Balística Forense e Lesões por Armas de Fogo
Balística Forense e Lesões por Armas de Fogo
1.
Introdução........................................................................................................................................1
2 A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS ARMAS..............................................................................2
CONCEITO.....................................................................................................................................2
3 AS ARMAS DE FOGO................................................................................................................3
3.1 O conceito de arma....................................................................................................................3
3.2 Tipos de lesões produzidas pelas armas....................................................................................3
3.3 Conceito de armas de fogo........................................................................................................4
3.4 A classificação geral das armas de fogo....................................................................................4
3.4.1 Classificação quanto à alma do cano......................................................................................4
3.4.2 Classificação quanto ao sistema de carregamento..................................................................5
3.4.3 Classificação quanto ao sistema de inflamação......................................................................5
3.4.4 Classificação quanto ao funcionamento.................................................................................6
3.4.5 Classificação quanto à mobilidade e ao uso...........................................................................6
3.4.6 Classificação quanto ao calibre..............................................................................................7
4 AS ARMAS DE USO MAIS COMUM.......................................................................................7
4.1 Revólveres.................................................................................................................................7
4.2 Pistolas semi-automáticas..........................................................................................................8
4.4 O alcance do tiro........................................................................................................................8
4.4.1 Alcance útil.............................................................................................................................8
4.4.2 Alcance máximo.....................................................................................................................9
4.4.3 Alcance com precisão.............................................................................................................9
4.5 O cartucho de munição das armas de fogo................................................................................9
4.6 O estojo O estojo.......................................................................................................................9
5 AS LESÕES PRODUZIDAS POR ARMAS DE FOGO...........................................................10
5.1 O orifício de entrada................................................................................................................10
5.2 A forma do orifício de entrada.................................................................................................11
5.3 A dimensão do orifício de entrada...........................................................................................11
5.4 As orlas e zonas de contorno...................................................................................................12
5.5 A orla de contusão...................................................................................................................12
5.6 A orla de enxugo......................................................................................................................12
5.7 A aréola equimótica.................................................................................................................12
5.8 A zona de tatuagem.................................................................................................................13
5.9 A zona de esfumaçamento.......................................................................................................13
6 A INTERLIGAÇÃO ENTRE A ARMA E O CRIME...............................................................14
6.5 A distância do tiro....................................................................................................................14
6.6 A direção do tiro......................................................................................................................14
5.10 A zona de chamuscamento ou queimadura...........................................................................15
6.7 O incidente e o acidente de tiro e o tiro acidental....................................................................15
6.8 Diferenciação entre suicídio, homicídio e acidente.................................................................15
6.9 A balística interna, externa e a dos efeitos..............................................................................16
7 A PERÍCIA COMO MEIO DE PROVA....................................................................................17
7.1 A Justiça e a Balística Forense................................................................................................18
8 CONCLUSÃO............................................................................................................................19
9 REFERÊNCIAS.........................................................................................................................20
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1. Introdução
O presente trabalho analisará o papel da Balística Forense dentro da criminologia na elucidação
de crimes em que tenham sido utilizadas como instrumentos as armas de fogo. E, justifica-se a
escolha de tal tema em função da dúvida que pode haver na identificação do autor de um crime
cometido por meio do disparo de uma arma, sendo que a apuração da autoria de tal delito via
exame pericial baseado nos ensinamentos da Balística Forense, interessará tanto o juiz, quanto os
jurados por ocasião de um julgamento futuro. A fim de demonstrar a importância de tal
colocação é que será analisada a evolução histórica da arma de fogo até os dias atuais,
abordando-se o conceito de arma, seus tipos de lesões, o conceito de armas de fogo e sua
classificação geral quanto à alma de seu cano, sistema de carregamento, sistema de inflamação,
funcionamento, modalidade, uso e calibre. Após isso, serão focalizadas as armas de uso mais
comum, destacando-se os revólveres, as pistolas semi-automáticas e automáticas, a classificação
do alcance do tiro e seus elementos constitutivos, tais como o estojo, a espoleta, a pólvora, a
bucha e o projétil. Em seguida, serão analisadas as lesões produzidas por armas de fogo, para
depois tecer comentários acerca da interligação entre a arma e o crime. Posteriormente, com base
no trabalho pericial é que se demonstrará que a Balística Forense é um dos instrumentos legais
mais adequados à ciência criminal na elucidação da autoria de crimes em que tenha havido o
disparo de armas de fogo. Portanto, será a partir de tal panorama que será evidenciada a
relevância da Balística Forense como meio jurídico na elucidação da autoria de crimes efetuados
com disparos de armas de fogo.
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2 A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS ARMAS
Inicialmente, para uma melhor compreensão da importância da Balística Forense na elucidação
do crimes em que são utilizadas as arma de fogo, cumpre analisar sua evolução histórica até os
dias atuais. Durante os milhões de anos em que ocorreu a evolução humana, o homem viveu com
suas armas naturais, ou seja, somente com suas defesas próprias, tais como garras e dentes, assim
como os animais, sendo que foi durante o período neolítico que surgiram as primeiras armas
humanas. (CROCE; CROCE JÚNIOR, 1998)
Tais armas consistiam na pedra lascada que era utilizada por pequenos grupos para se
defenderem dos predadores, de outros grupos e também para a caça. Foi dessa forma que houve a
criação de ferramentas capazes de causar ferimentos, matando-se os membros do próprio grupo,
assim como os do alheio que fosse inimigos, bem como a si mesmos, desenvolvendo-se a partir
daí a preocupação da defesa dos pertences (objetos). Com a evolução desses grupos o temor
aumentava, pois quanto mais um grupo se desenvolvia, mais se acumulavam os conhecimentos e
posses, sendo maior a possibilidade de sofrer ataques de grupos rivais que tinham por objetivo
tomarem para si tudo aquilo que possuíam, tais como alimentos, fêmeas para procriarem, a
melhor caverna, a melhor localização em relação à caça e água etc.
E assim foi que surgiram as necessidades do aperfeiçoamento dos meios de defesa pessoal, bem
como do grupo social. Foi a partir daí que a necessidade de proteção e a tendência a agressões
próprias do homem orientaram seus esforços para o desenvolvimento e fabricação de armas. A
origem e a sequência dos primeiros meios mecânicos usados nas armas podem apenas ser
imaginados na Pré-História, a partir, provavelmente, do uso de um galho como prolongamentos
das mãos (o que equivaleria a garras), braços (para lutar) e dentes (para rasgar). (CROCE;
CROCE JÚNIOR, 1998)
CONCEITO
Balística é a ciência que se preocupa em estudar o movimento de corpos lançados ao ar livre, o
que geralmente está relacionado ao disparo de projéteis por uma arma de fogo. Ao se estudar um
projétil disparado por uma arma de fogo, pode-se separar seu movimento em três partes distintas:
a balística interior, balística exterior e a balística terminal. A balística interior fica encarregada de
estudar o que ocorre desde o momento do disparo até o instante em que o projétil abandona a
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arma. Este estudo fica baseado então na temperatura, volume e pressão dos gases no interior da
arma durante a explosão do material combustível, assim como também se baseia no formato da
arma e do projétil. Dependendo da quantidade utilizada de pólvora, deve-se ser estudado qual o
material utilizado para a construção da arma e do projétil para evitar explosões desagradáveis.
3 AS ARMAS DE FOGO
Nesse momento do presente trabalho, abordar-se-á o conceito de arma, apontando-se,
brevemente, seus tipos de lesões conceito de armas de fogo, sua classificação geral quanto à
alma de seu cano, sistema de carregamento, sistema de inflamação, funcionamento, modalidade,
uso e calibre. Logo, será a partir de tais esclarecimentos que se demonstrará o quanto uma arma
de fogo pode ser diferenciada de outra.
Outras espécies de armas, tais como o martelo, machado de lenhador, foice etc., por exemplo,
são utilizados com fins diversos que não incluem, necessariamente, o objetivo de matar ou ferir
outrem. Daí tais objetos não serem concebidos e nem feitos pelo homem visando aumentar seu
potencial de ataque ou defesa, sendo, por isso, denominados como “armas impróprias”.
(TOCCHETO,2009)
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projétil de arma de fogo é um agente mecânico perfucontundente e que determina uma lesão de
natureza pefurocontusa.
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seu culote ou base metálica), já os cartuchos de percussão radial, anelar ou periférica, não
possuem espoleta e a mistura iniciadora (carga de inflamação) esta disposta em anel, no interior
da orla oca, saliente, do próprio culote do estojo.
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3.4.6 Classificação quanto ao calibre
Toda munição apresentada em unidade de cartucho é referida a um calibre determinado, calibre
este, em cada caso, enunciado de maneira a indicar o tipo particular de arma a que se destina.
Trata-se de uma referência necessária, porquanto não é incomum cartuchos com, praticamente, a
mesma aparência exterior, possuírem distintas propriedades balísticas e se destinarem,
respectivamente, a armas diferentes. Há que se distinguir entre calibre real e calibre nominal,
sendo que aquele corresponde a uma grandeza concreta, medida diretamente na boca do cano da
arma, ao passo que o calibre nominal é designificativo, em princípio, de um tipo particular de
munição. Assim, para um mesmo calibre real, poderão existir, e realmente existem, no que se
refere a alguns tipos de arma , diferentes calibres nominais, ou seja, o calibre real corresponde ao
diâmetro interno da alma do cano, é medido entre cheios, isto é, medido diretamente na boca do
cano desconsiderando-se a profundidade do raiamento. Informe-se também que o calibre real é
expresso em milímetros ou fração de milímetros nos países que adotam o sistema métrico francês
e em fração de polegadas.
4.1 Revólveres
Conceitualmente, revólver é uma arma de fogo curta, portátil, de repetição, não automática, com
um só cano e várias câmaras de combustão que integram um cilindro denominado tambor. As
partes de um revólver podem se dividir em armação, tambor, cano e mecanismo, sendo que os
revólveres podem conter de 4 (quatro) até mesmo 10 (dez) cartuchos para municiamento no seu
tambor que pode ser móvel, fixo ou deslocável. Informe-se que cada revólver possui peso e
calibre diferente, existindo várias marcas no mercado, porém o mais comuns.
(TOCCHETTO,2009)
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4.2 Pistolas semi-automáticas
As pistolas semi-automáticas são armas de fogo curtas, na quais o mecanismo de disparo é
acionado mecanicamente e o sistema de recarregamento ou realimentação é feito com
aproveitamento exclusivo dos gases da deflagração da carga de projeção, o que o torna
automático. (CARVALHO,2006) 4.3 Pistolas automáticas As pistolas automáticas são armas que
possuem o cabo da coronha cavado, local onde se introduz a munição através de carregadores
que é uma espécie de caixa retangular que se acomoda no interior do cabo da coronha. Os
carregadores podem acomodar 8 (oito) a 10 (dez) cartuchos, dependendo do [Link]
cartuchos são acondicionados no carregador de maneira que ficam sobrepostos. Na pistola
automática, o atirador apenas puxa o gatilho até que o carregador que contém os cartuchos se
esvazie, ou seja, a força de recuo é empregada para produzir automaticamente todos os variados
movimentos que o atirador executa com a mão, isto é a retirada do cartucho e o carregamento da
arma. (CROCE, 1998)
O estojo constitui o elemento inerte do cartucho e, ao mesmo tempo, possibilita ao mesmo seu
funcionamento eficaz e a sua padronização como unidade de munição. A forma e as dimensões
do estojo determinam as da câmara ou câmaras da arma em que for utilizado e o calibre nominal
da arma. O estojo pode ser cilíndrico, cônico ou com formato de garrafa, para armas raiadas, liso
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ou estrangulado em sua região anterior, com gargalo. A forma cônica visa facilitar sua extração,
após o tiro, da câmara em que estiver alojado.
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5.4 As orlas e zonas de contorno
O orifício de entrada, seja qual for à distância do tiro, apresenta uma orla de contusão e uma orla
de enxugo. Existem as zonas de contusão, de enxugo, aréola equimótica, zona de tatuagem, zona
de esfumaçamento, zona de queimadura e zona de compreensão de gases. (FÁVERO, 1994). As
orlas e zonas de contorno são marcas características ou manchas que se encontram em torno do
orifício de entrada de um tiro, variando de acordo com a distância deste. Estas aparecem porque
o projétil ao ser disparado não vem só, mas acompanhado de chama, pólvora incombusta e
combusta, gases, restos de bucha, impurezas ou sujeiras do cano da arma, tudo isso formando um
cone, chamado “cone do tiro”.
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distância, a direção do tiro e o orifício de entrada, entretanto, serve para concluir se a lesão foi
produzida ainda em vida. (CROCE; CROCE JÚNIOR, 1988)
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6 A INTERLIGAÇÃO ENTRE A ARMA E O CRIME
O problema da identificação do autor do tiro incriminado é sempre da máxima importância, quer
para o investigador, quer para o juiz, em todos os casos de morte, ou lesões corporais decorrentes
de impacto de projéteis de arma de fogo. E isso se justifica na medida em que em que seja
relevante estabelecer e provar de modo categórico, a autoria material do (s) disparo (s) em
consideração, seja para estabelecer com fundamento sólido o diferencial quanto à causa jurídica
do fato delituoso (homicídio, suicídio ou acidente) ou para, no caso de ser o fato penalmente
imputável a um agente, para apontar com segurança o responsável pelo mesmo. (RABELLO,
1995) Os exames micro comparativos são, talvez, os mais importantes, porém são também os
mais demorados e os mais difíceis numa perícia que envolva a balística forense. Tais exames
servirão, na maioria dos casos, como prova suficiente para contribuir para a convicção do juiz e
dos jurados na decisão sobre um determinado caso, sendo por isso que a sua importância será a
seguir analisada e demonstrada. Dessa forma, analisados os requisitos que devem ter os padrões
em balística e a forma como obtê-los, será feita a análise dos meios usados para colher os
projéteispadrão (testemunhas), dos equipamentos empregados nos exames e do método para o
trabalho de confronto (comparação) com o (s) projétil (éis) questionado (s), visando à
identificação indireta e individual das armas de fogo.
A balística externa estuda o trajeto e a trajetória, desde sua saída da arma até seu Revista de
Criminologia e Ciências Penitenciárias Conselho Penitenciário do Estado.
E a balística dos efeitos ou balística do ferimento, manifesta-se sobre os efeitos produzidos pelo
projétil disparado, incluindo, entre outros, os ricochetes, os impactos e as lesões e danos sofridos
pelos corpos atingidos, sejam eles animados ou inanimados. No que tange à identificação das
armas de fogo, esta pode ser direta ou indireta. É direta quando a identificação é feita na própria
arma. E indireta quando feita através de estudo comparativo de características deixadas pela
arma nos elementos de sua munição.
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7 A PERÍCIA COMO MEIO DE PROVA
A perícia é o exame realizado por pessoa com conhecimentos específicos sobre matéria técnica e
útil para o deslinde de casos de difícil solução, destinada a instruir os julgadores.
A perícia é em regra determinada pela autoridade policial, na fase de inquérito, pois quando a
infração deixar vestígios será indispensável o exame de corpo delito, direto ou indireto, não
podendo supri-lo a confissão do acusado de acordo com o artigo 158 do Código de Processo
Penal.
A perícia deve ser realizada com urgência, com base no princípio da imediatidade, sob pena de
desaparecerem os vestígios e ser prejudicada a apuração dos fatos, mas podem ocorrer casos de
sua realização no decorrer do processo. A perícia é feita por peritos oficiais, onde houver, ou por
pessoas capacitadas (peritos particulares) nomeados pelo juiz, onde não houver os peritos
oficiais.
A perícia é retratada através do laudo pericial que é a exposição minuciosa do observado pelos
peritos e de suas conclusões. Ressalte-se que o laudo pericial tem valor inegável, visto que, trata-
se de peça técnica, indispensável à livre convicção do juiz, já que lhe fornece elementos
preciosos.
De posse do laudo o juiz tem inteira liberdade de apreciação em aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo
ou em parte. O exame de corpo de delito é uma modalidade de perícia, sendo a atividade voltada
para a captação dos vestígios deixados pelo crime. Tal exame pode ser direto ou indireto, sendo
direto se depender de inspeção ocular sobre elementos sensíveis que permaneceram atestando a
prática delituosa, ou indireto, quando se forma por depoimentos testemunhais acerca da
materialidade do fato e de suas circunstâncias.
A perícia como meio de prova tem valor relativo, já que no processo penal todas as provas têm
esse valor, devendo ser examinada pelo juiz em conjunto com outras provas e não
separadamente. (NOGUEIRA, 2000)
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7.1 A Justiça e a Balística Forense
A Balística Forense é uma disciplina integrante da Criminalística que estuda as armas de fogo,
sua munição e os efeitos dos tiros por elas produzidos, sempre que tiverem uma relação direta ou
indireta com infrações penais, visando a esclarecer e provar sua ocorrência. A Balística Forense,
por meio dos exames, das perícias, objetiva provar a ocorrência de infrações penal, mas, também
e, principalmente, esclarecer o modo, a maneira como ocorreram tais infrações. Seu conteúdo é,
por natureza, eminentemente técnico, mas sua finalidade específica é jurídica e penal, motivo
pelo qual recebe a denominação de Balística Forense. A perícia de Balística Forense, além de
servir como meio de prova, tem um valor todo especial, pois dela depende, em muitos casos, a
condenação ou absolvição de um acusado que cometeu uma infração penal com arma de fogo.
(TOCCHETO, 2009) Nota-se, assim, que a Justiça marcha lado a lado com a Balística, na
dissolução dos delitos em que o emprego da arma de fogo foi usado, pois a Balística com suas
técnicas dão assistência à Justiça para atribuir a prática das violações das leis aos seus
verdadeiros autores. Dessa forma a Balística Forense é aquela parte do conhecimento
criminalístico e médico legal que tem por objeto, especial, o estudo das armas de fogo, da
munição e dos fenômenos e efeitos próprios dos tiros destas armas, no que tiverem de útil ao
esclarecimento e à prova de questões de fato, no interesse da justiça penal como civil.
(RABELLO, 1995) Ademais, tem-se como certo que sem a apreensão e perícia de uma arma, não
há como se apurar a sua lesividade e, portanto, o grau de risco para o bem jurídico que envolva a
integridade física alheia.
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8 CONCLUSÃO
Ao longo do desenvolvimento deste trabalho, percebeu-se como que a Balística Forense é um
dos ramos mais ricos da Medicina Legal. Tal constatação foi alcançada, tendo em vista a análise
de sua evolução histórica, pois a figura da arma acompanhou a evolução do homem desde os
primórdios, já que naquela época o que se buscava era o uso da arma como meio de
sobrevivência, pois o que se visava até então era a caça para a alimentação e a defesa dos grupos.
Observou-se que as distinções no que tange as classificações das armas de fogo são relevantes
por permitirem concluir que uma arma pode ser diferenciada de outra, já que cada uma tem um
cano diferente, um tipo de munição específica, gera um tipo de lesão etc. Percebeu-se também
que as características inerentes às armas de uso mais comum permite se ter ciência sobre o tipo
de arma específica que pode ter sido utilizado em um crime de homicídio, indicando dessa forma
a autoria do disparo. Diante disso, notou-se ser possível estabelecer-se uma interligação entre a
arma de um delito e a mesmo através de elementos sutis que possam ser encontrados na cena do
crime e bem analisados por um profissional competente. Além disso, tornou-se claro que sem a
apreensão da arma e a realização de um bom trabalho pericial sobre a mesma, não há como se
apurar a sua lesividade e, portanto, o grau de risco para o bem jurídico que envolva a integridade
física alheia. Tal constatação evidenciou que o exame pericial da arma de fogo é indispensável,
em algumas situações, sendo da competência da autoridade policial informar acerca das
características da arma, sua potencialidade lesiva e recenticidade de disparos.
Outro ponto de destaque que confere excelência à Balística Forense fica por conta da análise das
características de uma arma, para que se saiba se ela é de uso proibido ou permitido, pois é por
meio da aferição de sua potencialidade lesiva que se terá ciência se ela está em funcionamento ou
se é obsoleta. Portanto, diante das colocações expostas ao longo do trabalho em tela é que se tem
como certo que a Balística Forense é essencial como instrumento jurídico na elucidação da
autoria de crimes efetuados com disparos de armas de fogo, por revelar, tecnicamente, o modo, a
maneira, o tipo de munição e os efeitos dos tiros que posam envolver um homicídio de autoria
ainda duvidosa, contribuindo para a realização da Justiça, por permitir a punição daqueles que
violaram as leis penais, notadamente, no que tange aos crimes contra a vida.
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9 REFERÊNCIAS
CAMARGO JÚNIOR, Benedito Soares de. Aulas de Medicina Legal. 5 ed., Goiânia: Editora da
Universidade Federal de Goiás, 1987.
CARVALHO, João Luiz de. Investigação Pericial Criminal. 1 ed., Campinas: Bookseller, 2006.
CARVALHO, Hilário Veiga de;
BRUNO, Antônio Miguel Leão; SEGRE, Marco. Traumatologia: Lições de Medicina Legal. 3
ed., São Paulo: Saraiva, 1965.
CROCE, Delton; CROCE JÚNIOR, Delton. Medicina legal para provas e concursos. [Link]. São
Paulo : Saraiva, 1998.
FÁVERO, Flamínio. Medicina Legal. 3 ed. Rio de Janeiro: Editora Freitas Bastos, 1994.
FERREIRA, Arnaldo Amado. A Perícia Técnica em Criminologia e Medicina Legal. São Paulo:
Millennium, 1948.
FRANÇA, Genival Veloso. Traumatologia médico-legal. Medicina Legal. 5. ed., Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1998.
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