénico so os de carbono, mais conhecidos por resistores de carvao. Na figura 18, apresenta- mos um resistor de carvao. [eS 4* Cor - Tolerncia 3*Cor - Multiplicador Figura 18 one 2*Cor - 2° Algarismo 1° Cor - 1° Algarismo O resistor apresentado na figura 18 € fixo, no podemos variar o seu valor. E identificado por quatro faixas coloridas, no seu corpo. A interpre- taco correta das cores estampadas num resistor de carvao nos dard o seu valor, que é medido em ohms, unidade de resisténcia elétrica, representada pelo simbolo Q. Vamos supor que no resistor da figura 19, a I* faixa é amarela, a 2* faixa & verde, a 3* é laranja e a 4° faixa € prateada, Como saber o valor do resistor? Consultando a tabela. Veja: cores | genimeativo. | MULTIPLIcaDoR | TOLERANCIA PRETO ° 1 z MARROM 1 ic : VERMELHO 2 100 : LARANIA 3 1.000 2 AMARELO 4 10.000 VERDE 5 100.000 5 AZUL 6 1.000.000 - ROXO 7 10,000.00 - INzA 5 100,000,000 : BRANCO 9 1.000,000.000 : DOURADO 2 on 5% PRATEADO . 001 10% SEM COR i i 20% | 16 INSTITUTO PADRE REUS Vocé olhou para a tabela, cocou a cabeca, nao entendeu nada? Mas € facil. Vamos explicar. Sendo a 1* faixa amarela, e consultando a coluna algarismos significativos, vemos que 0 nimero correspondente ao amarelo € 0 mdimero 4. J4 sabemos que o 1° algarismo significativo, entao, € 4. A 2* faixa € verde. Repetindo o procedimento, vemos que o ntimero correspondente ao verde é 0 ntimero 5. E 0 nosso segundo algarismo significativo. A 3* faixa € laranja. Muita atengdo: a 3* faixa 6 a do multiplicador. Para laranja, temos que multiplicar 0 néimero formado pelas duas_primei- ras faixas por 1.000. Logo, 0 valor do nosso resistor 6 45.000 ohms. Algarismos Meese - amarelo - 4 | significativos (2° cor - verde - 5 45 x 1.000 = 45.000 a Multiplicador {3* cor - laranja - 1.000 ee Prateado = 10% Laranja = 1.000 Figura 19 Verde = 5 Valor do Resistor = 45.000 Ohms com 10% de toleriincia Amarelo = 4 A tolerancia é a maxima diferenga que pode existir entre 0 valor que est estampado no corpo do resistor, com o seu valor real. No nosso caso, sendo a tolerfincia de 10%, o resistor poder apresentar uma resistén- cia com valor real situado entre 40.500 ohms (45.000 ohms menos 10%) e 49.500 (45.000 chms mais 10%). Devido ao grande aperfeigoamento das indiistrias que trabalham com resistores, a grande maioria dos resistores de carvao, hoje, tem tolerdncia de 5% (quarta faixa dourada). INSTITUTO PADRE REUS 7 Se 0 resistor for menos do que 10 ohms, a sua terceira faixa seré dourada ou prateada, ‘Vamos supor um resistor cujas cores sio: —_hihD— Laranja = 3 (1° algarismo significative) Branco = 9 (2° algarismo significative) Dourado = 0,1 (multiplicador) Dourado = 5% Figura 20 O valor do resistor €: 39 x 0,1 = 3,9 ohms, com 5% de tolerancia, ‘Vamos ver mais um exemplo? Um resistor cujas faixas sejam: ) TD Vermetho = 2 (1° algarismo) Vermelho = 2 (2° algarismo) Vermetho = 100 (mutltiplicador) Prateado = 10% oe O valor do resistor €: 22 x 100 = 2.200 ohms, com 10% de tolerancia. Resistores com tolerancia de 5 a 10% para a maioria dos circuitos eletrénicos sao suficientes. Entretanto, em circuitos de grande precisiio, como de medidores, se empregam resistores especiais, em que a precisio pode chegar a 0,5% ou mais. Os resistores apresentados, com faixas colori das, so resistores fixos, isto é, so fornecidos para um dado valor que nao pode ser modificado, Resistores de Precistio (de Filme): Este tipo especial de resistores normalmente possuem quatro ou seis angis coloridos, para indicar seu valor de resisténcia, tolerancia e coeficiente de temperatura. 18 INSTITUTO PADRE REUS Para resistores com quatro anéis coloridos, os dois primeiros representam os digitos significativos do seu valor, o terceiro o multiplicador, ¢ 0 quarto anel colorido representa a tolerancia Para resistores com seis anéis coloridos em volta do seu corpo, tera a seguinte interpretagao: os trés primeiros anéis representam os algarismos sipnificativos referente ao seu valor de resisténcia. O quarto anel ser o multiplicador, 0 quinto serd a tolerancia e 0 tltimo sera o coeficiente de temperatura. Para tolerdncia serdo utilizadas as cores: PRATA = 10% OURO=5% MARROM=1% VERMELHO = 2% Para 0 coeficiente de temperatura serio utilizadas as cores MARROM = 100 VERMELHO = 50 Multiplicador . / jae Coeficiente de Temperatura | im rota 3° Algarismo Signiticativo 2° Algarisino, Significativo Figura 22 1° Algarismo Significativo Resistores Veridveis: O funcionamento dos resistores varidveis & base de carbono se baseia no deslocamento de um contato mével sobic a \ superficie de fibra revestida de carbono, O contato mével é acionado por um eixo, por uma haste, etc.. B potenciémetro o nome dado a este tipo de resistor. So encontrados em diversas formas. Na figura 23, vemos alguns tipos de potenciémetros normalmente encontrados em equipamentos ele- trénicos. Sua identificagdo ¢ impressa no corpo. INSTITUTO PADRE REUS 19 POTENCIOMETRO @) vunuatuza POTENCIOMETRO * OU TRIMPOT DESLIZANTE intaly POTENCIOMETRO Figura 23. CONJUGADO AUM INTERRUPTOR Os potencidmetros podem ser logaritmicos, a resisténcia nao varia na mesma proporeao que o deslocamento do contato mével, ou lineares, a resisténcia varia na mesma proporgo que o deslocamento do contato mével. O simbolo dos resistores varidveis 6: Resistores de Fio: Enquanto que os resistores de carbono se prestam muito bem para controlar pequenas correntes, quando se trata de correntes mais intensas usamos resistores de fio. Sao construidos de fios metilicos, de alta resistividade, enrolados sobre uma forma a base de por- celana. Os simbolos sao os mesmos. Figure 25 20 INSTITUTO PADRE REUS ES BE OHM Allei de Ohm € baseada em trés grandezas: Tensao = E Corrente =I Resisténcia = R Com o auxflio dessa lei, pode-se calcular o valor de uma dessas grandezas, desde que se conhega o valor das outras duas. Se quisermos calcularo Se quisermos caleular 0 Se quisermos calcular 0 yalor da corrente, basta valor da resisténcia, basta _ valor da tensdo, basta diyidirmos a tensio pela dividirmos a tensdo pela —_multiplicarmos 0 valor resisténcia, corrente. da corrente pelo da resistencia. R-z E=RxxI Existe um método pratico para memorizar a lei de Ohm. Coloca-se a palavra REI dentro de um tridngulo dividido em trés partes. Para a aplicagio da lei de Ohm, os valores deverio estar nas unidades fundamentais, ou seja: E = Tensao em Volts (V) R= Resisténcia em Ohm (Q ) 1 = Corrente em Ampére (A ) ‘Emm primeiro lugar, devemos saber que uma letra ao lado da SF outra em matemética, indicaré uma multiplicagdo, ow seja, devemos multiplicar os valores das letras entre si Uma letra sobre outra indicard que deveremas dividir o valor de cima pelo valor de baixo. Na figura A, temos a simples colocagiio das letras na A disposigao do método de memorizacaio. Essa posicéo nao poderé ser alterada, pois, do contrario, o resultado obtido nao seré AT S= INSTITUTO PADRE REUS 2 Na figura B, a seta indicadora esta sobre a letra R, vA Jogo, mostra que o valor que estamos procurando € 0 da resisténcia. Para isso, a opeapio que davamoe cfemar da divisdo, pois sobraram "VAN NafiguraC, aseta indicadora aponta para a letra I © que mostra que 0 valor desconhecido i a corrente. Sobraram para efetuar a operacio de divisio Ae > Mt Por iiltimo, temos a seta indicadora apontando para a letra E. Isso indica que 0 valor desconhecido € a tensio ou voltagem. Sobraram, portanto, as letras R I, ¢ como elas estfio /R TAIN uma ao lado da outra, deveremos multiplicar os seus valores entre si. D a >> 8 E=RxI Como foi visto, essas grandezas esto relacionadas entre si, de um jeito tal, que podemos estabelecer a seguinte proporgao: nO A corrente em um circuito elétrico é diretamente proporcional Py a tensaio, ¢, inversamente proporcional é resisténcia. 2 INSTITUTO PADRE REUS A proporgao enunciada anteriormente nos diz que aumentando a tensio, aumentard também a corrente, desde que a resisténcia fique a mesma. TE=RxIT E valido dizer que, se colocarmos uma limpada de 12 Volts ligada numa bateria de 6 Volts, ela acender4 fracamente, porque a corrente que es- t passando é pequena. Se ligarmos essa mesma lampada de 12 Volts, numa bateria de 12 Volts, ela acenderd fortemente (com toda a sua luminosidade) porque a corrente elétrica que passa por ela é maior e correta. ly A jO- Rv re Para a mesma tensiio, quanto maior a resistencia, menor a corrente, A compreenséo da lei da Ohm é muito importante para se poder lidar com eletricidade. Devido a esse fato, se for necessdrio, leia outra vez. Figura 28 INSTITUTO PADRE REUS 23 Aplicacdo da Lei de Ohm nnn Suponhamos que o circuito da figura 29 seja de uma lanterna de estrada de ferro, e que tenha 6 Volts aplicados ao circuito, e a lampada oferega 2 Ohms de resisténcia quando a chave é fechada. O problema é encontrar a corrente que fluiré pelo circuito enquanto a lampada estiver acesa. 24 Yalores conhecidos: E=6V R=20 Figura 29 =? Usando a lei de Ohm, teremos: 6V. 20 > 3A Para encontrar a corrente, primeiramente substituimos os dois valores conhecidos e efetuamos a operaciio indicada, Apesar de conhecermos todos os valores no circuito da lanterna considerada, usamos a f6rmula para praticar 0 modo de como encontrar cada valor. Primeiro, encontraremos R, cuja formula é: E: ov. eG ja 3 70 Para encontrar o valor de E, a formula da tensfio é: E=Rxl E=2x3A E=6V E> 24 INSTITUTO PADRE REUS Analisaremos, a seguir, as trés formulas juntas: CORRENTE: 1=-£ ea resposta é dada em Amperes (A) RESISTENCIA: R = % e aesposta é dada em Ohms (2) VOLTAGEM: E =RxI e aresposta é dada em Volts (V) CORCUITO-SEAIE circuito mais elementar, na eletrnica, é o circuito em série. Todo circuito, por mais complexo que seja, pode ser reduzido a um conjunto de circuitos interligados em série. A fim de entendermos o que é um circuito em série, olhemos a figura 30: eal / Te Ee Figura 30, | Quando ligamos os componentes de um circuito, um apés outro, de tal forma que a corrente tenha um tinico caminho a seguir, dizemos que este € um circuito série. O que caracteriza este tipo de circuito € que a corrente elétrica € a mesma em qualquer ponto, mas a tensio € distribuida entre os componentes. O circuito da figura 30, possui trés requisitos bésicos: Uma fonte de forga ‘Uma(s) carga(s) Um condutor (bateria) (resistor) A. maioria dos circuitos préticos também contém dois outros elementos: Um componente de controle ‘Um componente de (chaye) seguranca (fusivel) INSTITUTO PADRE REUS 25 Um circuito com esses componentes é mostrado na figura 31. Figura 31 Andlise do Circuito-Série =e Discutamos 0 comportamento da corrente, voltagem e resisténcia num circuito série, Comecemos por aquilo que é mais facil: a corrente. Iremos considerar primeiro, com o auxflio da figura 32. Figura 92 Se fecharmos a chave completando o circuito, a corrente fluiré no sentido anti-hordrio. Os quatro amperimetros @) mostrados indicam quanto de corrente estaré fluindo nos varios pontos do circuito. Todos os amperimetros apontariam a mesma quantidade de corrente. Este € © primeiro fator importante a ser lembcado sobre um circuito-série. 9 ss A corrente é a mesma em todos os pontos de um cireuito-r rie: y I, =i I, - Corrente Total I, - Corrente através de R, L Corrente através deR, Ty = Courente através de Ry 26 INSTITUTO PADRE REUS Resisténcia Total de um Circuito-Série == A resisténcia total em um circuito- resisténcias parciais. Oo ie € igual a soma das Se 0 circuito contivesse 5, 10, ou 100 resistores, todos seriam somados para encontrar 0 valor da resisténcia total. Como a Lei de Ohm diz que 1=-# entio 1,= . Sendo a volta- gem da bateria do exemplo acima igual a 40 V, podemos substituir: E, _ 40V 20° «= 2A 50 a Rg A wa}] Ry a Figura 93, Bi A corrente é 2 ampéres. Esta corrente se encontra em qualquer parte do circuito. A corrente que fluird através de cada resistor seré a mesma que a corrente total, logo: 1,=2A 1,=2A T= 2A L=2A A tensiio sobre cada resistor sera proporcional ao valor do resistor. Ou seja, maior resisténcia, maior sera a tensao. Eq =R, x], Eq = 5x24 Egy =10V Egy = 10x 2A Eq, =20V Eps = 5x2A Eqs =10V No circuito de associagao de resistores em série, a soma das tensdes € igual & tensiio da fonte de forga que est aplicada no circuito. Ex + Ego + Eps 19V+20V+10V E,=40V INSTITUTO PADRE REUS 27 Consideremos, agora, que efeito tera sobre a corrente uma mudanga naresisténcia, quando conserva-sea voltagem constante. Exemplo: A voltagem permanecendo constante, ¢ a resisténcia sendo dobrada, a corrente serd reduzida a metade de seu valor original. Figura 34 Calculando-se a resisténcia total da associagdo de resistores em série da figura 34, teremos: R.=R,+R,+R, R,=10+20+10 R,=400 Notamos que a resisténcia total do circuito dobrou de valor, No circuito da figura 33, R, era 200 e agora temos: R,=40. Aplicando-se a lei de Ohm, teremos o seguinte valor para a corrente total: if 40V. R, 40 Com o valor da resisténcia total dobrado de valor, a corrente que fluira, caira pela metade para a mesma tensdo aplicada (40 V). Em outro caso, se a voltagem permanecer constante e a resisténcia for reduzida & metade do valor original, a corrente seré 0 dobro do seu valor, Figura 38 R,=R,+R,+R, R=2,54+542,5 R=10 Com o valor da resisténcia total reduzido 4 metade, teremos um novo valor para a corrente total. E, zi 40V. i= 1=% i= onde: 1, = 44 © valor da corrente total foi dobrado_ em relagio ao valor original (2A)figura33. 28 INSTITUTO PADRE REUS ACUITO PARALELD B seguidamente necessario ligar aparelhos elétricos, de maneira que toda a fonte de voltagem esteja através de cada aparelho. O circuito, onde dois ou mais aparelhos forem ligados, através da mesma fonte de voltagem, €denominado cireuito paralelo. A ilustrag&o mostra um circuito paralelo com o qual vocé est muito familiarizado em sua casa. Como se pode ver, a mesma fonte de voltagem (tomada), esta sendo aplicada, através do abajur, ferro elétrico, televisio ¢ liquidifica- dor. Assim, isto nos mostra os requisitos principais para que haja um circuito paralelo. 1-Uma iinica fonte de forca 2-Condutores (bateria, gerador, ete) (fios) 3-Umacarga 4 - Dois ou mais caminhos (resisténcia) paraofluxodecorrente Andlise do Circuito Paralelo =m Quando ligamos os componentes de um circuito um ao lado do outro, de tal forma que a corrente tenha varios caminhos a seguir, dizemos queeste éum circuito paralelo. ‘A caracteristica importante deste tipo de circuito é que a tensiio é a mesma em todos os componentes, enquanto que a corrente é distribuida entre os varios componentes. Podemos observar, na figura 37, que os pontos A, B, C, D so ligados juntos e sio eletricamente um ponto s6. Da mesma maneira, os pontos E, F, G, H completam o outro ponto elétrico. Ja que a tensto INSTITUTO PADRE REUS 29 aplicada pela fonte (bateria) aparece entre os pontos A ¢ E, e que estes estao eletricamente ligados com A, B, C, D respectivamente, e E, F, G Ha mesma voltagem da fonte (bateria) aparecerd entre os pontos B e F, entre os pontos Ce G e entre os pontos D e H. Por isso, pode-se dizer que, quando os resistores so ligados, em paralelo, através de uma fonte de voltagem, cada resistor tem a mesma voltagem aplicada, apesar da corrente ser diferente, dependendo dos valores das resisténcias. A_GiIgtls) B (l2+1) c a) D Figura 37 Ainda estudando a figura 37, teremos: E, é a voltage aplicada no circuito (tensfo da fonte). E,é a voltagem sobre R, E, a voltagem sobre R, E,=E,=E, =E, E, € a voltagem sobre R A corrente, por sua vez, divide-se entre os varios ramos em um circuito paralelo, de maneira que seu valor depende exclusivamente do valor da resisténcia de cada ramal. Em um circuito paralelo, os ramais de baixa resisténcia drenam mais corrente do que os ramais com alta resisténcia. O fluxo de corrente, em um circuito paralelo, pode ser expresso matematicamente da seguinte maneira. Q=L+h+h Onde: I, € a corrente total fornecida pela fonte (bateria) e I,, Iyy Iy, sao as correntes através de R,, R, e R,, respectivamente. Entrada Entrada Entrada del, del, dey fnu\ any & \ » fe Figura 38, 30 INSTITUTO PADRE REUS Como exemplo, temos uma bateria de 12 V aplicada num circuito paralelo. Os valores dos resistores da associagio sio R, = 24, R, = 12 € R, = 6 Q. Aplicando a Lei de Ohm para encontrar o fluxo total (I,) da corrente no circuito, teremos: R=12v +E, =E, =E, =E;, para associagiio em paralelo. E Rv a) Lee “= a 1,= O54 ZV b) 1, b= Ba E; Rv ©) R= R Fo La2A *]=14+L4+1, Para associagao em paralelo 1=0,5A+1A+2A L=35A £ Observe que, quanto maior o valor da resisténcia, menor é 0 fluxo de corrente que passa através dela. | [As tenses sobre os resistores possuem o mesmo valor que a | bateria. Resisténcia Total do Circuito Paralelo === Neste tipo de associagio a corrente em cada resistor independe da corrente do outro resistor que participa da associagao. Esta corrente depen- der apenas do valor de cada resistor e da tensio aplicada na associagio INSTITUTO PADRE REUS 31 £ bom lembrar que a tenso sobre cada resistor, tera o mesmo valor que a tensao total. E,= E,=E,=E,=E,. A corrente total sera igual a soma dos valores das correntes individuais dos resistores. Belpt ly tdyt Tyne Aresisténcia total do circuito de resistores em paralelo seré igual ao inverso da soma dos inversos dos resistores. O valor da resisténcia total tera seu valor menor que o menor resistor da associacao. i I gers (LE ( Ry Para R, seu inverso € 1 Para R, seu inverso é R, R; Para R, seu inverso é 4 Para R, seu inverso & 4, ¥ y Assim serd para todos os resistores que participarem da associago, onumerador"I" representa o inverso. R R, % R L fle 3 ly E, EB E, Fowe 40 Supondonoexemplo: ParaR,=802; R,=48Q; R,=302 e R,=602. Sendo a tensao da bateria igual a 120 Volts, calcular a resisténcia total do circuito? Aplicando a formula tem-se: i ed gL whe et. 30 * 48 * 30 * 0 32 INSTITUTO PADRE REUS Primeiro passo é tirar o M.M.C. dos denominadores: 80, 48, 30, 60 | 2 40, 24, 15,30 | 2 20, 12, 15,15 | 2 10, 6,15, ie 2 3, 15,15 | 3 571 bk : 5 dy ty Dale M.M.C.=2*2%2%2x3x5 por cada den Vocé tera ent&o: GB4+5+8+4 1, 20 240 a 240 1°40 TF 20 Aresisténcia total do exemplo acima é de 12 Ohms. Outra maneira de acharmos a resisténcia total de um circuito parale- lo, 6 fazendo a associagao de dois em dois resistores. Deste modo, teremos: 13, Req, = Resistor equivalente Req (= 2% aT TER R, x Reg (1 Reg (2) = = 2q (1) R, + Req () INSTITUTO PADRE REUS 33 COROUTTOS SERIE-PARALELD (CAACUNTOS MESTIDS) Uma vez entendidos os circuitos em série ¢ em paralelo, 0s cireuitos mistos so uma "barbada”. Vejamos o circuito: yy Ry =3Q 1 fea | 1 tg [RR =30 A == B ae av | has Ri g rasa O 1° passo é reduzir os resistores que estiio em paralelo a um tinico resistor, Considerando o circuito entre os pontos Be C, temos: R,=30 em paralelo com R,=62. Estes dois resistores so equivalentes a um tinico resistor, cujo valoré: PIL wm BES _ 2 i ies Rik, 3+6 9 Onosso circuito pode seragora reescrito assi R,-30 Req=20 Figura 43 O que temos nao ¢ nada mais do que um circuito em série; vamos calcularaR; R=R,+Req+R, =3+2+5 = 10chms Calculo da corrente total; x 8 rs 24 s 2 34 INSTITUTO PADRE REUS CAlculo das tensdes sobre os resistores E,=3Q. x 24=6V = 20 x 24=4V $5 24=10V Est nos faltando saber qual 6a corrente que circula pelos resistores R,e Ry, Sabemos que a tenso sobre eles é de 4V (mesma do Req). Uma vez que sabemos 0 valor da tensio sobre cada resistor e 0 seu valor, 0 clculo da corrente € uma aplicacdo direta da formula da lei de Ohm: T= = = 133A v 1 4 te” 60 0,674 ‘A corrente, saindo do pélo positivo da pilha, percorre a R, e, a0 atingir 0 ponto B, se divide: parte segue por R,, parte por R;. No ponto C, as duas correntes novamente vio se "juntar", passando por R, ¢ retornando pilha pelo pélo negativo. E importante entender que a corrente sempre procura o caminho que menos resisténcia oferece a sua passagem. Deste modo, se ligdssemos um fio entre os extremos de R,, a corrente nfo iria mais ciroular por R,, ¢ sim, pelo fio. Seria um curto-circuito. A titulo de exereicio, calcule qual o valor da corrente, no citeuito da figura 42, se colocassemos R, em curto, conforme figura 44, = 2 iy 3a ee we 2ov, é Figura 44 Solugdo: A resisténcia total iria diminuir para: R,=R, +R,, =5Q ‘A tensio da fonte nao vai se alterar. Logo, o calculo da corrente continua sendo uma simples aplicagao da formula da lei de Ohm: 20V._ aes oe INSTITUTO PADRE REUS POTENGIA Podemos definir poténcia como a rapidez com que transformamos energia, produzindo um trabalho. Num circuito elétrico, sempre que uma corrente circula por um resistor, o mesmo se aquece. Esse aquecimento & devido a transformagao da energia clétrica em energia térmica. 35 ae we 2 : Sao Pen e Aj Figura 46 0 efeito Joule consiste na transformacao de energia elétrica em energia térmica, Para calcular a poténcia dissipada por um resistor, usamos a formula geral P=Ex Ie suas variagoes: E 7 =2 © P=I'xR Exemplo de aplicagéo: Num circuito, a corrente que circula por um resistor é de 0,1A e a tens&o sobre ele € de 10V. Qual a poténcia dissipada pelo resistor? Solugio: =OIA E=10V P=EXI P=10x0,1=1W o @) Aunidade de medida de poténcia é 0 Watt (W). b) Nos circuitos eletrénicos, para poténcias até 2,5W, usamos resistores de carviéo. Para poténcias maiores, sao usados resistores de fio. ©) O tamanho de um resistor & proporcional a sua poténcia (quanto maior a poténcia, maior o resistor). 4) Por uma questao de seguranca, sempre devemos colocar no circuito uma resisténcia com poténcia pelo menos trés vezes maior do que a calculada, No exemplo de aplicagéo, em que calculamos que a || poténcia de dissipacdo de calor do resistor é de 1W, 0 mesmo deveré ter | capacidade de dissipacao de pelo menos 3 Watts. 36 INSTITUTO PADRE REUS EXER CICIAS 01. Oclétronpossui carga elétrica: 4) positiva; b) negativa; c) neutra. 02. Cargas elétricas iguais: a) serepelem; b) seatraem; ¢) podem se repelir ou atrair, dependendo da quantidade da carga. 03. Substdncias que possuem muitos elétrons livres stio: a) maus condutores de eletricidade; b) borracha, papel, vidro, etc.; ¢) bons condutores de eletricidade. 04. Chamamos de tensao: a) ao movimento de elétrons num condutor; b) d oposigdo ao fluxo da corrente elétrica num condutor; ¢) @ forea que impulsiona os elétrons no condutor, 05. No sentido convencional da corrente, consideramos que: a) os elétrons partem do pélo positivo da pilha e retornam pelo polo negativo; 6) os elétrons partem do pélo negativo da pilha e retornam pelo polo positivo; ©) 0s prétons é que esto circulando no condutor. 06. A resisténcia de um condutor depende: a) do seu comprimento e da sua bitola (segdo reta); 6) da sua natureza e da sua temperatura; c) as alternativas ae b estao corretas. INSTITUTC PADRE REUS 37 07. Para controlar a intensidade da corrente num circuito, nos utilizamos dos: a) condutores; b) resistores; ¢) chaves ou interruptores. 08. 0 valor de um resistor de carvao com as faixas: 1° marrom; 2° cinza; 3* laranja; 4° dourada; é: a) 183 ohms, 5% de toleréincia; b) 18.000 ohms, 20% de iolerncia; ¢) 18.000 ohms, 5% de tolerancia. 09. A lei de Ohm esté baseada em trés grandezas: 4a) resisténcia, poténcia e corrente; b) tenséo, corrente e resistencia; ¢) tensdo, condutor e corrente. 10. A formula da lei de Ohm é: a)R=ExI b)R=ExP OR== LL. Podemos afirmar, baseado na lei de Ohm, que a corrente em um circuito é diretamente proporcional é& tensdo e: 4) inversamente proporcional a resisténcia; b) inversamente proporcional a poténcia dissipada pelo condutor; ¢) inversamente proporcional ao niimero de baterias aplicadas ao circuito. 12. As unidades da corrente, resisténcia e voltagem séo respectivamente: a) Ohm, Ampere, Watt; b) Ampére, Ohm, Volt; c) Ampere, Cal, Volt. 38 se que: INSTITUTO PADRE REUS 13. 0 que caracteriza o circuito-série é: 4a) a tenso é a mesma em todos os resistores; b) acorrente elétrica é a mesma em qualquer ponto; c) a corrente varia para cada valor de resistor. 14, Em um circuito-série quando um componente abrir, teremos: a) 0 fluxo de corrente aumenta de valor; b) nao altera o restante do circuito; ¢) deixaré de fluir corrente pelo circuito. 15. Qual a poténcia dissipada pelo resistor do circuito? Lembre- loa a)03W b) 30W ©) 0,9W 16. No circuito abaixo, a resisténcia total é igual a: a) 0,552 ea 5) 6Q m 19 ¢)8Q 30 17. No mesmo circuito da questao 16, a corrente que circula pelo resistor de 3Q é: a)2V b) 2A ¢) 133A INSTITUTO PADRE REUS 39. 18. A resistencia total do circuito apresentado abaixo é: a) 120 b) 15Q o) 15Q 18y, 19. No mesmo circuito da questdo 18, a corrente que circula por R, é: a) IA b)10A co) SA Ao completar os exercicios, vocé jd poderd conferir sua resposta, e caso ndo esteja correta, deve voltar a ler 0 assunto onde estd inserida a pergunta, Se vocé nao conseguir entender algumas questies, ou achar que as respostas ndo estdo certas, de acordo com 0 que voce conseguiu estudar, escreva-nos solicitando explicagdes, porém indique o mimero do poligrafo e da pagina, ‘Waa esquesa de colocar seu nimmero de metricula e nome completo, CENTRAL DE ATENDIMENTO PARA TODO BRASIL patel aN irae ere eel "TRANSFORMANOO PESSOAS EM PROFISSIONAIS QUALIFICADOS MANTENEDORA DE ESTABELECIMENTO DE ENSINO Matrioula N° 540/99 “CEES Rus Emosto AWver, 1087 - Cas Post 95 ‘96810-9%2 - Santa Cruz do Su: RS Fone: Om 13971 14000 / Fax (O1¥5199711-2423 worwiprcom.: / ema centl@ior comer

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