Álgebra Linear
Espaço Vetorial
Prof. Dr. Jorge Lizardo Díaz Calle
Dpto. de Ciências Básicas – FZEA – USP
Aulas: 9 – 13.
Espaço vetorial - Definição
Um conjunto não vazio E, no qual estão definidas
duas operações e , é um espaço vetorial se as
seguintes propriedades são satisfeitas:
A1: Se u E, v E u v E
A2: u, v E u v v u
A3: u, v, w E u (v w) (u v) w
A4: Existe 0 E tal que v 0 v, v E
A5: A cada v E , existe (v) E tal que
v (v) 0
e
Espaço vetorial – Definição (cont)
M1: Dado um escalar K , e dado x E
então x . E
M2: ( ) x ( x); , K ; x E
M3: 1 x x; x E
M4: ( x y) ( x) ( y); K ; x, y E
M5: ( ) x ( x) ( x); , K ; x E
Nota: Identificar onde são realizadas as operações.
Os elementos de um espaço vetorial são vetores.
São espaços vetoriais?
1. C (complexos), com: (a bi) a bi
e (a bi) (m ni) (a m) (b n)i
2. M 2 x1 o conjunto de matrizes coluna com duas
filas, considere a soma usual:
x11 y11 x11 y11
x y
y x
21 21 21 21
x y
e considere a multiplicação vezes escalar como:
x11 x11
x
x
21 21
x
(Não – Falha na distributiva).
Principais Exemplos
1. O conjunto de polinômios de grau n
Pn { p( x) an x n an1 x n1 ... a1 x a0 / ai R}
p, q Pn p q (an bn ) x n ... (a1 b1 ) x (a0 b0 )
R, p Pn p (an ) x ... (a1 ) x (a0 )
n
Assim os polinômios são vetores.
2. O conjunto de n-uplas
K n {(an , an1 ,..., a1 , a0 ) / ai K}
h, k K n h k (an bn ,..., a1 b1 , a0 b0 )
R, k K n k (an ,..., a1 , a0 )
Principais exemplos
3. M mxn o conjunto de matrizes de m linhas e n
colunas, com a soma usual:
x11 ... x1n y11 ... y1n
x y ... ... ... ... ... ...
xm1 ... xmn ym1 ... ymn
x11 y11 ... x1n y1n
... ... ...
xm1 ym1 ... xmn ymn
Principais exemplos
e com a multiplicação vezes escalar usual:
x11 ... x1n x11 ... x1n
x ... ... ... ... ... ...
xm1 ... xmn xm1 ... xmn
é um espaço vetorial.
Assim as matrizes são vetores.
Subespaço vetorial
• Dado um espaço vetorial M, com uma adição e
multiplicação veces escalar definidas, então
um subconjunto W de M,
com a adição e multiplicação veces escalar de M
restringindo para W,
é subespaço vetorial se ele é
fechado para a adição restringida e é
fechado para a multiplicação por escalar restringida.
Exemplo: Retas e Planos passando pela origem.
Mais exemplos
1. O conjunto solução do problema 2, é um espaço
vetorial com as operações usuais?
O sistema toma a forma:
1 0 5 0 1 0 5 0 x1 5 x3 0
1 1 1 0 0 1 6 0 x 6 x 0
2 3
0 1 6 0 0 0 0 0 00
Assim temos um grau de liberdade, e o conjunto
5
S 6 / R é um espaço vetorial.
(Verifique como subespaço vetorial).
Mais exemplos (cont)
2. Problema 5(lista), para w 1. O conjunto solução
é um espaço vetorial com as operações usuais?
1 1 1 1 4 1 0 0 1 2
1 3 2 1 3 0 1 0 0 1
2 0 3 2 1 0 0 1 0 1
3 3 3 3 6 0 0 0 0 0
2
1
S / R
1 O conjunto solução não
é espaço vetorial!
Espaços vetoriais similares
Observar que é possível expressar de forma similar,
todo elemento dos espaços:
R 2
x R x ( x1, x2 ) x1 (1,0) x2 (0,1)
2
x11 1 0
M 2x1 x M 2 x1 x x11 x21
x21 0 1
M1x 2 x M1x 2 x x11 x12 x111 0 x12 0 1
P1 x P1 x a1t a2 a1 (t ) a2 (1)
Outros espaços vetoriais
Relacionar Ternas e Matrices 3x1 ou 1x3 e polinômios
de ordem 2.
Relacionar Rn com matrices nx1(1xn) e polinômios
de ordem (n-1).
Conceitos necessários
Combinação linear de um conjunto de vetores
Um conjunto de vetores pode ser GERADOR de um
espaço vetorial.
Um conjunto de vetores pode ser LI, linearmente
independentes.
Uma base é um conjunto de vetores, não vazio, que
gera o espaço vetorial e eles são LI.
A dimensão do espaço é o tamanho da base.
Combinação linear de vetores
Seja um espaço vetorial ( E,,) E , e seja um
subconjunto S E , onde S 1,2 ,,n , então
um vetor v E é combinação linear de S , se
existem escalares c1, c2 , , cn , tal que:
v c1 1 c2 2 cn n
Exemplos:
1. v [5 2 8] sendo S 1 1 2, 1 0 4
2. v [5 2 8] sendo S 0 1 2, 1 2 1, 1 2 1
3. v 4t 2
7 5t sendo S t 2, t 2 9, 2t 4 3t 2
Gerador de um espaço vetorial
Um conjunto de vetores S 1, 2 , , n E é um
gerador do espaço ( E,,) E, se todo vetor v E
é combinação linear de S .
Exemplos:
1. S 1 1 2, 1 0 4 é gerador de M1x 2?
2. S 1 1 2, 1 0 4 é gerador de M1x3 ?
3. S 0 1 2, 1 2 1, 1 2 1 é gerador de M1x3 ?
4. S t 2, t 2 9, 2t 4 3t 2 é gerador de P2 ?
Conjunto linearmente independente (L.I.)
Um conjunto de vetores S 1, 2 , , n E é
linearmente independente ( S é L.I.), sempre que
0 c1 1 c2 2 cn n então necessariamente
c1 0, c2 0, , cn 0 . Única forma de combinar o vetor 0
é com coeficientes nulos (zeros).
Caso contrário, S é linearmente dependente (L.D.).
Exemplos:
1. S 1 1 2, 1 0 4 é L.I. em M1x 2 ?
2. S 1 1 2, 1 0 4 é L.I. em M1x3 ?
3. S 0 1 2, 1 2 1, 1 2 1 é L.I. em M1x3?
4. S t 2, t 2
9, 2t 4 3t 2
é L.I. em P2 ?
Base e dimensão de um espaço vetorial
Um conjunto de vetores S 1, 2 , , n E é
uma base do espaço vetorial E , se:
S gera o espaço E , e
S é linearmente independente (L.I.).
O número de elementos da base de E é a dimensão n.
Exemplos:
1. S 1 1 2, 1 0 4 é base de M1x 2 ?
2. S 1 1 2, 1 0 4 é base de M1x3 ?
3. S 0 1 2, 1 2 1, 1 2 1 é base de M1x3 ?
4. S t 2, t 2
9, 2t 4 3t 2
é base de P2 ?
Exercícios e problemas
1. Qual o valor de c para que o conjunto S , não
seja base de P1 . S t 3, 2t c 2 2
2. Geram P2 os conjuntos abaixo?
S t 2
2, 2t t 1, t 2, t t 4
2 2
S t 2
2t 1, t 2 1
3. Dada a equação homogênea AX 0 . É L.I. o
seguinte conjunto de vetores solução?
2 4 1
X 1 1 X 2 7 X 3 2
1 1 2
Exercícios
Sobre espaços vetoriais.
Treine com pelo menos 5 exercícios não similares
em:
- Seção 6.1 - Seção 6.4
- Seção 6.2 - Seção 6.5
- Seção 6.3 - Seção 6.6