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Peças Internas
Início → Escudo → Peças Internas
As
regras (convenções) de sinais das “peças internas” (ou simplesmente “peças”) se confundem com
freqüência com a convenção das partições do escudo, até porque realmente algumas formas das
“peças” são (geometricamente falando) iguais às de algumas “partições”.
A diferença básica entre as elas é que em na convenção das partições as formas geométricas são
usadas apenas para identificar e localizar ( dentro do escudo ) as cores, os detalhes, as diversas
figuras, etc, enquanto que na convenção das peças internas as formas geométricas são usadas para
simbolizar uma honraria galgada pelo detentor do escudo.
Pala – Simboliza a lança do cavaleiro.
Faixa – Simboliza a armadura do cavaleiro e também o cinturão fixado na cintura
dele.
Banda – Simboliza a correia ou cinturão que é vista obliquamente sobre o cavaleiro,
do ombro em direção à cintura.
Barra ou Contrabanda – Também simboliza a correia que é vista obliquamente
sobre o cavaleiro, do ombro em direção à cintura, mas também simboliza a faixa das forças
armadas como um todo.
Outro significado para esta peça é o seu uso para tipificar uma “desonra“. Antigamente, para os
filhos ilegítimos (bastardos) se criou a expressão “nascidos do lado esquerdo”. Convencionou-se
que o filho bastardo também teria o direito de usar o brasão da família do seu pai, porém, com
uma peça de Barra (ou Contrabanda) sobreposta ao seu brasão. O uso desta regra para tipificar os
filhos bastardos não é de consenso geral e, em alguns países nem existem.
Cruz – Simboliza a espada do cavaleiro. Esta peça (honraria) era concedida àqueles
que regressavam do campo de batalha com o sangue dos inimigos na espada.
Aspa – Também chamado de Sautor, Cruz de Santo André, Cruz de Boronha ou
Borgonhona. Simboliza o estandarte do cavaleiro.
Cabria – Simboliza as botas e esporas do cavaleiro.
Bordura – Simboliza proteção, favor e recompensa. Esta peça (honraria) era
concedida àqueles que regressavam do campo de batalha com o sangue dos inimigos na roupa.
Perla – Para alguns heraldistas ela simbolizava a Santíssima Trindade; para outros
simbolizava as três devoções do cavaleiro: a sua dama, o seu Rei e o seu Deus.
Escusão – Quase sempre significava a concessão de um soberano à um súdito, o
direito de usar em público por meio de brasão, a comunicação dos desejos e pretensões do
brasonado na área amorosa.
Veja mais:
• Metais, Esmaltes e Peles
• Esmaltes (detalhes)
• Peles (detalhes)
• Partes do Escudo
• Partições do Escudo
• Peças Internas