Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Escola como foco de Aprendizagem
Estudante: Domingas Suzana Taimo; código, 708231426
Tutor: Ivone Luís Mateus Adão
Curso: Biologia
Disciplina: Praticas Pedagógicas
Ano de frequência: 1º Ano
Turma: A
Beira, Abril 2024
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Índice 0.5
Aspectos Introdução 0.5
Estrutura
organizacionais Discussão 0.5
Conclusão 0.5
Bibliografia 0.5
Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
Metodologia
adequada ao objecto 2.0
do trabalho
Articulação e
domínio do discurso
académico
2.0
Conteúdo (expressão escrita
cuidada, coerência /
coesão textual)
Análise e Revisão
discussão bibliográfica
nacional e
2.
internacionais
relevantes na área de
estudo
Exploração dos
2.0
dados
Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas
Normas APA 6ª Rigor e coerência
Referências edição em das
4.0
Bibliográficas citações e citações/referências
bibliografia bibliográficas
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Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor
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Índice
CAPITULO: INTRODUÇÃO .................................................................................................... 1
Introdução ................................................................................................................................... 1
1.1 Objetivo geral: ...................................................................................................................... 1
1.2 Objetivos específicos: ........................................................................................................... 1
1.3 Metodologia de Pesquisa ...................................................................................................... 1
Capitulo II: marco teórico........................................................................................................... 2
2.1 Escola como foco de Aprendizagem. ................................................................................... 2
2.2 Importância de práticas pedagógicas, ................................................................................... 3
2.3 O papel do professor e do aluno no processo de ensino/aprendizagem, .............................. 4
2.3.1 O professor e sua prática ................................................................................................... 6
2.4 Função da escola e o seu impacto na organização escolar, .................................................. 7
2.5 Elementos e características do currículo escolar .................................................................. 8
2.6 Funções didáticas e metodologias para aulas ativas e participativas.................................... 9
2.6.1 Principais funções didácticas ............................................................................................. 9
Conclusão ................................................................................................................................. 10
Bibliografias ............................................................................................................................. 11
iv
CAPITULO: INTRODUÇÃO
Introdução
Neste ponto, o trabalho vai fazer uma abordagem do tema Escola como foco de Aprendizagem.
Tomando em conta pontos essenciais nomeadamente: Conceito e importância de práticas
pedagógicas, O papel do professor e do aluno no processo de ensino/aprendizagem, Função da
escola e o seu impacto na organização escolar, Conceitos, elementos e características do
currículo escolar, segundo a perspectiva dos autores, Funções didáticas e metodologias para
aulas ativas e participativas. A escola tinha como significado, “discussão ou conferência”, mas
também “folga ou ócio”. Este último significado, no caso, seria um tempo ocioso onde era
possível ter uma conversa interessante e educativa. Hoje é uma instituição concebida para o
ensino de alunos sob a direção de professores. A maioria dos países tem sistemas formais
de educação, que geralmente são obrigatórios.
1.1 Objetivo geral:
Conhecer a Escola como foco de Aprendizagem
1.2 Objetivos específicos:
Definir as práticas pedagógicas
Mencionar a importância de práticas pedagógicas,
Descrever O papel do professor e do aluno no processo de ensino/aprendizagem,
1.3 Metodologia de Pesquisa
Segundo Gil (2004) “metodologia são procedimentos a serem seguidos na realização da
pesquisa” (p.162). A metodologia usada para o alcance dos Objectivos mencionados é Pesquisa
Bibliográfica. A escolha desta metodologia proporciona a possibilidade daquilo que já foi
abordado por outros autores sobre essa temática.
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Capitulo II: marco teórico
2.1 Escola como foco de Aprendizagem.
Para entender o aluno de hoje e suas necessidades de aprendizagem, precisamos, antes de tudo,
olhar para o mundo em que ele vive, compreender a volatilidade do contexto atual, sem aquele
saudosismo que tenta salvaguardar a imagem de um passado supostamente ideal. Até porque
toda época tem suas bonanças e mazelas, com desafios e progressos. Pensemos em quantos
hábitos o professor, o aluno, o pai ou a mãe, tiveram que adaptar ao longo de sua jornada
profissional e pessoal nos últimos 5, 10, 20 ou 30 anos, no quanto os avanços da tecnologias os
fizeram aprender ou modificar algo em sua vida.
Para atender às demandas acadêmicas, sociais, afetivas e profissionais, é fundamental a abertura
do diálogo escolar com o desenvolvimento de competências, abrindo espaço para as habilidades
digitais e para o empreendedorismo na escola, por exemplo. E, da mesma forma que é
necessário aprender para acompanhar os avanços tecnológicos, é preciso aprender sobre a
evolução do processo educacional para se tornar capaz de praticar e avaliar as práticas
pedagógicas atuais (Silva, 2019).
Atualmente, sabemos que ensinar e aprender são processos distintos .O aluno é autor do seu
conhecimento, recebe informações do mundo externo, mas o processo de construção do
conhecimento é interno e envolve habilidades de identificação/localização, interpretação, de
correlação, análise, síntese. Além, é claro, da disponibilidade para aprender e das condições
emocionais, físicas/biológicas.
E aqui fazemos a distinção entre a “ensinagem” e a “aprendizagem”. Por muito tempo a escola
acreditou que o simples fato de ensinar um conteúdo gerava a aprendizagem, que se configura
nesse caso como a transmissão de conhecimento conceitual – daí vêm os termos como “passei
o conteúdo”, “dei aula o dia todo”, “exercícios de fixação” entre outros centrados no professor.
Boas escolas sustentam a aprendizagem das crianças em “saber fazer”, principalmente em
procedimentos. Um aluno que desenvolve autonomia intelectual, que aprendeu a aprender, sai
da escola e continua buscando conhecimento para resolver problemas. Um aluno que
desenvolve autonomia moral – pilar também fundamental para o desenvolvimento de
competências – resolve problemas mobilizando conhecimento, ética e empatia.
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2.2 Importância de práticas pedagógicas,
A prática docente e a atualização do ‘fazer docente’ Silva et al. (2018) descreve que o professor
qualificado assume a responsabilidade da formação contínua, atendendo às exigências da
profissão em demanda atualizada. Neste ínterim, os autores expressam que o professor precisa
estar disposto a renovar, mudar, alterar suas metodologias de ensino à medida que os processos
de ensino e aprendizagem carecem de tal atualização. Abarcando no contexto da sala de aula,
uma avaliação média da turma que foi mediada, precisa de uma atenção do docente para que
este conteúdo possa ser revisto, buscando, inclusive, um retorno da turma sobre as limitações
na aprendizagem ou tópicos que mais limitaram a compreensão.
Ao refletirmos sobre a função do professor na atualidade, deparamo-nos com a dificuldade de
combinar diferentes fatores que dizem respeito à formação humana. Há vários desafios, dentro
e fora da sala de aula, que dificultam o trabalho docente, além da constante transformação de
diversos campos da sociedade; por meio da tecnologia, as informações são disseminadas com
extrema rapidez e em grandes proporções. Em vários aspectos, esses desafios e transformações,
que também incluem valores e condutas, têm ocasionado a desvalorização do profissional da
educação pela sociedade (Souza et al., 2017, on-line).
Em um cenário onde os fundamentos e alicerces políticos e pedagógicos caminham juntos, a
Educação é transformada pela ação política, tal como, a política influencia no contexto escolar.
A Base Nacional Comum Curricular - BNCC, veio justamente para equalizar o ensino
brasileiro, garantindo os conhecimentos mínimos a serem trabalhados na Educação Básica
“Olhando para o contexto da prática pedagógica, para onde as reformas se dirigem, e falando
como alguém que atua nesse contexto, é possível afirmar que existem estratégias variadas por
parte dos curriculistas, dos representantes dos órgãos centrais e dos governantes, representantes
e proponentes de políticas públicas, no sentido de envolver os docentes no processo de
concepção, implantação e implementação das propostas”, e sofrem influências políticos-
ideológicos no processo de execução do ensino, aprendizagem e alocação de recursos. (Cruz,
2007, p. 194)
Para O autor descreve a relação entre a proposta curricular da escola e a execução da prática na
realidade escolar. Além disso, o papel do professor no exercício das práticas pedagógicas atua
também na mediação da cultura. O conceito de mediação da cultura é atrelado com a
necessidade de realizar a conexão entre o conhecimento com a realidade. Utilizar um contexto
local/regional para problematizar e sistematizar uma aula, descentraliza o fator abstrato de
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muitos conceitos e conteúdos. Trabalhar em sala de aula a importância da preservação da água,
conscientização sobre o uso adequado é uma das missões dos professores, entretanto, levar os
alunos até a estação de tratamento como estratégia didático-pedagógica pode ser muito mais
interessante.
A prática pedagógica desenvolvida pela escola está amplamente associada a práticas sociais.
Os professores precisam compreender o significado social das decisões na sua prática
pedagógica, pois estas definem as relações entre os elementos que a integram. Do contrário, se
tornarão vítimas de modismos e de linguagens sem significados teóricos para fundamentar sua
ação. A escola, por meio do trabalho pedagógico, organiza relações localizadas entre as
finalidades específicas de educação formal e as finalidades sociais para a formação humana
(Farias, 2019, p. 31).
A didática constitui a maneira, ou o método em que o conhecimento é mediado pelo professor,
logo, quando o currículo é bem planejado, o professor utiliza diversos recursos, articula os
conteúdos de forma clara, com a participação ativa dos estudantes neste processo, o
conhecimento torna-se significativo. “a didática deve estar submetida às finalidades do ensino,
dando apoio aos instrumentos e às atividades” (Farias, 2019, p. 1). Neste sentido, a prática
pedagógica, com seu modal teórico, oferece ao docente uma qualificação de saberes a serem
desenvolvidos diante das atividades escolares, e reflexão sobre o espaço escolar e a realidade
social presente, que varia muito diante das desigualdades sociais e econômicas.
2.3 O papel do professor e do aluno no processo de ensino/aprendizagem,
O objetivo principal deste texto é explanar a necessidade efetiva do profissional da educação
de tornar o processo de entendimento do aluno algo sucinto num sentido essencial e enraizado
na definição de fixo ou permanente, pois os dois estão de forma indissociável ligados, levando
em consideração e respeitando a realidade do aluno, suas experiências e o meio transformador
sempre em constante mudança que vivemos.
A contemporaneidade das práticas metodológicas que são constantemente revisadas e
reestruturadas positivamente exige do professor cada vez mais rebolado e criatividade para
desenvolver seu papel de educador na sociedade.
A cada dia, os meios para desenvolver sua finalidade estão sendo expandidos, devido ao fato
do desenvolvimento e o uso em sala de novas tecnologias ou adição de elementos pertinentes
ao mundo em que está inserido o aluno.
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Segundo Libâneo (1998, p.29) afirma que o educador não tem somente a função de depositar
conhecimento; ele deve se envolver no universo dos educandos para poder pinçar temas que
fazem parte dos seus saberes, para então situar novos assuntos no grupo de informações que já
estavam preestabelecidas.
Ainda segundo Libâneo, há práticas pedagógicas nos jornais, nas rádios, na produção de
material informativo como livros didáticos, guias de turismo, mapas, vídeos, revistas, jogos,
brinquedos e nos museus e bibliotecas. Tudo isso faz parte das criações do mundo moderno,
dos saberes de quem pretende ensinar e deve ser levado em conta, como uma base de partida
para outros tópicos.
Ensinar não é apenas a prática de repetir, repassar ou revisar conteúdos — a forma como se dão
essas três ações tem sempre que ser renovada por meio de criatividade com o uso de elementos
novos e que inclinem o aluno a pensamentos críticos.
De acordo com Cury (2003, p.127) afirma que: A exposição interrogada gera a dúvida, a dúvida
gera o estresse positivo e este estresse abre as janelas da inteligência. Assim formamos
pensadores e não repetidores de informações.
Na própria LDB, mais precisamente no artigo 13 mencionado nos PCNs (Ensino Médio, p.42),
o professor não tem apenas o papel de transmissor de informação.
Com um título “Da Organização da Educação Nacional”, as funções são:
Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
Elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do
estabelecimento de ensino;
Zelar pela aprendizagem dos alunos;
estabelecer estratégias de recuperação dos alunos de menor rendimento;
Ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente
dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade.
Nota-se que é preciso elaborar uma proposta pedagógica, ter um objetivo e visualizar como
formará o seu aluno.
Portanto, as afirmações de que o docente é a alma da escola e responsável pela difusão de
pensamento crítico em seus discentes, no instante em que ele perpetua a associação de
conteúdos e gera uma compreensão mais elaborada de assuntos básicos ou incita outros
derivados, ele está imortalizando um instinto de pesquisa que perdurará.
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Mesmo que ele não disponha de recursos, a criatividade e a vontade de mostrar a beleza e o
poder da força das ideias para seus alunos se encarregará do que for preciso para que a
metodologia tenha êxito
Tecnologia ajudando estudantes e professores a aproveitarem melhor seu tempo na escola
Professores utilizando seu conhecimento para potencializar o aprendizado dos alunos.
Apesar de nem sempre esta ser a realidade em todas escolas, sem dúvida nenhuma é um
panorama no qual a maioria dos educadores se inspira quando imagina um futuro melhor.
Muita coisa teve que mudar – e muita coisa ainda está mudando! – para que tal cenário pudesse
se tornar uma realidade.
Nas metodologias tradicionais, alunos são subordinados e os professores são mestres absolutos.
As aulas são ‘estáticas’, no giz e no quadro negro, e seguem um modelo linear: o conhecimento
vai do professor para o aluno – e isso é tudo.
Ao longo das últimas décadas, tal lógica mudou radicalmente. Frente a frente, os modelos
tradicionais e modelos ativos de ensino deixam explícitas algumas diferenças claras.
Talvez uma das mais importantes seja, de fato, o papel do professor no processo de ensino.
2.3.1 O professor e sua prática
Muitos professores que atuam nas escolas não se dão conta da importante dimensão que tem o
seu papel na vida dos alunos. Nesse sentido, um dos aspectos que se quer ressaltar neste artigo
é a importância da formação do professor e da compreensão que ele deve ter em relação a esse
assunto. Pois, não há como acontecer na escola uma educação adequada às necessidades dos
alunos sem contar com o comprometimento ativo do professor no processo educativo.
Entretanto, ao aproximar-se da figura de alguns professores, percebe-se que muitos, baseados
no senso comum, acreditam que ser professor é apropriar-se de um conteúdo e apresentá-lo aos
alunos em sala de aula.
Segundo Pimenta (2002), faz-se necessário compreender com mais profundidade o conceito de
professor reflexivo, pois o que parece estar ocorrendo é que o termo tornou-se mais uma
expressão da moda, do que uma meta de transformação propriamente dita.
Para Libâneo (1998), é fundamental perguntar: que tipo de reflexão o professor precisa para
alterar sua prática, pois para ele A reflexão sobre a prática não resolve tudo, a experiência
refletida não resolve tudo. São necessárias estratégias, procedimentos, modos de fazer, além de
uma sólida cultura geral, que ajudam a melhor realizar o trabalho e melhorar a capacidade
reflexiva sobre o que e como mudar, p. 76.
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O processo de interação e de mediação na relação professor-aluno Em todo processo de
aprendizagem humana, a interação social e a mediação do outro tem fundamental importância.
Na escola, pode-se dizer que a interação professor-aluno é imprescindível para que ocorra o
sucesso no processo ensino aprendizagem. Por essa razão, justifica-se a existência de tantos
trabalhos e pesquisas na área da educação dentro dessa temática, os quais procuram destacar a
interação social e o papel do professor mediador, como requisitos básicos para qualquer prática
educativa eficiente, (Freire, 2005, p. 91).
2.4 Função da escola e o seu impacto na organização escolar,
Papel da escola é socializar o conhecimento seu dever é atuar na formação moral dos alunos, é
essa soma de esforço que promove o pleno desenvolvimento o individuo como cidadão. A
escola é o lugar onde a criança deverá encontrar os meios de se prepara para realizar seus
projetos de vida, a qualidade de ensino é, portanto, condição necessária tanto na sua formação
intelectual quanto moral, sem formação de qualidade a criança poderá ver seus projetos
frustrados no futuro.
Os professores e toda a comunidade escolar, a forma de avaliação são transmissores de normas
e valores que norteiam e preparam o individuo para viver coletividade. Assim, é importante que
as questões de vida em sociedade faça parte, com clareza, da organização curricular, levando a
ética ao centro de reflexão e do exercício da cidadania.
A convivência deve ser organizada de modo que os conceitos como justiça, respeito e
solidariedade que sejam compreendidos, assimilados e vividos, com esse proposto à escola se
desafiam a instalar uma atitude crítica, que levará o aluno a identificar possibilidades de
reconhecer seus limites nas ações e nos relacionamentos a partir dos valores que os orientam.
Formar uma escola democrática que esta sempre atenta à qualidade do relacionamento entre
seus alunos, professores, pais e dirigentes, já que já praticam, as relações sociais são os
melhores mestres em questão e moralidade. Professor a cooperação o diálogo reforçam o
respeito mútuo, tão determinante para o convívio democrático, então educador o seu desafio é,
então esta alerta para o conhecimento e as informações que possam orientar os princípios da
construção da cidadania na escola.
Fazer com que o aluno perceba que há coerência entre esses valores e o que ele espera da vida,
então não há duvida, ele se tornará uma pessoa que se auto- espeito, pelo simples fato de
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respeitar esses valores. O papel da escola é justamente esse: fazer compreensível o significado
dos conceitos das normas e valores, se esforçar para torna-los visíveis, assimilar os valores no
seu comportamento ao conscientizá-los na sua relação com os outros alunos afirmando sua
autonomia, estabelecer limites ao exercícios da liberdade, contribuir para uma convivência
democrática. Desta forma, a escola deve preocupar-se, possibilitando condições para que a
sociedade que a abriga ingresse em seu meio, assumindo assim seu compromisso como local
de transmissão de saber e construção do conhecimento o papel da escola neste mundo que se
transforma, deve estar equilibrado entre uma função sistêmica de preparar cidadãos tanto para
desenvolver suas qualidades como para a vida em sociedade.
2.5 Elementos e características do currículo escolar
Currículo é uma construção social do conhecimento, pressupondo a sistematização
dos meios para que esta construção se efetive; a transmissão dos conhecimentos
historicamente produzidos e as formas de assimilá-los, portanto, produção,
transmissão e assimilação são processos que compõem uma metodologia de
construção coletiva do conhecimento escolar, ou seja, o currículo propriamente
dito.” (Veiga, 2002, p.7)
Assim, isso implica que essa organização – feita principalmente no projeto-político-pedagógico
de cada escola – deve levar em conta alguns princípios básicos da sua construção. Entre eles o
fato de, como já dito, o processo de desenvolvimento do currículo ter sido cultural e,
portanto, não neutro. Sempre visa privilegiar determinada cultura e, por isso, há a necessidade
de uma criteriosa análise e reflexão, por parte dos sujeitos em interação, no caso as autoridades
escolares e os docentes com o mesmo objetivo, baseando-se em referenciais teóricos.
O currículo não é estático, pelo contrário, ele foi e continua sendo construído. A reflexão sobre
isso é importante, porque, conforme Veiga (2002, p. 7) afirma, “a análise e a compreensão do
processo de produção do conhecimento escolar ampliam a compreensão sobre as questões
curriculares”.
Hoje em dia, a organização do currículo escolar se dá de forma fragmentada e hierárquica, ou
seja, cada disciplina é ensinada separadamente e as que são consideradas de maior importância
em detrimento de outras recebem mais tempo para serem explanadas no contexto escolar.
Vários autores apontam para a possibilidade de o currículo não ser organizado baseando-se em
conteúdos isolados, pois vivemos em um mundo complexo, que não pode ser completamente
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explicado por um único ângulo, mas a partir de uma visão multifacetada, construída pelas visões
das diversas áreas do conhecimento. A organização do currículo deve procurar viabilizar uma
maior interdisciplinaridade, contextualização e transdisciplinaridade; assegurando a livre
comunicação entre todas as áreas
2.6 Funções didáticas e metodologias para aulas ativas e participativas
Funções didácticas são etapas que ocorrem no processo de ensino aprendizagem. Estas funções
estão estruturadas e sistematizadas.
As funções didácticas são orientações para o professor dirigir o processo completo de
aprendizagem e de aquisição de diferentes qualidades.
Cada fase ou passo da aula corresponde a uma só função didáctica dominante, embora nesta
mesma fase se regista o envolvimento das restantes, com o fim elas assegurarem a eficiência da
assimilação da matéria. Cada função didáctica, como momento ou passo da aula que reflecte as
regularidades do processo de ensino aprendizagem, é proposto o tempo da sua duração,
conteúdo, método dominante, conjuntos de meios e formas de ensino a utilizar inclusive as
actividades concretas dos alunos (Pilleti 1991 citado por Cruz, 2007).
2.6.1 Principais funções didácticas
As principais funções didácticas são: Introdução e Motivação, Mediação e Assimilação,
Domínio e Consolidação e Controle e Avaliação.
As funções didácticas tem uma ligação entre si e se realizam isoladamente, sobrepondo-se umas
das outras durante as diferentes etapas do PEA e que geralmente uma função didáctica abre o
caminho para efectivação da outra e que o sucesso de uma possibilita o sucesso da outra,
assumindo-se como uma unidade, no sentido de totalidade e não de soma e tal totalidade reflecte
as relações especificas de cada função didáctica com a outra de maneira recíproca. A figura
abaixo, demonstra tal reciprocidade entre as funções.
O modelo mais conhecido e praticado nas instituições de ensino é aquele em que o aluno
acompanha a matéria lecionada pelo professor por meio de aulas expositivas, com aplicação de
avaliações e trabalhos. Esse método é conhecido como passivo, pois o docente é o protagonista
da educação.
Na metodologia ativa, o aluno é personagem principal e o maior responsável pelo processo de
aprendizado. O objetivo desse modelo de ensino é incentivar que a comunidade acadêmica
desenvolva a capacidade de absorção de conteúdos de maneira autônoma e participativa.
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Conclusão
Neste trabalho de pesquisa conclui-se que Aprendizagem é o processo pelo qual
as competências, habilidades, conhecimentos, comportamento ou valores são adquiridos ou
modificados, como resultado de estudo, experiência, formação, raciocínio e observação. Este
processo pode ser analisado a partir de diferentes perspetivas, de forma que há diferentes teorias
de aprendizagem. Aprendizagem é uma das funções mentais mais importantes em humanos e
animais e também pode ser aplicada a sistemas artificiais. O professor qualificado assume a
responsabilidade da formação contínua, atendendo às exigências da profissão em demanda
atualizada. Neste ínterim, os autores expressam que o professor precisa estar disposto a renovar,
mudar, alterar suas metodologias de ensino à medida que os processos de ensino e
aprendizagem carecem de tal atualização. Abarcando no contexto da sala de aula, uma avaliação
média da turma que foi mediada, precisa de uma atenção do docente para que este conteúdo
possa ser revisto, buscando, inclusive, um retorno da turma sobre as limitações na aprendizagem
ou tópicos que mais limitaram a compreensão. Papel da escola é socializar o conhecimento seu
dever é atuar na formação moral dos alunos, é essa soma de esforço que promove o pleno
desenvolvimento o individuo como cidadão. A escola é o lugar onde a criança deverá encontrar
os meios de se prepara para realizar seus projetos de vida, a qualidade de ensino é, portanto,
condição necessária tanto na sua formação intelectual quanto moral, sem formação de qualidade
a criança poderá ver seus projetos frustrados no futuro.
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Bibliografias
Libâneo, J. C. (1998), Adeus professor, adeus professora: novas exigências educacionais e
profissão docente. São Paulo: Cortez,
Cury, A. J. (2003), Pais brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante,
Pimenta, S. G. (2005), (Org.) Professor Reflexivo no Brasil. 3 ed. São Paulo: Cortez,.
Freire, P. (1989), Educação como prática da liberdade. 19 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
Cruz, G. B. (2007). A prática docente no contexto da sala de aula frente às reformas curriculares.
Educar em revista, (29), 191-205.
Silva, M. B. (2019). Fundamentos teórico-metodológicos da pedagogia histórico-crítica: uma
relação necessária entre história e filosofia. Educar em Revista, 35(76),199-218.
Souza, D. G., Miranda, J. C., Gonzaga, G, R., & Souza, F. S. (2017). Desafios da prática
docente. Revista Educação Pública,
[Link]
Farias, J. P. (2019). A didática e a prática escolar: abordagens e objeto. Trabalho de Conclusão
de Curso - Campus Universitário de Abaetetuba, Faculdade de Educação e Ciências
Sociais. Universidade Federal do Pará. 42f.
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