Regulamento Interno do Exército Brasileiro
Regulamento Interno do Exército Brasileiro
EB10‐R‐12.009
MINISTÉRIO
DA DEFESA
EXÉRCITO
BRASILEIRO
SECRETARIA‐
GERAL DO
EXÉRCITO
Portaria nº 816‐Cmt Ex, de 19 dezembro de 2003.
Aprova o Regulamento Interno e dos Serviços Gerais
(R‐1).
Art. 1º Aprovar o Regulamento Interno e dos Serviços Gerais (R‐1), que com esta baixa.
Art. 2º Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Revogar as Portarias do Comandante do Exército nº 366, de 30 de julho de 2002, e
nº 103, de 18 de março de 2003.
REGULAMENTO INTERNO E DOS SERVIÇOS GERAIS – R‐1 (RISG)
ÍNDICE DOS ASSUNTOS
Art. Pág
TÍTULO I ‐ Das Generalidades
CAPÍTULO I ‐ Da Finalidade e da Aplicação ... 1º/2º 7
CAPÍTULO II ‐ Do Exército, do Comando do Exército e das Denominações ... 7
Seção I ‐ Do Exército ... 3º 7
Seção II ‐ Do Comando do Exército ... 4º/8º 8
Seção III ‐ Das Denominações ... 9º/17 8
TÍTULO II ‐ Das Atribuições
CAPÍTULO I ‐ Nas Unidades ... 9
Seção I ‐ Do Comandante ... 18/21 9
Seção II ‐ Do Subcomandante ... 22/23 14
Seção III ‐ Do Ajudante‐Secretário ... 24/25 15
Seção IV ‐ Do S1 ... 26/27 15
Seção V ‐ Do S2 ... 28/29 17
Seção VI ‐ Do S3 ... 30/31 17
Seção VII ‐ Do S4 ... 32/33 18
Seção VIII ‐ Do Oficial de Comunicação Social ... 34/36 19
Seção IX ‐ Do Oficial de Treinamento Físico ... 37/40 20
Seção X ‐ Dos Oficiais de Manutenção ... 41/42 20
Seção XI ‐Do Oficial de Comunicações e Eletrônica ... 43/44 21
Seção XII ‐ Do Oficial de Informá ca ... 45/46 21
Seção XIII ‐ Do Oficial de Defesa Química, Biológica e Nuclear ... 47/48 22
Seção XIV ‐ Do Oficial de Munições, Explosivos e Manutenção de Armamento ... 49/51 22
Seção XV ‐ Dos Agentes de Administração ... 52/54 24
Seção XVI ‐ Do Médico ... 55/59 25
Seção XVII ‐ Do Den sta ... 60/63 27
Seção XVIII ‐ Do Farmacêu co ... 64/66 27
Seção XIX ‐ Do Capelão Militar ... 67/68 28
Seção XX ‐ Do Veterinário ... 69/71 28
Seção XXI ‐ Do Regente e do Mestre de Música ... 72/73 29
Seção XXI‐A ‐ Do Oficial de Segurança de Vôo (NR ‐ alterado pela Portaria nº 319‐Cmt
... 73‐A 29
Ex, de 21 de maio de 2008)
Seção XXII ‐ Dos Oficiais de Prevenção de Acidentes ... 74/75 29
Seção XXII‐A ‐ Do Adjunto de Comando (NR ‐ alterado pela Portaria nº 997‐Cmt Ex, de
... 75‐A/75‐B 29
15 de agosto de 2016)
Seção XXIII ‐ Dos Auxiliares da Secretaria ... 76/77 30
Seção XXIV ‐ Do Primeiro‐Sargento Ajudante ... 78/79 31
Seção XXV ‐ Dos Auxiliares das 1ª , 2ª , 3ª e 4ª Seções, do Setor Financeiro e do Setor de
... 80/82 31
Material
Seção XXVI ‐ Dos Auxiliares do Aprovisionamento ... 83/87 31
Seção XXVII ‐ Do Sargento Auxiliar de Munições, Explosivos e Manutenção de
... 88/89 33
Armamento
Seção XXVIII ‐ Dos Auxiliares de Saúde ... 90/95 34
Seção XXIX ‐ Dos Auxiliares de Veterinária ... 96/98 36
Seção XXX ‐ Dos Auxiliares de Comunicações e de Manutenção ... 99/101 37
Seção XXXI ‐ Dos Sargentos de Prevenção de Acidentes ... 102/103 38
Seção XXXII ‐ Dos Motoristas e das Ordenanças ... 104/105 38
Seção XXXIII ‐ Do Pessoal da Banda de Música ou Fanfarra ... 106/108 38
Seção XXXIV ‐ Do Pessoal da Banda de Corneteiros ou Clarins e Tambores ... 109/111 39
Seção XXXV ‐ De Outros Elementos ... 112 39
CAPÍTULO II ‐ Nas Subunidades Incorporadas ... 40
Seção I ‐ Do Comandante, dos Oficiais Subalternos e dos Aspirantes‐a‐Oficial ... 113/115 40
REGULAMENTO INTERNO E DOS SERVIÇOS GERAIS – R‐1 (RISG)
TÍTULO I
DAS GENERALIDADES
CAPÍTULO I
DA FINALIDADE E DA APLICAÇÃO
Art. 1º O Regulamento Interno e dos Serviços Gerais (RISG) prescreve tudo quanto se
relaciona com a vida interna e com os serviços gerais das unidades consideradas corpos de tropa,
estabelecendo normas rela vas às atribuições, às responsabilidades e ao exercício dos cargos e das
funções de seus integrantes.
§ 1º O RISG também estabelece normas para as Gu Mil do Exército e para as subs tuições
temporárias.
§ 2º As prescrições do RISG estendem‐se às demais OM do Exército, no que lhes for
aplicável.
CAPÍTULO II
DO EXÉRCITO, DO COMANDO DO EXÉRCITO E DAS DENOMINAÇÕES
Seção I
Do Exército
Art. 3º O Exército é uma Ins tuição nacional, permanente e regular, organizada com base
na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e des na‐se à defesa
Seção II
Do Comando do Exército
Art. 6º A organização pormenorizada do Comando do Exército é regulada por legislação
específica.
Parágrafo único. O Comandante do Exército desempenha suas funções por intermédio
dos órgãos de comando, de assistência direta e imediata, de direção e de apoio, previstos na legislação
que regula a estrutura regimental do Comando do Exército.
Art. 8º O Comando do Exército está estruturado em:
I ‐ órgãos de assessoramento superior:
a) Alto Comando do Exército; e
b) Conselho Superior de Economia e Finanças;
II ‐ órgãos de assistência direta e imediata ao Comandante do Exército:
a) Gabinete do Comandante do Exército;
b) Centro de Comunicação Social do Exército;
c) Centro de Inteligência do Exército; e
d) Secretaria‐Geral do Exército;
III ‐ Órgão de Direção Geral, o Estado‐Maior do Exército;
IV ‐ órgãos de direção setorial:
a) departamentos;
b) secretarias; e
c) Comando de Operações Terrestres;
V ‐ órgãos de apoio: diretorias, centros e ins tutos integrantes dos ODS;
VI ‐ Força Terrestre, os comandos militares de área; e
VII ‐ en dades vinculadas.
Parágrafo único. A Consultoria Jurídica‐Adjunta do Comando do Exército, integrante da
Consultoria Jurídica do Ministério da Defesa, tem sua competência, estrutura e funcionamento dispostos
em ato do Advogado‐Geral da União.
Seção III
Das Denominações
Art. 9º A F Ter, instrumento de ação do Comando do Exército, é estruturada, em tempo
de paz, para o cumprimento de missões operacionais terrestres, em C Mil A.
Parágrafo único. A F Ter, em tempo de guerra, é objeto de organização especial.
Art. 10. Os C Mil A, que cons tuem o mais alto escalão de enquadramento das OM, são
subordinados diretamente ao Comandante do Exército, compe ndo‐lhes o preparo e o emprego
operacional da F Ter ar culada na área sob sua jurisdição.
§ 1º As regiões militares são grandes comandos territoriais, cons tuídos de um comando
e de organizações militares de natureza variável.
§ 2º As divisões de exército, as brigadas, as ar lharias divisionárias e o Comando de
Aviação do Exército cons tuem os grandes comandos operacionais em tempo de paz.
Parágrafo único. As grandes unidades da F Ter são as brigadas de infantaria e de cavalaria.
Art. 13. As OM são organizações do Exército que possuem denominação oficial, QO e
QCP, próprios.
repar ções internas, salvo as que são unidades, SU, pelotões, seções e demais escalões menores de
tropa.
Art. 14. Unidade é a OM da F Ter cujo comando, chefia ou direção é priva vo de oficial
superior, exceto as subunidades independentes, podendo ser regimento, batalhão, grupo, esquadrão de
aviação, parque, base ou depósito.
Parágrafo único. Os comandos de fronteira são organizações militares, comandadas por
oficial superior, que reúnem elementos de comando, unidades, subunidades e pelotões.
Art. 15. Corpos de tropa são as OM que possuem a missão principal de emprego em
operações militares, conforme for estabelecido pelo Comandante do Exército.
Art. 16. As subunidades da F Ter são denominadas companhia, esquadrão, bateria ou
esquadrilha de aviação, consideradas, para todos os efeitos, corpos de tropa, podendo ser incorporadas
ou independentes.
Art. 17. As OM estruturadas para exercer administração própria, possuindo competência
para realizar atos e fatos de gestão de bens da União e de terceiros e às quais foi concedida autonomia
ou semi‐autonomia administra va, são denominadas, também, unidades administra vas.
TÍTULO II
DAS ATRIBUIÇÕES
CAPÍTULO I
NAS UNIDADES
Seção I
Do Comandante
Art. 18. O comando é função do grau hierárquico, da qualificação e das habilitações,
cons tuindo uma prerroga va impessoal com atribuições e deveres.
Art. 20. O Cmt U exerce sua ação de comando em todos os setores da unidade, usando‐a
com a inicia va necessária e sob sua inteira responsabilidade.
Parágrafo único. A ação de comando de que trata o caput deste ar go é caracterizada,
principalmente, pelos atos de planejar, orientar, coordenar, acompanhar, controlar, fiscalizar e apurar
responsabilidades.
Art. 21. Ao Cmt U, além de outros encargos rela vos à instrução, à disciplina, à
administração e às relações com outras OM, prescritos por outros regulamentos ou por ordens
superiores, incumbem as seguintes atribuições e deveres:
I ‐ superintender todas as a vidades e serviços da unidade, facilitando, contudo, o livre
exercício das funções de seus subordinados, para que desenvolvam o espírito de inicia va, indispensável
na paz e na guerra, a busca do auto‐aperfeiçoamento e sintam a responsabilidade decorrente;
II ‐ esforçar‐se para que os seus subordinados façam do cumprimento do dever militar um
verdadeiro culto e exigir que pautem sua conduta civil pelas normas da mais severa moral, orientando‐os
e compelindo‐os a sa sfazerem seus compromissos morais e pecuniários, inclusive de assistência à
família, e punindo‐os disciplinarmente quando se mostrarem recalcitrantes na sa sfação de tais
compromissos;
III ‐ imprimir a todos os seus atos, como exemplo, a máxima correção, pontualidade e
jus ça;
IV ‐ velar para que os oficiais sob seu comando sirvam de exemplo aos subordinados;
VII ‐ providenciar para que a unidade esteja sempre em condições de ser empregada;
VIII ‐ determinar, em observância aos preceitos da Medicina Preven va, que:
b) os médicos da OM desenvolvam, sob supervisão do S3, rigorosa campanha contra o
uso de substâncias que causem dependência química e de prevenção das doenças sexualmente
transmissíveis, com o auxílio do capelão militar e de outros especialistas;
X ‐ nomear, em BI, o MP da unidade, observando as instruções e as normas que regulam
o assunto;
XI ‐ definir o horário da unidade;
XIII ‐ prestar honras fúnebres aos seus subordinados, quando a elas fizerem jus,
obedecendo às prescrições do R‐2;
XV ‐ conceder dispensa do serviço aos militares, nas condições estabelecidas na legislação
vigente:
a) até dez dias, para instalação;
maior;
c) oito dias por mo vo de núpcias;
d) oito dias por mo vo de luto, por falecimento de cônjuge, companheiro(a), pais, sogros,
padrastos, filhos, enteados, menor sob sua guarda ou tutela, curatelado e irmãos; e
e) como recompensa, nos limites estabelecidos pelo RDE;
XVI ‐ conceder aos militares, nas condições estabelecidas na legislação, os períodos de
trânsito a que têm direito;
XVII ‐ publicar em BI da unidade, notas referentes a atos e fatos rela vos aos seus
comandados e que devam constar de suas folhas de alterações;
XVIII ‐ conceder férias aos seus subordinados, de acordo com as normas estabelecidas
neste Regulamento;
XX ‐ conceder licenças de acordo com as instruções e normas específicas em vigor;
XXI ‐ autorizar o uso do traje civil pelas praças, para entrada e saída da OM, bem como
para a permanência no interior da mesma, em situações excepcionais e quando no cumprimento de
missão que assim o recomende, observado o disposto no inciso V do art. 307 deste Regulamento;
XXII ‐ autorizar, se julgar conveniente, que as bandas de música, fanfarras, orquestras e
bandas de corneteiros ou clarins ou os músicos toquem em festas e atos que não tenham caráter
polí copar dário;
XXIII ‐ emi r juízo a respeito dos militares da unidade, não só em fichas de avaliação
como em qualquer documento análogo, exigidos pelos órgãos competentes;
XXIV ‐ providenciar para que seja lavrado o “Atestado de Origem”, nos casos de
ferimentos ou doenças adquiridas por militares da unidade, em ato de serviço ou na instrução, de acordo
com as prescrições em vigor;
XXV ‐ despachar ou informar, nos prazos regulamentares, os requerimentos, as partes, as
consultas, os recursos, os pedidos de reconsideração etc, de seus subordinados, mandando arquivar os
que não estejam redigidos com propriedade ou que não se fundamentem em disposi vos legais,
publicando em BI as razões desse ato e punindo disciplinarmente os seus autores, se for o caso;
XXVI ‐ nomear ou designar comissões ou equipes que se tornem necessárias ao bom
andamento do serviço, sejam estabelecidas em legislação ou impostas pelo escalão superior;
XXIX ‐ incluir na unidade:
a) os oficiais, as praças e os servidores civis nela classificados ou para ela transferidos; e
b) os voluntários e os conscritos a ela incorporados, designando‐lhes as SU em que irão
servir;
XXXI ‐ distribuir, pelas SU e serviços, os oficiais temporários convocados para estágio e
classificados na unidade;
XXXII ‐ realizar as movimentações no âmbito da unidade, segundo a legislação em vigor e
a melhor conveniência do serviço;
XXXIII ‐ evitar que sejam empregadas no serviço das repar ções ou dependências
internas outras praças que excedam às respec vas lotações previstas;
XXXIV ‐ excluir da unidade os militares que:
b) deixarem de pertencer à mesma por mo vo de movimentação; e
c) forem promovidos, quando houver incompa bilidade entre o novo posto ou a nova
graduação e o cargo que exerciam;
XXXV ‐ licenciar e excluir as praças nos limites de sua competência, em conformidade com
a legislação em vigor;
XXXVI ‐ anular a incorporação de conscrito ou voluntário que ver ocultado sua condição
de licenciado ou excluído a bem da disciplina, ou de desertor, neste úl mo caso providenciando sua
apresentação à OM de onde desertou;
XXXVII ‐ anular a incorporação de conscrito ou voluntário moralmente inidôneo ou que
tenha u lizado, para o alistamento, documentos inadequados ou falsos, neste úl mo caso mandando
apresentá‐lo à Polícia Civil, com os referidos documentos;
XXXVIII ‐ licenciar as praças do serviço a vo e incluí‐las na reserva, de conformidade com
as normas em vigor, observadas, conforme o caso, as disposições seguintes:
b) entregar‐lhes, devidamente escriturados, os cer ficados a que têm direito, consoante
o grau de instrução militar que possuírem; e
c) proceder de acordo com as prescrições legais e regulamentares rela vas a indenizações
devidas à União;
XXXIX ‐ manter adidos:
c) os militares em processo de transferência para a reserva ou reforma, por qualquer
mo vo; e
d) por entrar de licença, de acordo com as instruções e normas específicas em vigor;
XL ‐ desligar os militares movimentados, após o término dos prazos citados no inciso
XXXIX deste ar go e em outras situações definidas em leis e regulamentos;
XLIV ‐ conceder engajamento e reengajamento às praças de sua unidade, de acordo com
a legislação vigente;
XLV ‐ remeter às autoridades competentes, na época oportuna, os mapas, as relações, as
fichas e outros documentos que forem exigidos pelos regulamentos e por outras disposições em vigor;
XLVI ‐ facilitar às autoridades competentes os exames, as verificações, as inspeções e as
fiscalizações, quando determinado por autoridade superior ou em cumprimento a disposi vos
regulamentares;
XLVII ‐ distribuir os animais e o material, de acordo com as dotações das SU subordinadas,
e transferi‐los, dentro da unidade, quando o serviço assim o exigir;
XLVIII ‐ assegurar que o material e o equipamento distribuídos à unidade estejam nas
melhores condições possíveis de uso e sejam apropriadamente u lizados, manutenidos, guardados ou
estocados e controlados;
XLIX ‐ designar oficiais, praças e servidores civis para os cargos da unidade, de acordo
com as prescrições em vigor, com o QCP ou com o QLPC, observando que nenhum oficial seja, em
princípio, man do no mesmo cargo por mais de dois anos consecu vos;
L ‐ designar, em BI, o Oficial e o Sargento de Prevenção de Acidentes da unidade e, por
indicação dos respec vos Cmt SU, o Oficial e o Sargento de Prevenção de Acidentes de cada SU e,
quando for o caso, da base administra va;
LII ‐ emi r suas ordens e instruções, sempre que possível, por intermédio do SCmt U,
devendo aqueles que as receberem diretamente dar ciência ao SCmt, na primeira oportunidade;
LIII ‐ receber de seu antecessor os documentos sigilosos controlados, de acordo com as
normas vigentes sobre o assunto;
LIV ‐ encaminhar ao EME, pelos trâmites regulamentares, os processos rela vos aos
trabalhos de natureza cien fico‐militar, apresentados por seus comandados, para fins de julgamento e
publicação;
LV ‐ par cipar, imediatamente, ao órgão competente, o local de residência declarado pelo
militar desligado do estado efe vo, em virtude de reforma ou transferência para a reserva, tão logo seja
transcrito em BI o respec vo ato oficial;
LIX ‐ anular em BI, quando exis rem razões para isto, qualquer ato seu ou de seus
subordinados, dentro do prazo de sessenta dias prazo de cento e oitenta dias; (alterado pela Portaria nº
728‐Cmt Ex, de 08 de outubro de 2007)
LX ‐ providenciar a elaboração ou a atualização dos planos de segurança e defesa do
aquartelamento, de combate a incêndios, de chamada e outros;
LXI ‐ responsabilizar‐se pelos planejamentos referentes à GLO, em sua área de jurisdição;
LXII ‐ propor o comissionamento na graduação honorífica de sargento‐brigada do 1º Sgt
que sa sfaça às exigências estabelecidas na legislação per nente;
LXIII ‐ estabelecer as NGA/U;
LXIV ‐ conceder, de acordo com a legislação em vigor, porte de arma de fogo às praças sob
seu comando;
LXV ‐ orientar, de acordo com as normas vigentes, os procedimentos a serem adotados
pela unidade, par cularmente pelo pessoal de serviço, quanto ao recebimento de ordens judiciais,
inclusive as que não estejam dirigidas a sua OM ou não sejam da sua competência prestar informações
ou esclarecimentos;
LXVI ‐ encaminhar as possíveis solicitações e/ou ques onamentos da mídia ao escalão
superior, a quem caberá decidir pela postura e procedimento decorrentes;
LXVII ‐ orientar e coordenar o processo de arquivamento, análise, avaliação e seleção de
documentos no âmbito da unidade;
LXVIII ‐ manter número suficiente de militares cadastrados no Sistema de Inteligência do
Exército, para fazer face a eventuais subs tuições, cadastrando, obrigatoriamente, os integrantes do
Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados; e
LXIX ‐ par cipar, de imediato, pelo meio mais rápido disponível, ao CCOMSEx, ao CIE e à
DFPC, qualquer extravio, furto ou roubo de armamento, munição ou explosivo da unidade ou das
empresas sob sua fiscalização, independente de outras determinações do escalão superior.
"LXX ‐ Pra car os atos de encostamento e adição previstos nos art. “428 a 431 deste
regulamento, bem como os atos de exclusão do serviço a vo e demais medidas administra vas
relacionadas, nos limites de sua competência e em conformidade com a legislação em vigor.” (NR ‐
alterado pela Portaria nº 749‐Cmt Ex, de 17 de setembro de 2012)
"LXX ‐ pra car os atos de encostamento e adição previstos nos art. 428 a 430 deste
Regulamento, bem como os atos de exclusão do serviço a vo e demais medidas administra vas
relacionadas, nos limites de sua competência e em conformidade com a legislação em vigor." (NR ‐
alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
Seção II
Do Subcomandante
Art. 22. O SCmt U é o principal auxiliar e subs tuto imediato do Cmt U, seu intermediário
na expedição de todas as ordens rela vas à disciplina, à instrução e aos serviços gerais, cuja execução
cumpre‐lhe fiscalizar.
§ 1º O SCmt U é o Chefe do EM/U e o responsável pela coordenação dos seus elementos.
"§1º O SCmt/Subchefe/Subdiretor é o Chefe do EM/U e o responsável pela coordenação
dos seus elementos. É, também, o assessor de gestão junto ao Cmt da OM, cabendo‐lhe implementar,
coordenar e supervisionar todas as a vidades relacionadas a este assunto.” (NR ‐ alterado pela Portaria
nº 976‐Cmt Ex, de 26 de agosto de 2014.)
§ 2º Nas SU independentes, o SCmt poderá acumular suas funções com outros encargos
previstos no QCP.
Art. 23. Incumbe ao SCmt U, além das atribuições e dos deveres estabelecidos em
outrosregulamentos, o seguinte:
III ‐ dar conhecimento ao Cmt U das ocorrências e dos fatos a respeito dos quais haja
providenciado por inicia va própria;
IV ‐ assinar documentos ou tomar providências de caráter urgente na ausência ou no
impedimento ocasional do comandante, dando‐lhe conhecimento na primeira oportunidade;
V ‐ zelar assiduamente pela conduta civil e militar dos oficiais e das praças da unidade;
VI ‐ escalar os oficiais e a SU ou as subunidades que fornecerão pessoal para os serviços
gerais e extraordinários da unidade;
VII ‐ assinar todos os documentos referentes à vida funcional do Cmt U;
VIII ‐ assinar todos os livros existentes na unidade, salvo os de atribuição do Cmt U, dos
serviços administra vos ou os rela vos à instrução;
IX ‐ auten car as cópias do BI, bem como as ordens e instruções do Cmt U que importem
em coordenação de assuntos referentes a mais de uma seção do EM e/ou SU;
X ‐ exercer rigorosa supervisão das normas de controle do armamento, da munição e do
explosivo adotadas pela unidade, introduzindo as modificações para o constante aperfeiçoamento da
verificação e do acompanhamento desse material bélico, além de realizar inspeções inopinadas;
XI ‐ receber, ao final do expediente, os mapas diários do armamento, da munição e do
explosivo, resultantes da revista diária, para efeito de autorização do toque de “ordem”, por parte do
Cmt U;
XII ‐ manter arquivados, sob sua responsabilidade, os mapas de que trata o inciso XI deste
ar go, em pastas e locais apropriados e seguros; e
XIII ‐ fornecer aos civis que tenham encargos diários no quartel, um cartão de iden dade
que lhes faculte o ingresso para as suas a vidades, cuja validade obedeça a critérios estabelecidos pela
própria unidade.
Seção III
Do Ajudante‐Secretário
Art. 24. O ajudante‐secretário é um auxiliar imediato do Cmt U, incumbindo‐lhe:
II ‐ redigir toda a correspondência, cuja natureza assim o exigir;
III ‐ subscrever cer dões e papéis análogos;
IV ‐ manter em dia o histórico da unidade;
V ‐ conferir e auten car as cópias de documentos existentes no arquivo, mandadas extrair
por autoridade competente, bem como conferir e assinar as cópias autên cas de documentos da
unidade;
VI ‐ manter, em dia e em ordem, o arquivo da documentação da unidade, de acordo com
as normas em vigor;
VII ‐ responder pela carga do material distribuído ao gabinete do Cmt U, do SCmt U e da
Secretaria;
VIII ‐ receber toda a correspondência externa des nada à unidade e:
a) entregar a sigilosa ao S2;
b) mandar protocolar a oficial ostensiva, entregando‐a ao SCmt U;
c) fazer distribuir pelas SU a par cular comum; e
X ‐ organizar a documentação referente aos processos de insubmissão e deserção; e
XI ‐ organizar e manter em dia o livro ou fichário de apresentação de oficiais na unidade,
providenciando a devida publicação em BI.
Art. 25. Quando não exis r cargo específico, a função do ajudante‐secretário é exercida
cumula vamente pelo S1.
Seção IV
Do S1
Art. 26. O S1 é o chefe da 1ª seção do EM/U, responsável pelos encargos rela vos à
coordenação e ao controle das a vidades relacionadas com pessoal, BI, jus ça e disciplina, protocolo e
arquivo da correspondência interna e pagamento do pessoal da unidade, incumbindo‐lhe:
I ‐ coordenar o serviço de ordens;
II ‐ organizar e manter em dia as relações de oficiais e praças para efeito das escalas de
serviço;
III ‐ escalar as praças para os serviços normais e extraordinários da unidade;
IV ‐ organizar o trabalho preliminar de qualificação militar das praças, de acordo com as
normas em vigor;
V ‐ receber a documentação diária interna, mandar protocolá‐la e levá‐la ao SCmt U;
VI ‐ organizar os fichários, os mapas, as relações e outros documentos referentes ao
efe vo da unidade;
VII ‐ organizar o mapa da força e apresentá‐lo ao SCmt U com a devida antecedência,
quando houver formatura da unidade ou outro evento que o exija;
VIII ‐ responsabilizar‐se pela carga do material distribuído à sua seção, pela do gabinete
do S4 e pela da Fisc Adm;
IX ‐ comandar a Parada diária, de acordo com o previsto nos ar gos correspondentes
deste Regulamento;
XI ‐ organizar e manter em dia, sob a orientação do SCmt U, um livro de ordens do Of Dia,
que conterá o registro das ordens internas de caráter geral em vigor, que não constem das NGA/U, assim
como uma cópia da planta do quartel e dos terrenos da unidade;
XII ‐ organizar os bole ns ostensivos da unidade, conforme as determinações do Cmt U;
XIII ‐ auten car ordens e instruções que somente digam respeito a assuntos de sua seção;
XIV ‐ supervisionar as a vidades inerentes à banda de música ou fanfarra e coordenar as
rela vas à banda de tambores e de corneteiros ou clarins;
XV ‐ apresentar sugestões referentes a transferências, designações, preenchimento de
claros, qualificação e requalificação de pessoal;
XVI ‐ zelar, diligentemente, pelo moral da tropa;
XVII ‐ estar em condições de informar ao Cmt U sobre o estado moral e o disciplinar da
tropa;
XIX ‐ controlar a escrituração referente à correspondência, ao arquivo e ao registro das
alterações dos subtenentes e sargentos da unidade;
b) fazer cumprir todas as a vidades de controle referentes ao pagamento de pessoal;
XXIV ‐ manter o setor de pagamento como local restrito, impedindo a entrada de pessoas
estranhas ao serviço.
Art. 27. Nas SU independentes, quando não exis r cargo específico, a função de S1 pode
ser exercida cumula vamente pelo SCmt U.
Seção V
Do S2
Art. 29. Ao S2 incumbe:
I ‐ dirigir a instrução de inteligência da unidade, em coordenação com o S3;
II ‐ coordenar, com os demais elementos da unidade, todas as medidas que se relacionem
com a Inteligência e a Contra‐Inteligência;
III ‐ fazer relatórios e coletar informes periódicos;
endereçados à unidade;
V ‐ preparar e distribuir o bole m reservado;
V ‐ preparar e distribuir o bole m de acesso restrito; (NR ‐ alterado pela Portaria nº 795‐
Cmt Ex, de 29 de julho de 2014)
VI ‐ elaborar a correspondência sigilosa rela va à sua seção e controlar os documentos
sigilosos da unidade, protocolando‐os, ainda que elaborados em outras seções;
VII ‐ ter sob sua guarda pessoal o material para correspondência criptografada
(equipamentos e so wares) e os documentos sigilosos controlados;
VIII ‐ cooperar com o S3 na elaboração das instruções e dos planos de segurança do
quartel;
IX ‐ cooperar com o S3 nas a vidades ligadas ao planejamento operacional; e
X ‐ responder pela carga do material distribuído à sua seção.
Seção VI
Do S3
Art. 31. Ao S3 incumbe:
I ‐ planejar, organizar e coordenar, mediante determinação do Cmt U e com base nas
diretrizes do escalão superior, toda a instrução da unidade;
II ‐ organizar e manter em dia o registro da instrução de quadros;
III ‐ superintender a distribuição e o emprego dos meios auxiliares de instrução;
IV ‐ organizar e relacionar o arquivo de toda a documentação de instrução, para facilitar
consultas e inspeções;
V ‐ planejar e realizar a seleção das praças que devam ser matriculadas nos diversos
cursos, em colaboração com o S1;
VI ‐ organizar as cerimônias militares, em coordenação com outros oficiais do EM/U;
VIII ‐ reunir dados que permitam ao Cmt U acompanhar e avaliar o desenvolvimento da
instrução da unidade;
IX ‐ preparar e coordenar os planos para:
a) distribuição do pessoal recém‐incluído no efe vo da unidade, com a colaboração do
S1;
b) emprego e consumo dos meios auxiliares de instrução; e
c) funcionamento dos diversos cursos e estágios da unidade;
X ‐ fiscalizar a instrução, a fim de propor medidas para obter o melhor rendimento da
a vidade;
XI ‐ coordenar as a vidades dos responsáveis pelos diversos ramos de instrução, tendo
em vista a produção de notas, quadros e outros elementos para a sala de instrução da unidade;
XII ‐ propor, com a colaboração do S1, a qualificação das praças de acordo com os
resultados alcançados ao término do período de instrução individual;
XIII ‐ elaborar instruções e planos de segurança e defesa do quartel, com a cooperação do
S2;
XIV ‐ coordenar as palestras sobre prevenção de acidentes na instrução e em a vidades
de risco a serem ministradas pelos O Prv Acdt;
XV ‐ coordenar e verificar, com a colaboração dos diversos O Prv Acdt da unidade, a
previsão e o cumprimento das prescrições de prevenção de acidentes em todas as a vidades de
instrução;
XVII ‐ preparar a documentação de operações e coordenar a elaboração daquela que não
for de sua responsabilidade direta;
XIX ‐ responsabilizar‐se pela carga do material distribuído à sua seção.
Seção VII
Do S4
Art. 32. O S4 é o chefe da 4ª seção do EM/U, podendo também acumular os encargos de
Fisc Adm; como auxiliar imediato do Cmt U na administração da unidade, é o principal responsável pela
perfeita observância de todas as disposições regulamentares rela vas à administração, incumbindo‐lhe:
I ‐ coordenar e fiscalizar os serviços dos seus elementos de execução nos termos da
legislação vigente e dos manuais específicos;
II ‐ manter estreita ligação com o S3 para providenciar o apoio material à execução dos
programas de instrução e aos planos de emprego da unidade;
III ‐ zelar pelo fiel cumprimento, por todos os setores subordinados ou vinculados à Fisc
Adm, das prescrições ou normas gerais de prevenção de acidentes na instrução e em outras a vidades
de risco, reguladas em planos de instrução e em manuais específicos, verificando as condições de
segurança e o uso correto de EPI e disposi vos de segurança nas repar ções e dependências que lhe são
afetas; e
IV ‐ assessorar o Cmt U quanto ao controle do armamento, da munição e do explosivo,
supervisionando o trabalho do O Mun Expl Mnt Armt e seus auxiliares.
Parágrafo único. O S4 não par cipa dos serviços estranhos à sua função, quando
acumular os encargos de Fisc Adm.
Art. 33. O Fisc Adm também assessora o Cmt U nas providências referentes a controle
ambiental, incumbindo‐lhe:
II ‐ fiscalizar, com a colaboração do S3 e dos Cmt SU, o fiel cumprimento das normas de
que trata o inciso I deste ar go, por ocasião de exercícios ou manobras militares, em campos de
instrução ou em outras áreas cedidas para este fim.
Seção VIII
Do Oficial de Comunicação Social
Art. 34. O oficial de comunicação social é o assessor do Cmt U nos assuntos referentes às
a vidades de comunicação social.
Art. 35. Ao O Com Soc incumbe:
I ‐ acompanhar, para efeito de levantamento do grau de sa sfação do público interno, a
execução do serviço especial que compreende, entre outras, as a vidades de biblioteca, espaços
culturais, can na, salas de estar, a vidades de recreação, barbearia, lavanderia e alfaiataria;
III ‐ quando determinado pelo Cmt U:
a) divulgar as a vidades da unidade junto aos públicos interno e externo;
b) organizar e conduzir os eventos sociais e culturais; e
c) elaborar os programas de lazer e de assistência religiosa da unidade;
IV ‐ cooperar no preparo e na divulgação de cerimônias cívico‐militares;
V ‐ cooperar com o comando nos assuntos de assistência social;
VI ‐ manter atualizadas as listas de autoridades locais, personalidades civis e militares,
amigos da OM e integrantes dos órgãos da mídia local, bem como as das datas significa vas;
VIII ‐ confeccionar o Plano de Comunicação Social da unidade, conforme as orientações
con das no Plano de Comunicação Social do Exército e de acordo com as diretrizes e determinações
recebidas do Cmt U;
serviço/instruções, submetendo‐o à apreciação do Cmt U;
X ‐ confeccionar a ficha de informações de pronto interesse do SISCOMSEX, a mensagem
diária do SISCOMSEX e a ficha de avaliação pós‐campanha, conforme previsto no Plano de Comunicação
Social do Exército, submetendo‐as à apreciação do Cmt U;
XI ‐ ligar‐se com os demais órgãos de comunicação social que integram o Sistema de
Comunicação Social do Exército; e
XII ‐ procurar conhecer os principais órgãos de mídia da área de responsabilidade da U e
planejar a sua u lização, quando necessário.
Art. 36. O oficial de comunicação social, no desempenho de suas atribuições, conta com a
cooperação do OTF, do médico, do capelão militar e de outros elementos designados pelo Cmt U.
Seção IX
Do Oficial de Treinamento Físico
Art. 37. Em toda unidade há um OTF, possuidor do Curso de Instrutor de Educação Física,
que é o auxiliar do S3 nos assuntos que dizem respeito ao treinamento sico da unidade.
Art. 38. Na unidade em que não exis r oficial possuidor do Curso de Instrutor de
Educação Física, o Cmt U designará um oficial que revele predileção e ap dão para exercer esta função.
Art. 39. Ao OTF incumbem as atribuições prescritas no C 20‐20.
Art. 40. O OTF dispõe de auxiliares, previstos em QCP ou designados pelo Cmt U, para os
trabalhos de escrituração, guarda e conservação do material especializado.
Seção X
Dos Oficiais de Manutenção
Art. 41. Os oficiais de manutenção são os assessores do comando da unidade nas tarefas
de manutenção, controle e inspeção dos materiais sob suas responsabilidades.
II ‐ encarregado do setor de material – material da Classe II (fardamento, mobiliário,
barracas, colchões, armários etc);
III ‐ O Mnt Vtr – material relacionado com a Classe III (postos de abastecimentos, lavagem
e lubrificação) e material da Classe IX (motomecanização);
IV ‐ O Mun Expl Mnt Armt – material da Classe V (armamento, munição, explosivo e
IODCT);
(geradores, embarcações, bússolas, soldadores, purificadores etc);
VI ‐ O Com Elt – material da Classe VII (telefones, equipamentos‐rádios etc);
VII ‐ médico – material da Classe VIII (canastras, padiolas, equipamentos cirúrgicos etc); e
VIII ‐ adjunto do S4 – material da Classe IV (material de construção) e material da Classe X
(outras classes).
§ 2º Em determinadas unidades, tais como as de engenharia de construção e de aviação
do exército, pode haver as adaptações necessárias em relação ao prescrito no § 1º deste ar go para
atender, no que couber, às caracterís cas peculiares da OM.
Art. 42. Aos oficiais de manutenção incumbe, além de outras atribuições previstas em
manuais e normas técnicas:
I ‐ planejar e conduzir a manutenção de 2º escalão do material que lhe for afeto, realizada
nas respec vas oficinas de manutenção;
II ‐ propor a realização de inspeções técnicas periódicas para determinar as condições do
material da classe sob sua responsabilidade e para assegurar a execução da manutenção, tudo de acordo
com as prescrições estabelecidas em manuais e normas técnicas;
IV ‐ propor ao S4 o fornecimento dos suprimentos e do ferramental indispensáveis à
organização e ao funcionamento da oficina;
V ‐ manter atualizada a escrituração rela va à manutenção do material e aos suprimentos
da classe sob sua responsabilidade;
VI ‐ apresentar ao S4, mensalmente, um relatório de todos os trabalhos executados, para
publicação em BI; e
VII ‐ supervisionar as a vidades da oficina de manutenção que lhe for afeta, fazendo
cumprir as normas de prevenção de acidentes e verificando as condições de segurança das instalações
dessas oficinas e o uso correto de EPI e de disposi vos de segurança.
Parágrafo único. O oficial de manutenção de viaturas desempenha, também, as funções
de oficial de transportes, cabendo‐lhe assessorar o Cmt U nos aspectos referentes a essa a vidade,
inclusive a de dirigir e fiscalizar as equipes de apoio de manutenção ao movimento de viaturas, em
comboio e operações.
Seção XI
Do Oficial de Comunicações e Eletrônica
Art. 43. O oficial de comunicações e eletrônica é o encarregado das comunicações e da
eletrônica da unidade e o responsável pela eficiência e con nuidade de seu funcionamento.
Art. 44. Ao O Com Elt incumbe:
I ‐ assessorar o comando na instrução e no emprego das comunicações;
III ‐ dar assistência técnica a todo o material de comunicações e de eletrônica da unidade,
inclusive ao distribuído às SU, providenciando para que este se mantenha em perfeitas condições de
funcionamento;
IV ‐ cooperar com o S3 nas a vidades ligadas ao planejamento operacional e de GLO;
V ‐ responsabilizar‐se pelo planejamento de comunicações da unidade;
VI ‐ zelar pelo bom funcionamento das redes rádio em operação na unidade, fazendo
cumprir as normas em vigor; e
Seção XII
Do Oficial de Informá ca
“Art. 45. O Oficial de informá ca é o encarregado do material e infra‐estrutura das redes
de informá ca da unidade e o responsável pela eficiência e con nuidade de seu funcionamento.” (NR ‐
alterado pela Portaria nº 109‐Cmt Ex, de 13 de março de 2008)
Art. 46. Ao O Infor incumbe:
I ‐ controlar os recursos de informá ca existentes na OM, de acordo com a legislação
específica;
II ‐ zelar pelo cumprimento da legislação em vigor;
III ‐ organizar e manter atualizada a pasta de licenças de so ware, com os programas em
uso na unidade, e em estreita ligação com a Fisc Adm;
VII ‐ na OM em que exis r rede local de computadores e/ou computadores com acesso à
Internet, orientar as a vidades ligadas à gerência de redes, principalmente nos aspectos de segurança da
informação; e
VIII ‐ manter atualizados os sí os da Internet de responsabilidade de sua OM.
“Art. 46. Ao O Infor incumbe:
I ‐ manter‐se atualizado em relação às normas e legislação, em vigor, rela vas ao assunto
de sua competência e zelar pelo seu cumprimento;
II ‐ inventariar periodicamente todo o material (hardware e so ware) da OM;
III ‐ controlar os recursos de informá ca existentes, de acordo com a legislação específica;
IV ‐ estar em condições de informar à Diretoria de Material de Comunicações, Eletrônica
e Informá ca o resultado do inventário do material de informá ca, quando solicitado;
V ‐ organizar e manter atualizada a pasta de licenças de so ware, com os programas em
uso na unidade, em estreita ligação com a Fisc Adm;
VI ‐ propor ao Cmt, Ch ou Dir da OM, medidas para o descarte de hardware e so ware
obsoletos e em desuso;
VIII ‐ propor ao Cmdo da OM e supervisionar a realização de treinamento adequado aos
usuários e técnicos de informá ca da unidade;
XII ‐ na OM em que exis r rede local de computadores e/ou computadores com acesso à
Internet, orientar as a vidades ligadas ao uso adequado desses recursos, principalmente nos aspectos
relacionados à segurança da informação;
XIII ‐ manter atualizados os sí os da Internet de responsabilidade de sua OM; e
Seção XIII
Do Oficial de Defesa Química, Biológica e Nuclear
Art. 47. O oficial de defesa química, biológica e nuclear é o assessor do Cmt U em todos
os assuntos referentes à sua especialidade.
Art. 48. Ao oficial de defesa química, biológica e nuclear incumbe:
I ‐ supervisionar a instrução de defesa contra agentes químicos, biológicos e nucleares,
sob a coordenação do S3;
II ‐ verificar, sob a supervisão do O Prv Acdt U, se as medidas de prevenção de acidentes
estão sendo cumpridas durante as instruções indicadas no inciso I deste ar go;
III ‐ fazer sugestões referentes a suprimentos de guerra química, bem como sobre a
armazenagem e conservação desse material;
IV ‐ supervisionar a instalação dos meios e a execução das medidas de defesa contra
agentes químicos, biológicos e nucleares; e
V ‐ elaborar e manter atualizado o plano de combate a incêndio, submetê‐lo à apreciação
do O Prv Acdt U e supervisionar a execução das medidas de prevenção.
Seção XIV
Do Oficial de Munições, Explosivos e Manutenção de Armamento
Art. 49. O oficial de munições, explosivos e manutenção de armamento é o adjunto do S4
e o assessor do comando nos assuntos referentes a armamento e munição da unidade.
Art. 50. Ao O Mun Expl Mnt Armt incumbe:
I ‐ colaborar na instrução de manutenção de armamento, instrumentos ó cos, munição e
explosivo da unidade;
II ‐ colaborar no acionamento das cadeias de manutenção e suprimento;
IV ‐ supervisionar o trabalho de controle da temperatura, da umidade e a execução das
medidas de segurança dos paióis ou depósitos, inclusive a elaboração dos mapas termo‐higrométricos
realizada pelo seu Sgt Aux;
VI ‐ supervisionar a manutenção de 2º escalão de armamento da unidade, orientando o
emprego do ferramental, do suprimento e da mão‐de‐obra de pessoal especializado;
VII ‐ dirigir a remoção e a destruição dos engenhos falhados nos campos de ro;
VIII ‐ manter‐se em dia com as informações rela vas à manutenção do armamento e ao
emprego e armazenamento do suprimento de Classe V;
IX ‐ organizar os arquivos de documentos referentes a armamento, munição e explosivo;
XII ‐ prestar assistência técnica às SU ou demais dependências possuidoras de material
relacionado às suas funções, diligenciando para que este se mantenha em boas condições de
funcionamento e armazenagem;
XIII ‐ propor medidas e normas visando ao aperfeiçoamento da manutenção orgânica de
armamento;
XIV ‐ propor as medidas de segurança que se fizerem necessárias para reservas, depósitos
ou paióis, no que tange às condições de segurança do material e do pessoal que deve manuseá‐lo;
XVI ‐ realizar, quando autorizado, a destruição dos elementos de munição e explosivo
condenados em provas de exame;
XVII ‐ elaborar termos de exame e averiguação, realizar sindicâncias e pareceres técnicos,
relacionados com sua especialidade;
XVIII ‐ inspecionar, mensalmente, por delegação do Cmt U, o estado do armamento, da
munição e do explosivo e o funcionamento da manutenção orgânica, de acordo com as normas em vigor;
XX ‐ fazer o levantamento, de conformidade com o QO da unidade e com as tabelas em
vigor, das necessidades de munição e explosivo de sua OM, solicitando providências para o seu
provimento;
XXI ‐ solicitar a realização de exames de valor balís co e de estabilidade química, de
acordo com as instruções e normas em vigor;
XXII ‐ auxiliar o S4 no controle da munição e do explosivo da OM;
XXIV ‐ manter‐se atualizado com relação aos manuais técnicos em vigor e às orientações
da RM;
XXV ‐ informar ao SCmt U, diariamente, ao final do expediente, a situação atualizada
no(s) paiol(óis), por meio de mapa próprio, a fim de permi r a liberação da tropa; e
XXVI ‐ realizar levantamento do perfil de todo o pessoal encarregado da manutenção e
da(s) reserva(s) de armamento, bem como do(s) paiol(óis) de munição.
§ 1º Quando a jornada de trabalho ultrapassar o horário do término do expediente, por
mo vo de serviço, instrução ou adestramento, que implique u lização de munição ou explosivo, o O
Mun Expl Mnt Armt deve aguardar a tropa para que a munição e o explosivo não consumidos e/ou as
sobras de estojos vazios sejam recolhidos de volta ao(s) paiol(óis).
§ 2º Em hipótese alguma, a munição e o explosivo não consumidos e as sobras podem ser
guardados fora do(s) paiol(óis) ou deixadas sob a responsabilidade de outro militar, que não o O Mun
Expl Mnt Armt.
Art. 51. O oficial de munições, explosivos e manutenção de armamento, a critério do Cmt
U, não concorre às escalas de serviço externo, para melhor cumprir as suas atribuições.
Seção XV
Dos Agentes da Administração
Art. 52. Os agentes da administração da unidade têm a competência e as atribuições
prescritas no RAE e em outros regulamentos e instruções que estabeleçam normas para a Administração
Militar, incumbindo‐lhes:
III ‐ exercer, durante o serviço, ação disciplinar sobre o pessoal das dependências que
dirijam, apurando as faltas e par cipando‐as à autoridade a que es verem diretamente subordinados.
§ 1º Os agentes da administração são:
II ‐ ordenador de despesas – o agente diretor se in tula ordenador de despesas, quando
na função específica da direção exclusiva das a vidades de administração orçamentária e financeira e, no
que es ver fixado em legislação específica, na direção das a vidades de administração patrimonial;
III ‐ agentes executores diretos:
a) Fisc Adm – elemento de coordenação e controle de toda a administração;
c) encarregado do setor financeiro – responsável pelos setores de finanças (tesoureiro) e
de contabilidade, exceto quando houver contador previsto no QCP, caso em que este será o responsável
pelo setor de contabilidade;
f) encarregado da conformidade de suporte documental – responsável pela cer ficação e
correção dos documentos comprobatórios das operações rela vas aos atos e fatos de gestão pra cados
por unidade gestora, e pelo arquivamento de todos os documentos administra vos emi dos por aquela
unidade, sendo subordinado diretamente ao ordenador de despesas, no desempenho de suas funções;
f) encarregado da conformidade dos registros de gestão ‐ responsável pela cer ficação
dos registros dos atos e fatos de execução orçamentária, financeira e patrimonial incluídos no Sistema
Integrado de Administração Financeira do Governo Federal ‐ SIAFI e pela cer ficação da existência de
documentos hábeis que comprovem as operações, sendo subordinado diretamente ao ordenador de
despesas, no desempenho de suas funções".(NR ‐ alterado pela Portaria nº 448‐Cmt Ex, de 26 de junho
de 2008)
IV ‐ agentes executores indiretos:
a) Cmt SU;
b) chefes de serviços;
c) oficiais em geral;
d) Of Dia;
e) subtenentes encarregados de material;
f) encarregados de depósitos, de oficinas ou de material; e
§ 2º Os encarregados dos setores financeiro, de aprovisionamento e de material, sem
prejuízo de mútua colaboração a bem do serviço, são independentes entre si, do ponto de vista de suas
funções.
§ 3º Os oficiais que ocupam cargos de agentes de administração, nos limites fixados pelo
Cmt U, tomam parte na instrução de oficiais, colaborando com o S3 na instrução de assuntos de suas
especialidades.
Art. 53. Os encarregados do setor financeiro, de aprovisionamento e de material são
subordinados diretamente ao Fisc Adm, no desempenho de suas atribuições.
Parágrafo único. O encarregado do setor de aprovisionamento deve providenciar, junto
ao Med Ch U, a inspeção de saúde semestral do pessoal do seu setor, par cularmente daqueles que
manipulam alimentos.
Seção XVI
Do Médico
Art. 55. O Med mais an go da FS chefia o Serviço de Saúde da unidade, secundado pelos
respec vos auxiliares, acompanha e avalia o estado sanitário do pessoal da OM e as condições higiênicas
do quartel, propondo ao Cmt U as medidas que solucionem os problemas porventura existentes, e
encarrega‐se, ainda, dos assuntos de natureza técnica rela vos ao FUSEx.
Art. 56. Ao Med Ch incumbe, além dos deveres de natureza técnica e funcional que lhe
são impostos pelos regulamentos do Serviço de Saúde, o seguinte:
I ‐ assessorar o Cmt U nos assuntos rela vos aos preceitos da medicina preven va,
par cularmente no que diz respeito ao estabelecido no inciso VIII do art. 21 deste Regulamento;
II ‐ observar os diferentes preceitos de higiene em geral e de profilaxia das doenças ou
afecções transmissíveis ou evitáveis, com a finalidade de preservar a saúde dos militares e instruí‐los
nesse sen do;
III ‐ realizar, diariamente, a visita médica no pessoal apresentado pelas SU, no horário
fixado pelo Cmt U;
IV ‐ proceder às revistas sanitárias do pessoal, de acordo com as instruções e ordens a
respeito;
VI ‐ visitar pessoalmente, no mínimo uma vez por semana, os oficiais e as praças da
unidade em tratamento em instalação de saúde, quando na mesma Gu;
VIII ‐ proceder, como perito, aos exames de corpo de delito e de sanidade, na forma da
lei;
IX ‐ proceder aos inquéritos epidemiológicos determinados pelo Cmt U;
X ‐ proceder à prova técnica do “Atestado de Origem”, quando determinado pelo Cmt U;
XI ‐ ministrar às praças da unidade instrução sobre doenças sexualmente transmissíveis,
medidas de profilaxia e higiene sanitárias, primeiros socorros médicos e combate às substâncias que
causem dependência química, de conformidade com os programas de instrução e as disposições
regulamentares;
XII ‐ realizar palestras técnicas para oficiais e sargentos, de acordo com os programas de
instrução da unidade;
XIII ‐ organizar e ministrar a instrução de praças de Saúde, de acordo com as diretrizes e
os programas de instrução;
XIV ‐ dar parte diária de todas as ocorrências referentes ao serviço sob sua
responsabilidade ao SCmt U, assinalando o movimento de militares doentes, em observação,
convalescentes e baixados, fazendo acompanhá‐la da matéria que deva ser publicada em BI, redigida sob
a forma de proposta;
XV ‐ examinar, com o encarregado do setor de aprovisionamento, os víveres e a carne
verde, quando não exis r oficial veterinário na unidade;
XVI ‐ providenciar a alimentação do pessoal baixado à enfermaria e fiscalizar as dietas e
sua distribuição;
XVII ‐ estabelecer, de acordo com as ordens do Cmt U, um serviço especial de assistência,
para socorro imediato e indispensável, nos exercícios que, por sua natureza ou devido às condições
climá cas, aumentem as possibilidades de acidentes;
XVIII ‐ zelar pela ordem, pelo asseio, pelo material e pela disciplina na FS;
XIX ‐ ter, sob sua guarda e responsabilidade, os medicamentos de uso controlado, de
acordo com as instruções especiais reguladoras do assunto;
XX ‐ organizar e manter em dia e em ordem a escrituração da FS e responder pela carga e
pela conservação do material a esta distribuído;
XXI ‐ escalar o serviço diário da FS;
XXII ‐ fazer registrar, no “Livro de Registro de Acidentes em Serviço”, qualquer acidente
ocorrido com os integrantes da OM, em ato de serviço, e nos prontuários (cadernetas, fichas etc) de cada
militar todas as alterações relacionadas à sua higidez; e
§ 3º Ficam sob a autoridade imediata do Med Ch as praças baixadas, em convalescença
ou em observação na enfermaria.
Art. 58. Um dos médicos da FS será encarregado da parte médica do treinamento sico,
incumbindo‐lhe:
I ‐ auxiliar tecnicamente o Cmt U na parte rela va a essas atribuições especializadas, de
acordo com o manual específico;
II ‐ proceder, juntamente com os demais médicos da unidade e sob a direção do Ch FS, ao
exame clínico de todos os militares da unidade, para fins de verificação de ap dão para o treinamento
sico;
III ‐ proceder, auxiliado pelo OTF e pelos instrutores e monitores das SU, à coleta de
dados biométricos do pessoal, imediatamente após a incorporação, de acordo com as instruções
específicas;
IV ‐ organizar, auxiliado pelo OTF, os perfis morfofisiológicos das praças, para classificálas
em turmas homogêneas;
V ‐ cooperar, com o OTF, na organização e no preparo das equipes da unidade;
VI ‐ ter, sob sua responsabilidade, todo o material necessário ao exame biométrico de
treinamento sico, bem como toda a documentação prevista na legislação em vigor; e
VII ‐ realizar, de acordo com as determinações do Cmt U, palestras para oficiais sobre
anatomia e fisiologia aplicada ao treinamento sico militar e sobre noções sumárias desses mesmos
assuntos para subtenentes, sargentos e cabos do núcleo‐base.
Art. 59. As unidades são dotadas, sempre que possível, de um gabinete de exame
fisiológico.
Seção XVII
Do Den sta
Art. 60. O den sta é subordinado tecnicamente ao Ch FS.
Art. 61. O den sta acompanha a unidade em seus deslocamentos, quando o Cmt U
decidir que sua presença seja indispensável, e par cipa da instrução de quadros, nos limites fixados pelo
Cmt U.
Art. 62. As atribuições do den sta são as previstas por regulamentos e instruções do
Serviço de Saúde e o prescrito neste regulamento para os médicos, no que lhe for aplicável.
Art. 63. O den sta tem sob sua responsabilidade todo material e medicamento,
distribuídos ao gabinete odontológico.
Seção XVIII
Do Farmacêu co
Art. 64. O farmacêu co é subordinado tecnicamente ao Ch FS.
Art. 65. As atribuições do farmacêu co são as prescritas por regulamentos e instruções
do Serviço de Saúde e as previstas neste regulamento para os médicos, no que lhe for aplicável.
Art. 66. O farmacêu co tem sob sua responsabilidade todo material e medicamentos
existentes na farmácia e no laboratório clínico.
Seção XIX
Do Capelão Militar
Art. 67. O capelão militar é o assessor do Cmt U nos assuntos da assistência religiosa e de
ordem é co‐moral.
Art. 68. Ao capelão militar incumbe:
I ‐ exercer as a vidades de assistência religiosa e espiritual dos militares, funcionários
civis e dependentes e cooperar na educação moral dos militares das unidades que lhe forem designadas;
II ‐ dar par cular assistência a doentes e presos;
III ‐ manter seus chefes militares e os do SAREx a par de suas a vidades, de acordo com a
orientação que deles receber; e
IV ‐ auxiliar em campanhas:
a) contra o uso de substâncias que causem dependência química; e
b) preven vas das doenças sexualmente transmissíveis.
Seção XX
Do Veterinário
Art. 69. O veterinário da unidade dirige o serviço de saúde e higiene dos animais, pelo
qual é responsável perante o Cmt U e as autoridades técnicas superiores.
Art. 70. Incumbe ao veterinário da unidade, além das atribuições e deveres estabelecidos
em outros regulamentos, especialmente o seguinte:
III ‐ examinar a forragem e fiscalizar o forrageamento dos animais;
IV ‐ visitar freqüentemente os depósitos de forragem a seu cargo, baias ou canil e outras
dependências, que interessem ao serviço, mantendo‐se a par do estado de conservação e das condições
higiênicas das mesmas, e promovendo, junto ao comando, as medidas que julgar oportunas;
V ‐ examinar, diariamente, a qualidade da carne verde e dos demais alimentos de origem
animal des nados ao consumo da unidade;
VII ‐ proceder, diariamente, a visita aos animais baixados, doentes e em observação;
VIII ‐ passar os animais em revista sanitária geral, acompanhado de seus auxiliares, nos
dias e horas fixados;
IX ‐ registrar nos cadernos especiais de registro dos animais das SU as alterações com eles
verificadas;
X ‐ atender, extraordinariamente, aos animais que necessitem de cuidados urgentes;
XI ‐ propor ao comando o sacri cio de animais cujas condições de saúde aconselhem tal
providência, fazendo sacrificar, excepcional e sumariamente, os vi mados por lesões incuráveis,
conseqüentes de acidentes graves, e os que manifestarem sintomas inconfundíveis de hidrofobia;
XIII ‐ par cipar, diariamente, ao SCmt U, em livro especial, todas as alterações ocorridas
no serviço, fazendo acompanhá‐lo da matéria que deva ser publicada em BI, devidamente redigida e sob
a forma de proposta;
XIV ‐ manter em dia a escrituração e o arquivo dos documentos do serviço a seu cargo;
XVII ‐ escalar o serviço diário da enfermaria‐veterinária e ferradoria; e
XVIII ‐ assis r as “revistas de animais”, de acordo com o previsto neste Regulamento.
Seção XXI
Do Regente e do Mestre de Música
Art. 73. Ao regente ou ao mestre de música incumbe:
I ‐ dirigir pessoalmente a instrução da banda de música ou fanfarra;
II ‐ fiscalizar a parte musical da banda de tambores e de corneteiros ou clarins;
III ‐ responder, perante o S1, pela disciplina da banda de música ou fanfarra nos ensaios,
tocatas e formaturas, levando ao seu conhecimento as irregularidades que ocorrerem;
IV ‐ examinar todo o instrumental, antes de ensaios, tocatas e formaturas, par cipando
ao S1 as alterações que verificar;
VII ‐ cooperar com o S1 na seleção do pessoal des nado à QM de corneteiros e clarins.
Seção XXI‐A
Do Oficial de Segurança de Vôo
Art. 73‐A. O Oficial de Segurança de Vôo (OSV) é o chefe da Seção de Inves gação e
Prevenção de Acidentes Aeronáu cos da Unidade de Aviação do Exército, integrando o estado‐maior da
OM, incumbindo‐lhe:
II ‐ elaborar, coordenar e atualizar o Plano de Emergência Aeronáu ca em Aeródromo
(PEAA), como OSV de Base de Aviação;
VII ‐ coordenar com os elementos de saúde as providências a serem adotadas quanto à
segurança de vôo e relacionadas à medicina de aviação;
VIII ‐ realizar Vistorias de Segurança de Vôo (VSV);
IX ‐ propor modificações a serem introduzidas na lista de verificação básica, elaborada
pelo Sistema de Inves gação e Prevenção de Acidentes Aeronáu cos do Exército (SIPAAerEx), para as
VSV;
X ‐ manter, em local apropriado e de acesso restrito ao pessoal qualificado, os registros e
arquivos rela vos às inves gações de acidentes e incidentes aeronáu cos;
XIII ‐ zelar pelo cumprimento da legislação de segurança de vôo em vigor.”(NR ‐ incluído
pela Portaria nº 319‐Cmt Ex, de 21 de maio de 2008.)
Seção XXII
Dos Oficiais de Prevenção de Acidentes
I ‐ coordenar e acompanhar as a vidades dos O Prv Acdt SU;
II ‐ acompanhar a instrução de prevenção de acidentes no âmbito das subunidades;
III ‐ elaborar e manter atualizado o plano de prevenção de acidentes da unidade;
VI ‐ fazer adotar novas medidas de segurança, resultantes da observação e da experiência
ob da no decorrer da instrução e de qualquer a vidade de risco; e
§ 2º Nos impedimentos do O Prv Acdt U, o O Prv Acdt SU mais an go (aí incluindo o da
base administra va) responde pelas funções daquele oficial.
I ‐ ministrar a instrução de prevenção de acidentes, no âmbito da SU;
II ‐ fiscalizar o cumprimento das normas de prevenção de acidentes por todos os escalões
de comando e setores da SU, durante as a vidades diárias, verificando o uso correto dos equipamentos e
disposi vos de segurança essenciais;
III ‐ implementar o planejamento de prevenção de acidentes das diversas a vidades de
instrução e de suas correlatas, desenvolvidas no âmbito da SU, fiscalizando a ação de todos os
comandantes de fração e o cumprimento das normas previstas por todos militares par cipantes; e
IV ‐ propor novas medidas de prevenção de acidentes resultantes da observação e da
experiência ob das no decorrer da instrução e de qualquer a vidade de risco.
§ 1º O O Prv Acdt SU, no desempenho de suas atribuições, é auxiliado pelo Sgt Prv Acdt
SU.
§ 2º Nos impedimentos do O Prv Acdt SU, o Cmt SU deve designar outro oficial para
responder por essas funções.
Seção XXII‐A
Do Adjunto de Comando
Art. 75‐B. Ao Adjunto de Comando incumbe:
I ‐ assessorar o Comandante sobre questões sensíveis e correntes relacionadas às praças,
com destaque nos assuntos rela vos ao moral da tropa, ao bem estar, à sa sfação profissional, à carreira,
à mo vação, à instrução, ao apoio à família militar, à saúde, à assistência social, à jus ça e à disciplina, e
em processos decisórios a nentes às praças, tais como concessão de condecorações, promoções,
movimentações, designação para Cursos e Estágios, dentre outros;
II ‐ par cipar das reuniões do Estado‐Maior da OM com a finalidade de assessorar o
Comando nos assuntos a nentes às praças;
IV ‐ par cipar do processo de planejamento e supervisão de instruções da OM e cooperar
para o correto entendimento e execução de todas as ordens, diretrizes e orientações emanadas do
Comando da OM;
V ‐ ser o interlocutor das preocupações e das necessidades pessoais e profissionais das
praças, incen vando o ambiente saudável, salutar e agregador, es mulando e contribuindo para o
desenvolvimento da Liderança Militar das praças e o desenvolvimento de um ambiente organizacional
que es mule o espírito de inicia va, bem como o comprome mento com a Ins tuição;
VI ‐ cultuar, disseminar e es mular, no ambiente organizacional, o desenvolvimento de
Valores, Deveres e É ca Militares;
VII ‐ acompanhar o desempenho das praças, fomentando a busca do aprimoramento e
aperfeiçoamento profissional desses militares, de forma a colaborar para o incremento das suas
competências pessoais;
VIII ‐ recepcionar as praças quando de sua apresentação na OM e par cipar do processo
da designação para a ocupação de cargos na OM;
IX ‐ par cipar da recepção de autoridades, por ocasião das honras e visitas à OM;
XI ‐ a critério do comandante da OM, acompanhá‐lo e/ou representá‐lo em a vidades
socioculturais e militares externas à OM, tais como palestras, a vidades sociais, reuniões, seminários e
afins, principalmente naquelas em que o foco seja o graduado.
Parágrafo único. O militar que desempenhar a função inerente ao cargo de Adjunto de
Comando não concorrerá às escalas de serviço e escalas referentes a processos administra vos.” (NR ‐
alterado pela Portaria nº 143‐EME, de 10 de maio de 2016)
Seção XXII‐A
Do Adjunto de Comando
Art. 75‐B. Ao Adjunto de Comando incumbe:
I ‐ assessorar o Comandante sobre questões sensíveis e correntes relacionadas às praças,
com destaque nos assuntos rela vos ao moral da tropa, ao bem estar, à sa sfação profissional, à carreira,
à mo vação, à instrução, ao apoio à família militar, à saúde, à assistência social, à jus ça e à disciplina, e
em processos decisórios a nentes às praças, tais como concessão de condecorações, promoções,
movimentações, designação para Cursos e Estágios, dentre outros;
II ‐ par cipar das reuniões do Estado‐Maior da OM, sempre que determinado pelo
comandante da OM, com a finalidade de assessorar o Comando nos assuntos a nentes às praças;
IV ‐ par cipar do processo de planejamento e supervisão de instruções da OM e cooperar
para o correto entendimento e execução de todas as ordens, diretrizes e orientações emanadas do
Comando da OM;
V ‐ ser o interlocutor das preocupações e das necessidades pessoais e profissionais das
praças, incen vando o ambiente saudável, salutar e agregador, es mulando e contribuindo para o
desenvolvimento da Liderança Militar das praças e o desenvolvimento de um ambiente organizacional
que es mule o espírito de inicia va, bem como o comprome mento com a Ins tuição, sempre
observando os preceitos da hierarquia e da disciplina e a manutenção das demais atribuições previstas
nas normas e regulamentos do Exército Brasileiro;
VI ‐ cultuar, disseminar e es mular, no ambiente organizacional, o desenvolvimento de
Valores, Deveres e É ca Militares;
VII ‐ acompanhar o desempenho das praças, fomentando a busca do aprimoramento e
aperfeiçoamento profissional desses militares, de forma a colaborar para o incremento das suas
competências pessoais;
VIII ‐ recepcionar as praças quando de sua apresentação na OM e par cipar do processo
da designação para a ocupação de cargos na OM;
IX ‐ par cipar da recepção de autoridades, por ocasião das honras e visitas à OM;
XI ‐ a critério do comandante da OM, acompanhá‐lo e/ou representá‐lo em a vidades
socioculturais e militares externas à OM, tais como palestras, a vidades sociais, reuniões, seminários e
afins, principalmente naquelas em que o foco seja o graduado.
§ 2º O militar que desempenhar a função inerente ao cargo de Adjunto de Comando não
concorrerá às escalas de serviço e escalas referentes a processos administra vos.” (NR ‐ alterado pela
Portaria nº 997‐Cmt Ex, de 15 de agosto de 2016)
Seção XXIII
Dos Auxiliares da Secretaria
I ‐ organizar e manter em ordem e em dia o arquivo da unidade, de acordo com as
normas em vigor;
II ‐ executar e distribuir às praças da secretaria os trabalhos de escrituração, de acordo
com as instruções recebidas do ajudante‐secretário; e
III ‐ zelar pelo material distribuído à secretaria.
Art. 77. Para a execução dos trabalhos da secretaria, o sargento auxiliar de pessoal tem,
como auxiliares, da lógrafos/digitadores e outras praças.
Seção XXIV
Do Primeiro‐Sargento Ajudante
Art. 78. O 1º Sgt ajudante é o auxiliar imediato do S1 no serviço da 1ª seção.
Art. 79. Ao 1º Sgt ajudante incumbe:
I ‐ ter perfeito conhecimento de regulamentos, instruções e ordens gerais do Exército,
bem como daqueles rela vos à vida da unidade, organizando índices dos BI e de todos os atos
administra vos do Comando do Exército de interesse da OM;
II ‐ coordenar a matéria que deva ser publicada em BI, cuja execução dirige;
III ‐ executar os trabalhos afetos à seção e distribuí‐los aos seus auxiliares, de acordo com
as instruções dadas pelo S1;
IV ‐ ter, convenientemente atualizada, uma cópia da escala dos subtenentes, sargentos,
cabos e demais praças, organizada pelo S1;
V ‐ zelar pelo material distribuído à seção;
VI ‐ organizar a Parada diária;
VII ‐ comparecer às formaturas, especialmente àquelas em que deva tomar parte o S1;
VIII ‐ proceder à distribuição do BI, ao toque respec vo, bem como ao seu controle; e
IX ‐ assessorar o S1 nas a vidades do setor de pagamento de pessoal.
Seção XXV
Dos Auxiliares das 1ª , 2ª , 3ª e 4ª Seções, do Setor Financeiro e do Setor de Material
Art. 80. Os graduados e outras praças das 1ª , 2ª , 3ª e 4ª seções são auxiliares diretos dos
respec vos chefes de seção, incumbindo‐lhes executar os trabalhos de escrituração que lhes forem
confiados, mantendo‐os permanentemente em ordem.
Parágrafo único. Incumbe aos auxiliares da 1ª seção responsáveis pelo pagamento de
pessoal:
I ‐ elaborar ou analisar as notas para BI contendo os fatos geradores de direitos rela vos à
remuneração do pessoal, oferecendo, neste caso, entendimento sobre as mesmas;
II ‐ efetuar, com base no publicado em BI da OM, os registros de saques, descontos,
devoluções e alterações cadastrais no Sistema de Pagamento, por meio dos aplica vos rela vos aos
diversos formulários;
IV ‐ acessar os relatórios de crí ca e de pagamento do Centro de Pagamento do Exército,
procedendo à análise do pagamento e executando as correções necessárias, além de par cipar à chefia
da seção a ocorrência de pagamentos indevidos, provocados ou não pela unidade;
V ‐ preparar as informações e auxiliar no cumprimento das atribuições previstas para a
unidade nas Instruções Gerais para a Consignação de Descontos em Folha de Pagamento (IG 12‐04);
VI ‐ cumprir os procedimentos e as medidas de controle rela vas às concessões do auxílio
transporte, da assistência pré‐escolar e da etapa de alimentação; e
VII ‐ manter em dia e em ordem as Pastas de Habilitação para a Pensão Militar do pessoal
da unidade, conforme legislação específica;
IX ‐ impedir que pessoas estranhas à seção tenham acesso às dependências do setor de
pagamento, sem a autorização do S1;
X ‐ orientar a equipe designada para realizar o exame de pagamento, de acordo com as
normas vigentes; e
XI ‐ apor as respec vas rubricas/assinaturas em todos os documentos que lhes forem
confiados elaborar, salvo ordem em contrário.
Art. 81. Os graduados e outras praças em serviço no setor financeiro são auxiliares diretos
do encarregado desse setor, sob cujas ordens servem, incumbindo‐lhes a execução dos trabalhos de
contabilidade, escrituração e arquivo que lhes forem distribuídos.
Parágrafo único. Incumbe aos auxiliares do setor financeiro:
III ‐ realizar, na esfera de sua competência, o registro dos atos e fatos administra vos nos
sistemas informa zados de administração financeira;
IV ‐ cooperar para o cumprimento dos encargos rela vos à execução da administração
patrimonial da OM;
V ‐ preparar o relatório mensal de prestação de contas da unidade, submetendo‐o à
apreciação do encarregado do setor; e
VI ‐ apor as respec vas rubricas/assinaturas em todos os documentos que lhes forem
confiados elaborar, salvo ordem em contrário.
Art. 82. Os graduados e outras praças em serviço no setor de material são auxiliares
diretos do encarregado daquele setor na escrituração, na guarda e na conservação do material em
depósito e dos trabalhos de recebimento e distribuição do material da unidade.
Parágrafo único. Incumbe aos auxiliares do setor de material:
I ‐ receber, conferir, armazenar nos depósitos e proceder aos respec vos registros,
conforme normas específicas, dos materiais recebidos pela cadeia de suprimento ou adquiridos pela
unidade;
II ‐ lotear e distribuir o material mediante autorização do Fisc Adm e do encarregado do
setor, procedendo aos registros necessários à contabilidade patrimonial e financeira;
III ‐ proceder, no que lhe couber, a liquidação das despesas e os respec vos registros
patrimoniais;
V ‐ cumprir, no que lhe incumbir, as atribuições rela vas ao suprimento de fardamento;
VI ‐ par cipar da execução orçamentária da unidade, no que lhe for determinado;
VII ‐ receber das frações da unidade e recolher ao órgão provedor, para manutenção, os
materiais da linha de suprimento, conforme normas específicas;
VIII ‐ par cipar de comissões de licitação, de recebimento e de descarga de material,
man da a devida segregação de funções; e
IX ‐ apor as respec vas rubricas/assinaturas em todos os documentos que lhes forem
confiados elaborar, salvo ordem em contrário.
Seção XXVI
Dos Auxiliares do Aprovisionamento
Art. 83. Os graduados e outras praças em serviço no aprovisionamento são auxiliares
diretos do encarregado do setor, incumbindo‐lhes a escrituração, o recebimento, a conservação e a
distribuição dos víveres e da forragem, de conformidade com as disposições regulamentares e as
determinações do encarregado do setor de aprovisionamento.
Art. 84. Os militares citados no art. 83 deste Regulamento devem apor as respec vas
rubricas/assinaturas em todos os documentos que lhes forem confiados elaborar, salvo ordem em
contrário.
Art. 85. Ao graduado do rancho incumbe a direção do serviço de cozinha e de refeitório e
o zelo pela ordem, pelo asseio e pelas disciplina e obediência às normas de prevenção de acidentes
nestas dependências.
Art. 86. Os soldados do rancho são auxiliares diretos do graduado, incumbindo‐lhes:
I ‐ o serviço de copa e faxina;
III ‐ o fiel cumprimento das normas de prevenção de acidentes.
Art. 87. Ao cozinheiro incumbe:
I ‐ receber os víveres do dia, preparar as refeições em conformidade com o cardápio
estabelecido e proceder à entrega das mesmas aos auxiliares de rancho para distribuição;
II ‐ zelar pela boa ordem do serviço na cozinha, sendo responsável pelo asseio e pelas
disciplina e observância das normas de prevenção de acidentes; e
III ‐ responder pela carga e conservação do material que lhe for distribuído. Parágrafo
único. O cozinheiro é auxiliado por soldados auxiliares do rancho, designados para aprendizagem dessa
qualificação.
Seção XXVII
Do Sargento Auxiliar de Munições, Explosivos e Manutenção de Armamento
Art. 88. O Sgt Aux Mun Expl Mnt Armt, pertencente à 4ª seção do EM da unidade, é o
principal auxiliar do O Mun Expl Mnt Armt, cabendo‐lhe as seguintes tarefas:
I ‐ manter‐se atualizado com relação aos manuais técnicos em vigor e às orientações da
RM;
II ‐ colaborar, como monitor, nas instruções de manutenção de armamento, instrumentos
ó cos e manuseio de munição e explosivo;
IV ‐ orientar a manutenção de 2º escalão do armamento da unidade e o emprego do
ferramental, suprimento e pessoal especializado;
V ‐ realizar, quando determinado, a remoção e a destruição dos engenhos falhados nos
campos de instrução;
VIII ‐ adotar as medidas de segurança que se fizerem necessárias, quanto a reservas,
paióis ou depósitos e ao manuseio por parte do pessoal autorizado;
IX ‐ organizar mostruários e meios auxiliares de suprimento Classe V para serem u lizados
na instrução da unidade;
X ‐ destruir, quando determinado, os elementos da munição e do explosivo condenados
em prova de exame;
XI ‐ auxiliar o O Mun Expl Mnt Armt nos exames e averiguações, nas sindicâncias e nos
pareceres, bem como nas inspeções mensais do estado da munição e do explosivo;
XII ‐ manter o controle sico e do estado de conservação da munição e do explosivo da
unidade, organizando e mantendo em dia um fichário do movimento desse suprimento por lotes de
fabricação e elemento de munição ou explosivo;
XIII ‐ fiscalizar a área do paiol, no tocante à limpeza e conservação;
XIV ‐ entregar, mediante recibo, a munição e/ou o explosivo, necessários à instrução, ao
adestramento, ao emprego da unidade ou subunidade ou por mo vos administra vos, por determinação
e sob a supervisão do O Mun Expl Mnt Armt;
XV ‐ receber e conferir a munição e/ou explosivo que tenha que dar entrada no paiol,
inclusive nos dias e horários sem expediente;
XVI ‐ preparar o paiol para receber visitas ou inspeções, conforme orientação do O Mun
Expl Mnt Armt;
XVII ‐ rubricar/assinar todos os documentos que lhe forem confiados elaborar, salvo
ordem em contrário;
XVIII ‐ controlar o pessoal auxiliar, necessário aos trabalhos no paiol; e
Art. 89. A critério do Cmt U, o Sgt Aux Mun Expl Mnt Armt não concorre aos serviços
externos à OM, para melhor cumprir suas tarefas
Seção XXVIII
Dos Auxiliares de Saúde
Art. 90. Ao Sgt Aux Enf incumbe:
I ‐ preparar os pacientes para consultas, exames e tratamentos;
II ‐ observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas, ao nível de sua qualificação;
a) ministrar medicamentos por via oral e parenteral;
b) realizar controle hídrico;
c) fazer cura vos;
d) aplicar oxigenoterapia, nebulização, enteroclisma, enema e calor ou frio;
e) executar tarefas referentes à conservação e à aplicação de vacinas;
f) efetuar o controle de pacientes e de comunicantes em doenças transmissíveis;
h) colher amostras para exames laboratoriais, dentro dos limites de sua competência;
i) prestar cuidados de enfermagem pré e pós‐operatórios;
j) circular em sala de cirurgia e, se necessário, instrumentar;
l) executar a vidades de desinfecção e esterilização;
m) prestar cuidados de higiene e conforto aos pacientes e zelar por sua segurança,
inclusive, alimentando‐os ou auxiliando‐os na alimentação, quando necessário; e
n) zelar pela limpeza, pela ordem e pelo controle do material, de equipamentos e de
dependências da FS;
IV ‐ integrar a equipe de saúde;
V ‐ auxiliar o Med Ch na instrução técnica de pessoal da FS;
VII ‐ par cipar dos procedimentos pós‐morte;
IX ‐ executar os trabalhos de ro na vinculados à baixa e à alta de pacientes.
Art. 91. Ao Sgt Aux Sau incumbe:
I ‐ chefiar a fração de evacuação da unidade;
II ‐ auxiliar o Med Ch, principalmente, no(a):
a) escrituração rela va ao serviço;
b) organização das notas para o BI;
c) organização da relação do pessoal para a escala de serviço diário da FS;
d) zelo pela conservação, pelo asseio e pela boa ordem das dependências da FS, bem
como de todo o material a ela distribuído;
f) distribuição de refeições aos doentes;
III ‐ estar a par do serviço da FS.
Art. 92. O cabo atendente tem atribuições correspondentes a auxiliar do Sgt Aux Enf,
incumbindo‐lhe ainda:
I ‐ assis r a visita médica; e
II ‐ secundar o Sgt Aux Sau em suas atribuições, especialmente quanto à escrituração, à
conservação e à limpeza do material e das dependências da FS.
Art. 93. Ao cabo padioleiro incumbe:
I ‐ auxiliar os serviços gerais da FS, de acordo com as instruções do Med Ch;
II ‐ auxiliar o Sgt Aux Sau na instrução da especialidade; e
III ‐ dirigir o serviço de faxina na FS, de acordo com as instruções do Med Ch.
Art. 95. As praças da FS, no que respeita à instrução, ao serviço técnico e à disciplina
durante a execução do serviço, ficam sob a subordinação do Med Ch; quanto à administração, instrução
geral e disciplina, fora daquele limite, subordinar‐se‐ão ao Cmt SU.
Seção XXIX
Dos Auxiliares de Veterinária
Art. 96. Ao sargento que exerce a vidades de veterinária incumbe:
I ‐ encarregar‐se de toda a escrituração rela va ao serviço;
III ‐ acompanhar o veterinário em todas as fases do serviço, auxiliando‐o no desempenho
de suas atribuições;
IV ‐ zelar pela disciplina e boa ordem do serviço, de acordo com as ordens e instruções do
seu chefe;
V ‐ organizar a relação do pessoal para efeito de escala de serviço;
VI ‐ fazer cura vos e dirigir a distribuição de medicamentos, de acordo com as instruções
recebidas do veterinário;
VII ‐ manter seu chefe a par de todas as alterações verificadas no serviço; e
VIII ‐ rubricar/assinar todos os documentos que lhe forem confiados elaborar, salvo
ordem em contrário.
Art. 97. O sargento mestre ferrador é o encarregado da ferradoria, incumbindo‐lhe:
I ‐ dirigir o serviço de ferragem dos animais, executando pessoalmente os que exijam
técnica especial;
II ‐ auxiliar na instrução dos ferradores; e
III ‐ zelar pela limpeza, boa ordem e disciplina no serviço da ferradoria e pela conservação
do material que lhe esteja distribuído.
Art. 98. As praças auxiliares das a vidades de veterinária da unidade, no que respeita à
instrução, ao serviço técnico e à disciplina durante a execução do serviço, ficam sob a subordinação do
veterinário; quanto à administração, instrução geral e disciplina; fora daquele limite, subordinam‐se ao
Cmt SU.
Parágrafo único. Os cabos e soldados auxiliares das a vidades de veterinária executam os
serviços que lhes forem determinados, de acordo com as ordens e instruções recebidas de seus chefes, e
concorrem à escala de serviço organizada pelo veterinário.
Seção XXX
Dos Auxiliares de Comunicações e de Manutenção
Art. 99. Os sargentos das frações de comunicações da unidade são os auxiliares imediatos
do O Com Elt, incumbindo‐lhes:
III ‐ exercer autoridade técnica e disciplinar sobre os cabos e soldados de suas frações;
IV ‐ par cipar do preparo do pessoal e do perfeito funcionamento das comunicações; e
V ‐ exercer rigorosa vigilância sobre o material que lhe for confiado, zelando pela sua
conservação, e providenciando, em tempo, a respeito das avarias e dos extravios que se verificarem.
Art. 100. Aos cabos e soldados das frações de comunicações incumbe:
I ‐ secundar os chefes de frações nos seus encargos de instrução, funcionamento das
comunicações, zelo e manutenção do material;
III ‐ operar a central telefônica da OM;
IV ‐ instalar, operar e realizar a manutenção do sistema de som;
V ‐ realizar a manutenção preven va dos aparelhos telefônicos; e
VI ‐ concorrer ao serviço de telefonista de dia.
Art. 101. Ao sargento mecânico (de motomecanização, de comunicações, de armamento
etc), além das atribuições normais, como encarregado de uma ou mais frações especializadas, incumbe:
I ‐ auxiliar o oficial Cmt de sua fração na reparação do material de sua especialidade,
visando a mantê‐lo em condições normais de u lização;
II ‐ conhecer o material susce vel de manutenção e recuperação em sua fração, bem
como as peças de subs tuição, a fim de executar tais serviços com os recursos existentes;
III ‐ ter sob sua responsabilidade imediata e manter em ordem o material e o ferramental
da sua fração, de modo a poder, à simples vista, informar sobre sua u lização, dispondo dos elementos
indispensáveis à execução de qualquer serviço urgente; e
IV ‐ par cipar, diariamente, ao oficial Cmt de sua fração, logo no início do expediente, as
faltas de pessoal.
Seção XXXI
Dos Sargentos de Prevenção de Acidentes
Art. 102. Os Sgt Prv Acdt da unidade e de subunidade auxiliam as a vidades dos O Prv
Acdt da unidade e de subunidade, respec vamente.
Art. 103. Nos impedimentos dos Sgt Prv Acdt, são observadas, no que couber, as mesmas
prescrições para a subs tuição temporária dos O Prv Acdt.
Seção XXXII
Dos Motoristas e das Ordenanças
Art. 104. Ao motorista incumbe:
I ‐ dirigir a viatura que lhe for designada, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro e
obedecer, rigorosamente, às normas de segurança e à prevenção de acidentes previstas em planos de
instrução e manuais técnicos;
II ‐ realizar a manutenção de 1º escalão da sua viatura, pela qual é o responsável perante
o comandante da sua fração e o O Mnt Vtr;
IV ‐ dispensar os cuidados prescritos quanto às cargas e ao carregamento de viatura,
pelos quais fica responsável quando não houver um chefe de viatura; e
V ‐ manter, em ordem e em dia, as fichas e outros documentos de sua alçada rela vos à
viatura que lhe for designada.
I ‐ cumprir, com a máxima dedicação, as ordens recebidas do oficial a quem auxilia; e
II ‐ ser o motorista da viatura distribuída ao oficial a quem auxilia, quando for o caso.
§ 1º As ordenanças são designadas mediante indicação do oficial interessado.
§ 2º O direito a ordenança consta do QCP da OM.
§ 3º As ordenanças, normalmente, não concorrem ao serviço interno da unidade.
Seção XXXIII
Do Pessoal da Banda de Música ou Fanfarra
Art. 106. Ao músico incumbe:
I ‐ ter o maior cuidado com o instrumento que lhe seja confiado, mantendo‐o em bom
estado de conservação e limpeza e empregando‐o apenas na instrução e em cerimônias oficiais, ou em
outras, quando devidamente autorizado; e
II ‐ par cipar, imediatamente, ao regente ou ao mestre os extravios ou danos verificados
no instrumento que lhe es ver confiado.
Art. 107. Os músicos, sob o ponto de vista da instrução musical, ficam subordinados ao
regente de música, mestre ou contramestre; quanto à instrução geral, administração e disciplina,
subordinam‐se ao Cmt SU à qual es verem vinculados.
Parágrafo único. Os músicos par cipam das escalas normais de serviço, a critério do Cmt
U.
Art. 108. Os aprendizes de música par cipam de ensaios e tocatas, sem prejuízo da
instrução que devem freqüentar nas respec vas SU, nos limites fixados pelo Cmt U, incumbindo‐lhes,
quanto aos cuidados com o material, os mesmos deveres atribuídos aos músicos.
Seção XXXIV
Do Pessoal da Banda de Corneteiros ou Clarins e Tambores
Art. 109. Ao sargento corneteiro ou clarim incumbe:
I ‐ dirigir a banda da unidade nos ensaios e nas formaturas, zelando para que a
apresentação se revista do cunho marcial caracterís co das bandas militares;
II ‐ conhecer perfeitamente todos os toques regulamentares;
IV ‐ examinar, antes de qualquer ensaio ou formatura, todos os instrumentos, dando
parte ao S1 das irregularidades verificadas, quer quanto a extravios, quer quanto à conservação;
VI ‐ exigir do pessoal da banda a máxima compostura e asseio nos uniformes; e
VII ‐ indicar ao S1 os cabos e soldados que revelem ap dão para corneteiro ou clarim, a
fim de serem propostos para aprendizes, procurando mantê‐los em número suficiente para o
preenchimento dos claros disponíveis.
Art. 110. Os cabos corneteiros ou clarins são auxiliares do sargento corneteiro, ao qual
subs tuem na direção dos corneteiros e clarins da unidade, quando estes não es verem incorporados à
banda, incumbindo‐lhes:
II ‐ secundar a ação do sargento corneteiro na instrução de conjunto e instruir a turma de
aprendizes que lhes for distribuída;
III ‐ manter‐se em condições de subs tuir o sargento corneteiro nos impedimentos deste;
IV ‐ zelar pela conservação e limpeza dos instrumentos distribuídos ao pessoal da banda;
e
Art. 111. Quando no efe vo da unidade não for previsto o sargento corneteiro ou
clarim,as incumbências discriminadas no art. 109 deste Regulamento são de responsabilidade do cabo
corneteiro ou clarim mais an go.
Seção XXXV
De Outros Elementos
Art. 112. Os elementos das dependências ou repar ções da unidade, não referidos neste
capítulo, têm atribuições e deveres fixados nos manuais de instrução da Arma, do Quadro ou do Serviço.
CAPÍTULO II
NAS SUBUNIDADES INCORPORADAS
Seção I
Do Comandante, dos Oficiais Subalternos e dos Aspirantes‐a‐Oficial
Art. 113. Ao Cmt SU, além das ações de planejamento, coordenação, execução e avaliação
e dos encargos que lhe são atribuídos em outros regulamentos, incumbe:
I ‐ educar militarmente seus comandados, orientando‐os no sen do da compenetração
do dever, inspirando‐se na jus ça, tanto para punir, como para recompensar;
II ‐ ter em vista que o comando de uma SU é a verdadeira escola de comando em que o
oficial aprimora as virtudes militares e adquire a energia capaz de manter e elevar o moral da tropa no
campo de batalha;
IV ‐ procurar desenvolver, entre todos seus comandados, o sen mento do dever e o
devotamento à Pátria, direcionando os melhores esforços para a preparação da SU para o seu emprego;
V ‐ exigir dos seus oficiais, sargentos e cabos a compenetração das responsabilidades
correspondentes à autoridade de cada um deles, a qual fundamenta‐se no cumprimento rigoroso do
dever, na máxima dedicação ao serviço e no perfeito conhecimento dos manuais de instrução,
regulamentos e ordens em vigor, a fim de que possam ter a autoridade moral indispensável para
servirem de exemplo aos seus subordinados;
VII ‐ empenhar‐se para que sua SU apresente‐se de maneira impecável em qualquer ato;
VIII ‐ cuidar, com especial atenção, da educação moral e cívica de suas praças,
principalmente das recém‐incorporadas;
IX ‐ administrar a SU, zelando pelo conforto e pelo bem estar de suas praças;
X ‐ zelar pela saúde de seus comandados e esforçar‐se para que adquiram e cul vem
hábitos salutares de higiene sica e moral, aconselhando‐os, freqüentemente, nesse sen do;
XI ‐ zelar pelos seus comandados, quando enfermos, levando‐lhes a necessária assistência
moral e material;
XII ‐ providenciar para que sejam passados os atestados de origem aos seus comandados,
de acordo com as instruções reguladoras do assunto;
XIV ‐ organizar e manter em dia uma relação nominal de todas as praças da SU, com os
respec vos endereços e com nomes e endereços de suas famílias ou de pessoas por elas mais
diretamente interessadas, para efeito do plano de chamada e de comunicações importantes;
XV ‐ ouvir com atenção os seus comandados e providenciar, de acordo com os princípios
de jus ça, para que sejam assegurados os seus direitos e sa sfeitos os seus interesses pessoais, sem
prejuízo da disciplina, do serviço e da instrução;
XVI ‐ destacar, perante a SU em forma, os atos meritórios de seus comandados, que
possam servir de exemplo, quer tenham sido ou não publicados em BI;
XVII ‐ observar e avaliar, constantemente, a conduta militar e a civil dos cabos e soldados
que exercem a função de armeiros, de modo a antecipar‐se a possíveis problemas com o armamento da
SU, para tanto contará com auxílio dos demais oficiais, do subtenente e dos sargentos da SU;
XVIII ‐ submeter, mediante parte, à decisão da autoridade superior, os casos que, a seu
Juízo, mereçam recompensa ou punição superiores às suas atribuições;
XX ‐ zelar pela conservação do material distribuído à SU e providenciar, de acordo com as
disposições vigentes, as reparações e subs tuições necessárias;
XXI ‐ exigir a fiel obediência, por todos os integrantes da SU, às prescrições ou normas
gerais de prevenção de acidentes na instrução e em outras a vidades de risco, reguladas em planos de
instrução e em manuais específicos, verificando as condições de segurança nas diversas repar ções,
dependências e a vidades da SU;
XXII ‐ criar, em seus subordinados, o hábito de u lizar equipamentos de segurança em
todas as a vidades de risco, sejam de serviço ou não;
XXIII ‐ providenciar, de acordo com as normas regulamentares, para que se mantenham
completas as dotações de material da SU, especialmente quanto a armamento, equipamento e demais
materiais necessários à instrução e aos seus subordinados;
XXV ‐ proporcionar aos animais treinamento gradual e progressivo, tendo em vista o seu
vigor;
XXVI ‐ fiscalizar a distribuição de forragem ou ração aos animais da SU;
XXVII ‐ realizar, semanalmente, inspeção para determinar as condições das viaturas da SU
e assegurar, de acordo com as instruções do O Mnt Vtr, a manutenção preven va;
XXIX ‐ remeter, ao SCmt U, o mapa de armamento resultante da revista diária;
XXXII ‐ responsabilizar os Cmt Pel (Seç) pela (o):
a) instrução profissional e militar dos seus homens, bem como pelo asseio e pela
conservação dos uniformes;
b) ordem dos serviços internos dos seus elementos;
c) asseio das dependências que ocupam;
d) estado dos respec vos animais ou viaturas;
e) guarda, conservação e limpeza de todo o material a seu cargo; e
XXXIII ‐ fiscalizar, freqüentemente, os pelotões e as seções, não apenas para tornar efe va
a responsabilidade prevista no inciso XXXII deste ar go, como, também, para manter a indispensável
unidade de instrução, disciplina e administração da SU, sem prejuízo da inicia va e autoridade de seus
oficiais;
XXXIV ‐ fiscalizar toda a escrituração da SU, providenciando para que esta se mantenha
em dia e em condições de ser examinada por autoridade superior competente;
XXXV ‐ zelar pela boa apresentação de suas praças e pela correção e asseio nos
uniformes, reprimindo qualquer transgressão nessa matéria;
XXXVI ‐ escalar o serviço normal da SU e/ou outro que for determinado;
XXXVII ‐ permi r, em caráter excepcional, a troca de serviço de escala às praças da SU e,
somente antes de iniciado o serviço, a das que devam ficar sob as ordens de outra SU;
XXXIX ‐ par cipar ao Cmt U as ocorrências havidas na SU, cujas providências escapem às
suas atribuições, assim como as que, pela importância, convenha levar ao conhecimento do Cmt U,
embora sobre estas tenha providenciado;
XL ‐ apresentar ao Cmt U as praças promovidas;
XLI ‐ remeter ao Cmt U, nas datas oportunas, os documentos regulamentares, ficando
responsável pela sua exa dão;
XLII ‐ indicar , ao Cmt U, o Oficial de Prevenção de Acidentes da SU;
XLIII ‐ manter a ordem e a disciplina em sua SU, assegurando permanente serviço de
guarda aos alojamentos e demais dependências;
XLIV ‐ providenciar o arranchamento e o desarranchamento das praças da SU, de acordo
com as normas vigentes;
XLV ‐ solicitar providências, com a necessária antecedência, para a alimentação da SU,
quando esta deva permanecer, em serviço ou instrução, em lugar distante do quartel, bem como para o
fornecimento dos indispensáveis recursos médicos de urgência;
XLVI ‐ verificar, pelo menos semestralmente, a escrituração, a existência e o estado do
material da carga da SU e tornar efe va a responsabilidade dos seus detentores pelas faltas ou
irregularidades encontradas, par cipando ao fiscal administra vo a situação do material;
XLVII ‐ anotar, em BI da unidade, os assuntos que devam ser lidos à SU;
XLVIII ‐ aditar ao BI todas as ordens, instruções e providências que julgar necessárias;
XLIX ‐ assis r, pessoalmente ou por intermédio de um oficial subalterno, à leitura do BI à
SU;
L ‐ fazer registrar, diariamente, pelos instrutores, a instrução por eles ministrada, as faltas
verificadas, os resultados ob dos e todas as observações úteis ao julgamento do desenvolvimento de
cada ramo da instrução, assim procedendo, também, com a que pessoalmente ministrar;
LII ‐ assis r, diariamente, à limpeza dos animais ou escalar um subalterno para fazê‐lo,
quando for o caso;
LIII ‐ realizar pessoalmente o pagamento das praças da SU, quando este não es ver
centralizado no S1 ou em outros órgãos pagadores;
LIV ‐ assis r, em princípio semanalmente, ao rancho dos cabos e soldados, acompanhado
de pelo menos um oficial subalterno; e
I ‐ manter‐se a par das instruções e ordens do Cmt SU, a fim de secundar‐lhe os esforços e
tornar‐se apto a subs tuí‐lo, eventualmente, sem solução de con nuidade;
II ‐ estudar, quando mensalmente escalado como auxiliar em administração e disciplina
da SU, todas as questões que tenham de ser resolvidas pelo seu comandante e submeter‐lhe a solução
que daria, citando as disposições regulamentares que o orientaram;
III ‐ comandar e instruir a fração que lhe for atribuída;
IV ‐ cumprir com esmero as ordens do Cmt SU, sem prejuízo da inicia va própria, que lhe
cabe usar no desempenho de suas atribuições;
V ‐ ter pleno conhecimento das disposições regulamentares em vigor e das ordens e
instruções par culares do Cmt U e do Cmt SU;
VI ‐ ler, diariamente, o BI e seus aditamentos;
VII ‐ responder, por ordem de an güidade, pelo comando da SU, tomando, quando
necessário, qualquer providência de caráter urgente;
VIII ‐ comparecer pontualmente ao quartel e aos locais de instrução, par cipando, com
antecedência, quando, por mo vo de força maior, se encontre impedido de assim proceder, mantendo
seu subs tuto imediato em condições de subs tuí‐lo na instrução, sem tardança e sem solução de
con nuidade;
IX ‐ assis r à distribuição de fardamento e material ao pessoal de sua fração, bem como
às revistas de fardamento;
X ‐ visitar, freqüentemente, o alojamento, as baias, o canil, as garagens e os depósitos a
seu cargo, zelando pela limpeza, pela conservação e pela boa ordem dessas instalações;
XI ‐ responder pela carga e pela conservação do material que tenha sido distribuído à
fração sob seu comando;
XII ‐ solicitar ao Cmt SU o material necessário à limpeza e à conservação de armamento,
equipamento, arreamento e viaturas a seu cargo;
XIII ‐ par cipar, por escrito, ao Cmt SU, os extravios de objetos distribuídos às suas praças
ou à sua fração, indicando os responsáveis, se houver;
XIV ‐ zelar pela correta apresentação de seus homens e passar sua fração em
rigorosarevista, antes de incorporá‐la à SU nas formaturas;
XV ‐ fazer cumprir, rigorosamente, no âmbito de sua fração, as prescrições de prevenção
de acidentes na instrução e em a vidades de risco;
XVIII ‐ apresentar‐se ao Cmt SU logo que este chegue ao quartel, ou assim que os seus
afazeres o permitam;
XIX ‐ conhecer, individual e perfeitamente bem, todas as praças de sua fração, não só
para obter o máximo resultado na instrução, como para bem assessorar o Cmt SU; e
XX ‐ assis r, em princípio diariamente, com ou sem a presença do Cmt SU, ao rancho dos
cabos e soldados de sua fração.
Parágrafo único. Os tenentes, durante os dois primeiros anos de serviço neste posto,
devem ser classificados como oficiais subalternos de SU, não sendo desviados para outras funções, nem
mesmo dentro da própria unidade, concorrendo, porém, às subs tuições temporárias que lhes
incumbirem.
Art. 115. Os aspirantes‐a‐oficial exercem as funções inerentes aos oficiais subalternos,
com atribuições e deveres semelhantes, respeitadas as restrições previstas em leis, regulamentos e
instruções específicas.
Seção II
Do Subtenente Encarregado do Material
Art. 116. O subtenente é o encarregado do setor de material da SU, cuja administração
lhe incumbe auxiliar, de conformidade com as ordens do respec vo comandante e de acordo com as
atribuições que lhe são fixadas em legislação e regulamentos vigentes, cabendo‐lhe ainda:
I ‐ entregar, mediante recibo, o material distribuído aos pelotões ou às seções e a outras
dependências da SU e, bem assim, qualquer ar go que, por ordem do respec vo comandante, deva sair
da sua reserva, fornecendo aos pelotões e às seções, quando tenham depósito próprio, a relação do
material distribuído, conferida com a que fica em seu poder;
verificando o seu estado ao recebê‐lo de volta e par cipando as faltas ou os danos verificados ao Cmt SU;
IV ‐ organizar e assinar todas as relações de material que devam ser apresentadas pela
SU, submetendo‐as à apreciação do Cmt SU para aposição do visto;
V ‐ acompanhar o Cmt SU nas revistas e inspeções de material e na inspeção diária do
armamento da SU;
VII ‐ encarregar‐se, de acordo com as instruções do seu Cmt SU, das providências rela vas
à alimentação da SU, quando esta deva permanecer, em serviço ou instrução, em lugar distante do
quartel;
IX ‐ exercer, nas formaturas, o comando de pelotão ou seção, quando determinar o Cmt
SU ou quando lhe incumbir por direito;
X ‐ exercer sobre o pessoal da SU a necessária autoridade, na ausência do respec vo
comandante e de seus oficiais, recorrendo ao SCmt U, quando necessário, e submetendo seus atos à
consideração do seu Cmt SU; e
XI ‐ apresentar‐se, diariamente, ao Cmt SU, logo que este chegue ao quartel, informando
o sobre o andamento das ordens recebidas.
Art. 117. O subtenente, para o desempenho das suas múl plas atribuições, tem como
auxiliares o furriel, o mecânico de armamento leve e os soldados capacitados para o exercício das
diferentes a vidades.
Seção III
Do Sargenteante e dos Sargentos
Art. 119. Ao Sgte SU incumbe:
I ‐ ter a seu cargo toda a escrituração corrente da SU, referente a pessoal, ao serviço e à
instrução, e executá‐la, auxiliado pelos demais sargentos, mantendo‐a em dia e em ordem, e
submetendo a à apreciação do Cmt SU para aposição do visto;
III ‐ organizar as relações de pessoal para as escalas de serviço a cargo da SU;
V ‐ organizar um índice dos assuntos publicados nos BI que interessem à SU;
VII ‐ proceder à chamada ou verificação das praças nas formaturas, anotando as faltas;
VIII ‐ instruir os demais sargentos nos assuntos concernentes à escrituração, a fim de
pôlos a par do serviço e prepará‐los para o subs tuírem em seus impedimentos;
IX ‐ auxiliar na instrução da SU, como lhe for determinado pelo respec vo Cmt;
X ‐ estar em condições de subs tuir os oficiais subalternos no comando de pelotão ou
seção;
XI ‐ conhecer a instrução de sua Arma, Quadro ou Serviço até a escola do pelotão ou da
seção, bem como os diversos manuais de instrução e regulamentos, devendo possuir os conhecimentos
necessários ao exercício de suas atribuições;
XII ‐ proceder à leitura do BI e de seus aditamentos para a SU;
XIII ‐ pôr em forma, quinze minutos antes da Parada, as praças que devam entrar de
serviço, fazer a respec va chamada, revistar‐lhes os uniformes, o equipamento e o armamento, e
conduzi‐las, ao toque ou à hora regulamentar, ao local determinado;
XIV ‐ formar as praças da SU para as revistas e, quando impossibilitado, designar, por
escala, outro sargento para subs tuí‐lo, com o conhecimento do respec vo Cmt;
XV ‐ apresentar, diariamente, ao Cmt SU, os documentos endereçados à SU;
XVI ‐ par cipar, ao SCmt U, na ausência dos oficiais ou do subtenente da SU, qualquer
ocorrência que exija providência imediata;
XVIII ‐ submeter à assinatura do Cmt SU o expediente diário, à hora por ele marcada.
Art. 120. A cada um dos demais sargentos da SU incumbe:
I ‐ auxiliar na instrução da SU e ministrar a que lhe incumbir, em virtude de disposições
regulamentares, programas e ordens;
II ‐ par cipar ao Cmt Pel ou Seç tudo o que, na sua ausência, ocorrer com o pessoal;
III ‐ auxiliar o Sgte, fora das horas de instrução, em toda a escrituração da SU e em tudo o
que se relacionar com o serviço;
IV ‐ auxiliar o Cmt Pel ou Seç na fiscalização da fiel observância das ordens e instruções
rela vas à limpeza, à conservação e à arrumação das dependências da fração e do material distribuído
aos homens e no rigoroso cumprimento das normas de prevenção de acidentes na instrução e em
a vidades de risco, verificando se todos encontram‐se inteirados das ordens gerais e par culares que
lhes dizem respeito;
V ‐ conhecer a instrução de sua Arma, Quadro ou Serviço e possuir os principais manuais
de instrução e regulamentos necessários ao exercício de suas atribuições;
VI ‐ par cipar as faltas verificadas nas frações de tropa sob seu comando, em qualquer
formatura;
VIII ‐ apresentar‐se, diariamente, ao oficial a que esteja diretamente subordinado e ao
Sgte SU, logo que estes cheguem ao quartel; e
IX ‐ responder, perante o Cmt Pel ou Seç e o subtenente, pelo material que lhe tenha
sidodistribuído.
Seção IV
Do Furriel
Art. 122. Ao furriel incumbe:
I ‐ auxiliar no preparo da documentação referente aos vencimentos das praças da SU,
baseando‐se nas alterações fornecidas pelo Sgte, já publicadas em BI;
II ‐ organizar e assinar, diariamente, os vales de ração das praças e os de forragem dos
animais da SU, remetendo‐os após a aposição do visto pelo Cmt SU;
III ‐ executar os trabalhos de escrituração que lhe forem atribuídos, rubricando‐os ou
assinando‐os, salvo ordem em contrário; e
IV ‐ manter‐se em condições de prestar quaisquer informações rela vas ao pagamento do
pessoal da SU.
Seção V
Do Graduado Encarregado de Viaturas e do Graduado Mecânico de Armamento Leve
Art. 123. O graduado encarregado de viaturas é o auxiliar do subtenente na execução da
administração da SU, na parte rela va a material de motomecanização (viaturas e equipamentos).
Art. 124. Ao graduado encarregado de viaturas incumbe:
III ‐ fiscalizar a manutenção de 1º escalão e a escrituração do “Livro Registro de Viatura”, e
realizar a manutenção de 2º escalão que lhe for autorizada, assim como quaisquer outros encargos,
inclusive os peculiares dos motoristas da SU;
V ‐ par cipar ao subtenente, tão logo tome conhecimento:
a) toda e qualquer indisponibilidade verificada em suas viaturas; e
b) qualquer acidente ocorrido com uma de suas viaturas, anexando a Ficha de Acidentes
preenchida pelo motorista;
VI ‐ inspecionar, freqüentemente, os acessórios e as ferramentas das viaturas sob sua
guarda, par cipando, imediatamente, ao subtenente, qualquer falta ou avaria;
VII ‐ impedir que os motoristas, em qualquer caso, executem nas viaturas outros serviços
que não os de manutenção de 1º escalão;
VIII ‐ impedir que sejam executados, nas viaturas sob sua guarda, trabalhos de
manutenção não autorizados pelo Cmt SU, informando ao subtenente as infrações a esta norma; e
IX ‐ zelar pelo cumprimento das normas de prevenção de acidentes previstas em planos
de instrução e manuais técnicos.
Seção VI
Dos Armeiros
Art. 126. Os cabos ou soldados designados para a função de armeiro têm que evidenciar,
de modo inequívoco, uma exemplar conduta militar e civil para o desempenho de tão importante tarefa.
Art. 127. Ao armeiro incumbe a responsabilidade exclusiva de:
I ‐ controlar e registrar a distribuição e a devolução das armas por todos os militares, sem
exceção, inclusive nos dias e horários sem expediente;
II ‐ confeccionar o mapa diário do armamento para fins da revista diária a ser realizada
pelo Cmt SU;
III ‐ não permi r a entrada de cabos, soldados e de pessoal estranho à SU na reserva,
salvo se exis r autorização superior para tal; e
IV ‐ comunicar, imediatamente, ao comandante de fração e/ou de SU toda e qualquer
alteração ocorrida com o armamento sob sua responsabilidade.
Art. 128. O armeiro não concorre às escalas de serviço interno e externo, para melhor
cumprir o previsto no inciso I do art. 127 deste Regulamento.
Seção VII
Dos Corneteiros ou Clarins
Art. 129. Os cabos ou soldados corneteiros ou clarins são elementos orgânicos da SU, com
a qual par cipam dos exercícios e formaturas isoladas.
Parágrafo único. Nas formaturas da unidade, os cabos ou soldados corneteiros ou clarins
são os elementos cons tu vos da banda de tambores e corneteiros ou clarins.
Art. 130. Aos cabos ou soldados corneteiros ou clarins incumbe:
I ‐ prestar serviços de mensageiros ao Cmt SU por ocasião de exercícios e em campanha;
II ‐ par cipar dos ensaios da banda da unidade, sob a direção do cabo ou sargento
corneteiro ou clarim, esforçando‐se pelo desenvolvimento próprio e perfeito conhecimento e execução
dos toques regulamentares;
IV ‐ concorrer ao serviço de ordens da unidade; e
V ‐ ter o maior cuidado com o instrumental a seu cargo, mantendo‐o em bom estado de
conservação e limpeza e par cipando ao Cmt SU qualquer avaria ou extravio verificado.
Seção VIII
Dos Cabos e Soldados
Art. 131. Aos cabos incumbe:
I ‐ auxiliar na instrução do elemento de tropa que lhes incumbir ou lhes for confiado;
II ‐ par cipar ao seu Cmt direto as ocorrências que se verificarem com o pessoal a seu
cargo;
III ‐ comandar o elemento de tropa que regularmente lhes incumbir ou que lhes seja
confiado;
IV ‐ manter‐se em condições de subs tuir, eventualmente, os 3º Sgt, na instrução e nos
serviços; e
I ‐ pautar a conduta pela fiel observância das ordens e disposições regulamentares;
II ‐ mostrar‐se digno da farda que veste; e
III ‐ revelar como atributos primordiais de sua nobre missão:
a) o respeito e a obediência aos seus chefes;
b) o culto à fraternal camaradagem para com os companheiros;
c) a destreza na u lização do armamento que lhe for des nado e o cuidado com o
material que lhe seja entregue;
d) o asseio corporal e o dos uniformes;
e) a dedicação pelo serviço e o amor à unidade; e
f) a consciente submissão às regras disciplinares.
Art. 133. Ao soldado cumpre, par cularmente:
I ‐ esforçar‐se por aprender tudo o que lhe for ensinado pelos seus instrutores;
III ‐ manter relações sociais somente com pessoas cujas qualidades morais as
recomendem;
V ‐ compenetrar‐se da responsabilidade que lhe cabe sobre o material de que é detentor,
abstendo‐se de desencaminhar ou extraviar, propositadamente ou por negligência, peças de fardamento,
armamento, equipamento ou outros objetos pertencentes à União;
VI ‐ par cipar, imediatamente, ao seu chefe direto o extravio ou estrago eventual de
qualquer material a seu cargo;
VII ‐ apresentar‐se ao Cb Dia, quando sen r‐se doente;
VIII ‐ ser pontual na instrução e no serviço, par cipando ao seu chefe, sem perda de
tempo e pelo meio mais rápido ao seu alcance, quando, por mo vo de doença ou de força maior,
encontrar‐se impedido de cumprir esse dever; e
IX ‐ cumprir, rigorosamente, as normas de prevenção de acidentes na instrução e nas
a vidades de risco.
CAPÍTULO III
EM OUTRAS SUBUNIDADES INCORPORADAS
Art. 134. As SU Sv, SU Cmdo Sv e SU Cmdo Ap são elementos de administração, disciplina
e instrução de todo o pessoal auxiliar das repar ções internas da unidade, que não pertençam a outras
SU orgânicas.
Art. 135. As atribuições e os deveres inerentes ao comando e aos auxiliares diretos do
comando e da administração destas SU são idên cos aos dos seus correspondentes nas demais SU
incorporadas.
CAPÍTULO IV
NAS BASES ADMINISTRATIVAS
Art. 137. As bases administra vas são responsáveis pela administração, disciplina e
instrução de todo o pessoal auxiliar das repar ções internas da unidade, não pertencente às SU.
TÍTULO III
DAS DEPENDÊNCIAS INTERNAS
CAPÍTULO I
DAS GENERALIDADES
Art. 138. A organização da unidade, as facilidades de vigilância e a melhor ligação entre o
comando, a tropa e os serviços são fatores preponderantes na distribuição das dependências que
cons tuem o quartel.
Art. 139. Além das servidões referidas no art. 138 deste Regulamento, deve‐se ter em
vista:
I ‐ tanto quanto possível, todas as SU, os serviços e os demais elementos funcionam em
dependências próprias, cons tuindo gabinetes, reservas, alojamentos, oficinas, depósitos e outros;
II ‐ em princípio, os oficiais exercem suas a vidades em gabinetes, e os Cmt Pel (Seç), os
subtenentes e sargentos nas reservas de suas respec vas frações de tropa;
III ‐ nas SU deve haver um alojamento para os cabos e soldados, podendo haver
alojamento des nado a oficiais e outro a seus subtenentes e sargentos;
IV ‐ os alojamentos compreendem dormitório e ves ários e, sempre que possível, os
armários de roupa do pessoal são colocados em dependência própria (ves ários) ou reunidos numa
parte do alojamento, separados das camas;
V ‐ em camas, armários, cabides ou outros móveis de uso pessoal das praças, são
colocados, bem à vista, os números e as graduações dos seus detentores;
VI ‐ nas entradas das diversas dependências são colocadas placas indica vas;
VII ‐ em cada alojamento, sala de trabalho ou dependência deve haver, em lugar bem
visível, um quadro com a relação do material carga em uso;
VIII ‐ em todas as repar ções da unidade e nas SU são afixados quadros com o resumo
das ordens internas em vigor que par cularmente lhes interessarem;
IX ‐ nas dependências do quartel, somente devem ser afixados cartazes de exaltação
cívica, de instrução, de mo vos militares ou de significado histórico;
XI ‐ as dependências são man das em completo estado de asseio e higiene;
XII ‐ quando o responsável por uma dependência ou um alojamento es ver ausente, o
mais an go presente é o responsável pela ordem, pelos asseio e higiene e pela conservação dos objetos
de uso comum ali existentes;
XIII ‐ todos devem dispensar constantes cuidados no sen do de evitar riscos de incêndio;
e
XIV ‐ pelo BI é designado o relógio que marcará a hora certa da unidade, ficando a
exa dão das horas sob a responsabilidade do S1.
CAPÍTULO II
DO SALÃO DE HONRA
Art. 140. Em cada unidade deve haver, sempre que possível, uma sala especialmente
mobiliada, des nada à recepção de autoridades e visitas (salão de honra), podendo ser nela instalados
retratos dos grandes vultos da História do Brasil.
CAPÍTULO III
DAS SALAS DE INSTRUÇÃO
Parágrafo único. A sala de instrução fica sob a responsabilidade do S3.
Art. 143. As unidades dispõem, ainda, de uma sala des nada à guarda dos meios
auxiliares de instrução, sob a responsabilidade do S3 ou de um subtenente ou sargento designado pelo
Cmt U.
CAPÍTULO IV
DO CASSINO DE OFICIAIS
Art. 144. Pode haver na unidade um cassino de oficiais com a totalidade ou parte das
seguintes instalações:
a) sala de refeições;
b) sala de recreação; e
c) dormitório.
§ 1º O encarregado do cassino é um oficial designado pelo Cmt U.
§ 2º Somente fora das horas de expediente da unidade é permi da a permanência em
trajes civis nas instalações do cassino.
Art. 145. A sala de recreação é des nada à leitura de revistas e jornais, podendo dispor
de jogos de salão (bilhar, sinuca, damas, dominó, gamão, xadrez, tênis de mesa etc), de aparelhos de
áudio e vídeo.
Parágrafo único. O horário e as condições de funcionamento da sala de recreação são
estabelecidos nas NGA/U.
Art. 146. De acordo com as disponibilidades do quartel, pode ser permi da a residência
de oficiais da unidade em dependências internas apropriadas.
Parágrafo único. As condições de ocupação de tais dormitórios são reguladas nas NGA/U.
Art. 147. Pode haver, ainda, um ves ário para oficiais, tendo, anexos, lavatórios,
banheiros e instalações sanitárias.
CAPÍTULO V
DO CASSINO DE SUBTENENTES E SARGENTOS
a) sala de refeições;
b) sala de recreação; e
c) dormitórios.
§ 1º Aplicam‐se ao cassino dos subtenentes e sargentos as mesmas prescrições referentes
ao cassino dos oficiais, exceto no que se refere ao uso de trajes civis na sala de refeições, que deve ser
regulado em NGA/U.
§ 2º O encarregado do cassino é um subtenente ou sargento designado pelo Cmt U.
Art. 149. De acordo com as disponibilidades do quartel, pode ser permi da a residência
de subtenentes e sargentos da unidade em dependências internas apropriadas.
CAPÍTULO VI
DAS SALAS DE RECREAÇÃO PARA CABOS E SOLDADOS
Art. 150. Na unidade pode haver uma ou mais salas de recreação para cabos e soldados,
preferencialmente uma por SU, constando de sala de leitura, jogos de salão e aparelhos de áudio e vídeo.
CAPÍTULO VII
DA FORMAÇÃO SANITÁRIA
Art. 152. O Serviço de Saúde da unidade funciona na FS, cabendo a direção deste ao
comandante do pelotão de saúde ou chefe da seção de saúde, que é responsável por seu funcionamento
e a conservação e higiene da FS.
§ 1º Em princípio, nas dependências da FS, estão localizados o gabinete do médico, o
gabinete odontológico, a enfermaria, a sala de espera, a farmácia, a sala de fisioterapia, o depósito de
material de saúde e a sala do enfermeiro‐de‐dia.
§ 2º No âmbito da unidade, a assistência médica aos militares e seus dependentes é
prestada na FS, de acordo com o horário proposto pelo Med Ch e aprovado pelo Cmt U.
§ 3º A assistência em domicílio é prestada somente quando o estado de saúde do doente
não permi r o seu comparecimento à FS.
§ 4º As praças que adoecerem em domicílio são transportadas para a enfermaria, tão
logo suas condições de saúde o permitam.
Art. 153. O serviço interno diário na FS consiste:
I ‐ na assistência ininterrupta aos doentes e na guarda da enfermaria;
II ‐ nos primeiros socorros médicos de urgência;
III ‐ na assistência, por meio de consultas e cura vos, aos militares da unidade e seus
dependentes, na FS ou em domicílio, de acordo com a legislação vigente; e
IV ‐ na vigilância sanitária con nua do quartel e do pessoal.
§ 1º O serviço ordinário é executado por todo o pessoal da FS, conforme determinado
pelo respec vo chefe.
§ 2º O serviço de escala des na‐se a atendimentos extraordinários fora do período de
expediente.
Art. 154. O apoio de saúde das unidades é assegurado pela FS da OM cons tuída pelo
pessoal, pelo material e pelas dependências necessárias à execução do serviço.
Art. 155. O pessoal da FS é cons tuído de acordo com o QCP da OM e seus integrantes
não serão empregados em a vidades estranhas ao Serviço de Saúde.
§ 1º Durante o serviço, o pessoal da FS fica sob a autoridade do Med Ch, no que se refere
à instrução e aos serviços técnicos, e no que se referir à administração e à disciplina, fica sob a
autoridade do Cmt SU a que pertencer.
§ 2º A instrução peculiar do pessoal da FS é ministrada sob a direção do Med Ch, ficando
a instrução não especializada a cargo da SU a que pertencer, de acordo com o programa de instrução da
unidade.
CAPÍTULO VIII
DO RANCHO
Art. 156. A alimentação da tropa deve ser objeto de máxima preocupação do comando da
unidade.
§ 1º Os militares têm direito à alimentação no quartel, de acordo com o es pulado na
legislação em vigor.
§ 2º Há, normalmente, três refeições diárias – café, almoço e jantar – distribuídas de
acordo com o horário da unidade.
§ 3º Às praças de serviço é fornecida, à noite, uma refeição quente.
Art. 157. Conforme as possibilidades em pessoal e em material, o rancho de cada unidade
tem refeitório em três salas separadas – para oficiais, para subtenentes e sargentos e para cabos e
soldados.
Art. 158. As refeições preparadas são subme das à aprovação do Fisc Adm, por meio de
uma amostra; depois de aprovadas, o encarregado do setor de aprovisionamento ficará em condições de
mandar distribuir as refeições.
Parágrafo único. Nos dias sem expediente, a amostra é examinada pelo Of Dia, salvo se
es ver presente no quartel o Fisc Adm.
Art. 159. As praças que não puderem comparecer às refeições à hora regulamentar, por
mo vo de serviço, são servidas em horário definido nas NGA/U.
Art. 160. Os cabos e soldados seguem para o rancho em forma por SU, sob o comando
dos respec vos Sgt Dia, que apresentarão ao Of Dia a relação dos que deixaram de comparecer por
mo vo de serviço.
Art. 161. O funcionamento dos refeitórios para as refeições dos oficiais e dos subtenentes
e sargentos é fixado no horário da unidade.
Art. 162. As disposições rela vas à organização, à direção, à execução e à fiscalização de
tudo o que se referir ao rancho, não previstas neste regulamento, são estabelecidas em outros
disposi vos regulamentares e nas NGA/U.
CAPÍTULO IX
DAS OFICINAS
Art. 163. As oficinas de manutenção da unidade (de motomecanização, de comunicações,
de armamento e outras) des nam‐se à execução dos trabalhos de manutenção de 2º escalão, previstos
nos manuais técnicos do material em uso da unidade.
§ 1º Podem ser executados trabalhos de 3º escalão, quando autorizados.
§ 3º Os chefes de oficinas de manutenção são os responsáveis pela fiel observância, por
todos os integrantes, das normas de prevenção de acidentes previstas em planos de instrução e manuais
técnicos, pela verificação das condições de segurança das respec vas oficinas e pelo uso de EPI e
disposi vos de segurança.
Art. 164. A unidade também pode possuir, de acordo com seus recursos e possibilidades
materiais, carpintaria, marcenaria, serralheria e outras que se tornarem necessárias, des nando‐se estas:
Parágrafo único. O Cmt Pel Sv Ge/Ch Seç Sv Ge é o responsável pela disciplina do pessoal,
pelo bom funcionamento, pelo material distribuído, pela obediência às normas de prevenção de
acidentes e pelo uso dos EPI e disposi vos de segurança, tudo rela vo às oficinas citadas neste ar go.
Art. 165. As diversas oficinas da unidade, sempre que possível, são organizadas em
seções, tais como na oficina de motomecanização (seções de mecânica, pintura, lanternagem, elétrica
etc).
Art. 166. Cada seção tem um encarregado responsável perante o chefe da oficina, não
apenas pela execução dos trabalhos que forem ordenados, como também:
I ‐ pela guarda, conservação e emprego de todo o material que lhe for confiado;
II ‐ pelo cumprimento das normas de prevenção de acidentes;
III ‐ pela verificação das condições de segurança das respec vas seções; e
IV ‐ pelo uso de EPI e disposi vos de segurança.
§ 1º Os encarregados das seções são responsáveis pela ordem e pela disciplina e não
devem permi r que nelas permaneçam ou par cipem dos trabalhos, praças estranhas ao serviço, sem
consen mento ou ordem superior.
§ 2º As seções que contenham material inflamável ou explosivo, ou cujo equipamento
permaneça em funcionamento con nuo, são mo vo de medidas específicas de prevenção de incêndios
ou explosões, sendo tais providências da responsabilidade do chefe da oficina, que deve fiscalizar
seguidamente se são eficazes.
Art. 167. O comando da unidade deve empenhar‐se para que as oficinas e, quando for o
caso, as seções de cada oficina funcionem em dependências separadas, próprias e seguras, a fim de
serem definidas as responsabilidades dos respec vos encarregados.
Art. 168. Nos trabalhos das oficinas são observadas as seguintes disposições:
I ‐ nenhum trabalho é executado pelo pessoal da oficina sem a respec va "ordem de
serviço” assinada pelo S4 e os trabalhos urgentes ordenados pelo Cmt U são confirmados,
posteriormente, também por “ordem de serviço” assinada pelo S4; e
II ‐ qualquer trabalho somente pode ser executado na oficina, após previamente orçado
pelo respec vo encarregado.
CAPÍTULO X
DA BIBLIOTECA E DOS ESPAÇOS CULTURAIS
Art. 169. Cada unidade deve possuir e manter, sempre que possível, uma biblioteca
cons tuída de obras de cultura geral, especialmente sobre assuntos militares, História e Geografia do
Brasil, podendo dispor de uma coleção de publicações do Exército e de galerias de retratos de que trata
este Regulamento.
Parágrafo único. O funcionamento da biblioteca obedece às prescrições de instruções ou
normas em vigor e, no que couber, das NGA/U.
Art. 170. Cada unidade pode possuir e manter um espaço cultural com parte ou a
totalidade das seguintes finalidades:
I ‐ destacar os feitos históricos ou os heróis da OM ou do Exército;
II ‐ mostrar a evolução da Arma, do Quadro ou do Serviço que a OM representa;
III ‐ es mular a vocação para a carreira militar; e
I ‐ museu;
II ‐ sala de exposição;
III ‐ memorial; e
IV ‐ monumento.
CAPÍTULO XI
DA CANTINA E DE OUTRAS INSTALAÇÕES CONGÊNERES
Parágrafo único. Em hipótese alguma, o funcionamento dessas instalações pode onerar a
administração da unidade, ficando elas responsáveis pela sua própria contabilidade.
Art. 172. As instalações tratadas no art. 171 deste Regulamento funcionam sob a forma
de cessão de uso, de acordo com a legislação per nente.
TÍTULO IV
DOS SERVIÇOS GERAIS
CAPÍTULO I
DO BOLETIM INTERNO
Art. 173. O BI é o documento em que o Cmt U publica todas suas ordens, as ordens das
autoridades superiores e os fatos que devam ser do conhecimento de toda a unidade.
§ 1º O BI é dividido em quatro partes:
I ‐ 1ª – Serviços Diários;
II ‐ 2ª – Instrução;
III ‐ 3ª – Assuntos Gerais e Administra vos; e
IV ‐ 4ª – Jus ça e Disciplina.
§ 4º Nos sábados, domingos e feriados, havendo expediente na unidade, também pode
ser publicado o BI.
§ 3º Os assuntos avaliados e julgados sob restrição de acesso deverão ser publicados em
bole m de acesso restrito, organizado pela seção ou divisão de inteligência da OM, de formato
semelhante ao do bole m ostensivo, devendo ser cumprido o prescrito nas Instruções Gerais para
Salvaguarda de Assuntos Sigilosos.
§ 4º O bole m de acesso restrito que contenha assunto enquadrado em um dos incisos
do art. 23 da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, será classificado e receberá o grau de sigilo
adequado, podendo ser reservado, secreto ou ultrassecreto, devendo ser confeccionado o respec vo
Termo de Classificação de Informação (TCI) e cumpridas as demais prescrições con das nas Instruções
Gerais para Salvaguarda de Assuntos Sigilosos.
§ 5º Nos sábados, domingos e feriados, havendo expediente na unidade, também pode
ser publicado BI.
Art. 174. O BI contém, especialmente:
I ‐ a discriminação do serviço a ser executado pela unidade;
II ‐ as ordens e decisões do Cmt U, mesmo que já tenham sido executadas;
citação do documento da referência;
IV ‐ as alterações ocorridas com o pessoal e o material da unidade;
V ‐ as ordens e disposições gerais que interessam à unidade e referência sucinta a novos
manuais de instrução, regulamentos ou instruções, com indicação do órgão oficial em que verem sido
publicados;
VI ‐ referências a oficiais e praças falecidos que, pelo seu passado e conduta, mereçam
ser pontados como exemplo;
VII ‐ a apreciação do Cmt U ou da autoridade superior sobre a instrução da unidade e
referência a documentos de instrução recebidos ou expedidos;
VIII ‐ os fatos extraordinários que interessam à unidade; e
IX ‐ os assuntos que devam ser publicados por força de regulamentos e outras disposições
em vigor.
Parágrafo único. Não são publicados em BI:
I ‐ os assuntos que tenham sido transmi dos à unidade em caráter sigiloso ou quaisquer
referências a esses mesmos assuntos; e
II ‐ as ocorrências ou os assuntos não relacionados com o serviço do Exército, salvo se
verem dado lugar à expedição de alguma ordem ou es verem ligados a comemoração de caráter cívico.
Art. 175. Do original do BI são extraídas tantas cópias, todas auten cadas pelo SCmt U,
quantas forem necessárias à distribuição às SU, às dependências internas e à autoridade a que es ver a
unidade imediatamente subordinada, observando‐se, a respeito, as seguintes disposições:
III ‐ o Cmt U, em casos excepcionais, pode reunir os oficiais para ouvirem, em sua
presença, a leitura do BI;
IV ‐ o BI deve ser conhecido no mesmo dia de sua publicação por todos os oficiais e
praças da unidade, e o aditamento pelos da respec va SU, para isso, será aposto o ciente, pelos oficiais,
na úl ma página das cópias de sua SU ou dependência e as praças que por qualquer mo vo hajam
faltado à leitura do BI devem informar‐se dos assuntos de seus interesses na primeira oportunidade.
V ‐ as ordens urgentes que constarem do BI e interessarem aos oficiais ou às praças em
serviço externo, ser‐lhes‐ão dadas a conhecer, imediatamente, pelo meio mais rápido e por intermédio
da SU a que pertencerem ou pelo S1, quando do EM;
VI ‐ o desconhecimento do BI não jus fica a falta ou o não cumprimento de ordens;
VII ‐ mesmo informa zados, os originais dos bole ns e seus aditamentos, com a
assinatura de próprio punho do comandante são colecionados e periodicamente encadernados ou
brochados em um volume com um índice de nomes e outro por assuntos, organizado pela 1ª seção,
sendo guardados no arquivo da unidade; e
Parágrafo único. Nas unidades em que os bole ns são disponibilizados em rede, ou por
outros meios de informá ca:
I ‐ o SCmt U auten cá‐los‐á eletronicamente; e
Art. 176. Normalmente, o BI deve estar pronto até uma hora antes do fim do expediente;
para isso, havendo acúmulo de matéria, a parte que não exija conhecimento imediato pode cons tuir
assunto do BI seguinte.
CAPÍTULO II
DOS TRABALHOS DIÁRIOS
Art. 178. O horário correspondente a cada período deve ser publicado em BI, sempre que
possível com antecedência de uma semana, sendo igualmente publicadas, com a antecedência devida,
quaisquer alterações nele introduzidas.
Seção I
Da Alvorada e do Silêncio
Art. 179. Em situação normal, o toque de alvorada, executado de acordo com o horário
da unidade e por ordem do Of Dia, indica o despertar e o começo da a vidade diária.
§ 1º Ao terminar o toque de alvorada, a guarda de cada alojamento deve providenciar
para que todos os homens tenham deixado seus leitos.
§ 2º Nos dias sem expediente, as praças de folga podem permanecer no leito até a hora
fixada no horário da vida diária da unidade ou nas NGA/U.
Seção II
Da Instrução e das Faxinas
Art. 181. A instrução, como objeto principal da vida da unidade, desenvolve‐se nas fases
mais importantes da jornada, não devendo ser prejudicada pelos demais trabalhos, serviços normais ou
extraordinários, salvo o serviço de jus ça e as a vidades decorrentes das situações anormais.
Parágrafo único. A militar gestante, salvo se for dispensada por recomendação médica,
par cipa de todas as a vidades militares, exceto das que envolvam esforços sicos e jornadas ou
exercícios em campanha.
Art. 183. Faxinas são todos os trabalhos de u lidade geral, executados no quartel ou fora
dele, compreendendo limpeza, lavagem, capinação, arrumação, transporte, carga ou descarga de
material e outros semelhantes regulados pelas NGA/U.
Seção III
Do Expediente
Art. 184. O expediente é a fase da jornada des nada à preparação e execução dos
trabalhos normais da administração da unidade e ao funcionamento das repar ções e das dependências
internas.
Parágrafo único. Os serviços de escala e outros de natureza permanente independem do
horário do expediente da unidade, assim como todos os trabalhos e serviços em situações anormais.
Art. 185. O expediente começa normalmente com a formatura geral, da unidade ou de
SU, e termina depois da leitura do BI do dia, com o toque de “ordem”.
§ 1º O expediente é interrompido para a refeição do almoço, em horário fixado nas
NGA/U, reiniciando logo após, também em horário estabelecido nas NGA/U.
§ 2º A formatura geral da unidade corresponde a um tempo de instrução.
Art. 186. Todos os oficiais e praças prontos para o serviço permanecem no quartel
durante o expediente, de onde só podem afastar‐se:
I ‐ os oficiais, mediante permissão do Cmt U, que poderá delegá‐la ao SCmt; e
§ 1º Durante o expediente, oficiais e praças devem manter‐se com o uniforme previsto.
§ 2º Durante as horas de expediente, todos os militares devotam‐se, exclusivamente,
aoexercício de suas funções e aos misteres profissionais.
§ 3º A entrada e a permanência de civis no quartel, nos horários sem expediente, são
reguladas pelas NGA/U.
§ 4º As praças, para fins de controle, devem dar ciência à SU a que pertencem de sua
ausência do quartel, mesmo quando autorizadas pelos chefes de repar ção interna em que trabalham.
CAPÍTULO III
DAS ESCALAS DE SERVIÇO
Art. 187. A escala de serviço é a relação do pessoal ou das frações de tropa que
concorrem na execução de determinado serviço, tendo por finalidade principal a distribuição eqüita va
de todos os serviços de uma OM.
§ 1º Em cada unidade ou SU, as escalas respec vas são reunidas em um só documento,
devendo cada uma delas conter os esclarecimentos necessários rela vos à sua finalidade.
Art. 188. Serviço de escala é todo o serviço não atribuído permanentemente à mesma
pessoa, ou fração de tropa, e que não importe em delegação pessoal ou escolha, obedecendo às
seguintes regras:
II ‐ a designação para determinado serviço recai em quem, no mesmo serviço, ver maior
folga;
III ‐ em igualdade de folga, designa‐se, primeiro, o de menor posto ou graduação, ou mais
moderno;
IV ‐ as folgas são contadas separadamente para cada serviço;
V ‐ sempre que possível, entre dois serviços de mesma natureza ou de natureza diferente,
observa‐se, para o mesmo indivíduo, no mínimo a folga de quarenta e oito horas;
VII ‐ a designação para o serviço ordinário é feita de véspera, levando‐se em conta as
alterações desse dia e, para o extraordinário, de acordo com a urgência requerida;
VIII ‐ quando qualquer militar ver entrado de serviço num dia em que não haja
expediente, evitar‐se‐á, na medida do possível, que a sua imediata designação para o serviço recaia em
um desses dias, sendo que, para isto, podem ser organizadas escalas especiais, paralelas à comum;
IX ‐ a troca de serviço não altera as folgas da escala e, conseqüentemente, o critério da
designação;
X ‐ o militar somente pode ser escalado para qualquer serviço depois de apresentado
pronto, ressalvado o disposto no parágrafo único deste ar go;
XI ‐ para contagem de folga, o serviço individual é considerado como executado, desde
XII ‐ em caso de restabelecimento de um serviço, deve‐se levar em consideração, para
contagem das folgas, a escala anterior desse serviço;
XIII ‐ a designação para os serviços da unidade é publicada, de véspera, em BI e a das SU,
nos respec vos aditamentos; e
XIV ‐ durante o período de gravidez e até que a criança a nja a idade de seis meses, a
militar não concorre aos serviços de escala.
Art. 189. Ao serviço de escala concorrem:
I ‐ Fisc Dia – os capitães, tenentes e aspirantes‐a‐oficial e, a juízo do Cmt U, os adidos e os
excedentes, exceto os oficiais que es verem em função priva va de major ou de posto superior a este;
II ‐ Of Dia:
a) nos corpos de tropa – os tenentes e aspirantes‐a‐oficial prontos e, a juízo do Cmt U, os
adidos, os excedentes e os tenentes do QAO, exceto o encarregado do setor de aprovisionamento, os
oficiais do Serviço de Saúde e os que es verem em função priva va de capitão ou de posto superior a
este; e
b) nas demais OM – os tenentes e aspirantes‐a‐oficial prontos das Armas, dos Quadros e
dos Serviços e, a juízo do Cmt U, os adidos e os excedentes, exceto o encarregado do setor de
aprovisionamento e os oficiais que es verem em função priva va de capitão ou de posto superior a este;
III ‐ Med Dia – todos os médicos da unidade, inclusive o Med Ch;
IV ‐ Adj – todos os 1º Sgt prontos na unidade, exceto o sargento ajudante da unidade, e
mais os 2º Sgt que, a juízo do Cmt U, se tornem necessários;
VI ‐ cabos da guarda do quartel, da SU, das garagens, das cavalariças e de outras – todos
os cabos prontos;
VII ‐ serviço de ordens – todos os corneteiros ou clarins, aprendizes, ordenanças e outros
soldados habilitados para esse serviço;
VIII ‐ serviço de guarda – todos os soldados prontos; e
IX ‐ serviço‐de‐dia às enfermarias – os sargentos e cabos de saúde da FS e os cabos e
soldados da seção de veterinária.
§ 1º Quando o número de tenentes e aspirantes‐a‐oficial que concorrerem à escala de Of
Dia for inferior a três, o serviço será de Fisc Dia, o qual terá como auxiliar, normalmente, um subtenente.
§ 2º Da escala de Aux Fisc Dia par cipam todos os subtenentes; quando a unidade
possuir menos de três subtenentes, par cipam, também, os 1º Sgt, de modo que nunca figurem menos
de três militares na escala.
§ 3º Nas escalas não citadas nos §§ 1º e 2º deste ar go, quando o número de praças
concorrentes for inferior a cinco, são chamadas praças de graduações inferiores às das que normalmente
concorrem ao serviço, até completar aquele número da respec va escala.
§ 4º Nas SU Cmdo, SU Sv, SU Cmdo Sv, SU Cmdo Ap e nas bases administra vas, quando
incorporadas, as praças disponíveis de qualquer QM concorrem às escalas do serviço interno, sem
prejuízo do funcionamento das respec vas repar ções internas em que trabalham.
§ 5º As praças adidas podem concorrer às escalas respec vas, a critério do Cmt U.
§ 6º Para os serviços constantes dos incisos IV, V, VII e VIII deste ar go, não são
designadas, em princípio, as praças das seções de serviços, as quais concorrem aos serviços de escala das
respec vas seções, tais como motorista, eletricista, telefonista, cassineiro, cozinheiro etc, ‐de‐dia.
Art. 190. Os serviços de permanência a quartéis‐generais ou congêneres são regulados
pelas suas respec vas NGA, respeitado, no que for cabível, o previsto neste Regulamento.
Art. 191. Os médicos e os den stas das unidades podem concorrer às escalas de serviço
de‐dia ou de sobreaviso às OMS ou, quando for caso, ao posto médico da Gu, a critério e sob o controle
do Cmt Gu.
CAPÍTULO IV
DO SERVIÇO INTERNO
Art. 192. O serviço interno abrange todos os trabalhos necessários ao funcionamento da
unidade e compreende o serviço permanente e o serviço de escala.
§ 1º O serviço interno permanente é executado segundo determinações dos Cmt SU e
chefes das repar ções e das dependências internas, de acordo com os preceitos e as disposições deste e
de outros regulamentos.
§ 2º O serviço interno de escala compreende:
I ‐ Of Dia à unidade e seu Adj (ou Fisc Dia, Aux e Adj);
II ‐ Med Dia (a critério do Cmt U);
III ‐ guarda do quartel;
IV ‐ Sgt Dia SU;
V ‐ guarda das SU (alojamentos, garagens, cavalariças, canis, quando for o caso);
VI ‐ serviço‐de‐dia ao rancho (Sgt Dia, cozinheiro, cassineiro etc);
VII ‐ serviço‐de‐dia às enfermarias;
VIII ‐ telefonista‐de‐dia;
IX ‐ ordens; e
X ‐ serviços extraordinários (patrulhas, reforços, faxinas etc).
§ 3º O serviço de escala interno tem a duração de vinte e quatro horas, de Parada a
Parada, salvo o de faxina que será contado por jornada completa, do início até o término do expediente.
Art. 193. Os serviços de que trata o art. 192 deste Regulamento são escalados:
I ‐ pelo SCmt U – os de Of Dia, Fisc Dia e Med Dia, bem como a SU ou subunidades
quefornecerão pessoal para os serviços diários e extraordinários;
II ‐ pelo S1 – os de Adjunto, Aux Fisc Dia (se for o caso), Cmt Gd e Cb Gd do quartel;
III ‐ pelos Cmt SU – o de Sgt Dia SU e os de guarda da SU, das garagens, das cavalariças e
dos canis (quando for o caso), bem como o pessoal para os diversos serviços determinados em BI; e
IV ‐ pelos chefes de seções e serviços – o serviço interno da repar ção.
Art. 194. Nas SU independentes, o serviço de escala é provido, em linhas gerais, como foi
previsto para a unidade no art. 193 deste Regulamento, com as modificações julgadas necessárias.
Parágrafo único. Nas SU independentes, somente há Of Dia e Adj quando a situação o
exigir, a juízo do Cmt; contudo, normalmente, há um Sgt Dia com os mesmos encargos atribuídos ao Of
Dia, no que for compa vel com a sua graduação.
Art. 195. O serviço de escala interno é atribuído, quando possível, à mesma fração de
tropa, em sua totalidade, excetuados o de Of Dia e o Adj (auxiliar, se for o caso), devendo este princípio
estender‐se às menores frações, de modo que os homens reunidos em um mesmo serviço tenham o
necessário entrosamento decorrente do convívio diário.
Art. 196. A fiscalização dos serviços de escala incumbe:
I ‐ ao SCmt U – o de Of Dia ou Fisc Dia, o de Adj (Aux Fisc Dia, se for o caso) e os serviços
extraordinários determinados pela unidade;
III ‐ às demais autoridades, os serviços que lhes cabe escalar, salvo os determinados por
autoridade superior, à qual cabe a fiscalização.
Seção I
Do Oficial‐de‐Dia
Art. 197. O Of Dia é, fora do expediente, o representante do Cmt U e tem como principais
atribuições, além das previstas em outros regulamentos, as seguintes:
I ‐ assegurar, durante o seu serviço, o exato cumprimento de ordens da unidade e das
disposições regulamentares rela vas ao serviço diário;
II ‐ estar inteiramente familiarizado com os planos de segurança do aquartelamento, de
combate a incêndio, de chamada e os sinais de alarme correspondentes, para fins de execução ou
treinamento;
III ‐ apresentar‐se ao:
a) Cmt U:
1. à sua chegada ao início do expediente, com a guarda do quartel em forma, realizando o
mesmo por ocasião de sua saída, respeitado o previsto no R‐2 e as determinações daquela autoridade; e
2. quando este entrar no quartel após o toque de ordem;
b) SCmt U, assim que este chegue;
V ‐ conduzir, pessoalmente, após a rendição da Parada, um exercício de manejo das
armas (preconizado nas instruções de ro) a ser realizado por toda guarda do quartel que está entrando
de serviço, bem como a recomendação da fiel obediência às normas de segurança para o uso do
armamento, tudo como medida de prevenção de disparos acidentais, e o mesmo procedimento deve ser
adotado com o pessoal de reforço que assume o serviço ao final do expediente;
VI ‐ supervisionar, auxiliado pelo seu Adj, a confecção pelo Cmt Gd do roteiro do pessoal
de serviço, documento este de conhecimento restrito ao Of Dia, Adj Of Dia, Cmt Gd e Cb Gd, evitando
que os soldados da guarda ocupem o mesmo posto de sen nela durante todo o serviço;
VIII ‐ providenciar para que sejam executados, a tempo, os toques regulamentares, de
modo que todas as formaturas ou demais atos que exijam toques se realizem no momento oportuno;
IX ‐ receber qualquer autoridade civil ou militar de categoria igual ou superior à do Cmt U
e acompanhá‐la à presença deste ou do oficial de maior posto que se achar no quartel;
X ‐ ter sob sua responsabilidade os objetos existentes nas dependências priva vas do Of
Dia e de oficiais presos;
XIII ‐ assinar as baixas extraordinárias ocorridas depois do expediente, quando não se
achar no quartel o Cmt SU interessada ou seu subs tuto;
XIV ‐ inspecionar, freqüentemente, respeitadas as restrições do § 2º deste ar go e as
constantes das NGA/U, as dependências do quartel, verificando se estão sendo regularmente cumpridas
as ordens em vigor e tomando as providências que não exijam a intervenção de autoridade superior;
XV ‐ dar conhecimento imediato ao SCmt U, ou ao Cmt U quando não possa fazê‐lo ao
primeiro, de todas as ocorrências que exigirem pronta intervenção do comando;
XVI ‐ fazer recolher aos lugares competentes os presos e de dos e pô‐los em liberdade,
quando para isso esteja autorizado;
XVII ‐ não consen r que praças presas conservem em seu poder objetos que possam
provocar lesão corporal ou danificar as prisões;
XVIII ‐ conservar em seu poder, durante a noite e a par r das vinte e uma horas, as chaves
das prisões e de todas as entradas do quartel, menos a do portão principal, que permanece com o Cmt
Gd;
XIX ‐ passar ou fazer passar pelo Adj, quando não possa fazê‐lo pessoalmente, as revistas
regulamentares, limitando‐se a receber do Cmt SU a relação das faltas, quando este desejar passar a
revista à sua tropa, tudo fazendo constar da parte diária;
XX ‐ em casos extraordinários, determinar às SU, na ausência dos respec vos Cmt ou de
autoridade superior da unidade, a apresentação de praças para o serviço urgente não previsto nas
ordens do comando;
XXII ‐ atender com presteza, na ausência do Cmt U ou do SCmt U, às determinações de
autoridade que tenha ação de comando sobre a unidade, empregando todos os meios para dar
conhecimento de tais determinações àquelas autoridades, no mais curto prazo possível, devendo estas
ordens serem objeto de auten cação;
XXIII ‐ impedir, salvo mo vo de instrução ou serviço normal, a saída de qualquer fração de
tropa armada sem autorização prévia do comando da unidade, a menos que, por circunstâncias
especiais, uma autoridade nas condições previstas no inciso XXII deste ar go o determine diretamente,
procedendo, então, como está regulado naquele inciso;
XXIV ‐ impedir a saída de animais, viaturas ou outro material sem ordem de autoridade
competente, salvo nos casos de instrução ou serviço normal, fazendo constar da parte diária as saídas
extraordinárias, assim como o regresso, mencionando as horas;
XXV ‐ permanecer no quartel durante as horas determinadas neste Regulamento, pronto
e uniformizado para atender a qualquer eventualidade;
XXVI ‐ rubricar todos os documentos regulamentares rela vos ao seu serviço;
XXVII ‐ fazer registrar pelo Adj e assinar, no respec vo livro de partes, todas as
ocorrências havidas no serviço, inclusive saída ou entrada de tropa por mo vo que não seja de instrução
ou de serviço normal;
XXVIII ‐ estar presente, do início ao término da distribuição e do consumo de todas as
refeições dos cabos e soldados, para mandar executar os toques regulamentares, verificar a disciplina no
refeitório e tomar outras providências que se fizerem necessárias;
XXIX ‐ nos dias sem expediente, e na ausência do Fisc Adm, do médico, do encarregado
do setor de aprovisionamento ou do veterinário, examinar as rações preparadas, os víveres, a carne
verde e a forragem;
XXX ‐ impedir a abertura de qualquer dependência fora das horas de expediente, sem ser
pelo respec vo chefe ou mediante ordem escrita deste, com declaração do mo vo;
regulamentares e cumpridas as ordens e instruções dadas;
XXXII ‐ assis r ao recebimento de todo o material que entre no quartel fora das horas de
expediente, fazendo constar da parte diária, e, a qualquer hora, à distribuição de víveres e forragem;
XXXIII ‐ fiscalizar para que, logo após o término do expediente, todas as chaves das
dependências do quartel (gabinetes, reservas, depósitos, paiol etc) estejam no claviculário da unidade,
exigindo, em seguida, que a chave deste lhe seja entregue pelo seu Adj;
XXXVI ‐ fiscalizar, auxiliado pelo seu Adj, a limpeza das dependências do quartel a cargo
do cabo da faxina; e
XXXVII ‐ autorizar a saída de praças, após a revista do recolher, exceto das relacionadas no
pernoite.
§ 1º O Of Dia somente pode retardar as apresentações previstas no inciso III deste ar go,
em conseqüência de trabalho urgente, no qual seja indispensável a sua presença, sendo que, nesse caso,
apresentar‐se‐á imediatamente após cessar o impedimento, declarando os mo vos do retardo.
§ 2º Quando não es ver presente o oficial responsável por qualquer repar ção ou
dependência da unidade, o Of Dia, como representante do Cmt U, tem autoridade para intervir nesse
local, sempre que se tornar necessária a repressão de irregularidades que afetem a ordem, segurança,
higiene ou disciplina.
Art. 198. O Of Dia ministra a instrução da qual es ver encarregado em sua SU ou na
unidade, quando esta não exija seu afastamento do quartel, cabendo‐lhe avisar ao seu Adj e ao Cmt Gd o
local preciso em que a qualquer momento pode ser encontrado.
Art. 199. Quando julgar necessário, o Cmt U pode mandar escalar oficiais auxiliares do Of
Dia, com atribuições prescritas de acordo com a situação par cular que ver aconselhado esta medida.
Art. 200. Quando o serviço for o de Fisc Dia, este tem todas as atribuições do Of Dia
durante a sua permanência no quartel, passando‐as ao auxiliar durante sua ausência, apenas se
tornando responsável, daí em diante, pelos fatos para cuja solução for solicitado pelo auxiliar.
Parágrafo único. Quando nas funções de Fisc Dia, o oficial pode pernoitar em sua
residência, devendo, entretanto, assis r à revista do recolher e à primeira refeição das praças no dia
seguinte, salvo quando exis r oficial preso ou de do ou ordem especial do Cmt U, casos em que
pernoitará no quartel.
Seção II
Do Médico‐de‐Dia
Art. 201. Ao Med Dia incumbe, além das suas atribuições normais, o seguinte:
II ‐ prestar os socorros médicos de urgência aos militares da unidade;
III ‐ atender aos casos urgentes, fora das horas de expediente;
IV ‐ providenciar a assistência indispensável, exigida pelos doentes em estado grave, seja
no quartel, seja durante o seu transporte para o hospital;
V ‐ verificar as dietas des nadas aos doentes, antes de sua distribuição;
VI ‐ percorrer as dependências da FS, especialmente as enfermarias, verificando o estado
de asseio e a ordem, assim como a conduta do pessoal de serviço na FS;
VII ‐ fiscalizar a aplicação dos medicamentos e cura vos pelos enfermeiros, orientando‐os
quando necessário, nesse mister;
VIII ‐ baixar à enfermaria ou outra instalação de saúde as praças que adoecerem fora do
horário de expediente;
IX ‐ passar pelo menos uma revista, à noite, na enfermaria, quando houver doentes
graves;
X ‐ transmi r, em parte, ao SCmt U, por intermédio do Med Ch, as ocorrências verificadas
durante o serviço; e
XI ‐ realizar o controle de todos os militares em LTSP e, conforme parecer da JIS, realizar o
acompanhamento daqueles que necessitam de trabalhos de fisioterapia ou atendimento hospitalar.
Art. 202. O nome, a residência, o telefone e todos os informes necessários sobre o Med
Dia devem estar na enfermaria, em lugar bem visível, bem como seu des no eventual, se for o caso.
Seção III
Do Auxiliar do Fiscal‐de‐Dia
Art. 203. O Aux Fisc Dia responde pelas funções do Fisc Dia no período em que este
es ver afastado da unidade.
Art. 204. A existência da escala de Aux Fisc Dia não elimina a escala de Adj.
Seção IV
Do Adjunto
Art. 205. O Sgt Adj é o auxiliar imediato do Of Dia, incumbindo‐lhe:
I ‐ apresentar‐se ao Of Dia após receber o serviço, executar e fazer executar todas as suas
determinações;
II ‐ transmi r as ordens que dele receber e inteirá‐lo da execução;
III ‐ secundá‐lo, por inicia va própria, na fiscalização da execução das ordens em vigor
rela vas ao serviço;
IV ‐ responder, perante o Of Dia, pela perfeita execução da limpeza do quartel a cargo do
cabo da faxina;
V ‐ par cipar ao Of Dia todas as ocorrências que verificar e as providências que a respeito
tenha tomado;
VI ‐ acompanhar o Of Dia nas suas visitas às dependências do quartel, salvo quando
dispensado por ele ou na execução de outro serviço;
VII ‐ passar revista às SU, quando determinado pelo Of Dia;
VIII ‐ organizar e escriturar os papéis rela vos ao serviço, de modo que, uma hora depois
da Parada, no máximo, estejam concluídos e à disposição do SCmt U;
IX ‐ dividir os quartos de ronda noturna entre si e os Sgt Dia SU;
X ‐ dividir a ronda noturna da guarda entre o seu comandante e o Cb Gd;
XIII ‐ receber, dos Sgt Dia SU, todas as praças da unidade que devam ser recolhidas presas
e apresentá‐las ao Of Dia para o conveniente des no;
XIV ‐ providenciar para que as chaves de todas as dependências do quartel (gabinetes,
reservas, depósitos, paiol etc) estejam colocadas no claviculário da unidade, logo após o toque de
ordem, informando pessoalmente ao Of Dia qualquer falta e entregando‐lhe a respec va chave;
XV ‐ no caso de abertura de reserva para entrega de armamento do pessoal de serviço,
nos horários sem expediente e ausente o Cmt SU, auxiliar o Of Dia na fiscalização, acompanhados do
respec vo Sgt Dia SU, da distribuição e do recolhimento, pelos armeiros, de todo o armamento
u lizado,bem como da abertura e do fechamento da reserva; e
XVI ‐ responder pelo Of Dia em seus impedimentos eventuais.
Art. 206. Quando o Adj responder eventualmente pelo Of Dia, par cipar‐lhe‐á as
ocorrências havidas durante o seu impedimento, mesmo que já as tenha comunicado à autoridade
superior ou haja providenciado a respeito.
Seção V
Do Sargento‐de‐Dia à Subunidade
Art. 207. O Sgt Dia SU é o auxiliar do Of Dia no que se referir ao serviço em sua SU e, de
conformidade com as determinações desse oficial, incumbe‐lhe:
I ‐ apresentar‐se ao Cmt SU, ao Of Dia e ao Adj, ao entrar e sair de serviço e após a leitura
do BI;
II ‐ informar ao Of Dia a existência de ordens especiais rela vas à sua SU que interessem
ao serviço;
III ‐ solicitar do Of Dia, na ausência do Cmt SU, qualquer providência de caráter urgente;
IV ‐ auxiliar o Of Dia e o Adj em tudo o que diga respeito à boa execução dos respec vos
serviços, providenciando, par cularmente, para que o armeiro da SU esteja na reserva à hora prevista
para a distribuição e o recolhimento do armamento do pessoal de serviço;
V ‐ registrar no livro de partes diárias da SU todas as ocorrências havidas no seu serviço;
VI ‐ fiscalizar o serviço de guarda da SU;
VII ‐ cumprir e fazer cumprir todas as ordens gerais e par culares referentes ao serviço na
SU;
VIII ‐ manter a ordem, o asseio e a disciplina na SU;
IX ‐ responder pelo Sgte, na ausência deste;
X ‐ cumprir as determinações do Of Dia rela vas à sua SU ou ao serviço da unidade;
XI ‐ par cipar, com a urgência necessária, ao Cmt SU, aos oficiais, ao subtenente e ao
Sgte, as ordens extraordinárias que receba e que sejam de interesse imediato desses militares ou da SU;
XII ‐ par cipar ao Cmt SU, com urgência, as ocorrências verificadas durante o serviço e
que exijam seu imediato conhecimento, independente das providências tomadas a respeito;
XIII ‐ pôr em forma a SU para as formaturas e revistas;
a) exigir que as praças se apresentem corretamente fardadas;
b) apresentar ao encarregado do setor de aprovisionamento a relação das praças que, por
mo vo de serviço, não compareçam à hora regulamentar; e
XV ‐ apresentar ao Adj as praças da SU que devam ser recolhidas presas;
XVI ‐ zelar para que as praças de das da SU permaneçam nos lugares determinados;
XVIII ‐ no caso de abertura da reserva de armamento da SU, nos horários sem expediente,
para entrega de armamento do pessoal de serviço, assis r à distribuição e ao recolhimento, pelo
armeiro, de todo o armamento u lizado, bem como à abertura e ao fechamento da reserva.
§ 1º Quando no quartel se encontrar apenas uma SU da unidade, as funções de Adj Of
Dia e de Sgt Dia SU são acumuladas pelo mesmo militar.
§ 2º O serviço de Sgt Dia SU, quanto às ligações externas, começa normalmente depois da
leitura do BI, salvo nos dias em que, por qualquer circunstância, não se achem presentes os oficiais, o
subtenente ou o Sgte SU, caso em que seguirá a regra geral para os serviços diários.
§ 3º Ordinariamente, antes da leitura do BI, o Sgt Dia SU entende‐se apenas com as
autoridades de sua SU.
Art. 208. Nas unidades em que os animais se achem distribuídos às SU, o Sgt Dia tem
mais os seguintes encargos:
I ‐ verificar a limpeza e outros cuidados com os animais, bem como zelar pela
conservação das cavalariças ou do canil, de acordo com as regras estabelecidas e ordens recebidas;
III ‐ acompanhar o Cmt SU, o Of Dia, o veterinário ou outra autoridade nas revistas às
cavalariças ou ao canil, prestando‐lhes as informações pedidas;
IV ‐ inspecionar, com freqüência, as cavalariças, tanto de dia como de noite, verificando
se tudo corre normalmente, corrigindo as irregularidades que encontre e pedindo providências para as
que escapem à sua alçada;
V ‐ anotar os animais que se desferrarem e os que o veterinário considerar sem condições
de prestar serviço, registrando os respec vos números no quadro de avisos da SU para conhecimento
dos interessados e providências decorrentes;
VII ‐ impedir que qualquer animal da SU seja re rado das baias ou do canil sem a
autorização necessária, bem como anotar as quan dades de forragem recebidas do seu antecessor e
passadas ao seu sucessor; e
Art. 209. Nas unidades, cujas SU disponham de viaturas, o Sgt Dia tem, ainda, os
seguintes encargos:
I ‐ verificar limpeza, arrumação e segurança da garagem, das oficinas e dos depósitos, em
especial os que contenham inflamáveis;
II ‐ acompanhar o Cmt SU, o Of Dia, o O Mnt Vtr ou outra autoridade, nas revistas às
dependências mencionadas, prestando‐lhes as informações pedidas;
III ‐ somente permi r a saída de viaturas quando devidamente autorizada, verificando se
o motorista cumpre todas as normas prescritas;
V ‐ inspecionar, com freqüência, as dependências relacionadas no inciso I deste ar go,
verificando se tudo corre normalmente, corrigindo eventuais irregularidades ou solicitando as
providências que o caso indicar;
VI ‐ examinar as viaturas na saída e no regresso, transcrevendo no livro de partes:
a) o reabastecimento;
b) a leitura do odômetro;
c) a natureza do serviço prestado e quem o autorizou; e
d) as observações que julgar oportunas;
Seção VI
Da Guarda do Quartel
§ 1º Excepcionalmente, a guarda do quartel pode ser comandada por oficial, neste caso, é
acrescida de um corneteiro ou clarim, passando o sargento às funções de auxiliar do Cmt Gd.
§ 2º Todo o pessoal da guarda deve manter‐se corretamente uniformizado, equipado e
armado durante o serviço, pronto para entrar rapidamente em forma e atender a qualquer
eventualidade.
§ 3º Observado o previsto no § 5º deste ar go, um rodízio de descanso entre os homens
menos folgados pode funcionar no decorrer de todo o serviço, sob o controle do Cmt Gd, com a
finalidade de permi r que os soldados estejam descansados, vigilantes e alertas durante a permanência
nos postos de sen nela, par cularmente no período noturno.
§ 4º O período de descanso de que trata o § 3º deste ar go é gozado no alojamento da
guarda, de onde os homens somente se afastam mediante ordem ou com autorização do Cmt Gd, sendo
autorizado que os soldados afrouxem o equipamento e durmam.
§ 5º Um efe vo aproximado de um terço da guarda do quartel deve estar acordado e
reunido, como força de reação, inclusive à noite, para atender a situações de emergência na defesa do
quartel.
§ 6º As condições do rodízio tratado nos §§ 3º e 4º deste ar go devem estar reguladas de
forma pormenorizada nas NGA/U.
Art. 211. A guarda do quartel tem por principais finalidades:
I ‐ manter a segurança do quartel;
III ‐ impedir a saída de praças que não estejam convenientemente fardadas, somente
permi ndo a sua saída em trajes civis quando portadoras de competente autorização e, neste caso,
convenientemente trajadas;
VI ‐ não permi r aglomerações nas proximidades das prisões nem nas imediações do
corpo da guarda e dos postos de serviço;
VIII ‐ impedir a entrada de força não pertencente à unidade, sem conhecimento e ordem
do Of Dia, devendo, à noite, reconhecer à distância aquela que se aproximar do quartel;
IX ‐ impedir que os presos se comuniquem com outras praças da unidade ou pessoas
estranhas, sem autorização do Of Dia;
X ‐ dar conhecimento imediato ao Of Dia sobre a entrada, no aquartelamento, de oficial
estranho à unidade;
XI ‐ levar à presença do Adj as praças de outras OM que pretendam entrar no quartel;
XII ‐ impedir a entrada de civis estranhos ao serviço da unidade sem prévio conhecimento
e autorização do Of Dia;
XIV ‐ só permi r a entrada de qualquer viatura à noite, depois de reconhecida à distância,
quando necessário;
XV ‐ fornecer escolta para os presos que devam ser acompanhados no interior do quartel;
XVI ‐ relacionar as praças da unidade que se recolherem ao quartel depois de fechado o
portão principal;
XVII ‐ permi r a saída das praças, após a revista do recolher, somente das que
estejamautorizadas pelo Of Dia; e
XVIII ‐ prestar as con nências regulamentares.
Parágrafo único. Na execução dos serviços que lhes cabem, as guardas são regidas pelas
disposições regulamentares vigentes rela vas ao assunto e instruções especiais do Cmt U.
Art. 212. No corpo da guarda é proibida a permanência de civis ou de praças estranhas à
guarda do quartel.
Art. 213. No corpo da guarda devem ser afixados quadros contendo relações de material
carga distribuído, os deveres gerais do pessoal da guarda e as ordens par culares do Cmt U.
Seção VII
Do Comandante da Guarda
Art. 215. O Cmt Gd é o responsável pela execução de todas as ordens referentes ao
serviço da guarda e é subordinado, para esse efeito, diretamente ao Of Dia.
Art. 216. Ao Cmt Gd incumbe:
I ‐ formar a guarda:
a) rapidamente, ao sinal de alarme dado pelas sen nelas, reconhecendo imediatamente
o mo vo e agindo por inicia va própria, se for o caso; e
b) à chegada e à saída do Cmt U, prestando‐lhe as honras militares, respeitado o prescrito
no R‐2 e as determinações daquela autoridade;
II ‐ responder perante o Of Dia pelos asseio, ordem e disciplina no corpo da guarda;
III ‐ conferir, ao assumir o serviço, o material distribuído ao corpo da guarda e constante
do quadro nele afixado, dando parte, imediatamente, ao Of Dia das faltas e dos estragos verificados;
IV ‐ cumprir e fazer cumprir, por todas as praças da guarda, os deveres correspondentes;
V ‐ velar pela fiel execução do serviço, de conformidade com as ordens e instruções em
vigor;
VI ‐ confeccionar o roteiro do pessoal de serviço da guarda, sob a supervisão do Of Dia e
seu Adj;
VII ‐ organizar e controlar o rodízio de descanso dos soldados da guarda;
VIII ‐ verificar, ao assumir o serviço, se todas as praças presas encontram‐se nos lugares
determinados;
IX ‐ examinar, cuidadosamente, as condições de segurança das prisões, em especial o
tocante aos presos condenados ou sujeitos a processo no foro militar ou civil;
XI ‐ passar em revista o pessoal da guarda, constantemente;
XII ‐ somente abrir as prisões, durante o dia, mediante ordem do Of Dia e, à noite,
somente com a presença deste;
XIII ‐ quando abrir as prisões, formar a guarda em torno dos respec vos portões;
XIV ‐ exigir dos presos compostura compa vel com a finalidade moral da punição, não
permi ndo diversões cole vas ou individuais ruidosas;
XV ‐ passar em revista, tanto a guarda como os presos, na mesma hora em que esta é
passada nas SU, sem prejuízo de outras que julgue conveniente;
XVII ‐ fechar os portões do quartel às dezoito horas, ou em horário determinado pelo Cmt
U, deixando aberta, apenas, a passagem individual do portão principal;
XVIII ‐ conservar em seu poder, durante o dia, as chaves das prisões e das diferentes
entradas do quartel, entregando‐as ao Of Dia às vinte e uma horas, com exceção das chaves do portão
principal;
XIX ‐ dar imediato conhecimento ao Of Dia de qualquer ocorrência extraordinária havida
na guarda, mesmo que tenha providenciado a respeito;
XX ‐ entregar ao Of Dia, logo depois de subs tuído no serviço, a parte da guarda, nela
fazendo constar a relação nominal das praças da guarda, os roteiros das sen nelas e rondas, as
ocorrências havidas durante o serviço e a situação do material do corpo da guarda;
XXI ‐ anexar à parte da guarda uma relação:
a) das praças que entraram no quartel após a revista do recolher, mencionando a hora de
entrada; e
XXIII ‐ estar a par da entrada, permanência e saída de quaisquer pessoas estranhas à
unidade, cien ficando o Adj e o Of Dia a respeito;
XXIV ‐ somente permi r que as praças saiam do quartel nos horários previstos ou quando
munidas de competente autorização, verificando se estão corretamente fardadas;
XXV ‐ só permi r que as praças saiam do quartel em trajes civis, quando autorizadas e
bem trajadas;
XXVI ‐ revistar as viaturas estranhas, militares e civis, à entrada e à saída do quartel; e
XXVII ‐ somente afastar‐se do corpo da guarda autorizado pelo Of Dia ou por mo vo de
serviço, coordenando, nesses casos, as ações com o Cb Gd.
Seção VIII
Do Cabo da Guarda
I ‐ empenhar‐se para que nenhuma falha ocorra no serviço, corrigindo imediatamente as
que verificar e solicitando a intervenção do Cmt Gd, quando necessário;
II ‐ dar ciência ao Cmt Gd de todas as ocorrências que chegarem ao seu conhecimento e
interessarem ao serviço;
III ‐ com relação às praças:
a) que devam render os quartos de sen nelas:
1. verificar se todas estão com suas armas travadas, alimentadas e não carregadas;
2. conduzi‐las para a rendição dos postos; e
3. fazê‐las verificar o perfeito funcionamento da campainha elétrica, do telefone ou de
outro meio de comunicação que ligar o posto ao corpo da guarda;
1. exigir delas a transmissão clara e fiel das ordens recebidas;
2. verificar se todas estão com suas armas travadas, alimentadas e não carregadas;
3. conduzi‐las para o corpo da guarda; e
4. no corpo da guarda, verificar se todas estão com suas armas travadas, não carregadas e
sem o carregador;
IV ‐ secundar o Cmt Gd, se sargento, na vigilância de tudo o que se relacionar com o
serviço, por inicia va própria ou por determinação daquele;
V ‐ atender, com a máxima presteza, ao chamado das sen nelas e dirigir‐se aos
respec vos postos logo que tenha conhecimento de alguma anormalidade;
VII ‐ não se afastar do corpo da guarda sem ordem ou licença do Cmt Gd, salvo por
mo vo de serviço, deixando, nesse caso, um soldado como seu subs tuto eventual;
X ‐ reconhecer pessoas, viaturas ou forças que pretendam entrar no quartel, verificando
os respec vos mo vos;
XI ‐ anotar, ou fazer anotar, todas as praças que se recolham ao quartel após a revista do
recolher; e
XII ‐ auxiliar o Cmt Gd no controle do rodízio de descanso dos soldados da guarda.
Art. 218. Quando houver mais de um Cb Gd, o serviço é distribuído conforme as NGA/U.
Seção IX
Dos Soldados da Guarda e das Sen nelas
I ‐ estar alerta e vigilante, em condições de bem cumprir a sua missão;
II ‐ não abandonar sua arma e mantê‐la pronta para ser empregada, alimentada, fechada
e travada, e de acordo com as ordens par culares que tenha recebido;
III ‐ não conversar nem fumar durante a permanência no posto de sen nela;
IV ‐ evitar explicações e esclarecimentos a pessoas estranhas ao serviço, chamando, para
isso, o Cb Gd, quando se tornar necessário;
VI ‐ não consen r que praças ou civis saiam do quartel portando quaisquer embrulhos,
sem permissão do Cb Gd ou do Cmt Gd;
VII ‐ guardar sigilo sobre as ordens par culares recebidas;
VIII ‐ fazer parar qualquer pessoa, força ou viatura que pretenda entrar no quartel,
especialmente à noite, e chamar o militar encarregado da necessária iden ficação;
IX ‐ prestar as con nências regulamentares;
X ‐ encaminhar ao Cb Gd os civis que desejarem entrar no quartel; e
XI ‐ dar sinal de alarme:
a) toda vez que notar reunião de elementos suspeitos na circunvizinhança do seu posto;
c) na tenta va de arrombamento de prisão ou fuga de presos;
d) na ameaça de desrespeito à sua autoridade e às ordens rela vas ao seu posto;
e) ao verificar qualquer anormalidade de caráter alarmante; ou
f) por ordem do Cb Gd, do Cmt Gd ou do Of Dia.
§ 1º Em situação que exija maior segurança da sen nela para o cabal desempenho de sua
missão, incumbe‐lhe, especialmente à noite, e de conformidade com as instruções e ordens par culares
recebidas, além das prescrições normais estabelecidas, as seguintes:
I ‐ fazer passar ao largo de seu posto os transeuntes e veículos;
II ‐ dar sinal de aproximação de qualquer força, logo que a perceba; e
III ‐ fazer parar, a uma distância que permita o reconhecimento, pessoas, viaturas ou força
que pretendam entrar no quartel.
I ‐ no caso do inciso I do § 1º deste ar go:
a) comandar “Passe ao largo”;
b) se não for imediatamente obedecido, abrigar‐se, repe r o comando, dar o sinal de
chamada ou de alarme e preparar‐se para agir pela força;
c) se ainda o segundo comando não for cumprido, in mar pela terceira vez, e tratando‐se
de indivíduo isolado, mantê‐lo imobilizado à distância, apontando‐lhe sua arma carregada e com a
baioneta armada, até que ele seja de do pelos elementos da guarda que verem acorrido ao sinal de
alarme;
d) em caso de não obediência à terceira vez, fazer um disparo para o ar e somente reagir
pelo fogo se houver, pelo indivíduo isolado, manifesta tenta va de agressão à sua pessoa ou à
integridade das instalações;
f) no caso de ameaça clara de agressão, a sen nela fica dispensada das prescrições
citadas nas alíneas deste inciso;
II ‐ na situação do inciso III do § 1º deste ar go:
a) perguntar à distância conveniente “Quem vem lá?”, se a resposta for “amigo”, “de paz”,
“oficial” ou “ronda”, deixá‐lo prosseguir se pessoalmente o reconhecer como tal;
b) em contrário ou na falta de resposta, comandar “Faça alto!” e providenciar para o
reconhecimento pelo Cb Gd; e
c) não sendo obedecida no comando “Faça alto!”, proceder como dispõe a alínea “e” do
inciso I deste parágrafo.
§ 3º Em situações excepcionais, o Cmt U pode dar ordens mais rigorosas às sen nelas,
par cularmente quanto à segurança desses homens; estas ordens devem ser transmi das por escrito ao
Of Dia.
§ 4º Nos quartéis situados em zonas urbanas e de trânsito, o Cmt U deve estabelecer, em
esboço permanentemente afixado no corpo da guarda, os limites em que devam ser tomadas as medidas
citadas nos parágrafos deste ar go.
§ 1º A sen nela das armas mantém‐se durante o dia parada no seu posto e,
normalmente, na posição regulamentar de “descansar”, tomando a posição de “sen do” no caso de
interpelação por qualquer pessoa, militar ou civil e, nos demais casos, como previsto no R‐2.
§ 2º Depois de fechado o portão principal, a sen nela das armas posiciona‐se no interior
do aquartelamento, movimentando‐se para vigiar de forma mais eficaz a parte daquele portão e
arredores, fazendo‐o com a arma cruzada.
§ 3º A sen nela coberta:
I ‐ mantém‐se com a arma em bandoleira ou cruzada, tomando a posição de “sen do” no
caso de interpelação por qualquer pessoa, civil ou militar, e também como forma de saudação militar; e
II ‐ pode deslocar‐se nas imediações de seu posto, se não houver prejuízo para a
segurança.
Art. 223. As sen nelas podem abrigar‐se em postos em que haja guarita, ficando, porém,
em condições de bem cumprir suas atribuições.
Art. 224. As sen nelas se comunicam com o corpo da guarda por meio de sinais, de
campainha ou de viva voz e, conforme o caso, podem dispor de telefones ou outros meios de
comunicação apropriados.
§ 1º Os sinais referidos neste ar go podem ser “de chamada” ou de “alarme”.
§ 2º No caso de sinal de viva voz, o de alarme será o brado de “Às armas!”.
Art. 225. O serviço em cada posto de sen nela é dado por três homens ou mais durante
as vinte e quatro horas, dividido em quartos, de modo que um mesmo homem não permaneça de
sen nela mais de duas horas consecu vas.
§ 1º As sen nelas não devem ocupar o mesmo posto durante o serviço, conforme
prescrição con da no inciso VI do art. 197 deste Regulamento.
Seção X
Do Reforço da Guarda
Art. 226. Quando a situação exigir, as guardas são reforçadas, geralmente para o serviço à
noite, com o estabelecimento de novos postos de sen nela e a intensificação do serviço de ronda.
Parágrafo único. O aumento citado no caput deste ar go é realizado por meio de um
“reforço” em praças, correspondente às necessidades.
Art. 227. As praças de reforço:
I ‐ são escaladas de modo semelhante às da guarda;
II ‐ formam na Parada;
III ‐ são apresentadas ao Of Dia, para o serviço, em horário definido pelo Cmt U; e
IV ‐ durante o dia, par cipam dos trabalhos normais de suas SU, seções ou frações.
Parágrafo único. Nos dias sem expediente, o reforço permanece no quartel à disposição
do Of Dia, desde a rendição da Parada.
Seção XI
Art. 228. Na subs tuição das guardas deve ser observado o cerimonial prescrito no R‐2.
Art. 229. Após o cerimonial de subs tuição das guardas, procedem‐se às seguintes
formalidades:
I ‐ as duas guardas dirigem‐se para as portas das prisões que serão abertas com as
precauções regulamentares, sendo os presos recebidos pelo Cmt Gd que entra, de acordo com a relação
que lhe será entregue pelo subs tuído;
II ‐ após isto, as guardas retornam ao corpo da guarda; (re ficado)
III ‐ de posse das ordens e instruções, o Cmt Gd que entra organiza seu serviço (roteiro,
ordens par culares a cada posto etc) e, em seguida, recebe a carga do material que ficará sob sua
guarda; e
IV ‐ o Cmt Gd que entra transmite as ordens ao Cb Gd e ordena que este proceda à
subs tuição das sen nelas, pelo seu primeiro quarto, devendo a sen nela das armas ser subs tuída por
úl mo. (re ficado)
Art. 232. As guardas externas que se recolherem ao quartel, após seus comandantes se
apresentarem ao Of Dia, fazem a con nência regulamentar ao terreno no local habitual da Parada,
saindo de forma ao comando correspondente.
Parágrafo único. Quando a guarda for comandada por oficial, este ordena ao sargento
Cmt Gd do quartel que comunique a sua chegada ao Of Dia, procedendo, a seguir, como estabelece o
presente ar go.
Seção XII
Das Guardas das Subunidades
Art. 234. A Guarda da SU é cons tuída pelo Cb Dia, que é o seu Cmt, e pelos soldados
plantões, restringindo‐se o serviço às dependências da SU acessíveis às praças.
Art. 235. O serviço de guarda à SU tem por fim:
I ‐ manter a ordem, a disciplina e o asseio no alojamento e nas demais dependências
acessíveis às praças;
II ‐ vigiar as praças de das no alojamento;
III ‐ não permi r:
a) jogos de azar, disputa ou algazarra; e
b) a saída de objetos sem autorização dos respec vos donos ou responsáveis;
IV ‐ cumprir e fazer cumprir todas as determinações das autoridades competentes.
§ 1º Os plantões permanecem no quartel durante todo o serviço; o Cb Dia e o plantão da
hora conservam‐se desarmados, mas portando o cinto de guarnição.
Seção XIII
Do Cabo‐de‐Dia
Art. 236. O Cb Dia é o principal responsável pela ordem e exa dão do serviço de guarda à
SU.
Art. 237. Ao Cb Dia incumbe:
IV ‐ apresentar‐se, logo depois da Parada, ao seu Cmt SU, ao Sgte e ao Sgt Dia à sua SU;
V ‐ dirigir a limpeza das dependências da SU sob a responsabilidade da guarda, a ser feita
pelos plantões, par cularmente dos banheiros;
VI ‐ providenciar para que as praças da SU entrem rapidamente em forma, por ocasião de
todas as formaturas normais ou extraordinárias;
VII ‐ apresentar ao Sgte, ou ao Sgt Dia SU na ausência daquele, as praças que devam
comparecer à visita médica e acompanhá‐las à presença do médico;
VIII ‐ par cipar ao Sgte, ou ao Sgt Dia SU na ausência do primeiro, as irregularidades
ocorridas na SU, mesmo que tenham exigido providências imediatas;
IX ‐ distribuir os quartos de serviço pelos plantões, de modo que cada um não permaneça
em serviço por mais de duas horas consecu vas;
X ‐ apresentar‐se a todos os oficiais que entrarem no alojamento;
XI ‐ zelar para que as camas se conservem arrumadas pelos seus donos e os armários
fechados;
XII ‐ fazer levantar, nos dias com expediente, as praças ao findar o toque de alvorada,
salvo ordem contrária;
XIII ‐ não consen r a presença de civis no alojamento sem que estejam devidamente
acompanhados por um oficial ou sargento;
XIV ‐ verificar e relacionar as praças que, estando no pernoite, não se encontrem no
alojamento ao toque de silêncio, devendo tal relação constar da parte do Sgt Dia, a fim de que seja
possível averiguar o des no de cada militar ausente;
XV ‐ apresentar ao Sgt Dia SU, por ocasião das formaturas para o rancho, a relação das
praças que, por mo vo de serviço, não possam comparecer ao rancho na hora regulamentar; e
XVI ‐ verificar, por ocasião das formaturas para o rancho, se todas as praças em forma
estão arranchadas, entregando ao Sgt Dia SU a relação dos faltosas sem mo vo jus ficado.
Seção XIV
Dos Plantões
Art. 238. O plantão de serviço (plantão da hora) é a sen nela da SU, incumbindo‐lhe:
I ‐ estar atento a tudo o que ocorrer no alojamento, par cipando imediatamente ao Cb
Dia qualquer alteração que verificar;
IV ‐ não consen r que seja prejudicado, por qualquer meio, o asseio do alojamento e das
dependências que lhe caiba guardar;
V ‐ zelar para que as camas se conservem arrumadas;
VII ‐ fazer levantar, nos dias com expediente, as praças ao findar o toque de alvorada,
coadjuvando a ação do Cb Dia;
VIII ‐ não consen r a entrada de civis no alojamento sem que estejam devidamente
acompanhados por um oficial ou sargento;
X ‐ impedir a re rada de qualquer objeto do alojamento sem a devida autorização do
dono ou responsável ou do Sgt Dia ou Cb Dia;
XII ‐ impedir a entrada de praças de outras SU que não possuam a autorização necessária,
principalmente após a revista do recolher;
XIII ‐ não permi r conversa em voz alta, nem outra qualquer perturbação do silêncio,
depois do respec vo toque;
XIV ‐ relacionar as praças que, estando no pernoite, se recolherem ao alojamento depois
do toque de silêncio e entregar a relação ao Cb Dia no momento oportuno;
XVI ‐ acender e apagar as luzes do alojamento nas horas determinadas.
Parágrafo único. Caso o plantão da hora não se aperceba da entrada de um oficial no
alojamento, qualquer praça pode dar o alerta (sinal ou voz) que àquele incumbe.
Art. 240. Os plantões fazem a limpeza do alojamento e das dependências a cargo da Gd
SU, sob a direção do Cb Dia.
Art. 241. O posto de plantão da hora se localiza, normalmente, na entrada do alojamento,
devendo aquele militar percorrer, algumas vezes, essa dependência, para cer ficar‐se de que o pessoal
está usando corretamente as instalações, principalmente as sanitárias.
Parágrafo único. O plantão da hora também é responsável por manter a limpeza e o
asseio das instalações sanitárias.
Seção XV
Das Guardas das Garagens
Art. 242. A guarda das garagens é um serviço integrante da unidade ou de SU, conforme a
distribuição da responsabilidade por tais dependências.
Art. 243. O Cmt U, tendo em vista o número de garagens, sua localização e as condições
de segurança, deve fixar, nas NGA/U, a graduação do comandante e o efe vo das guardas das garagens,
bem como a conduta e as regras do serviço.
Seção XVI
Das Guardas das Cavalariças e do Canil
Art. 244. A guarda das cavalariças é parte integrante do serviço da SU, sendo cons tuída
por um cabo e pelos soldados indispensáveis ao serviço, e tem por finalidade:
I ‐ manter as cavalariças em estado de asseio e ordem;
II ‐ velar para que os animais sejam tratados com o máximo cuidado, tanto no que se
relaciona à alimentação, como ao conforto que lhes deva ser proporcionado;
III ‐ dispensar especial atenção a tudo quanto respeitar à higiene e aos cuidados com a
saúde dos animais; e
IV ‐ zelar pela guarda e conservação de todos os objetos a seu cargo ou que lhe forem
entregues.
Parágrafo único. A guarda das cavalariças conserva‐se nas imediações destas, não
podendo suas praças daí se afastarem sem conhecimento do respec vo Cmt, o qual somente por ordem
superior ou mo vo de serviço inadiável o permi rá, devendo, porém, permanecer pelo menos um
homem em vigilância.
Art. 245. O Cmt Gd das cavalariças é o responsável, perante o Sgt Dia, pela fiel execução
do serviço a cargo da guarda, incumbindo‐lhe:
I ‐ verificar, em companhia do seu antecessor, ao receber o serviço, se as cavalariças estão
em ordem, se os animais estão limpos e cuidados e se o material está de acordo com a relação‐carga e
em condições de emprego imediato;
II ‐ distribuir os soldados da guarda por grupos de baias e dar‐lhes as instruções para o
serviço;
III ‐ designar os homens para os quartos de serviço de plantão durante a noite, conforme
as regras estabelecidas para o referido serviço;
IV ‐ receber a forragem des nada ao consumo durante as vinte e quatro horas do serviço
e dirigir a sua distribuição, bem como o fornecimento de água, nas horas regulamentares;
VI ‐ corrigir as irregularidades no serviço, ou pedir a intervenção do Sgt Dia, quando não
for de sua alçada;
VII ‐ par cipar ao Sgt Dia todas as ocorrências verificadas e as providências que haja
tomado;
VIII ‐ dirigir e fiscalizar o serviço de limpeza das cavalariças; e
IX ‐ impedir que qualquer animal da SU seja re rado das baias sem a autorização
necessária.
Art. 246. Aos soldados da guarda das cavalariças incumbe:
I ‐ conservar em completo estado de asseio as baias ou os grupos de baias de que tenham
sido incumbidos;
II ‐ examinar freqüentemente os animais a seu cargo e mantê‐los limpos e cuidados;
III ‐ impedir que sejam re rados das cavalariças os objetos ou utensílios que lhes tenham
sido distribuídos ou confiados;
IV ‐ preparar a forragem para distribuição e distribuí‐la, bem como a água, sob a direção
do Cmt Gd;
V ‐ não consen r que alguém lance mão de montada que não seja a própria, salvo ordem
de autoridade competente;
VII ‐ par cipar imediatamente ao Cmt Gd as irregularidades que não possam corrigir.
Art. 247. À noite, em hora estabelecida no horário da unidade, o serviço de cavalariças
transforma‐se em serviço de plantões às baias, executado pelos soldados da guarda das cavalariças
escalados para isto, sendo os homens distribuídos em quartos de serviço e subs tuídos nas mesmas
condições das sen nelas da guarda do quartel, no que for cabível.
Art. 248. As prescrições rela vas à guarda do canil são as mesmas previstas para a guarda
das cavalariças no que lhe for aplicável.
§ 1º A critério do Cmt U, de acordo com as caracterís cas da seção de cães de guerra da
OM, o serviço de guarda do canil pode ser reduzido para um serviço de permanência.
§ 2º Os integrantes da seção de cães de guerra concorrem aos serviços de guarda ou de
permanência do canil.
Seção XVII
Do Serviço‐de‐Dia à Enfermaria
Art. 249. Diariamente, um atendente ou padioleiro deve ser escalado no serviço‐de‐dia à
enfermaria.
Art. 250. Ao atendente‐de‐dia ou ao padioleiro‐de‐dia incumbe:
II ‐ fazer os cura vos e prestar os demais cuidados aos doentes e a outras praças que
deles necessitarem, de acordo com as determinações do Med Ch e do Med Dia;
III ‐ cien ficar prontamente o médico de quaisquer acidentes ou ocorrências havidas na
enfermaria, fazendo‐o ao Of Dia na ausência daquele, que será chamado em caso grave ou urgente;
V ‐ executar, na forma estabelecida neste Regulamento, os serviços que lhe incumbirem
na FS, procedendo, quanto à assistência aos doentes, de acordo com as normas vigentes nos hospitais
militares, no que lhe for aplicável;
VI ‐ recolher petrechos de jogo, instrumentos ou quaisquer outros objetos que estejam
de posse dos doentes e que possam servir para danificar materiais ou dependências da FS, perturbar a
ordem ou causar lesões corporais;
VII ‐ fiscalizar constantemente a permanência na enfermaria de todas as praças baixadas,
somente permi ndo que dela se afastem mediante autorização do médico ou do Sgt Aux Enf; e
Seção XVIII
Do Serviço de Ordens
Art. 251. O serviço de ordens é executado pelos corneteiros ou clarins, pelas ordenanças
e por outros soldados, e se des na à transmissão de ordens e remessa de documentos.
§ 2º As ordenanças concorrem, normalmente, aos serviços de ordens da dependência em
que trabalham os oficiais a que servem.
§ 3º O corneteiro de ordens ao comando somente executa os toques que lhe forem
determinados.
§ 4º O corneteiro de ordens ao Of Dia acompanha‐o permanentemente e executa os
toques por ele determinados, os de comando e os impostos pelo horário da unidade, estes úl mos
mediante autorização daquele oficial.
Art. 252. Os soldados de ordens transportados devem ter, durante o serviço, viaturas em
condições de rápida execução das ordens que receberem, permanecendo, como os demais, nos lugares
determinados pelas autoridades a que es verem servindo.
Parágrafo único. Os soldados de ordens dependem diretamente das autoridades a cuja
disposição se encontram.
CAPÍTULO V
DOS SERVIÇOS EXTERNOS
Art. 253. Serviço externo é todo serviço prestado fora do quartel, de interesse da unidade
ou, simultaneamente, das OM da Gu.
Art. 254. São serviços externos:
I ‐ guardas e escoltas de honra;
II ‐ paradas, desfiles e outras solenidades;
III ‐ honras fúnebres (guardas, escoltas e salvas);
IV ‐ guardas às OM que não disponham de tropa, a próprios nacionais do Exército ou
outros, cuja vigilância e conservação estejam a este confiadas;
V ‐ escoltas, rondas e patrulhas;
VI ‐ ordenanças temporárias;
VII ‐ faxinas;
VIII ‐ representações;
IX ‐ assistência médica e veterinária; e
X ‐ outros serviços que se tornem necessários, com as caracterís cas estabelecidas no art.
253 deste Regulamento.
§ 1º O serviço externo é escalado pelo Cmt U, por inicia va sua e por interesse da
unidade, ou, conforme o caso, por determinações do Cmt Gu ou de autoridade superior.
§ 3º As guardas às OM que não disponham de tropa são regidas pelas disposições deste
Regulamento, no que diz respeito ao serviço de guarda, e por ordens par culares.
§ 4º As escoltas, rondas, patrulhas e faxinas obedecem a ordens e instruções especiais do
Cmt U ou do Cmt Gu, conforme o caso.
Art. 255. As ordenanças temporárias são praças postas à disposição de autoridades em
trânsito ou transitoriamente em serviço na Gu, incumbindo‐lhes, em princípio, as mesmas atribuições
das ordenanças permanentes, sendo dispensadas de todos os serviços da unidade.
Art. 256. As praças da unidade, em serviço em outras OM nas quais haja falta ou
insuficiência de auxiliares próprios, são consideradas em serviço externo.
Parágrafo único. Essas praças são dispensadas do serviço interno da unidade, mas
comparecem à instrução, de acordo com o respec vo programa e as prescrições par culares.
CAPÍTULO VI
DAS FORMATURAS
Art. 257. Formatura é toda reunião do pessoal em forma, armado ou desarmado, e pode
ser:
I ‐ geral ou parcial, da unidade ou de SU; e
II ‐ ordinária ou extraordinária.
§ 1º Em regra, toda formatura tem origem na SU, pela reunião dos oficiais e praças que
dela devam par cipar.
§ 2º Durante a semana, nos corpos de tropa há pelo menos uma formatura geral de toda
a unidade para o início das a vidades do dia, ocasião em que será cantado o Hino Nacional, ou outro
hino, ou uma canção militar.
§ 4º A formatura geral de SU é realizada nos dias em que não houver formatura geral da
unidade.
§ 5º As formaturas ordinárias são as des nadas às revistas normais do pessoal, ao rancho,
à Parada, à leitura do BI e à instrução.
Art. 258. As formaturas extraordinárias podem ser previstas ou inopinadas.
§ 2º As formaturas extraordinárias inopinadas são as impostas pelas circunstâncias do
momento, em virtude de anormalidades ou em função de medidas comuns de caráter interno.
Seção I
Das Formaturas Gerais da Unidade e de Subunidade
Art. 259. Nas ordens para formaturas, são designados, com precisão, hora, local da
reunião, formação, uniforme e outros esclarecimentos necessários, observadas, também, as seguintes
disposições:
I ‐ em cada SU:
a) as ordens são dadas de modo que não seja retardada a hora de reunião da unidade;
b) os oficiais subalternos passam em revista suas frações; e
c) o mais an go apresenta toda a tropa ao Cmt SU, que a conduz, no momento oportuno,
ao local da reunião da unidade;
II ‐ reunidas as SU no local previsto e à hora marcada para a formatura da unidade, o
SCmt U assume o comando de toda a tropa, até a chegada do Cmt U; e
III ‐ o Cmt U somente se aproxima do local da formatura depois de avisado, pelo S3, que a
tropa se encontra pronta para recebê‐lo.
Art. 260. Nas formaturas gerais de SU são observadas as prescrições tratadas no art.
259deste Regulamento, no que lhes for aplicável.
Art. 261. As formaturas nas Armas montadas ou motomecanizadas, quando a pé, são
regidas pelas mesmas disposições do art. 259 deste Regulamento e, quando a cavalo ou com o material,
por aquelas que lhes forem aplicáveis, observando‐se, quanto ao encilhamento dos animais e à
preparação do material, as disposições regulamentares peculiares e as instruções par culares do Cmt U
ou Cmt SU.
Seção II
Da Parada Diária
Art. 262. A Parada diária interna é uma formatura des nada à revista do pessoal para o
serviço diário, que é contado de Parada a Parada.
§ 1º Realiza‐se a pé, à hora e em local determinados pelo Cmt U.
Art. 263. A Parada é organizada pelo 1º Sgt ajudante, auxiliado pelo Sgte mais an go, e
comandada pelo S1 (exceto nos dias em que não houver expediente, quando é comandada pelo Of Dia
que entra de serviço).
Art. 264. A Parada obedece às seguintes formalidades:
I ‐ é organizada da direita para a esquerda na seguinte ordem:
a) a banda de música ou fanfarra ou a banda de corneteiros ou de clarins e tambores;
c) sargentos‐de‐dia;
d) plantões das SU, comandados pelos Cb Dia; e
e) outros serviços (policiamento, escolta de presos etc);
II ‐ terminada a organização da tropa (a banda de música e de corneteiros ou clarins e
tambores em linha de quatro fileiras, e os demais no mínimo em duas fileiras, dependendo do local), o 1º
Sgt ajudante re fica o alinhamento e aguarda a chegada do S1 (a quem mandará prevenir, se for o caso);
III ‐ ao aproximar‐se o S1, o 1º Sgt ajudante comanda “Parada, sen do!” (seguido de
“ombro‐arma!”, quando o S1 for oficial superior), indo, em seguida, ao encontro desse oficial e
apresentando‐lhe a tropa;
IV ‐ o S1 desembainha a espada, assume o comando da Parada, toma posição na altura
do centro da mesma, à distância de quinze passos, frente para ela, tendo à sua esquerda o 1º Sgt
ajudante, e comanda “Parada, descansar!” (antecedido de “descansar‐arma!”, se for o caso), nessa
ocasião os oficiais de serviço entram em forma, o Of Dia no intervalo entre a banda de corneteiros
(clarins) e as guardas, e os demais à direita das frações que comandarem;
V ‐ acompanhado do 1º Sgt ajudante, o S1 inicia a revista das guardas, a par r das bandas
de música, passada homem a homem, fazendo com que o 1º Sgt ajudante vá anotando as observações
por ele feitas, referentes a irregularidades em uniforme, equipamento, armamento, apresentação
individual etc;
VI ‐ na revista de cada guarda acompanham o S1, além do 1º Sgt ajudante, o Of Dia e o
VII ‐ terminada a revista, o S1 retorna à sua posição anterior (quinze passos de distância,
frente para a Parada) e comanda “Parada, sen do!, ombro‐arma!, em con nência ao terreno,
apresentararma!”, a tropa faz a con nência regulamentar, enquanto as bandas de música e de
corneteiros (clarins) executam o toque FA‐44 do Manual FA‐M‐13;
VIII ‐ terminada a con nência, o S1 comanda “Parada, descansar‐arma!, oficiais, fora de
forma!, direita, volver!, Parada a seu des no, ordinário, marche!”; e
IX ‐ os oficiais reúnem‐se com o S1 e, formados em uma fileira à sua retaguarda, assistem
ao desfile de toda a Parada até o ponto de liberação, de onde os diferentes elementos, bem como as
bandas, seguem seus des nos, em forma.
Seção III
Das Formaturas em Quartéis‐Generais
Art. 265. Nos quartéis‐generais de G Cmdo, há, com periodicidade a critério do Of Gen
Cmt, uma formatura geral com a finalidade de manter a coesão e o contato entre todos os oficiais e as
praças da OM e dar oportunidade aos comandos de verificarem as condições de sua tropa.
Parágrafo único. A formatura, realizada em dia, hora e local a serem determinados pelo
Of Gen Cmt, tem cunho solene e nela tomam parte todos os oficiais do QG e o maior efe vo possível de
praças.
I ‐ os oficiais formam um ou mais grupamentos de desfile;
II ‐ as praças formam por fração, à esquerda do úl mo grupamento de oficiais;
III ‐ uma revista de todo o disposi vo é realizada, durante a qual a banda de música (ou
fanfarra) toca um dobrado militar;
IV ‐ o Hino Nacional, ou outro hino, ou uma canção militar é entoado e o Cmt faz uma
breve preleção à tropa, em forma de recomendações, observações e ensinamentos cívicos, morais
sociais, disciplinares, sobre história e outros; e
V ‐ em seguida e na formação mais conveniente do efe vo em forma, a tropa realiza um
desfile, após o que toma seu des no.
CAPÍTULO VII
DAS REVISTAS
Art. 267. Revista é o ato pelo qual se verifica a presença ou o estado de saúde do pessoal,
a existência e o estado do material distribuído e dos animais.
§ 1º As revistas podem ser:
I ‐ de pessoal;
II ‐ de mostra;
III ‐ de animais; e
IV ‐ diária de armamento, munição e explosivo.
§ 2º As revistas mencionadas nos incisos I a III do § 1º deste ar go podem ser normais ou
extraordinárias.
§ 3º As revistas normais são as fixadas em regulamentos ou nos programas de instrução
da unidade; as extraordinárias são determinadas pelo comando superior, pelo comando da unidade ou
pelo comando da SU, quando julgadas necessárias.
§ 4º Em regra, as revistas de pessoal são feitas em formaturas.
§ 5º As revistas de mostra são realizadas no material distribuído, presentes os detentores,
em forma e em local determinado.
Seção I
Da Revista de Pessoal
I ‐ revista da manhã:
a) des nada a constatar a presença do pessoal no quartel, é feita em todos os dias úteis,
normalmente antes do início do expediente;
b) é passada em formatura geral (oficiais e praças) e no uniforme da primeira instrução
do dia; a chamada, porém, é feita em cada pelotão ou seção pelo respec vo comandante, sendo as faltas
apuradas nas SU; e
c) após a chamada, quando for o caso, as SU deslocam‐se para o local da formatura geral
da unidade, de onde, posteriormente, seguem para os locais de instrução ou de trabalho;
II ‐ revista do recolher:
a) des na‐se a constatar a presença das praças relacionadas no pernoite e é passada
diariamente;
b) a chamada e a iden ficação dos militares presentes são realizadas pelo Sgt Dia, em
forma no alojamento da SU, na presença do Of Dia ou do seu Adj;
d) quando houver na unidade mais de duas SU, o Of Dia encarrega o Adj da revista em
algumas delas, a seu critério, assis ndo às demais, a fim de não retardar exageradamente o toque de
“fora de forma”; e
e) após a revista do recolher, as praças relacionadas no pernoite não podem sair do
quartel;
III ‐ revistas sanitária e médica, esta úl ma nos dias úteis:
a) as revistas sanitárias são passadas pelo Ch FS, auxiliado pelos demais médicos da
unidade, em dias marcados pelo Cmt U, em todas as praças da unidade, de sorte que cada militar seja
examinado e pesado periodicamente, sendo os resultados registrados convenientemente;
b) a revista médica é passada por médico da unidade, de preferência numa dependência
especial da FS, nas praças que comparecerem por mo vo de doença ou por ordem superior;
c) excepcionalmente, quando o estado dos doentes não permi r o seu comparecimento à
FS, a revista médica pode ser feita nos alojamentos;
d) toda praça que se sen r adoentada, não podendo fazer o serviço ou a instrução,
par cipa tal fato à autoridade de que dependa diretamente, a fim de ser encaminhada à revista médica;
e) nas SU, as praças que devam comparecer à revista médica são relacionadas pelo Sgt
Dia, em livro apropriado;
f) neste livro é registrado pelo médico, para conhecimento e providências imediatas do
Cmt SU, o seu parecer sobre o estado de saúde do doente, bem como o des no que lhe ver sido dado;
g) ao toque de “revista médica”, as praças que devam comparecer a esta a vidade são
reunidas nas suas SU e daí conduzidas à FS pelos Cb Dia, que levarão consigo o livro de registro;
h) o médico examina individualmente as praças apresentadas por SU, consignando no
livro de revista médica o seu parecer rela vo a cada militar e assinalando as prescrições médicas, a
situação em que permanecerá o doente, a indicação do lugar de tratamento e todas as demais
informações de interesse para o comando;
i) o livro de revista médica é levado diariamente ao SCmt U, a fim de que esta autoridade
se inteire das ocorrências havidas e ordene as providências necessárias acerca das prescrições e
indicações médicas; e
j) as alterações resultantes da revista médica, que devam constar do BI da unidade, são
apresentadas pelo Ch FS, devidamente redigidas para a publicação e sob a forma de proposta.
Art. 269. As providências que cabem aos médicos proporem, com relação aos doentes,
em conseqüência das observações feitas durante a revista médica, devem constar pormenorizadamente
de prescrições específicas, consis ndo, normalmente, em:
II ‐ tratamento no quartel – para os casos de indisposições ligeiras, com ou sem isenção
parcial ou total do serviço ou da instrução;
III ‐ observação na enfermaria – para os casos em que não seja possível a formação de um
diagnós co imediato:
a) a praça permanece na enfermaria, em princípio por dois dias, que podem ser
prorrogados; e
b) no caso de não ser constatado nenhum indício de molés a, o observado tem alta,
devendo o médico mencionar, no livro adequado, o prazo e os dias em que o paciente deve comparecer
à visita médica, para confirmar ou não o diagnós co, se for o caso;
VI ‐ encaminhamento à JIS ou aos serviços médicos especializados.
§ 1º A convalescença, a critério do Cmt U e mediante parecer do médico, pode ser gozada
no interior do quartel ou na residência do interessado, não devendo, neste caso, ultrapassar o prazo
máximo de oito dias.
§ 2º Nos documentos de baixa a hospital devem constar todos os esclarecimentos que
possam elucidar o diagnós co e orientar o tratamento, além das indicações dos antecedentes do doente
e outras informações necessárias.
Art. 270. Comparecem à revista médica, obrigatoriamente, as praças que:
I ‐ alegarem ou manifestarem doenças;
II ‐ regressarem de hospitais, acompanhadas dos respec vos documentos de alta;
III ‐ se apresentarem prontas para o serviço na unidade, por movimentação, conclusão de
licença ou qualquer outro mo vo;
IV ‐ receberem ordem para tal, de autoridade competente; ou
V ‐ devam ser subme das a exame de corpo delito ou de sanidade, quando tais exames
não sejam urgentes.
Art. 271. Entre a revista do recolher e o toque de alvorada, o Of Dia deve cer ficar‐se da
presença das praças que devam permanecer no quartel, por meio de revistas incertas, passadas de modo
a não acordar os militares, salvo para iden ficá‐los, o que pode ser feito por intermédio do Sgt Dia à
respec va SU.
§ 1º O Cmt U, o SCmt U e os Cmt SU, estes nos elementos que comandam, podem passar
revistas incertas, sendo indispensável para os Cmt SU prévio aviso ao Of Dia quanto a militares que não
estejam em serviço de escala próprio da SU ou estejam recolhidos à prisão.
§ 2º As revistas incertas, com indicação das horas em que foram passadas, devem ser
registradas na parte diária do Of Dia.
Seção II
Da Revista de Mostra
Art. 272. A revista de mostra é o exame procedido por qualquer chefe que tenha
autoridade administra va sobre os responsáveis por material, com a finalidade não apenas de verificar a
existência do material distribuído, mas também o seu estado de conservação e a apuração de
responsabilidade individual, se for o caso.
Art. 273. As revistas de mostra, procedidas periodicamente pelo Cmt U, ou por seu
representante designado, e pelos Cmt SU, obedecem às seguintes disposições:
I ‐ o responsável direto pela guarda e conservação do material a ser revistado deve estar
presente, obrigatoriamente;
II ‐ a circunstância de não ter sido passada a revista de mostra na época oportuna, devido
à causa eventual, não isenta o detentor da responsabilidade pelo extravio e/ou pela falta de conservação
do material a ele distribuído, que venham a ser constatados em qualquer oportunidade;
III ‐ as faltas assinaladas são par cipadas ao Cmt U por intermédio do Fisc Adm,
mencionando‐se não apenas os responsáveis, como também a natureza e a causa da avaria, se for o
caso; e
IV ‐ a execução da revista de mostra deve ser regulada em normas que visem à ordem,
rapidez e facilidade, podendo contar com a cooperação de oficiais especializados da unidade para o
exame do material de suas especialidades.
Seção III
Da Revista de Animais
Art. 274. Os Cmt U e de SU, quando julgarem oportuno, passam em revista os animais das
suas cargas, verificando o seu estado.
Art. 275. Em princípio, todas as revistas de animais são realizadas com a presença do
veterinário e dos seus auxiliares.
Parágrafo único. Para as revistas determinadas pelos Cmt SU, a par cipação do
veterinário e/ou de seus auxiliares deve ser solicitada ao Cmt U.
Art. 276. O local e as par cularidades da execução das revistas de animais devem
observar as disposições vigentes, sendo estabelecidos pela autoridade que as determinar, de modo a não
prejudicar a instrução e os demais serviços da unidade.
Seção IV
Da Revista Diária de Armamento, Munição e Explosivo
Art. 277. A revista diária de armamento, munição e explosivo, realizada obrigatoriamente
ao final do expediente, é o exame de todo esse material existente em carga e relacionado nas reservas e
paióis, com o obje vo de controlar, de modo rigoroso, as diversas quan dades e os seus des nos,
consubstanciados nos mapas diários do armamento e de munição e explosivo.
Parágrafo único. O mapa diário do armamento e o de munição e explosivo, por serem
documentos primordiais de controle, são conferidos e assinados pelos Cmt SU e pelo O Mun Expl Mnt
Armt, respec vamente, por ocasião da revista diária, e arquivados sob a responsabilidade do SCmt U.
fundamental do conjunto de normas de controle de armas, munições e explosivos da unidade.
Art. 279. Os Cmt SU, acompanhados dos subtenentes encarregados do material das SU,
realizam pessoalmente as revistas diárias do armamento sob sua responsabilidade.
Parágrafo único. A revista pode ser realizada:
I ‐ por outro oficial da SU, somente no caso de seu Cmt SU não se encontrar no interior do
aquartelamento; ou
II ‐ pelo graduado de maior hierarquia presente na SU, quando todos os oficiais da SU
es verem ausentes do quartel.
Art. 280. Após a realização da revista diária, a reserva é fechada pelo armeiro na presença
do encarregado do setor de material da SU e do Cmt SU ou do militar mencionado nas situações
previstas no parágrafo único do art. 279 deste Regulamento.
§ 1º A distribuição e o recolhimento, pelos armeiros, de todo o armamento u lizado pelo
pessoal de serviço, bem como a abertura e o fechamento da reserva com aquele propósito, nos horários
sem expediente e ausente o Cmt SU, são supervisionados pelo Of Dia, auxiliado pelo seu Adj e
acompanhado do respec vo Sgt Dia SU.
Art. 281. O O Mun Expl Mnt Armt realiza pessoalmente a revista diária no(s) paiol(óis) da
unidade.
Parágrafo único. A revista pode ser realizada:
I ‐ por oficial designado pelo SCmt U, quando o O Mun Expl Mnt Armt não se encontrar
no interior do aquartelamento, contando‐se, nesse caso, com o apoio do Sgt Aux Mun Expl Mnt Armt; ou
II ‐ pelo S4, também apoiado pelo Sgt Aux Mun Expl Mnt Armt, caso o Cmt U ou SCmt U
julguem conveniente.
Art. 282. Após a realização da revista diária, o(s) paiol(óis) é(são) fechado(s) pelo O Mun
Expl Mnt Armt.
CAPÍTULO VIII
DAS INSPEÇÕES E VISITAS
Art. 283. Inspeção é o exame procedido por qualquer chefe com a finalidade de verificar a
tropa, o material, as viaturas, a administração, as instalações e a instrução.
§ 1º As inspeções podem ser dos seguintes pos:
I ‐ da tropa;
II ‐ de material;
III ‐ de viaturas;
IV ‐ administra vas;
V ‐ de instalações; ou
VI ‐ de instrução.
§ 2º As inspeções mencionadas no § 1º deste ar go podem ser normais, extraordinárias
ou inopinadas.
§ 3º As inspeções normais são as fixadas nos regulamentos ou nos programas e diretrizes
de instrução; as extraordinárias são marcadas quando julgadas necessárias e as inopinadas são realizadas
sem aviso prévio ou alerta à OM.
Art. 284. Inspeção da tropa é o exame procedido no efe vo e na apresentação do pessoal
da unidade, ou de parcela desta, ordenada pelo Cmt U ou por Cmt SU (neste caso, para os seus
subordinados), com a finalidade de verificar o estado e a correção dos diversos uniformes, equipamentos
etc.
Parágrafo único. Em regra, a inspeção da tropa é feita em formatura, com todo o efe vo
presente, no uniforme previsto e com equipamento e armamento determinados.
§ 1º O responsável direto pela guarda e conservação do material a ser inspecionado deve
estar presente, obrigatoriamente.
§ 2º A execução da inspeção de material deve ser regulada em normas que visem à
ordem, à rapidez e à facilidade, podendo contar com a cooperação de oficiais especializados para o
exame do material de suas especialidades.
Art. 286. A inspeção de viaturas visa, principalmente, a observar as condições mecânicas,
o aspecto externo, o estado de conservação, a execução das operações de manutenção, a u lização
correta do material automóvel e o ferramental correspondente.
II ‐ os Cmt SU inspecionam freqüentemente as suas viaturas, com a finalidade de verificar
a maneira pela qual os motoristas desempenham seus encargos, assinalando os erros por eles come dos
e corrigindo‐os convenientemente;
III ‐ os Cmt Pel (Seç) e o subtenente inspecionam, semanalmente, as viaturas sob suas
responsabilidades, a fim de verificar seu estado e orientar os motoristas nos cuidados indispensáveis ao
bom funcionamento; e
IV ‐ as viaturas sem u lização são inspecionadas mensalmente, inclusive as que tenham
estado imobilizadas por mais de duas semanas.
§ 2º Quando a unidade dispuser, no seu efe vo, de oficiais de manutenção, as inspeções
previstas nos incisos I e II do § 1º deste ar go são feitas com a sua presença, sem prejuízo das que ele
tenha que realizar no desempenho de suas funções.
Art. 288. A inspeção de instalações visa a verificar toda ou parte das instalações da
unidade, sendo realizada de acordo com as disposições, as normas e as instruções em vigor, ou
determinações do escalão superior.
Art. 290. A visita é o ato de autoridade que, por inicia va própria, ou mediante convite,
comparece a uma OM por cortesia ou praxe já consagrada nos hábitos militares.
Parágrafo único. O procedimento a ser observado pelas OM, por ocasião das visitas, está
regulado em normas específicas.
CAPÍTULO IX
DO CONTROLE AMBIENTAL
Art. 292. Em con nuidade ao tradicional zelo e à salutar convivência do militar com o
meio ambiente, o controle ambiental, no âmbito da unidade, visa a orientar, educa va e
preven vamente, todos os integrantes da OM sobre os cuidados e o respeito à Natureza, durante a
execução de a vidades diárias e operacionais da unidade.
Art. 293. O controle ambiental é realizado pelas providências e pelas normas de proteção
adotadas pela OM, de acordo com a legislação em vigor de âmbitos federal, estadual e municipal.
Art. 294. As providências de controle ambiental no âmbito da unidade envolvem, entre
outras:
I ‐ a inclusão da OM no sistema público de coleta de lixo;
II ‐ a coleta sele va de lixo, com a eliminação de depósitos de detritos a céu aberto e
incineradores;
IV ‐ o esgotamento sanitário, com preservação dos lençóis freá cos;
V ‐ o consumo de água potável para a tropa e de água “bruta” para a lavagem de viatura,
equipamento e instalações;
VI ‐ o controle do des no adequado:
a) de óleos e combus veis inservíveis, resultantes da manutenção periódica de viaturas e
equipamentos;
b) de rejeitos radioa vos, quando for o caso;
c) da água “bruta” após a lavagem de viaturas, equipamentos e instalações;
d) dos detritos orgânicos oriundos das cozinhas;
e) dos dejetos de animais, quando for o caso;
f) dos rejeitos e sobras de produtos químicos u lizados em oficinas e fábricas; e
g) de baterias automo vas e equipamentos de comunicações;
VII ‐ os cuidados na u lização de campos de instrução ou de outras áreas cedidas para
exercícios ou manobras militares; e
VIII ‐ a autorização, mediante a licença de instalação expedida pelo respec vo órgão de
controle ambiental, de obras e serviços de engenharia, conforme a legislação em vigor.
CAPÍTULO X
DO CONTROLE DIÁRIO DE MATERIAL BÉLICO
Art. 296. O controle diário de material bélico, par cularmente o de armamento, munição
e explosivo, cons tui‐se na série de medidas implementadas pela unidade para verificar, rigorosamente,
as quan dades, o des no e a segurança requerida do material em tela.
Art. 297. As medidas de controle de armamento de que trata o art. 296 deste
Regulamento abrangem, entre outras:
I ‐ a abertura das reservas, no intervalo entre a revista diária e o término do expediente,
somente em casos de extrema excepcionalidade e na presença do Cmt SU;
II ‐ o des no da via da chave de responsabilidade do armeiro, após o fechamento da
reserva por término da revista diária;
IV ‐ o controle e a guarda, pelo Of Dia, das armas portadas por militares isolados que
chegarem de retorno ao quartel, entre a revista diária e a abertura das reservas para o início do
expediente seguinte ou entrega de armamento para o pessoal de serviço;
V ‐ a sistemá ca de distribuição e recolhimento de armas do pessoal de serviço nos dias
sem expediente;
VI ‐ após o término do expediente, a espera, pelo armeiro, da SU ou parte dela, quando
do retorno de a vidades externas, para o recolhimento do armamento, supervisionado pelo Of Dia e o
respec vo Sgt Dia SU, no caso de não estar presente o Cmt SU; e
Art. 298. Para o controle da munição e de outro material bélico, são adotadas, a critério
do Cmt U e no que couber, as medidas rela vas ao controle do armamento citadas no art. 297 deste
Regulamento.
CAPÍTULO XI
DA PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA INSTRUÇÃO E NO SERVIÇO
Art. 300. As medidas de prevenção de acidentes preconizadas em planos de instrução, em
manuais técnicos de cada equipamento e em outras publicações específicas:
I ‐ servem de orientação para as medidas preven vas a serem adotadas por todos os
escalões de comando no desenvolvimento normal da instrução militar e na execução de a vidades
diárias de risco;
II ‐ não devem ser consideradas como medidas restri vas à execução da instrução militar
ou do serviço, e sim como um meio de realizar‐se todas as a vidades previstas na mais absoluta
segurança; e
Art. 301. As a vidades militares são orientadas, entre outros, pelos seguintes preceitos:
I ‐ o serviço e a instrução caracterizam‐se pela seriedade e correção de a tudes;
III ‐ como perito responsável, o militar deve, em razão do nível funcional em que atua e
do universo em que age, ser um executante perfeitamente habilitado e conhecedor dos perigos e riscos
das a vidades a seu cargo; e
Art. 302. Para a vidades de instrução que envolvam situações extraordinárias de risco, a
critério dos Cmt U, Cmt SU e S3, devem ser consideradas, quando for o caso:
II ‐ as necessidades de:
a) fiscalização pelos O Prv Acdt das instruções que envolvam a vidade de risco;
III ‐ as medidas preven vas contra doenças de maior incidência na área.
Art. 303. Os comandantes, chefes e diretores, em todos os níveis (GU, OM, SU, Pel, Seç
etc), devem adotar medidas para a prevenção de acidentes, tais como:
I ‐ realização de palestras e instruções sobre prevenção de acidentes na instrução, no
serviço e no trânsito;
II ‐ fiscalização do fiel cumprimento das normas de prevenção de acidentes pelos seus
subordinados; e
TÍTULO V
DAS PRESCRIÇÕES REFERENTES ÀS GUARNIÇÕES MILITARES E AOS DESTACAMENTOS
CAPÍTULO I
DAS GUARNIÇÕES MILITARES
Art. 304. Uma Gu Mil é cons tuída por uma ou mais OM existentes em uma mesma
localidade, delimitada por determinada área, podendo ser transitória ou permanente.
§ 1º A Gu Mil toma, em princípio, a denominação da localidade, e exis ndo nesta mais de
uma OM, a Gu é criada por ato do Comandante do Exército.
§ 2º Nas grandes cidades pode haver mais de uma Gu Mil; neste caso, o Comandante do
Exército define os limites territoriais de cada uma delas.
§ 3º O Comandante do Exército pode delegar aos Cmt Mil A a atribuição de delimitar, em
detalhes, a área de uma Gu Mil.
§ 4º Quando em uma Gu Mil exis rem OM pertencentes a G Cmdo diferentes, cabe ao
comandante militar de área determinar a que G Cmdo fica subordinado o Cmt Gu Mil.
Art. 305. O Comando da Gu Mil incumbe, normalmente, ao militar de maior precedência
Art. 306. O Comandante do Exército, por conveniência do serviço, pode:
II ‐ cons tuir uma mesma Gu Mil com OM estacionadas em localidades vizinhas, desde
que as distâncias entre elas e as condições normais de transporte permitam ao militar que sirva em uma
dessas localidades residir em quaisquer das outras; e
III ‐ designar Cmt especial para qualquer Gu Mil.
Seção I
Do Comandante da Guarnição
Art. 307. Ao Cmt Gu Mil incumbe:
I ‐ exercer ação disciplinar sobre os militares da Gu, na forma prevista nos regulamentos e
na legislação vigentes;
II ‐ organizar e escalar os serviços indispensáveis à Gu, procurando conciliar os interesses
desses serviços com os da instrução e dos serviços internos das OM integrantes;
III ‐ comunicar à autoridade superior, às OM da Gu e às autoridades a que estas es verem
diretamente subordinadas, sua inves dura no respec vo comando, logo que o tenha assumido;
V ‐ estabelecer normas que regulem, no âmbito da Gu, o uso do traje civil pelas praças.
§ 1º O Cmt Gu não tem interferência na vida interna das OM que não lhe são diretamente
subordinadas.
§ 2º Em assuntos de GLO, o Cmt Gu Mil tem sua ação condicionada às diretrizes ou
instruções do escalão superior.
Art. 308. O Cmt Gu Mil pode designar, na sua Gu Mil, se necessário e conveniente, o
oficial mais an go de cada Serviço como chefe do respec vo Serviço da Gu.
baixadas pela RM respec va ou por ODS.
Art. 309. A obediência devida por um Cmt OM ao comandante da respec va Gu Mil não o
isenta da obediência que deva ter a outras autoridades, das quais dependa normalmente; entretanto,
sempre que ordens dessas autoridades interessarem ao serviço da Gu, os Cmt OM devem dar ciência ao
Cmt Gu Mil.
Art. 310. As ordens rela vas ao serviço da Gu Mil devem constar em BI da OM cujo Cmt
se achar no comando da Gu, sendo reme das aos elementos interessados.
§ 2º Quando o Cmt Gu Mil ver sido nomeado especialmente para o cargo, ser‐lhe‐ão
atribuídos os meios indispensáveis ao exercício do comando.
Art. 311. O Cmt Gu Mil fiscaliza pessoalmente, ou por intermédio de um representante, a
execução dos serviços de Gu.
§ 1º O oficial designado para fiscalização dos serviços deve ser mais an go que os
encarregados dos serviços de Gu.
§ 3º A juízo do Cmt Gu Mil, pode ser estabelecido o serviço de Supe Dia Gu, a cuja escala
concorrem oficiais superiores e capitães, excluídos os Cmt OM, os oficiais que desempenhem as funções
de Fisc Adm, os oficiais do Serviço de Saúde e outros a critério do Cmt Gu.
Seção II
Do Serviço de Médico‐de‐Dia à Guarnição
Art. 312. Deve ser estabelecido o serviço de Med Dia Gu nas Gu Mil em que isto se torne
necessário e seja possível a organização de uma escala com cinco médicos, no mínimo.
Art. 313. O serviço de Med Dia Gu rege‐se pelas seguintes disposições:
I ‐ o Med Dia Gu é escalado, diariamente, pelo Chefe do Serviço de Saúde da Gu;
II ‐ quando uma Gu Mil não dispuser de hospital militar, um posto de saúde pode ser
instalado na FS de uma OM designada pelo Cmt Gu, em princípio a de mais fácil acesso à maioria dos
usuários ou a de melhores instalações;
III ‐ o hospital militar ou o posto de saúde é a sede do serviço de Med Dia Gu, onde este
permanece;
IV ‐ o posto de saúde pode compreender dependência para consultas, sala de pequenas
intervenções cirúrgicas e cura vos, gabinete odontológico, ves ário, dormitório para o médico e
enfermeiros, instalações sanitárias etc;
V ‐ o pessoal que presta serviço no posto é cons tuído por auxiliares de saúde e
atendentes existentes na Gu Mil, escalados diária ou semanalmente, como determinar o Cmt Gu Mil;
VI ‐ o serviço do posto corresponde ao atendimento de emergência aos militares do
Exército e seus dependentes, quer pertençam ou não à Gu, e aos em trânsito, sendo prestado no próprio
posto ou nos quartéis;
VII ‐ o atendimento em residência somente é prestado em casos de acidente ou molés a
grave, e desde que o doente não possa comparecer ao posto de saúde;
VIII ‐ sem prejuízo do serviço de pronto atendimento, pode haver no posto de saúde o
serviço de consultas externas dadas pelos médicos da Gu, conforme normas e horários estabelecidos
pelo Chefe do Serviço de Saúde da Gu, aprovados pelo Cmt Gu Mil;
X ‐ no posto de saúde deve haver um livro de partes, onde são consignados, pelo Med Dia
Gu, todos os atendimentos e as ocorrências que se verificarem durante o serviço;
XI ‐ o serviço do Med Dia Gu é de vinte e quatro horas e o médico permanece no posto
durante todo o serviço, dele se afastando apenas para atender aos casos previstos no inciso VII deste
ar go; e
Seção III
Dos Outros Serviços da Guarnição
Art. 314. A tropa empregada no serviço da Gu Mil depende diretamente do Cmt desta e o
serviço é feito de acordo com as disposições regulamentares, salvo no caso de ordens e instruções
especiais a respeito.
§ 1º Todo o pessoal concorre ao serviço da Gu Mil, mediante escala.
§ 2º A tropa não deve ser empregada em serviços policiais estranhos aos que
diretamente lhe dizem respeito; em caso algum, a tropa é posta à disposição de autoridades policiais ou
administra vas civis.
§ 3º Somente são dadas guardas e faxinas às OM que não dispuserem de pessoal próprio
para tais serviços.
§ 4º No mesmo dia, apenas por absoluta deficiência de pessoal, o serviço da Gu é dado
por mais de uma OM; quando isto ocorrer, a cada uma delas são atribuídos os serviços que lhes ficam
mais próximos, sendo indispensável que o pessoal de cada posto de serviço pertença à mesma OM.
§ 5º O serviço de escala da Gu obedece às mesmas disposições estabelecidas para o
serviço interno das unidades e para as escalas de serviço.
Art. 315. Em todas as Gu Mil, quando a con güidade de duas ou mais OM e as suas
peculiaridades permi rem, deve se buscar a progressiva centralização e racionalização das a vidades
comuns de segurança dos aquartelamentos, de apoio administra vo (rancho, saúde, transporte,
lavanderia, suprimento e manutenção) e de recreação e assistência ao pessoal.
Seção IV
Da Chegada e da Saída de Tropa na Gu Mil
Art. 316. O Cmt Gu Mil, quando informado da chegada de uma tropa estranha à mesma,
determina as necessárias providências para sua conveniente instalação.
Art. 317. Quando uma unidade se afastar de sua Gu Mil, o respec vo Cmt entrega,
mediante inventário, os móveis e utensílios que não possa ou não deva transportar ao oficial designado
para recebê‐los.
§ 2º As dependências que ficarem fechadas e lacradas só podem ser abertas por ordem
explícita da autoridade competente, na presença do oficial encarregado da guarda do quartel e do
portador e executante da ordem, sendo tomadas as mesmas providências quando do fechamento das
referidas dependências.
§ 3º A tropa obrigada a se afastar deixa de concorrer ao serviço da Gu Mil quatro dias
antes de sua par da.
CAPÍTULO II
DOS DESTACAMENTOS
Art. 318. Denomina‐se destacamento, para fins das disposições deste Regulamento, a
fração de unidade estacionada fora da sede desta.
§ 1º Os destacamentos podem ser temporários (de duração prefixada) ou permanentes
(de caráter defini vo).
§ 1º Quando o efe vo for inferior ao de uma SU, as necessidades do destacamento são
atendidas, na falta de instruções par culares, com os recursos da própria OM e por inicia va do Cmt
desta.
§ 2º Quando a distância for tal que haja facilidade de transporte diário, os destacamentos
podem ser providos diretamente pela unidade.
§ 3º Os destacamentos permanentes tem os serviços organizados em caráter defini vo,
sendo, porém, seus provimentos feitos pela unidade.
§ 4º Em qualquer situação, a tropa destacada fica subordinada ao Cmt U para efeito de
instrução.
TÍTULO VI
DOS SÍMBOLOS NACIONAIS E DO EXÉRCITO, DAS CANÇÕES E FESTAS MILITARES
CAPÍTULO I
DOS SÍMBOLOS NACIONAIS
Art. 321. São símbolos nacionais:
I ‐ a Bandeira Nacional;
II ‐ o Hino Nacional;
III ‐ as Armas Nacionais; e
IV ‐ o Selo Nacional.
Parágrafo único. A forma, a apresentação e o uso dos símbolos nacionais são regulados
em legislação específica.
Art. 322. Cada unidade possui sob sua guarda uma Bandeira Nacional, símbolo da Pátria,
des nada a es mular, entre os que se agrupam em torno dela, o elevado sen mento de sacri cio no
cumprimento dos deveres de cidadão e de soldado.
§ 1º A Bandeira Nacional é guardada no gabinete do Cmt, em local visível e de destaque.
§ 2º Na guerra, somente as unidades e os G Cmdo conduzem a Bandeira Nacional.
§ 1º Os corpos de tropa que formarem em ordem de marcha para inspeções ou visitas do
escalão superior também conduzem suas Bandeiras.
Art. 324. Cada unidade deve possuir uma Bandeira Nacional para ser hasteada no
respec vo mastro, conforme preceitua o R‐2.
Art. 325. O Hino Nacional é o que se compõe da música de Francisco Manuel da Silva e
poema de Joaquim Osório Duque Estrada, conforme o disposto nos Decretos nº 171, de 20 de janeiro de
1890, e nº 15.671, de 6 de setembro de 1922.
Parágrafo único. Nos corpos de tropa, o Hino Nacional é cantado, no mínimo, uma vez por
semana, por ocasião de formatura da unidade ou de SU.
Art. 326. O Selo Nacional tem os dis n vos a que se refere o Decreto nº 4, de 19 de
novembro de 1889, sendo usado para auten car os diplomas e cer ficados expedidos pelos
estabelecimentos de ensino, bem como outros documentos de caráter oficial, de acordo com a legislação
vigente.
Art. 327. É obrigatório o uso das Armas Nacionais em local de destaque da fachada do
quartel ou do pavilhão principal de todas as unidades, bem como nos armamentos, na correspondência
e nas publicações oficiais.
CAPÍTULO II
DOS SÍMBOLOS DO EXÉRCITO
Art. 328. O símbolo do Exército é o constante do RUE.
Art. 329. O azul e o vermelho (cores heráldicas), quando apresentados em justaposição,
significam Exército.
Art. 331. Os estandartes de equipes despor vas obedecem às normas que regem o
assunto e só podem figurar nas solenidades e compe ções espor vas.
Art. 332. A presença, nas OM, de altas autoridades civis e militares e dos seus
comandantes é indicada por meio de bandeiras‐insígnias, sendo seu uso regulado pelo R‐2.
CAPÍTULO III
DAS CANÇÕES MILITARES
Parágrafo único. Nos deslocamentos da unidade são permi das canções populares, desde
que não ofendam a moral, nem encerrem crí ca pessoal, polí ca ou religiosa.
Art. 336. Os cân cos de guerra e as canções militares somente são adotados após
aprovados pelo órgão competente.
CAPÍTULO IV
DAS FESTAS NACIONAIS E MILITARES
Art. 337. As festas militares são as comemorações de feitos e fatos nacionais ou rela vos
à vida do Exército e das OM, des nadas à exaltação do patrio smo, ao es mulo e desenvolvimento do
sen mento cívico e ao revigoramento, num ambiente de sã camaradagem, do “espírito de corpo” e do
amor ao Exército.
I ‐ feriados nacionais:
a) 1º de janeiro – Dia da Fraternidade Universal;
b) 21 de abril – Dia da Inconfidência Mineira;
c) 1º de maio – Dia do Trabalho;
d) 7 de setembro – Dia da Independência do Brasil;
e) 12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida – Padroeira do Brasil;
f) 2 de novembro – Dia de Finados;
g) 15 de novembro – Dia da Proclamação da República;
h) 25 de dezembro – Natal; e
i) data móvel – Paixão de Cristo;
II ‐ datas fes vas:
a) 21 de fevereiro – Dia da Tomada de Monte Castelo na 2ª Guerra Mundial;
b) 31 de março – Dia da Revolução Democrá ca de 1964;
c) 19 de abril – Dia do Exército Brasileiro;
d) 22 de abril – Dia da Aviação de Caça;
e) 8 de maio – Dia da Vitória na 2ª Guerra Mundial;
f) 11 de junho – Dia da Batalha Naval do Riachuelo na Guerra da Tríplice Aliança;
g) 25 de agosto – Dia do Soldado;
h) 23 de outubro – Dia do Aviador;
i) 19 de novembro – Dia da Bandeira Nacional;
j) 13 de dezembro – Dia do Marinheiro;
l) 16 de dezembro – Dia do Reservista; e
m) dia do aniversário da unidade;
III ‐ datas comemora vas:
a) 8 de fevereiro – Dia do Magistério;
b) 13 de fevereiro – Dia do Serviço de Assistência Religiosa;
c) 10 de abril – Dia da Arma de Engenharia;
d) 12 de abril – Dia do Serviço de Intendência;
e) 5 de maio – Dia da Arma de Comunicações;
f) 10 de maio – Dia da Arma de Cavalaria;
g) 24 de maio – Dia da Arma de Infantaria;
h) 27 de maio – Dia do Serviço de Saúde;
i) 10 de junho – Dia da Arma de Ar lharia;
j) 3 de agosto – Dia do Quadro de Engenheiros Militares;
l) 2 de outubro – Dia do Quadro Complementar de Oficiais;
m) 30 de outubro – Dia do Quadro de Material Bélico;
n) 24 de novembro – Dia do Quadro Auxiliar de Oficiais;
o) 27 de novembro – Dia da Intentona Comunista de 1935; e
p) dia da incorporação dos conscritos.
III ‐ datas comemora vas:
a) 8 de fevereiro ‐ Dia do Magistério;
b) 13 de fevereiro ‐ Dia do Serviço de Assistência Religiosa;
c) 10 de abril ‐ Dia da Arma de Engenharia;
d) 12 de abril ‐ Dia do Serviço de Intendência;
e) 29 de abril ‐ Dia da Rendição Incondicional da 148ª Divisão de Infantaria Alemã à Força
Expedicionária Brasileira;
f) 5 de maio ‐ Dia da Arma de Comunicações;
g) 10 de maio ‐ Dia da Arma de Cavalaria;
h) 24 de maio ‐ Dia da Arma de Infantaria;
i) 27 de maio ‐ Dia do Serviço de Saúde;
j) 10 de junho ‐ Dia da Arma de Ar lharia;
k) 17 de junho ‐ Dia da Veterinária Militar;
l) 3 de agosto ‐ Dia do Quadro de Engenheiros Militares;
m) 18 de setembro ‐ Dia da Família Militar;
n) 2 de outubro ‐ Dia do Quadro Complementar de Oficiais;
o) 30 de outubro ‐ Dia do Quadro de Material Bélico;
p) 24 de novembro ‐ Dia do Quadro Auxiliar de Oficiais; e
q) 27 de novembro ‐ Dia da Intentona Comunista.” (NR ‐ alterado pela Portaria nº 1.253‐
Cmt Ex, de 9 de agosto de 2018.)
Art. 340. Nos feriados nacionais e nas datas fes vas de 19 de abril, 25 de agosto e 19 de
novembro não há expediente nem instrução, limitando‐se as a vidades aos festejos militares
programados.
§ 1º Nos dias de ponto faculta vo, o expediente transcorre de acordo com as disposições
em vigor do Poder Execu vo e as determinações do Comandante do Exército.
Art. 341. As festas militares realizam‐se segundo programa pré‐estabelecido pelo Cmt U,
aprovado, se for o caso, pela autoridade imediatamente superior, e podem compreender,
principalmente:
I ‐ formatura da unidade ou de um dos seus elementos;
IV ‐ visita ao espaço cultural porventura existente na OM, preferencialmente inserida nos
eventos citados nos incisos I e III deste ar go; e
V ‐ reuniões internas, de caráter social, às quais podem comparecer civis.
Parágrafo único. As comemorações de glórias e feitos militares têm caráter estritamente
nacional, evitando‐se manifestações que possam ferir susce bilidades patrió cas de representantes
estrangeiros, principalmente quando estes a elas comparecerem.
Art. 342. Nas festas militares são rigorosamente observados os princípios de sobriedade,
evitando‐se os exageros, sempre nocivos, dispendiosos e incompa veis com a conduta militar.
Art. 343. Em dias anteriores às datas a comemorar, devem ser realizadas nas SU
dissertações sobre o fato histórico, de modo a preparar o espírito do soldado para bem compreender o
sen do da comemoração.
Art. 344. O dia 7 de setembro é consagrado como Dia da Pátria e as fes vidades e
solenidades realizadas nesse dia têm caráter eminentemente nacional.
Art. 345. A Semana da Pátria é cons tuída pelas comemorações realizadas durante o Dia
da Pátria e em dias anteriores, as quais compreendem uma série de solenidades, inclusive palestras
rela vas ao fato histórico da proclamação da independência polí ca e ao desenvolvimento do Brasil.
Art. 346. O dia 19 de novembro é consagrado como Dia da Bandeira, sendo comemorado
de acordo com as prescrições do R‐2.
Art. 347. O dia 19 de abril, data em que se comemora a I Batalha de Guararapes, travada
em 1648, é consagrado como o Dia do Exército Brasileiro.
§ 1º Este dia é fes vo e solenemente comemorado nas OM, ressaltando‐se os feitos de
Guararapes ‐ “berço da nacionalidade e do Exército Brasileiro”.
§ 2º Nas Gu Mil, as comemorações são coordenadas pelos respec vos Cmt, com a
par cipação de todas as OM nelas sediadas.
Art. 348. O dia 25 de agosto, data em que se comemora o nascimento do Marechal Luís
Alves de Lima e Silva – o Duque de Caxias – é consagrado como o Dia do Soldado – Festa de Caxias.
§ 1º Este dia é fes vo e solenemente comemorado nas OM, ressaltando‐se as qualidades
de cidadão exemplar, de patriota insigne e de soldado heróico que caracterizaram aquele grande chefe
militar e o tornaram um dos maiores vultos da História Nacional.
§ 2º Nas Gu Mil, as comemorações são coordenadas pelos respec vos Cmt, com a
par cipação de todas as OM nelas sediadas.
TÍTULO VII
DAS PUBLICAÇÕES, DA CORRESPONDÊNCIA MILITAR, DOS PROTOCOLOS E DOS ARQUIVOS
CAPÍTULO I
DAS PUBLICAÇÕES
Art. 349. Os exemplares de regulamentos, manuais de instrução e outras publicações do
Exército, distribuídos à unidade, não podem, sob pretexto algum, cons tuir propriedade pessoal.
Art. 351. As publicações de caráter sigiloso, distribuídas à unidade e não redistribuídas às
repar ções, ficam sob a responsabilidade pessoal do respec vo Cmt U e são relacionadas e guardadas
em arquivo especial, de acordo com as normas em vigor.
§ 1º Os documentos sigilosos que forem redistribuídos às repar ções da unidade ficam
sob a responsabilidade do respec vo chefe, man dos em arquivo especial, sob controle do S2.
§ 2º Sempre que ocorrer subs tuição do detentor das publicações sigilosas em carga,
procede‐se de acordo com a legislação e as instruções em vigor.
§ 3º O mesmo procedimento estabelecido no § 2º deste ar go é observado nos casos de
transferência ou recolhimento dos documentos em apreço.
CAPÍTULO II
DA CORRESPONDÊNCIA MILITAR
Art. 353. A correspondência oficial militar em uso no Exército é regulada por instruções
específicas baixadas pelo Comandante do Exército.
Art. 354. A correspondência oficial do Exército tem a seguinte classificação:
I ‐ quanto ao trânsito:
a) interna; ou
b) externa;
II) quanto à natureza:
a) sigilosa; ou
b) ostensiva;
III) quanto à tramitação:
a) normal;
b) urgente; ou
c) urgen ssima.
Art. 355. A correspondência sigilosa é aquela que trata dos assuntos que, por sua
natureza, devem ser de conhecimento restrito e, portanto, requer medidas especiais de salvaguarda para
sua divulgação, iden ficação, expedição, recebimento, registro, manuseio, custódia, arquivo e
eliminação, conforme a legislação em vigor e outras instruções e normas baixadas pelo Comandante do
Exército.
Art. 356. A correspondência ostensiva é aquela cujo conhecimento por outras pessoas
além do(s) des natário(s) não prejudica o sigilo, a administração militar, ou a Defesa Nacional, não
sendo, entretanto, permi da sua publicação além da imprensa oficial, salvo quando autorizada pelo
Comandante do Exército ou por autoridade delegada.
Art. 357. Nenhum documento é encaminhado por uma autoridade:
I ‐ sem que esta o instrua convenientemente, de acordo com as leis e os regulamentos em
vigor, fundamentando francamente seu posicionamento, a menos que o documento, por seu po, não o
comporte, ou se trate de conduta de superior, ou ainda não caiba parecer ou informação;
II ‐ sem estar redigido em termos convenientes;
III ‐ quando não forem respeitados os princípios da subordinação hierárquica e as normas
regulamentares; e
IV ‐ quando não houver amparo legal.
CAPÍTULO III
DOS PROTOCOLOS E DOS ARQUIVOS
§ 1º A saída dos documentos é dada com o número que verem tomado na dependência
respec va ou com numeração centralizada pela OM.
§ 2º Os documentos que retornarem conservam o número primi vo do protocolo.
Parágrafo único. Os documentos sigilosos recebem numeração dis nta.
Art. 360. As cópias de todos os documentos expedidos pela unidade e os originais dos BI
devem ser arquivados, sendo periodicamente encadernados ou brochados.
§ 1º Aplicam‐se às SU e dependências internas as prescrições deste ar go.
§ 3º Os documentos arquivados são conservados em armários ou gavetas adequadas, sob
guarda e responsabilidade dos respec vos detentores.
Art. 361. Nenhum documento que tramite pela unidade pode ser reproduzido sem o
conhecimento do militar detentor.
Parágrafo único. Conforme o teor do documento, deve‐se buscar sempre a emissão de
cópias auten cadas ou autên cas, emi das conforme disposto no inciso V do art. 24 deste Regulamento.
Art. 362. Os documentos de qualquer procedência que não devam ser encaminhados,
depois de solucionados, são arquivados.
Art. 363. O arquivista não pode ser desviado de suas funções, tendo um ou dois auxiliares
em condições de subs tuí‐lo nos seus impedimentos eventuais.
TÍTULO VIII
DOS CARGOS, DAS SUBSTITUIÇÕES TEMPORÁRIAS E DA QUALIFICAÇÃO DAS PRAÇAS
CAPÍTULO I
DOS CARGOS
Art. 364. Cargo militar é o conjunto de atribuições, deveres e responsabilidades come do
ao militar em serviço a vo.
§ 2º Os cargos militares são providos com pessoal que sa sfaça o grau hierárquico, a
qualificação e as habilitações exigidas para o seu desempenho, previstos nos respec vos QCP.
§ 3º Quando, por ocasião do provimento efe vo de cargos, ocorrer que um militar deva
ficar, funcionalmente, subordinado a um outro de menor precedência hierárquica, aplicam‐se as
seguintes regras:
I ‐ o Cmt (Ch ou Dir) deve realizar as transferências internas necessárias para evitar essa
situação;
a) o de maior precedência hierárquica passa à situação de adido ao comando (chefia ou
direção), podendo permanecer, entretanto, no exercício do cargo; e
III ‐ se o mais moderno for o Cmt (Ch ou Dir), os casos de responsabilidade funcional e
disciplinar são subme dos à consideração da autoridade imediatamente superior.
Art. 365. Função militar é o exercício das obrigações inerentes ao cargo militar.
§ 2º O militar que, por sua atuação, se tornar incompa vel com o cargo ou demonstrar
incapacidade para o exercício de suas funções militares deve ser afastado do cargo.
§ 3º Nenhuma atribuição pode ser come da ao militar afastado das suas funções por
incompa bilidade, antes do término do processo a que es ver sujeito.
Art. 366. As obrigações que, por generalidade, peculiaridade, duração, vulto ou natureza,
não são catalogadas em QC, QCP ou outro disposi vo legal, são cumpridas como encargos,
incumbências, comissões, serviço ou a vidade, militares ou de natureza militar.
Parágrafo único. Para as obrigações enumeradas neste ar go, aplica‐se, no que couber, o
disposto para “cargo militar".
Art. 367. “Adido” é a situação especial e transitória do militar que, sem integrar o efe vo
de uma OM, está a ela vinculado por ato de autoridade competente.
Art. 368. “Adido como se efe vo fosse” é a situação especial e transitória do militar que,
sem que haja vaga em uma OM, para seu grau hierárquico, qualificação ou habilitações, nela permanece
ou é para ela movimentado; nessa situação o militar é considerado para todos os efeitos como integrante
da OM.
Art. 370. “À disposição” é a situação em que se encontra o militar a serviço de órgão ou
autoridade a que não esteja diretamente subordinado.
Art. 371. “Efe vo” é a situação do militar nomeado ou designado para exercer um cargo,
quando sa sfaz aos requisitos de grau hierárquico, qualificação e habilitações.
Art. 373. QDM é o documento em que é especificada a distribuição pormenorizada do
material atribuído ao pessoal e às frações de uma OM, bem como são fixadas as normas de distribuição
dos diversos itens de material.
Art. 374. QCP é o documento que prevê os cargos que possui uma OM, permi ndo seu
funcionamento em tempo de paz, expressando as supressões ou os acréscimos necessários nos cargos
dos respec vos QC, indispensáveis ao atendimento das peculiaridades da OM.
CAPÍTULO II
DAS SUBSTITUIÇÕES TEMPORÁRIAS
Seção I
Das Normas Gerais para Subs tuições Temporárias
Art. 376. Subs tuição temporária é a realizada pelo militar quando, em caráter
transitório, exerce cargo ou responde por função ou encargo atribuídos priva vamente a militar de grau
hierárquico superior ou igual ao seu, sendo‐lhe atribuídas todas as responsabilidades inerentes ao cargo.
Art. 377. O cargo militar é considerado vago a par r de sua criação até que um militar
dele tome posse efe vamente, voltando a estar vago quando o militar que o exerce efe vamente seja
exonerado ou o deixe por ordem expressa de autoridade competente.
Art. 378. Aplicam‐se às subs tuições subseqüentes as mesmas prescrições referentes à
subs tuição inicial que as mo vou.
Art. 379. Respeitado o disposto nos arts. 386 e 390 deste Regulamento, as subs tuições
temporárias ocorrem por mo vo de:
I ‐ cargo vago;
II ‐ afastamento do cargo, do ocupante efe vo ou interino, por prazo superior a trinta
dias; ou
III ‐ afastamento do cargo, do ocupante efe vo ou interino, por prazo inferior a trinta dias
ou por férias.
Art. 380. Afastado o ocupante do cargo, por quaisquer dos mo vos constantes do art. 379
deste Regulamento, sua subs tuição dá‐se conforme o previsto neste Regulamento, exercendo o cargo
ou respondendo pela função em questão o militar de maior precedência hierárquica.
Parágrafo único. Em tempo de paz, não há subs tuição de oficial ou aspirante‐a‐oficial
por praças de qualquer graduação, podendo estas, entretanto, responder nos impedimentos
momentâneos daqueles militares.
Art. 381. Concorrem às subs tuições temporárias todos os militares prontos para o
serviço, os adidos como se efe vos fossem e os excedentes.
Parágrafo único. Os militares adidos, os à disposição, os que não estejam prontos para o
Art. 382. Quando exis r dúvida quanto a quem cabe, em caráter temporário, exercer
determinado cargo, ou responder por determinada função, deve‐se consultar o escalão imediatamente
superior, mantendo‐se no exercício do cargo ou respondendo pela função o militar já designado, salvo
quando isto acarretar incompa bilidade hierárquica.
Art. 383. Todas as subs tuições temporárias são publicadas em BI/OM, sendo as do Cmt
(Ch ou Dir) comunicadas pelo meio mais rápido à autoridade imediatamente superior.
Seção II
Das Subs tuições nas Gu Mil e nos Elementos de Tropa Destacados
Art. 384. A subs tuição de Cmt Gu Mil, quando oficial‐general, é realizada pelo
oficialgeneral que lhe segue em hierarquia e, na falta deste, sucessivamente, pelos oficiais‐generais de
precedência decrescente.
Parágrafo único. Inexis ndo oficial‐general, cabe exercer o cargo ou responder pelo
comando da Gu o oficial subordinado e de maior hierarquia, respeitadas as condições previstas no art.
305 deste Regulamento.
Art. 385. No caso de tropa destacada de OM, as subs tuições temporárias são reguladas
como se segue:
I ‐ os oficiais do elemento de tropa destacada não concorrem às subs tuições que se
verificarem na OM, exceto às de Cmt U e SCmt U;
III ‐ as subs tuições de praças são feitas por aquelas pertencentes ao elemento de tropa
destacado, obedecidas as prescrições deste Regulamento; e
IV ‐ o Cmt OM pode propor as transferências que se tornarem necessárias quando no
elemento de tropa destacado não exis r praça de determinada qualificação para concorrer à subs tuição
e esta se fizer necessária.
Seção III
Das Subs tuições Temporárias entre Oficiais‐Generais
Art. 386. O oficial‐general mais an go, pronto para o serviço na Força, subs tui o
Comandante do Exército, interinamente, por mo vo de férias, para tratamento de saúde, em suas
ausências do território nacional ou em outros impedimentos legais.
Art. 387. A subs tuição do Chefe do EME e de chefe, comandante ou secretário de ODS,
faz‐se pelo respec vo vice‐chefe, subcomandante ou subsecretário.
§ 1º A subs tuição de vice‐chefe, subcomandante ou subsecretário, do EME e de ODS,
dá‐se pelo oficial‐general de maior precedência hierárquica integrante do órgão.
§ 2º A subs tuição dos demais oficiais‐generais do EME e dos ODS dá‐se por oficial
subordinado a esses militares, de maior precedência hierárquica.
Art. 388. A subs tuição dos chefes dos órgãos de assistência direta e imediata ao
Comandante do Exército, exceto o Chefe do seu Gabinete, dá‐se por oficial subordinado àqueles
militares, de maior precedência hierárquica.
Art. 389. Nas subs tuições de oficiais‐generais nos comandos militares de área e nos
grandes comandos subordinados é obedecida a precedência hierárquica e respeitada(s) a(s)
habilitação(ões) requerida(s) pelo cargo, constante(s) do QCP.
Art. 390. Não há subs tuição quando o oficial‐general tular do cargo deslocar‐se a
serviço, por qualquer prazo, dentro da área correspondente à função ou G Cmdo, a saber:
I ‐ para oficiais‐generais do EME e dos ODS, o território nacional;
II ‐ para os Cmt Mil A, nas zonas ou áreas de jurisdição dos respec vos comandos;
III ‐ para os Cmt RM, no território regional; e
IV ‐ para os demais oficiais‐generais, na área correspondente à função ou G Cmdo, por
prazo inferior a dez dias.
§ 1º Nos casos previstos nos incisos deste ar go, a autoridade, conforme previsto nesta
Seção, responde pelo expediente, situação que não configura uma subs tuição temporária.
§ 2º Nos casos em que um militar responder pelo expediente, seu contato funcional com
outras autoridades que sobre ele tenham precedência hierárquica limita‐se ao encaminhamento de
documentos, os quais, quando necessário, são selecionados pelo escalão superior.
Seção IV
Das Subs tuições Temporárias Entre Oficiais
Art. 391. Nas OM, o Cmt é subs tuído pelo SCmt ou, na falta deste, pelo oficial de maior
hierarquia, efe vo e pronto, habilitado para o exercício do cargo.
Parágrafo único. Os oficiais do QAO concorrem apenas às subs tuições temporárias de
Cmt OM quando todos oficiais subordinados forem desse mesmo Quadro.
Art. 392. A subs tuição de oficiais chefes de assessoria, seção ou divisão faz‐se por oficial
subordinado de maior precedência hierárquica, respeitada a formação exigida para o ocupante efe vo
do cargo.
I ‐ no âmbito da assessoria, seção ou divisão; e
II ‐ na falta de oficiais dentro da assessoria, seção ou divisão, por oficiais da OM, na forma
deste ar go.
Art. 393. Quando não exis rem oficiais em número suficiente para atender, sem
acumular, às subs tuições que se impuserem, o Cmt, Ch ou Dir, respeitada a precedência hierárquica e a
Arma, o Serviço ou Quadro previstos para o desempenho do cargo, deve designar um oficial para
responder pelas funções.
Art. 394. Quando um oficial promovido não for movimentado, e não exis r
incompa bilidade hierárquica para a sua permanência no cargo em que se encontrar, este não é:
I ‐ exonerado ou dispensado do cargo ou comissão que exerce;
II ‐ excluído do estado efe vo da OM a que pertence; ou
III ‐ subs tuído temporariamente.
I ‐ no âmbito das assessorias, seções ou divisões, por oficiais do QEMA; e
II ‐ na falta de oficiais do QEMA dentro da: (re ficado)
a) assessoria, seção ou divisão, por oficiais do QEMA da OM; e (re ficado)
b) OM, responde pelas funções um oficial superior designado pelo Cmt (Ch ou Dir),
respeitada a precedência hierárquica, se for o caso. (re ficado)
Art. 396. Os oficiais com o Curso de Comando e Estado‐Maior podem assumir qualquer
cargo que importe em comando, chefia ou direção.
Parágrafo único. Se o exercício das obrigações, na forma de que trata o presente ar go,
prejudicar o funcionamento da OM, o Cmt U deve solicitar providências ao escalão superior.
Art. 398. Na falta de oficial do Serviço de Saúde, par cularmente de médicos, para as
subs tuições que se impuserem, o Cmt U recorre ao escalão superior, solicitando que um oficial de
Saúde da mesma Gu receba o encargo de exercer, cumula vamente, as funções de natureza técnica na
sua OM.
Parágrafo único. No caso de exis r uma única OM na Gu, o escalão superior, uma vez
cien ficado, deve tomar as providências cabíveis, com a urgência necessária.
Art. 399. Quando, em decorrência de subs tuições temporárias, resultar que algum
oficial fique, necessariamente, sob a jurisdição funcional de outro de menor precedência hierárquica, o
de maior posto ou mais an go não fica subordinado hierarquicamente ao mais moderno, aplicando‐se,
porém o previsto nas alíneas do inciso II do § 3º do art. 364 deste Regulamento.
Art. 400. Os oficiais do QAO não concorrem às subs tuições que acarretem o exercício de
funções priva vas de postos inexistentes no seu quadro.
§ 1º Os oficiais do QAO somente respondem pelas funções de Cmt SU quando não exis r,
na unidade, oficial habilitado para o exercício destas.
§ 2º Os cargos atribuídos aos oficiais do QAO são exercidos, indis ntamente, por capitão,
primeiro e segundo‐tenente do respec vo Quadro, respeitadas as habilitações necessárias.
Art. 401. Os cargos distribuídos a oficial subalterno das Armas, do QMB, do QEM e dos
Serviços são exercidos, independentemente, por aspirante‐a‐oficial, segundo e primeiro‐tenente,
respeitadas as habilitações necessárias.
Parágrafo único. Os aspirantes‐a‐oficial concorrem às subs tuições temporárias como se
fossem oficiais subalternos, excetuando‐se as rela vas aos cargos previstos para oficiais superiores.
Art. 402. Se um oficial for movimentado da OM, enquanto es ver afastado do seu cargo,
deve con nuar a ser o ocupante efe vo até o seu retorno, ocasião em que transmi rá o cargo e passará
as funções, a carga e os encargos ao seu subs tuto eventual.
Art. 403. Respeitada a habilitação exigida para o cargo, as subs tuições temporárias entre
oficiais são feitas:
I ‐ no âmbito da OM, nos casos de corpos de tropa de valor igual ou menor que batalhão;
e
II ‐ no âmbito da assessoria, seção, divisão ou outra repar ção interna, nos casos de OM
de valor superior a batalhão.
Parágrafo único. Na impossibilidade de ser realizada a subs tuição temporária no âmbito
prescrito neste ar go, recorre‐se ao escalão imediatamente superior evitando‐se, tanto quanto possível,
a movimentação interna de oficiais.
Art. 404. Quando exis r um cargo cujas obrigações só podem ser exercidas por oficial
com determinada habilitação técnica, não havendo militar assim habilitado na OM, não ocorre
subs tuição; as obrigações administra vas e disciplinares do cargo são come das como encargos a um
oficial designado pelo Cmt (Ch ou Dir), devendo este úl mo solicitar providências ao escalão
imediatamente superior.
Art. 405. Nas unidades logís cas, os oficiais dos Serviços e do QMB concorrem também às
subs tuições temporárias do Cmt U e do SCmt U, de acordo com a precedência hierárquica.
Seção V
Das Subs tuições Temporárias Entre Praças
Art. 406. Respeitada a qualificação exigida para o cargo, as subs tuições temporárias
entre praças são realizadas:
I ‐ no âmbito da unidade, quando o cargo a ser preenchido for no comando (chefia ou
direção) da OM;
II ‐ nos corpos de tropa, no âmbito da SU, quando o cargo a ser ocupado for na SU; e
III ‐ nos demais casos, no menor âmbito possível.
Parágrafo único. Salvo na hipótese do inciso I deste ar go, são vedadas as transferências
internas de praças no âmbito da OM para fins de subs tuições temporárias.
Art. 407. O sargento ajudante é subs tuído pelo 1º Sgt mais an go da OM, com a
qualificação exigida para o cargo.
Art. 408. Na SU, a subs tuição temporária do Sgte é efetuada pelo Sgt de maior
precedência hierárquica, com a qualificação exigida, pronto na SU.
I ‐ acumulação, desde que os cargos a acumular sejam dentro da mesma SU ou repar ção
interna; e
II ‐ responder pelas funções, quando a acumulação contrariar o previsto nos inciso I e
parágrafo único deste ar go.
Parágrafo único. Na situação de que trata o presente ar go, a praça não pode acumular
mais de dois cargos.
Art. 410. Em tempo de paz, não há subs tuição de subtenentes e sargentos por cabos e
destes por soldados.
CAPÍTULO III
DA QUALIFICAÇÃO DAS PRAÇAS
Art. 411. As praças são grupadas por qualificações militares.
Art. 412. As QM são atribuídas às praças de acordo com o resultado ob do em cursos
militares ou civis promovidos pelo Exército, ou ainda em provas organizadas pela Força, estas úl mas
sempre que o recrutamento para certas qualificações deva recair sobre pessoal já habilitado na vida civil.
Art. 413. As QM são:
I ‐ qualificação militar de subtenentes e sargentos – é a caracterização dos conhecimentos
básicos com afinidades de natureza tá ca e/ou técnica, encarada dentro de uma idéia de emprego de
Arma, Quadro ou Serviço, resultante da reunião de vários cargos militares correlatos; e
II ‐ qualificação militar dos cabos, soldados e taifeiros:
a) qualificação militar geral – é a caracterização de conhecimentos gerais e básicos, com
afinidades de natureza tá ca e/ou técnica, dentro de uma idéia de emprego de Arma, Quadro ou Serviço
e resultante da reunião de várias QMP correlatas;
necessários a determinados cargos ou grupos de cargos, para os quais é exigida a mesma habilitação de
formação, orientando a instrução, a formação e o acesso dos cabos, soldados e taifeiros; e
c) qualificação singular é o grupamento de QMP específicas, independentes entre si.
Art. 414. A discriminação das QM, bem como condições de ingresso nas mesmas,
obedecem à regulamentação e às instruções próprias.
TÍTULO IX
CAPÍTULO I
CAPÍTULO III
DA PREPARAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS
§ 2º Tais cursos podem, também, ser ministrados por elementos designados pelos
governos federal, estaduais e/ou municipais, segundo convênio assinado com o Comando do Exército, ou
mediante simples entendimento com os órgãos dos ministérios correspondentes, quando isto for
possível e a exigência de convênios puder ser dispensada.
Art. 416. Os programas de ensino são coordenados pelo S3, que supervisionará os
diversos cursos e presidirá, quando for o caso, as comissões de exame.
Parágrafo único. O funcionamento dos cursos obedece às seguintes disposições:
I ‐ os cursos devem dispor de instalações apropriadas e de todo o material necessário;
III ‐ os horários de funcionamento dos cursos são coordenados pelo S3, sem prejuízo das
a vidades normais da unidade; e
IV ‐ os resultados dos cursos devem constar de atas de exame, ser publicados em BI, e
informados às autoridades civis que firmaram os diversos convênios.
CAPÍTULO II
DA PARTE DE DOENTE, DO TRATAMENTO DE SAÚDE E DA INCAPACIDADE PARA O SERVIÇO DO EXÉRCITO
Seção I
Da Parte de Doente
Art. 418. O militar que por mo vo de doença não puder comparecer ao quartel deve dar
parte de doente à autoridade a que es ver subordinado, exceto nos casos de absoluto impedimento ou
quando a constatação da doença for feita por meio de exame realizado por médico militar.
§ 1º A parte de doente pode ser escrita ou verbal e transmi da por qualquer meio de
comunicação.
§ 2º Recebida a parte de doente ou constatada a necessidade de afastamento do militar
do serviço, por mo vo de saúde, a autoridade competente providencia para que ele seja examinado pelo
médico da unidade ou por outro médico militar.
§ 3º Ao médico cabe informar sobre o estado de saúde do doente e a duração provável
de seu impedimento, bem como propor a prescrição necessária conforme o art. 269 deste Regulamento,
salvo se a parte do doente já vier instruída com parecer de médico militar, ou a constatação ver sido
realizada por esse úl mo.
§ 5º O militar considerado em condições para o desempenho de suas a vidades retorna
ao serviço imediatamente.
§ 6º O militar considerado com restrições para o desempenho de suas a vidades retorna
ao serviço onde atua, se aprovado pelo Cmt U, de acordo com as prescrições médicas.
Art. 419. O militar que, por mo vo de doença, alegar impossibilidade de retornar à sua
Gu Mil de origem, dá a parte de doente ao Cmt Gu onde se encontrar, que determinará imediata
inspeção de saúde pela JIS ou pelo MP.
§ 1º Se o parecer da JIS ou do MP for "pode viajar", o militar desloca‐se imediatamente
para sua OM e procede de acordo com o prescrito no art. 418 deste Regulamento.
§ 2º Se o parecer da JIS for "não pode viajar", é adotado o procedimento previsto para
concessão de LTSP, conforme legislação específica.
Art. 420. Todo militar baixado a hospital civil ou em tratamento com médico civil, mesmo
no caso previsto no art. 419 deste Regulamento, é acompanhado por médico militar, a quem incumbe
avaliar a situação e, se for o caso, fornecer subsídios à JIS ou ao MP e providenciar outras medidas na
salvaguarda dos interesses do Exército ou do militar enfermo.
§ 1º No caso de o militar estar baixado a hospital civil ou em lugar onde não seja possível
exame por médico militar ou a inspeção de saúde, este procedimento é realizado logo que possível,
cabendo ao médico militar, à JIS ou ao MP prescrever, homologando ou não, os prazos de baixa e as
prescrições de ro na e especiais dos hospitais e médicos civis que assis ram ao militar.
§ 2º Quando necessário e mediante autorização do Cmt RM, a JIS ou o MP podem realizar
inspeção de saúde no local onde se encontra o militar.
“Art. 420‐A. Todo militar que, em tratamento nos hospitais militares, for julgado incapaz
por sofrer molés a contagiosa não pode ter alta desses estabelecimentos para ser mandado apresentar‐
se à sua unidade.
§ 1º Nesta situação, somente pode ser concedida alta se o caso es ver enquadrado em
legislação federal como passível de tratamento em domicílio.
§ 2º Quando o militar portador de molés a contagiosa for julgado incapaz sem estar
baixado ao hospital, deve ser mandado apresentar‐se à autoridade sanitária competente, para as
medidas cabíveis.” (NR ‐ alterado pela Portaria nº 749‐Cmt Ex, de 17 de setembro de 2012)
"Art. 420‐A. Todo militar que, em tratamento nos hospitais militares, for julgado incapaz
por sofrer molés a contagiosa, não pode ter alta desses estabelecimentos, para ser mandado a
apresentar‐se em sua unidade." (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"§ 1º Nesta situação, somente pode ser concedida alta se o caso es ver enquadrado em
legislação federal como passível de tratamento em domicílio. " (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº
1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"§ 2º Quando o militar portador de molés a contagiosa for julgado incapaz sem estar
baixado ao hospital, deve ser mandado apresentar‐se à autoridade sanitária competente, para que sejam
tomadas as medidas cabíveis." (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
Art. 421. O militar que desejar internar‐se em hospital ou submeter‐se a tratamento que
exija seu afastamento do serviço deve dar parte de doente, citando o prazo e a data prováveis do evento.
Art. 422. No caso de prescrição de baixa, o militar que preferir permanecer em residência
par cular ou tratar‐se em ins tuição de saúde não‐conveniada ou contratada pelo FUSEx, deve
apresentar essa pretensão por escrito a seu Cmt, Ch ou Dir, a quem cabe, ouvido o médico da OM,
decidir sobre a conveniência ou não.
Art. 423. O militar que não desejar tratar‐se com médico militar ou, quando
encaminhado, com profissional de saúde credenciado pelo FUSEx, deve apresentar, por escrito, essa
pretensão ao seu Cmt, Ch ou Dir.
Seção II
Do Tratamento de Saúde
Art. 425. A LTSP é concedida ao militar, ex officio, pela autoridade competente, depois de
ter sido julgado “incapaz temporariamente” por JIS ou MP.
Parágrafo único. O militar nessa situação:
I ‐ permanece no quartel, acompanhado por um médico da unidade, e este, conforme os
cuidados que o caso requer, pode:
a) baixá‐lo à enfermaria da OM ou a hospital; ou
b) encaminhá‐lo a tratamento específico;
Art. 426. A LTSPF é concedida ao militar, mediante requerimento e posterior parecer da
JIS, quando a permanência junto à pessoa da família seja considerada imprescindível em sindicância
mandada instaurar pelo Cmt, Ch ou Dir OM.
Art. 427. O militar goza a LTSP ou a LTSPF, em princípio, em localidade onde possa contar
com o apoio de uma OMS ou, quando encaminhado, de uma ins tuição ou de profissional de saúde
conveniados, contratados ou credenciados pelo FUSEx.
Parágrafo único. Para gozar LTSP ou LTSPF em local onde esse apoio não exista, o militar
deve pedir autorização ao Cmt RM.
Seção III
Da Incapacidade para o Serviço do Exército
Art. 428. O militar julgado incapaz defini vamente para o serviço do Exército é reformado
ou desincorporado, na forma da legislação em vigor.
“Art. 428. O militar julgado incapaz defini vamente para o serviço do Exército (incapaz C)
terá a incorporação anulada, será desincorporado ou reformado, na forma da legislação em vigor.
§ 2º Nos casos em que for aplicada a desincorporação, ao desincorporado, embora já
excluído do serviço a vo, será garan do o encostamento à organização militar (OM) de origem
unicamente para fins de tratamento do problema de saúde que deu origem à incapacidade, em
organização militar de saúde (OMS), até a estabilização do quadro.
§ 3º O militar que ver direito à reforma, amparado na legislação em vigor, permanecerá
adido à respec va unidade até o encerramento do processo administra vo de reforma, quando será
excluído do serviço a vo.” (NR ‐ alterado pela Portaria nº 749‐Cmt Ex, de 17 de setembro de 2012)
"Art. 428. O militar temporário julgado incapaz defini vamente para o serviço do Exército
(incapaz C) terá a incorporação anulada, será desincorporado, licenciado ou reformado, na forma da
legislação em vigor. " (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"§ 2º Quando não for considerado inválido, e a causa da incapacidade defini va para o
serviço do Exército es ver enquadrada em uma das hipóteses previstas no art. 108, incisos III, IV, V, e VI
da Lei nº 6.880/80, será licenciado ou desincorporado na forma da legislação em vigor. " (NR ‐ alterado
pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"§ 4º O militar que ver direito à reforma, amparado na legislação em vigor, permanecerá
adido à respec va unidade até o encerramento do processo administra vo de reforma, quando será
excluído do serviço a vo." (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"§ 5º Nos casos em que for aplicada a desincorporação ou o licenciamento, embora já
excluído do serviço a vo, será assegurado o encostamento à organização militar (OM) de origem
unicamente para fins de tratamento do problema de saúde que deu origem à incapacidade, em
organização militar de saúde (OMS), até a estabilização do quadro." (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex
Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
Art. 429. Todo militar que, em tratamento nos hospitais militares, for julgado incapaz por
sofrer molés a contagiosa não pode ter alta desses estabelecimentos para ser mandado apresentar‐se à
sua unidade.
§ 1º Nesta situação, somente pode ser concedida alta se o caso es ver enquadrado em
legislação federal como passível de tratamento em domicílio.
§ 2º Quando o militar portador de molés a contagiosa for julgado incapaz sem estar
baixado ao hospital, deve ser mandado apresentar‐se à autoridade sanitária competente, para as
medidas cabíveis, sem prejuízo das providências rela vas ao amparo legal pelo Estado.
“Art. 429. À praça temporária que durante a prestação do serviço militar inicial for
considerada incapaz temporariamente para o serviço do Exército (incapaz B1 ou incapaz B2) aplicam‐se
as seguintes disposições:
I ‐ se a causa da incapacidade es ver enquadrada em uma das hipóteses elencadas nos
incisos I a V do art. 108 da Lei nº 6.880/80, não será excluída do serviço a vo enquanto essa situação
perdurar, passando à situação de adido à sua unidade na data de licenciamento da úl ma turma de sua
classe, para fins de con nuação do tratamento médico, até que seja emi do um parecer que conclua
pela ap dão (apto A) ou pela incapacidade defini va (incapaz C), quando será licenciada ou reformada,
conforme o caso, na forma da legislação em vigor;
IV‐ nos casos em que a causa da incapacidade B2 for comprovadamente preexistente à
data de incorporação, aplicar‐se‐á a anulação da incorporação.
origem à incapacidade, em OMS, até o seu restabelecimento; e
"Art. 429. Ao militar temporário que durante a prestação do serviço militar inicial for
considerado incapaz temporariamente para o serviço do Exército (incapaz B1 ou incapaz B2) aplicam‐se
as seguintes disposições: " (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"I ‐ se a causa da incapacidade temporária es ver enquadrada em uma das hipóteses
elencadas no art. 108, incisos I e II da Lei nº 6.880/80, não será excluído do serviço a vo enquanto essa
situação perdurar, passando à situação de adido à sua unidade na data de licenciamento da úl ma turma
de sua classe, para fins de con nuação do tratamento médico, até que seja emi do um parecer que
conclua pela ap dão (apto A), quando será licenciado, ou pela incapacidade defini va (incapaz C),
quando será reformado, na forma da legislação em vigor; " (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774,
DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"II ‐ se for considerado incapaz B2 e a causa da incapacidade es ver enquadrada nas
hipóteses elencadas no art. 108, incisos III, IV, V, e VI da Lei nº 6.880/80, será desincorporado
imediatamente; " (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"III ‐ se for considerado incapaz B1 e a causa da incapacidade es ver enquadrada nas
hipóteses elencadas no art. 108, incisos III, IV, V e VI da Lei nº 6.880/80, será licenciado na data de
licenciamento da úl ma turma de sua classe, ou será desincorporado, caso haja, em razão da
incapacidade, falta ao serviço ou afastamento da a vidade, durante noventa dias consecu vos ou não,
embora ainda não tenha chegado a data de licenciamento da úl ma turma de sua classe; e" (NR ‐
alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"IV ‐ nos casos em que a causa da incapacidade B2 for comprovadamente preexistente à
data de incorporação, aplicar‐se‐á a anulação da incorporação. " (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº
1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"§ 2º Nas hipóteses dos incisos II e III deste ar go, observar‐se‐ão as seguintes
disposições: " (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
Art. 430. São man dos adidos às respec vas unidades, para fins de alimentação,
alterações e vencimentos, os militares que, julgados inválidos ou incapazes defini vamente para o
serviço do Exército, aguardam reforma, amparados nas disposições em vigor.
“Art. 430. À praça temporária, que não es ver prestando o serviço militar inicial,
considerada incapaz temporariamente para o serviço do Exército (incapaz B1 ou incapaz B2) aplicam‐se
as seguintes disposições:
I ‐ se a causa da incapacidade es ver enquadrada em uma das hipóteses elencadas nos
incisos I a V do art. 108 da Lei nº 6.880/80, não será excluída do serviço a vo enquanto essa situação
perdurar, passando à situação de adido à sua unidade ao término do tempo de serviço militar a que se
obrigou, término de engajamento, reengajamento ou prorrogação de tempo de serviço, para fins de
con nuação do tratamento médico, até que seja emi do um parecer que conclua pela ap dão (apto A)
ou pela incapacidade defini va (incapaz C), quando será licenciada ou reformada, conforme o caso, na
forma da legislação em vigor;
II ‐ se a causa da incapacidade temporária es ver enquadrada na hipótese elencada no
inciso VI do art. 108 da Lei nº 6.880/80, será licenciada ex officio, por conveniência do serviço ou por
término do tempo de serviço militar a que se obrigou (término de engajamento, reengajamento ou
prorrogação de tempo de serviço); e
§ 2º Na hipótese do inciso II deste ar go, observar‐se‐ão as seguintes disposições:
I ‐ aplicar‐se‐á o licenciamento por conveniência do serviço após 90 (noventa) dias de
incapacidade, consecu vos ou não, sem prejuízo da aplicação do licenciamento por conclusão do tempo
de serviço, caso o requisito para esta forma de licenciamento ocorra em prazo inferior a 90 (noventa)
dias;
setembro de 2012)
"Art. 430. Ao militar temporário que não es ver prestando o serviço militar inicial e for
considerado incapaz temporariamente para o serviço do Exército (incapaz B1 ou incapaz B2), aplicam‐se
as seguintes disposições:" (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"I ‐ se a causa da incapacidade temporária es ver enquadrada em uma das hipóteses
elencadas no art. 108, incisos I e II da Lei nº 6.880/80, não será excluído do serviço a vo enquanto essa
situação perdurar, passando à situação de adido à sua unidade ao término do tempo de serviço militar a
que se obrigou, para fins de con nuação do tratamento médico, até que seja emi do um parecer que
conclua pela ap dão (apto A), quando será licenciado, ou pela incapacidade defini va (incapaz C),
quando será reformado, na forma da legislação em vigor;" (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774,
DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"II ‐ se a causa da incapacidade temporária es ver enquadrada nas hipóteses elencadas
no art. 108, incisos III, IV, V e VI da Lei nº 6.880/80, será licenciado ex officio, por conveniência do serviço
ou por término do tempo de serviço militar a que se obrigou (término de engajamento, reengajamento
ou prorrogação de tempo de serviço); e " (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO
DE 2022)
"§ 2º Na hipótese do inciso II deste ar go, observar‐se‐ão as seguintes disposições:" (NR ‐
alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"I ‐ aplicar‐se‐á a desincorporação ou o licenciamento por conveniência do serviço após
noventa dias de incapacidade, consecu vos ou não, sem prejuízo da aplicação do licenciamento por
conclusão do tempo de serviço, caso o requisito para esta forma de licenciamento ocorra em prazo
inferior a noventa dias; " (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"II ‐ ao licenciado, embora já excluído do serviço a vo, será assegurado o encostamento à
OM de origem unicamente para fins de tratamento do problema de saúde que deu origem à
incapacidade, em OMS, até o seu restabelecimento; e" (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE
15 DE JUNHO DE 2022)
Art. 431. O militar não estabilizado que, ao término do tempo de serviço militar a que se
obrigou ou na data do licenciamento da úl ma turma de sua classe, for considerado “incapaz
temporariamente para o serviço do Exército”, em inspeção de saúde, passa à situação de adido à sua
§ 1º Caso o militar se encontre baixado em enfermaria ou hospital na data prevista de
licenciamento, é subme do à inspeção de saúde no prazo máximo de oito dias a contar dessa data e, se
julgado “incapaz temporariamente para o serviço do Exército”, passa também à situação de adido nas
mesmas condições e com as finalidades previstas no caput deste ar go.
“Art. 431. Ao oficial temporário que for julgado incapaz temporariamente para o serviço
a vo do Exército (incapaz B1 ou incapaz B2) aplicam‐se as seguintes disposições:
I ‐ se a causa da incapacidade es ver enquadrada em uma das hipóteses elencadas nos
incisos I a V do art. 108 da Lei nº 6.880/80, não será excluído do serviço a vo enquanto essa situação
perdurar, passando à situação de adido à sua unidade ao término do tempo de serviço militar a que se
obrigou, término da convocação ou prorrogação de tempo de serviço, para fins de con nuação do
tratamento médico, até que seja emi do um parecer que conclua pela ap dão (apto A) ou pela
incapacidade defini va (incapaz C), quando será licenciado ou reformado, conforme o caso, na forma da
legislação em vigor; e
II ‐ se a causa da incapacidade temporária es ver enquadrada na hipótese elencada no
inciso VI do art. 108 da Lei nº 6.880/80, será licenciado ex officio, por conveniência do serviço ou por
término do tempo de serviço militar a que se obrigou (convocação ou término de prorrogação de tempo
de serviço).
§ 2º Na hipótese do inciso II deste ar go, observar‐se‐ão as seguintes disposições:
I ‐ aplicar‐se‐á o licenciamento por conveniência do serviço após 90 (noventa) dias de
incapacidade, consecu vos ou não, sem prejuízo da aplicação do licenciamento por conclusão do tempo
de serviço, caso o requisito para esta forma de licenciamento ocorra em prazo inferior a 90 (noventa)
dias;
§ 3º Se, por parecer defini vo, for julgado “apto para o serviço do Exército”, pode obter
prorrogação do serviço militar, contada a par r do dia imediato àquele em que terminou seu tempo de
serviço, obedecidas as demais exigências regulamentares.
"Art. 431. Cabe à OM, sob coordenação e orientação da Região Militar (RM) com
jurisdição na respec va área, manter um rigoroso acompanhamento e controle do tratamento médico de
seus militares e dos ex‐militares encostados à OM para essa finalidade." (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C
Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO DE 2022)
"§ 1º As RM, sob a coordenação da Diretoria do Serviço Militar (DSM), do Departamento
Geral do Pessoal (DGP), deverão manter um programa de controle de dados rela vos ao pessoal man do
adido ou encostado, em razão de incapacidade para o serviço do Exército, na forma a ser regulamentada
por aquele Órgão de Direção Setorial. " (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO
DE 2022)
"§ 3º Mediante decisão fundamentada, observados o contraditório e a ampla defesa, a
OM poderá cassar o ato de encostamento quando houver comprovada desídia do encostado em relação
ao tratamento médico disponibilizado." (NR ‐ alterado pela PORTARIA – C Ex Nº 1.774, DE 15 DE JUNHO
DE 2022)
“Art. 431‐A. Cabe à Organização Militar, sob coordenação e orientação da Região Militar
com jurisdição na respec va área, manter um rigoroso acompanhamento e controle do tratamento
médico de seus militares e dos ex‐militares encostados à OM para essa finalidade.
§ 3º Mediante decisão fundamentada, observados o contraditório e ampla defesa, a OM
poderá cassar o ato de encostamento quando houver comprovada desídia do encostado em relação ao
tratamento médico disponibilizado.” (NR ‐ alterado pela Portaria nº 749‐Cmt Ex, de 17 de setembro de
2012)
Art. 432. Quando for o caso, a inicia va de providenciar e encaminhar a documentação
necessária à reforma de um militar considerado incapaz defini vamente para o serviço do Exército cabe
à respec va OM.
CAPÍTULO III
DAS APRESENTAÇÕES
logo lhes seja possível, declarando os mo vos do retardo.
§ 1º O Cmt pode dispensar essa formalidade em dias de formatura geral da unidade, ou
caso reúna seus oficiais ao início do expediente, ou ainda determinar que somente os Cmt SU e os chefes
de seção o façam.
§ 2º A apresentação diária, com idên ca finalidade, por parte dos oficiais e aspirantes‐
aoficial, a qualquer outra autoridade pertencente à unidade, somente é obrigatória quando assim decidir
o Cmt U, devendo tal decisão constar das NGA/U.
Art. 434. A apresentação do militar ao chegar à Gu Mil onde vai servir ou quando nela
ver sido movimentado realiza‐se de acordo com as normas estabelecidas pelo Cmt Gu.
Art. 435. Os militares em serviço, obrigados a permanecerem por mais de quarenta e oito
horas numa Gu Mil, em trânsito ou de passagem, enquadram‐se no previsto no art. 434 deste
Regulamento, salvo se permanecerem, por qualquer mo vo, a bordo das embarcações em que viajarem,
ou re dos em aeroportos.
Parágrafo único. Tratando‐se de militar de posto mais elevado que o da maior autoridade
da Gu Mil, a apresentação é subs tuída por uma comunicação; neste caso, o Cmt Gu, pessoalmente, ou
por intermédio de representante, apresentar‐se‐á àquele militar.
Parágrafo único. Os cabos e soldados somente se ausentam temporariamente de sua Gu
Mil, mediante permissão escrita da autoridade competente.
Art. 437. Quando uma tropa ou fração de tropa permanecer em trânsito mais de doze
horas em uma localidade, o seu Cmt apresenta‐se à autoridade militar mais elevada da Gu Mil,
declarando‐lhe a procedência, o des no e a missão, salvo se esta for de natureza sigilosa, o que será
mencionado.
§ 1º A autoridade a quem deva ser feita a apresentação designa dia e hora para a
apresentação cole va dos oficiais da tropa, se esta permanecer, no mínimo, vinte quatro horas na Gu.
§ 2º Se o Cmt da tropa for de posto mais elevado que o da autoridade da Gu, procederá
como no caso do parágrafo único do art. 435 deste Regulamento.
Art. 438. As apresentações são feitas durante as horas de trabalho normal; nos casos de
urgência, entretanto, podem realizar‐se a qualquer hora.
§ 2º As apresentações feitas às autoridades que disponham de BI, exceto as mo vadas
por serviço comum, são nele publicadas.
Art. 439. Quando o oficial, subtenente ou sargento for movimentado para outra Gu Mil, o
Cmt U de origem deve informar, pelo meio mais rápido, ao Cmt U de des no, o dia provável da chegada
do militar e as providências que o militar movimentado gostaria que fossem tomadas para sua primeira
instalação.
Parágrafo único. O comandante da OM de des no, recebida a informação, designa um
oficial, subtenente ou sargento, conforme o caso, com a missão de receber o militar no local de chegada,
providenciar, se necessário, as acomodações solicitadas e prestar‐lhe todo o auxílio que o espírito de
camaradagem impõe.
§ 1º O militar designado para serviço extraordinário que deva ser desempenhado na
própria Gu Mil, se outra determinação não receber, apresenta‐se, por via hierárquica, dentro de
quarenta e oito horas, a contar do momento em que ver conhecimento da designação, ao seu Cmt e à
autoridade sob cujas ordens vai ficar, procedendo, na ordem inversa, uma vez terminado o serviço.
§ 2º A situação estabelecida no § 1º deste ar go não exonera o militar designado do
serviço em sua OM, senão durante o tempo de efe vo trabalho no serviço extraordinário, salvo ordem
expressa em contrário.
Art. 441. O militar nominalmente chamado por autoridade superior à do seu Cmt
imediato e que tenha sobre ele jurisdição funcional, a ela apresenta‐se imediatamente e par cipa o fato
ao seu Cmt, na primeira oportunidade, relatando‐lhe, também, a ordem que recebeu, salvo se for
sigilosa, circunstância esta que será então declarada.
Art. 442. O militar movimentado dentro da mesma Gu terá o prazo de quarenta e oito
horas para apresentar‐se na OM de des no.
CAPÍTULO IV
DAS FÉRIAS
Art. 443. Férias são afastamentos totais do serviço, anuais e obrigatoriamente concedidas
aos militares para descanso, a par r do décimo segundo mês do período de um ano ininterrupto de
efe vo serviço e durante os doze meses seguintes, conforme prescrito no E‐1.
§ 1º Os militares incorporados ou convocados, para a prestação do serviço militar inicial
obrigatório, somente podem gozar férias a par r da data em que houverem completado um ano
ininterrupto de efe vo serviço e durante os doze meses subseqüentes.
Art. 444. As férias subordinam‐se às exigências do serviço devendo, para isso, ser
estabelecido um plano de férias visando a não apresentar solução de con nuidade à administração, bem
como a não perturbar a execução dos programas de instrução.
§ 1º O plano de férias, elaborado anualmente e de acordo com as prescrições deste
Regulamento, deve ser subme do à aprovação do escalão imediatamente superior.
§ 2º Os militares pertencentes ao corpo discente dos estabelecimentos de ensino têm
direito às férias escolares em conformidade com o que estabelecem os respec vos regulamentos.
§ 3º Durante o trânsito ou logo após a sua conclusão, não podem ser concedidas férias.
§ 4º O Cmt U, o ordenador de despesas e os agentes executores diretos não podem gozar
férias nos períodos que coincidam com o encerramento do exercício financeiro.
§ 5º Os aspirantes‐a‐oficial de carreira têm direito às férias com início, obrigatoriamente,
no dia imediato àquele em que tenham sido declarados aspirantes‐a‐oficial.
Art. 445. O período de férias pode ser gozado onde convier ao interessado, nele
compreendido o tempo gasto em viagem, salvo as exceções previstas em legislação.
§ 1º O militar em serviço no País, que desejar gozar suas férias no exterior, deve solicitar
autorização ao seu respec vo chefe de órgão de direção geral ou setorial, comandante militar de área ou
chefe de órgão de assistência direta e imediata ao Comandante do Exército, permi da a delegação por
parte dessas autoridades.
§ 2º Os que pretendam gozar férias fora da Gu Mil devem declarar tal pretensão no ato
de sua apresentação.
§ 3º Deve ser publicada em BI a concessão das férias ao militar, declarando a data em que
ele deverá apresentar‐se na OM pronto para o serviço, bem como o ano a que estas se referirem.
Art. 446. As férias do militar a serviço do Brasil no exterior são reguladas em instruções
específicas.
Art. 447. Os Cmt (Ch ou Dir) OM concedem férias a todos os seus subordinados e têm as
suas concedidas pela autoridade a que es verem imediatamente subordinados.
Art. 448. As férias não são interrompidas por mo vo de movimentação do militar, sendo
o seu desligamento efe vado quando de sua apresentação por conclusão de férias.
§ 1º Excepcionalmente, o militar não entra no gozo de suas férias no período previsto no
caput do art. 443 deste Regulamento ou estas são interrompidas, nos casos previstos no E‐1.
§ 2º O militar que for impedido, por extrema necessidade do serviço, assim reconhecida
pela autoridade competente em ato publicado em BI, de iniciar as férias rela vas a determinado ano, até
31 de dezembro do ano subseqüente, ou as ver interrompidas, tem suas férias concedidas, ou
retomadas, imediatamente após cessarem os mo vos que levaram ao impedimento ou à interrupção.
§ 4º As dispensas do serviço para desconto em férias somente podem ser concedidas
quando se referirem a períodos de férias aos quais o militar já tenha feito jus, excetuando‐se as
dispensas concedidas na forma da alínea “b” do inciso XV do art. 21 deste Regulamento.
§ 5º Em casos especiais, e devidamente consideradas as necessidades da OM de des no,
o Comandante do Exército e as autoridades com atribuições para realizar movimentações podem
conceder férias ao militar já movimentado, se ele es ver incluído, na época precisa da publicação da
movimentação, no plano de férias da OM a que pertencia.
Art. 450. O militar perde o direito às férias rela vas ao ano em que:
I ‐ for condenado, por sentença passada em julgado:
a) a pena restri va de liberdade, desde que não tenha sido concedida suspensão
condicional da pena; ou
b) à pena de suspensão do exercício do posto, da graduação, do cargo ou da função;
II ‐ gozar trinta ou mais dias de licença para tratar de interesse par cular.
Art. 451. Os períodos de férias têm a duração de trinta dias para todos os militares,
observado o previsto no § 1º deste ar go e no § 2º do art. 443 deste Regulamento.
§ 2º Cabe ao Cmt Mil A a fixação, dentro do limite estabelecido no § 1º deste ar go, do
acréscimo a que faz jus o militar.
“Art. 451. Os períodos de férias têm a duração de trinta dias para todos os militares,
observado o previsto nos parágrafos deste ar go e no § 2º do art. 443 deste Regulamento.
§ 1º As férias dos militares podem ser gozadas da seguinte forma:
I ‐ em um período de trinta dias corridos; ou
II ‐ em três períodos de dez dias ou dois períodos de quinze dias, mediante solicitação do
interessado a ser apreciada, autorizada pelo Comandante, Chefe ou Diretor da OM, e, caso aprovada,
incluída no Plano de Férias.
§ 2º O parcelamento de férias só deverá ser concedido se os períodos solicitados pelo
interessado forem distribuídos de acordo com o estabelecido no caput do ar go 443 deste Regulamento.
§ 3º Quando as férias do militar forem parceladas, os direitos financeiros serão gerados
por ocasião da concessão do primeiro período.
§ 5º Cabe ao Cmt Mil A a fixação, dentro do limite estabelecido no § 4º deste ar go, do
acréscimo a que faz jus o militar.“ (NR ‐ alterado pela Portaria nº 039‐Cmt Ex, de 28 de janeiro de 2015)
CAPÍTULO V
DO TRÂNSITO E DA INSTALAÇÃO
Art. 452. Trânsito é o período de trinta dias de afastamento total do serviço concedido ao
militar cuja movimentação implique, obrigatoriamente, mudança de sede e des na‐se aos prepara vos
decorrentes dessa mudança.
§ 1º O trânsito tem início no dia imediato à data do desligamento do militar da OM,
devendo este seguir des no durante o seu transcurso ou no dia imediato ao seu término.
§ 2º O trânsito pode ser gozado, no todo ou em parte, na localidade de origem ou de
des no, não sendo computado como tal o tempo de viagem, considerando‐se o meio de transporte a
que o militar tem direito.
§ 3º Em casos especiais, a critério do Comandante do Exército, o período de trânsito pode
ser ampliado ou reduzido.
Art. 453. O militar em trânsito que ficar em uma Gu de passagem, alegando doença, deve
dar parte de doente, sendo baixado a hospital ou enfermaria, por ordem do Cmt Gu Mil, com declaração
daquela circunstância.
§ 1º Ao ter alta e ser julgado em condições de viajar, deve seguir des no na primeira
oportunidade.
§ 2º Se desde logo, verificar‐se que o militar está em condições de prosseguir viagem, a
baixa será tornada sem efeito e aquele seguirá imediatamente a seu des no, sem prejuízo das
providências de caráter disciplinar, se for o caso.
Art. 454. Instalação é o período de afastamento total do serviço concedido ao militar,
após o término do trânsito, quando de sua apresentação na OM para onde foi transferido, reservado
para as providências de ordem pessoal ou familiar, a serem tomadas na Gu de des no, decorrentes da
movimentação.
§ 1º Aos militares são concedidos para instalação, independente do local onde tenham
gozado o trânsito, os seguintes prazos:
I ‐ dez dias, quando acompanhados de dependentes; e
II ‐ quatro dias, quando desacompanhados ou solteiros.
§ 2º A instalação pode ser concedida a par r da data de chegada da bagagem do militar,
por solicitação do interessado.
§ 3º Em caráter excepcional, a instalação pode ser concedida até nove meses após a
apresentação do militar, se os seus dependentes, com direito ao transporte por conta da União, não o
puderem acompanhar por qualquer mo vo na mesma viagem.
§ 4º O militar movimentado na mesma Gu e obrigado à mudança de residência, por força
de prescrição legal ou regulamentar, tem direito a quatro dias de instalação.
CAPÍTULO VI
DOS CÍRCULOS HIERÁRQUICOS
Art. 455. Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre militares da mesma
categoria e têm a finalidade de desenvolver o espírito de camaradagem, em ambiente de es ma e
confiança, sem prejuízo do respeito mútuo.
§ 1º Os círculos hierárquicos são os constantes do E‐1.
§ 2º Embora seja de interesse para o Exército que todos os militares se mantenham
fisicamente capazes, pela prá ca de esportes, é, no entanto, inconveniente a sua prá ca indiscriminada
entre oficiais e praças, pelos sérios prejuízos que pode causar à disciplina e à compostura a manter em
qualquer situação.
§ 3º Nos trabalhos eqüestres devem ser observadas as disposições deste ar go.
Art. 456. Aos cônjuges militares pertencentes a círculos hierárquicos dis ntos é
Parágrafo único. Aos eventos de cunho oficial ou reuniões sociais, em que seja marcado
uniforme, o cônjuge que es ver fora do seu círculo hierárquico comparece, obrigatoriamente, em traje
civil.
CAPITULO VII
DAS GALERIAS DE RETRATOS
Art. 457. É facultada a colocação de retratos de vultos históricos nas dependências das
unidades.
§ 1º No Gabinete do Cmt, Ch ou Dir figuram, em caráter obrigatório, o retrato oficial do
Presidente da República, do Ministro da Defesa e do Comandante do Exército, distribuído pelo respec vo
órgão responsável.
§ 2º Na unidade deve haver uma galeria de retratos dos seus ex‐comandantes, ex‐chefes
ou ex‐diretores.
“Art. 458. As unidades podem possuir, em suas sedes, como homenagem, galerias de
retratos compostas dos vultos mais notáveis da História Militar e Polí ca e dos an gos chefes do Exército.
§ 1º No Gabinete do Cmt, Ch ou Dir figuram, em caráter obrigatório, o retrato oficial do
Presidente da República, do Ministro de Estado da Defesa e do Comandante do Exército, distribuído pelo
respec vo órgão responsável.
§ 2º Na unidade deve haver uma galeria de retratos dos seus comandantes, chefes ou
diretores.” (NR ‐ alterado pela Portaria nº 976‐Cmt Ex, de 26 de agosto de 2014)
"§ 3º Na unidade, também, deve haver uma galeria de retratos dos seus adjuntos de
comando.” (NR ‐ alterado pela Portaria nº 997‐Cmt Ex, de 15 de agosto de 2016)
Art. 459. A inauguração de retratos nas diversas galerias cons tui ato solene, feita em
dias feriados ou datas fes vas, ressalvado o disposto no art. 460 deste Regulamento, devendo constar do
BI para ser transcrita no histórico da organização.
Parágrafo único. Na parte inferior do retrato de cada vulto notável ou autoridade militar,
constará o posto ou cargo, o nome e o feito pelo qual se dis nguiu.
Art. 460. A inauguração dos retratos dos ex‐comandantes, ex‐chefes ou ex‐diretores é
realizada pelos que os sucederem, por ocasião das cerimônias de passagem de comando, chefia ou
direção da OM.
“Art. 460. A inauguração dos retratos dos comandantes, chefes ou diretores sucedidos é
realizada pelos que os sucederem, por ocasião das cerimônias de passagem do cargo de comandante,
chefe ou diretor da OM." (NR ‐ alterado pela Portaria nº 976‐Cmt Ex, de 26 de agosto de 2014)
§ 1º A galeria de que trata este ar go obedece aos seguintes preceitos:
I ‐ ressalvado o disposto no inciso II deste parágrafo, o militar é retratado, nas cores preta
e branca, de frente e descoberto, em uniforme 3º A ou 3º B com barretas e com as insígnias do úl mo
posto em que exerceu o cargo, e caso a OM possua uniforme histórico, este será o u lizado, com
medalhas; e
I ‐ ressalvado o disposto no inciso II deste parágrafo, o militar é retratado, nas cores preta
e branca, de frente e descoberto, em 5º ou 6º uniforme com barretas e com insígnias do úl mo posto em
que exerceu o cargo, e caso a OM possua uniforme histórico, este será o u lizado, com medalhas; e” (NR
‐ alterado pela Portaria nº 997‐Cmt Ex, de 15 de agosto de 2016)
II ‐ a galeria mantém o padrão de fotografia ou pintura já existente na OM.
§ 2º Na galeria dos comandantes, chefes ou diretores somente constam os retratos dos
que es veram no exercício efe vo do cargo.” (NR ‐ alterado pela Portaria nº 976‐Cmt Ex, de 26 de agosto
de 2014)
“Art. 460‐A. A galeria de retratos dos adjuntos de comando deve permanecer na sala do
adjunto de comando ou em local apropriado e sua inauguração seguirá os mesmos preceitos
estabelecidos no ar go anterior.” (NR ‐ alterado pela Portaria nº 997‐Cmt Ex, de 15 de agosto de 2016)
CAPITULO VIII
DAS HONRAS MILITARES E DO CERIMONIAL
Art. 461. As honras militares são manifestações cole vas de respeito que se tributam aos
militares das Forças Armadas, consoante a hierarquia, às altas autoridades civis e aos símbolos nacionais,
segundo as prescrições do R‐2.
Art. 462. O cerimonial militar, regulado pelo R‐2, tem por obje vo dar a maior solenidade
possível a determinados atos da vida militar ou nacional, cujo alto significado convém ser ressaltado.
§ 1º Nas for ficações e nas embarcações pertencentes ao Exército são observadas, se for
o caso, as regras estabelecidas no “Cerimonial Marí mo Brasileiro”.
CAPITULO IX
DAS SITUAÇÕES EXTRAORDINÁRIAS DA TROPA
Seção I
Do Sobreaviso
Art. 464. A ordem de sobreaviso determina a situação na qual a unidade fica prevenida da
possibilidade de ser chamada para o desempenho de qualquer missão extraordinária.
Art. 465. Da ordem de sobreaviso resultam as seguintes medidas:
II ‐ permanecem no quartel um terço dos oficiais da unidade e, pelo menos, um oficial
por SU;
III ‐ também permanecem no quartel a metade dos subtenentes e sargentos da unidade
e, pelo menos, um sargento por pelotão ou seção;
IV ‐ os demais oficiais, subtenentes e sargentos permanecem no quartel ou em suas
residências, mas, neste caso, em estreita ligação com a unidade e em condições de poderem recolher‐se
imediatamente ao quartel, em caso de ordem ou qualquer eventualidade;
V ‐ todos os cabos e soldados permanecem no quartel;
VI ‐ pode ser permi do aos cabos e soldados, a juízo do Cmt U, sair à rua por tempo
fixado, em pequenas turmas por SU, desde que fiquem em condições de regressar ao quartel dentro de
uma hora;
VII ‐ a instrução da unidade não é perturbada, restringindo o Cmt U, quando necessário, a
zona externa do quartel onde ela pode realizar‐se; e
Seção II
Da Pron dão
Art. 466. A ordem de pron dão importa em ficar a unidade preparada para sair do
quartel tão logo receba ordem, para desempenhar qualquer missão dentro da respec va Gu ou à
distância tal que permita sejam atendidas suas necessidades com os recursos da própria unidade.
Art. 467. Da ordem de pron dão resultam as seguintes medidas:
I ‐ avisados os militares, estes ficam responsáveis pelo comparecimento ao quartel no
mais curto prazo possível;
II ‐ todos os militares permanecem uniformizados, equipados e armados;
III ‐ os oficiais permanecem no quartel, ficando, permanentemente, um oficial em cada
SU;
IV ‐ as praças permanecem em suas SU;
V ‐ a munição é distribuída aos Cmt SU;
VI ‐ a instrução é ministrada no âmbito do quartel;
VII ‐ ficam suspensas, automa camente, todas as dispensas do serviço concedidas aos
militares da unidade que se encontrem na Gu, sendo‐lhes expedidas ordens a respeito;
IX ‐ todas as ordens e toques gerais cons tuem atribuição exclusiva do Cmt U;
X ‐ os elementos de tropa ou de serviço, em todos os escalões, ficam sob as ordens dos
respec vos Cmt ou chefes, como em campanha; e
XI ‐ a fração que se achar de pron dão e deixar o quartel para apresentar‐se a outra
autoridade, sob cujas ordens deva ficar, passa a depender diretamente dessa autoridade que
providenciará o estacionamento da tropa e seu aprovisionamento, caso já não o tenha sido pela
autoridade competente.
Parágrafo único. Nos casos em que for determinada “pron dão rigorosa”, todos os oficiais
permanecem em suas SU, a instrução é ministrada no âmbito destas e são intensificadas todas as
medidas impostas pela situação.
Seção III
Da Ordem de Marcha
Art. 468. A ordem de marcha impõe que a unidade fique preparada, com todos os
recursos necessários à sua existência fora da Gu, e em condições de deslocar‐se e desempenhar qualquer
missão, dentro do mais curto prazo ou daquele que lhe for determinado.
Art. 469. A ordem de marcha impõe que sejam tomadas as seguintes medidas:
I ‐ a permanência de oficiais e praças e a situação da tropa são reguladas na ordem de
marcha, de conformidade com as circunstâncias;
II ‐ a instrução fica reduzida à que possa ser ministrada no interior do quartel;
III ‐ consideram‐se cassadas todas as dispensas do serviço concedidas aos militares, que
são imediatamente avisados;
V ‐ a fração da unidade que receber a ordem de marcha e for mandada apresentar a
outra autoridade, passa a depender diretamente desta, tão logo deixe o quartel;
VII ‐ os elementos de tropa ou de serviços, em todos os escalões, ficam sob as ordens
diretas dos respec vos Cmt ou chefes; e
VIII ‐ todas as providências que visam à adaptação da unidade às circunstâncias impostas
pela situação são tomadas a par r do momento em que for recebida a ordem, dentro do prazo
estabelecido.
Seção IV
Das Prescrições Comuns às Situações Extraordinárias
Art. 470. Quando a uma tropa for determinada uma das situações extraordinárias
definidas neste capítulo, o Cmt deve manter ligação, permanente e constantemente verificada, com a
autoridade que ver dado a ordem ou à qual es ver diretamente subordinado.
Parágrafo único. Na falta de nova ordem, cumpre ao Cmt da tropa provocá‐la no fim de
cada período de vinte e quatro horas, contadas da primeira ordem recebida.
Art. 471. A ordem para adoção de uma situação extraordinária em qualquer Gu Mil é
emi da, em princípio, pelo Cmt Mil A enquadrante.
Art. 472. Os Cmt Gu Mil, nos casos de perturbação da ordem ou ameaça de sua
deflagração, mantêm os respec vos Cmt Mil A e o comando superior informados da evolução dos
acontecimentos, u lizando o meio de comunicações disponível que ofereça maior rapidez e
confiabilidade.
Art. 474. A instrução intensiva, a rigorosa observância das regras de serviço interno e
externo e a facilidade de rápido e seguro comparecimento dos militares aos respec vos quartéis (por
meio de um eficiente plano de chamada) evitam os inconvenientes e as fadigas decorrentes de
freqüentes sobreavisos, pron dões e ordem de marcha.
Art. 475. Verificada, freqüentemente, pelas autoridades superiores, a perfeita execução
das providências con das no art. 474 deste Regulamento, as situações extraordinárias são por elas
adotadas somente nos seguintes casos:
II ‐ pron dão, na ocorrência de fatos graves que tornem iminente o emprego da tropa na
Gu ou em suas proximidades; e
III ‐ ordem de marcha, quando expedida por autoridade competente, tendo em vista o
iminente emprego da tropa fora da sua Gu.
Parágrafo único. Da situação de pron dão passa‐se a uma das outras ou volta‐se à
normalidade, consoante as circunstâncias e mediante ordem superior.
Art. 476. Os Cmt U devem pôr em prá ca, freqüentemente, mesmo em períodos normais
e sem aviso prévio, uma ou outra dessas situações extraordinárias, a tulo de verificação e por um
período de tempo tal que não prejudique a instrução.
Art. 477. Com a finalidade de organizar a unidade, prepará‐la materialmente e treinar seu
pessoal para passar, em curto prazo, de uma situação normal para uma situação de ordem de marcha,
devem ser programados exercícios de apronto operacional, de acordo com as normas baixadas pelo
COTER
ANEXO
GLOSSÁRIO DE ABREVIATURAS E SIGLAS
Adj ........................................... adjunto(s)
Adj Of Dia ............................... adjunto do oficial‐de‐dia
Aux Fisc Dia ............................ auxiliar do fiscal‐de‐dia
BI ............................................. bole m interno
C 20‐20 .................................... Manual de Treinamento Físico Militar
C 22‐5 ...................................... Manual de Ordem Unida
Cb Dia ...................................... cabo(s)‐de‐dia
Cb Gd ...................................... cabo(s) da guarda
CCOMSEx ............................... Centro de Comunicação Social do Exército
Ch ............................................. chefe(s)
CIE ........................................... Centro de Inteligência do Exército
C Mil A ................................... comando(s) militar(es) de área
Cmt .......................................... comandante(s)
Cmt Gd .................................... comandante(s) da guarda
Cmt Gu .................................... comandante(s) de guarnição
Cmt Gu Mil .............................. comandante(s) de guarnição militar
Cmt Mil A ................................ comandante(s) militar(es) de área
Cmt Pel ..................................... comandante(s) de pelotão
Cmt RM .................................... comandante(s) de região militar
Cmt SU ..................................... comandante(s) de subunidade
Cmt U ...................................... comandante(s) de unidade
COTER ..................................... Comando de Operações Terrestres
DFPC ....................................... Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados
Dir ............................................. diretor(es)
E‐1 ............................................ Estatuto dos Militares
EM ........................................... estado‐maior
EM/U ....................................... estado‐maior da unidade
EME ........................................ Estado‐Maior do Exército
EPI ........................................... equipamento de proteção individual
FA‐M‐13 .................................. Manual de Toques, Marchas e Hinos das Forças Armadas
Fisc Adm .................................. fiscal administra vo, fiscalização administra va
Fisc Dia ..................................... fiscal(ais)‐de‐dia
FS ............................................. formação sanitária
F Ter ......................................... Força Terrestre
FUSEx ...................................... Fundo de Saúde do Exército
G Cmdo .................................... grande(s) comando(s)
GLO ......................................... garan a da lei e da ordem
GU ............................................ grande(s) unidade(s)
Gu ............................................ guarnição(ões)
Gu Mil ...................................... guarnição(ões) militar(es)
IODCT ..................................... instrumento(s) ó co(s) de direção e controle de ro
IPM .......................................... inquérito policial militar
JIS ............................................ junta(s) de inspeção de saúde
JISG ......................................... junta(s) de inspeção de saúde da guarnição
LTSP ........................................ licença para tratamento de saúde própria
LTSPF ...................................... licença para tratamento de saúde de pessoa da família
Med Ch .................................... médico(s)‐chefe(s)
Med Dia ................................... médico(s)‐de‐dia
Med Dia Gu ............................. médico(s)‐de‐dia à guarnição
Mil ............................................ militar(es)
MP ........................................... médico(s) perito(s)
NGA/U .................................... normas gerais de ação da unidade
OCS ......................................... organização(ões) civil(is) de saúde
ODS ......................................... órgão(s) de direção setorial
O Com Elt ................................ oficial(is) de comunicações e eletrônica
O Com Soc ............................... oficial(is) de comunicação social
Of ............................................ oficial(is)
Of Dia ..................................... oficial(is)‐de‐dia
Of Gen ..................................... oficial(is)‐general(is)
O Infor ...................................... oficial(is) de informá ca
OM ........................................... organização(ões) militar(es)
O Mnt Vtr ................................ oficial(is) de manutenção de viaturas
OMS ........................................ organização(ões) militar(es) de saúde
O Prv Acdt ............................... oficial(is) de prevenção de acidentes
O Sau ....................................... oficial(is) de saúde
OTF ......................................... oficial(is) de treinamento sico
Pel Sv Ge ................................. pelotão de serviços gerais
PNR ......................................... próprio nacional residencial
QAO ........................................ Quadro Auxiliar de Oficiais
QC ........................................... quadro de cargos
QCO ........................................ Quadro Complementar de Oficiais
QCP ......................................... quadro de cargos previstos
QDM ........................................ quadro de dotação de material
QEMA ..................................... Quadro do Estado‐Maior da A va
QG ........................................... quartel(éis)‐general(ais)
QLPC ....................................... quadro(s) de lotação de pessoal civil
QM ........................................... qualificação militar
QMB ........................................ Quadro de Material Bélico
QMG ........................................ qualificação militar geral
QMP ......................................... qualificação militar par cular
QMS ......................................... qualificação militar de subtenentes e sargentos
QO ............................................ quadro(s) de organização
QSG .......................................... quadro suplementar geral
QSP .......................................... quadro suplementar priva vo
R‐2 ............................................. Regulamento de Con nências, Honras, Sinais de Respeito
e Cerimonial Militar das Forças Armadas
RAE (ou R‐3) ............................ Regulamento de Administração do Exército
RDE (ou R‐4) ............................ Regulamento Disciplinar do Exército
RISG (ou R‐1) .......................... Regulamento Interno e dos Serviços Gerais
RM ............................................ região militar
RUE .......................................... Regulamento de Uniformes do Exército
S1 .............................................. chefe da 1ª seção do estado‐maior da unidade
S2 .............................................. chefe da 2ª seção do estado‐maior da unidade
S3 .............................................. chefe da 3ª seção do estado‐maior da unidade
S4 .............................................. chefe da 4ª seção do estado‐maior da unidade
SAMMED ............................... Sistema de Assistência Médico‐Hospitalar aos Militares do
Exército e seus Dependentes
SAREx ...................................... Serviço de Assistência Religiosa do Exército
SCmt U .................................... subcomandante(s) de unidade
Seç ........................................... seção
Seç Sv Ge ................................. seção de serviços gerais
SENAC ..................................... Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
SENAI ..................................... Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Sgt ............................................ sargento(s)
Sgt Aux Enf ............................. sargento(s) auxiliar(es) de enfermagem
Sgt Aux Mun Expl Mnt Armt ... sargento(s) auxiliar(es) de munições, explosivos e
manutenção de armamento
Sgt Aux Sau .............................. sargento(s) auxiliar(es) de saúde
Sgt Dia ...................................... sargento(s)‐de‐dia
Sgt Dia SU ............................... sargento(s)‐de‐dia à (da) subunidade
Sgte .......................................... sargenteante(s)
Sgt Prv Acdt ............................. sargento(s) de prevenção de acidentes
SISCOMSEX ........................... Sistema de Comunicação Social do Exército
SU ............................................ subunidade(s)
SU Cmdo ................................. subunidade(s) de comando
SU Cmdo Ap ............................ subunidade(s) de comando e apoio
SU Cmdo Sv ............................ subunidade(s) de comando e serviço
Supe Dia .................................. superior‐de‐dia
SU Sv ....................................... subunidade(s) de serviço
U .............................................. unidade
UA ............................................ unidade administra va
The S4 is responsible for ensuring perfect observance of all regulatory provisions related to the unit's administration. This involves coordinating and supervising execution services in accordance with current legislation and specific manuals . In interaction with the S3, the S4 must maintain a close relationship to ensure that supply materials are adequately provided, especially regarding instructional aids . This collaboration ensures the operational and instructional needs of the unit are met comprehensively.
The Commander of the Guard must first form and inspect the guard unit, ensuring military honors are observed during changes . They are responsible for assessing the condition and presence of all equipment listed in the guard inventory, reporting any discrepancies to the Officer of the Day . During their shift, the Commander must vigilantly ensure all security protocols are adhered to, particularly in managing access to restricted areas, and verifying the security of prisoners and equipment .
Temporary substitutions occur under conditions such as a vacant position or the absence of the current occupant for more than thirty days . Eligibility to fill these positions is determined by hierarchical precedence, ensuring a seamless chain of command . In these temporary roles, all responsibilities of the original position are assumed by the substitute, maintaining the effectiveness of military operations during personnel transitions . Substitutions are communicated through internal bulletins to ensure transparency and continuity .