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Primeira apostila resistor
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RADIOTECNICO E
DNA e ie ies
TV(P&B) E A CORES
=
009
ie CUS
MM:
ws aller,Radiet
o iniciar o nosso curso de Radio,
acreditamos que vocé esteja ansioso para
comecar a estudar. Vamos iniciar com €
circuitos simples, basicos, procurando
sempre salientar a parte pratica, fazendo
com que vocé va acumulando
conhecimentos gradativamente, até chegar
ao circuito do radio. Vamos apresentar os
componentes de maneira mais detalhadaINSTITUTO PADRE REUS 03
ELETRICINADE
O homem consegue, hoje, dominar perfeitamente a eletricidade.
Consegue geré-la, em grandes quantidades, nas usinas, e transporté-la
através de fios, por distancias enormes, até as nossas casas, onde aciona
uma enorme quantidade de aparelhos.
Mas 0 que € a eletricidade?
Todos os efeitos da eletricidade podem ser explicados e previstos,
se considerarmos, a existéncia de uma particula mintscula chamada
elétron. O elétron é a unidade de carga elétrica. Sua carga elétrica € nega-
tiva. Para dar-lhe uma idéia melhor do que é um elétron, teremos que recor-
rer a feoria eletr6nica. Esta teoria € bastante complexa, e para simplificar,
vamos apenas apresentar 0 seguinte:
Teoria Eletr6nicd ee
Tudo que existe na natureza € composto de dtomos. Existem aproxi-
madamente 100 atomos diferentes. A combinago destes diferentes étomos
vai formar as moléculas. A égua é uma molécula comnosta de étomos de
hidrogénio e oxigénio.
Estrutura de um At0i0
Um tomo € constitufdo de um nticleo central, que contém protons
€ néutrons. Em torno deste nticleo, giram os elétrons (nossa unidade de
carga elétrica). Para esse nosso estudo, é importante que vocé nao esqueca
disso: 0 préton de um Stomo tem carga elécrica positiva. O elétron de um
atomo tem carga elétrica negativa.
Elétrons
Veja 0 desenho de um dtomo, .
2 See Neutrons
conforme a teoria eletranica
Protons
Figura 104 INSTITUTO PADRE REUS
E 0 n€utron? Bom, o néutron nao tem carga elétrica nenhuma. Para
© nosso estudo, podemos até ignord-lo. Olhando a figura 1, observe o
nucleo do dtomo representado pelo ajustamento dos néutrons e prétons
(carga positiva: +) e os elétrons (carga negativa: -), que ficam girando em
torno desse nticleo, tal como nosso sistema solar, onde podemos consi-
derar que 0 sol esteja parado ¢ os planetas estejam girando ao seu redor,
(Figura 2)
A estrutura do dtomo pode ser
comparada ao nosso Sistema
Solar onde os planetas (elétrons)
giram em torno do Sol (nticleo).
an
O tomo é muito pequeno. Uma gota de égua possui bilhoes e
bilhGes de moléculas, cada uma delas contendo dois étomos de hidrogénio
© um dtomo de oxigénio.
Eletricidade Estdtica
Sempre que conseguirmos retirar, de algum corpo, alguns elétrons €
estes elétrons néo podem circular livremente, estiio presos (porque 0 corpo
ndo é um bom condutor de eletricidade), a carga elétrica representada por
estes elétrons é chamada de eletricidade esttica. © método mais comum da
obtengao da eletricidade estatica é 0 atrito.
Uma experiéncia pratica, e que pode ser facilmente feita pelo aluno,
consiste de uma régua, um pente e uma tira de jornal, com 60 cm de com-
primento por 10 cm de largura. Dobre a folha ao meio e pendure-a na
régua. Passe o pente varias vezes no cabelo e aproxime-o da folha de papel.
E importante, nessa experiéncia, que o cabelo esteja seco e que a umidade
relativa do ar seja baixa. Vocé vai notar que a tendéncia das laminas da
folha do jornal é se afastarem. (Figura 3)INSTITUTO PADRE REUS 05
Figura 3
Em condigdes normais, o papel
permanece pendurado com as duas Com excesso de elétrons (carga negativa) nas
firas lado a lado. extremidades as tiras de papel se repelem.
Quando vocé passa o pente no cabelo, ele absorve elétrons, que fi-
cardio presos no seu corpo. Ao encostar o pente nas laminas do jornal, as
mesmas vaio absorver elétrons, e ficam carregadas negativamente, E como
as duas laminas de papel ficar’io com a mesma carga, vao se repelir.
Um fenémeno da natureza, bastante conhecido, é 0 raio. O raio
também é uma prova da existéncia da cletricidade estatica. As cargas elétri-
cas so formadas nas nuvens pelo atrito destas com a massa de ar, e quando
estas cargas atingem um determinado valor, sfio descarregadas para a terra,
na forma de um raio, (Figura 4)
As cargas eléiricas so descarregadas para a terra sob a forma de um raio06 INSTITUTO PADRE REUS
y Importante Lei da eletricidade: CARGAS ELETRICAS IGLAIS
OF REPELEME CARGASELETRICAS DIFERENTESSE ATRAEM
Figura 5
Eletricidade Dinamica
A eletricidade estatica no tem uso pratico, Para acionar um
aparelho, & necessério que os elétrons se movimentem por um condutor
Condutor é um elemento que permite que os elétrons da sua estrutura se
movimentem, Dizemos que possuem elétrons livres.
Figura 6
Materiais Condutores Materiais Nao-condutores
Elementos Bons Con- Elementos Néo-Condutores de
dutores de Eletricidade: owro, Eletricidade: borracha, madeira, vidro,
prata, cobre, aluminio. Enfim, a porcelana, Nao possuem elétrons livres na
maioria dos metais possuem sua estrutura e conseqiientemente niio ha
elétrons livres. movimentos de elétrons no seu interior,INSTITUTO PADRE REUS 07
Para fazermos com que os elétrons circulem por um condutor, ne-
cessitamos de uma forga. A forga que faz os elétrons se deslocarem dentro
de um condutor chamada de forga eletromotiz, diferenga de potencial,
tenso ou voltagem. Para facilitar, a partir de agora, sempre que falarmos
dessa forga, vamos chamé-la de tensdo elétrica ou simplesmente tensio.
Alguns técnicos gostam mais de chamé-la de voltagem. i a mesma coisa.
Um processo muito usado para obtengiio de eletricidade dindmica, ¢
conseguido por uma reagtio quimica que ocorre dentro de uma pilha. Cer-
tamente, 0 aluno conhece uma pilha. Nao vamos estudar as reagdes quimi-
cas que ocorrem dentro da pilha, mas a titulo de ilustrago, conforme a
figura 7, apresentamos uma pilha seca, destas usadas em lanterna e em
rAdios portateis,
Pélo Positive (carvao)
Mistura de
Biéxido de ~ Bastito de Carvao
Manganés
com carvéo
K— Zinco
Substéncia gelatinosa
‘com cloreto de aménio
Pélo Negativo Figura
Internamente, esta pilha é constituida de uma mistura de bidxido de
manganés com carvao, e uma substancia gelatinosa com cloreto de aménia,
sendo 0 invélucro constituido de um cilindro de zinco. O pélo positive é de
carvao (internamente; olhando por fora, vocé nao vai notar isso), enquanto
© polo negativo € o proprio invélucro. Examinando uma pilha, mais aten-
tamente, vocé poderé observar que, no corpo da mesma esté indicado 0
pélo positivo pelo sinal (+), que ¢ 0 lado da "pontinha” superior, enquanto
que o inferior esta marcado com sinal (-).
Atensio dessa pilha é de 1,5 V, nado importando o seu tamanho, se
égrande, média ou pequena.08 INSTITUTO PADRE REUS
usado para representar a tensiio elétrica éa letra E,
A tensiio faz com que os elétrons
ercorram o condutor Figura
Ja estamos progredindo no nosso estudo. Sabemos que a tens&o de
uma pilha é de 1,5V. Agora, vamos fazer uma experiéncia muito simples,
Material: 1 pilha, 3 pedagos de fio, e 1 lampada de lanterna, de 1,5V.
Fagamos a montagem conforme a figura 9. No momento em que
encostamos as pontas desencapadas dos fios notamos que a lampada
acende. O que esté acontecendo é que, ao encostarmos 0 fio, (na linguagem
técnica dizemos: fechamos 0 circuito) permitimos que uma certa quanti-
dade de elétrons, impulsionados pela tenso da pilha, circule pelos con-
dutores (fios), passe pela limpadae volte para a pilha
INTERRUPTOR
FiguraINSTITUTO PADRE REUS 09
Circuito Fechado - E Circuito Aberto - Quando
quando permitimos a circulagio nfo permitimos a circulagdo de
deelétrons num circuito. elétrons em umcircuito.
(Achaveesté ligada.) (Achave est desligada.)
4 Figura 10 |
“GRGUTO CHADD ‘IRCUTTO ABERTO
Ao fluxo de elétrons em um circuito elétrico nés chamamos de cor-
rente elétrica, que representa-se pela letra I.
Aunidade de corrente elétrica é o Ampére que abrevia-se com A.
Muita gente confunde tensao com corrente elétrica. Vocé por acaso
jé ouviu alguém dizer: a corrente 14 de casa é de tantos volts? Pois agora
vocé sabe que esté errado.
A tensdo, repetimos,
medida em volts, é a forga que
impulsiona os elétrons por um
condutor,
A corrente & medida em
Amperes ¢ & 0 fluxo de elétrons
porum condutor.
A corrente elétrica é 0 fluxo de
elétrons no interior de wm
condutor.
E medida em Ampéres.
Figura 11
E importante o aluno notar que estamos fornecendo-lhe uma quanti-
dade muito grande de informages, num curto espago de tempo. E conve-
niente que 0 texto seja lido varias vezes, até que nao reste mais nenhuma
davida do que esta sendo exposto.
Sobre o circuito da figura 10 ainda temos uma coisa muito impor-
tante para comentar: é 0 sentido da corrente clétrica.10 INSTITUTO PADRE REUS
Sentido da Corrente Elétricd mssssmmmmemmm
Quando os cientistas nd tinham conhecimento da natureza da cor-
rente elétrica, pensavam que era um fluxo que saia do pélo positivo de uma
fonte de tensao e regressava por seu pélo negativo, O que acontece de fato 6
bem o contrario. Os elétrons saem de uma fonte de tensio pelo pélo nega-
tivo, circulam pelo circuito e voltam pelo pélo positivo. Apesar disso, mui-
tos livros apresentam a passagem da corrente como sendo do positive para
© negativo. Isto deve-se ao fato de que, apesar do erro, as férmulas
matematicas das leis sobre a corrente elétrica sao exatas, Por esta raz, se
mantém a ditegao da corrente elétrica como sendo do positive para o
negativo, em todos os tratados técnicos, com excegdo daqueles em que se
descrevem as explicagdes das valvulas eletronicas,
CONVENCIONAL- E o sentido geralmente apresentado
‘nos livros, em quea corrente flui do pélo positivo
da pilha ou fonte, para o pélo negativo.
ELETRONICO- Eo queacontece de fato, comos
elétrons saindo do polo negativo eregressando a
fonte pelo pélo positivo,
Seguindo a tendéncia dos livros técnicos, nés vamos adotar, no de-
senvolvimento do nosso curso, o sentido da corrente convencional. Este
fato naio deve confundir 0 aluno, uma vez que o raciocinio & exatamente 0
mesmo, independente do sentido da corrente.
Corrente Continua ou Corrente Direta -E abreviada assim: CC ou
DC - do inglés, Direct Current. E a corrente que mantém a sua polaridade
sempre constante. As pilhas e baterias siio fontes de corrente continua.
I
F inna reta_Y
Para um melhor entendimento do oma de onda linha rete
que é uma corrente continua
podemos usar grificos, mostrando
«a sua forma de onda, Por exemplo.
Figura 12 f 3°S 4 ee
Graficos sito desenhos que mostram como as tensbes ¢ as
correntes variam em um determinado periodo de tempo.INSTITUTO PADRE REUS u
Na figura 12, o tempo estava marcado na linha horizontal e o valor
da corrente na linha vertical. Desde 0 momento em que ligamos o circuito,
acorrente permanecerd constante, num valor qualquer.
Dizemos, ento, que a forma de onda para a corrente (também para
a tensdo) continua é uma linha reta. No circuito da figura 9, se nés medir-
mos a corrente em intervalos regulares de tempo, a leitura sera sempre a
mesma.
Voltando, mais uma vez, ao nosso circuitinho da figura 9, note que a
pilha est4 representada pelo seu desenho, Num circuito normal, costu-
mamos representar os componentes pelo seu simbolo.
SIMBOLOS
Fio condutor
Para ligar e desligar um circuito, nés usamos um interruptor. Um
interruptor simples pode ser visto na figura 14, com sua representagao sim-
bolica.
Interruptor Aberto
Se
Interruptor Fechado
Figura 1412 INSTITUTO PADRE REUS
Os interruptores existem nas mais diversas formas. No decorrer da
sua carreira de técnico de rédio, voc8 certamente encontraré uma enorme
quantidade deles.
Vamos explorar mais um
pouco o circuitinho da figura 9.
Vamos desenhd-lo novamente, agora, +
usando os seus stmbolos, e colocando =
wn interruptor no circuito. Figura 18
Observe que estamos aproveitando um dos efeitos da cletricidade ,
que é a produgiio de luz. Outro efeito da circulagdo da corrente elétrica por
um condutor, é 0 efeito térmico, isto é sempre gue circula uma corrente
elétrica por um condutor, este vai se aquecer.
O aluno certamente j4 trocou uma limpada na sua casa. Jé notou
como esquenta? O chuveiro elétrico é mais um exemplo de transformagao
da energia elétrica em energia térmica, O ferro de passar roupa é outro. Mas
Porque surge esse aquecimento? A resposta € simples, € este conceito é
muito importante: porque os condutores se opGem A passagem da corrente
elétrica, Essa oposigio depende do tipo de material e da quantidade de
elétrons livres que o material possui, Materiais de pequena oposig&io cedem
muitos elétrons livres. Materiais com poucos elétrons livres oferecem uma
oposicaio muito grande ao fluxo de corrente, Todas as substincias, no en-
tanto, oferecem alguma oposig&o ao fluxo de corrente, que podera ser
pequena ou grande. Esta oposigaio é chamada de resisténeia elétrica. A re-
sisténcia é outra das grandezas fundamentais da eletricidade. E medida em
ohms (Q) em homenagem ao fisico alemao Georg Simon Ohm que esta-
beleceu a lei de Ohm.
A Resisténcia de um Condutor Depende mmm
4) DO SEU COMPRIMENTO - Quanto maior for 0 comprimento
de um condutor, maior seré a sua resisténcia. Dizemos, entiio, que a re-
sisténcia é diretamente proporcional ao comprimento do condutor.INSTITUTO PADRE REUS, 1B
b) DA AREA DA SUA SECAO RETA - Quanto maior for a area da
sua segiio reta, ou, em outras palavras, quanto mais grosso for o condutor,
menor serd a sua resisténcia, Dizemos, entio, que a resisténcia de um con-
dutor é inversamente proporcional a drea da sua segiio reta.
°
= ee
®
40,0
soso
pepo
1060
08050
ogog
A corrente é limitada pelo diémetro do condutor gu 18
c) DA NATUREZA DO MATERIAL - A essa caracteristica
chamamos de resistividade; depende da estrutura de cada material; por esta
razao, sabemos que o ouro é melhor condutor de eletricidade do que 0 co-
bre e a prata. O cobre é melhor condutor de eletricidade do que o aluminio,
etc. Por esta raz&o, um fio de cobre de mesmo comprimento e segao reta que
um fio de aluminio apresenta uma menor resisténcia elétrica.
d) TEMPERATURA DO MATERIAL - Na maioria dos materiais,
quanto mais alta a temperatura, maior a resisténcia que ele apresenta. Este
feito é o menos importante dos fatores que influenciam a resisténcia de um
condutor.
Por ser muito pequena, vamos desprezar a resistencia dos
condutores utilizados na interligaciio dos componentes eletrénicos.
Bom, vocé ja viu ent&o, que a lampada no nosso circuitinho, esta
transformando a energia elétrica em energia térmica e energia luminosa.
Mas ao mesmo tempo em que ela esta fazendo isso, est4 também contro-
lando a intensidade da corrente.
‘Vocé nao acredita?
Entiio experimente: Tire a lampada do circuito e ligue um fio dire-
tamente do pélo positive ao pélo negativo da pilha. Vocé fechou o circuito.4 INSTITUTO PADRE REUS
Vai circular uma corrente. Mas essa corrente 6 muito grande, tio grande
que em poucos segundos a nossa pilha estaré esgotada. A este tipo de li-
gagiio, em que nio hd um controle da corrente, nés chamafhos de
curto-circuito. Ele deve ser evitado.
Num circuito de um aparelho eletrénico, para controlarmos a inten-
sidade da corrente, usamos elementos chamados de resistores, que stio colo-
cados no circuito para aumentar a resisténcia do mesmo, e manter a cor-
rente elétrica dentro de certos limites. Os resistores apresentam as mais
variadas formas e valores.
y VOCE NAO PODE ESQUECER QLE:
TENSAO, VOLTAGEM OU Fi ‘ORCA ELETROMOTRIZ: fi a
fora que faz os elétrons se deslocarem dentro de um condutor. E represen-
tada pela letra E, Sua unidade de medida 0 Volt, representado pela letra V.
CORRENTE ELETRICA: E. 0 fluxo de elétrons, em um circuito
elétrico. E representada pela letra I.-Sua unidade de medida ¢ 0 Ampére
representado pela letra A.
RESISTENCIA: £ a oposicao oferecida ao fluxo de elétrons. B
representada pela letra R. Sua unidade de medida é 0 Ohm representado
pelaletragregaQ..
SIMBOLO DOS RESISTORES.
oe {>}
Figura 17INSTITUTO PADRE REUS 15
Os Resists
Muitos técnicos costumam chamar os resistores de resisténcias. Na
verdade, resisténcia é a propriedade que apresentam os resistores,
Os resistores mais comuns em um aparelho eletrénico so os de
carbono, mais conhecidos por resistores de carvao. Na figura 18, apresenta-
mos um resistor de carvao.
[eS 4* Cor - Tolerncia
3*Cor - Multiplicador
Figura 18
one 2*Cor - 2° Algarismo
1° Cor - 1° Algarismo
O resistor apresentado na figura 18 € fixo, no podemos variar o seu
valor. E identificado por quatro faixas coloridas, no seu corpo. A interpre-
taco correta das cores estampadas num resistor de carvao nos dard o seu
valor, que é medido em ohms, unidade de resisténcia elétrica, representada
pelo simbolo Q.
Vamos supor que no resistor da figura 19, a I* faixa é amarela, a 2*
faixa & verde, a 3* é laranja e a 4° faixa € prateada, Como saber o valor do
resistor? Consultando a tabela. Veja:
cores | genimeativo. | MULTIPLIcaDoR | TOLERANCIA
PRETO ° 1 z
MARROM 1 ic :
VERMELHO 2 100 :
LARANIA 3 1.000 2
AMARELO 4 10.000
VERDE 5 100.000 5
AZUL 6 1.000.000 -
ROXO 7 10,000.00 -
INzA 5 100,000,000 :
BRANCO 9 1.000,000.000 :
DOURADO 2 on 5%
PRATEADO . 001 10%
SEM COR i i 20% |16 INSTITUTO PADRE REUS
Vocé olhou para a tabela, cocou a cabeca, nao entendeu nada?
Mas € facil.
Vamos explicar. Sendo a 1* faixa amarela, e consultando a coluna
algarismos significativos, vemos que 0 nimero correspondente ao amarelo
€ 0 mdimero 4. J4 sabemos que o 1° algarismo significativo, entao, € 4.
A 2* faixa € verde. Repetindo o procedimento, vemos que o ntimero
correspondente ao verde é 0 ntimero 5.
E 0 nosso segundo algarismo significativo.
A 3* faixa € laranja. Muita atengdo: a 3* faixa 6 a do multiplicador.
Para laranja, temos que multiplicar 0 néimero formado pelas duas_primei-
ras faixas por 1.000. Logo, 0 valor do nosso resistor 6 45.000 ohms.
Algarismos Meese - amarelo - 4 |
significativos (2° cor - verde - 5 45 x 1.000 = 45.000
a
Multiplicador {3* cor - laranja - 1.000
ee Prateado = 10%
Laranja = 1.000
Figura 19
Verde = 5 Valor do Resistor = 45.000 Ohms
com 10% de toleriincia
Amarelo = 4
A tolerancia é a maxima diferenga que pode existir entre 0 valor
que est estampado no corpo do resistor, com o seu valor real. No nosso
caso, sendo a tolerfincia de 10%, o resistor poder apresentar uma resistén-
cia com valor real situado entre 40.500 ohms (45.000 ohms menos 10%) e
49.500 (45.000 chms mais 10%). Devido ao grande aperfeigoamento das
indiistrias que trabalham com resistores, a grande maioria dos resistores de
carvao, hoje, tem tolerdncia de 5% (quarta faixa dourada).INSTITUTO PADRE REUS 7
Se 0 resistor for menos do que 10 ohms, a sua terceira faixa
seré dourada ou prateada,
‘Vamos supor um resistor cujas cores sio:
—_hihD—
Laranja = 3 (1° algarismo significative)
Branco = 9 (2° algarismo significative)
Dourado = 0,1 (multiplicador)
Dourado = 5%
Figura 20
O valor do resistor €: 39 x 0,1 = 3,9 ohms, com 5% de tolerancia,
‘Vamos ver mais um exemplo? Um resistor cujas faixas sejam:
) TD
Vermetho = 2 (1° algarismo)
Vermelho = 2 (2° algarismo)
Vermetho = 100 (mutltiplicador)
Prateado = 10% oe
O valor do resistor €: 22 x 100 = 2.200 ohms, com 10% de tolerancia.
Resistores com tolerancia de 5 a 10% para a maioria dos circuitos
eletrénicos sao suficientes. Entretanto, em circuitos de grande precisiio,
como de medidores, se empregam resistores especiais, em que a precisio
pode chegar a 0,5% ou mais. Os resistores apresentados, com faixas colori
das, so resistores fixos, isto é, so fornecidos para um dado valor que nao
pode ser modificado,
Resistores de Precistio (de Filme): Este tipo especial de resistores
normalmente possuem quatro ou seis angis coloridos, para indicar seu valor
de resisténcia, tolerancia e coeficiente de temperatura.18 INSTITUTO PADRE REUS
Para resistores com quatro anéis coloridos, os dois primeiros
representam os digitos significativos do seu valor, o terceiro o
multiplicador, ¢ 0 quarto anel colorido representa a tolerancia
Para resistores com seis anéis coloridos em volta do seu corpo, tera
a seguinte interpretagao: os trés primeiros anéis representam os algarismos
sipnificativos referente ao seu valor de resisténcia. O quarto anel ser o
multiplicador, 0 quinto serd a tolerancia e 0 tltimo sera o coeficiente de
temperatura.
Para tolerdncia serdo utilizadas as cores:
PRATA = 10% OURO=5% MARROM=1% VERMELHO = 2%
Para 0 coeficiente de temperatura serio utilizadas as cores
MARROM = 100 VERMELHO = 50
Multiplicador
. / jae Coeficiente de Temperatura
| im
rota
3° Algarismo
Signiticativo
2° Algarisino,
Significativo
Figura 22
1° Algarismo
Significativo
Resistores Veridveis: O funcionamento dos resistores varidveis &
base de carbono se baseia no deslocamento de um contato mével sobic a \
superficie de fibra revestida de carbono, O contato mével é acionado por
um eixo, por uma haste, etc.. B potenciémetro o nome dado a este tipo de
resistor. So encontrados em diversas formas. Na figura 23, vemos alguns
tipos de potenciémetros normalmente encontrados em equipamentos ele-
trénicos. Sua identificagdo ¢ impressa no corpo.INSTITUTO PADRE REUS 19
POTENCIOMETRO
@) vunuatuza
POTENCIOMETRO * OU TRIMPOT
DESLIZANTE intaly
POTENCIOMETRO Figura 23.
CONJUGADO AUM INTERRUPTOR
Os potencidmetros podem ser logaritmicos, a resisténcia nao varia
na mesma proporeao que o deslocamento do contato mével, ou lineares, a
resisténcia varia na mesma proporgo que o deslocamento do contato
mével. O simbolo dos resistores varidveis 6:
Resistores de Fio: Enquanto que os resistores de carbono se
prestam muito bem para controlar pequenas correntes, quando se trata de
correntes mais intensas usamos resistores de fio. Sao construidos de fios
metilicos, de alta resistividade, enrolados sobre uma forma a base de por-
celana. Os simbolos sao os mesmos.
Figure 2520 INSTITUTO PADRE REUS
ES BE OHM
Allei de Ohm € baseada em trés grandezas:
Tensao = E Corrente =I Resisténcia = R
Com o auxflio dessa lei, pode-se calcular o valor de uma dessas
grandezas, desde que se conhega o valor das outras duas.
Se quisermos calcularo Se quisermos caleular 0 Se quisermos calcular 0
yalor da corrente, basta valor da resisténcia, basta _ valor da tensdo, basta
diyidirmos a tensio pela dividirmos a tensdo pela —_multiplicarmos 0 valor
resisténcia, corrente. da corrente pelo da
resistencia.
R-z E=RxxI
Existe um método pratico para memorizar a lei de Ohm. Coloca-se
a palavra REI dentro de um tridngulo dividido em trés partes.
Para a aplicagio da lei de Ohm, os valores deverio estar nas
unidades fundamentais, ou seja:
E = Tensao em Volts (V)
R= Resisténcia em Ohm (Q )
1 = Corrente em Ampére (A )
‘Emm primeiro lugar, devemos saber que uma letra ao lado da
SF outra em matemética, indicaré uma multiplicagdo, ow seja, devemos
multiplicar os valores das letras entre si Uma letra sobre outra
indicard que deveremas dividir o valor de cima pelo valor de baixo.
Na figura A, temos a simples colocagiio das letras na
A disposigao do método de memorizacaio. Essa posicéo nao poderé
ser alterada, pois, do contrario, o resultado obtido nao seré
AT S=INSTITUTO PADRE REUS 2
Na figura B, a seta indicadora esta sobre a letra R,
vA Jogo, mostra que o valor que estamos procurando € 0 da
resisténcia.
Para isso, a opeapio que davamoe cfemar da
divisdo, pois sobraram
"VAN
NafiguraC, aseta indicadora aponta para a letra I
© que mostra que 0 valor desconhecido i a corrente.
Sobraram para efetuar a operacio de divisio
Ae > Mt
Por iiltimo, temos a seta indicadora apontando para a
letra E. Isso indica que 0 valor desconhecido € a tensio ou
voltagem. Sobraram, portanto, as letras R I, ¢ como elas estfio
/R TAIN uma ao lado da outra, deveremos multiplicar os seus valores
entre si.
D
a
>> 8 E=RxI
Como foi visto, essas grandezas esto relacionadas entre si, de um
jeito tal, que podemos estabelecer a seguinte proporgao:
nO
A corrente em um circuito elétrico é diretamente proporcional
Py a tensaio, ¢, inversamente proporcional é resisténcia.2 INSTITUTO PADRE REUS
A proporgao enunciada anteriormente nos diz que aumentando a
tensio, aumentard também a corrente, desde que a resisténcia fique a
mesma.
TE=RxIT
E valido dizer que, se colocarmos uma limpada de 12 Volts ligada
numa bateria de 6 Volts, ela acender4 fracamente, porque a corrente que es-
t passando é pequena. Se ligarmos essa mesma lampada de 12 Volts, numa
bateria de 12 Volts, ela acenderd fortemente (com toda a sua luminosidade)
porque a corrente elétrica que passa por ela é maior e correta.
ly A
jO- Rv re
Para a mesma
tensiio, quanto maior a
resistencia, menor a
corrente,
A compreenséo da lei da Ohm é muito
importante para se poder lidar com
eletricidade. Devido a esse fato, se for
necessdrio, leia outra vez.
Figura 28INSTITUTO PADRE REUS 23
Aplicacdo da Lei de Ohm nnn
Suponhamos que o circuito da figura 29 seja de uma lanterna de
estrada de ferro, e que tenha 6 Volts aplicados ao circuito, e a lampada
oferega 2 Ohms de resisténcia quando a chave é fechada. O problema é
encontrar a corrente que fluiré pelo circuito enquanto a lampada estiver
acesa. 24
Yalores conhecidos:
E=6V
R=20
Figura 29 =?
Usando a lei de Ohm, teremos:
6V.
20 > 3A
Para encontrar a corrente, primeiramente substituimos os dois
valores conhecidos e efetuamos a operaciio indicada,
Apesar de conhecermos todos os valores no circuito da lanterna
considerada, usamos a f6rmula para praticar 0 modo de como encontrar
cada valor.
Primeiro, encontraremos R, cuja formula é:
E:
ov.
eG ja 3 70
Para encontrar o valor de E, a formula da tensfio é:
E=Rxl E=2x3A E=6V
E>24 INSTITUTO PADRE REUS
Analisaremos, a seguir, as trés formulas juntas:
CORRENTE: 1=-£ ea resposta é dada em Amperes (A)
RESISTENCIA: R = % e aesposta é dada em Ohms (2)
VOLTAGEM: E =RxI e aresposta é dada em Volts (V)
CORCUITO-SEAIE
circuito mais elementar, na eletrnica, é o circuito em série. Todo
circuito, por mais complexo que seja, pode ser reduzido a um conjunto de
circuitos interligados em série. A fim de entendermos o que é um circuito
em série, olhemos a figura 30:
eal
/ Te Ee
Figura 30,
| Quando ligamos os componentes de um circuito, um apés outro, de
tal forma que a corrente tenha um tinico caminho a seguir, dizemos que este
€ um circuito série.
O que caracteriza este tipo de circuito € que a corrente elétrica € a
mesma em qualquer ponto, mas a tensio € distribuida entre os
componentes.
O circuito da figura 30, possui trés requisitos bésicos:
Uma fonte de forga ‘Uma(s) carga(s) Um condutor
(bateria) (resistor)
A. maioria dos circuitos préticos também contém dois outros
elementos:
Um componente de controle ‘Um componente de
(chaye) seguranca (fusivel)INSTITUTO PADRE REUS 25
Um circuito com esses componentes é mostrado na figura 31.
Figura 31
Andlise do Circuito-Série =e
Discutamos 0 comportamento da corrente, voltagem e resisténcia
num circuito série, Comecemos por aquilo que é mais facil: a corrente.
Iremos considerar primeiro, com o auxflio da figura 32.
Figura 92
Se fecharmos a chave completando o circuito, a corrente fluiré no
sentido anti-hordrio. Os quatro amperimetros @) mostrados indicam quanto
de corrente estaré fluindo nos varios pontos do circuito. Todos os
amperimetros apontariam a mesma quantidade de corrente.
Este € © primeiro fator importante a ser lembcado sobre um
circuito-série.
9
ss A corrente é a mesma em todos os pontos de um cireuito-r rie:
y I, =i
I, - Corrente Total I, - Corrente através de R,
L
Corrente através deR, Ty = Courente através de Ry26 INSTITUTO PADRE REUS
Resisténcia Total de um Circuito-Série ==
A resisténcia total em um circuito-
resisténcias parciais.
Oo
ie € igual a soma das
Se 0 circuito contivesse 5, 10, ou 100 resistores, todos seriam
somados para encontrar 0 valor da resisténcia total.
Como a Lei de Ohm diz que 1=-# entio 1,= . Sendo a volta-
gem da bateria do exemplo acima igual a 40 V, podemos substituir:
E, _ 40V
20° «= 2A
50
a
Rg
A
wa}] Ry
a Figura 93,
Bi
A corrente é 2 ampéres. Esta corrente se encontra em qualquer
parte do circuito.
A corrente que fluird através de cada resistor seré a mesma que a
corrente total, logo:
1,=2A 1,=2A T= 2A L=2A
A tensiio sobre cada resistor sera proporcional ao valor do resistor.
Ou seja, maior resisténcia, maior sera a tensao.
Eq =R, x], Eq = 5x24 Egy =10V
Egy = 10x 2A Eq, =20V
Eps = 5x2A Eqs =10V
No circuito de associagao de resistores em série, a soma das tensdes
€ igual & tensiio da fonte de forga que est aplicada no circuito.
Ex + Ego + Eps
19V+20V+10V
E,=40VINSTITUTO PADRE REUS 27
Consideremos, agora, que efeito tera sobre a corrente uma mudanga
naresisténcia, quando conserva-sea voltagem constante.
Exemplo: A voltagem permanecendo constante, ¢ a resisténcia
sendo dobrada, a corrente serd reduzida a metade de seu valor original.
Figura 34
Calculando-se a resisténcia total da associagdo de resistores em
série da figura 34, teremos:
R.=R,+R,+R,
R,=10+20+10
R,=400
Notamos que a resisténcia total do circuito dobrou de valor, No
circuito da figura 33, R, era 200 e agora temos: R,=40.
Aplicando-se a lei de Ohm, teremos o seguinte valor para a corrente
total:
if 40V.
R, 40
Com o valor da resisténcia total dobrado de valor, a corrente que
fluira, caira pela metade para a mesma tensdo aplicada (40 V).
Em outro caso, se a voltagem permanecer constante e a resisténcia
for reduzida & metade do valor original, a corrente seré 0 dobro do seu
valor,
Figura 38
R,=R,+R,+R,
R=2,54+542,5
R=10
Com o valor da resisténcia total reduzido 4 metade, teremos um
novo valor para a corrente total.
E,
zi 40V. i=
1=% i= onde: 1, = 44
© valor da corrente total foi dobrado_ em relagio ao valor original
(2A)figura33.28 INSTITUTO PADRE REUS
ACUITO PARALELD
B seguidamente necessario ligar aparelhos elétricos, de maneira que
toda a fonte de voltagem esteja através de cada aparelho. O circuito, onde
dois ou mais aparelhos forem ligados, através da mesma fonte de voltagem,
€denominado cireuito paralelo.
A ilustrag&o mostra um circuito paralelo com o qual vocé est muito
familiarizado em sua casa.
Como se pode ver, a mesma fonte de voltagem (tomada), esta
sendo aplicada, através do abajur, ferro elétrico, televisio ¢ liquidifica-
dor. Assim, isto nos mostra os requisitos principais para que haja um
circuito paralelo.
1-Uma iinica fonte de forca 2-Condutores
(bateria, gerador, ete) (fios)
3-Umacarga 4 - Dois ou mais caminhos
(resisténcia) paraofluxodecorrente
Andlise do Circuito Paralelo =m
Quando ligamos os componentes de um circuito um ao lado do
outro, de tal forma que a corrente tenha varios caminhos a seguir, dizemos
queeste éum circuito paralelo.
‘A caracteristica importante deste tipo de circuito é que a tensiio é a
mesma em todos os componentes, enquanto que a corrente é distribuida
entre os varios componentes.
Podemos observar, na figura 37, que os pontos A, B, C, D so
ligados juntos e sio eletricamente um ponto s6. Da mesma maneira, os
pontos E, F, G, H completam o outro ponto elétrico. Ja que a tenstoINSTITUTO PADRE REUS 29
aplicada pela fonte (bateria) aparece entre os pontos A ¢ E, e que estes
estao eletricamente ligados com A, B, C, D respectivamente, e E, F, G Ha
mesma voltagem da fonte (bateria) aparecerd entre os pontos B e F, entre os
pontos Ce G e entre os pontos D e H. Por isso, pode-se dizer que, quando
os resistores so ligados, em paralelo, através de uma fonte de voltagem,
cada resistor tem a mesma voltagem aplicada, apesar da corrente ser
diferente, dependendo dos valores das resisténcias.
A_GiIgtls) B (l2+1) c a) D
Figura 37
Ainda estudando a figura 37, teremos: E, é a voltage aplicada no
circuito (tensfo da fonte).
E,é a voltagem sobre R,
E, a voltagem sobre R, E,=E,=E, =E,
E, € a voltagem sobre R
A corrente, por sua vez, divide-se entre os varios ramos em um
circuito paralelo, de maneira que seu valor depende exclusivamente do
valor da resisténcia de cada ramal.
Em um circuito paralelo, os ramais de baixa resisténcia drenam
mais corrente do que os ramais com alta resisténcia. O fluxo de corrente,
em um circuito paralelo, pode ser expresso matematicamente da seguinte
maneira.
Q=L+h+h
Onde: I, € a corrente total fornecida pela fonte (bateria) e I,, Iyy Iy,
sao as correntes através de R,, R, e R,, respectivamente.
Entrada Entrada Entrada
del, del, dey
fnu\ any & \
» fe
Figura 38,30 INSTITUTO PADRE REUS
Como exemplo, temos uma bateria de 12 V aplicada num circuito
paralelo. Os valores dos resistores da associagio sio R, = 24, R, = 12 €
R, = 6 Q. Aplicando a Lei de Ohm para encontrar o fluxo total (I,) da
corrente no circuito, teremos:
R=12v
+E, =E, =E, =E;, para associagiio em paralelo.
E Rv
a) Lee “= a 1,= O54
ZV
b) 1, b= Ba
E; Rv
©) R= R Fo La2A
*]=14+L4+1, Para associagao em paralelo
1=0,5A+1A+2A
L=35A
£ Observe que, quanto maior o valor da resisténcia, menor é 0
fluxo de corrente que passa através dela.
| [As tenses sobre os resistores possuem o mesmo valor que a
| bateria.
Resisténcia Total do Circuito Paralelo ===
Neste tipo de associagio a corrente em cada resistor independe da
corrente do outro resistor que participa da associagao. Esta corrente depen-
der apenas do valor de cada resistor e da tensio aplicada na associagioINSTITUTO PADRE REUS 31
£ bom lembrar que a tenso sobre cada resistor, tera o mesmo valor
que a tensao total.
E,= E,=E,=E,=E,.
A corrente total sera igual a soma dos valores das correntes
individuais dos resistores.
Belpt ly tdyt Tyne
Aresisténcia total do circuito de resistores em paralelo seré igual ao
inverso da soma dos inversos dos resistores. O valor da resisténcia total tera
seu valor menor que o menor resistor da associacao.
i I
gers (LE
( Ry
Para R, seu inverso € 1 Para R, seu inverso é
R, R;
Para R, seu inverso é 4 Para R, seu inverso & 4,
¥ y
Assim serd para todos os resistores que participarem da associago,
onumerador"I" representa o inverso.
R R, % R
L fle 3 ly
E, EB E,
Fowe 40
Supondonoexemplo:
ParaR,=802; R,=48Q; R,=302 e R,=602.
Sendo a tensao da bateria igual a 120 Volts, calcular a resisténcia
total do circuito? Aplicando a formula tem-se:
i
ed gL
whe et.
30 * 48 * 30 * 032 INSTITUTO PADRE REUS
Primeiro passo é tirar o M.M.C. dos denominadores:
80, 48, 30, 60 | 2
40, 24, 15,30 | 2
20, 12, 15,15 | 2
10, 6,15, ie 2
3, 15,15 | 3
571 bk : 5
dy ty Dale
M.M.C.=2*2%2%2x3x5
por cada den
Vocé tera ent&o:
GB4+5+8+4 1, 20 240
a 240 1°40 TF 20
Aresisténcia total do exemplo acima é de 12 Ohms.
Outra maneira de acharmos a resisténcia total de um circuito parale-
lo, 6 fazendo a associagao de dois em dois resistores. Deste modo, teremos:
13, Req, = Resistor equivalente
Req (= 2%
aT TER
R, x Reg (1
Reg (2) = = 2q (1)
R, + Req ()INSTITUTO PADRE REUS 33
COROUTTOS SERIE-PARALELD
(CAACUNTOS MESTIDS)
Uma vez entendidos os circuitos em série ¢ em paralelo, 0s cireuitos
mistos so uma "barbada”. Vejamos o circuito:
yy
Ry =3Q 1 fea |
1 tg [RR =30
A == B ae
av | has
Ri g rasa
O 1° passo é reduzir os resistores que estiio em paralelo a um tinico
resistor, Considerando o circuito entre os pontos Be C, temos:
R,=30 em paralelo com R,=62.
Estes dois resistores so equivalentes a um tinico resistor, cujo valoré:
PIL wm BES _ 2 i ies
Rik, 3+6 9
Onosso circuito pode seragora reescrito assi
R,-30 Req=20
Figura 43
O que temos nao ¢ nada mais do que um circuito em série; vamos
calcularaR;
R=R,+Req+R, =3+2+5 = 10chms
Calculo da corrente total;
x
8
rs
24
s
234 INSTITUTO PADRE REUS
CAlculo das tensdes sobre os resistores
E,=3Q. x 24=6V
= 20 x 24=4V
$5 24=10V
Est nos faltando saber qual 6a corrente que circula pelos resistores
R,e Ry, Sabemos que a tenso sobre eles é de 4V (mesma do Req). Uma
vez que sabemos 0 valor da tensio sobre cada resistor e 0 seu valor, 0
clculo da corrente € uma aplicacdo direta da formula da lei de Ohm:
T= = = 133A
v
1
4
te” 60
0,674
‘A corrente, saindo do pélo positivo da pilha, percorre a R, e, a0
atingir 0 ponto B, se divide: parte segue por R,, parte por R;. No ponto C,
as duas correntes novamente vio se "juntar", passando por R, ¢ retornando
pilha pelo pélo negativo. E importante entender que a corrente sempre
procura o caminho que menos resisténcia oferece a sua passagem. Deste
modo, se ligdssemos um fio entre os extremos de R,, a corrente nfo iria
mais ciroular por R,, ¢ sim, pelo fio. Seria um curto-circuito.
A titulo de exereicio, calcule qual o valor da corrente, no citeuito da
figura 42, se colocassemos R, em curto, conforme figura 44,
=
2 iy 3a
ee we
2ov, é
Figura 44
Solugdo: A resisténcia total iria diminuir para: R,=R, +R,, =5Q
‘A tensio da fonte nao vai se alterar. Logo, o calculo da corrente
continua sendo uma simples aplicagao da formula da lei de Ohm:
20V._
aes oeINSTITUTO PADRE REUS
POTENGIA
Podemos definir poténcia como a rapidez com que transformamos
energia, produzindo um trabalho. Num circuito elétrico, sempre que uma
corrente circula por um resistor, o mesmo se aquece. Esse aquecimento &
devido a transformagao da energia clétrica em energia térmica.
35
ae
we
2 :
Sao
Pen e Aj Figura 46
0 efeito Joule consiste na transformacao de energia elétrica
em energia térmica,
Para calcular a poténcia dissipada por um resistor, usamos a formula
geral P=Ex Ie suas variagoes:
E 7
=2 © P=I'xR
Exemplo de aplicagéo: Num circuito, a corrente que circula por um
resistor é de 0,1A e a tens&o sobre ele € de 10V. Qual a poténcia dissipada
pelo resistor?
Solugio:
=OIA E=10V P=EXI
P=10x0,1=1W
o
@) Aunidade de medida de poténcia é 0 Watt (W).
b) Nos circuitos eletrénicos, para poténcias até 2,5W, usamos
resistores de carviéo. Para poténcias maiores, sao usados resistores de fio.
©) O tamanho de um resistor & proporcional a sua poténcia
(quanto maior a poténcia, maior o resistor).
4) Por uma questao de seguranca, sempre devemos colocar no
circuito uma resisténcia com poténcia pelo menos trés vezes maior do
que a calculada, No exemplo de aplicagéo, em que calculamos que a
|| poténcia de dissipacdo de calor do resistor é de 1W, 0 mesmo deveré ter
| capacidade de dissipacao de pelo menos 3 Watts.36
INSTITUTO PADRE REUS
EXER CICIAS
01. Oclétronpossui carga elétrica:
4) positiva;
b) negativa;
c) neutra.
02. Cargas elétricas iguais:
a) serepelem;
b) seatraem;
¢) podem se repelir ou atrair, dependendo da quantidade da carga.
03. Substdncias que possuem muitos elétrons livres stio:
a) maus condutores de eletricidade;
b) borracha, papel, vidro, etc.;
¢) bons condutores de eletricidade.
04. Chamamos de tensao:
a) ao movimento de elétrons num condutor;
b) d oposigdo ao fluxo da corrente elétrica num condutor;
¢) @ forea que impulsiona os elétrons no condutor,
05. No sentido convencional da corrente, consideramos que:
a) os elétrons partem do pélo positivo da pilha e retornam pelo polo
negativo;
6) os elétrons partem do pélo negativo da pilha e retornam pelo
polo positivo;
©) 0s prétons é que esto circulando no condutor.
06. A resisténcia de um condutor depende:
a) do seu comprimento e da sua bitola (segdo reta);
6) da sua natureza e da sua temperatura;
c) as alternativas ae b estao corretas.INSTITUTC PADRE REUS 37
07. Para controlar a intensidade da corrente num circuito, nos
utilizamos dos:
a) condutores;
b) resistores;
¢) chaves ou interruptores.
08. 0 valor de um resistor de carvao com as faixas: 1° marrom; 2°
cinza; 3* laranja; 4° dourada; é:
a) 183 ohms, 5% de toleréincia;
b) 18.000 ohms, 20% de iolerncia;
¢) 18.000 ohms, 5% de tolerancia.
09. A lei de Ohm esté baseada em trés grandezas:
4a) resisténcia, poténcia e corrente;
b) tenséo, corrente e resistencia;
¢) tensdo, condutor e corrente.
10. A formula da lei de Ohm é:
a)R=ExI
b)R=ExP
OR==
LL. Podemos afirmar, baseado na lei de Ohm, que a corrente em
um circuito é diretamente proporcional é& tensdo e:
4) inversamente proporcional a resisténcia;
b) inversamente proporcional a poténcia dissipada pelo condutor;
¢) inversamente proporcional ao niimero de baterias aplicadas ao
circuito.
12. As unidades da corrente, resisténcia e voltagem séo
respectivamente:
a) Ohm, Ampere, Watt;
b) Ampére, Ohm, Volt;
c) Ampere, Cal, Volt.38
se que:
INSTITUTO PADRE REUS
13. 0 que caracteriza o circuito-série é:
4a) a tenso é a mesma em todos os resistores;
b) acorrente elétrica é a mesma em qualquer ponto;
c) a corrente varia para cada valor de resistor.
14, Em um circuito-série quando um componente abrir, teremos:
a) 0 fluxo de corrente aumenta de valor;
b) nao altera o restante do circuito;
¢) deixaré de fluir corrente pelo circuito.
15. Qual a poténcia dissipada pelo resistor do circuito? Lembre-
loa
a)03W
b) 30W
©) 0,9W
16. No circuito abaixo, a resisténcia total é igual a:
a) 0,552 ea
5) 6Q m 19
¢)8Q
30
17. No mesmo circuito da questao 16, a corrente que circula pelo
resistor de 3Q é:
a)2V
b) 2A
¢) 133AINSTITUTO PADRE REUS 39.
18. A resistencia total do circuito apresentado abaixo é:
a) 120
b) 15Q
o) 15Q
18y,
19. No mesmo circuito da questdo 18, a corrente que circula por R, é:
a) IA
b)10A
co) SA
Ao completar os exercicios, vocé jd poderd conferir sua
resposta, e caso ndo esteja correta, deve voltar a ler 0 assunto onde estd
inserida a pergunta, Se vocé nao conseguir entender algumas questies,
ou achar que as respostas ndo estdo certas, de acordo com 0 que voce
conseguiu estudar, escreva-nos solicitando explicagdes, porém indique
o mimero do poligrafo e da pagina,
‘Waa esquesa de colocar seu nimmero de metricula e nome completo,CENTRAL DE ATENDIMENTO
PARA TODO BRASIL
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irae ere eel
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‘96810-9%2 - Santa Cruz do Su: RS
Fone: Om 13971 14000 / Fax (O1¥5199711-2423
worwiprcom.: / ema centl@ior comer