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A última coisa que ele sentiu antes de perder a consciência foi a lâmina palida de
Jerry dilacerando seu peito. A luz começou a desvanecer e sua pele entrou em
contato com a fria rua de pedra da cidade. Sua vida passou diante de seus olhos
como um filme fragmentado, momentos que ele mal se recordava, quando ainda era
_____.
...
Ele estava no recreio de seu colégio, sendo puxado pela mão por um garoto familiar
pelos corredores, em direção a uma salinha. Na placa estava escrito "Sala de
Artes". A sala era banhada pela suave luz do sol que atravessava as janelas,
iluminando delicadamente o ambiente. No centro, uma cadeira de madeira e um
cavalete sustentavam um canvas, cuidadosamente coberto por um tecido vermelho.
Plumagens de cores mutáveis estavam espalhadas pelo chão. O garoto exibia um
sorriso de felicidade ao arrancar dramaticamente o véu escarlate do canvas,
revelando uma pintura de um jovem rapaz despencando em direção ao mar, rumo à sua
morte iminente. O garoto então indagou, com curiosidade na voz: "Hmm... e aí, o que
você achou, ______?"
...
Ele estava de mãos dadas com um homem alto, adentrando uma região remota que
raramente visitava, pois ficava muito distante de sua casa. Encontravam-se à beira
de um local elevado, envolto por nuvens, onde parecia que, ao ultrapassar a borda,
ele poderia simplesmente caminhar sobre as montanhas de algodão branco. A criança
adorava contemplar as nuvens abaixo e as estrelas acima. De repente, o homem soltou
um exclamação e apontou para algo em movimento no céu: uma estrela azulada,
cortando a escuridão da noite. O homem disse: "Olha, filho! Faça um desejo!" Antes
que a estrela mergulhasse no mar branco, o menino respondeu: "Eu gostaria de ter um
gatinho." O pai deu uma grande gargalhada e então disse: "Está bem, ____."
...
Ele estava na cozinha, ao lado de uma bela mulher com um véu vermelho que cobria
seu rosto. Um aroma delicioso pairava no ar, proveniente da comida que eles estavam
preparando juntos. O calor emanado do forno trazia conforto em meio ao frio da
estação, e o jovem sentia-se acolhido ao lado da mulher. Após a conclusão da
refeição, ele provou uma porção separada, apreciando o sabor suculento da carne,
seguido por um gole do suco de uvas que ele mesmo colhera. A dama sorriu e disse:
"Agora você entende como se faz, meu querido?"
...
Ele segurava a mão de um garoto familiar, enquanto exploravam uma vasta biblioteca
que abrigava incontáveis livros. Eles selecionavam seus favoritos e os entregavam
um ao outro. Carregando uma quantidade impressionante de livros, finalmente
chegaram a uma imponente mesa localizada no centro da biblioteca. Depositoram os
livros sobre ela e começaram a ler juntos. Navegavam por uma variedade de temas e
categorias, até escolherem o livro favorito do dia. Invariavelmente, o livro que
sempre conquistava o primeiro lugar era uma enciclopédia de Animais Fantásticos.
Embora essas criaturas não fossem reais, elas sempre encantavam os dois garotos.
Deslizavam os dedos pelas ilustrações das criaturas, mergulhando na leitura sobre
majestosos leões com asas, peixes de pernas, corujas brilhantes, aranhas gigantes,
corvos sábios, gatos mágicos, e até mesmo dragões e dinossauros. O livro era
verdadeiramente magnífico. Seu amigo, com entusiasmo, perguntou: "Você acha que um
dia eu serei capaz de pintar tão bem quanto o autor desse livro, _____?"
...
Ele estava em um estábulo, sua mão descansando sobre a testa de um cavalo, enquanto
a mão de seu pai descansava sobre a sua. Estava em meio a uma lição sobre o cuidado
de animais enfermos. Galã, um dos valiosos cavalos de um dos Guerreiros da Rainha,
era um dos muitos animais sob os cuidados de seu pai. Uma mancha estranha se
espalhava pelo corpo do animal, e apesar dos diversos medicamentos tentados para
ajudá-lo, nada parecia surtir efeito. Ao lado do menino, seu pai abriu a mão e
entregou-lhe uma pistola amarela. Em seguida, apontou para a testa do animal e
disse: "Faça como te ensinei, _____."
...
Ele estava em um quarto iluminado apenas pela chama trêmula de uma vela, deitado em
uma ampla cama, envolto por lençóis macios. Ao seu lado, um adorável gatinho branco
repousava sobre o colchão, enquanto do outro lado uma mulher de beleza singular
estava sentada, entoando uma suave canção de ninar. Seu rosto encontrava-se coberto
por um véu vermelho, mas sua aura de encanto era evidente. Em algum recanto de sua
mente, vozes familiares e os estampidos de tiros ecoavam distantes(Acertou o save
no dado). Erguendo levemente a cabeça, ele buscava identificar a origem dos sons,
porém, nada encontrava ao seu redor. Em meio a tudo isso, ele sentia a mão delicada
da mulher tocando seu rosto, acariciando suavemente sua cabeça, enquanto ela
perguntava com ternura: "Há algum problema, meu querido?". Envolvido por uma
sonolência profunda, ele mal conseguia articular palavras, ansiando apenas por
fechar os olhos e adormecer para sempre(Tirou erro no save do dado). A dama então
aproximava-se do rosto do menino, sua voz doce susurrando em seu ouvido: "Nunca
esqueça quem você realmente é". (Tirou 20 no save)
...
Certo dia, ele estava à procura de seu gato Utu, mas não conseguia encontrá-lo em
lugar algum. Desanimado, ele retorna para casa e entra em seu quarto, onde é
surpreendido ao encontrar o felino sentado no chão, de frente para a parede e de
costas para ele. Animado, o rapaz se aproxima do gato, mas fica petrificado quando
o animal se vira, revelando olhos vermelhos que parecem penetrar sua alma. Um
arrepio percorre sua espinha, paralisando-o no lugar. Subitamente, vozes ecoam ao
seu redor, e sua consciência se fragmenta, alternando entre várias cenas
desconhecidas, como se fossem vislumbres de eventos passados que ele nunca soube se
realmente ocorreram.
Imagens perturbadoras surgem em sua mente, desde visões de ser estrangulado pela
Rainha Vitória até vê-la incendiando crianças. Desesperado, ele corre pelas ruas da
cidade, avistando a figura da Rainha Vitória nos cantos de seus olhos, perseguindo-
o implacavelmente. Sussurros malignos se espalham, incutindo nele um profundo ódio
pela rainha. Quando se dá conta, está segurando uma lâmina no pescoço de Vitória,
prestes a selar seu destino ao lançar-se para fora do castelo em direção ao abismo.
Conforme mergulha nas brancas e gélidas nuvens, o som estridente de várias vozes o
alcança, castigando-o com a ira dos céus e da terra.
Durante sua queda vertiginosa, as palavras mais profanas são dirigidas a ele, sua
mente vazia, incapaz de formar pensamentos coerentes. À medida que se aproxima do
mar e sente o abraço mortal da morte iminente, todas as vozes se fundem em uma só,
proclamando:
"Pelo teu fracasso, tua identidade será roubada, tuas memórias se dissiparão, e nem
os laços mais profundos te recordarão. Serás um nome perdido no véu do
esquecimento, condenado a vagar nas sombras da solidão eterna."
Uma boca se abre no oceano e engole o jovem rapaz...
...Depois de um tempo deitado e imerso na escuridão, um ponto de luz lentamente
aparece. À medida que a luz se aproxima, o sono vai diminuindo. Nesse momento, ele
sente como se uma mão forte e quente agarrasse o tecido das roupas em seu peito,
levantando-o e colocando-o de pé. Ele abre os olhos, ainda totalmente desnorteado,
sua visão se acostumando lentamente com a claridade do local. Até que, diante dele,
enxerga um homem musculoso olhando incrédulo para ele. O homem, com voz grave,
exclama: "Que porra é ESSA?"