Simulado AV
Teste seu conhecimento acumulado
Disc.: DIREITO PROCESSUAL PENAL E ORG. JUDC. E POLICIAL
Aluno(a): PAULO SÉRGIO DA CRUZ SILVA 202001317601
Acertos: 10,0 de 10,0 14/09/2021
1a
Questão Acerto: 1,0 / 1,0
Em relação aos procedimentos no âmbito do processo penal, assinale a alternativa correta:
O Art. 61 da Lei 9.099/95 não considera as contravenções penais delito de menor potencial ofensivo.
O procedimento sumaríssimo se destina às infrações penais de menor potencial ofensivo, que, em
regra, são aquelas cuja pena máxima abstrata não excede dois anos, além das contravenções penais,
seguindo os ditames da Lei Nº 9.099/1995.
Afirma-se que o procedimento dos crimes afeitos ao Tribunal do Júri é bifásico, contando com uma fase
em que se procede ao sumário da culpa e outra na qual se dará o juízo de mérito, mas não se pode
dizer que é um procedimento especial, não encontrando amparo no Código de Processo Penal.
No procedimento comum sumário, é possível o requerimento de diligências em sede de audiência de
instrução e julgamento, de acordo com o Código de Processo Penal.
Pode-se afirmar que, pelo Código de Processo Penal, a definição da categoria do rito comum não terá
como parâmetro a pena máxima cominada abstratamente ao crime.
Respondido em 14/09/2021 21:35:25
Explicação:
O procedimento sumaríssimo se destina às infrações penais de menor potencial ofensivo, que, em regra, são
aquelas cuja pena máxima abstrata não excede dois anos, além das contravenções penais, seguindo os ditames
da Lei Nº 9.099/1995.
Art. 61 da Lei 9.099/95 dispõe: ¿Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos
desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a dois anos,
cumulada ou não com multa¿.
2a
Questão Acerto: 1,0 / 1,0
Assinale a alternativa que apresenta uma descrição correta do inquérito policial:
É presidido pelo delegado de polícia, no âmbito da Polícia Civil, e pelo delegado federal, no
âmbito da Polícia Federal.
No ordenamento jurídico brasileiro, não há outra forma de investigação criminal que não seja
o inquérito policial.
É o único procedimento administrativo e judiciário com previsão legal, conforme a doutrina
tradicional.
É um instrumento de investigação final para definir a penalidade do fato criminoso.
É um procedimento administrativo que não é presidido pelo delegado de polícia.
Respondido em 14/09/2021 21:36:43
Explicação:
É presidido pelo delegado de polícia, no âmbito da Polícia Civil, e pelo delegado federal, no
âmbito da Polícia Federal.
Conforme o Art. 4º do CPP, cabe ao delegado de polícia e ao delegado federal, ambos em seu
âmbito, liderar o inquérito policial. Entretanto, a lei pode limitar essa atuação de acordo com
o assunto ou a localização.
3a
Questão Acerto: 1,0 / 1,0
Flávio, motorista de táxi, dirigia seu auto por via estreita, que impedia ultrapassagem de autos. Túlio,
septuagenário, seguia com seu veículo à frente do de Flávio, em baixíssima velocidade, causando enorme
congestionamento na via. Quando Túlio parou em semáforo, Flávio desceu de seu táxi e passou a desferir
chutes e socos contra a lataria do auto de Túlio, danificando-a. Policiais se acercaram do local e detiveram
Flávio, que foi conduzido à delegacia de polícia. Lá, o delegado entendeu que o crime era de dano, com pena
de detenção de um a seis meses ou multa. Iniciou a lavratura do termo circunstanciado, previsto na Lei Nº
9.099/95. Ao finalizá-lo, entregou a Flávio para que assinasse o termo de comparecimento ao Juizado Especial
Criminal, o que foi por ele recusado.
Indique o procedimento a ser adotado:
O termo circunstanciado deve ser remetido ao juízo, mesmo que Flávio não tenha assinado, para que o
Magistrado, ouvido o Ministério Público, tome as providências que julgar cabíveis, podendo até
decretar eventual prisão temporária.
Registrar apenas em boletim de ocorrência para futuras providências.
Considerando que ocorrera prisão em flagrante, ante a não assinatura do termo de comparecimento ao
Jecrim, deve o delegado de polícia lavrar auto de prisão em flagrante, fixando fiança.
Na prisão em flagrante, se o infrator não assinar o termo circunstanciado, o delegado de polícia fica
impedido de lavrar o auto de prisão em flagrante.
Deve o delegado lavrar o auto de prisão em flagrante e permitir que Flávio se livre solto.
Respondido em 14/09/2021 21:50:40
Explicação:
Considerando que ocorrera prisão em flagrante, ante a não assinatura do termo de comparecimento ao Jecrim,
deve o delegado de polícia lavrar auto de prisão em flagrante, fixando fiança.
Praticada uma infração penal de menor potencial ofensivo, caso o infrator seja preso em flagrante, deverá ser
conduzido à delegacia de polícia do local do fato, a fim de que o delegado lavre o termo circunstanciado e o
infrator o assine. No entanto, caso se recuse a assinar, o delegado de polícia está autorizado a lavrar o auto de
prisão em flagrante, conforme interpretação a contrario sensu do Art. 69, parágrafo único da Lei 9.099/95.
4a
Questão Acerto: 1,0 / 1,0
(MPE-GO 2019 MPE-GO Promotor de Justiça Substituto adaptada). Assinale a alternativa incorreta acerca da
Ação Penal.
Em relação à representação, vigora o princípio da oportunidade da instauração do processo penal.
Considerando que o artigo 104 do Código Penal trata apenas da renúncia do direito de queixa, em
regra não cabe a renúncia do direito de representação. Todavia, há exceção na Lei dos Juizados
Especiais Criminais.
O direito de representação poderá ser exercido, pessoalmente ou por procurador com poderes
especiais, mediante declaração, escrita ou oral, feita ao juiz, ao órgão do Ministério Público, ou à
autoridade policial. A representação feita oralmente ou por escrito, sem assinatura devidamente
autenticada do ofendido, de seu representante legal ou procurador, será reduzida a termo, perante o
juiz ou autoridade policial, presente o órgão do Ministério Público, quando a este houver sido dirigida.
A ação penal deve vir acompanhada de justa causa, que é o lastro probatório mínimo de que houve a
prática de um crime. Em determinados crimes, por exemplo, como na lavagem de dinheiro e na
receptação, é preciso que se demonstre uma justa causa duplicada.
O prazo para oferecimento da denúncia, estando o réu preso, será de 5 dias, contado da data em que
o órgão do Ministério Público receber os autos do inquérito policial, e de 15 dias, se o réu estiver solto
ou afiançado. Quando o Ministério Público dispensar o inquérito policial, o prazo para o oferecimento
da denúncia contar-se-á da data em que tiver recebido as peças de informações ou a representação.
Feita a representação contra um dos autores do fato delituoso, ela é estendida aos demais autores.
Assim, caso a vítima ou seu representante legal trate na representação de apenas um dos autores da
infração penal, o Ministério Público poderá ajuizar denúncia contra os coautores, caso presentes os
requisitos legais. Trata-se de eficácia transpessoal da representação.
Respondido em 14/09/2021 21:50:07
Explicação:
Feita a representação contra um dos autores do fato delituoso, ela é estendida aos demais autores. Assim, caso
a vítima ou seu representante legal trate na representação de apenas um dos autores da infração penal, o
Ministério Público poderá ajuizar denúncia contra os coautores, caso presentes os requisitos legais. Trata-se de
eficácia transpessoal da representação.
O erro da alternativa consiste em dizer que o fenômeno processual retratado se denomina eficácia transpessoal
da representação. Trata-se de situação de eficácia objetiva da representação. Segundo o STJ, ¿A eficácia
objetiva da representação, interligada ao princípio da indivisibilidade que vige na ação penal pública, confere ao
MP a possibilidade de atuar prontamente contra todos os envolvidos, ainda que a representação não tenha
abrangido todos os autores da infração. Logo, admissível o aditamento à denúncia pelo Parquet para fins de
inclusão de corréu não constante da representação do ofendido¿.
5a
Questão Acerto: 1,0 / 1,0
(FGV - 2018 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXVII - Primeira Fase - adaptada) Após ser instaurado inquérito
policial para apurar a prática de um crime de lesão corporal culposa praticada na direção de veículo automotor (Art.
303 da Lei nº 9.503/97 - pena: detenção de seis meses a dois anos), foi identificado que o autor dos fatos seria
Carlos, que, em sua Folha de Antecedentes Criminais, possuía três anotações referentes a condenações, com
trânsito em julgado, pela prática da mesma infração penal, todas aptas a configurar reincidência quando da prática
do delito ora investigado.
Encaminhados os autos ao Ministério Público, foi oferecida denúncia em face de Carlos pelo crime antes investigado;
diante da reincidência específica do denunciado civilmente identificado, foi requerida a decretação da prisão
preventiva. Recebidos os autos, o juiz competente decretou a prisão preventiva, reiterando a reincidência de Carlos
e destacando que essa circunstância faria com que todos os requisitos legais estivessem preenchidos.
Ao ser intimado da decisão, o(a) advogado(a) de Carlos deverá requerer:
O relaxamento da prisão dele, tendo em vista que a prisão, ainda que legal, é desnecessária.
A revogação da prisão dele, tendo em vista que, ainda que legal, é desnecessária.
O relaxamento da prisão dele, pois ela é ilegal e arbitrária.
Liberdade provisória dele, com argumento baseado na ilegalidade da prisão.
A liberdade provisória dele, ainda que com aplicação das medidas cautelares alternativas.
Respondido em 14/09/2021 21:43:35
Explicação:
O caso em análise trata-se de um crime culposo e, portanto, fora do rol dos requisitos para a prisão
preventiva, prevista no art. 313 e 312 do CPP. Portanto, a decretação da prisão preventiva em um crime
culposo, é uma medida ilegal e arbitrária, devendo ter sido aplicadas medidas cautelares diversas da
prisão, como a fiança e a suspensão do direito de dirigir, por exemplo.
6a
Questão Acerto: 1,0 / 1,0
(Cespe - 2019 - TJ-AM - Analista Judiciário ¿ adaptada) Lúcio é investigado pela prática de latrocínio. Durante
a investigação, apurou-se a participação de Carlos no crime, tendo sido decretada de ofício a sua prisão
temporária. A partir dessa situação hipotética e do que dispõe a legislação:
Carlos poderá impetrar habeas corpus em seu próprio benefício, desde que tenha autorização do
Ministério Público.
Carlos poderá impetrar habeas corpus, desde que seja advogado.
Carlos poderá impetrar habeas corpus em seu próprio benefício, ainda que não seja advogado.
Não cabe a impetração de habeas corpus.
Somente um advogado, inscrito nos quadros da OAB, poderá impetrar habeas corpus em favor de outrem.
Respondido em 14/09/2021 21:44:42
Explicação:
O habeas corpus poderá ser impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, bem como pelo
Ministério Público, de acordo com o art. 654 do CPP.
7a
Questão Acerto: 1,0 / 1,0
(FCC - TRF 4ª 2007 - FCC - Analista Judiciário) Dentre os auxiliares da justiça no processo penal, inclui-se o:
perito.
assistente do Ministério Público.
Promotor de Justiça.
Juiz.
advogado do réu.
Respondido em 14/09/2021 21:45:36
Explicação:
O art. 149 do CPC traz um rol de auxiliares do juízo que são aplicáveis ao Processo Penal também, como o
oficial de justiça, o perito, o intérprete, entre outros.
8a
Questão Acerto: 1,0 / 1,0
(MPE-PR - 2019 - MPE-PR - Promotor substituto) Sobre o inquérito policial, controle externo da atividade
policial e poder investigatório do Ministério Público, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa
incorreta:
O membro do Ministério Público pode encaminhar peças de informação em seu poder diretamente ao
Juizado Especial Criminal, caso a infração seja de menor potencial ofensivo.
O inquérito policial pode ser instaurado de ofício, por requisição do Ministério Público e a requerimento do
ofendido em casos de crime de ação penal pública incondicionada.
No inquérito policial, a autoridade policial assegurará o sigilo necessário à elucidação do fato ou
exigido pelo interesse da sociedade e, no procedimento investigatório criminal, os atos e peças, em
regra, são públicos.
O membro do - Parquet-, com atuação na área de investigação criminal, pode avocar a presidência do
inquérito policial, em sede de controle difuso da atividade policial.
No exercício do controle externo da atividade policial, o membro do ¿Parquet¿, pode requisitar
informações, a serem prestadas pela autoridade, acerca de inquérito policial não concluído no prazo
legal, bem assim requisitar sua imediata remessa ao Ministério Público ou Poder Judiciário, no estado
em que se encontre.
Respondido em 14/09/2021 21:51:57
Explicação:
Conforme Art. 2º, § 6º, Lei 12.380 c/c Art. 4º do CPP. A função de avocar o inquérito policial é privativa do
delegado de polícia, pois, a polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas
respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria.
9a
Questão Acerto: 1,0 / 1,0
(FGV - 2015 - DPE/RO - TÉCNICO ADMINISTRATIVO)
Uma das partes fundamentais da ação penal é o réu, aquele que figura no polo passivo do processo, na condição de
suposto autor do fato. Sobre a figura do acusado e de seu defensor, é correto afirmar que:
Não existem causas de impedimento aplicáveis aos defensores.
A ampla defesa é um direito do réu, de modo que pode ele optar por não ser assistido por patrono
particular ou defensor público, ainda que não seja ele próprio advogado.
Caso o advogado particular não tenha mais interesse em patrocinar o réu, será ele assistido pela
defensoria, independentemente de ter interesse em indicar novo patrono.
Em virtude do direito ao silêncio, o réu pode se recusar a responder às perguntas do Ministério Público
sobre os fatos, mas não as do magistrado.
Mesmo o réu revel tem o direito de ser patrocinado pela Defensoria Pública, caso não constitua
advogado.
Respondido em 14/09/2021 21:48:00
Explicação:
O direito ao silêncio possibilita ao réu permanecer em silêncio para qualquer pergunta (seja do MP ou do
magistrado). À sua defesa, é indispensável que seja feita por profissional habilitado para tal, seja defensor
público ou advogado (Artigos 261 e 263 do CPP). Esse defensor não pode ser parente do juiz, senão é
uma marca de impedimento no processo (Artigo 267 do CPP).
10a
Questão Acerto: 1,0 / 1,0
São atributos do Poder de Polícia:
discricionariedade, dependência e coercibilidade
discricionariedade, autoexecutoriedade e coercibilidade.
hierarquia, a disciplina e a legalidade.
democraticidade, autoexecutoriedade e coercibilidade.
a imperatividade, a delegabilidade e a imprescritibilidade;
Respondido em 14/09/2021 21:48:54
Explicação:
Os três atributos são: discricionariedade, autoexecutoriedade e coercibilidade. A discricionariedade, em
regra, ocorre quando há liberdade de atuação; A autoexecutoriedade é a possibilidade de utilizar meios
diretos de execução independentemente de ordem judicial e coercibilidade que permite o emprego de
força, de forma moderada e adequada para cumprir determinado ato.