Desempenho no Shoprite Huambo
Desempenho no Shoprite Huambo
Registo________/20_____
DEPARTAMENTO DE ENSINO E INVESTIGAÇÃO DE GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES
Julho/2021
Dedicatória
Dedico esta monografia à senhora Leonor Canjuluca, minha mãe, como forma de
reconhecimento ao apoio incalculável na minha formação e por me ensinar o caminho da luta
pela vida, da esperança pela vitória e da fé pela conquista dos objectivos.
Agradecimentos
Os cientistas do comportamento humano de forma geral concordam que uma pessoa é guiada
a agir para uma determinada acção através de incentivos. Face a esse pensamento, submeto-
me em dizer que para a concretização deste trabalho científico, foi necessário um estímulo
que não veio apenas de mim, mas também de outras pessoas que merecem um profundo
agradecimento. Assim sendo, primeiramente agradeço a Deus por tudo o que fez por mim até
a este preciso momento, pois sem a sua vontade essa conquista não seria realizada.
Em seguida, o meu muito obrigado vai para o Dr. Lívio Wander Kelen Chuvica, que pela sua
paciência, rigor, encorajamento e simplicidade abonou-me de sugestões que contribuíram para
a melhoria, perfeição e conclusão do presente trabalho.
Aos vários docentes desta academia universitária, agradeço grandiosamente não apenas pelos
conhecimentos científicos transmitidos, mas também pela forma como me ensinaram a
encarar os vários dramas desta vida.
À minha família, especificamente a senhora Leonor Canjuluca, minha mãe, e aos irmãos
Evangelista, agradeço profundamente pelo apoio prestado desde o início da minha caminhada
tanto académica como social, pois as suas ideias contribuíram grandemente para a formação
do tipo de homem que actualmente eu sou.
E por fim, aos meus amigos e colegas que de forma directa ou indirecta contribuíram para a
conclusão desta minha etapa estudantil, direcciono os meus sinceros agradecimentos.
ÍNDICE
Resumo ....................................................................................................................................viii
Abstract ...................................................................................................................................... ix
INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 1
Contextualização ..................................................................................................................... 1
Objectivos ............................................................................................................................... 3
Variáveis.............................................................................................................................. 4
Hipóteses ............................................................................................................................. 6
i
[Link] Recompensas Intrínsecas .................................................................................. 16
Conclusões ............................................................................................................................ 64
Limitações ............................................................................................................................. 65
Recomendações .................................................................................................................... 66
ANEXO .................................................................................................................................... 70
iii
Lista de Quadros
iv
Lista de Figuras
v
Lista de Gráficos
vi
Lista de Símbolos, Abreviaturas e Siglas
CI – Intervalo de confiança
H – Hipótese
R2 – Coeficiente de correlação
RF - Recompensa Financeira
RNF - Recompensa Não Financeira
SAT - Satisfação dos Colaboradores
Sis_Comp - Sistema de Compensação
SPSS - Statistical Package for the Social Sciences
SS – Segurança Social
t – estatística t
α - Alpha de Cronbach.
β – Coeficiente de determinação
vii
Resumo
viii
Abstract
The present study sought to measure the influence of the compensation system, through
employee behavior, on the performance of employees at Shoprite do Huambo supermarket.
To this end, a research with a hypothetical-deductive approach and a typology of applied
research, quantitative, descriptive, bibliographical and case study was applied. The data used
were collected through a closed-response questionnaire distributed to 51 employees of the
Shoprite Supermarket of the Municipality of Huambo, selected through a typical or
intentional sampling. Of the 51 questionnaires distributed, 50 were filled out and processed,
making a participation rate of 98.04%. For the treatment of the data, the instruments SPSS
and PROCESS Procedure for SPSS were used, as well as the techniques of reliability
analysis, descriptive statistics and linear regression. The results obtained show that the
research model has an acceptable internal consistency, that is, very good (0.906). Regarding
the hypotheses, in terms of impacts and effects (direct, indirect and total), these were
significant, at a significance level of 0.05 (p0.05). As for the explanatory power, the
compensation system variable explains about 47% of the variance of the employee behavior
variable, and the latter, about 49.2% of the variance in employee performance. In turn, in
terms of effects, the variable compensation system explains about 49% of direct effects, 43%
of indirect effects and 41% of the total effect of the variable performance of employees.
ix
INTRODUÇÃO
Contextualização
Cada vez mais as organizações são desafiadas pelas exigências impostas pelo mercado de
trabalho e por isso buscam motivar e satisfazer os seus colaboradores para o alcance da
produtividade desejada. No entanto, os indivíduos têm os seus próprios objetivos e nem
sempre se sentem motivados e satisfeitos com os incentivos financeiros e materiais oferecidos
pelas organizações. Este acto induz com que as organizações fortifiquem e melhorem
ininterruptamente as suas acções relacionadas com a gestão de recursos humanos, mais
concretamente no âmbito do sistema de compensação.
Tal conflito nos remete a averiguar, através de um estudo de caso, "O Sistema de
Compensação como Factor Determinante do Desempenho dos funcionários". Para tal, o
estudo foi realizado no Supermercado Shoprite, situado no município do Huambo.
Muitas organizações afirmam que o recurso mais importante que dispõem é o seu capital
humano, mas nem todas concebem um sistema de compensação flexível que gera a
motivação, a satisfação dos seus colaboradores e, consequentemente, o desempenho dos
mesmos no local de trabalho. Nesta óptica, é notável que algumas organizações enfatizam um
processo de recompensa que obedece a padrões rígidos e imutáveis, baseados em pagamentos
pelas actividades exercida (cargo), para manter comprometidos os seus colaboradores.
Chiavenato (2014), enquadra esta linha de raciocínio numa abordagem de recompensa
tradicional, onde os indivíduos são motivados e satisfeitos por incentivos salariais financeiros
e materiais.
1
sistema justo e objetivo.
Contribuições do Estudo
O estudo facultará resultados que permitirão retirar conclusões acerca das variáveis que
impulsionam o desempenho dos funcionários. Para tal, foram recolhidas informações
reportadas no ponto de vista teórico e empírico.
Quanto do ponto de vista empírico, os aspectos estão apresentados com base nos resultados da
aplicação do modelo de investigação e têm a finalidade de responder as inquietações do
problema, dos objectivos e das hipóteses de estudo. Para tal, as variáveis intervenientes no
modelo de investigação foram mensuradas.
Outros elementos que por ventura estão enquadrados na pesquisa, têm o papel de contribuir
para a melhor compreensão do arcabouço teórico e empírico do estudo e será para
desenvolver a discussão do estudo.
2
Problema Científico
Para que este objectivo seja possível, o ajustamento desse conjunto de instrumentos deve estar
alinhado às estratégias da organização, ser transparente, realista, simples e de fácil
compreensão (Rosa, 2012), tendo em vista, por um lado, aos objectivos organizacionais a
serem alcançados e, por outro lado, os objectivos individuais a serem satisfeitos (Chiavenato,
2014).
No entanto, em algumas empresas é possível verificar que esse ajustamento não está alinhado
aos propósitos sugeridos pela literatura. Este facto é porque alguns proprietários e gestores de
organizações interessam-se, simplesmente, pelo alcance de resultados organizacionais, sem,
no entanto, preocuparem-se com as necessidades dos funcionários.
Objectivos
Objectivo Geral
Objectivos Específicos
3
delimitadas para o presente estudo, em termos de hipóteses e variância explicada.
Variáveis e Hipóteses
Variáveis
Na literatura são encontradas inúmeras variáveis que ajudam a explicar o tema de estudo. No
entanto, as variáveis adoptadas para o estudo estão compostas pelas características sócio-
demográficas dos inquiridos, determinantes do sistema de compensação, comportamento dos
colaboradores e desempenho dos colaboradores. Os três últimos grupos das variáveis acima
referidas estão enquadradas em: variável independente e dependentes.
Variável Independente
Variável Dependente
5
Quadro 2: Variáveis dependentes
Variável Comportamento dos Colaboradores
Dimensões Indicadores
Satisfação com o salário.
Satisfação com os incentivos.
Satisfação com os benefícios.
Satisfação com a oportunidade de desenvolvimento profissional.
Satisfação dos
Satisfação com a oportunidade de desenvolvimento académico.
Colaboradores
Satisfação com o reconhecimento
Satisfação com a autoestima.
Satisfação com a autonomia e responsabilidade.
Satisfação com as condições de trabalho dadas pela organização para
execução eficaz das actividades.
10. Motivação com o salário.
11. Motivação com os incentivos.
12. Motivação com os benefícios.
13. Motivação com a oportunidade de desenvolvimento profissional.
Motivação dos 14. Motivação com a oportunidade de desenvolvimento académico.
Colaboradores 15. Motivação com o reconhecimento
16. Motivação com a autoestima.
17. Motivação com a autonomia e responsabilidade.
18. Motivação com as condições de trabalho dadas pela organização para
execução eficaz das actividades.
Variável Desempenho dos Colaboradores
Dimensões Indicadores
19. Empenho na realização das actividades incumbidas pela organização.
Empenho dos Colaboradores
20. Execução conscientemente das actividades atribuídas pela organização.
21. Negligência na execução das actividades atribuídas pela organização.
Fonte: Adaptados de Rato (2019), Ferreira, Baidya e Freitas (2018), Soares (2014) e Rosa
(2012).
Hipóteses
6
Hipótese 5: O sistema de compensação exerce um efeito indirecto e significativo no
desempenho dos colaboradores através da mediação do comportamento dos
colaboradores.
Estrutura da Monografia
Para uma melhor compreensão dos conteúdos abordados no presente trabalho, optou-se por
um enquadramento faseado. Assim, para além das partes pré-textuais, das conclusões,
limitações, recomendações, referências bibliográficas e anexos, a monografia está estruturada
pela introdução, onde está incluído a contextualização do estudo, contribuições do estudo,
problema científico, objectivos de estudo, variáveis e hipóteses de estudo, a estrutura da
monografia, bem como pelos seguintes capítulos:
7
CAPÍTULO I – ENQUADRAMENTO TEÓRICO
De forma geral o Sistema de Compensação pode ser definido como sendo um conjunto de
formas de recompensa diferentes, que se completam e têm como finalidade alinhar as atitudes
e comportamentos dos trabalhadores com os objectivos organizacionais (Fernandes, 2015).
Esta definição, segundo o autor reúne um conjunto de elementos-chave que devem estar em
qualquer sistema de recompensas nomeadamente:
A coerência entre os seus componentes - significa que as peças que compõem devem
ser congruentes entre si, apontando no mesmo sentido e reforçando-se mutuamente.
Isto nem sempre acontece, porque um sistema de recompensas não é todo estruturado
num mesmo momento histórico, razão pela qual por vezes sucede que os
componentes visam objectivos diferentes e não se articulam harmoniosamente entre
si.
8
O alinhamento com a estratégia da empresa - os objectivos estratégicos que uma
empresa prossegue, numa envolvente de negócio em mudança acelerada e
descontínua, podem sofrer frequentes alterações. A essas modificações deveria
corresponder sempre uma actualização das atitudes e comportamentos (competência)
esperados dos seus colaboradores, susceptíveis de contribuir para que a empresa
consiga atingir os seus objectivos de negócio. No entanto é frequente observar que por
inércia, enquanto a nova estratégia empresarial aponta um determinado sentido, as
competências por que os colaboradores vão ser medidos, apontam num sentido
divergente, que não está sintonizado com a alteração estratégica que não foi
efectuada. Quando isto sucede, não existe o alinhamento pretendido.
A natureza material e imaterial dos seus componentes - os sistemas de recompensas,
ao contrário do que muitas vezes incorrectamente se afirma, não se restringem a
elementos com expressão pecuniária. Há recompensas de natureza imaterial que têm
tanta ou mais importância na atracção, retenção e motivação dos colaboradores e que,
muitas vezes são decisivas nas escolhas que estes fazem da empresa onde pretendem
trabalhar.
A ligação do desempenho às recompensas - a atribuição de recompensas deve ser
diferenciada em função do desempenho individual e de equipas e da sua contribuição
para os resultados da empresa.
O reforço da motivação e produtividade dos colaboradores - actualmente, a grande
preocupação dos empresários gestores está em aumentar os índices de produtividade e
em equipara-los às melhores práticas de mercado em que operam. Este é um enfoque
natural e correcto, mas não invalida que, para o alcançar seja necessário gerir
adequadamente que estão a montante da produtividade e a condicionam.
Segundo Rola (2013), o sistema de recompensas pode ser considerado como um conjunto de
ferramentas criadas pela organização para retribuir as contribuições dos seus elementos. Pode-
se entender a partir deste pensamento as ferramentas como sendo todas as formas de
recompensas adoptadas por uma organização por um lado, e por outro entender os elementos
como sendo os colaboradores que devem ser recompensados por terem uma participação ao
funcionamento da organização de que fazem parte.
Teixeira (2014), aduz que o sistema de recompensas deve predizer os factores essenciais de
motivação, visando proporcionar ao trabalhador o seguinte:
O sentido de realização pessoal no trabalho.
O reconhecimento dos seus pares e das chefias.
A progressão na carreira.
O estilo de gestão e a remuneração.
10
1.1.2 Determinantes do Sistema de Compensação
Este sistema segundo Ferreira et al. (2018), não inclui apenas os salários, férias,
oportunidades de promoções, mas também recompensas como por exemplo, a garantia de
segurança, transferências para posições mais desafiantes e as várias formas de
reconhecimento por serviços prestados.
Para Silva (2018), as recompensas são classificadas por recompensas extrínsecas e intrínsecas,
dependendo do seu carácter financeiro ou não financeiro. Camara et al. (2016), corrobora com
essa classificação, porém completa mencionando que recompensas extrínsecas (financeiras)
estão ligados aos aspectos de natureza material e as recompensas intrínsecas aos aspectos de
natureza imaterial (não financeiras).
Rosa (2012), alude que é importante diferenciar o termo remuneração da recompensa. Nesta
óptica Chiavenato (2014), considera que a remuneração é um pacote quantificável de forma
extrínseca que o funcionário recebe pelo trabalho realizado. Já a recompensa é um conjunto
de retribuições extrínsecas e intrínsecas de natureza material e imaterial (Rosa, 2012).
As recompensas extrínsecas são aquelas que são concebidas pela empresa sob a forma de
dinheiro, privilégios e ou promoções, ou ainda pelos supervisores e colegas de trabalho, sob a
forma de reconhecimento (Rola, 2013).
Borges (2017), classifica as recompensas extrínsecas como sendo um conjunto constituído por
salário, benefício e incentivos, ou seja, por uma componente fixa (salário fixo) e uma variável
(salário variável).
11
sociais oferecidos pela organização, são as férias, gratificações, participação, auxílio a
alimentação, transporte, seguro de saúde, etc. (Chiavenato, 2014).
Por sua vez Camara (2011), aduz que o subsistema de recompensas extrínsecas é constituído
por 5 componentes, nomeadamente: remuneração fixa, remuneração variável, incentivos
benefícios e símbolos de estatuto.
a) Remuneração Fixa
É considerada ainda como um acordo prévio entre o empregador e seu colaborador, no qual
traz benefício para ambas as partes, tornando um padrão remuneratório (Sabino e Cunha,
2016).
De acordo com Marras e Neto (2012), a remuneração fixa é expressa pela seguinte equação:
RF = SF + A + B1 + B2
Sendo:
RF = Remuneração fixa
Sf = Salário fixo
A = Abonos (diversos)
B1 = Benefícios
B2 = Bónus (diversos)
Vantagens:
Facilidade do equilíbrio interno com o sistema de cargos, salários e externo através
de pesquisa dos salários em outras organizações;
Homogeneização e padronização dos salários, que produz um sentimento de justiça
entre os demais empregados, além da facilidade na sua administração e controle.
12
Desvantagem:
Traz como desvantagem o facto de não motivar e incentivar os colaboradores
dentro de uma organização, pois é rotineira e previsível.
b) Remuneração variável
Vantagens:
Ajusta a remuneração a diferenças individuais e ao alcance de metas e resultados e
quando necessário aplica remunerações adicionais;
Funciona como factor motivacional, pois, favorece o desenvolvimento pessoal e
profissional dos trabalhadores e reconhece os seus desempenhos;
Focaliza os resultados e o alcance dos objectivos e
Permite uma auto-avaliação e não produz impacto sobre os custos fixos da
organização.
Desvantagens:
Ela requer certa desestruturação da administração desestabilizando as estruturas
salariais lógicas e rígidas;
Reduz o controlo centralizado dos salários, podendo provocar queixas dos
colaboradores não beneficiados e funções sindicais.
Na visão de Gomes et al. (2008), a remuneração variável pode ser de curto prazo, médio e
longo prazo.
13
Alinhamento da actuação dos profissionais em relação aos objectivos organizacionais,
uma vez que o reconhecimento deve advir do alcance desses objectivos;
Vincular recompensa ao desempenho, estimulando o esforço para a obtenção dos
resultados desejados e promovendo a melhoria contínua;
Transformar custo fixo em variável e, assim, possibilitar que a organização consiga
superar sem grandes sobressaltos situações de crise; e,
Outros resultados esperados com a adopção da remuneração variável.
Camara et al. (2016), asseguram que em termos de custos através da comparação entre o
salário base e a remuneração variável, o salário base representa um custo fixo e é
independente do ciclo do negócio da empresa.
E a introdução de salário variável condicionado aos resultados do negócio, flexibiliza
parcialmente o peso dos salários, que aumenta quando o negócio está em expansão e decresce
no caso de recessão (Camara et al., 2016). Estes autores salientam que o salário base e os
incentivos remuneram coisas diferentes e a componente variável por sua vez, motiva e
satisfaz os trabalhadores, normalmente de carácter material com o intuito de responder a
necessidades de natureza social (Rato, 2019).
c) Incentivos
Os incentivos são componentes variáveis do salário e são usualmente prémios monetários, tal
como as comissões e bónus (Souza et al., 2006), e são destacados por participação acionária,
podendo ser de curto ou longo prazo (Rosa, 2012).
Existem várias formas de participação acionária, como os stocks óptimos que consistem na
possibilidade de compra de acções da empresa, com a finalidade de reter o funcionário,
associar a remuneração ao desempenho individual e a evolução dos resultados do negócio
(Rosa, 2012).
Os incentivos de curto prazo são as comissões, os prémios e os subsídios de carácter irregular
(Rosa, 2012). As comissões são pagas em função dos resultados atingidos pelos
trabalhadores, normalmente correspondem a objectivos individuais. Os objectivos colectivos
representam os prémios e são utilizados para motivar o trabalho em equipa, sobretudo a
componente comportamental.
Os subsídios de carácter irregular dizem respeito, na maior parte das vezes, aos subsídios de
natal, férias e participação nos lucros, sendo componentes atribuídas anualmente.
14
d) Benefícios
Os benefícios são um componente que visa suprir necessidades primárias e de segurança dos
colaboradores (Souza et al., 2006). Podem ser de natureza material e surgem para dar resposta
as carências sociais. Estas componentes podem ser atribuídas num curto ou a longo prazo e
podem ser de carácter social, como por exemplo: complemento do subsídio de doença, seguro
de saúde, seguro de vida, plano de pensões e planos de benefícios flexíveis especificamente
direccionado para alguns trabalhadores de acordo as funções e ou níveis hierárquicos.
Os planos de benefícios flexíveis têm a vantagem de dar aos funcionários “a opção de
escolher entre os benefícios disponíveis aqueles que são mais adequados a seu perfil,
condição familiar e estilo de vida” (Rosa, 2012).
e) Os símbolos de estatuto
Os símbolos de estatuto podem ser entendidos como uma forma de reconhecimento da
empresa do trabalho realizado pelo colaborador (Rola, 2013), e têm como objectivo distinguir
os cargos de gestão e de chefia da organização, como por exemplo, na utilização de viatura da
empresa a título pessoal, motorista, cartão de crédito, entre outros (Souza et al., 2006).
Para Rola (2013), os símbolos de estatuto são sinais exteriores de importância e de poder
dentro das empresas, que sua atribuição pode apresentar inconvenientes, designadamente
acentuar as desigualdades entre os gestores. A concepção dos símbolos de estatuto não reúne
o consenso dos autores.
As recompensas extrínsecas (quadro 4) se não forem correctamente geridas e competitivas
podem provocar insatisfação no trabalho, frustração e injustiça, inclusivamente, causar o
abandono do próprio posto de trabalho (Camara, 2011).
15
[Link] Recompensas Intrínsecas
16
a) O desenho da função
A par da própria natureza do trabalho efectuado e do grau de interesse e desafio que encerra, a
forma como as actividades e tarefas são distribuídas por funções, o modo de estruturar o
conteúdo das funções, e o grau de autonomia de que desfruta o seu titular, são para determinar
o seu grau de atractividade (Camara et al., 2016).
Segundo Tamo (2006), geralmente, posicionando-se sobre o continhum que vai do ‘‘Interesse
orientado para a tarefa’’ (estilo autocrático) ao ‘‘interesse orientado para o elemento
humano’’ (estilo deixa andar), distingue-se cinco estilos de liderança, nomeadamente:
Autocrático: o gestor manda e os subordinados cumprem. A comunicação é
descendente, de cima para abaixo;
Paternalista: o gestor usa o ‘‘pão’’ e o ‘‘pau’’ (stick and carot). Há uma relação
pessoal com os subordinados que não interagem.
Democrático: o gestor encoraja subordinados a participar na tomada de decisão. Há
delegação e espaço para iniciativas. Concilia o humano ao técnico.
Colegial: inspira-se no método democrático. O gestor é um dos ‘‘pares’’, sócios.
Apropriado quando se trata de especialistas, advogados, médicos, engenheiros, etc.;
17
Deixa – andar (laissez faire): o gestor renuncia às suas responsabilidades, com objectivos de
evitar problemas.
Camara Por outro lado, assim como Teixeira consideram apenas 4 estilos da gestão: o estilo
paternalista, o estilo participativo, o estilo autocrático e o estilo igualitário para Camara, e
autocrático, participativo, democrático e laissez faire para Teixeira.
O estilo paternalista para este autor, caracteriza-se por ser fortemente hierarquizado mas com
sensibilidade e preocupação pelas pessoas e as suas necessidades, a par dos resultados do
negócio. O gestor de topo, que é frequentemente o maior accionista (o patrão), é
inquestionável e incontestado e sua palavra é lei (Camara et al., 2016). Mas comporta-se
também como chefe da comunidade de pessoas que constituem a empresa, reconhecendo ter
responsabilidades para com elas que extravasam o campo profissional.
Um líder autocrático é aquele que comunica aos seus subordinados o que é que eles têm de
fazer e espera ser obedecido sem problemas. E típico daquele que está de acordo com a teoria
X de McGregor e que, portanto, acredita que as pessoas, de modo geral, não têm ambições,
evitam o trabalho e tem de ser coagidas. Este tipo de líder observa-se sobretudo, e algumas
vezes com sucesso, quando se trata de tarefas simples, altamente repetitivas, e as relações com
os subordinados se processam em períodos curtos (por exemplo, algumas tarefas de
construção civil com empregados temporários) (Teixeira, 2013). O estilo autocrático, prima
pela hierarquização e enfoque quase exclusivo nos resultados. As pessoas são encaradas como
simples factores de produção, e se não produzem os resultados esperados são substituídas
(Camara et al., 2016).
Para Teixeira (2013), o líder democrático é aquele que tenta fazer o que a maioria dos
subordinados deseja. Muitos gestores que praticam este tipo de liderança têm afirmado que a
isso devem os altos índices de produtividade que alcançam.
18
No estilo de liderança laissez-faire, o líder, como o próprio nome sugere, não está envolvido
no trabalho do grupo; deixa que os seus subordinados tomem as suas próprias decisões. É um
estilo de liderança dificilmente aceitável, a não ser em casos excepcionais em que os membros
de grupo são especialistas, bem motivados, como poderá acontecer com alguns departamentos
de cientistas, por exemplo (Teixeira, 2013).
O estilo igualitário, só é susceptível de funcionar bem em organizações com um perfil muito
especial. Estas caracterizam-se por ter uma população muito homogénea, normalmente
altamente qualificada, com pouco distanciamento hierárquico entre o topo e a base da
pirâmide que é achatada (Camara et al., 2016). A gestão é frequentemente exercida por
eleição dos pares, por períodos limitados e de forma rotativa, e os gestores são vistos como
primus inter pares.
c) Oportunidades de desenvolvimento
As oportunidades de desenvolvimento profissional, resultam da circunstância de as pessoas,
regra geral, quererem aprender coisas novas e aperfeiçoar os seus conhecimentos (Rola,
2013). A medida que elas vão tomando conhecimento de que o emprego para toda a vida se
tornou um mito, as pessoas mais valorizam as oportunidades que lhes são dadas para adquirir
novas competências (Camara et al., 2016).
Hoje em dia, mais do que o emprego, a prioridade é a empregabilidade, ou seja o valor de
mercado do perfil de competências de que um profissional dispõe, por isso são valorizados os
empregados que apostam no desenvolvimento dos seus colaboradores e lhes dão
oportunidades de desenvolvimento profissional (Camara et al., 2016).
d) Mecanismos de reconhecimentos
Os mecanismos de reconhecimento consistem em distinguir e premiar actuações, e
comportamentos que contribuem para atingir os objectivos da empresa (Rola, 2013).
Rola, considera ainda que, para que os mecanismos de reconhecimento sejam eficazes, eles
devem possuir algumas características tais como:
Devem ser prestigiados e credibilizados;
Devem ser adequadamente divulgados e terem regras claras e objectivas;
Devem ter uma carga simbólica e uma grande visibilidade dentro da empresa;
Devem abranger todas as pessoas que trabalham na empresa (executando a chefia de
topo que avalia as candidaturas);
Não devem ser banalizados, mantendo-se critérios de exigência na selecção dos
premiados;
19
E os critérios de avaliação devem ser congruentes com os valores, objectivos e cultura
da empresa.
e) Progressão na carreira
Permitir a progressão da carreira do funcionário é um gesto muito importante, uma vez que
estimula o colaborador a estar mais comprometido com a organização. E para que esta seja
realizada de forma eficiente, autores sugerem que se deve traçar cuidadosamente um plano.
Para Lima, Machado & Estender (2015), o plano de carreira consiste em uma ferramenta para
que a empresa determine as trajectórias existentes em seu ambiente interno.
Segundo Lima et al. (2015), a responsabilidade de sua elaboração parte da própria
organização. Cabendo a esta ainda a definição deste plano e das trajectórias que serão
construídas a partir dele para fomentar o crescimento profissional do colaborador.
O autor a cima citado, apresenta as vantagens do plano para a progressão na carreira dos
colaboradores da seguinte forma:
Contribuir para o crescimento profissional dos colaboradores, de modo que a empresa
também possa atingir graus mais altos de qualidade de serviços;
Motivar os colaboradores de modo que estes adquiram competências técnicas mais
aprimoradas, abarcando todos os processos do aprendizado, desde a instrução teórica,
conhecimento prático, experiência na execução e o desenvolvimento da habilidade.
Encorajar os colaboradores para que estes explorem suas capacidades e seus
potenciais.
Criar um ambiente propício e estimulante para o desenvolvimento do colaborador.
Oferecer integração ao colaborador no ambiente interno, através da perspectiva de
desenvolvimento profissional, o que resultará em um sistema motivacional e diminuirá
seu turn-over.
Possibilitar situações e ambiente que incentivem e encorajem os colaboradores a
buscar objectivos profissionais que auxiliem em seu crescimento, estes que se alinhem
com os objectivos da própria organização.
Estipular trajectória de carreira a serem seguidas, garantindo que o colaborador terá
perspectivas de crescimento e ascensão profissional.
f) Auto-estima
20
confiança reconhecimento, apreciação, admiração etc. Assim sendo, para uma garantia
eficiente da auto-estima dos colaboradores, é necessário que o trabalhador tenha orgulho com
o resultado do trabalho feito, tenha garantia na progressão de carreira e acima de tudo um
reconhecimento de todos aqueles que desempenham um destaque no alcance dos objectivos
organizacionais.
g) Autonomia e responsabilidade
No que respeita à autonomia e responsabilidade, Camara (2011), define-as como o grau de
liberdade que o colaborador tem no exercício da sua função e do impacto que a mesma tem
nos resultados organizacionais, ou seja, quanto mais autonomia maior responsabilidade.
Apesar de ser uma característica (empowerment) em expansão é ainda bastante limitada pelas
repercussões que uma decisão mal tomada pode ter nos resultados da empresa, no entanto,
ajuda os colaboradores a “desenvolverem-se mais rapidamente como profissionais e como
pessoas”.
h) Clima organizacional (ambiente de trabalho favorável)
No que se refere ao clima organizacional é mais fácil de diagnosticar, dado que o clima está
intimamente ligado com a cultura da empresa (Rola, 2013). Da sua implementação resulta
uma maneira de ser e de estar da empresa, que lhe confere uma identidade própria, que vai
determinar o modo como ela se relaciona com os seus empregados e o seu envolvimento
exterior (como, por exemplo, clientes, fornecedores e entidades oficiais). Por conseguinte, o
clima organizacional decorre da cultura da empresa, do aproveitamento das competências
individuais, da descentralização dos recursos humanos, da necessidade de autodisciplina, da
tolerância ao erro e da assunção dos riscos.
Segundo Souza et al. (2006), um sistema de recompensas pode ter vários objectivos:
Souza (2015), define o comportamento organizacional como uma área de estudo que investiga
o impacto que os indivíduos, os grupos e a estrutura organizacional têm sobre o
comportamento das organizações.
22
Figura 1: Variáveis que interferem no comportamento do homem
Variáveis do Variáveis
ambiente
individuais
Família
Escola/educação Personalidade
Política/leis Aspirações
Motivações Comportamento
Religião
Medos do Homem
Cultura/Regras
Percepções
Sendo a motivação um elemento que se concentra nas variáveis individuais, passamos então a
falar da mesma de forma mais clara possível com o objectivo de saber sobre o seu impacto no
comportamento do funcionário dentro de uma organização.
A palavra motivação surgiu da expressão movere, que significa mover, isto é o ato de mover
(Rato, 2019).
Segundo Maitland (2000), a motivação pode ser definida como uma força ou impulso que
leva os indivíduos a agirem de uma forma específica. Já para Cushway & Lodje (1993), a
motivação refere-se às razões por que as pessoas se comportam de determinado modo para
atingirem um conjunto de objectivos.
Por seu turno Pasetto e Mesadri (2012), consideram a motivação como um estado interior que
induz uma pessoa a assumir determinados tipos de comportamentos.
23
Trata-se de um impulso que é provocado por estímulos ou características que podem
ser extrínsecos (do ambiente) ou intrínsecos ao indivíduo;
De forma geral existem várias teorias ligadas a motivação para explicar o comportamento
humano no mundo empresarial e não só, nomeadamente: a teoria das necessidades de
Maslow, a teoria bifactorial de Herzberg, a teoria das necessidades de Aldefer (ERG), a teoria
dos motivos de Mc Clelland, o modelo das características de Hackman e Oldham, teoria das
expectativas de Vroom, teoria multifactorial de Porter e Lawer, a teoria da equidade de
Adams, e a teoria da definição dos objectivos Locke e Latham (Rato, 2019 e Teixeira, 2013).
Segundo Rato (2019), nesse grupo de teorias e modelos existe uma divisão em dois subgrupos
que é importante compreender: as de conteúdo e as de processo. Esta classificação surgiu no
ano de 1984 e protagonizada por Tribett e Rush. Barracho acrescenta ainda a ideia de que as
24
teorias de motivação se cruzam em dois critérios: o primeiro que distingue entre teorias de
processo e de conteúdo e o segundo que distingue entre teorias gerais e teorias
organizacionais sobre a motivação humana (quadro 5).
Teoria de Processo
(análise do processo Teoria da equidade, de Adams Teoria da Fixação de Objetivos,
motivacional e do Teoria ModCO (Modificação do de Locke e Latham
comportamento gerado pelas Comportamento Teoria das Expectativas, de
forças motivadoras - como se Organizacional), de Luthans e Vroom
exprime motivação?) Kreitner Teoria de Avaliação Cognitiva,
de Deci
Teorias de conteúdo
A partir da teoria das relações humanas, todo o acervo de teorias psicológicas acerca da
motivação humana passou a ser aplicado na empresa (Souza, 2015). Verificou-se que todo
comportamento humano é motivado e que a motivação, no sentido psicológico, é a tensão
25
persistente que leva o indivíduo a alguma forma de comportamento visando à satisfação de
uma ou mais determinadas necessidades. Daí o conceito de ciclo motivacional.
Deve ainda ter-se presente que os estados de equilíbrio são sempre transitórios. Uma vez
satisfeita uma necessidade, outra emerge gerando novo estado de tensão e desequilíbrio que se
mantém até a sua satisfação (Teixeira, 2013).
Estímulo Necessidade
Situação Inicial
Ciclo Motivacional
Equilíbrio Tensão
Situação Final
Satisfação Comportamento
26
a) Teoria das necessidades de Maslow
Abraham Maslow, muitas vezes considerado como o mais conhecido teórico motivacional, foi
um psicólogo americano que acreditava que todos os indivíduos apresentavam uma hierarquia
de necessidades que precisavam ser satisfeitas (Maitland, 2000).
De acordo com Souza (2015), Maslow ao descrever a sua teoria baseada na hierarquia das
necessidades humanas, procurou compreender e explicar o que energiza, dirige e sustenta o
comportamento humano pois, para ele, o comportamento é motivado por necessidades
fundamentais.
Segundo Teixeira (2013), a teoria das necessidades de Maslow assenta fundamentalmente nos
seguintes pressupostos:
Teixeira (2013), explixa que, a hierarquia das necessidades proposta por Maslow costuma
representar-se segundo uma pirâmide – a pirâmide das necessidades de Maslow (Fig. 3) –
onde aquelas se dividem em 5 níveis, da base para o topo:
Necessidades sociais têm que ver com a afeição, a inclusão nos grupos, a aceitação e
aprovação pelos outros;
27
Necessidades de auto-realização referem-se á realização do potencial de cada
indivíduo, a utilização plena dos seus talentos.
Auto-realização
Estima
Auto-realização
Sociais
Orgulho Amor- Auto-
Segurança próprio desenvolvimento
Relacionamento
Aceitação Progresso
Fisiológicas Auto-satisfação
Segurança e
Amizade Confiança
protecção
Compreensão Reconhecimento
Alimento contra:
Abrigo Consideração Apreciação
Repouso Perigo
Admiração
Sexo Doença
pelos outros
Incerteza
Segurança 28
Pela disposição da pirâmide, facilmente se percebe que o ser humano procura primeiramente
satisfazer aquelas que são as necessidades básicas e fisiológicas, ou seja, as condições de
sobrevivência como a obtenção de alimentos, habitação apropriada, entre outros (Teixeira,
2014). Em seguida as necessidades de segurança, que dizem respeito à segurança e protecção
contra perigo, doença, incerteza, desemprego, roubo, aplicando-se ao próprio indivíduo como
à sua família (Rato, 2019).
Segundo Maslow, uma pessoa nunca está completamente satisfeita quanto as necessidades de
um qualquer nível (Teixeira, 2013). Mas uma determinada necessidade só sobressai como
prepotente isto é, com poder excepcional para influenciar o comportamento, quando as de
nível inferior na hierarquia se encontram satisfeitas em elevado grau.
Maslow afirma ainda que este modelo é bastante flexível, admitindo que poderá haver
variações individuais, ou seja, “no que diz respeito à intensidade das necessidades e ao
momento em que se manifestam especialmente as de nível mais elevado, possam também
aparecer sem que as de categorias interiores tenham sido plenamente satisfeitas (Rato, 2019).
Enfatizando esta ideia Serras (2014), afirma que esta hierarquia não é rígida, pois as
necessidades que se encontram em patamares superiores podem surgir antes das necessidades
básicas se encontrarem completamente satisfeitas.
De acordo com Chiavenato (2009), as demais necessidades, enquanto satisfeitas, não motivam
o comportamento, mas a necessidade de auto-realização pode ser insaciável, no sentido de que
quanto mais a pessoa obtém retornos que a satisfaçam, mais importante ela se torna e mais
ainda a pessoa desejará satisfazê-la. Não importa quão satisfeita a pessoa esteja, pois ela
quererá sempre mais.
Assim, o gestor que pretenda motivar os seus colaboradores deve ter em atenção o grau de
satisfação das suas necessidades, nomeadamente quais são as que, dadas as circunstancias, se
revelam prepotentes (Teixeira, 2013).
29
b) Teoria dos dois factores de Herzberg
Este método de investigação foi o chamado incidente crítico, caracterizado pelo facto de os
entrevistados serem solicitados a descrever um acontecimento ou facto que lhes parecesse
importante (Teixeira, 2013).
Os factores de higiene são aqueles que não são capazes de motivar, mas podem impedir a
motivação, se não estiverem equacionados de modo adequado (Xavier, 2006). Como exemplo
para uma melhor compreensão, o autor descreve uma prática de saúde bastante comum
dizendo que ‘‘lavar as mãos é um hábito higiénico’’. Porém não leva a pessoa a ter saúde, mas
ajuda na prevenção de doenças. Se a pessoa não lava as mãos pode ter uma contaminação por
vírus ou bactérias e isso pode comprometer sua saúde. Assim são os factores higiénicos
apresentados por Herzberg.
Os factores motivacionais por sua vez são aqueles que produzem efeito duradouro de
satisfação e de aumento de produtividade em níveis de excelência, isto é, acima dos níveis
normais (Chiavenato, 2009).
Segundo Teixeira (2013), os factores higiénicos de Herzberg podem ser equiparados com as
necessidades fisiológicas, de segurança e sociais de Maslow, e os factores motivacionais, as
necessidades de estima e de auto-realização (fig. 4).
Enquanto Maslow fundamenta sua teoria da motivação nas diferentes necessidades humanas
(abordagem intra-orientada), Herzberg alicerça sua teoria no ambiente externo e no trabalho
30
do indivíduo; abordagem extra-orientada (Chiavenato, 2009). De acordo com Rato (2019), o
que difere a teoria de Herzeberg da teoria de Maslow são os pontos de vista, enquanto
Maslow “centraliza a sua atenção nas necessidades humanas”, Herzberg fá-lo também,
contudo refere os incentivos necessários para a sua satisfação.
Factores de Higiene-
Hierarquia das
motivação
necessidades
Trabalho em si
Responsabilidade
Progresso
Crescimento
Realização
Reconhecimento
Status
Relações interpessoais
Supervisão
Colegas e subordinados
Supervisão técnica
Políticas administrativas e
empresariais
Segurança no cargo
Condições físicas de
trabalho
Fonte: Adaptado de Teixeira (2013). Salário
Vida pessoal
Para Xavier (2006), a pesquisa feita pelo autor da teoria dos dois factores, identificou os
seguintes factores higiénicos:
31
tendem a ter um pé atrás contra a empresa, o que equivale a um banho de água fria na
motivação.
Status: Se o cargo depõe contra a pessoa, se ela se envergonha do trabalho que realiza,
como manter a motivação? Não tem motivos para empenhar-se.
Colegas: Se a pessoa não se identifica com os colegas, não os admira nem um pouco,
não gosta de fazer parte da equipe e não tem motivos para querer a realização das
metas.
Vida pessoal: Se a pessoa está “mal com a vida”, como se diz, se tem um estilo de vida
inapropriado, isso afecta negativamente sua motivação para o trabalho.
Avanço – A pessoa não se sente estacionada. Ela sente que está evoluindo na carreira,
ganhando actividades mais complexas.
32
Desafio no trabalho – Tarefas mais importantes, em ordem crescente. Esse é um dos
pilares do processo de motivação. Segundo Herzberg, o segredo para motivar é
“enriquecer” as tarefas, agregar coisas interessantes e desafiadoras nelas.
Apesar do contributo altamente positivo da teoria de Herzberg, alguns dos seus críticos
referem nomeadamente a subjectividade do processo de investigação: análise do ‘‘incidente
crítico’’ e a pouca aplicabilidade aos chamados colarinhos – azuis (pessoal fabril
indiferenciado) de um estudo feito com base em declarações de engenheiros e contabilistas
(Teixeira, 2013). Criticam ainda o facto de o estudo focar essencialmente o nível de satisfação
e não o desempenho, argumentando que satisfação e desempenho não são sinónimos.
Percebe-se neste caso que, Clayton Alderfer concorda com Maslow em que a motivação dos
trabalhadores pode ser explicada em função da satisfação das suas necessidades
hierarquicamente agrupadas em forma de pirâmide tal como refere (Teixeira, 2013).
De acordo com o mesmo autor, existem três aspectos em que Aderfer discorda de Maslow que
são os seguintes:
Em primeiro lugar, Alderfer considera que existem apenas três níveis hierárquicos no
agrupamento das necessidades, contrariamente a Maslow, que considera cinco;
Em segundo lugar, Alderfer refere que, embora de modo geral a emergência de uma
necessidade com possibilidade de motivação só se verifique depois de satisfeitas as
necessidades de nível inferior, há casos em que os trabalhadores podem activar as suas
necessidades de nível mais elevado sem terem satisfeito completamente as
necessidades do nível inferior;
Por último, Alderfer defende, com ênfase, que quando as necessidades de um nível
elevado são frustradas, as necessidades de nível inferior retornam, mesmo já tendo
33
sido satisfeitas. Por exemplo, um empregado frustrado nos seus esforços para
satisfazer as suas necessidades de crescimento pode ser motivado a satisfazer as
necessidades de relacionamento, de nível inferior àquelas.
Rato (2019), define que existem três necessidades ou motivos para determinar a motivação, a
necessidade/motivo de sucesso ou realização, a afiliação e o poder.
Em 1975, Mc Clelland continua a afirmar a sua teoria, contudo explica que um indivíduo não
possui apenas uma destas necessidades, pelo contrário, grande parte dos indivíduos possui as
três, e que elas se inter-relacionam e cada uma tem o seu grau de intensidade consoante o
indivíduo (Rato, 2019).
McClelland refere que alguns homens de negócios têm uma necessidade de realização tão
intensa, que é mais motivadora do que uma questão de proveitos (salariais, por exemplo), e
que para maximizar a sua satisfação, tendem a definir para si próprios objectivos que
impliquem um elevado grau de dificuldade na sua concretização (Teixeira, 2013).
Teixeira (2013), assegura que as pessoas com elevada necessidade de poder são fortemente
motivadas para tentar influenciar outras pessoas e responsabilizar-se pelo comportamento dos
subordinados e os gestores com elevada necessidade de afiliação tendem, por outro lado, a
adoptar um estilo de gestão colaborativa em que o trabalho de equipa tem um papel
importante.
De acordo com Rato (2019), o modelo das características da função apresentado por Hackman
e Oldham foi uma reformulação do modelo efetuado por J. Richard Hackman e Greg Oldham.
Estes autores chegaram à conclusão que são cinco as características do trabalho que
contribuem para fazer da função uma fonte de motivação (Barracho, 2013). E são
responsáveis por três estados psicológicos críticos que, “uma vez presentes provocam nos
sujeitos uma percepção de auto realização quando se encontram a desempenhar bem o seu
trabalho, que se traduz num sentimento de auto-recompensa”, isto é, a presença destas
características tende a aumentar a motivação intrínseca e a satisfação dos empregados.
35
Estes três estados são os seguintes: o conhecimento e resultados do seu trabalho, a
responsabilidade percebida pelos resultados do seu trabalho e a significância percebida do seu
trabalho (Rato, 2019).
Rato (2019), explica ainda que os Estados Psicológicos Críticos são “processos individuais
que não podem ser influenciados”, daí a necessidade de encontrar elementos possíveis de
influenciar os estados psicológicos críticos, são eles as Dimensões Essenciais do Trabalho.
Autonomia Responsabilidade
(Independência no planeamento e execução). (sentimento de responsabilidade
pelos resultados)
f) Teoria da Expectativa
A teoria das expectativas foi iniciada pelo psicólogo Victor H. Vroom em 1964.
Diferentemente das teorias mais conhecidas, nomeadamente as teorias das necessidades de
36
Maslow e Harzberg, que não têm em conta as diferenças individuais, Vroom afirma que o
processo de motivação deve ser explicado em função dos objectivos e das escolhas de cada
pessoa e das expectativas de atingir esses mesmos objectivos (Teixeira, 2013).
Segundo Barracho (2013), a motivação das pessoas de acordo com esta teoria, estará
dependente da satisfação das seguintes condições: Expectativas (um dado esforço resultará
num bom desempenho que gerará uma dada recompensa); Valência (valor atribuído à
recompensa) e Instrumentalidade (capacidade de um resultado permitir o acesso a outro
resultado desejado).
Por seu turno, Miambo (2016), argumenta que estas três forças básicas de que depende o nível
de produtividade individual podem ser explicadas da seguinte maneira:
Se a Motivação for positiva, pode ser um indicativo de uma perspectiva consciente e racional
a respeito das tarefas, resultados e promissores de desempenho, se for nula ou negativa,
constitui um sinal de alarme para detectar problemas na empresa (Rato, 2019).
A partir da teoria das expectativas de Vroom, Lyman W. Porter e Edward E. Lawler III
desenvolveram um modelo que é considerado como o mais completo sobre a motivação
(Teixeira, 2013), pois tem uma abordagem mais dinâmica, mais cognitiva e mais direccionada
para o desempenho (Rato, 2019).
38
O valor que atribui à recompensa é determinado pelas recompensas extrínsecas e
intrínsecas, como por exemplo, o sentimento de realização ou auto-realização, que
resultará da satisfação de uma necessidade quando a tarefa é realizada e o objectivo é
atingido;
Em termos práticos, para um gestor, significa que a motivação não é uma simples questão de
causa e efeito, ele deve analisar com cuidado os esquemas de retribuição e integrar o sistema
esforço-desempenho-recompens-satisfação num sistema global de gestão, nomeadamente
através de um planeamento criterioso, gestão por objectivos e definição clara das tarefas e
responsabilidades no âmbito de uma adequada estrutura organizacional (Teixeira, 2013).
Este, conclui dizendo que ‘‘apesar da sua complexidade, este modelo tem sido considerado
como o mais apropriado para a explicação do ciclo motivacional’’.
39
Figura 8: Motivação: modelo de Porter e Lawter
Valor da
recompensa Recompensas
justas
percebidas
Capacidade
para executar
tarefa Recompensas
intrínsecas
Recompensas
Percepção da extrínsecas
Possibilidade tarefa exigida
de
recompensa
A Teoria da Equidade desenvolvida por John Stacey Adams em 1965 defende a necessidade
de justiça no local de trabalho, enquanto factor de motivação individual (Barracho, 2013).
Segundo Rola (2013), essa teoria pressupõe que os indivíduos valorizam e procuram manter
uma relação de permuta justa entre aquilo que dão e o que recebem da organização, sendo
essa noção de justiça determinada sobretudo por processos de comparação social com colegas
ou com outros referentes relevantes. Assim sendo, os funcionários que se esforçam mais para
a execução de uma tarefa mais eficiente e eficaz devem receber mais recompensas (Barracho,
2013).
De acordo com esta teoria, as pessoas tendem a ser motivados para reduzir toda e qualquer
desigualdade de tratamento percebida por eles. Para isso lutam por igualar as relações entre
outputs e inputs de cada um, umas vezes actuando nos inputs, outras vezes, nos outputs
(Teixeira, 2013).
Os inputs são as contribuições do indivíduo para uma troca, como capacidades especiais,
formação, educação, experiência de trabalho, esforço no trabalho, tempo e tudo o que os
trabalhadores perceberem como um contributo para a organização (Rola, 2013). Por seu turno,
os outputs ou resultados representam o que o indivíduo obtém no processo de troca,
40
nomeadamente salários, benefícios, status, oportunidades de progresso, segurança no trabalho
e qualquer outra coisa que os trabalhadores recebam de forma desejável da organização.
Apesar do seu contributo positivo na análise dos comportamentos dos funcionários no local
de trabalho, esta teoria tem vindo a entrar em declínio e isso explica-se pelo facto de não
haver possibilidade de saber de que maneira os colaboradores escolhem os seus colegas de
trabalho para fazer uma comparação e, portanto é uma teoria que explica os factos passados e
não auxilia na previsão de problemas futuros (Rola, 2013).
Segundo Rato (2019), a teoria da definição de objectivos foi apresentada por Edwin A. Locke
e Gaty Latham em 1990 e tem por base a gestão de objectivos de Peter Drucker.
Rato (2019), explica que o propósito desta teoria é a utilização de objectivos e metas como
factor de motivação, desde que os indivíduos “acreditem que têm condições e possibilidade de
os alcançar, onde o retorno proporcione um benefício complementar”.
Para que exista motivação, os líderes precisam estar cientes sobre o desempenho e dedicação
de cada colaborador no alcance dos objectivos, para saber reconhecer potenciais e habilidades
na hora correcta (Barros e Bichiatto, 2014).
De acordo com Rato (2019), para estimular a motivação e obter níveis de desempenho
elevados, os objectivos fixados devem ser tanto específicos (quantitativos e mensuráveis)
quanto difíceis de atingir (difíceis mas não impossíveis).
41
Rato (2019), aduz que durante o exercício das suas tarefas, os indivíduos tendem a comparar o
seu desempenho com os objectivos estabelecidos, podendo resultar duas situações:
Assim conclui Rato argumentando que nesse sentido, os objectivos devem ser estabelecidos
de forma a ser possível definir um padrão que promova as auto-avaliações positivas,
resultando em auto-eficácia e motivação. Se o alcance dos objectivos estiver relacionado com
uma recompensa permite uma maior eficácia e promove elevados níveis de motivação
intrínseca. Pelo seu carácter simples e eficaz, esta teoria é uma das mais fortes a nível da
psicologia comportamental.
De entre as várias teorias sobre a motivação apresentadas anteriormente, Camara et al. (2016),
destacam três destas teorias para explicar melhor o sistema de recompensas: a teoria das
necessidades de Maslow, a teoria dos dois factores de Herzberg e o modelo de Porter e Lawler
tal como veremos na figura 9.
Factores Recompensas
motivacionais intrínsecas
Factores de Recompensas
higiene extrínsecas
42
A partir das teorias apresentadas na figura anterior, percebe-se de forma muito clara a
relevância destas teorias principalmente a de Lawler no contexto do tema em abordagem. E
por sua vez Camara et al. (2016), explicam que esta relevância prende-se em dois pontos
distintos:
1º Permite constatar que as recompensas extrínsecas são a condição necessária, mas não
o suficiente para que uma empresa tenha colaboradores motivados de forma
sustentada. Ou seja, a correcta gestão dos salários, dos incentivos, dos benefícios e dos
símbolos de estatuto elimina factores de insatisfação, mas não é, em si mesmos
factores de satisfação.
De acordo com Pasetto & Mesadri (2012), existem dois enfoques para o estudo da satisfação:
43
Salários, oportunidades de promoção e benefícios.
Esta última abordagem segundo o autor, traz uma visão mais completa da satisfação no
trabalho e permite ao gestor detectar os pontos que necessitam de acções mais imediatas.
O tema da motivação não pode ser abordado sem que seja mencionada a satisfação, até
porque parece não haver consenso ao nível das suas definições e diferenças (Rato, 2019).
Segundo Pasetto & Mesadri (2012), a motivação é um estado interior que leva uma pessoa a
assumir determinados tipos de comportamentos. Já a satisfação no trabalho a define como
uma variável de atitude que reflecte como uma pessoa se sente em relação ao trabalho de
forma geral e em seus vários aspectos. Em termos simples satisfação no trabalho é quando as
pessoas gostam do seu trabalho.
De uma forma mais sucinta, satisfação com o trabalho é uma atitude de uma pessoa em
relação ao trabalho que realiza (Barracho, 2013).
44
políticas de gestão, alcance de objectivos de padrões de desempenho, entre outras actividades
(Barracho, 2013).
Para Serras (2014), existem quatro factores essenciais para a satisfação no trabalho, referindo
que estes factores são controláveis pela organização.
Os factores são:
45
Trabalho intelectualmente desafiante: os colaboradores preferem trabalhos que exijam
as suas capacidades, que ofereçam uma variedade de tarefas, liberdade e feedback
sobre o próprio desempenho;
Antes mesmo de definir o desempenho, importa destacar que o desempenho que será aqui
abordado não é um conceito utilizado de forma geral, mas sim o desempenho no cargo.
Segundo Miambo (2016), o desempenho pode ser definido como o grau em que o indivíduo
atinge os objectivos traçados, ou na medida em que o colaborador executa as suas actividades
previstas no plano de actividade.
Por sua vez Chiavenato (2009), considera o desempenho como sendo uma variável
extremamente contigencial, pois varia de pessoa para pessoa e depende de inúmeros factores
que o influenciam poderosamente.
Chiavenato (2009), explica ainda que o valor das recompensas e a percepção de que as
recompensas dependem do esforço, determinam o volume de esforço individual que a pessoa
estará disposta a realizar.
46
1.1.4 Modelo de Investigação
Alinhar os interesses dos funcionários com os interesses das organizações tornou-se uma das
preocupações dos gestores nas últimas décadas. Face ao cenário, estudiosos têm dado um
grande contributo na busca de instrumentos que ajudam perceber qual é a maneira mais eficaz
de estimular tanto a vida dos colaboradores quanto das organizações. Assim, alguns
pesquisadores elegem o sistema de compensação para ser analisado a sua simultânea
influência no comportamento e no desempenho dos colaboradores. Outros pesquisadores
focam numa influência não simultânea, sendo unicamente no comportamento dos
colaboradores, ou no desempenho dos colaboradores.
Nesta perspectiva, são desenvolvidos vários modelos de investigação que de forma adaptada
ou não são utilizados para dar resposta ao fenómeno relacionado com o tema de estudo. Por
exemplo, Ferreira et al. (2018), demonstram a importância observada na relação entre o
sistema de compensação e a motivação dos docentes da Universidade Federal do Tocantins,
através da análise de regressão múltipla.
Com base nos autores acima referidos e de forma adaptada abaixo se apresenta o modelo de
investigação proposto para o presente estudo (fig.10).
47
Figura 10: Modelo de investigação
H3
SISTEMA DE COMPORTAMENTO
COMPENSAÇÃO DOS COLABORADORES
DESEMPENHO DOS
H1 SATISFAÇÃO DOS H2 COLABORADORES
RECOMPENSA COLABORADORES
EXTRÍNSECA
EMPENHO DOS
MOTIVAÇÃO DOS COLABORADORES
RECOMPENSA
COLABORADORES
INTRÍNSECA
H5
H4
Impacto
48
CAPÍTULO II - METODOLOGIA
Prodanov e Freitas (2013) e Gil (2008), sugerem para este grupo de abordagem, os métodos
dedutivos, indutivos, hipotético-dedutivo, dialéctico e fenomenológico. Para os autores
referidos, cada método está vinculado a uma corrente filosófica que se propõe explicar como
se processa o conhecimento da realidade. Nesta óptica, o método dedutivo relaciona-se com o
racionalismo; o indutivo com o empirismo; o hipotético-dedutivo com o neo-positivo; o
dialéctico com o materialismo dialéctico e o fenomenológico com a fenomenologia.
Assim, tendo em conta a natureza do objecto de pesquisa, dos recursos disponíveis e do nível
de abrangência que se pretende atingir, no quadro 4 é caracterizado o método de abordagem
de pesquisa quanto ao raciocínio lógico a ser utilizado.
49
2.2 Tipologias de Pesquisa
Diante da necessidade de definir o delineamento da pesquisa, de acordo a metodologia
utilizada por Prodanov e Freitas (2013) e Gil (2008), no quadro 5 de forma agrupada é
evidenciada a tipologia de pesquisa utilizada no presente estudo.
De acordo Gil (2008), a amostra por tipicidade ou intencional é uma amostra não
probabilística que consiste em seleccionar um subgrupo da população que, com base nas
informações disponíveis, possa ser considerado representativo de toda população.
50
2.4 Técnicas de Pesquisa
Como já foi dito nos pontos anteriores, o estudo usa um conjunto de variáveis,
nomeadamente: sócio-demográficas, sistema de compensação, comportamento e desempenho
dos colaboradores.
Para medir as variáveis sócio-demográficas, foi solicitado aos respondentes para assinalar
com um círculo (O) ou xis (X) de forma directa num e único quadrado, predefinido no
questionário, a sua característica.
51
2. No segundo bloco está efectivada a análise da consistência interna do modelo de
investigação, por meio do Alpha de Cronbach (α).
52
CAPÍTULO III – ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Nesta secção está efectiva a descrição do perfil dos inquiridos, com base no gênero, faixa
etária, estado civil, nacionalidade e tempo de serviço. Para efeito, os dados foram medidos e
analisados tendo em conta os procedimentos constantes das secções 2.4.2 e 2.4.3.
23 (46%) 27 (54%)
Feminino
Masculino
É possível verificar no gráfico 1 que a maior participação dos inquiridos no presente trabalho
são do gênero feminino, com 27 (54%) do total dos inquiridos (50), enquanto a menor parte
recai para o gênero masculino 23 (46%).
53
b) Descrição da Faixa Etária dos Inquiridos.
50
45 22 (44%)
20 (40%)
40
35
30
25
20
15 7 (14%)
10
Fonte:
5 elaboração própria, adaptado com base nos resultados de pesquisa
As idades dos inquiridos encontram-se compreendidas nas faixas etárias de menor de 25 anos,
0
de 26 a 35 anos, de 36 a 45 anos e superior a 46 anos.
Menor de 25 anos De 26 a 35 anos De 36 a 45 anos
É de notar, no gráfico 2, que existe uma maior percentagem na faixa etária de 26 a 35 anos,
com 44% (22 colaboradores), enquanto a menor percentagem é de 2% (1 colaborador), é
demonstrada na faixa etária superior a 46 anos. Para as restantes faixas etárias os números de
inquiridos são: faixa etária de menor de 25 anos, com 7 (14%) colaboradores inquiridos e
faixa etária de 36 a 45 anos, com 20 (40%) colaboradores inquiridos.
Viúvo 1 (2%)
Divorciado 1 (2%)
Casado 21 (42%)
Solteiro
24 (48%)
0 10 20 30 40 50 60
54
O gráfico 3 mostra que a maior parte dos colaboradores são solteiros, com 24 (48%)
colaboradores inquiridos e a menor são os divorciados e viúvos, com 1(2%) colaboradores
inquiridos para cada estado civil. Os restantes estados civis compreendem: 3 (6%)
colaboradores no estado civil união de facto e 21(42%) colaboradores no estado civil casado.
1 (2%)
49 (98%)
Angolana
Estrangeira
55
e) Descrição do tempo de serviço dos Inquiridos.
90
40 (80%)
80
70
60
50
40
30
20
4 (8%) 6 (12%)
10
0 (0%) 0 (0%)
0
Menos de 5 anos De 5 a 10 anos De 11 a 15 anos De 16 a 20 anos Mais de 20 anos
Finalmente, no que se refere à distribuição dos inquiridos por tempo de serviço, no gráfico 5 é
possível ser observado que 40 (80%) dos colaboradores inquiridos têm o tempo de serviço de
5 a 10 anos, sendo o tempo predominante. Os demais resultados, demonstrados no gráfico 5,
correspondendo a seguinte ordem:
O coeficiente Alpha de Cronbach é uma ferramenta estatística que, de acordo com Pestana e
Gageiro (2014), os seus valores variam numa escala de 0 a 1, considerando as seguintes
consistências internas:
56
Boa – alpha entre 0,8 a 0,9.
Contudo, Pestana e Gageiro (2014), referem que é necessário conhecer e analisar, para melhor
interpretação da consistência interna, os procedimentos abaixo descritos:
57
Coeficiente de determinação de cada dimensão com as restantes – O valor da variância
observada numa determinada dimensão de estudo é explicado por outras dimensões de
estudo, sendo a mais alta da dimensão motivação dos colaboradores (75,9%) (4ª
coluna do ponto 3 do anexo 3).
Efeito das dimensões na média da escala – Se for excluído uma determinada dimensão
de estudo o valor médio da escala obtido (constante da 1ª coluna da alínea a) do ponto
2 do anexo 3) diminui, comparativamente com os restantes resultados da 1ª coluna
tabela do ponto 3 do anexo 3.
Com esta análise pode-se concluir que o modelo de investigação tem uma consistência interna
aceitável, neste caso de muita boa. Qualquer eliminação de uma determinada dimensão de
estudo não prediz a um Alpha de Cronbach do modelo de investigação inadmissível.
A análise da regressão linear usada no presente trabalho, por um lado, está direccionada nas
influências das variáveis independentes sobre as variáveis dependentes, em termos de:
58
Efeito indirecto da variável sistema de compensação na variável desempenho dos
colaboradores, mediada pela variável comportamento dos colaboradores.
Por outro lado, também está direccionada na variância explicada (poder explicativo) das
relações entre as seguintes variáveis:
59
Equação 1: Cálculo do efeito mediado
Efeito Directo
Efeito Mediado (R2) = 1-
Efeito Total
Fonte: Adaptada de Hayes (2013).
3.3.1 Resultados da Análise de Regressão Linear
a) Impactos
Pelos resultados espelhados na figura 11, conclui-se, por um lado, que todos os impactos são
significativos ao nível de p 0,05. Por outro lado, as variâncias explicadas cumprem com o
sugerido por Falk & Miller, (1992). Assim tem-se:
Estes resultados cumprem com o sugerido por Camara et al. (2016), quando se refere ao
objectivo primordial do sistema de compensação que é o reforço da motivação dos
colaboradores. Isto significa que o sistema de compensação praticado pelo Supermercado
Shoprite do Huambo motiva e satisfaz significamente os seus colaboradores.
60
Figura 11: Modelo de investigação – Impactos e Variâncias Explicadas
H1 COMPORTAMENTO H2
SISTEMA DE 0,69* (6,52) DOS 0,35* (2,78) DESEMPENHO DOS
COMPENSAÇÃO COLABORADORES
COLABORADORES
R2 49,2%
R2 47%
Relativamente a variância explicada (R2) na figura 11 pode-se verificar que a variável sistema
de compensação explica cerca de 47% da variância da variável comportamento dos
colaboradores e esta última 49,2% da variância da variável desempenho dos colaboradores.
b) Efeitos
Souza et al. (2006), aduzem que o sistema de compensação pode ser utilizado com o objectivo
de aumentar a motivação e a produtividade dos trabalhadores. Face a essa afirmação e com
base nos resultados obtidos, é possível perceber de forma clara que o sistema de compensação
produz um impacto directo no desempenho dos colaboradores da empresa sujeita de pesquisa.
Quando o sistema de compensação é desenhado apenas para retribuir aos colaboradores uma
remuneração pelo trabalho exercido, sem que no entanto seja considerado o comportamento
destes (motivação e satisfação), Chiavenato (2014), enquadra esta prática numa abordagem de
recompensa tradicional. Para Rosa (2012), o sistema de recompensa tradicional estimula
apenas a obediência dos colaboradores às normas e procedimentos, não a orientação para os
resultados e estratégias organizacional, e não encoraja o desenvolvimento de competências e
61
conhecimentos para aumentar a produtividade. Diante desta lógica percebe-se que no efeito
total a variância explicada diminui a medida que não se tem em consideração o
comportamento dos colaboradores, isto comparativamente com os efeitos directos e
indirectos.
Segundo Camara et al. (2016), para que exista eficácia do sistema de compensação, é
necessário que ‘‘ os factores de higiene da teoria de Herzberg tenham equidade interna e
externa e que os factores de motivação sejam bem geridos’’. Por outro lado, Chiavenato
(2009), refere que o valor das recompensas e a percepção de que as recompensas dependem
do esforço determinam o volume do esforço individual que a pessoa estará disposta a realizar.
Assim, é possível entender que na verdade o desempenho dos colaboradores do Supermercado
Shoprite do Huambo mediado pelo comportamento destes, é condicionado indirectamente
pelo sistema de compensação.
H5
Efeito indirecto (a * b)
0,24; R2 43%
H4
Efeito total (c = a * b + c’)
0,56* (5,75); R2 41%
62
Em síntese, a figura 12 evidencia que no efeito directo a variável sistema de compensação
explica cerca de 49,2% da variância da variável desempenho dos colaboradores. No efeito
total a variável sistema de compensação explica cerca de 41% da variância da variável
desempenho dos colaboradores. Por sua vez, no efeito indirecto a variável sistema de
compensação explica cerca de 43% da variância da variável desempenho dos colaboradores.
63
CONCLUSÕES, LIMITAÇÕES E RECOMENDAÇÕES
Conclusões
Através da pesquisa empírica, para além da descrição do perfil dos inquiridos, foi possível
averiguar a consistência interna do modelo de estudo, a análise de regressão linear em termos
de hipóteses de estudo e variância explicada, ou seja, poder explicativo do modelo de
investigação. Nesta decorrência concluiu-se que:
b) Regressão Linear:
64
Limitações
Como qualquer trabalho de investigação científica, este está sujeito a críticas e a algumas
limitações que se pensa serem melhoradas nos futuros estudos. A seguir destacam-se algumas
limitações deste trabalho:
1. Existe pouca literatura recente que aborda o sistema de recompensas e a sua relação
com o comportamento do capital humano, no contexto angolano.
2. Poucas aberturas, tanto das instituições públicas e das privadas, para a realização de
estudos académicos, relativos a trabalhos de fim de curso.
65
Recomendações
Recomendações gerais
66
REFERÊNCIAS BIBLIGRÁFICAS
Camara P. B. (2011). Os sistemas de recompensas e a gestão dos recursos humanos (3ª ed.).
Porto: Editora Dom Quixote.
Camara, P. B., Guerra, P. B., & Rodrigues, J. V. (2016). HUMANATOR XXI: Recursos
Humanos e Sucesso Empresarial (7ª ed.). Portugal: Dom Quixote.
Chiavenato, I. (2014). Gestão de pessoas: O novo papel dos recursos humanos nas
organizações (4ª ed.). São Paulo - Brasil: Editora Manole.
Cunha, M. P., Rego, A., Cunha, R. C., Cardoso, C. C., Marques, C. A., & Gomes, J. F.
(2012). Manual de Gestão de Pessoas e do Capital Huamano (2ª ed.). (M. Robalo, Ed.)
Lisboa, Portugal: Edições Silabo.
Falk, R.F. & Miller, N.B. (1992). A Primer for Soft Modelling. Akron, OH: University of
Akron Press.
67
Ferreira, D., Baidya, T. K. N., & de Freitas, A. S. (2018). A relação entre sistemas de
compensação e motivação: um estudo na Universidade Federal do Tocantins (UFT). ETD-
Educação Temática Digital, 20 (1): 27-48.
Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social (6ª ed.). São Paulo, Brasil: Editora
Atlas S.A.
Gomes, J. F., Cunha, M. P., Rego, A., Cunha, R. C., Cardoso, C. C., & Marues, C. A. (2008).
Manual de gestão de pessoas e do capital humano (1ª ed.). (M. Robalo, Ed.) Lisboa,
Portugal: Edições Sílabo Lda.
Hipolito, J. A., & Dutra, J. S. (2012). Remuneração e Recompensas. Rio de Janeiro, Brasil:
Elsevier Editora Ltda.
Knapick, J. (2012). Gestão de Pessoas e de Talentos (1ª ed.). Curitiba, Brasiil: Intersaberes.
Lima, G. M., Machado, D., & Estender, A. C. (2015). Plano de carreira e plano de
remuneração para motivação e retenção de talentos. XII Simpodio de Excelencia em
Gestão e Tecnologia (XIISEGeT.
Marras, J. P., & Neto, P. M. (2012). Remunerção Estratégica. Rio de Janeiro, Brasil: Elsevier.
Pestana, M., & Gageiro, J. (2014). Análise de Dados para Ciências Sociais: A
complementaridade do SPSS (6ª Ed). Lisboa: Edições Sílabo.
68
Prodanov, C.C. & Freitas, E. C. (2013). Metodologia do trabalho científico: Métodos e
técnicas da pesquisa e do trabalho académico (2ª ed.). Brasil: Editora Feevale
Souza, M. J., Duarte, T., Sanches, P. G., & Gomes, J. (2006). Gestão de Recursos Humanos:
Métodos e Práticas. Lisboa, Portugal: LIDEL.
Tamo, K. (2006). Introdução à Gestão das Organizações: Conceitos e Estudos de Casos (2ª
Edição ed.). Luanda, Angola: Capetê Publicações, Lda.
Teixeira, S. (2013). Getão das Organizações (2ª Edição ed.). Portugal: Verlag Dashófer.
Xavier, R. (2006). Gestão de Pessoas na Prática:Os desafios e as soluções. São Paulo, Brasil:
Gente.
69
ANEXO
Anexo 1 – Questionário
QUESTIONÁRIO
70
PARTE I - DADOS PESSOAIS
Por favor, nas questões abaixo referidas assinale com um xis (X) ou círculo (O) a condição
que melhor corresponde o seu perfil pessoal.
Faixa etária
Género
Masculino Feminino
Nacionalidade
Angolana Estrangeira
Estado civil
Solteiro (a) Casado (a) Divorciado (a) União de facto Viúvo (a)
Tempo de serviço
71
PARTE II
72
2. Factor Comportamento dos Colaboradores
As questões que se seguem servem para avaliar o seu comportamento em relação
ao sistema de recompensas praticado pelo Supermercado Shoprite - Huambo.
Por favor, assinale com um xis (X) ou círculo (O) num dos quadrados em branco
localizado ao lado direito de cada uma das afirmações o seu grau de discordância
ou concordância de acordo com a seguinte graduação: 1 - Discordo totalmente à 5 -
Concordo totalmente.
Dimensão: Motivação dos Colaboradores
Item Questões de afirmações 1 2 3 4 5
MOT10 Sinto-me motivado com as recompensas
financeiras proporcionadas pelo Supermercado
Shoprite Huambo.
MOT11 Sinto-me motivado com as recompensas não
financeiras proporcionadas pelo Supermercado
Shoprite Huambo.
MOT12 Sinto-me motivado com a função que exerço no
Supermercado Shoprite Huambo.
MOT13 Sinto-me motivado com o envolvimento dos meus
colegas na execução de trabalhos em equipa.
Dimensão: Satisfação dos Colaboradores
Item Questões de afirmações 1 2 3 4 5
SAT14 Estou satisfeito com as recompensas financeiras
proporcionadas pelo Supermercado Shoprite
Huambo.
SAT15 Estou satisfeito com as recompensas não
financeiras proporcionadas pelo Supermercado
Shoprite Huambo
SAT16 Estou satisfeito com a função que exerço no
Supermercado Shoprite Huambo.
SAT17 Estou satisfeito com a minha vida profissional.
73
3. Factor Desempenho dos Colaboradores
As afirmações que se seguem servem para avaliar a sua percepção em relação ao
seu empenho no local de trabalho. Por favor, assinale com um xis (X) ou círculo
(O) num dos quadrados em branco localizado ao lado direito de cada uma das
afirmações o seu grau de discordância ou concordância de acordo com a seguinte
graduação: 1 - Discordo totalmente à 5 - Concordo totalmente.
74
Anexo 2 – Resultados da Regressão Linear Simples (Modelo de Investigação)
Run MATRIX procedure:
**************************************************************************
Model : 4
Y : Dese_Colab
X : Sis_Comp
M : Comp_Colab
Sample
Size: 50
**************************************************************************
OUTCOME VARIABLE:
Comp_Colab
Model Summary
R R-sq MSE F df1 df2 p
,6856 ,4700 ,6242 42,5711 1,0000 48,0000 ,0000
Model
coeff se t p LLCI ULCI
constant ,9115 ,4048 2,2519 ,0289 ,0977 1,7254
Sis_Comp ,6869 ,1053 6,5247 ,0000 ,4752 ,8986
Standardized coefficients
coeff
Sis_Comp ,6856
**************************************************************************
OUTCOME VARIABLE:
Dese_Colab
Model Summary
R R-sq MSE F df1 df2 p
,7011 ,4916 ,4664 22,7199 2,0000 47,0000 ,0000
Model
coeff se t p LLCI ULCI
constant 1,2851 ,3679 3,4930 ,0011 ,5450 2,0253
Sis_Comp ,3211 ,1250 2,5690 ,0134 ,0697 ,5726
Comp_Colab ,3463 ,1248 2,7757 ,0079 ,0953 ,5973
Standardized coefficients
coeff
Sis_Comp ,3670
Comp_Colab ,3966
75
************************** TOTAL EFFECT MODEL ****************************
OUTCOME VARIABLE:
Dese_Colab
Model Summary
R R-sq MSE F df1 df2 p
,6389 ,4082 ,5315 33,1103 1,0000 48,0000 ,0000
Model
coeff se t p LLCI ULCI
constant 1,6008 ,3735 4,2856 ,0001 ,8498 2,3518
Sis_Comp ,5590 ,0971 5,7542 ,0000 ,3637 ,7543
Standardized coefficients
coeff
Sis_Comp ,6389
Total effect of X on Y
Effect se t p LLCI ULCI
,5590 ,0971 5,7542 ,0000 ,3637 ,7543
Direct effect of X on Y
Effect se t p LLCI ULCI
,3211 ,1250 2,5690 ,0134 ,0697 ,5726
Indirect effect(s) of X on Y:
Effect BootSE BootLLCI BootULCI
Comp_Colab ,2379 ,0876 ,0875 ,4275
76
Anexo 3: Resultados dos Procedimentos que Ajudam na Melhor Interpretação da
Consistência Interna
77
3. Conhecer e analisar a relação entre cada dimensão e a variável de estudo, em termos do
coeficiente de correlacção, do coeficiente de determinação de cada dimensão com as
restantes, e do efeito que cada dimensão produz na média da escala, na variação da escala
e no Alpha de Cronbach do modelo de investigação.
Dimensão Média de Variação de Coeficiente de Coeficiente de Efeito de cada
escala se a escala se a correlacção da determinação Dimensão na
Dimensão Dimensão for Dimensão total (variância) de média, variância
for excluída corrigida cada e no Alfa de
excluída Dimensão com Cronbach se
os restantes excluído.
(1) (2) (3) (4) (5)
Recompensa
14,20 13,703 0,789 0,742 0,880
Financeira
Recompensa não
14,34 13,907 0,792 0,751 0,879
Financeira
Motivação dos
14,42 13,125 0,840 0,759 0,868
Colaboradores
Satisfação dos
14,63 14,498 0,709 0,639 0,897
Colaboradores
Empenho dos
14,31 15,562 0,699 0,519 0,899
Colaboradores
Alpha de Cronbach do Modelo de Investigação
Não padronizado Nº de Dimensões
0,906 5
Fonte: Dados da pesquisa processados no instrumento SPSS, versao 22.0
78