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Morte e Desenvolvimento Humano

O documento discute como as pessoas de diferentes idades lidam com a morte e o sentimento de perda ao longo do desenvolvimento humano, desde a infância até a velhice. É destacado que as crianças entendem a morte de forma diferente dependendo da idade, e que a compreensão da irreversibilidade, não-funcionalidade e universalidade da morte ocorre por volta dos 5 anos de idade. A morte é particularmente difícil para jovens adultos, que se sentem prontos para começar suas vidas, e na meia-idade as doenças com

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Allyssa Jessyca
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Morte e Desenvolvimento Humano

O documento discute como as pessoas de diferentes idades lidam com a morte e o sentimento de perda ao longo do desenvolvimento humano, desde a infância até a velhice. É destacado que as crianças entendem a morte de forma diferente dependendo da idade, e que a compreensão da irreversibilidade, não-funcionalidade e universalidade da morte ocorre por volta dos 5 anos de idade. A morte é particularmente difícil para jovens adultos, que se sentem prontos para começar suas vidas, e na meia-idade as doenças com

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Psicologia do

Desenvolvimento
e Práticas
Integrativas II
Prof. Me. Jorge de Oliveira Viera

Prof. Me. Jorge de O. Vieira – Psicologia do Desenvolvimento II – Lidando com a Morte – Universidade Cruzeiro do Sul – Abril -2023
MORTE E
DESENVOLVIMENTO
HUMANO
Lidando com a Morte e o Sentimento de Perda

PAPALIA, Diane E.; FELDMAN, Ruth D. Desenvolvimento Humano. Porto Alegre: Artmed, 14ª ed., 2022.
Parte 9 O Final da Vida - Capítulo 19: Lidando com a morte e o sentimento de perda. p.556-578.

Leitura Complementar:
KOVÁCS, M. J. Educação para a morte. Psicologia: ciência e profissão, v. 25, n. 3, p. 484-497, 2005.
Disponível em: [Link]

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Nesta aula abordaremos...
A morte no processo de desenvolvimento humano

01 Infância 04 Meia-idade

02 Adolescência 05 Velhice
Educação para a
03 Adulto jovem 06 morte

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Morte hoje

A B C
Profissionais
Hospital Psicólogo
de saúde
Formação voltada Humanização do
Restituir a saúde
para a vida processo

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Vivendo com a morte: o
processamento do morrer na
sociedade moderna (Mattedi
& Pereira, 2007)

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Como sabemos/
compreendemos
que uma pessoa
morreu?
Alguém que morre não pode
voltar a viver – Irreversibilidade
Com a morte cessam as funções
vitais – Não-funcionalidade
Todos os seres vivos morrem -
Universalidade

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Como as crianças entendem a morte?

Sensório-motor (nascimento aos dois anos). Bebê gradualmente


se torna capaz de organizar atividades em relação ao ambiente
por meio de atividade sensório e motora.
Pré-operatório (2 a 7 anos). Criança desenvolve um sistema
representacional e utiliza símbolos para representar pessoas,
lugares e eventos. Linguagem e brincadeiras imaginativas são
importantes manifestações desse estágio. O pensamento ainda
não é lógico.
Operações concretas (7 a 11 anos). Criança pode resolver
problemas logicamente quando eles enfocam o aqui e o agora,
mas não é capaz de pensar em termos abstratos.
Operações formais (11 anos a toda idade adulta). Pessoa pode
pensar em termos abstratos. Lidar com situações hipotéticas e
pensar sobre possibilidades.

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Como as crianças entendem a morte?
 Antes de 5 anos de idade, as crianças veem a morte
como temporário, como dormir;
 Possibilidade de acordar;
 Por idade 5 crianças começaram a aceitar a morte
como universal e final;
 Conceitos: irreversibilidade, não-funcionalidade e
universalidade;

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Adolescência

 Sensação de invulnerabilidade.
 Não percebem a morte como possível
 Presença da irreversibilidade, não-funcionalidade e
universalidade.

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Jovens adultos

 A morte na idade adulta jovem é particularmente difícil,


porque é o momento da vida em que as pessoas se
sentem mais prontos para começar suas próprias vidas.
 Planejamento futuro;
 Significado social da morte;

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Meia-idade
 Doença com risco de vida é a causa mais
comum de morte em adultos de meia-idade.
 As causas mais frequentes são ataque
cardíaco;
 Medo, pois ainda querem chegar na velhice;

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Velhice

 Maior aceitação da morte;


 Confiança ou desespero;
 Estresse na família;

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Educação para a morte

Sem receita Processo de luto Educação p/


Presente em toda a Entendido como a morte
nossa existência aprendizagem Desde a infância

Adolescência Velhice “Preparação”


Discussão sobre o Cuidados sempre Busca, abertura e
assunto devem existir empatia

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Então....

 Desde a infância temos contato


com a morte;
 Na idade adulta evidenciamos tal
fato como algo possível de
acontecer;
 Mas na velhice é que essa
possibilidade parece ser mais Nosso papel:
aceita;
 Humanizar este processo;
 Favorecer a possibilidade de
aprendizagem a partir da
descoberta sobre si e sobre si
em relação à morte;

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ASSISTÊNCIA AO DOENTE TERMINAL

Além da crescente tendência a encarar a morte com mais


honestidade, surgiram movimentos para tornar mais humano o
morrer. O maior deles é o estabelecimento de assistência ao doente
terminal para aquelas pessoas que estão morrendo. Esse tipo de
assistência é afetuosa e pessoal, centrada no paciente e em sua
família.
As instalações de assistência ao doente terminal oferecem cuidados
paliativos, que incluem alívio da dor e do sofrimento, controle dos
sintomas, alívio do estresse e tentativas de preservar uma qualidade
de vida satisfatória. Contudo, o objetivo dos cuidados paliativos não
é curar ou reverter o curso da doença.

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EQM
Algumas pessoas que estiveram próximas da morte relataram
experiências de quase-morte (EQM), em geral envolvendo uma sensação
de estar fora do corpo ou de ser sugado por um túnel, e visões de luzes
brilhantes ou encontros místicos. Experiências desse tipo foram
informadas em muitas culturas diferentes, tanto na contemporaneidade
quanto nas histórias escritas e orais das culturas não industrializadas
(Tassell-Matamua, 2013).

Os céticos geralmente as interpretam como resultantes de alterações


fisiológicas que acompanham o processo de estar morrendo. Alguns
pesquisadores afirmam que as experiências de quase-morte refletem as
estruturas orgânicas afetadas pelo processo de morrer (Mobbs & Watt,
2011), especialmente a privação de oxigênio que ocorre em 9 entre 10
pessoas que estão morrendo (Woerlee, 2005).

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CONFRONTANDO A PRÓPRIA MORTE
Kübler-Ross (1969, 1970) delineou cinco estágios na relação com a morte:

(1) negação (“Isso não pode estar acontecendo comigo!”);


(2) raiva (“Por que eu?”);
(3) barganha por um tempo extra ( “Se pelo menos eu puder viver até
minha filha casar, não vou pedir mais nada”);
(4) depressão; e por fim
(5) aceitação. Ela também propôs uma progressão semelhante nos
sentimentos das pessoas que estão diante de uma perda iminente.

As descobertas de Kübler-Ross, por mais valiosas que sejam para nos ajudar
a entender os sentimentos daqueles que estão diante da morte, não devem
ser consideradas o único modelo ou critério para uma “boa morte”.

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LUTO
Um padrão clássico de luto são os três estágios em que a pessoa enlutada
aceita a dolorosa realidade da perda, aos poucos se liberta do vínculo com
o falecido e se readapta à vida desenvolvendo novos interesses e novos
relacionamentos.

Esse processo de elaboração do luto, a resolução de questões psicológicas


ligadas a ele, geralmente segue uma sequência – embora, assim como
acontece com os estágios de Kübler-Ross, possa haver variação (J. T. Brown
& Stoudemire, 1983; R. Schultz, 1978).

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LUTO

 1. Choque e descrença.

Imediatamente após a morte, aqueles que estavam mais


ligados ao falecido sentem-se perdidos e confusos. À medida que se
aprofunda o sentimento de perda, o entorpecimento inicial dá lugar a
sentimentos de tristeza e choro frequente. O primeiro estágio poderá
durar várias semanas, principalmente após uma morte súbita ou
inesperada.

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LUTO

 2. Preocupação com a memória da pessoa falecida.

No segundo estágio, que poderá durar de seis meses a dois


anos, tenta-se resolver o problema da morte, mas ainda não se pode
aceitá-la. Essas experiências diminuem com o tempo, embora possam
voltar – talvez durante anos.

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LUTO

 3. Resolução.

O estágio final ocorre quando a pessoa que sofreu a perda renova


o interesse pelas atividades cotidianas. A lembrança do falecido traz
sentimentos de afeto misturados com tristeza, em vez de uma dor aguda
e ansiedade.

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LUTO

Embora o padrão de luto descrito aqui seja comum, nem sempre o luto
segue uma linha reta do choque à resolução. No padrão de
recuperação, a pessoa enlutada passa do sofrimento intenso ao
sofrimento leve. No padrão de luto atrasado, pode haver um luto
inicial moderado ou elevado, e os sintomas pioram gradualmente com
o tempo. No padrão de luto crônico, a pessoa enlutada sofre por um
longo tempo. O luto crônico pode ser especialmente doloroso e a
aceitação, mais difícil, quando a perda é ambígua, como quando um
ente querido está ausente e presume-se que tenha morrido. No último
padrão, chamado de resiliência, a pessoa enlutada demonstra um nível
baixo e gradualmente menor de luto em resposta à morte de um ente
querido (Bonanno, Westphal, & Mancini, 2011).

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SUGESTÕES DE VÍDEOS
Os vídeos sugeridos a seguir foram produzidos pelo Laboratório de Estudos sobre a Morte (LEM)
da Universidade de São Paulo (USP) e compõem o projeto Falando de Morte:

 Falando de Morte A Criança, o objetivo é desmistificar a morte mostrando as pequenas


perdas, a morte de um bichinho de estimação, a morte de uma pessoa querida e a morte
de si mesma.
Assista no Youtube: [Link]

 No Falando de Morte O Adolescente, as cenas produzidas, mescladas com cenas reais


mostrando as situações, os sentimentos que surgem diante da perda e a perplexidade do
adolescente diante da morte, são convites à reflexão sobre o limite entre o prazer e a
autodestruição.
Assista no Youtube: [Link]

 No “Falando da Morte O Idoso sentimentos que envolvem o ser humano diante da velhice e
das experiências vividas são apresentados numa linguagem emocionada onde os conceitos
da psicologia estão presentes para orientar e apontar caminhos que facilitam as relações
entre o idoso e a sociedade.
Assista no youtube: [Link]

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MUITO OBRIGADO PELA PRESENÇA.
ESPERO REVER VOCÊS NA PRÓXIMA AULA.

PROF. ME. JORGE DE OLIVEIRA VIEIRA

jorgev@[Link]

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