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Comportamento e Altruísmo Pró-Social

O documento discute o comportamento pró-social e altruísta. Comportamento pró-social refere-se a ações que beneficiam outros sem esperar recompensas. Exemplos incluem ajuda, consolo e doação. Fatores como número de espectadores e semelhança física influenciam tal comportamento. Altruísmo se refere a ajudar outros desinteressadamente. Teorias tentam explicar tais ações e fatores situacionais também influenciam o comportamento altruísta.
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Comportamento e Altruísmo Pró-Social

O documento discute o comportamento pró-social e altruísta. Comportamento pró-social refere-se a ações que beneficiam outros sem esperar recompensas. Exemplos incluem ajuda, consolo e doação. Fatores como número de espectadores e semelhança física influenciam tal comportamento. Altruísmo se refere a ajudar outros desinteressadamente. Teorias tentam explicar tais ações e fatores situacionais também influenciam o comportamento altruísta.
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Indice

Introdução...................................................................................................................................................2
Comportamento pró-social..........................................................................................................................3
Exemplos do comportamento pró-social..................................................................................................4
Características do comportamento pró-social..........................................................................................4
Critérios para considerar uma acção pró-social:......................................................................................4
Tipos de comportamento pró-social.........................................................................................................5
Proactivo..............................................................................................................................................5
Reactivo...............................................................................................................................................5
Altruísta...............................................................................................................................................5
Factores que influenciam no comportamento pró-social..........................................................................5
Como desenvolver o comportamento pró-social......................................................................................5
Altruísmo.....................................................................................................................................................6
Exemplos de altruísmo variam por género...........................................................................................6
Teorias psicológicas tradicionais.............................................................................................................7
Teoria da troca social...............................................................................................................................8
I. Factores Situacionais do comportamento altruísta...............................................................................8
II. Factores individuais do comportamento altruísta:............................................................................9
Conclusão..................................................................................................................................................10
Referencias Bibliográficas.........................................................................................................................11

1
Introdução
O nosso trabalho tem como objectivo abordar e explicar sobre o comportamento pró-social.

Dentro do mesmo falaremos do conceito desse comportamento, daremos exemplos, as


características, os tipos, os factores que influenciam nesse comportamento e como o indivíduo
pode desenvolver esse comportamento.

De seguida falaremos do altruísmo onde iremos deixar ficar o conceito do mesmo, a teoria
psicológica tradicional do comportamento altruísta e da teoria da troca social, depois de falar das
teorias caracterizaremos os factores situacionais do comportamento altruísta.

2
Comportamento pró-social1
Mussen e Eisenberg (1985) definiram o comportamento pró-social em termos de “acções
destinadas a ajudar ou beneficiar outra pessoa ou grupo de pessoas, sem esperar recompensas
externas”. No âmbito da reflexão e da pesquisa psicossocial, o interesse pelo comportamento
pró-social é relativamente recente: o período de maior expansão da pesquisa sobre este tema se
situa nos anos sessenta e no início dos anos oitenta do século passado.

O início foi determinado, sobretudo nos Estados Unidos, pelo aumento de fenómenos dedutivos,
em particular nas grandes cidades: uma série de casos de grande comoção pelo facto de que
alguns observadores presenciaram episódios de violência sem prestar ajuda às vítimas
desesperadas.

Algumas pessoas tem a tendência de se encarregar do bem-estar dos demais mais do que outras,
espontaneamente e independentemente das circunstâncias e dos destinatários, às vezes às custas
de sacrifícios e riscos pessoais consideráveis.

O fazer o bem não é por acaso, mas intencional e, dessa forma, reflecte a organização de
estruturas emocionais, cognitivas e motivacionais, como sentimentos, convicções de eficácia,
valores, expectativas, fins.

1
Uma acção pró-social é qualquer comportamento levado a cabo por um indivíduo ou um grupo
e dirigido a melhorar ou bem-estar de outras pessoas ou de um grupo de pessoas, ou a reduzir seu
sofrimento ou a melhorar as relações, é comportamento orientado a ajudar os outros.

3
Exemplos do comportamento pró-social
Mais especificamente, as expressões “comportamento pró-social” ou “pro-socialidade” são
utilizadas para indicar uma ampla gama de comportamentos ou condutas destinada a beneficiar
outras pessoas além de si mesmo, como por exemplo:

 A ajuda;
 O consolo;
 A doação;
 O cuidado;
 O compartilhar;

Acção que se traduz concretamente em ajuda física, apoio verbal, escuta: comportamentos
destinados a beneficiarem a outra pessoa e que possam ter como base motivações altruístas,
egoístas ou mistas.

Características do comportamento pró-social


A maioria dos psicólogos acredita que qualquer comportamento voluntário que beneficie outras
pessoas tem direito de ser reconhecido como pró-social. Uma ampla categoria de
comportamentos, caracterizados pela intenção de fazer um favor a outra pessoa e da liberdade de
escolha (por exemplo, a ausência de obrigações profissionais), na qual se situam também
comportamentos que possam ser classificadas como altruístas.

Critérios para considerar uma acção pró-social:


 O acto deve beneficiar um indivíduo, ou mais indivíduos, ou um grupo de indivíduos;
 O agente ou emissor do comportamento não é obrigado a praticá-lo;
 O comportamento deve ser gratuito, isto é, espontâneo, não solicitado pelo outro
indivíduo.

4
Tipos de comportamento pró-social
Embora o comportamento pró-social seja frequentemente apresentado como uma dimensão única
e uniforme, algumas pesquisas sugerem que existem diferentes tipos, esses mesmos tipos são
diferenciados com base no motivo pelo qual são produzidos e incluem:

Proactivo: São acções pro-sociais que servem a propósitos de benefício próprio;

Reactivo: São acções que executadas em resposta as necessidades individuais;

Altruísta: Incluí acções destinadas a ajudar os outros sem nenhuma expectativa de ganho
pessoal.

Factores que influenciam no comportamento pró-social


Existem numerosos factores ou situações que favorecem ou inibem o fato de ajudar os outros:

 O número de espectadores no caso de emergência;


 Observar ou não a situação de ajuda e interpretá-la como situação de emergência;
 A capacidade para assumir a responsabilidade nesta situação;
 Em geral, as pessoas são mais propensas à ajuda quando acabam de observar a outra
pessoa que ajuda, ou quando tem muito tempo disponível;
 Inclusive o humor e a semelhança física têm um peso na predisposição à ajuda.

Como desenvolver o comportamento pró-social


As pesquisas sugerem que para aumentar os comportamentos de ajuda ou pro-socialidade é
necessário:

 Reduzir ou eliminar os factores impeditivos: reduzir a ambiguidade e aumentar a


responsabilidade, activar o sentimento de culpa e a preocupação pela própria imagem.
 Ensinar a pro-socialidade e o altruísmo: ensinar a inclusão moral, criar modelos de
altruísmo, aprender fazendo, atribuir o comportamento altruísta a motivações altruístas,
conhecer os mecanismos que regulam o altruísmo.
 Favorecer a acção da norma de reciprocidade.

5
Altruísmo
É comportamento, segundo o qual uma pessoa faz boas acções associadas ao cuidado
desinteressado e ao bem-estar dos outros. Altruísmo, o significado da palavra e seu princípio
principal são definidos como “viver para o benefício dos outros”. O termo altruísmo foi
introduzido por Auguste Comte, o fundador da ciência sociológica. Por esse conceito, ele
entendeu pessoalmente as motivações altruístas da personalidade, que envolvem acções que
proporcionam benefício apenas para os outros.

Comte apresentou uma opinião de oposição sobre a definição de altruísmo por psicólogos que,
usando suas pesquisas, determinaram que o altruísmo a longo prazo cria mais vantagens do que o
esforço. Eles reconheceram que em toda acção altruísta há uma parcela de egoísmo.

Mas se, no entanto, consideramos o altruísmo o significado de uma palavra que é traduzida como
“outro”, então é entendido como ajudando outro, que se manifesta em actos de misericórdia,
cuidado e auto-negação por causa de outra pessoa. É necessário que o egoísmo, como o oposto
do altruísmo, esteja presente no homem em menor grau e dê lugar à bondade e à nobreza.

O altruísmo pode se relacionar com uma variedade de experiências sociais, por exemplo,
simpatia, misericórdia, compaixão e boa vontade. Actos altruístas que se estendem além dos
limites de parentesco, amizades, vizinhos ou qualquer relacionamento de conhecimento são
chamados de filantropia. Pessoas que se envolvem em actividades altruístas fora de conhecidos
são chamadas de filantropos.

Exemplos de altruísmo variam por género:

Os homens são propensos a pequenas explosões de altruísmo: tirar uma pessoa que está se
afogando da água; ajudar uma pessoa em uma situação difícil. As mulheres estão prontas para
acções de longo prazo, podem esquecer suas carreiras para criar filhos. Exemplos de altruísmo
são exibidos no trabalho voluntário, ajudando os necessitados, orientação, misericórdia,
abnegação, filantropia, doação e muito mais.

6
Teorias psicológicas tradicionais
A teoria psicanalítica freudiana, ao postular que a natureza humana é basicamente egoísta e
agressiva, concebe o altruísmo como um meio de nos defendermos das nossas ansiedades e
conflitos internos, abordagem que parece negar que tenhamos qualquer interesse genuíno pelos
outros. Os actos altruístas são, em ultima analise, auto servidores, isto é, são motivados mais para
atender nossas necessidades interiores do que por uma preocupação real com os outros. Outros
psicanalistas defendem pontos de vista mais optimistas e admitem que experiencias positivas de
socializações podem tornar-nos menos egoístas.

Teoria de aprendizagem, o comportamento altruísta pode ser explicada a partir de dois


princípios gerais: reorçamento e modelação. Segundo o princípio do reforço, repetimos e
fortalecemos os comportamentos que resultam em consequências positivas para nós. Assim, as
crianças aprendem a ajudar os outros quando são recompensadas por seus comportamentos pro-
sociais. Por outro lado as pessoas aprendem a ajudar através da observação de modelos altruístas,
o que faz supor que as crianças que vêm seus pais prestando auxílio pessoas em necessidade
estão mais propensas a aprender e desempenhar actos altruístas.

Teoria do reforço: Fica difícil explicar como o altruísmo, se é que ele existe, pode ser
desenvolvido se esta associado, em geral, a consequência negativas com custos e riscos. Por essa
razão, alguns teóricos da aprendizagem respondem que o que parece ser altruísmo é, na verdade,
egoísmo ou auto-interesse. Gelfand e Hartman (1982) argumentam que há recompensas sutis
para actos aparentemente altruísta, como por exemplo, sentir-se melhor internamente ao ajudar
alguém.

Vantagens de ser altruísta

 Muitos estudos demonstraram que as pessoas que praticam regularmente


comportamentos altruístas, como os voluntários, têm indicadores mais elevados de
felicidade e bem-estar, tanto no presente como no futuro;
 Um estudo comparando adultos que se ofereceram quando eram jovens e outros que não
eram voluntários, constatou-se que os primeiros apresentavam indicadores mais elevados
de satisfação com suas vidas e níveis mais baixos de depressão, ansiedade e somatização;
 Pessoas altruístas têm menos problemas físicos e são mais longevas.

7
Teoria da troca social
A teoria da troca social (HOMANS, 1961;THIBAUT & KELLY, 1959), uma das mais
conhecidas teorias da psicologia social, concebe as interacções humanas como uma troca de
recursos sociais, psicológicos ou matérias, orientada por uma “ economia social”. Isso equivale a
dizer que, em nossas relações interpessoais, nos trocamos não apenas bens materiais (dinheiro
por exemplo), mas também bens sociais, como amor, informação, status, serviços (FOA & FOA,
1975). Nas trocas sociais, valemo-nos da chamada estratégia “minimax”, ou seja, minimizamos
os custos e maximizamos as recompensas, prevendo-se que a relação interpessoal continuará se
for suficientemente ‘’lucrativa’’ para ambas partes.

I. Factores Situacionais do comportamento altruísta

1. Ambientes rurais e urbanos: pesquisadores que se propuseram a estudar ambiente


social mais favorecedor do comportamento altruísta compararam pessoas que vivem em
áreas rurais e urbanas.
De um modo geral, os resultados dos seus estudos são concordantes: moradores de
cidades pequenas e de áreas rurais são significativamente mais prestativos e generosos do
que os moradores de grandes sociedades (BRIDGE & COADY, 1996; HOUSE &
WOLF, 1978; KORTE, 1980; LEVINE et al., 1994; STEBLAY, 1970).

a)O efeito de circunstante: Pelo que acabamos de discutir, podemos pensar que há uma
razão plausível para explicar a indiferença e a apatia dos vizinhos de Kitty Genovense tenha
sido o facto de ter ocorrido em Nova York, uma das maiores cidades do mundo. De facto, a
sobrecarga de estimulação urbana pode ter contributo para a reacção, ou melhor, a falta de
reacção dessas pessoas, mas, certamente, outras razões podem ser aventadas. Uma
possibilidade seria atribuir a não intervenção as suas características disposicionais ou traços
pessoais, classificando-as como pessoas frias e desumanas.

8
b)A presença de modelos: Do mesmo modo que modelos agressivos provocam o
aumento da agressão e a presença de modelos apáticos inibe a ajuda, modelos pro-sociais
também promovem o altruísmo. Sendo assim, numa situação de emergência, se alguém
diz “temos um problema grave, precisamos fazer alguma coisa”, o mais provável será que
os demais circunstantes se mobilizem para ajudar também. Esse processo é conhecido
como modelação.
2. A natureza das relações interpessoais: De um modo geral, as pesquisas sobre
altruísmo focalizaram os relacionamentos entre estranhos. No entanto, uma grande parte
do comportamento pró-social na vida diária ocorre entre pessoas que se conhecem bem:
casais, parentes, amigos, colegas, namorados.

II. Factores individuais do comportamento altruísta:


A. Caracteristicas de personalidade: quando tomamos conhecimento de eventos
dramáticos, como enchentes, naufrágios, incêndios e ouvimos os relatos sobre o
resgate das vítimas realizado por pessoas que arriscaram sua própria vida, logo
nos inclinamos a pensar como essas pessoas são generosas, solidárias e
abnegadas. Em alguns momentos, chegamos até a comentar com entusiasmo
sobre a personalidade altruísta de algumas pessoas, como a de Madre Teresa de
Calcutá, que dedicou sua vida à causa dos pobres e oprimidos tanto no seu dia-a-
dia como em momentos de grande aflição para a humanidade.
B. Estados emocionais e altruísmo: Os estudos da psicologia social sobre altruísmo
visam explorar também as eventuais relações entre estados emocionais
temporários e a tendência a ajudar em situações específicas. Assim, o foco das
pesquisas volta-se, não para os traços de personalidade, mas para os estados de
humor que precedem ou são concomitantes ao acto altruísta.
C. Diferença de género e altruísmo: Embora pareça simples, a questão “ quem é
mais altruísta, o homem ou a mulher?” não tem uma resposta única e imediata.
Primeiramente porque este tipo de indignação nos remete necessariamente a uma
análise mais ampla. Segundo porque já tem elementos suficientes, tanto do ponto
de vista teórico quanto do ponto de vista dos achados empíricos. Para concluirmos
que o comportamento pró-social é na maioria das vezes, situacionalmente
determinado.

9
Conclusão
Enquanto realizamos as nossas pesquisas para poder realizar o nosso trabalho pudemos perceber
melhor sobre o Comportamento pró-social que foi definido como sendo uma acção destinada a
ajudar ou beneficiar outra pessoa, depois de saber o conceito de comportamento pró-social
pudemos explorar mais sobre os mesmos e perceber melhor as partes que a compõem.

Pudemos ver alguns exemplos desse tipo de comportamento, conhecemos suas características,
seus tipos, os factores que influenciam o indivíduo a ter tal comportamento e como esse mesmo
comportamento se desenvolve no indivíduo.

Tendo já percebido a parte do comportamento pró social buscamos compreender o que é o


altruísmo, e percebemos de maneira clara que é adquirido com educação e com resultado da
auto-educação individual, pudemos ver também mais sobre as teorias psicológicas tradicionais e
da teoria da troca social.

10
Referencias Bibliográficas
Assmar.M.E, Jablonki. B & Rodrigues. A, Psicologia social parte: São Paulo, editora vozes,
27⁰Edicao revista e ampliada.

[Link]
desenvolver

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