A Verdadeira História dos Três Porquinhos
A Verdadeira História dos Três Porquinhos
4º ANO – ATIVIDADES 73 a 77
Olá criança!
O porquinho mais novo era o mais preguiçoso e disse que não queria trabalhar muito por isso
iria construir sua casa de palha, pois assim terminaria logo e
teria mais tempo para brincar.
Assustados e
com medo, os dois porquinhos gritaram: - Não vamos abrir,
não.
O lobo com dois sopros fortes, derrubou também a
casa de madeira.
FIM
Converse com
alguém da sua
família!
Hoje vamos conhecer uma nova versão. Ela será contada pelo lobo!
“Em todo o mundo, as pessoas conhecem a história dos Três Porquinhos. Ou pelo
menos, acham que conhecem. Mas, eu vou contar um segredo. Ninguém conhece a história
verdadeira, porque ninguém jamais escutou o meu lado da história.”
Atividade 1
Interpretação do texto.
Atividade 2
Vamos ver se você está fera!!
Atividade 3
Leia: “Imagine o porquinho como se ele fosse um grande cheeseburger dando sopa”.
c) Leia:
“Os repórteres acharam que a história de um sujeito doente e pedindo açúcar emprestado não era
muito emocionante”.
Os três porquinhos construíram suas próprias casas. O mais apressado fez uma casa de
palha. Outro, rapidamente, ergue a sua com madeiras. Já o mais prudente usa tijolos. Quando o
lobo mau aparece, as casas de palha e madeira não resistem e eles pedem abrigo ao irmão mais
esperto.
Produção de texto
Agora você é o escritor!
Produza uma sinopse do texto “A verdadeira história dos três porquinhos”.
Tome cuidado com os parágrafos, a ortografia e a pontuação!
Dia: 25/05/2021 - Atividade 74
1) Analisando a tabela abaixo, ajude Cícero, Heitor e Prático a descobrir a quantidade de material
que foi usado em cada construção. Faça as somas dos materiais de cada porquinho em seu
caderno.
3) a-Cícero demorou um mês e dez dias para fazer sua casa. Ele começou em 1º de junho. Quantos
dias ele demorou?
A. 30 dias
B. 40 dias
C. 60 dias
D. 68 dias
d) As telhas da casa de Prático custaram R$ 375,00. Ele dividiu este valor em cinco parcelas.
Qual o valor de cada parcela?
e) Prático usou também 4 rolos de arame. Sabendo que cada rolo tem 150 cm, quantos metros ao
todo de arame ele usou?
4- Veja, a casa de Heitor terá o formato de uma pirâmide de base quadrada. Calcule o perímetro da
base da casa de Heitor.
Perímetro é a
soma de todos
os lados da
figura.
A. 45 unidades
B. 40 unidades
C. 36 unidades
D. 20 unidades
6) Na versão contada pelo Lobo Mau vimos que ele não obteve sucesso em sua empreitada de
conseguir açúcar com seus vizinhos porquinhos, então decidiu ir à cidade, pois sabia que lá tem um
bom supermercado. Com sua esperteza levou no bolso o endereço.
Supermercado Lobokozito
Rua P, número 20, perto da Praça Central.
Vamos conhecer o lobo que vive na América do Sul e não tem nada de malvado!
O lobo-guará está longe de ser parecido com o lobo mau, que você conhece da história da
Chapeuzinho Vermelho e dos Três Porquinhos. Na verdade, ele é um lobo bem manso, que se
alimenta principalmente de vegetais e insetos.
A espécie é da família dos canídeos, a mesma dos cachorros domésticos e o nome científico
é Chrysocyon Brachyurus. É um animal de grande porte, que chega a medir 80 cm de altura; 1,5 m
de comprimento (da cabeça até a ponta do rabo). Quando adulto, pode pesar 23 kg, e é considerado
o maior canídeo da América do Sul.
O lobo-guará está desaparecendo da natureza e está na lista dos animais ameaçados de
extinção no Brasil. Um dos motivos principais para isso acontecer é a destruição do ambiente onde
ele vive.
Os lobos-guará são onívoros, alimentando-se de modo oportuno de uma variedade de itens
diferentes. Eles consomem pequenos animais, como: roedores, tatus, répteis, caracóis, moluscos,
ovos e aves. Infelizmente não há uma cadeia alimentar específica para o lobo-guará.
Sua comida predileta é a fruta-do-lobo, também conhecida como lobeira, uma espécie de
planta típica dos campos e cerrados.
O lobo-guará vive solitário e até é um pouco tímido e amedrontado. Ele foge de locais
habitados pelo homem e de cães domésticos. Evita se aproximar de fazendas com ovelhas,
bezerros ou galinhas, pois para ele estes animais representam perigo. E o que ele quer mesmo são
pequenos animais, insetos e as frutas silvestres. Durante a noite, caminha longas distâncias para
conseguir alimento, e dorme durante o dia para repor as energias.
O lobo-guará se reproduz logo após os 2 anos de idade. A época de reprodução é entre julho
e setembro, bem no período de inverno no hemisfério sul.
Texto adaptado:[Link]
Agora, vou falar um pouco das características do Lobo mau. Este personagem é alto, sua
pelagem é negra, anda e fala como nós. Se relaciona com outros animais com atitudes suspeitas.
Possui predileção em comer porquinhos suculentos e atitudes audaciosas quando sente
fome. Vive na floresta e gosta de sair a noite para observar os movimentos de animais distraídos e
sonolentos que não notam sua presença, pois confundem sua cor com a escuridão da noite. Presas
fáceis ....
ATIVIDADE 1
Analise as características do lobo da história dos Três Porquinhos descritas acima e o texto
do lobo-guará. Quais são as semelhanças e as diferenças que você pode perceber?
Escondido no ambiente
Alguns animais têm forma e coloração tão semelhantes ao ambiente onde vivem que é muito
difícil enxergá-los. Isso é chamado de camuflagem. Você já deve ter ouvido esse termo em filmes
ou desenhos animados, nos quais soldados se pintam com manchas verdes para não serem
identificados quando estão em uma floresta. A mesma coisa acontece com alguns animais.
“Filhotes nascem com pelo acinzentado. Com esse tom, eles se camuflam dos predadores.”
O Lobo-guará está em destaque atualmente! Com seu porte elegante, veio estampar a cédula
de maior valor do nosso sistema monetário. E mais uma vez, faz história.
O lançamento da nota de R$ 200,00 foi no dia 02/09/2020. O lobo-guará, foi o terceiro
colocado em uma pesquisa feita pelo Banco Central em 2001 na qual a instituição perguntava à
população quais espécimes da fauna gostariam de ver representados no dinheiro brasileiro.
[Link]
media/Ficheiro:200_Brazil_real_Second_Obverse.jpg.
ATIVIDADE 3
Usando sua imaginação, crie uma cédula em seu caderno com um novo design. Use a imagem de
um lobo famoso das histórias. Não esqueça de colocar o valor.
Linha do tempo
A notícia espalhou. Saiu em todos os jornais a história do Lobo Mau. Todos comentavam…. Leia a
seguir o julgamento do Lobo Mau.
O JULGAMENTO DO LOBO MAU
Juiz: Estamos aqui reunidos para chegarmos a um veredicto sobre o caso Lobo Mau.
O promotor como era um pouco doido e meio surdo, em pé, exagerando nos gestos,
derrubando os papéis e assustando alguns dos presentes, afetando um mal-humor sem explicação,
disse em alto e bom som:
Promotor: Culpado. Eu o declaro culpado. Culpadíssimo. Culpadérrimo.
Juiz: Calma, nobre colega. Ainda não começamos o julgamento. Temos que ouvir todos os
envolvidos e depois chegar a um veredicto.
Promotor: Ah, sim. Pois bem. (Insiste). Mas, registre aí minha opinião, senhor escriturário:
Culpado.
O Lobo Mau dá uma banana para o promotor.
Juiz: Vamos ouvir primeiro a Chapeuzinho Vermelho.
CV: O dia começou bem para mim. Ensolarado, tempo fresco, ventinho suave...
Juiz: Dona Chapeuzinho Vermelho é para a senhora dar seu depoimento, não a previsão
tempo.
CV. Desculpa, Meritíssimo. Eu estava indo para a casa da vovó toda alegre e faceira,
cantando: “Pela estrada a fora/ eu vou bem sozinha/levar esses doces/para a vovozinha”. Quando
esse lobo mau e traiçoeiro surgiu no meu caminho, dizendo que conhecia um atalho para eu chegar
mais rápido a casa da vovó. Fiquei tão feliz com sua ajuda que sai cantando: “Quem tem medo do
Lobo Mau/Lobo Mau/Lobo Mau? Quem tem medo do Lobo Mau/Lobo Mau/Lobo Mau?”. Mas era
mentira. Andei tanto que quase criei bolhas nos pés. O senhor quer ver seu juiz?
Chapeuzinho vermelho faz menção de colocar o pé sobre a mesa do juiz.
Juiz: Não filha, prossiga.
CV: Quando cheguei à casa da vovó, o Lobo Mau estava vestido com as roupas dela. Eu
estranhei aqueles olhos esbugalhados, aquelas orelhas grandes da vovó. Mas, só percebi que era o
Lobo Mau quando ele disse que ia me engolir com aquela boca enorme. Sai correndo e gritando.
Gritando e correndo. Até que o caçador apareceu e salvou a mim e a minha avó.
Juiz: Muito bem. Vamos ouvir o caçador.
O lobo, afoito para contar sua história, se desespera:
Lobo Mau: E eu?
Juiz: Depois seu Lobo. Primeiro as vítimas.
A vovó querendo parecer mais vitima do que realmente era, diz:
Vovó: Então sou eu.
O Lobo Mau, apavorado, corrige o juiz:
Lobo mau: Mas eu só ataquei a velha. De que vítimas ele tá falando?
Vovó: Velha é sua mãe.
O juiz pede silêncio, batendo o martelinho na mesa.
Caçador: Eu saí para caçar...
Lobo Mau: (Irônico, debochado) É, porque se ele é caçador tem que caçar mesmo. O que ele
queria? Pescar.
Juiz: Silêncio seu Lobo. Caso contrário, eu o declaro culpado mesmo.
O promotor acorda de seu torpor para reafirmar sua opinião:
Promotor: Eu já havia dito isso.
Juiz: Promotor, mais uma vez que o senhor se manifestar, tiro o senhor desse tribunal.
Caçador: Como ia dizendo, sai para caçar. De repente, a menina pediu minha ajuda. Dei uma
paulada no Lobo, abri sua barriga, tirei a velhota de lá dentro e costurei.
O Lobo Mau, com ar de vítima, mostra o corte feito na sua barriga e finge estar sentindo mais
dor do que realmente sente.
Vovó: Agora todos vão me chamar de velha, é?
O Lobo, esquecendo a “dor”, dá uma gargalhada e diz:
Lobo Mau: Jovem é que você não é.
A vovó mostra língua para o Lobo.
Juiz: Agora vamos ouvir a vovó.
Vovó: Eu estava doente, prostrada na cama, quando esse lobo louco adentrou na minha
casa. Engoliu-me tão rápido, com essa boca fedida e cheia de dentes podres. Ele vai precisar ir ao
dentista. (Vira-se para o Lobo). Eu conheço um ótimo, se você quiser seu Lobo eu dou o endereço
para você.
Juiz: Prossiga. (Nervoso). Por favor.
Vovó: Aí, eu fiquei num lugar escuro e apertado que deduzi ser o estômago. Como esse lobo
alimenta-se mal. Come gravetos, pedras, pilhas velhas e papel. Quando pensei que seria meu fim, o
caçador chegou. Abriu a barriga do lobo, quase me cortou, mas me tirou de lá de dentro.
O Lobo Mau mostra novamente o corte na barriga.
Juiz: Seu Lobo agora é sua vez. Pode falar.
O lobo com ar triste e sofredor, quase chorando começa sua história. Sempre com a barriga a
mostra.
Lobo Mau: Sabe senhor juiz. Eu não sou mau. Eu canto aquela musiquinha: “Eu sou o Lobo
Mau/Lobo Mau/Lobo Mau/Eu pego as criancinhas/Pra fazer mingau”. Mas é brincadeira. Sou incapaz
de fazer mal a alguém. Se cometi esse desatino, é porque a fome deixou-me desorientado. Não tive
culpa. Não estava em mim. Eu saí de dentro de mim.
Vovó: Ainda bem. Porque nós dois aí dentro não ia caber.
Lobo Mau: Engraçadinha. (Voltando-se com ar triste para o juiz). Tente entender seu juiz. A
fome é triste.
O Lobo Mau começou a chorar tão sentido, tão sofrido e com tanto estardalhaço, que todos
os ouvintes começaram a fazer beicinho e chorar também. O juiz, cheio daquela palhaçada, pediu
para que o promotor desse, finalmente, seu parecer:
Promotor: Senhor Juiz, ouvindo os depoimentos, posso garantir que todos, com exceção do
Lobo, são culpados.
O Lobo adorou o que ouviu. Os demais ficaram indignados com o parecer do promotor.
Caçador: Como? Eu salvei as duas.
Vovó: Mas eu nem fiz nada, fui engolida antes.
CV: Eu, culpada? O Lobo Mau que se aproveitou de minha inocência e me enganou.
Promotor: Taí. A comprovação do que eu disse. Chapeuzinho Vermelho é culpada, pois foi
avisada que o Lobo era mau e perigoso. Mesmo assim, preguiçosa, querendo andar o mínimo
possível, resolveu acreditar no papo de atalho para chegar logo a casa da vovó. A vovó, por sua vez,
na idade avançada que está, devia ter tomado mais Vitamina C. Aí, não ficaria de cama, gripada; a
neta não teria que levar comida para ela e nada disso teria acontecido. O caçador é culpado
também. Não devia ter aberto a barriga do lobo dessa maneira, podia ter o matado ou o corte
infeccionado. Além do mais, o Lobo Mau vai ficar com uma cicatriz horrorosa. (Fala essa última
palavra de forma afeminada).
O promotor olhou para o Lobo e disse:
Promotor: O Lobo Mau não é culpado. Uma pessoa, quero dizer, uma criatura faminta é
capaz de qualquer loucura por um pouco de comida. Com certeza, ele viu essa velhota gorda e
imaginou uma comida farta.
O Lobo intromete-se:
Lobo Mau: Imaginei uma leitoa bem gostosa.
Vovó: Seu juiz faça alguma coisa. Estou sendo ofendida novamente.
Juiz: Sim. Fique quieta ou mando enquadrar a senhora.
Promotor: Senhor Juiz, eu declaro o Lobo Mau inocente.
Juiz: A corte vai reunir-se e daqui cinco minutos teremos um veredicto. (Já estressado).
Assim espero.
Foram os cinco minutos mais longos da vida dos envolvidos.
Juiz: Diante da decisão da corte, foram declarados culpados: Chapeuzinho Vermelho, a vovó
e o caçador. O Lobo Mau é inocente e, de hoje em diante, não será chamado mais de Lobo Mau.
Apenas de Lobo. A forma dos culpados cumprirem suas penas será de manter o Lobo bem
alimentado. Com todas as guloseimas que ele quiser. Assim, ele não vai querer comer mais
ninguém e não vai por em risco a sua vida e a dos outros. Caso contrário, eu vou prender todos
vocês.
Caçador: Mas, seu juiz...
Chapeuzinho Vermelho: Que injustiça!
Vovó: Que absurdo! Nunca fui tão humilhada em toda a minha vida.
O juiz, com uma papelada embaixo do braço, sai sem dar atenção. O promotor biruta senta-se
na cadeira do juiz, pega o martelinho e aponta para cada um dos réus dizendo:
Promotor: Culpado...Culpada...Culpada.
E bate o martelinho na mesa. Finalizando o julgamento.
FIM
1) A notícia da história do Lobo mau saiu em todos os jornais, que era o único meio de comunicação
comum a todos daquela época. Por falta de tecnologia e transporte os jornais conseguiram divulgar
o fato apenas na comunidade florestal. Hoje, em quais outros meios de comunicação essa notícia
poderia ser divulgada?
2) Além da comunidade florestal, quais outros locais poderiam ter conhecimento do fato?
Os Três Poderes não se tratam de pedra, papel, tesoura ou coisas do tipo. Trata-se dos
poderes Legislativo, Executivo e Judiciário que norteiam as ações políticas do nosso país. Foi o
filósofo francês Montesquieu quem teorizou pela primeira vez sobre a divisão do poder em três
instâncias distintas.
Ele tinha percebido que, se em uma sociedade, todos cuidassem de tudo, nada iria funcionar.
Por isso, a importância da divisão dos poderes. Mas atenção! Apesar de separados, eles devem
trabalhar de forma harmônica e coordenada, controlando as ações entre si. Nenhum deles é mais
importante ou poderoso que o outro.
O Brasil é um país que possui três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), que atuam de
forma independentes. Neste modelo republicano de governo, cada um dos poderes possui funções
específicas, embora haja certo relacionamento entre eles.
Poder Executivo
É o poder exercido pelo Presidente da República (em nível federal), governadores (em nível
estadual) e prefeitos (em nível municipal).
Principais funções (atribuições):
- Administrar o governo.
- Representar o Brasil no exterior (no caso do presidente).
- Sancionar leis feitas e aprovadas pelo poder legislativo.
- Governadores e prefeitos tomam decisões sobre construção de escolas, hospitais, creches e
outros itens públicos relevantes.
Poder Legislativo
É o poder exercido por senadores e deputados federais (em nível federal), deputados distritais (no
Distrito Federal), deputados estaduais (em nível estadual) e vereadores (em nível municipal).
Poder Judiciário
É o poder exercido por magistrados nas diversas instâncias da Justiça. Portanto, é o poder
responsável por administrar a justiça no país, possibilitando o cumprimento das leis.
3- O Porquinho Prático já precisou recorrer à justiça para resolver algum problema. A qual órgão ele
recorreu?
(A) Executivo.
(B) Legislativo.
(C) Judiciário.
4 - Baseado em leis, o juiz declarou o porquinho Prático culpado. Qual poder é responsável em criar
e aprovar leis em benefício da população?
Os três porquinhos construíram suas casas com base em seus comportamentos e seus
planos de vida.
Um belo dia, os 3 irmãos porquinhos decidiram sair da casa da mãe Porka (com K mesmo,
porque eram porcos poloneses) para construírem suas próprias vidas, começando por suas casas.
Os três porquinhos construíram suas casas com base em seus comportamentos e seus planos
de vida.
O porquinho mais novo, o Júnior, agitado e ansioso por viver dez anos a mil, rapidamente e
loucamente, buscando resultados rápidos, construiu sua casa com palha, sem muita estrutura, sem
muita preocupação, mas bem rápido…E como num passe de mágica, sua casa estava em pé,
protegendo-o do vento e da chuva e dando-lhe um abrigo nas noites frias, enquanto se preocupava
em planejar seus próximos encontros com a galera suína e sentia saudade das aventuras que ainda
não tinha vivido.
O porquinho do meio, Bacom, o filho número 2 da Dona Porka, era do tipo meditativo, gostava
das paradas da mente, tinha um pouco mais de experiência na vida e sabia que uma casa de palha
teria que ser refeita já na próxima estação. Preocupado com a eminência de suas férias caírem
justamente na época de refazer o barraco, achou melhor, arrumar algumas madeiras para construir
seu lar.
Propôs ao Sr. Porkozito, dono do restaurante onde Bacom tocava nos jantares de terça a
domingo, quinze dias de trabalho em troca das madeiras que estavam no fundo do quintal, sobras
de uma reforma, encostadas há mais de quatro anos.
Sr. Porkozito aceitou rapidamente, sem entender direito, porque aquelas madeiras já não
serviam para muita coisa. Bacom que gostava de ver e principalmente sentir oportunidades (mesmo
que não fossem as melhores) para se livrar logo dos problemas, ficou feliz e satisfeito, porque assim,
não precisaria mexer nos planos de viagem de férias para a Índia.
Pegou as madeiras, levantou as paredes fincando as madeiras em um solo meio lamacento
(afinal, porcos gostam de lama e contato com a terra é tudo de bom!) e em menos de uma semana,
trabalhando na hora em que o sol estava na posição correta com os astros, terminou sua casinha,
que até ficou bonitinha, depois de uma mão de cal.
Enquanto tudo isso aí rolava na aldeia, o porquinho mais velho, Luiz Leitão, de postura
tradicional mas nem por isso, menos feliz, planejava minuciosamente a estrutura do terreno, o
tamanho da casa que queria, a posição que ficaria no terreno, as finanças envolvidas, os materiais
que precisaria, a previsão de entrega… Nenhum detalhe lhe passava. Ele era minucioso e quando
tinha dúvidas, pedia ajuda aos porcos anciãos, mais experientes que ele, no ramo da construção.
Luiz Leitão sabia bem o que queria…uma casa bem estruturada, com fundações fortes,
paredes de madeira e uma sala grande para receber os amigos…Fazia questão, também, de ter
dois quartos para abrigar bem a futura família que queria formar. A estética era importante, mas a
segurança para ele, era algo primordial.
Quando iniciou sua construção, encontrou problemas nos alicerces e acabou demorando
muito mais que o planejado. Os irmãos o incentivavam a deixar os alicerces de lado e partir para as
paredes. Não posso dizer que João Leitão não ficou tentado a aceitar as sugestões dos
irmãos…parecia uma boa ideia…terminaria no prazo estipulado…mas seu compromisso com aquilo
que queria não o deixava mudar seus planos.
Demorou o tempo que precisou e terminou seu lar conforme suas vontades e necessidades.
Viviam todos muito bem, cada qual em seu lar, quando a aldeia foi atingida por uma
surpreendente tempestade! (Ahá! Te peguei! Pensou que ia ser o lobo, neh?! Mas a aldeia tinha
cercas de proteção contra lobos há muitos anos já!)
A tempestade foi muito forte e trouxe muitos prejuízos…para encurtar a história, Júnior
perdeu sua casa no primeiro vento da tempestade, Bacom afundou-se em lama, junto com seu
casebre e não foi para a Índia, e Luiz Leitão, apesar dos bons alicerces, também sofreu com a
tempestade que encheu o rio cuja água invadiu todos os cômodos, estragando principalmente, seus
móveis.
[Link]
Que a vida é cheia de tempestades inesperadas que podem acabar com tudo aquilo que
planejamos, que pode balançar nossas estruturas, levar tudo aquilo que achamos importante…
podem literalmente invadir nossas vidas e bagunçar tudo, mas se, assim como Luiz Leitão, que tinha
uma casa de madeira como Bacom, mas com bons alicerces, sofreremos sim, perderemos sim,
mudaremos sim, mas continuaremos em pé!
Converse com
alguém da sua
família sobre a
importância de
ter uma casa.
Os Três Porquinhos construíram suas casas com base no seus comportamentos e planos de vida.
Você concorda com essa relação?
Você acha que as casas são construídas com base no comportamento do dono da obra?
2- De que maneira Bacon pagou as madeiras para o Sr. Porkozito para que ele construísse sua
casa?
3- De acordo com os argumentos de cada porquinho, de que maneira você construiria sua casa?
Ao longo da semana vimos três versões da história dos Três Porquinhos. Agora você vai ser o
autor da quarta versão deste intrigante conto.
Onde vai acontecer a sua história? Como seriam os seus Três Porquinhos? O lobo
continuaria como vilão? O que os seus personagens gostam de fazer? Qual seria o desafio que os
personagens enfrentariam? E depois, o que vai acontecer? Qual será o final da história?
PROFESSORAS:
Luciana Sabino Pires Dessimoni
Marisa Helena de Carvalho Mesquita
COORDENAÇÃO SEDUC
Paula Renata de Brito









