PLANEJAMENTO DA
CONTINUIDADE DOS NEGÓCIOS
Professor André Campos
Mantenha-se informado
Livro: Sistemas de Segurança da Informação – Controlando os riscos
Editora Visual Books.
Autor André Campos
Site: [Link]
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Planejamento da continuidade
dos negócios
é Campos
Pós-graduação da Universidade Estácio de Sá
Auditoria em Tecnologia da Informação
André
Professor Andr
Elaborado pelo professor André Campos
Uma visão mais ampla sobre segurança da informação
poderá ser obtida no livro “Sistema de Segurança da
Informação – Controlando os riscos”, de André
Campos, Editora Visual Books.
PCN – O que é isso?
O objetivo do Planejamento da
Continuidade dos Negócios, ou PCN, é
garantir que os sistemas críticos para o
é Campos
negócio sejam retornados a sua condição
operacional normal em um prazo aceitável, nos
casos em que ocorra um incidente de
André
Professor Andr
segurança da informação.
A elaboração de um plano de continuidade de
negócios envolve a preparação, teste, e
manutenção de ações específicas para proteger
os processos críticos da organização.
Professor André Campos 1
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PCN – O que é isso?
Há uma diferença fundamental entre a Gestão
de Riscos, e o Planejamento de Continuidade
de Negócios.
é Campos
No primeiro caso há uma preocupação
específica em evitar ou minimizar o risco da
André
Professor Andr
ocorrência de um incidente de segurança da
informação.
No segundo, o incidente já aconteceu. O
objetivo passa a ser minimizar os prejuízos
decorrentes deste incidente.
PCN – Um pequeno glossário
Inicialmente, é importante entender
alguns conceitos fundamentais.
André
Professor Andr é Campos
Professor André Campos 2
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PCN – Um pequeno glossário
Serviço de informação
Sistema que permita o processamento de
é Campos
dados, incluindo o hardware, o software,
o ambiente e as pessoas essenciais a
este processamento.
André
Professor Andr
PCN – Um pequeno glossário
Função crítica do negócio
São as funções, ou atividades, do
é Campos
negócio mais relevantes para que os
objetivos e metas do negócio sejam
atingidos, para que seus bens tangíveis e
André
Professor Andr
intangíveis sejam preservados, e para
que a organização mantenha-se de
acordo com as leis e regulamentações
que a ela se apliquem.
Professor André Campos 3
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PCN – Um pequeno glossário
Sistema crítico
O hardware e o software necessários
é Campos
para garantir a viabilidade de um unidade
de negócio, ou da própria organização,
durante uma interrupção dos serviços de
André
Professor Andr
informação.
Um sistema crítico é um serviço de
informação considerado essencial para
uma função crítica do negócio.
PCN – Um pequeno glossário
Gestão da continuidade
A gestão da continuidade é um processo
é Campos
dentro da organização, que está
preocupado em avaliar constantemente
as funções críticas do negócio, os
André
Professor Andr
sistemas essenciais a estas funções,
construindo os planos de continuidade.
Além disso, a gestão da continuidade
elabora planos de recuperação e elabora
programas de treinamento, teste e
manutenção do plano de continuidade.
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PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PCN – Um pequeno glossário
Plano de continuidade de negócio
Um documento descrevendo como a
é Campos
organização responde a um evento para
garantir que as funções críticas de
negócio retornem a um nível operação
André
Professor Andr
aceitável dentro de um prazo considerado
razoável.
PCN – Um pequeno glossário
Plano de comunicação durante crises
Um documento que demonstre os
é Campos
procedimentos para disseminação de
relatórios de situação para os colaboradores,
e eventualmente até para o público, durante
André
Professor Andr
um evento de interrupção dos serviços de
informação ou de um desastre.
Professor André Campos 5
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PCN – Um pequeno glossário
Planejamento de recuperação de
desastres
é Campos
Recuperação de desastre refere-se a uma
restauração imediata e temporária dos
serviços de informação, tipicamente
André
Professor Andr
computadores e rede local, após um
desastre, natural ou não.
A organização deve documentar como
pretende responder a um eventual desastre,
restaurando as funções críticas do negócio
por um determinado tempo, minimizando a
perda enquanto os processo e ambiente
originais são restaurados a condição de
operação normal.
PCN – Um pequeno glossário
Plano de recuperação de desastres
Um documento que provê procedimentos
é Campos
detalhados para facilitar a recuperação dos
serviços de informação que suportem as
funções críticas do negócio em um local
André
Professor Andr
alternativo.
Geralmente aplicado apenas em casos de
interrupções de longo prazo nos serviços.
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PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PCN – Um pequeno glossário
Análise de impacto para o negócio (BIA)
O processo de analisar todas as funções de
é Campos
negócio da organização para determinar o
impacto que a interrupção de um serviço de
informação poderia gerar.
André
Professor Andr
Este impacto deve ser medido em termos de
perda financeira acumulada por períodos, o
que possibilitará estimar quanto tempo uma
função de negócio pode suportar sem um
determinado serviço de informação.
Definindo melhor um desastre
Definir se uma interrupção de serviço de
informação, ou de um sistema crítico, é um
desastre ou não, é uma questão de entender
é Campos
quanto tempo a função crítica do negócio
pode suportar a interrupção.
André
Professor Andr
Para uma empresa a interrupção do correio
por 8 horas pode ser considerado um
inconveniente, mas para outra organização
pode representar um desastre.
A perda de informação, perda de acesso,
perda de um serviço, ou mesmo perda de
pessoas, podem configurar um desastre que
precisa ser tratado pelo PCN.
Professor André Campos 7
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Definindo melhor um desastre
Um desastre pode ser caracterizado como:
1. Interrupção não planejada de um serviço
de informação;
é Campos
2. Interrupção ampliada de serviço de
informação;
André
Professor Andr
3. Interrupção que não pode ser tratada
pelos procedimentos de gestão de
problemas;
4. Eventos que causam grandes perdas ou
prejuízos.
Cada organização deve catalogar seus sistemas
críticos e definir um tempo máximo de
interrupção para cada um destes serviços.
Criando o PCN
O PCN provê uma descrição detalhada das
ações a serem tomadas em resposta a uma
interrupção inaceitável de um serviço de
é Campos
informação.
Trata-se de uma tarefa árdua e de longo
André
Professor Andr
prazo. Por causa disso, muitas vezes parece
que a elaboração e manutenção de um PCN é
um grande investimento de tempo e dinheiro
sem retorno. No entanto, assim como o
seguro de um bem, o ideal é nunca precisar
do PCN, mas se um dia ele for necessário,
pode representar um retorno financeiro
incalculável.
Professor André Campos 8
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Criando o PCN – O PDCA
PLAN
* Rodar a Análise de Impacto para os Negócios (AIN)
é Campos
* Identificar e selecionar as alternativas de recuperação
André
Professor Andr
ACT
DO
* Realizar análise crítica
* Construir os procedimentos
* Elaborar planos de de recuperação
melhoria do PCN
* Treinar em PCN
CHECK
* Testar PCN
PLAN – Um projeto
É sempre importante lembrar que o processo
de elaboração do PCN guarda forte relação
com o processo de condução de um projeto.
é Campos
Por isso, antes de tudo, é fundamental definir
uma equipe de trabalho para este fim, e
André
Professor Andr
principalmente um colaborador deve ser
designado como gerente pelo “projeto”.
Como em qualquer projeto, é importante o
apoio explícito da alta direção.
O escopo deve ser claramente definido, e os
recursos garantidos, tanto os internos quanto
os externos.
Professor André Campos 9
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PLAN – Um coordenador
É importante definir claramente quem será o
coordenado do Planejamento da Continuidade
dos Negócios.
é Campos
Ele é responsável por garantir que todos os
elementos do Planejamento tenham sido
André
Professor Andr
endereçados, e que os colaboradores
envolvidos no PCN tenham feito sua parte no
que se refere a planejamento, preparação, e
treinamento.
É importante lembrar que o coordenador do
PCN é diferente do gerente do projeto de
implantação de um PCN.
PLAN – Funções do
Coordenador
As principais funções do coordenador são:
1. Ser interlocutor entre a equipe do PCN e a
é Campos
alta direção;
2. Ter acesso e autoridade para contatar
André
Professor Andr
qualquer colaborador da organização;
3. Conhecer o negócio da organização a fim
de desenvolver planos aderentes ao
negócio;
4. Ter acesso direto ao corpo executivo da
organização.
Professor André Campos 10
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PLAN – Funções da Equipe de
Recuperação (Recovery
Teams)
A equipe de recuperação está pronta para
assumir o controle das operações de
recuperação caso ocorra um incidente que
é Campos
seja considerado um desastre.
As operações de recuperação podem incluir:
André
Professor Andr
1. Responder ao desastre e determinar a
necessidade de ativar um PCN/PRD
(BCP/DRP);
2. Recuperar sistemas críticos em local
(site) alternativos;
3. Recuperar local (site) primário;
4. Retornar as operações ao local (site)
primário.
PLAN – Funções da Equipe de
Gestão de Crises (Crises
Management Team)
A equipe de gestão de crises tem a
responsabilidade de tomar decisões de nível
executivo após a ocorrência de um desastre,
é Campos
além da autoridade e conhecimento para
avaliar um incidente e determinar se este
incidente configura um desastre ou não.
André
Professor Andr
Dependendo desta decisão, a equipe de
Recuperação de Desastre entra em ação, ou
não.
Professor André Campos 11
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PLAN – Funções do
Departamento de Segurança
da Informação
O Escritório de Segurança da Informação é
responsável, entre outras coisas, por orientar
as ações do PCN, apoiar com seus
é Campos
conhecimentos nas decisões quanto as opções
mais adequadas de recuperação.
André
Professor Andr
Além disso, o Escritório realizará auditorias de
primeira parte que envolverão os planos do
PCN, sua equipe de trabalho, e suas
metodologias.
PLAN – Análise de Impacto nos
Negócios (Business Impact
Analysis) – AIN/BIA
A Análise de Impacto nos Negócio (AIN) não é
exatamente uma técnica ou uma ferramenta
definida. Por isso, cada organização construirá
é Campos
sua própria metodologia.
O importante é lembrar o objetivo da AIN, que
vem a ser demonstrar o impacto que um
André
Professor Andr
incidente de segurança da informação pode
causar para o negócio.
O AIN está mais concentrado em incidentes que
envolvam a disponibilidade dos ativos
tecnológicos.
Um AIN deve demonstrar em um nível
executivo o Maximum Tolerable Downtime
(MTD) para cada recurso que suporta as
funções críticas do negócio.
Professor André Campos 12
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PLAN – Análise de Impacto nos
Negócios (Business Impact
Analysis) – AIN/BIA
A partir do AIN (BIA) é possível elaborar
planos de recuperação realistas em termos de
custo e eficiência.
é Campos
O AIN não considera os tipos de incidentes
que podem causar a queda nos serviços, mas
André
Professor Andr
está basicamente concentrada na avaliação
das consequências destas quedas para o
negócio, em termos de perdas financeiras, de
eventuais investimentos adicionais a serem
feitos, e de constrangimentos causados em
função da duração do tempo de downtime.
A condução de uma AIN, em geral, envolvem
pelo menos 5 etapas.
PLAN – Análise de Impacto nos
Negócios (Business Impact
Analysis) – AIN/BIA
Os passos necessários para executar um
AIN/BIA:
é Campos
1 – Definindo técnicas de coleta de informação.
André
2 – Selecionar os colaboradores a serem
Professor Andr
entrevistados.
3 – Elaborar questionários estruturados.
4 – Analisar dados e gerar estrutura de
informações.
5 – Gerar relatório de recomendações.
Professor André Campos 13
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PLAN – Análise de Impacto nos
Negócios (Business Impact
Analysis) – AIN/BIA
1 – Definindo técnicas de coleta de
informação.
Existem diversas metodologias e técnicas para
é Campos
a coleta de informações necessárias à
realização de uma AIN. Entrevistas, oficinas,
questionários, e softwares são alguns dos
André
Professor Andr
mecanismos que podem ser utilizados.
Uma ferramenta utilizada com bastante
sucesso tem sido a Checkup Tool®, da
empresa Módulo Security.
PLAN – Análise de Impacto nos
Negócios (Business Impact
Analysis) – AIN/BIA
2 – Selecionar os colaboradores a serem
entrevistados.
Cada unidade organizacional, cada processo
é Campos
de negócio, possui um grau relativo dentro
das operações da organização.
André
Identificar as funções críticas do negócio não é
Professor Andr
uma tarefa trivial, e seria impossível sem
considerar as pessoas que executam o negócio
no dia a dia.
É importante identificar e documentar os
grupos de pessoas a serem entrevistas e o
que se espera de contribuição de cada um
destes grupos.
Professor André Campos 14
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PLAN – Análise de Impacto nos
Negócios (Business Impact
Analysis) – AIN/BIA
3 – Elaborar questionários estruturados.
Não existe uma receita de questionário
pronta, aplicável a qualquer organização que
é Campos
queira realizar uma AIN. Para cada
organização deve ser elaborado um conjunto
específico de questionários.
André
Professor Andr
Basicamente, dois tipos de questões serão
consideradas: as quantitativas e as
qualitativas.
As quantitativas referem-se a perdas
financeiras causadas por uma parada de
serviço de informação, ao passo que as
qualitativas referem-se a perdas intangíveis e
mais difíceis de medir, com a imagem da
empresa, por exemplo.
PLAN – Análise de Impacto nos
Negócios (Business Impact
Analysis) – AIN/BIA
Itens que podem constar do questionário:
• Nome da função de negócio
é Campos
• Número de colaboradores envolvidos
• Horas de operação
André
Professor Andr
• Número de clientes
• Momentos de picos operacionais
• Interdependência com outras unidades
organizacionais
• Custo da operação por período
• Lucro da operação por período
• Prejuízo por tempo parado
Professor André Campos 15
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PLAN – Análise de Impacto nos
Negócios (Business Impact
Analysis) – AIN/BIA
Continuação...
• Aspectos legais de uma interrupção de
serviço;
é Campos
• Aspectos de imagem e demais prejuízos
intangíveis;
André
Professor Andr
• Dependência de hardware, software,
aplicações, rede, comunicação, entre outros;
• Opções alternativas de suporte
informacional;
PLAN – Análise de Impacto nos
Negócios (Business Impact
Analysis) – AIN/BIA
4 – Analisar dados e gerar estrutura de
informações.
As informações obtidas nas etapas anteriores
é Campos
precisam ser estruturadas de maneira que
permitam uma análise adequada e a
consequente tomada de decisões.
André
Professor Andr
Dentro desta estrutura, algumas informações
são essenciais:
• Funções críticas do negócio por processo;
• Tempo máximo de downtime, ou impacto
(MTD);
• Interdependência entre funções de negócio;
• Sistemas que suportam as funções de negócio.
Professor André Campos 16
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
PLAN – Análise de Impacto nos
Negócios (Business Impact
Analysis) – AIN/BIA
Abaixo segue um possível exemplo de tabela a
ser construída:
é Campos
Processo Função MTD Setor/Contato Tecnologias Depende de
André
Professor Andr
PLAN – Análise de Impacto nos
Negócios (Business Impact
Analysis) – AIN/BIA
5 – Gerar relatório de recomendações.
Após estruturados e analisados todos os
é Campos
dados, é a hora de gerar um relatório de
recomendações.
É importante lembrar que este relatório será
André
Professor Andr
avaliado por pessoal executivo, e não técnico.
Portanto, o mesmo deve ser estruturado com
formato e conteúdo executivo.
Este relatório deve ser aprovado antes que a
próxima etapa comece, que é a de elaboração
das estratégias de recuperação.
Professor André Campos 17
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Compreendendo as estratégias de
recuperação envolve
é Campos
As estratégias de recuperação são as
possibilidades de contingência aplicáveis para
cada incidente de segurança da informação.
André
Professor Andr
Estas estratégias estão divididas em 4 grandes
áreas:
1 – Processos;
2 – Ambientes;
3 – Pessoas;
4 – Tecnologias.
Estratégias de recuperação
Compreendendo as estratégias de
recuperação envolve
é Campos
Ao definir o conjunto aceitável de estratégias
de recuperação para a organização, três
questões devem estar presentes:
André
Professor Andr
1 – O custo de cada estratégia;
2 – A janela de tempo de aplicação da
estratégia;
3 – O grau de eficácia de cada estratégia.
Estas informações ajudarão a decidir que
estratégia aplicar para cada caso.
Professor André Campos 18
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Processos
As estratégias de recuperação de processos
concentram-se nos processos críticos da
organização, e das funções críticas destes
é Campos
processos.
A definição do que é crítico e do que não é
André
Professor Andr
crítico guarda uma relação direta com o
Tempo Máximo de Downtime (TMD / MTD).
A seguir são apresentados os elementos
mínimos que precisam ser definidos nas
estratégias de recuperação de processos.
Estratégias de recuperação
Processos
Recuperação de processos, elementos...
Processos críticos. Os processos críticos são
é Campos
aqueles apontados pelo AIN/BIA como os
menores TMD/MDT.
Funções críticas. Dentro dos processos
André
Professor Andr
críticos, podem haver funções muito
relevantes e funções menos relevantes. As
mais importantes terão um TMD/MDT menor.
Sistemas críticos. Os sistemas críticos
referem ao hardware e ao software que
suportam as funções e processos críticos,
incluindo os sistemas de telecomunicações.
Professor André Campos 19
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Processos
Recuperação de processos, elementos...
Conectividade. Os procedimentos para
é Campos
estabelecer a conectividade da infra-estrutura
de Tecnologia da Informação, envolvendo
LAN, WAN, mainframe, entre outros.
André
Professor Andr
Espaço. A identificação clara do espaço
mínimo essencial necessário para a operação
da função do processo de negócio, e o número
que colaboradores suportados.
Pessoas chave. A identificação das pessoas
essenciais para garantir a operação das
funções dos processos de negócio.
Estratégias de recuperação
Processos
Recuperação de processos, elementos...
Redirecionamentos. Os direcionamentos
é Campos
essenciais para a operação, tais como
telefonia, correio eletrônico, e dados.
Interdependências. Os outros processos e
André
Professor Andr
funções que dependem ou causam
dependência.
Armazenamento off-site. Procedimentos,
mídias, e documentos armazenados fora do
site.
Fornecedores. Serviços prestados por
fornecedores.
Professor André Campos 20
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Ambientes
A recuperação de ambientes envolve definir
planos de recuperação que considerem o
espaço necessário, questões de segurança
é Campos
física, proteção contra incêndio, infra-
estrutura, utilidades tais com água, gás e
outros, e requisitos ambientais tais como
André
Professor Andr
temperatura, umidade, e outras.
Espaço. Nesta dimensão o espaço mínimo
para a instalação das operações acessórias
aos processos essenciais de negócio devem
ser consideradas. Por exemplo, salas de
reunião, auditório, espaços para treinamento,
entre outros, desde que considerados
essenciais para apoio aos processos de
negócio.
Estratégias de recuperação
Ambientes
Segurança. A área onde serão restaurados os
serviços precisa contar com segurança
compatível. Isto pode envolver a contratação
é Campos
de guardas, a instalação de portões com
dispositivos de segurança, portas com
controles de acesso, câmeras de vigilância,
André
Professor Andr
alarmes de invasão, controle de acesso a
andares e salas, detectores silenciosos de
presença, entre outros mercanismos.
Proteção contra incêndio. Deve haver
preocupação com incêndios, o que pode
envolver a instalação de extintores,
dispositivos supressores de fogo, detectores
de fumaça e fogo, entre outros.
Professor André Campos 21
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Ambientes
Infra-estrutura. A infra-estrutura do prédio
deve ser considerada quanto a necessidade de
reformas e reparos, linhas telefônicas, linhas
é Campos
elétricas, etc.
Utilidades gerais. As utilidades gerais
André
Professor Andr
incluem o sistema de ventilação, ar
condicionado, energia, geradores de
emergência, e demais utilidades.
Estratégias de recuperação
Pessoas
Refere-se basicamente a procedimentos
registrados, registros operacionais essenciais,
e procedimentos de restauração das
é Campos
atividades.
É importante garantir que processos que
André
Professor Andr
normalmente acontecem com o apoio de
sistemas computacionais possam operar com
suporte manual durante um período de tempo,
e que todos os registros gerados no período
manual possam ser transportados para o
sistema informatizado após a restauração dos
serviços.
Professor André Campos 22
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Pessoas
Algumas questões importantes são:
1. Os processos críticos podem ser operados
é Campos
manualmente?
2. Os registros poderão ser revertidos para o
sistema posteriormente, ou os dados serão
André
Professor Andr
perdidos?
3. Quais são as informações vitais que não
podem deixar se ser registradas?
4. Quais serão as necessidades especiais de
logística para que os colaboradores
realizem as operações manuais?
Estratégias de recuperação
Tecnologia
Concentrando-nos em Tecnologia da
Informação, as estratégias de recuperação
devem se preocupar com as seguintes áreas:
é Campos
1. Recuperação do Data Center;
André
Professor Andr
2. Recuperação da rede;
3. Recuperação das telecomunicações;
4. Recuperação dos dados.
Professor André Campos 23
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Tecnologia
Recuperação do Data Center
As áreas de concentração dos ativos
é Campos
concentradores de informação, tais como
servidores de arquivos, banco de dados,
storages, entre outros, são conhecidas como
André
Professor Andr
Data Center.
Por ocasião da ocorrência de um desastre
nesta área, inicialmente é feito uma análise
dos prejuízos e da situação gerada. Em
seguida será decidido pela execução ou não
dos planos de continuidade para a área, que
envolverão procedimentos, tecnologias, e
demais ações para recuperar os serviços de
informação.
Estratégias de recuperação
Tecnologia
Recuperação da rede
A rede local de computadores (LAN) suporta
é Campos
toda a transferência de dados e muitas vezes
voz e vídeo em uma organização.
É importante definir claramente os requisitos
André
Professor Andr
mínimos para manutenção deste serviço,
incluindo software e hardware, e identificar
também os mecanismos de transmissão
disponíveis na organização, que pode incluir
a rede cabeada, a utilização de wireless, o
sistema telefônico, a utilização de fibras
óticas, e tecnologias similares.
Professor André Campos 24
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Tecnologia
Recuperação das telecomunicações
Os serviços de telecomunicação são
é Campos
essenciais para manter a organização
conectada ao resto do mundo no que se
refere a dados, voz, e vídeo.
André
Professor Andr
É importante haver uma preocupação
concreta com este serviço, que envolve todo
o sistema de telefonia, e os componentes de
rede externa e Internet.
Estratégias de recuperação
Tecnologia
Recuperação de dados
Os dados são um elemento central e
é Campos
fundamental para a continuidade dos
negócios em uma organização.
Por isso, os procedimentos de backup e
André
Professor Andr
restore devem ser implementados e
considerados importantes. Não resta dúvida
de que o sistema de backup é um
componente essencial em qualquer plano da
continuidade dos negócios.
Falaremos mais de dados à frente.
Professor André Campos 25
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Categorias de estratégia
As estratégias de recuperação aplicados em
Tecnologia da Informação podem ser
classificadas basicamente em quatro
é Campos
categorias:
1. Sites alternativos;
André
Professor Andr
2. Acordos de ajuda mútua;
3. Múltiplos centros;
4. Escritórios de serviço.
Estratégias de recuperação
Sites alternativos
Os sites alternativos são áreas disponíveis
para a ativação dos serviços de informação
que foram interrompidos por um desastre.
é Campos
Vejamos as possibilidades de sites
alternativos, que podem ser:
André
Professor Andr
1. Hot site;
2. Warm site;
3. Cold site;
4. Mirror site;
5. Mobile site;
Professor André Campos 26
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Sites alternativos
Mirror Site
Um mirror site é um serviço que mantém
uma cópia exata de um determinado grupo
é Campos
de transações em um outro local, em tempo
real.
André
Professor Andr
RÁPIDO
TEMPO DE RECUPERAÇÃO
MIRROR
LENTO
BARATO CARO
CUSTO
Estratégias de recuperação
Sites alternativos
Hot site
Um hot site é aquele que encontra-se
totalmente preparado e configurado para
é Campos
receber os serviços de informação que foram
interrompido, incluindo todo o software e
hardware necessário.
André
Professor Andr
RÁPIDO
TEMPO DE RECUPERAÇÃO
HOT
LENTO
BARATO CARO
CUSTO
Professor André Campos 27
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Sites alternativos
Mobile Site
Um mobilie site é um serviço que mantém
uma cópia exata de um determinado grupo
é Campos
de transações em um outro local, em tempo
real.
André
Professor Andr
RÁPIDO
TEMPO DE RECUPERAÇÃO
MOBILE
LENTO
BARATO CARO
CUSTO
Estratégias de recuperação
Sites alternativos
Warm site
Um warm site é similar ao hot site, mas não
inclui os equipamentos mais caros, como
é Campos
servidores específicos, ou mainframes.
André
Professor Andr
RÁPIDO
TEMPO DE RECUPERAÇÃO
WARM
LENTO
BARATO CARO
CUSTO
Professor André Campos 28
PLANEJAMENTO DA CONTINUIDADE
DO NEGÓCIO
Estratégias de recuperação
Sites alternativos
Cold Site
Um cold site não possui qualquer
equipamento técnico ou recurso, apenas o
é Campos
elementos básicos como energia, ar
condicionado, links de comunicação, e
similares.
André
Professor Andr
RÁPIDO
TEMPO DE RECUPERAÇÃO
COLD
LENTO
BARATO CARO
CUSTO
BIBLIOGRAFIA
ABNT. Norma ABNT NBR ISO/IEC 17799:2005 – Tecnologia da
informação – Técnicas de segurança – Código de práticas para a
gestão da segurança da informação; Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), Brasil, 2005.
é Campos
Alencar, Antonio; Schmitz, Eber. Análise de Risco em Gerência de
Projetos; Editora Brasport, Brasil, 2005.
Campos, André. Sistema de Segurança da Informação – Controlando o
André
Risco; Editora Visual Books, Brasil, 2005.
Professor Andr
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CISSP Exam; Estados Unidos, 2003.
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National Institute of Standards and Technology; Estados Unidos, 2003.
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projetos de Tecnologia a Informação; Editora ExpertBooks, Brasil, 2005.
Professor André Campos 29