SSISTÊNCIA EM SAÚDE MENTAL IV
ASSISTÊNCIA EM SAÚDE MENTAL IV
- RESPEITANDO AS DIFERENÇAS NAS
RELAÇÕES DE TRABALHO.
O que é personalidade?
▪ Um dos campos de estudo mais importantes da psicologia e da
psicanálise é a personalidade humana. O conceito de
personalidade humana diz que a mesma pode ser definida
como o conjunto de características mentais que formam parte
de um indivíduo e o diferenciam dos demais.
Para a psicanalise:
Consciente: é o nível mais visível dos nossos pensamentos, podemos acessá-lo através de um
exercício de reflexão, a parte consciente da nossa mente engloba os nossos desejos e ideias
mais explícitas.
Pré-consciente: este extrato da mente humana é considerado a ponte entre os pensamentos
diretos e os impulsos mais subconscientes. Neste nível, encontramos pensamentos um pouco
mais difíceis de acessar. Uma das ferramentas da terapia psicoanalítica é baseada em levar os
conteúdos do inconsciente ao pré-consciente para poder acessá-los.
Inconsciente: para Freud, o inconsciente é o desconhecido inacessível da mente humana, não
sabemos com certeza o que ocorre nessa cama da nossa mente. No entanto, a psicanálise
defende que influencia enormemente a nossa personalidade. O inconsciente engloba os
conteúdos relacionados com as experiências vividas, os traumas pessoais e os impulsos animais.
De acordo com a teoria de Sigmund Freud, a mente é composta por diferentes níveis ou
camadas. Estes níveis tinham o nome de consciente, pré-consciente e inconsciente. Cada
camada tem uma informação concreta sobre a nossa personalidade e nossa forma de
comportar-nos com os outros e, quanto mais profunda for essa camada, mais informação oculta
ela contém..
Freud tentou ordenar este caos aparente propondo três hipotéticas instâncias da formação da
personalidade: id, ego e superego.
O ID
Definimos o ID como a parte mais primária e instintiva do ser humano, o objetivo principal do ID
é satisfazer os impulsos (também chamados de pulsões). A agressividade, o desejo sexual, a
busca de prazer... todos esses sentimentos são gestionados através do ID e graças ao princípio
de prazer. Este elemento da psique humana acompanha-nos desde que nascemos e tem como
objetivo cobrir nossas necessidades mais básicas.
Os conteúdos do Id são quase todos inconscientes, e isto inclui as configurações mentais que
nunca se tornaram conscientes, da mesma forma como o material que não foi aceito pela
consciência.
Um pensamento ou uma lembrança, que foi excluído da consciência, mas que se encontra na
área do Id, será capaz de influenciar toda vida mental de uma pessoa.
Exemplo do funcionamento do ID:
EGO
O Ego está em contato com a realidade. Funciona a nível consciente e pré-consciente, embora
também contenha elementos inconscientes. O Ego protege o Id, mas extrai dele a energia suficiente
para suas realizações. O Ego tem a tarefa de garantir a saúde, segurança e sanidade da
personalidade (autopreservação).
Ego tem a função controlar as exigências dos instintos do Id, decidindo se elas devem ou não ser
satisfeitas, adiando-as para momentos mais favoráveis ou as suprimindo inteiramente. O ego busca
o prazer e evita o desprazer.
Assim, o ego é originalmente criado pelo Id, na tentativa de melhor enfrentar as necessidades de
reduzir a tensão e aumentar o prazer. Contudo, para fazer isto, o Ego tem de controlar ou regular os
impulsos do Id, de modo que a pessoa possa buscar soluções mais adequadas, ainda que menos
imediatas e mais realistas.
EGO
Ego tem a função controlar as exigências dos instintos do Id, decidindo se elas devem ou não ser
satisfeitas, adiando-as para momentos mais favoráveis ou as suprimindo inteiramente. O ego
busca o prazer e evita o desprazer.
Assim, o ego é originalmente criado pelo Id, na tentativa de melhor enfrentar as necessidades
de reduzir a tensão e aumentar o prazer. Contudo, para fazer isto, o Ego tem de controlar
ou regular os impulsos do Id, de modo que a pessoa possa buscar soluções mais adequadas,
ainda que menos imediatas e mais realistas.
Ou seja
Este elemento é responsável por nos conectar com a realidade que nos rodeia, entendemos
pois que o Ego funciona graças ao princípio de realidade. O objetivo do Ego é satisfazer os
desejos do ID, usando como ferramentas a realidade da qual dispomos. O princípio de realidade
analisa a situação e toma decisões com base nos custos e benefícios de cada ação. O Ego regula
os instintos e desejos do ID.
O SUPEREGO
O Superego se desenvolve a partir do Ego e atua como um juiz ou censor sobre as atividades e
pensamentos do Ego.
Nele estão os códigos morais, modelos de conduta e os parâmetros que constituem as inibições
da personalidade. Freud descreve três funções do Superego: consciência, auto-observação e
formação de ideais.
Superego
Superego
O último elemento do modelo estrutural de Freud é o Superego. Este nível inclui as ideias éticas
e morais de cada indivíduo. O Superego também controla os impulsos do ID, no entanto, esse
controlo é feito através do Ego e da consciência moral. Segundo Sigmund Freud, este elemento
não nos acompanha desde que nascemos, sendo algo que aprendemos através dos pais e
outras figuras de autoridade.
RESUMINDO...
COMO ESSES
MECANISMO
FUNCIONAM NA
FORMAÇÃO DA
PERSONALIDADE?
A meta fundamental da psique é manter e/ou recuperar um nível aceitável de equilíbrio
dinâmico que maximiza o prazer e minimiza o desprazer.
Todo o processo inicia-se no Id, que é de natureza primitiva, instintiva. 0 ego, surge do id e
existe para lidar com a realidade das pulsões básicas do id e também atua como mediador entre
as forças que operam no Id e no Superego e as exigências da realidade externa.
O Superego, surge do ego, e age como um freio moral ou uma força contrária aos interesses do
ego. Ele determina normas que definem e limitam a flexibilidade do Ego.
MECANISMO DE ADAPTAÇÃO
Na perspectiva clínica da criança em desenvolvimento, o sintoma se apresenta como resultado
dos conflitos intrapsíquicos e de elementos externos ao desenvolvimento (Freud, A.,
1965/1980). Quando o eu se vê em dificuldades pela invasão dos impulsos instintivos do id,
utiliza o sintoma como defesa contra essas moções inconscientes. Esses conflitos são
"subprodutos normais do desenvolvimento estrutural comuns a todos os indivíduos que
suplantaram, em seu crescimento, o nível primitivo de indiferenciação" (Freud, A., 1965/1980:
191). O sintoma, então, é resultado de uma defesa quando o eu se vê confrontado por uma
exigência pulsional particular (Freud, A., 1946/1986).
MECANISMO DE ADAPTAÇÃO