Psicologia do
Desenvolvimento
e Práticas
Integrativas II
Prof. Me. Jorge de Oliveira Viera
Prof. Me. Jorge de O. Vieira – Psicologia do Desenvolvimento II – Lidando com a Morte – Universidade Cruzeiro do Sul – Abril -2023
MORTE E
DESENVOLVIMENTO
HUMANO
Lidando com a Morte e o Sentimento de Perda
PAPALIA, Diane E.; FELDMAN, Ruth D. Desenvolvimento Humano. Porto Alegre: Artmed, 14ª ed., 2022.
Parte 9 O Final da Vida - Capítulo 19: Lidando com a morte e o sentimento de perda. p.556-578.
Leitura Complementar:
KOVÁCS, M. J. Educação para a morte. Psicologia: ciência e profissão, v. 25, n. 3, p. 484-497, 2005.
Disponível em: [Link]
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Nesta aula abordaremos...
A morte no processo de desenvolvimento humano
01 Infância 04 Meia-idade
02 Adolescência 05 Velhice
Educação para a
03 Adulto jovem 06 morte
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Morte hoje
A B C
Profissionais
Hospital Psicólogo
de saúde
Formação voltada Humanização do
Restituir a saúde
para a vida processo
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Vivendo com a morte: o
processamento do morrer na
sociedade moderna (Mattedi
& Pereira, 2007)
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Como sabemos/
compreendemos
que uma pessoa
morreu?
Alguém que morre não pode
voltar a viver – Irreversibilidade
Com a morte cessam as funções
vitais – Não-funcionalidade
Todos os seres vivos morrem -
Universalidade
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Como as crianças entendem a morte?
Sensório-motor (nascimento aos dois anos). Bebê gradualmente
se torna capaz de organizar atividades em relação ao ambiente
por meio de atividade sensório e motora.
Pré-operatório (2 a 7 anos). Criança desenvolve um sistema
representacional e utiliza símbolos para representar pessoas,
lugares e eventos. Linguagem e brincadeiras imaginativas são
importantes manifestações desse estágio. O pensamento ainda
não é lógico.
Operações concretas (7 a 11 anos). Criança pode resolver
problemas logicamente quando eles enfocam o aqui e o agora,
mas não é capaz de pensar em termos abstratos.
Operações formais (11 anos a toda idade adulta). Pessoa pode
pensar em termos abstratos. Lidar com situações hipotéticas e
pensar sobre possibilidades.
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Como as crianças entendem a morte?
Antes de 5 anos de idade, as crianças veem a morte
como temporário, como dormir;
Possibilidade de acordar;
Por idade 5 crianças começaram a aceitar a morte
como universal e final;
Conceitos: irreversibilidade, não-funcionalidade e
universalidade;
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Adolescência
Sensação de invulnerabilidade.
Não percebem a morte como possível
Presença da irreversibilidade, não-funcionalidade e
universalidade.
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Jovens adultos
A morte na idade adulta jovem é particularmente difícil,
porque é o momento da vida em que as pessoas se
sentem mais prontos para começar suas próprias vidas.
Planejamento futuro;
Significado social da morte;
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Meia-idade
Doença com risco de vida é a causa mais
comum de morte em adultos de meia-idade.
As causas mais frequentes são ataque
cardíaco;
Medo, pois ainda querem chegar na velhice;
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Velhice
Maior aceitação da morte;
Confiança ou desespero;
Estresse na família;
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Educação para a morte
Sem receita Processo de luto Educação p/
Presente em toda a Entendido como a morte
nossa existência aprendizagem Desde a infância
Adolescência Velhice “Preparação”
Discussão sobre o Cuidados sempre Busca, abertura e
assunto devem existir empatia
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Então....
Desde a infância temos contato
com a morte;
Na idade adulta evidenciamos tal
fato como algo possível de
acontecer;
Mas na velhice é que essa
possibilidade parece ser mais Nosso papel:
aceita;
Humanizar este processo;
Favorecer a possibilidade de
aprendizagem a partir da
descoberta sobre si e sobre si
em relação à morte;
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ASSISTÊNCIA AO DOENTE TERMINAL
Além da crescente tendência a encarar a morte com mais
honestidade, surgiram movimentos para tornar mais humano o
morrer. O maior deles é o estabelecimento de assistência ao doente
terminal para aquelas pessoas que estão morrendo. Esse tipo de
assistência é afetuosa e pessoal, centrada no paciente e em sua
família.
As instalações de assistência ao doente terminal oferecem cuidados
paliativos, que incluem alívio da dor e do sofrimento, controle dos
sintomas, alívio do estresse e tentativas de preservar uma qualidade
de vida satisfatória. Contudo, o objetivo dos cuidados paliativos não
é curar ou reverter o curso da doença.
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EQM
Algumas pessoas que estiveram próximas da morte relataram
experiências de quase-morte (EQM), em geral envolvendo uma sensação
de estar fora do corpo ou de ser sugado por um túnel, e visões de luzes
brilhantes ou encontros místicos. Experiências desse tipo foram
informadas em muitas culturas diferentes, tanto na contemporaneidade
quanto nas histórias escritas e orais das culturas não industrializadas
(Tassell-Matamua, 2013).
Os céticos geralmente as interpretam como resultantes de alterações
fisiológicas que acompanham o processo de estar morrendo. Alguns
pesquisadores afirmam que as experiências de quase-morte refletem as
estruturas orgânicas afetadas pelo processo de morrer (Mobbs & Watt,
2011), especialmente a privação de oxigênio que ocorre em 9 entre 10
pessoas que estão morrendo (Woerlee, 2005).
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CONFRONTANDO A PRÓPRIA MORTE
Kübler-Ross (1969, 1970) delineou cinco estágios na relação com a morte:
(1) negação (“Isso não pode estar acontecendo comigo!”);
(2) raiva (“Por que eu?”);
(3) barganha por um tempo extra ( “Se pelo menos eu puder viver até
minha filha casar, não vou pedir mais nada”);
(4) depressão; e por fim
(5) aceitação. Ela também propôs uma progressão semelhante nos
sentimentos das pessoas que estão diante de uma perda iminente.
As descobertas de Kübler-Ross, por mais valiosas que sejam para nos ajudar
a entender os sentimentos daqueles que estão diante da morte, não devem
ser consideradas o único modelo ou critério para uma “boa morte”.
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LUTO
Um padrão clássico de luto são os três estágios em que a pessoa enlutada
aceita a dolorosa realidade da perda, aos poucos se liberta do vínculo com
o falecido e se readapta à vida desenvolvendo novos interesses e novos
relacionamentos.
Esse processo de elaboração do luto, a resolução de questões psicológicas
ligadas a ele, geralmente segue uma sequência – embora, assim como
acontece com os estágios de Kübler-Ross, possa haver variação (J. T. Brown
& Stoudemire, 1983; R. Schultz, 1978).
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LUTO
1. Choque e descrença.
Imediatamente após a morte, aqueles que estavam mais
ligados ao falecido sentem-se perdidos e confusos. À medida que se
aprofunda o sentimento de perda, o entorpecimento inicial dá lugar a
sentimentos de tristeza e choro frequente. O primeiro estágio poderá
durar várias semanas, principalmente após uma morte súbita ou
inesperada.
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LUTO
2. Preocupação com a memória da pessoa falecida.
No segundo estágio, que poderá durar de seis meses a dois
anos, tenta-se resolver o problema da morte, mas ainda não se pode
aceitá-la. Essas experiências diminuem com o tempo, embora possam
voltar – talvez durante anos.
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LUTO
3. Resolução.
O estágio final ocorre quando a pessoa que sofreu a perda renova
o interesse pelas atividades cotidianas. A lembrança do falecido traz
sentimentos de afeto misturados com tristeza, em vez de uma dor aguda
e ansiedade.
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LUTO
Embora o padrão de luto descrito aqui seja comum, nem sempre o luto
segue uma linha reta do choque à resolução. No padrão de
recuperação, a pessoa enlutada passa do sofrimento intenso ao
sofrimento leve. No padrão de luto atrasado, pode haver um luto
inicial moderado ou elevado, e os sintomas pioram gradualmente com
o tempo. No padrão de luto crônico, a pessoa enlutada sofre por um
longo tempo. O luto crônico pode ser especialmente doloroso e a
aceitação, mais difícil, quando a perda é ambígua, como quando um
ente querido está ausente e presume-se que tenha morrido. No último
padrão, chamado de resiliência, a pessoa enlutada demonstra um nível
baixo e gradualmente menor de luto em resposta à morte de um ente
querido (Bonanno, Westphal, & Mancini, 2011).
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SUGESTÕES DE VÍDEOS
Os vídeos sugeridos a seguir foram produzidos pelo Laboratório de Estudos sobre a Morte (LEM)
da Universidade de São Paulo (USP) e compõem o projeto Falando de Morte:
Falando de Morte A Criança, o objetivo é desmistificar a morte mostrando as pequenas
perdas, a morte de um bichinho de estimação, a morte de uma pessoa querida e a morte
de si mesma.
Assista no Youtube: [Link]
No Falando de Morte O Adolescente, as cenas produzidas, mescladas com cenas reais
mostrando as situações, os sentimentos que surgem diante da perda e a perplexidade do
adolescente diante da morte, são convites à reflexão sobre o limite entre o prazer e a
autodestruição.
Assista no Youtube: [Link]
No “Falando da Morte O Idoso sentimentos que envolvem o ser humano diante da velhice e
das experiências vividas são apresentados numa linguagem emocionada onde os conceitos
da psicologia estão presentes para orientar e apontar caminhos que facilitam as relações
entre o idoso e a sociedade.
Assista no youtube: [Link]
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MUITO OBRIGADO PELA PRESENÇA.
ESPERO REVER VOCÊS NA PRÓXIMA AULA.
PROF. ME. JORGE DE OLIVEIRA VIEIRA
jorgev@[Link]
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