Universidade Federal de Pelotas
Faculdade de Veterinária
Departamento de Veterinária Preventiva
Disciplina de Doenças Parasitárias
Verminoses de suínos
Leandro Quintana Nizoli
1. Importância econômica
- Queda do crescimento
- Queda do rendimento
- Piora na conversão alimentar
- Aumento no tempo de abate
- Condenação de vísceras
- Custos com medicamentos
- Controle preventivo constante
- Baixa na resistência do animal
- Morte
1. Importância
FATORES DE IMPORTÂNCIA QUE IRÃO INFLUENCIAR
NA COMPOSIÇÃO PARASITÁRIA OU NO NÍVEL DE
PARASITISMO EM UM GRUPO DE ANIMAIS:
- Ambientais: temperatura, umidade, etc.
- Idade: jovens são mais suscetíveis;
- Sensibilidade individual;
- Manejo: alimentação, tipo de criação, etc.
1. Importância
TIPOS DE DANOS CAUSADOS PELOS HELMINTOS
- DANOS MECÂNICOS
- migrações larvais
- contato com mucosas
- abrir caminho p/ infecções secundárias
- ESPOLIAÇÃO ALIMENTAR
- alimento ingerido pelo animal
1. Importância
TIPOS DE DANOS CAUSADOS PELOS HELMINTOS
- ANEMIA
- ingestão de sangue causada por parasitos que
levam a hemorragias
- ESTRESSE
- difícil de se avaliar, embora literatura cite este fator
como principal desencadeador dos danos causados por
helmintos.
LOCALIZAÇÃO DOS HELMINTOS
2. Metastrongilose Suína
2.1. Introdução
- Distribuição: Cosmopolita
- Vermes pulmonares
- Brônquios, bronquíolos, tecido pulmonar ou vasos
sanguineos dos pulmões
Gênero
Metastrongylus spp.
Espécies
M. apri
M. salmi
M. pudendotectus M. apri
2. Metastrongilose Suína
2.2. Morfologia
➢ Tamanho:
6 cm
➢ Órgão de
Eleição:
pulmões
➢ Idade:
4-6 meses
M. apri
2. Metastrongilose Suína
2.3. Ciclo biológico EXPECTORADOS
OVOS VIAS AÉREAS - FARINGE DEGLUTIDOS
EMBRIONADOS
ELIMINADOS
ADULTOS (30 dias)
MUDA – L 5 NAS FEZES
PULMÕES
OVOS
INGERIDOS
VIA LINFÁTICA
GÃNGLIOS MESENTÉRICOS MINHOCAS
MUDA - L4
MINHOCA: 10 dias
SUÍNOS:
(L1 – L2- L3)
L3 – ATRAVESSA A INGESTÃO MINHOCAS
PAREDE INTESTINAL (L3)
2. Metastrongilose Suína
2.4. Patogenia e sinais clínicos
➢ Hemorragias petequiais nos pulmões
➢ Irritação no epitélio dos bronquíolos, degeneração da
mucosa, descamação do epitélio - abundante exsudato
➢ Bronquíolos obstruídos
➢ Focos de pneumonia e enfisema
➢ Áreas acinzentadas e endurecidas
2. Metastrongilose Suína
2.4. Patogenia e sinais clínicos
➢ Bronquíolos obstruídos
➢ Focos de pneumonia e enfisema
➢ Áreas acinzentadas e endurecidas
2. Metastrongilose Suína
2.4. Patogenia e sinais clínicos
➢Os vermes podem morrer nos brônquios, quando são
encapsulados, formando nódulos semelhantes a tuberculose.
➢Tosse, dispnéia e corrimento nasal
➢Bronquite crônica
2. Metastrongilose Suína
2.4. Patogenia e sinais clínicos
➢Obstrução das vias aéreas pelo exsudato
➢Dispnéia
➢Secreção nasal
➢Infecções graves = morte - infecção bacteriana
3. Hiostrongilose Suína
3.1. Introdução
- Família Trichostrongylidae
- Distribuição: Cosmopolita
Gênero
Hyostrongylus
Espécie
H. rubidus
3. Hiostrongilose Suína
3.2. Morfologia
➢Tamanho:
5 - 8 mm
➢Órgão de eleição:
Estômago
3. Hiostrongilose Suína
3.4. Patogenia
➢ L 3 nas gls. gástricas = nódulos
superficiais
➢ Infecções maciças: gastrite,
ulceração e hemorragia
➢ Infecções leves: diminuição do
apetite e dos índices de conversão
alimentar
3. Hiostrongilose Suína
3.5. Sinais clínicos
➢ Inapetência
➢ Anemia
➢ Debilidade
4. Estrongiloidose Suína
4.1. Introdução
➢Animais jovens
➢Fêmeas
Gênero:
Strongyloides
Espécie:
S. ransomi
4. Estrongiloidose Suína
4.2. Morfologia
➢Tamanho:
1 cm
4. Estrongiloidose Suína
4.4. Patogenia
➢ Reação eritematosa = penetração percutânea
➢Hemorragias petequiais no pulmão
➢ Infec. graves: inflamação - edema - erosão do epitélio
➢ Enterite catarral com diminuição da digestão e absorção
4. Estrongiloidose Suína
4.5. Sinais clínicos
➢Ocorre em animais muito jovens
➢Taxa de crescimento reduzida
➢Perda de peso
➢ Anorexia, apatia
➢Anemia, raquitismo
➢ Diarréia
5. Ascaridiose Suína
5.1. Introdução
➢ Parasito do intestino delgado de suínos
➢ Ovo com L3
➢ Distribuição Mundial
- Gênero:
Ascaris
- Espécie:
A. suum
5. Ascaridiose Suína
5.2. Morfologia
➢Tamanho:
15 - 40 cm
5. Ascaridiose Suína
5.4. Patogenia
➢ Adultos = ação mecânica
➢ Parasitos podem penetrar nos
canais biliares
➢ Infecções maciças
➢ Redução no ganho de peso.
5. Ascaridiose Suína
5.4. Patogenia
➢Larvas = lesões no fígado e
pulmão
➢Fígado = pontos esbranquiçados
chamados de manchas do leite
Manchas do leite no fígado
➢Pulmões = focos hemorrágicos - edemas e enfisema
5. Ascaridiose Suína
5.5. Sinais clínicos
➢ Pneumonia, apnéia
➢ Diarréia
➢ Diminuição do crescimento
6. Esofagostomose Suína
6.1. Introdução
Gênero:
Oesophagostomum
Espécies:
O. dentatum
O. quadrispinulatum
O. longicaudum
6. Esofagostomose Suína
6.2. Morfologia
Tamanho:
medem 1 - 2 cm
6. Esofagostomose Suína
6.4. Patogenia
➢ Pode ocorrer morte das larvas no interior dos nódulos
➢ Nódulos podem causar invaginação ou estenose e/ou
ainda atonia, devido a rigidez das paredes do intestino.
6. Esofagostomose Suína
6.5. Sinais clínicos
➢ Diarréia ocasional
➢ Perda de peso
➢ Morte em leitões
7. Tricuriose Suína
7.1. Introdução
➢ Processo de desnutrição, seguido de anemia
➢ As vezes é grave.
➢ Ocorrem mais em adultos.
Gênero:
Trichuris
Espécie:
T. suis
7. Tricuriose Suína
7.2. Morfologia
➢ Tamanho:
Medem 4 – 6 cm
7. Tricuriose Suína
7.4. Patogenia
- Inflamação da mucosa cecal
-Predispõe a invasão de espiroquetas potencialmente
patogênicas.
7. Tricuriose Suína
7.5. Sinais clínicos
- Diarréia aquosa, geralmente com sangue
- Infecções leves: assintomáticas
- Infecção severa: anemia, peq. hemorragias, vômitos,
diarréia persistente e emagrecimento.
9. Diagnóstico
➢Epidemiológico
➢Clínico
➢Laboratorial
➢Terapêutico
➢Anatomo-patológico
9. Diagnóstico
VERMINOSES DE SUÍNOS
MEDIDAS DE CONTROLE
➢Em regime confinado:
- Higiene rigorosa na alimentação e na cama.
- Limpeza frequente de paredes e piso.
- Piso de cimento / evitar contato com o solo.
➢ Em regime de pasto:
-Interromper o uso de piquetes por vários anos.
-Rotação de animais nos piquetes intercalando outras
espécies animais.
-Monitoramento da carga parasitária.
VERMINOSES DE SUÍNOS
MEDIDAS DE CONTROLE
➢Tratar porcas prenhes na entrada para as instalações de
parto.
➢Aplicação de anti-helmíntico com 5 - 6 semanas de idade
e novamente 4 semanas depois.
➢ Considerar o tipo de instalação.
➢ Exames periódicos para verificar a carga parasitária.
VERMINOSES DE SUÍNOS
MEDIDAS DE CONTROLE
➢Treinamento dos funcionários
➢Acompanhar o abate dos animais
➢ Destino dos resíduos
➢ Escolha do AH
MUITO OBRIGADO!