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Cultura do Povo Tchokwe em Angola

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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIA DE EDUCAÇÃO

ISCED-HUILA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO
SECÇÃO DE PEDAGOGIA

TRABALHO EM GRUPO
DE
METODOLOGIA DO ENSINO PRÉ-
ESCOLAR

TEMA: A Cultura Tchokwe.

Grupo nº 09
2º Ano
Curso: Pedagogia
Regime: Pós-Laboral - Matala

O Docente
___________________________
PhD. Rosa de Lima Cambinda

Matala / 2022
Índice

Introdução........................................................................................................................1
A Cultura Tchokwe.........................................................................................................2
Divisão dos Tchokwé.....................................................................................................2
Designação dos Tchokwé.............................................................................................3
Localização dos Tchokwé.............................................................................................3
A Cultura Lunda-Tchokwe............................................................................................4
Conclusão........................................................................................................................5
Referências bibliográficas.............................................................................................6
Elementos Do Grupo......................................................................................................7
Introdução
O presente trabalho tem como tema: A Cultura Tchokwe. Temos a
dizer antes que:

O povo Côkwe é um grupo étnico pertencente ao grupo bantu que se


concentra distribuído sobretudo no nordeste de Angola e numa larga faixa que
de lá se estende até ao sul do país, Povo do Nordeste de Angola (províncias
de Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico), do Noroeste da Zâmbia e do Sudoeste
da República Democrática do Congo (Katanga, Kasaï, alto Kwango), estimado
em 1 000 000 de indivíduos. O nome Tshokwe apresenta algumas variantes
(Chócue, Chokwe, Tchokwe, Batshioko) e, entre os portugueses, ficaram
conhecidos por Quiocos.

Numa perspectiva etnológica, os chócues destacam-se pela sua tradição


artística, particularmente pelas suas esculturas e máscaras.

De origem Bantu, a etnia Tshokwe, matrilinear, patrilocal e falante do


idioma utshokwe, estava sob a autoridade política, legal e religiosa de um chefe
tribal, o mwanangana, que reinava com o apoio dos seus antepassados aos
quais prestava culto.

1
A Cultura Tchokwe

O povo chócue ou Côkwe é uma etnia bantu que se concentra sobretudo


no nordeste de Angola e numa larga faixa que de lá se estende até ao sul do
país, mas também no extremo sudoeste da República Democrática do Congo e
no extremo noroeste da Zâmbia.

Numa perspectiva etnológica, os chócues destacam-se pela sua tradição


artística, particularmente pelas suas esculturas e máscaras. Historicamente,
estão envolvidos no colapso do Reino Lunda, e no Nordeste de Angola
continuam a viver numa estreita coabitação com a etnia Lunda.

A sua migração para o Sul, onde muitas vezes se radicaram por grupos
em espaços não utilizados por outras etnias, continuou até meados do século
XX.

A coesão entre eles muito deve a uma rede de autoridades tradicionais


que inclui o seu habitat nos países vizinhos. Em termos económicos, a sua
base continua a ser a pequena agricultura, exclusivamente para efeitos de
subsistência, bem como a caça.

O Reino da Lunda ficou dividido no século XIX, quando ocorreu as


guerras intestinais na Corte da Família Real do Império entre o século XIV, XV
ou XVI e por causa do tabú da Soberana Lueji.

Divisão dos Tchokwé


O Reino dividiu-se em três partes, sendo; Reino Lunda Luba, Reino
Lunda Ndembo, Reino Lunda Tchokwe. No Séc. XVIII, uma parte do povo
decidiu migrar para a região do actual Moxico, dando origem ao povo Tchokwé
(Kiôco).

Os Tchokwé são descendentes do império Lunda de Lueji a Nkondi,


quando o grande império Lunda se dividiu no século XIX, reino fundado
porpovos bantu vindos da região sul da Nigeria; Quando ocorreu as guerras
intestinais na Corte da Família Real do Império entre o século XIV, XV ou XVI e

2
por causa do tabú da Soberana Lueji. O Reino dividiu-se em trés partes, dentre
os quais o mais importante foi o reino Tchokwé.

Designação dos Tchokwé

Os Tchokwés chamados de quiocos pelos portugueses e badjok pelos


vizinhos do Zaire (Republica Democratica do Congo); São povos de origem
bantu com uma organização social matrilinear e constituindo a população de
maior dimensão da area oriental de Angola.

Os tchokwés constituem um grupo antropológico altamente heterogéneo


considerado como resultado de um tipo de negro fortemente influenciado por
um tipo pigmoide. Alguns tchokwes aproximam-se do tipo etiopico do sul de
Angola entre o kwanza e o Lwena.

Há muitos séculos atrás os Lundas e tchokwés tinham sido um povo só.


Saíram do mesmo núcleo, a grande diferença é que os Lunda ficam no seu
território desde sempre, os tchokwés transformam-se num grupo de extrema
mobilidade que a partir do século XVI percorre todo o país.

Angola tem Tchokwés em quase todo o território. No final do século XIX


os Tchokwés regressam ao seu território de origem, tomam, militarmente, o
poder dos Lunda e absorveram as suas instituições.

Os Tchokwé estabeleceram então oseu próprio reino com a sua língua e


costumes. Os chefes lundas e o povo continuaram a viver na região lunda
porém diminuidos de poder.

Localização dos Tchokwé

A expansão dos Tchokwés levou-os para além das fronteiras de Angola,


encontrando-se grandes núcleos na República Democrática do Congo e da
Zâmbia.

As populações desta etnia que habitam no Zaire e na Zâmbia são


originários de Angola resultado de grandes emigrações nos finais do século
XIX e princípios do século XX.

3
Este grupo apresenta poucas variantes linguísticas. Na província da
Lunda-Norte predominam o lunda, o cokwe (kioku), o mataba, o kakongo ou
badimba e o mai. Na província da Lunda-Sul: o Tchokwé (kioku). Em uma parte
da Província do Moxico: o Lunda-Lua-Shinde, o Lunda, o Ndembo e o Tchokwé
(Kioku)

A Cultura Lunda-Tchokwe

Relativamente à ukule, que consiste num ritual de iniciação feminina,


realiza-se aquando da primeira menstruação (ukule) da adolescente. Esta
cerimónia é constituída por várias etapas durante as quais a jovem (kafundeji)
aprende uma dança do ventre (apreciada pelos Tshokwe e que antecipa as
relações sexuais), recebe instruções sobre o acasalamento, é pintada com
tatuagens púbicas (mikonda) para fins eróticos e, juntamente, com o seu futuro
noivo, procede a diversos rituais que culminam na consumação do casamento
dos dois jovens.

No que respeita à mucanda, que se efetua durante a puberdade, trata-se


dum ritual de iniciação masculina durante o qual as crianças são circuncidadas.
Mucanda designa o campo cercado com palhotas redondas, no qual os
iniciados, tundandji (plural de kandandji), vivem afastados das suas famílias por
um período de um a dois anos. A iniciativa de um ritual mucanda é tomada pelo
chefe da aldeia. A máscara kalelwa marca o início e o fim do ritual e proíbe
severamente a aproximação de mulheres à mucanda.

Relativamente às máscaras, há três grandes tipos de máscaras: o


primeiro tipo, designado por Cikungu ou mukishi wa mwanangana, corresponde
à máscara sacrificial sagrada e representa os antepassados do chefe tribal; o
segundo tipo denomina-se mukishi a ku mukanda e equivale às máscaras da
mucanda, das quais são exemplo a Cikunza e a Kalelwa que, depois do ritual,
são queimadas; finalmente, o terceiro tipo, designado mukishi a kuhangana,
corresponde às máscaras de dança - as mais conhecidas e as mais frequentes
em museus e coleções privadas - sendo as máscaras Cihongo (para os
homens) e Pwo (para as mulheres) os modelos principais.

4
Conclusão
Contudo, os Tshokwe, chamados Quiocos pelos portugueses e Badjok
pelos vizinhos do Zaire (actual República Democrática do Congo), são povos de
origem Bantu com uma organização social matrilinear e constituindo a população
de maior dimensão da área oriental de Angola. As populações desta etnia que
habitam no Zaire e na Zâmbia são originários de Angola e resultado de grandes
emigrações nos finais do século XIX e princípios do século XX.

Os Tshokwe da Lunda constituem um grupo antropológico altamente


heterogéneo que “tem de ser considerado o resultado de um tipo de negro
fortemente influenciado por um tipo pigmóide”

A grande diferença é que os Lundas ficam no seu território desde


sempre, ao passo que os tchokwe transformam-se num grupo de extrema
mobilidade que a partir do século XVI percorre todo país. São essencialmente
caçadores e comerciantes em busca de marfins, borracha, que lhes permite
desenvolver as estruturas políticas tal como a hierarquia da mussunda.

5
Referências bibliográficas

Kizerbo, Joseph. História de África Negra, Vol. I, Publicações Europa –


América, 1999.

M´bokolo, Elikia, África negra – História e Civilizações até ao século XVIII, 1ª


Edição portuguesas, Editora Vulgata, 2003.

O povo Lunda. Disponível em: [Link]


Acessado aos 26 de Janeiro de 2022, pelas 12h12min.

Thornton, Jhon K. A África e os africanos na formação do mundo atlântico:


1400 – 1800. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

6
Elementos Do Grupo

Nº Nome Completo Nota do Trabalho Nota da Defesa


01 Laurinda Wuendje Nunulo
02 José Kamenhe Prata Satchitima
03 Ricardo Elias Tchiti Tchissingui

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