CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS DO MARANHÃO –
UNIFACEMA
CURSO: ESTÉTICA E COSMETOLOGIA 1° 2° E 3° PERÍODO NOTURNO
DISCIPLINA: COSMETOLOGIA APLICADA AO CORPO E MASSAGEM FACIAL
STRIAE DISTENSAE
PROTOCOLO DE ATENDIMENTO
Estrias, sabe como é: ninguém quer, mas quase todo mundo tem! Não é uma tarefa fácil,
mas a tecnologia e as pesquisas, cada vez mais avançadas, em ativos e equipamentos, ajudam
os profissionais a alcançarem bons resultados. Claro que tudo relacionado à estética é sempre
uma combinação de três fatores: a união de tratamentos estéticos, alimentação saudável e
atividade física. Afinal, nenhum tratamento por si só faz milagre e a disciplina do paciente é
importante para alcançar as metas. As cicatrizes lineares são as modificações da pele
caracterizadas pela ruptura de fibras elásticas responsáveis pela sustentação da pele, atingindo
a derme e a epiderme. Os fatores que desencadeiam seu aparecimento são os mecânicos,
endócrinos e os genéticos. As razões mecânicas são as que geram distensão brusca da pele ou
em áreas de estiramento crônico e progressivo.
Os ativos utilizados funcionam estimulando a renovação celular como o ácido retinóico.
Alguns exemplos são: Hydroxyprolisilane, Dermochlorella (extrato protéico obtido da
microalga Chlorella vulgaris), além do uso de hidratantes e óleos vegetais que melhoram a
elasticidade da pele.
Hydroxyprolisilane: Regenera e reestrutura a espessura da estrias por aumentar a produção de
colágeno. É formado por Silício orgânico (elemento estrutural do tecido conjuntivo) associado à
Hidroxiprolina (aminoácido precursor do colágeno).
O peeling químico: é conhecido como químioesfoliação ou dermo-peeling, se trata da
aplicação de um ou mais agentes esfoliantes na pele, o que resulta na destruição de partes na
epiderme e/ou derme, seguida de regeneração dos tecidos epidérmicos e dérmicos (BORGES,
2010). Basicamente o peeling atinge três profundidades, isto varia dependendo do resultado
que se quer atingir e do motivo para o qual está sendo realizado o peeling (VELASCO, 2004).
Tal substância química induz a uma acelerada esfoliação e renovação celular, que se for
manuseada por um profissional habilitado com produtos e local adequados, é um
procedimento confiável e seguro.
Peeling de ácido glicólico: um dos primeiros peelings químicos superficiais a torna-se popular,
sendo o mais indicado na estética para estrias e utilizado de forma segura, quando verificado o
fototipo cutâneo e aplicado com a porcentagem ideal. É capaz de estimular a produção de
colágeno (HAJJAR, 2011). O ácido glicólico é o mais simples dos alfa-hidroxiácidos (AHAs),
levemente irritante para pele e mucosas, quando utilizado em alta concentração e/ou baixo
pH2 (BOSCHIN, 2011). Também considerado como um verdadeiro queratolítico, uma vez que
apresenta uma estrutura química pequena, têm grande poder de permeação cutânea
(PERSSONELLE, 2004). No tratamento para estrias leva-se em conta que, as áreas corporais
apresentam elementos pilossebáceos em menos quantidade e, portanto, estão mais
predispostas a complicações, quando usados métodos mais agressivos. Este age na diluição do
cimento celular interno, responsável pela queratinização anormal. Facilita o desprendimento
de células mortas, reduz a coesão dos corneócitos, o espessamento da camada córnea e,
melhora a hidratação cutânea, aumentando a captação de umidade e a capacidade de
interação com a água (PERSSONELLE, 2004).
Com o uso prolongado ocorre uma melhora da textura da pele, o que pode ser parcialmente
explicada por sua capacidade de induzir síntese dérmica de ácido hialurônico e de
glicoaminoglicanos pelos fibroblastos, resultando uma melhora na hidratação e espessura
desta camada. Porém, devem ser observados diversos fatores antes de realizar o peeling, tais
como: características pessoais do paciente, integridade da barreira epidérmica, produto e
técnica empregada (PERSSONELLE, 20104. Por conter propriedade eficaz para reparação
tecidual, é indicado para estrias, pelo fato de ser confiável, de caráter natural e benéfico, uma
vez que os resultados no procedimento são positivos. Em geral, são necessários de 4 a 6
peelings, com intervalo de 7 a 15 dias mais ou menos.
As estrias são lesões tegumentares adquiridas e, como toda cicatriz, possuem difícil
tratamento. Com o avanço atual das técnicas, vários tratamentos estéticos são realizados,
porém, não há estudos que comprovem sua eficácia para o desaparecimento total das estrias
e, por tratar-se de predisposição genética, a prevenção inclui tanto a manutenção do peso
ideal quanto uma boa hidratação cutânea. A melhora da aparência com diminuição da
espessura/largura e coloração são alcançadas através de procedimentos de galvanopuntura,
microdermoabrasão e peelings associados ao uso de cosmecêuticos, que tendem a evitar a
aparição de novas estrias. Estas técnicas podem ser utilizadas tanto em conjunto, quanto
isoladas, principalmente quando referidas à peelings químicos ou a determinadas
classificações de estrias. Onde a aparência pode variar em diversas situações, a lesão pode
apresentar-se em depressão ou elevada em relação ao nível da pele e/ou com coloração
diferenciada, cabendo ao profissional avaliar corretamente e indicar o tratamento mais
adequado.