ERICK RODRIGUES VERLANGIERI
GABRIEL REIS REZENDE
JOÃO VICTOR DE FREITAS RODRIGUES
KEYZE DE ALMEIDA BRASIL LINS
LAURA RODRIGUES REZENDE
MATHEUS GREGÓRIO DRUMOND DE OLIVEIRA
TALISSA NONATO PALHETA
PLATAFORMA SEMI-SUBMERSÍVEL
CABO FRIO – RJ
2017
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
FLUMINENSE – CAMPUS CABO FRIO
ERICK RODRIGUES VERLANGIERI
GABRIEL REIS REZENDE
JOÃO VICTOR DE FREITAS RODRIGUES
KEYZE DE ALMEIDA BRASIL LINS
LAURA RODRIGUES REZENDE
MATHEUS GREGÓRIO DRUMOND DE OLIVEIRA
TALISSA NONATO PALHETA
PLATAFORMA SEMI-SUBMERSÍVEL
Trabalho realizado com a finalidade
de obtenção de conceito máximo na
disciplina de Perfuração e Completação
redigido a fim de realizar uma pesquisa
solicitada pela professora Gisely Pinheiro.
CABO FRIO – RJ
2017
AGRADECIMENTOS
Agradecemos primeiramente á Deus que nos deu energia e benefícios para
concluir todo esse trabalho.
Aos pesquisadores Vint Cerf e Bob Kahn que inventaram a internet, sem eles
não seria possível a realização dessa pesquisa.
Ao Site de busca Google, pois sua contribuição foi de extrema importância para a
pesquisa desse trabalho.
“Há uma força motriz mais poderosa
que o vapor, a eletricidade e a energia
atômica: à vontade.”
Albert Einstein
LISTA DE SÍGLAS
BOP- Blow out preventer
RESUMO
O artigo presente tem como objetivo abordar um tipo de plataforma,
sendo ela a plataforma Semissubmersível, apresentando entre seus principais
pontos, sua história, sua utilização, seu funcionamento. As plataformas
Semissubmersíveis estão entre as mais utilizadas no mundo.
Palavras-chave: Plataforma, Semissubmersível, Offshore,
Flutuante.
ABSTRACT
k
Keywords:.
SUMÁRIO
[Link]ÇÃO..............................................................................................06
[Link]ÓRIA ....................................................................................................07
[Link]ÇÃO DE UMA PLATAFORMA SEMISSUBMERSÍVEL........ .......11
[Link] DE FUNCIONAMENTO ............................................................00
[Link] E DESVNTAGENS ...............................................................00
6. CONCLUSÂO...............................................................................................00
7. BIBLIOGRAFIA ...........................................................................................00
7
1. INTRODUÇÃO
Uma plataforma petrolífera é basicamente uma grande estrutura utilizada no
mar para abrigar os trabalhadores e as maquinas necessárias para a produção e
perfuração, podemos contar de forma geral com dois principais tipos de plataformas,
as fixas e as flutuantes e essas passam por subdivisões.
As plataformas Semissubmersíveis fazem parte do leque de modelos
flutuantes. Elas são formadas por uma estrutura com um ou mais conveses,
apoiadas por colunas, e flutuadores submersos, por estar no mar ela se torna
suscetível aos movimentos causados pelo vento, ondas e correntes marítimas o que
pode trazer prejuízos em alguns equipamentos que serão descidos no poço. Essas
plataformas podem ou não ter propulsão própria, mas mesmo não tendo elas
apresentam uma grande mobilidade sendo considerada à preferida para a
perfuração de poços exploratórios. (Rafael Abrantes, 2011)
Por esse motivo, torna-se necessário que a plataforma fique posicionada na
superfície do mar num circulo com tolerância de raio delimitado pelos equipamentos
de subsuperfície. Para que isso ocorra são utilizados basicamente dois sistemas que
são responsáveis pelo posicionamento da unidade flutuante e são eles o sistema de
ancoragem e o sistema de posicionamento dinâmico. (Rafael Abrantes, 2011)
O sistema de ancoragem é composto por 8 a 12 ancoras com cabos ou
correntes que atuam como molas capazes de restaurar a posição do flutuante
quando é modificada pelas ações da natureza (ondas ventos e fortes correntes). Já
o sistema de posicionamento dinâmico não possui uma ligação entre a plataforma e
o fundo do mar (exceto os equipamentos de perfuração) esse sistema possui
sensores acústicos que determinam a deriva e também propulsores no casco
acionados por computadores que restauram a posição da plataforma. (Sydney Dias,
2010)
Plataformas semissubmersíveis, são sondas flutuantes das mais velhas é
uma das mais utilizadas pelo mundo, em parte porque é flexível para um grande
ramo de propósitos. Ela surgiu nos anos 60 e sua construção acelerou a partir da
segunda metade do século 20. Ao contrario das sondas fixas a capacidade das
semissubmersível sofreram inúmeras alterações nos últimos 70 anos e grande parte
dessas alterações foram concentrados na capacidade de operação em lâminas
d’água cada vez maiores.(Gabriel Pedro, 2015)
8
2. HISTÓRIA
As primeiras plataformas para a exploração offshore eram improvisadas,
perfuravam em mar da mesma maneira que perfuravam na terra e não havia
preocupação com segurança no trabalho ou com o meio ambiente.
A partir das plataformas fixas foi se desenvolvendo a produção offshore, essa
tecnologia foi desenvolvida entre as décadas de 30 e 50 na Venezuela e no Golfo do
México. As plataformas fixas consistiam em grande estrutura metálica que era
apoiada sobre o subsolo marinho. A tecnologia de perfuração foi avançando seu
grande desafio era a construção de sondas marítimas moveis. (FURTADO, 1996)
As primeiras sondas foram instaladas sobre barcaças no golfo do México no
fim dos anos 30, porem sondas especificas para essa adaptação foram
desenvolvidas posteriormente passando dos barcos sondas, para as plataformas
auto-elevatórias que são datadas da década de 50 e nessa mesma época foram
lançadas sondas sobre as plataformas semissubmersíveis que recebeu uma nova
tecnologia, a de perfuração de posicionamento dinâmico para maiores
profundidades. (FURTADO, 1996)
Mais ou menos após a Segunda Guerra Mundial, é perfurado o primeiro poço
realmente offshore do mundo, em 1947 pela empresa Norte Americana Kerr-McGree
Oil no Golfo do México. O poço ficava a 10,5 milhas de distância da costa e na
época, em águas profundas com 18 pés de profundidade. A mesma Kerr-McGree
começou a usar embarcações militares restantes da Segunda Guerra Mundial para
utilizar na exploração petrolífera. Elas não perfuravam, mas serviam de apoio para
construírem estruturas fixas no mar.(BATISTA, 2014)
A necessidades de desenvolver projetos só se tornou concreta quando a
exploração por águas profundas ficaram mais valorizadas devido as crises da Opep
em relação ao petróleo no oriente médio. Foi a partir dessa necessidade que surgiu
com um design mais apropriado para maiores profundidades, a column stabilized
submersibe, também conhecida como “pernas de garrafa” (Bottle legs) que foi usada
para a estabilização das novas plataformas no leito marinho, e uma estrutura feita
para resistir ondas e tempestades a mar aberto, essas plataformas foram
amplamente utilizadas até os anos 80, porém muitas delas foram convertidas em
semissubmersíveis.
9
Em 1962, uma nova plataforma que estava sob regime de locação para a
Shell Oil chamada de Blue Water 1,registrou uma perfuração de poço marinho de
aproximadamente 90 metros de água no golfo do México, sendo essa considerada
até três vezes mais profundas do que já fora perfurado por outros navios e sondas
de perfuração móvel, curiosos e observadores tentaram de diversas maneiras
desvendar o mistério de como a Blue Water se mantinha imóvel em mar aberto
porém ninguém chegava a lugar algum (PRIEST, 2015)
Foi somente em agosto de 1962 que a Shell Oil faz a dramática revelação dos
detalhes da sua queridinha, a plataforma flutuante de perfuração. Ela possuía um
sistema de oito ancoras que ficavam escondidas sob a água, esta nova
semissubmersível estava equipada para operar em até 90 metros sem descanso.
Junto com o anuncio do sucesso d plataforma, a Shell relatou também progressos
técnicos na completação de poços no fundo do oceano a partir de controles remotos
a partir da superfície. (PRIEST, 2015)
10
3. UTILIZAÇÃO DE UMA PLATAFORMA
SEMISSUBMERSIVEL
A plataforma semissubmersível é designada para operações em águas
profundas, com mais de 2000 metros de lâmina d’água, graças aos sistemas de
ancoragem modernos, portanto, constitui-se como a preferida para operações de
perfuração, devido à estabilidade excepcional que proporciona em operações em
mares profundos, onde o mar é constantemente agitado, além de haver ameaças
climáticas ocasionais, como tempestades, ciclones e furacões. Esse tipo de sonda
marítima, além de realizar operações de perfuração, também é capaz de produzir,
podendo realizar ambas as atividades numa mesma unidade, ou exclusivamente
uma delas. (RIGZONE, 201?)
Sendo uma das plataformas mais utilizadas, a Semissubmersível é
amplamente utilizada por empresas brasileiras e mundo afora, plataformas como P-
51, na Bacia de Campos e a Petrobrás XIX, no Campo de Marlim são apenas alguns
exemplos nacionais. (PETROBRAS, 2017) Empresas estrangeiras como
Transocean e principalmente Shell são as que mais utilizam esse tipo de
plataformas.
Existem dois tipos de plataforma semissubmersível, que são classificados que
acordo com a forma que a plataforma está submersa, sendo elas a bottle-type e a
column-stabalized. (MARITIMO, 2017)
• Bottle-type
A bottle-type, como o nome em inglês diz, possui as pernas em forma de
garrafa, localizadas logo abaixo do piso de perfuração. A submersão ocorre
enchendo parcialmente alguns dos compartimentos localizados nos cascos,
chamados pontoons, ou ás vezes nas próprias pernas com água. Essa semi-
submersão é que permite que sejam utilizadas em águas ultra profundas, já que q
única ligação entre a sonda e o fundo do mar são âncoras. (RIGZONE, 201?)
• Column-stabalized
A column-stabilized possui dois cascos horizontais, que são conectados
através de colunas ou cilíndricas ou retangulares no convés de perfuração, logo
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acima da água. Colunas menores, diagonais, são utilizadas para suportar a
estrutura. A submersão é atingida quando a casca horizontal é preenchida
parcialmente com água, até a profundidade desejada, sendo este tipo a mais
utilizada. (MARITIMO, 2017)
12
4. PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO GERAL
A diferença entre as semissubmersíveis e as demais plataformas flutuantes
são seus flutuadores (pontoons), o convés que abriga os equipamentos principais de
sua atividade e os contraventamentos (bracings). Os flutuadores são responsáveis
por executar grande parte do empuxo o que faz plataforma flutuar e ajudam a
diminuir os movimentos das ondas, já as colunas estabilizam a plataforma o que
impede que a plataforma vire “de cabeça para baixo”. (AMORIM, 2010).
A completação das plataformas Semissubmersíveis é molhada com a árvore
de natal no poço justamente pelo movimento ondulatório do mar ao qual as mesmas
são acometidas. A construção dessas plataformas pode ser feita em dique nos
estaleiros de forma “pré-moldada” e montando somente n local desejado. Já a sua
instalação é feita a partir de um sistema de ancoragem chamado de spread mooring
onde as linhas de ancoragem são dispostas ao redor da plataforma o que lhes dá a
possibilidade de resistir as forças da natureza. (AMORIM, 2010)
As plataformas semissubmersíveis precisam contar com mecanismos para
manter sua posição caso contrario ela poderia ser levada pela ação das ondas o que
prejudicaria a sua função (HADDAD, 2003).
No sistema de ancoragem há basicamente um mecanismo com 8 a 12
âncoras que atuam como molas e resistem aos tensionamentos como a ação de
ventos e correntes marinhas, garantindo assim, a estabilidade no fundo do mar.
(METALICA, 201?).
A ancoragem pode ser feita de duas formas sendo elas o “Taut leg” ou o
convencional. A taut leg é formada por linhas esticada que em suas extremidades
apresentas amarras de cabos de poliéster ou cabos de aço essas linhas são fixadas
no leito marinho por meio de estacas de sucção em suas extremidades inferiores.
(LACERDA, 2005). Já as de ancoragem convencional utiliza ancoras que são presas
por cabos de aço ou amarras ou ate mesmo uma combinação entre os dois
materiais em um formato quaternário esse modelo de ancoragem normalmente é
feito em até 500 metros.(LACERDA, 2005).
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Uma plataforma semissubmersível pode se movimentar com a ação dos
ventos e correntes marítimas e isso pode prejudicar a perfuração ou produção além
de poder danificar equipamentos e isso não pode acontecer, pois ela foi
desenvolvida para ser uma das mais precisas. Então é necessário que ela fique
estável no fundo do mar. Há dois sistemas que podem garantir isso: o sistema de
ancoragem e o sistema de posicionamento dinâmico. (RIGZONE, 201?)
Durante a operação o equipamento de perfuração é relativamente flexível,
permitindo que o mesmo suporte pequenos movimentos causados pelo vento e
pelas ondas, mas os risers de perfuração não devem ser forçados além dos seus
limites, pois podem quebrar. (RIGZONE, 201?)
Durante sua movimentação, a plataforma semissubmersível não afunda e
como ela flutua na água esse transporte de um local ao outro é facilitado. Essas
plataformas podem ter propulsão própria ou serem transportadas por navios. Apenas
nas operações de perfuração ou produção são semi-submersos. Vale ressaltar sua
grande estabilidade sendo uma das mais altas entre os tipos de plataforma.
(RIGZONE, 201?)
14
5. VANTAGENS E DESVANTAGENS
A plataforma Semissubmersível apresenta algumas desvantagens, dentre
elas, é não ser adequada para o armazenamento do óleo produzido durante o
processo de exploração exigindo oleodutos ou gasodutos para a exportar o óleo e
gás(GALVÃO, 2015), os custos para iniciais e operacionais são muito altos, é cara
também a locomoção para longas distancias, estruturalmente falando, é uma
estrutura mais complexa para a fabricação, há o risco da fadiga estrutural, e maior
susceptibilidade à corrosão e cargas de gelo, devido a grande quantidade de aço
empregada a estrutura comparada as demais plataformas e a proximidade da
superfície da água. (SABDULLAYEV, 2014 ; )
São necessárias grandes instalações para a montagem terrestre (doca seca),
aliado a isso as instalações de ancoragem a seco disponíveis são limitadas, a carga
da plataforma é exígua (baixa flotabilidade de reserva), os movimentos da
plataforma influenciam diretamente na capacidade de funcionamento e
desempenho, por isso, o mar agitado pode ser um grande problema, pois a indução
de ondas fortes podem impactar a torre, o rotor e as lâminas e fica difícil lidar com os
sistemas de amarração e terra, BOP, pilha e riser.( STRATHCLYDE, 2016)
Todavia, há diversas vantagens na utilização dessa plataforma, como por
exemplo, ela é menos sensível a água comparando-a com a TLPs(Tension Leg
Platforms) (OFFSHORE, 200?) ela é instalada com um sistema em sua totalidade
integrado, a plataforma semissubmersível tem também uma capacidade de
perfuração e workover (intervenção no poço para correção de alguma falha
mecânica ou alteração do projeto inicial) com a utilização do BOP submarino e
permite uma grande quantidade de risers (tubos que ligam uma estrutura de
produção ou perfuração offshore flutuante a um sistema submarino para fins
produtivos).( BATISTA, 200?)
A sua grande mobilidade é uma de suas principais vantagens, pois através
dessa mobilidade é que as plataformas semissubmersíveis são as preferidas para a
perfuração de poços exploratórios (GALVÃO, 2015), ela pode ser montada em terra
e rebocada para o mar e também pode ser rebocada do mar para a terra para
realizar alguma manutenção em sua estrutura.( STRATHCLYDE,2016)
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6. CONCLUSÃO
A partir das pesquisas por nós realizadas, podemos compreender e analisar
como são desenvolvidos os processos de exploração e produção de Petróleo e Gás.
Também obtivemos a oportunidade de ver como foi à evolução sofrida através dos
anos nos modelos de plataformas de Petróleo. Este estudo por nós produzido teve
como foco um modelo de plataforma offshore, ou seja, uma plataforma que atua no
mar.
A plataforma Submersível, originalmente foi desenvolvida para atuar no leito
marinho, mas com o avanço tecnológico e a necessidade de novas formas de
explorar surgiu então a plataforma Semissubmersível um novo modelo flutuante.
Essa inovação foi desenvolvida e estudada pela Shell Oil sendo revelada no ano de
1962, mas mesmo a plataforma já estando no mundo há bastante tempo foi somente
em 2009 que o modelo semissubmersível iniciou suas operações no Brasil chamada
de P-51, ela produzia 180 barris de petróleo por dia no primeiro ano de utilização.
A plataforma Semissubmersível é uma das queridinhas na indústria
petrolífera, por ser uma plataforma móvel e que pode perfurar em águas profundas
ela conquistou um espaço considerável pelo mundo.
Com o fim de aprofundar nossos conhecimentos sobre a plataforma, está
sendo desenvolvida uma maquete funcional idealizada a partir da plataforma
Semissubmersível para que possamos demonstrar na pratica o funcionamento de
uma plataforma tão importante quanto essa.
16
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