Matemática Financeira para Concursos
Matemática Financeira para Concursos
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MATEMÁTICA FINANCEIRA
Matemática Financeira
Sendo uma área aplicada da Matemática, estuda diversas operações ligadas ao dia a dia das pessoas.
Por esse motivo, conhecer suas aplicações é fundamental.
Como exemplos dessas operações podemos citar as aplicações financeiras, empréstimos, renegocia-
ção de dívidas, ou mesmo, tarefas simples, como calcular o valor de desconto num determinado pro-
duto.
Capital (C)
Representa o valor do dinheiro no momento atual. Este valor pode ser de um investimento, dívida ou
empréstimo.
Juros (J)
Representam os valores obtidos pela remuneração de um capital. Os juros representam, por exemplo,
o custo do dinheiro tomado emprestado.
Ele pode também ser obtido pelo retorno de uma aplicação ou ainda pela diferença entre o valor à vista
e a prazo em uma transação comercial.
Montante (M)
Assim, M = C + J.
É o percentual do custo ou remuneração paga pelo uso do dinheiro. A taxa de juros está sempre asso-
ciada a um certo prazo, que pode ser por exemplo ao dia, ao mês ou ao ano.
Porcentagem
A porcentagem (%) significa por cento, ou seja, uma determinada parte de cada 100 partes. Como
representa uma razão entre números, pode ser escrita na forma de fração ou como número decimal.
Por exemplo:
Muitas vezes utilizamos a porcentagem para indicar aumentos e descontos. Para exemplificar, vamos
pensar que uma roupa que custava 120 reais está, nesse período do ano, com 50% de desconto.
Como já estamos familiarizados com esse conceito, sabemos que esse número corresponde à metade
do valor inicial.
Então, essa roupa no momento está com custo final de 60 reais. Vejamos assim, como trabalhar a
porcentagem:
Assim, podemos concluir que 50% equivale a ½ ou 0,5, em número decimal. Mas afinal o que isso
significa?
Bem, a roupa está com 50% de desconto e, portanto, ela custa metade (½ ou 0,5) de seu valor inicial.
Logo, a metade de 120 é 60.
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Mas vamos pensar noutro caso, em que ela está com 23% de desconto. Para tanto, temos que calcular
quanto é 23/100 de 120 reais. Lógico que por aproximação podemos fazer esse cálculo. Mas aqui a
ideia não é essa.
Logo,
Transformamos o número percentual em número fracionário e multiplicamos pelo número total que
queremos identificar o desconto:
Portanto, o desconto de 23% numa roupa que custa 120 reais será de 27,6. Assim, o valor que você
irá pagar é de 92,4 reais.
Agora vamos pensar no conceito de aumento, ao invés de desconto. No exemplo acima, temos que a
comida subiu 30%. Para isso, vamos exemplificar que o preço do feijão que custava 8 reais teve um
aumento de 30%.
Aqui, temos que saber quanto é 30% de 8 reais. Da mesma forma que fizemos acima, vamos calcular
a porcentagem e, por fim, agregar o valor no preço final.
Assim, podemos concluir que o feijão nesse caso está custando mais 2,40 reais. Ou seja, de 8 reais
seu valor foi para 10,40 reais.
Variação Percentual
Outro conceito associado ao de porcentagem é o de variação percentual, ou seja, a variação das taxas
percentuais de acréscimo ou decréscimo.
Juros
O cálculo de juros pode ser simples ou composto. No regime de capitalização simples, a correção é
feita sempre sobre o valor do capital inicial.
Já nos juros compostos, a taxa de juros é aplicada sempre sobre o montante do período anterior. Note
que esse último é muito utilizado nas transações comerciais e financeiras.
Juros Simples
Os juros simples são calculados levando em consideração um determinado período. Ele é calculado
pela fórmula:
J=C.i.n
Onde:
C: capital aplicado
i: taxa de juros
n: período que corresponde os juros
M=C+J
M=C+C.i.n
M = C . (1 + i . n)
Juros Compostos
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O sistema de juros compostos é chamado de capitalização acumulada, pois, ao final de cada período
os juros que incidem sobre o capital inicial são incorporados.
Para calcular o montante em uma capitalização a juros compostos, usamos a seguinte fórmula:
Mn = C (1+i)n
Regra de Três
A regra de três simples é muito utilizada em situações cotidianas que envolvam proporções entre gran-
dezas, sendo também muito utilizada em situações que envolvam cálculos financeiros, misturas quími-
cas, conversões de grandezas na Física.
Exemplo 1
Em dois litros de água foram misturados 150 gramas de certa substância para se obter uma mistura
homogênea. Calcule quantos gramas deverão ser adicionadas em 1,2 litros de água para que a mistura
continue no padrão homogênea.
A regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou inversa-
mente proporcionais.
Exemplos
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma espécie e, em cada
linha, as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:
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Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x. Observe que, aumentando o
número de horas de trabalho, podemos diminuir o número de caminhões. Portanto a relação é inversa-
mente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número de caminhões. Portanto, a relação é di-
retamente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o termo x
com o produto das outras razões de acordo com o sentido das setas.
Algumas situações envolvendo porcentagem podem ser resolvidas por meio de uma regra de três sim-
ples. Entendemos por porcentagem uma razão centesimal (fração com denominador igual a 100) que
é denominada de taxa percentual e é representada pelo símbolo % (por cento). Por exemplo, se temos
45%, podemos representá-lo das seguintes formas:
45% = 45
100
ou
9
20
ou 0,45
Sempre que utilizarmos a regra de três no intuito de determinar porcentagens, devemos relacionar a
parte do todo com o valor de 100%.
Regimes De Capitalização
Regime de capitalização é a forma em que se verifica o crescimento do capital, este pode ser pelo
regime de capitalização simples ou composta.
No regime de capitalização simples os juros são calculados utilizando como base o capital inicial (VP),
já no regime de capitalização composta as taxas de juros são aplicadas sobre o capital acumulado dos
juros.
Exemplos:
Juros Simples
Em nosso país este regime de capitalização não é muito utilizado por instituições financeiras, pois com
o regime de capitalização composta se obtém lucros maiores em empréstimos.
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Fórmulas
VF=VP* (1+i*n)
b) Certos Bancos cobram 3,0% ao mês (juro simples) para pagamentos em atraso de duplicatas. Cal-
cular o montante de liquidação das duplicatas abaixo.
Lembre-se de formatar as células nos formatos devidos, vencimento e pagamento no formato data, e
as demais como moeda.
Para juro exato temos que utilizar o número de dias do calendário, entretanto o mercado utiliza o nú-
mero de dias do mês sendo 30 e o ano com 360 dias, portanto ao calcular juros onde datas são men-
cionadas devemos fazer o ajuste conforme o exemplo abaixo.
No entanto se subtrairmos as duas datas, = data final - data inicial, o resultado será 92 dias, nesse caso
os meses que tem 31 dias serão contados.
Juros Compostos
No caso da capitalização composta, o cálculo é efetuado através do método exponencial, ou seja, juros
são computados sobre os juros anteriormente calculados.
Equações:
I = (VF/VP)^(1/n) – 1 Taxa
n = LOG10(VF/VP)/LOG10(1+i) Período
A planilha possui várias funções prontas para calcular todos esses valores, mas é importante que sai-
bamos manipular as fórmulas, pois muitas vezes é mais fácil construir uma fórmula que gravar a apli-
cação de cada função, vou deixar para cada um fazer a sua escolha. Mais tarde veremos como cada
função pode ser usada.
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c) Tomo um empréstimo de R$10.000,00 por 12 meses, a uma taxa de 5% a.m. Qual seria o montante
a ser desembolsado para o pagamento do empréstimo?
1. Depois de explicitar os dados do problema, selecione a célula onde vamos calcular o valor futuro
clique em Inserir / Função ou “Ctrl F2”, ou ainda clicar no ícone na barra de fórmulas, a caixa de
fórmulas ira se abril, em Categoria, escolha Financeiras, procure por VF (valor futuro) clique em Pró-
ximo, uma nova caixa ira se abrir como na figura abaixo:
No local da Taxa, clique na célula que corresponde a taxa na planilha, NPER é o prazo PGTO são
pagamentos, nesse caso deixe em branco e em VP clique no valor presente e depois em OK.
Poderíamos ter colocado os valores na fórmula ao invés de vinculá-lo a uma célula na caixa de fórmula,
mas nesse caso o resultado não seria interativo.
Depois de fazer a fórmula, qualquer um dos dados iniciais poderá ser alterado, alterando também o
valo futuro.
Da mesma maneira acima poderemos calcular o valor presente (VP) o prazo (NPER) e a taxa, usando
as equações ou as fórmulas da planilha.
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Outro exemplo, onde foi calculado o Valor Presente, com os dados abaixo.
Para calcular o período no caso acima subtrair a data final da data inicial, para transformar em meses
dividir o resultado em dias por 30. Transformamos o prazo em meses devido à taxa estar em mês. O
período sempre deve estar de acordo com o período da taxa.
Taxas de Juros
Taxa Nominal
É a taxa de juros em que a unidade referencial de seu tempo não coincide com a unidade de tempo
dos períodos de capitalização. A taxa nominal é sempre fornecida em termos anuais, e os períodos de
capitalização podem ser semestrais, trimestrais, mensais ou diários. São exemplos de taxas nominais:
A taxa nominal, apesar de bastante utilizada no mercado, não representa uma taxa efetiva e, por isso,
não deve ser usada nos cálculos financeiros, no regime de juros compostos.
Toda taxa nominal traz em seu enunciado uma taxa efetiva implícita, que é a taxa de juros a ser aplicada
em cada período de capitalização. Essa taxa efetiva implícita é sempre calculada de forma proporcio-
nal, no regime de juros simples.
Conforme podemos observar, a taxa efetiva implícita de uma taxa nominal anual é sempre obtida o
regime de juros simples. A taxa anual equivalente a essa taxa efetiva implícita é sempre maior que a
taxa nominal que lhe deu origem, pois essa equivalência é sempre feita no regime de juros compostos.
Essa taxa anual equivalente será tanto maior quanto maior for o número de períodos de capitalização
da taxa nominal.
Taxa Efetiva
É a taxa de juros em que a unidade referencial de sue tempo coincide com a unidade de tempo dos
períodos de capitalização. São exemplos de taxas efetivas:
Nesse caso, tendo em vista a coincidência nas unidades de medida dos tempos da taxa de juros e dos
períodos de capitalização, costuma-se simplesmente dizer: 2% ao mês, 3% ao trimestre, 6% ao se-
mestre e 10% ao ano.
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A taxa efetiva é utilizada nas calculadoras financeiras e nas funções financeiras das planilhas eletrôni-
cas.
Taxas Equivalentes
São taxas de juros fornecidas em unidades de tempo diferentes que ao serem aplicadas a um mesmo
principal durante um mesmo prazo produzem um mesmo montante acumulado no final daquele prazo,
no regime de juros compostos.
O conceito de taxas equivalentes está, portanto, diretamente ligado ao regime de juros compostos.
Assim, a diferença entre taxas equivalentes e taxas proporcionais se prende exclusivamente ao regime
de juros considerado. As taxas proporcionais se baseiam em juros simples, e as taxas equivalentes se
baseiam em juros compostos.
Taxas Proporcionais
São taxas de juros fornecidas em unidades de tempo diferentes que, ao serem aplicadas a um mesmo
principal durante um mesmo prazo, produzem um mesmo montante acumulado no final daquele prazo,
no regime de juros simples.
Taxa Real
A taxa real de juros nada mais é do que a apuração de ganho ou perda em relação a uma taxa de in-
flação ou de um custo de oportunidade. Na verdade, significa dizer que taxa real de juros é o verdadeiro
ganho financeiro.
Se considerarmos que uma determinada aplicação financeira rendeu 10% em um determinado período
de tempo, e que no mesmo período ocorreu uma inflação de 8%, é correto afirmar que o ganho real
desta aplicação não foram os 10%, tendo em vista que o rendimento correspondente sofreu uma des-
valorização de 8% no mesmo período de tempo; desta forma temos de encontrar qual o verdadeiro
ganho em relação à inflação, ou seja, temos de encontrar a taxa real de juros.
Taxa Aparente
A taxa aparente é a taxa que se obtém numa operação financeira sem se considerar os efeitos da
inflação.
Renda, também conhecida como anuidade, é todo valor utilizado sucessivamente para compor um ca-
pital ou pagar uma dívida. As rendas são um dos principais conceitos que baseiam os financiamentos
ou empréstimos. Nessas rendas são realizadas uma série de pagamentos (parcelas ou termos) para
arrecadar um fundo de poupança, pagar dívidas, financiar imóveis, etc.
No caso da poupança, para acumularmos determinado valor, realizamos vários pagamentos que geram
um montante ao final, chamado de montante equivalente da renda.
Já no pagamento de uma dívida, os débitos são feitos posteriormente, ou seja, as prestações são pagas
ao credor com períodos e parcelas determinadas. Um exemplo, é o pagamento de um aluguel. Esse
pagamento de dívidas é chamado de amortização.
Existem diversos tipos de sistemas de amortização, são eles: Sistema de Amortização Francês, Sis-
tema de Amortização Constante (SAC), Sistema de Amortização Alemão, etc., sendo que cada um têm
sua particularidade.
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Rendas Certas
As rendas certas, também chamadas de séries periódicas uniformes, são aquelas em que todos os
elementos já estão pré-determinados e podem ser classificados de acordo com o tempo, a variação
dos elementos, o valor, o período do vencimento, etc, que por sua vez podem ser divididas em:
Rendas Postecipadas: Rendas em que o pagamento é feito apenas ao final de cada período.
Rendas Antecipadas: Rendas em que há a exigência do pagamento ser feito no início de cada período.
Rendas Diferidas: O período de pagamento está num prazo entre o início da compra do período de
pagamento da primeira parcela.
Ex.: Essas séries são utilizadas em promoções de “Compre hoje e comece a pagar em tal dia.”
Rendas Aleatórias
As rendas aleatórias são utilizadas quando alguns de seus elementos não podem ser previamente
determinados.
Ex.: o seguro de vida, com relação ao valor do seguro (de acordo com a causa da morte) e a data do
recebimento (data da morte) que não podem ser determinados durante o fechamento do contrato.
Como foi dito, as rendas são uma sucessão de pagamentos ou depósitos em determinado período e
tempo. Mas, ainda de acordo com cada tipo de elemento que estiver determinado no contrato, elas
podem ser classificadas de formas diferentes. Veja:
Rendas Variáveis: quando as rendas são variáveis. Ex.: Depósitos crescentes na poupança.
Rendas Imediatas: quando o primeiro pagamento é feito no primeiro período (mês) da série.
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taxa de juros contratada pelo saldo devedor existente sobre o período anterior, assumindo valores de-
crescentes nos períodos. A prestação, a cada período, é igual à soma da amortização e dos encargos
financeiros (juros, comissões, etc.), sendo periódica, sucessiva e decrescente em progressão aritmé-
tica, de razão igual ao produto da taxa de juros pela parcela de amortização.
O Sistema Francês foi desenvolvido pelo matemático e físico belga Simon Stevin no Século XVI. Foi
utilizado pelo economista e matemático inglês Richard Price, no Século XVIII, no cálculo previdenciário
inglês da época, e ficou conhecido no Brasil como Sistema Price.
O Sistema Francês ou Sistema Price é o mais utilizado pelas instituições financeiras e pelo comércio
em geral. Nesse sistema, o mutuário obriga-se a devolver o principal mais os juros em prestações iguais
e periódicas, a partir do instante em que começam a ser pagas. A amortização é crescente em pro-
gressão geométrica de razão igual a (1+i), e o juro é decrescente.
A Taxa Interna de Retorno, mais comumente conhecida pela sigla TIR, ou em inglês IRR (Internal Rate
of Return) é uma métrica utilizada para analisar o percentual de retorno de um projeto.
Para entender a TIR é necessário ter claro o conceito de “valor do dinheiro no tempo”. Esse conceito
surge da relação entre juros e tempo, uma vez que uma quantia aplicada, por um determinado período,
pode ser remunerada a uma taxa de juros pré-acordada. Com isso: R$ 100,00 investidos a uma taxa
de 10,0% ao ano (a.a.) durante um ano renderia um montante de R$ 110,00 ao final do ano ou R$
100,00 investidos a uma taxa de 21,3% a.a. durante 6 meses renderia um montante de R$ 110,00 ao
final dos 6 meses.
A TIR de um investimento de um ano que aumenta o capital de R$100 para R$110 é 10,0% a.a.
A TIR de um investimento de 6 meses que aumenta o capital de R$100 para R$110 é 21,3% a.a.
Para se ter o percentual exato da TIR é preciso que a carteira de investimentos analisada possua todos
os seus prazos e fluxos de valores definidos. No caso da Nexoos não podemos estimar desta forma,
pois há o risco de atraso ou até mesmo não pagamento por parte das empresas, portanto, para aferir
diariamente a rentabilidade esperada fazemos um pressuposto dos fluxos futuros dos empréstimos,
considerando essas variáveis.
até 29 dias de atraso no empréstimo: não provisionamos saldo devedor e incluímos juros corridos por
atraso, pois é baixa a probabilidade de inadimplência.
de 60 a 119 dias de atraso no empréstimo: 75% de provisionamento do saldo devedor incluindo juros
corridos por atraso. A probabilidade de inadimplência é alta, estimamos que somente 25% do saldo
devedor será recuperado.
acima de 120 dias de atraso no empréstimo: 100% de provisionamento do saldo devedor incluindo juros
corridos por atraso, estimamos que o saldo devedor será perdido.
Adicionalmente, caso o tomador tenha realizado um pagamento nos últimos 40 dias, mesmo possuindo
um boleto de data anterior atrasado, consideramos este um caso de recuperação e a data de paga-
mento do boleto dos últimos 40 dias é usada para calcular o novo atraso na régua de provisionamento.
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MATEMÁTICA FINANCEIRA
Essa escala de provisionamento é uma estimativa da Nexoos e não garantimos a recuperação dos
empréstimos em atraso, contudo afirmamos que essa escala é conservadora.
A TIR é a taxa de desconto que aplicada ao fluxo de caixa das parcelas do empréstimo (representado
abaixo), trazidas ao valor presente iguala o investimento inicial.
Onde:
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RAZÃO E PROPORÇÃO, REGRA
DE TRÊS SIMPLES
Na matemática, a razão estabelece uma comparação entre duas grandezas, sendo o coeficiente en-
tre dois números.
Já a proporção é determinada pela igualdade entre duas razões, ou ainda, quando duas razões pos-
suem o mesmo resultado.
Note que a razão está relacionada com a operação da divisão. Vale lembrar que duas grandezas são
proporcionais quando formam uma proporção.
Ainda que não tenhamos consciência disso, utilizamos cotidianamente os conceitos de razão e pro-
porção. Para preparar uma receita, por exemplo, utilizamos certas medidas proporcionais entre os in-
gredientes.
Razão
Usamos razão para fazer comparação entre duas grandezas. Assim, quando dividimos uma grandeza
pela outra estamos comparando a primeira com a segunda.
Definição: Sabendo que existe duas grandezas a e b, a razão entre a e b, com b diferente de zero, é o
quociente entre a e b: a:bou
Exemplo:
Mas
Que são todas razões equivalentes. Primeiro, dividimos por 2, o menor número possível (com exceção
do 0 e 1), o numerador e o denominador, e depois dividimos por 3 o resultado da divisão anterior, que
era o mínimo possível que podíamos dividir tanto o numerador quanto o denominador.
Proporção
Proporção é a igualdade entre duas razões (equivalências entre razões). Ou seja, se dissermos que as
razões
São iguais é o mesmo que dizer que elas formam uma proporção.
Então, ao escrevermos
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RAZÃO E PROPORÇÃO, REGRA
DE TRÊS SIMPLES
Levando em conta o conjunto dos números reais, podemos concluir algumas equivalências entre as
proporções. Portanto, para
Exemplo:
As razões
Exemplo:
Para resolver esse exemplo e encontrar o valor de x na proporção vamos utilizar regra de três simples.
Assim, pela relação fundamental, temos:
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TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
Tratamento Da Informação
Gráficos são formas de expressar visualmente dados ou valores estatísticos, de maneiras diferentes,
visando facilitar a compreensão desses dados ou valores. Quando alguém realiza um estudo ou uma
pesquisa sobre determinado assunto, o resultado dessa pesquisa é uma coleta de dados estatísticos
organizados em forma de tabela. Atento à proximidade dos Jogos Olímpicos este ano no Rio de
Janeiro, Juliano pesquisou o quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 realizados
em Londres, na Grã-Bretanha. Foram 303 finais disputadas em 26 esportes.
Nessa pesquisa, Juliano selecionou os 10 países com maior número de medalhas e fez a seguinte
tabela:
Tabulação é o nome dado à apresentação dos dados pesquisados por meio de linhas e colunas,
distribuídas de modo ordenado, as quais chamamos de Tabela. Os gráficos são produzidos a partir
dos elementos dessa tabela.
Gráfico De Colunas
Gráfico de barras
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TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
a) Corpo: são as linhas e as colunas onde serão escritas as informações sobre a variável estatística
estudada;
b) Título: localizado no topo da tabela, indica o tema, assunto ou conteúdo a ser tratado;
c) Cabeçalho das colunas: parte de cima da tabela que nomeia o conteúdo de cada coluna;
d) Coluna indicadora: coluna da tabela que serve como referência ao conteúdo das linhas
e) Linhas: retas imaginárias, no sentido horizontal da tabela, onde são anotadas as informações da
pesquisa nos cruzamentos com as colunas;
f) Fonte: indica em que local os dados foram obtidos (coletados); localiza-se, de preferência no
rodapé da tabela.
Os tipos de gráficos mais utilizados são os de colunas, em barra, em setores (pizza), os de linhas, e
em área. A escolha da forma a ser utilizada está diretamente relacionada com o tipo de dado e o
objetivo do gráfico. É fácil incluir e escolher o tipo de gráfico com a função Inserir, disponível nos
softwares do pacote MSOffice: Word, Powerpoint ou no Excel.
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TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
Gráficos de colunas
Gráficos de colunas são úteis para mostrar as alterações de dados em um período de tempo ou para
ilustrar comparações entre itens. Nos gráficos de colunas, as categorias são geralmente organizadas
ao longo do eixo horizontal e os valores, ao longo do eixo vertical.
Gráficos em barra
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TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
Possuem basicamente a mesma função dos gráficos em colunas, com os dados na posição
horizontal e as informações e divisões na posição vertical. Gráficos de barras ilustram comparações
entre itens individuais.
É um tipo de gráfico, também muito utilizado, indicado para expressar uma relação de
proporcionalidade, em que todos os dados somados compõem o todo de um dado aspecto da
realidade. Os gráficos em setores mostram o tamanho dos itens em uma série de dados, proporcional
à soma dos itens. Os pontos de dados em um gráfico em setores (ou de pizza) são exibidos como
uma porcentagem da pizza inteira.
Gráficos Em Linhas
O gráfico de linha é utilizado para demonstrar uma sequência numérica de um certo dado ao longo do
tempo. É indicado para demonstrar evoluções (ou regressões) que ocorrem em sequência para que o
comportamento dos fenômenos e suas transformações seja observado.
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TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
Gráficos De Área
Gráficos de área são similares aos de gráficos de linha, porém enfatizam a magnitude da mudança no
decorrer do tempo e podem ser usados para chamar atenção para o valor total ao longo de uma
tendência.
Elementos de um gráfico
• Título: geralmente na forma de frase curta, para chamar o interesse de quem lê.
• Fonte: identifica o órgão ou a instituição que fez a coleta de dados. A fonte dá validade à pesquisa e
permite que o leitor possa confiar nas informações conctidas no gráfico.
Infográficos são um tipo de representação visual gráfica, muitas vezes complexa, que facilita a
compreensão de conteúdo, em que apenas texto escrito dificultaria o entendimento. O infográfico
explora o elemento visual por meio de pictogramas, além de outros recursos de diagramação e
design para agregar valor à leitura de um texto. O objetivo do infográfico é que “o leitor possa
discernir rápida e confortavelmente, aquilo que para ele representa algum interesse”.
Pictogramas
Pictogramas são um tipo de gráfico que utiliza representações de objetos e conceitos traduzidos em
uma forma gráfica extremamente simplificada, mas sem perder o significado essencial do que se está
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TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
representando. Pictograma é uma representação icônica, isto é, ao invés das barras, são utilizados
ícones ou símbolos que representam o objeto em estudo.
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RACIOCINIO LÓGICO
Raciocínio Lógico
Muitas pessoas gostam de falar ou julgar que possuem e sabem usar o raciocínio lógico, porém, quando
questionadas direta ou indiretamente, perdem, esta linha de raciocínio, pois este depende de inúmeros
fatores para completá-lo, tais como:
§calma,
§conhecimento,
§vivência,
§versatilidade,
§experiência,
§criatividade,
§ponderação,
Ao nosso ver, para se usar a lógica é necessário ter domínio sobre o pensamento, bem como, saber
pensar, ou seja, possuir a "Arte de Pensar". Alguns dizem que é a sequência coerente, regular e ne-
cessária de acontecimentos, de coisas ou fatos, ou até mesmo, que é a maneira de raciocínio particular
que cabe a um indivíduo ou a um grupo.
Existem outras definições que expressam o verdadeiro raciocínio lógico aos profissionais de processa-
mento de dados, tais como: um esquema sistemático que define as interações de sinais no equipa-
mento automático do processamento de dados, ou o computador científico com o critério e princípios
formais de raciocínio e pensamento.
Para concluir todas estas definições, podemos dizer que lógica é a ciência que estuda as leis e critérios
de validade que regem o pensamento e a demonstração, ou seja, ciência dos princípios formais do
raciocínio.
Usar a lógica é um fator a ser considerado por todos, principalmente pelos profissionais de informática
(programadores, analistas de sistemas e suporte), têm como responsabilidade dentro das organiza-
ções, solucionar problemas e atingir os objetivos apresentados por seus usuários com eficiência e efi-
cácia, utilizando recursos computacionais e/ou automatizados. Saber lidar com problemas de ordem
administrativa, de controle, de planejamento e de raciocínio. Porém, devemos lembrá-los que não en-
sinamos ninguém a pensar, pois todas as pessoas, normais possuem este "Dom", onde o nosso inte-
resse é mostrar como desenvolver e aperfeiçoar melhor esta técnica, lembrando que para isto, você
deverá ser persistente e praticá-la constantemente, chegando à exaustão sempre que julgar necessá-
rio.
É necessário, portanto, que comece por explorar as possibilidades, por experimentar hipóteses, voltar
atrás num caminho e tentar outro. É preciso buscar idéias que se conformem à natureza do problema,
rejeitar aqueles que não se ajustam a estrutura total da questão e organizar-se.
Mesmo assim, é impossível ter certeza de que escolheu o melhor caminho. O pensamento tende a ir e
vir quando se trata de resolver problemas difíceis.
Mas se depois de examinarmos os dados chegamos a uma conclusão que aceitamos como certa con-
cluímos que estivemos raciocinando.
Importante!
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RACIOCINIO LÓGICO
A prova deverá auferir do candidato, se o mesmo entende a estrutura lógica de relações arbitrárias
entre pessoas, lugares, coisas, ou eventos fictícios.
Entende-se por estruturas lógicas as que são formadas pela presença de proposições ou sentenças
lógicas (são aquelas frases que apresentam sentido completo, como por exemplo: Madalena é cul-
pada).
Observe que a estrutura lógica vai ligar relações arbitrárias e, neste caso, nada deverá ser levado para
a prova a não ser os conhecimentos de Lógica propriamente dita, os concursandos muitas vezes caem
em erros como:
Se Luiza foi à praia então Rui foi pescar, ora eu sou muito amigo de uma Luiza e de um Rui e ambos
detestam ir à praia ou mesmo pescar, auto induzindo respostas absurdas.
Dessa forma, as relações são arbitrárias, ou seja, não importa se você conhece Luiza, Madalena ou
Rui. Não importa o seu conhecimento sobre as proposições que formam a frase, na realidade pouco
importam se as proposições são verdadeiras ou falsas. Quero dizer que o seu conhecimento sobre a
frase deverá ser arbitrário, vamos ver através de outro exemplo:
Todo cavalo é um animal azul Todo animal azul é árvore Logo Todo cavalo é árvore
Observe que podemos dizer que tem-se acima um argumento lógico, formado por três proposições
categóricas (estas têm a presença das palavras Todo, Algum e Nenhum), as duas primeiras serão
denominadas premissas e a terceira é a conclusão.
Observe que as três proposições são totalmente falsas, mas é possível comprovar que a conclusão é
uma consequência lógica das premissas, ou seja, que se considerar as premissas como verdadeiras,
a conclusão será, por consequência, verdadeira, e este argumento será considerado válido logica-
mente.
A arbitrariedade é tanta que na hora da prova pode ser interessante substituir as proposições por letras,
veja:
Cobra-se nesse tipo de prova o ato de deduzir novas informações das relações fornecidas, ou seja, o
aspecto da Dedução Lógica poderá ser cobrado de forma a resolver as questões.
Estrutura lógicas de relações arbitrarias entre pessoas ,lugares ,objetos ,ou eventos fictícios;deduzir
novas informações das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura
daquelas relações.
Raciocínio Lógico
Lógica é a ciência que trata dos princípios válidos do raciocínio e da argumentação. Seu estudo trata
das formas do pensamento em geral e das operações intelectuais que visam à determinação do que é
verdadeiro ou não, ou seja, um encadeamento coerente de alguma coisa que obedece a certas con-
venções ou regras.
Assim, o estudo da lógica é um esforço no sentido de determinar as condições que permitem tirar de
determinadas proposições (ponto ou idéia de que se parte para estruturar um raciocínio), também cha-
madas de premissas, uma conclusão delas derivada.
Proposições
[Link] 2
RACIOCINIO LÓGICO
Evidente que você já percebeu que as proposições podem assumir os valores falsos ou verdadeiros,
pois elas expressam a descrição de uma realidade, e também observamos que uma proposição repre-
senta uma informação enunciada por uma oração, e, portanto, pode ser expressa por distintas orações,
tais como:
“Pedro é maior que Carlos”, ou podemos expressar também por “Carlos é menor que Pedro”.
Declarativas
Interrogativas
Exclamativas
Imperativas
Leis do Pensamento
Vejamos algumas leis do pensamento para que possamos desenvolver corretamente o nosso pensar.
Princípio de Não-Contradição. Uma proposição não pode ser ao mesmo tempo verdadeira e falsa.
Princípio do Terceiro Excluído. Uma proposição só pode ser verdadeira ou falsa , não havendo outra
alternativa.
Sentenças Abertas. Quando substituímos numa proposição alguns componentes por variáveis, teremos
uma sentença aberta.
Valor lógico é a classificação da proposição em verdadeiro (V) ou falso (F), pelos princípios da
Somente às sentenças declarativas pode-se atribuir valores de verdadeiro ou falso, o que ocorre
quando a sentença é, respectivamente, confirmada ou negada. De fato, não se pode atribuir um valor
de verdadeiro ou falso às demais formas de sentenças como as interrogativas, as exclamativas e ou-
tras, embora elas também expressem juízos.
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RACIOCINIO LÓGICO
O número 6 é par.
O número 15 não é primo. Todos os homens são mortais. Nenhum porco espinho sabe ler.
Proposição Simples
Uma proposição é dita proposição simples ou proposição atômica quando não contém qualquer outra
proposição como sua componente. Isso significa que não é possível encontrar como parte de uma
proposição simples alguma outra proposição diferente dela. Não se pode subdividi-la em partes meno-
res tais que alguma delas seja uma nova proposição.
Exemplo:
A sentença “Carla é irmã de Marcelo” é uma proposição simples, pois não é possível identificar como
parte dela qualquer outra proposição diferente. Se tentarmos separá-la em duas ou mais partes meno-
res nenhuma delas será uma proposição nova.
Proposição Composta
Uma proposição que contenha qualquer outra como sua parte componente é dita proposição composta
ou proposição molecular. Isso quer dizer que uma proposição é composta quando se pode extrair como
parte dela, uma nova proposição.
Sentenças Abertas
Sentenças matemáticas abertas ou simplesmente sentenças abertas são expressões que não pode-
mos identificar como verdadeiras ou falsas.
Por exemplo: x + 2 = 9
Em sentenças abertas sempre temos algum valor desconhecido, que é representado por uma letra do
alfabeto. Pode-se colocar qualquer letra, mas as mais usadas pelos matemáticos são: x, y e z.
x+3≠6
2y -1 < - 7
Pode-se, também, ter uma sentença aberta como proposição, porém nesse caso não é possível atribuir
um valor lógico.
x é um y brasileiro.
Nessa proposição b, o valor lógico só pode ser encontrado se soubermos quem é x e y (variáveis livres).
No caso de x igual a Roberto Carlos e y igual a cantor, a proposição será verdadeira.
[Link] 4
RACIOCINIO LÓGICO
Portanto, é muito comum na resolução de problemas matemáticos, trocar-se alguns nomes por variá-
veis.
Estude os valores lógicos da sentença aberta: "Se 10x - 3 = 27 então x2 + 10x = 39"
Resolução:
Equação do primeiro grau: As equações do primeiro grau possuem uma única solução: 10x - 3 = 27
10x = 27 + 3
10x = 30
x = 30
10
x=3
Conectivos Lógicos
Chama-se conectivo a algumas palavras ou frases que em lógica são usadas para formarem proposi-
ções compostas.
Exemplo:
A sentença “Se x não é maior que y, então x é igual a y ou x é menor que y” é uma proposição composta
na qual se pode observar alguns conectivos lógicos (“não”, “se ... então” e “ou”) que estão agindo sobre
as proposições simples “x é maior que y”, “x é igual a y” e “x é menor que y”.
Uma propriedade fundamental das proposições compostas que usam conectivos lógicos é que o seu
valor lógico (verdadeiro ou falso) fica completamente determinado pelo valor lógico de cada proposição
componente e pela forma como estas sejam ligadas pelos conectivos lógicos utilizados
Conjunção: A e B
Denominamos conjunção a proposição composta formada por duas proposições quaisquer que estejam
ligadas pelo conectivo “e”.
Exemplo:
B: Alberto é universitário.
[Link] 5
RACIOCINIO LÓGICO
Uma conjunção é verdadeira somente quando as duas proposições que a compõem forem verdadeiras,
Ou seja, a conjunção
”A ^B” é verdadeira somente quando A é verdadeira e B é verdadeira também. Por isso dizemos que a
conjunção exige a simultaneidade de condições.
Disjunção: A ou B
Denominamos disjunção a proposição composta formada por duas proposições quaisquer que estejam
ligadas pelo conectivo “ou”.
Exemplo:
B: Alberto é universitário.
Uma disjunção é falsa somente quando as duas proposições que a compõem forem falsas. Ou seja, a
disjunção “A ou B” é falsa somente quando A é falsa e B é falsa também. Mas se A for verdadeira ou
se B for verdadeira ou mesmo se ambas, A e B, forem verdadeiras, então a disjunção será verdadeira.
Por isso dizemos que, ao contrário da conjunção, a disjunção não necessita da simultaneidade de
condições para ser verdadeira, bastando que pelo menos uma de suas proposições componentes seja
verdadeira.
Condicional: Se A então B
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RACIOCINIO LÓGICO
Denominamos condicional a proposição composta formada por duas proposições quaisquer que este-
jam ligadas pelo conectivo “Se ... então” ou por uma de suas formas equivalentes.
Exemplo:
A: José é alagoano.
B: José é brasileiro.
Na proposição condicional “Se A, então B” a proposição A, que é anunciada pelo uso da conjunção
“se”, é denominada condição ou antecedente enquanto a proposição B, apontada pelo advérbio “então”
é denominada conclusão ou consequente.
As seguintes expressões podem ser empregadas como equivalentes de “Se A, então B”:
Se A, B.
B, se A. Todo A é B. A implica B.
A somente se B.
Uma condicional “Se A então B” é falsa somente quando a condição A é verdadeira e a conclusão B é
falsa, sendo verdadeira em todos os outros casos. Isto significa que numa proposição condicional, a
única situação que não pode ocorrer é uma condição verdadeira implicar uma conclusão falsa.
Bicondicional: A se e somente se B
Denominamos bicondicional a proposição composta formada por duas proposições quaisquer que es-
tejam ligadas pelo conectivo “se e somente se”.
Exemplo:
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RACIOCINIO LÓGICO
Como o próprio nome e símbolo sugerem, uma proposição bicondicional “A se e somente se B” equivale
à proposição composta “se A então B”.
A se e só se B. Todo A é B e todo B é A.
Negação: Não A
Dada uma proposição qualquer A denominamos negação de A à proposição composta que se obtém
a partir da proposição A acrescida do conectivo lógico “não” ou de outro equivalente.
Bicondicional: A se e somente se B
Denominamos bicondicional a proposição composta formada por duas proposições quaisquer que es-
tejam ligadas pelo conectivo “se e somente se”.
Exemplo:
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RACIOCINIO LÓGICO
Como o próprio nome e símbolo sugerem, uma proposição bicondicional “A se e somente se B” equivale
à proposição composta “se A então B”.
A se e só se B. Todo A é B e todo B é A.
Negação: Não A
Dada uma proposição qualquer A denominamos negação de A à proposição composta que se obtém
a partir da proposição A acrescida do conectivo lógico “não” ou de outro equivalente.
Se a proposição A for representada como conjunto através de um diagrama, a negação “não A” corres-
ponderá ao conjunto complementar de A.
Uma proposição A e sua negação “não A” terão sempre valores lógicos opostos.
A Tabela-Verdade
Da mesma forma que as proposições simples podem ser verdadeiras ou falsas, as proposições com-
postas podem também ser verdadeiras ou falsas. O valor-verdade de uma expressão que representa
uma proposição composta depende dos valores-verdade das subexpressões que a compõem e tam-
bém a forma pela qual elas foram compostas.
[Link] 9
RACIOCINIO LÓGICO
Na tabela abaixo, encontra-se todos os valores lógicos possíveis de uma proposição composta corres-
pondente das proposições simples abaixo:
p: Claudio é estudioso.
2} Observa-se a procedência entre os conectivos, isto é, determina-se a forma das proposições que
ocorrem no problema.
Uma série de operações é realizada quando so analisam as proposições e seus respectivos conectivos.
Negação ( ~)
A negação de uma proposição p, indicada por ~p (Iê--se: "não p) é, por definição, a proposição que é
verdadeira ou falsa conforme p é falsa ou verdadeira, de maneira que se p é verdade então ~p é falso,
e vice-versa. Os possíveis valores lógicos para a negação são dados pela tabela-verdade abaixo:
p: Antonio é estudioso.
Conjunção ( ^ )
A conjunção de duas proposições p e q, indicada por p /\ q (lê-se: "p e q") é, por definição, a proposição
que é verdadeira só quando o forem as proposições componentes. A tabela-verdade para a conjunção
de duas proposições é dada a seguir:
Disjunção ( v )
A disjunção de duas proposições p e q, indicada por p v q (lê-se: "p ou q"), é, por definição, a proposição
que é verdadeira sempre que pelo menos uma das proposições componentes o for.
Disjunção exclusiva ( v )
A disjunção de duas proposições p e q, indicada por p v q (lê-se: "ou p ou q", mas não ambos), é, por
definição, a proposição que é verdadeira sempre que a outra for falsa.
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RACIOCINIO LÓGICO
Condicional ( → )
A proposição condicional, indicada por p → q (lê-se: "Se p então q") é, por definição, a proposição que
é falsa quando p é verdadeira e q falsa, mas ela é verdadeira nos demais casos. A tabela-verdade para
a proposição condicional é dada a seguir:
Bicondicional (p ↔q )
A proposição bicondicional, indicada por p ↔q (lê-se: "p se e somente se q") é, por definição, a propo-
sição que é verdadeira somente quando p e q têm o mesmo valor lógico. A tabela-verdade para a
proposição bicondicional é dada a seguir:
p ↔q: Antonio é estudioso se e somente se ele passar no concurso. Ou seja, p é condição necessária
e suficiente para q.
Tautologia
A palavra Tautologia é formada por 2 radicais gregos: taut (o) – o que significa “o mesmo” e -logia que
significa “o que diz a mesma coisa já dita”. Para a lógica, a Tautologia é uma proposição analítica que
permanece sempre verdadeira, uma vez que o atributo é uma repetição do sujeito, ou seja, o uso de
palavras diferentes para expressar uma mesma idéia; redundância, pleonasmo.
Uma proposição composta formada pelas proposições A, B, C, ... é uma tautologia se ela for sempre
verdadeira, independentemente dos valores lógicos das proposições A, B, C, ... que a compõem.
Exemplo:
A proposição “Se (A e B) então (A ou B)” é uma tautologia, pois é sempre verdadeira, independente-
mente dos valores lógicos de A e de B, como se pode observar na tabela-verdade abaixo:
Contradição
A contradição é uma relação de incompatibilidade entre duas proposições que não podem ser simulta-
neamente verdadeiras nem simultaneamente falsas, por apresentarem o mesmo sujeito e o mesmo
predicado, mas diferirem ao mesmo tempo em quantidade e qualidade.
Exemplo: Todos os homens são mortais e alguns homens não são mortais.
Há uma relação de incompatibilidade entre dois termos em que a afirmação de um implica a negação
do outro e reciprocamente.
Uma proposição composta P (p, q, r, ...) é uma contradição se P (p, q, r, ... ) tem valor lógico F quaisquer
que os valores lógicos das proposições componentes p, q, r, ..., , ou seja, uma contradição conterá
apenas F na última coluna da sua tabela-verdade.
Exemplo: A proposição "p e não p", isto é, p ^ (~p) é uma contradição. De fato, a tabela-verdade de p
^ (~p) é:
O exemplo acima mostra que uma proposição qualquer e sua negação nunca poderão ser simultanea-
mente verdadeiros ou simultaneamente falsos.
[Link] 11
RACIOCINIO LÓGICO
Como uma tautologia é sempre verdadeira e uma contradição sempre falsa, tem-se que: a negação de
uma tautologia é sempre uma contradição enquanto a negação de uma contradição é sempre uma
tautologia
Contingência
Chama-se Contingência toda a proposição composta em cuja última coluna de sua tabela-verdade
figuram as letras V e F cada uma pelo menos vez. Em outros termos, contingência é toda proposição
composta que não é tautologia nem contradição.
A proposição "se p então ~p", isto é, p → ( ~p) é uma contingência. De fato, a tabela-verdade de p → (
~p) é:
Resumidamente temos:
Dizemos que duas proposições são logicamente equivalentes ou simplesmente equivalentes quando
são compostas pelas mesmas proposições simples e suas tabelas-verdade são idênticas. Uma conse-
quência prática da equivalência lógica é que ao trocar uma dada proposição por qualquer outra que lhe
seja equivalente, estamos apenas mudando a maneira de dizê-la.
Leis associativas:
Leis distributivas:
Equivalências da Condicional
Entretanto, podem surgir algumas dificuldades quando procuramos identificar a negação de uma pro-
posição composta.
Como vimos anteriormente, a negação de uma proposição deve ter sempre valor lógico oposto ao da
proposição dada. Deste modo, sempre que uma proposição A for verdadeira, a sua negação não A
deve ser falsa e sempre que A for falsa, não A deve ser verdadeira.
Em outras palavras, a negação de uma proposição deve ser contraditória com a proposição dada.
A tabela abaixo mostra as equivalências mais comuns para as negações de algumas proposições com-
postas:
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RACIOCINIO LÓGICO
Compreensão e elaboração da lógica das situações por meio de: raciocínio verbal; raciocínio sequen-
cial; orientação espacial e temporal; formação de conceitos; discriminação de elementos.
As funções intelectuais são constituídas por alguns raciocínios como: verbal, numérico, abstrato e es-
pacial. Essas relações contribuem para a compreensão e elaboração do processo lógico de uma situ-
ação, através da formação de conceitos e discriminação de elementos.
Raciocínio Verbal
Definição: Trata-se da capacidade que possuímos para expressar as idéias utilizando símbolos verbais
para organizar o pensamento e estabelecer relações abstratas entre conceitos verbais.
As questões relativas ao raciocínio verbal são apresentadas sob a forma de analogias. Após a percep-
ção da relação entre um primeiro par de palavras, deve-se encontrar uma quarta palavra que mantenha
relação com uma terceira palavra apresentada.
Exemplos:
Senhora
Menina
Jovem
A resposta é Menina.
Igreja
Templo
Mundo
Missa
Europa
A resposta é Igreja.
Pelé está para o futebol assim como Michael Jordan está para:
Handball
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RACIOCINIO LÓGICO
Vôlei
Gol
Basquete
Automobilismo
A resposta é Basquete.
Pe!é foi o maior jogador de futebol de todos os tempos e assim como Michael Jordan foi o de basquete.
Definição: É a capacidade de compreender problemas que utilizam operações que envolvam números,
bem como o domínio das operações aritméticas básicas.
As questões relativas a raciocínio numérico são apresentadas sob a, forma de sequência de números.
Deve-se, encontrar a lei de formação da sequência para dar continuidade a mesma.
Exemplos:
123456?
2 4 6 8 10 12 14 ?
1 2 4 8 16 32 ?
A resposta é 64. A lei de formação da sequência é dada pelo dobro do número anterior, perceba que o
segundo número é o dobro do primeiro e o terceiro o dobro do segundo e assim por diante, então o
próximo número será o dobro de 32, ou seja, 64.
0 1 4 9 25 36 ?
A resposta é 49. A lei de formação dessa sequência é a multiplicação do número por ele mesmo,
perceba:
0x0=0
1x1=1
2x2=4
3x3=9
4 x 4 = 16
5 x 5 = 25
6 x 6 = 36
7 x 7 = 49
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RACIOCINIO LÓGICO
Pode-se dizer também que a lei de formação é elevar o número ao quadrado, alias elevar o número ao
quadrado é o mesmo que multiplica ele por ele mesmo.
Cinco discos de papelão foram colocados um a um sobre uma mesa, conforme mostra a figura. Em
que ordem os discos foram colocados na mesa?
V,R,S,U,T
U,R,V,S,T
R,S,U,V,T
T,U,R,V,S
V,R,U,S,T
A resposta é a A.
Na figura vê-se que V está abaixo de R, que está abaixo de S, que está abaixo de U, que está abaixo
de
Formação de Conceitos
O conceito, é uma idéia (só existe no plano mental) que identifica uma classe de objetos singulares.
Tal identificação se dá através da criação do “objeto generalizado” da respectiva classe, o qual é defi-
nido pelo conjunto dos atributos essenciais dessa classe e corresponde a cada um dos objetos singu-
lares nela incluídos, não se identificando, contudo, com qualquer um deles especificamente. O objeto
generalizado preserva, apenas, os atributos essenciais para a inclusão dos objetos singulares no con-
ceito.
Em muitos casos, os conceitos são associados a palavras ou expressões especiais que os designam.
Exemplo
Palavras e expressões associadas a conceitos: “caderno”; “livro”; “escola”; “céu”; “amor”; “felicidade”;
“política”; “família”; “linha poligonal”; “equação”; “equação do terceiro grau” ...
Notemos que em alguns conceitos são mais evidentes as mediações de fatores alheios aos mesmos
que alteram seus significados originais, interferindo mesmo em sua essência. Assim, “amor” e “política”,
por exemplo, embora sejam valores sociais de grande relevância adquiriram sentidos bem diferentes
dos originais, sofrendo, de certa forma, uma “desvalorização” ao longo de um processo de deterioração
marcado pela sua vulgarização ou pela sua prostituição.
Notemos, também, que as expressões que designam os conceitos referem-se ao respectivo objeto
generalizado. Quando alguém diz: “vou comprar um caderno”, não está se referindo a um objeto sin-
gular, isto é, a um caderno específico, mas ao objeto generalizado. Na verdade, o objeto singular – o
caderno que efetivamente será comprado – ainda será escolhido. Da mesma forma, quando alguém
diz “vou à praia”, tanto pode ir à praia de Copacabana, como à de Ipanema ou da Barra da Tijuca, que
são, esses sim, objetos singulares.
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RACIOCINIO LÓGICO
Exemplo
lápis
relógio
cadeira
avião
livro
função quadrática
figura geométrica
integral
Notemos que os três últimos não fazem parte do cotidiano da maioria das pessoas, sendo construídos
através do processo científico que ocorre, em geral, na escolaridade formal. Os demais estão assimi-
lados pela cultura geral e sua compreensão se dá a nível social e através do conhecimento espontâneo.
O conceito apresenta em sua estrutura o “volume” e o “conteúdo”, estando associado a uma expressão
gestual, gráfica ou idiomática que o designa.
O volume do conceito é o conjunto de todos os objetos singulares nele incluídos e o conteúdo do con-
ceito é sua expressão no plano material e se apresenta numa linguagem idiomática, gráfica ou gestual,
articulando de modo conjugado todos os atributos essenciais do respectivo objeto generalizado. O con-
teúdo do conceito se apresenta na forma de uma expressão que articula de modo conjugado todos os
atributos essenciais da respectiva classe; manifesta seu volume e seu conteúdo e identifica o respectivo
objeto generalizado.
Exemplo
Exemplo
A expressão “substância cuja molécula é constituída por um átomo de oxigênio e dois átomos de hi-
drogênio” corresponde ao conteúdo de um conceito comumente designado pela palavra “água”.
A expressão “número real inteiro não negativo” é o conteúdo de um conceito muito usado na aritmética
e conhecido por “número natural”.
A expressão: “Homem que “forneceu” o espermatozóide que fecundou o óvulo que deu origem ao jovem
José Pedro Guimarães” é o conteúdo do conceito “pai do jovem José Pedro Guimarães.
Exemplo
Caneta que meu pai utilizou para assinar o contrato de seu primeiro casamento
Um conceito pode ser formado em distintos graus de generalização, desde o conceito singular que
corresponde a um objeto específico - concreto ou abstrato - até o conceito generalizado (no grau de
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RACIOCINIO LÓGICO
Exemplo
No caso do conceito singular apresentado, os atributos presentes (relativos ao conceito ‘cachorro’) são:
ser do Jorge; 2) ter mordido o vizinho ontem. Ambos os atributos são qualidades, pois não fazem parte
dp cachorro (objeto singular).
Algum outro cachorro de Jorge mordeu o vizinho em algum dia distinto de ‘ontem’;
Exemplo
Notemos, também, que na passagem de um grau de generalização para outro menor é escolhido um
critério e dentro dele um atributo. Na passagem do segundo para o terceiro grau de generalização, o
critério foi a “natureza do intelecto” e o atributo escolhido foi “ser racional”. Poderia ter sido escolhido o
critério “natureza do corpo do animal” e o atributo poderia ter sido “ser vertebrado”.
Quando tratamos de um conceito singular, consideramos todos os atributos que identificam o objeto
bem determinado e que o separam de todos os demais da classe a que pertence. Quando se trata de
conceito generalizado em grau intermediário – correspondente a uma subclasse do gênero - são des-
cartados os atributos peculiares dos objetos individualizados e aqueles específicos a qualquer outra
subclasse, sendo considerados apenas os atributos essenciais à identificação da classe respectiva.
Quando se trata de conceito generalizado em grau máximo, são preservados apenas os atributos es-
senciais a todos os objetos que se incluem no conceito, abstraindo os atributos específicos a qualquer
subclasse e aqueles que identificam um único objeto ou um grupo de objetos singulares, isto é, perma-
necem apenas as propriedades do objeto generalizado.
Exemplo
caderno
caderno vertical
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RACIOCINIO LÓGICO
Notemos que “caderno horizontal“ é um conceito com mesmo grau de generalização do que “caderno
vertical”, o mesmo acontecendo com os conceitos “caderno vertical com pauta” e “caderno vertical sem
pauta”.
Notemos, ainda, que a relação entre o grau de generalização e o número de atributos essenciais do
conceito é inversa, isto é, quanto mais atributos essenciais, menor é o grau de generalização.
O conteúdo de um conceito, exceto para aquele de grau de generalização máximo, é expresso a partir
do conceito de grau de generalização imediatamente superior.
Existe uma estreita relação entre a elaboração teórica (no plano mental) de uma idéia e sua expressão
concreta (no plano material), a qual se dá através de uma linguagem apropriada (escrita, falada, gestual
ou gráfica), de tal modo que uma coisa não se concretiza plenamente sem a outra. Em consequência
disso, o conhecimento somente está construído quando elaborado no plano mental e expresso ade-
quadamente no plano material.
No caso do conhecimento científico, isto é, aquele construído através do processo científico, se usa
comumente a linguagem idiomática conjugada com uma linguagem específica ao contexto: (linguagem
jurídica, linguagem policial. Linguagem matemática), havendo, também, o uso da linguagem gráfica
(desenho, esboço, gráfico, tabela). Como existe uma correspondência intrínseca entre a idéia (plano
mental) e a linguagem (sua expressão no plano material), esta deve ser adequada àquela, sob pena
de comprometer o conhecimento construído.
Exemplo
A mala do Alberto está tão pesada que parece que vai estourar
O conhecimento de um número adequado de objetos singulares incluídos num mesmo conceito possi-
bilita que a separação dos atributos comuns e depois dos essenciais, o que ocorre no plano mental e,
muitas vezes, de modo inconsciente. Esse processo possibilita a construção do conceito num primeiro
grau de generalização e o signo que antes correspondia particularmente a um dos objetos singulares
observados, passa a identificar qualquer um deles e, numa fase seguinte, passa a corresponder ao
conjunto de tais objetos, isto é, designa o objeto generalizado correspondente ao tal conjunto.
O conceito não apenas identifica o objeto generalizado ao qual se refere mas se identifica com ele e
corresponde à internalização mental do conjunto dos objetos singulares ao qual se refere. Os objetos
singulares que inicialmente são conhecidos sensorialmente e depois através da mediação simbólica,
pouco a pouco vão se fundindo num único objeto abstrato, generalizado, que se transforma numa ima-
gem mental que substitui sua forma material ou materializada.
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RACIOCINIO LÓGICO
As relações existentes entre os objetos singulares se apresentam igualmente entre os conceitos que
os incluem, variando desde muito remotas a muito próximas. Essas relações podem existir em função
de circunstâncias (factuais, temporais, espaciais, funcionais, etc...) e podem existir em função de nexos
lógicos entre os objetos. No primeiro caso estão: lápis e caderno; automóvel e rua; ar e avião. No
segundo caso estão: retângulo e quadrado; homem e mulher; cachorro e gato. As relações circunstan-
ciais sempre podem existir, quaisquer que sejam os objetos, enquanto que as relações lógicas só exis-
tem, em geral, entre objetos que se incluem em algum conceito comum a ambos.
Exemplo
Ser usado para alcançar um objeto no alto (uma pedra e uma escada)
Em função dos nexos lógicos entre os objetos que incluem, os conceitos podem ser classificados como
comparáveis ou incomparáveis, conforme existam ou não existam tais nexos, respectivamente. Devido
à natureza relativa, quanto à intensidade, dos nexos lógicos eventualmente existentes entre os objetos
incluídos em conceitos distintos, a classificação dos conceitos como comparáveis ou incomparáveis
não pode ser considerada de modo absoluto.
Assim, pode-se considerar que quanto mais fortes forem tais nexos, mais os conceitos são comparáveis
e quanto mais fracos o forem, mais eles são incomparáveis. Regra geral, os conceitos comparáveis
identificam subclasses de uma classe identificada por um conceito de maior grau de generalização, o
que não ocorre com os conceitos incomparáveis.
Exemplo
“Homem” e “mulher”, são conceitos comparáveis: apresentam nexos lógicos fortes revelados pelo fato
de que identificam subclasses da classe identificada pelo conceito “ser humano”. Da mesma forma,
“ouro” e “ferro” são conceitos comparáveis: correspondem a subclasses do conceito “metal”.
Exemplo
“Planta” e “raiva” são conceitos não comparáveis: não existem nexos lógicos entre eles, o que se ex-
pressa pelo fato de não corresponderem a subclasses de um mesmo conceito.
Observação:
As sentenças “os conceitos A e B identificam subclasses de uma mesma classe identificada pelo con-
ceito X”, “os conceitos A e B são subordinados ao conceito X” e “os volumes dos conceitos A e B estão
contidos no volume do conceito X”, são equivalentes.
[Link] 19
RACIOCINIO LÓGICO
Na linguagem corrente, o conceito é “confundido” com a classe que ele identifica. Isso é aceitável,
sendo a distinção assegurada pelo contexto ou explicitada no texto.
Compreensão do processo lógico que, a partir de um conjunto de hipóteses, conduz, de forma válida,
a conclusões determinadas
Processo Lógico -
Hipóteses e Conclusão
Lógica e Argumentação
Na estrutura do raciocínio lógico se distingue como elemento central o argumento, que consiste na
articulação do conjunto de premissas de modo a justificar a conclusão.
As proposições somente podem ser designadas como premissa ou como conclusão no contexto de um
argumento e as designações em um argumento podem ser diferentes em outro. Assim, uma proposição
pode ser conclusão num argumento e premissa em outro.
Sabe-se que o objetivo da lógica consiste no estudo das formas de argumentação válidas, pois ela
estuda e sistematiza a validade ou invalidade da argumentação.
Argumento
Denomina-se argumento a relação que associa um conjunto de proposições P1, P2, ... Pn , chamadas
premissas do argumento, a uma proposição C a qual chamamos de conclusão do argumento.
No lugar dos termos premissa e conclusão podem ser usados os correspondentes hipótese e tese,
respectivamente.
Assim, são exemplos de silogismos os seguintes argumentos: I - P1: Todos os artistas são apaixona-
dos.
Quem nasce no Brasil e tem pais brasileiros possui nacionalidade brasileira. Roberto nasceu no Brasil
e seus pais são brasileiros.
Exemplos de diferentes maneiras de expressar o mesmo argumento (na cor verde, indicadores de pre-
missa ou de conclusão):
Roberto tem nacionalidade brasileira, pois Roberto nasceu no Brasil e seus pais são brasileiros, e quem
nasce no Brasil e tem pais brasileiros possui nacionalidade brasileira.
Quem nasce no Brasil e tem pais brasileiros possui nacionalidade brasileira. Portanto, Roberto tem
nacionalidade brasileira, uma vez que Roberto nasceu no Brasil e seus pais são brasileiros.
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RACIOCINIO LÓGICO
Roberto nasceu no Brasil e seus pais são brasileiros. Ora, quem nasce no Brasil e tem pais brasileiros
possui nacionalidade brasileira. Logo, Roberto tem nacionalidade brasileira.
[Pressupostos: Quem nasce no Brasil e tem pais brasileiros possui nacionalidade brasileira;
Quem nasce no Brasil e tem pais brasileiros possui nacionalidade brasileira. Por isso, Roberto é brasi-
leiro. [Pressupostos: Roberto nasceu no Brasil e seus pais são brasileiros; "brasileiro" significa "ter
nacionalidade brasileira".] Não são argumentos (embora possam parecer):
Condicionais, isto é, hipóteses. Nesse caso, o que se está propriamente afirmando é apenas o condi-
cional como um todo - a proposição composta que estabelece o nexo entre duas proposições compo-
nentes, o antecedente e o consequente. Quando digo que se fizer sol neste fim de semana, eu irei à
praia, não estou fazendo previsão do tempo, afirmando que fará sol neste fim de semana, nem estou
pura e simplesmente me comprometendo a ir à praia. A única coisa que estou fazendo é afirmar a
conexão entre duas proposições, dizendo que a eventual verdade da primeira acarreta a verdade da
segunda. Sendo assim, apenas uma proposição é afirmada; logo, não temos um argumento.
Ligações não-proposicionais, isto é, conexões de frases em que pelo menos uma delas não é uma
proposição. Se pelo menos uma das frases ligadas não for uma proposição (for, por exemplo, um im-
perativo ou um pedido), não caberá a afirmação da verdade de algo com base na verdade de outra
coisa. Não se terá, consequentemente, um argumento.
Proposições e Frases
Não confunda proposições com frases. Uma frase é uma entidade linguística, é a unidade gramatical
mínima de sentido. Por exemplo, o conjunto de palavras "O Brasil é um" não é uma frase. Mas o con-
junto de palavras "O Brasil é um país" é uma frase, pois já se apresenta com sentido gramatical. Há
vários tipos de frases: declarativas, interrogativas, imperativas e exclamativas. Mas só as frases decla-
rativas exprimem proposições. Uma frase só exprime uma proposição quando o que ela afirma tem
valor de verdade.
Por exemplo, as seguintes frases não exprimem proposições, porque não têm valor de verdade, isto é,
não são verdadeiras nem falsas:
Traz a apostila.
Prometo ir ao shopping.
Mas as frases seguintes exprimem proposições, porque têm valor de verdade, isto é, são verdadeiras
ou falsas, ainda que, acerca de algumas, não saibamos, neste momento, se são verdadeiras ou falsas:
A neve é branca.
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RACIOCINIO LÓGICO
Bem, não sabemos qual é o seu valor de verdade, não sabemos se é verdadeira ou falsa, mas sabemos
que tem de ser verdadeira ou falsa. Por isso, também exprime uma proposição.
Uma proposição é uma entidade abstrata, é o pensamento que uma frase declarativa exprime literal-
mente. Ora, um mesmo pensamento pode ser expresso por diferentes frases. Por isso, a mesma pro-
posição pode ser expressa por diferentes frases. Por exemplo, as frases "O governo demitiu o presi-
dente da TAP" e "O presidente da TAP foi demitido pelo governo" exprimem a mesma proposição. As
frases seguintes também exprimem a mesma proposição: "A neve é branca" e "Snow is white".
Argumento Válido
Dizemos que um argumento é válido ou ainda que ele é legítimo ou bem construído quando a sua
conclusão é uma consequência obrigatória do seu conjunto de premissas. Posto de outra forma:
quando um argumento é válido, a verdade das premissas deve garantir a verdade da conclusão do
argumento. Isto significa que jamais poderemos chegar a uma conclusão falsa quando as premissas
forem verdadeiras e o argumento for válido.
Exemplo:
O silogismo:
está perfeitamente bem construído (veja o diagrama abaixo), sendo, portanto, um argumento válido,
muito embora a verdade das premissas seja questionável.
Op = Conjunto dos que gostam de óperas X = Conjunto dos que adoram jogar xadrez P = Conjunto dos
pardais
Pelo diagrama pode-se perceber que nenhum elemento do conjunto P (pardais) pode pertencer ao
conjunto Op (os que gostam de óperas).
Argumento (I):
Todos os seres que têm seis patas são seres que têm asas
Todo A é B Todo B é C
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RACIOCINIO LÓGICO
:. Todo A é C
Argumento (III):
Alguns presentes nesta sala são moradores de Porto Alegre Alguns moradores de Porto Alegre são
octagenários
:. Alguns A são C
Argumento Inválido
Dizemos que um argumento é inválido, também denominado ilegítimo, mal construído ou falacioso,
quando a verdade das premisssas não é suficiente para garantir a verdade da conclusão.
Exemplo:
O silogismo:
é um argumento inválido, falacioso, mal construído, pois as premissas não garantem (não obrigam) a
verdade da conclusão (veja o diagrama abaixo). Maria pode Ter passado mesmo sem ser aluna do
curso, pois a primeira premissa não afirmou que somente os alunos do curso haviam passado.
Na tabela abaixo, podemos ver um resumo das situações possíveis para um argumento:
Premissas
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RACIOCINIO LÓGICO
As premissas do argumento sempre devem ser explicitadas, esse é o princípio do audiatur et altera
pars*. A omissão das premissas é comumente encarada como algo suspeito, e provavelmente reduzirá
as chances de aceitação do argumento.
Usar a palavra "obviamente" pode gerar desconfiança. Ela ocasionalmente faz algumas pessoas acei-
tarem afirmações falsas em vez de admitir que não entendem por que algo é "óbvio". Não hesite em
questionar afirmações supostamente "óbvias".
Expressão latina que significa "a parte contrária deve ser ouvida".
Inferência
Umas vezes que haja concordância sobre as premissas, o argumento procede passo a passo através
do processo chamado inferência.
Na inferência, parte-se de uma ou mais proposições aceitas (premissas) para chegar a outras novas.
Se a inferência for válida, a nova proposição também deve ser aceita. Posteriormente essa proposição
poderá ser empregada em novas inferências.
Assim, inicialmente, apenas podemos inferir algo a partir das premissas do argumento; ao longo da
argumentação, entretanto, o número de afirmações que podem ser utilizadas aumenta.
Há vários tipos de inferência válidos, mas também alguns inválidos, os quais serão analisados neste
documento. O processo de inferência é comumente identificado pelas frases "consequentemente..." ou
"isso implica que...".
Finalmente se chegará a uma proposição que consiste na conclusão, ou seja, no que se está tentando
provar. Ela é o resultado final do processo de inferência, e só pode ser classificada como conclusão no
contexto de um argumento em particular.
A conclusão se respalda nas premissas e é inferida a partir delas. Esse é um processo sutil que merece
explicação mais aprofundada.
Se as premissas são falsas e a inferência é válida, a conclusão pode ser verdadeira ou falsa. (Linhas
1 e 2.)
Se as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa, a inferência deve ser inválida. (Linha 3.)
Se as premissas são verdadeiras e a inferência é válida, a conclusão deve ser verdadeira. (Linha 4.)
Então o fato que um argumento é válido não necessariamente significa que sua conclusão suporta -
pode ter começado de premissas falsas.
Exemplo de argumento
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RACIOCINIO LÓGICO
A seguir exemplificamos um argumento válido, mas que pode ou não ser "consistente".
1 - Premissa: Todo evento tem uma causa. 2 - Premissa: O Universo teve um começo. 3 - Premissa:
Começar envolve um evento.
4 - Inferência: Isso implica que o começo do Universo envolveu um evento. 5 - Inferência: Logo, o
começo do Universo teve uma causa.
A linha 1, então, é usada em conjunto com proposição 4, para inferir uma nova proposição (linha 5).
O resultado dessa inferência é reafirmado (numa forma levemente simplificada) como sendo a conclu-
são.
Reconhecendo Argumentos
O reconhecimento de argumentos é mais difícil que das premissas ou conclusão. Muitas pessoas abar-
rotam textos de asserções sem sequer produzir algo que possa ser chamado argumento.
Algumas vezes os argumentos não seguem os padrões descritos acima. Por exemplo, alguém pode
dizer quais são suas conclusões e depois justificá-las. Isso é válido, mas pode ser um pouco confuso.
Para piorar a situação, algumas afirmações parecem argumentos, mas não são. Por exemplo: "Se a
Bíblia é verdadeira, Jesus ou foi um louco, um mentiroso, ou o Filho de Deus".
Isso não é um argumento; é uma afirmação condicional. Não explicita as premissas necessárias para
embasar as conclusões, sem mencionar que possui outras falhas.
Um argumento não equivale a uma explicação. Suponha que, tentando provar que Albert Einstein acre-
ditava em Deus, disséssemos: "Einstein afirmou que 'Deus não joga dados' porque cria em Deus".
Isso pode parecer um argumento relevante, mas não é; trata-se de uma explicação da afirmação de
Einstein. Para perceber isso, lembre-se que uma afirmação da forma "X porque Y" pode ser reescrita
na forma "Y logo X". O que resultaria em: "Einstein cria em Deus, por isso afirmou que 'Deus não joga
dados'".
Agora fica claro que a afirmação, que parecia um argumento, está admitindo a conclusão que deveria
estar provando.
Ademais, Einstein não cria num Deus pessoal preocupado com assuntos humanos .
Falácias
(Além da consistência do argumento, também se podem criticar as intenções por detrás da argumen-
tação.)
A seguir está uma lista de algumas das falácias mais comuns e determinadas técnicas retóricas bas-
tante utilizadas em debates. A intenção não foi criar uma lista exaustivamente grande, mas apenas
ajudá-lo a reconhecer algumas das falácias mais comuns, evitando, assim, ser enganado por elas.
Acentuação / Ênfase
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RACIOCINIO LÓGICO
A Acentuação funciona através de uma mudança no significado. Neste caso, o significado é alterado
enfatizando diferentes partes da afirmação.
Por exemplo:
"Não devemos falar mal de nossos amigos" "Não devemos falar mal de nossos amigos"
Ad Hoc
Como mencionado acima, argumentar e explicar são coisas diferentes. Se estivermos interessados em
demonstrar A, e B é oferecido como evidência, a afirmação "A porque B" é um argumento. Se estiver-
mos tentando demonstrar a veracidade de B, então "A porque B" não é um argumento, mas uma expli-
cação.
A falácia Ad Hoc é explicar um fato após ter ocorrido, mas sem que essa explicação seja aplicável a
outras situações. Frequentemente a falácia Ad Hoc vem mascarada de argumento. Por exemplo, se
admitirmos que Deus trata as pessoas igualmente, então esta seria uma explicação Ad Hoc:
"Então ele vai curar todas pessoas que têm câncer?" "Hmm... talvez... os desígnios de Deus são mis-
teriosos."
Afirmação do Consequente
Essa falácia é um argumento na forma "A implica B, B é verdade, logo A é verdade". Para entender por
que isso é uma falácia, examine a tabela (acima) com as Regras de Implicação.
"Se o universo tivesse sido criado por um ser sobrenatural, haveria ordem e organização em todo lugar.
E nós vemos ordem, e não esporadicidade; então é óbvio que o universo teve um criador."
Anfibolia
A Anfibolia ocorre quando as premissas usadas num argumento são ambíguas devido a negligência ou
imprecisão gramatical.
Por exemplo:
Evidência Anedótica
Uma das falácias mais simples é dar crédito a uma Evidência Anedótica.
Por exemplo:
"Há abundantes provas da existência de Deus; ele ainda faz milagres. Semana passada eu li sobre
uma garota que estava morrendo de câncer, então sua família inteira foi para uma igreja e rezou, e ela
foi curada."
É bastante válido usar experiências pessoais como ilustração; contudo, essas anedotas não provam
nada a ninguém. Um amigo seu pode dizer que encontrou Elvis Presley no supermercado, mas aqueles
que não tiveram a mesma experiência exigirão mais do que o testemunho de seu amigo para serem
convencidos.
Evidências Anedóticas podem parecer muito convincentes, especialmente queremos acreditar nelas.
Argumentum ad Antiquitatem
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RACIOCINIO LÓGICO
Essa é a falácia de afirmar que algo é verdadeiro ou bom só porque é antigo ou "sempre foi assim". A
falácia oposta é a Argumentum ad Novitatem.
"Cristãos acreditam em Jesus há milhares de anos. Se o Cristianismo não fosse verdadeiro, não teria
perdurado tanto tempo"
Acontece quando alguém recorre à força (ou à ameaça) para tentar induzir outros a aceitarem uma
conclusão. Essa falácia é frequentemente utilizada por políticos, e pode ser sumarizada na expressão
"o poder define os direitos". A ameaça não precisa vir diretamente da pessoa que argumenta.
Por exemplo:
"...assim, há amplas provas da veracidade da Bíblia, e todos que não aceitarem essa verdade queima-
rão no Inferno."
"...em todo caso, sei seu telefone e endereço; já mencionei que possuo licença para portar armas?"
Argumentum ad Crumenam
É a falácia de acreditar que dinheiro é o critério da verdade; que indivíduos ricos têm mais chances de
estarem certos. Trata-se do oposto ao Argumentum ad Lazarum.
Exemplo:
"A Microsoft é indubitavelmente superior; por que outro motivo Bill Gates seria tão rico?"
Argumentum ad Hominen
Por exemplo:
"Você diz que os ateus podem ser morais, mas descobri que você abandonou sua mulher e filhos."
Isso é uma falácia porque a veracidade de uma asserção não depende das virtudes da pessoa que a
propugna. Uma versão mais sutil do Argumentum ad Hominen é rejeitar uma proposição baseando-se
no fato de ela também ser defendida por pessoas de caráter muito questionável.
Por exemplo:
"Por isso nós deveríamos fechar a igreja? Hitler e Stálin concordariam com você."
A segunda forma é tentar persuadir alguém a aceitar uma afirmação utilizando como referência as
circunstâncias particulares da pessoa.
Por exemplo:
"É perfeitamente aceitável matar animais para usar como alimento. Esperto que você não contrarie o
que eu disse, pois parece bastante feliz em vestir seus sapatos de couro."
Esta falácia é conhecida como Argumenutm ad Hominem circunstancial e também pode ser usada
como uma desculpa para rejeitar uma conclusão.
Por exemplo:
"É claro que a seu ver discriminação racial é absurda. Você é negro"
[Link] 27
RACIOCINIO LÓGICO
Essa forma em particular do Argumenutm ad Hominem, no qual você alega que alguém está defen-
dendo uma conclusão por motivos egoístas, também é conhecida como "envenenar o poço".
Não é sempre inválido referir-se às circunstâncias de quem que faz uma afirmação. Um indivíduo cer-
tamente perde credibilidade como testemunha se tiver fama de mentiroso ou traidor; entretanto, isso
não prova a falsidade de seu testemunho, nem altera a consistência de quaisquer de seus argumentos
lógicos.
Argumentum ad Ignorantiam
(Nota: admitir que algo é falso até provarem o contrário não é a mesma coisa que afirmar. Nas leis,
por exemplo, os indivíduos são considerados inocentes até que se prove o contrário.)
"Certamente a telepatia e os outros fenômenos psíquicos não existem. Ninguém jamais foi capaz de
prová-los."
Na investigação científica, sabe-se que um evento pode produzir certas evidências de sua ocorrência,
e que a ausência dessas evidências pode ser validamente utilizada para inferir que o evento não ocor-
reu. No entanto, não prova com certeza.
Por exemplo:
"Para que ocorresse um dilúvio como o descrito pela Bíblia seria necessário um enorme volume de
água. A Terra não possui nem um décimo da quantidade necessária, mesmo levando em conta a que
está congelada nos pólos. Logo, o dilúvio não ocorreu."
Certamente é possível que algum processo desconhecido tenha removido a água. A ciência, entretanto,
exigiria teorias plausíveis e passíveis de experimentação para aceitar que o fato tenha ocorrido.
Argumentum ad Lazarum
É a falácia de assumir que alguém pobre é mais íntegro ou virtuoso que alguém rico. Essa falácia é
apõe-se à Argumentum ad Crumenam.
Por exemplo:
"É mais provável que os monges descubram o significado da vida, pois abdicaram das distrações que
o dinheiro possibilita."
Argumentum ad Logicam
Essa é uma "falácia da falácia". Consiste em argumentar que uma proposição é falsa porque foi apre-
sentada como a conclusão de um argumento falacioso. Lembre-se que um argumento falacioso pode
chegar a conclusões verdadeiras.
"Pegue a fração 16/64. Agora, cancelando-se o seis de cima e o seis debaixo, chegamos a 1/4." "Espere
um segundo! Você não pode cancelar o seis!"
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RACIOCINIO LÓGICO
Argumentum ad Misericordiam
É o apelo à piedade, também conhecida como Súplica Especial. A falácia é cometida quando alguém
apela à compaixão a fim de que aceitem sua conclusão.
Por exemplo:
"Eu não assassinei meus pais com um machado! Por favor, não me acuse; você não vê que já estou
sofrendo o bastante por ter me tornado um órfão?"
Argumentum ad Nauseam
Consistem em crer, equivocadamente, que algo é tanto mais verdade, ou tem mais chances de ser,
quanto mais for repetido. Um Argumentum ad Nauseamé aquele que afirma algo repetitivamente até a
exaustão.
Argumentum ad Novitatem
Esse é o oposto do Argumentum ad Antiquitatem; é a falácia de afirmar que algo é melhor ou mais
verdadeiro simplesmente porque é novo ou mais recente que alguma outra coisa.
"BeOS é, de longe, um sistema operacional superior ao OpenStep, pois possui um design muito mais
atual."
Argumentum ad Numerum
Falácia relacionada ao Argumentum ad Populum. Consiste em afirmar que quanto mais pessoas con-
cordam ou acreditam numa certa proposição, mais provavelmente ela estará correta.
Por exemplo:
"A grande maioria dos habitantes deste país acredita que a punição capital é bastante eficiente na
diminuição dos delitos. Negar isso em face de tantas evidências é ridículo."
"Milhares de pessoas acreditam nos poderes das pirâmides; ela deve ter algo de especial."
Argumentum ad Populum
Também conhecida como apelo ao povo. Comete-se essa falácia ao tentar conquistar a aceitação de
uma proposição apelando a um grande número de pessoas. Esse tipo de falácia é comumente carac-
terizado por uma linguagem emotiva.
Por exemplo:
"Por milhares de anos pessoas têm acreditado na Bíblia e Jesus, e essa crença teve um enorme im-
pacto sobre suas vida. De que outra evidência você precisa para se convencer de que Jesus é o filho
de Deus? Você está dizendo que todas elas são apenas estúpidas pessoas enganadas?"
Argumentum ad Verecundiam
O Apelo à Autoridade usa a admiração a uma pessoa famosa para tentar sustentar uma afirmação. Por
exemplo:
Esse tipo de argumento não é sempre inválido; por exemplo, pode ser relevante fazer referência a um
indivíduo famoso de um campo específico. Por exemplo, podemos distinguir facilmente entre:
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RACIOCINIO LÓGICO
Hawking é um físico, então é razoável admitir que suas opiniões sobre os buracos negros são funda-
mentadas. Penrose é um matemático, então sua qualificação para falar sobre o assunto é bastante
questionável.
Bifurcação
"Preto e Branco" é outro nome dado a essa falácia. A Bifurcação ocorre se alguém apresenta uma
situação com apenas duas alternativas, quando na verdade existem ou podem existir outras.
Por exemplo:
"Ou o homem foi criado, como diz a Bíblia, ou evoluiu casualmente de substâncias químicas inanima-
das, como os cientistas dizem. Já que a segunda hipótese é incrivelmente improvável, então..."
Circulus in Demonstrando
Consiste em adotar como premissa uma conclusão à qual você está tentando chegar. Não raro, a
proposição é reescrita para fazer com que tenha a aparência de um argumento válido.
Por exemplo:
"Homossexuais não devem exercer cargos públicos. Ou seja, qualquer funcionário público que se re-
vele um homossexual deve ser despedido. Por isso, eles farão qualquer coisa para esconder seu se-
gredo, e assim ficarão totalmente sujeitos a chantagens. Consequentemente, não se deve permitir ho-
mossexuais em cargos públicos."
Esse é um argumento completamente circular; a premissa e a conclusão são a mesma coisa. Um ar-
gumento como o acima foi realmente utilizado como um motivo para que todos os empregados homos-
sexuais do Serviço Secreto Britânico fossem despedidos.
Infelizmente, argumentos circulares são surpreendentemente comuns. Após chegarmos a uma conclu-
são, é fácil que, acidentalmente, façamos asserções ao tentarmos explicar o raciocínio a alguém.
A questão pressupõe uma resposta definida a outra questão que não chegou a ser feita. Esse truque é
bastante usado por advogados durante o interrogatório, quando fazem perguntas do tipo:
"O Chanceller planeja continuar essa privatização ruinosa por dois anos ou mais?" Outra forma dessa
falácia é pedir a explicação de algo falso ou que ainda não foi discutido.
Falácias de Composição
A Falácia de Composição é concluir que uma propriedade compartilhada por um número de elementos
em particular, também é compartilhada por um conjunto desses elementos; ou que as propriedades de
uma parte do objeto devem ser as mesmas nele inteiro.
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RACIOCINIO LÓGICO
Exemplos:
"Essa bicicleta é feita inteiramente de componentes de baixa densidade, logo é muito leve."
"Um carro utiliza menos petroquímicos e causa menos poluição que um ônibus. Logo, os carros causam
menos dano ambiental que os ônibus."
Essa é o inverso da Falácia do Acidente. Ela ocorre quando se cria uma regra geral examinando apenas
poucos casos específicos que não representam todos os possíveis casos.
Por exemplo:
"Jim Bakker foi um Cristão pérfido; logo, todos os cristãos também são."
"Se os padrões educacionais forem abaixados, a qualidade dos argumentos vistos na internet diminui.
Então, se vermos o nível dos debates na internet piorar, saberemos que os padrões educacionais estão
caindo."
Essa falácia é similar à Afirmação do Consequente, mas escrita como uma afirmação condicional.
Essa falácia é similar à Post Hoc Ergo Propter Hoc. Consiste em afirmar que devido a dois eventos
terem ocorrido concomitantemente, eles possuem uma relação de causalidade. Isso é uma falácia por-
que ignora outro(s) fator(es) que pode(m) ser a(s) causa(s) do(s) evento(s).
Negação do Antecedente
Trata-se de um argumento na forma "A implica B, A é falso, logo B é falso". A tabela com as Regras de
Implicação explica por que isso é uma falácia.
(Nota: A Non Causa Pro Causa é diferente dessa falácia. A Negação do Antecedente possui a forma
"A implica B, A é falso, logo B é falso", onde A não implica B em absoluto. O problema não é que a
implicação seja inválida, mas que a falsidade de A não nos permite deduzir qualquer coisa sobre B.)
"Se o Deus bíblico aparecesse para mim pessoalmente, isso certamente provaria que o cristianismo é
verdade. Mas ele não o fez, ou seja, a Bíblia não passa de ficção."
Uma Generalização Absoluta ocorre quando uma regra geral é aplicada a uma situação em particular,
mas as características da situação tornam regra inaplicável. O erro ocorre quando se vai do geral do
específico.
Por exemplo:
"Cristãos não gostam de ateus. Você é um Cristão, logo não gosta de ateus."
Essa falácia é muito comum entre pessoas que tentam decidir questões legais e morais aplicando
regras gerais mecanicamente.
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RACIOCINIO LÓGICO
Falácia da Divisão
Oposta à Falácia de Composição, consiste em assumir que a propriedade de um elemento deve aplicar-
se às suas partes; ou que uma propriedade de um conjunto de elementos é compartilhada por todos.
"Formigas podem destruir uma árvore. Logo, essa formiga também pode."
A Equivocação ocorre quando uma palavra-chave é utilizada com dois um ou mais significados no
mesmo argumento.
Por exemplo:
"João é destro jogando futebol. Logo, também deve ser destro em outros esportes, apesar de ser ca-
nhoto."
Uma forma de evitar essa falácia é escolher cuidadosamente a terminologia antes de formular o argu-
mento, isso evita que palavras como "destro" possam ter vários significados (como "que usa preferen-
cialmente a mão direita" ou "hábil, rápido").
Analogia Estendida
A falácia da Analogia Estendida ocorre, geralmente, quando alguma regra geral está sendo discutida.
Um caso típico é assumir que a menção de duas situações diferentes, num argumento sobre uma regra
geral, significa que tais afirmações são análogas.
A seguir está um exemplo retirado de um debate sobre a legislação anticriptográfica. "Eu acredito que
é errado opor-se à lei violando-a."
"Essa posição é execrável: implica que você não apoiaria Martin Luther King."
"Você está dizendo que a legislação sobre criptografia é tão importante quando a luta pela igualdade
dos homens? Como ousa!"
A Ignorantio Elenchi consiste em afirmar que um argumento suporta uma conclusão em particular,
quando na verdade não possuem qualquer relação lógica.
Por exemplo:
Um Cristão pode começar alegando que os ensinamentos do Cristianismo são indubitavelmente ver-
dadeiros. Se após isso ele tentar justificar suas afirmações dizendo que tais ensinamentos são muito
benéficos às pessoas que os seguem, não importa quão eloquente ou coerente seja sua argumentação,
ela nunca vai provar a veracidade desses escritos.
Lamentavelmente, esse tipo de argumentação é quase sempre bem-sucedido, pois faz as pessoas
enxergarem a suposta conclusão numa perspectiva mais benevolente.
O Apelo à Natureza é uma falácia comum em argumentos políticos. Uma versão consiste em estabe-
lecer uma analogia entre uma conclusão em particular e algum aspecto do mundo natural, e então
afirmar que tal conclusão é inevitável porque o mundo natural é similar:
"O mundo natural é caracterizado pela competição; animais lutam uns contra os outros pela posse de
recursos naturais limitados. O capitalismo - luta pela posse de capital - é simplesmente um aspecto
inevitável da natureza humana. É como o mundo funciona."
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RACIOCINIO LÓGICO
Outra forma de Apelo à Natureza é argumentar que devido ao homem ser produto da natureza, deve
se comportar como se ainda estivesse nela, pois do contrário estaria indo contra sua própria essência.
"Claro que o homossexualismo é inatural. Qual foi a última vez em que você viu animais do mesmo
sexo copulando?"
Suponha que eu afirme "Nenhum escocês coloca açúcar em seu mingau". Você contra-argumenta di-
zendo que seu amigo Angus gosta de açúcar no mingau. Então eu digo "Ah, sim, mas nenhum escocês
de verdade coloca".
Esse é o exemplo de uma mudança Ad Hoc sendo feita para defender uma afirmação, combinada com
uma tentativa de mudar o significado original das palavras; essa pode ser chamada uma combinação
de falácias.
A falácia Non Causa Pro Causa ocorre quando algo é tomado como causa de um evento, mas sem que
a relação causal seja demonstrada.
Por exemplo:
"Eu tomei uma aspirina e rezei para que Deus a fizesse funcionar; então minha dor de cabeça desapa-
receu. Certamente Deus foi quem a curou."
Essa é conhecida como a falácia da Causalidade Fictícia. Duas variações da Non Causa Pro Causa
são as falácias Cum Hoc Ergo Propter Hoc e Post Hoc Ergo Propter Hoc.
Non Sequitur
Non Sequitur é um argumento onde a conclusão deriva das premissas sem qualquer conexão lógica.
Por exemplo:
"Já que os egípcios fizeram muitas escavações durante a construção das pirâmides, então certamente
eram peritos em paleontologia."
Ocorre quando as premissas são pelo menos tão questionáveis quanto as conclusões atingidas.
Por exemplo:
"A Bíblia é a palavra de Deus. A palavra de Deus não pode ser questionada; a Bíblia diz que ela mesma
é verdadeira. Logo, sua veracidade é uma certeza absoluta."
Essa falácia ocorre quando alguém exige uma resposta simplista a uma questão complexa. "Altos im-
postos impedem os negócios ou não? Sim ou não?"
A falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc ocorre quando algo é admitido como causa de um evento mera-
mente porque o antecedeu.
Por exemplo:
"A União Soviética entrou em colapso após a instituição do ateísmo estatal; logo, o ateísmo deve ser
evitado."
[Link] 33
RACIOCINIO LÓGICO
Comete-se essa falácia quando alguém introduz material irrelevante à questão sendo discutida, fugindo
do assunto e comprometendo a objetividade da conclusão.
"Você pode até dizer que a pena de morte é ineficiente no combate à criminalidade, mas e as vítimas?
Como você acha que os pais se sentirão quando virem o assassino de seu filho vivendo às custas dos
impostos que eles pagam? É justo que paguem pela comida do assassino de seu filho?"
Reificação
"Você descreveu aquela pessoa como 'maldosa'. Mas onde fica essa 'maldade'? Dentro do cérebro?
Cadê? Você não pode nem demonstrar o que diz, suas afirmações são infundadas."
O ônus da prova sempre cabe à pessoa que afirma. Análoga ao Argumentum ad Ignorantiam, é a
falácia de colocar o ônus da prova no indivíduo que nega ou questiona uma afirmação. O erro, obvia-
mente, consiste em admitir que algo é verdade até que provem o contrário.
"Dizer que os alienígenas não estão controlando o mundo é fácil... eu quero que você prove."
Declive Escorregadio
Consiste em dizer que a ocorrência de um evento acarretará consequências daninhas, mas sem apre-
sentar provas para sustentar tal afirmação.
Por exemplo:
"Se legalizarmos a maconha, então mais pessoas começarão a usar crack e heroína, e teríamos de
legalizá-las também. Não levará muito tempo até que este país se transforme numa nação de viciados.
Logo, não se deve legalizar a maconha."
Espantalho
A falácia do Espantalho consiste em distorcer a posição de alguém para que possa ser atacada mais
facilmente. O erro está no fato dela não lidar com os verdadeiros argumentos.
"Para ser ateu você precisa crer piamente na inexistência de Deus. Para convencer-se disso, é preciso
vasculhar todo o Universo e todos os lugares onde Deus poderia estar. Já que obviamente você não
fez isso, sua posição é indefensável."
Tu Quoque
Essa é a famosa falácia "você também". Ocorre quando se argumenta que uma ação é aceitável ape-
nas porque seu oponente a fez.
Por exemplo:
"Você está sendo agressivo em suas afirmações." "E daí? Você também."
Sequências Numéricas
Chama-se sequência ou sucessão numérica, a qualquer conjunto ordenado de números reais ou com-
plexos. Assim, por exemplo, o conjunto ordenado A = ( 3, 5, 7, 9, 11, ... , 35) é uma sequência cujo
primeiro termo é 3, o segundo termo é 5, o terceiro termo é 7 e assim sucessivamente.
[Link] 34
RACIOCINIO LÓGICO
(a1, a2, a3, ... , ak, ... , an, ...) onde a1 é o primeiro termo, a2 é o segundo termo, ... , ak é o k-ésimo
termo, ... , an é o n-ésimo termo.
Por exemplo, na sequência Y = ( 2, 6, 18, 54, 162, 486, ... ) podemos dizer que a3 = 18, a5 = 162, etc.
São de particular interesse, as sequências cujos termos obedecem a uma lei de formação, ou seja é
possível escrever uma relação matemática entre eles.
Assim, na sequência Y acima, podemos observar que cada termo a partir do segundo é igual ao anterior
multiplicado por 3.
A lei de formação ou seja a expressão matemática que relaciona entre si os termos da sequência, é
denominada termo geral.
Considere por exemplo a sequência S cujo termo geral seja dado por an = 3n + 5, onde n é um número
natural não nulo.
Observe que atribuindo-se valores para n, obteremos o termo an (n - ésimo termo) correspondente.
Assim por exemplo, para n = 20, teremos an = 3.20 + 5 = 65, e portanto o vigésimo termo dessa se-
quência (a20) é igual a 65.
Prosseguindo com esse raciocínio, podemos escrever toda a sequência S que seria:
Seja por exemplo a sequência de termo geral an = n2 + 4n + 10, para n inteiro e positivo.
Nestas condições, podemos concluir que a sequência poderá ser escrita como: (15, 22, 31, 42, 55, 70,
... ).
Por exemplo:
Chama-se Progressão Aritmética - PA - à toda sequência numérica cujos termos a partir do segundo,
são iguais ao anterior somado com um valor constante denominado razão.
I. (2, 4, 6, 8, ...)
[Link] 35
RACIOCINIO LÓGICO
Note que de um número para outro está sendo somada uma constante, podendo ser:
2+2=4
4+2=6
ou
11 + 20 = 31
31 + 20 = 51
9 + (-3) = 6
6 + (-3) = 3
Sequência IV
3+0=3
3+0=3
As cinco sequências numéricas são exemplos de Progressões Aritméticas (P.A.) e a constante que em
cada caso foi adicionada a um termo, é chamada de razão (r) da progressão.
Classificações
Casos: I, II e V
Caso: III
Casos: IV
TERMO GERAL
Encontraremos uma relação que nos auxiliará a obter um termo qualquer da P.A. conhecendo-se ape-
nas, o primeiro termo (a1) e a razão (r).
[Link] 36
RACIOCINIO LÓGICO
a2 = a1 + r
a3 = a2 + r a3 = a1 + 2r a4
= a3 + r a4 = a1 + 3r a5 = a4
+ r a5 = a1 + 4r
. .
. .
. .
Propriedades importantes
an = an-1 + r an = a1 + (n - 1) r
Seja a P.A.:
Termos equidistantes
Termos consecutivos
Um termo é sempre obtido pela média aritmética dos "vizinhos", ou dos equidistantes.
Exercícios Resolvidos
Resolução:
a21 = 122
Numa P.A. de razão 4, o quinto termo é 97. Qual a ordem do termo que é igual a 141?
Resolução:
Sabemos que a5 = 97 e r = 4
n = 16
Sabendo que a sequência (3y, y + 1, 5, ...) é uma P.A. Encontre a sua razão e o primeiro termo dessa
progressão.
Resolução:
[Link] 37
RACIOCINIO LÓGICO
e portanto a1 = -9 e r = -2 - (-9) = 7
Imagine se quiséssemos somar os cem primeiros números naturais, ou seja, obteríamos a seguinte
soma:
S= 1 + 2 + 3 + 4 + ... + 97 + 98 + 99 + 10
e portanto se somarmos seus termos equidistantes obteremos somas constantes, fazendo uso desta
propriedade poderemos escrever a soma dos 100 primeiros termos da seguinte forma:
S= 1 + 2 + 3 + 4 + ... + 97 + 98 + 99 + 100
S=100 + 99 + 98 + 97 + ... + 4 + 3 + 2 + 1
2S= 101 +101 +101 +101 +.... 101 + 101
Observando que para somar todos esses termos foi necessário somar o primeiro termo com o último,
multiplicar pelo número de termos e dividir por dois. Chegamos, portanto na relação da soma dos "n"
primeiros termos de progressão aritmética:
Exercícios Resolvidos
Resolução:
Temos a1 = 2 e r = 3
Portanto
(2 + 59).20
S20 = S20 = 61 . 10
S20 = 610
[Link] 38
RACIOCINIO LÓGICO
Resolução:
Observando a sequência de jogos disputados durante as nove semanas encontramos a seguinte P.A.
de nove termos:
e portanto para sabermos quantos jogos serão realizados, no total, devemos somar todos os termos,
ou seja, todos os jogos disputados em cada semana:
a9 = a1 + 8.r a9 = 2 + 8 . 3 a9 = 26
S9
S9 = 126
Exercícios - P.A.
63
65
92
95
102
Sendo 47 o 17º termo de uma P.A. e 2,75 a razão, o valor do primeiro termo é:
-1
Interpolando-se 7 termos aritméticos entre os números 10 e 98, obtém-se uma progressão aritmética
cujo quinto termo vale:
45
52
54
55 e)57
Se os ângulos internos de um triângulo estão em P.A. e o menor deles é a metade do maior, então o
maior mede:
[Link] 39
RACIOCINIO LÓGICO
Uma montadora de automóveis produz uma quantidade fixa de 5000 carros ao mês e outra, no mesmo
tempo, produz 600, para atender ao mercado interno. Em janeiro de 1995 ambas as montadoras farão
um contrato de exportação. Mensalmente, a primeira e a segunda montadoras deverão aumentar ,
respectivamente, em 100 e 200 unidades. O número de meses necessários para que as montadoras
produzam a mesma quantidade de carros é:
44
45
48
50
54
Sabendo que a sequência (1 - 3x, x - 2, 2x + 1, ...) é uma P.A., então o décimo termo da P.A. (5 - 3x, x
+ 7, ...) é:
A soma dos vinte primeiros termos da P.A. (-13, -7, -1, ...) é: a) 400
b) 480
c) 880
d) 800
e) 580
O oitavo termo de uma P.A. é 89 e a sua razão vale 11. Determine a soma:
Um cinema possui 20 poltronas na primeira fila, 24 poltronas na segunda fila, 28 na terceira fila, 32 na
quarta fila e as demais se compõem na mesma sequência. Quantas filas são necessárias para a casa
ter 800 lugares?
Um agricultor colhe laranjas durante doze dias da seguinte maneira: no 1º dia, são colhidas dez dúzias;
no 2º, 16 dúzias; no 3º, 22 dúzias; e assim por diante. Quantas laranjas ele colherá ao final dos doze
dias?
Verificou-se que o número de pessoas que comparecia a determinado evento aumentava, diariamente,
segundo uma P.A. de razão 15. Sabe-se que no 1º dia compareceram 56 pessoas e que o espetáculo
foi visto, ao todo, por 707 pessoas. Durante quantos dias o espetáculo ficou em cartas?
2ª hora: R$ 3,50
[Link] 40
RACIOCINIO LÓGICO
A partir daí, o preço das horas varia segundo uma P.A. de razão igual a -R$ 0,30
b) 3950
c) 4000
d) 4950
e) 4500
GABARITO - P.A.
8) a) 404 b) 1335
16 filas
6192 laranjas
7 dias
13) D
Note que de um número para outro está sendo multiplicada uma constante, podendo ser:
42=8
ou
[Link] 41
RACIOCINIO LÓGICO
11 3 = 33
33 3 = 99
3x1=3
(-8) x (-2) = 16
As cinco sequências numéricas são exemplos de Progressões Geométricas (P.G.) e a constante que
em cada caso foi multiplicada a um termo, é chamada de razão (q) da progressão.
Definição: "Progressão Geométrica (P.G.) é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do
segundo, é igual ao anterior multiplicado por um número fixo, chamado razão da progressão. "
Classificações
Casos: I e II
se a > 0 e 0 < q < 1 (primeiro termo positivo e razão entre 0 e 1) P.G. decrescente
Caso: III
Casos: IV
Caso: V
Termo geral
P . G .: ( a 1, a 2, a 3, a 4, ..., a n)
Encontraremos uma relação que nos auxiliará a obter um termo qualquer da P.G. conhecendo-se ape-
nas, o primeiro termo (a1) e a razão (q).
[Link] 42
RACIOCINIO LÓGICO
Propriedades importantes
(1 , 3 , 9 , 2 7 , 8 1 , 2 4 3 , 7 2 9 )
Seja a P.G.:
Termos equidistantes
1729=3243=981=2727=272
Termos consecutivos
Um termo é sempre obtido pela média geométrica dos "vizinhos", ou dos equidistantes.
32=1 9 ; 2 7 2 = 9 81 ; 92=327
Exercícios Resolvidos
Resolução:
Sabendo que a sequência (3, y + 2, 5y - 2, ...) é uma P.G. Encontre a sua razão e o primeiro termo
dessa progressão.
Resolução:
Utilizando a propriedade de três termos consecutivos obtemos a seguinte relação: (y + 2)2 = 3 (5y -
2)
y2 + 4y + 4 = 15y - 6 y2 - 11y + 10 = 0
[Link] 43
RACIOCINIO LÓGICO
y=10
a 1=q3= 4
P .G .: ( 3 , 1 2 , 4 8 , ...)
ou
y=1
=3
P .G .: ( 3 , 3 , 3 , . ..) a 1 q=1
Para o cálculo da soma dos n primeiros termos de uma progressão geométrica, usa-se a fórmula
abaixo:
a (1 − q ) a (q - 1)
ou
Exercícios Resolvidos
Resolução:
Temos a = 1 e q = 3
6561 − 1
1 (38 − 1)
S
(3 − 1)
S 8 = 3 280
Portanto
Determine a soma dos oito primeiros termos da P.G. (-1, 2, -4, 8, ...)
Resolução:
S =
(−2 − 1)
S = − 255
−3
S8 = 85
Máximo Divisor Comum (M.D.C.)
Denomina-se máximo divisor comum entre dois ou mais números naturais não nulos, ao maior número
natural que divide a todos simultaneamente.
Exemplo: O máximo divisor comum entre 6, 18 e 30 é o número 6, pois este divide ao mesmo tempo o
6, o 18 e o 30 e, além disso, é o maior dos divisores simultâneos dos números dados.
[Link] 44
RACIOCINIO LÓGICO
Decompõe-se os números em fatores primo e em seguida escolhe-se os fatores primos comuns com
os menores expoentes e em seguida efetua-se o produto destes expoentes.
Exemplo:
Escolhemos agora os fatores primos comuns aos dois números que decompomos, com os menores
expoentes. Os fatores comuns aos dois números são 2 e 5, e estes fatores com seus menores expo-
entes são:
O único fator primo comum entre 480 e 188 é 2, e como deve ser escolhido aquele que tiver o menor
expoente, então temos 22 = 4
(método de euclides)
1o. Passo: Utilize o dispositivo abaixo colocando o maior número na primeira lacuna (do meio) e o
menor na segunda lacuna (do meio):
2o. Passo: Divida 280 por 60 colocando o quociente na lacuna de cima do 60 e o resto na lacuna abaixo
do 280:
[Link] 45
RACIOCINIO LÓGICO
3o. Passo: O resto da divisão vai para a lacuna do meio do lado direito de 60 e repete-se os passos 1,
2 e 3 até encontrarmos resto zero.
Nota:
Dois ou mais números são considerados primos entre si se e somente o Máximo Divisor Comum entre
esses números for igual a 1.
Exemplo:
Exercícios Resolvidos
Determinar os dois menores números pelos quais devemos dividir 144 e 160, a fim de obtermos quoci-
entes iguais.
Resolução:
Então:
144 16 = 9
Vem que 160 16 = 10 onde 16 é também o maior divisor de 160 e 10 o menor quociente. Logo os
Um terreno de forma retangular tem as seguintes dimensões, 24 metros de frente e 56 metros de fundo.
Qual deve ser o comprimento de um cordel que sirva para medir exatamente as duas dimensões?
Resolução:
[Link] 46
RACIOCINIO LÓGICO
Então:
Resposta:
O comprimento do maior cordel que pode ser utilizado para medir as dimensões do terreno deve ser
de 8 metros de comprimento, pois, 8 é o maior dos divisores comuns entre 56 e 24.
"Mínimo múltiplo comum de dois ou mais números naturais não nulos é o menor dos múltiplos, não
nulo, comum a esses números."
Sejam dois conjuntos, um constituído pelos múltiplos de 6 e outro constituído pelos múltiplos de 9.
Observando-se os dois conjuntos de múltiplos de 6 e 9, verificamos que existem números que apare-
cem em ambos, isto é, são comuns aos dois conjuntos, como os números 18 e 36, isto é:
Isto significa que 18 e 36 são múltiplos comuns de 6 e 9, isto é, estes números são divisíveis ao mesmo
tempo por 6 e por 9.
Logo teremos como Mínimo Múltiplo Comum entre 6 e 9 o número 18, isto é:
mmc (6, 9) = 18
O mínimo múltiplo comum de dois ou mais números, obtém-se decompondo simultaneamente este
números e efetuando-se o produto dos fatores primos comuns e não comuns escolhidos com seus
maiores expoentes.
Exemplo:
[Link] 47
RACIOCINIO LÓGICO
Os fatores primos comuns, isto é, que aparecem nas três fatorações são 2 e 5. O número 7 não é fator
primo comum porque só aparece na fatoração dos números 70 e 140. O número 3 também não é fator
primo comum porque só aparece na fatoração do número 180. Logo:
Então:
Exemplo:
Sejam os números 18 e 80
Temos pela regra que: 18 x 80 = mmc (18, 80) mdc (18, 80)
O produto é 18 80 = 1440.
[Link] 48
RACIOCINIO LÓGICO
Logo:
Como em qualquer assunto a ser estudado, a Matemática também exige uma linguagem adequada
para o seu desenvolvimento.
A teoria dos Conjuntos representa instrumento de grande utilidade nos diversos desenvolvimentos da
Matemática, bem como em outros ramos das ciências físicas e humanas.
Devemos aceitar, inicialmente, a existência de alguns conceitos primitivos (noções que adotamos sem
definição) e que estabelecem a linguagem do estudo da teoria dos Conjuntos.
Adotaremos a existência de três conceitos primitivos: elemento, conjunto e pertinência. Assim é preciso
entender que, cada um de nós é um elemento do conjunto de moradores desta cidade, ou melhor, cada
um de nós é um elemento que pertence ao conjunto de habitantes da cidade, mesmo que não tenhamos
definido o que é conjunto, o que é elemento e o que é pertinência.
Notação e Representação
A notação dos conjuntos é feita mediante a utilização de uma letra maiúscula do nosso alfabeto e a
representação de um conjunto pode ser feita de diversas maneiras, como veremos a seguir.
Apresentamos um conjunto por meio da listagem de seus elementos quando relacionamos todos os
elementos que pertencem ao conjunto considerado e envolvemos essa lista por um par de chaves. Os
elementos de um conjunto, quando apresentados na forma de listagem, devem ser separados por vír-
gula ou por ponto-e-vírgula, caso tenhamos a presença de números decimais.
Exemplos
B = {a, e, i, o, u}
C = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}
A apresentação de um conjunto por meio da listagem de seus elementos traz o inconveniente de não
ser uma notação prática para os casos em que o conjunto apresenta uma infinidade de elementos.
Para estas situações, podemos fazer a apresentação do conjunto por meio de uma propriedade que
sirva a todos os elementos do conjunto e somente a estes elementos.
Exemplos
[Link] 49
RACIOCINIO LÓGICO
Diagrama de Euler-Venn
A apresentação de um conjunto por meio do diagrama de Euler-Venn é gráfica e, portanto, muito prá-
tica. Os elementos são representados por pontos interiores a uma linha fechada não entrelaçada.
Dessa forma, os pontos exteriores à linha representam elementos que não pertencem ao conjunto con-
siderado.
Exemplo
Relação de Pertinência
Quando queremos indicar que um determinado elemento x faz parte de um conjunto A, dizemos que o
elemento x pertence ao conjunto A e indicamos:
em que o símbolo é uma versão da letra grega epsílon e está consagrado em toda matemática
como símbolo indicativo de pertinência. Para indicarmos que um elemento x não pertence ao conjunto
A, indicamos:
Exemplo
Dizemos que o conjunto A está contido no conjunto B se todo elemento que pertencer a A, pertencer
também a B. Indicamos que o conjunto A está contido em B por meio da seguinte símbologia:
Obs. – Podemos encontrar em algumas publicações uma outra notação para a relação de inclusão:
O conjunto A não está contido em B quando existe pelo menos um elemento de A que não pertence a
B. Indicamos que o conjunto A não está contido em B desta maneira:
[Link] 50
RACIOCINIO LÓGICO
Se o conjunto A está contido no conjunto B, dizemos que A é um subconjunto de B. Como todo elemento
do conjunto A pertence ao conjunto A, dizemos que A é subconjunto de A e, por extensão, todo conjunto
é subconjunto dele mesmo.
Podemos notar que existe uma diferença entre 2 e {2}. O primeiro é o elemento 2, e o segundo é o
conjunto formado pelo elemento 2. Um par de sapatos e uma caixa com um par de sapatos são coisas
diferentes e como tal devem ser tratadas.
Podemos notar, também, que, dentro de um conjunto, um outro conjunto pode ser tratado como um de
seus elementos. Vejamos o exemplo a seguir:
Uma cidade é um conjunto de pessoas que representam os moradores da cidade, porém uma cidade
é um elemento do conjunto de cidades que formam um Estado.
Conjuntos Especiais
Embora conjunto nos ofereça a idéia de “reunião” de elementos, podemos considerar como conjunto
agrupamentos formados por um só elemento ou agrupamentos sem elemento algum.
Exemplos
Chamamos de conjunto vazio aquele formado por nenhum elemento. Obtemos um conjunto vazio con-
siderando um conjunto formado por elementos que admitem uma propriedade impossível.
Exemplos
[Link] 51
RACIOCINIO LÓGICO
x2 + 1 = 0
2o) Conjunto:
Não podemos confundir as duas notações representando o conjunto vazio por { Ø }, pois estaríamos
apresentando um conjunto unitário cujo elemento é o Ø.
O conjunto vazio está contido em qualquer conjunto e, por isso, é considerado subconjunto de qualquer
conjunto, inclusive dele mesmo.
Demonstração
Vamos admitir que o conjunto vazio não esteja contido num dado conjunto A. Neste caso, existe um
elemento x que pertence ao conjunto vazio e que não pertence ao conjunto A, o que é um absurdo,
pois o conjunto vazio não tem elemento algum. Conclusão: o conjunto vazio está contido no conjunto
A, qualquer que seja A.
Conjunto Universo
Uma determinada equação pode ter diversos conjuntos solução de acordo com o conjunto universo
que for estabelecido.
Exemplos
2o) O conjunto dos pontos equidistantes de um ponto dado pode ser formado:
por apenas dois pontos, se o conjunto universo for uma reta que passa pelo ponto dado;
pelos infinitos pontos de uma circunferência, se o conjunto universo for um plano que passa pelo ponto
dado;
[Link] 52
RACIOCINIO LÓGICO
pelos infinitos pontos de uma superfície esférica, se o conjunto universo for o espaço a que o ponto
dado pertence.
Para iniciarmos qualquer procedimento matemático, é importante sabermos em qual conjunto universo
vamos atuar.
Conjunto de Partes
Dado um conjunto A, dizemos que o seu conjunto de partes, representado por P (A), é o conjunto
formado por todos os subconjuntos do conjunto A.
Vamos observar, com o exemplo a seguir, o procedimento que se deve adotar para a determinação do
conjunto de partes de um dado conjunto A. Seja o conjunto A = {2, 3, 5}. Para obtermos o conjunto de
partes do conjunto A, basta escrevermos todos os seus subconjuntos:
Ø , pois o conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto. 2o) Subconjuntos com um elemento: {2},
{3}, {5}.
3o) Subconjuntos com dois elementos: {2, 3}, {2, 5} e {3, 5}.
4o) Subconjuntos com três elementos:A = {2, 3, 5}, pois todo conjunto é subconjunto dele mesmo.
Assim, o conjunto das partes do conjunto A pode ser apresentado da seguinte forma: P(A) = { Ø,
{2}, {3}, {5}, {2, 3}, {2, 5}, {3, 5}, {2, 3, 5}}
Igualdade de Conjuntos
Dois conjuntos são iguais se, e somente se, eles possuírem os mesmos elementos, em qualquer ordem
e independentemente do número de vezes que cada elemento se apresenta. Vejamos os exemplos:
Observação
[Link] 53
RACIOCINIO LÓGICO
Notação e representação: por meio da listagem dos elementos; por meio de uma propriedade comum
a seus elementos; graficamente, pelo uso do diagrama de Euler-Venn.
Inclusão: indica quando um conjunto está (contido) ou (não contido) em outro conjunto. Um
conjunto estará contido em outro se todos os elementos do 1o conjunto pertencerem também ao 2o
conjunto. O primeiro será chamado de subconjunto do segundo.
Conjuntos especiais: unitário – um único elemento; vazio – nenhum elemento. O conjunto vazio é re-
presentado, geralmente, pela letra norueguesa Ø.
Conjunto de partes de A: conjunto de todos os subconjuntos do conjunto A. Não podemos nos esquecer
do conjunto vazio e do próprio conjunto A.
Igualdade de conjuntos:
Exercícios Resolvidos
Resolução
b) P(M)= { {1}, {3}, {5}, {7}, {1,3}, {1,5}, {1,7}, {3,5}, {3,7}, {5,7}, {1,3,5}, {1, 3, 7}, {1, 5, 7}, {3, 5, 7}, {1, 3,
5,
7} ,Ø }
Resolução
Considerando U = {–2, –1, 0, 1, 2, 3, 4} como conjunto universo, determinar o conjunto solução de:
Resolução
Os elementos dos conjuntos abaixo são números naturais. Escreva esses conjuntos por meio de uma
propriedade que os caracterize:
[Link] 54
RACIOCINIO LÓGICO
b) A = {0, 3, 6, 9 ...60}
Resolução
a)
é número ímpar}
b)
Análise Combinatória
Para responder a essas duas perguntas estudaremos o primeiro assunto da Análise Combinatória:
Vamos descobrir de quantas maneiras distintas pode um homem (H), subir até o apartamento de sua
mulher (M) que mora no último andar de um prédio. Sabe-se este prédio possui três portas de entrada
e após, quatro elevadores para subir até o andar desejado.
Observamos que para cada porta de entrada há quatro elevadores de acesso ao andar destinado, e
portanto se temos três portas de entrada obteremos então 4 + 4 + 4 = 12 formas distintas de subir até
M, o que seria mais fácil efetuar 3 x 4 = 12 possibilidades.
Se um acontecimento pode ocorrer por várias etapas sucessivas e independentes, de tal modo que: p1
é o número de possibilidades da 1ª etapa
pk é o número de possibilidades da k-ésima etapa, então: p1.p2.p3 ... .pk é o número de possibilidades
de o acontecimento ocorrer.
No nosso caso tínhamos duas etapas, a entrada por uma das portas e a subida por um dos quatro
elevadores e, portanto 12 maneiras distintas de H chegar até M.
[Link] 55
RACIOCINIO LÓGICO
1a Resolução
Consideremos como etapas sucessivas e independentes as escolhas dos lugares que as três pessoas
vão ocupar.
Total = 5 · 4 · 3 = 60
2a Resolução
Consideremos como etapas sucessivas e independentes as escolhas das pessoas por quem os cinco
lugares serão ocupados, considerando, porém, dois fantasmas para simbolizar os lugares vagos.
Total = = 60
Note que o total foi dividido por 2! para desprezar a mudança de ordem dos fantasmas.
Distribuição em Grupos
Oito escoteiros devem ser distribuídos em duas patrulhas que terão missões diferentes. De quantos
modos isto pode acontecer?
Resolução
Total = = 70
[Link] 56
RACIOCINIO LÓGICO
Figuras Geométricas
Considere 8 pontos distintos em uma circunferência. Quantos são os triângulos que podem ser forma-
dos com vértices nesses pontos?
Resolução
Total = = 56
Exercícios Resolvidos
De quantas maneiras podemos sentar 4 moças e 4 rapazes numa fila de 8 assentos, de modo que
nunca haja nem dois rapazes vizinhos nem duas moças sentadas uma ao lado da outra?
a) 5 040 d) 576
b) 40 320 e) 1 152
c) 2 880
Resposta: E
Distribuição em Grupos
Oito livros devem ser distribuídos em dois grupos de quatro livros cada um. De quantos modos isto
pode ser feito?
Resolução
[Link] 57
RACIOCINIO LÓGICO
Total = = 35
Figuras Geométricas
Sejam 15 pontos distintos, pertencentes a uma circunferência. O número de retas distintas determina-
das por esses pontos é:
a) 14 d) 210
b) 91 e) 225
c) 105
Resolução
15 pontos distintos de uma circunferência nunca serão alinhados 3 a 3 e sabemos que = ; por-
tanto:
Total = = 105
Resposta: C
Nas condições do problema anterior, qual o número de semi-retas determinadas pelos 15 pontos?
Resolução
Total = 15 · 14 = 210
Arranjos simples
Todo problema de contagem pode, pelo menos ser resolvido pelo Princípio Fundamental da Contagem
e, no entanto, podemos ainda utilizar a técnica dos agrupamentos para a resolução dos mesmos.
[Link] 58
RACIOCINIO LÓGICO
Permutação
Permutar significa mudar, toda vez que você se deparar com um exercício onde apenas trocando (ou
mudando) os elementos de posição sem mesmo acrescentar ou retirá-los, você obterá novas respostas
então você poderá usar a permutação para a resolução do exercício em questão.
Exemplo: Quantos números de quatro algarismos distintos podemos formar utilizando os elementos do
conjunto {2, 5, 6, 9}?
Um número que podemos formar seria o 2569 (dois mil quinhentos e sessenta e nove), trocando o 5
(cinco) com o 6 (seis), obteremos o 2659 (dois mil seiscentos e cinquenta e nove), são dois números
diferentes e utilizamos para a formação dos mesmos todos os algarismos do conjunto, não tendo que
acrescentar, retirar ou mesmo repetir.
Vamos, então, descobrir quantos números de quatro algarismos distintos podemos formar utilizando os
elementos do conjunto, e para tanto faremos uso do princípio fundamental da contagem;
Observe que "4 . 3 . 2 . 1" é o mesmo que 4!, e, portanto para chegarmos na resposta, bastava contar
a quantidade de elementos e utilizar a permutação simples, que no caso seria a P4 = 4!
Definição: "Seja A um conjunto com n elementos. Os arranjos simples dos n tomados n a n dos ele-
mentos de A, são chamados permutações simples de n elementos."
Pn = n!
Resolução:
Como temos dois "A(s)" ao permutarmos os dois temos um mesmo anagrama, portanto devemos levar
isso em consideração.
onde:
Combinação simples
[Link] 59
RACIOCINIO LÓGICO
Considere o conjunto A = {1, 2, 3, 4, 5, 6}, com os elementos desse conjunto podemos formas números
de três algarismos distintos ou mesmo subconjuntos de três elementos.
Exemplos:
Números Subconjuntos
123 456 {1,2,3} {4,5,6}
321 654 {3,2,1} {6,5,4}
213 546 {2,1,3} {5,4,6}
Observe que temos 6 números formados de três algarismos distintos, e no entanto, não teremos 6
subconjuntos formados e sim, apenas 2 subconjuntos, uma vez que a ordem dos elementos de um
conjunto não importará, assim:
Portanto,
Para encontrarmos a quantidade de números formados de três algarismos distintos com os elementos
do conjunto A, basta aplicarmos o P.F.C. 6 5 4 = 120 números.
Por outro lado, para encontrarmos a quantidade de subconjuntos formados com três elementos utiliza-
remos a Combinação Simples, uma vez que neste caso a ordem dos elementos não importará.
Fórmula:
C,(m,p) = C (m+p-1,p)
Exemplo:
Seja C= {A,B,C,D}, m=4 e p=2. As combinações com repetição desses 4 elementos tomados 2 a 2 são
10 grupos que têm todas as repetições possíveis de elementos em grupos de 2 elementos não podendo
aparecer o mesmo grupo com a ordem trocada. De um modo geral neste caso, todos os agrupamentos
com 2 elementos formam um conjunto com 16 elementos:
[Link] 60
RACIOCINIO LÓGICO
C,= {AA,AB,AC,AD,BA,BB,BC,BD,CA,CB,CC,CD,DA,DB,DC,DD}
mas para obter as combinações com repetição, deveremos excluir deste conjunto os 6 grupos que já
apareceram antes, pois AB=BA, AC=CA, AD=DA, BC=CB, BD=DB e CD=DC, assim as combinações
com repetição dos elementos de C tomados 2 a 2, são:
Cr ={AA,AB,AC,AD,BB,BC,BD,CC,CD,DD}
Estatística
Em anos de eleições é inevitável nos depararmos com pesquisas eleitorais, como por exemplo, quem
está em primeiro lugar nas pesquisas, ou em segundo, mas será que todos os eleitores foram consul-
tados? Com certeza não, pois há métodos mais convenientes, como por exemplo, considera-se uma
amostra dos eleitores e a partir desta amostra se conclui para o restante dos eleitores.
Em março de 1983, o deputado federal Dante de Oliveira, atendendo a uma forte pressão do povo
brasileiro, apresentou uma proposta de emenda à Constituição, que pretendia restabelecer as eleições
diretas para a Presidência da República. A expectativa em torno dessa votação deu origem à maior
manifestação popular já conhecida neste país, que ficou conhecida como "Diretas já".
Em abril de 1984, cerca de 500 mil pessoas estavam na Praça da Candelária, no Rio de Janeiro e mais
1 milhão no Vale do Anhangabaú em São Paulo. A relação desse acontecimento com a Matemática, é
a forma como foram contadas as pessoas nestes lugares. Conta-se a quantidade de pessoas em um
certo local, e divide-se pela área ocupada por essas pessoas, em seguida, multiplica-se pela área total
ocupada, obtendo assim o valor estimado que é bem próximo do total.
Rol
* 5,9 - 5,8 - 3,4 - 7,4 - 4,0 - 7,3 - 7,1 - 8,1 - 3,7 - 7,9 - 7,6 - 7,7 - 5,6 - 3,2 - 6,7 - 7,4 - 8,7 - 2,1 - 9,6 - 1,3
Para encontrarmos o Rol desta distribuição de valores basta colocarmos os valores em ordem cres-
cente ou decrescente:
* 1,3 - 2,1 - 3,2 - 3,4 - 3,7 - 4,0 - 5,6 - 5,6 - 5,6 - 6,7 - 7,1 - 7,3 - 7,4 - 7,4 - 7,6 - 7,7 - 7,7 - 8,1 - 8,7 - 9,6
* 9,6 - 8,7 - 8,1 - 7,7 - 7,7 - 7,6 - 7,4 - 7,4 - 7,3 - 7,1 - 6,7 - 5,6 - 5,6 - 5,6 - 4,0 - 3,7 - 3,4 - 3,2 - 2,1 - 1,3
CLASSES
Qualquer intervalo real que contenha um rol é chamado de classe. Considerando a relação de notas
especificadas acima podemos estabelecer as seguintes classes de intervalos:
E assim sucessivamente.
Observação:
A amplitude é a diferença entre o maior e o menor elemento de uma distribuição, intervalo ou classe.
Exemplos:
Distribuição De Frequências
[Link] 61
RACIOCINIO LÓGICO
É a quantidade de vezes que um determinado valor aparece numa classe. Observe a tabela abaixo,
referente à distribuição das notas:
Da tabela podemos concluir que, por exemplo, 7 alunos tiraram notas entre 7,0 e 8,0.
A distribuição de frequências absolutas pode ser completada com mais uma coluna, chamada frequên-
cias absolutas acumuladas (fa), cujos valores são obtidos adicionando a cada frequência absoluta os
valores das frequências anteriores.
[1, 2[ 1 1
[2, 3[ 1 2
[3, 4[ 3 5
[4, 5[ 1 6
[5, 6[ 3 9
[6, 7[ 1 10
[7, 8[ 7 17
[8, 9[ 2 19
[9, 10[ 1 20
TOTAL(n) 20
onde fi representa a frequência absoluta de um dado valor ou classe, e n representa a soma de todos
as frequências absolutas.
[Link] 62
RACIOCINIO LÓGICO
A frequência relativa acumulada é obtida de modo análogo à frequência absoluta acumulada, mas
agora utilizando a frequência relativa.
Nota:
Representação gráfica
Gráfico de linha
Gráfico de linha
Gráfico de linha
Grafio de linha
[Link] 63
RACIOCINIO LÓGICO
Notas
Para a construção deste gráfico, marcam-se os pontos determinados pelas classes e as corresponden-
tes frequências, ligando-os, a seguir, por seguimentos de reta.
Gráfico de barras
Vamos agora construir um diagrama de barras verticais, e paratanto, basta dispor as frequências num
eixo vertical:
Gráfico de setores
Para a construção deste gráfico vamos dividir um círculo em setores com ângulos proporcionais às
frequências. No nosso caso já temos a frequência relativa:
[1, 2[ 5% de 360o = 0,05 360o = 18o [2, 3[ 5% de 360o = 0,05 360o = 18o [3, 4[ 15% de
360o = 0,15 360o = 54o
[Link] 64
RACIOCINIO LÓGICO
Medidas de posição
Média aritmética ( x )
Para encontrar a média aritmética entre valores, basta somar todos eles e dividir pela quantidade que
aparecem. Matematicamente:
ou usando símbolos:
Moda (Mo)
16 - 19 - 18 - 14 - 19 - 16 - 14 - 14 - 15 - 20 - 14
Repare que a idade de maior frequência é 18 anos, portanto dizemos que a moda desta amostra é 14
anos.
Mo = 14 anos
Exemplos:
v3 - 7 - 4 - 6 - 9 - 6 - 4 - 2 - 1 - 4 Mo = 4
v5 - 3 - 2 - 8 - 8 - 9 - 5 - 1 - 5 - 8 Mo = 8
Mo' = 5
Mediana (Md)
14 - 14 - 14 - 14 -15 - 16 - 16 - 18 - 19 - 19 - 20
Exemplo:
[Link] 65
RACIOCINIO LÓGICO
Agora temos dois termos centrais, pois é uma distribuição com um número par de elementos, toda vez
que isso ocorrer, a mediana será a média aritmética dos dois termos:
Md = 1,71m
Observação:
O rol pode ser disposto na sua forma crescente ou decrescente, pois o(s) termo(s) central(is) será(ão)
o(s) mesmo(s) nos dois casos.
Medidas de dispersão
vTurma A: 5 - 5 - 5 - 5 - 5 x A = 5
vTurma B: 4 - 6 - 5 - 6 - 4 x B = 5
vTurma C: 1 - 2 - 5 - 9 - 8 x C = 5
Se fôssemos nos basear apenas nas médias aritméticas de todas as turmas, diríamos que todas apre-
sentam desempenho igual, no entanto observamos pelas notas dos integrantes que isso não é verdade,
daí vem a necessidade de se definir uma nova medida que avalie o grau de variabilidade da turma, de
tal forma que a análise dos dados não fique comprometida.
Nas notas acima podemos encontrar qual o desvio de cada turma, paratanto basta efetuar a diferença
entre uma nota e a média, nessa ordem. O módulo dessa diferença é chamado desvio absoluto.
Logo, a média aritmética desses desvios absolutos é chamada Desvio Absoluto Médio:
O desvio absoluto médio mede o afastamento médio de cada turma com relação a média. Assim, temos
que a turma C apresenta uma variação muito grande da média, a turma B um afastamento moderado
e A não apresenta afastamento. Matematicamente:
Variância (S2)
A variância também pode apresentar esse grau de variabilidade entre os elementos de uma distribui-
ção. Define-se essa medida como a média aritmética entre os quadrados dos desvios dos elementos
da amostra:
Em símbolos:
Muitas vezes as amostras estão relacionadas com unidades de medidas que ao serem interpretadas,
poderá causar algumas dificuldades, como por exemplo se os elementos da amostra representam as
estaturas em metros, a variância representará um valor em m2 (unidade de área); e, portanto, como a
unidade não tem a ver com as medidas dos elementos da amostra, não será conveniente utilizar a
variância. Por dificuldades como essa é que foi definido o desvio padrão que nada mais é que a raiz
quadrada da variância.
Observação:
[Link] 66
RACIOCINIO LÓGICO
Apresentamos três formas distintas de se analisar as dispersões entre as amostras, em cada caso
analisaremos da forma que mais convir.
Probabilidade
Em um jogo, dois dados são lançados simultaneamente, somando-se, em seguida, os pontos obtidos
na face superior de cada um deles. Ganha quem acertar a soma desses pontos.
Antes de apostar, vamos analisar todos os possíveis resultados que podem ocorrer em cada soma.
Indicando os números da face superior dos dados pelo par ordenado (a, b), onde a é o número do
primeiro dado e b o número do segundo, temos as seguintes situações possíveis:
a + b = 6, nos casos (1, 5), (2, 4), (3, 3), (4,2) e (5, 1);
a + b = 7, nos casos (1, 6), (2, 5), (3, 4), (4,3), (5, 2) e (6, 1);
a + b = 8, nos casos (2, 6), (3, 5), (4, 4), (5, 3) e (6, 2);
É evidente que, antes de lançar os dois dados, não podemos prever o resultado "soma dos pontos
obtidos"; porém, nossa chance de vencer será maior se apostarmos em a + b = 7, pois essa soma pode
ocorre de seis maneiras diferentes.
Situações como essa, onde podemos estimar as chances de ocorrer um determinado evento, são es-
tudas pela teoria das probabilidades. Essa teoria, criada a partir dos "jogos de azar", é hoje um instru-
mento muito valioso e utilizado por profissionais de diversas áreas, tais como economistas, administra-
dores e biólogos.
Espaço Amostral
Um experimento que pode apresentar resultados diferentes, quando repetido nas mesmas condições,
é chamado experimento aleatório.
Dizemos que um espaço amostral é equiprovável quando seus elementos têm a mesma chance de
ocorrer.
No exemplo acima temos, como espaço amostral 36 possibilidades, para a ocorrência de quaisquer
eventos.
No exemplo de uma moeda lançando-se para cima, a leitura da face superior pode apresentar o resul-
tado "cara" (K) ou "coroa" (C). Trata-se de um experimento aleatório, tendo cada resultado a mesma
chance de ocorrer.
Neste caso, indicando o espaço amostral por S1 e por n(S1) o número de seus elementos, temos:
S1 = {K, C} e n(S1) = 2
[Link] 67
RACIOCINIO LÓGICO
Se a moeda fosse lançada duas vezes, teríamos os seguintes resultados: (K, K), (K, C), (C, K), (C, C).
Neste caso, indicando o espaço amostral por S2 e por n(S2) o número de seus elementos, temos:
EVENTOS
S= {1, 2, 3, 4, 5, 6} e n(S) = 6
Um exemplo que podemos elucidar de evento é "ocorrência de número par". Indicando esse evento
por
A, temos:
A = {2, 4, 6} e n(A) = 3
P(A) = n(A) = 3 = 1
n(S) 6 2
Concluí-se que a probabilidade de o evento "ocorrência de número par" ocorrer é 50% ou ½. Isto quer
dizer que ao lançarmos um dado ao acaso teremos 50% de chance de obter um número par, na face
do dado.
Voltando ao nosso primeiro exemplo, onde num jogo, ganha quem conseguir a soma das faces. Vimos
que a probabilidade de ocorrer o número 7 era maior, pois tínhamos diversas maneiras de ocorrer.
Chamaremos o evento "ocorrência da soma 7" entre os dois dados, de E:
n(E) = 6;
n(S) = 36.
A probabilidade da união de dois eventos A e B é igual à soma das probabilidades desses eventos,
menos a probabilidade da intersecção de A com B." Observação: se A e B forem disjuntos, isto é: se A
B = Æ, então P(A B) = P(A) + P(B).
Exercício Resolvido
[Link] 68
RACIOCINIO LÓGICO
Resolução:
evento "número ímpar" é: B = {1,3,5} e n(B) = 3 A B = {3} {1,3,5} = {3}, então n(AB) = 1
Logo:
Resposta: 50% ou ½
Observação:
A soma da probabilidade de ocorrer um evento A com a probabilidade de não ocorrer o evento A é igual
a 1:
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[Link] 69









