Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Recursos Naturais em Moçambique (tipologia, forma sustentável da sua gestão por
todos intervenientes)
Nome: Hermínia Silvestre Araújo
Código: 708204719
Turma
Nampula, Abril de 2023
Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Recursos Naturais em Moçambique (tipologia, forma sustentável da sua gestão por
todos intervenientes)
Nome: Hermínia Silvestre Araújo
Código: 708204719
Turma
Curso: Ensino de Geografia
Disciplina: Estudos Ambientais II
Ano: 4º Ano
Docente: MA Gessy José Carangueza
Nampula, Abril de 2023
Folha de feedback
Classificação
Categorias Indicadores Pontuação Nota
Padrões máxima do Subtotal
tutor
Capa 0.5
Índice 0.5
Estrutura Aspectos Introdução 0.5
organizacionai
Discussão 0.5
s
Conclusão 0.5
Bibliografia 0.5
Contextualização 1.0
(indicação clara do
problema)
Descrição dos 1.0
Introdução objectivos
Metodologia 2.0
adequada ao objecto
de trabalho
Articulação domínio 2.0
do discurso
Conteúdo académico
(expressão escrita
Análise cuidada, coerência /
discussão coesão textual)
Revisão 2.0
bibliográfica
nacional e
internacional
revelante na área de
estudo
Exploração dos 2.0
estudos
Conclusão Contributos teóricos 2.0
práticos
Paginação, tipo e 1.0
tamanho de letras,
Aspectos Formatação parágrafo,
gerais espaçamento entre
linhas
Referências Normas APA Rigor e coerência das 4.0
bibliográficas 6a edição em citações / referências
cotações e bibliográficas
bibliografia
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor
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Índic
iv
e
1. Introdução
O presente trabalho aborda sobre: “Recursos Naturais em Moçambique” O Homem tem
utilizado, quer para a sua sobrevivência, quer em diversas outras actividades, uma
variedade de matérias-primas que obtém a partir de fontes existentes no meio ambiente. A
maior parte das vezes são materiais que extrai da Terra, como sucede com os minerais,
mas outras vezes são formas de energia, como a solar. Todas estas fontes de matéria e
energia designam-se por recursos naturais.
Em Moçambique é hoje palco de “descobertas” e da exploração de recursos minerais e
energéticos, com destaque para jazidas de gás natural e petróleo, a que vêm juntar-se as de
carvão mineral, factores que impulsionam o crescimento económico do país. O interesse de
empresas transnacionais mineiras e petrolíferas na exploração desses recursos é enorme,
aumentando a expectativa quanto ao futuro do país. A despeito dessas descobertas, o
paradoxo da pobreza reforça o potencial de conflitos sociais e políticos, facto que contribui
negativamente no processo de democratização em Moçambique.
O objectivo geral do trabalho limita-se em abordar a tipologia e forma dos Recursos Naturais
em Moçambique e especificamente os tipos existentes em Moçambique, localização
geográfica, importância de cada recurso para o desenvolvimento, como se pode manter a sua
sustentabilidade tendo em conta a durabilidade, capacidade de renovação e como a DRP pode
ser impulsionada como ferramenta para a melhor participação das comunidades na gestão dos
mesmos.
É nesta vertente que o trabalho se insere, com a tendência de trazer a luz abordagens claras
sobre o tema em epígrafe.
1.1 Metodologia
Para elaborar o trabalho foi feito uma revisão bibliográfica, usado o método indutivo
responsável pela generalização, isto é, partimos de algo particular para uma questão mais
ampla, mais geral.
Para Lakatos e Marconi (2007: 86), indução é um processo mental por intermédio da qual
partimos de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou
universal, não contida nas partes examinadas. Portanto o objectivo dos argumentos indutivos
é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas que se opta.
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1.2 Estrutura
Estruturalmente o trabalho obedece o seguintes moldes capa, contracapa, índice, introdução,
desenvolvimento, conclusão e referências bibliográficas.
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2. Recursos Naturais em Moçambique (tipologia, forma sustentável da sua gestão por
todos intervenientes)
2.1. Recursos Naturais em Moçambique
Consideram-se recursos minerais as substâncias inorgânicas extraídas da superfície da Terra e
que, não decorrendo da acção do Homem, “sejam úteis para alcance do desenvolvimento
económico” (ANDERSSON et al., 2007, citado por SINOIA, 2010, p. 8).
Recursos naturais” agrega: “terra, florestas, minerais e energéticos” (CASTEL-BRANCO, 2010,
p. 3).
Os recursos naturais são componentes, materiais ou não da paisagem geográfica, mas
que ainda não tenham sofrido importantes transformações pelo trabalho humano e cuja
própria génese é independente do Homem, mas aos quais lhes foram atribuídos,
historicamente, valores económicos, sociais e culturais. Portanto, só podem ser
compreendidos a partir da relação homem- natureza.
Recurso natural é qualquer insumo de que os organismos, as populações e os
ecossistemas necessitam para sua manutenção. Portanto, recurso natural é algo útil.
Existe em envolvimento entre recursos naturais e tecnologia, uma vez que há a
necessidade da existência de processos tecnológicos para utilização de um recurso.
Exemplo típico é o magnésio, que até pouco tempo não era recurso natural e passou a
sê-lo quando se descobriu como utilizá-lo na confecção de ligas metálicas de aviões.
Recursos naturais e economia interagem de modo bastante evidente, uma vez que algo é
recurso na medida em que sua exploração é economicamente viável. Exemplo dessa
situação é o álcool, que, antes da crise do petróleo de 1973, apresentava custos de
produção extremamente elevados ante os custos de exploração do petróleo.
Recursos naturais são todos os bens produzidos pela natureza: a energia solar, o ar, a
água, as rochas e os minerais, o solo e os vegetais, entre outros. É tudo o que se
encontra disponível em forma natural na terra e que pode ser utilizado em benefício da
humanidade.
Nem todos os recursos que a natureza oferece ao ser humano podem ser aproveitados em
seu estado natural. Quase sempre o ser humano precisa trabalhar para transformar os
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recursos naturais em bens capazes de satisfazer alguma necessidade humana. Os recursos
hídricos, por exemplo, têm de ser armazenados e canalizados, quer para consumo humano
directo, para irrigação, ou para geração de energia hidroeléctrica.
A Gestão Ambiental é a administração do exercício de actividades económicas e sociais de forma
a utilizar de maneira racional os recursos naturais, renováveis ou não. A gestão ambiental deve
visar o uso de práticas que garantam a conservação e preservação da biodiversidade, a reciclagem
das matérias-primas e a redução do impacto ambiental das actividades humanas sobre os
recursos naturais. Fazem parte também do arcabouço de conhecimentos associados à gestão
ambiental técnicas para a recuperação de áreas degradadas, técnicas de reflorestamento, métodos
para a exploração sustentável de recursos naturais, e o estudo de riscos e impactos ambientais
para a avaliação de novos empreendimentos ou ampliação de actividades produtivas.
A Gestão ambiental está em estreita consonância com a gestão dos recursos naturais dai que uma
completa a outra.
Os recursos naturais, constituem um conjunto de elementos do ambiente natural que podem ser
usados para satisfazer as necessidades humanas. Podem ser classificados em diferentes modos, no
entanto, existem as formas mais comuns ou frequentes. Existe uma classificação geral que
divide os recursos naturais em dois grandes grupos: os renováveis e os não renováveis, onde
se integram nestes dois grandes grupos os recursos energéticos, florestais, faunísticos, hídricos,
etc.
Classificação
Os recursos naturais podem ser classificados de diferentes modos, no entanto, distinguem-se
dois grandes grupos:
Recursos naturais renováveis - Todos os que se o Homem souber preservar e explorar duma
forma sustentável, não terão fim, isto é, são inesgotáveis. Exemplo: a energia solar, o ar, a água,
vegetais etc.
Recursos não renováveis - Todos aqueles que se esgotam à medida que se utilizam, isto é, todos
os que têm fim. Exemplo: o petróleo, o carvão mineral, o ferro, o ouro, urânio etc.
Por sua vez, os recursos não renováveis podem ser classificados por:
Recursos recicláveis Todos os que são possíveis de ser reaproveitados, ou seja, é possível
voltar a utilizá-los. Exemplo: ouro, crómio, alumínio, magnésio, zinco, estanho, etc.
Recursos não recicláveis - Todos os que após a sua primeira utilização, não é possível voltar a
utilizar, ou seja, não é possível reciclar. Exemplo: carvão, petróleo, gás natural, etc.
Contudo, é frequente classificar os recursos naturais em:
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Recursos energéticos
Recursos minerais
Recursos florestais
Recursos faunísticos
Recursos hídricos
Recursos pedológicos
Classificação d o s Recursos Naturais Segundo o Conteúdo e Utilização
Recursos Conteúdo Utilização
Água nos seus diferentes estados e Produção de energia
(hidroeléctrica)
reservatórios (incluindo os aquíferos),
Via de transporte fluvial
Hídricos disponível ou
Suporte dos
potencialmente disponível, susceptível de
satisfazer, em quantidade e em qualidade, uma dada ecossistemas
procura num local e período de tempo Abastecimento público e
determinados.
Pedológicos Conjunto de solos (categoria que inclui os Suporte dos sistemas agrícolas
elementos minerais, matéria orgânica, organismos
Suporte dos sistemas
vivos, ar e
florestais
água presentes na camada superficial da Terra)
que, pelas suas características naturais ou
modificadas, se revestem de interesse agro-
florestal.
Organismos, populações ou qualquer outro tipo Regulador químico da
atmosfera
de componente biótico dos ecossistemas de valor
ou utilidade actual ou potencial para a Regulador da
biodiversidade Protector dos
humanidade.
solos
Biológicos
Exploração económica da
floresta
cinegético
pesca e
aquicultura
medicinal
produção de energia
(biomassa)
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Geológicos Rochas, minérios e depósitos minerais, águas ornamental
minerais naturais e minero-industriais, e fluidos e extracção inertes; minérios
formações geológicas do subsolo de temperatura produção de energia
elevada, que pela sua raridade, alto valor (geotérmica)
termalismo
específico ou importância na aplicação em
processos industriais, se revestem de valor para a
economia.
Climáticos Elemento do clima ou combinação de elementos Produção de energia
(eólica, solar e
do clima (nomeadamente, radiação solar, vento,
fotovoltaica)
precipitação e temperatura) que pela regularidade e
intensidade da sua ocorrência é susceptível de
aproveitamento económico.
Paisagem que pelo seu valor cultural, estético e/ou
ambiental é susceptível de gerar ou induzir o
Paisagístico
desenvolvimento de actividades económicas e
criar riqueza.
Fonte: COELHO, Marcos de Amorim; Geografia Geral: O espaço natural e
socioeconómico; 3ª ed. Editora Moderna
Tipos de Recursos Naturais Existentes em Moçambique
Localização Geográfica
Importância de Cada Recurso para o Desenvolvimento
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Como se pode manter a sua sustentabilidade e tendo em conta a durabilidade e
capacidade de renovação
A CONTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS NA ECONOMIA
MOÇAMBICANA
Como Reduzir a Pobreza das Comunidades?
A exploração dos recursos naturais é ainda incipiente em Moçambique. A sua
contribuição na economia Moçambicana é igualmente insignificante, devido a longos
estádios de crises político-militares e a queda de preços de carvão mineral no mercado
internacional. Deste modo, este trabalho distancia-se dos argumentos que apontam os
recursos naturais e a sua exploração como panaceia dos males que enfermam
Moçambique. Entendemos, pois, que só a simbiose de actividades produtivas, a
conectividade dos sectores, incluindo as políticas fiscais consentâneas (regulação,
incentivo mais junto, igualitário e democrático, etc.), poderão criar rampas de
desenvolvimento de Moçambique, assegurando, deste modo, o bem-estar geral da
população.
Explique como a DRP pode ser impulsionada como ferramenta para a melhor
participação das comunidades na gestão dos recursos naturais
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Conclusão
Após a censura e apuração dos dados que constam no desenvolvimento do trabalho importa
realçar algo. Observado e analisada distribuição desigual da população em Moçambique, é
natural que nos questionemos: quais são os factores que explicam a desigual distribuição
espacial dos homens? A resposta para esta questão não é simples, pois existem vários factores
que podem influenciar a repartição da população. Porém de um modo geral os factores
responsáveis para este senário pode-se referenciar dois factores importantes: factores de
ordem físico-natural e socioeconómicos.
Contudo, importa destacar que por razões didácticas, estes foram analisados de forma
individualizada para melhor compreensão, mas que na verdade estes factores não actuam de
modo isolado, mas sim de forma inter-relacionada, isto é, um depende do outro.
De um modo conclusivo é de reconhecer que por mais que existam factores físicos naturais e
socioeconómicos que interferem no fluxo de habitantes numa determinada região de
Moçambique, o homem não fica estagnado pela situação ou condição em que ele se depara,
pela sua capacidade e facilidade de conseguir adaptar-se a diversos ambientes ele cria meios
para sobreviver mesmo em situações criticas, por isso observa-se nos últimos dias
povoamento em locais que antigamente não apresentavam condições para tal.
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Referências Bibliográficas
Araújo, Manuel Garrido Mendes. As Aldeias Comunais e o seu Papel na Distribuição
Territorial da População Rural na República Popular de Moçambique. UEM, Maputo, 1994;
Arnaldo, População, habitação, 2007, p16;
Lakatos e Marconi, elaboração de trabalhos científicos, 2007: p.86;
Mangue, João etall. Aspectos Sociais, Económicos, Demográficos e de Saúde em
Moçambique1997 á 2007, Maputo, 2011;
Manso, Francisco Jorge; Victor, Ringo. Geografia 12ª Classe – Pré-universitário. 1ª Edição.
Longman Moçambique, Maputo, 2010;
Massarongo, Fernanda. Desafios para Moçambique. 2013;
Ministério de Plano e Finanças. Moçambique político nacional de população Maputo, 1998;
Muanamoha, Ramos Cardoso. Tendências históricas da distribuição espacial da população
em Moçambique. Belo Horizonte, Brasil, 1995;
Perfil do Sector Urbano em Moçambique. Programa das Nações Unidas para Assentamentos
Humanos Escritório Regional para África e Estados Árabes 2007.
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