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Defesa de Multa por Excesso de Velocidade

Eduardo Carlos Pereira de Paiva apresenta defesa escrita contra uma multa de excesso de velocidade. Alega que o auto de notícia não fornece detalhes suficientes e que o radar utilizado pode não ter sido válido. Pede que seja consultada a prova do radar e que o processo seja arquivado ou que a sanção acessória de inibição de conduzir seja suspensa.

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Eduardo Paiva
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Defesa de Multa por Excesso de Velocidade

Eduardo Carlos Pereira de Paiva apresenta defesa escrita contra uma multa de excesso de velocidade. Alega que o auto de notícia não fornece detalhes suficientes e que o radar utilizado pode não ter sido válido. Pede que seja consultada a prova do radar e que o processo seja arquivado ou que a sanção acessória de inibição de conduzir seja suspensa.

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Exmo.

Senhor Presidente
Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária

Processo de Contraordenação n.º 317025570

Eduardo Carlos Pereira de Paiva, arguido no processo de contraordenação à


margem referenciado, vem, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo
175.º, n.º 2, do Código da Estrada, apresentar a sua defesa escrita, o que faz
nos termos e com os fundamentos seguintes:

1.º
O arguido vem acusado de no dia 2022/06/23, às 15h27m, no local IP7, Km
3.4, sentido Sul/Norte Comarca de Lisboa, Distrito de Lisboa, conduzir o
veículo ligeiro de passageiros com a matrícula 84-VA-01, à velocidade de …
km/h [velocidade registada], correspondente à velocidade registada de
135km/h, deduzido o valor de erro máximo admissível, sendo a velocidade
máxima permitida no local de 90km/h.
2.º
A alegada velocidade foi apurada através do radar cinemómetro Lidar,marca
VITRONIC,mod. Poliscan Speed M1 HIP2,PS-650337 aprovado IPQ e
autorizado pela ANSR no Desp. Nº 12226/2002 (2 Série) DR 181 de 18 SET
verificado em 2021/07/15.

3. º
O arguido é um condutor cuidadoso e diligente, que, no âmbito da sua vida
pessoal e atividade profissional, percorre centenas de quilómetros por ano,
cumprindo escrupulosamente as regras de condução do Código da Estrada,
tendo licença de condução a vinte e seis anos sem nunca ter estado envolvido
em qualquer acidente.

4. º
Conhece muito bem o local da alegada infração, por onde passa
habitualmente, e tem plena consciência de não ter causado, com o seu
comportamento, qualquer perigo para terceiros.

5. º
Relativamente à descrição sumária dos factos constante no auto de notícia, a
mesma não discrimina … [prova não mencionada],

6.º
Elemento de prova esse que é imprescindível, conforme prevê o n.º 4 do artigo
170º. do Código da Estrada.
Sem prescindir,

7. º
Caso se venha a verificar a existência do elemento probatório referido, sempre
se deverá atender à formulação conclusiva, vaga e genérica daquela descrição
sumária dos factos constante do auto de notícia, a qual não permite ao arguido
o efetivo exercício do direito de defesa consagrado constitucionalmente.

9. º
É que aquela descrição não enquadra as circunstâncias em que foi cometida a
alegada infração, em concreto, se aquele comportamento causou perigo para
terceiros, quais as condições climatéricas naquela data e hora ou qual o
volume de tráfego.

10. º
Todas estas circunstâncias são elemento fundamental na descrição do auto de
notícia não só para a justa defesa do arguido, mas também para a
determinação da medida da sanção a aplicar, à luz do n º 1 do artigo 139º do
Código da Estrada, encontrando-se tal acusação, por isso mesmo, ferida de
nulidade.

Ainda sem prescindir,

11. º
Caso o meio de prova exista e tenha sido obtido de forma legal, o arguido,
então, aceitará a contraordenação de que vem acusado.

12. º
Quando notificado do auto de notícia, efetuou de imediato o pagamento
voluntário da coima (cfr. doc. 1).

17. º
O arguido é primário, não tendo sido condenado, nos últimos cinco anos, pela
prática de qualquer crime rodoviário ou por qualquer contraordenação
grave ou muito grave.

18. º
Assim, face às circunstâncias acima alegadas, deve concluir-se que o
pagamento da coima, a censura do facto e a ameaça da sanção realizam de
forma adequada e suficiente a finalidade da punição.

Pelo exposto,

19. º
Vem requerer a consulta à prova presumivelmente obtida através do aparelho
… [identificação do aparelho].

Mais,

Requer-se a V. Exas. se digne a proferir decisão de arquivamento do


procedimento por contraordenação e consequente devolução ao arguido do
montante da coima paga, devidamente fundamentado na insubsistência de
acusação, dada:
a) A inexistência dos meios de prova obtidos pelo aparelho de controlo e
subsequente nulidade do auto noticia;
b) A nulidade do auto de notícia por falta de elementos determinantes na
descrição sumária dos factos.

Sem prescindir, se tal não for o caso, vem

Requerer que, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 141º, do


Código da Estrada, e atentos às circunstâncias da prática da infração, lhe seja
aplicada a suspensão da execução da sanção acessória de inibição de conduzir,
não condicionada ao cumprimento de outros deveres legalmente previstos.

Junta: … [número] documentos.

Testemunhas:
– … [nome], … [morada].
– … [nome], … [morada].
– … [nome], … [morada].

O Arguido,

Esperamos que o presente artigo tenha sido esclarecedor e que o exemplo de


carta de defesa de multa ANSR lhe possa vir a ser útil. Recordamos que está
adaptado a uma multa rodoviária por excesso de velocidade, pelo que terá de
ser adaptado em função da contraordenação em causa.

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