Controlo da Administração Pública em Moçambique
Controlo da Administração Pública em Moçambique
FAGREFF
Tema:
Discente:
Adélia Estevão
Fidel Banquiune
Docente:
Hugo Mapilele
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Índice
Resumo.......................................................................................................................................3
Abstract......................................................................................................................................3
1. Introdução...........................................................................................................................4
2. Objectivos...........................................................................................................................4
2.1. Geral............................................................................................................................4
2.2. Específicos...................................................................................................................4
3. Metodologia........................................................................................................................5
4. Revisão de literatura...........................................................................................................6
6. Conclusão..........................................................................................................................13
7. Referências bibliográficas.................................................................................................14
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Resumo
O presente trabalho aborda sobre o controlo da administração pública: legislativo, administrativo e judicial, com
objectivo de perceber o papel desses poderes no funcionamento do estado. Neste sentido, aborda-se de forma
específica sobre o controlo legislativo, administrativo e judicial. Entretanto, apesar da sua caracterização
específica os controlos acima mencionados complementam um a outro.
Abstract
The present work deal about the control of public administration: legislative, administrative and judicial, in
order to understand the role of these powers in the functioning of the state. In this sense, it deals specifically
with legislative, administrative and judicial control. However, despite their specific characterization, the
controls mentioned above complement each other
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1. Introdução
Nos dias actuais há cada vez mais consciência dos cidadãos, de estar numa sociedade
organizada, onde as autoridades públicas não se desviem do seu exercício dos seus poderes
(legislativo, administrativo, judicial). O controlo da administração publica actua de
forma a resguardar que esta esteja em harmonia com os princípios que lhes são
impostos pelos poderes. Entretanto, a prática do poder é função essencial do direito
administrativo.
A Administração Pública tem tarefas muito amplas, variadas, especializadas e complexas que
necessitam de controlo para seu pleno funcionamento. Neste contexto, o controlo se tem dado
por meio dos contextos legislativo, administrativo e judicial, com interesse de melhorar a
vida dos cidadãos. O controlo da administração pública é efectivado para atender o interesse
da sociedade ou seja para o bem comum, pois, as necessidades da população são infinitas,
enquanto, os recursos públicos disponíveis são insuficientes, fazendo com que o Governo
estabeleça prioridades, e defina metas e objetivos que deverão ser alcançados.
2. Objectivos
2.1. Geral
Estudar o controlo da administração do estado através dos poderes legislativo,
administrativo e judicial.
2.2. Específicos
Definir os poderes legislativo, administrativo e judicial.
Descrever os poderes legislativo, administrativo e judicial;
Conhecer os procedimentos do controlo da administração pública;
Reflectir sobre a importância dos poderes legislativo, administrativo e judicial na
administração pública.
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3. Metodologia
A realização do presente trabalho incorporou as seguintes fases:
a) Pesquisa bibliográfica;
b) Análise de informações;
c) Compilação do trabalho final.
A segunda fase, que incorporou a análise de informação, foi de forma minuciosa analisada a
informação identificada e recolhida na fase anterior, e com base com corpus teórico, legal
foram feitas analogias e interpretações, sem omitir os objectivos do trabalho.
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4. Revisão de literatura
Por seu turno, PALLIERI argumenta que Estado é uma ordenação que tem por um fim
específico e essencial a regulamentação global das relações sociais entre os membros de um
dada população sobre um dado território, na qual a palavra ordenação.
A distinção entre as três funções estatais básicas - legislar, administrar e julgar- remonta à
época de ARISTÓTELES, a partir do desenvolvimento da chamada teoria da constituição
mista, recebendo novas contribuições de LOCKE, até alcançar sua consagração em
MONTESQUIEU2.
Para GONÇALVES o controlo administrativo pode ser exercido pelos próprios órgãos
internos da Administração, como por órgãos externos incumbidos do julgamento dos recursos
(tribunais administrativos) ou das apurações de irregularidades funcionais (órgãos
correcionais).
5
Souza, 2004:559
6
Meireles s/d
7
Santos 2008
8
Gonçalves, 2005:24
7
5. Análise do tema propiamente dito
5.1. Controlo da administração pública
A finalidade do controlo da Administração Pública, independentemente do regime político ou
do sistema jurídico adoptado pelo país, normalmente se relaciona com a garantia dos
princípios da legalidade, da moralidade e da eficiência na actividade dos entes
administrativos e da manutenção do equilíbrio entre a efectivação dos interesses públicos
frente aos direitos e garantias individuais e que a administração actue em consonância com os
princípios que lhe são impostos pelo ordenamento jurídico, como os da legalidade,
moralidade, finalidade pública, publicidade, motivação de impessoalidade9.
Legislativo;
Administrativo;
Judicial.
9
Madrigal, 2016
8
5.1.1. Controlo legislativo
É aquele realizado pelo parlamento, particularmente através dos Deputados. Os meios
utilizados são: Comissões Parlamentares de Inquérito, Convocação de Autoridades, pedidos
escritos de informação, fiscalização contábil, financeira e orçamentária, sustação dos actos
normativos do executivo, entre outros10.
O controlo exercido pelo poder legislativo sobre a Administração Pública consiste, junto com
a elaboração das leis, em uma das atribuições típicas constitucionalmente delegadas ao poder
legislativo, devendo ser exercido na forma e nos limites prescritos, sob ameaça de violação da
Constituição da República, que assegura a separação dos poderes.
Alguns dos mecanismos do controle parlamentar são: (i) pedidos escritos de informação aos
Ministros de Estado; (ii) convocação para o comparecimento de autoridades; (iii) fiscalização
de actos da Administração Pública directa e indirecta; (iv) comissões parlamentares de
inquérito; (v) aprovações de decisões do poder executivo; (vi) fiscalização financeira e
orçamentária8; (vii) sustação de actos normativos do poder executivo; (viii) recebimento de
petições e reclamações dos cidadãos.
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ordenamento jurídico resultariam na cassação do mandato do representante cuja conduta
estava sob análise. Contudo, os interesses políticos partidários costumam dificultar e, por
vezes, impedir que a fiscalização se efective em uma punição quando a conduta é identificada
como violadora dos direitos e garantias públicas11.
O controlo administrativo pode ser exercido pelos próprios órgãos internos da Administração
(controle hierárquico propriamente dito), como por órgãos externos incumbidos do
julgamento dos recursos (tribunais administrativos) ou das apurações de irregularidades
funcionais (órgãos correccionais). Todos eles, entretanto, são meios de controlo
administrativo.
Esses meios de controlo podem ser preventivos, sucessivos ou correctivos. Pelos primeiros
estabelecem-se formalidades e exames prévios dos actos administrativos para adquirirem
eficácia e operatividade, pelos segundos acompanha-se a formação dos actos; pelos terceiros
corrigem-se os actos defeituosos ou ilegítimos.
As formas de controlo da administrativo podem ser, em sentido amplo, realiza-se através de:
a) fiscalização hierárquica; b) recursos administrativos; c) prestação de contas dos dinheiros
públicos, como veremos a seguir. Esse controle atinge não só os órgãos da Administração
centralizada (impropriamente chamada Administração directa), como a descentralizada ou
indirecta, sendo nestas compreendidas as autarquias, como também as entidades
paraestatais, ou seja, as sociedades de economia mista, as empresas públicas, as fundações
instituídas ou subvencionadas pelo Poder Público e os serviços autónomos custeados por
contribuições parafiscais.
A propósito já escrevemos e ora repetimos que todo ato administrativo, para ser legítimo e
válido, há-de ser praticado em conformidade com o Direito (princípio da legalidade), com a
moral da instituição (princípio da moralidade) e com o interesse público (princípio da
finalidade). Faltando, contrariando ou desviando-se desses princípios, a Administração
comete ilegalidade passível de invalidação por ela própria ou pelo Poder judiciário, desde que
o requeira o interessado.
Para obter a invalidação de ato administrativo ilegítimo, a parte interessada poderá valer-se
do procedimento judicial comum (acção ordinária), ou de meios especiais, adequados à
defesa de direitos individuais (mandado de segurança, acção cominatória, interditos
possessórios, etc.) ou à preservação do património público lesado pela própria Administração
(acção popular).
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colectivo, indissociável de toda actividade pública. Tanto é ato ilegal ou ilegítimo o que
desatende a lei, como o que violenta a moral da instituição, ou se desvia do interesse público,
para servir a interesses privados de pessoas, grupos, ou partidos favoritos da Administração.
Politico
Controlo legislativo
Financeiro
Esquema do controlo da
Adm. Publica administração pública
Legalidade e merito
Poder judiciario
Se provocado
6. Conclusão
O controlo da administração pública fundamenta-se pela faculdade de vigilância, orientação e
correcção que um poder, exerce sobre a conduta funcional, através de um conjunto de
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instrumentos estabelecidos pelo ordenamento jurídico que possibilita o exercício do poder de
fiscalização de toda a Administração Pública (todos os Poderes). O controlo da administração
do estado tem como objectivo de garantir a coerência entre sua actuação e esse mesmo
ordenamento.
O controlo da administração pública garante o exercício pleno de um estado. Por outro lado,
com crescente democratização da Administração Pública, exigência do chamado Estado
Democrático, há necessidade da sociedade conciliar ao exercício com os interesses da
sociedade. Neste sentido o controlo legislativo, administrativo e judicial garantem o
funcionamento legal e administrativo do estado.
7. Referências bibliográficas
Madrigal, A 2016. A importância do controle interno na Administração Pública.
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Tostes, A. B. 2004. Organização Administrativa Brasileira. In: MOTTA, Carlos Pinto
Coelho. Curso Prático de Direito Administrativo. 2 ed. rev. atual. ampl. Belo Horizonte: Del
Rey.
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