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Psicopatologia e Fenomenologia de Jaspers

O documento descreve a obra e pensamento do psiquiatra alemão Karl Jaspers, considerado um pioneiro da psicopatologia fenomenológica. Jaspers desenvolveu uma abordagem compreensiva em psiquiatria, buscando ir além da mera descrição dos fenômenos psíquicos. Sua fenomenologia visava possibilitar o exame científico das relações entre fenômenos psicológicos e contextos externos.

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Psicopatologia e Fenomenologia de Jaspers

O documento descreve a obra e pensamento do psiquiatra alemão Karl Jaspers, considerado um pioneiro da psicopatologia fenomenológica. Jaspers desenvolveu uma abordagem compreensiva em psiquiatria, buscando ir além da mera descrição dos fenômenos psíquicos. Sua fenomenologia visava possibilitar o exame científico das relações entre fenômenos psicológicos e contextos externos.

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                                                    Faculdade Estácio de Sá

UNIDADE: Tv Morena

DISCIPLINA: Psicologia existencial humanista

PROF: Maria Celina F. Goedert

ALUNA: Laiza Pereira da Silva   

RA: 202208974945

                  
                        KARL JASPERS E A PSICOPATOLOGIA
                                                      FENOMENOLÓGICA

(1883, Alemanha – 1969, Suíça)


Jaspers graduou-se em medicina em 1909 e
começou a trabalhar no hospital psiquiátrico de
Heidelberg. Insatisfeito com o tratamento
dispensado aos internos, começou a pesquisar
alternativas para a pisquiatria, do que resultou,
em 1913, seu clássico compêndio
“Psicopatologia Geral”. Foi o primeiro
pesquisador a utlizar a fenomenologia
husserliana em estudos psicopatológicos. Em
1922 começa a lecionar filosofia na
Universidade de Heidelberg e, dez anos mais
tarde, lança “Filosofia”, obra na qual expõe
suas principais teses filosóficas. Com o avanço
do nazismo, em 1937, é afastado da
universidade, publicando, em 1938,
“Existência”.
A psicopatologia de Jaspers pretende ser uma
“psicologia compreensiva”, e não meramente
explicativa, pois pretende ir além da descrição
dos fenômenos psíquicos, abrangendo as
“conexões do psiquismo”.
A vida de Jaspers caracterizou-se pela
consciência profunda de seus limites em razão
da debilidade física, pois tinha problemas
respiratórios e insuficiência cardíaca. Seu
pensamento filosófico espelhou esta condição,
à medida que filosofar, para Jaspers, era
defrontar-se com seu destino e com si mesmo,
bem como colocar com clareza os problemas
que resultam da relação consigo próprio, com
os outros e com o mundo.

Dois pontos muito atuais, sobre a obra de Karl


Jaspers:
1. O cuidado com a rotulação e patologização da
pessoa, ou seja, a pessoa é o seu transtorno.

EXP 1º:
Essa atitude, além de ser uma evidência do esquecimento
da realidade pessoal, favorece a estigmatização, o
preconceito e a consequente marginalização de todos
aqueles que, porventura, venham a sofrer com um
transtorno mental crônico ou pontual.

2. A consideração da necessidade do conhecimento de


outras áreas para melhor se aproximar da realidade da
pessoa.

EXP 2º:                                                                                                     
O segundo ponto diz respeito à compreensão de que o
homem sempre transcende as disciplinas e ciências e, por
isso mesmo, compreendê-lo envolve levar em
consideração outras disciplinas. Ética, Filosofia,
Antropologia, Neurociências, Sociologia, História são
todo um conjunto de áreas que se juntam para ajudar a
se aproximar do mistério humano.

Jaspers também vivenciava essa realidade em seu


tempo, em que o preconceito com os doentes mentais
levava a contínuas intervenções discriminatórias,
contribuindo para que muitos vivessem à margem da
sociedade.
Fenomenologia Jasperiana

A fenomenologia jasperiana é, de fato, inclusive


segundo palavras do próprio Jaspers, uma “psicologia
descritiva”. Mas não o é no sentido pejorativo em que a
expressão é habitualmente utilizada pelos críticos.
Garantir a conexão entre os fenômenos psicológicos e
referentes externos que pudessem validar-lhes a
presença em diferentes situações seria, para Jaspers,
o modo de possibilitar o exame científico das relações
compreensivas entre aqueles fenômenos que não se
deixam observar pela terceira pessoa. Assim, a
fenomenologia surge, para ele, como um método
envisado para responder às necessidades de
cientificidade para a psicopatologia e, ao mesmo
tempo, atender ao imperativo de não exclusão ao
verdadeiro objeto de estudo destas disciplinas, a
experiência subjetiva.

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